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<p>1</p><p>E-BOOK</p><p>1</p><p>HISTÓRIA DO MARANHÃO</p><p>ETIMOLOGIA</p><p>Não há uma hipótese consensual para a origem do nome do estado do Maranhão. As teorias mais aceitas são: referência à expressão</p><p>em língua tupi, "Mar'Anhan", que significa "O mar que corre"; Maranhão era o nome dado ao Rio Amazona pelos nativos da região antes</p><p>da chegada dos navegantes europeus (nos países Andinos é chamado de rio Maranhão, ao entrar no Brasil muda para rio Solimões, na</p><p>confluência com o rio Negro muda para rio Amazonas); relação com Rio Marañon, no Peru; o estado ter um "emaranhado" de rios.</p><p>Em 1720, o jesuíta Domingos de Araújo, publicou a obra "Crônica da Companhia de Jesus da Missão do Maranhão", na qual sustentou</p><p>que o nome foi dado por uma expedição enviada por Cristóvão Jacques, que ao ver o Rio Amazonas o descreveu como "Maranhão"</p><p>(grande mar).</p><p>No contexto da história do Brasil, a primeira referência à região como sendo o Maranhão ocorreu na época antes da criação das Capitanias</p><p>Hereditárias, chamada de Conquista do Maranhão, em seguida foram criadas as duas seções da Capitania do Maranhão, em 1534.</p><p>PERÍODO PRÉ – CABRALINO</p><p>Na época do Descobrimento do Brasil, o atual Estado do Maranhão era povoado por diferentes tribos indígenas. Os primeiros</p><p>habitantes do Maranhão faziam parte de dois grupos indígenas: os Tupis e os Jês. Os tupis habitavam o litoral. Já os jês habitavam o</p><p>interior. Os dois povos indígenas que pertencem ao grupo tupi são os Guajajaras e os Urubus. Os Guajajaras e os Urubus apenas foram</p><p>pacificados em pleno século XX. Os dois povos indígenas do grupo Jê são os Timbiras e os Sacamecras. Diversas tribos do Piauí entraram</p><p>no Maranhão. Isso ocorreu no século XVIII. Naquela época, esses povos indígenas piauienses escaparam para evitar que os brancos os</p><p>caçassem.</p><p>PERÍODO PRÉ-COLONIAL DO MARANHÃO (1500-1612)</p><p>Podemos considerar o período Pré-Colonial do Maranhão, o momento compreendido entre a chegada de Cabral no Brasil, em 1500, e</p><p>a invasão francesa no Maranhão em 1612. São poucas as informações que dispomos desse período. Mas é sabido que a costa norte do</p><p>Brasil foi alvo de algumas incursões no século XVI.</p><p>Em 1534, o governo português dividiu o Brasil em vários lotes, as capitanias hereditárias. A Capitania do Maranhão foi divida em</p><p>duas seções, a primeira estava localizada no extremo leste da ilha de Marajó (PA) à foz do rio Gurupi (PA/MA) cedida aos donatários</p><p>Joao de Barros e Aires da Cunha, a segunda seção situava-se à foz do rio Gurupi (PA/MA) a Parnaíba (PI) e era cuidada por Fernão</p><p>Alvares de Andrade. João de Barros, Álvares de Andrade e Aires da Cunha juntaram suas fortunas e esforções enviando uma frota de</p><p>dez navios, 900 pessoas e aproximadamente 100 cavalos para colonizar o Maranhão. A empresa terminou em desgraça: Aires da Cunha</p><p>morreu em um naufrágio e, depois de três anos de lutas com os nativos, apenas 200 sobreviventes retornaram a Portugal. Em 1554,</p><p>Luis de Melo tentou colonizar a região, mas acabou naufragando.</p><p>FRANÇA EQUINOCIAL (1612-1615)</p><p>2</p><p>Antecedentes: No final do século XVI, Jacques Riffault e Charles desVaux chegam ao Maranhão na ilha de Upaon-Açu (Ilha Grande)</p><p>São Luís, e mantém contatos com os índios. Entusiasmado, desVaux retorna à França e revela ao rei Henrique IV o potencial do Maranhão.</p><p>O rei envia imediatamente uma expedição de reconhecimento para confirmar as informações de desVaux. O assassinato de Henrique IV,</p><p>na França projetou a ascensão de Maria de Médicis, que deu continuidade ao projeto, já que Luis XIII, herdeiro do trono, contava com</p><p>pouca idade para governar o país.</p><p>A empresa marítima desperta interesse de particulares calvinistas como o banqueiro Nicolau de Harley e de François de Rasilly que,</p><p>em conjunto com a coroa francesa, disponibilizaram recursos necessários ao êxito do empreendimento, cujo objetivo central era fundar</p><p>uma colônia francesa na “linha equinocial”.</p><p>Motivos para a invasão:</p><p>• Vulnerabilidade da costa norte; ausência de colonização luso-espanhola.</p><p>• Boa posição geográfica em relação à Europa;</p><p>• Potencial econômico da região;</p><p>• Desejo de um domínio colonial na América do Sul.</p><p>Líder da esquadra: Daniel de La Touche. Em julho de 1612, os franceses desembarcam na ilha de Upaon-Mirim (Hoje ilha de Santana),</p><p>transferindo-se a seguir para Upaon-Açu, onde fundam o forte de São Luís, em homenagem ao rei francês Luís XIII. O forte ficava</p><p>estrategicamente entre os rios Anil e Bacanga, de frente ao Golfão Maranhense, mantendo uma visão privilegiada e estratégica de parte</p><p>do litoral da ilha.</p><p>O governador-geral Gaspar de Sousa enviou ao Maranhão uma expedição comandada por Jerônimo de Albuquerque, com o objetivo</p><p>de expulsar os franceses.</p><p>Obs: Batalha de Guaxenduba (“Jornada Milagrosa”)-1614. Os franceses que tinham mais homens e melhor infraestrutura foram</p><p>derrotados pelos portugueses. Alguns historiadores mencionam a intervenção de uma santa, que teria garantido a vitória dos portuguesa.</p><p>Local: Cidade de Icatu (MA).</p><p>Portugueses+Tabajaras X Franceses+Tupinambás</p><p>MARANHÃO NO PERÍODO COLONIAL</p><p>A expulsão dos franceses do Maranhão demonstrou que era necessária e urgente a colonização do Maranhão. A primeira intervenção foi</p><p>transformar a capitania do Maranhão em capitania Real, ou seja, subordinada diretamente à Coroa portuguesa. A elevação do Maranhão</p><p>a capitania não resolveu a problemática da colonização. Em 1618, por documento régio, o governo decidiu-se pela criação do Estado</p><p>Colonial do Maranhão, mas seu estabelecimento só ocorreu em 1621. Jerônimo de Albuquerque foi o primeiro capitão-mor.</p><p>Razões para a sua criação:</p><p>• Grande extensão territorial da costa norte; o que tornava a região vulnerável para o corso francês, holandês e inglês.</p><p>• Desejo de uma saída fluvial para a região do Potosí;</p><p>• Impossibilidade de colonização do norte pela Bahia; isolamento em relação ao centro-sul da colônia.</p><p>• Necessidade de colonização para efetivar a exploração econômica da região. Região rica em drogas do sertão e com abundância de</p><p>rios, bom clima e boa terra , o que possibilitava a montagem de uma exploração agrícola.</p><p>O Estado do Maranhão era independente do estado do Brasil, possuindo estrutura própria de funcionamento. A extensão do Estado</p><p>Colonial do Maranhão compreendia terras que ia do Rio Grande do Norte ao vale Amazônico.</p><p>Em 1751, mudança da nomenclatura, passou a ser o estado do Grão-Pará e Maranhão, com capital em Belém.</p><p>Em 1772, a região recebeu uma nova organização administrativa, repartindo-se em dois estados: Estado do Grão-Pará e Rio Negro e o</p><p>Estado do Maranhão e Piauí. Esses estado foram extintos em 1777.</p><p>COLONIZAÇÃO DO SÉCULO XVII - CARACTERÍSTICAS</p><p>A exploração econômica no século XVII girou em torno: economia totalmente atrelada ao setor primário (caça, pesca, coleta, agricultura</p><p>de subsistência, etc.</p><p>• pequena lavoura;</p><p>• pouco comércio; frágil comércio com a metrópole.</p><p>• extrativismo vegetal; drogas do sertão (guaraná, salsaparrilha, anil, cravo, pimenta, cacau, urucu, andiroba, etc.)</p><p>• caça e pesca.</p><p>3</p><p>A agromanufatura açucareira não alcançou no Maranhão o mesmo êxito que em Pernambuco e Bahia, embora alguns engenhos tenham</p><p>sido erguidos na região.</p><p>Obs: os verdadeiros elementos da povoação e colonização encontram-se nas expedições militares, nas remessas de tropas, casais de</p><p>colonos açorianos e degredados.</p><p>A ocupação não foi imediata, ao contrário foi muito lenta. É válido lembrar que inúmeros fortes foram fundados no Maranhão (Sardinha,</p><p>São José do Itapari, Santa Maria, Calvário).</p><p>Instalou-se a Câmara Municipal de São Luis, a 4ª mais antiga do Brasil, em 1619.</p><p>O Maior problema do Maranhão no século XVII foi a falta de braços escravos africanos para a lavoura, pois além da oferta ser irregular,</p><p>era pouca e os preços eram altíssimos. Nessas condições os colonos buscaram os índios, o que</p><p>sobre a Balaiada, movimento popular ocorrido em Caxias</p><p>(MA), que levou a separação desta província do governo</p><p>central no Rio de janeiro.</p><p>Questão 22</p><p>Podem ser apontadas como causas da Balaiada:</p><p>Rivalidades políticas e desonestidade dos dirigentes da</p><p>Companhia do Comércio do Maranhão;</p><p>Abuso das autoridades, prisão de homens empregados do</p><p>padre Inácio Mendes e rivalidades políticas;</p><p>Devido ao fracasso do comércio com as Índias;</p><p>O livre comércio com outras nações;</p><p>O não cumprimento das obrigações da Companhia do</p><p>Comércio do Brasil.</p><p>Questão 23</p><p>A segunda metade do século XIX foi marcada no Maranhão por</p><p>um desenvolvimento da produção e exportação do algodão que,</p><p>por um curto espaço de tempo, recuperou-se da crise vivenciada</p><p>no período pós-independência. É possível afirmarmos que este</p><p>fenômeno possui ligações com:</p><p>I. O crescimento da demanda por matéria-prima para a</p><p>indústria de tecidos, em franca ascensão no sudeste do</p><p>Brasil.</p><p>II. Os incentivos fiscais concedidos pelo governo de José</p><p>Antônio Saraiva (1850-1854), do Piauí, aos produtores de</p><p>algodão da região do Vale do Itapecuru, sobretudo Caxias,</p><p>fato que acabou estimulando a produção.</p><p>III. A ocorrência da Guerra de Secessão nos Estados Unidos</p><p>(1861-1865) e o comprometimento da produção algodoeira</p><p>da região sul daquele país, favorecendo assim outras regiões</p><p>produtoras da matéria-prima.</p><p>Estão corretas:</p><p>Todas as afirmativas</p><p>Somente as afirmativas I e II</p><p>Somente as afirmativas I e III</p><p>Somente a afirmativa II</p><p>Somente a afirmativa III</p><p>20</p><p>Questão 24</p><p>O colapso do sistema agroexportador, adicionado á decadência da</p><p>escravaria, no final do século XIX, projetaram um novo</p><p>investimento no Maranhão: a indústria têxtil. Sobre este</p><p>empreendimento, julgue os itens a seguir.</p><p>Essas fábricas foram implantadas nos principais núcleos</p><p>urbanos da época: São Luís, Caxias e Codó.</p><p>Grande parte dos equipamentos usados na instalação da</p><p>indústria têxtil, veio da Inglaterra, bem como parte da mão</p><p>de obra especializada utilizada no trabalho das máquinas.</p><p>Os operários utilizados no setor têxtil eram recrutados nos</p><p>bairros pobres da periferia das cidades-pólo. Eram homens e,</p><p>principalmente, mulheres e adolescentes.</p><p>A produção têxtil avançou significativamente. Além das</p><p>exigências do mercado externo, voltou-se para o mercado</p><p>regional pouco exigente, mas disposto a conseguir seus</p><p>produtos: fios, punhos, tecidos de brim e riscados grosseiros.</p><p>Questão 25</p><p>Dantes, os escravos tinham o que fazer! Mal serviam a janta,</p><p>iam aprontar e atender os candeeiros, dar-lhes novo azeite e</p><p>coloca-los no seu lugar ... E hoje? É só chegar o paitinho de fogo</p><p>à bruxaria do bico de gás e cala-se em pândega. Já há cativeiro!</p><p>É por isso que eles andam tão descarados! Chicote! Chicote, até</p><p>dizer basta que é o que eles precisam.</p><p>Aluísio Azevedo. O Mulato.</p><p>O processo de transição do trabalho escravo para o trabalho livre,</p><p>no Maranhão, enfrentou problemas tais como:</p><p>a ausência de trabalhos que interessassem aos libertos e</p><p>dessem tranquilidade aos ex-proprietários de escravos de que</p><p>estariam fazendo um trabalho justo.</p><p>a preocupação da elite maranhense em libertar seus escravos</p><p>para o trabalho livre por não saber se estes estariam</p><p>preparados para o exercício da liberdade e para receberem</p><p>salários.</p><p>a defesa do direito de propriedade dos senhores (capital</p><p>investido), a inserção do liberto ao trabalho livre, a</p><p>permanência da mentalidade escravocrata na elite</p><p>maranhense.</p><p>a mentalidade escravocrata maranhense que não conseguia</p><p>se desvencilhar da dependência do trabalho escravo e não</p><p>queria deixar os escravos sem emprego.</p><p>a falta de escravos para acender os candeeiros em São Luís,</p><p>ficando a cidade às escuras, aumentando os índices de</p><p>criminalidade.</p><p>Questão 26</p><p>O titulo de Atenas Brasileira, atribuído a São Luís no século XIX,</p><p>derivou fundamentalmente do sucesso nacional alcançado pelo</p><p>grupo maranhense do Romantismo literário brasileiro. Para muitos</p><p>autores, a constituição desse grupo de intelectuais foi beneficiada</p><p>pela riqueza gerada através do (a)</p><p>exploração das drogas do sertão.</p><p>exploração pecuarista.</p><p>parque fabril têxtil.</p><p>sistema agroexportador.</p><p>mercado interno.</p><p>Questão 27</p><p>“Os chamados "republicanos de 16 de novembro" acabaram</p><p>roubando a cena política dos republicanos históricos na maior</p><p>parte dos estados brasileiros. O "festival" adesionista foi tamanho</p><p>que deixou incomodado um conjunto de republicanos idealistas.</p><p>O editorial de 18 de novembro de 1891 do jornal “Pacotilha", ao</p><p>fazer a avaliação dos dois primeiros anos de República afirma que</p><p>tão logo fora nomeada a Junta Govemativa, em 18 de novembro</p><p>de 1889, tornou-se difícil encontrar monarquistas no Maranhão”.</p><p>Luis Alberto Ferreira. In: www.outrostempos.uema.br</p><p>A análise do texto permite afirmar que</p><p>não havia políticos monarquistas na província do Maranhão</p><p>antes do novo regime.</p><p>os "republicanos de 16 de novembro" proclamaram a</p><p>República no Maranhão.</p><p>os maranhenses republicanos demitiram os monarquistas dos</p><p>cargos políticos.</p><p>os republicanos maranhenses condenaram os monarquistas</p><p>ao exílio político.</p><p>os monarquistas maranhenses não tiveram receio em aderir</p><p>ao novo regime.</p><p>Questão 28</p><p>No final do século XIX, o município de Grajaú e quase todo</p><p>sertão maranhense viveu uma rebelião política. Para o governo do</p><p>Estado, o estopim foi o assassinato do promotor público Estolano</p><p>Polary. Para os sertanejos, era uma disputa pelo controle político</p><p>da região. Benedito Leite enviou forte contingente policial que</p><p>praticou desmandos e atrocidades contra a população.</p><p>CABRAL, M. do S. Caminhos do gado: conquista e ocupação do sul do</p><p>Maranhão, 1992 (adaptado).</p><p>O texto é uma referência a conflitos vividos no interior do</p><p>Maranhão e conhecidos como</p><p>Balaiada.</p><p>Guerra do Léda.</p><p>Rebelião do padre João de Boa Vista.</p><p>República de Pastos Bons.</p><p>Setembrada.</p><p>http://www.outrostempos.uema.br/</p><p>21</p><p>Questão 29</p><p>No início do período republicano, o Maranhão “se deixou levar</p><p>pela vertigem das fábricas, empregando nela o dinheiro apurado.</p><p>Foi vítima da loucura da época – transformar o Maranhão agrícola</p><p>em maranhão industrial”.</p><p>(Jerônimo de Viveiros – História do Comércio do Maranhão)</p><p>O surto industrial mencionado no texto não levou à</p><p>industrialização do Maranhão, porque</p><p>os estabelecimentos industriais não conseguiam matéria-</p><p>prima com regularidade.</p><p>o parque industrial implantado não se ampliou, continuando</p><p>a economia a ser predominantemente agrícola.</p><p>O operariado industrial era formado por escravos,</p><p>incompatíveis com a disciplina fabril.</p><p>os altos preços da produção industrial local deixavam-na sem</p><p>condições de competir com os artigos importados.</p><p>o parque fabril aqui instalado visava o mercado externo,</p><p>inacessível devido aos altos impostos de exportação.</p><p>Questão 30</p><p>O coronelismo articulado, à estrutura de poder central esteve no</p><p>Maranhão no decorrer da República Velha. Sobre a inserção deste</p><p>modelo político no Estado da época, aponte a alternativa</p><p>incorreta:</p><p>o fenômeno coronelismo foi gerado para sustentar o sistema</p><p>republicano; sua importância era fundamental para as</p><p>articulações nos processos políticos do país; ele se fez</p><p>presente principalmente nas regiões norte e nordeste,</p><p>exercendo funções do poder público.</p><p>no Maranhão esse fenômeno esteve fortemente presente</p><p>pois, além de desempenhar as funções de chefe político,</p><p>meramente eleitoreira, de aliciar votos para o governo, serviu</p><p>de instrumento de punição, vingança e repressão; constitui-</p><p>se uma forma particular de fazer política, sobretudo no</p><p>interior do Estado.</p><p>o coronelismo maranhense estava em sintonia com o poder</p><p>federal, cuja articulação</p><p>definia-se através da Política dos</p><p>Governadores.</p><p>o coronelismo no Maranhão teve como principais</p><p>representantes Benedito Leite e Urbano Santos, figuras que</p><p>controlavam a política local.</p><p>o coronelismo na República Velha teve como principal</p><p>representante Victorino Freire, político que substituiu</p><p>Benedito Leite.</p><p>Questão 31</p><p>“... e então surge um novo produto em nossa história econômica</p><p>na época da Primeira Guerra Mundial, e permite um primeiro</p><p>reequilíbrio das finanças estaduais (...) e oferece ao nosso</p><p>comércio, com sua exportação, um relativo desafogo que cria um</p><p>clima de recuperação, cujo processo de desenvolvimento,</p><p>entretanto, ressente-se da carência de capitais.”</p><p>O novo produto que passa a fazer parte da economia maranhense</p><p>a partir da Primeira Guerra Mundial é:</p><p>a amêndoa do coco babaçu</p><p>o coco da praia</p><p>a cana-de-açúcar</p><p>o algodão</p><p>farinha de mandioca</p><p>Questão 32</p><p>Elaborado pelo engenheiro Fróes Abreu, em 1929, o mapa</p><p>Principaes vias de comunicação do Maranhão (à direita) apresenta</p><p>as vias de comunicação do Maranhão e os projetos em</p><p>andamento. Com base em sua leitura, observa-se, para aquele</p><p>momento, que a navegação fluvial</p><p>subsidiava o transporte rodoviário.</p><p>integrava distintas regiões do Estado.</p><p>impedia o desenvolvimento de ferrovias.</p><p>comprometia os deslocamentos, por ser sazonal.</p><p>compunha um sistema de transportes articulado.</p><p>22</p><p>Questão 33</p><p>Uma das mais tradicionais oligarquias predominantes no Brasil nas</p><p>décadas de 1940 a 1960, foi o vitorinismo. Aponte a assertiva</p><p>correta sobre o poder de mando de Victorino Freire no Maranhão.</p><p>I. Victorino Freire veio ao Maranhão em 1933, quando foi</p><p>nomeado secretário do governo do interventor Martins</p><p>Almeida.</p><p>II. Victorino obteve consagrada vitória em 1945, elegendo 2</p><p>senadores e 6 dos 9 deputados federais do Maranhão, além</p><p>de influenciar na indicação do novo interventor, Saturnino</p><p>Belo.</p><p>III. Ardiloso, usava máquina púbica para beneficiar políticos da</p><p>situação. Gozava de influência junto ao governo federal, ao</p><p>mesmo tempo em que alijava da política e perseguia seus</p><p>opositores.</p><p>IV. Victorino esteve no centro da greve de 51. Saturnino Belo</p><p>rompera com a oligarquia, aliando-se às Oposições</p><p>Coligadas. Ganhou as eleições mas não levou, pois as</p><p>influências de Victorino “deram diplomação” a Eugênio</p><p>Barros, o que causou uma revolta geral da população de São</p><p>Luís.</p><p>se somente I e II forem corretas.</p><p>se somente I e IV forem corretas.</p><p>se somente II, III e IV forem corretas.</p><p>se somente III e IV forem corretas.</p><p>se todas forem corretas.</p><p>Questão 34</p><p>A greve de 1951 em São Luís:</p><p>foi um movimento que visou a obtenção de vantagens</p><p>trabalhistas.</p><p>foi um movimento popular instigado por alguns líderes das</p><p>Oposições Coligadas contra a posse de Eugênio de Barros no</p><p>Governo do Maranhão.</p><p>gerou uma crise política que marcou o fim imediato do</p><p>domínio vitorinista no Maranhão.</p><p>levou a uma decretação de intervenção federal no Maranhão.</p><p>foi um movimento contra a corrupção eleitoral do vitorinismo</p><p>e que contou com o apoio do governo federal.</p><p>Questão 35</p><p>Analise as seguintes afirmações sobre a Greve de 1951 em São</p><p>Luís:</p><p>Foi um movimento da classe trabalhadora urbana em defesa</p><p>do aumento de 100% do salário mínimo, decretado pelo</p><p>ministro João Goulart.</p><p>O movimento ocorreu numa conjuntura de acirramento do</p><p>conflito intra-oligárquico, em virtude da contestação ao</p><p>domínio do senador Victorino Freire.</p><p>Foi um amplo e heterogêneo movimento da população</p><p>citadida contra as práticas de fraude eleitoral que</p><p>caracterizavam a política estadual.</p><p>Em virtude da magnitude da participação popular, a capital</p><p>foi apelidada de Ilha Rebelde, por ser um centro de oposição</p><p>ao domínio oligárquico.</p><p>São verdadeiras as afirmações:</p><p>Questão 36</p><p>A oligarquização do poder tem sido uma característica da política</p><p>maranhense desde o século XIX. Aponte a alternativa que não</p><p>corresponde a esse processo:</p><p>Após a adesão à Independência (1823), iniciou-se um</p><p>conturbado período de conflitos entre facções cujos episódios</p><p>marcantes foram a Setembrada (1831) e a Balaiada (1838-</p><p>1841).</p><p>Com o Segundo Reinado, os partidos Conservador e Liberal</p><p>se consolidaram, adquirindo consciência ideológica e</p><p>programática, conforme afirmou João Francisco Lisboa no</p><p>Jornal de Timon.</p><p>O advento da República (1889) reforçou as tendências no</p><p>sentido da monopolização do governo em mãos de grupo da</p><p>elite. Assim, observou-se a ascensão de bacharéis como</p><p>Benedito Leite e Urbano Santos.</p><p>Com o fim do Estado Novo (1945), as relações de Victorino</p><p>Freirecom o governo federa e o principal partido nacional, o</p><p>PSD, possibilitaram-lhe atingir o posto de principal cacique</p><p>político do Maranhão.</p><p>A reformulação conservadora da política brasileira, efetuada</p><p>pela ditadura militar (pós-1964), garantiu as condições de</p><p>vitória das Oposições Coligadas, através do udenista José</p><p>Sarney.</p><p>Questão 37</p><p>Nos primórdios de sua ocupação, o território correspondente ao</p><p>sertão maranhense teve sua organização produtiva baseada em</p><p>latifúndios e na pecuária extensiva. Contudo, desde 1990, boa</p><p>parte de sua espacialidade é ocupada com a produção sojícola em</p><p>detrimento da agricultura familiar. Os produtores de soja foram</p><p>atraídos para a região conhecida por Gerais de Balsas.</p><p>Um desses fatores de atração foi</p><p>escoamento facilitado pela proximidade dos portos.</p><p>a oferta de mão-de-obra qualificada na região.</p><p>a produtividade, sem uso de fertilizantes.</p><p>a localização geográfica privilegiada.</p><p>acesso a terras baratas.</p><p>Questão 38</p><p>Os primeiros habitantes do Maranhão foram os indígenas</p><p>Tupinambás, a Ilha de São Luís era denominada por estes de</p><p>“UPAON-AÇU”, que tem uma tradução na linguagem dos</p><p>Tupinambás de Ilha Grande. Esta população, ao longo do</p><p>processo de colonização do Maranhão, sofreu uma redução</p><p>populacional. Assinale a alternativa que contém elementos que</p><p>justifique tal redução.</p><p>Condução para região Norte da Amazônia.</p><p>Descolamento natural para outras áreas do Brasil.</p><p>A utilização em grande escala no trabalho escravo.</p><p>Deslocamento para cultura do açúcar em regiões de</p><p>Pernambuco e Bahia.</p><p>Conflito com o homem branco, extermínio de tribos inteiras e</p><p>por contágio das doenças infecciosas.</p><p>23</p><p>Questão 39</p><p>Desde 1594 Jacques Riffault estabelecera em Upaon-açu (ilha de</p><p>São Luís) uma feitoria, deixando-a a cargo de seu compatriota</p><p>Charles dês Vaux, que havia conquistado a amizade dos silvícolas,</p><p>e tinha inclusive o domínio da língua nativa. Mas foi em 8 de</p><p>setembro de 1612 que, dando continuidade à política de</p><p>colonização, foi fundada dentro do atual Estado do Maranhão a:</p><p>Nova Maurícia.</p><p>França Antártica.</p><p>Holanda Tropical.</p><p>França Equinocial</p><p>Brasil Flamengo.</p><p>Questão 40</p><p>A batalha de Guaxentuba inscreve-se entre os embates ocorridos</p><p>no litoral do Maranhão colonial (século XVII), com reflexos na</p><p>própria colonização do Brasil por Portugal. Essa batalha assinalou</p><p>a histórica decisão de Jerônimo de Albuquerque de render-se</p><p>a La Ravardière para preservar a vida de seus combatentes.</p><p>a inferioridade bélica francesa, agravada pela inexistência de</p><p>qualquer aliança com índios da região.</p><p>a vitória definitiva dos portugueses sobre os franceses pela</p><p>posse da costa norte do Brasil.</p><p>o fim das incursões de países europeus sobre o território</p><p>americano colonizado por Portugal.</p><p>o extermínio dos povos indígenas que, vindos de</p><p>Pernambuco, ocuparam o litoral maranhense.</p><p>Questão 41</p><p>As invasões holandesas no Maranhão ocorreram no contexto da</p><p>derrota dos franceses da França Equicional em disputa com</p><p>os holandeses pelo território maranhense.</p><p>formação da União Ibérica, que uniu as coroas de Portugal e</p><p>Espanha e fez dos holandeses rivais</p><p>de Portugal.</p><p>proibição imposta por Portugal aos holandeses de</p><p>comercializar e refinar o açúcar brasileiro.</p><p>instituição da Companhia das Índias Orientais, exploradora e</p><p>exportadora holandesa de algodão.</p><p>expulsão dos holandeses de Pernambuco, que buscaram</p><p>outras regiões para ocupação no Brasil.</p><p>Questão 42</p><p>Sobre o longo processo de ocupação territorial maranhense, no</p><p>período colonial, é possível afirmar que</p><p>ocorreu a preponderância da livre iniciativa privada, sem a</p><p>participação do estado na forma e intensidade da ocupação,</p><p>preponderando o consenso, estabelecido a partir de acordo</p><p>entre estado e colonos.</p><p>o território extenso era de fácil acesso e não exigiu grandes</p><p>esforços e investimentos continuados para vencer as</p><p>barreiras naturais.</p><p>a ocupação do território maranhense obedeceu a dois vetores</p><p>iniciais de ocupação: a frente litorânea, capitaneada por São</p><p>Luís, e a frente da pecuária, oriunda do sul do Estado.</p><p>A ocupação foi de caráter comercial e predatório dos recursos</p><p>naturais, baixa monetarização e pouca agregação de valor às</p><p>exportações.</p><p>São Luís se tornou o polo centralizador frágil. O conjunto dos</p><p>novos investimentos ao longo do período colonial não</p><p>fortaleceu São Luís com outras áreas do Estado.</p><p>Questão 43</p><p>A revolta de Beckman, movimento ocorrido no Maranhão na</p><p>segunda metade do século XVII, teve dentre outras causas:</p><p>o ódio de todos os brasileiros contra os portugueses.</p><p>a participação de elementos marginalizados, pela defesa de</p><p>princípios democráticos.</p><p>o descontentamento diante das leis de Pombal, que</p><p>propiciavam total liberdade aos indígenas.</p><p>a revolta dos colonos contra o monopólio da Companhia de</p><p>Comércio do Estado do Maranhão.</p><p>a apoio dado pelo imperador à Companhia de Comércio,</p><p>contrariando os interesses da burguesia.</p><p>Questão 44</p><p>Entre as mudanças operadas no Brasil pela intervenção do</p><p>Marquês de Pombal estão a/o:</p><p>criação da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão, a</p><p>exploração direta das minas de diamante e o incentivo à</p><p>ampliação dos colégios jesuíticos.</p><p>expulsão da Companhia de Jesus, a extinção das Capitanias</p><p>Hereditárias e a redução dos impostos coloniais.</p><p>exploração direta das minas de diamante, a extinção da</p><p>Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão e a criação do</p><p>Estado do Maranhão.</p><p>apoio e financiamento da Companhia de Jesus, a redução de</p><p>impostos coloniais e a extinção da Companhia Geral do Grão-</p><p>Pará e Maranhão.</p><p>incentivo às instalações manufatureiras na Colônia, a</p><p>expulsão da Companhia de Jesus e a criação da Companhia</p><p>Geral do Grão-Pará e Maranhão.</p><p>24</p><p>Questão 45</p><p>“Configuram-se duas conjunturas diferenciadas na região, uma</p><p>fortemente ligada à pecuária extensiva... atividade basicamente</p><p>voltada para o mercado interno. Esta situação se altera na</p><p>segunda metade do século por conta das iniciativas do Ministério</p><p>Pombalino, quando são implementadas politicas no sentido da</p><p>implantação do sistema agro-exportador”.</p><p>Sobre o Maranhão no século XVIII, identifique V ou F.</p><p>A frente pastoril possibilitou a ocupação de uma extensa área</p><p>no sul maranhense, a qual se ligava economicamente ás</p><p>zonas de fronteiras do império português na Amazônia,</p><p>voltadas para o extrativismo.</p><p>No início do século XVIII, a sociedade era pouco diferenciada,</p><p>havendo o predomínio de funcionários e militares nos centros</p><p>urbanos, além de uma extensa miscigenação, pois eram raras</p><p>as mulheres brancas vindas da metrópole.</p><p>A transição do trabalho indígena para o africano foi um</p><p>processo bastante conflituoso envolvendo as disputas entre</p><p>colonos e jesuítas, até chegar a lei de Libertação dos</p><p>Indígenas e seus descendentes (1755).</p><p>As políticas pombalinas modificaram o status da capital da</p><p>colônia, pois São luís transformou-se no centro político-</p><p>administrativo de uma vasta região que abrangia do Piauí aos</p><p>limites amazônicos do império colonial.</p><p>Ao final do século XVIII, a sociedade passava por profundas</p><p>mudanças, relacionadas com a chegada crescente de</p><p>portugueses e de escravos africanos, ao aumento das</p><p>fortunas e a um maior controle social sobre a organização</p><p>familiar.</p><p>Questão 46</p><p>O britânico cuja ousadia nas guerras napoleônicas lhe valeu a</p><p>alcunha de “lobo do mar” e que, no Brasil, atuou decisivamente</p><p>nas guerras pela independência, tendo sido agraciado com o título</p><p>de marquês do Maranhão após sua vitória sobre as tropas</p><p>portuguesas, foi</p><p>Thomas Cochrane.</p><p>Robert Southey.</p><p>Henry Koster.</p><p>Robert Walsh.</p><p>John Armitage.</p><p>Questão 47</p><p>A organização do Maranhão em Capitania Hereditária foi</p><p>estabelecida pelos portugueses em 1534, mas assim como outras</p><p>11 capitanias, a empreitada maranhense faliu. O fracasso de</p><p>empreendimento maranhense deveu-se</p><p>a ausência dos capitães na região.</p><p>a falta de rentabilidade do investimento</p><p>a falta de recursos de João de Barros, Aires da Cunha e</p><p>Álvares de Andrade</p><p>aos ataques dos nativos da região</p><p>à presença francesa no litoral</p><p>Questão 48</p><p>Em 1612, a esquadra francesa comandada por Daniel de La</p><p>Touche, desembarca no litoral maranhense, fundando o Forte de</p><p>São Luís. O objetivo da invasão Francesa no litoral maranhense</p><p>era</p><p>domínio da área de produção de açúcar do Brasil.</p><p>domínio da área de produção de metais preciosos do Brasil.</p><p>domínio da área de extração de drogas do sertão</p><p>domínio econômico da região norte da América do Sul.</p><p>domínio da área de produção de algodão do Brasil.</p><p>Questão 49</p><p>Após a expulsão dos franceses do Brasil, o território maranhense</p><p>iniciou o seu processo de povoamento e expansão, baseado na</p><p>Frente Pastoril, partindo de Pastos Bons que ajudou na</p><p>colonização do interior no século XVII, através da Iniciativa</p><p>Privada e Estatal.</p><p>Frente Pastoril, partindo de Pastos Bons que ajudou na</p><p>colonização do interior no século XVII, através da iniciativa</p><p>do Estado Português</p><p>Frente Litorânea (século XVII) estimulada pelo Estado</p><p>Português e a Frente Pastoril (século XVIII) partindo de</p><p>Pastos Bons, estimulada por iniciativa privada.</p><p>Frente Litorânea (século XVII), partindo de São Luís e</p><p>estimulada por iniciativa privada, colonizando a região dos</p><p>rios Pindaré, Mearim, Itapecuru e Munim</p><p>Frente Litorânea (século XVIII), partindo de São Luís e</p><p>estimulada pelo Estado Português, alcançando os rios</p><p>Parnaíba e Poty.</p><p>Questão 50</p><p>A atividade econômica que dinamizou a economia maranhense e</p><p>a integrou com o restante do Nordeste açucareiro foi:</p><p>Pecuária</p><p>Arroz</p><p>Drogas do sertão</p><p>Minério de ferro</p><p>Algodão</p><p>Questão 51</p><p>Em 1684, latifundiários maranhenses comandados pelos irmãos</p><p>Beckman, insatisfeitos com a dinâmica e os rumos políticos e</p><p>econômicos da capitania do Maranhão, explodiram uma revolta</p><p>nativista denominada de Revolta de Beckman, que teve como</p><p>causas a(o)</p><p>miséria do povo e o recrutamento militar obrigatório</p><p>recrutamento militar obrigatório e a Lei dos Prefeitos</p><p>ausência de escravos africanos e os conflitos entre colonos e</p><p>jesuítas</p><p>ausência de escravos e a Lei dos Prefeitos</p><p>Conflitos entre colonos e jesuítas e recrutamento militar</p><p>obrigatório</p><p>25</p><p>Questão 52</p><p>No contexto da independência do Brasil e do Maranhão, a</p><p>formação da Legião Cívica de São Luís tem como objetivo</p><p>acelerar a independência dos Estados do Norte do Brasil.</p><p>auxiliar as tropas piauienses na Batalha do Jenipapo.</p><p>proteger a capital dos independentes e manifestações pró-</p><p>independência.</p><p>Auxiliar as tropas rebeldes na expulsão dos franceses de São</p><p>Luís</p><p>organizar motins contra o governo da Província do Maranhão.</p><p>Questão 53</p><p>Em 1831, A Noite das Garrafadas, determinou o fim do Primeiro</p><p>Reinado e a abdicação de D.Pedro I ao trono brasileiro. No</p><p>Maranhão a Setembrada foi</p><p>movimento antilusitano que exigia</p><p>a expulsão dos</p><p>portugueses do Brasil.</p><p>movimento nacionalista que exigia o retorno de D. Pedro I.</p><p>movimento separatista que exigia a demissão dos</p><p>portugueses dos altos cargos administrativos do Maranhão.</p><p>movimento nativista que exigia o retorno de D. Pedro I ao</p><p>poder.</p><p>movimento regencial que exigia a antecipação da maioridade</p><p>de D. Pedro II.</p><p>Questão 54</p><p>Em 1838, explodiu no Maranhão mais uma rebelião regencial,</p><p>denominada de Balaiada. O surgimento deste movimento</p><p>demonstrou o grau de instabilidade do Brasil naquele período. A</p><p>Balaiada foi um movimento que foi gerado devido à (o)</p><p>retorno de D.Pedro I ao poder no Brasil.</p><p>antecipação da Maioridade de D.Pedro II</p><p>ausência de mão de obra africana na região</p><p>disputas entre a elite local e a miséria do povo.</p><p>conflito colonos e jesuítas e recrutamento militar obrigatório</p><p>Questão 55</p><p>A Sociedade ludovicense do final do século XIX, nos legou uma</p><p>série de personalidades que tornaram-se símbolos da história do</p><p>Maranhão e do Brasil. São Luís passou a ser denominada de a</p><p>“Atenas Brasileira”, esta denominação foi uma referência</p><p>ao auge da Democracia brasileira.</p><p>ao ápice do domínio oligárquico das elites maranhenses.</p><p>ao declício da região devido à guerra contra os franceses.</p><p>à intensa atividade literária de São Luís.</p><p>à intensa atividade econômica de São Luís.</p><p>Questão 56</p><p>Durante a República Oligárquica, estourou no Maranhão um</p><p>movimento denominado de Revolta do Leda (1888-1909), que</p><p>demonstrou a instabilidade no Estado e a divisão das elites</p><p>políticas do Estado. A Revolta teve como objetivo a</p><p>transferência da capital de São Luís para Alcântara</p><p>quebra do monopólio literário de São Luís</p><p>união entre as oligarquias para a manutenção da ordem local</p><p>queda de Vitorino Freire e de seus pares oligarcas.</p><p>independência do sertão e formação da “República de Pastos</p><p>Bons”</p><p>Questão 57</p><p>A Balaiada Urbana, ocorrida em São Luís em 1951 é considerado</p><p>a maior revolta urbana do Maranhão. O motivo da deste</p><p>movimento foi</p><p>a eleição de Getúlio Vargas à presidência do Brasil.</p><p>as fraudes eleitorais que elegeram Eugênio de Barros.</p><p>à crise econômica do Estado do Maranhão</p><p>à paralisação do porto de São Luís.</p><p>à queda da produção de alimentos no sertão maranhense.</p><p>Questão 58</p><p>“Durante estes anos, Benedito Leite exerceu ao mesmo</p><p>tempo, os mandatos de Deputado Estadual e Federal, controlando</p><p>bancadas, exercendo uma verdadeira tutela sobre o governo em</p><p>exercício e estabelecendo-se como líder da política maranhense.</p><p>Em 1897 foi eleito Senador, mas não abandonou a cadeira de</p><p>Deputado Estadual até 1899 e, nos quadriênios governamentais</p><p>seguintes, foi, de fato, o verdadeiro comandante do Estado, por</p><p>trás da posição oficial de João Gualberto T. Costa e Lopes da</p><p>Cunha.”</p><p>Flávio Reis. In: Martins: Barricadas no Palácio dos Leões, 1998. P.20</p><p>As origens do poder oligárquico no Maranhão remetem ao período</p><p>Imperial. Na República Velha, novas oligarquias se projetaram,</p><p>corporificadas por Benedito Leite e Urbano Santos, bacharéis que</p><p>exerceram o poder de mando no Estado. As oligarquias</p><p>perseguiam e alijaram politicamente a oposição. Pode-se citar</p><p>como outras práticas no Maranhão associadas a essa oligarquia:</p><p>liberdade política, eleições fraudulentas, coronelismo, divisão</p><p>de poderes.</p><p>manipulação política, disputas partidárias, rompimento com o</p><p>poder Central.</p><p>beneficiamento de correligionários, liberdade partidária,</p><p>eleições livres e concorridas.</p><p>intensas disputas políticas, domínio dos currais eleitorais,</p><p>voto de cabresto, moralização política.</p><p>acúmulo de cargos, uso de verbas públicas, favorecimento de</p><p>aliados, nepotismo e manipulação eleitoral.</p><p>26</p><p>Questão 59</p><p>O Relatório da Associação Comercial do Estado, no ano de 1889, dizia, entre outras coisas:</p><p>“safra do açucar foi muito diminuta devido ao abandono da maior parte dos engenhos não só por falta de braços como também por</p><p>não disporem os seus possuidores de meios necessários para o devido custeio. Outro assunto digno de sérias ponderações se nos depara</p><p>ao encararmos a desorganização sofrida pela lavoura com a extinção do elemento servil. Os libertos apenas decretada a patriótica Lei</p><p>de 13 de maio tornaram-se rebeldes a todo e qualquer ramo de lavoura abandonando-se á inteira ociosidade. Quase todos os sistemas</p><p>que então apareciam de contrato para regular o trabalho da lavoura foram sem proveito aplicados pelos fazendeiros."</p><p>Disponível em: https://www.trabalhosfeitos.com.</p><p>Acesso em 06.08.2019.</p><p>O relatório atesta que um dos fatores contribuintes à crise agrícola do Maranhão na passagem da Monarquia para a República, relaciona-</p><p>se:</p><p>à falta de direitos sociais à classe trabalhadora do Maranhão.</p><p>incapacidade do maranhense de adaptar-se ao trabalho livre.</p><p>à crise de mão de obra potencializada pela abolição da escravidão.</p><p>ao incremento produtivo de outros gêneros, a exemplo da carnaúba.</p><p>à perca de mercados devido à concorrência com outras praças produtoras.</p><p>Questão 60</p><p>[...] o presidente Jair Bolsonaro deveria deixar as querelas político-partidárias de lado e se voltar a administrar o Brasil. Não o país</p><p>de seus eleitores. O país de todos os brasileiros, e isso inclui o Maranhão. Que essa guerra ideológica dos dois gestores eleitos para</p><p>administrar o estado brasileiro e o Maranhão chegue ao fim e que a população receba de volta a sua escolha nas urnas.</p><p>Disponível em: https://gilbertoleda.com.br.</p><p>Acesso em 06.08.2019</p><p>As recentes farpas políticas entre o Presidente Jair Bolsonaro e o Governador do Maranhão, Flávio Dino, atestam uma realidade na vida</p><p>política do Brasil: a constante intromissão e intervenção do Poder Federal na esfera Estadual. Essa constância atual não se fazia presente</p><p>na República Velha, na medida em que o(a)</p><p>“esquema café com leite” impedia a participação dos Estados na esfera Federal.</p><p>“política dos Estados” transformava o governo federal refém dos governadores estaduais.</p><p>federalismo e a “política dos governadores” garantia certa autonomia política aos Estados.</p><p>“coronelismo” garantia o poder político dos governadores, impedindo a intervenção federal.</p><p>“degola política” dificultava a oposição de parlamentares esquerdistas no Congresso Nacional.</p><p>GABARITO</p><p>01 02 03 04 05 06 07 08 09 10</p><p>D A B B C D A E A D</p><p>11 12 13 14 15 16 17 18 19 20</p><p>V V V F C E B D C D D C B</p><p>21 22 23 24 25 26 27 28 29 30</p><p>D B E V V V V B D E B B E</p><p>31 32 33 34 35 36 37 38 39 40</p><p>A B E B F V V F B E E D C</p><p>41 42 43 44 45 46 47 48 49 50</p><p>B F F V V F D E V V V F V A B D C A</p><p>51 52 53 54 55 56 57 58 59 60</p><p>C C C D D E B E C C</p><p>https://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Economia-Maranhense-Na-Republica/43022272.html</p><p>https://gilbertoleda.com.br/2019/07/24/flavio-dino-x-bolsonaro-guerra-sem-sentido-para-o-maranhao/</p><p>1</p><p> Anotações:</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>2</p><p>levou ao acirramento dos conflitos com</p><p>os jesuítas.</p><p>INVASÕES HOLANDESAS (1641 A 1644)</p><p>Em novembro de 1641, 18 navios e 2 mil holandeses desembarcam na praia do Desterro, onde não encontram qualquer resistência dos</p><p>portugueses.</p><p>Após desembarcarem, os holandeses saquearam a igreja, o comércio e as casas, obrigando a população a entregar dinheiro e</p><p>mantimentos. Muitos fogem da cidade. Em seguida os holandeses conquistam os engenhos do Itapecuru e Mearim. Depois Tapuytapera</p><p>(Alcântara).</p><p>O domínio holandês no Maranhão foi curto (1641-1644). Os colonos organizaram-se contra o domínio holandês, o que foi possibilitado</p><p>pela união de colonos e jesuítas. Comandados por Teixeira de Melo e Antônio Muniz Barreiros, os flamengos foram derrotados nas</p><p>batalhas do Convento do Carmo e Outeiro da Cruz. Sendo expulsos definitivamente em 1644.</p><p>4</p><p>REVOLTA DE BECKMAN (1684)</p><p>Em 1625 é fundada a missão jesuítica do Maranhão com a chegada do padre Luis Figueira e consolidada a missão com o padre Antônio</p><p>Vieira., iniciando um longo conflito em torno da escravidão e tutela dos índios que envolveu colonos e os padres jesuítas e se arrastou</p><p>pelo século XVII e XVIII.</p><p>A escravidão dos indígenas foi largamente utilizada, na medida em que o braço africano era insuficiente, ou mesmo nas regiões onde</p><p>praticamente não havia escravos, como é o caso do Maranhão, até a primeira metade do século XVIII. O isolamento da regiãocom o</p><p>centro colonizador tornaram o Maranhão carente de mão-de-obra negra, daí a necessidade da escravidão indígena pelo colono.</p><p>Causas:</p><p>• a ausência de escravos africanos;</p><p>• os conflitos entre colonos e jesuítas;</p><p>• o estanco colonial exercido pela Companhia de Comércio do Estado do Maranhão.</p><p>• desmandos e abusos cometidos pelas autoridades locais. O governador Francisco de Sá Menezes governava o Maranhãoe residia</p><p>em Belém.</p><p>Líderes: Manuel Beckman, Tomás Beckman, Jorge Sampaio, Eugênio Maranhão, Francisco Deiró.</p><p>Ações: deposição do governador, expulsão dos jesuítas, fechamento dos armazés da companhia de comércio, formaram uma Junta</p><p>Governativa e envio de Tomás Beckman a Metrópole.</p><p>Execuções: Manuel Beckman e Jorge Sampaio.</p><p>5</p><p>PROCESSO DE OCUPAÇÃO DO MARANHÃO</p><p>Linhas da colonização do Maranhão:</p><p>• Frente Litorânea: a partir do século XVII, alcançando os rios Pindaré, Mearim, Itapecuru e Munim. Estimulada pelo Estado</p><p>português.</p><p>• Frente Pastoril: por volta de 1730, através dos Pastos Bons. Iniciativa privada.</p><p>O Maranhão se articula com o Nordeste açucareiro através da pecuária. Até a metade do século XIX, o centro-sul do Maranhão era mais</p><p>articulado com a Bahia e Goiás do que a São Luís. No final do século XVIII, há registros de 203 fazendas de gado no Maranhão. 44</p><p>estavam em Pastos Bons.</p><p>Houve o desenvolvimento de alguns centros de comércio devido a pecuária; além de Pastos Bons, Carolina e Balsas.</p><p>Passada a euforia da expansão do gado, entre o século XVIII e XIX, a pecuária maranhense enfrentará uma grave crise no segundo</p><p>quartel do século XIX.</p><p>6</p><p>POLÍTICA POMBALINA NO MARANHÃO.</p><p>A segunda metade do século XVIII será identificada como a fase da história responsável pela projeção do Maranhão no cenário nacional</p><p>e internacional. Tudo isso é consequênciaimediata do período pombalino, cuja política efetivada pelo Marquês de Pombal retirou o</p><p>Maranhão da situação de pobreza e o colocou como uma área importante da economia colonial, a partir de uma nova reorientação</p><p>mercantilista, cujo eixo central gravitava em torno da oferta de escravos para dinamizar a lavoura de exportação.</p><p>• Segunda Metade do século XVIII: Projeção do Maranhão no cenário nacional e internacional.</p><p>• Estado do Grão-Pará e Maranhão Transferência da capital para Belém (1751)</p><p>• Criação da Companhia de Comércio do Grão Pará e Maranhão (1755-1758). visava dinamizar a área norte da colônia; ampliação do</p><p>tráfico negreiro (“O algodão, que era branco, tornou-se negro”. Introduziu navios, ferramentas, aplicou capitais, fomentou a</p><p>economia, investiu maciçamente na “plantation” algodoeira e introduziu o arroz da Carolina (desenvolvimento da rizicultura).</p><p>Exportações de arroz de São Luís para Lisboa</p><p>Ano Arrobas</p><p>1767 225</p><p>1769 555</p><p>1771 8.133</p><p>1773 57.465</p><p>1775 109.599</p><p>1777 144.845</p><p>A Expansão da economia algodoeira se insere no contexto da expansão capitalista europeia, na sua fase industrial. Mas um dos motivos</p><p>do êxito do algodão maranhense vincula-se à entrada maciça de escravos africanos na plantation algodoeira. Somando-se a isso, a</p><p>guerra de independência dos EUA que paralisou momentaneamente a economia norte-americana, projetando o Maranhão no mercado</p><p>internacional.</p><p>Produção de Algodão</p><p>Ano Arrobas</p><p>1760 6.510</p><p>1777 40.553</p><p>O progresso continuou até o segundo decênio do século XIX. Nessa época o Maranhão era o segundo maior produtorde algodão do</p><p>Brasil, ficando abaixo apenas da Bahia. Na época da independência, o algodão, segundo produto de exportação, declina</p><p>consideravelmente em virtude da produção estadunidense.</p><p>7</p><p>O MARANHÃO NAS LUTAS DE INDEPENDÊNCIA</p><p>No Maranhão, as elites agrícolas e pecuaristas eram muito ligadas à Metrópole e a exemplo de outras províncias se recusaram a aderir</p><p>à Independência do Brasil. À época, o Maranhão era uma das mais ricas regiões do Brasil.</p><p>O intenso tráfego marítimo com a Metrópole, justificado pela maior proximidade com a Europa, tornava mais fácil o acesso e as trocas</p><p>comerciais com Lisboa do que com o sul do país. Os filhos dos comerciantes ricos estudavam em Portugal.</p><p>A região era conservadora e avessa aos comandos vindos do Rio de Janeiro. Foi da Junta Governativa da Capital, São Luís, que partiu a</p><p>iniciativa da repressão ao movimento da Independência no Piauí.</p><p>A Junta controlava ainda a região produtora do vale do rio Itapecuru, onde o principal centro era a vila de Caxias. Esta foi a localidade</p><p>escolhida pelo Major Fidié para se fortificar após a Batalha do Jenipapo, no Piauí.</p><p>Fidié teve que capitular, sendo preso em Caxias e depois mandado para Portugal, onde foi recebido como herói. São Luís, a bela capital</p><p>e tradicional reduto português, foi finalmente bloqueada por mar e ameaçada de bombardeio pela esquadra do Lord Cochrane, sendo</p><p>obrigada a aderir à Independência em 28 de julho de 1823.</p><p>Os anos imperiais que seguiram foram vingativos com o Maranhão; o abandono e descaso com a rica região levaram a um</p><p>empobrecimento secular, ainda hoje não rompido.</p><p>A BALAIADA</p><p>Antecedentes da Balaiada</p><p>Com a abdicação do trono do império por Dom Pedro I, em 1831, o Brasil foi governado por regentes. O Período Regencial, que se</p><p>iniciou com a saída do primeiro imperador brasileiro e se encerrou com a coroação de dom Pedro II, em 1840, foi marcado por</p><p>revoltas provinciais e grande instabilidade, ameaçando a unidade territorial do Brasil. Além dos ideais republicanos rapidamente</p><p>se espalharem do norte ao sul do império, questões locais motivaram as revoltas nas províncias.</p><p>Em 1834, foi publicado o Ato Adicional, que alterava a Constituição de 1824 e concedia às províncias relativa autonomia. As</p><p>Assembleias provinciais puderam fazer suas leis. Isso provocou disputa de poder local, o que também motivou as revoltas no Período</p><p>Regencial. No Nordeste, concentrou-se as principais revoltas, e, em muitas delas, a questão social foi uma das pautas das reivindicações</p><p>dos revoltosos.</p><p>A crise socioeconômica atingia a região desde o final do século XVIII, quando a cana-de-açúcar produzida no Brasil não conseguiu</p><p>superar a concorrência do açúcar produzido pelos holandeses nas Antilhas. O preço do produto produzido nos engenhos nordestinos</p><p>caiu significativamente, provocando o empobrecimento da população, principalmente</p><p>os mais pobres.</p><p>O algodão norte-americano foi outro concorrente do algodão produzido no Nordeste, arruinando qualquer tentativa de se reerguer a</p><p>economia nordestina. Sem apoio do Rio de Janeiro, os provincianos, influenciados pelos ideais republicanos, começaram a organizar</p><p>revoltas contra o governo geral e seus representantes nos comandos das províncias, exigindo melhores condições de vida.</p><p>8</p><p>Até a coroação de Dom Pedro II, em 1840, com apenas 13 anos de idade, as províncias entrariam em conflitos, ameaçando a unidade</p><p>do império brasileiro.</p><p>Objetivos da Balaiada</p><p>Os objetivos da Revolta da Balaiada foram:</p><p>• melhorar as condições de vida da população mais pobre do Maranhão;</p><p>• acabar com as injustiças e as perseguições cometidas pelo governo maranhense.</p><p>Causas da Balaiada</p><p>Por conta do Ato Adicional de 1834, as províncias tiveram mais autonomia para governar, o que motivou a disputa de poder entre</p><p>grupos regionais. Quem estava no poder usou de todos os meios autoritários disponíveis para se manter no governo, enquanto os</p><p>grupos rivais pegaram em armas para assumir o comando provincial. Além disso, os graves problemas sociais enfrentados pela população</p><p>mais pobre fizeram com que o movimento ganhasse apoio popular.</p><p>O Nordeste brasileiro foi diretamente afetado pela crise do açúcar, no final do século XVIII, quando os holandeses se tornaram grandes</p><p>concorrentes da produção açucareira produzida na região. A descoberta das primeiras minas de ouro nas regiões de Minas</p><p>Gerais e Goiás transferiu para o centro-sul da colônia o eixo econômico. Além disso, a capital do Brasil foi transferida de Salvador,</p><p>na Bahia, para o Rio de Janeiro, ou seja, a sede administrativa da colônia ficou mais distante das províncias nordestinas.</p><p>Logo após a independência do Brasil, o algodão se tornou uma atividade econômica de destaque no Nordeste, porém a concorrência da</p><p>produção algodoeira dos Estados Unidos fez com que o preço do produto brasileiro despencasse no mercado externo. Com a crise do</p><p>açúcar, a desvalorização do algodão brasileiro aprofundou a crise econômica nas províncias nordestinas, tal como no Maranhão.</p><p>A crise econômica veio atrelada à crise social, pois não havia investimentos no Maranhão, o que agravou a desigualdade social bem</p><p>como a pobreza entre a população mais carente. A publicação do Ato Adicional de 1834 concedeu mais autonomia para as províncias,</p><p>acirrando as disputas dos grupos sociais pelo poder nos governos provinciais.</p><p>• Bem-te-vis e Conservadores:O poder na província do Maranhão foi dividido em dois grupos:</p><p>• Bem-te-vis: cujo nome foi inspirado no jornal que representava os anseios da população urbana; eram liberais e apoiaram a fase</p><p>inicial da Balaiada.</p><p>• Conservadores: lutaram contra a revolta.</p><p>Os dois grupos entraram em confronto, extrapolando a luta pelo poder para o conflito armado. Além disso, a imprensa se tornou um</p><p>meio de comunicação importante no Brasil desde as vésperas da sua independência, em 1822. Além das notícias, os jornais se tornaram</p><p>meio de propagação de ideias republicanas, de críticas ao governo imperial e de censura por parte do imperador. A existência de um</p><p>grupo maranhense com o nome de um jornal que circulava na época era uma amostra de que a imprensa teve um papel de destaque</p><p>nas revoltas provinciais.</p><p>• Lei dos Prefeitos</p><p>A Lei dos Prefeitos determinava que o governador da província poderia nomear os prefeitos das cidades. Isso gerou revolta</p><p>porque era um meio de o governador avançar seu poder para o interior provinciano e desbaratar qualquer organização contrária a quem</p><p>estava no poder. Essa escolha só foi possível por conta do Ato Adicional de 1834, que garantiu maior autonomia para os governos</p><p>provinciais.</p><p>Líderes da Balaiada</p><p>Os líderes da Balaiada se destacaram por adotarem táticas de guerrilha durante os conflitos. Como as tropas do governo não tinham</p><p>conhecimento da região, os ataques empreendidos pelos revoltosos colaboraram na derrota de algumas tropas e no fortalecimento do</p><p>movimento. Os principais líderes da revolta foram:</p><p>• Raimundo Gomes: vaqueiro conhecido como “Cara Preta”, teve participação no começo da Balaiada, em dezembro de 1838,</p><p>quando invadiu a cadeia de Vila Manga, no interior do Maranhão, para libertar seu irmão e outras pessoas que estavam presas.</p><p>• Manoel dos Anjos Ferreira: fabricante de balaios, decidiu se vingar do soldado que havia desonrado uma de suas filhas.</p><p>• Cosme Bento de Chagas: negro líder de um quilombo, juntou-se a Manoel dos Anjos Ferreira e outros negros para fazerem a</p><p>referida vingança.</p><p>9</p><p>REVOLTA DA BALAIADA</p><p>A princípio, o movimento estava concentrado nas classes dominantes, mas, com o agravamento da crise social, os mais pobres aderiram</p><p>à revolta e se uniram às tropas rebeldes para derrubar o governo provincial. As disputas internas e a participação da população carente</p><p>acirraram o embate entre os grupos opostos. Além disso, a forma autoritária com que a província do Maranhão era governada motivou</p><p>o embate armado.</p><p>A Balaiada começou em dezembro de 1838, quando o vaqueiro Raimundo Gomes invadiu a cadeia da cidade maranhense de</p><p>Vila da Manga para libertar seu irmão, acusado de assassinato, e outros presos que cumpriam pena. Os guardas não reagiram ao ataque</p><p>e aderiram ao movimento. Raimundo procurou mais aliados para formar uma tropa de rebeldes contra o governo provincial. Negros</p><p>fugidos que moravam nos quilombos seguiram os revoltosos sob a liderança de Cosme Bento, que chefiava um dos quilombos no</p><p>Maranhão.</p><p>Manoel dos Anjos Ferreira era um fabricante de balaios, por isso o nome da revolta, e se revoltou contra um soldado que havia desonrado</p><p>uma de suas filhas. Determinado a se vingar, Ferreira saiu em busca de apoio por onde passava e organizou um grupo armado que</p><p>atacava vilas e fazendas da região.</p><p>Em 1839, os revoltosos dominaram Vila de Caxias e Vargem Grande, formando uma junta provisória para governar o território</p><p>conquistado. Apesar das vitórias obtidas no começo da revolta, os balaios começaram a perder força logo após a morte de Manoel</p><p>dos Anjos Ferreira, alvejado em um dos conflitos contra as tropas imperiais.</p><p>ECONOMIA DO MARANHÃO NO SÉCULO XIX</p><p>A estrutura econômica do Maranhão até ao século XIX esteve sob forte influência da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e</p><p>Maranhão calcado no modelo pombalino, onde o espaço maranhense deveria voltar-se para a monocultura algodoeira ou canavieira,</p><p>ambas voltadas para a exportação. A primeira foi superada pela produção e qualidade Norte Americana, no entanto, foi matéria prima</p><p>de ponta na indústria maranhense do século XIX, a segunda, que ocupou o lugar do algodão, também sofreu concorrência, desta vez,</p><p>das Antilhas, particularmente a Cubana que superou os arcaicos e despreparadas engenhos do vale do Itapecuru e Pindaré.</p><p>A produção agroindustrial maranhense do século XIX alternava-se em concorrências, sendo superada pelo mercado internacional que</p><p>era um grande entrave para os focos do progresso de pouca durabilidade, articulado pela transição do escravismo para o trabalho</p><p>assalariado, onde o Maranhão gradativamente perdia posições no contexto brasileiro.</p><p>O declínio da economia maranhense no final do século XIX acarretará em último momento a formação do parque industrial, visto que a</p><p>aristocracia rural necessita urgentemente de uma nova atividade que se somasse a ela, pois a crise ocasionada pela falência em massa</p><p>dos engenhos e fazendas algodoeiras fez com que isso acontecesse. O investimento na transferência de atividade impulsionou um</p><p>crescimento periódico baseado nas indústrias de pequeno e médio porte voltados para a produção de bens de consumo: calçados,</p><p>produtos têxteis, fósforo, pregos, etc.</p><p>A inexistência do setor agrícola forte, principalmente algodoeiro, assim como a falta de indústria de base, o frequente êxodo rural e</p><p>a</p><p>venda de grandes propriedades rurais a preços baixos, o parque fabril entra em crise, pois a euforia da indústria, além de passageira,</p><p>impulsionou o aumento da dependência econômica do Estado, assim como, sua decadência frente ao restante do pais, pois muitas</p><p>fábricas, não saíram da planificação deixando assim uma parcela da indústria têxtil como responsável pela manutenção da economia</p><p>local, ainda que de forma frágil e debilitada, dependendo exclusivamente das flutuações do mercado internacional e das pequenas</p><p>quedas dos seus concorrentes, acarretando a falência gradativa do setor que sobrevive até a metade do século XX.</p><p>Passado o período em que se deu o auge da indústria têxtil no Maranhão, que foi superada pela precariedade de tecnologia, o extrativismo</p><p>vegetal e a agricultura de subsistência ocupam a ponta da economia maranhense, no entanto, nos últimos anos vem ocorrendo</p><p>transformações na agricultura e na indústria, a partir do momento em que o Estado vem se posicionando como corredor de minérios,</p><p>produtos, agrícolas e industriais.</p><p>Com a decadência têxtil nos meados do século XX, a industrialização maranhense passa para a de gêneros alimentícios, utilizando como</p><p>matéria-prima os produtos de extração vegetal e principalmente os produtos oriundos da agropecuária.</p><p>Iniciando um processo de infraestrutura na década de 1960 com construção de portos do Itaqui e a Hidrelétrica de Boa Esperança, o</p><p>Maranhão não espera sua vocação industrial, despontando como um dos mais importantes polos industrial do futuro do Brasil. Tal</p><p>vocação foi alimentada na década de 1980 com a construção da Estrada de Ferro Carajás, do terminal da Companhia Vale do Rio Doce</p><p>e do complexo de produção de Alumina e Alumínio do Consórcio ALUMAR.</p><p>O Maranhão aguarda a implantação da ZPE-MA (Zona de Processamento de Exportação), ou espécie de zona de livre comércio, que</p><p>oferece a melhor infraestrutura portuária e de transporte rodoferroviário do país além de incentivos fiscais, beneficiando empresas</p><p>nacionais e estrangeiras que se habilitem a produzir bens destinados ao mercado externo.</p><p>Enquanto a espera pela ZPE-MA, os incentivos momentâneos são oriundos do Governo Estadual através do PRODEIN (Programa de</p><p>Desenvolvimento Industrial) e do FDIT (Fundo Estadual de Desenvolvimento Industrial) e Turístico e de âmbito federal através do BNDES,</p><p>BB, CEF, SUDENE e SUDAM com recurso do FINOR e FINAM respectivamente.</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XIX</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Geral_de_Com%C3%A9rcio_do_Gr%C3%A3o-Par%C3%A1_e_Maranh%C3%A3o</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Geral_de_Com%C3%A9rcio_do_Gr%C3%A3o-Par%C3%A1_e_Maranh%C3%A3o</p><p>https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Hidrel%C3%A9trica_de_Boa_Esperan%C3%A7a&action=edit&redlink=1</p><p>https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=ALUMAR&action=edit&redlink=1</p><p>https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=ZPE-MA&action=edit&redlink=1</p><p>https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=PRODEIN&action=edit&redlink=1</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/BNDES</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/BB</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/CEF</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/SUDENE</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/SUDAM</p><p>https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=FINOR&action=edit&redlink=1</p><p>https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=FINAM&action=edit&redlink=1</p><p>10</p><p>O Maranhão conta 7 distritos industriais, das quais 3 (São Luis, Imperatriz e Balsas), e estão implantados e os restantes (Rosário, Santa</p><p>Inês, Bacabal e Açailândia), em fase de implantação, todos localizados às margens ou em áreas que sofrem influência da Estrada de</p><p>Ferro Carajás.</p><p>O Distrito Industrial mais importante do Estado é o de São Luís, situado a sudoeste da Ilha, onde estão instaladas as fábricas de da</p><p>ALUMAR (considerado uma das maiores do mundo), duas cervejarias (BRAHMA e ANTARCTICA) e aproximadamente 40 outras empresas</p><p>que atuam nos setores Químicos, Têxtil, Gráfico, Imobiliário, Metalúrgicos, Metal Mecânico, Alimentos, Oleaginosas, Fertilizantes,</p><p>Cerâmicos e Artefatos de Borracha e Cimento entro outros.</p><p>REPÚBLICA VELHA</p><p>URBANO SANTOS – OLIGARCA DO MARANHÃO</p><p>SANTOS, Urbano *dep. fed. MA 1897-1905; sen. MA 1906-1914; vice-pres. Rep. 1914-1918; pres. MA 1918; min. Just. Neg. Int. 1918-</p><p>1919; pres. MA 1919-1922; vice-pres. Rep. 1922.</p><p>Urbano Santos da Costa Araújo nasceu na comarca dos Guimarães (MA) no dia 3 de fevereiro de 1859, filho de Antônio Brício de</p><p>Araújo. Seu irmão, homônimo do pai, foi vice-presidente do Maranhão de 1914 a 1917, presidente de 1917 a 1918, e senador de 1929</p><p>a 1930.</p><p>Cursou a Faculdade de Direito do Recife, foi redator da Gazeta Acadêmica de Ciências e Letras e bacharelou-se em 1882. De volta</p><p>ao Maranhão, foi promotor público em Baixo Mearim (atual Vitória de Mearim), Mirador e Rosário, e juiz municipal em Coroatá, São</p><p>Vicente Ferrer e São Bento. Foi ainda juiz de casamentos e do comércio na capital do estado, além de juiz de direito de Campos Novos</p><p>(SC). Em 1897 foi eleito deputado federal pelo Maranhão para a legislatura 1897-1899. Reeleito para as duas legislaturas seguintes,</p><p>exerceu o mandato até dezembro de 1905.</p><p>Na Câmara dos Deputados foi primeiro-vice-presidente da casa e membro da Comissão de Finanças. Em seguida foi eleito senador</p><p>e permaneceu no Senado de 1906 a 1914. No Congresso Nacional destacou-se por seus pareceres e discursos parlamentares. Em março</p><p>de 1914 foi eleito vice-presidente da República ao lado de Venceslau Brás (1914-1918), e nessa condição foi também presidente do</p><p>Senado Federal.</p><p>Exerceu interinamente a presidência da República no período de 8 de setembro a 9 de outubro de 1917, quando o titular esteve</p><p>afastado para tratamento de saúde. Já no governo de Delfim Moreira – que fora eleito vice-presidente ao lado de Rodrigues Alves, e em</p><p>15 de novembro de 1918 tomou posse devido à doença do presidente eleito, que viria a falecer –, foi nomeado ministro da Justiça e</p><p>Negócios Interiores. Ocupou o cargo de 21 de novembro de 1918 a 28 de julho de 1919, e durante sua gestão dinamizou todos os</p><p>departamentos do ministério, principalmente o de saúde pública.</p><p>Promoveu o serviço de profilaxia urbana e rural, instalou o Instituto Oswaldo Cruz em São Luís e firmou contrato com a Fundação</p><p>Rockefeller para o combate à malária. Embora tenha sido eleito por três vezes presidente do Maranhão (em 1898, 1913 e 1918), só</p><p>aceitou assumir o cargo da última vez, no quadriênio que seguiu ao de Herculano Nina Parga, o qual, por sua vez, foi completado por</p><p>seu próprio irmão Antônio Brício de Araújo. Ainda assim, não tomou posse de imeadiato. No início do quadriênio, em 1º de março de</p><p>1918, foi substituído pelo primeiro vice-presidente, José Joaquim Marques, que faleceu no dia 9 de outubro seguinte. Assumiu então o</p><p>governo o segundo vice Raul da Cunha Machado, até 21 de outubro. Só então Urbano Santos assumiu a presidência do estado, para um</p><p>mês depois se licenciar e tomar posse no Ministério da Justiça.</p><p>Ao deixar o ministério em 28 de julho de 1919, retornou o Maranhão e reassumiu o governo. Nesse período, desenvolveu o setor de</p><p>transportes, com a inauguração em 1921 da Estrada de Ferro São Luís–Teresina. Firmou também contrato com a Cia. Nacional de</p><p>Navegação Costeira para a operação de uma linha de cabotagem entre os pequenos portos do estado. No setor de obras públicas,</p><p>garantiu a regularidade do abastecimento de água da capital maranhense, construiu a Escola Modelo Benedito Leite, reformou a</p><p>penitenciária, adquiriu o prédio do Convento dos Mercedários (Convento das Mercês) para a ampliação do quartel da Polícia Militar, e</p><p>construiu o cais do porto do Guarapiranga e o Aprendizado Agrícola Cristino Cruz, que daria origem à Escola Agrícola Federal do</p><p>Maranhão. Construiu também o teatro que passou a se chamar Artur Azevedo, o mais importante do estado.</p><p>Em 25 de fevereiro de 1922 transferiu mais uma vez o governo a Raul da Cunha Machado. Eleito vice-presidente</p><p>da República em</p><p>março de 1922 ao lado de Artur Bernardes, faleceu a bordo do navio Minas Gerais, do Llóide Brasileiro, no dia 7 de maio seguinte,</p><p>quando se dirigia para o Rio de Janeiro, então capital federal, a fim de tomar posse.</p><p>Publicou “Impostos sobre a transmissão de apólices e embarcações: direitos da União aos terrenos de marinhas”, na Revista de</p><p>Legislação, Doutrina e Jurisprudência, (1905). No Maranhão há um município, e em sua cidade natal, uma rua e uma escola que levam</p><p>seu nome, o mesmo ocorrendo em outras cidades do estado. Seu busto encontra-se na praça do Panteão, em São Luís, em frente à</p><p>Biblioteca Pública.</p><p>Alan Carneiro</p><p>FONTES: FUND. BIB. NAC. Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/SANTOS,%20Urbano.pdf. Acesso em 07.08.2019.</p><p>Extrativismo de babaçu garante o sustento de famílias em Cidelândia</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrada_de_Ferro_Caraj%C3%A1s</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrada_de_Ferro_Caraj%C3%A1s</p><p>https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/SANTOS,%20Urbano.pdf</p><p>11</p><p>Maranhão produz 90% da safra de coco babaçu do país. Em Cidelândia, 186 famílias extrativistas vivem e trabalham no babaçual.</p><p>As florestas de Babaçu, no Vale do Tocantins, são um ambiente de transição entre o cerrado e a Amazônia brasileira. Uma relíquia</p><p>natural cheia de vida e riquezas. A conservação desses palmeirais em Cidelândia, no sudoeste maranhense, se tornou essencial tanto</p><p>para a manutenção do ecossistema como para a conservação do modo de vida das populações tradicionais da região.</p><p>As quebradeiras de coco como dona Maria de Fátima, mãe de dez filhos, aproveitam bem toda a generosidade dos babaçuais. “Nunca um</p><p>filho meu sofreu dizendo 'mãe hoje eu tô passando fome, hoje não tem uma roupa para eu vestir, um calçado'”, disse Maria de Fátima Ribeiro.</p><p>Os palmeirais de Ciriaco estiveram durante anos no centro de uma disputa e muitos conflitos entre extrativistas e fazendeiros que reivindicavam</p><p>a posse da terra. A solução foi encontrada há 23 anos: uma área com oito mil hectares do bioma amazônico foi declarada pelo Governo Federal</p><p>unidade de conservação comum dos extrativistas.</p><p>As florestas de babaçu eram um território proibido para os extrativistas de ciriaco. A criação da reserva deu para as quebradeiras</p><p>liberdade nas matas.</p><p>A lida nos babaçuais garante a Dona Maria Helena Gomes uma fonte de renda todo dia e ficou bem mais fácil alimentar a família.</p><p>“Toda reserva, tudo melhorou. Todo mundo tem seu pedacinho para plantar seu feijão para comer”, disse.</p><p>O Maranhão é o maior produtor de coco babaçu do país. O estado é responsável por 90% da safra. Em Ciriaco, 186 famílias</p><p>extrativistas vivem e trabalham no babaçual. Dona Maria Faustina aproveita as amêndoas tanto na fabricação de leite como na produção</p><p>de carvão. Elas também fornecem amêndoas para indústrias de óleo da região.</p><p>A luta pela valorização da amêndoa é antiga na reserva. Um sonho que alimenta as esperanças da quebradeira de coco. “Espero que</p><p>melhore o valor dele e que a nova geração não desista e deixe essa tradição se perder. Hoje a nova geração não quer quebrar coco. E</p><p>que ele tenha o valor que merece”, Maria Faustina dos Santos, quebradeira de coco.</p><p>Conquistar um valor justo para o babaçu é um desafio tão grande quanto a defesa desse imenso patrimônio natural.“Nosso principal</p><p>objetivo é preservar essa área não derrubando, não colocando fogo e preservando a área, pois é uma cultura do povo, dos nossos</p><p>ancestrais”, disse Antônio dos Santos, coordenador da associação das quebradeiras da Resex Ciriaco.</p><p>Disponível em: http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2015/06/extrativismo-de-babacu-garante-o-sustento-de-familias-em-</p><p>cidelandia.html. Acesso em 07.08.2019</p><p>A ERA VITORINO FREIRE.</p><p>http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2015/06/extrativismo-de-babacu-garante-o-sustento-de-familias-em-cidelandia.html</p><p>http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2015/06/extrativismo-de-babacu-garante-o-sustento-de-familias-em-cidelandia.html</p><p>12</p><p>Victorino Freire nasceu em Pernambuco, onde, na condição de tenente, apoiou o golpe de 1930. No Maranhão, sua história começa</p><p>mais precisamente em 1933, quando chega àquele Estado, advindo de Pernambuco para assumir a chefia do gabinete do interventor</p><p>Martins de Almeida, cumprindo funções burocráticas. Depois de uma fracassada tentativa de eleger parlamentares, no âmbito federal e</p><p>estadual, viaja para o Rio de Janeiro, a convite do presidente Getúlio Vargas, para assumir um cargo na Câmara Federal e exercer o</p><p>posto de Ministro da Viação e Obras Públicas. A influência de Victorino torna-se patente. Ele remete verbas ao Estado e nomeia aliados</p><p>para cargos estratégicos. Victorino Freire, retorna ao Maranhão na década de 40, a fim de articular a campanha do candidato a presidente,</p><p>Eurico Gaspar Dutra, seu amigo pessoal.</p><p>No Estado, passa a dirigir a política, em torno da qual é ele o maior nome. É nessa década que Victorino monta a sua trajetória rumo</p><p>ao poder, exercido até meados da década de 60, quando José Sarney assumiu o controle do Estado. A ascensão de Victorino está</p><p>vinculada às benesses que recebe do governo federal; a ausência de um grupo político que lhe fizesse oposição; bem como a sua</p><p>articulação política em torno do principal partido nacional, o PSD.</p><p>Estratégico, ele obteve uma consagradora vitória em 1945, elegendo os dois senadores do Estado e a quase totalidade da bancada</p><p>federal, dando mostras do poder que exercia. Controlava inclusive, os poderes público e privado, como a justiça, a política, as repartições.</p><p>Nomeava delegados de polícia, procuradores; elegia governadores, parlamentares. Exerceu tutela sobre políticos como Renato Archer,</p><p>Saturnino Belo, Matos Carvalho e Eugênio de Barros. Dessa forma, exercia a “chefia” do Estado.</p><p>Tinha influência junto ao presidente Eurico Gaspar Dutra, possuindo uma forte articulação com o centro da política nacional, além</p><p>de manter aliança com chefes políticos locais, e de realizar frequentes mediações entre os interesses econômicos do empresariado e do</p><p>Estado. Foi responsável direto pela organização do PSD no Maranhão. É dele a frase “vou ao Maranhão apertar as cangalhas”, que</p><p>demonstra, de um lado, o desprezo pela população que o acolheu, e do outro, o poder de coronel, chefe autoritário, cacique,</p><p>características imanentes ao vitorinismo .além de influenciar na distribuição dos cargos públicos; de exercer o clientelismo; a cooptação</p><p>política; o controle dos partidos e perseguir a oposição, Victorino usava as verbas públicas em benefício próprio. Veja o que diz Carlos</p><p>Lima sobre o tema:</p><p>“O vitorinismo caracterizou-se graças ao prestígio pessoal de Victorino nas altas esferas administrativas e junto aos figurões do país</p><p>(prestígio que se conservou em alta e efetivo, passando de presidente a presidente, até sua morte e além dela) como uma época de</p><p>grandes vantagens para o Estado, com o carreamento de vultosas verbas, que, se bem aplicadas, teriam dado ao Maranhão um grande</p><p>progresso. Desviadas, porém, pelos amigos e correligionários, aos quais se garantia todas as imunidades e fornecia meio para</p><p>aniquilamento dos contrários. Os próprios órgãos federais foram manipulados como instrumentos de vingança política e suborno, os</p><p>inimigos do governo tendo fechadas todas as portas, suspensos os créditos nos bancos oficiais, contra si todas as pressões da máquina</p><p>administrativa, enquanto aos apaniguados era dispensado tratamento inverso e especial com todas as facilidades para todo tipo de</p><p>fraudes e corrupções, desde as eleitorais até o escândalo da verba aplicada em hipotética ponte, que não passou de três ou quatro</p><p>sapatas, tão mal assentadas que a maré deslocou. Mas os esfaimados gatunos tiveram ainda a desfaçatez de pleitear novos recursos</p><p>para pintar a ponte, instruindo o processo com fotografias da obra”.</p><p>Victorino Freire</p><p>nasceu em Pernambuco, onde, na condição de tenente, apoiou o golpe de 1930. No Maranhão, sua história começa</p><p>mais precisamente em 1933, quando chega àquele Estado, advindo de Pernambuco para assumir a chefia do gabinete do interventor</p><p>Martins de Almeida, cumprindo funções burocráticas. Depois de uma fracassada tentativa de eleger parlamentares, no âmbito federal e</p><p>estadual, viaja para o Rio de Janeiro, a convite do presidente Getúlio Vargas, para assumir um cargo na Câmara Federal e exercer o</p><p>posto de Ministro da Viação e Obras Públicas. A influência de Victorino torna-se patente. Ele remete verbas ao Estado e nomeia aliados</p><p>para cargos estratégicos. Victorino Freire, retorna ao Maranhão na década de 40, a fim de articular a campanha do candidato a presidente,</p><p>Eurico Gaspar Dutra, seu amigo pessoal.</p><p>No Estado, passa a dirigir a política, em torno da qual é ele o maior nome. É nessa década que Victorino monta a sua trajetória rumo</p><p>ao poder, exercido até meados da década de 60, quando José Sarney assumiu o controle do Estado. A ascensão de Victorino está</p><p>vinculada às benesses que recebe do governo federal; a ausência de um grupo político que lhe fizesse oposição; bem como a sua</p><p>articulação política em torno do principal partido nacional, o PSD.</p><p>Estratégico, ele obteve uma consagradora vitória em 1945, elegendo os dois senadores do Estado e a quase totalidade da bancada</p><p>federal, dando mostras do poder que exercia. Controlava inclusive, os poderes público e privado, como a justiça, a política, as repartições.</p><p>Nomeava delegados de polícia, procuradores; elegia governadores, parlamentares. Exerceu tutela sobre políticos como Renato Archer,</p><p>Saturnino Belo, Matos Carvalho e Eugênio de Barros. Dessa forma, exercia a “chefia” do Estado.</p><p>Tinha influência junto ao presidente Eurico Gaspar Dutra, possuindo uma forte articulação com o centro da política nacional, além</p><p>de manter aliança com chefes políticos locais, e de realizar frequentes mediações entre os interesses econômicos do empresariado e do</p><p>Estado. Foi responsável direto pela organização do PSD no Maranhão. É dele a frase “vou ao Maranhão apertar as cangalhas”, que</p><p>demonstra, de um lado, o desprezo pela população que o acolheu, e do outro, o poder de coronel, chefe autoritário, cacique,</p><p>características imanentes ao vitorinismo .além de influenciar na distribuição dos cargos públicos; de exercer o clientelismo; a cooptação</p><p>política; o controle dos partidos e perseguir a oposição, Victorino usava as verbas públicas em benefício próprio. Veja o que diz Carlos</p><p>Lima sobre o tema:</p><p>13</p><p>“O vitorinismo caracterizou-se graças ao prestígio pessoal de Victorino nas altas esferas administrativas e junto aos figurões do país</p><p>(prestígio que se conservou em alta e efetivo, passando de presidente a presidente, até sua morte e além dela) como uma época de</p><p>grandes vantagens para o Estado, com o carreamento de vultosas verbas, que, se bem aplicadas, teriam dado ao Maranhão um grande</p><p>progresso. Desviadas, porém, pelos amigos e correligionários, aos quais se garantia todas as imunidades e fornecia meio para</p><p>aniquilamento dos contrários. Os próprios órgãos federais foram manipulados como instrumentos de vingança política e suborno, os</p><p>inimigos do governo tendo fechadas todas as portas, suspensos os créditos nos bancos oficiais, contra si todas as pressões da máquina</p><p>administrativa, enquanto aos apaniguados era dispensado tratamento inverso e especial com todas as facilidades para todo tipo de</p><p>fraudes e corrupções, desde as eleitorais até o escândalo da verba aplicada em hipotética ponte, que não passou de três ou quatro</p><p>sapatas, tão mal assentadas que a maré deslocou. Mas os esfaimados gatunos tiveram ainda a desfaçatez de pleitear novos recursos</p><p>para pintar a ponte, instruindo o processo com fotografias da obra”.</p><p>A GREVE DE 1951: O POVO CONTRA AS FRAUDES</p><p>A “Balaiada de São Luís”, como ficou conhecida, a greve de 1951, foi o mais formidável movimento urbano da história do Maranhão.</p><p>Representou movimento popular amplo, radical e heterogêneo que mobilizou a “massa urbana” revoltada com as práticas fraudulentas</p><p>e coronelescas de Victorino Freire, cujas consequências foram marcantes.</p><p>A greve de 1951 ocorreu num cenário de acirramento intraoligárquico e girou em torno do poder exercido por Victorino Freire que</p><p>havia corrompido o processo eleitoral garantindo a vitória de seu candidato, Eugênio Barros. O pano de fundo que ensejou a greve de</p><p>1951, foi a disputa dos grupos políticos pelo controle do Estado, numa época de ascensão de novas lideranças políticas no Maranhão,</p><p>ameaçando o poder de Victorino Freire.</p><p>Uma dessas lideranças era de Saturnino Belo, ex interventor e vice-governador, até então, aliado de Victorino. Ele apresenta a sua</p><p>candidatura às eleições de 1951, contra o candidato vitorinista. Saturnino Belo era candidato das classes empresariais, conseguiu</p><p>aglutinar no pleito, as siglas: PSD, PR, PSP, PL, UDN e o PTB, formando uma grande aliança partidária, em torno de sua candidatura,</p><p>além de compor as “Oposições Coligadas”. Foi um dos principais protagonistas da greve de 1951. No entanto, desde 1950 tinha sido</p><p>preterido pelo oligarca maior do Estado, quando, uniu-se às “Oposições Coligadas”.</p><p>Por outro lado, o candidato vitorinista ao cargo de governador do Maranhão era o ex-prefeito de Caxias Eugênio Barros, que disputou</p><p>a eleição pelo Partido Social Trabalhista – PST. O pleito foi cercado de expectativas e de denúncias de fraudes. Estava em jogo o poder</p><p>de Victorino Freire no Estado. Aberta as urnas, o candidato das “Oposições Coligadas”, Saturnino Belo, saiu na frente, principalmente</p><p>em São Luís. Estava ameaçada a vitória do candidato da oligarquia. Victorino Freire preocupado com o quadro eleitoral desvantajoso</p><p>entra em cena: conseguiu anular via TER, 31 seções eleitorais, algo em torno de 16.000 votos, o suficiente para garantir a ultrapassagem</p><p>de Eugênio Barros sobre Saturnino Belo e “vencer” o pleito com uma margem mínima de 6.000 votos.</p><p>A declaração do resultado pelo TRE, acirrou os ânimos. A população de São Luís reagiu de forma violenta à posse de Eugênio Barros.</p><p>Passeatas foram organizadas; piquetes e discursos inflamados foram feitos em praça pública; jornais foram empastelados; casas de</p><p>juízes foram depredadas; até mesmo o prédio do TRE foi queimado pelos rebeldes. Os “soldados da liberdade” agora iam à forra contra</p><p>o poder fraudulento. Assim, o povo radicalizou suas ações, influenciado pelos oposicionistas. Dentre eles estava, Neiva Moreira, fluente</p><p>jornalista, líder do movimento, acusado injustamente de incendiar vários bairros como Caratatiua, Goiabal e Cavaco, provocando o</p><p>desabrigo de centenas de pessoas, levando-as ao desespero. Este líder da greve de 51, era chamado de “Caramuru: Deus do fogo”.</p><p>Durante o desfecho do movimento, como estratégia, os rebeldes fecharam o porto de São Luís, diminuindo a oferta de alimentos no</p><p>Estado. São Luís ficou totalmente paralisada por uma greve geral nos meses de fevereiro e março e posteriormente setembro e outubro.</p><p>A morte do candidato das “Oposições Coligadas”, Saturnino Belo, ampliou os conflitos. Seu funeral foi acompanhado por</p><p>aproximadamente 40 mil pessoas o que equivalia a 33% da população da capital.</p><p>Os ânimos se alteraram e as posições de ambos os lados tornaram-se radicais. Através da violência, as forças militares tentavam</p><p>calar a multidão incontida. O conflito foi inevitável: houve mortos e feridos em praça pública demonstrando o despreparo policial e o</p><p>desespero da oligarquia em abafar o movimento. Nem a vinda do Ministro Negrão de Lima e de tropas federais a São Luís, arrefeceram</p><p>os ânimos.</p><p>Em meio à crise, o deputado César Aboud, assume o cargo de governador até o julgamento do mérito pelo TSE. Apesar da forte</p><p>reação popular, foi confirmado e diplomado o candidato vitorinista Eugênio Barros. Em consequência disso, houve uma ampla mobilização</p><p>popular contra a posse de Eugênio Barros, o que possibilitou uma intervenção federal do governo Vargas, através do Ministro Negrão de</p><p>Lima acompanhado de perto por populares numa atitude de pressão de denuncismo. A intervenção promoveu inclusive o controle militar</p><p>da capital, que foi ocupada por tropas do Ceará, Piauí, Pará e aviões da FAB, sob o comando geral do general Edgardino, comandante</p><p>da 10ª Região Militar, que em represália ao movimento, impôs as seguintes determinações:</p><p>1. “Permitir reuniões públicas somente das 8 às 10h e das 17 às 19h, exclusivamente na Praça João Lisboa.</p><p>2. Proibir agrupamentos fora da Praça João Lisboa.</p><p>3. Proibir porte de armas mesmo as licenciadas.</p><p>4. Considerar como condição de hostilidade o porte de cassetetes, canos, pedras e outros objetos que possam servir para depredação.</p><p>5. Considerar desacato às suas ordens a propagação de boatos tendenciosos ou pregação de desordens, motins ou violências contra</p><p>pessoas ou propriedades.</p><p>6. Proibir aos militares da ativa o uso de trajes civis durante o período de prontidão da tropa”.</p><p>14</p><p>A estratégia adotada pelas oposições era o acirramento do conflito, com o apoio das camadas populares urbanas. A greve de 1951</p><p>tinha o apoio de trabalhadores, estudantes, classe média, políticos e até empresários, parte expressiva da população da capital que</p><p>votará no candidato de oposição.</p><p>Nesse contexto, o movimento alcançara grande repercussão nacional e internacional, transformando-se numa campanha de</p><p>libertação contra o jugo vitorinista: era a “Balaiada Urbana”. São Luís, passa então, a ser considerada a “Ilha Rebelde”, jargão que virou</p><p>mito, bastante alardeado nas campanhas políticas da atualidade. Além de São Luís, houve atos de rebeldia em cidades como São João</p><p>dos Patos, Coroatá e Grajaú.</p><p>É importante ressaltar, além da presença do trabalhador urbano, a grande contribuição das mulheres que tiveram participação</p><p>expressiva no movimento, denunciando a fraude e coletando alimentos e dinheiro para minorar o sofrimento das vítimas dos incêndios,</p><p>contribuindo inclusive, para garantir a permanência da população no processo de mobilização. O saldo mais triste da greve de 1951 foi</p><p>o assassinato, pelas forças militares, de vários jovens sonhadores, dentre eles: João Moreno, João Evangelista de Sousa e José de</p><p>Ribamar Prado, este último de apenas 17 anos.</p><p>A ERA SARNEY (1966-2006)</p><p>• Eleito deputado federal em 1958, pela UDN, iniciou sua trajetória política. o golpe de 1964, forneceu-lhe as condições materiais para</p><p>a formação da nova oligarquia maranhense (Governo patrimonialista).</p><p>• 1966: Eleito governador do Maranhão, vencendo Renato Archer e Costa Rodrigues.</p><p>• Processo de modernização e desenvolvimento: “Maranhão Novo”.</p><p>• Recebeu apoio financeiro dos militares.</p><p>• Criação da TVE, SUDEMA, Hidrelétrica de Boa Esperança, Escolas de Agricultura, Administração e Engenharia, Rodovias, Porto de</p><p>Itaqui, Ponte sobre o Rio Anil, Projeto ALUMAR.</p><p>• Criação da Lei de Terras do Maranhão (regulamentação das terras públicas estaduais) – favorecimento de particulares e grupos</p><p>estrangeiros</p><p>• Ruptura: José Reinaldo Tavares</p><p>• Jackson Lago e Flavio Dino</p><p>Fontes:</p><p>http://www.infoescola.com/historia/historia-do-maranhao/</p><p>https://www.achetudoeregiao.com.br/ma/historia.htm</p><p>http://www.cursoavancos.com.br/downloads/exercicios/histpaula.pdf</p><p>http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/1980410:BlogPost:45210</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_do_Maranh%C3%A3o</p><p>http://www.infoescola.com/historia/historia-do-maranhao/</p><p>http://www.cursoavancos.com.br/downloads/exercicios/histpaula.pdf</p><p>http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/1980410:BlogPost:45210</p><p>15</p><p>ATIVIDADES</p><p>Questão 01</p><p>Sobre o longo processo de ocupação territorial maranhense, no</p><p>período colonial, é possível afirmar que</p><p>I. ocorreu a preponderância da livre iniciativa privada, sem a</p><p>participação do estado na forma e intensidade da ocupação,</p><p>preponderando o consenso, estabelecido a partir de acordo</p><p>entre estado e colonos.</p><p>II. o território extenso era de fácil acesso e não exigiu grandes</p><p>esforços e investimentos continuados para vencer as</p><p>barreiras naturais.</p><p>III. a ocupação do território maranhense obedeceu a dois</p><p>vetores iniciais de ocupação: a frente litorânea, capitaneada</p><p>por São Luís, e a frente da pecuária, oriunda do sul do</p><p>Estado.</p><p>IV. A ocupação foi de caráter comercial e predatório dos</p><p>recursos naturais, baixa monetarização e pouca agregação</p><p>de valor às exportações.</p><p>V. São Luís se tornou o polo centralizador frágil. O conjunto dos</p><p>novos investimentos ao longo do período colonial não</p><p>fortaleceu São Luís com outras áreas do Estado.</p><p>Estão corretas apenas as alternativas</p><p>IV e V.</p><p>I, II, e V.</p><p>II, IV e V.</p><p>III, IV e V.</p><p>V.</p><p>Questão 02</p><p>Sobre a França Equinocial podemos salientar que:</p><p>foi uma empresa que visava inscrever a França na competição</p><p>colonial em territórios considerados portugueses, no norte do</p><p>Brasil.</p><p>foi uma empresa colonial cujo objetivo maior era a instalação</p><p>de missões de religiosos capuchinhos.</p><p>visava garantir a mão-de-obra africana abundante na região,</p><p>para suas atividades de coleta de drogas do sertão.</p><p>visava contribuir para a instalação definitiva do estilo de</p><p>colonização denominado “luso-gaulês”.</p><p>visava povoar as regiões ribeirinhas para interromper as</p><p>constantes investidas dos indígenas da região.</p><p>Questão 03</p><p>Governava o Maranhão Bento Maciel Parente quando em 25 de</p><p>novembro de 1641 chega à barra, poderosa esquadra que</p><p>desembarcou com cerca de dois mil homens e pilhando as casas.</p><p>Estamos falando dos:</p><p>Portugueses.</p><p>Holandeses.</p><p>Franceses.</p><p>Espanhóis.</p><p>Ingleses.</p><p>Questão 04</p><p>A invasão holandesa ocorreu em 25 de novembro de 1641. Seu</p><p>interesse em ocupar o Maranhão está relacionado com:</p><p>Acabar com o monopólio português.</p><p>Mercado consumidor.</p><p>Acabar com o tratado de Tordesilhas.</p><p>As barreiras imposta pela Espanha à participação holandesa</p><p>no comércio açucareiro.</p><p>Atender convite da elite brasileira.</p><p>Questão 05</p><p>De Pernambuco o domínio holandês se estendeu para outras</p><p>capitanias. Em 1641, uma frota holandesa, comandada por Pieter</p><p>Boas, tomou a cidade de São Luís. Houve vários tumultos e</p><p>saques, como o da Igreja do Desterro. Mas antes de completar</p><p>um ano de dominação holandesa,</p><p>os lavradores de origem portuguesa, aliados com os negros</p><p>e ajudados por alguns grupos indígenas, lutaram para</p><p>expulsar os franceses do Maranhão.</p><p>os lavradores de origem basca, aliados com os índios e</p><p>ajudados por alguns holandeses, lutaram para expulsar os</p><p>ingleses do Maranhão.</p><p>os lavradores de origem portuguesa, aliados com jesuítas e</p><p>ajudados por alguns grupos indígenas, lutaram para expulsar</p><p>os holandeses do Maranhão.</p><p>os lavradores de origem espanhola, aliados com os judeus e</p><p>ajudados por alguns grupos palestinos, lutaram para expulsar</p><p>os mouros do Maranhão.</p><p>os lavradores de origem portuguesa, aliados com ingleses e</p><p>ajudados por alguns grupos indígenas, lutaram para expulsar</p><p>os franceses e holandeses do Maranhão.</p><p>Questão 06</p><p>No processo de colonização do Brasil, a participação da Igreja</p><p>Católica destacou-se pela</p><p>preservação da cultura dos diversos grupos indígenas através</p><p>da organização das missões, que asseguravam os direitos e</p><p>costumes indígenas.</p><p>sucessão de atritos com o governo português que intervinha</p><p>na ação catequética das ordens religiosas, querendo</p><p>direcioná-las para a escravidão.</p><p>integração com os interesses da coroa e dos colonos na</p><p>catequização dos indígenas, visando torná-los cidadãos</p><p>católicos portugueses.</p><p>intensa ação catequética realizada, especialmente, pelos</p><p>jesuítas, ocasionando confronto com os colonos exploradores</p><p>da mão de obra indígena.</p><p>16</p><p>Questão 07</p><p>Em 1684, eclodiu uma revolta de proprietários de terra no</p><p>Maranhão, conhecida por Revolta de Bequimão. Os revoltosos</p><p>posicionaram-se</p><p>contra o monopólio da companhia de comércio e contra os</p><p>jesuítas.</p><p>contra a escravidão dos africanos e dos indígenas</p><p>maranhenses.</p><p>a favor da catequização dos indígenas realizada pelos</p><p>jesuítas.</p><p>a favor do monopólio real sobre a exploração dos produtos</p><p>da região.</p><p>contra a expulsão dos jesuítas determinada pela coroa</p><p>portuguesa.</p><p>Questão 08</p><p>O conflito de interesses entre jesuítas e colonos foi bem retratado</p><p>no filme “A Missão”, do diretor Roland Joffé (1986). No Maranhão</p><p>colonial, a atividade missionária dos jesuítas também gerou</p><p>conflitos de interesses. Sobre a questão jesuítica no Maranhão,</p><p>nesse período, marque a alternativa correta.</p><p>Os jesuítas não se apossavam do trabalho dos índios em</p><p>benefício próprio e condenavam o uso dessa força de trabalho</p><p>para fins econômicos.</p><p>A ordem dos jesuítas se sobressaiu pouco na catequese dos</p><p>índios porque se dedicou mais à obra educacional dos</p><p>colonos.</p><p>O Pe. Antônio Vieira, membro dos jesuítas, foi criticado por</p><p>defender arduamente a liberdade dos escravos indígenas e</p><p>africanos.</p><p>A expulsão dos jesuítas por ocasião da Revolta de Beckman</p><p>(1684) ocorreu devido a conflitos de caráter religioso.</p><p>A força da missão jesuíta chocou-se com os interesses</p><p>econômicos da Coroa e dos colonos, o que resultou na</p><p>expulsão dessa ordem religiosa.</p><p>Questão 09</p><p>A chamada Revolta de Beckman, no Maranhão (1684), ilustra uma</p><p>realidade produzida pelas peculiaridades do sistema colonial no</p><p>Brasil. Sustenta-se, nesse sentido, que:</p><p>o movimento revelou os sérios problemas de mão-de-obra</p><p>enfrentados pelo Maranhão, à época, limitando as próprias</p><p>possibilidades econômicas da capitania.</p><p>tratou-se de um movimento nascido no interior da crise da</p><p>política pombalina para o Brasil, traduzida, no caso, pelo</p><p>fechamento da Companhia de Comércio do Grão-Pará e</p><p>Maranhão.</p><p>a revolta revelou o descontentamento das elites locais</p><p>diante da proibição, estabelecida pelo governo de D. João IV,</p><p>para o funcionamento das manufaturas no Maranhão.</p><p>o movimento buscou, contrariando os interesses de</p><p>Portugal, o concurso de capitais holandeses para a agricultura</p><p>maranhense, recursos esses não proporcionados por Lisboa.</p><p>o contexto da revolta foi o da marginalização econômica do</p><p>Maranhão, produzida pela decadência da sua mineração, o</p><p>que afastou Portugal da capitania.</p><p>Questão 10</p><p>Foram elas uma tentativa do Estado português para</p><p>“modernizar” seu sistema de monopólios comerciais após a</p><p>Restauração (1640), atingindo o apogeu no período pombalino</p><p>(1750-77). A criação de companhias de comércio no âmbito dos</p><p>países europeus, quer as de capitais privados, quer as que</p><p>combinavam recursos particulares e estatais, objetivava a</p><p>constituição de fundos para os empreendimentos mercantis no</p><p>mundo colonial. Os privilégios das companhias iam desde o</p><p>monopólio do comércio, da navegação e dos direitos fiscais até o</p><p>“direito de senhoria”, ou seja, a organização política dos territórios</p><p>ocupados (...).</p><p>Dicionário do Brasil Colonial (1500-1822). Ronaldo Vainfas (direção). Rio de</p><p>Janeiro: Objetiva, 2000. p. 127-128.</p><p>O texto faz alusão às companhias criadas por Portugal para</p><p>otimizar as ações colonizadora, exploratória e militar nas suas</p><p>colônias ultramar. Entretanto, houve exemplos de reações</p><p>contrárias a essas companhias lusitanas nas áreas coloniais, como</p><p>a Cabanagem, uma explosiva insurreição popular contra os</p><p>privilégios da Companhia do Grão-Pará e Maranhão.</p><p>a Guerra dos Mascates, que colocou em lados opostos os</p><p>senhores de engenho de Olinda e os comerciantes reinóis de</p><p>Recife.</p><p>a Insurreição Pernambucana, que se configurou numa clara</p><p>oposição dos pernambucanos ao monopólio mercantil da</p><p>Companhia das Índias Ocidentais.</p><p>o movimento ocorrido no Maranhão, liderado por Manuel</p><p>Beckman, que se opôs aos abusos da Companhia de</p><p>Comercio do Estado do Maranhão, que havia sido criada para</p><p>abastecer os senhores locais com escravos africanos.</p><p>o movimento liberal de 1817 em Pernambuco, que se</p><p>constituiu numa ação armada dos habitantes daquela</p><p>capitania contra os prejuízos provocados pela Companhia de</p><p>Pernambuco e Paraíba, criada pelo Marquês de Pombal.</p><p>17</p><p>Questão 11</p><p>Sobre o estabelecimento do Estado Colonial do Maranhão, julgue</p><p>os itens a seguir:</p><p>A ocupação da costa norte, a posição geográfica e as</p><p>constantes incursões estrangeiras foram fundamentais para</p><p>a criação desse Estado.</p><p>Os domínios luso-espanhóis ficaram divididos em Estado do</p><p>Brasil e Estado do Maranhão, este último compreendendo</p><p>todo o norte e parte do atual nordeste.</p><p>A criação desse Estado não foi suficiente para dinamizar a</p><p>colonização. No século XVII o Estado enfrentava obstáculos:</p><p>sua colonização era lenta e a população pequena.</p><p>A primeira capital do Estado foi São Luís, depois transferiu-se</p><p>para Belém; posteriormente o Estado foi desmembrado e</p><p>extinto no final do século XVIII.</p><p>Questão 12</p><p>Nas terras férteis do vale do Rio Itapecuru, os colonizadores</p><p>plantaram lavouras de algodão. O cultivo e o comércio de algodão</p><p>contribuiu para a prosperidade de uma povoação que deu origem</p><p>à cidade de Caxias. Várias fábricas de tecido foram instaladas no</p><p>município e a cidade cresceu tanto que, no final do século XIX e</p><p>início do século XX, chegou a competir com a capital, São Luís em</p><p>importância econômica e poder político. Foi também nas margens</p><p>do Itapecuru que, ainda no século XVII, foram instalados os</p><p>primeiros engenhos no atual território do Maranhão.</p><p>Essa atividade também foi importante para a formação de núcleos</p><p>de povoamento. Outra atividade importante no processo de</p><p>colonização do Maranhão foi</p><p>a metalurgia que serviu para a fabricação de armas para a</p><p>Europa.</p><p>a farinha de mandioca que serviu de base para à ocupação</p><p>de uma extensa área, em rápido espaço de tempo e com um</p><p>reduzido número de pessoas.</p><p>a pecuária que serviu de base à ocupação de uma extensa</p><p>área ,em rápido espaço de tempo e com reduzido número de</p><p>pessoas.</p><p>a produção de drogas de sertão que trouxe o interesse de</p><p>muitos holandeses de ocuparam as terras do maranhense.</p><p>a produção de arroz que trouxe uma disputa com o Rio</p><p>Grande do Sul.</p><p>Questão 13</p><p>Julgue as assertivas relativas ao processo de escravidão</p><p>predominante no Maranhão entre o final do século XVIII e início</p><p>do XIX.</p><p>I. Em 1755, com o estabelecimento da Companhia de</p><p>Comércio, incentivou-se a entrada de escravos no Maranhão</p><p>em larga escala, como forma de dinamizar as rotas</p><p>mercantilistas, garantindo assim a inserção da província no</p><p>contexto do comércio asiático.</p><p>II. O governo português proibiu a escravização do índio, o que</p><p>possibilitou a dinâmica da escravidão negra, monopólio que</p><p>era da Companhia. Chegava regularmente escravos no porto</p><p>de São Luís para o trabalho na agricultura e, sobretudo, na</p><p>cultura de arroz e do algodão.</p><p>III. No século XIX a entrada de escravos no Maranhão continuou</p><p>crescente, até o início da década de 1820. Em 1822, os</p><p>escravos no Maranhão compunham 55% da população.</p><p>A partir de então a escravidão sofreu grande baixa, como</p><p>resultado da instabilidade política que atingiu de frente a</p><p>economia maranhense nesse período.</p><p>I, II e III estão corretas.</p><p>Somente II e III estão corretas.</p><p>Somente I e III estão corretas.</p><p>Somente I e II estão corretas.</p><p>Somente III está correta.</p><p>Questão 14</p><p>Leia, com atenção, a correspondência do governador do Estado</p><p>do Grão-Pará e Maranhão, Fernando da Costa de Ataíde Teive,</p><p>enviada ao Ministro Mendonça Furtado, em 1767. Depois, analise</p><p>as proposições apresentadas,</p><p>utilizando seus conhecimentos</p><p>sobre história colonial da Amazônia e assinale a alternativa correta</p><p>de acordo com o código abaixo.</p><p>“Ilmo. e Exmo. Senhor. Em 22 de janeiro do ano presente,</p><p>deu fundo neste porto o Navio Nossa Senhora do Cabo da</p><p>Companhia Geral de Comércio desse Estado com 125 pretos dos</p><p>quais se venderam a dinheiro, e efeitos a vista 60, e 8 parte a</p><p>dinheiro e o restos a crédito, fiados 42, existem por vender 4,</p><p>morreram nesta cidade 2, na viagem 35, e no levante que fizeram</p><p>ainda em Bissau 34. Deus g. a V. Exª. Pará a 17 de março de</p><p>1767. Fernando da Costa de Ataíde Teive a Franc°. Xavier de</p><p>Mendonça Furtado.”</p><p>Arquivo Nacional, Códice 99.</p><p>18</p><p>Em 1755, como parte das reformas pombalinas, foi criada a</p><p>Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão. Sobre</p><p>esta empresa, é correto afirmar:</p><p>A Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão tinha</p><p>atuação alargada no litoral brasileiro, incluindo atividades</p><p>como pesca de baleia e comercialização de sal no</p><p>Pernambuco;</p><p>Devido à irregularidade na introdução de africanos e em</p><p>razão do intenso contrabando nas fronteiras com Espanha, a</p><p>companhia enfrentou fortes críticas dos jesuítas por sua</p><p>ineficácia na oferta de trabalhadores escravos;</p><p>De caráter monopolista, a companhia funcionou até 1778 e</p><p>introduziu mais de 14 mil escravos de origem africana no</p><p>Maranhão, Pará e Mato Grosso, além de incrementar o cultivo</p><p>de arroz e algodão;</p><p>A Companhia de Comércio estimulou a agricultura de</p><p>alimentos e forneceu crédito aos produtores locais,</p><p>assegurando uma oferta regular de gêneros alimentícios que</p><p>passaram a integrar os carregamentos de suas frotas</p><p>atlânticas;</p><p>Com a oferta regular de crédito e o incentivo à melhoria dos</p><p>cultivos, a companhia fomentou a indústria de transformação</p><p>local, reduzindo a demanda por escravos africanos;</p><p>Questão 15</p><p>A adesão do Maranhão à independência do Brasil somente</p><p>aconteceu em 1823. Contudo, no interior do estado houve um</p><p>movimento de apoio à independência que, tendo êxito, conseguiu</p><p>aclamar D. Pedro I Imperador do Brasil. Esse movimento teve</p><p>início em:</p><p>Caxias e Catanhede;</p><p>Caxias e Codó;</p><p>Codó e Matões;</p><p>Caxias e Matões;</p><p>Caxias e Timon.</p><p>Questão 16</p><p>No Maranhão, a Independência proclamada por D. Pedro não foi</p><p>imediatamente acatada. Desde o início de sua colonização (com a</p><p>divisão do Brasil em dois estados em 1621), o Maranhão teve a</p><p>sua administração ligada diretamente a Portugal. Em 1822,</p><p>quando D. Pedro proclamou a Independência ,os portugueses</p><p>residentes no Maranhão não aceitaram a decisão. Os</p><p>maranhenses, entretanto, queriam a Independência. Para</p><p>controlar a reação portuguesa, D. Pedro I, então, enviou ao</p><p>Maranhão</p><p>mercenários como Fidié para garantir a luta.</p><p>mercenários como Manoel de Sousa Martins para garantir a</p><p>luta.</p><p>mercenários como o inglês Lord Cochrane, que deu fim à luta.</p><p>independentes como o conde D`Eu para garantir a luta.</p><p>liberais apoiados pelos bem-te-vis para garantir a luta.</p><p>Questão 17</p><p>Sobre a Setembrada, movimento ocorrido no Maranhão em 1831,</p><p>julgue as assertivas abaixo e aponte a opção correta.</p><p>I. A Setembrada foi um típico movimento antilusitano que</p><p>eclodiu no Maranhão no início da década de 30 do século</p><p>XIX, a partir da sublevação das tropas de linha do quartel</p><p>Campo D’Ourique.</p><p>II. O movimento exigia a demissão dos portugueses dos postos</p><p>militares e que fossem expulsos dos empregos civis da</p><p>Fazenda e Justiça inclusive todos os brasileiros adotivos.</p><p>III. Em novembro de 1831, o movimento expandiu-se para o</p><p>interior, unindo-se às tropas comandadas pelo líder popular</p><p>João Damasceno, que marchou por várias cidades e vilas da</p><p>província impondo-lhes combate.</p><p>Apenas I é verdadeiro.</p><p>Apenas II é verdadeiro.</p><p>Apenas III é verdadeiro.</p><p>I, II e III são verdadeiros.</p><p>Apenas II e III são verdadeiros.</p><p>Questão 18</p><p>A Balaiada, revolta que eclodiu no sertão maranhense, na</p><p>primeira metade do século XIX (1838 a 1841) foi, segundo Astolfo</p><p>Serra (1946, p. 148), “uma rebelião que originou-se de uma</p><p>massa agitada e rebelada, um aglutinado inquieto de vaqueiros,</p><p>artesãos e até abastados fazendeiros”. Essas agitações e revoltas,</p><p>ocorridas no contexto de crise da Regência, “são movimentos que</p><p>eclodem em diversos pontos do país, estavam ligados à situação</p><p>econômica do país, que medeia para a vida autônoma sem o</p><p>mínimo de recursos para atender às suas necessidades (SODRÉ,</p><p>1973, p. 145).”</p><p>http://www.outrostempos.uema.br/anais/pdf/santos2.pdf</p><p>O movimento de rebelião, em meados do século XIX, reconhecido</p><p>historicamente como a Balaiada</p><p>foi um levante contra o poder central que, como tantos</p><p>outros, não teve participação popular, sendo liderado por</p><p>membros da burguesia.</p><p>fez parte do rol dos conflitos liderados pelo governo e que,</p><p>no Maranhão, exterminou a população nativa.</p><p>foi um movimento de grande participação popular, de cunho</p><p>republicano, ocorrido no Maranhão durante o Segundo</p><p>Reinado.</p><p>contou com grande participação da população maranhense,</p><p>inserindo o Maranhão no quadro das chamadas rebeliões</p><p>contra o poder central no período da Regência.</p><p>foi um movimento de caráter antiescravista, promovido por</p><p>negros escravos de origem Ioruba.</p><p>19</p><p>Questão 19</p><p>“Movimento social envolvendo grande parte da população das</p><p>províncias do Piauí e Maranhão, com repercussões em outras</p><p>províncias vizinhas, como Ceará, Pará, Bahia e Goiás. De um lado,</p><p>os grandes proprietários de terras; de outro, a massa de</p><p>trabalhadores – vaqueiros, escravos, artesãos, lavradores, nativos</p><p>(índios) e pequenos fazendeiros.”</p><p>(DIAS, Claudete M. Miranda. Balaios e bem-te-vis. A guerrilha sertaneja. Teresina:</p><p>Instituo Dom Barreto, 2002. p.13.)</p><p>O texto acima refere-se, respectivamente, ao embate entre</p><p>os tenentes e a população, na Cabanagem.</p><p>os potentados e a população pobre, na Sabinada.</p><p>as oligarquias locais e a massa da população, na Balaiada.</p><p>a população pobre e os oligarcas, na Sabinada.</p><p>a população explorada e as oligarquias, na Balaiada.</p><p>Questão 20</p><p>A Balaiada, movimento popular ocorrido nas províncias do Piauí,</p><p>Maranhão e Ceará (1838-1841), teve na “Lei dos Prefeitos” um de</p><p>seus motivadores. A esse respeito, podemos afirmar:</p><p>A Lei dos Prefeitos previa que os Juízes de Paz assumiriam as</p><p>funções do executivo local.</p><p>A Lei criava os cargos de Prefeitos que, ao serem escolhidos</p><p>pelos Presidentes de Província, feria interesses de grupos</p><p>locais.</p><p>A Lei retirava a maior parte das prerrogativas e as delegava</p><p>aos Juízes de Fora, diretamente ligados ao Gabinete</p><p>Regencial.</p><p>Representou um abuso do Barão da Parnaíba ao dissolver as</p><p>Câmaras Municipais e concentrar toda administração local</p><p>nas mãos dos Delegados de Polícia, que assumiram os cargos</p><p>de Prefeitos.</p><p>Como consequência do Ato Adicional de 1834, extinguia o</p><p>cargo de Prefeito Municipal e transferia suas atribuições às</p><p>Câmaras.</p><p>Questão 21</p><p>Imagem registrada em Caxias, no Maranhão.</p><p>A construção do Memorial da Balaiada</p><p>remete-nos ao período regencial, quando vários movimentos</p><p>armados se levantaram contra o Imperador Pedro II e o</p><p>poder central no Rio de Janeiro.</p><p>trata-se da valorização da cultura afro no Brasil, construindo</p><p>monumentos que remetam às lutas pela emancipação dos</p><p>negros, como o Monumento da Balaiada, em Caxias (MA).</p><p>refere-se ao movimento insurgente contra o governo</p><p>regencial do padre Feijó, que envolveu senhores de engenho</p><p>em busca da autonomia política da Província do Pernambuco.</p><p>valoriza o movimento em que sertanejos se sublevaram</p><p>contra a situação de miséria e exploração, quando o negro</p><p>Cosme comandou a tomada de Caxias (MA), numa</p><p>insurreição popular.</p><p>tem como finalidade tornar conhecido do público e informar</p>

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