Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

HISTÓRIA DO CEARÁ 
O PERÍODO COLONIAL: A OCUPAÇÃO 
DO TERRITÓRIO 
Pacto Colonial 
Colônia envia matéria prima para Metrópole, que 
joga produtos manufaturados para Colônia (relação 
de dependência). 
 
 
Início Período Colonial no Brasil: 1530 
➢ Espanha chega na América em 1492 
➢ Portugal chega na América em 1500 
➢ Tratado de Tordesilhas assinado em 1494 
(divisão o território do Brasil em partes – 
Portugal e Espanha) 
Obs.0000: o território do CE ficava dentro da 
América Portuguesa. 
Período pré-colonial 
1500 a 1530 (o Brasil não foi efetivamente 
colonizado pelos portugueses). 
Expedição Colonizadora (Portugal) 
Expedição Martim de Afonso de Sousa (1530). 
Passou de fato a colonização do Brasil. 
Capitanias Hereditárias 
Instalou-se no Brasil em 1534, em que o CE se 
tratava de uma. 
O CE só foi efetivamente colonizado após 
1611. (Período da União ibérica – século 
XVII). 
Quando se efetivou a colonização no CE 
quem administrava a coroa portuguesa era 
um Rei Espanhol. 
 Não é porque foi colonizado depois, que 
o CE não tem história anterior. 
• Ceará Pré-Colonial 
➢ Tribos Tupis chegaram pouco tempo antes dos 
primeiros europeus. 
➢ Presença dos Tabajaras (aliança com os 
portugueses); 
➢ Presença dos Potiguaras (aliança com os 
franceses); 
➢ Semi-nomandismo; 
➢ Antropofagia ritualística (consumo da carne 
humana). 
 
• Capitania Hereditária - Siará 
Começa no literal e ia até o Tratado de Tordesilhas 
 
Capitão Donatário: Antônio Cardoso de Barros 
➢ 1535, a capitania foi doada ao Capitão 
Donatário; 
➢ Ele não se interessou em colonizá-la (não 
chegou nem a visitar a capitania); 
➢ Faleceu em 1556, ao lado de Dom Pero 
Fernandes Sardinha (devorado pelos índios 
Caetés, após um naufrágio na costa de 
Alagoas). 
 
➢ D. João III (Rei de Portugal) – decide dividir 
o Brasil em capitanias hereditárias; 
➢ Assim, Antônio Cardoso de Barros, em 1535, 
administrou a Capitania do Siará (capitanias 
Rio Grande, Ceará e Maranhão) - ele não teve 
interesse na região; 
➢ 1603 – Pero Coelho de Sousa lidera a primeira 
expedição à região, e se interessou em 
colonizar aquelas terras. 
 
HISTÓRIA DO CEARÁ 
União Ibérica 
➢ 1580 a 1640 – Unificação das Coroas 
(Portuguesa e Espanhola); 
 
➢ ‘Holanda – responsável pela estrutura 
açucareira, que tendo bloqueio econômico 
invade o território brasileiro. 
➢ Apesar da doação da capitania ter sido no 
século XVI, a ocupação se deu no XVII 
 
Pero Coelho de Souza – 1603 
➢ Investiga a região – expedições de 
reconhecimento 
➢ Expulsa invasores (principalmente franceses) 
➢ Articula aliança com indígenas, buscando 
encontrar minas de ouro e de prata 
➢ Visando chegar ao Maranhão 
Expedição do Pero fracassada 
(Conflito entre nativos e 
portugueses) 
➢ Não foi encontrado metais preciosos (ouro ou 
prata) e nem terras cultiváveis; 
➢ Buscando restituir o investimento, Pero captura 
indígenas para escravidão e venda; 
➢ Resultou em violência, que também não deu 
certo. Os indígenas resistiram (mortes dos dois 
lados). 
Em 1603, requereu e obteve da Corte Ibérica por 
intermédio de Diogo Botelho (oitavo governador-geral do 
Brasil), o título de Capitão mor para desbravar, colonizar 
e impedir o comércio dos nativos com os estrangeiros que 
há anos atuavam na capitania do “Siará Grande”. 
 
➢ Pero se instalou às margens do rio Pirangi 
(depois batizado rio Siará), onde construiu o 
Forte de São Tiago Lisboa (1604); 
➢ A esquadra de Pero Coelho teve que enfrentar 
a revolta dos índios da região que 
inconformados com a escravidão, destruíram o 
forte obrigando os europeus a migrarem para a 
ribeira do rio Jaguaribe; 
➢ Lá, a esquadra de Pero Coelho construiu o 
Forte de São Lourenço; 
➢ 1607 a seca assolou a região e Pero abandonou 
a capitania. 
 
 
1607 - Envio de dois Padres 
Francisco Pinto e Luis Figueira 
Início próspero da ação missionária 
➢ Chegaram até a região de Ibiapaba 
➢ Jesuítas – chegaram a habitar com os índios 
Tabajaras 
➢ 11 Jan de 1608, Padre Francisco Pinto foi 
assassinado pelos índios Tocarijus que foram 
incentivados pelos franceses 
 
Martim Soares Moreno – fundador do Ceará 
(Ocupação da Capitania) 
➢ Martim Soares volta ao Ceará em 1611 
Obs.: Martim Soares Moreno foi enviado ao Siará 
em 1612, se instalando às margens do Rio Siará 
(atualmente Barra do Ceará) 
➢ Recuperou e ampliou o Forte São Thiago, 
batizando de Forte de São Sebastião 
➢ Deu-se início a colonizaçãi da capitania do 
Siará 
Obs.: Não foi tão fácil, pois havia oposição das 
tribos indígenas e invasões de piratas europeus. 
➢ Amizade com o chefe Jacaúna (aprendeu a 
língua tupi) 
➢ Garantiu as posses portuguesas com a aliança 
com indígenas 
➢ 1611 a 1630 – Relações conturbadas no período 
de Martin no Ceará 
➢ A única atividade era a agricultura e a pecuária 
de subsistência 
➢ Influência portuguesas limitadas ao forte 
 
Invasões Holandesas 
 
 
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
 
HISTÓRIA DO CEARÁ 
Saída de Martim – 1631 
➢ Oposição indígena aos portugueses (os índios 
não aceitavam os portugueses) 
➢ Aliança com Nassau (Governador Holandês) – 
Conquista do Forte de São Sebastião 
➢ Holandeses conquista a capitania do Ceará em 
1637 
1637 – Região do Siará foi invadida por 
holandeses, enviados pelo príncipe Maurício de 
Nassau, que tomaram o Forte de São Sebastião. 
Anos depois a expedição foi dizimada pelos 
ataques indígenas. 
➢ Primeiros comandantes holandeses: 
▪ Tenente Hendrik Van Ham 
▪ Gedeon Morris de Jonge 
➢ Gedeon Morris – morto em 1644 na rebelião 
indígena contra os holandeses 
➢ Ceará ficou independente de dominação 
europeia (sem portugueses e holandeses) 
 
Os holandeses ainda voltaram ao litoral 
brasileiro em 1649 – expedição chefiada por 
Matias Beck: 
➢ 1649 – Nova expedição a região – Mathias 
Beck (restabelecimento da amizade com os 
indígenas) 
➢ Se instalaram nas proximidades do rio Pajéu, 
no Siará, onde construíram o Forte 
Schoonenborch 
1654 – Forte Schoonenborch foi tomado 
por portugueses, chefiados por Álvaro de Azevedo 
Barreto 
➢ Troca lugar do forte (novo nome) – Forte de 
Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção 
➢ A sua volta formou-se a segunda vila do Ceará 
– vila do Forte ou Fortaleza 
Obs.: A primeira vila foi a de Aquiraz 
Obs.²: Em 1726, a vila de Fortaleza passou a ser 
oficialmente a capital do Ceará após disputas com 
Aquiraz. 
 
Próximo à Sé situa-se o Forte Nossa Senhora da 
Assunção, onde a história de Fortaleza começou 
(1649), o próprio nome da cidade é uma referência 
a essa antiga fortificação. 
 
A Importância de Fortaleza 
➢ Ligação entre as capitanias de Pernambuco e do 
Maranhão 
➢ Dificuldade na navegação (porto seguro e de 
ligação) 
➢ Perto aos cursos de água Rio Ceará e Pajeú 
➢ Os fortes defendiam de ataques indígenas 
 
1654 – Holandeses expulsos definitivamente do 
Brasil 
➢ Tratado de AIA 
➢ Indenização paga aos Holandeses (pelo 
investimento feito no território brasileiro) 
➢ Batalha dos Guararapes em PE 
➢ Brasil administrado por Portugal e não mais 
pela União Ibérica 
 
 
O PERÍODO COLONIAL: ATIVIDADES 
ECONÔMICAS 
Sesmarias – Lotes distribuídos dentro de uma 
capitania 
Primeiras Atividades Econômicas 
A partir de 1678, começam a serem doadas as 
primeiras sesmarias no Ceará inicialmente na 
ribeira do Rio Jaguaribe. Essas sesmarias dariam 
origem às primeiras fazendas de criação de gado, 
que seriam nos anos seguintes a maior fonte de 
receitas para o estado. 
Obs.: Sesmarias não tem nada haver com as 
capitanias hereditárias. 
➢ Somente se doou sesmarias no CE no século 
XVII, após a expulsão dos holandeses (faltando 
22 anos para o término do séc. XVII). 
 
• O gado e a Penetração do Interior 
➢ A cana-de-açúcar, desde o séc. XVI se afirmou 
como principal produto de exportação do Brasil 
colonial 
➢ Proibiu-se,par-
tidos é um característico descaso com o Ceará. Por exemplo, teve uma seca muito intensa 
em 1877 que provocou o deslocamento de muitos cearenses para a região amazônica. Em 
1917, outra seca fortíssima atinge o Ceará em 1915, que deixa as pessoas famintas. Essas 
pessoas, buscando sobreviver, rumam em direção à capital. Porém, muitas dessas pessoas 
não conseguiram chegar porque era um projeto de quem estava no poder de fazer com que 
os miseráveis não fossem vistos em Fortaleza. Diante disso, as pessoas ficavam em verda-
deiros campos de concentração – um curral humano em que essas pessoas ficavam isoladas 
e trancadas. 
ATENÇÃO
Sendo assim, essas são informação importantes para levar para a prova. Informações que 
revelam como se comportou o Ceará nos mais de 40 anos de República Oligárquica.
Veja o que a escritora cearense Rachel de Queiroz escreveu em seu livro “O Quinze”: 
“Vinha seca e trágica, surgindo no fundo sujo dos sacos vazios, na descarnada nudez das latas 
raspadas”. Nesse trecho, Queiroz faz a descrição de uma das mais severas secas no Ceará.
• De 1914 a 1930, não houve domínio de nenhum grupo oligárquico no Ceará.
• Governadores indicados pelo presidente da República.
• Principais partidos: Republicano Democrata (ou Rabelistas que foram retirados do 
poder) e Republicano Conservador (das tradicionais oligarquias).
• Descaso histórico com as secas – 1915. Descaso não só com a seca, mas também 
com o povo cearense.
10m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
4www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
Sedição de Juazeiro e Banditismo
HISTÓRIA DO CEARÁ
Observe o que está escrito no jornal abaixo:
• Campos de concentração da seca.
• Na zona oeste da cidade, o governador Benjamin Liberato Barroso construiu o primeiro 
campo, chamado Alagadiço. Em tese, a proposta inicial era abrigar os refugiados dan-
do-lhes mínimas condições de sobrevivência. Porém, o que ocorreu de fato foi a proi-
bição da saída das pessoas desses lugares. As pessoas não podiam mendigar.
• Senador Pompeu fica a 270 km de Fortaleza. Essa cidade recebeu muita gente que 
tinha que ficar lá; as pessoas não podiam ir até Fortaleza. A feiura da fome e da seca 
tinha que se manter afastada.
• Fugindo da seca do século passado, milhares de pessoas foram confinadas para que 
não chegassem à capital Fortaleza.
Portanto, nessa primeira parte foi possível ver que as políticas de salvações foram imple-
mentadas com o intuito de retirar o grupo que não apoia quem está no poder. Logo, tira-se a 
família Acióli e ocorre a sedição de Juazeiro. Nesse sentido, Benjamin se torna governador e 
o Padre Cícero ocupa o cargo de vice-governador. As pessoas foram jogadas como bichos 
nos currais por Benjamin, com a justificativa prévia de que era para fazer as pessoas se sen-
tirem muito bem. Na realidade, o que acabou acontecendo foi o isolamento dessas pessoas.
15m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
5www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
Sedição de Juazeiro e Banditismo
HISTÓRIA DO CEARÁ
Diante disso, é preciso entender que, dentro dessa estrutura da história cearense, não 
é possível deixar de abordar o banditismo. Logo, ao falar sobre o banditismo, é necessário 
discorrer também sobre os cangaços, que incluem os cangaceiros, os jagunços, os fanáticos 
religiosos.
BANDITISMO SOCIAL OU CANGAÇO (NE 1890 – 1940):
O banditismo social indica que a pessoa foi excluída da sociedade e de condições míni-
mas de vida e acaba praticando crimes.
• Bandos armados que percorriam o interior nordestino sobrevivendo de delitos.
• Principais bandos: Lampião e Curisco.
• Causas: miséria crônica da população nordestina, seca, má distribuição de terras, des-
caso do Estado e dos coronéis para com os mais pobres, violência. Uma exemplifica-
ção dessa relação de violência é a forma como foram tratados os trabalhadores e as 
crianças no porto de Fortaleza. Basta lembrar que, na época da colonização das terras 
cearenses a partir do gado, a figura do capanga ou do jagunço já existia, até como 
maneira de conter os indígenas que tinham suas terras desapropriadas. Por sua vez, 
o cangaceiro ou jagunço tem uma raiz parecida de pobreza, de semiescravidão nas 
fazendas dos coronéis. Então, muitos cangaceiros/jagunços não aceitavam a condição 
de semiescravo e acabavam exercendo práticas de banditismo.
• Mito do “Robin Hood”; mito de lutar contra a polícia e os coronéis.
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
6www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
Sedição de Juazeiro e Banditismo
HISTÓRIA DO CEARÁ
• Os cangaceiros foram perseguidos pela polícia volante e exterminados um a um. 
Eram os únicos que despertavam medo nos coronéis, justamente por não terem pers-
pectiva de melhorar sua condição e, portanto, não precisar temer o desrespeito das 
leis vigentes.
Três personagens característicos conviviam no sertão cearense do século XIX e 
início do XX:
Existem três personagens marcantes na história cearense que estão inseridos nesse 
banditismo social:
• O capanga (jagunço ou cabra);
• O cangaceiro;
• E o fanático religioso (aquele que sofre com as maiores misérias e é explorado, mas 
ele acredita e ainda é manipulado).
É possível ver na imagem a seguir uma cena do “O Auto da Compadecida” que mostra 
um cangaceiro e seu cabra: 
20m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
7www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
Sedição de Juazeiro e Banditismo
HISTÓRIA DO CEARÁ
CAPANGA
• Início da colonização, século XVII, os latifundiários utilizaram grupos armados para 
expulsar os índios das terras e mantê-los afastados delas e dos rebanhos.
• A partir do século XVIII, resolução de conflitos entre os proprietários de terras e para a 
manutenção da condição semisservil dos trabalhadores rurais.
• O capanga é como se fosse um guarda do seu chefe.
exércitos particulares recrutados pelos latifundiários, que exerciam seu poder de classe dominante 
de modo direto. O jagunço era, portanto, um assalariado do crime a serviço de um potentado local. 
Entre os três personagens é o único que perdura até a atualidade. O papel do jagunço nas guerras 
entre famílias no interior cearense durante os séculos XVIII e XIX é fundamental.
Carlos Garcia Filho
• O jagunço atualmente é chamado de pistoleiro ou matador de aluguel.
CANGACEIRO
O cangaceiro também representa uma perspectiva de banditismo social.
• Maior grau de autonomia em relação ao proprietário.
• Vocação era realizar extorsão, assalto, pilhagem, sequestro e homicídio por conta própria.
• O cangaço é um exemplo de banditismo social.
• Os bandidos sociais são proscritos rurais, considerados criminosos por proprietários 
de terras e governo, mas admirados por parte da sociedade camponesa como heróis, 
campeões e vingadores.
• Origem parecida com as dos capangas. Os capangas, vivendo emuma condição 
subalterna de pobreza, entendem que os delitos que eles cometiam como normais.
• Na época da continuidade da oligarquia Acióli, uma das grandes críticas era os crimes 
sertanejos, do interior. As pessoas morriam, não se faziam investigações, pois essa 
era a realidade dos capangas.
• Já o cangaceiro, diferentemente do jagunço, poderia em algum momento fazer um tra-
balho para o coronel, mas ele tinha um grau de autonomia. Ele praticava seus delitos 
(os assaltos, a extorsão, os sequestros, a pilhagem, os homicídios) de maneira mais 
revolucionária em relação às três figuras destacadas anteriormente.
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
8www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
Sedição de Juazeiro e Banditismo
HISTÓRIA DO CEARÁ
• De toda forma, ambos (jagunço e cangaceiro) possuem um vínculo com a pobreza e 
uma relação de sobrevivência dentro dessa perspectiva.
Ceará – Refúgio Seguro de Lampião
O Ceará foi um refúgio seguro para o lampião. Ele rra perseguido intensamente em Per-
nambuco, Alagoas e Bahia, mas no Ceará desfrutava de abrigo em razão: 
• Da omissão de políticos e da proximidade com o Padre Cícero;
• Da conivência de policiais, que não gostavam de ter nenhuma contenda com o bando 
de lampião;
• Dos vaqueiros, que permitam a entrada de lampião;
• Dos fazendeiros, que às vezes até alimentavam o bando de lampião;
• Do clero.
O Ceará praticamente não foi atacado por lampião. Diante disso, muitos atribuem isso à 
proximidade que os lampiões tinham do Padre Cícero.
Caso de março de 1926, quando chegou a Juazeiro do Norte. Havia recebido convite do deputado 
federal cearense Floro Bartolomeu para integrar os Batalhões Patrióticos, formados para combater 
a Coluna Prestes. Foi recebido pelo padre Cícero, no encontro que reuniu duas das personalida-
des mais emblemáticas da história dos sertões. A pedido do sacerdote, Pedro de Albuquerque 
Uchôa, inspetor agrônomo do Ministério da Agricultura e única autoridade federal em quilômetros, 
assinou numa folha de papel almaço documento dando a Virgulino a patente de capitão dos Ba-
talhões Patrióticos. Os cangaceiros desfrutaram da estada e foram alvos da curiosidade popular. 
Muitos familiares de Virgulino haviam se mudado para a cidade que já então era uma Meca dos 
sertões. Lá fizeram a última foto de família.
• Em 15 de junho de 1927, chegaram a Limoeiro do Norte, no Vale do Jaguaribe, Ceará, 
dois dias após deixarem de Mossoró.
25m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
9www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
Sedição de Juazeiro e Banditismo
HISTÓRIA DO CEARÁ
• Mensagem da chegada de Lampião – entrada do bando em Limoeiro dando vivas ao 
governador José Moreira da Rocha e ao padre Cícero Romão Batista.
• Matou-se um boi para a recepção dos cangaceiros.
• Depois da refeição, receberam dinheiro e partiram.
• O Ceará é tido como o Estado que menos sofreu com as ações de Lampião, em razão 
de Padre Cícero e pelo fato de não ser importunado pelos políticos.
• Dizem que o lampião se comportava de maneira diferente no Ceará.
Porém, em 1938, lampião foi executado já no governo do Estado Novo de Getúlio Vargas.
• Em 27 de julho de 1938, Lampião e seus homens se estabeleceram para descansar 
na fazenda Angicos, Sergipe.
• A localização de Lampião foi denunciada.
• Na madrugada do dia 28 de julho de 1938, o bando de Lampião foi pego de surpresa 
por um ataque das tropas volantes – tropas do governo que se movimentavam.
• Seu cadáver foi decapitado e sua cabeça foi levada para diferentes locais em exibição 
de sua morte. Isso se deu porque ele era um dos homens mais caçados do Nordeste.
��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa Santos. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
1www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo
HISTÓRIA DO CEARÁ
O CEARÁ DURANTE O ESTADO NOVO
Para entender o Ceará durante o Estado Novo, é necessário primeiro compreender o que 
é esse período chamado de Estado Novo, buscando analisar como Vargas chegou ao poder 
e como a elite política e oligárquica cearense se comportou nesse contexto.
A ERA VARGAS 1930 – 1945
A era Vargas começa em 1930 e termina em 1945. Todavia, os contornos que possibi-
litam a chegada de Getúlio Vargas ao poder começam a ser estabelecidos no governo de 
Washington Luis.
GOVERNO DE WASHINGTON LUÍS (1926–1930)
• Apoiado pela política do café com leite;
• Forte modernização e perseguição ao movimento operário;
• Getúlio Vargas, ministro da fazenda no período, implementou medidas que favoreciam 
os cafeicultores e que dificultavam as importações para o país;
• O governo de Washington Luís é o último da época chamada de República Velha;
• Washington Luís era um paulista e tinha a obrigação de indicar um mineiro para a con-
correr à presidência da República. Porém, ele não fez isso, pois quem ele indicou foi 
Júlio Prestes, que era paulista;
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
Highlight
 Washington Luís quebrou o ciclo da politica do café com leite 
, pois era paulista e deveria indicar um mineiro mas não fez 
indicou julio prestes ( outro paulista ) 
2www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo
HISTÓRIA DO CEARÁ
• A ruptura da política do café com leite aconteceu com a indicação do sucessor à pre-
sidência, Júlio Prestes, outro paulista;
• Em resposta, Antônio Carlos, governador de MG e o natural sucessor de acordo 
com as articulações políticas, iniciou uma candidatura de oposição, formada pela 
Aliança Liberal;
• Júlio Prestes concorreu então à presidência da República com o apoio de 
Washington Luís;
• Com isso, o Antônio Carlos, do partido Republicano de Minas Gerais, rompe com a 
política do café com leite, o que cria no Brasil a denominada Aliança Liberal.
A ALIANÇA LIBERAL
A Aliança Liberal é uma coligação política na qual se tem Getúlio Vargas como candidato 
à presidência da República. E, para a vice-presidência, essa coligação tem João Pessoa, 
paraibano e presidente do Estado da Paraíba. 
Nesse sentido, tem-se a seguinte imagem que ilustra as escolhas da Aliança Liberal:
• Como pôde ser visto, a imagem expõe a frase “O governo que virá reestabelecer a paz 
com a anistia e garantir a opinião do povo com a liberdade nas urnas.”. Através dessa 
frase, a Aliança Liberal quer dizer que o voto de cabresto – que os coronéis tanto uti-
5m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacararthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
3www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo
HISTÓRIA DO CEARÁ
lizam – acabará. Além disso, acabará também o voto aberto em que as pessoas pre-
cisam votar em determinado político. Nesse sentido, isso representou um duro golpe 
para as elites oligárquicas.
• Contudo, esse golpe foi momentâneo no que diz respeito ao Ceará. Isso porque, com 
o passar do tempo, os interventores que eram colocados no poder por Getúlio Vargas 
já buscaram se acertar com as oligarquias.
• Sendo assim, embora a intenção fosse romper com os tempos oligárquicos, o pro-
cesso eleitoral era fraudulento na prática. A eleição era no cabresto, o que obrigava 
as pessoas a votarem nos políticos indicados. Ademais, os analfabetos nessa época 
não votavam.
• A hegemonia do partido republicano paulista incomodava alguns setores da elite, prin-
cipalmente em outros estados (oligarquias regionais).
• Formação da aliança liberal (MG, RS e Paraíba).
• A chapa que concorreu à presidência consistia no candidato gaúcho, Getúlio Vargas, 
acompanhado de João Pessoa, da Paraíba, como vice.
• Na política externa, a Inglaterra apoiava o governo e os EUA a Aliança Liberal.
• Dessa forma, com o Estado em suas mãos, Júlio Prestes saiu vitorioso. Mesmo com o 
apoio dos EUA, Getúlio Vargas não conseguiu vencer a eleição. Já a Inglaterra, como 
foi dito, apoiava o governo vigente, pois a intenção desse país era a manutenção do 
Brasil como exportador de produto agrícola e importador de produtos industrializa-
dos ingleses.
• Em contraste, Getúlio Vargas entendia que era necessário iniciar a industrialização do 
Brasil. Ao entender isso, Vargas confrontava o papel de importador de produtos indus-
trializados da Inglaterra, o que o colocava como inimigo sob a ótica inglesa. Por outro 
lado, os estadunidenses desejavam romper com esse monopólio inglês e é por isso 
que eles apoiavam Vargas.
O “PRÉLIO DAS ARMAS” / REVOLUÇÃO DE 30:
Com a revolução de 30, muda-se o cenário da república oligárquica, em que se tinha os 
mandonismos patrimonialistas. Posto isso, como havia sido mencionado, essa revolução de 
1930 representa uma ruptura no Brasil, porém, ela se configura como um rompimento bem 
leve no Ceará.
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
4www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo
HISTÓRIA DO CEARÁ
Então, tem-se, no território cearense, uma efetivação do regime oligárquico durante o 
século XX, tendo em vista a acomodação dos interventores com os coronéis, os antigos 
grupos polítcos e as oligarquias presentes. 
• A pretensão da aliança liberal era chegar ao governo por meio do voto;
• A crise de 29 favoreceu a decadência da república velha.
• Descontrole produtivo, excesso de liberalismo e a queda do consumo internacional em 
relação ao Brasil.
• O presidente foi culpado pela crise no país e pela falência de muitos cafeicultores.
• A Aliança Liberal se apoiava em sua plataforma reformista nacionalista, no desenvolvi-
mento industrial e na independência econômica, além da justiça eleitoral.
• As fraudes eleitorais fizeram o candidato paulista Júlio Prestes vencer.
10m
www.grancursosonline.com.br
5www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo
HISTÓRIA DO CEARÁ
• O assassinato de João Pessoa foi usado com muita habilidade para atender os fins 
políticos das oligarquias dissidentes (entenda-se Aliança Liberal) inconformadas com 
a derrota nas urnas.
• Destaca-se que as oligarquias dissidentes são aquelas que não aceitaram Júlio Pres-
tes como presidente.
• Diante da utilização política do assassinato de João Pessoa por Getúlio Vargas, o 
movimento tenentista e a classe média brasileira, desejosos de uma modernização do 
país, abraçaram os ideais revolucionários varguistas.
• O cenário de instabilidade contribuiu para que minas e Rio Grande do Sul compuses-
sem um movimento com o apoio da alta cúpula militar (a junta pacificadora).
• O descontrole político, e das forças armadas do ainda presidente Washington Luís, 
juntamente com a instabilidade social crescente, levaram a sua retirada do governo 
através do golpe liderado por Vargas com a ajuda de uma cúpula conjunta militar.
• Ocupação do governo por uma junta militar, liderada por Getúlio Vargas.
• Fim da república velha e início da república nova. Porém, essa república nova no 
Ceará é de remendo.
• Após a deposição de Washington Luís, inicia-se, assim, o governo provisório 
(1930–1934).
RESUMO DA CRISE REPUBLICANA (FATORES)
• Insatisfação da classe média urbana em relação aos privilégios do Coronelismo.
• O descarado sistema eleitoral fraudulento.
• Crescimento do movimento operário e da própria repressão política. Para Washington 
Luís, a questão operária era motivo de polícia.
• Eclosão de revoltas tenentistas.
• O desejo de mudança de mentalidade política motivado pela Semana de Arte Moderna.
• Os conflitos entre as oligarquias regionais.
• A Grande Depressão da economia capitalista (crise de 1929).
Todos esses fatores enumerados anteriormente contribuíram para que Vargas promo-
vesse o seu golpe.
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Consequências:
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
* GOVERNO PROVISÓRIO
arthu
Máquina de escrever
* GOVERNO CONSTITUCIONAL
arthu
Máquina de escrever
* ESTADO NOVO
arthu
Máquina de escrever
1930-34
arthu
Máquina de escrever
1934-37
arthu
Máquina de escrever
1937-45
VICE DE VARGAS
REVOLUÇAO DE 30 ( GETULIO VARGAS ) 
6www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo
HISTÓRIA DO CEARÁ
GOVERNO PROVISÓRIO (1930–34)
Era para ser provisório, porém, durou 4 anos. Os governadores eleitos foram retirados do 
poder por Getúlio Vargas. Para ocupar o lugar desses governadores, foram colocados inter-
ventores, que eram pessoas da confiança de Vargas. Ou seja, essas pessoas eram designa-
das para serem representantes do que ele, enquanto presidente, almejava para determinado 
estado e, por conseguinte, o Brasil.
Nesse governo provisório, tem-se a dissolução do federalismo, que é quando se tem 
a autonomia dos estados. Nesse caso, a autonomia dos estados acaba e eles passam a 
receber influência direta daquilo que o presidente fala através dos interventores. Esses inter-
ventores não estão no estado para atender aos anseios das elites oligárquicas ou grupos 
políticos que estão na região. Eles estão lá para atender os interesses do presidente da 
República, que possui uma ideia de nação e não de autonomia.
• Nesse período, cria-se o Código Eleitoral de 1932, que estabelece o voto secreto;
• É garantida a participação feminina;
• São apresentados projetos de seguridade social, o que assegura direitos aos trabalha-
dores como jornada de trabalho, salário, remunerações;
• Vargas enfrenta uma revolução constitucionalista em 1932, porém, ele consegue ven-
cê-la, mantendo-se no poder;
• Após isso, ele propõe uma constituinte em 1933 que origina a constituição de 1934. 
Essa constituição muda muitos aspectos da de 1891;
• Em seguida, inicia-se o governo constitucional. O interventor do Ceará é eleito nesse 
governo. Isto é, esse interventoré eleito pelo povo cearense, isso porque no governo 
provisório não se tinha eleição;
• Sendo assim, o governador do Ceará fica no poder de 1934 até 1945.
GOVERNO CONSTITUCIONAL (1934–37)
• No governo constitucional, Getúlio Vargas enfrenta a ação integralista brasileira, que 
era um grupo de orientação fascista, e a ANL (Aliança Nacional Libertadora). Logo, 
existe nessa época no Ceará uma simpatia pelos grupos fascistas mencionados 
anteriormente.
15m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
7www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo
HISTÓRIA DO CEARÁ
• Esses grupos também irão se comportar dentro do Ceará. Existem, nesse sentido, as 
ligas que tinham uma dinâmica bastante autoritária por conta do sentimento religioso.
• Depois disso, há uma mudança em razão de Vargas se colocar contra o fascismo após 
o desenrolar da Segunda Guerra Mundial.
• No governo constitucional, tem-se a intentona comunista. Essa intentona foi combatida 
através da lei da segurança, que colocou esses movimentos na ilegalidade. 
• Explorando politicamente a suposta ameaça comunista por meio do Plano Cohen, 
Getúlio Vargas decreta o Estado Novo.
ESTADO NOVO (1937–45)
• O Estado Novo é um estado de exceção, é o estado mais autoritário sob o comando 
de Vargas. Ele governou ditatorialmente o Brasil de 1937 até 1945.
• O que é uma ditadura? É uma hipertrofia/ampliação do poder executivo. É quando um 
poder tem mais poder que os demais.
• Vargas, assim, fechou o legislativo e as dinâmicas judiciárias e extinguiu os partidos 
políticos com a constituição de 1937, governando de forma ditatorial de 1937 até 1945.
• Logo, nesse período não tem eleições para governador no Ceará.
O QUE TORNAVA GETÚLIO VARGAS TÂO ESPECIAL?
• Liderança carismática que ele representava;
• Criou a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT);
• Havia sido governador de seu Estado (RS) e durante o governo de Washington Luís foi 
ministro da fazenda;
20m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
8www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo
HISTÓRIA DO CEARÁ
• Promoveu a desvalorização do câmbio para atender aos cafeicultores e ampliou as 
taxas protecionistas para acatar os interesses dos comerciantes;
• Conseguiu atender ao maior número de pessoas, além de ter a simpatia de muitos mili-
tares de alta patente que se identificavam com a representação burocrática burguesa 
e nacionalista que ele representava.
Então, Vargas era um populista. Ele governava com amplos poderes durante o Estado 
Novo e utilizava do departamento de imprensa para censurar os seus opositores. Nesse sen-
tido, todo o processo de produção cultural no Brasil passava pelo aval do Departamento de 
Imprensa e Propaganda (DIP).
Assim sendo, a história do estado do Ceará se encontra à sua maneira dentro desse 
contexto brasileiro. Posto isso, tem-se um interventor no Ceará, mas que atua sob o mando 
do presidente da República. Entretanto, isso não exclui os benefícios das oligarquias e dos 
grupos políticos tradicionais que estavam ao redor do interventor, até porque esse interventor 
era da política e representava inclusive uma continuidade de grupos políticos que comanda-
vam o Ceará. 
Por sua vez, é dentro desse contexto do Estado Novo que Vargas adentra a Segunda 
Guerra Mundial ao lado dos aliados. Nesse ponto, há duas realidades para o Ceará:
Realidade 1 – os aliados perdem o acesso à borracha que eles haviam enviado às colô-
nias o Pacífico em virtude do domínio japonês dessa região no início da Segunda Guerra. 
Assim, o Brasil entra na guerra, ao lado dos aliados, com os soldados da borracha. Em decor-
rência disso, tem-se a seca no Ceará;
Realidade 2 – o Brasil enviou as Forças Expedicionárias Brasileira (FAB) para lutar contra 
os nazistas e fascistas na Itália. Isso gerou protestos que indicaram a contradição da postura 
de Vargas, de modo que ele matinha um regime ditatorial internamente e lutava no exte-
rior contra governos de mesma natureza autoritária. Isso faz com que Vargas autorizasse 
o retorno da participação dos partidos políticos e promovesse novamente a convocação de 
eleições. Diante disso, houve consequências para o Ceará que serão abordadas posterior-
mente com maior detalhe.
25m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
9www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
O Ceará durante o Estado Novo
HISTÓRIA DO CEARÁ
NOME DO GOVERNADOR PARTIDO INÍCIO TÉRMINO INFORMAÇÃO
José Carlos de Matos 
Peixoto
Liberal Pro-
gressista
12 de julho de 
1928
8 de outubro 
de 1930
Manuel Fernandes Távora Aliança Liberal 8 de outubro 
de 1930
13 de junho 
de 1931
Governador provi-
sório
João da Silva Leal Aliança Liberal 13 de junho 
de 1931
22 de setem-
bro de 1931 Interventor Federal
Roberto Carneiro de Men-
donça Aliança Liberal 22 de setem-
bro de 1931
5 de setembro 
de 1934 Interventor Federal
Filipe Moreira Lima Aliança Liberal 5 de setembro 
de 1934
10 de maio de 
1935 Interventor Federal
Franklin Monteiro Gondim Aliança Liberal 10 de maio de 
1935
25 de maio de 
1935 Interventor Federal
FRANCISCO DE MENE-
SES PIMENTEL Aliança Liberal
25 de maio de 
1935
10 de novem-
bro de 1937
10 de novem-
bro de 1937
10 de novem-
bro de 1937
Governador eleito em 
sufrágio universal
Interventor Federal
 
30m
��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa Santos. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
www.grancursosonline.com.br
arthu
Máquina de escrever
Gov retirado do poder quando Vargas assumiu a PR, com a Revolução de 30
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
escolhidos
pelo
PR
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
ante-
riores
ao
Estado
Novo
1www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo II
HISTÓRIA DO CEARÁ
O CEARÁ DURANTE O ESTADO NOVO II
Fernandes Távora a Franklin Monteiro Gondim
• Continuam as práticas clientelistas e corruptas da República Velha no Ceará. Per-
siste a dinâmica patrimonialista na qual as famílias que eram parte da elite oligárquica 
tinham poder sobre o Estado.
• Tem-se a constituição da Liga Eleitoral Católica (LEC) dentro do Ceará. Posto isso, é 
preciso lembrar que o Padre Cícero tinha bastante força política. Ele tinha contato com 
latifundiários e com as famílias políticas. Logo, é necessário considerar que a LEC foi 
assumindo muita relevância. Nesse sentido, a LEC: teve apoio dos latifundiários inte-
rioranos (oligarquias, famílias políticas) e apoiou segmentos fascistas que organiza-
ram a Ação Integralista Brasileira (AIB) no Ceará.
• Ademais, tem-se a Legião Cearense do Trabalho (LCT), uma organização operária 
conservadora, corporativista, anticomunista e antiliberal (na prática, fascista) que exis-tiu no Ceará entre 1931 e 1937. Isso explica de certa forma a atuação de Vargas na 
região porque Vargas era corporativista, sendo ele o responsável por incorporar essa 
perspectiva nos sindicatos. E, além disso, a LCT era iliberal e anticomunista, o que era 
extremamente benéfico para Vargas.
• Por sua vez, Severino Sombra era um político que tinha tudo para se destacar no 
cenário político cearense. No entanto, ele apoiou a Revolução Constitucionalista de 
São Paulo em 1932 e foi perdendo poder e espaço, inclusive nas representações das 
ligas mencionadas anteriormente.
• Ao voltar do exílio, Sombra abandonou a LCT e fundou a Campanha Legionária, mas 
não teve sucesso 
• Começaram a surgir entidades operárias de esquerda no Estado, justamente por conta 
de certas organizações que existiam por lá.
• Porém, em 1937, todas as associações de orientação fascista (LCT, AIB e Campanha 
Legionária) foram extintas pelo Estado Novo de Getúlio Vargas. No Estado Novo, a 
orientação política tinha que ser dada por Vargas e não por outra perspectiva ideoló-
gica. Para esse propósito, ele utilizou, por exemplo, o DIP.
5m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
2www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo II
HISTÓRIA DO CEARÁ
Francisco de Meneses Pimentel
• Ingressou na política em 1929, sendo eleito deputado na Assembleia Legisla-
tiva do Ceará.
• Exerceu seu mandato até o ano seguinte, quando a Revolução de 1930 dissolveu o 
Congresso Nacional e as assembleias estaduais.
• Voltou então às suas atividades de professor e advogado, servindo ainda como téc-
nico junto ao governo estadual. De 1932 a 1933, foi juiz do Tribunal Regional Elei-
toral (TRE).
• Ele era conhecedor do jogo político e das leis, mas era também alguém que tinha rela-
ções com aquelas continuidades de poder que existiam no Ceará.
Observe, a seguir, uma referência retirada do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas:
Em 1935, Meneses Pimentel candidatou-se a governador do Ceará na legenda da Liga Eleitoral 
Católica (LEC), partido que congregava os remanescentes dos grupos que até 1930 haviam detido 
o poder político no estado. Seu opositor deveria ser Juarez Távora, do Partido Social Democrático 
(PSD) do Ceará, agremiação que agrupava os revolucionários de 1930. No entanto, como a As-
sembleia Constituinte estadual eleita no ano anterior com a incumbência de escolher o governador 
era formada por 13 deputados do PSD e 17 representantes da LEC, Juarez retirou sua candidatura 
e José Pompeu Pinto Acióli apresentou-se em seu lugar. Pouco antes da eleição, contudo, o depu-
10m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Meneses Pimentel é representavidade de continuidade, não de rompimento.
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
3www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo II
HISTÓRIA DO CEARÁ
tado George Moreira Pequeno, da LEC, passou-se para o PSD, aumentando para 14 cadeiras a re-
presentação desse partido. Se o PSD conseguisse atrair mais um deputado, a votação terminaria 
empatada e seria considerado eleito o candidato mais velho, José Acióli. O esforço de atração do 
PSD concentrou-se no deputado da LEC Carlos Eduardo Benevides, que, por ter recusado todas 
as propostas, foi obrigado a se refugiar para não ser sequestrado. Logo depois, o jornal A Gazeta 
de Notícias, favorável à LEC, sofreu um atentado. Temerosa, a LEC pediu garantias ao Exército, 
que abrigou todos os seus deputados e o candidato Meneses Pimentel no quartel do 23º Batalhão 
de Caçadores (BC) até a hora da eleição. No quartel, segundo Itamar Espíndola, ocorreu uma ten-
tativa de envenenamento dos deputados e de Pimentel. Três dias antes das eleições, o presidente 
Getúlio Vargas chamou ao Rio de Janeiro, então Distrito Federal, o interventor federal no Ceará, 
coronel Filipe Moreira Lima, e o destituiu, nomeando para seu lugar o industrial Franklin Monteiro 
Gondim, até então secretário do estado. Segundo Itamar Espíndola, Vargas temia as atividades 
de Moreira Lima, já que este ameaçara “virar a banca” se o candidato do PSD fosse derrotado. No 
dia da eleição, os deputados e Meneses Pimentel dirigiram-se à Assembleia protegidos por uma 
companhia do 23º BC. Realizado o pleito, Pimentel venceu por 16 votos contra 14.
http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/francisco-de-meneses-pimentel
• Então, percebe-se que a base política das pessoas que estavam no Ceará era tão 
coesa que os próprios revolucionários varguistas de 1930 não tiverão força suficiente 
para desbancar o candidato que veio pela Aliança Nacional Liberal, porém, que era 
embasado na Liga Eleitoral Católica.
• A dinâmica política dentro do Ceará era muito pesada. O candidato tinha receio de ser 
sequestrado tendo em vista que a intencionalidade de se manter no poder era extre-
mamente forte.
• Como pôde ser visto na referência extraída da FGV, o sufrágio universal elegeu a 
assembleia e essa assembleia elegeu o governador do estado do Ceará. 
• Meneses Pimentel governava com o apoio de alguns setores importantíssimos dentro 
do território cearense. Contudo, isso não é indicativo de que ele tinha uma unanimi-
dade, até porque existiam grupos dissidentes.
• De toda forma, Meneses representava uma continuidade em relação aos grupos polí-
ticos que governaram anteriormente o Ceará.
• Quando se fala em ANL, é a conotação que se dá para Vargas e a perspectiva de base 
federal de indicação de interventores.
• Porém, em 10 de novembro de 1937, o Congresso foi fechado e todos os cargos efe-
tivos foram abolidos. Com o Estado Novo decretado, cria-se a constituição polaca e 
Meneses Pimentel continua no poder.
15m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
4www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo II
HISTÓRIA DO CEARÁ
• Assim, extinto o cargo de governador, Meneses Pimentel foi nomeado interventor fede-
ral no Ceará, sendo aquele que representa a intencionalidade do governo federal.
• Posto isso, tropas federais invadiram a cidade de Caldeirão (CE) – Massacre de Cal-
deirão: Esse massacre se dá na região do Crato (CE), que era uma terra doada aos 
romeiros pelo Padre Cícero no final da década de 1920 e onde um beato começava 
a organizar uma sociedade baseada na perspectiva da partilha, uma sociedade que 
vivenciava a ideia da comunhão.
• Então, a divisão das famílias era compartilhada com todos os membros da comuni-
dade. Cada família tinha sua casa e a produção era dividida entre todos.
• Por conseguinte, era uma comunidade que vivia fora dos ditames que o próprio Estado 
brasileiro estava inserido. Assim, não demorou muito para que um Estado, no qual 
as forças fascistas estavam vigorando, considerasse essa comunidade como sendo 
comunista. Diante disso, promoveu-se o massacre.
• Sem a proteção de Padre Cícero, o Caldeirãofoi invadido e destruído pelas forças do 
governo de Getúlio Vargas sob a interventoria de Meneses Pimentel. 
ATENÇÃO
Isso é algo que aconteceu durante a vigência do Estado Novo. Esse acontecimento inco-
modava principalmente os grupos que favoreciam o Meneses Pimentel. Isso porque esses 
grupos eram latifundiários e se incomodavam com as famílias que viviam sem a dependên-
cia deles, no caso, as famílias que viviam no Caldeirão, na região do Crato. Outra informa-
ção importante para ser levada para fazer a prova é a seguinte: a característica messiânica 
que esse movimento tinha é por conta da presença do beato José Lourenço, que era pa-
raibano. Ele liderava através de um catolicismo mais popular, mais próximo das pessoas.
20m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
MASSACRE DO CALDEIRÃO 
5www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo II
HISTÓRIA DO CEARÁ
Atuação de Pimentel
• Tentativa de valorização da educação pública.
• Promoção da agricultura.
• Buscou fomentar a dinâmica da viação, das estradas. Essas estradas, quando constru-
ídas, eram recursos para que a mão de obra que vinha da seca conseguisse sobreviver.
• Investiu no ensino profissional para tentar melhorar a qualificação dos operários. Essa 
busca pela qualificação é uma característica do Estado varguista.
www.grancursosonline.com.br
6www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo II
HISTÓRIA DO CEARÁ
• Pimentel buscou também a construção de açudes, dentro de uma perspectiva de auxi-
liar àqueles que tanto sofriam com as secas e as mazelas de um clima tão pesado que 
acometia os cearenses.
• Buscou seguir a dinâmica de um desenvolvimento econômico, mas sem romper com 
os grupos que já governavam desde 1930.
Dentre os órgãos regionais, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – 
DNOCS se constitui na mais antiga instituição federal com atuação no Nordeste.
ATENÇÃO
Esse departamento para combater as secas não surge na era Vargas. Ela já existia antes 
desse período, porém, ele terá algumas atuações complexas nele.
Criado sob o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas – IOCS através do Decreto 7.619, de 
21 de outubro de 1909⇲, editado pelo então Presidente Nilo Peçanha, foi o primeiro órgão a estu-
dar a problemática do semiárido. O DNOCS recebeu ainda em 1919 (Decreto 13.687⇲), o nome de 
Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas – IFOCS antes de assumir sua denominação atual, 
que lhe foi conferida em 1945 (Decreto-Lei 8.486, de 28/12/1945⇲), vindo a ser transformado em 
autarquia federal, através da Lei n. 4.229, de 01/06/1963⇲. 
https://antigo.dnocs.gov.br/historia
ATENÇÃO
É necessário que se assimile bem o seguinte conteúdo para a prova: No Estado Novo, há 
dois acontecimentos relevantes, sendo eles a Segunda Guerra Mundial e a seca. A seca 
provoca o deslocamento das pessoas, fazendo com que elas saiam do interior em direção 
à capital. Nesse ponto, é importante considerar que Getúlio Vargas, enquanto presidente, 
era ovacionado pelas pessoas em virtude da sua atuação na seca de 1932. No entanto, 
Vargas percebeu que nessa nova seca não adiantava criar lugares para que essas pesso-
as se acomodassem. Ele entendeu também que as obras do DNOCS não eram suficientes 
para salvar todo mundo e, sendo assim, ele compreendeu ser necessário uma outra dinâ-
mica para solucionar esse problema.
Essa outra dinâmica foi a declaração de guerra ao eixo na Segunda Guerra Mundial. Dian-
te dessa declaração, era necessário que a borracha continuasse sendo produzida. Assim 
sendo, mais uma vez se olhou para a região norte do Brasil, especialmente para a região 
25m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
7www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo II
HISTÓRIA DO CEARÁ
amazônica. Posto isso, milhares de braços cearenses foram utilizados mais uma vez, sen-
do reconhecidos como os famosos soldados da borracha. Por sua vez, tem-se um órgão 
importantíssimo dentro do Estado Novo.
O inverno de 1942 encontrou, entretanto, o proletariado rural do Nordeste enfraquecido para qual-
quer resistência maior; sem recursos do ano anterior, em que as chuvas foram notoriamente es-
cassas; lutando, desde o início, contra a carestia exorbitante dos gêneros alimentícios de primeira 
necessidade; sem o apoio indispensável do proprietário rural que, com raras exceções, o abando-
nou à sua sorte, ou melhor, o entregou a proteção dos poderes públicos aos primeiros sinais de 
mau inverno. Daí a inquietação provocada pelas primeiras irregularidades das precipitações e que 
culminou no quasi pânico que se seguiu à falta de chuvas no equinócio de Março
DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas). Relatório dos Trabalhos Realizados 
no ano de 1942. São Paulo: DNOCS, 1942, p. 35
• Proliferavam os relatos das pessoas cometendo crimes em razão da fome.
• Em 19 de março de 1942, dia de São José, a seca foi novamente “decretada” no Ceará.
• Articulações e discussões dentro do DNOCS para gerenciamento da estrutura para 
receber os fugitivos da seca. 
• O DNOCS ficou em choque, sem saber como receber um contingente tão grande 
de pessoas. Isso porque as ondas migratórias usualmente acompanhavam as obras 
estabelecidas por esse departamento. Obras essas que visavam justamente absorver 
essas pessoas.
• Dessa maneira, o Estado entende a impossibilidade de acolher toda a gente. Logo, 
tem-se o “Exército da Borracha”.
• “Exército da Borracha”, formado para lutar no fronte dos seringais amazônicos e arre-
gimentado nas áreas secas do semiárido nordestino, especialmente do Ceará. As pes-
soas que formavam esse “exército” ganharam a mesma importância que aquelas que 
estavam lutando na Segunda Guerra Mundial. Isso porque, se faltasse a borracha, os 
aliados perderiam a guerra.
• Diante disso, cria-se a possibilidade de deslocar os trabalhadores cearenses para a 
região amazônica.
• Em novembro de 1942, o SEMTA (Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores 
para a Amazônia) teve sede instalada em Fortaleza.
30m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
8www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
O Ceará durante o Estado Novo II
HISTÓRIA DO CEARÁ
• Um esquema de transportes foi montado para receber e transladar os retirantes 
para Belém e Manaus, para que lá eles pudessem promover a extração do látex e 
da borracha.
• Esse momento, então, é de extrema relevância para a história do Ceará e do Brasil.
• Novos campos de concentração foram organizados na capital.
• Em outubro,os campos foram unificados no campo do Alagadiço, sob a direção das 
irmãs Marianas, do Dispensário dos Pobres – albergue do alagadiço.
• Pode-se encontrar também o termo “albergue” para se referir ao campo do Alagadiço.
• Com a aproximação do final da Segunda Guerra Mundial em 1945 e a retomada das áreas 
do Pacífico pelos aliados (que tinham uma grande quantidade de borracha), reduz-se a 
necessidade da borracha brasileira. Dessa forma, muitos dos cearenses que saíram das 
suas terras para a Amazônia se veem novamente em uma situação de dificuldade.
• É preciso destacar também a grande quantidade de cearenses que morreram no norte 
do Brasil nesse período, vitimados pela malária e outras doenças transmitidas por 
mosquitos.
• Por sua vez, as ações da multidão somente foram interrompidas com as primeiras 
chuvas. A chegada de um “inverno” regular em março de 1943 recolocou também a 
necessidade de encaminhar os retirantes de volta aos seus locais de moradia no inte-
rior do Estado.
• Então, percebe-se que tudo isso acontece sob a tutela do Estado. E essa tutela se dá 
justamente porque aqueles que utilizavam do bem-estar promovido pelo patrimonia-
lismo dos recursos públicos se acovardaram em suas grandes fazendas e não ofe-
receram ajuda às pessoas que mais necessitavam. Diante disso, o Estado teve que 
atuar para que as pessoas não morressem de fome. Nesse aspecto, é preciso enten-
der que alguns modelos foram criados para o recebimento dessas pessoas. Assim 
sendo, construiu-se um modelo chamado Hospedaria Getúlio Vargas, que era uma 
forma de garantir uma condição de vida no mínimo não-desumana para as pessoas 
nos períodos de seca e de migrações populacionais regionais.
Hospedaria Getúlio Vargas
• Ela foi inaugurada dia 15 de março de 1943.
A nova hospedaria foi programada com uma “capacidade para manter, com relativo conforto, um 
total de 1.200 pessoas”, em que cada família “participa diariamente de três refeições e aguarda, 
confiante, o dia do embarque para o extremo norte”. A presença de altos dignitários do Estado 
Novo indicava a importância dada a esta nova instituição, encravada na encruzilhada de dois 
planos estratégicos do governo brasileiro naquele momento: controlar a mobilidade da população 
retirante durante as secas e participar efetivamente do esforço de guerra aliado à produção da 
borracha amazônica. Apesar de pretender ser uma instituição permanente, a Hospedaria “tinha por 
35m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
9www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
O Ceará durante o Estado Novo II
HISTÓRIA DO CEARÁ
finalidade oferecer pouso provisório, na travessia daqui para o Norte, aos flagelados nordestinos 
que iam compor o exército da borracha –não por coincidência também o exército da reserva.
https://www.scielo.br/j/rbh/a/5GNSQTXnMM7kTM3rr8B4TrM/?lang=pt
��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa Satnos. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
www.grancursosonline.com.br
https://www.scielo.br/j/rbh/a/5GNSQTXnMM7kTM3rr8B4TrM/?lang=pt
arthu
Destacar
arthu
Destacar
1www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene
HISTÓRIA DO CEARÁ
REPERCUSSÕES DA REDEMOCRATIZAÇÃO; INDÚSTRIAS DA SECA 
DNOCS E SUDENE
De 1937 até 1945, o Brasil esteve sob a vigência do Estado Novo, que era um Estado 
ditatorial governado por Vargas.
Assim, quando em 1945 tem o final do seu governo e o anúncio das eleições em 1946, 
inicia-se então um novo período denominado como República Populista (1946 –1964). Dessa 
maneira, o Brasil teve nesse período os seguintes presidentes:
• Eurico Gaspar Dutra (1946 – 51). Nas eleições de 1950, cria-se todo um fervor para 
que Vargas retorne ao poder.
Por sua vez, por que tem a dinâmica da redemocratização, dinâmica essa que irá rever-
berar nos estados? Porque em 1945 se configura uma constituição que extingue a Cons-
tituição de 1937, que era uma constituição ditatorial. Por conseguinte, tem-se, após 1945, 
um processo de redemocratização, tendo, por exemplo, eleição para presidente, que gerou 
reflexos nos estados.
Posto isso, houve as eleições e Getúlio Vargas foi eleito, de modo que seu governo se 
inicia em 1951 e termina em 1954.
• Getúlio Vargas (1951–54). O ano de 1954 marca a fatídica morte de Vargas, quando 
ele comete, enfim, o suicídio.
Depois de Vargas, assumem Café Filho e na sequência Carlos Luz e Nereu Ramos, que 
são os presidentes no período de transitoriedade até a convocação de novas eleições.
• Café Filho (1954 – 55)
• Carlos Luz (1955)
• Nereu Ramos (1955 – 56)
Após a realização das eleições, Juscelino Kubitschek é escolhido como presidente da 
República. Juscelino tem tudo a ver com o tema da SUDENE.
• Juscelino Kubitschek (1956 – 61).
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
2www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene
HISTÓRIA DO CEARÁ
A SUDENE é criada para que a desigualdade existente entre as regiões brasileiras fosse 
suprimida e que o nordeste recebesse o socorro do governo federal. Nessa época, já existia 
o DNOCS trabalhando através da construção de açudes e demais obras para evitar que as 
pessoas morressem na miséria em decorrência da seca.
Indústria da Seca
Em 1932, a dura realidade do sertão nordestino vai tornar conhecida em todo o Brasil outra ma-
zela: a “indústria da seca”. Poderosos da região utilizavam o argumento da seca para conseguir 
benefícios governamentais, como mais crédito e perdão de dívidas.
Desse modo, percebe-se como a situação de miséria em que as pessoas se encontra-
vam era utilizada para fraudar ainda mais os recursos. Assim, o dinheiro era mal-empregado 
e o governante ainda pedia depois o perdão da dívida. 
Então, isso foi fortalecendo os grupos oligárquicos e os corruptos. E é por isso que a 
SUDENE será extinta, pois ela serviu como forma de pessoas corruptas lucrarem em cima 
da pobreza das pessoas. Essa situação se transformou em uma grande indústria da seca em 
que se retirava recursos, ora advindos da estrutura do DNOCS e da própria SUDENE.
• Jânio Quadros (1961)
• Ranieri Mazzilli (1961). Assume após a renúncia de Jânio Quadros.
• João Goulart (1961 – 64)
Por sua vez, como se comportou o Ceará durante o período de 1946 a 1964? A primeira 
coisa que é preciso lembrar é que não existia partidos políticos na Constituição de 1937. 
Porém, Vargas foi pressionado a autorizar a volta dos partidos políticos. Após essa volta, 
retorna-se um partido chamado Partido Social Democrata (PSD), que era um partido var-
guista da elite. Existia também o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que era um partido de 
base varguista operária. Ademais, tinha-se a União Democrática Nacional (UDN), que era um 
partido de oposição a Vargas.
De 1946 a 1964, tem-se uma alternância entre a UDN e o PSD. Observe essa dinâmica 
na tabela abaixo:
5m
www.grancursosonline.com.brarthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
3www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene
HISTÓRIA DO CEARÁ
Benedito 
Augusto Carva-
lho dos Santos
Partido Republicano 
Trabalhista
28 de outubro 
de 1945
10 de janeiro 
de 1946
Interventor 
Federal
Tomás Pompeu 
Filho Partido Republicano 10 de janeiro de 
1946
21 de janeiro 
de 1946
Interventor 
Federal
Acrísio Moreira 
da Rocha Partido Republicano 21 de janeiro de 
1946
16 de feve-
reiro de 1946
Interventor 
Federal
Pedro Firmeza Partido Republicano 16 de fevereiro 
de 1946
28 de outubro 
de 1946
Interventor 
Federal
José Machado 
Lopes
Partido Social Demo-
crático
28 de outubro 
de 1946
3 de fevereiro 
de 1947
Interventor 
Federal
José Feliciano 
de Ataíde
Partido Republicano 
Trabalhista
3 de fevereiro 
de 1947
1º de março 
de 1947
Interventor 
Federal
Faustino de 
Albuquerque
União Democrática 
Nacional
1º de março de 
1947
31 de janeiro 
de 1951
Governador 
eleito em sufrá-
gio universal
Raul Barbosa Partido Social Demo-
crático
31 de janeiro de 
1951
1º de julho de 
1954
Governador 
eleito em sufrá-
gio universal
Stênio Gomes 
da Silva
Partido Social Pro-
gressista
1º de julho de 
1954
25 de março 
de 1955
Vice-Gover-
nador eleito 
no cargo de 
Governador
Paulo Sarasate União Democrática 
Nacional
25 de março de 
1955
3 de julho de 
1958
Governador 
eleito em sufrá-
gio universal
Flávio Marcílio Partido Trabalhista 
Brasileiro
3 de julho de 
1958
25 de março 
de 1959
Vice-Gover-
nador eleito 
no cargo de 
Governador
Parsifal Barroso Partido Trabalhista 
Brasileiro
25 de março de 
1959
25 de março 
de 1963
Governador 
eleito em sufrá-
gio universal
Virgílio Távora União Democrática 
Nacional
25 de março de 
1963
12 de agosto 
de 1966
Governador 
eleito em sufrá-
gio universal
Como foi possível observar, existiu uma contradição entre partidos varguistas e não-
-varguistas.
www.grancursosonline.com.br
4www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene
HISTÓRIA DO CEARÁ
ATENÇÃO
Cuidado, pois, em 1945, o Estado Novo terminou. O que o examinador pode querer colo-
car em sua mente? Ele pode induzir você a pensar que, de imediato, teve eleição para a 
escolha do governador. Contudo, não foi o que aconteceu. Se você verificar na tabela apre-
sentada anteriormente, o Ceará foi governado por interventores federais de 28 de outubro 
de 1945 a 1º de março de 1947. Apenas em 1947 é que se tem a campanha sucessória.
• A campanha sucessória de 1947 foi tumultuada:
• Comunistas (agora proprietários do jornal O Democrata) X Igreja sob o comando de 
dom Antônio de Almeida Lustosa. 
• Onofre Muniz, candidato do PSD, combatia os comunistas. Ele “perdeu mais tempo” 
da sua campanha se promovendo e combatendo a perspectiva comunista. E isso foi 
pavimentando o caminho para o candidato Faustino Albuquerque.
• Faustino Albuquerque, candidato da UDN, venceu as eleições e governou de 1947 a 
1951. Em 1951, Getúlio Vargas retornou à presidência da República.
• Mesmo com a existência de Partidos Nacionais, havia especificidades políticas locais.
• Com exceção de 1962, de 1945 a 1964, o governador não conseguiu eleger o seu 
sucessor – fragilidade das elites.
• Alternância entre PSD e UDN.
Qual é a realidade agora? Com a redemocratização, criou-se partidos nacionais. Por 
exemplo: PTB e UDN no Ceará. Todavia, tem-se também a dinâmica das especificidades 
locais. E uma grande especificidade do Ceará era a incapacidade de formar um sucessor 
para assumir após o término do mandato do governador vigente. Isto é, no Ceará, observa-
va-se a incapacidade do governador vigente de eleger o seu candidato.
Essa especificidade só viria a ser quebrada no último pleito antes da ditadura militar. Isso 
ocorreu no ano de 1962. Mas, em regra, não havia sucessão no estado cearense. O político 
que estava no poder não conseguia eleger o seu sucessor. Isso mostra então uma fragilidade 
das elites políticas locais.
E por que essa fragilidade existia? Porque o Ceará não era rico. O estado sofria com as 
secas, tinha uma população carente e políticos que estavam mais interessados em extrair o 
que podiam dos recursos disponíveis. No entanto, se você continua extraindo recursos, em 
10m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
5www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene
HISTÓRIA DO CEARÁ
algum momento o estado começará inevitavelmente a dar sinal de falência. Diante disso, 
essa situação fazia com que o político que começava a governar não fosse bem-quisto pela 
população ao ponto de conseguir indicar e eleger alguém para a sua sucessão.
Como existiam vários interesses, era muito difícil unir tudo em torno de uma perspectiva 
única. Por isso, essa alternância entre PSD e UDN, ou pelo de um candidato de um partido 
que contava com a simpatia de um deles.
– UDN
A União Democrática Nacional (UDN) tinha duas facções:
 - Sul do Ceará – ficava com Fernandes Távora;
 - Norte – ficava com José Saboia de Albuquerque.
– PSD
Como dito anteriormente, o PSD é um partido de base varguista.
Menezes Pimentel, José Martins Rodrigues e Expedito Machado eram os líde-
res do PSD.
• PSP – Partido Social Progressista
 Partido Social Progressista (PSP) é um partido menor em comparação com os dois 
primeiros apresentados. O PSP acaba sendo o partido da oportunidade ou do oportu-
nismo. Isto é, ele era um partido cuja ideologia era tão forte ao ponto dele ser manipu-
lado ou não manipular.
 Olavo Oliveira. Fundador do PSP.
 Partido fiel da balança: É o que se chama de olavismo dentro do Ceará. Olavo Oli-
veira fazia com que a balança pendesse para a direção que ele desejasse. Logo, se 
a UDN estivesse no poder, o PSP seria um partido importante para que ela se manti-
15m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
6www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene
HISTÓRIA DO CEARÁ
vesse no governo. Então, dependendo do benefício que a UDN desse para o olavismo 
naquele momento, os partidários do PSP apoiavam a UDN. Observe, por exemplo, 
Stênio Gomes da Silva, que foi Vice-Governador eleito no cargo de Governador. Isso 
demonstra que de alguma forma esse partido tinha um peso na eleição, mesmo que o 
candidato desse partido fosse um vice-governador.
PR – Partido Republicano
Partido Republicano (PR) tinha mais concentração na capital Fortaleza.• O ex-interventor Acrísio Moreira da Rocha era desse partido.
Portanto, essas são as consequências da redemocratização. Essa redemocratização mos-
trou essa divisão entre os partidos e as facções e divergências dentro dos próprios partidos.
No livro “História do Ceará“ de Airton de Farias (2015), o autor traz o seguinte:
Foram governadores do Ceará nesse período: Faustino Albuquerque (UDN 1947-51), Raul Barbo-
sa (PSD 1951-54), Paulo Sarasate (UDN 1955-58), Parsifal Barroso (PSB, PTB 1959-63) e Virgílio 
Távora (UDN- PSD/“União Pelo Ceará” 1963- 66).
O único momento em que um governo elegeu seu sucessor foi em 1962, quando, sob as bênçãos 
do governador Parsifal Barroso, UDN e PSD se coligaram e se formou a chamada “União Pelo 
Ceará” – coligação de direita das elites, que tinha como candidato Virgílio Távora
FARIAS (2015)
Assim sendo, Virgílio Távora é a pessoa que consegue se eleger como fruto da união 
entre os partidos, evento esse que não era comum. 
Posto isso, apresentar-se-á a seguir um resumo com as realizações desse governado-
res do Ceará.
• Faustino de Albuquerque governou realizando perseguições aos adversários e admi-
nistrando crises – rompimento com o PSP de Olavo Oliveira e acusações de corrupção 
na secretaria da educação e do caso da “chiquita bacana”. Como ele mandou invadir 
jornais e prender jornalistas, fez-se essa sátira da “chiquita bacana”. Isso gerou uma 
situação em que Faustino se viu isolado politicamente, principalmente pelo seu afasta-
mento de Olavo Oliveira. Logo, estando isolado, ele não conseguiu fazer um sucessor.
20m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Vírgilio Távora é o filho da exceção da não sucessão no CE
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
7www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene
HISTÓRIA DO CEARÁ
• Eleições de 1950 – tentou-se uma articulação de um consenso entre as oligarquias 
com o Movimento de União pelo Ceará (MUC = UDN + PSD), porém, sem sucesso.
• Raul Barbosa governou entre 1951 e 1954 (época da 2ª Era Vargas) – uma “tímida” 
administração. Ele poderia ter nitidamente abraçado o sentimento nacionalista-desen-
volvimentista que Vargas tentava impor, contudo, ele realizou uma administração que 
manteve os privilégios e benefícios das elites e dos oligarcas, não modificando a estru-
tura de poder existente.
• Vencedor em 1954, Paulo Sarasate foi eleito governador do Estado, governando com 
grandes atritos entre a situação e os oposicionistas. A fragilidade fazia com que fosse 
instável a relação entre as elites, pois elas queriam privilégios. Entretanto, nem sempre 
era possível conseguir tudo o que se desejava.
• Parsifal Barroso (1959-63) rompeu com o PTB de Carlos Jereissati. Ele fez muitas 
coisas como:
 – Criação da Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio;
 – Fundação do Partido Trabalhista Nacional (PTN); e
 – Apoio à União Pelo Ceará, que elegeria Virgílio Távora.
Távora foi o vitorioso nas eleições de 1962 – 64. Assim, pela primeira e única vez na repú-
blica populista um governador cearense elegia seu sucessor. No entanto, Carlos Jereissati, 
que havia rompido com Parsifal, conseguiu um cargo para o Senado. 
25m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
8www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene
HISTÓRIA DO CEARÁ
VIRGÍLIO TÁVORA
• Modernização conservadora: tem a ver com a manutenção de certos aspectos e situ-
ações. Por exemplo: grupos políticos que não abrem a governabilidade ou seus inte-
resses para outras pessoas. O que se tem é um clientelismo, um paternalismo e uma 
corrupção muito grande entre os grupos políticos. E, diante disso, mesmo com essa 
situação, buscou-se a modernização do Ceará.
• Távora foi de grande importância, pois ele foi o último governador da República Popu-
lista, até 1964. Todavia, ele continuou no poder após 1964, porque ele era coronel e foi 
mantido pelos militares.
• Industrialização “nacional-desenvolvimentismo”: é uma herança clara de JK. A ideia 
consistia em adotar uma perspectiva de industrialização na qual se pudesse usufruir 
de possíveis recursos advindos da iniciativa privada.
• Táfora fez com que a Energia de Paulo Afonso chegasse a mais regiões do Ceará – 
inauguração da energia de Paulo Afonso no Ceará, ocorrida em 28 de dezembro de 
1961 – chegada em Fortaleza em 1964.
• Buscou indústrias do Sudeste para que elas chegassem ao Ceará.
• Criou o banco do Estado do Ceará, justamente para financiamentos.
• E, por conta desses investimentos, inaugurou-se o primeiro Polo Industrial, em 
Maracanaú.
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
9www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene
HISTÓRIA DO CEARÁ
Finaliza-se, assim, a apresentação dos governadores.
Como já mencionado, a indústria da seca trazia recurso financeiro. As pessoas preci-
savam sobreviver de alguma forma, mas havia um superfaturamento, um desvio de verba. 
Assim, leia o trecho abaixo:
Criado sob o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas - IOCS através do Decreto 7.619, de 
21 de outubro de 1909⇲, editado pelo então Presidente Nilo Peçanha, foi o primeiro órgão a estu-
dar a problemática do semiárido. O DNOCS recebeu ainda em 1919 (Decreto 13.687⇲), o nome de 
Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas - IFOCS antes de assumir sua denominação atual, 
que lhe foi conferida em 1945 (Decreto-Lei 8.486, de 28/12/1945⇲), vindo a ser transformado em 
autarquia federal, através da Lei n. 4.229, de 01/06/1963⇲.
Sendo, de 1909 até por volta de 1959, praticamente, a única agência governamental federal exe-
cutora de obras de engenharia na região, fez de tudo. Construiu açudes, estradas, pontes, portos, 
ferrovias, hospitais e campos de pouso, implantou redes de energia elétrica e telegráficas, usinas 
hidrelétricas e foi, até a criação da SUDENE, o responsável único pelo socorro às populações fla-
geladas pelas cíclicas secas que assolam a região.
Então, o DNOCS tem uma atuação muito relevante tendo em vista que suas obras garan-
tiam uma condição de sobrevivência para as pessoas que sofriam com a seca e com a fome. 
Assim sendo, o DNOCS:
[...] conforme dispõe a sua legislação básica, tem por finalidade executar a política do Governo 
Federal, no que se refere a:
• beneficiamento de áreas e obras de proteção contra as secas e inundações;
• irrigação;
• radicação de população em comunidades de irrigantes ou em áreas especiais, abrangidas por 
seus projetos;
• subsidiariamente, outros assuntos que lhe sejam cometidos pelo Governo Federal, nos campos 
do saneamento básico, assistência às populações atingidas por calamidades públicas e coopera-
ção com os Municípios.GUERRA, Paulo de Brito. A Civilização da Seca: o Nordeste é uma história mal contada. Fortaleza: 
Ministério do Interior, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, 1981.
A CRIAÇÃO DA SUDENE
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, criada pela Lei n. 3.692, de 15 de 
dezembro de 1959, foi uma forma de intervenção do Estado no Nordeste, com o objetivo de 
promover e coordenar o desenvolvimento da região. Ela tem uma relação direta com a época 
de Juscelino Kubitschek. JK implementou no Brasil um nacional-desenvolvimentismo, come-
30m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
10www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene
HISTÓRIA DO CEARÁ
çando com a ideia das indústrias, principalmente da automobilística. Ele tinha um entendi-
mento de que essas indústrias promoveriam o desenvolvimento e a modernização do país. 
De toda forma, ele acabou concentrando sua proposta na região em que ele tinha mais força, 
que era a sudeste. Essa região recebeu muito mais investimentos em comparação com a 
norte e a nordeste.
Com a construção de Brasília, JK percebeu que algo estava errado, pois tudo estava sendo 
concentrado no sudeste. Ele, então, entendeu que era preciso levar recursos até o nordeste 
também. Nesse sentido, o DNOCS fazia o seu trabalho sozinho até que surgiu a SUDENE.
Diante disso, é preciso lembrar da indústria da seca, dessa mazela. É possível perceber 
que era possível fazer várias coisas, mas, quando a SUDENE chegou, havia uma descon-
fiança da capacidade do DNOCS, tendo, assim, uma abertura a novos projetos, uma abertura 
que, infelizmente, proporcionou que políticos corruptos continuassem se apropriando dos 
recursos financeiros públicos. Isso fez com que as pessoas continuassem na miséria, não 
proporcionando aquilo que elas mereciam, que era o devido socorro.
A instituição da SUDENE envolveu, antes de mais nada, a definição do espaço que seria 
compreendido como Nordeste e passaria a ser objeto da ação governamental: os estados 
do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, 
Bahia e parte de Minas Gerais. Esse conjunto, equivalente a 18,4% do território nacional, 
abrigava, em 1980, cerca de 35 milhões de habitantes, o que correspondia a 30% da popu-
lação brasileira.
Como causa imediata da criação do órgão, pode-se citar uma nova seca, a de 1958, que aumentou 
o desemprego rural e o êxodo da população. Igualmente relevante foi uma série de denúncias que 
revelaram os escândalos da “indústria das secas”: corrupção na administração da ajuda dada pelo 
governo federal através das frentes de trabalho, existência de trabalhadores fantasmas, constru-
ção de açudes nas fazendas dos “coronéis” etc. Ou seja, denunciava-se que o latifúndio e seus 
coronéis – a oligarquia agrária nordestina – tinham capturado o Departamento Nacional de Obras 
Contra as Secas (DNOCS), criado em 1945, da mesma forma como anteriormente tinham domina-
do a Inspetoria de Obras Contra as Secas, de 1909. (...)
A partir de 1964 a Sudene foi incorporada ao novo Ministério do Interior, e sua autonomia, seus 
recursos e objetivos foram enfraquecidos e deturpados. A Sudene foi fechada em maio de 2001, a 
partir de denúncias de que estava favorecendo clientelas.
https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/JK/artigos/Economia/Sudene
35m
��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa Santos. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
5. OS GOVERNOS MILITARES E O “NOVO” CORONELISMO; A 
“MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA”. 
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Coronelismo - não precisava de patente
Só precisava ter arma, poder econômico, etc
arthu
Máquina de escrever
Tríade/Trindade composta por
coronéis de verdade
arthu
Máquina de escrever
Ao mesmo tempo que se trabalha uma ideia de modernização,
se mantinha as relações clientelistas/patrimonialistas
Virgílio Távora 
A patente de coronel e o legado dos Távoras como revolucionários históricos preservavam
Virgílio de ser jogado na vala comum dos políticos. Entretanto, suas ligações pessoais com o
ex-presidente João Goulart e de modo especial sua breve passagem pelo Ministério da Viação
e Obras Públicas, em 61, colocavam-no sob suspeita e tornavam-no vulnerável às investidas
dos adversários que exigiam sua cassação (CARVALHO, 2002).
❖ Amizade com Castelo Branco
❖ Influência do tio Juarez Távora
❖ Obteve prestígio, financiamentos e recursos
❖ Projetos industrialistas
❖ Mesmo assim, não fará um sucessor.
❖ Modernização conservadora:
• Industrialização “nacional-desenvolvimentismo”
• Energia de Paulo Afonso - inauguração da energia
de Paulo Afonso no Ceará, ocorrida em 28 de
dezembro de 1961 – chegada em Fortaleza em
1964.
• Indústrias do Sudeste
• Banco do Estado do Ceará
• Primeiro Polo Industrial, em Maracanaú.
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Tinha vários partidos, vários partidos
de oposição venciam.
Art. 18 - Ficam extintos os atuais Partidos
Políticos e cancelados os respectivos
registros.
Parágrafo único - Para a organização dos
novos Partidos são mantidas as exigências
da Lei nº 4.740, de 15 de julho de 1965, e
suas modificações.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ait/ait-02-65.htm
❖ A ARENA reuniu a maior parte dos
políticos da UDN, do PSD e do PSP
❖ MDB ingressaram políticos do PTB, das
esquerdas e uma ala do PSD, chefiada
por José Martins Rodrigues
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ait/ait-02-65.htm
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
(Olavo)
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Não teria mais partidos
locais, somente o ARENA
e o MDB
ATO INSTITUCIONAL Nº 3 - EM 03 DE FEVEREIRO DE 1966
Art. 1º - A eleição de Governador e Vice-Governador dos
Estados far-se-á pela maioria absoluta dos membros da
Assembléia Legislativa, em sessão pública e votação
nominal.
❖ Plácido Aderaldo Castelo, indicado de
Paulo Sarasate, foi escolhido governador
do Ceará pelos deputados estaduais.
❖ Governaria de 1966 a 1971.
❖ Perseguição aos políticos do MDB
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Obs: O Governador escolhia os Prefeitos, sendo ratificado
pela Assembleia.
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
❖ Em 1971, ratificado por Médici, atendendo aos militares do Recife, foi indicado para governar o Ceará
um tecnocrata, o coronel e engenheiro César Cals de Oliveira
❖ Vírgílio Távora não se grada da escolha, pois entendia que voltaria ao poder.
❖ Dentro da ARENA fortalecia-se o grupo do coronel Adauto Bezerra, figura vinda de uma poderosa
família de Juazeiro (cultivo de algodão e ao ramo bancário)
❖ “Coronéis do Ceará”, todos militares de carreira, Vírgílio Távora, Adauto Bezerra e César Cals,
❖ No anos de 1970 e início da década de 1980, dominaram politicamente o Estado.
❖ (“Acordo dos Coronéis”) que os mantinha na “cúpula” do Estado e “dividia” as bases entre eles, não
deixando espaços para o MDB local
arthu
Destacar
arthuportanto, a criação de gado, numa 
faixa de terra que se estendia do litoral até a 
distância de 10 léguas 
Interiorização – penetração do interior se 
dá pela dinâmica do sertão de dentro e sertão 
de fora. 
 
HISTÓRIA DO CEARÁ 
➔ Sertão de Dentro: 
Da Bahia, margeando o Rio São Francisco, tomou 
o rumo do norte, povoando sua margem esquerda 
de Pernambuco; procurando atingir a bacia do 
Parnaíba, desbravou o sul do Piauí e Maranhão e, 
desviando-se para o leste, atingiu a capitania do 
Siará Grande. 
➔ Sertão de Fora: 
De Olinda, tomou rumo do norte, atravessando o 
sertão da Paraíba e do Rio Grande do Norte, 
desaguando no Siará-Grande. 
 
Rotas das Boiadas: 
➢ Entre a ribeira do Jaguaribe, interligando com o 
Rio São Francisco a estrada de Quixeramobim, 
Boa Viagem, Sobral e Piauí, bem como 
Camocim e Acaraú. 
Obs.: os povoados que percorria o gado, 
posteriormente se tornaram pontos referenciais 
para a produção das carnes de charque. 
Obs.²: essas rotas não incluíam os povoados de 
Fortaleza e Aquiraz. 
 
➢ O gado, criado de forma extensiva, demonstrou 
adaptar-se bem a vegetação xerófita da caatinga 
➢ a pecuária se mostrou um empreendimento 
mais barato que a cana-de-açúcar 
➢ A mão-de-obra era o índio domesticado. 
➢ O pagamento era feito através da aquartação, 
ou seja, a cada quatro bezerros nascido por ano, 
um era do vaqueiro. 
➢ O tipo de sociedade que a pecuária produziu no 
Nordeste- “Civilização do Couro”, pois tudo 
girava em torno do gado e dos seus derivados. 
➢ A fazenda era a unidade econômica e social, e 
dentro dela o fazendeiro exercia todo o poder. 
 
CHARQUEADAS: 
➢ Apressada construção de galpões cobertos de 
palha, varais para estender a carne desdobrada, 
salgada, e algum tacho de ferro para a extração 
de parca gordura dos ossos por meio de fervura 
em água. 
➢ A courama era estaqueada, seca ao sol; 
➢ o sebo simplesmente lavado, posto ao tempo 
em varais e depois socados em forma de 
madeiras cúbicas, produzindo pães de peso 
variável. 
➢ A ossamenta era amontoada e queimada e está 
cinza atirada para aterros ou servia, empilhada, 
para fazer mangueiras e cercas. 
➢ Todas as outras partes do boi não tinham valor 
comercial e eram atiradas fora. 
 
As primeiras oficinas de charqueadas 
surgiram na foz do Jaguaribe estendendo-se 
pelo Acaraú, Paraíba e Piauí 
 
A intensificação da atividade criatória 
proporcionou a ampliação dos números de 
fazendas e a criação das vilas: 
➢ 1738 – Icó 
➢ 1748 – Aracati (maior) 
➢ 1758 – Messejana, Caucaia e Parangaba 
➢ 1759 - Viçosa 
➢ 1764 – Baturité e Crato 
➢ 1773 – Sobral 
➢ 1789 – Quixeramobim 
 
➢ A economia das charqueadas fortaleceu os 
grandes proprietários e criadores de gado. 
➢ Figuras representativas na esfera política e social. 
➢ Carregados de carne, couro e sola os carros de boi 
seguiam de Sobral pelo porto de Acaraú, rumo aos 
principais portos da colônia entre eles o de 
Pernambuco. 
➢ Mercadorias como pratarias, porcelanas, cristais, 
móveis e materiais de construção. 
➢ A comercialização desses objetos e a arquitetura da 
Vila de Sobral deu-lhe o título de Princesa da 
Região Norte. 
Ou seja, a comercialização do charque não era mais só para 
alimentação daquela região, transbordava a região da 
capitania. O charque produzido na capitania do Siará era 
vendido em outros lugares. 
 
➢ Aracati e Sobral – Os lucros proporcionaram 
o investimento numa arquitetura mesclada com 
traços europeus e sertanejos. 
 
O PERÍODO COLONIAL: CEARÁ 
INDEPENDENTE 
17 Jan 1799 – Carta Régia de D. Maria I: “Amor 
e Delícias do seu Povo” 
➢ O Ceará foi desmembrado de PE, tornando-se 
independente 
 
Highlight
Highlight
 
HISTÓRIA DO CEARÁ 
• Bernardo Manoel de Vasconcelos 
➢ 1º Governador do CE 
➢ Teve a obrigação de estabelecer contatos 
comerciais diretos da capitania com a 
metrópole 
➢ Há resistência de vínculo com a metrópole por 
parte dos comerciantes, pois tinham preferência 
por Recife 
➢ 1808 – Dom João VI vai ao RJ, causando 
grande impulso, devido à exportação do 
algodão e a abertura dos portos às nações 
amigas (1808-1822 período Joanino) 
➢ Presença no CE do naturalista João da Silva 
Feijó – foi estudar o potencial de suas riquezas 
naturais 
 
Motivos Independência do CE em relação a PE: 
➢ Dinamização da economia com o algodão (na 
segunda metade do séc. XVIII o algodão 
começou a surgir, mesmo existindo a economia 
da pecuária) 
➢ Surgimento das vilas 
➢ O Caráter secundarista da capitania proibia a 
comercialização direta com a metrópole 
➢ Portugal, com a nova estrutura que desejava 
para o Brasil, lucraria com a divisão das duas 
capitanias 
➢ Possibilidade de aumento tributário com a nova 
administração cearense (possibilidade) 
➢ Maior controle metropolitano sobre os 
latifundiários 
➢ A carta da Rainha também emancipou a Paraíba 
 
• 1803 - Morte de Vasconcelos (1º 
Governador) 
➢ 2º Governador - Carlos Augusto de 
Oeynhausen (futuro Marquês de Aracati) – 
substituiu Vasconcelos. 
 
➢ 3º Governador: Luiz Barba Alardo de 
Menezes que procurou incentivar o comércio 
com a Inglaterra 
▪ Instalação de firmas inglesas na capitania 
▪ Governou de 1808 à 1812 
▪ Substituído por Manuel Inácio de 
Sampaio (1812-1820) 
 
• Manoel Inácio de Sampaio (1812-1820) 
4º Governador – 1812-1820 
➢ Reforma do Forte de Nossa Senhora de 
Assunção 
➢ Traçado da Vila de Fortaleza 
➢ Criação da alfândega de Fortaleza 
➢ Em sua residência, reuniões de literatos, 
conhecidas como outeiros 
➢ Porém, o que marcou de forma mais acentuada 
a seu governo foi a severa repressão ao 
movimento revolucionário de 1817 (ex. Prisão 
de Bárbara) 
Obs.: Insurreição Pernambucana – 1817 
➢ Os cearenses, liderados pela família Alencar, 
apoiaram a Revolução Pernambucana 
➢ O movimento, que se restringiu ao município 
do Cariri, especialmente na cidade do Crato, 
foi rapidamente sufocado. 
Consequências: 
➢ Vinda da família real portuguesa → aumento da 
carga tributária para cobrir os gastos da corte; 
➢ O centro-sul do país para a ser beneficiado com 
a presença real e o nordeste passa a ser 
explorado com mais intensidade; 
➢ A abertura dos portos brasileiros para as nações 
amigas levou ao agravamento da crise 
econômica em Pernambuco, principalmente 
pela queda dos preços do açúcar e do algodão, 
que disputavam espaço com produtos 
estrangeiros (principalmente ingleses); 
➢ A promoção de militares era de preferência 
para portugueses, isso gerou insatisfação nos 
militares brasileiros; 
➢ Movimento de caráter separatista com desejo 
de implantação de uma república; 
➢ Participação de camadas intermediárias, 
influenciadas pelos exemplos das revoluções 
burguesas na Europa e nos EUA; 
➢ Almejavam a liberdade de expressão; 
➢ Uma república chegou a ser instaurada por 
cerca de 2 meses, porém o caráter abolicionista 
do movimento incomodava a aristocracia rural 
(medo da haitização da colônia); 
➢ A desorganização interna enfraqueceu o 
movimento e possibilitou a ofensiva das forças 
reais; 
 
Highlight
Highlight
 
HISTÓRIA DO CEARÁ 
• Insurreição de 1817 no Ceará: 
➢ O cultivo da cana-de-açúcar entrara em 
declínio e a saída do Ceará, da Paraíba e do Rio 
Grande do Norte, de sua jurisdição, causou-lhe 
mais prejuízos, criando as condições para o 
desencadeamento de movimentos radicais. 
 
➢ Com movimento, os pernambucanos, queriam 
recuperar sua antiga posição, sob um novo 
regime, em um país independente. 
 
➢ Um dos líderes do movimento, Domingos José 
Martins, vivera no Ceará a serviço da firma 
“BARROSO, MARTINS, DOURADO & 
CARVALHO”, da qual era sócio. A firma tinha 
sede em Londres e intermediava negócios de 
algodão. 
 
➢ Depois, um outro sócio, Antônio Rodrigues de 
Carvalho, foi para o Ceará onde divulgou 
amplamente os ideais revolucionários, 
procurando recrutar seguidores para sua causa 
revolucionária.Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
CORONÉIS DO CE:
> Virgílio Távora
> Adauto Bezerra
> César Cals
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
❖ César Cals (1971 – 1975)
❖ Adauto Bezerra (1975 – 1978)
❖ Vírgilio Távora (1979 – 1982)
arthu
Máquina de escrever
"Santíssima Trindade" - Novo Coronelismo
arthu
Máquina de escrever
Coronéis de Carreira
CÉSAR CALS (1971 – 1975)
❖ construção do Terminal Rodoviário João Tomé;
❖ instalações da FUNCEME - Fundação Cearense de Meteorologia;
❖ início da construção do Centro de Convenções;
❖ construção do Centro de Turismo de Fortaleza;
❖ construção da avenida Leste Oeste; do kartódromo Governador Cesar Cals; da Sede
do DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas);
❖ inauguração do Castelão;
❖ Fundou-se o Instituto Penal Feminino.
Gina Vidal Marcílio Pompeu e Mônica Mota Tassigny
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
Como governador, liderou a campanha da Arena cearense para as eleições
municipais de novembro de 1976, tendo prometido ao presidente Geisel a
vitória do partido governista em 90% dos 141 municípios do estado. Após a
apuração, apresentou a Geisel um quadro geral dos resultados, mostrando que
a Arena havia obtido 55% dos votos em Fortaleza e 84% no interior.
ADAUTO BEZERRA (1975 – 1978
❖ instalação do sistema básico de saneamento da capital
❖ valorização do serviço público através de aumentos salariais e de novos planos de promoção funcional.
http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/jose-adauto-bezerra
http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/jose-adauto-bezerra
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
VÍRGILIO TÁVORA (1979 – 1982)
❖ Consolidação da transição para a “modernidade conservadora”
❖ Plano de Metas Governamentais II (PLAMEG II) com o objetivo de
fomentar o desenvolvimento industrial do Estado.
❖ Obras estruturais e de cunho industrialista
❖ Sistema Pacoti-Riachão - transferência de água entre sub-bacias - ACOTI –
RIACHÃO na bacia hidrográfica do rio Pacoti para o sistema GAVIÃO na
bacia hidrográfica do rio Cocó.
❖ Energização rural
❖ Término do Distrito Industrial.
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Dinâmica emergencial
II (PLAMEG II) PLANEJAVA:
• a construção de rodovias,
• ampliação do abastecimento de Água da
cidade de Fortaleza
• Aumento da capacidade do porto e do
aeroporto.
PORÉM:
Neste período, inicia-se uma seca que
resultaria em diversos problemas para a
administração, sendo necessário tomada de
medidas emergenciais
Racionamento de Água em Fortaleza, iniciado em 1980
sistema de abastecimento d'água Pacoti-Riachão
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
❖ Com a “distensão política” e a “abertura democrática”: (a ARENA virou PDS e o
MDB, PMDB.
❖ 1982, impasse sobre a questão sucessória:
❖ O presidente Figueiredo, que firmou o “Pacto de Brasília”:
• Divisão dos cargos públicos de 1º e 2º escalões, além dos cargos executivos.
• Gonzaga Mota, “um homem neutro” seria o governador.
• Adauto o cargo de vice,
• Virgílio, uma vaga no Senado
• César Cals, a prefeitura de Fortaleza.
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
Em 15 de março de 1983, o governador eleito LUIZ GONZAGA FONSECA MOTA
❖ A construção do Instituto de Médico Legal (IML).
❖ A reforma do Hospital Albert Sabin, quando ali foi implantado o Setor
de Oncologia.
❖ Rompeu com o Governo Federal:
• graves problemas financeiros para nosso Estado
• “Gonzaguetas” um vale que era aceito no comércio em substituição
ao dinheiro
• Endividamento do Estado e atraso nos salários
• Mobilização Social
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
HISTÓRIA 
Professor Admilson Costa
6. A “nova” República: os “governos das mudanças”.
arthu
Máquina de escrever
1985 - Fim do regime militar
GOVERNO FIGUEIREDO (1979-85)
REFORMA CONSTITUCIONAL:
❖ Lei da Anistia (1979)→ perdão a crimes políticos;
• Não perdoava crimes relacionados à sequestros, assaltos à bancos
ou assassinatos;
• Militares não foram investigados;
❖ Lei Orgânica Dos Partidos Políticos (1979) → Reabertura
partidária;
• Extinção do bipartidarismo e dissolução do ARENA e do MDB,
em seguida foram formados o PDS (de maioria governista), PMDB
(maioria da oposição), PP, PDT e PT;
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
MOVIMENTOS SOCIAIS NA FASE FINAL 
DO REGIME:
❖ CONCLAT 
(Conferência das Classes Trabalhadoras)
• Nova legislação trabalhista;
• Reforma agrária;
• Assembleia nacional constituinte;
• Fim da lei de segurança nacional;
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
MANIFESTAÇÕES CONTRA A REABERTURA 
POLÍTICA:
• Setor ultraconservador insatisfeito;
• Abril de 1981 – Atentado ao Riocentro;
• A queda do General Golbery de Couto e Silva,
líder da resistência à abertura do regime,
contribuiu para o processo de reabertura;
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
Mas foi ilusória a vitória dos coronéis. Estes haviam preparado a “modernidade” do estado, mas
suas práticas autoritárias e clientelistas ironicamente os enfraqueceriam. Abria-se espaço para
novas forças políticas: em 1985, Maria Luiza Fontenelle, do PT, era eleita prefeita de Fortaleza.
Em 1986, um grupo de “jovens empresários”, um deles Tasso Jereissati, passaria a governar o
Ceará. Eram tempos de “mudanças”
FARIAS
arthu
Máquina de escrever
houve eleição em 1982
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
❖ Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
• Se manifestou no tocante de questões sociais e
direitos humanos;
❖ Movimento das Diretas Já!
• Requeria eleições diretas e reestabelecimento
pleno das liberdades;
• Emenda Dante de Oliveira (PMDB)
➢ Não vigorou, pois, foi boicotada por políticos do
PSD, liderados por Paulo Maluf, que boicotaram a
votação no Congresso; (falta de quórum);
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
As eleições ocorreram de forma indireta entre
Tancredo Neves (PMDB) e seu vice José Sarney (PFL) e
Paulo Maluf (PSD);
❖ Contradições pela governabilidade:
• Articulação conservadora (os mesmos que
implantaram o regime em 64, apoiavam o fim dele
em 85);
• Política de mudanças sem ameaçar os interesses das
elites;
❖ Vitória de Tancredo Neves, que faleceu em 21 de
abril de 1985 sem tomar posse do cargo;
❖ José Sarney, vice de Tancredo, e simpatizante do
regime militar, assumiu o governo até 1990.
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
ANTECEDENTES DOS GOVERNOS DAS MUDANÇAS
❖ 1978 – jovens empresários assumem o
controle do Centro Industrial Cearense (CIC)
❖ Beni Veras, Tasso Jeiressat, Amarílio
Macedo, Sérgio Machado e Assis Machado
Neto
❖ Debates e críticas ao centralismo e
intervencionismo do Estado na Economia.
❖ Inicialmente apoiaram a candidaturade
Gonzaga Mota
❖ Rompimento de Mota com os coronéis
❖ Em 1986, Apoio de Mota ao até então “não
político” Tasso Jeiressat para governador.
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
❖ Aos 37 anos,na condição de um dos mais importantes
integrantes do Centro Industrial do Ceará (CIC), Tasso foi
convidado pelo Governador do Estado, Gonzaga Mota, para
candidatar-se ao cargo, na sua sucessão, em oposição aos
coronéis. Foi eleito com 1.407.693 votos, segundo o Tribunal
Regional Eleitora
http://www.iguatunoticias.com/2009/02/uma-breve-cronologia.html
❖ Derrota o candidato do PFL (dissidente do PDS, atual DEM), coronel Adauto Bezerra.
❖ Tasso elegeu-se, tendo como vice Francisco Castelo de Castro
http://www.iguatunoticias.com/2009/02/uma-breve-cronologia.html
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
❖ O grupo da “mudança” elegeu pelo PMDB 12 deputados federais e 24 estaduais.
❖ Gestão de 1987 – 1991
❖ Moralização da máquina pública, diminuição do nepotismo e do empreguismo.
❖ Atuação do Cambeba (Palácio do Governo e sinônimo dos partidários de Tasso)
❖ Gestão Técnica – eliminação da intermediação política – isolamento de Tasso – saída do
PMDB
❖ Medidas austeras:
✓ Equilíbrio orçamentário – Na gestão de Tasso e de Ciro – aumento de tributos, cortes e
achatamento de salários
✓ Eficiência da máquina estatal –informatização, qualificação
✓ probidade no trato com a coisa pública
✓ investimento em obras de infraestruturas - especialmente a partir do segundo mandato de
Tasso - empréstimos do governo federal e de órgãos internacionais desenvolvimento
✓ Estratégia do Marketing
“GOVERNO DAS MUDANÇAS”
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Cabide eleitoral
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
mão de obra pública qualificada
arthu
Máquina de escrever
afastar-se do clientelismo/patrimonialismo
ANTECESSORES E UM ESTADO ENDIVIDADO:
❖ Despesas com pessoal (direta e indireta) alcançaram mais de 87% da receita corrente líquida
disponível do Estado.
❖ A divida estatal alcançava índices de aproximadamente US$15 milhões
❖ 15 decretos – demissão de 30 mil funcionários públicos sem concurso
❖ O domínio cambebista garantiu a eleição em 1990 de Ciro Gomes ao governo pelo PSDB.
❖ Em 1994, há o retorno de Jereissati ao Executivo cearense. Tasso seria reeleito ainda em 1998.
TASSO JEIRESSAT 
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
CIRO GOMES
❖ Ciro Gomes venceu as eleições para prefeito de
Fortaleza em 1988 – imagem ligada ao nome de Tasso
Jeiressat
❖ Simbologia da vitória mudancista no maior colégio
eleitoral do Ceará
❖ Gestão da petista Maria Luiza Fontenele enfraqueceu
a esquerda
❖ A morte de Vírgilio Távora abriu uma lacuna política –
sem herdeiros políticos
❖ 1990 – Ciro Gomes deixa a prefeitura para ser
candidato pelo PSDB – Vitória no Primeiro Turno –
Consolidação do “Projeto das Mudanças”
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
❖ Ciro herdou um Estado com a folha de pagamento
mais enxuta – receita comprometida de 45%
❖ Maioria de deputados estaduais – 36
❖ Canal do Trabalhador - desviar água do rio
Jaguaribe para Pacajus - construído com uma
extensão de 118km e consumiu um investimento de
US$ 48 milhões
❖ A conclusão da obra reforçou a imagem de Ciro
Gomes
❖ Ciro Gomes tinha um convívio mais próximo dos
grupos políticos cearenses
❖ Aumento na produção de propaganda do governo –
aumento da propagando do Turismo – divulgação
do Estado.
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Homem Empreendedor
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Indústria do Turismo
TASSO JEIRESSAT – O RETORNO 
❖ Em 1995, Tasso Jereissati assumiu o Governo do Estado pela segunda vez.
❖ Criação dos conselhos municipais
https://senadortasso.com.br/os-30-anos-da-eleicao-que-transformou-o-ceara/
https://senadortasso.com.br/os-30-anos-da-eleicao-que-transformou-o-ceara/
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Destaque
OPOSIÇÃO 
❖ Um dos maiores núcleos de oposição ao Cambeba
encontrava-se em Fortaleza
❖ grupo político conservador do então prefeito Juraci
Magalhães - desde que Ciro Gomes renunciou o mandato de
Prefeito para concorrer às eleições
❖ Em 2004 o PT conseguiu eleger Luizianne Lins como gestora
da cidade.
❖ Apesar das “mudanças” realizadas pelo Cambeba na política e economia do
Estado – o PIB cearense cresceu nos não houve empenho suficiente para acabar
com a pobreza absoluta que impera no Ceará.
❖ O projeto burguês-capitalista do “Governo das Mudanças” não alterou
substancialmente a concentração de renda no estado, também uma das maiores
do País.
❖ Abandono quase que completo da agricultura interiorana- salvo as grandes
agroindústrias.
❖ Dificuldade para eleger Lúcio Alcântara governador em 2002
❖ Perda do comando cearense em 2006, quando foi eleito Cid Gomes, irmão de
Ciro Gomes, para o executivo local.
❖ O grupo dos Ferreira Gomes conseguiu formar um governo coligando vários
agrupamentos político, quase não contanto com oposição institucional. Manteve
praticamente o mesmo modelo econômico e administrativo da Geração
Cambeba.
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
Posse de Lúcio Alcântara 
Junto de sua esposa Beatriz Alcântara
Cid Gomes toma posse como governador do Ceará. 
(Foto: Divulgação)
PRINCIPAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
FARIAS, Airton de. História do Ceará Fortaleza: 7ª Edição. Armazém da Cultura
Fortaleza, 2015.
SOUSA, Simone (organizadora). Uma Nova História do Ceará. Fortaleza: Edições
Demócrito Rocha, 2007.
FARIAS, Airton de. História do Ceará – da Pré-história ao Governo Cid Gomes.
Fortaleza: Livro Técnico, 2007.➢ Mas, o principal incendiário da revolução na 
Capitania foi o seminarista José Martiniano 
de Alencar. Membro de uma importante 
oligarquia carirense, sua mãe Bárbara, 
também aderiu ao movimento. 
 
➢ Alencar tentou adesão de um outro potentado 
da região, o capitão Pereira Filgueiras e, 
embora este a princípio se mostrasse simpático 
ao movimento, foi convencido pelo chefe de 
milícias, Leandro Bezerra, da temeridade do 
envolvimento naquela empresa. 
 
➢ O movimento eclodiu em 6 de março de 1817 
mas, poucos meses depois, já estava debelado. 
 
➢ Durou apenas 75 dias em Pernambuco e 8 dias 
no Ceará. 
 
➢ José Martiniano foi preso juntamente com 
seus familiares, mãe, irmãos, tios e primos que, 
de um modo geral, participaram da malfadada 
revolução. Conduzidos para Fortaleza, por 
Pinto Madeira, ainda ensaiaram uma fuga, mas 
recapturados, foram trazidos para a capital. 
5º Governador: Francisco de Alberto Ruim – 
1820-1821 
➢ Governando em momento de grande 
instabilidade 
➢ Enfraquecido pelos acontecimentos que 
desembocariam a chamada Revolução Liberal 
do Porto, em Portugal 
➢ Incapaz de enfrentar a oposição interna ao seu 
governo e ao novo regime renunciou em favor 
de uma junta provisória 
➢ Presidência de Francisco Xavier Torres 
 
O PERÍODO IMPERIAL: CEARÁ 
CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR 
1820 – Revolução Liberal do Porto 
▪ Diminuir o poder de D. João a partir de uma 
Constituição 
▪ As Cortes portuguesas, contraditoriamente ao 
termo liberal, queriam recolonizar o Brasil 
1822 – Independência do Brasil 
▪ Início do Período Imperial 
 
09/01/1822 – “Dia do Fico” 
➢ D. Pedro I – nega o pedido da Corte 
portuguesa, de retorno a Portugal, e fica no 
Brasil 
➢ Acarretou ameaças de invasões, Portugal 
queria recolonizar o Brasil. 
➢ Portugal queria o cancelamento da abertura dos 
Portos e que o Brasil voltasse ao status de 
colônia de Portugal 
07/09/1822 – Independência do Brasil 
➢ D. Pedro I precisa promover a adesão das 
regiões ao novo império 
➢ Isso por diversas as vezes foi a partir de 
guerras. 
➢ O CE se inclui nesse contexto 
 
• O Ceará na Independência 
➢ 16/10/1822 – Adesão a independência 
▪ Primeira reação positiva à proclamação da 
independência no Ceará 
➢ O colégio eleitoral reunido na vila Içó rebelou-
se contra a junta provisional de Fortaleza que 
mantinha-se obediente às cortes portuguesas 
Obs.: Governo Temporário 
 
HISTÓRIA DO CEARÁ 
José Pereira Filgueiras (capitão-mor do Crato) 
➢ No ano seguinte foi substituído por um governo 
permanente, sob direção do Padre Francisco 
Pinheiro Landim 
Obs.: Resistência a Independência 
➢ No Piauí, o comandante português, João José 
da Cunha Fidié, não aceitou a nova realidade 
e resistiu à independência 
 
➢ Ceará contribui para a consolidação da 
independência: Formou-se no Ceará uma tropa 
sob o comando do major Luis Rodrigues 
Chaves, de João da Costa Alecrim e 
Alexandre Néri Ferreira 
Foram derrotadas pelas forças comandadas pelo 
Fidié na batalha do Jenipapo 
➢ Pereira Filgueiras e Tristão Gonçalves 
uniram-se no esforço de libertar o Piauí do jugo 
de Fidié 
23/07/1823 – arregimentaram um grande número 
de homens vindos de toda província e, 
conseguiram a rendição de Fidié. 
 
• A CONSTITUIÇÃO DO IMPÉRIO 
➢ Outorga: 
▪ 25 de março de 1824 
▪ Regime de monarquia constitucional 
hereditária 
 
➢ Separação dos Poderes: 
▪ Moderador: exclusivo do imperador, 
colocava-se acima dos demais poderes 
▪ Executivo: Imperador e Ministros do Estado 
▪ Legislativo: Câmara dos deputados, Senado 
▪ Judiciário: Juízes e Tribunais 
 
➢ Voto: indireto e censitário 
▪ Votantes (100mil réis); Eleitores (200mil réis); 
Deputados (400mil); Senadores (800mil) 
▪ Criados de servir, menores de 25 anos e libertos 
eram excluídos de participação, mesmo com 
renda 
▪ Mulheres eram excluídas de direitos políticos 
pelas normas sociais 
 
➢ Catolicismo: oficializado como região do 
Estado e qualquer outra só poderia ser exercida 
em culto doméstico 
 
➢ Reconheceu os direitos civis de todos, 
diferenciando apenas do ponto de vista dos 
direitos políticos em função de suas posses. 
 
Obs.: Outorgada essa Constituição, em PE 
defendeu-se a ideia Republicana. Crítica direta ao 
poder moderador (raiz te todo mal que o Brasil 
vivia). 
 
• A CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR 
➢ Herdou problemas econômicos do período de 
insurreição pernambucana 
➢ Governo de D. Pedro I foi alvo de protestos 
após fechamento da assembleia e outorga da 
Constituição de 1824 
 
▪ Sentinela da Liberdade: Cipriano Barata 
▪ Tiphys Pernambuco: Frei Joaquim do Amor 
Divino Caneca (periódicos de Pernambuco – 
Recife) 
Frei Caneca: “o poder moderador é a chave 
mestra da opressão da nação brasileira”. 
➢ Frei Caneca foi fuzilado, apesar de ter sido 
condenado à forca (ninguém queria ser o 
carrasco de um membro do clero) 
 
➢ Nomeação de um presidente de província que 
desagradou os pernambucanos 
➢ 02/07/1824 – rompimento com o império (não 
havia mais aceitação do império, pretendiam 
separar-se e serem Estados Confederados) 
▪ República sob o comando de Manuel Paes 
de Andrade 
▪ Forte sentimento antilusitano 
 
• Ceará na Confederação do Equador 
➢ União de Pernambuco e Ceará 
▪ Senhor Manoel, de Carvalho Paes de 
Andrade (Presidente do governo da 
Província de Pernambuco) 
 
➢ Ainda que não estivesse mais ligada 
administrativamente a PE, o CE ainda sofria 
influência política e econômica desta província 
Highlight
religião 
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
 
HISTÓRIA DO CEARÁ 
➢ Dentre os participantes da Confederação do 
Equador no CE estão: 
▪ Inácio Gonçalo Loyola de Albuquerque 
Melo (Padre Mororó) 
▪ João de Andrade Pessoa (Pessoa Anta) 
▪ Francisco Miguel Pereira Ibiapina 
▪ Bárbara de Alencar juntamente com seus 
filhos (José Martiniano Pereira de Alencar 
e Tristão Gonçalves de Alencar Araripe) 
 
Padre Mororó: sua atuação o tornou uma referência nas lutas 
sociais dos movimentos pela independência do país. Sua 
participação ativa na Confederação do Equador o levou ao 
fuzilamento em 30 de abril de 1825. Seu pseudônimo refere-
se a uma planta nativa da região cearense. 
 
• Barbara de Alencar 
➢ Nasceu em 11/02/1760, na cidade de Exu-PE 
➢ Casou-se em 1782 com o Capitão José 
Gonçalves dos Santos (comerciante de tecidos 
na vila de Crato, região do Cariri, para onde se 
mudou e passou maior parte de sua vida) 
➢ Teve quatro filhos: 
▪ João Gonçalves de Alencar 
▪ Carlos José dos Santos 
▪ Joaquina Maria de São José 
▪ Tristão Gonçalves Pereira de Alencar 
▪ José Martiniano de Alencar (pai do escritor 
José de Alencar) 
➢ Uma das primeiras mulheres a envolver-se em 
política 
➢ Foi presa em Fortaleza em 1817: 
▪ por participar de movimentos em prol 
da independência do Brasil; e 
▪ por ter liderado o movimento que 
proclamou a República no Crato, uma 
extensão da Revolução Pernambucana 
Como represália, a corte a manteve presa por 
quatro anos, transferindo-a para várias prisões em 
Fortaleza, Recife e Salvador 
➢ Considerada primeira mulher presa política do 
Brasil, ela ganha a liberdade em 17/11/1821, 
por ocasião da Anistia Geral. 
 
➢ 1824 – seus três filhos homens entram na luta 
que se chamou Confederação do Equador e 
que incendiou províncias nordestinas 
Nesta lutam ela viu morrer dois filhos, Carlos de 
Alencar e Tristão Gonçalves de Alencar Araripe. 
➢ 28/08/1832 – Morte de Bárbara, na fazenda 
Alecrim, no PI, sendo sepultada em Campos 
Sales. 
 
Para muitos a confederação do equador é 
uma continuidade da insurreição 
pernambucana. 
Esse movimento iniciado em 1817 e findado em 1824 era de 
caráter separatista contestava o autoritarismo e a 
centralização administrativa do Império, administrado 
inicialmente por D. João e depois por D. Pedro I. 
➢ A adesão à Confederação do Equador, que havia sido 
proclamada em 2 de julhode 1824, foi imediata, pois 
antes mesmo da proclamação, já haviam eclodido vários 
focos insurrecionais no Ceará 
➢ Em 9 de janeiro, a Câmara de Quixeramobim declarou 
decaída a dinastia de Bragança. 
➢ O Padre Gonçalo Inácio de Loiola, mais tarde Mororó. 
espalhou pelo Icó, São Bemardo das Russas e Aracati o 
fogo revolucionário; 
➢ Em 2 de fevereiro, Pereira Filgueiras e Tristão 
Gonçalves comandaram a adesão do Crato e se 
dirigiram à Fortaleza, onde prenderam o comandante 
das armas, restabelecendo a autoridade da antiga junta 
governativa, na qual Filgueiras era o presidente e 
Tristão o comandante das armas. 
 
• Abdicação de Dom Pedro I 
Período Regencial (1831-1840) 
➢ Consolidação da independência política 
brasileira 
➢ Portugueses que ocupavam cargos públicos 
foram afastados e substituídos por cidadãos 
brasileiros 
➢ Surgimento de três grupos políticos que 
disputaram as eleições para a regência: 
▪ Liberais moderados 
▪ Liberais exaltados 
▪ Restauradores 
➢ Durante o período regencial, os debates 
políticos giravam em torno das questões: 
▪ Unidade territorial, ameaçada por revoltas 
e manifestações 
▪ Centralização x Descentralização 
▪ Organização das Forças Armadas 
▪ Grau de autonomia das províncias 
 
• Avanço Libera Regência Trina 
Provisória (1831) e Regência Trina 
Permanente (1831-1834) 
Highlight
Highlight
 
HISTÓRIA DO CEARÁ 
➢ Em 1831, o governo percebe a necessidade de 
renovação da economia, e passa a implantar no 
país o cultivo do café, pois além da terra, 
principalmente nas regiões do Vale do Paraíba 
– RJ e do Oeste Paulista, ser propícia ao plantio, 
o produto era extremamente lucrativo e popular 
no exterior; 
➢ Com o investimento do governo e dos 
latifundiários no crescimento da cultura 
cafeeira, formou-se no país um grupo de 
crescente influência política e econômica, os 
chamados “Barões do Café”; 
➢ Por meio de reformas constitucionais, os 
liberais moderados procuraram diminuir as 
funções do Executivo e ampliar as atribuições 
do Legislativo; 
➢ Procuravam atender as reivindicações de 
liberais exaltados, defensores do federalismo; 
➢ Como forma de aplacar os anseios dos liberais 
exaltados a respeito da autonomia municipal, a 
descentralização do sistema judiciário acabou 
reforçando o poder da aristocracia agrária 
 
• IMPORTÂNCIA DA ECONOMIA DO 
ALGODÃO 
➢ O crescimento da cultura algodoeira no 
Ceará não significou necessariamente o fim 
da pecuária 
Segunda metade do século XVIII: 
▪ Revolução Industrial na Inglaterra; 
▪ Guerra da independência dos Estados 
Unidos; e, mais tarde 
▪ Guerra da Secessão americana. 
 
➢ O Ceará foi uma das primeiras regiões do 
Brasil a exportar algodão durante o período 
colonial 
 
➢ Fortaleza só passou a assumir ares de capital na 
medida em que se tornou o centro receptor da 
produção algodoeira 
Importância econômica que, até então, estava 
reservada às cidades inseridas no ciclo da 
pecuária. 
 
➢ Dessa maneira, através do algodão, o Ceará foi 
inserido no mercado internacional. Nesse 
período instalaram-se na província inúmeras 
firmas estrangeiras ou de estrangeiros 
associados a brasileiros que lidavam 
principalmente com o beneficiamento e 
exportação do algodão. 
 
➢ Em 1860, dos 353 estabelecimentos comerciais 
existentes em Fortaleza, 84 eram estrangeiros. 
 
➢ Após o fim da Guerra, para absorver a produção 
passou-se a industrializar o produto na própria 
região. Hoje, o Ceará é possuidor de um dos 
principais polos da indústria têxtil brasileira. 
 
Obs.: O sertão absorveu a população excedente da 
zona da mata durante os períodos estagnados da 
indústria canavieira, e beneficiou-se da mão-de 
obra e da energia daqueles que, por motivos 
econômicos, psicológicos ou qualquer outro, não 
conseguiam integrar-se na famosa lavoura 
açucareira da casa grande e senzala. 
 
➢ Nativo das Américas, o Algodão é conhecido 
dos indígenas desde os primeiros tempos 
coloniais. 
 
➢ Decadência da charqueada: ocupação do 
espaço econômico pelo algodão. 
 
➢ Toda a produção da região deveria ser 
enviada para o porto de Recife. 
 
➢ A comercialização do algodão se inicia, de 
forma incipiente, a partir de 1777. 
 
➢ Exportações no final do século XVIII 
ultrapassaram quatrocentas toneladas 
anuais de algodão. 
 
➢ Principal riqueza da região do Ceará ao 
longo do século XIX. Atraiu pessoas de várias 
regiões. 
 
➢ Porto de Aracati um dos mais movimentados da 
região. 
 
➢ A partir de 1822 os negócios do algodão 
declinaram sensivelmente na província: 
▪ doenças que o atacaram 
▪ queda nos preços no mercado internacional. 
Highlight
Highlight
 
HISTÓRIA DO CEARÁ 
➢ Em 1829 o custo não pagava a produção; 
➢ Em 1835 uma grande safra de algodão no 
Ceará; 
➢ 1830–1845: tentativas de modernização da 
cultura algodoeira (máquinas para o 
descaroçamento e técnicos agrícolas – mão de 
obra qualificada). 
➢ quatro grandes secas: (1816-17; 1824-26; e 
1844-45) 
➢ quatro secas parciais (1827, 1830, 1833 e 
1837). 
 
Algodão colaborou no aumento populacional do 
CE: 
➢ 1821: 150 mil viventes no CE 
➢ 1850: 400 mil pessoas 
➢ Em 1872, a população recenseada era de 
742.819. 
 
Inferioridade econômica de Fortaleza em 
relação a Aracati: 
➢ redução de 50% nas tarifas alfandegárias para 
os produtos exportados pelo porto da Fortaleza; 
➢ melhoria das condições de transporte de 
mercadorias para os navios, construção de 
estradas ligando o interior a Fortaleza, 
instalação da alfândega, da junta da Fazenda e 
dos Correios; 
➢ A partir de 1866 começou a navegação 
a vapor para Liverpool com escala por 
Lisboa. 
 
 
• DÉCADAS DE 1850/1860 
Guerra de secessão norte-americana (1861 a 
1865): 
▪ algodão importado pelo Britânicos, seguido 
pela Índia (16,72%), Egito (3,27%) e Brasil 
(3,06%) 
➢ O algodão possibilitou uma fonte riqueza para 
os habitantes da província, mas também causou 
problema ambiental no sertão cearense 
(destruição de mata nativa) 
➢ À medida que a área plantada crescia, 
aumentava o volume de comércio na cidade de 
Fortaleza, tornando-a a mais importante 
economicamente da província. 
➢ Safra do algodão inflamava a vida comercial de 
Fortaleza 
Maior polo econômico em 1866 – Fortaleza: 59% 
de todas as mercadorias e Aracati 17%. 
➢ Cultura algodoeira baseada em trabalho livre. 
 
• Benefícios da Alta Exportação do 
Algodão: 
✓ Enorme volume de capitais para a província 
✓ Uma fonte riqueza para os habitantes da 
província 
✓ As principais cidades do Ceará, em 
particular Fortaleza e Aracati, vivenciaram 
uma fase de crescimento sem precedentes 
✓ Independente da agricultura de subsistência 
e da pecuária bovina. 
❖ Contradições: 
 Falta de maiores investimentos em 
infraestrutura para o escoamento da 
produção 
 Os portos da província não foram 
modernizados 
 Parte da riqueza gerada pelo algodão no 
Ceará não permaneceu na região (compra 
de gêneros alimentícios. 
 
Durante o auge do ciclo do algodão, a 
base econômica da província do Ceará 
estava fundamentada em um tripé: 
➢ o algodão como produto-mercadoria voltado 
para o mercado internacional; 
➢ os comerciantes como agentes sociais que 
lideram o processo de acumulação; e 
➢ Fortaleza, cidade empório, sede da circulação 
de mercadorias e da acumulação de riquezas. 
 
• Declínio do Algodão: 
➢ Queda dos preços desta mercadoria sobre a 
economia local foram devastadores. 
➢ Tentativa de produzir em maior escala 
Highlight
Highlight
 
HISTÓRIA DO CEARÁ 
➢ Proprietários de terras endividados – hipotecas 
– terceirizados (aumento na oferta de mão de 
obra barata) 
➢ As secas de 1877 a 1879. 
➢ A importância do algodão, como principal 
riqueza, na economia cearense se estendeu por 
todo século XX, até a década de 1970. 
➢ Novas pragas, como o bicudo, arruinaram a 
cotonicultura cearense, levando a uma gradual 
perdade importância na economia local. 
 
ESCRAVIDÃO NEGRA NO CEARÁ 
Obs.: Escravidão indígena e africana coexistiram 
➢ Negros da Terra – indígenas 
▪ Fim: Séc. XVIII 
 
➢ Escravidão Africana 
▪ Início: séc. XIX (1801) 
▪ Fim: final do Séc. XIX 
 
➢ Escravidão Africana no CE demora a acontecer 
▪ Pecuária: não havia necessidade de 
numerosos escravos. Os indígenas quem 
trabalhavam como boiadeiros 
▪ O CE nunca recebeu o navio negreiro 
diretamente, sempre os escravos chegavam 
de outras regiões 
 
➢ É contundente a afirmativa de que não houve 
tráfico direto de mão-de-obra escrava da África 
para o Ceará 
O número reduzido de escravos negros no CE se 
deve pelo menos a cinco razões: 
▪ O povoamento tardio da capitania cearense 
▪ A sua dependência da capitania de PE 
▪ A mão-de-obra cativa indígena abundante 
▪ Uma atividade econômica centrada na pecuária 
favorecida pelas condições ambientais 
▪ O preço do cativo Africano, incompatível com 
o numerário do colonizador 
 
➢ Descaso de quem recebe primeiramente a 
capitania 
➢ Fracasso das expedições 
 
➢ Até o séc. XVII a região ainda não estava 
integrada ao domínio efetivo dos Portugueses 
➢ A invasão de PE pelos holandeses também teria 
atrasado o processo de colonização do CE 
➢ Ocupação se deu tardiamente se comparada 
com as das outras regiões açucareiras 
▪ Plantation: 
➔ Monocultura 
➔ Latifúndio 
➔ Mão-de-obra escrava africana 
Obs.: O povoamento tardio da região, associada à 
dependência do CE em relação à capitania de PE, 
foi um dos fatores que mais inviabilizaram a 
introdução do cativo Africano em terras cearenses. 
➢ A ocupação de terras cearenses foi diferente do 
processo ocorrido em outras áreas do Nordeste 
açucareiro. 
Obs.: Foi um processo mais lento, com suas 
fronteiras sendo rompidas pelo gado que 
possibilitou uma configuração social diferenciada 
das sociedades do engenho, exigindo pouca mão 
de- obra, contando desde o início com a força de 
trabalho do nativo (indígena) e um estilo de vida 
que não foge ao padrão encontrado para outras 
regiões tidas como periféricas. 
➢ Isso, de certa forma, refletia o poder aquisitivo 
dos proprietários cujo modus vivendi, em sua 
maioria, estava dentro de um padrão de riqueza 
bastante relativo, marcado pela simplicidade, 
beirando a rusticidade, o que acabava refletindo 
no dia-a-dia do escravo146. 
Obs.: Se a capitania cearense não utilizou a mão-
de-obra africana nos primórdios do seu 
povoamento foi em virtude de uma conjuntura 
econômica em formação que se servia da 
escravidão dos «negros da terra», pois o 
“indígena e seus descendentes, servindo como 
escravo, agregado ou aldeado, foi a mão-de obra 
dominante na Capitania durante todo o período 
colônia. 
 
Obs: Diretório Pombalino 
Garante a liberdade ao indígena. 
 
➢ Com a expulsão dos jesuítas, a administração 
dos povos indígenas passou para a órbita laica 
e os povos nativos foram igualados aos demais 
moradores (não podem ser escravizados) 
Highlight
Highlight
Highlight
 
HISTÓRIA DO CEARÁ 
➢ Uma nova legislação foi então adotada em 
relação aos povos nativos, sob determinação do 
diretório pombalino, em que formalmente 
garantia-se a liberdade destes; 
➢ No entanto, foi nomeado um diretor que se 
transformou, na prática, em feitor para 
controlar a força de trabalho no âmbito da vila 
➢ Certamente, a mão-de-obra era premente ao 
colono, que não dispondo de capital para 
aquisição do escravo Africano recorreu à 
escravidão do indígena. 
➢ Assim sendo, o diminuto número de escravos 
Negros no Ceará durante o século XVII 
prende-se a essa realidade. 
➢ Ao que tudo indica essa realidade não sofreu 
alteração durante todo período da história 
colonial, pois fosse o indígena escravo ou 
servo, essa possibilidade por si só, teria 
desestimulado o investimento na entrada de 
Africanos. 
➢ Contudo, houve tentativas esporádicas a partir 
de meados do século XVIII, que teriam levado 
à entrada de Negros na Capitania 
 
➢ A primeira entrada organizada de escravos 
negros africanos no CE e mais consequente 
foi durante a curta existência da Companhia do 
Ouro das Minas de S. José dos Cariris, iniciada 
em 1756, e que explorou ouro na região sul da 
capitania. 
Obs.: Para os trabalhos de mineração, sessenta e 
nove escravos Negros, entre ladinos e boçais, 
Africanos e crioulos. 
➢ Após a extinção da Companhia, 1758, voltaram 
eles para o poder de seus senhores não se tendo 
notícia de seus destinos. 
 
Século XIX: 
➢ A população de Crato em 1804 perfazia um 
total de 20.661 habitantes, dentre os quais 67% 
eram Pretos e Pardos (mestiçagem). 
Obs.: os escravos mal excediam 5%. 
➢ Em toda a história da escravidão negra no Ceará 
ela parece ter se mesclado com o trabalho 
assalariado 
➢ os Negros também foram ocupando estes 
espaços, não só como cativos, mas como 
trabalhadores livres, como proprietários 
➢ Prevaleceu no Ceará a importação de escravos 
Africanos pelos entrepostos do Recife e São 
Luís e em menor escala pelos portos de 
Salvador e Rio de Janeiro 
Obs.: Majoritariamente procedentes de Angola e 
do Congo 
➢ O Ceará vai conhecer um aumento de sua 
população escrava justamente com o cultivo de 
algodão no século XIX 
Obs.: mas até a abolição não vai exceder a 40 mil 
cativos. 
 
➢ Em 1808 a Câmara de Fortaleza a pedir 
autorização real, para proceder à importação de 
escravos da África, no que não foi atendida, 
pois prossegue importando pequenas 
quantidades de cativos Negros de Pernambuco 
Obs.: no período de 1813-1817, entraram na 
capitania, via Pernambuco, trezentos e sessenta e 
dois cativos 
➢ O Ceará continuou importando seus escravos, 
Africanos, Crioulos e Mestiços de Pernambuco 
ou do Maranhão pelo menos até 1840, e a 
utilizar o trabalho assalariado tanto na pecuária 
como nas lavouras de algodão. 
➢ Com o surto da lavoura algodoeira, ainda em 
meados do século XVIII, acentuou-se uma 
demanda de mão-de-obra configurando-se uma 
maior presença do trabalhador livre, como 
também do escravo Africano. 
Obs.: No século XIX, na década de 1860, período 
de novo incremento da cotonicultura, a entrada de 
escravos para o Ceará já não acontece, tendo em 
vista que a importação de peças escravas já havia 
praticamente deixado de ocorrer na década de 
1840. 
➢ A partir de 1850, a província cearense passou a 
exportar Negros cativos dentro do processo do 
tráfico interprovíncia. 
Obs.: Lei Eusébio de Queiroz proibiu o tráfico 
negreiro. 
➢ a cultura do algodão, o emprego de escravos 
era pouco vantajoso, devido ao ciclo vegetativo 
curto, que implicava em longos períodos de 
ociosidade forçada da mão-de-obra. 
 
➢ no sertão nordestino, grande parte do cultivo de 
algodão desenvolveu-se através da pequena 
produção, associada à plantação de gêneros 
 
HISTÓRIA DO CEARÁ 
alimentícios, dentro de um complexo vinculado 
à pecuária extensiva e às relações de 
latifúndio/minifúndio 
 
➢ Tendo ou não comercializado com a África, o 
fato é que o Ceará não estava excluído do 
circuito do tráfico, pois comprava cativos tanto 
para o trabalho agropastoril como para os 
serviços domésticos, dinâmica não muito 
diferente do resto do país, embora os 
adquirissem de praças locais 
 
• Movimento Abolicionista na Província 
do Ceará 
➢ Resultado de uma série de fatores que 
propiciaram o seu pioneirismo na abolição da 
escravatura em relação às demais províncias 
brasileiras. 
➢ As agremiações abolicionistas no Ceará 
envolveram pessoas de vários setores da 
sociedade. 
➢ Movimento de críticas e lutas contra o regime 
escravista vigente no Brasil desde o período 
Colonial. 
➢ Estas motivações possuíam variadas 
influencias, tanto ideológicas como, 
econômicas, morais e religiosas. 
➢ A manutenção do sistema escravista no Brasil 
possuía uma relevância tanto social, como 
principalmente econômica. 
➢ Sua conservação estava inserida no pensamentoda classe dominante, nos costumes, nas 
tradições e dia a dia das pessoas comuns. 
➢ A instituição escravista havia herdado do 
período colonial características peculiares 
como, por exemplo, o trabalho braçal feito, 
geralmente, por negros cativos (característica 
da supremacia racial branca), com argumentos 
da inferioridade intelectual dos africanos. 
➢ Em meados do século XIX (1850) o Brasil 
continuava a ser um país escravista, 
agroexportador e dependente da economia 
externa (café). 
➢ Alguns poucos avanços começaram a surgir, 
como, a introdução da mão-de-obra livre do 
imigrante europeu (mais voltada à região 
produtora de café), a preocupação urbanística 
em algumas cidades do país, um surgimento 
limítrofe de indústrias. 
➢ Entretanto, o regime escravista ainda 
preponderava. 
 
Obs.: Durante todo o processo de manutenção do regime 
escravista no Brasil, a forma dos brancos se imporem sobre 
os negros não foi apenas do ponto de vista econômico, 
ultrapassava este aspecto, estava presente na sociedade 
brasileira “[...] o despotismo ou a tirania do homem sobre a 
mulher, do pai sobre o filho, do senhor sobre o escravo, do 
branco sobre o preto” (FREYRE, 1990:XCV). 
Esta realidade perdurou até o final do século XIX quando, a 
sociedade civil, ou parte dela, no Ceará e no restante do 
Brasil, aproximou-se do ideal de liberdade dos negros cativos 
e passou a lutar pela abolição da escravatura. 
 
➢ no decorrer do século XIX, alguns setores da 
sociedade brasileira começaram a se 
sensibilizar com a situação dos cativos no 
Brasil e, a sofrer a influência ideológica do 
pensamento nascido a partir do Iluminismo 
➢ O movimento abolicionista encontrara maior 
suporte nas camadas urbanas, principalmente 
entre jovens das classes médias urbanas e da 
elite 
Obs.: Os objetivos do movimento abolicionista e, 
principalmente de suas lideranças, limitavam-se 
na maioria das vezes em aceitar a necessidade de 
libertação dos escravos como um benefício à 
imagem do Brasil em relação à comunidade 
internacional. 
➢ A elite econômica não se dispunha a promover 
a libertação dos escravos, nem tão pouco a 
melhorar as condições de vida dos negros 
cativos, salvo aqueles que aderiram o 
movimento abolicionista. 
➢ Após a aprovação da Lei Eusébio de Queirós 
(lei do fim do tráfico negreiro), surgiu no país 
uma crise de mão-de-obra, principalmente na 
lavoura cafeeira. 
➢ Tráfico interprovincial - a província do Ceará 
passou a fornecer escravos para a região 
sudeste ocasionando um grande fluxo de 
escravos para esta região e consequentemente 
na diminuição de negros cativos no Ceará 
 
A ocasião em que mais se notou a coragem e resignação desse 
povo excepcional, foi na terribilíssima seca de 1877, 1878 e 
1879. Descrever as lúgubres cenas dessa quadra de dores e 
agonias de uma população inteira, seria serviço superior a 
nossa capacidade. Perderam se para mais de trezenas mil 
vidas naquele período angustioso [...] no tempo em que 
grassou a varíola, houve dias de morrerem mais de mil 
pessoas. (BEZERRA, 1906:31). 
O Ceará sente desagregar-se sua vida econômica, cai a 
produção de gêneros alimentícios sobem em vertical. O negro 
tem cotação vil, quando não é trocado por uma carga de 
 
HISTÓRIA DO CEARÁ 
farinha e rapadura. Um homem custa 300 mil réis. Uma negra 
para qualquer serviço, 100 mil réis. (MOREL, 1988:p. 96) 
 
➢ O ideal abolicionista encontrara um espaço 
adequado para fluir no Ceará, por conta do 
tráfico interprovincial que diminuíra a 
quantidade de cativos na província e a seca que 
abalou o Ceará entre 1877 e 1879. 
28 de setembro de 1879: 
Funda-se em Fortaleza a associação 
Perseverança e Porvir, iniciadora do movimento 
abolicionista na província. 
➢ Um grupo composto por jovens, quase todos 
envolvidos na vida comercial de Fortaleza, que 
passou a lutar pela questão abolicionista. 
Sensibilizados com o que viam 
Obs.: estes dez moços de fé se uniram numa 
sociedade de fins econômicos, em molde de 
cooperativa, cujos lucros, em parte, se destinavam 
à manumissão de pretos escravizados. 
 
1880 - nova organização: Sociedade 
Cearense Libertadora 
dedicada não só ao emancipacionismo, mas 
também à abolição 
➢ Realizavam reuniões públicas, que sempre 
terminavam em aplausos, com contribuições às 
manumissões e algumas alforrias 
1 de janeiro de 1881 - publicado o primeiro 
número de O Libertador 
 jornal da Sociedade Cearense Libertadora, que 
durante o processo abolicionista, procurava 
incentivar a sociedade a apoiar esta nova ideia, com 
discursos inflamados, que muitas vezes se utilizava 
mais da comoção e da sensibilização da sociedade. 
 
• Pedro Pereira da Silva Guimarães 
No ano de 1850 - um cearense de ARACATI - 
deputado Pedro Pereira da Silva Guimarães, 
enfrentava a oposição da Câmara Federal 
apresentando um projeto em favor da abolição. 
 
➢ Surgiram depois diversos movimentos 
abolicionistas, entre os quais salientou-se a 
SOCIEDADE CEARENSE LIBERTADORA 
que, em seu estatuto, afirmava: 
Art. 1 - Um por todos, todos por um. 
Parágrafo único: - A Sociedade libertará escravos 
por todos os meios ao seu alcance. 
 
No ano de 1870 surgiram as duas primeiras 
associações libertadoras do Ceará ambas com a 
finalidade de trabalhar pela libertação dos 
escravos.: 
➢ Sociedade Libertadora de Baturité 
➢ Sociedade Manumissora Sobralense 
Obs.: Mas, foi através da Sociedade Cearense 
Libertadora e do jornal O Libertador que a 
sociedade civil se engajou de fato no movimento 
abolicionista 
 
➢ As forças contrárias à abolição da escravatura 
eram muitas, e que, os abolicionistas cearenses 
sofreram forte reação dos escravocratas. 
➢ O sistema escravista estava enraizado no 
pensamento e nas ações da sociedade, porém, 
mesmo com suas limitações, o movimento 
abolicionista conseguira espaço na província do 
Ceará. 
 
➢ Havia sido criado através da Lei do Ventre 
Livre (1871) um Fundo de Emancipação 
destinado a libertar anualmente certo número 
de cativos em cada Província. 
➢ o número de cativos no Ceará também pôde ser 
reduzido 
Obs.: Fatores que influenciaram na diminuição 
da quantidade escravos na província do Ceará: 
✓ o tráfico interprovincial 
✓ a seca de 1877 a 1879 
✓ a Lei do Ventre Livre 
✓ Fundo de Emancipação 
Obs.: o movimento abolicionista encontrou espaço 
propício para abolir a escravidão na província. 
 
➢ No decorrer do processo abolicionista como 
houve uma adesão de vários setores da 
sociedade com a causa abolicionista: 
✓ Clube Abolicionista 
✓ o Centro Abolicionista 25 de dezembro 
✓ o Clube dos Libertos 
✓ Cearenses Libertadoras. 
 
1º de janeiro de 1883 
a vila do Acarape, hoje Redenção, foi o 1º 
município do Ceará e do Brasil, que deu liberdade 
a seus escravos. Outros municípios foram 
libertando seus escravos. 
 
HISTÓRIA DO CEARÁ 
Dia 13 de abril, o Centro Abolicionista 25 de 
dezembro, incita a abolição em Fortaleza através de 
um manifesto: 
“Já é fraca a voz potente de laureados oradores a trovejar 
contra a inclemência da sorte de tantos infelizes a mover a 
piedade no ânimo dos donos das senzalas a depor no altar da 
ideia que advogam, as flores olerosas de uma eloquência 
esmagadora, máscula” (STUDART, 2001:309). 
 
No dia 24 de maio do mesmo ano, Fortaleza 
libertou seus escravos, os abolicionistas 
conseguiram a libertação em outros municípios 
 
25 de março de 1884 houve total extinção dos 
escravos na província do Ceará. 
Aqueles que defendiam a manutenção do trabalho 
escravo eram minoria, além disto, os jornais 
existentes no Ceará serviam como um meio de 
propagação das ideias abolicionistas 
 
➢ Mesmo depois da abolição no Ceará, o 
município de Milagres manteve seus cativos 
até a Lei Áurea (1888) 
Para o jornal O Libertador, o que estava ocorrendo 
em Milagres era devido o assentimento ou 
conivência do Presidente da Província e do inspetor 
do tesouro provincial 
 
 
REVISADO 
1www.grancursosonline.com.brViu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
Ceará na República Velha – Introdução
HISTÓRIA DO CEARÁ
CEARÁ NA REPÚBLICA VELHA – INTRODUÇÃO
História do Ceará. 1. O período colonial: a ocupação do território: disputas entre 
nativos e portugueses; acesso à terra: sesmarias e a economia pecuária. 2. O período 
imperial: o Ceará na Confederação do Equador; importância da economia do algodão; 
a escravidão negra no Ceará. 3. O Ceará e a “República Velha”: a política oligárquica: 
coronelismo e clientelismo; movimentos sociais religiosos e “banditismo”; 4. O perí-
odo 1930/1964: o Ceará durante o Estado-Novo; repercussões da redemocratização; 
“indústria da seca”: DNOCS e SUDENE. 5. Os governos militares e o “novo” coro-
nelismo; a “modernização conservadora”. 6. A “nova” República: os “governos das 
mudanças”.
Linha do tempo:
1530 – 1808: na perspectiva econômica: colônia
1822 – 1889: país independente que nasceu sob a forma de império
15/11/1889: proclamação da república.
1831 – 1840: período regencial brasileiro – surge no Brasil a Guarda Nacional. Para ser 
líder de um contingente da Guarda Nacional era necessário possuir dinheiro e condições de 
manutenção dos jagunços. Essas pessoas receberam o título de coronéis, mesmo sem ter 
formação militar.
– Coronelismo
– Clientelismo
• Em 1889, Marechal Deodoro da Fonseca proclama a república no dia 15 de novembro. 
• O período de governo dos militares, de 1889 a 1894, ficou conhecido como o período 
da espada.
• Floriano Peixoto: com a saída de Deodoro da Fonseca, Peixoto assume a presidência 
da República.
• Floriano Peixoto encabeça o movimento que retira um dos governadores do estado e 
acaba fazendo com que os Accioly ascendam ao poder.
5m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
1896 a 1912: domínio da oligarquia
2www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
Ceará na República Velha – Introdução
HISTÓRIA DO CEARÁ
CONSTITUIÇÃO DE 1891
• 1ª Constituição republicana, promulgada em 24 de fevereiro de 1891;
• Rui Barbosa, Ministro da Fazenda, foi o principal redator;
• Influência da Constituição norte-americana (República federativa liberal);
• Estados da federação (antigas províncias) receberam certos direitos;
– O Ceará passa a ser um Estado, não mais uma província.
• Tripartição dos poderes, harmônicos e interdependentes;
• Bicameralismo (Câmara dos deputados e Senado federal);
– Senador com mandato de 9 anos e deputados com 3 anos, tendo sua quantidade 
estipulada pela população do Estado;
www.grancursosonline.com.br
arthu
Máquina de escrever
1889 a 1894
arthu
Máquina de escrever
até então só tinha a Constituição de 1824
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
CE passa a ser Estado
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
3www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
Ceará na República Velha – Introdução
HISTÓRIA DO CEARÁ
• O corpo de ministros seria de acordo com a vontade do presidente;
• Validava a separação da Igreja e do Estado (Laicização do Estado);
• Liberdade religiosa e o direito à certidão de casamento;
• Concessão à naturalização aos imigrantes (atração de capitais estrangeiros e a per-
manência de imigrantes diversos, principalmente aqueles favorecidos pela liberdade 
religiosa). 
• No dia 15 de novembro de 1894, Prudente de Moraes assumiu a presidência da repú-
blica, e Floriano saiu da vida pública por livre e espontânea vontade.
– Período conhecido como República Oligárquica devido à forte participação e con-
trole do governo por parte dos grandes latifundiários, principalmente cafeicultores;
– Influência dos cafeicultores no comando do país gerou inúmeros conflitos sociais, 
que desestabilizaram o governo;
– Política do Café com Leite (1898 – Formulada por Campos Sales);
- Representava o revezamento dos estados de são Paulo e Minas no posto de pre-
sidência da república.
- Estava amparada pela política dos governadores, formulada por Campos Sales, 
que representava uma troca de favores entre o executivo estadual e municipal.
- A família Accioly estava inserida diretamente na política dos governadores. Ela 
se mantém no poder durante os anos de 1896 a 1912 amparada na perspectiva 
oligárquica que atendia à política dos governadores.
• Política do café com leite: revezamento entre as oligarquias de SP e MG na linha 
sucessória do governo;
• SP com a sua riqueza econômica pautada pelo café;
• MG com sua numerosa bancada eleitoral, a maior do Congresso;
• Estabilizar e impedir opositores de chegarem ao poder;
• O sul, mesmo inferior à SP e MG, sempre fez frente à política do café com leite, por 
sua tradição política e importância econômica;
• Clientelismo e a política dos governadores (troca de favores) 
– Executivo federal (presidentes) e executivo estadual (governadores).
10m
15m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
intenção das oligarquias
arthu
Destacar
Highlight
4www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
Ceará na República Velha – Introdução
HISTÓRIA DO CEARÁ
O PODER DAS OLIGARQUIAS
• Executivo nacional: através de recursos financeiros e atuações políticas fazia com 
que o executivo estadual se mantivesse no poder e conseguisse ter uma sustentabili-
dade política.
• Executivo estadual: mandava recursos financeiros ao município.
• Municípios (coronéis): os coronéis eram de famílias ricas e faziam as benfeitorias 
nas regiões.
 – Devolviam os favores através dos votos. 
– O voto era aberto, assim, o coronel sabia os votos dos eleitores.
– Voto aberto: gerou violência e perseguições a grupos contrários.
POLÍTICA DAS SALVAÇÕES – 1910:
• Tinha o propósito de derrubar oligarquias contrárias ao governo federal, ou seja, não 
poderia haver oposição ao executivo federal;
• Visava manter a política, principalmente os governadores, sob domínio do presidente 
Hermes da Fonseca, que considerava crime contra o Estado, confabular fraudes e etc.;
20m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Garantir a política dos governadores, garantir a política do café com leite, porém, der -
arthu
Máquina de escrever
rubando as oligarquias
arthu
Máquina de escrever
obs: no CE desde 1896 existia a oligarquia de Acioly
arthu
Máquina de escrever
- Quando vem a política das salvações, tende a dar problema no CE.
5www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
Ceará na República Velha – Introdução
HISTÓRIA DO CEARÁ
TENENTISMO E COLUNA PRESTES
• A coluna prestes questionava as oligarquias.
• Não era bem vista pelos políticos.
Listagem dos governadores do Ceará de 1888 a 1930:
• Luís Antônio Ferraz - 16 de novembro de 1888 a 22 de janeiro de 1891.
– Primeiro governador do Estado.
• Benjamin Liberato Barroso - 22 de janeiro de 1891 a 6 de abril de 1891.
• Feliciano Antônio Benjamim - 6 de abril de 1891 a 28 de abril de 1891
• José Clarindo de Queirós - 28 de abril de 1891 a 16 de fevereiro de 1892 (Retirado por 
Floriano de forma violenta pelas forças de Floriano e Nogueira Accioli)
• João Nepomuceno de Medeiros Mallet - 16 de fevereiro de 1892 a 18 defeve-
reiro de 1892.
• Benjamin Liberato Barroso - 18 de fevereiro de 1892 a 12 de julho de 1892.
• Antônio Pinto Nogueira Accioli - 12 de julho de 1892 a 27 de agosto de 1892 
• José Freire Bezerril Fontenelle - 27 de agosto de 1892 a 12 de julho de 1896 (é militar)
• Antônio Pinto Nogueira Accioli - 12 de julho de 1896 a 12 de julho de 1900.
– Presidente eleito de forma democrática.
– O mais famoso de sua oligarquia.
25m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Até cangaceiros participaram do combate à coluna prestes
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
1
arthu
Máquina de escrever
2
arthu
Máquina de escrever
3
arthu
Máquina de escrever
4
arthu
Máquina de escrever
5
arthu
Máquina de escrever
6
arthu
Máquina de escrever
7
arthu
Máquina de escrever
8
arthu
Máquina de escrever
9
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
6www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
Ceará na República Velha – Introdução
HISTÓRIA DO CEARÁ
• Pedro Augusto Borges - 12 de julho de 1900 a 12 de julho de 1904
• Antônio Pinto Nogueira Accioli - 12 de julho de 1904 a 12 de julho de 1908
• Antônio Pinto Nogueira Accioli - 12 de julho de 1908 a 24 de janeiro de 1912
• Antônio Frederico de Carvalho Mota - 24 de janeiro de 1912 a 12 de julho de 1912.
• Belisário Cícero Alexandrino - 12 de julho de 1912 a 14 de julho de 1912.
• Marcos Franco Rabelo - 14 de julho de 1912 a 14 de março de 1914.
• Floro Bartolomeu da Costa - 10 de Março 1914 a 15 de Março de 1914 –
 Presidente do Ceará (em “Estado de Sítio ou Estado de Exceção”) consoante titulo 
de nomeação do COLETOR ESTADUAL DE MORADA NOVA, MANUEL HONORATO 
CAVALCANTE FILHO, datado de 10 de Março de 1914 expedido pelo Dr. Floro Barto-
lomeu da Costa, como Presidente do Estado do Ceará em Joaseiro do Cariry.
• Fernando Setembrino de Carvalho - 15 de março de 1914 24 de junho de 1914
• Benjamin Liberato Barroso - 24 de junho de 1914 a 12 de julho de 1916
• João Tomé de Saboia e Silva - 12 de julho de 1916 a 12 de julho de 1920 Justiniano de 
Serpa - 12 de julho de 1920 a 12 de julho de 1923
• Ildefonso Albano - 12 de julho de 1923 a 12 de julho de 1924 
• José Moreira da Rocha - 12 de julho de 1924 a 19 de maio de 1928
• Eduardo Henrique Girão - 19 de maio de 1928 a 12 de julho de 1928
• José Carlos de Matos Peixoto - 12 de julho de 1928 a 8 de outubro de 1930.
30m
��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa Santos. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
1www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
Oligarquia Accioly
HISTÓRIA DO CEARÁ
OLIGARQUIA ACCIOLY
O jornal “A República” era um dos poucos que não sofria perseguição, pois era pró-go-
verno Accioly.
“Órgão do partido e do governo do exmo. Sr. Accioly”: Jornal A Republica
O jornal A Republica inicia suas atividades no ano de 1892, assumindo feição partidária 
desde os primeiros números. Nascido sob a chancela republicana, tem sua redação em For-
taleza, do início até o desaparecimento, em 1912. De circulação diária, sua impressão saía 
da mesma tipografia onde anteriormente se imprimia o Libertador. Órgão da Sociedade Cea-
rense Libertadora de Fortaleza, aparecido em 1 de janeiro de 1881, usava a epígrafe “Ama a 
teu próximo como a ti mesmo” 
Maria Emília da Silva Alencar - À Sombra das Palavras”: A Oligarquia Acciolina e a Imprensa
• O jornal acaba no ano em que os Accioly saem do poder.
• Na base da política dos governadores havia os coronéis.
• A corrupção, o mandonismo, o privilégio em comercializações e a perseguição aos jor-
nais opositores são características presentes no governo dos Accioly.
• Ninguém poderia se destacar no Ceará mais que os Accioly.
A OLIGARQUIA DE ACCIOLY
• 1896 e 1912:
• Adesão à política dos governadores
• O apoio dos coronéis,
• Aliança com grupos econômicos
• O nepotismo e a repressão aos oposicionistas
• Corrupção
Caso da vacina - Rodolfo Teófilo
Com o objetivo de convencer os moradores pobres das favelas de que eles deveriam 
permitir-se vacinar, o farmacêutico, imbuído de um espírito criativo, inventou a figura de são 
Jenner, na verdade, Edward Jenner, que em fins do século XVIII descobriu a vacina contra a 
5m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
2www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
Oligarquia Accioly
HISTÓRIA DO CEARÁ
varíola. Fundador da Liga Cearense contra a Varíola, Teófilo distribuiu suas vacinas pelo inte-
rior do estado, chegando a gastar o próprio dinheiro com a produção dos antídotos. Sofreu 
forte reação da elite local, incomodada com a ascensão do farmacêutico. 
Este incômodo refletiu-se diretamente na imprensa local, que começou a publicar verda-
deiros ataques à vacina produzida por ele, sugerindo que a mesma teria causado a morte de 
várias crianças na capital. A resposta não tardou a chegar. Em 1907, Teófilo recebia a apro-
vação da vacina pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC), então denominado Instituto de Patologia 
Experimental de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Debelada a varíola, o farmacêutico ainda 
sofreria retaliações do governo, não obtendo apoio, em momento algum, das autoridades 
municipais ou provinciais.
https://www.scielo.br/j/hcsm/a/K4BVM3fdQRfKVqqLmCmyXYN/?lang=pt
• Ao ver a população morrendo de varíola, a família que estava no poder não agiu para 
frear a disseminação.
• A política oligárquica não permitia a disseminação de pensamentos opostos.
PEDRO BORGES (1900–1904)
• Continuidade da oligarquia Acciolina.
• Construção da academia livre de direito do Ceará
• Greve dos catraieiros de Fortaleza
• Impunidade dos crimes sertanejos.
Na manhã de domingo, 3 de janeiro de 1904, os catraieiros paralisaram suas atividades 
e foram até o Galpão do Porto para protestar contra o sorteio, quando foram surpreendi-
dos com a ação do Batalhão de Polícia do Estado. A polícia, ao promovera ação agressiva, 
matou 7 pessoas e feriu mais de 30, entre os manifestantes e curiosos que observavam o 
movimento.
Nágila Maia de Morais. Vaivém das marés: o dia a dia dos trabalhadores catraieiros no 
porto de Fortaleza (1903-1904)
• O policiamento era muito mais repressivo do que preventivo. 
10m
15m
www.grancursosonline.com.br
https://www.scielo.br/j/hcsm/a/K4BVM3fdQRfKVqqLmCmyXYN/?lang=pt
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Utilizado pela oligarquia dos Accioli
3www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
Oligarquia Accioly
HISTÓRIA DO CEARÁ
ANTÔNIO PINTO NOGUEIRA ACCIOLI – 1904 A 1912
• Retorna ao poder do Ceará como governador.
• Chefe político dos tempos do Império
• Se mantinha no poder através de fraudes eleitorais, os votos de cabrestos. Os currais 
de eleitores espraiavam-se por todo o estado cearense.
– Possuía uma escalada contínua aos seus opositores.
• Violência política fora do tempo eleitoral
• Emboscada e assassinatodo capitão Antônio Clementino de Oliveira diretor do “Jornal 
do Ceará”.
• Coronel Agapito Jorge dos Santos, redator do “Jornal do Ceará – perseguido e esca-
pou de três emboscadas.
• Invasão a outros jornais opositores, como o Jornal Unitário. 
Uma noite Facó entrava na praça do Marquez do Herval, em companhia de seu amigo 
Junqueira Guarany. Inesperadamente foi agredido pelas costas, recebendo uma cacetada 
na cabeça que derribou. Os agressores eram quatro e só não o mataram por que Guarany, 
moço de grande coragem, sacou o estoque da bengala e se pôs na defensiva do amigo. Ao 
mesmo tempo as famílias que estavam nas janelas, gritavam pedindo socorro. (TEÓPHILO, 
1914, p. 56).
http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1300370080_ARQUIVO_Texto-
ANPUHCarlosHenriqueBarbosa.pdf
• Em 1908, um grupo de acadêmicos da Faculdade de Direito do Ceará organizou pro-
testos contra a reeleição de Nogueira Accioly.
– Os protestos não obtiveram sucesso
– Existiam grupos no Ceará que mesmo com toda repressão e violência expunham os 
seus pensamentos contrários ao governo.
• Joaquim Pimenta e Florêncio Alencar, considerados líderes, foram presos, passando 
uma série de vexames.
• A reeleição de Nogueira e a sua forma de governar intensificaram as oposições, for-
madas por oligarquias dissidentes, por burgueses, pela classe média, por populares e 
até por coronéis.
20m
www.grancursosonline.com.br
http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1300370080_ARQUIVO_TextoANPUHCarlosHenriqueBarbosa.pdf
http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1300370080_ARQUIVO_TextoANPUHCarlosHenriqueBarbosa.pdf
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Máquina de escrever
Famílias/grupos que não concordam mais com o pensamento
e abandonam
arthu
Destacar
4www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
E
S
Oligarquia Accioly
HISTÓRIA DO CEARÁ
• 1912 – Ano eleitoral – EM uma política das salvações surgem os nomes de Marcos 
Franco Rabelo. Domingos Carneiro era o indicado por Accioly.
– As pessoas, consternadas com tamanha violência, fizeram uma passeata (passeata 
das crianças). 
• Repressão acciolina à passeata das crianças
– A passeata das crianças contou com aproximadamente 1.000 crianças.
– O governador recebeu os manifestantes com violência e brutalidade
– A repressão política à manifestação gerou uma guerra a céu aberto em Fortaleza.
– O governador saiu do Ceará e foi para o Rio de Janeiro.
• Revolta popular + interesses oposicionistas + armas
• Deposição de Nogueira Accioly
– Accioly deposto abre caminho para a eleição de Franco Rabelo.
• Eleição de Franco Rabelo
25m
��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa Santos. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
1www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
Sedição de Juazeiro e Banditismo
HISTÓRIA DO CEARÁ
SEDIÇÃO DE JUAZEIRO E BANDITISMO
Juazeiro estava ligada aos grupos oligárquicos e tinha vínculo com a família Acióli. Nessa 
época, essa família foi retirada do poder e isso gerou uma revolta por parte da região de 
Juazeiro. Nesse sentido, Padre Cícero comanda um exército de pessoas ligadas ao contexto 
religioso e social para reaver o poder no Ceará, o que contraria a então política das salvações 
de Hermes da Fonseca.
Dentro desse contexto, têm-se um fanatismo religioso, uma influência religiosa sobre as 
pessoas e um novo movimento que retira o governo eleito do poder e convoca, por conse-
guinte, novas eleições.
Em suma, Padre Cícero lidera essas pessoas e vai até Fortaleza, fazendo um cerco ao 
Franco Rabelo. Além disso, o parceiro de Cícero busca apoio na sede da capital brasileira, 
conseguindo o suporte de um senador. Em seguida, realiza-se um cerco à Fortaleza e se 
retira Rabelo de lá. Após esse evento, Padre Cícero se torna vice-governador.
REVOLTA / SEDIÇÃO DE JUAZEIRO (1913)
• Causa: Intervenção do governo central no Ceará, retirando do poder a tradicional famí-
lia Accioly (Política das Salvações).
• O fanatismo religioso, o descontentamento e a situação de miséria da população pobre 
favoreceram a participação dos sertanejos no conflito.
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
2www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
Sedição de Juazeiro e Banditismo
HISTÓRIA DO CEARÁ
• Acreditavam estar participando de uma espécie de “guerra santa” contra as forças 
do mal, representadas pelo governo federal. Na condição de miséria que as pessoas 
viviam, Padre Cícero consegue convencê-las da existência dessa guerra santa contra 
Franco Rabelo, de um projeto divino contra o governo dele.
• Padre Cícero lidera um exército formado por fiéis que recuperam o poder para a tradi-
cional família.
• Após a expulsão dos soldados de Franco Rabelo, Floro Bartolomeu – grande parceiro 
do Padre Cícero – vai até o Rio de Janeiro para conseguir mais aliados. Os revoltosos 
seguem para Fortaleza com o objetivo de derrubar o governador. 
• No Rio de Janeiro, Floro consegue o apoio do senador Pinheiro Machado. Quando os 
revoltosos chegaram em Fortaleza, uma esquadrilha da Marinha impôs um bloqueio 
marítimo em toda a orla da cidade. Cercado, Franco Rabelo foi deposto.
• Hermes da Fonseca convocou novas eleições, nas quais Benjamin Liberato Barroso 
foi eleito governador e Padre Cícero foi novamente eleito como vice-governador.
• Após a revolta, Padre Cícero foi excomungado pela Igreja Católica no fim da década de 
1920, mas continuou sendo venerado como santo e profeta pela população camponesa.
Boa parte dos nordestinos, adeptos do catolicismo popular, tem todo um carinho por 
Padre Cícero. Por exemplo, caso alguém tenha assistido ao filme “O Alto da Compadecida”, 
o cangaceiro é enganado pelo João Grilo em virtude de tanta devoção, devoção essa que o 
próprio lampião Virgulino tinha pelo Padre Cícero. Por sua vez, veremos posteriormente que 
essa veneração gerou frutos para o Ceará.
5m
www.grancursosonline.com.br
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
arthu
Destacar
3www.grancursosonline.com.br
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
Sedição de Juazeiro e Banditismo
HISTÓRIA DO CEARÁ
É importante perceber que a Sedição de Juazeiro ocorre entre 1913 e 1914, sedição que 
tem grande relevância para a história do Ceará. Depois desse evento, o que os historiadores 
argumentam é que não deixa de existir o domínio oligárquico no Ceará no sentido de famí-
lias. O que se tem são governadores indicados pelo presidente da República.
A partir disso, configuram-se, dentro do Ceará, dois principais partidos até o ano de 1930: 
um partido democrata e outro conservador. E o que se tem com os governadores desses

Mais conteúdos dessa disciplina