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<p>CONHECIMENTOS SOBRE</p><p>O ESTADO DE SERGIPE</p><p>História de Sergipe</p><p>Livro Eletrônico</p><p>Presidente: Gabriel Granjeiro</p><p>Vice-Presidente: Rodrigo Calado</p><p>Diretor Pedagógico: Erico Teixeira</p><p>Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi</p><p>Gerência de Produção de Conteúdo: Bárbara Guerra</p><p>Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes</p><p>Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais</p><p>do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de</p><p>uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às</p><p>penalidades previstas civil e criminalmente.</p><p>CÓDIGO:</p><p>240618331399</p><p>CLEBER MONTEIRO</p><p>Pós-graduado em Coordenação e Orientação Pedagógica. Professor do Colégio Militar</p><p>Dom Pedro II (CMDPII) e de cursinhos preparatórios para PAS, Enem e concursos</p><p>públicos (sistema EaD e presencial).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>3 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>SUMÁRIO</p><p>Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4</p><p>História de Sergipe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5</p><p>1. Introdução ao Tema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5</p><p>2. Brasil Colônia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5</p><p>3. Indígenas em Sergipe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8</p><p>4. Povoamento e Ocupação de Sergipe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13</p><p>5. História de Aracaju . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16</p><p>6. Período Republicano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19</p><p>7. Era Vargas (1930 a 1945) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22</p><p>8. República em Sergipe (1889 a 2024) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24</p><p>9. Cangaço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26</p><p>resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28</p><p>exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31</p><p>gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39</p><p>gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40</p><p>referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57</p><p>anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>4 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>apreSentaÇÃoapreSentaÇÃo</p><p>Olá, futuro(a) concursado(a)! Como você está? Firme e forte nos estudos? Sou o professor</p><p>Cleber Monteiro, graduado em Geografia e pós-graduado em Coordenação Pedagógica e</p><p>Supervisão Escolar. Fui aprovado nos concursos da Polícia Militar do Estado de São Paulo</p><p>(PMSP) e Polícia Militar do Estado de Santa Catarina (PMSC). Atualmente, sou professor do</p><p>Colégio Militar Dom Pedro II, em Brasília, e ministro aulas em vários cursos preparatórios para</p><p>carreiras militares e concursos públicos nas disciplinas de geopolítica, RIDE-DF, atualidades,</p><p>história e geografia dos estados e municípios. Agora, estamos juntos pelo Gran Cursos, para</p><p>que você possa conseguir sua tão sonhada aprovação no serviço público.</p><p>Você verá, ao longo desse material, que estudar história e geografia de um município,</p><p>por maior que seja o conteúdo, é muito tranquilo. Como em todas as outras disciplinas,</p><p>usaremos estratégia para que você poupe seu tempo e consiga assimilar o maior número</p><p>de conhecimento necessário para sua prova, sempre focando aqueles assuntos pertinentes</p><p>em certames anteriores.</p><p>Ao longo desse material, você encontrará dicas e lembretes que ajudarão na compreensão</p><p>do conteúdo. Nessa etapa, iremos focar e destrinchar a história de Sergipe e os principais</p><p>acontecimentos desde o período colonial. Ao final, teremos uma bateria de questões</p><p>comentadas para serem resolvidas. Lembre-se: só passa em concurso quem faz questões,</p><p>portanto faça todas!</p><p>Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para oferecer tudo o que for necessário para</p><p>sua aprovação. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo fórum; será um enorme prazer</p><p>atendê-lo. Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir.</p><p>Cleber Monteiro — @Profclebermonteiro</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>5 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>HISTÓRIA DE SERGIPEHISTÓRIA DE SERGIPE</p><p>1 . introdUÇÃo ao tema1 . introdUÇÃo ao tema</p><p>Querido(a) aluno(a), para uma melhor compreensão da história de Sergipe, é necessária</p><p>uma breve explicação sobre a história do Brasil. Os processos de ocupação e exploração são</p><p>parecidos e irão te ajudar a entender como ocorreu a ocupação do território sergipano.</p><p>O processo de ocupação e dominação que ocorreu no Brasil foi replicado praticamente</p><p>em todas as províncias do país, tendo como dominantes os portugueses e dominados os</p><p>indígenas. Em vários momentos históricos, perceberemos a existência de conflitos entres</p><p>eles e, consequentemente, a fuga, morte ou exploração dos indígenas ou do território.</p><p>DICA</p><p>muitos itens referentes à história de Sergipe podem ser</p><p>respondidos com os conhecimentos prévios básicos sobre</p><p>a história do brasil . portanto, analisar o que se pede em</p><p>um contexto macro pode te ajudar a acertar a questão .</p><p>Fica a dica!</p><p>Esse conhecimento pode ir além da ocupação portuguesa no Brasil, mas também podemos</p><p>associar as atividades econômicas desenvolvidas, principalmente na região Nordeste.</p><p>Entenda que as atividades de exploração do pau-brasil, o desenvolvimento da pecuária e</p><p>a produção de cana-de-açúcar foram importantes para o Brasil e para o Sergipe.</p><p>Porém, você precisa</p><p>mudanças significativas na política</p><p>estadual.</p><p>• O Cangaço, um movimento de banditismo social, ocorreu no Nordeste do Brasil</p><p>entre o final do século XIX e meados do século XX. Formado por cangaceiros, como</p><p>Lampião e Corisco, o grupo reagia às difíceis condições econômicas e sociais da região,</p><p>exacerbadas pelas secas e desigualdades.</p><p>• Esses bandos armados enfrentavam tanto as tropas estaduais quanto jagunços</p><p>contratados por fazendeiros. A morte de Lampião, junto com Maria Bonita, em uma</p><p>emboscada em Sergipe, marcou o declínio do movimento, levando muitos cangaceiros</p><p>a se renderem em troca de anistia.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>31 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS</p><p>001. 001. (CEBRASPE/PREFEITURA DE BARRAS DOS COQUEIROS/2020) Durante a segunda metade</p><p>do século XVI, a costa sergipana era frequentada pelos traficantes normandos do pau-</p><p>brasil. Era a barra do rio Sergipe (barra do Cotinguiba, como então era chamado) o ponto</p><p>preferido por esses aventureiros. Portugal pôs fim à pirataria a partir da conquista das</p><p>terras intermediárias entre Bahia e Pernambuco, realizada por Cristóvão de Barros. Segundo</p><p>alguns historiadores, o atual município havia abrigado, nos primeiros anos de sua fundação,</p><p>a sede do governo da Capitania de Sergipe-del-Rei – São Cristóvão, fundada por Cristóvão de</p><p>Barros em 1589, na costa ocidental da Ilha dos Coqueiros, à margem esquerda do rio Sergipe</p><p>e próximo de sua foz, local que corresponde, hoje, ao da cidade de Barra dos Coqueiros.</p><p>Era, então, povoado ou, talvez, apenas cidadela.</p><p>Internet: (com adaptações).</p><p>Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue os itens a seguir em C para certo</p><p>e E para errado.</p><p>O contrabando de pau-brasil executado pelos corsários franceses na barra do rio Sergipe</p><p>rendeu à localidade de Barra dos Coqueiros o título de sede de município.</p><p>002. 002. (CEBRASPE/PREFEITURA DE BARRAS DOS COQUEIROS/2020) O adensamento da ocupação</p><p>na margem esquerda do rio Sergipe, na segunda metade do século XIX, elevou a antiga</p><p>capela de Nossa Senhora dos Mares da Barra dos Coqueiros à categoria de freguesia.</p><p>003. 003. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO/2019) A respeito da cultura sergipana e</p><p>do município de São Cristóvão, o local em que hoje está situada a Praça São Francisco, em</p><p>São Cristóvão, foi o cenário da morte de Lampião, o mais célebre representante do cangaço.</p><p>004. 004. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO/2019) São Cristóvão é cidade-símbolo de</p><p>uma consciência histórica que preserva bens que testemunham a passagem do tempo e a</p><p>ação humana que se perpetua.</p><p>005. 005. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO/2019) A ocupação do território onde se</p><p>situa o estado de Sergipe ocorreu simultaneamente ao processo de colonização do Brasil.</p><p>Iniciada ainda no século XVI, a ocupação também foi protagonista do esforço português de</p><p>controlar suas terras americanas, o que implicou, entre outras ações, o combate a outros</p><p>europeus que manifestavam interesse sobre a possessão lusitana na América. Relativamente</p><p>à trajetória histórica de Sergipe, julgue o item seguinte.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>32 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Historicamente, a economia sergipana está sustentada na agricultura, na pecuária e na</p><p>agroindústria; neste segmento, assentou-se, sobretudo, no café e na soja.</p><p>006. 006. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO/2019) A ocupação do território onde se</p><p>situa o estado de Sergipe ocorreu simultaneamente ao processo de colonização do Brasil.</p><p>Iniciada ainda no século XVI, a ocupação também foi protagonista do esforço português de</p><p>controlar suas terras americanas, o que implicou, entre outras ações, o combate a outros</p><p>europeus que manifestavam interesse sobre a possessão lusitana na América.</p><p>Relativamente à trajetória histórica de Sergipe, julgue o item seguinte.</p><p>A presença dos holandeses em Sergipe, embora breve, foi vital para organizar a economia</p><p>da região: os conflitos cessaram e a estabilidade permitiu o desenvolvimento econômico</p><p>que perdurou por mais de dois séculos.</p><p>007. 007. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO/2019) O início da colonização sergipana</p><p>contou com a participação de nomes como Garcia D’Ávila, grande proprietário de terras à</p><p>época, e também de padres da Companhia de Jesus ( jesuítas).</p><p>008. 008. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO/2019) Entre os europeus que chegaram</p><p>ao atual estado de Sergipe no primeiro século da colonização portuguesa, estavam os</p><p>franceses, que tinham grande interesse no pau-brasil.</p><p>009. 009. (CEBRASPE/PC-SE/2018) O longo processo de organização e reorganização da sociedade</p><p>deu-se concomitantemente à transformação da natureza primitiva em campos, cidades,</p><p>estradas de ferro, minas, voçorocas, parques nacionais, shopping centers etc. Estas obras</p><p>do homem são as suas marcas e apresentam determinado padrão de localização que é</p><p>próprio a cada sociedade. Organizadas espacialmente, constituem o espaço do homem, a</p><p>organização espacial da sociedade ou, simplesmente, o espaço geográfico.</p><p>Roberto Lobato Corrêa. Região e organização espacial. 7.ª ed. São Paulo: Ática, 2000 (com adaptações).</p><p>Tendo esse fragmento de texto como referência inicial, julgue os itens subsequentes, a</p><p>respeito de elementos que compõem a organização espacial do estado de Sergipe.</p><p>A opção pelo processo de metropolização de Aracaju em detrimento de São Cristóvão</p><p>deveu-se a esta não dispor de condições para ser cidade portuária nem de capacidade para</p><p>atender à crescente demanda industrial e administrativa do estado.</p><p>010. 010. (IBFC/PC-SE/2014) Centro do poder político-administrativo da cidade de Aracaju, a</p><p>Praça do Palácio (atual Praça Fausto Cardoso), foi o ponto de partida para o crescimento da</p><p>cidade, que se deu de forma desordenada quanto à ocupação do espaço. A organização física</p><p>das ruas da cidade, a mobilidade urbana, o projeto urbanístico, nunca foram preocupações</p><p>consideradas por seus dirigentes.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>33 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>011. 011. (IBFC/PC-SE/2014) Aracaju foi uma das primeiras capitais brasileiras a ser projetada</p><p>e possui transporte público integrado.</p><p>012. 012. (IBFC/PC-SE/2014) Assim como em outros Estados nordestinos, Sergipe foi ocupado</p><p>por colonizadores franceses interessados no escambo de pau-brasil e algodão com os índios.</p><p>Entretanto, entre o fim do século XVI e as primeiras décadas do século XVII, os franceses</p><p>colonizaram oficialmente o Estado e passaram a dominar definitivamente a região.</p><p>013. 013. (IBFC/PC-SE/2014) O local onde hoje se encontra o município de Aracaju era a residência</p><p>oficial do cacique Serigy, que dominava desde as margens do rio Sergipe até as margens do</p><p>rio Vaza-Barris. Em 1590, Cristóvão de Barros atacou as tribos do cacique Serigy e de seu</p><p>irmão Siriri, matando e derrotando os índios. Assim, no dia 1 de janeiro de 1590, Cristóvão</p><p>Barros fundou</p><p>a cidade de São Cristóvão (mais tarde capital da província) junto à foz do</p><p>Rio Sergipe e definiu a Capitania de Sergipe.</p><p>014. 014. (IBFC/PC-SE/2014) Como cidade projetada, Aracaju nasceu em 1855 por necessidades</p><p>econômicas. Uma assembleia elevou o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria</p><p>de cidade e a transformou em capital, em lugar de São Cristóvão, antiga sede da Província</p><p>de Sergipe Del Rey.</p><p>015. 015. (IBFC/PC-SE/2014) Durante uma década o Nordeste brasileiro viveu o clima do cangaço</p><p>com o surgimento do bando chefiado por Virgolino Ferreira, o Lampião. O grupo percorreu</p><p>Sergipe e mais alguns estados nordestinos até 1938, ano em que Lampião foi surpreendido</p><p>pela volante e morto junto com Maria Bonita e mais alguns companheiros em seu esconderijo</p><p>em Angico, no sertão de Sergipe.</p><p>016. 016. (IBFC/PC-SE/2014) Devido ao sucesso do sistema de capitanias hereditárias, a Coroa</p><p>portuguesa comprou, em 1549, a capitania da Baía de Todos os Santos, incluindo Sergipe</p><p>- dos herdeiros do donatário, para sediar o governo-geral e nomeou Tomé de Souza como</p><p>primeiro governador-geral da Colônia.</p><p>017. 017. (IF-SE/2018) A fundação da cidade de São Cristóvão remete à personagem histórica</p><p>de Cristóvão de Barros, que liderou as lutas contra os índios em fins do século XVI.</p><p>018. 018. (IF-SE/2018) Por não ter tido qualquer participação na economia açucareira, Sergipe</p><p>foi a última área do Nordeste a ser colonizada por Portugal.</p><p>019. 019. (INÉDITA/2021) Aracaju foi instituída como capital de Sergipe ainda no período colonial.</p><p>Ela foi a primeira cidade da província e era chamada de São Cristóvão.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>34 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>020. 020. (INÉDITA/2021) O projeto piloto de planejamento da cidade de Aracajú foi desenvolvido</p><p>pelo engenheiro Sebastião José Basílio Pirro, que se inspirou em um tabuleiro de xadrez</p><p>para projetar a cidade.</p><p>021. 021. (INÉDITA/2021) O projeto da cidade de Aracajú ficou conhecido como o quadrilátero</p><p>ferrífero de Pirro.</p><p>022. 022. (INÉDITA/2021) O desenvolvimento urbano do município de Aracaju ocorreu de forma</p><p>inclusiva e igualitária entre as diferentes camadas da sociedade.</p><p>023. 023. (INÉDITA/2021) O fato de Aracaju ser uma cidade planejada faz com que atualmente</p><p>não apresente problemas estruturais urbanos.</p><p>024. 024. (INÉDITA/2021) Os índios da sociedade Serigy travaram uma luta intensa e sangrenta</p><p>de, aproximadamente, 30 anos contra os portugueses e franceses.</p><p>025. 025. (INÉDITA/2021) As oligarquias eram uma realidade presente na república velha no</p><p>estado de Sergipe, destacando-se a liderança de Olímpio Campos.</p><p>026. 026. (INÉDITA/2021) A oligarquia Olimpista conseguiu se instalar em Sergipe e permanecer</p><p>por anos graças ao apoio de Fausto Cardoso. Ele foi responsável pela Revolta de Fausto</p><p>Cardoso, que tinha como objetivo diminuir as manifestações contra o governo oligárquico.</p><p>027. 027. (INÉDITA/2021) Durante a invasão holandesa no litoral brasileiro, os holandeses</p><p>mudaram as estruturas econômicas sociais de Sergipe, com destaque para o trabalho</p><p>livre e a produção de café.</p><p>028. 028. (UFS/2009) A invasão de piratas franceses para contrabandear pau-brasil, tornou urgente</p><p>a colonização portuguesa da região de Sergipe, pois, além de bloquear a ação dos invasores,</p><p>a conquista das terras facilitaria a comunicação com a importante região de Pernambuco.</p><p>029. 029. (UFS/2009) O trabalho de catequese das missões jesuíticas foi responsável pelo sucesso</p><p>das primeiras tentativas de colonização das terras sergipanas pois, além de enfraquecer</p><p>a resistência dos nativos à ocupação, evitou a destruição de muitos dos aldeamentos</p><p>indígenas existentes na região.</p><p>030. 030. (UFS/2009) As expedições de piratas franceses estabeleceram contato com as tribos do</p><p>litoral sergipano por meio do escambo, ou seja, troca de objetos por pau-brasil. Esta relação</p><p>entre franceses e índios, ao contrário da relação hostil empreendida pelos colonizadores</p><p>portugueses, ocorria de forma amistosa.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>35 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>031. 031. (UFS/2009) Com a crescente colonização de Sergipe tem início a criação de gado</p><p>que, com os holandeses, torna-se a base da economia da capitania, pois, diferentemente</p><p>dos portugueses, reiniciaram o processo de povoamento e incentivaram a recuperação</p><p>econômica da região ocupada.</p><p>032. 032. (UFS/2009) Com a ocupação do território sergipano, a capitania passou a se dedicar</p><p>à criação de gado, facilitada pelos rios na região e fornecendo carne bovina e animais de</p><p>carga para as capitanias vizinhas. Isso permitiu que as capitanias da Bahia e Pernambuco</p><p>se dedicassem prioritariamente à produção canavieira.</p><p>033. 033. (UFS/2009) As cidades de São Cristóvão e Laranjeiras são importantes cidades coloniais</p><p>de Sergipe, e a segunda almeja o título de Patrimônio Histórico da Humanidade, que é</p><p>concedido pela Unesco.</p><p>034. 034. (UFS/2002) Durante os primeiros vinte anos do Império, Sergipe viveu o clima de</p><p>agitação comum em muitas outras províncias nesse período.</p><p>035. 035. Ainda durante o Império, deu-se a mudança da capital da província para Aracaju (1855),</p><p>uma das primeiras cidades planejadas do Brasil.</p><p>036. 036. (UFSE/2002/ADAPTADA) Durante o século XX o açúcar era o principal produto exportado</p><p>por Sergipe. Na década de 1860, porém, houve um aumento temporário da lavoura de algodão.</p><p>037. 037. (INÉDITA/2021) A economia sergipana no final do século XIX destacou-se pela produção</p><p>de café, recebendo investimentos paulistas para o desenvolvimento desse cultivo.</p><p>038. 038. (UFSE/2001) Com a proclamação da Independência do Brasil, a capitania de Sergipe</p><p>foi elevada a província em 1823, mas o progresso da província continuou pequeno durante</p><p>o Império, com exceção de um breve surto algodoeiro na segunda metade do século XIX.</p><p>039. 039. (UFSE/2001) Os primeiros anos da República foram marcados por movimentos rebeldes</p><p>no Estado de Sergipe, contrários ao federalismo, pois a descentralização enfraquecia a</p><p>oligarquia local.</p><p>040. 040. (UFSE/2000) Aracaju, fundada em 1865, primeira cidade planejada do país, tem papel</p><p>importante na resistência contra os franceses no Período Colonial.</p><p>041. 041. (ADVISE/CREA-SE/2017) Analise o texto:</p><p>“No dia 17 de março de 1855, foi apresentado um projeto de elevação do povoado de Santo</p><p>Antônio de Aracaju à categoria de cidade e a transferência da capital da província para esta</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>36 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>nova cidade, que foi chamada simplesmente de Aracaju - o que representou um dos momentos</p><p>mais importantes da história de Sergipe. O responsável por apresentar este projeto passou</p><p>a ser considerado o „fundador de Aracaju‟, e recebeu um monumento em sua homenagem</p><p>na Orla de Atalaia”.</p><p>Adaptado de: http://www.encontraaracaju.com.br/aracaju/</p><p>Qual alternativa apresenta o nome daquele considerado “fundador de Aracaju”?</p><p>a) Padre Manoel</p><p>de Nóbrega.</p><p>b) Inácio Joaquim Barbosa.</p><p>c) Estácio de Sá.</p><p>d) Thomé de Sousa.</p><p>e) Padre Anchieta.</p><p>042. 042. (INÉDITA/2021) O movimento tenentista foi fortemente combatido pelo Maynard</p><p>Gomes durante a revolta de 1924.</p><p>043. 043. (INÉDITA/2021) A Revolta de Fausto Cardoso foi um movimento oligárquico de Sergipe.</p><p>Mesmo sendo oposição dos Olimpistas, ele apoiava essa forma de política.</p><p>044. 044. Os acontecimentos políticos que aconteciam no cenário nacional não atingiam a</p><p>província de Sergipe, pois era considerada pequena e sem participação efetiva na política</p><p>e economia brasileira.</p><p>045. 045. Devido a ações de dominação e inferiorização, podemos afirmar que atualmente, em</p><p>Sergipe, existe apenas uma sociedade indígena: os Xokós.</p><p>046. 046. Desde a ocupação portuguesa, Sergipe foi administrado e tutelado pela província de</p><p>Pernambuco, conseguindo sua emancipação política décadas depois.</p><p>047. 047. (INÉDITA/2021) Umas das políticas públicas adotadas por Seixas Dória foi a realização</p><p>da reforma agrária em Sergipe, aceita por todos de forma mansa e pacífica.</p><p>048. 048. A economia sergipana, até o século XIX, era bastante diversificada, destacando-se a</p><p>cana-de-açúcar, pecuária, Algodão e atividade mineradora, todas elas no Vale do Contiguiba.</p><p>049. 049. (INÉDITA/2021) Durante a república velha, Sergipe se caracterizou pela existência de</p><p>dois partidos políticos: Os Cabaús e os Pebas.</p><p>050. 050. Os primeiros vilarejos sergipanos se instalaram em áreas longes dos rios. Isso ocorria</p><p>como uma forma de preservar as casas, pois havia um desconhecimento dos ocupantes</p><p>sobre esses corpos de água no período das cheias.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>37 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>051. 051. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO – SE/2023) Acerca do processo de ocupação</p><p>e colonização do território sergipano, assinale a opção correta.</p><p>a) Os padroeiros não tiveram relação com o desenvolvimento das freguesias e paróquias na</p><p>formação da municipalidade, visto que a Igreja Católica teve papel irrelevante na gênese</p><p>das povoações até a outorga de cidade a São Cristóvão.</p><p>b) Historicamente, os municípios sergipanos resultaram do surgimento das cidades, que</p><p>posteriormente foram elevadas à categoria de vila e, por fim, receberam a outorga de</p><p>freguesia.</p><p>c) Os colonizadores tinham a atribuição de ocupar as terras devolutas, dando-lhes um</p><p>donatário e uma denominação (topônimo).</p><p>d) Desde a fundação de São Cristóvão, primeira capital sergipana, os camaristas dessa</p><p>cidade (cargo que hoje corresponde ao de vereador) dispunham de um sistema judiciário</p><p>consolidado, representado pela Ouvidoria Municipal e pelo Ministério Público Estadual.</p><p>052. 052. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO – SE/2023) A respeito do território sergipano</p><p>e da sua formação, assinale a opção correta.</p><p>a) A vegetação original da Zona da Mata é a floresta tropical, hoje bastante preservada em</p><p>função de bem-sucedidas políticas públicas de proteção do meio ambiente.</p><p>b) Durante a colonização, índios e franceses mantinham boas relações, que eram toleradas</p><p>pela coroa portuguesa, em razão da sua falta de interesse no controle efetivo da região.</p><p>c) A ocupação do território sergipano pelos povos indígenas iniciou-se na Idade Média,</p><p>pouco antes da colonização pelos europeus.</p><p>d) A colonização em Sergipe estabeleceu-se com a criação de gado, a extração do pau-brasil</p><p>e o cultivo da cana-de-açúcar e do fumo.</p><p>053. 053. (INSTITUTO AOCP/BANESE/2022) No século XX, persistiram remanescentes de grupos</p><p>indígenas em localidades que foram antigas missões, como São Pedro do Porto da Folha (SE)</p><p>e Porto Real de Colégio (AL). Um grupo habita no lado sergipano do rio, mais precisamente na</p><p>Caiçara e na ilha de São Pedro, no município de Porto da Folha. Adaptado de: DANTAS, Beatriz</p><p>Góis. Formação de professores na temática “culturas e história dos povos indígenas”. 2014.</p><p>O texto apresentado se refere aos índios denominados:</p><p>a) Xetá.</p><p>b) Kaingang.</p><p>c) Macuxi.</p><p>d) Xerente.</p><p>e) Xokó.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>38 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>054. 054. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO – SE/2022) Sergipe situa-se na região</p><p>Nordeste, possui mais de 75 municípios e é considerado o menor estado do Brasil. Sua capital</p><p>é Aracaju. Faz limites com Bahia e Alagoas. Na época do Brasil colônia, com a divisão das</p><p>capitanias hereditárias, o território de Sergipe ficou pertencendo à Baía de Todos os Santos.</p><p>Internet: (com adaptações).</p><p>Tendo o texto anterior como referência inicial, julgue o item a seguir, acerca do estado de</p><p>Sergipe em seu contexto histórico-econômico e metropolitano.</p><p>A mudança da capital, de São Cristóvão para o povoado de Santo Antônio do Aracaju, se</p><p>deu de forma pacífica e cadenciada, nos primórdios da ocupação e do povoamento do</p><p>território sergipano.</p><p>055. 055. (CEBRASPE/SEFAZ-SE/2022) Acerca do povo indígena Xokó, do local de ocupação e da</p><p>subsistência desse povo, assinale a opção correta.</p><p>a) Milhares de indígenas Xokós vivem em terras ocupadas ilegalmente no município de</p><p>Porto da Folha.</p><p>b) Os Xokós constituem o único povo indígena de Sergipe que possui território tradicional</p><p>regularizado no semiárido do estado.</p><p>c) O povo Xokó, das aldeias de São Pedro e Caiçara, tem sua história de luta pela terra</p><p>relacionada ao ciclo do ouro e desencadeada no início do século XVIII.</p><p>d) A terra indígena dos Xokós intitula-se Caiçara/Ilha de São Pedro e está inserida na bacia</p><p>hidrográfica do rio Sergipe.</p><p>e) A bacia do rio Real oferece elementos históricos contundentes da subsistência Xokó em</p><p>território sergipano.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>39 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>GABARITOGABARITO</p><p>1. E</p><p>2. C</p><p>3. E</p><p>4. C</p><p>5. E</p><p>6. E</p><p>7. C</p><p>8. C</p><p>9. C</p><p>10. E</p><p>11. C</p><p>12. E</p><p>13. C</p><p>14. C</p><p>15. C</p><p>16. E</p><p>17. C</p><p>18. E</p><p>19. E</p><p>20. C</p><p>21. E</p><p>22. E</p><p>23. E</p><p>24. E</p><p>25. C</p><p>26. E</p><p>27. E</p><p>28. C</p><p>29. E</p><p>30. C</p><p>31. E</p><p>32. C</p><p>33. C</p><p>34. C</p><p>35. C</p><p>36. C</p><p>37. E</p><p>38. C</p><p>39. E</p><p>40. E</p><p>41. b</p><p>42. E</p><p>43. E</p><p>44. E</p><p>45. C</p><p>46. E</p><p>47. E</p><p>48. E</p><p>49. C</p><p>50. E</p><p>51. c</p><p>52. d</p><p>53. e</p><p>54. E</p><p>55. b</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>40 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO</p><p>001. 001. (CEBRASPE/PREFEITURA DE BARRAS DOS COQUEIROS/2020) Durante a segunda metade</p><p>do século XVI, a costa sergipana era frequentada pelos traficantes normandos do pau-</p><p>brasil. Era a barra do rio Sergipe (barra do Cotinguiba, como então era chamado) o ponto</p><p>preferido por esses aventureiros. Portugal pôs fim à pirataria a partir da conquista das</p><p>terras intermediárias entre Bahia e Pernambuco, realizada</p><p>por Cristóvão de Barros. Segundo</p><p>alguns historiadores, o atual município havia abrigado, nos primeiros anos de sua fundação,</p><p>a sede do governo da Capitania de Sergipe-del-Rei – São Cristóvão, fundada por Cristóvão de</p><p>Barros em 1589, na costa ocidental da Ilha dos Coqueiros, à margem esquerda do rio Sergipe</p><p>e próximo de sua foz, local que corresponde, hoje, ao da cidade de Barra dos Coqueiros.</p><p>Era, então, povoado ou, talvez, apenas cidadela.</p><p>Internet: (com adaptações).</p><p>Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue os itens a seguir em C para certo</p><p>e E para errado.</p><p>O contrabando de pau-brasil executado pelos corsários franceses na barra do rio Sergipe</p><p>rendeu à localidade de Barra dos Coqueiros o título de sede de município.</p><p>Querido aluno(a), de fato existiu o contrabando de pau-brasil pelos franceses, mas esse feito</p><p>histórico não rendeu à cidade de Barra dos Coqueiros o título de sede de município. A sede</p><p>estabelecida futuramente foi o Arraial de São Cristóvão, denominado de Sergipe Del Rey.</p><p>Errado.</p><p>002. 002. (CEBRASPE/PREFEITURA DE BARRAS DOS COQUEIROS/2020) O adensamento da ocupação</p><p>na margem esquerda do rio Sergipe, na segunda metade do século XIX, elevou a antiga</p><p>capela de Nossa Senhora dos Mares da Barra dos Coqueiros à categoria de freguesia.</p><p>Freguesia é uma circunscrição eclesiástica que forma uma comunidade religiosa. Municípios</p><p>são elevados a esse nível quando uma capela ou paróquia consegue manter um padre por</p><p>suas custas. Isso foi o que aconteceu com capela de Nossa Senhora dos Mares da Barra</p><p>dos Coqueiros.</p><p>Certo.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>41 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>003. 003. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO/2019) A respeito da cultura sergipana e</p><p>do município de São Cristóvão, o local em que hoje está situada a Praça São Francisco, em</p><p>São Cristóvão, foi o cenário da morte de Lampião, o mais célebre representante do cangaço.</p><p>Lampião foi morto junto com Maria Bonita e mais alguns companheiros após uma emboscada</p><p>em seu esconderijo em Angico, no município de Poço Redondo.</p><p>Errado.</p><p>004. 004. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO/2019) São Cristóvão é cidade-símbolo de</p><p>uma consciência histórica que preserva bens que testemunham a passagem do tempo e a</p><p>ação humana que se perpetua.</p><p>São Cristóvão foi o primeiro Arraial construído pelos Europeus na ocupação de Sergipe. Com</p><p>o passar do tempo, vários monumentos históricos relembram e preservam sua história,</p><p>sendo perceptível a ação antrópica no município.</p><p>Certo.</p><p>005. 005. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO/2019) A ocupação do território onde se</p><p>situa o estado de Sergipe ocorreu simultaneamente ao processo de colonização do Brasil.</p><p>Iniciada ainda no século XVI, a ocupação também foi protagonista do esforço português de</p><p>controlar suas terras americanas, o que implicou, entre outras ações, o combate a outros</p><p>europeus que manifestavam interesse sobre a possessão lusitana na América. Relativamente</p><p>à trajetória histórica de Sergipe, julgue o item seguinte.</p><p>Historicamente, a economia sergipana está sustentada na agricultura, na pecuária e na</p><p>agroindústria; neste segmento, assentou-se, sobretudo, no café e na soja.</p><p>CUIDADO, CANDIDATO! O item te induz a marcar como correto. Mas lembre-se: ela não está</p><p>assentada sobre o café e a soja, e sim na produção de açúcar.</p><p>Errado.</p><p>006. 006. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO/2019) A ocupação do território onde se</p><p>situa o estado de Sergipe ocorreu simultaneamente ao processo de colonização do Brasil.</p><p>Iniciada ainda no século XVI, a ocupação também foi protagonista do esforço português de</p><p>controlar suas terras americanas, o que implicou, entre outras ações, o combate a outros</p><p>europeus que manifestavam interesse sobre a possessão lusitana na América.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>42 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Relativamente à trajetória histórica de Sergipe, julgue o item seguinte.</p><p>A presença dos holandeses em Sergipe, embora breve, foi vital para organizar a economia</p><p>da região: os conflitos cessaram e a estabilidade permitiu o desenvolvimento econômico</p><p>que perdurou por mais de dois séculos.</p><p>A presença holandesa foi extremamente prejudicial ao território sergipano, pois desestruturou</p><p>a província, que ficou estagnada por anos devido aos conflitos que ocorreram na região e</p><p>suas consequências.</p><p>Errado.</p><p>007. 007. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO/2019) O início da colonização sergipana</p><p>contou com a participação de nomes como Garcia D’Ávila, grande proprietário de terras à</p><p>época, e também de padres da Companhia de Jesus ( jesuítas).</p><p>O item descreve perfeitamente a ocupação que ocorreu no território sergipano. Lembre-</p><p>se, aluno: antes das ações de Cristóvão de Barros, houve outras tentativas de conquistar e</p><p>catequizar os indígenas, sendo elas lideradas por Garcia D’Ávila e os Jesuítas.</p><p>Certo.</p><p>008. 008. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO/2019) Entre os europeus que chegaram</p><p>ao atual estado de Sergipe no primeiro século da colonização portuguesa, estavam os</p><p>franceses, que tinham grande interesse no pau-brasil.</p><p>Candidato, o pau-brasil era uma árvore de valor alto no século XVI para os europeus. Os</p><p>franceses fizerem, inclusive, acordos com indígenas para a extração e comércio da árvore.</p><p>Esses acordos nem sempre favoráveis aos indígenas e muito menos aceito pelos portugueses.</p><p>Certo.</p><p>009. 009. (CEBRASPE/PC-SE/2018) O longo processo de organização e reorganização da sociedade</p><p>deu-se concomitantemente à transformação da natureza primitiva em campos, cidades,</p><p>estradas de ferro, minas, voçorocas, parques nacionais, shopping centers etc. Estas obras</p><p>do homem são as suas marcas e apresentam determinado padrão de localização que é</p><p>próprio a cada sociedade. Organizadas espacialmente, constituem o espaço do homem, a</p><p>organização espacial da sociedade ou, simplesmente, o espaço geográfico.</p><p>Roberto Lobato Corrêa. Região e organização espacial. 7.ª ed. São Paulo: Ática, 2000 (com adaptações).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>43 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Tendo esse fragmento de texto como referência inicial, julgue os itens subsequentes, a</p><p>respeito de elementos que compõem a organização espacial do estado de Sergipe.</p><p>A opção pelo processo de metropolização de Aracaju em detrimento de São Cristóvão</p><p>deveu-se a esta não dispor de condições para ser cidade portuária nem de capacidade para</p><p>atender à crescente demanda industrial e administrativa do estado.</p><p>A antiga capital São Cristóvão estava decadente e geograficamente pequena. A necessidade</p><p>de localizar no litoral era grande para facilitar as transações comerciais e instalação de</p><p>um porto. Também tem os critérios políticos, motivados pelos senhores de engenho que</p><p>queriam uma capital na sua região. Nesses ideais, o Presidente da província, Inácio Barbosa,</p><p>transferiu a capital para Aracaju.</p><p>Certo.</p><p>010. 010. (IBFC/PC-SE/2014) Centro do poder</p><p>político-administrativo da cidade de Aracaju, a</p><p>Praça do Palácio (atual Praça Fausto Cardoso), foi o ponto de partida para o crescimento da</p><p>cidade, que se deu de forma desordenada quanto à ocupação do espaço. A organização física</p><p>das ruas da cidade, a mobilidade urbana, o projeto urbanístico, nunca foram preocupações</p><p>consideradas por seus dirigentes.</p><p>Lembre-se, candidato: Aracaju foi uma cidade planejada para receber a nova capital sergipana.</p><p>Logo, não podemos afirmar que ela cresceu de forma desordenada em relação ao espaço.</p><p>Errado.</p><p>011. 011. (IBFC/PC-SE/2014) Aracaju foi uma das primeiras capitais brasileiras a ser projetada</p><p>e possui transporte público integrado.</p><p>Para ser mais específico, Aracaju foi a terceira cidade a ser planejada no Brasil. Atualmente,</p><p>seu transporte público é integrado e alcança a região metropolitana.</p><p>Certo.</p><p>012. 012. (IBFC/PC-SE/2014) Assim como em outros Estados nordestinos, Sergipe foi ocupado</p><p>por colonizadores franceses interessados no escambo de pau-brasil e algodão com os índios.</p><p>Entretanto, entre o fim do século XVI e as primeiras décadas do século XVII, os franceses</p><p>colonizaram oficialmente o Estado e passaram a dominar definitivamente a região.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>44 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>A primeira parte da questão está correta, pois os franceses ocuparam e negociavam o pau-</p><p>brasil com os indígenas. Porém, eles não colonizaram de forma definitiva a região, que foi</p><p>posteriormente dominada e explorada pelos portugueses. Portanto, a segunda parte do</p><p>item está INCORRETO.</p><p>Errado.</p><p>013. 013. (IBFC/PC-SE/2014) O local onde hoje se encontra o município de Aracaju era a residência</p><p>oficial do cacique Serigy, que dominava desde as margens do rio Sergipe até as margens do</p><p>rio Vaza-Barris. Em 1590, Cristóvão de Barros atacou as tribos do cacique Serigy e de seu</p><p>irmão Siriri, matando e derrotando os índios. Assim, no dia 1 de janeiro de 1590, Cristóvão</p><p>Barros fundou a cidade de São Cristóvão (mais tarde capital da província) junto à foz do</p><p>Rio Sergipe e definiu a Capitania de Sergipe.</p><p>O item faz um grande resumo do que aconteceu durante o processo de ocupação da região de</p><p>São Cristóvão. Lembre-se de que os conflitos com índios Serigy duraram aproximadamente</p><p>30 anos.</p><p>Certo.</p><p>014. 014. (IBFC/PC-SE/2014) Como cidade projetada, Aracaju nasceu em 1855 por necessidades</p><p>econômicas. Uma assembleia elevou o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria</p><p>de cidade e a transformou em capital, em lugar de São Cristóvão, antiga sede da Província</p><p>de Sergipe Del Rey.</p><p>A principal necessidade que se tinha na época era a construção de um porto. A posição</p><p>geográfica da atual cidade de Aracaju foi determinante para ser escolhida como capital de</p><p>Sergipe. Lembre-se de que existiam cidades mais bem estruturadas que foram dispensadas.</p><p>Certo.</p><p>015. 015. (IBFC/PC-SE/2014) Durante uma década o Nordeste brasileiro viveu o clima do cangaço</p><p>com o surgimento do bando chefiado por Virgolino Ferreira, o Lampião. O grupo percorreu</p><p>Sergipe e mais alguns estados nordestinos até 1938, ano em que Lampião foi surpreendido</p><p>pela volante e morto junto com Maria Bonita e mais alguns companheiros em seu esconderijo</p><p>em Angico, no sertão de Sergipe.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>45 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>O item nos mostra um resumo do cangaço no cenário Sergipano. Esses bandos eram temidos</p><p>por vários municípios nordestinos e responsáveis por cometerem crimes bárbaros. Em alguns</p><p>casos, tinham alianças com grandes fazendeiros locais, o que garantia alguns benefícios.</p><p>Certo.</p><p>016. 016. (IBFC/PC-SE/2014) Devido ao sucesso do sistema de capitanias hereditárias, a Coroa</p><p>portuguesa comprou, em 1549, a capitania da Baía de Todos os Santos, incluindo Sergipe</p><p>- dos herdeiros do donatário, para sediar o governo-geral e nomeou Tomé de Souza como</p><p>primeiro governador-geral da Colônia.</p><p>A questão apresenta vários erros. Inicialmente, generaliza o sucesso das capitanias</p><p>hereditárias. Na verdade, foram apenas duas que se desenvolveram como esperado. Segundo</p><p>aspecto: a Coroa portuguesa não comprou a Baía de Todos os Santos.</p><p>Errado.</p><p>017. 017. (IF-SE/2018) A fundação da cidade de São Cristóvão remete à personagem histórica</p><p>de Cristóvão de Barros, que liderou as lutas contra os índios em fins do século XVI.</p><p>O item demonstra a importância de Cristóvão de Barros na ocupação da área denominada</p><p>futuramente como São Cristóvão. Essa conquista ocorreu de forma violenta contra os</p><p>indígenas que habitavam o local.</p><p>Certo.</p><p>018. 018. (IF-SE/2018) Por não ter tido qualquer participação na economia açucareira, Sergipe</p><p>foi a última área do Nordeste a ser colonizada por Portugal.</p><p>Candidato, após a expulsão dos holandeses, o número de engenhos em Sergipe cresceu</p><p>de forma significativa. Dessa forma, o item se torna errado ao dizer que Sergipe não teve</p><p>participação na economia açucareira.</p><p>Errado.</p><p>019. 019. (INÉDITA/2021) Aracaju foi instituída como capital de Sergipe ainda no período colonial.</p><p>Ela foi a primeira cidade da província e era chamada de São Cristóvão.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>46 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Aracajú foi instituída capital apenas em 1855, com a ordem do presidente da província Inácio</p><p>Joaquim. São Cristóvão foi a primeira Capital após a colonização de Cristóvão de barros.</p><p>Errado.</p><p>020. 020. (INÉDITA/2021) O projeto piloto de planejamento da cidade de Aracajú foi desenvolvido</p><p>pelo engenheiro Sebastião José Basílio Pirro, que se inspirou em um tabuleiro de xadrez</p><p>para projetar a cidade.</p><p>O projeto inicial foi inspirado em um tabuleiro de xadrez, onde foi traçado todas as ruas</p><p>em linhas retas, que formavam grandes conjuntos simétricos.</p><p>Certo.</p><p>021. 021. (INÉDITA/2021) O projeto da cidade de Aracajú ficou conhecido como o quadrilátero</p><p>ferrífero de Pirro.</p><p>CUIDADO, CANDIDATO! Quadrilátero ferrífero é uma área de produção mineral (minério de</p><p>ferro) em Minas Gerais. O projeto engenheiro Sebastião José Basílio Pirro ficou conhecido</p><p>apenas como “Quadrado de Pirro”.</p><p>Errado.</p><p>022. 022. (INÉDITA/2021) O desenvolvimento urbano do município de Aracaju ocorreu de forma</p><p>inclusiva e igualitária entre as diferentes camadas da sociedade.</p><p>A expansão urbana de Aracajú ocorreu de forma desigual, favorecendo os mais ricos as</p><p>áreas centrais e aos mais pobres as áreas marginalizadas (periféricas).</p><p>Errado.</p><p>023. 023. (INÉDITA/2021) O fato de Aracaju ser uma cidade planejada faz com que atualmente</p><p>não apresente problemas estruturais urbanos.</p><p>Candidato (a), lembre-se: o fato de ser planejada não isenta a cidade de Aracajú dos</p><p>problemas urbanos. Pode até diminuir a intensidade de alguns problemas específicos, mas</p><p>não acabam como um todo.</p><p>Errado.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se</p><p>aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>47 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>024. 024. (INÉDITA/2021) Os índios da sociedade Serigy travaram uma luta intensa e sangrenta</p><p>de, aproximadamente, 30 anos contra os portugueses e franceses.</p><p>Os índios Serigy resistiram por, aproximadamente, 30 anos à ocupação e colonização</p><p>portuguesa apenas. Os franceses forneceram apoio para garantir a exploração do pau-</p><p>brasil no local.</p><p>Errado.</p><p>025. 025. (INÉDITA/2021) As oligarquias eram uma realidade presente na república velha no</p><p>estado de Sergipe, destacando-se a liderança de Olímpio Campos.</p><p>Lembre-se, candidato(a), as oligarquias foram realidades existentes no Brasil todo e, em</p><p>Sergipe, não foi diferente. A liderança do senhor Olímpio Campos ficou conhecida como</p><p>Oligarquia Olimpista.</p><p>Certo.</p><p>026. 026. (INÉDITA/2021) A oligarquia Olimpista conseguiu se instalar em Sergipe e permanecer</p><p>por anos graças ao apoio de Fausto Cardoso. Ele foi responsável pela Revolta de Fausto</p><p>Cardoso, que tinha como objetivo diminuir as manifestações contra o governo oligárquico.</p><p>Fausto Cardoso era a oposição à oligarquia Olimpista. A revolta tinha como principal</p><p>objetivo a retirada desse grupo político do poder do estado de Sergipe. Esse movimento</p><p>foi responsável pela criação do partido opositor denominado progressistas.</p><p>Errado.</p><p>027. 027. (INÉDITA/2021) Durante a invasão holandesa no litoral brasileiro, os holandeses</p><p>mudaram as estruturas econômicas sociais de Sergipe, com destaque para o trabalho</p><p>livre e a produção de café.</p><p>Candidato(a), de fato existiram as invasões holandesas no litoral brasileiro, que causaram</p><p>mudanças nas estruturas econômicas e sociais de Sergipe. Porém, foi no sentido oposto</p><p>ao apresentado no item. Com a ocupação holandesa, a região sergipana ficou abandonada</p><p>durante anos.</p><p>Errado.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>48 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>028. 028. (UFS/2009) A invasão de piratas franceses para contrabandear pau-brasil, tornou urgente</p><p>a colonização portuguesa da região de Sergipe, pois, além de bloquear a ação dos invasores,</p><p>a conquista das terras facilitaria a comunicação com a importante região de Pernambuco.</p><p>Os franceses conseguiram apoio de indígenas e estabeleceram em terras portuguesas um</p><p>comércio de exploração de pau-brasil em troca de produtos europeus. Esse escambo passou</p><p>a gerar prejuízos aos portugueses, que se viram obrigados a ocupar a região e impedir o</p><p>comércio dos indígenas com os franceses. Consequentemente, facilitariam a comunicação</p><p>com a província de Pernambuco.</p><p>Certo.</p><p>029. 029. (UFS/2009) O trabalho de catequese das missões jesuíticas foi responsável pelo sucesso</p><p>das primeiras tentativas de colonização das terras sergipanas pois, além de enfraquecer</p><p>a resistência dos nativos à ocupação, evitou a destruição de muitos dos aldeamentos</p><p>indígenas existentes na região.</p><p>Na verdade, as primeiras missões jesuíticas em Sergipe não geraram o enfraquecimento</p><p>dos nativos à ocupação e nem impediram a destruição de aldeamentos. Basta você lembrar</p><p>do ataque liderado por Cristóvão de Barros, que gerou a morte de milhares de indígenas e</p><p>a fuga de vários outros para o interior do território.</p><p>Errado.</p><p>030. 030. (UFS/2009) As expedições de piratas franceses estabeleceram contato com as tribos do</p><p>litoral sergipano por meio do escambo, ou seja, troca de objetos por pau-brasil. Esta relação</p><p>entre franceses e índios, ao contrário da relação hostil empreendida pelos colonizadores</p><p>portugueses, ocorria de forma amistosa.</p><p>O escambo realizado entre franceses e indígenas ocorria de forma amistosa e pacífica,</p><p>diferentemente do que acontecia com os portugueses. Essa relação era tão amigável que</p><p>em vários conflitos contra os portugueses os indígenas recebiam apoio dos franceses.</p><p>Certo.</p><p>031. 031. (UFS/2009) Com a crescente colonização de Sergipe tem início a criação de gado</p><p>que, com os holandeses, torna-se a base da economia da capitania, pois, diferentemente</p><p>dos portugueses, reiniciaram o processo de povoamento e incentivaram a recuperação</p><p>econômica da região ocupada.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>49 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>A questão apresenta diversos erros, primeiramente ao afirmar que com a ocupação holandesa</p><p>a pecuária se torna a base econômica sergipana. O segundo erro está em afirmar que os</p><p>holandeses reiniciaram o processo de povoamento e incentivaram a ocupação econômica.</p><p>Candidato(a), lembre-se de que os holandeses não tinham o mínimo interesse em ocupar a</p><p>região de Sergipe, mas queria utilizá-la somente para conseguir invadir a Bahia. Não se esqueça</p><p>de que durante esse período a região de Sergipe passa por uma estagnação econômica.</p><p>Errado.</p><p>032. 032. (UFS/2009) Com a ocupação do território sergipano, a capitania passou a se dedicar</p><p>à criação de gado, facilitada pelos rios na região e fornecendo carne bovina e animais de</p><p>carga para as capitanias vizinhas. Isso permitiu que as capitanias da Bahia e Pernambuco</p><p>se dedicassem prioritariamente à produção canavieira.</p><p>Felisbelo Freire, historiador de Sergipe dizia que o “sergipano antes de ser agricultor foi</p><p>pastor”, pois antes mesmo de Sergipe ser colonizado, fazendeiros baianos já aproveitavam</p><p>as águas do Rio Real para matar a sede do gado e criar rebanhos nas suas imediações.</p><p>Querido(a) aluno(a), não se esqueça de que, após a pecuária, Sergipe desenvolveu também</p><p>a cultura de cana-de-açúcar e de algodão. Mas, de fato, a pecuária foi uma das primeiras</p><p>que ocorreram na região.</p><p>Certo.</p><p>033. 033. (UFS/2009) As cidades de São Cristóvão e Laranjeiras são importantes cidades coloniais</p><p>de Sergipe, e a segunda almeja o título de Patrimônio Histórico da Humanidade, que é</p><p>concedido pela Unesco.</p><p>São Cristóvão e Laranjeiras foram cidades que durante o período colonial se tornaram</p><p>extremamente importantes, seja em seu caráter político ou econômico. São Cristóvão</p><p>foi a primeira capital da província sergipana e, atualmente, é considerado um patrimônio</p><p>histórico devido ao seu legado político, econômico, monumental e cultural. Laranjeiras</p><p>almeja esse título ainda.</p><p>Certo.</p><p>034. 034. (UFS/2002) Durante os primeiros vinte anos do Império, Sergipe viveu o clima de</p><p>agitação comum em muitas outras províncias nesse período.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>50 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Candidato(a), lembre-se de que foram poucos os acontecimentos exclusivamente ser-</p><p>gipanos. Portanto, ocorreram várias manifestações no período imperial, tanto no Brasil</p><p>quanto em Sergipe.</p><p>Certo.</p><p>035. 035. Ainda durante o Império, deu-se a mudança da capital da província para Aracaju (1855),</p><p>uma das primeiras cidades planejadas do Brasil.</p><p>Aracaju foi planejada para ser a nova sede do Governo de Sergipe, sendo a terceira capital</p><p>planejada do Brasil. Sua localização litorânea e a proximidade de</p><p>rios importantes na região</p><p>foram determinantes para que a capital se estabelecesse naquela região.</p><p>Certo.</p><p>036. 036. (UFSE/2002/ADAPTADA) Durante o século XX o açúcar era o principal produto exportado</p><p>por Sergipe. Na década de 1860, porém, houve um aumento temporário da lavoura de algodão.</p><p>Com a Guerra de Secessão nos Estados Unidos (EUA), aumentou a necessidade de produção</p><p>de algodão no cenário mundial, pois os EUA era o grande produtor mundial na época e estava</p><p>com baixa na produção. Nesse período específico, Sergipe investiu no desenvolvimento</p><p>dessa cultura agrícola. Porém, com a regularização da produção estadunidense, o açúcar</p><p>voltou a ser o primeiro produto sergipano.</p><p>Certo.</p><p>037. 037. (INÉDITA/2021) A economia sergipana no final do século XIX destacou-se pela produção</p><p>de café, recebendo investimentos paulistas para o desenvolvimento desse cultivo.</p><p>Lembre-se: a economia sergipana tem sua base na pecuária e agricultura canavieira. O café</p><p>não foi desenvolvido em Sergipe.</p><p>Errado.</p><p>038. 038. (UFSE/2001) Com a proclamação da Independência do Brasil, a capitania de Sergipe</p><p>foi elevada a província em 1823, mas o progresso da província continuou pequeno durante</p><p>o Império, com exceção de um breve surto algodoeiro na segunda metade do século XIX.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>51 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Mesmo se tornando uma província brasileira com a independência do Brasil, o desenvolvimento</p><p>econômico não cresceu como esperado durante o império brasileiro. Destacou-se brevemente</p><p>a produção de algodão e, anos depois, o aumento significativo da produção açucareira.</p><p>Certo.</p><p>039. 039. (UFSE/2001) Os primeiros anos da República foram marcados por movimentos rebeldes</p><p>no Estado de Sergipe, contrários ao federalismo, pois a descentralização enfraquecia a</p><p>oligarquia local.</p><p>Tivemos alguns movimentos rebeldes no início da república, entre eles a Revolta Armada e a</p><p>Revolução Federalista, porém nenhum deles ocorreu em Sergipe. Outro erro que a questão</p><p>apresenta é afirmar que no início da república as oligarquias estavam enfraquecidas, sendo</p><p>que o correto é o oposto.</p><p>Errado.</p><p>040. 040. (UFSE/2000) Aracaju, fundada em 1865, primeira cidade planejada do país, tem papel</p><p>importante na resistência contra os franceses no Período Colonial.</p><p>Aracaju foi fundada em 1855 e não foi a primeira cidade planejada do país. Cuidado, candidato!</p><p>Os franceses tinham uma relação de comércio ainda na época colonial. Os invasores em</p><p>questão são os holandeses.</p><p>Errado.</p><p>041. 041. (ADVISE/CREA-SE/2017) Analise o texto:</p><p>“No dia 17 de março de 1855, foi apresentado um projeto de elevação do povoado de Santo</p><p>Antônio de Aracaju à categoria de cidade e a transferência da capital da província para esta</p><p>nova cidade, que foi chamada simplesmente de Aracaju - o que representou um dos momentos</p><p>mais importantes da história de Sergipe. O responsável por apresentar este projeto passou</p><p>a ser considerado o „fundador de Aracaju‟, e recebeu um monumento em sua homenagem</p><p>na Orla de Atalaia”.</p><p>Adaptado de: http://www.encontraaracaju.com.br/aracaju/</p><p>Qual alternativa apresenta o nome daquele considerado “fundador de Aracaju”?</p><p>a) Padre Manoel de Nóbrega.</p><p>b) Inácio Joaquim Barbosa.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>52 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>c) Estácio de Sá.</p><p>d) Thomé de Sousa.</p><p>e) Padre Anchieta.</p><p>Candidato(a), após estudarmos todo o material, essa questão se torna extremamente fácil.</p><p>Sabemos que o responsável pela transferência da capital sergipana e a criação de Aracaju</p><p>foi o Inácio Joaquim Barbosa. Os demais itens têm participações importantes ao longo da</p><p>história do Brasil, nas nada relacionado com a criação de Aracaju.</p><p>Letra b.</p><p>042. 042. (INÉDITA/2021) O movimento tenentista foi fortemente combatido pelo Maynard</p><p>Gomes durante a revolta de 1924.</p><p>O que ocorreu, na verdade, foi totalmente o oposto. Maynard era apoiador e contra o</p><p>desenvolvimento de oligarquias. Durante sua militância, foi preso e ferido em campo de</p><p>manifestações, mas conseguiu, em 1930, se tornar interventor da província de Sergipe.</p><p>Errado.</p><p>043. 043. (INÉDITA/2021) A Revolta de Fausto Cardoso foi um movimento oligárquico de Sergipe.</p><p>Mesmo sendo oposição dos Olimpistas, ele apoiava essa forma de política.</p><p>Lembre-se, candidato(a): a Revolta de Fausto Cardoso foi um movimento de oposição as</p><p>oligarquias de Sergipe, principalmente a Olimpista. Portanto, sua oposição não era somente</p><p>contra Olímpio Campos, mas contra todo o sistema.</p><p>Errado.</p><p>044. 044. Os acontecimentos políticos que aconteciam no cenário nacional não atingiam a</p><p>província de Sergipe, pois era considerada pequena e sem participação efetiva na política</p><p>e economia brasileira.</p><p>Vamos relembrar o que falamos no início desse material. Muitos acontecimentos no cenário</p><p>nacional poderiam ser aplicados a Sergipe. Perceba o primeiro erro quando o item diz que</p><p>acontecimentos nacionais não atingiam a província sergipana. Candidato(a), movimentos</p><p>que ocorreram no cenário nacional, principalmente políticos e econômicos, influenciaram</p><p>direta ou indiretamente o território de Sergipe.</p><p>Errado.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>53 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>045. 045. Devido a ações de dominação e inferiorização, podemos afirmar que atualmente, em</p><p>Sergipe, existe apenas uma sociedade indígena: os Xokós.</p><p>O extermínio realizado contra o povo indígena em Sergipe foi irreversível. Milhares de índios</p><p>foram mortos, expulsos ou inseridos em uma nova sociedade que se formava. Nos dias</p><p>atuais, os Xokós são remanescentes de sociedades indígenas passadas.</p><p>Certo.</p><p>046. 046. Desde a ocupação portuguesa, Sergipe foi administrado e tutelado pela província de</p><p>Pernambuco, conseguindo sua emancipação política décadas depois.</p><p>Desde a ocupação por Cristóvão de Barros até 1820, Sergipe foi administrada e tutelada</p><p>pela Bahia. Não se esqueça! Sergipe antes da emancipação política era pertencente a Bahia.</p><p>Errado.</p><p>047. 047. (INÉDITA/2021) Umas das políticas públicas adotadas por Seixas Dória foi a realização</p><p>da reforma agrária em Sergipe, aceita por todos de forma mansa e pacífica.</p><p>Seixas, de fato, anunciou a realização da reforma agrária sergipana. Porém, essa atitude</p><p>não agradou os grupos conservadores do estado, principalmente os militares.</p><p>Errado.</p><p>048. 048. A economia sergipana, até o século XIX, era bastante diversificada, destacando-se a</p><p>cana-de-açúcar, pecuária, Algodão e atividade mineradora, todas elas no Vale do Contiguiba.</p><p>As maiores taxas produtivas do Sergipe se concentravam em uma área denominada Vale</p><p>do Cotinguiba. Nesse local, foram desenvolvidos os primeiros engenhos sergipanos. Nas</p><p>proximidades, tínhamos a prática da pecuária e, futuramente, de algodão. A ausência de</p><p>metais preciosos foi determinante para vários imigrantes irem para o interior do território.</p><p>Errado.</p><p>049. 049. (INÉDITA/2021) Durante a república velha, Sergipe se caracterizou pela existência de</p><p>dois partidos</p><p>políticos: Os Cabaús e os Pebas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>54 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Realmente, nesse período tínhamos o registro de dois partidos políticos majoritários: o</p><p>Partido Republicano de Sergipe, denominado Cabaús, e o Partido Republicano Sergipense,</p><p>denominado como Pebas.</p><p>Certo.</p><p>050. 050. Os primeiros vilarejos sergipanos se instalaram em áreas longes dos rios. Isso ocorria</p><p>como uma forma de preservar as casas, pois havia um desconhecimento dos ocupantes</p><p>sobre esses corpos de água no período das cheias.</p><p>Os rios foram de extrema importância para o desenvolvimento de vilarejos em Sergipe. Ao</p><p>longo dos rios Real e Piauí, surgiram os primeiros povoados, que foram se expandindo pelas</p><p>margens do Rio São Francisco.</p><p>Errado.</p><p>051. 051. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO – SE/2023) Acerca do processo de ocupação</p><p>e colonização do território sergipano, assinale a opção correta.</p><p>a) Os padroeiros não tiveram relação com o desenvolvimento das freguesias e paróquias na</p><p>formação da municipalidade, visto que a Igreja Católica teve papel irrelevante na gênese</p><p>das povoações até a outorga de cidade a São Cristóvão.</p><p>b) Historicamente, os municípios sergipanos resultaram do surgimento das cidades, que</p><p>posteriormente foram elevadas à categoria de vila e, por fim, receberam a outorga de freguesia.</p><p>c) Os colonizadores tinham a atribuição de ocupar as terras devolutas, dando-lhes um</p><p>donatário e uma denominação (topônimo).</p><p>d) Desde a fundação de São Cristóvão, primeira capital sergipana, os camaristas dessa</p><p>cidade (cargo que hoje corresponde ao de vereador) dispunham de um sistema judiciário</p><p>consolidado, representado pela Ouvidoria Municipal e pelo Ministério Público Estadual.</p><p>Durante o período colonial, especialmente no Brasil, os colonizadores europeus, principalmente</p><p>portugueses, tinham a responsabilidade de ocupar e administrar as terras devolutas, ou</p><p>seja, terras que não possuíam donos legítimos reconhecidos pela Coroa. Para sistematizar</p><p>essa ocupação, a Coroa Portuguesa implementou o sistema de capitanias hereditárias.</p><p>Letra c.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>55 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>052. 052. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO – SE/2023) A respeito do território sergipano</p><p>e da sua formação, assinale a opção correta.</p><p>a) A vegetação original da Zona da Mata é a floresta tropical, hoje bastante preservada em</p><p>função de bem-sucedidas políticas públicas de proteção do meio ambiente.</p><p>b) Durante a colonização, índios e franceses mantinham boas relações, que eram toleradas</p><p>pela coroa portuguesa, em razão da sua falta de interesse no controle efetivo da região.</p><p>c) A ocupação do território sergipano pelos povos indígenas iniciou-se na Idade Média,</p><p>pouco antes da colonização pelos europeus.</p><p>d) A colonização em Sergipe estabeleceu-se com a criação de gado, a extração do pau-brasil</p><p>e o cultivo da cana-de-açúcar e do fumo.</p><p>A colonização da região que corresponde ao estado de Sergipe foi marcada por diversas</p><p>atividades econômicas que moldaram a sociedade, a economia e o território ao longo dos</p><p>séculos. Entre as principais atividades, estavam a criação de gado, a extração do pau-brasil</p><p>e o cultivo da cana-de-açúcar e do fumo.</p><p>Letra d.</p><p>053. 053. (INSTITUTO AOCP/BANESE/2022) No século XX, persistiram remanescentes de grupos</p><p>indígenas em localidades que foram antigas missões, como São Pedro do Porto da Folha (SE)</p><p>e Porto Real de Colégio (AL). Um grupo habita no lado sergipano do rio, mais precisamente na</p><p>Caiçara e na ilha de São Pedro, no município de Porto da Folha. Adaptado de: DANTAS, Beatriz</p><p>Góis. Formação de professores na temática “culturas e história dos povos indígenas”. 2014.</p><p>O texto apresentado se refere aos índios denominados:</p><p>a) Xetá.</p><p>b) Kaingang.</p><p>c) Macuxi.</p><p>d) Xerente.</p><p>e) Xokó.</p><p>O texto faz referência aos indígenas da etnia Xokó.</p><p>Letra e.</p><p>054. 054. (CEBRASPE/PREFEITURA DE SÃO CRISTÓVÃO – SE/2022) Sergipe situa-se na região</p><p>Nordeste, possui mais de 75 municípios e é considerado o menor estado do Brasil. Sua capital</p><p>é Aracaju. Faz limites com Bahia e Alagoas. Na época do Brasil colônia, com a divisão das</p><p>capitanias hereditárias, o território de Sergipe ficou pertencendo à Baía de Todos os Santos.</p><p>Internet: (com adaptações).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>56 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Tendo o texto anterior como referência inicial, julgue o item a seguir, acerca do estado de</p><p>Sergipe em seu contexto histórico-econômico e metropolitano.</p><p>A mudança da capital, de São Cristóvão para o povoado de Santo Antônio do Aracaju, se</p><p>deu de forma pacífica e cadenciada, nos primórdios da ocupação e do povoamento do</p><p>território sergipano.</p><p>A mudança da capital foi um evento significativo na história de Sergipe, motivado por</p><p>necessidades administrativas e econômicas do século XIX. O processo foi pacífico e bem</p><p>planejado, garantindo uma transição suave das funções administrativas de São Cristóvão</p><p>para Aracaju. No entanto, é incorreto afirmar que essa mudança ocorreu nos primórdios</p><p>da ocupação e do povoamento do território sergipano, já que ela se deu muitos anos após</p><p>o início da colonização da região (em 1855).</p><p>Errado.</p><p>055. 055. (CEBRASPE/SEFAZ-SE/2022) Acerca do povo indígena Xokó, do local de ocupação e da</p><p>subsistência desse povo, assinale a opção correta.</p><p>a) Milhares de indígenas Xokós vivem em terras ocupadas ilegalmente no município de</p><p>Porto da Folha.</p><p>b) Os Xokós constituem o único povo indígena de Sergipe que possui território tradicional</p><p>regularizado no semiárido do estado.</p><p>c) O povo Xokó, das aldeias de São Pedro e Caiçara, tem sua história de luta pela terra</p><p>relacionada ao ciclo do ouro e desencadeada no início do século XVIII.</p><p>d) A terra indígena dos Xokós intitula-se Caiçara/Ilha de São Pedro e está inserida na bacia</p><p>hidrográfica do rio Sergipe.</p><p>e) A bacia do rio Real oferece elementos históricos contundentes da subsistência Xokó em</p><p>território sergipano.</p><p>Os Xokós são um grupo indígena significativo no contexto histórico e cultural de Sergipe.</p><p>Eles representam o único povo indígena no estado com território tradicional reconhecido</p><p>e regularizado, localizado no semiárido sergipano.</p><p>Letra b.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>57 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>REFERÊNCIASREFERÊNCIAS</p><p>CARVALHO, Fernando Lins de. A pré-história sergipana. Aracaju: Universidade Federal de</p><p>Sergipe: 2003.</p><p>FAUSTO, Boris. História do Brasil. Edusp: 2006.</p><p>MONTEIRO, D.F.C. Indigenismo e mediação: uma análise da exposição “O Índio em Sergipe”.</p><p>Simpósio. Comissão Pró-Índio de Sergipe.</p><p>LEMOS,</p><p>Renato. Augusto Maynard Gomes / Sem data.</p><p>Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe/Instituto Histórico e Geográfico de</p><p>Sergipe. Vol. 1, n. 1 (1913). Aracaju: Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, 1913.</p><p>SANTANA, P.A. Os índios em Sergipe oitocentista: catequese, civilização e alienação de</p><p>terras. Tese de doutorado. Universidade Federal da Bahia.</p><p>___Instituto brasileiro de geografia e estatística. Disponível em: . Acesso</p><p>em: Mar. 2021.</p><p>___Domínio Público. Disponível em: . Acesso em: Mar. 2021.</p><p>___Governo do Estado Sergipe. Disponível em: . Acesso em: Mar. 2021.</p><p>___INFONET. Brasília. Disponível em: . Acesso em: Mar. 2021.</p><p>___Palácio Olímpio Campos. Disponível em: .</p><p>Acesso em: Mar. 2021.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>58 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>ANEXOANEXO</p><p>Sergipe CeLebra 200 anoS de emanCipaÇÃo poLÍtiCa</p><p>Quarta-Feira, 08 de Julho de 2020</p><p>Por Governo do Estado de Sergipe</p><p>“Comemorar o Bicentenário da Emancipação Política do nosso estado, num momento</p><p>especial como estamos atravessando, é um misto de privilégio e desafio. Privilégio, porque</p><p>podemos celebrar aqueles que lutaram com garra e determinação, há 200 anos, pela</p><p>independência do nosso território da Bahia; desafio, pelo fato de estarmos sendo diariamente</p><p>estimulado a buscar as soluções para as várias demandas que a nova realidade do nosso</p><p>estado nos apresenta”. A afirmação é do governador Belivaldo Chagas, ao celebrar a principal</p><p>data política de Sergipe.</p><p>“A lição que aprendemos com a história é rica em exemplos de homens e mulheres que</p><p>construíram um estado vencedor, nos deixando um grande legado. É graças a estas pessoas</p><p>que o 8 de julho é um marco valioso na história de Sergipe. Saberemos honrar e celebrar</p><p>os nossos valorosos antepassados, que se empenharam em lutar pela liberdade e pelo</p><p>desenvolvimento do nosso estado”, destacou.</p><p>Há 200 anos, no dia 08 de julho de 1820, os sergipanos receberam do Rei Dom João</p><p>VI, a Carta Régia decretando a emancipação política de Sergipe do Estado da Bahia. A</p><p>independência do território sergipano foi marcada por intensas lutas políticas. A historiadora</p><p>e professora da Universidade Federal de Sergipe, Terezinha Alves de Oliva, relata que o tema</p><p>da emancipação de Sergipe ainda é um desafio para os estudiosos. Ela conta que, em seus</p><p>estudos, Felisbelo Freire descreve que alçar Sergipe a uma capitania independente foi a</p><p>maneira que o Rei D. João VI encontrou para compensar a participação dos sergipanos na</p><p>vitória da Corte Portuguesa sobre a Revolução Pernambucana de 1817.</p><p>O território sergipano foi conquistado em 1590 por Cristóvão de Barros. Desde então,</p><p>Sergipe ficou sob a tutela da Bahia. “Durante mais de dois séculos, Sergipe foi capitania</p><p>subalterna, dedicada a abastecer a capital baiana através da sua produção agropecuária,</p><p>recebendo dela as autoridades, as famílias dominantes, os encargos e os produtos do seu</p><p>comércio”, expõe a historiadora.</p><p>Ainda de acordo com Terezinha Oliva, somente no século XVIII a economia de Sergipe</p><p>conquistou uma nova estatura com o crescimento da atividade açucareira, tornando-se</p><p>visível a movimentação das exportações sergipanas pelos portos baianos.</p><p>Nas primeiras décadas do século XIX, a capitania contava com mais de duas centenas</p><p>de engenhos a estabelecer relações com o comércio da Bahia, com os capitalistas que</p><p>financiavam a produção e controlavam o comércio de açúcar que abasteciam o comércio</p><p>de escravos e de todos os bens demandados pela sociedade açucareira.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>59 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>ConteStaÇÃo</p><p>Com o retorno do rei a Portugal, as medidas tomadas por Dom João para emancipar</p><p>Sergipe foram contestadas. Apesar da nomeação do Brigadeiro Carlos César Burlamaqui</p><p>como governador de Sergipe ter ocorrido em 25 de julho de 1820, ele somente tomou</p><p>posse em 20 de fevereiro de 1821. Ocorrida em São Cristóvão, a posse se deu em clima</p><p>conturbado pela chegada de cartas da Bahia que determinavam que ela não se realizasse.</p><p>Apesar dos protestos baianos, a posse ocorreu em fidelidade ao Rei Dom João VI. No</p><p>entanto, no dia 18 de março do mesmo ano, o governador foi deposto do cargo por uma</p><p>força armada a mando da Bahia, reforçada pelo apoio da Legião de Santa Luzia, comandada</p><p>pelo senhor de engenho Guilherme José Nabuco de Araújo. Carlos Burlamaqui foi conduzido</p><p>preso para Salvador.</p><p>Com este episódio, frustrou-se, temporariamente, a emancipação política de Sergipe.</p><p>Se por um lado os senhores de engenho não queriam a independência, por outro, líderes do</p><p>agreste e do sertão, criadores de gado como Joaquim Martins Fontes e José Leite Sampaio,</p><p>tomaram posição em defesa da Emancipação Política de Sergipe e, a partir de 1822, pela</p><p>Independência do Brasil. “Os dois processos se confundem e confluem”, conta Terezinha Oliva.</p><p>A adesão à Independência do Brasil significou a aceitação da Emancipação de Sergipe,</p><p>uma vez que o Imperador Pedro I confirmou a Carta Régia de D. João VI. “Sergipe fica</p><p>politicamente separado da Bahia e torna-se uma província do Império”, diz a historiadora.</p><p>independÊnCia eConÔmiCa</p><p>A Emancipação Política de Sergipe também influenciou a economia local. A partir da</p><p>independência, de acordo com o economista Ricardo Lacerda, a elite econômica e política</p><p>local, ainda que relativamente frágil e incipiente, começou a diminuir sua dependência</p><p>em relação à praça comercial de Salvador. Segundo ele, a base da economia de Sergipe</p><p>no momento de sua emancipação destacava-se pela atividade açucareira com um grande</p><p>número de engenhos em funcionamento.</p><p>“As principais lideranças políticas e econômicas eram vinculadas à atividade açucareira. Mas</p><p>a pecuária ocupava uma ampla extensão do território sergipano nas áreas mais interioranas.</p><p>Em torno da atividade principal, formou-se um complexo econômico distintivo, com o</p><p>surgimento de casas de exportação e importação, fundamentais para o financiamento</p><p>da atividade açucareira e os núcleos urbanos se adensaram e se multiplicaram na zona</p><p>canavieira”, destacou.</p><p>De acordo com Lacerda, a atividade algodoeira vai se consolidar somente na segunda</p><p>metade do século XIX, impulsionada pela revolução industrial inglesa e pela oportunidade</p><p>surgida com o vazio de suprimento de algodão causado pela guerra civil norte-americana.</p><p>A industrialização de Sergipe se dará com a expansão da indústria têxtil nas últimas</p><p>décadas do século XIX. Essas duas atividades vão dominar a economia sergipana por um longo</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>60 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>período. Somente na segunda metade do século XX, Sergipe vai conhecer uma transformação</p><p>industrial de maior vulto com a implantação da fábrica de cimento, a exploração de petróleo</p><p>pela Petrobrás e mais adiante a produção de fertilizantes.</p><p>dUaS dataS</p><p>Pelo fato da Emancipação Política de Sergipe, em 8 de julho de 1820, ter sido bastante</p><p>conturbada e contestada pelos líderes baianos e pelos senhores de engenho, a memória</p><p>popular não registrou a data para festejar. Segundo Terezinha Oliva, a primeira comemoração</p><p>que se tem notícia se deu no dia 24 de outubro de 1836.</p><p>“Nesta data, a festa cívico-religiosa foi marcada pelo canto do Hino de Sergipe, com</p><p>letra de Manoel Joaquim de Oliveira Campos e música de Frei José de Santa Cecília. Em</p><p>1839 o dia 24 de outubro foi decretado como feriado da Emancipação”, conta.</p><p>As duas datas permaneceram como feriado: 8 de julho, data da elevação de Sergipe a</p><p>Capitania Independente; 24 de outubro, data da recuperação da Independência de Sergipe</p><p>consagrada pelo povo. No fim da década de 1990, a Assembleia Legislativa de Sergipe cancelou</p><p>o feriado de 24 de outubro, pois a festa popular havia deixado de acontecer, e instituiu o</p><p>Dia da Sergipanidade, preservando uma antiga memória ligada à Independência de Sergipe.</p><p>Disponível em: . Acesso em: 19 de Mar. 2021.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>Abra</p><p>caminhos</p><p>crie</p><p>futuros</p><p>gran.com.br</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>Sumário</p><p>Apresentação</p><p>História de Sergipe</p><p>1. Introdução ao Tema</p><p>2. Brasil Colônia</p><p>3. Indígenas em Sergipe</p><p>4. Povoamento e Ocupação de Sergipe</p><p>5. História de Aracaju</p><p>6. Período Republicano</p><p>7. Era Vargas (1930 a 1945)</p><p>8. República em Sergipe (1889 a 2024)</p><p>9. Cangaço</p><p>Resumo</p><p>Exercícios</p><p>Gabarito</p><p>Gabarito Comentado</p><p>Referências</p><p>Anexo</p><p>compreender e reconhecer casos específicos do estado, como</p><p>personagens importantes, conflitos locais e acontecimentos regionais que ganharam</p><p>repercussão estadual ou nacional. Dessa forma, a história do Brasil será uma grande aliada</p><p>sua para que possa gabaritar os itens referentes à história de Sergipe na sua prova! Então,</p><p>sem mais delongas, vamos iniciar nossos estudos falando sobre a colonização portuguesa.</p><p>2 . braSiL CoLÔnia2 . braSiL CoLÔnia</p><p>Quando os colonizadores atracaram na região litorânea brasileira, encontraram uma</p><p>população nativa com características culturais e linguísticas parecidas, distribuindo-se ao</p><p>longo do vasto litoral e próximo a alguns rios. O encontro entre portugueses e indígenas</p><p>marcou o início de ralação violenta e desumana dessa colonização. Os índios capturados</p><p>ou que se submeteram aos portugueses sofreram um verdadeiro genocídio cultural e</p><p>físico. Nesse momento histórico, iniciava-se a miscigenação entre etnias diferentes, que</p><p>foi fundamental para a formação do povo brasileiro.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>6 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Uma maneira encontrada pelos índios para resistir à colonização foi a partir da organização</p><p>de fugas para áreas interioranas, garantindo uma herança genética e cultural no povo</p><p>brasileiro. Porém, lembre-se que milhões de índios ocupavam o Brasil no século XVI e, hoje</p><p>(século XXI), esse número não chega a 500 mil indígenas.</p><p>O território pertencente a Portugal foi dividido em quinze faixas de terras que iam da</p><p>costa oeste até a linha de Tordesilhas. O nome dado foi capitanias hereditárias, que foram</p><p>entregues aos capitães donatários, que eram pessoas com ligações com a Coroa. O principal</p><p>objetivo de Portugal era que cada capitania se desenvolvesse economicamente.</p><p>Os capitães donatários tinham autonomia e poder referentes à economia e na esfera</p><p>administrativa. Parte dos tributos que eram destinados à Coroa ficavam retidos com os</p><p>donatários das capitanias. No campo administrativo, eles poderiam autorizar a criação de</p><p>vilas, formar milícias sobre seu comando e doar sesmarias.</p><p>Sesmaria é a doação de uma extensão de terra a uma pessoa com a obrigação de cultivá-la</p><p>em um período de 5 anos e de pagar os impostos à Coroa. Essa prática de doação de terras</p><p>(sesmaria) foi extremamente importante, pois originou à formação de grandes latifúndios.</p><p>Disponível em: . Acesso em: 17 de Mar. 2021.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>7 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Com exceção de São Vicente e Pernambuco, as demais capitanias fracassaram. Mediante</p><p>resultados negativos, a Coroa portuguesa começou a retomar as capitanias e, posteriormente,</p><p>criou outra forma de administração do território, denominada Governo Geral.</p><p>Junto com Tomé de Sousa, primeiro governador-geral, vieram os primeiros jesuítas com</p><p>o objetivo de catequizar os indígenas. Com a necessidade de um polo administrativo na</p><p>colônia, Tomé de Sousa iniciou os trabalhos para construir São Salvador, a primeira capital</p><p>do Brasil.</p><p>Durante a colonização portuguesa, uma das formas de trabalho existentes na colônia era</p><p>a escrava. Inicialmente, os portugueses tentaram escravizar grupos indígenas, porém sem</p><p>sucesso. Os índios resistiram às diversas investidas dos europeus em escravizá-los. Entre as</p><p>formas de resistência, temos as fugas para o interior do país, local até então desconhecido</p><p>pelos portugueses, e os conflitos diretos —podemos, inclusive, citar guerras em Sergipe.</p><p>Devido à dificuldade encontrada em escravizar os indígenas, inicia-se a escravidão de</p><p>negros africanos.</p><p>Os africanos vieram para desenvolver atividades nas lavouras que aqui se iniciavam, com</p><p>destaque para a lavoura de cana-de-açúcar. Porém, várias outras funções foram atribuídas</p><p>a eles, como trabalhos domésticos. Lembre-se que o próprio estado de Sergipe foi palco</p><p>de trabalhadores negros que estavam na condição de escravos, muitos destinados aos</p><p>canaviais sergipanos.</p><p>A cultura indígena era incompatível com o trabalho regular e intenso proposto por Portugal.</p><p>Diferente do que os europeus pensavam, os indígenas não eram preguiçosos, apenas faziam</p><p>o que fosse necessário para sua sobrevivência.</p><p>Podemos caracterizar o Nordeste como o primeiro centro de ocupação e colonização do</p><p>Brasil. Consequentemente, a região também concentrou as primeiras atividades econômicas</p><p>da colônia. Inicialmente, sua economia estava concentrada na extração do pau-brasil e,</p><p>posteriormente, com o desenvolvimento da cana-de-açúcar e a pecuária. O destaque,</p><p>no entanto, ficou com a produção açucareira nos grandes centros produtores da Bahia e</p><p>Pernambuco, devido a fatores climáticos e geográficos. Porém, regiões próximas se tornaram</p><p>bastante produtivas, entre elas Sergipe.</p><p>Essas atividades econômicas passaram por mudanças ao longo da história do Brasil</p><p>e, consequentemente, expandiram também o território brasileiro e suas áreas ocupadas.</p><p>Surgiram novas cidades e áreas produtoras com variedades em que se produzia e diversificação</p><p>da ocupação territorial. Observe no organograma as mudanças econômicas pelas quais o</p><p>Brasil passou:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>8 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Como você pode observar, em cada período apresentado temos um novo cultivo ou</p><p>produto explorado. Também se percebe que as áreas de atuação são interiorizadas, não se</p><p>limitando apenas ao Nordeste, como ocorria era inicialmente.</p><p>Candidato(a), para compreender a expansão do território brasileiro e sua ocupação, associe</p><p>com as atividades econômicas desenvolvidas. Quando se tem uma atividade econômica,</p><p>consequentemente temos uma presença maior de pessoas. Fica a dica!</p><p>3 . indÍgenaS em Sergipe3 . indÍgenaS em Sergipe</p><p>O processo de colonização do Brasil foi marcado pela violência e imposição cultural</p><p>europeia, onde indígenas de várias etnias sofreram extermínio físico e cultural durante a</p><p>ocupação dos colonizadores. Essas ações de dominação e inferiorização ocorreram também</p><p>no estado de Sergipe.</p><p>Durante a colonização portuguesa, iniciada onde atualmente é o território da Bahia,</p><p>começou uma exploração econômica e a procura de índios para realizar o trabalho de forma</p><p>escrava. Diversos indígenas opostos à ação dos portugueses migraram para outras regiões,</p><p>entre elas as terras que hoje pertencem a Sergipe. Nesse período histórico, muitos desses</p><p>indígenas acabaram unindo-se aos franceses.</p><p>Os franceses conseguiram apoio de indígenas e estabeleceram em terras portuguesas</p><p>um comércio de exploração de pau-brasil em troca de produtos europeus. Esse momento</p><p>histórico ficou conhecido como invasões francesas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>9 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Com o intuito de conquistar a área de comércio francês, o Padre Gaspar Lourenço e</p><p>outros homens foram enviados à região. No início, a proposta era um trabalho missionário</p><p>e pacífico, mas com a criação de um povoamento liderado pelo grande fazendeiro Garcia</p><p>D’Ávila, começaram a ocorrer ações distintas daquelas previstas inicialmente. Ataques às</p><p>sociedades indígenas da região se tornaram frequentes, com relatos de aldeias incendiadas,</p><p>morte de líderes e a captura de vários indígenas.</p><p>Em 1589, Cristóvão de Barros, membro da junta responsável por administrar a Bahia,</p><p>organizou um ataque aos índios de Sergipe. Como resultado da sua ofensiva, tivemos milhares</p><p>de mortes, imposição da realização de trabalho escravo, fuga em massa de nativos para a</p><p>atual região Norte do país e a criação do Arraial de São Cristóvão.</p><p>Segundo Santana (2015), os indígenas sergipanos foram caracterizados, majoritariamente,</p><p>como tupinambás, e o autor descreve a localização das aldeias:</p><p>[...] nas margens do rio São Francisco, na localidade Aldeia em São Cristóvão, em Santo Amaro, nas</p><p>redondezas dos engenhos loiolistas – Dira, Colégio e Camaçari. Considerou como antigas aldeias:</p><p>Poxim, Aracaju, Japaratuba, Canabrava, a dos Capajós; além de Geru, Água Azeda, Pacatuba e</p><p>São Pedro do Porto da Folha. Para Felte Bezerra, o cruzamento com índios teria ocorrido mais</p><p>no interior de Sergipe, onde não se percebia nenhum traço cultural, somente físico. (SANTANA,</p><p>P.A. Os índios em Sergipe oitocentista: catequese, civilização e alienação de terras. Tese de</p><p>doutorado. Universidade Federal da Bahia, 2015, p. 15).</p><p>Várias aldeias foram criadas no interior do Sergipe para abrigar índios de etnias diversas,</p><p>muitas delas entre engenhos e fazendas locais. O quantitativo das populações indígenas</p><p>era dinâmico e passou por um intenso processo de miscigenação entre os próprios índios.</p><p>O Governo local tentou de várias formas a conquista das terras ocupadas pelos indígenas,</p><p>que resistiram por anos às empreitadas dos líderes locais. A remoção do povo nativo era</p><p>baseada em afirmações que os definiam como criminosos, embriagados e preguiçosos.</p><p>Mesmo com ações violentas e genocidas dos colonizadores, mantiveram-se firmes, até o</p><p>século XIX, os povos Água Azeda, Geru, Japaratuba, Pacatuba e São Pedro (Uruna). Porém,</p><p>a visão da população sobre esses povos era de inferiorização e menosprezo.</p><p>Um dos líderes indígenas que ganhou destaque no cenário sergipano foi o Serigy.</p><p>Sua sociedade indígena habitava terras entre os atuais rios de Vaza Barris e Sergipe, nas</p><p>proximidades do município de Aracaju. Sua resistência se tornou forte pelo fato de ganhar</p><p>apoio de tribos vizinhas e ter para o combate aproximadamente dois mil homens contra a</p><p>invasão portuguesa, que gerou um conflito de, aproximadamente, 30 anos.</p><p>Os franceses chegaram a ajudar os indígenas de Serigy, pois sabiam que, caso Portugal</p><p>conquistasse aqueles territórios, a exploração do pau-brasil encerraria e eles seriam expulsos</p><p>da região. Essa aliança gerou a possibilidade de os indígenas lutarem com armas de fogo</p><p>contra os portugueses, aumentando sua força e a chance de resistirem à colonização.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>10 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Para vencer os índios Serigy, os portugueses formaram uma grande esquadra de guerra e</p><p>travaram longas disputas, que finalizaram quando o líder foi capturado e morto.</p><p>O Cacique Serigy é homenageado até hoje. Ele foi o primeiro indígena a ter incluído seu nome</p><p>no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, que se encontra no Panteão da Pátria, em Brasília.</p><p>Observe no mapa a distribuição de alguns povos indígenas na incursão de Cristóvão</p><p>de Barros:</p><p>Disponível em: .</p><p>Acesso em: 16 de Mar. 2021.</p><p>Podemos observar no mapa as áreas de ocupação indígenas (vermelho e verde) e as</p><p>áreas de conquistas de Cristóvão de Barros (cinza). É perceptível que a área ocupada pelo</p><p>colonizador era bem maior do que as terras ocupadas pelos indígenas.</p><p>Uma das sociedades indígenas que ganharam o cenário Sergipano foram os índios Geru.</p><p>Essa aldeia foi, primeiramente, ameaçada por fronteiras pastoris e, anos depois, se tornou</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>11 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>residência de missões jesuítas. Os padres, antes de serem expulsos, denunciaram a violência</p><p>exercida contra os indígenas por parte dos pecuaristas locais. Os europeus começaram a</p><p>ocupar as terras da aldeia, consequentemente gerando conflitos e fugas de diversos índios.</p><p>Seu nome foi alterado de Geru para vila Nova Távora e, futuramente, Vila do Tomar.</p><p>Uma das formas encontradas pelos agentes governamentais para justificar a ocupação</p><p>de diversas terras era alegando a inexistência de índios nesses locais. O Governo Imperial,</p><p>com o objetivo de desarticular os grupos indígenas e impedir os conflitos com fazendeiros</p><p>próximos, emitiu a ordem de as províncias criarem listas nominais dos índios para realizarem</p><p>trabalhos rentáveis para a Coroa.</p><p>Normalmente, esses indígenas eram direcionados para a Marinha, em razão da vocação</p><p>dos nativos para a pesca. Várias outras leis foram criadas para reorganizar as ações</p><p>missionárias que estavam enfraquecidas. Seu principal objetivo seria a civilização dos</p><p>indígenas, preparando-os para fazer parte do povo brasileiro.</p><p>Entre essas leis, destaca-se o regulamento das missões. Essa legislação buscava</p><p>uma solução final para a situação dos índios, onde missionários iriam catequizá-los e,</p><p>consequentemente, civilizá-los. Criaram um órgão denominado Diretorias Gerais pelas</p><p>províncias brasileiras, que seriam responsáveis pela mediação entre os índios e os Governos</p><p>Imperial e Provincial. No esquema abaixo, observe uma das metas desse regulamento na</p><p>província de Sergipe em 1845:</p><p>Mediante à dificuldade e demora dos dados solicitados, o Diretor Geral do Índios recebeu,</p><p>em 1850, uma ordem do Presidente da Província de Sergipe, Amâncio Andrade, para incorporar</p><p>para o governo as Terras concedidas aos índios que não viviam aldeados. Dessa forma, defendia</p><p>o discurso sobre a falta de indígenas em Sergipe para serem aplicadas as solicitações.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>12 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Segundo Santana (2015):</p><p>[...] o presidente Amâncio J. P. Andrade produziu um relatório especial sobre as aldeias da</p><p>província. O documento sintetizou a trajetória delas e finalizou apontando as razões para a</p><p>extinção de cada uma. [...] concluiu: Sergipe não possuía mais aldeias e os índios restantes eram</p><p>pouquíssimos para justificar a restauração do sistema de aldeamentos. O documento serviu de</p><p>base para o presidente seguinte pedir a extinção da Diretoria Geral. Nele são citados todos os</p><p>argumentos comuns aos defensores</p><p>do fim do sistema de aldeamentos: a civilização alcançada,</p><p>a necessidade de incorporação dos indígenas e a destinação das terras para finalidades mais</p><p>lucrativas. (SANTANA, P.A. Os índios em Sergipe oitocentista: catequese, civilização e alienação</p><p>de terras. Tese de doutorado. Universidade Federal da Bahia, 2015, p. 39).</p><p>Por tanto, a legislação sobre o regulamento das missões intensificou os processos que</p><p>acabariam com as vilas de índios e aldeamentos. Os indígenas passaram a ser denominados</p><p>como mestiços, tiveram o direito de usufruir das suas terras questionado e foram igualados</p><p>ao restante da população do país.</p><p>Portanto, podemos concluir que as ações realizadas contra os índios sergipanos são</p><p>idênticas às praticadas com os indígenas em todo o Brasil. Esses povos nativos foram vítimas</p><p>de uma colonização exploratória e alvo de um genocídio físico e cultural que massacraram</p><p>diversas etnias.</p><p>Observe na listagem os principais grupos étnicos indígenas na região de Sergipe:</p><p>Atualmente, em Sergipe, existe apenas uma sociedade indígena: os Xokós. É uma aldeia</p><p>formada por índios remanescentes que vivem na Ilha de São Pedro, no município de Porto</p><p>da Folha. Seu sustento é proveniente de atividades primárias, como agricultura e pecuária,</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>13 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>mas estão inseridos no comércio local com seus artesanatos e utensílios. Os atuais Xokós</p><p>são resultado de uma miscigenação indígena que ocorreu com a criação dos aldeamentos</p><p>de São Pedro e Pacatuba.</p><p>4 . poVoamento e oCUpaÇÃo de Sergipe4 . poVoamento e oCUpaÇÃo de Sergipe</p><p>A ocupação do território de Sergipe é bastante antiga, sendo denominada como pré-</p><p>histórica. Os primeiros moradores da região foram os indígenas, em destaque os Tupinambás.</p><p>Como estudamos nas páginas anteriores, houve um intenso contato entre os europeus e</p><p>os indígenas, que gerou conflitos, mortes e fugas de vários nativos.</p><p>Milhares de indígenas, insatisfeitos com a ação portuguesa, migraram para outras regiões,</p><p>mas, de forma geral, várias etnias sofreram um extermínio físico e cultural durante a</p><p>ocupação dos colonizadores. Nesse período histórico, muitos desses indígenas acabaram</p><p>unindo-se aos franceses para resistir à colonização portuguesa.</p><p>Desde a ocupação por Cristóvão de Barros até 1820, Sergipe foi administrada e tutelada</p><p>pela Bahia. Após a criação do Arraial de São Cristóvão, primeira capital sergipana, iniciaram</p><p>diversas doações de Sesmarias para promover a colonização e o povoamento de Sergipe.</p><p>Vários soldados que lutaram contra os nativos receberam terras na região com o objetivo</p><p>de ocupá-las e, com o aumento populacional, ocorreu na região uma transformação</p><p>socioespacial com áreas comerciais e produtivas.</p><p>Cuidado, candidato(a)! A banca poderá trocar as nacionalidades dos colonizadores europeus</p><p>e os municípios ocupados. Portanto, é importante lembrar que com a ocupação de Cristóvão</p><p>de Barros criou-se o Arraial São Cristóvão (Sergipe Del Rey), que, futuramente, se tornou</p><p>a primeira capital de Sergipe.</p><p>Uma das atividades que se destacou na região foi a prática da pecuária. A produção</p><p>gerada em Sergipe era responsável pelo abastecimento das províncias que se destacavam</p><p>na produção de cana-de-açúcar. Um dos principais mercados abastecidos era o da Bahia,</p><p>sendo que o caminho que liga Sergipe à Bahia passou a ser chamado de Estrada de Boiada.</p><p>Outras atividades foram desenvolvidas junto com a pecuária, entre elas a cana-de-</p><p>açúcar, que teve sua importância no litoral sergipano. A produção se concentrava em uma</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>14 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>área denominada Vale do Contiguiba, local onde foram desenvolvidos os primeiros engenhos</p><p>sergipanos. A ausência de metais preciosos foi um motivo importante para a repulsão de</p><p>pessoas para o interior. O principal objetivo desses fluxos imigratórios era conquistar novas</p><p>terras e desenvolvê-las.</p><p>Candidato(a), o examinador irá colocar algumas atividades econômicas que foram importantes</p><p>para o Brasil, porém que não têm muita representatividade para Sergipe, como o café e a</p><p>mineração. Então, lembre-se: as principais atividades econômicas para Sergipe no período</p><p>colonial foram a pecuária e a cana-de-açúcar.</p><p>Os rios foram de extrema importância para a navegação e o desenvolvimento de vilarejos</p><p>no Brasil. Em Sergipe, essa realidade não foi diferente; ao longo dos rios Real e Piauí, foram</p><p>criados os primeiros povoados, que se expandiram pelas margens do Rio São Francisco.</p><p>Durante o século XVII, Sergipe sofreu várias alterações na estrutura administrativa,</p><p>criando, primeiramente, dois distritos militares: Lagarto e Itabaiana. Em 1696, Sergipe</p><p>torna-se comarca e surgem novas vilas, como Nossa Senhora da Piedade do Lagarto, Santo</p><p>Antônio e Almas de Itabaiana, Santo Amaro das Brotas e Santa Luzia do Itanhi.</p><p>Durante o século XVII, ocorre o período denominado de “invasão holandesa”, com o</p><p>objetivo inicial de conquistar a província pernambucana e, posteriormente, ir até Salvador.</p><p>Em Sergipe, seu principal objetivo era construir uma base militar que os auxiliaria na</p><p>conquista da Bahia. Portanto, não queriam ocupar ou desenvolver a região sergipana. Durante</p><p>a ocupação holandesa, a cidade São Cristóvão foi destruída, alterando intensamente as</p><p>atividades econômicas e produtivas na região. Devido aos conflitos nessa área durante</p><p>anos, o território de Sergipe ficou abandonado pela coroa portuguesa.</p><p>Candidato(a), as bancas costumam induzir ao erro afirmando que as invasões holandesas</p><p>desenvolveram a econômica sergipana e melhoraram as condições de vida de quem habitava</p><p>a região. CUIDADO: O principal objetivo dos holandeses era simplesmente criar a base militar,</p><p>logo não desenvolveram a região.</p><p>Após a retomada do território pelos Portugueses, a coroa buscou normalizar as atividades</p><p>na região, inclusive reconstruindo São Cristóvão. Nesse contexto, surgem nas regiões</p><p>boatos de que na Serra da Itabaiana existiam minas de prata, estimulando intensos fluxos</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>15 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>imigratórios para as localidades, com o objetivo de desenvolver atividade mineradora. Na</p><p>Serra, nunca foram encontrados os metais preciosos, mas a imigração favoreceu o aumento</p><p>demográfico da região.</p><p>Surgem na província seus primeiros partidos políticos: o Liberal e o Corcunda. Os liberais</p><p>eram liderados por José de Barros Pimentel, que, anos atrás, era adepto da recolonização.</p><p>Já os Corcundas eram liderados por José Matheus Leite Sampaio, que era considerado um</p><p>emancipacionista com uma política tradicional. Com a realização de diversos protestos</p><p>na sociedade, foram reunidos representantes de vários ramos para tentar organizar um</p><p>governo autônomo e Sergipe. Na formação dessa junta provisória, os Corcundas eram</p><p>maioria, tornando-se responsáveis pelo mando e responsabilidade da província. José de</p><p>Barros Pimentel, insatisfeito com o resultado, criou uma oposição à junta que se formava.</p><p>Porém, dias depois, foi determinada a anulação da junta provisória e o fim da autonomia</p><p>sergipana. Foi criado em seu lugar um governo militar liderado por José de Barros Pimentel.</p><p>Nesse novo governo, prevaleceu os interesses particulares dos grandes fazendeiros. Sua</p><p>governança durou pouco tempo e logo foi retirado do poder, sendo nomeado como governador</p><p>da província de Sergipe José Eloy Pessoa, que teve como forte oposição José Barros Pimentel.</p><p>Em 1820, o Rei de Portugal instituiu a emancipação política de Sergipe com a formação</p><p>de um governo com cinco membros e representantes para a Assembleia Constituinte.</p><p>Essa decisão foi bastante questionada pelo governo baiano, que resistiu à ordem imperial.</p><p>Nomeado como governador de Sergipe, o Brigadeiro Carlos César Burlamaqui tomou posse</p><p>somente em 20 de fevereiro de 1821, em razão da insatisfação baiana. Porém, no mesmo</p><p>ano, o governador foi retirado do poder por mando da Bahia e conduzido preso em Salvador.</p><p>Após a prisão do então governador, líderes do agreste e do sertão lutaram pela emancipação</p><p>política de Sergipe. A partir de 1822, iniciaram os movimentos pela independência do Brasil, que</p><p>receberam apoio da liderança sergipana. Com a independência do Brasil, consequentemente,</p><p>aconteceu a Emancipação de Sergipe por ordem decretada de D. João VI.</p><p>Apenas em 20 de outubro de 1823, a política sergipana foi regularizada, extinguindo</p><p>as juntas e escolhendo presidentes para as províncias. Nesse contexto, foi nomeado como</p><p>presidente de Sergipe o brigadeiro Manoel Fernandes da Silveira, que teria a grande missão</p><p>de administrar uma província desestruturada socioeconomicamente.</p><p>A emancipação política influenciou diretamente a economia local. A produção açucareira</p><p>de Sergipe era mantida e exportada pelos grandes comerciantes baianos, criando, assim, uma</p><p>independência econômica. A partir da emancipação, começa o aumento do desenvolvimento</p><p>da produção de cana de açúcar, principalmente nas regiões do Vale do Cotinguiba. Junto com</p><p>o crescimento açucareiro, veio o aumento de números de escravos e o número de engenhos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>16 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>ENGENHOS NA CAPITANIA DE SERGIPE</p><p>PERÍODO ENGENHOS</p><p>1609 03</p><p>1617 04</p><p>1637 08</p><p>1724 25</p><p>1759 39</p><p>1798 140</p><p>1820 226</p><p>1824 232</p><p>Fonte: Nunes, Maria Thetis. Sergipe Colonial I. Sergipe: Universidade Federal de Sergipe; Rio de Janeiro:</p><p>Tempo B/rasileiro, 1989 e Nunes, Maria Thetis. Sergipe Colonial II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1996.</p><p>5 . HiStÓria de araCaJU5 . HiStÓria de araCaJU</p><p>Querido aluno(a), a atual capital do Sergipe, Aracaju, tem uma história diferente dos</p><p>demais municípios que surgiram no estado. A grande maioria das cidades sergipanas</p><p>cresceram de forma espontânea e desorganizada, mas Aracaju se estruturou de uma forma</p><p>diferente das demais áreas urbanas, pois foi planejada para ser a nova sede do Governo</p><p>de Sergipe.</p><p>Existem duas grandes correntes que defendem o surgimento de Aracaju. Uma delas afirma</p><p>que um povoado simples chamado Santo Antônio de Aracaju, formado por uma pequena</p><p>capela de Santo Antônio erguida em um morro, seria o que futuramente chamaríamos</p><p>de capital do estado. A segunda, defendida por vários historiadores sergipanos, afirma</p><p>que Aracaju já nasce sendo a capital ao ser construída na parte baixa daquela colina de</p><p>Santo Antônio.</p><p>O que nos importa é que a formação populacional de Aracaju se inicia com uma colônia de</p><p>pescadores pertencentes a São Cristóvão, antiga capital de Sergipe. O nome é originado da</p><p>linguagem tupi e significa cajueiro dos papagaios. Sua localização litorânea e a proximidade</p><p>de rios importantes na região foi determinante para que o vilarejo fosse escolhido, por Inácio</p><p>Joaquim Barbosa, para a ser a nova capital. Mesmo com cidades com melhor infraestrutura,</p><p>como, por exemplo, São Cristóvão e Laranjeiras, a escolha foi mantida devido a vários</p><p>fatores locacionais.</p><p>Inácio Barbosa tinha ciência da importância de um porto para facilitar o escoamento</p><p>da produção e desenvolver economicamente e socialmente a província. Por mais que vários</p><p>municípios apresentassem altos índices de desenvolvimento socioeconômicos, nenhum</p><p>tinha a facilidade de escoamento que o presidente da província queria.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>17 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Inácio Barbosa, durante seu governo, buscou desenvolver Sergipe ao ponto de levar a região</p><p>ao progresso. Ele foi o responsável pela mudança da capital de São Cristóvão para Aracaju.</p><p>Então, foi contratado os serviços do engenheiro Sebastião José Basílio Pirro, que foi o</p><p>responsável por planejar a cidade. Ele recebeu, futuramente, como homenagem uma rua em</p><p>Aracaju com seu nome. No projeto inicial, inspirado em um tabuleiro de xadrez, foi traçado</p><p>todas as ruas em linhas retas, que formavam grandes quadrados simétricos.</p><p>A ideia da cidade é um alinhamento dentro de uma área com 1.188 m2. Como o governo</p><p>exigiu agilidade na construção, os estudos sobre as condições locais, como o relevo e o</p><p>escoamento de água, não foram realizados por completo, o que gerou alguns problemas</p><p>urbanos futuros, os alagamentos. Observe, na imagem a seguir, o projeto inicial da cidade.</p><p>Disponível em:.</p><p>Acesso em: 15 de Mar. 2021.</p><p>O projeto foi denominado como “Quadrado de Pirro” e teria o centro administrativo da</p><p>capital localizado onde hoje é a Praça Fausto Cardoso. Posteriormente, foi construído o Palácio</p><p>Olímpio Campos para ser a sede do Governo Provincial e de outros órgãos administrativos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>18 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>As primeiras ocupações na nova capital ocorreram com a concentração da elite canavieira e</p><p>do Vale do Cotinguiba. Com o crescimento da cidade e para garantir o projeto de Sebastião,</p><p>ocorreram várias desapropriações na região, muitas delas consideradas desnecessárias. A</p><p>exceção das linhas simétricas foi uma curva na Rua da Frente, que gerou uma avenida em</p><p>torno do rio Sergipe.</p><p>O desenvolvimento urbano de Aracaju seguiu o padrão de grandes cidades brasileiras. No</p><p>centro, estabeleceu famílias ricas e com alto poder aquisitivo e, às margens desse centro,</p><p>se desenvolveram as periferias que abrigavam os pobres e marginalizados. Normalmente,</p><p>as regiões centrais apresentam melhores condições de vida, infraestrutura e saneamento</p><p>básico, mas nem sempre foi assim. Aracaju, no início da cidade, apresentou vários problemas</p><p>característicos de regiões periféricas, como falta de calçadas, iluminação e, até mesmo,</p><p>fatos relacionados à higiene. Porém, com obras de aterramentos de vales, esgotamento</p><p>de mangues e área alagadas, a infraestrutura de capital foi se estabelecendo.</p><p>Com o crescimento populacional, aumentou a demanda por moradias. Com a expansão</p><p>de favelas, como a Ilha das Cabras e o Curral, foi necessária a criação de políticas públicas</p><p>para atender essa parcela da população que crescia a cada ano. Pensando nisso, foram</p><p>criados conjuntos habitacionais para evitar proliferações irregulares de moradias e manter</p><p>um padrão no desenvolvimento urbano.</p><p>A partir do século XX, Sergipe passa a melhorar as condições estruturais e ter características</p><p>urbanas, entre elas:</p><p>Em 1918, um grupo de arquitetos e escultores da Itália remodelaram a cidade de Aracaju.</p><p>O estilo que prevaleceu nessa época foi o Art Nouveau, que tinha como característica a</p><p>ornamentação em flores, folhagens e animais.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>19 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Durante os anos de 1930, ganha espaço o estilo Art Décor, que tem o predomínio de</p><p>formas geométricas e monumentais. Mesmo com tantas mudanças socioeconômicas em</p><p>Sergipe, o governo sempre buscou manter as características originais da região central</p><p>cidade, buscando resolver os problemas de moradias com a expansão de áreas periféricas</p><p>e a criação de conjuntos habitacionais.</p><p>6 . perÍodo repUbLiCano6 . perÍodo repUbLiCano</p><p>O período republicano brasileiro é extenso e datado a partir da Proclamação da República</p><p>em 1889, comandada pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Nesse lapso temporal, alguns</p><p>acontecimentos nacionais são importantes para a compreensão de fatos em Sergipe.</p><p>Primeiramente, vamos classificar essa república por períodos, sendo eles a república velha,</p><p>Era Vargas, República democrática populista, governo militar e nova república. Importante</p><p>ressaltar que todos esses aspectos na política nacional refletem na política sergipana.</p><p>A república velha ficou marcada pela política envolvendo grandes oligarquias nacionais</p><p>e locais. Nesse período, temos como característica marcante o voto de cabresto, ou seja, a</p><p>manipulação dos eleitores, principalmente aqueles que moravam nas zonas rurais. Importante</p><p>lembrar que nesse período a maior parte da população se encontrava no campo e eram</p><p>controlados pelos coronéis.</p><p>O voto de cabresto é uma prática comum dos tempos dos coronéis. Se constitui em um</p><p>sistema de influência e controle da política que, normalmente, envolvia grandes personagens</p><p>locais, como fazendeiros.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>20 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Os coronéis eram proprietários de grandes terras (fazendeiros) que exerciam o poder</p><p>local sobre as camadas inferiores para garantir votos para seus candidatos políticos e</p><p>receber favores em troca. Dessa forma, as eleições eram marcadas por grandes fraudes.</p><p>As oligarquias eram grupos políticos que assenhoravam o poder dos mais variados</p><p>estados do Brasil, e o coronelismo foi um fenômeno político que caracterizou todas as</p><p>unidades federativas do país, que, muitas vezes, se uniam e formavam oligarquias. Os</p><p>grandes proprietários de terras, por meio de seu poder econômico, exerciam influência</p><p>política sobre as pessoas que precisavam de seus favores, ou seja, uma troca de favores entre</p><p>os coronéis e os eleitores. Esses favores eram dos mais diversos, como arrumar emprego,</p><p>vagas em escolas, conseguir serviços públicos e outros; consequentemente, garantiam</p><p>obediência cega de seus eleitores.</p><p>A população era obrigada a votar nos candidatos determinados pelo coronel, por isso,</p><p>nessa época, ganhou muita expressividade o termo voto de cabresto. O voto era aberto e</p><p>não existia a justiça eleitoral, o que possibilitava grandes fraudes nos processos eleitorais.</p><p>Portanto, entenda que os coronéis apoiavam as oligarquias, que são grupos políticos que se</p><p>concentravam para manter o poder na esfera estadual. Na esfera municipal, quem ajudava</p><p>essas oligarquias eram os coronéis.</p><p>Em Sergipe, temos o predomínio da oligarquia Olimpista, que teve um papel importante</p><p>no início do século XX no comando da política sergipana. Nesse período, tínhamos o registro</p><p>de dois partidos políticos majoritários: o Partido Republicano de Sergipe, denominado</p><p>Cabaús, e o Partido Republicano Sergipense, denominado pebas.</p><p>Olímpio Campos era líder dos Cabaús e presidente do estado de Sergipe. Usava seu</p><p>poderio político, influência e liderança para indicar seus sucessores ao governo. Seus</p><p>candidatos vereadores, prefeitos e até deputados venciam graças ao seu apoio e influência.</p><p>A concentração de poder na mão da oligarquia Olimpista incluía as elites locais de Sergipe,</p><p>mas fazia com que as classes mais baixas ficassem excluídas das decisões políticas do estado.</p><p>Porém, nem todos aceitavam pacificamente a exploração, exclusão e marginalização</p><p>política. Existiam setores da sociedade que foram protestar contra a presença oligárquica</p><p>na política sergipana. Dessa forma, ocorreram algumas revoltas contra a concentração</p><p>de poder; entre elas, destacaremos a Revolta de Fausto Cardoso, que teve como objetivo</p><p>derrubar a oligarquia Olimpista. Esse grupo político controlava a presidência do estado, as</p><p>principais cidades de Sergipe e tinha uma bancada muito grande de deputados estaduais</p><p>e federais. Obviamente, os opositores se organizaram para tentar derrubar a oligarquia</p><p>que estava no poder.</p><p>Fausto Cardoso, Deputado Federal pelo Estado de Sergipe, era a principal oposição</p><p>de Olímpio Campos e sua oligarquia. Após a vitória nas eleições de 1906, ele retorna a</p><p>Sergipe para desafiar a oligarquia ali presente. Quando ele chega ao estado, depara-se com</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>21 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>uma revolta preparada pelos seus partidários contra o Governo Olimpista. O movimento</p><p>tomou o palácio Olímpio Campos e criou um partido denominado Partido Progressista. A</p><p>Assembleia Legislativa também foi ocupada pelos opositores, que expulsaram os deputados</p><p>que apoiavam a oligarquia. Essa revolta durou pouco tempo; para ser mais preciso, durou</p><p>apenas 18 dias, mas foi tempo suficiente para se espalhar por toda região sergipana.</p><p>A Revolta de Fausto Cardoso foi um movimento de oposição ao governo oligárquico de</p><p>Sergipe. O principal objetivo desse movimento era derrubar a oligarquia Olimpista. Os</p><p>apoiadores acreditavam que, com o prestígio popular e político de Fausto, seria possível a</p><p>mudança na política de Sergipe.</p><p>A revolta, concretizada a pouquíssimo tempo, começa a ter seu desfecho de forma</p><p>negativa. Após assumir o poder, o partido progressista não honrou a política defendida</p><p>pelo seu líder Fausto, na verdade estavam longe das ideias dele. Eles queriam manter a</p><p>política como era, obviamente em suas mãos, e conquistar antigos postos públicos que</p><p>foram tirados há muitos anos.</p><p>Na época da revolta, Olímpio Campos era Senador de Sergipe e tinha vários contatos no</p><p>Rio de Janeiro, capital política do país. Com seus contatos políticos, ele consegue enviar a</p><p>Sergipe forças militares para devolver o governo ao seu irmão Guilherme Campos. Durante</p><p>essa operação, Fausto vai enfrentar as tropas do Exército e leva um tiro que o matou.</p><p>Com a morte de Fausto, todo o movimento se desarticula e leva vários membros a</p><p>desistirem dos ideais. O medo de perseguição política e do próprio exército se alastrou</p><p>entre os membros progressistas, o que facilitou a retomada do poder pelos Olimpistas a</p><p>todos os postos perdidos durante a revolta. Dois meses após a morte de Fausto Cardoso, os</p><p>filhos foram até o Rio de janeiro e vingaram a morte do pai assassinando Olímpio Campos.</p><p>Candidato(a), a primeira fase da república brasileira ficará marcada em Sergipe por esses</p><p>dois momentos históricos: a oligarquia Olimpista e a revolta de Fausto Cardoso. Muito</p><p>importante você ir para a prova dominando esses dois cenários.</p><p>Na década de 20 do século XX, tivemos no Brasil um movimento denominado Tenentismo,</p><p>que era totalmente contra as oligarquias que se instalaram no território brasileiro. Durante</p><p>esse movimento, o governador de Sergipe era Graccho Cardoso (1922 – 1926), do Partido</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>22 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Repúblicano Conservador. Importante lembrar que esse grupo político estava no poder</p><p>de Sergipe desde 1910, e um de seus principais objetivos era a política voltada para a</p><p>modernização da capital, principalmente em saneamento básico.</p><p>Um acontecimento que marcou o governo de Craccho foi a Revolta de 13 de julho, liderada</p><p>pelos adeptos ao tenentismo, que tinha como justificativa apoiar o movimento paulista que</p><p>queria depor o presidente da república. Inicialmente, o governador sergipano foi deposto e</p><p>os militares envolvidos assumiram o poder da capital e de municípios próximos, como São</p><p>Cristóvão. Porém, em uma ofensiva organizada pelos Coronéis locais e o Governo Federal,</p><p>os revoltosos venceram. Após esse período, o governo de Craccho ficou instável e se tornou</p><p>submisso ao Governo Federal.</p><p>Nomes importantes dessa revolta foram Maynard Gomes, João Soarino e Eurípedes</p><p>Lima, que, juntos, lideraram o movimento que tomou o palácio do governo e depuseram</p><p>o presidente do estado. Os rebeldes encontraram forte apoio da sociedade de Aracaju e</p><p>nos municípios vizinhos. Com a ofensiva que os rebeldes sofreram, ocorreu a queda do</p><p>movimento em Aracaju e Maynard Gomes, um dos principais líderes, foi preso em São Paulo</p><p>e transferido inicialmente para o Rio de Janeiro, retornando, posteriormente, a Sergipe.</p><p>Líderes tenentistas paulistas e gaúchos propagaram por todo o território nacional</p><p>uma outra revolução, na qual estimulou os tenentes de Sergipe. Maynard, que respondia</p><p>em regime liberal de prisão, começou a coordenar as operações para a nova revolta, que</p><p>ocorreu em 18 de janeiro de 1926. Porém, em uma rápida contraofensiva, a situação foi</p><p>controlada pela Polícia Militar de Sergipe. Maynard, com um ferimento no pé, foi preso</p><p>novamente em casa enquanto fazia curativos. Dias depois, centenas de revoltosos, entre</p><p>eles Maynard, foram recebidos no estado do Espírito Santo por vários militares envolvidos</p><p>nos movimentos contra o governo federal.</p><p>Em 8 de novembro de 1930, Maynard Gomes retorna a Aracaju após a vitoriosa revolução</p><p>no Norte e Nordeste, tornando-se interventor federal de Sergipe. Na Revolução de 1930,</p><p>declarou apoio a Getúlio Vargas, oferecendo tropas para os combates, porém pediu a</p><p>exoneração do cargo um dia antes da constituinte de Sergipe e se candidatou posteriormente</p><p>a governador do estado, disputa que perdeu para Erônides de Carvalho.</p><p>7. ERA VARGAS (1930 A 1945)7. ERA VARGAS (1930 A 1945)</p><p>O período republicano denominado Era Vargas foi marcado por um governo autoritário</p><p>que permaneceu no poder por 15 anos (1930 – 1945). Getúlio chega à presidência através</p><p>de um movimento político militar, que teve apoio de tenentes do exército, setores de classe</p><p>média urbana e do Partido Democrático de São Paulo, em que auxiliou e conduziu Vargas</p><p>ao Palácio do Catete. Todo esse processo e movimento pró-Vargas ficou conhecido como</p><p>Revolução de 1930, que na verdade foi um golpe de estado. Essa era tem classificações que</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>23 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>caracterizam o governo sendo o Governo Provisório (1930 – 1934), Governo Constitucional</p><p>(1934 - 1937) e Estado Novo (1937 até 1945).</p><p>Durante a primeira fase de seu governo, denominado Governo Provisório, Vargas buscou</p><p>afastar os antigos inimigos políticos da aliança liberal, ou seja, as antigas oligarquias.</p><p>Para cada estado do Brasil ele indicou um interventor federal, uma pessoa de sua máxima</p><p>confiança para administrar os estados. Geralmente, eram escolhidos tenentes que tinham</p><p>apoiado a revolução de 1930. Em Sergipe foi nomeado o Tenente Augusto Maynard (1930 –</p><p>1935) que montou um governo com militares leais e civis que apoiaram a revolução e a nova</p><p>ordem política no Brasil. Esses interventores estavam lá para garantir a ordem e combater</p><p>as antigas oligarquias, representados muitas vezes na figura dos coronéis.</p><p>Esses quatro anos de governo provisório ocorreram inúmeros fatos marcantes</p><p>determinados por Getúlio Vargas, destacando-se a suspensão da Constituição de 1891,</p><p>a concretização do ministério do trabalho e da educação, a criação das primeiras leis</p><p>trabalhistas e uma governança por meio de decretos leis. Diante dessa mudança política,</p><p>São Paulo cria um movimento para retomar o poder nacional, denominado de revolução</p><p>constitucionalista de São Paulo. Porém, os paulistas não obtiveram apoio de outros estados</p><p>brasileiros e não conseguiram dar o contragolpe pretendido em Vargas.</p><p>Em 1933 Vargas convoca as eleições para que pudessem escrever uma nova carta magna</p><p>para o Brasil, denominada Constituição de 1934. Com a criação da nova Constituição e a</p><p>eleição de Vargas, encerra-se o governo provisório e inicia o governo constitucional. Nesse</p><p>momento, o Brasil tinha uma Carta Magna promulgada de cunho liberal democrático. Surge</p><p>nesse período uma polaridade ideológica política, sendo de um lado a Ação Integralista</p><p>Brasileira (AIB) que o lema era Deus, Pátria e Família. Era um grupo de extrema direita</p><p>inspirado no fascismo liderado por Plínio Salgado. No outro polo tínhamos a Aliança Nacional</p><p>Libertadora (ANL) com tendências comunistas e liderada por Luíz Carlos Prestes.</p><p>Durante esse período o governo Sergipano foi de Eronildes de Carvalho. Nessa época</p><p>os setores conservadores marcam a política de Sergipe com a tradicional oposição aos</p><p>tenentes. Suas principais obras foram o palácio de Serigy, o hospital infantil, ampliação</p><p>das rodovias e a construção de várias escolas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>24 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>Após indícios de que grupos estavam buscando instaurar o comunismo no Brasil, Vargas</p><p>dá um novo golpe de estado em 1937 e notifica a existência do plano Cohen a população</p><p>brasileira. Esse plano era uma suposta ameaça de dominação comunista no território brasileiro.</p><p>Essa divulgação criou um grande alarme na população brasileira, mas ele aparece como</p><p>grande</p><p>protetor do povo de sua nação, defendendo combater e impedir o desenvolvimento</p><p>do comunismo em seu país. Esse golpe institui o Estado Novo, uma ditadura implantada</p><p>em ideais antiliberais e antidemocráticos. Durante o Estado Novo instaurou-se a censura</p><p>aos meios de comunicação, os partidos políticos foram colocados na ilegalidade e fechou</p><p>o legislativo por completo.</p><p>A constituição dessa época era a de 1937, que foi redigida por Francisco Campos, era</p><p>bastante inspirada na Constituição polonesa. Sua principal característica era os plenos</p><p>poderes ao executivo, representado pela figura do presidente da república</p><p>Em 1938, Aracaju nomeou uma praça com o nome de Getúlio Vargas, na região sul da</p><p>cidade. O monumento da praça foi inaugurado para marcar o início do Estado Novo. O</p><p>interventor Eronídes de Carvalho criou uma rádio, que ficou conhecida como Rádio Difusora</p><p>de Sergipe, para transmitir diversos discursos políticos nacionais. Até o fim da Segunda</p><p>Guerra Mundial, o Estado Novo era venerado através dos meios de comunicação criados</p><p>em Sergipe, mas com a democratização, encerrou esse período.</p><p>Por tanto, podemos concluir que a Era Vargas foi extremamente importante não só para</p><p>o Brasil, como também para Sergipe. Uma das suas maiores contribuições foi o combate as</p><p>oligarquias, entre elas a sergipana e possibilitando uma mudança na política local.</p><p>8. REPÚBLICA EM SERGIPE (1889 A 2024)8. REPÚBLICA EM SERGIPE (1889 A 2024)</p><p>Com a Proclamação da República, a pequena província de Sergipe passa a ser uma Unidade</p><p>Federativa com sua Constituição instituída em 1892. Após a formação de juntas provisórias</p><p>para administrar o mais novo estado nordestino, Felisberto Freire assume o poder e se</p><p>torna o primeiro governador. Sergipe teve modificações institucionais significativas nessa</p><p>época, entre elas a adesão e a legitimação das oligarquias ao novo regime. Um governo que</p><p>merece destaque é o de Seixas Dória.</p><p>Ele era um apoiador das reformas de base do presidente João Goulart. A oposição</p><p>conservadora, entre eles os militares, não aceitava as ideias de Goulart e, muito menos, de</p><p>Seixas, por ter influência comunista. De forma geral, todos que apoiavam ou lutavam em</p><p>prol da política de João Goulart eram malvistos pelos militares.</p><p>No comício de 13 de maio, no Rio de Janeiro, Seixas anunciou a realização da reforma</p><p>agrária sergipana. Essa atitude não agradou os grupos conservadores de Sergipe. Porém,</p><p>com o golpe de 1964, Seixas sai do poder por ordens expressas dos militares.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>25 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>No quadro a seguir você conhecerá todos os governantes de Sergipe e seu respectivo</p><p>ano de atuação.</p><p>GOVERNADOR PERÍODO</p><p>Felisbelo Firmo de Oliveira Freire 13/12/1889 a 17/08/1890</p><p>José Calazans 18/05/1892 a 13/09/1894</p><p>João Vieira Leite 14/09/1894 a 24/10/1894</p><p>Antônio de Siqueira Horta 04/09/1896 a 05/10/1896</p><p>Antônio Leonardo da Silveira Dantas</p><p>28/07/1896 a 03/09/1896 e</p><p>06/10/1896 a 23/10/1896</p><p>Martinho César da Silveira Garcez 24/10/1896 a 13/08/1898</p><p>Apulcro Mota Rabelo 08/1898 a 23/10/1899</p><p>Olímpio de Souza Campos 24/10/1899 a 23/10/1902</p><p>Josino Odorico de Menezes 24/10/1902 a 23/10/1905</p><p>Guilherme de Souza Campos 24/10/1905 a 23/08/1908</p><p>João Maria Loureiro Tavares 10/08/1906 a 28/08/1906</p><p>José Rodrigues da Costa Dória 24/10/1908 a 23/10/1911</p><p>Antônio José de Siqueira Menezes 24/10/1911 a 28/07/1914</p><p>Pedro Freire de Carvalho 29/07/1914 a 24/10/1914</p><p>Manoel Prisciliano Oliveira Valadão</p><p>24/10/1894 a 28/07/1896 e</p><p>24/10/1914 a 23/10/1918</p><p>José Joaquim Pereira Lobo 24/10/1918 a 23/10/1922</p><p>Maurício Graccho Cardoso 24/10/1922 a 24/10/1926</p><p>Ciro Franklin de Azevedo 06/11/1926 a 04/12/1926</p><p>Francisco de Souza Porto 09/01/1927 a 29/01/1927</p><p>Manoel Correia Dantas 30/01/1927 a 17/10/1930</p><p>Eronildes Ferreira de Carvalho 02/04/1935 a 30/06/1941</p><p>Milton Pereira de Azevedo 01/07/1941 a 26/03/1942</p><p>Augusto Maynard Gomes</p><p>16/11/1930 a 28/03/1935 e</p><p>27/03/1942 a 26/10/1945</p><p>Francisco Leite Neto 27/10/1945 a 04/11/1945</p><p>Hunaldo Santaflor Cardoso 11/05/1945 a 30/03/1946</p><p>Antônio Freitas Brandão 31/03/1946 a 29/01/1947</p><p>Joaquim Sabino Ribeiro Chaves 30/01/1947 a 28/03/1947</p><p>Edelzio Vieira de Melo 17/02/1951 a 11/03/1951</p><p>Arnaldo Rollemberg Garcez 12/03/1951 a 30/01/1955</p><p>Leandro Maynard Maciel 31/01/1955 a 30/01/1959</p><p>Luiz Garcia 31/01/1959 a 05/07/1962</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>26 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>GOVERNADOR PERÍODO</p><p>Dionizio de Araújo Machado 06/07/1962 a 30/01/1963</p><p>João de Seixas Dória 31/01/1963 a 01/04/1964</p><p>Sebastião Celso de Carvalho 01/04/1964 a 30/01/1967</p><p>Lourival Batista 31/01/1967 a 14/05/1970</p><p>João Andrade Garcez 04/06/1970 a 14/03/1971</p><p>Paulo Barreto de Menezes 15/03/1971 a 14/03/1975</p><p>José Rollemberg Leite 15/03/1975 a 14/03/1979</p><p>Augusto do Prado Franco 15/03/1979 a 13/05/1982</p><p>Djenal Tavares de Queiroz 14/05/1982 a 14/03/1983</p><p>Antônio Carlos Valadares 1987 a 1991</p><p>Albano do Prado Pimentel Franco 1995 a 1998 e 1999 a 2002</p><p>João Alves Filho 1983 a 1987 / 1991 a 1994 / 2003 a 2006</p><p>Marcelo Déda Chagas 2007 a 2010 e 2011 a 2014</p><p>Jackson Barreto 2015 a 2018</p><p>Benivaldo Chagas 2019 a 2022</p><p>Fábio Mitidieri 2023 até os dias atuais</p><p>Disponível em: .</p><p>Acesso em: 26 de jun. 2024</p><p>São poucas as bancas que costumam cobrar nomes ou grandes feitos de determinados</p><p>governadores.</p><p>9 . CangaÇo9 . CangaÇo</p><p>Caracterizado como um movimento de banditismo social, o Cangaço ocorreu na região</p><p>nordestina entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX. Aqueles que</p><p>compunham esses bandos eram denominados cangaceiros, normalmente na figura de</p><p>sertanejos em constante movimentação espacial e vestindo roupas de couro, armados</p><p>com rifles e facas.</p><p>Existem relatos históricos sobre ações de cangaços desde a década de 1870. Pode-se</p><p>destacar as ações de Jesuíno Alves de Melo Calado, porém somente os cangaceiros do</p><p>século XX receberam maior fama, causaram grande terror e produziram forte impacto na</p><p>sociedade nordestina.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>27 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>As ações dos cangaceiros estão ligadas, também, a questões econômicas e sociais. As</p><p>secas prolongadas que assolaram o Nordeste geraram a morte e a miséria de várias pessoas</p><p>que ali moravam. Muitos preferiram migrar para outras regiões para buscar uma melhoria de</p><p>vida. As relações de dependência das populações mais pobres com os grandes proprietários</p><p>de terras dessas regiões geraram uma forte insatisfação por partes de alguns moradores,</p><p>que passaram a formar os cangaços.</p><p>Durante a década de 1920, houve várias reações ao sistema oligárquico no Nordeste,</p><p>sendo o cangaço uma delas. Nomes como Virgulino Ferreira (o famoso Lampião), Cristiano</p><p>Gomes (Corisco) e José Ribeiro (Zé Sereno) foram os principais cangaceiros dessa época.</p><p>Os seus conflitos eram contra as tropas do estado e os mercenários contratados por</p><p>fazendeiros,</p><p>denominados jagunços.</p><p>Com a morte de Lampião, no Sergipe, por tropas estaduais, os demais cangaceiros se</p><p>entregaram as forças policiais em troca da absolvição de seus crimes.</p><p>Lampião foi morto junto com Maria Bonita e mais alguns companheiros após uma emboscada</p><p>em seu esconderijo em Angico, no município de Poço Redondo.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>28 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>RESUMORESUMO</p><p>• A colonização do Brasil foi caracterizada por violência e imposição cultural, resultando</p><p>no extermínio físico e cultural dos indígenas. No estado de Sergipe, muitos indígenas</p><p>resistiram, unindo-se aos franceses nas invasões, mas enfrentaram ataques dos</p><p>portugueses, liderados por Cristóvão de Barros, que resultaram em mortes e escravidão.</p><p>• A miscigenação e resistência indígena foram marcantes, destacando-se o líder Serigy,</p><p>que resistiu por 30 anos com apoio dos franceses. No entanto, os portugueses, após</p><p>capturar e matar Serigy, conseguiram controlar a região.</p><p>• As aldeias indígenas em Sergipe sofreram constantes invasões e remoções, com as</p><p>autoridades coloniais justificando a ocupação de terras alegando a inexistência de</p><p>índios. Leis foram implementadas para catequizar e “civilizar” os indígenas, levando</p><p>à extinção das aldeias.</p><p>• Hoje, apenas a tribo Xokó permanece em Sergipe, vivendo na Ilha de São Pedro, com</p><p>atividades de agricultura e artesanato. Essa comunidade é um exemplo da resistência</p><p>e miscigenação indígenas.</p><p>• A ocupação de Sergipe é antiga, e os Tupinambás foram seus primeiros habitantes.</p><p>Durante a colonização portuguesa, marcada por conflitos e extermínio cultural, muitos</p><p>indígenas se aliaram aos franceses contra os portugueses. Sergipe foi administrada</p><p>pela Bahia até 1820, com a criação do Arraial de São Cristóvão como primeira capital.</p><p>• A doação de sesmarias e a prática da pecuária promoveram o povoamento. A região</p><p>também se destacou na produção de cana-de-açúcar, especialmente no Vale do</p><p>Cotiguiba. A presença holandesa visava apenas estabelecer uma base militar, não</p><p>desenvolvendo a região. Rumores de minas de prata atraíram imigrantes, mas sem</p><p>sucesso na extração.</p><p>• Politicamente, surgiram partidos como os Liberais e os Corcundas, com conflitos</p><p>internos pela autonomia. Em 1820, Sergipe foi emancipado de forma política,</p><p>favorecendo seu desenvolvimento econômico, especialmente na produção açucareira,</p><p>que aumentou significativamente junto com o número de engenhos e escravos.</p><p>• Aracaju, a capital de Sergipe, teve um planejamento distinto das outras cidades do</p><p>estado, que cresceram de maneira desorganizada. Existiram duas teorias sobre seu</p><p>surgimento: uma que fala de um povoado simples e outra que afirma que Aracaju já</p><p>nasceu como capital.</p><p>• A escolha da localização, feita por Inácio Joaquim Barbosa, se deu pela proximidade</p><p>de rios e pela necessidade de um porto eficiente para o escoamento da produção,</p><p>apesar de outras cidades, como São Cristóvão e Laranjeiras, possuírem melhor</p><p>infraestrutura na época.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>29 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>• O engenheiro Sebastião José Basílio Pirro projetou a cidade em forma de tabuleiro</p><p>de xadrez, com ruas retas e quadrados simétricos, criando o “Quadrado de Pirro”.</p><p>A rápida construção, sem estudos adequados do terreno, resultou em problemas</p><p>urbanos como alagamentos. Inicialmente, a elite canavieira ocupou a cidade, mas</p><p>com o crescimento, surgiram periferias abrigando as populações marginalizadas.</p><p>• Ao longo do tempo, Aracaju passou por melhorias estruturais, com políticas públicas</p><p>para controlar a expansão de favelas e desenvolver conjuntos habitacionais. Durante</p><p>o século XX, a cidade foi remodelada, incorporando estilos como Art Nouveau e</p><p>Art Déco, mantendo as características originais do centro e buscando resolver os</p><p>problemas habitacionais através da expansão planejada.</p><p>• Durante a República Velha, Sergipe foi dominado pela oligarquia Olimpista, liderada</p><p>por Olímpio Campos, marcada pelo voto de cabresto, uma prática onde coronéis</p><p>manipulavam os eleitores para manter o poder.</p><p>• A oposição a essa oligarquia culminou na Revolta de Fausto Cardoso, que desafiou o</p><p>domínio dos Olimpistas em 1906. A revolta foi rapidamente reprimida com a ajuda</p><p>de forças militares enviadas por Olímpio Campos, resultando na morte de Fausto e</p><p>no retorno da oligarquia ao poder. A morte de Olímpio Campos, vingada pelos filhos</p><p>de Fausto, marcou o fim dessa fase turbulenta.</p><p>• Nos anos 1920, o Tenentismo, um movimento contrário às oligarquias, ganhou força no</p><p>Brasil. Em Sergipe, Graccho Cardoso, do Partido Republicano Conservador, enfrentou</p><p>a Revolta de 13 de julho, liderada por tenentes como Maynard Gomes.</p><p>• Apesar de inicialmente bem-sucedidos, os rebeldes foram derrotados. Maynard Gomes,</p><p>após sua captura, participou de nova revolta em 1926, também malsucedida. Em</p><p>1930, com a Revolução, Maynard tornou-se interventor federal de Sergipe, apoiando</p><p>Getúlio Vargas, mas mais tarde perdeu a disputa para governador.</p><p>• A Era Vargas, de 1930 a 1945, foi um período autoritário no Brasil, iniciado com a</p><p>Revolução de 1930, um golpe de estado apoiado por militares e setores da classe</p><p>média.</p><p>• Getúlio Vargas tornou-se presidente, iniciando o Governo Provisório (1930 a 1934),</p><p>em que afastou antigas oligarquias, nomeando interventores federais nos estados,</p><p>incluindo o Tenente Augusto Maynard em Sergipe. Esse período foi marcado pela</p><p>suspensão da Constituição de 1891 e a criação de leis trabalhistas.</p><p>• Em 1934, uma nova Constituição foi promulgada, e Vargas continuou no poder durante</p><p>o Governo Constitucional (1934-1937), enfrentando polaridades ideológicas entre a</p><p>Ação Integralista Brasileira e a Aliança Nacional Libertadora.</p><p>• Em Sergipe, Eronildes de Carvalho, interventor nomeado, promoveu obras importantes.</p><p>No entanto, alegando uma ameaça comunista fictícia, Vargas instaurou o Estado</p><p>Novo em 1937, uma ditadura que reforçou a censura e suprimiu os partidos políticos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DEYSE FERREIRA SOARES DE SOUZA - 12068522403, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>https://www.gran.com.br</p><p>30 de 61gran.com.br</p><p>ConHeCimentoS Sobre o eStado de Sergipe</p><p>História de Sergipe</p><p>Cleber Monteiro</p><p>• A Constituição de 1937 concedia amplos poderes ao executivo. Em Sergipe, a rádio</p><p>Difusora foi criada para divulgar discursos do governo. A Era Vargas, apesar de</p><p>seu caráter autoritário, foi crucial na luta contra as oligarquias em Sergipe e na</p><p>transformação da política local.</p><p>• Com a Proclamação da República, Sergipe tornou-se uma Unidade Federativa,</p><p>estabelecendo sua primeira Constituição em 1892. O primeiro governador foi Felisberto</p><p>Freire.</p><p>• Durante esse período, as oligarquias se consolidaram no novo regime. Um destaque</p><p>foi o governo de Seixas Dória, que apoiava as reformas de João Goulart, incluindo</p><p>a reforma agrária, o que desagradou os conservadores e militares. Após o golpe de</p><p>1964, Seixas foi deposto.</p><p>• A lista de governadores de Sergipe reflete a dinâmica política e as transições de poder</p><p>ao longo dos anos, com intervenções federais e</p>

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