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HISTÓRIA DO CEARÁ O PERÍODO COLONIAL: A OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO Pacto Colonial Colônia envia matéria prima para Metrópole, que joga produtos manufaturados para Colônia (relação de dependência). Início Período Colonial no Brasil: 1530 ➢ Espanha chega na América em 1492 ➢ Portugal chega na América em 1500 ➢ Tratado de Tordesilhas assinado em 1494 (divisão o território do Brasil em partes – Portugal e Espanha) Obs.0000: o território do CE ficava dentro da América Portuguesa. Período pré-colonial 1500 a 1530 (o Brasil não foi efetivamente colonizado pelos portugueses). Expedição Colonizadora (Portugal) Expedição Martim de Afonso de Sousa (1530). Passou de fato a colonização do Brasil. Capitanias Hereditárias Instalou-se no Brasil em 1534, em que o CE se tratava de uma. O CE só foi efetivamente colonizado após 1611. (Período da União ibérica – século XVII). Quando se efetivou a colonização no CE quem administrava a coroa portuguesa era um Rei Espanhol. Não é porque foi colonizado depois, que o CE não tem história anterior. • Ceará Pré-Colonial ➢ Tribos Tupis chegaram pouco tempo antes dos primeiros europeus. ➢ Presença dos Tabajaras (aliança com os portugueses); ➢ Presença dos Potiguaras (aliança com os franceses); ➢ Semi-nomandismo; ➢ Antropofagia ritualística (consumo da carne humana). • Capitania Hereditária - Siará Começa no literal e ia até o Tratado de Tordesilhas Capitão Donatário: Antônio Cardoso de Barros ➢ 1535, a capitania foi doada ao Capitão Donatário; ➢ Ele não se interessou em colonizá-la (não chegou nem a visitar a capitania); ➢ Faleceu em 1556, ao lado de Dom Pero Fernandes Sardinha (devorado pelos índios Caetés, após um naufrágio na costa de Alagoas). ➢ D. João III (Rei de Portugal) – decide dividir o Brasil em capitanias hereditárias; ➢ Assim, Antônio Cardoso de Barros, em 1535, administrou a Capitania do Siará (capitanias Rio Grande, Ceará e Maranhão) - ele não teve interesse na região; ➢ 1603 – Pero Coelho de Sousa lidera a primeira expedição à região, e se interessou em colonizar aquelas terras. HISTÓRIA DO CEARÁ União Ibérica ➢ 1580 a 1640 – Unificação das Coroas (Portuguesa e Espanhola); ➢ ‘Holanda – responsável pela estrutura açucareira, que tendo bloqueio econômico invade o território brasileiro. ➢ Apesar da doação da capitania ter sido no século XVI, a ocupação se deu no XVII Pero Coelho de Souza – 1603 ➢ Investiga a região – expedições de reconhecimento ➢ Expulsa invasores (principalmente franceses) ➢ Articula aliança com indígenas, buscando encontrar minas de ouro e de prata ➢ Visando chegar ao Maranhão Expedição do Pero fracassada (Conflito entre nativos e portugueses) ➢ Não foi encontrado metais preciosos (ouro ou prata) e nem terras cultiváveis; ➢ Buscando restituir o investimento, Pero captura indígenas para escravidão e venda; ➢ Resultou em violência, que também não deu certo. Os indígenas resistiram (mortes dos dois lados). Em 1603, requereu e obteve da Corte Ibérica por intermédio de Diogo Botelho (oitavo governador-geral do Brasil), o título de Capitão mor para desbravar, colonizar e impedir o comércio dos nativos com os estrangeiros que há anos atuavam na capitania do “Siará Grande”. ➢ Pero se instalou às margens do rio Pirangi (depois batizado rio Siará), onde construiu o Forte de São Tiago Lisboa (1604); ➢ A esquadra de Pero Coelho teve que enfrentar a revolta dos índios da região que inconformados com a escravidão, destruíram o forte obrigando os europeus a migrarem para a ribeira do rio Jaguaribe; ➢ Lá, a esquadra de Pero Coelho construiu o Forte de São Lourenço; ➢ 1607 a seca assolou a região e Pero abandonou a capitania. 1607 - Envio de dois Padres Francisco Pinto e Luis Figueira Início próspero da ação missionária ➢ Chegaram até a região de Ibiapaba ➢ Jesuítas – chegaram a habitar com os índios Tabajaras ➢ 11 Jan de 1608, Padre Francisco Pinto foi assassinado pelos índios Tocarijus que foram incentivados pelos franceses Martim Soares Moreno – fundador do Ceará (Ocupação da Capitania) ➢ Martim Soares volta ao Ceará em 1611 Obs.: Martim Soares Moreno foi enviado ao Siará em 1612, se instalando às margens do Rio Siará (atualmente Barra do Ceará) ➢ Recuperou e ampliou o Forte São Thiago, batizando de Forte de São Sebastião ➢ Deu-se início a colonizaçãi da capitania do Siará Obs.: Não foi tão fácil, pois havia oposição das tribos indígenas e invasões de piratas europeus. ➢ Amizade com o chefe Jacaúna (aprendeu a língua tupi) ➢ Garantiu as posses portuguesas com a aliança com indígenas ➢ 1611 a 1630 – Relações conturbadas no período de Martin no Ceará ➢ A única atividade era a agricultura e a pecuária de subsistência ➢ Influência portuguesas limitadas ao forte Invasões Holandesas Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight HISTÓRIA DO CEARÁ Saída de Martim – 1631 ➢ Oposição indígena aos portugueses (os índios não aceitavam os portugueses) ➢ Aliança com Nassau (Governador Holandês) – Conquista do Forte de São Sebastião ➢ Holandeses conquista a capitania do Ceará em 1637 1637 – Região do Siará foi invadida por holandeses, enviados pelo príncipe Maurício de Nassau, que tomaram o Forte de São Sebastião. Anos depois a expedição foi dizimada pelos ataques indígenas. ➢ Primeiros comandantes holandeses: ▪ Tenente Hendrik Van Ham ▪ Gedeon Morris de Jonge ➢ Gedeon Morris – morto em 1644 na rebelião indígena contra os holandeses ➢ Ceará ficou independente de dominação europeia (sem portugueses e holandeses) Os holandeses ainda voltaram ao litoral brasileiro em 1649 – expedição chefiada por Matias Beck: ➢ 1649 – Nova expedição a região – Mathias Beck (restabelecimento da amizade com os indígenas) ➢ Se instalaram nas proximidades do rio Pajéu, no Siará, onde construíram o Forte Schoonenborch 1654 – Forte Schoonenborch foi tomado por portugueses, chefiados por Álvaro de Azevedo Barreto ➢ Troca lugar do forte (novo nome) – Forte de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção ➢ A sua volta formou-se a segunda vila do Ceará – vila do Forte ou Fortaleza Obs.: A primeira vila foi a de Aquiraz Obs.²: Em 1726, a vila de Fortaleza passou a ser oficialmente a capital do Ceará após disputas com Aquiraz. Próximo à Sé situa-se o Forte Nossa Senhora da Assunção, onde a história de Fortaleza começou (1649), o próprio nome da cidade é uma referência a essa antiga fortificação. A Importância de Fortaleza ➢ Ligação entre as capitanias de Pernambuco e do Maranhão ➢ Dificuldade na navegação (porto seguro e de ligação) ➢ Perto aos cursos de água Rio Ceará e Pajeú ➢ Os fortes defendiam de ataques indígenas 1654 – Holandeses expulsos definitivamente do Brasil ➢ Tratado de AIA ➢ Indenização paga aos Holandeses (pelo investimento feito no território brasileiro) ➢ Batalha dos Guararapes em PE ➢ Brasil administrado por Portugal e não mais pela União Ibérica O PERÍODO COLONIAL: ATIVIDADES ECONÔMICAS Sesmarias – Lotes distribuídos dentro de uma capitania Primeiras Atividades Econômicas A partir de 1678, começam a serem doadas as primeiras sesmarias no Ceará inicialmente na ribeira do Rio Jaguaribe. Essas sesmarias dariam origem às primeiras fazendas de criação de gado, que seriam nos anos seguintes a maior fonte de receitas para o estado. Obs.: Sesmarias não tem nada haver com as capitanias hereditárias. ➢ Somente se doou sesmarias no CE no século XVII, após a expulsão dos holandeses (faltando 22 anos para o término do séc. XVII). • O gado e a Penetração do Interior ➢ A cana-de-açúcar, desde o séc. XVI se afirmou como principal produto de exportação do Brasil colonial ➢ Proibiu-se,par- tidos é um característico descaso com o Ceará. Por exemplo, teve uma seca muito intensa em 1877 que provocou o deslocamento de muitos cearenses para a região amazônica. Em 1917, outra seca fortíssima atinge o Ceará em 1915, que deixa as pessoas famintas. Essas pessoas, buscando sobreviver, rumam em direção à capital. Porém, muitas dessas pessoas não conseguiram chegar porque era um projeto de quem estava no poder de fazer com que os miseráveis não fossem vistos em Fortaleza. Diante disso, as pessoas ficavam em verda- deiros campos de concentração – um curral humano em que essas pessoas ficavam isoladas e trancadas. ATENÇÃO Sendo assim, essas são informação importantes para levar para a prova. Informações que revelam como se comportou o Ceará nos mais de 40 anos de República Oligárquica. Veja o que a escritora cearense Rachel de Queiroz escreveu em seu livro “O Quinze”: “Vinha seca e trágica, surgindo no fundo sujo dos sacos vazios, na descarnada nudez das latas raspadas”. Nesse trecho, Queiroz faz a descrição de uma das mais severas secas no Ceará. • De 1914 a 1930, não houve domínio de nenhum grupo oligárquico no Ceará. • Governadores indicados pelo presidente da República. • Principais partidos: Republicano Democrata (ou Rabelistas que foram retirados do poder) e Republicano Conservador (das tradicionais oligarquias). • Descaso histórico com as secas – 1915. Descaso não só com a seca, mas também com o povo cearense. 10m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 4www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES Sedição de Juazeiro e Banditismo HISTÓRIA DO CEARÁ Observe o que está escrito no jornal abaixo: • Campos de concentração da seca. • Na zona oeste da cidade, o governador Benjamin Liberato Barroso construiu o primeiro campo, chamado Alagadiço. Em tese, a proposta inicial era abrigar os refugiados dan- do-lhes mínimas condições de sobrevivência. Porém, o que ocorreu de fato foi a proi- bição da saída das pessoas desses lugares. As pessoas não podiam mendigar. • Senador Pompeu fica a 270 km de Fortaleza. Essa cidade recebeu muita gente que tinha que ficar lá; as pessoas não podiam ir até Fortaleza. A feiura da fome e da seca tinha que se manter afastada. • Fugindo da seca do século passado, milhares de pessoas foram confinadas para que não chegassem à capital Fortaleza. Portanto, nessa primeira parte foi possível ver que as políticas de salvações foram imple- mentadas com o intuito de retirar o grupo que não apoia quem está no poder. Logo, tira-se a família Acióli e ocorre a sedição de Juazeiro. Nesse sentido, Benjamin se torna governador e o Padre Cícero ocupa o cargo de vice-governador. As pessoas foram jogadas como bichos nos currais por Benjamin, com a justificativa prévia de que era para fazer as pessoas se sen- tirem muito bem. Na realidade, o que acabou acontecendo foi o isolamento dessas pessoas. 15m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 5www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES Sedição de Juazeiro e Banditismo HISTÓRIA DO CEARÁ Diante disso, é preciso entender que, dentro dessa estrutura da história cearense, não é possível deixar de abordar o banditismo. Logo, ao falar sobre o banditismo, é necessário discorrer também sobre os cangaços, que incluem os cangaceiros, os jagunços, os fanáticos religiosos. BANDITISMO SOCIAL OU CANGAÇO (NE 1890 – 1940): O banditismo social indica que a pessoa foi excluída da sociedade e de condições míni- mas de vida e acaba praticando crimes. • Bandos armados que percorriam o interior nordestino sobrevivendo de delitos. • Principais bandos: Lampião e Curisco. • Causas: miséria crônica da população nordestina, seca, má distribuição de terras, des- caso do Estado e dos coronéis para com os mais pobres, violência. Uma exemplifica- ção dessa relação de violência é a forma como foram tratados os trabalhadores e as crianças no porto de Fortaleza. Basta lembrar que, na época da colonização das terras cearenses a partir do gado, a figura do capanga ou do jagunço já existia, até como maneira de conter os indígenas que tinham suas terras desapropriadas. Por sua vez, o cangaceiro ou jagunço tem uma raiz parecida de pobreza, de semiescravidão nas fazendas dos coronéis. Então, muitos cangaceiros/jagunços não aceitavam a condição de semiescravo e acabavam exercendo práticas de banditismo. • Mito do “Robin Hood”; mito de lutar contra a polícia e os coronéis. www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 6www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Sedição de Juazeiro e Banditismo HISTÓRIA DO CEARÁ • Os cangaceiros foram perseguidos pela polícia volante e exterminados um a um. Eram os únicos que despertavam medo nos coronéis, justamente por não terem pers- pectiva de melhorar sua condição e, portanto, não precisar temer o desrespeito das leis vigentes. Três personagens característicos conviviam no sertão cearense do século XIX e início do XX: Existem três personagens marcantes na história cearense que estão inseridos nesse banditismo social: • O capanga (jagunço ou cabra); • O cangaceiro; • E o fanático religioso (aquele que sofre com as maiores misérias e é explorado, mas ele acredita e ainda é manipulado). É possível ver na imagem a seguir uma cena do “O Auto da Compadecida” que mostra um cangaceiro e seu cabra: 20m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 7www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES Sedição de Juazeiro e Banditismo HISTÓRIA DO CEARÁ CAPANGA • Início da colonização, século XVII, os latifundiários utilizaram grupos armados para expulsar os índios das terras e mantê-los afastados delas e dos rebanhos. • A partir do século XVIII, resolução de conflitos entre os proprietários de terras e para a manutenção da condição semisservil dos trabalhadores rurais. • O capanga é como se fosse um guarda do seu chefe. exércitos particulares recrutados pelos latifundiários, que exerciam seu poder de classe dominante de modo direto. O jagunço era, portanto, um assalariado do crime a serviço de um potentado local. Entre os três personagens é o único que perdura até a atualidade. O papel do jagunço nas guerras entre famílias no interior cearense durante os séculos XVIII e XIX é fundamental. Carlos Garcia Filho • O jagunço atualmente é chamado de pistoleiro ou matador de aluguel. CANGACEIRO O cangaceiro também representa uma perspectiva de banditismo social. • Maior grau de autonomia em relação ao proprietário. • Vocação era realizar extorsão, assalto, pilhagem, sequestro e homicídio por conta própria. • O cangaço é um exemplo de banditismo social. • Os bandidos sociais são proscritos rurais, considerados criminosos por proprietários de terras e governo, mas admirados por parte da sociedade camponesa como heróis, campeões e vingadores. • Origem parecida com as dos capangas. Os capangas, vivendo emuma condição subalterna de pobreza, entendem que os delitos que eles cometiam como normais. • Na época da continuidade da oligarquia Acióli, uma das grandes críticas era os crimes sertanejos, do interior. As pessoas morriam, não se faziam investigações, pois essa era a realidade dos capangas. • Já o cangaceiro, diferentemente do jagunço, poderia em algum momento fazer um tra- balho para o coronel, mas ele tinha um grau de autonomia. Ele praticava seus delitos (os assaltos, a extorsão, os sequestros, a pilhagem, os homicídios) de maneira mais revolucionária em relação às três figuras destacadas anteriormente. www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 8www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Sedição de Juazeiro e Banditismo HISTÓRIA DO CEARÁ • De toda forma, ambos (jagunço e cangaceiro) possuem um vínculo com a pobreza e uma relação de sobrevivência dentro dessa perspectiva. Ceará – Refúgio Seguro de Lampião O Ceará foi um refúgio seguro para o lampião. Ele rra perseguido intensamente em Per- nambuco, Alagoas e Bahia, mas no Ceará desfrutava de abrigo em razão: • Da omissão de políticos e da proximidade com o Padre Cícero; • Da conivência de policiais, que não gostavam de ter nenhuma contenda com o bando de lampião; • Dos vaqueiros, que permitam a entrada de lampião; • Dos fazendeiros, que às vezes até alimentavam o bando de lampião; • Do clero. O Ceará praticamente não foi atacado por lampião. Diante disso, muitos atribuem isso à proximidade que os lampiões tinham do Padre Cícero. Caso de março de 1926, quando chegou a Juazeiro do Norte. Havia recebido convite do deputado federal cearense Floro Bartolomeu para integrar os Batalhões Patrióticos, formados para combater a Coluna Prestes. Foi recebido pelo padre Cícero, no encontro que reuniu duas das personalida- des mais emblemáticas da história dos sertões. A pedido do sacerdote, Pedro de Albuquerque Uchôa, inspetor agrônomo do Ministério da Agricultura e única autoridade federal em quilômetros, assinou numa folha de papel almaço documento dando a Virgulino a patente de capitão dos Ba- talhões Patrióticos. Os cangaceiros desfrutaram da estada e foram alvos da curiosidade popular. Muitos familiares de Virgulino haviam se mudado para a cidade que já então era uma Meca dos sertões. Lá fizeram a última foto de família. • Em 15 de junho de 1927, chegaram a Limoeiro do Norte, no Vale do Jaguaribe, Ceará, dois dias após deixarem de Mossoró. 25m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 9www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Sedição de Juazeiro e Banditismo HISTÓRIA DO CEARÁ • Mensagem da chegada de Lampião – entrada do bando em Limoeiro dando vivas ao governador José Moreira da Rocha e ao padre Cícero Romão Batista. • Matou-se um boi para a recepção dos cangaceiros. • Depois da refeição, receberam dinheiro e partiram. • O Ceará é tido como o Estado que menos sofreu com as ações de Lampião, em razão de Padre Cícero e pelo fato de não ser importunado pelos políticos. • Dizem que o lampião se comportava de maneira diferente no Ceará. Porém, em 1938, lampião foi executado já no governo do Estado Novo de Getúlio Vargas. • Em 27 de julho de 1938, Lampião e seus homens se estabeleceram para descansar na fazenda Angicos, Sergipe. • A localização de Lampião foi denunciada. • Na madrugada do dia 28 de julho de 1938, o bando de Lampião foi pego de surpresa por um ataque das tropas volantes – tropas do governo que se movimentavam. • Seu cadáver foi decapitado e sua cabeça foi levada para diferentes locais em exibição de sua morte. Isso se deu porque ele era um dos homens mais caçados do Nordeste. ��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa Santos. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 1www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo HISTÓRIA DO CEARÁ O CEARÁ DURANTE O ESTADO NOVO Para entender o Ceará durante o Estado Novo, é necessário primeiro compreender o que é esse período chamado de Estado Novo, buscando analisar como Vargas chegou ao poder e como a elite política e oligárquica cearense se comportou nesse contexto. A ERA VARGAS 1930 – 1945 A era Vargas começa em 1930 e termina em 1945. Todavia, os contornos que possibi- litam a chegada de Getúlio Vargas ao poder começam a ser estabelecidos no governo de Washington Luis. GOVERNO DE WASHINGTON LUÍS (1926–1930) • Apoiado pela política do café com leite; • Forte modernização e perseguição ao movimento operário; • Getúlio Vargas, ministro da fazenda no período, implementou medidas que favoreciam os cafeicultores e que dificultavam as importações para o país; • O governo de Washington Luís é o último da época chamada de República Velha; • Washington Luís era um paulista e tinha a obrigação de indicar um mineiro para a con- correr à presidência da República. Porém, ele não fez isso, pois quem ele indicou foi Júlio Prestes, que era paulista; www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar Highlight Washington Luís quebrou o ciclo da politica do café com leite , pois era paulista e deveria indicar um mineiro mas não fez indicou julio prestes ( outro paulista ) 2www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo HISTÓRIA DO CEARÁ • A ruptura da política do café com leite aconteceu com a indicação do sucessor à pre- sidência, Júlio Prestes, outro paulista; • Em resposta, Antônio Carlos, governador de MG e o natural sucessor de acordo com as articulações políticas, iniciou uma candidatura de oposição, formada pela Aliança Liberal; • Júlio Prestes concorreu então à presidência da República com o apoio de Washington Luís; • Com isso, o Antônio Carlos, do partido Republicano de Minas Gerais, rompe com a política do café com leite, o que cria no Brasil a denominada Aliança Liberal. A ALIANÇA LIBERAL A Aliança Liberal é uma coligação política na qual se tem Getúlio Vargas como candidato à presidência da República. E, para a vice-presidência, essa coligação tem João Pessoa, paraibano e presidente do Estado da Paraíba. Nesse sentido, tem-se a seguinte imagem que ilustra as escolhas da Aliança Liberal: • Como pôde ser visto, a imagem expõe a frase “O governo que virá reestabelecer a paz com a anistia e garantir a opinião do povo com a liberdade nas urnas.”. Através dessa frase, a Aliança Liberal quer dizer que o voto de cabresto – que os coronéis tanto uti- 5m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacararthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 3www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo HISTÓRIA DO CEARÁ lizam – acabará. Além disso, acabará também o voto aberto em que as pessoas pre- cisam votar em determinado político. Nesse sentido, isso representou um duro golpe para as elites oligárquicas. • Contudo, esse golpe foi momentâneo no que diz respeito ao Ceará. Isso porque, com o passar do tempo, os interventores que eram colocados no poder por Getúlio Vargas já buscaram se acertar com as oligarquias. • Sendo assim, embora a intenção fosse romper com os tempos oligárquicos, o pro- cesso eleitoral era fraudulento na prática. A eleição era no cabresto, o que obrigava as pessoas a votarem nos políticos indicados. Ademais, os analfabetos nessa época não votavam. • A hegemonia do partido republicano paulista incomodava alguns setores da elite, prin- cipalmente em outros estados (oligarquias regionais). • Formação da aliança liberal (MG, RS e Paraíba). • A chapa que concorreu à presidência consistia no candidato gaúcho, Getúlio Vargas, acompanhado de João Pessoa, da Paraíba, como vice. • Na política externa, a Inglaterra apoiava o governo e os EUA a Aliança Liberal. • Dessa forma, com o Estado em suas mãos, Júlio Prestes saiu vitorioso. Mesmo com o apoio dos EUA, Getúlio Vargas não conseguiu vencer a eleição. Já a Inglaterra, como foi dito, apoiava o governo vigente, pois a intenção desse país era a manutenção do Brasil como exportador de produto agrícola e importador de produtos industrializa- dos ingleses. • Em contraste, Getúlio Vargas entendia que era necessário iniciar a industrialização do Brasil. Ao entender isso, Vargas confrontava o papel de importador de produtos indus- trializados da Inglaterra, o que o colocava como inimigo sob a ótica inglesa. Por outro lado, os estadunidenses desejavam romper com esse monopólio inglês e é por isso que eles apoiavam Vargas. O “PRÉLIO DAS ARMAS” / REVOLUÇÃO DE 30: Com a revolução de 30, muda-se o cenário da república oligárquica, em que se tinha os mandonismos patrimonialistas. Posto isso, como havia sido mencionado, essa revolução de 1930 representa uma ruptura no Brasil, porém, ela se configura como um rompimento bem leve no Ceará. www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 4www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo HISTÓRIA DO CEARÁ Então, tem-se, no território cearense, uma efetivação do regime oligárquico durante o século XX, tendo em vista a acomodação dos interventores com os coronéis, os antigos grupos polítcos e as oligarquias presentes. • A pretensão da aliança liberal era chegar ao governo por meio do voto; • A crise de 29 favoreceu a decadência da república velha. • Descontrole produtivo, excesso de liberalismo e a queda do consumo internacional em relação ao Brasil. • O presidente foi culpado pela crise no país e pela falência de muitos cafeicultores. • A Aliança Liberal se apoiava em sua plataforma reformista nacionalista, no desenvolvi- mento industrial e na independência econômica, além da justiça eleitoral. • As fraudes eleitorais fizeram o candidato paulista Júlio Prestes vencer. 10m www.grancursosonline.com.br 5www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo HISTÓRIA DO CEARÁ • O assassinato de João Pessoa foi usado com muita habilidade para atender os fins políticos das oligarquias dissidentes (entenda-se Aliança Liberal) inconformadas com a derrota nas urnas. • Destaca-se que as oligarquias dissidentes são aquelas que não aceitaram Júlio Pres- tes como presidente. • Diante da utilização política do assassinato de João Pessoa por Getúlio Vargas, o movimento tenentista e a classe média brasileira, desejosos de uma modernização do país, abraçaram os ideais revolucionários varguistas. • O cenário de instabilidade contribuiu para que minas e Rio Grande do Sul compuses- sem um movimento com o apoio da alta cúpula militar (a junta pacificadora). • O descontrole político, e das forças armadas do ainda presidente Washington Luís, juntamente com a instabilidade social crescente, levaram a sua retirada do governo através do golpe liderado por Vargas com a ajuda de uma cúpula conjunta militar. • Ocupação do governo por uma junta militar, liderada por Getúlio Vargas. • Fim da república velha e início da república nova. Porém, essa república nova no Ceará é de remendo. • Após a deposição de Washington Luís, inicia-se, assim, o governo provisório (1930–1934). RESUMO DA CRISE REPUBLICANA (FATORES) • Insatisfação da classe média urbana em relação aos privilégios do Coronelismo. • O descarado sistema eleitoral fraudulento. • Crescimento do movimento operário e da própria repressão política. Para Washington Luís, a questão operária era motivo de polícia. • Eclosão de revoltas tenentistas. • O desejo de mudança de mentalidade política motivado pela Semana de Arte Moderna. • Os conflitos entre as oligarquias regionais. • A Grande Depressão da economia capitalista (crise de 1929). Todos esses fatores enumerados anteriormente contribuíram para que Vargas promo- vesse o seu golpe. www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever Consequências: arthu Destacar arthu Máquina de escrever * GOVERNO PROVISÓRIO arthu Máquina de escrever * GOVERNO CONSTITUCIONAL arthu Máquina de escrever * ESTADO NOVO arthu Máquina de escrever 1930-34 arthu Máquina de escrever 1934-37 arthu Máquina de escrever 1937-45 VICE DE VARGAS REVOLUÇAO DE 30 ( GETULIO VARGAS ) 6www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo HISTÓRIA DO CEARÁ GOVERNO PROVISÓRIO (1930–34) Era para ser provisório, porém, durou 4 anos. Os governadores eleitos foram retirados do poder por Getúlio Vargas. Para ocupar o lugar desses governadores, foram colocados inter- ventores, que eram pessoas da confiança de Vargas. Ou seja, essas pessoas eram designa- das para serem representantes do que ele, enquanto presidente, almejava para determinado estado e, por conseguinte, o Brasil. Nesse governo provisório, tem-se a dissolução do federalismo, que é quando se tem a autonomia dos estados. Nesse caso, a autonomia dos estados acaba e eles passam a receber influência direta daquilo que o presidente fala através dos interventores. Esses inter- ventores não estão no estado para atender aos anseios das elites oligárquicas ou grupos políticos que estão na região. Eles estão lá para atender os interesses do presidente da República, que possui uma ideia de nação e não de autonomia. • Nesse período, cria-se o Código Eleitoral de 1932, que estabelece o voto secreto; • É garantida a participação feminina; • São apresentados projetos de seguridade social, o que assegura direitos aos trabalha- dores como jornada de trabalho, salário, remunerações; • Vargas enfrenta uma revolução constitucionalista em 1932, porém, ele consegue ven- cê-la, mantendo-se no poder; • Após isso, ele propõe uma constituinte em 1933 que origina a constituição de 1934. Essa constituição muda muitos aspectos da de 1891; • Em seguida, inicia-se o governo constitucional. O interventor do Ceará é eleito nesse governo. Isto é, esse interventoré eleito pelo povo cearense, isso porque no governo provisório não se tinha eleição; • Sendo assim, o governador do Ceará fica no poder de 1934 até 1945. GOVERNO CONSTITUCIONAL (1934–37) • No governo constitucional, Getúlio Vargas enfrenta a ação integralista brasileira, que era um grupo de orientação fascista, e a ANL (Aliança Nacional Libertadora). Logo, existe nessa época no Ceará uma simpatia pelos grupos fascistas mencionados anteriormente. 15m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 7www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo HISTÓRIA DO CEARÁ • Esses grupos também irão se comportar dentro do Ceará. Existem, nesse sentido, as ligas que tinham uma dinâmica bastante autoritária por conta do sentimento religioso. • Depois disso, há uma mudança em razão de Vargas se colocar contra o fascismo após o desenrolar da Segunda Guerra Mundial. • No governo constitucional, tem-se a intentona comunista. Essa intentona foi combatida através da lei da segurança, que colocou esses movimentos na ilegalidade. • Explorando politicamente a suposta ameaça comunista por meio do Plano Cohen, Getúlio Vargas decreta o Estado Novo. ESTADO NOVO (1937–45) • O Estado Novo é um estado de exceção, é o estado mais autoritário sob o comando de Vargas. Ele governou ditatorialmente o Brasil de 1937 até 1945. • O que é uma ditadura? É uma hipertrofia/ampliação do poder executivo. É quando um poder tem mais poder que os demais. • Vargas, assim, fechou o legislativo e as dinâmicas judiciárias e extinguiu os partidos políticos com a constituição de 1937, governando de forma ditatorial de 1937 até 1945. • Logo, nesse período não tem eleições para governador no Ceará. O QUE TORNAVA GETÚLIO VARGAS TÂO ESPECIAL? • Liderança carismática que ele representava; • Criou a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT); • Havia sido governador de seu Estado (RS) e durante o governo de Washington Luís foi ministro da fazenda; 20m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 8www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo HISTÓRIA DO CEARÁ • Promoveu a desvalorização do câmbio para atender aos cafeicultores e ampliou as taxas protecionistas para acatar os interesses dos comerciantes; • Conseguiu atender ao maior número de pessoas, além de ter a simpatia de muitos mili- tares de alta patente que se identificavam com a representação burocrática burguesa e nacionalista que ele representava. Então, Vargas era um populista. Ele governava com amplos poderes durante o Estado Novo e utilizava do departamento de imprensa para censurar os seus opositores. Nesse sen- tido, todo o processo de produção cultural no Brasil passava pelo aval do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). Assim sendo, a história do estado do Ceará se encontra à sua maneira dentro desse contexto brasileiro. Posto isso, tem-se um interventor no Ceará, mas que atua sob o mando do presidente da República. Entretanto, isso não exclui os benefícios das oligarquias e dos grupos políticos tradicionais que estavam ao redor do interventor, até porque esse interventor era da política e representava inclusive uma continuidade de grupos políticos que comanda- vam o Ceará. Por sua vez, é dentro desse contexto do Estado Novo que Vargas adentra a Segunda Guerra Mundial ao lado dos aliados. Nesse ponto, há duas realidades para o Ceará: Realidade 1 – os aliados perdem o acesso à borracha que eles haviam enviado às colô- nias o Pacífico em virtude do domínio japonês dessa região no início da Segunda Guerra. Assim, o Brasil entra na guerra, ao lado dos aliados, com os soldados da borracha. Em decor- rência disso, tem-se a seca no Ceará; Realidade 2 – o Brasil enviou as Forças Expedicionárias Brasileira (FAB) para lutar contra os nazistas e fascistas na Itália. Isso gerou protestos que indicaram a contradição da postura de Vargas, de modo que ele matinha um regime ditatorial internamente e lutava no exte- rior contra governos de mesma natureza autoritária. Isso faz com que Vargas autorizasse o retorno da participação dos partidos políticos e promovesse novamente a convocação de eleições. Diante disso, houve consequências para o Ceará que serão abordadas posterior- mente com maior detalhe. 25m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 9www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br O Ceará durante o Estado Novo HISTÓRIA DO CEARÁ NOME DO GOVERNADOR PARTIDO INÍCIO TÉRMINO INFORMAÇÃO José Carlos de Matos Peixoto Liberal Pro- gressista 12 de julho de 1928 8 de outubro de 1930 Manuel Fernandes Távora Aliança Liberal 8 de outubro de 1930 13 de junho de 1931 Governador provi- sório João da Silva Leal Aliança Liberal 13 de junho de 1931 22 de setem- bro de 1931 Interventor Federal Roberto Carneiro de Men- donça Aliança Liberal 22 de setem- bro de 1931 5 de setembro de 1934 Interventor Federal Filipe Moreira Lima Aliança Liberal 5 de setembro de 1934 10 de maio de 1935 Interventor Federal Franklin Monteiro Gondim Aliança Liberal 10 de maio de 1935 25 de maio de 1935 Interventor Federal FRANCISCO DE MENE- SES PIMENTEL Aliança Liberal 25 de maio de 1935 10 de novem- bro de 1937 10 de novem- bro de 1937 10 de novem- bro de 1937 Governador eleito em sufrágio universal Interventor Federal 30m ��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa Santos. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. www.grancursosonline.com.br arthu Máquina de escrever Gov retirado do poder quando Vargas assumiu a PR, com a Revolução de 30 arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever escolhidos pelo PR arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever ante- riores ao Estado Novo 1www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo II HISTÓRIA DO CEARÁ O CEARÁ DURANTE O ESTADO NOVO II Fernandes Távora a Franklin Monteiro Gondim • Continuam as práticas clientelistas e corruptas da República Velha no Ceará. Per- siste a dinâmica patrimonialista na qual as famílias que eram parte da elite oligárquica tinham poder sobre o Estado. • Tem-se a constituição da Liga Eleitoral Católica (LEC) dentro do Ceará. Posto isso, é preciso lembrar que o Padre Cícero tinha bastante força política. Ele tinha contato com latifundiários e com as famílias políticas. Logo, é necessário considerar que a LEC foi assumindo muita relevância. Nesse sentido, a LEC: teve apoio dos latifundiários inte- rioranos (oligarquias, famílias políticas) e apoiou segmentos fascistas que organiza- ram a Ação Integralista Brasileira (AIB) no Ceará. • Ademais, tem-se a Legião Cearense do Trabalho (LCT), uma organização operária conservadora, corporativista, anticomunista e antiliberal (na prática, fascista) que exis-tiu no Ceará entre 1931 e 1937. Isso explica de certa forma a atuação de Vargas na região porque Vargas era corporativista, sendo ele o responsável por incorporar essa perspectiva nos sindicatos. E, além disso, a LCT era iliberal e anticomunista, o que era extremamente benéfico para Vargas. • Por sua vez, Severino Sombra era um político que tinha tudo para se destacar no cenário político cearense. No entanto, ele apoiou a Revolução Constitucionalista de São Paulo em 1932 e foi perdendo poder e espaço, inclusive nas representações das ligas mencionadas anteriormente. • Ao voltar do exílio, Sombra abandonou a LCT e fundou a Campanha Legionária, mas não teve sucesso • Começaram a surgir entidades operárias de esquerda no Estado, justamente por conta de certas organizações que existiam por lá. • Porém, em 1937, todas as associações de orientação fascista (LCT, AIB e Campanha Legionária) foram extintas pelo Estado Novo de Getúlio Vargas. No Estado Novo, a orientação política tinha que ser dada por Vargas e não por outra perspectiva ideoló- gica. Para esse propósito, ele utilizou, por exemplo, o DIP. 5m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 2www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo II HISTÓRIA DO CEARÁ Francisco de Meneses Pimentel • Ingressou na política em 1929, sendo eleito deputado na Assembleia Legisla- tiva do Ceará. • Exerceu seu mandato até o ano seguinte, quando a Revolução de 1930 dissolveu o Congresso Nacional e as assembleias estaduais. • Voltou então às suas atividades de professor e advogado, servindo ainda como téc- nico junto ao governo estadual. De 1932 a 1933, foi juiz do Tribunal Regional Elei- toral (TRE). • Ele era conhecedor do jogo político e das leis, mas era também alguém que tinha rela- ções com aquelas continuidades de poder que existiam no Ceará. Observe, a seguir, uma referência retirada do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas: Em 1935, Meneses Pimentel candidatou-se a governador do Ceará na legenda da Liga Eleitoral Católica (LEC), partido que congregava os remanescentes dos grupos que até 1930 haviam detido o poder político no estado. Seu opositor deveria ser Juarez Távora, do Partido Social Democrático (PSD) do Ceará, agremiação que agrupava os revolucionários de 1930. No entanto, como a As- sembleia Constituinte estadual eleita no ano anterior com a incumbência de escolher o governador era formada por 13 deputados do PSD e 17 representantes da LEC, Juarez retirou sua candidatura e José Pompeu Pinto Acióli apresentou-se em seu lugar. Pouco antes da eleição, contudo, o depu- 10m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever Meneses Pimentel é representavidade de continuidade, não de rompimento. arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 3www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo II HISTÓRIA DO CEARÁ tado George Moreira Pequeno, da LEC, passou-se para o PSD, aumentando para 14 cadeiras a re- presentação desse partido. Se o PSD conseguisse atrair mais um deputado, a votação terminaria empatada e seria considerado eleito o candidato mais velho, José Acióli. O esforço de atração do PSD concentrou-se no deputado da LEC Carlos Eduardo Benevides, que, por ter recusado todas as propostas, foi obrigado a se refugiar para não ser sequestrado. Logo depois, o jornal A Gazeta de Notícias, favorável à LEC, sofreu um atentado. Temerosa, a LEC pediu garantias ao Exército, que abrigou todos os seus deputados e o candidato Meneses Pimentel no quartel do 23º Batalhão de Caçadores (BC) até a hora da eleição. No quartel, segundo Itamar Espíndola, ocorreu uma ten- tativa de envenenamento dos deputados e de Pimentel. Três dias antes das eleições, o presidente Getúlio Vargas chamou ao Rio de Janeiro, então Distrito Federal, o interventor federal no Ceará, coronel Filipe Moreira Lima, e o destituiu, nomeando para seu lugar o industrial Franklin Monteiro Gondim, até então secretário do estado. Segundo Itamar Espíndola, Vargas temia as atividades de Moreira Lima, já que este ameaçara “virar a banca” se o candidato do PSD fosse derrotado. No dia da eleição, os deputados e Meneses Pimentel dirigiram-se à Assembleia protegidos por uma companhia do 23º BC. Realizado o pleito, Pimentel venceu por 16 votos contra 14. http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/francisco-de-meneses-pimentel • Então, percebe-se que a base política das pessoas que estavam no Ceará era tão coesa que os próprios revolucionários varguistas de 1930 não tiverão força suficiente para desbancar o candidato que veio pela Aliança Nacional Liberal, porém, que era embasado na Liga Eleitoral Católica. • A dinâmica política dentro do Ceará era muito pesada. O candidato tinha receio de ser sequestrado tendo em vista que a intencionalidade de se manter no poder era extre- mamente forte. • Como pôde ser visto na referência extraída da FGV, o sufrágio universal elegeu a assembleia e essa assembleia elegeu o governador do estado do Ceará. • Meneses Pimentel governava com o apoio de alguns setores importantíssimos dentro do território cearense. Contudo, isso não é indicativo de que ele tinha uma unanimi- dade, até porque existiam grupos dissidentes. • De toda forma, Meneses representava uma continuidade em relação aos grupos polí- ticos que governaram anteriormente o Ceará. • Quando se fala em ANL, é a conotação que se dá para Vargas e a perspectiva de base federal de indicação de interventores. • Porém, em 10 de novembro de 1937, o Congresso foi fechado e todos os cargos efe- tivos foram abolidos. Com o Estado Novo decretado, cria-se a constituição polaca e Meneses Pimentel continua no poder. 15m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 4www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo II HISTÓRIA DO CEARÁ • Assim, extinto o cargo de governador, Meneses Pimentel foi nomeado interventor fede- ral no Ceará, sendo aquele que representa a intencionalidade do governo federal. • Posto isso, tropas federais invadiram a cidade de Caldeirão (CE) – Massacre de Cal- deirão: Esse massacre se dá na região do Crato (CE), que era uma terra doada aos romeiros pelo Padre Cícero no final da década de 1920 e onde um beato começava a organizar uma sociedade baseada na perspectiva da partilha, uma sociedade que vivenciava a ideia da comunhão. • Então, a divisão das famílias era compartilhada com todos os membros da comuni- dade. Cada família tinha sua casa e a produção era dividida entre todos. • Por conseguinte, era uma comunidade que vivia fora dos ditames que o próprio Estado brasileiro estava inserido. Assim, não demorou muito para que um Estado, no qual as forças fascistas estavam vigorando, considerasse essa comunidade como sendo comunista. Diante disso, promoveu-se o massacre. • Sem a proteção de Padre Cícero, o Caldeirãofoi invadido e destruído pelas forças do governo de Getúlio Vargas sob a interventoria de Meneses Pimentel. ATENÇÃO Isso é algo que aconteceu durante a vigência do Estado Novo. Esse acontecimento inco- modava principalmente os grupos que favoreciam o Meneses Pimentel. Isso porque esses grupos eram latifundiários e se incomodavam com as famílias que viviam sem a dependên- cia deles, no caso, as famílias que viviam no Caldeirão, na região do Crato. Outra informa- ção importante para ser levada para fazer a prova é a seguinte: a característica messiânica que esse movimento tinha é por conta da presença do beato José Lourenço, que era pa- raibano. Ele liderava através de um catolicismo mais popular, mais próximo das pessoas. 20m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar MASSACRE DO CALDEIRÃO 5www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo II HISTÓRIA DO CEARÁ Atuação de Pimentel • Tentativa de valorização da educação pública. • Promoção da agricultura. • Buscou fomentar a dinâmica da viação, das estradas. Essas estradas, quando constru- ídas, eram recursos para que a mão de obra que vinha da seca conseguisse sobreviver. • Investiu no ensino profissional para tentar melhorar a qualificação dos operários. Essa busca pela qualificação é uma característica do Estado varguista. www.grancursosonline.com.br 6www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo II HISTÓRIA DO CEARÁ • Pimentel buscou também a construção de açudes, dentro de uma perspectiva de auxi- liar àqueles que tanto sofriam com as secas e as mazelas de um clima tão pesado que acometia os cearenses. • Buscou seguir a dinâmica de um desenvolvimento econômico, mas sem romper com os grupos que já governavam desde 1930. Dentre os órgãos regionais, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS se constitui na mais antiga instituição federal com atuação no Nordeste. ATENÇÃO Esse departamento para combater as secas não surge na era Vargas. Ela já existia antes desse período, porém, ele terá algumas atuações complexas nele. Criado sob o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas – IOCS através do Decreto 7.619, de 21 de outubro de 1909⇲, editado pelo então Presidente Nilo Peçanha, foi o primeiro órgão a estu- dar a problemática do semiárido. O DNOCS recebeu ainda em 1919 (Decreto 13.687⇲), o nome de Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas – IFOCS antes de assumir sua denominação atual, que lhe foi conferida em 1945 (Decreto-Lei 8.486, de 28/12/1945⇲), vindo a ser transformado em autarquia federal, através da Lei n. 4.229, de 01/06/1963⇲. https://antigo.dnocs.gov.br/historia ATENÇÃO É necessário que se assimile bem o seguinte conteúdo para a prova: No Estado Novo, há dois acontecimentos relevantes, sendo eles a Segunda Guerra Mundial e a seca. A seca provoca o deslocamento das pessoas, fazendo com que elas saiam do interior em direção à capital. Nesse ponto, é importante considerar que Getúlio Vargas, enquanto presidente, era ovacionado pelas pessoas em virtude da sua atuação na seca de 1932. No entanto, Vargas percebeu que nessa nova seca não adiantava criar lugares para que essas pesso- as se acomodassem. Ele entendeu também que as obras do DNOCS não eram suficientes para salvar todo mundo e, sendo assim, ele compreendeu ser necessário uma outra dinâ- mica para solucionar esse problema. Essa outra dinâmica foi a declaração de guerra ao eixo na Segunda Guerra Mundial. Dian- te dessa declaração, era necessário que a borracha continuasse sendo produzida. Assim sendo, mais uma vez se olhou para a região norte do Brasil, especialmente para a região 25m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 7www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo II HISTÓRIA DO CEARÁ amazônica. Posto isso, milhares de braços cearenses foram utilizados mais uma vez, sen- do reconhecidos como os famosos soldados da borracha. Por sua vez, tem-se um órgão importantíssimo dentro do Estado Novo. O inverno de 1942 encontrou, entretanto, o proletariado rural do Nordeste enfraquecido para qual- quer resistência maior; sem recursos do ano anterior, em que as chuvas foram notoriamente es- cassas; lutando, desde o início, contra a carestia exorbitante dos gêneros alimentícios de primeira necessidade; sem o apoio indispensável do proprietário rural que, com raras exceções, o abando- nou à sua sorte, ou melhor, o entregou a proteção dos poderes públicos aos primeiros sinais de mau inverno. Daí a inquietação provocada pelas primeiras irregularidades das precipitações e que culminou no quasi pânico que se seguiu à falta de chuvas no equinócio de Março DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas). Relatório dos Trabalhos Realizados no ano de 1942. São Paulo: DNOCS, 1942, p. 35 • Proliferavam os relatos das pessoas cometendo crimes em razão da fome. • Em 19 de março de 1942, dia de São José, a seca foi novamente “decretada” no Ceará. • Articulações e discussões dentro do DNOCS para gerenciamento da estrutura para receber os fugitivos da seca. • O DNOCS ficou em choque, sem saber como receber um contingente tão grande de pessoas. Isso porque as ondas migratórias usualmente acompanhavam as obras estabelecidas por esse departamento. Obras essas que visavam justamente absorver essas pessoas. • Dessa maneira, o Estado entende a impossibilidade de acolher toda a gente. Logo, tem-se o “Exército da Borracha”. • “Exército da Borracha”, formado para lutar no fronte dos seringais amazônicos e arre- gimentado nas áreas secas do semiárido nordestino, especialmente do Ceará. As pes- soas que formavam esse “exército” ganharam a mesma importância que aquelas que estavam lutando na Segunda Guerra Mundial. Isso porque, se faltasse a borracha, os aliados perderiam a guerra. • Diante disso, cria-se a possibilidade de deslocar os trabalhadores cearenses para a região amazônica. • Em novembro de 1942, o SEMTA (Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia) teve sede instalada em Fortaleza. 30m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 8www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br O Ceará durante o Estado Novo II HISTÓRIA DO CEARÁ • Um esquema de transportes foi montado para receber e transladar os retirantes para Belém e Manaus, para que lá eles pudessem promover a extração do látex e da borracha. • Esse momento, então, é de extrema relevância para a história do Ceará e do Brasil. • Novos campos de concentração foram organizados na capital. • Em outubro,os campos foram unificados no campo do Alagadiço, sob a direção das irmãs Marianas, do Dispensário dos Pobres – albergue do alagadiço. • Pode-se encontrar também o termo “albergue” para se referir ao campo do Alagadiço. • Com a aproximação do final da Segunda Guerra Mundial em 1945 e a retomada das áreas do Pacífico pelos aliados (que tinham uma grande quantidade de borracha), reduz-se a necessidade da borracha brasileira. Dessa forma, muitos dos cearenses que saíram das suas terras para a Amazônia se veem novamente em uma situação de dificuldade. • É preciso destacar também a grande quantidade de cearenses que morreram no norte do Brasil nesse período, vitimados pela malária e outras doenças transmitidas por mosquitos. • Por sua vez, as ações da multidão somente foram interrompidas com as primeiras chuvas. A chegada de um “inverno” regular em março de 1943 recolocou também a necessidade de encaminhar os retirantes de volta aos seus locais de moradia no inte- rior do Estado. • Então, percebe-se que tudo isso acontece sob a tutela do Estado. E essa tutela se dá justamente porque aqueles que utilizavam do bem-estar promovido pelo patrimonia- lismo dos recursos públicos se acovardaram em suas grandes fazendas e não ofe- receram ajuda às pessoas que mais necessitavam. Diante disso, o Estado teve que atuar para que as pessoas não morressem de fome. Nesse aspecto, é preciso enten- der que alguns modelos foram criados para o recebimento dessas pessoas. Assim sendo, construiu-se um modelo chamado Hospedaria Getúlio Vargas, que era uma forma de garantir uma condição de vida no mínimo não-desumana para as pessoas nos períodos de seca e de migrações populacionais regionais. Hospedaria Getúlio Vargas • Ela foi inaugurada dia 15 de março de 1943. A nova hospedaria foi programada com uma “capacidade para manter, com relativo conforto, um total de 1.200 pessoas”, em que cada família “participa diariamente de três refeições e aguarda, confiante, o dia do embarque para o extremo norte”. A presença de altos dignitários do Estado Novo indicava a importância dada a esta nova instituição, encravada na encruzilhada de dois planos estratégicos do governo brasileiro naquele momento: controlar a mobilidade da população retirante durante as secas e participar efetivamente do esforço de guerra aliado à produção da borracha amazônica. Apesar de pretender ser uma instituição permanente, a Hospedaria “tinha por 35m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 9www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES O Ceará durante o Estado Novo II HISTÓRIA DO CEARÁ finalidade oferecer pouso provisório, na travessia daqui para o Norte, aos flagelados nordestinos que iam compor o exército da borracha –não por coincidência também o exército da reserva. https://www.scielo.br/j/rbh/a/5GNSQTXnMM7kTM3rr8B4TrM/?lang=pt ��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa Satnos. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. www.grancursosonline.com.br https://www.scielo.br/j/rbh/a/5GNSQTXnMM7kTM3rr8B4TrM/?lang=pt arthu Destacar arthu Destacar 1www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene HISTÓRIA DO CEARÁ REPERCUSSÕES DA REDEMOCRATIZAÇÃO; INDÚSTRIAS DA SECA DNOCS E SUDENE De 1937 até 1945, o Brasil esteve sob a vigência do Estado Novo, que era um Estado ditatorial governado por Vargas. Assim, quando em 1945 tem o final do seu governo e o anúncio das eleições em 1946, inicia-se então um novo período denominado como República Populista (1946 –1964). Dessa maneira, o Brasil teve nesse período os seguintes presidentes: • Eurico Gaspar Dutra (1946 – 51). Nas eleições de 1950, cria-se todo um fervor para que Vargas retorne ao poder. Por sua vez, por que tem a dinâmica da redemocratização, dinâmica essa que irá rever- berar nos estados? Porque em 1945 se configura uma constituição que extingue a Cons- tituição de 1937, que era uma constituição ditatorial. Por conseguinte, tem-se, após 1945, um processo de redemocratização, tendo, por exemplo, eleição para presidente, que gerou reflexos nos estados. Posto isso, houve as eleições e Getúlio Vargas foi eleito, de modo que seu governo se inicia em 1951 e termina em 1954. • Getúlio Vargas (1951–54). O ano de 1954 marca a fatídica morte de Vargas, quando ele comete, enfim, o suicídio. Depois de Vargas, assumem Café Filho e na sequência Carlos Luz e Nereu Ramos, que são os presidentes no período de transitoriedade até a convocação de novas eleições. • Café Filho (1954 – 55) • Carlos Luz (1955) • Nereu Ramos (1955 – 56) Após a realização das eleições, Juscelino Kubitschek é escolhido como presidente da República. Juscelino tem tudo a ver com o tema da SUDENE. • Juscelino Kubitschek (1956 – 61). www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 2www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene HISTÓRIA DO CEARÁ A SUDENE é criada para que a desigualdade existente entre as regiões brasileiras fosse suprimida e que o nordeste recebesse o socorro do governo federal. Nessa época, já existia o DNOCS trabalhando através da construção de açudes e demais obras para evitar que as pessoas morressem na miséria em decorrência da seca. Indústria da Seca Em 1932, a dura realidade do sertão nordestino vai tornar conhecida em todo o Brasil outra ma- zela: a “indústria da seca”. Poderosos da região utilizavam o argumento da seca para conseguir benefícios governamentais, como mais crédito e perdão de dívidas. Desse modo, percebe-se como a situação de miséria em que as pessoas se encontra- vam era utilizada para fraudar ainda mais os recursos. Assim, o dinheiro era mal-empregado e o governante ainda pedia depois o perdão da dívida. Então, isso foi fortalecendo os grupos oligárquicos e os corruptos. E é por isso que a SUDENE será extinta, pois ela serviu como forma de pessoas corruptas lucrarem em cima da pobreza das pessoas. Essa situação se transformou em uma grande indústria da seca em que se retirava recursos, ora advindos da estrutura do DNOCS e da própria SUDENE. • Jânio Quadros (1961) • Ranieri Mazzilli (1961). Assume após a renúncia de Jânio Quadros. • João Goulart (1961 – 64) Por sua vez, como se comportou o Ceará durante o período de 1946 a 1964? A primeira coisa que é preciso lembrar é que não existia partidos políticos na Constituição de 1937. Porém, Vargas foi pressionado a autorizar a volta dos partidos políticos. Após essa volta, retorna-se um partido chamado Partido Social Democrata (PSD), que era um partido var- guista da elite. Existia também o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que era um partido de base varguista operária. Ademais, tinha-se a União Democrática Nacional (UDN), que era um partido de oposição a Vargas. De 1946 a 1964, tem-se uma alternância entre a UDN e o PSD. Observe essa dinâmica na tabela abaixo: 5m www.grancursosonline.com.brarthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 3www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene HISTÓRIA DO CEARÁ Benedito Augusto Carva- lho dos Santos Partido Republicano Trabalhista 28 de outubro de 1945 10 de janeiro de 1946 Interventor Federal Tomás Pompeu Filho Partido Republicano 10 de janeiro de 1946 21 de janeiro de 1946 Interventor Federal Acrísio Moreira da Rocha Partido Republicano 21 de janeiro de 1946 16 de feve- reiro de 1946 Interventor Federal Pedro Firmeza Partido Republicano 16 de fevereiro de 1946 28 de outubro de 1946 Interventor Federal José Machado Lopes Partido Social Demo- crático 28 de outubro de 1946 3 de fevereiro de 1947 Interventor Federal José Feliciano de Ataíde Partido Republicano Trabalhista 3 de fevereiro de 1947 1º de março de 1947 Interventor Federal Faustino de Albuquerque União Democrática Nacional 1º de março de 1947 31 de janeiro de 1951 Governador eleito em sufrá- gio universal Raul Barbosa Partido Social Demo- crático 31 de janeiro de 1951 1º de julho de 1954 Governador eleito em sufrá- gio universal Stênio Gomes da Silva Partido Social Pro- gressista 1º de julho de 1954 25 de março de 1955 Vice-Gover- nador eleito no cargo de Governador Paulo Sarasate União Democrática Nacional 25 de março de 1955 3 de julho de 1958 Governador eleito em sufrá- gio universal Flávio Marcílio Partido Trabalhista Brasileiro 3 de julho de 1958 25 de março de 1959 Vice-Gover- nador eleito no cargo de Governador Parsifal Barroso Partido Trabalhista Brasileiro 25 de março de 1959 25 de março de 1963 Governador eleito em sufrá- gio universal Virgílio Távora União Democrática Nacional 25 de março de 1963 12 de agosto de 1966 Governador eleito em sufrá- gio universal Como foi possível observar, existiu uma contradição entre partidos varguistas e não- -varguistas. www.grancursosonline.com.br 4www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene HISTÓRIA DO CEARÁ ATENÇÃO Cuidado, pois, em 1945, o Estado Novo terminou. O que o examinador pode querer colo- car em sua mente? Ele pode induzir você a pensar que, de imediato, teve eleição para a escolha do governador. Contudo, não foi o que aconteceu. Se você verificar na tabela apre- sentada anteriormente, o Ceará foi governado por interventores federais de 28 de outubro de 1945 a 1º de março de 1947. Apenas em 1947 é que se tem a campanha sucessória. • A campanha sucessória de 1947 foi tumultuada: • Comunistas (agora proprietários do jornal O Democrata) X Igreja sob o comando de dom Antônio de Almeida Lustosa. • Onofre Muniz, candidato do PSD, combatia os comunistas. Ele “perdeu mais tempo” da sua campanha se promovendo e combatendo a perspectiva comunista. E isso foi pavimentando o caminho para o candidato Faustino Albuquerque. • Faustino Albuquerque, candidato da UDN, venceu as eleições e governou de 1947 a 1951. Em 1951, Getúlio Vargas retornou à presidência da República. • Mesmo com a existência de Partidos Nacionais, havia especificidades políticas locais. • Com exceção de 1962, de 1945 a 1964, o governador não conseguiu eleger o seu sucessor – fragilidade das elites. • Alternância entre PSD e UDN. Qual é a realidade agora? Com a redemocratização, criou-se partidos nacionais. Por exemplo: PTB e UDN no Ceará. Todavia, tem-se também a dinâmica das especificidades locais. E uma grande especificidade do Ceará era a incapacidade de formar um sucessor para assumir após o término do mandato do governador vigente. Isto é, no Ceará, observa- va-se a incapacidade do governador vigente de eleger o seu candidato. Essa especificidade só viria a ser quebrada no último pleito antes da ditadura militar. Isso ocorreu no ano de 1962. Mas, em regra, não havia sucessão no estado cearense. O político que estava no poder não conseguia eleger o seu sucessor. Isso mostra então uma fragilidade das elites políticas locais. E por que essa fragilidade existia? Porque o Ceará não era rico. O estado sofria com as secas, tinha uma população carente e políticos que estavam mais interessados em extrair o que podiam dos recursos disponíveis. No entanto, se você continua extraindo recursos, em 10m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 5www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene HISTÓRIA DO CEARÁ algum momento o estado começará inevitavelmente a dar sinal de falência. Diante disso, essa situação fazia com que o político que começava a governar não fosse bem-quisto pela população ao ponto de conseguir indicar e eleger alguém para a sua sucessão. Como existiam vários interesses, era muito difícil unir tudo em torno de uma perspectiva única. Por isso, essa alternância entre PSD e UDN, ou pelo de um candidato de um partido que contava com a simpatia de um deles. – UDN A União Democrática Nacional (UDN) tinha duas facções: - Sul do Ceará – ficava com Fernandes Távora; - Norte – ficava com José Saboia de Albuquerque. – PSD Como dito anteriormente, o PSD é um partido de base varguista. Menezes Pimentel, José Martins Rodrigues e Expedito Machado eram os líde- res do PSD. • PSP – Partido Social Progressista Partido Social Progressista (PSP) é um partido menor em comparação com os dois primeiros apresentados. O PSP acaba sendo o partido da oportunidade ou do oportu- nismo. Isto é, ele era um partido cuja ideologia era tão forte ao ponto dele ser manipu- lado ou não manipular. Olavo Oliveira. Fundador do PSP. Partido fiel da balança: É o que se chama de olavismo dentro do Ceará. Olavo Oli- veira fazia com que a balança pendesse para a direção que ele desejasse. Logo, se a UDN estivesse no poder, o PSP seria um partido importante para que ela se manti- 15m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 6www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene HISTÓRIA DO CEARÁ vesse no governo. Então, dependendo do benefício que a UDN desse para o olavismo naquele momento, os partidários do PSP apoiavam a UDN. Observe, por exemplo, Stênio Gomes da Silva, que foi Vice-Governador eleito no cargo de Governador. Isso demonstra que de alguma forma esse partido tinha um peso na eleição, mesmo que o candidato desse partido fosse um vice-governador. PR – Partido Republicano Partido Republicano (PR) tinha mais concentração na capital Fortaleza.• O ex-interventor Acrísio Moreira da Rocha era desse partido. Portanto, essas são as consequências da redemocratização. Essa redemocratização mos- trou essa divisão entre os partidos e as facções e divergências dentro dos próprios partidos. No livro “História do Ceará“ de Airton de Farias (2015), o autor traz o seguinte: Foram governadores do Ceará nesse período: Faustino Albuquerque (UDN 1947-51), Raul Barbo- sa (PSD 1951-54), Paulo Sarasate (UDN 1955-58), Parsifal Barroso (PSB, PTB 1959-63) e Virgílio Távora (UDN- PSD/“União Pelo Ceará” 1963- 66). O único momento em que um governo elegeu seu sucessor foi em 1962, quando, sob as bênçãos do governador Parsifal Barroso, UDN e PSD se coligaram e se formou a chamada “União Pelo Ceará” – coligação de direita das elites, que tinha como candidato Virgílio Távora FARIAS (2015) Assim sendo, Virgílio Távora é a pessoa que consegue se eleger como fruto da união entre os partidos, evento esse que não era comum. Posto isso, apresentar-se-á a seguir um resumo com as realizações desse governado- res do Ceará. • Faustino de Albuquerque governou realizando perseguições aos adversários e admi- nistrando crises – rompimento com o PSP de Olavo Oliveira e acusações de corrupção na secretaria da educação e do caso da “chiquita bacana”. Como ele mandou invadir jornais e prender jornalistas, fez-se essa sátira da “chiquita bacana”. Isso gerou uma situação em que Faustino se viu isolado politicamente, principalmente pelo seu afasta- mento de Olavo Oliveira. Logo, estando isolado, ele não conseguiu fazer um sucessor. 20m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever Vírgilio Távora é o filho da exceção da não sucessão no CE arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 7www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene HISTÓRIA DO CEARÁ • Eleições de 1950 – tentou-se uma articulação de um consenso entre as oligarquias com o Movimento de União pelo Ceará (MUC = UDN + PSD), porém, sem sucesso. • Raul Barbosa governou entre 1951 e 1954 (época da 2ª Era Vargas) – uma “tímida” administração. Ele poderia ter nitidamente abraçado o sentimento nacionalista-desen- volvimentista que Vargas tentava impor, contudo, ele realizou uma administração que manteve os privilégios e benefícios das elites e dos oligarcas, não modificando a estru- tura de poder existente. • Vencedor em 1954, Paulo Sarasate foi eleito governador do Estado, governando com grandes atritos entre a situação e os oposicionistas. A fragilidade fazia com que fosse instável a relação entre as elites, pois elas queriam privilégios. Entretanto, nem sempre era possível conseguir tudo o que se desejava. • Parsifal Barroso (1959-63) rompeu com o PTB de Carlos Jereissati. Ele fez muitas coisas como: – Criação da Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio; – Fundação do Partido Trabalhista Nacional (PTN); e – Apoio à União Pelo Ceará, que elegeria Virgílio Távora. Távora foi o vitorioso nas eleições de 1962 – 64. Assim, pela primeira e única vez na repú- blica populista um governador cearense elegia seu sucessor. No entanto, Carlos Jereissati, que havia rompido com Parsifal, conseguiu um cargo para o Senado. 25m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 8www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene HISTÓRIA DO CEARÁ VIRGÍLIO TÁVORA • Modernização conservadora: tem a ver com a manutenção de certos aspectos e situ- ações. Por exemplo: grupos políticos que não abrem a governabilidade ou seus inte- resses para outras pessoas. O que se tem é um clientelismo, um paternalismo e uma corrupção muito grande entre os grupos políticos. E, diante disso, mesmo com essa situação, buscou-se a modernização do Ceará. • Távora foi de grande importância, pois ele foi o último governador da República Popu- lista, até 1964. Todavia, ele continuou no poder após 1964, porque ele era coronel e foi mantido pelos militares. • Industrialização “nacional-desenvolvimentismo”: é uma herança clara de JK. A ideia consistia em adotar uma perspectiva de industrialização na qual se pudesse usufruir de possíveis recursos advindos da iniciativa privada. • Táfora fez com que a Energia de Paulo Afonso chegasse a mais regiões do Ceará – inauguração da energia de Paulo Afonso no Ceará, ocorrida em 28 de dezembro de 1961 – chegada em Fortaleza em 1964. • Buscou indústrias do Sudeste para que elas chegassem ao Ceará. • Criou o banco do Estado do Ceará, justamente para financiamentos. • E, por conta desses investimentos, inaugurou-se o primeiro Polo Industrial, em Maracanaú. www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 9www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene HISTÓRIA DO CEARÁ Finaliza-se, assim, a apresentação dos governadores. Como já mencionado, a indústria da seca trazia recurso financeiro. As pessoas preci- savam sobreviver de alguma forma, mas havia um superfaturamento, um desvio de verba. Assim, leia o trecho abaixo: Criado sob o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas - IOCS através do Decreto 7.619, de 21 de outubro de 1909⇲, editado pelo então Presidente Nilo Peçanha, foi o primeiro órgão a estu- dar a problemática do semiárido. O DNOCS recebeu ainda em 1919 (Decreto 13.687⇲), o nome de Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas - IFOCS antes de assumir sua denominação atual, que lhe foi conferida em 1945 (Decreto-Lei 8.486, de 28/12/1945⇲), vindo a ser transformado em autarquia federal, através da Lei n. 4.229, de 01/06/1963⇲. Sendo, de 1909 até por volta de 1959, praticamente, a única agência governamental federal exe- cutora de obras de engenharia na região, fez de tudo. Construiu açudes, estradas, pontes, portos, ferrovias, hospitais e campos de pouso, implantou redes de energia elétrica e telegráficas, usinas hidrelétricas e foi, até a criação da SUDENE, o responsável único pelo socorro às populações fla- geladas pelas cíclicas secas que assolam a região. Então, o DNOCS tem uma atuação muito relevante tendo em vista que suas obras garan- tiam uma condição de sobrevivência para as pessoas que sofriam com a seca e com a fome. Assim sendo, o DNOCS: [...] conforme dispõe a sua legislação básica, tem por finalidade executar a política do Governo Federal, no que se refere a: • beneficiamento de áreas e obras de proteção contra as secas e inundações; • irrigação; • radicação de população em comunidades de irrigantes ou em áreas especiais, abrangidas por seus projetos; • subsidiariamente, outros assuntos que lhe sejam cometidos pelo Governo Federal, nos campos do saneamento básico, assistência às populações atingidas por calamidades públicas e coopera- ção com os Municípios.GUERRA, Paulo de Brito. A Civilização da Seca: o Nordeste é uma história mal contada. Fortaleza: Ministério do Interior, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, 1981. A CRIAÇÃO DA SUDENE A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, criada pela Lei n. 3.692, de 15 de dezembro de 1959, foi uma forma de intervenção do Estado no Nordeste, com o objetivo de promover e coordenar o desenvolvimento da região. Ela tem uma relação direta com a época de Juscelino Kubitschek. JK implementou no Brasil um nacional-desenvolvimentismo, come- 30m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 10www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br Repercussões da Redemocratização; Indústrias da Seca – DNOCS e Sudene HISTÓRIA DO CEARÁ çando com a ideia das indústrias, principalmente da automobilística. Ele tinha um entendi- mento de que essas indústrias promoveriam o desenvolvimento e a modernização do país. De toda forma, ele acabou concentrando sua proposta na região em que ele tinha mais força, que era a sudeste. Essa região recebeu muito mais investimentos em comparação com a norte e a nordeste. Com a construção de Brasília, JK percebeu que algo estava errado, pois tudo estava sendo concentrado no sudeste. Ele, então, entendeu que era preciso levar recursos até o nordeste também. Nesse sentido, o DNOCS fazia o seu trabalho sozinho até que surgiu a SUDENE. Diante disso, é preciso lembrar da indústria da seca, dessa mazela. É possível perceber que era possível fazer várias coisas, mas, quando a SUDENE chegou, havia uma descon- fiança da capacidade do DNOCS, tendo, assim, uma abertura a novos projetos, uma abertura que, infelizmente, proporcionou que políticos corruptos continuassem se apropriando dos recursos financeiros públicos. Isso fez com que as pessoas continuassem na miséria, não proporcionando aquilo que elas mereciam, que era o devido socorro. A instituição da SUDENE envolveu, antes de mais nada, a definição do espaço que seria compreendido como Nordeste e passaria a ser objeto da ação governamental: os estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e parte de Minas Gerais. Esse conjunto, equivalente a 18,4% do território nacional, abrigava, em 1980, cerca de 35 milhões de habitantes, o que correspondia a 30% da popu- lação brasileira. Como causa imediata da criação do órgão, pode-se citar uma nova seca, a de 1958, que aumentou o desemprego rural e o êxodo da população. Igualmente relevante foi uma série de denúncias que revelaram os escândalos da “indústria das secas”: corrupção na administração da ajuda dada pelo governo federal através das frentes de trabalho, existência de trabalhadores fantasmas, constru- ção de açudes nas fazendas dos “coronéis” etc. Ou seja, denunciava-se que o latifúndio e seus coronéis – a oligarquia agrária nordestina – tinham capturado o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), criado em 1945, da mesma forma como anteriormente tinham domina- do a Inspetoria de Obras Contra as Secas, de 1909. (...) A partir de 1964 a Sudene foi incorporada ao novo Ministério do Interior, e sua autonomia, seus recursos e objetivos foram enfraquecidos e deturpados. A Sudene foi fechada em maio de 2001, a partir de denúncias de que estava favorecendo clientelas. https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/JK/artigos/Economia/Sudene 35m ��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa Santos. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 5. OS GOVERNOS MILITARES E O “NOVO” CORONELISMO; A “MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA”. arthu Destacar arthu Máquina de escrever Coronelismo - não precisava de patente Só precisava ter arma, poder econômico, etc arthu Máquina de escrever Tríade/Trindade composta por coronéis de verdade arthu Máquina de escrever Ao mesmo tempo que se trabalha uma ideia de modernização, se mantinha as relações clientelistas/patrimonialistas Virgílio Távora A patente de coronel e o legado dos Távoras como revolucionários históricos preservavam Virgílio de ser jogado na vala comum dos políticos. Entretanto, suas ligações pessoais com o ex-presidente João Goulart e de modo especial sua breve passagem pelo Ministério da Viação e Obras Públicas, em 61, colocavam-no sob suspeita e tornavam-no vulnerável às investidas dos adversários que exigiam sua cassação (CARVALHO, 2002). ❖ Amizade com Castelo Branco ❖ Influência do tio Juarez Távora ❖ Obteve prestígio, financiamentos e recursos ❖ Projetos industrialistas ❖ Mesmo assim, não fará um sucessor. ❖ Modernização conservadora: • Industrialização “nacional-desenvolvimentismo” • Energia de Paulo Afonso - inauguração da energia de Paulo Afonso no Ceará, ocorrida em 28 de dezembro de 1961 – chegada em Fortaleza em 1964. • Indústrias do Sudeste • Banco do Estado do Ceará • Primeiro Polo Industrial, em Maracanaú. arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever Tinha vários partidos, vários partidos de oposição venciam. Art. 18 - Ficam extintos os atuais Partidos Políticos e cancelados os respectivos registros. Parágrafo único - Para a organização dos novos Partidos são mantidas as exigências da Lei nº 4.740, de 15 de julho de 1965, e suas modificações. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ait/ait-02-65.htm ❖ A ARENA reuniu a maior parte dos políticos da UDN, do PSD e do PSP ❖ MDB ingressaram políticos do PTB, das esquerdas e uma ala do PSD, chefiada por José Martins Rodrigues http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ait/ait-02-65.htm arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever (Olavo) arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever Não teria mais partidos locais, somente o ARENA e o MDB ATO INSTITUCIONAL Nº 3 - EM 03 DE FEVEREIRO DE 1966 Art. 1º - A eleição de Governador e Vice-Governador dos Estados far-se-á pela maioria absoluta dos membros da Assembléia Legislativa, em sessão pública e votação nominal. ❖ Plácido Aderaldo Castelo, indicado de Paulo Sarasate, foi escolhido governador do Ceará pelos deputados estaduais. ❖ Governaria de 1966 a 1971. ❖ Perseguição aos políticos do MDB arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever Obs: O Governador escolhia os Prefeitos, sendo ratificado pela Assembleia. arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar ❖ Em 1971, ratificado por Médici, atendendo aos militares do Recife, foi indicado para governar o Ceará um tecnocrata, o coronel e engenheiro César Cals de Oliveira ❖ Vírgílio Távora não se grada da escolha, pois entendia que voltaria ao poder. ❖ Dentro da ARENA fortalecia-se o grupo do coronel Adauto Bezerra, figura vinda de uma poderosa família de Juazeiro (cultivo de algodão e ao ramo bancário) ❖ “Coronéis do Ceará”, todos militares de carreira, Vírgílio Távora, Adauto Bezerra e César Cals, ❖ No anos de 1970 e início da década de 1980, dominaram politicamente o Estado. ❖ (“Acordo dos Coronéis”) que os mantinha na “cúpula” do Estado e “dividia” as bases entre eles, não deixando espaços para o MDB local arthu Destacar arthuportanto, a criação de gado, numa faixa de terra que se estendia do litoral até a distância de 10 léguas Interiorização – penetração do interior se dá pela dinâmica do sertão de dentro e sertão de fora. HISTÓRIA DO CEARÁ ➔ Sertão de Dentro: Da Bahia, margeando o Rio São Francisco, tomou o rumo do norte, povoando sua margem esquerda de Pernambuco; procurando atingir a bacia do Parnaíba, desbravou o sul do Piauí e Maranhão e, desviando-se para o leste, atingiu a capitania do Siará Grande. ➔ Sertão de Fora: De Olinda, tomou rumo do norte, atravessando o sertão da Paraíba e do Rio Grande do Norte, desaguando no Siará-Grande. Rotas das Boiadas: ➢ Entre a ribeira do Jaguaribe, interligando com o Rio São Francisco a estrada de Quixeramobim, Boa Viagem, Sobral e Piauí, bem como Camocim e Acaraú. Obs.: os povoados que percorria o gado, posteriormente se tornaram pontos referenciais para a produção das carnes de charque. Obs.²: essas rotas não incluíam os povoados de Fortaleza e Aquiraz. ➢ O gado, criado de forma extensiva, demonstrou adaptar-se bem a vegetação xerófita da caatinga ➢ a pecuária se mostrou um empreendimento mais barato que a cana-de-açúcar ➢ A mão-de-obra era o índio domesticado. ➢ O pagamento era feito através da aquartação, ou seja, a cada quatro bezerros nascido por ano, um era do vaqueiro. ➢ O tipo de sociedade que a pecuária produziu no Nordeste- “Civilização do Couro”, pois tudo girava em torno do gado e dos seus derivados. ➢ A fazenda era a unidade econômica e social, e dentro dela o fazendeiro exercia todo o poder. CHARQUEADAS: ➢ Apressada construção de galpões cobertos de palha, varais para estender a carne desdobrada, salgada, e algum tacho de ferro para a extração de parca gordura dos ossos por meio de fervura em água. ➢ A courama era estaqueada, seca ao sol; ➢ o sebo simplesmente lavado, posto ao tempo em varais e depois socados em forma de madeiras cúbicas, produzindo pães de peso variável. ➢ A ossamenta era amontoada e queimada e está cinza atirada para aterros ou servia, empilhada, para fazer mangueiras e cercas. ➢ Todas as outras partes do boi não tinham valor comercial e eram atiradas fora. As primeiras oficinas de charqueadas surgiram na foz do Jaguaribe estendendo-se pelo Acaraú, Paraíba e Piauí A intensificação da atividade criatória proporcionou a ampliação dos números de fazendas e a criação das vilas: ➢ 1738 – Icó ➢ 1748 – Aracati (maior) ➢ 1758 – Messejana, Caucaia e Parangaba ➢ 1759 - Viçosa ➢ 1764 – Baturité e Crato ➢ 1773 – Sobral ➢ 1789 – Quixeramobim ➢ A economia das charqueadas fortaleceu os grandes proprietários e criadores de gado. ➢ Figuras representativas na esfera política e social. ➢ Carregados de carne, couro e sola os carros de boi seguiam de Sobral pelo porto de Acaraú, rumo aos principais portos da colônia entre eles o de Pernambuco. ➢ Mercadorias como pratarias, porcelanas, cristais, móveis e materiais de construção. ➢ A comercialização desses objetos e a arquitetura da Vila de Sobral deu-lhe o título de Princesa da Região Norte. Ou seja, a comercialização do charque não era mais só para alimentação daquela região, transbordava a região da capitania. O charque produzido na capitania do Siará era vendido em outros lugares. ➢ Aracati e Sobral – Os lucros proporcionaram o investimento numa arquitetura mesclada com traços europeus e sertanejos. O PERÍODO COLONIAL: CEARÁ INDEPENDENTE 17 Jan 1799 – Carta Régia de D. Maria I: “Amor e Delícias do seu Povo” ➢ O Ceará foi desmembrado de PE, tornando-se independente Highlight Highlight HISTÓRIA DO CEARÁ • Bernardo Manoel de Vasconcelos ➢ 1º Governador do CE ➢ Teve a obrigação de estabelecer contatos comerciais diretos da capitania com a metrópole ➢ Há resistência de vínculo com a metrópole por parte dos comerciantes, pois tinham preferência por Recife ➢ 1808 – Dom João VI vai ao RJ, causando grande impulso, devido à exportação do algodão e a abertura dos portos às nações amigas (1808-1822 período Joanino) ➢ Presença no CE do naturalista João da Silva Feijó – foi estudar o potencial de suas riquezas naturais Motivos Independência do CE em relação a PE: ➢ Dinamização da economia com o algodão (na segunda metade do séc. XVIII o algodão começou a surgir, mesmo existindo a economia da pecuária) ➢ Surgimento das vilas ➢ O Caráter secundarista da capitania proibia a comercialização direta com a metrópole ➢ Portugal, com a nova estrutura que desejava para o Brasil, lucraria com a divisão das duas capitanias ➢ Possibilidade de aumento tributário com a nova administração cearense (possibilidade) ➢ Maior controle metropolitano sobre os latifundiários ➢ A carta da Rainha também emancipou a Paraíba • 1803 - Morte de Vasconcelos (1º Governador) ➢ 2º Governador - Carlos Augusto de Oeynhausen (futuro Marquês de Aracati) – substituiu Vasconcelos. ➢ 3º Governador: Luiz Barba Alardo de Menezes que procurou incentivar o comércio com a Inglaterra ▪ Instalação de firmas inglesas na capitania ▪ Governou de 1808 à 1812 ▪ Substituído por Manuel Inácio de Sampaio (1812-1820) • Manoel Inácio de Sampaio (1812-1820) 4º Governador – 1812-1820 ➢ Reforma do Forte de Nossa Senhora de Assunção ➢ Traçado da Vila de Fortaleza ➢ Criação da alfândega de Fortaleza ➢ Em sua residência, reuniões de literatos, conhecidas como outeiros ➢ Porém, o que marcou de forma mais acentuada a seu governo foi a severa repressão ao movimento revolucionário de 1817 (ex. Prisão de Bárbara) Obs.: Insurreição Pernambucana – 1817 ➢ Os cearenses, liderados pela família Alencar, apoiaram a Revolução Pernambucana ➢ O movimento, que se restringiu ao município do Cariri, especialmente na cidade do Crato, foi rapidamente sufocado. Consequências: ➢ Vinda da família real portuguesa → aumento da carga tributária para cobrir os gastos da corte; ➢ O centro-sul do país para a ser beneficiado com a presença real e o nordeste passa a ser explorado com mais intensidade; ➢ A abertura dos portos brasileiros para as nações amigas levou ao agravamento da crise econômica em Pernambuco, principalmente pela queda dos preços do açúcar e do algodão, que disputavam espaço com produtos estrangeiros (principalmente ingleses); ➢ A promoção de militares era de preferência para portugueses, isso gerou insatisfação nos militares brasileiros; ➢ Movimento de caráter separatista com desejo de implantação de uma república; ➢ Participação de camadas intermediárias, influenciadas pelos exemplos das revoluções burguesas na Europa e nos EUA; ➢ Almejavam a liberdade de expressão; ➢ Uma república chegou a ser instaurada por cerca de 2 meses, porém o caráter abolicionista do movimento incomodava a aristocracia rural (medo da haitização da colônia); ➢ A desorganização interna enfraqueceu o movimento e possibilitou a ofensiva das forças reais; Highlight Highlight HISTÓRIA DO CEARÁ • Insurreição de 1817 no Ceará: ➢ O cultivo da cana-de-açúcar entrara em declínio e a saída do Ceará, da Paraíba e do Rio Grande do Norte, de sua jurisdição, causou-lhe mais prejuízos, criando as condições para o desencadeamento de movimentos radicais. ➢ Com movimento, os pernambucanos, queriam recuperar sua antiga posição, sob um novo regime, em um país independente. ➢ Um dos líderes do movimento, Domingos José Martins, vivera no Ceará a serviço da firma “BARROSO, MARTINS, DOURADO & CARVALHO”, da qual era sócio. A firma tinha sede em Londres e intermediava negócios de algodão. ➢ Depois, um outro sócio, Antônio Rodrigues de Carvalho, foi para o Ceará onde divulgou amplamente os ideais revolucionários, procurando recrutar seguidores para sua causa revolucionária.Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever CORONÉIS DO CE: > Virgílio Távora > Adauto Bezerra > César Cals arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar ❖ César Cals (1971 – 1975) ❖ Adauto Bezerra (1975 – 1978) ❖ Vírgilio Távora (1979 – 1982) arthu Máquina de escrever "Santíssima Trindade" - Novo Coronelismo arthu Máquina de escrever Coronéis de Carreira CÉSAR CALS (1971 – 1975) ❖ construção do Terminal Rodoviário João Tomé; ❖ instalações da FUNCEME - Fundação Cearense de Meteorologia; ❖ início da construção do Centro de Convenções; ❖ construção do Centro de Turismo de Fortaleza; ❖ construção da avenida Leste Oeste; do kartódromo Governador Cesar Cals; da Sede do DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas); ❖ inauguração do Castelão; ❖ Fundou-se o Instituto Penal Feminino. Gina Vidal Marcílio Pompeu e Mônica Mota Tassigny arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar Como governador, liderou a campanha da Arena cearense para as eleições municipais de novembro de 1976, tendo prometido ao presidente Geisel a vitória do partido governista em 90% dos 141 municípios do estado. Após a apuração, apresentou a Geisel um quadro geral dos resultados, mostrando que a Arena havia obtido 55% dos votos em Fortaleza e 84% no interior. ADAUTO BEZERRA (1975 – 1978 ❖ instalação do sistema básico de saneamento da capital ❖ valorização do serviço público através de aumentos salariais e de novos planos de promoção funcional. http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/jose-adauto-bezerra http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/jose-adauto-bezerra arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar VÍRGILIO TÁVORA (1979 – 1982) ❖ Consolidação da transição para a “modernidade conservadora” ❖ Plano de Metas Governamentais II (PLAMEG II) com o objetivo de fomentar o desenvolvimento industrial do Estado. ❖ Obras estruturais e de cunho industrialista ❖ Sistema Pacoti-Riachão - transferência de água entre sub-bacias - ACOTI – RIACHÃO na bacia hidrográfica do rio Pacoti para o sistema GAVIÃO na bacia hidrográfica do rio Cocó. ❖ Energização rural ❖ Término do Distrito Industrial. arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever Dinâmica emergencial II (PLAMEG II) PLANEJAVA: • a construção de rodovias, • ampliação do abastecimento de Água da cidade de Fortaleza • Aumento da capacidade do porto e do aeroporto. PORÉM: Neste período, inicia-se uma seca que resultaria em diversos problemas para a administração, sendo necessário tomada de medidas emergenciais Racionamento de Água em Fortaleza, iniciado em 1980 sistema de abastecimento d'água Pacoti-Riachão arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar ❖ Com a “distensão política” e a “abertura democrática”: (a ARENA virou PDS e o MDB, PMDB. ❖ 1982, impasse sobre a questão sucessória: ❖ O presidente Figueiredo, que firmou o “Pacto de Brasília”: • Divisão dos cargos públicos de 1º e 2º escalões, além dos cargos executivos. • Gonzaga Mota, “um homem neutro” seria o governador. • Adauto o cargo de vice, • Virgílio, uma vaga no Senado • César Cals, a prefeitura de Fortaleza. arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar Em 15 de março de 1983, o governador eleito LUIZ GONZAGA FONSECA MOTA ❖ A construção do Instituto de Médico Legal (IML). ❖ A reforma do Hospital Albert Sabin, quando ali foi implantado o Setor de Oncologia. ❖ Rompeu com o Governo Federal: • graves problemas financeiros para nosso Estado • “Gonzaguetas” um vale que era aceito no comércio em substituição ao dinheiro • Endividamento do Estado e atraso nos salários • Mobilização Social arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar HISTÓRIA Professor Admilson Costa 6. A “nova” República: os “governos das mudanças”. arthu Máquina de escrever 1985 - Fim do regime militar GOVERNO FIGUEIREDO (1979-85) REFORMA CONSTITUCIONAL: ❖ Lei da Anistia (1979)→ perdão a crimes políticos; • Não perdoava crimes relacionados à sequestros, assaltos à bancos ou assassinatos; • Militares não foram investigados; ❖ Lei Orgânica Dos Partidos Políticos (1979) → Reabertura partidária; • Extinção do bipartidarismo e dissolução do ARENA e do MDB, em seguida foram formados o PDS (de maioria governista), PMDB (maioria da oposição), PP, PDT e PT; arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar MOVIMENTOS SOCIAIS NA FASE FINAL DO REGIME: ❖ CONCLAT (Conferência das Classes Trabalhadoras) • Nova legislação trabalhista; • Reforma agrária; • Assembleia nacional constituinte; • Fim da lei de segurança nacional; arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar MANIFESTAÇÕES CONTRA A REABERTURA POLÍTICA: • Setor ultraconservador insatisfeito; • Abril de 1981 – Atentado ao Riocentro; • A queda do General Golbery de Couto e Silva, líder da resistência à abertura do regime, contribuiu para o processo de reabertura; arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar Mas foi ilusória a vitória dos coronéis. Estes haviam preparado a “modernidade” do estado, mas suas práticas autoritárias e clientelistas ironicamente os enfraqueceriam. Abria-se espaço para novas forças políticas: em 1985, Maria Luiza Fontenelle, do PT, era eleita prefeita de Fortaleza. Em 1986, um grupo de “jovens empresários”, um deles Tasso Jereissati, passaria a governar o Ceará. Eram tempos de “mudanças” FARIAS arthu Máquina de escrever houve eleição em 1982 arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar ❖ Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) • Se manifestou no tocante de questões sociais e direitos humanos; ❖ Movimento das Diretas Já! • Requeria eleições diretas e reestabelecimento pleno das liberdades; • Emenda Dante de Oliveira (PMDB) ➢ Não vigorou, pois, foi boicotada por políticos do PSD, liderados por Paulo Maluf, que boicotaram a votação no Congresso; (falta de quórum); arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar As eleições ocorreram de forma indireta entre Tancredo Neves (PMDB) e seu vice José Sarney (PFL) e Paulo Maluf (PSD); ❖ Contradições pela governabilidade: • Articulação conservadora (os mesmos que implantaram o regime em 64, apoiavam o fim dele em 85); • Política de mudanças sem ameaçar os interesses das elites; ❖ Vitória de Tancredo Neves, que faleceu em 21 de abril de 1985 sem tomar posse do cargo; ❖ José Sarney, vice de Tancredo, e simpatizante do regime militar, assumiu o governo até 1990. arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar ANTECEDENTES DOS GOVERNOS DAS MUDANÇAS ❖ 1978 – jovens empresários assumem o controle do Centro Industrial Cearense (CIC) ❖ Beni Veras, Tasso Jeiressat, Amarílio Macedo, Sérgio Machado e Assis Machado Neto ❖ Debates e críticas ao centralismo e intervencionismo do Estado na Economia. ❖ Inicialmente apoiaram a candidaturade Gonzaga Mota ❖ Rompimento de Mota com os coronéis ❖ Em 1986, Apoio de Mota ao até então “não político” Tasso Jeiressat para governador. arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar ❖ Aos 37 anos,na condição de um dos mais importantes integrantes do Centro Industrial do Ceará (CIC), Tasso foi convidado pelo Governador do Estado, Gonzaga Mota, para candidatar-se ao cargo, na sua sucessão, em oposição aos coronéis. Foi eleito com 1.407.693 votos, segundo o Tribunal Regional Eleitora http://www.iguatunoticias.com/2009/02/uma-breve-cronologia.html ❖ Derrota o candidato do PFL (dissidente do PDS, atual DEM), coronel Adauto Bezerra. ❖ Tasso elegeu-se, tendo como vice Francisco Castelo de Castro http://www.iguatunoticias.com/2009/02/uma-breve-cronologia.html arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar ❖ O grupo da “mudança” elegeu pelo PMDB 12 deputados federais e 24 estaduais. ❖ Gestão de 1987 – 1991 ❖ Moralização da máquina pública, diminuição do nepotismo e do empreguismo. ❖ Atuação do Cambeba (Palácio do Governo e sinônimo dos partidários de Tasso) ❖ Gestão Técnica – eliminação da intermediação política – isolamento de Tasso – saída do PMDB ❖ Medidas austeras: ✓ Equilíbrio orçamentário – Na gestão de Tasso e de Ciro – aumento de tributos, cortes e achatamento de salários ✓ Eficiência da máquina estatal –informatização, qualificação ✓ probidade no trato com a coisa pública ✓ investimento em obras de infraestruturas - especialmente a partir do segundo mandato de Tasso - empréstimos do governo federal e de órgãos internacionais desenvolvimento ✓ Estratégia do Marketing “GOVERNO DAS MUDANÇAS” arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever Cabide eleitoral arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever mão de obra pública qualificada arthu Máquina de escrever afastar-se do clientelismo/patrimonialismo ANTECESSORES E UM ESTADO ENDIVIDADO: ❖ Despesas com pessoal (direta e indireta) alcançaram mais de 87% da receita corrente líquida disponível do Estado. ❖ A divida estatal alcançava índices de aproximadamente US$15 milhões ❖ 15 decretos – demissão de 30 mil funcionários públicos sem concurso ❖ O domínio cambebista garantiu a eleição em 1990 de Ciro Gomes ao governo pelo PSDB. ❖ Em 1994, há o retorno de Jereissati ao Executivo cearense. Tasso seria reeleito ainda em 1998. TASSO JEIRESSAT arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar CIRO GOMES ❖ Ciro Gomes venceu as eleições para prefeito de Fortaleza em 1988 – imagem ligada ao nome de Tasso Jeiressat ❖ Simbologia da vitória mudancista no maior colégio eleitoral do Ceará ❖ Gestão da petista Maria Luiza Fontenele enfraqueceu a esquerda ❖ A morte de Vírgilio Távora abriu uma lacuna política – sem herdeiros políticos ❖ 1990 – Ciro Gomes deixa a prefeitura para ser candidato pelo PSDB – Vitória no Primeiro Turno – Consolidação do “Projeto das Mudanças” arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar ❖ Ciro herdou um Estado com a folha de pagamento mais enxuta – receita comprometida de 45% ❖ Maioria de deputados estaduais – 36 ❖ Canal do Trabalhador - desviar água do rio Jaguaribe para Pacajus - construído com uma extensão de 118km e consumiu um investimento de US$ 48 milhões ❖ A conclusão da obra reforçou a imagem de Ciro Gomes ❖ Ciro Gomes tinha um convívio mais próximo dos grupos políticos cearenses ❖ Aumento na produção de propaganda do governo – aumento da propagando do Turismo – divulgação do Estado. arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever Homem Empreendedor arthu Destacar arthu Máquina de escrever Indústria do Turismo TASSO JEIRESSAT – O RETORNO ❖ Em 1995, Tasso Jereissati assumiu o Governo do Estado pela segunda vez. ❖ Criação dos conselhos municipais https://senadortasso.com.br/os-30-anos-da-eleicao-que-transformou-o-ceara/ https://senadortasso.com.br/os-30-anos-da-eleicao-que-transformou-o-ceara/ arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever Destaque OPOSIÇÃO ❖ Um dos maiores núcleos de oposição ao Cambeba encontrava-se em Fortaleza ❖ grupo político conservador do então prefeito Juraci Magalhães - desde que Ciro Gomes renunciou o mandato de Prefeito para concorrer às eleições ❖ Em 2004 o PT conseguiu eleger Luizianne Lins como gestora da cidade. ❖ Apesar das “mudanças” realizadas pelo Cambeba na política e economia do Estado – o PIB cearense cresceu nos não houve empenho suficiente para acabar com a pobreza absoluta que impera no Ceará. ❖ O projeto burguês-capitalista do “Governo das Mudanças” não alterou substancialmente a concentração de renda no estado, também uma das maiores do País. ❖ Abandono quase que completo da agricultura interiorana- salvo as grandes agroindústrias. ❖ Dificuldade para eleger Lúcio Alcântara governador em 2002 ❖ Perda do comando cearense em 2006, quando foi eleito Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, para o executivo local. ❖ O grupo dos Ferreira Gomes conseguiu formar um governo coligando vários agrupamentos político, quase não contanto com oposição institucional. Manteve praticamente o mesmo modelo econômico e administrativo da Geração Cambeba. arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar Posse de Lúcio Alcântara Junto de sua esposa Beatriz Alcântara Cid Gomes toma posse como governador do Ceará. (Foto: Divulgação) PRINCIPAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FARIAS, Airton de. História do Ceará Fortaleza: 7ª Edição. Armazém da Cultura Fortaleza, 2015. SOUSA, Simone (organizadora). Uma Nova História do Ceará. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2007. FARIAS, Airton de. História do Ceará – da Pré-história ao Governo Cid Gomes. Fortaleza: Livro Técnico, 2007.➢ Mas, o principal incendiário da revolução na Capitania foi o seminarista José Martiniano de Alencar. Membro de uma importante oligarquia carirense, sua mãe Bárbara, também aderiu ao movimento. ➢ Alencar tentou adesão de um outro potentado da região, o capitão Pereira Filgueiras e, embora este a princípio se mostrasse simpático ao movimento, foi convencido pelo chefe de milícias, Leandro Bezerra, da temeridade do envolvimento naquela empresa. ➢ O movimento eclodiu em 6 de março de 1817 mas, poucos meses depois, já estava debelado. ➢ Durou apenas 75 dias em Pernambuco e 8 dias no Ceará. ➢ José Martiniano foi preso juntamente com seus familiares, mãe, irmãos, tios e primos que, de um modo geral, participaram da malfadada revolução. Conduzidos para Fortaleza, por Pinto Madeira, ainda ensaiaram uma fuga, mas recapturados, foram trazidos para a capital. 5º Governador: Francisco de Alberto Ruim – 1820-1821 ➢ Governando em momento de grande instabilidade ➢ Enfraquecido pelos acontecimentos que desembocariam a chamada Revolução Liberal do Porto, em Portugal ➢ Incapaz de enfrentar a oposição interna ao seu governo e ao novo regime renunciou em favor de uma junta provisória ➢ Presidência de Francisco Xavier Torres O PERÍODO IMPERIAL: CEARÁ CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR 1820 – Revolução Liberal do Porto ▪ Diminuir o poder de D. João a partir de uma Constituição ▪ As Cortes portuguesas, contraditoriamente ao termo liberal, queriam recolonizar o Brasil 1822 – Independência do Brasil ▪ Início do Período Imperial 09/01/1822 – “Dia do Fico” ➢ D. Pedro I – nega o pedido da Corte portuguesa, de retorno a Portugal, e fica no Brasil ➢ Acarretou ameaças de invasões, Portugal queria recolonizar o Brasil. ➢ Portugal queria o cancelamento da abertura dos Portos e que o Brasil voltasse ao status de colônia de Portugal 07/09/1822 – Independência do Brasil ➢ D. Pedro I precisa promover a adesão das regiões ao novo império ➢ Isso por diversas as vezes foi a partir de guerras. ➢ O CE se inclui nesse contexto • O Ceará na Independência ➢ 16/10/1822 – Adesão a independência ▪ Primeira reação positiva à proclamação da independência no Ceará ➢ O colégio eleitoral reunido na vila Içó rebelou- se contra a junta provisional de Fortaleza que mantinha-se obediente às cortes portuguesas Obs.: Governo Temporário HISTÓRIA DO CEARÁ José Pereira Filgueiras (capitão-mor do Crato) ➢ No ano seguinte foi substituído por um governo permanente, sob direção do Padre Francisco Pinheiro Landim Obs.: Resistência a Independência ➢ No Piauí, o comandante português, João José da Cunha Fidié, não aceitou a nova realidade e resistiu à independência ➢ Ceará contribui para a consolidação da independência: Formou-se no Ceará uma tropa sob o comando do major Luis Rodrigues Chaves, de João da Costa Alecrim e Alexandre Néri Ferreira Foram derrotadas pelas forças comandadas pelo Fidié na batalha do Jenipapo ➢ Pereira Filgueiras e Tristão Gonçalves uniram-se no esforço de libertar o Piauí do jugo de Fidié 23/07/1823 – arregimentaram um grande número de homens vindos de toda província e, conseguiram a rendição de Fidié. • A CONSTITUIÇÃO DO IMPÉRIO ➢ Outorga: ▪ 25 de março de 1824 ▪ Regime de monarquia constitucional hereditária ➢ Separação dos Poderes: ▪ Moderador: exclusivo do imperador, colocava-se acima dos demais poderes ▪ Executivo: Imperador e Ministros do Estado ▪ Legislativo: Câmara dos deputados, Senado ▪ Judiciário: Juízes e Tribunais ➢ Voto: indireto e censitário ▪ Votantes (100mil réis); Eleitores (200mil réis); Deputados (400mil); Senadores (800mil) ▪ Criados de servir, menores de 25 anos e libertos eram excluídos de participação, mesmo com renda ▪ Mulheres eram excluídas de direitos políticos pelas normas sociais ➢ Catolicismo: oficializado como região do Estado e qualquer outra só poderia ser exercida em culto doméstico ➢ Reconheceu os direitos civis de todos, diferenciando apenas do ponto de vista dos direitos políticos em função de suas posses. Obs.: Outorgada essa Constituição, em PE defendeu-se a ideia Republicana. Crítica direta ao poder moderador (raiz te todo mal que o Brasil vivia). • A CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR ➢ Herdou problemas econômicos do período de insurreição pernambucana ➢ Governo de D. Pedro I foi alvo de protestos após fechamento da assembleia e outorga da Constituição de 1824 ▪ Sentinela da Liberdade: Cipriano Barata ▪ Tiphys Pernambuco: Frei Joaquim do Amor Divino Caneca (periódicos de Pernambuco – Recife) Frei Caneca: “o poder moderador é a chave mestra da opressão da nação brasileira”. ➢ Frei Caneca foi fuzilado, apesar de ter sido condenado à forca (ninguém queria ser o carrasco de um membro do clero) ➢ Nomeação de um presidente de província que desagradou os pernambucanos ➢ 02/07/1824 – rompimento com o império (não havia mais aceitação do império, pretendiam separar-se e serem Estados Confederados) ▪ República sob o comando de Manuel Paes de Andrade ▪ Forte sentimento antilusitano • Ceará na Confederação do Equador ➢ União de Pernambuco e Ceará ▪ Senhor Manoel, de Carvalho Paes de Andrade (Presidente do governo da Província de Pernambuco) ➢ Ainda que não estivesse mais ligada administrativamente a PE, o CE ainda sofria influência política e econômica desta província Highlight religião Highlight Highlight Highlight Highlight HISTÓRIA DO CEARÁ ➢ Dentre os participantes da Confederação do Equador no CE estão: ▪ Inácio Gonçalo Loyola de Albuquerque Melo (Padre Mororó) ▪ João de Andrade Pessoa (Pessoa Anta) ▪ Francisco Miguel Pereira Ibiapina ▪ Bárbara de Alencar juntamente com seus filhos (José Martiniano Pereira de Alencar e Tristão Gonçalves de Alencar Araripe) Padre Mororó: sua atuação o tornou uma referência nas lutas sociais dos movimentos pela independência do país. Sua participação ativa na Confederação do Equador o levou ao fuzilamento em 30 de abril de 1825. Seu pseudônimo refere- se a uma planta nativa da região cearense. • Barbara de Alencar ➢ Nasceu em 11/02/1760, na cidade de Exu-PE ➢ Casou-se em 1782 com o Capitão José Gonçalves dos Santos (comerciante de tecidos na vila de Crato, região do Cariri, para onde se mudou e passou maior parte de sua vida) ➢ Teve quatro filhos: ▪ João Gonçalves de Alencar ▪ Carlos José dos Santos ▪ Joaquina Maria de São José ▪ Tristão Gonçalves Pereira de Alencar ▪ José Martiniano de Alencar (pai do escritor José de Alencar) ➢ Uma das primeiras mulheres a envolver-se em política ➢ Foi presa em Fortaleza em 1817: ▪ por participar de movimentos em prol da independência do Brasil; e ▪ por ter liderado o movimento que proclamou a República no Crato, uma extensão da Revolução Pernambucana Como represália, a corte a manteve presa por quatro anos, transferindo-a para várias prisões em Fortaleza, Recife e Salvador ➢ Considerada primeira mulher presa política do Brasil, ela ganha a liberdade em 17/11/1821, por ocasião da Anistia Geral. ➢ 1824 – seus três filhos homens entram na luta que se chamou Confederação do Equador e que incendiou províncias nordestinas Nesta lutam ela viu morrer dois filhos, Carlos de Alencar e Tristão Gonçalves de Alencar Araripe. ➢ 28/08/1832 – Morte de Bárbara, na fazenda Alecrim, no PI, sendo sepultada em Campos Sales. Para muitos a confederação do equador é uma continuidade da insurreição pernambucana. Esse movimento iniciado em 1817 e findado em 1824 era de caráter separatista contestava o autoritarismo e a centralização administrativa do Império, administrado inicialmente por D. João e depois por D. Pedro I. ➢ A adesão à Confederação do Equador, que havia sido proclamada em 2 de julhode 1824, foi imediata, pois antes mesmo da proclamação, já haviam eclodido vários focos insurrecionais no Ceará ➢ Em 9 de janeiro, a Câmara de Quixeramobim declarou decaída a dinastia de Bragança. ➢ O Padre Gonçalo Inácio de Loiola, mais tarde Mororó. espalhou pelo Icó, São Bemardo das Russas e Aracati o fogo revolucionário; ➢ Em 2 de fevereiro, Pereira Filgueiras e Tristão Gonçalves comandaram a adesão do Crato e se dirigiram à Fortaleza, onde prenderam o comandante das armas, restabelecendo a autoridade da antiga junta governativa, na qual Filgueiras era o presidente e Tristão o comandante das armas. • Abdicação de Dom Pedro I Período Regencial (1831-1840) ➢ Consolidação da independência política brasileira ➢ Portugueses que ocupavam cargos públicos foram afastados e substituídos por cidadãos brasileiros ➢ Surgimento de três grupos políticos que disputaram as eleições para a regência: ▪ Liberais moderados ▪ Liberais exaltados ▪ Restauradores ➢ Durante o período regencial, os debates políticos giravam em torno das questões: ▪ Unidade territorial, ameaçada por revoltas e manifestações ▪ Centralização x Descentralização ▪ Organização das Forças Armadas ▪ Grau de autonomia das províncias • Avanço Libera Regência Trina Provisória (1831) e Regência Trina Permanente (1831-1834) Highlight Highlight HISTÓRIA DO CEARÁ ➢ Em 1831, o governo percebe a necessidade de renovação da economia, e passa a implantar no país o cultivo do café, pois além da terra, principalmente nas regiões do Vale do Paraíba – RJ e do Oeste Paulista, ser propícia ao plantio, o produto era extremamente lucrativo e popular no exterior; ➢ Com o investimento do governo e dos latifundiários no crescimento da cultura cafeeira, formou-se no país um grupo de crescente influência política e econômica, os chamados “Barões do Café”; ➢ Por meio de reformas constitucionais, os liberais moderados procuraram diminuir as funções do Executivo e ampliar as atribuições do Legislativo; ➢ Procuravam atender as reivindicações de liberais exaltados, defensores do federalismo; ➢ Como forma de aplacar os anseios dos liberais exaltados a respeito da autonomia municipal, a descentralização do sistema judiciário acabou reforçando o poder da aristocracia agrária • IMPORTÂNCIA DA ECONOMIA DO ALGODÃO ➢ O crescimento da cultura algodoeira no Ceará não significou necessariamente o fim da pecuária Segunda metade do século XVIII: ▪ Revolução Industrial na Inglaterra; ▪ Guerra da independência dos Estados Unidos; e, mais tarde ▪ Guerra da Secessão americana. ➢ O Ceará foi uma das primeiras regiões do Brasil a exportar algodão durante o período colonial ➢ Fortaleza só passou a assumir ares de capital na medida em que se tornou o centro receptor da produção algodoeira Importância econômica que, até então, estava reservada às cidades inseridas no ciclo da pecuária. ➢ Dessa maneira, através do algodão, o Ceará foi inserido no mercado internacional. Nesse período instalaram-se na província inúmeras firmas estrangeiras ou de estrangeiros associados a brasileiros que lidavam principalmente com o beneficiamento e exportação do algodão. ➢ Em 1860, dos 353 estabelecimentos comerciais existentes em Fortaleza, 84 eram estrangeiros. ➢ Após o fim da Guerra, para absorver a produção passou-se a industrializar o produto na própria região. Hoje, o Ceará é possuidor de um dos principais polos da indústria têxtil brasileira. Obs.: O sertão absorveu a população excedente da zona da mata durante os períodos estagnados da indústria canavieira, e beneficiou-se da mão-de obra e da energia daqueles que, por motivos econômicos, psicológicos ou qualquer outro, não conseguiam integrar-se na famosa lavoura açucareira da casa grande e senzala. ➢ Nativo das Américas, o Algodão é conhecido dos indígenas desde os primeiros tempos coloniais. ➢ Decadência da charqueada: ocupação do espaço econômico pelo algodão. ➢ Toda a produção da região deveria ser enviada para o porto de Recife. ➢ A comercialização do algodão se inicia, de forma incipiente, a partir de 1777. ➢ Exportações no final do século XVIII ultrapassaram quatrocentas toneladas anuais de algodão. ➢ Principal riqueza da região do Ceará ao longo do século XIX. Atraiu pessoas de várias regiões. ➢ Porto de Aracati um dos mais movimentados da região. ➢ A partir de 1822 os negócios do algodão declinaram sensivelmente na província: ▪ doenças que o atacaram ▪ queda nos preços no mercado internacional. Highlight Highlight HISTÓRIA DO CEARÁ ➢ Em 1829 o custo não pagava a produção; ➢ Em 1835 uma grande safra de algodão no Ceará; ➢ 1830–1845: tentativas de modernização da cultura algodoeira (máquinas para o descaroçamento e técnicos agrícolas – mão de obra qualificada). ➢ quatro grandes secas: (1816-17; 1824-26; e 1844-45) ➢ quatro secas parciais (1827, 1830, 1833 e 1837). Algodão colaborou no aumento populacional do CE: ➢ 1821: 150 mil viventes no CE ➢ 1850: 400 mil pessoas ➢ Em 1872, a população recenseada era de 742.819. Inferioridade econômica de Fortaleza em relação a Aracati: ➢ redução de 50% nas tarifas alfandegárias para os produtos exportados pelo porto da Fortaleza; ➢ melhoria das condições de transporte de mercadorias para os navios, construção de estradas ligando o interior a Fortaleza, instalação da alfândega, da junta da Fazenda e dos Correios; ➢ A partir de 1866 começou a navegação a vapor para Liverpool com escala por Lisboa. • DÉCADAS DE 1850/1860 Guerra de secessão norte-americana (1861 a 1865): ▪ algodão importado pelo Britânicos, seguido pela Índia (16,72%), Egito (3,27%) e Brasil (3,06%) ➢ O algodão possibilitou uma fonte riqueza para os habitantes da província, mas também causou problema ambiental no sertão cearense (destruição de mata nativa) ➢ À medida que a área plantada crescia, aumentava o volume de comércio na cidade de Fortaleza, tornando-a a mais importante economicamente da província. ➢ Safra do algodão inflamava a vida comercial de Fortaleza Maior polo econômico em 1866 – Fortaleza: 59% de todas as mercadorias e Aracati 17%. ➢ Cultura algodoeira baseada em trabalho livre. • Benefícios da Alta Exportação do Algodão: ✓ Enorme volume de capitais para a província ✓ Uma fonte riqueza para os habitantes da província ✓ As principais cidades do Ceará, em particular Fortaleza e Aracati, vivenciaram uma fase de crescimento sem precedentes ✓ Independente da agricultura de subsistência e da pecuária bovina. ❖ Contradições: Falta de maiores investimentos em infraestrutura para o escoamento da produção Os portos da província não foram modernizados Parte da riqueza gerada pelo algodão no Ceará não permaneceu na região (compra de gêneros alimentícios. Durante o auge do ciclo do algodão, a base econômica da província do Ceará estava fundamentada em um tripé: ➢ o algodão como produto-mercadoria voltado para o mercado internacional; ➢ os comerciantes como agentes sociais que lideram o processo de acumulação; e ➢ Fortaleza, cidade empório, sede da circulação de mercadorias e da acumulação de riquezas. • Declínio do Algodão: ➢ Queda dos preços desta mercadoria sobre a economia local foram devastadores. ➢ Tentativa de produzir em maior escala Highlight Highlight HISTÓRIA DO CEARÁ ➢ Proprietários de terras endividados – hipotecas – terceirizados (aumento na oferta de mão de obra barata) ➢ As secas de 1877 a 1879. ➢ A importância do algodão, como principal riqueza, na economia cearense se estendeu por todo século XX, até a década de 1970. ➢ Novas pragas, como o bicudo, arruinaram a cotonicultura cearense, levando a uma gradual perdade importância na economia local. ESCRAVIDÃO NEGRA NO CEARÁ Obs.: Escravidão indígena e africana coexistiram ➢ Negros da Terra – indígenas ▪ Fim: Séc. XVIII ➢ Escravidão Africana ▪ Início: séc. XIX (1801) ▪ Fim: final do Séc. XIX ➢ Escravidão Africana no CE demora a acontecer ▪ Pecuária: não havia necessidade de numerosos escravos. Os indígenas quem trabalhavam como boiadeiros ▪ O CE nunca recebeu o navio negreiro diretamente, sempre os escravos chegavam de outras regiões ➢ É contundente a afirmativa de que não houve tráfico direto de mão-de-obra escrava da África para o Ceará O número reduzido de escravos negros no CE se deve pelo menos a cinco razões: ▪ O povoamento tardio da capitania cearense ▪ A sua dependência da capitania de PE ▪ A mão-de-obra cativa indígena abundante ▪ Uma atividade econômica centrada na pecuária favorecida pelas condições ambientais ▪ O preço do cativo Africano, incompatível com o numerário do colonizador ➢ Descaso de quem recebe primeiramente a capitania ➢ Fracasso das expedições ➢ Até o séc. XVII a região ainda não estava integrada ao domínio efetivo dos Portugueses ➢ A invasão de PE pelos holandeses também teria atrasado o processo de colonização do CE ➢ Ocupação se deu tardiamente se comparada com as das outras regiões açucareiras ▪ Plantation: ➔ Monocultura ➔ Latifúndio ➔ Mão-de-obra escrava africana Obs.: O povoamento tardio da região, associada à dependência do CE em relação à capitania de PE, foi um dos fatores que mais inviabilizaram a introdução do cativo Africano em terras cearenses. ➢ A ocupação de terras cearenses foi diferente do processo ocorrido em outras áreas do Nordeste açucareiro. Obs.: Foi um processo mais lento, com suas fronteiras sendo rompidas pelo gado que possibilitou uma configuração social diferenciada das sociedades do engenho, exigindo pouca mão de- obra, contando desde o início com a força de trabalho do nativo (indígena) e um estilo de vida que não foge ao padrão encontrado para outras regiões tidas como periféricas. ➢ Isso, de certa forma, refletia o poder aquisitivo dos proprietários cujo modus vivendi, em sua maioria, estava dentro de um padrão de riqueza bastante relativo, marcado pela simplicidade, beirando a rusticidade, o que acabava refletindo no dia-a-dia do escravo146. Obs.: Se a capitania cearense não utilizou a mão- de-obra africana nos primórdios do seu povoamento foi em virtude de uma conjuntura econômica em formação que se servia da escravidão dos «negros da terra», pois o “indígena e seus descendentes, servindo como escravo, agregado ou aldeado, foi a mão-de obra dominante na Capitania durante todo o período colônia. Obs: Diretório Pombalino Garante a liberdade ao indígena. ➢ Com a expulsão dos jesuítas, a administração dos povos indígenas passou para a órbita laica e os povos nativos foram igualados aos demais moradores (não podem ser escravizados) Highlight Highlight Highlight HISTÓRIA DO CEARÁ ➢ Uma nova legislação foi então adotada em relação aos povos nativos, sob determinação do diretório pombalino, em que formalmente garantia-se a liberdade destes; ➢ No entanto, foi nomeado um diretor que se transformou, na prática, em feitor para controlar a força de trabalho no âmbito da vila ➢ Certamente, a mão-de-obra era premente ao colono, que não dispondo de capital para aquisição do escravo Africano recorreu à escravidão do indígena. ➢ Assim sendo, o diminuto número de escravos Negros no Ceará durante o século XVII prende-se a essa realidade. ➢ Ao que tudo indica essa realidade não sofreu alteração durante todo período da história colonial, pois fosse o indígena escravo ou servo, essa possibilidade por si só, teria desestimulado o investimento na entrada de Africanos. ➢ Contudo, houve tentativas esporádicas a partir de meados do século XVIII, que teriam levado à entrada de Negros na Capitania ➢ A primeira entrada organizada de escravos negros africanos no CE e mais consequente foi durante a curta existência da Companhia do Ouro das Minas de S. José dos Cariris, iniciada em 1756, e que explorou ouro na região sul da capitania. Obs.: Para os trabalhos de mineração, sessenta e nove escravos Negros, entre ladinos e boçais, Africanos e crioulos. ➢ Após a extinção da Companhia, 1758, voltaram eles para o poder de seus senhores não se tendo notícia de seus destinos. Século XIX: ➢ A população de Crato em 1804 perfazia um total de 20.661 habitantes, dentre os quais 67% eram Pretos e Pardos (mestiçagem). Obs.: os escravos mal excediam 5%. ➢ Em toda a história da escravidão negra no Ceará ela parece ter se mesclado com o trabalho assalariado ➢ os Negros também foram ocupando estes espaços, não só como cativos, mas como trabalhadores livres, como proprietários ➢ Prevaleceu no Ceará a importação de escravos Africanos pelos entrepostos do Recife e São Luís e em menor escala pelos portos de Salvador e Rio de Janeiro Obs.: Majoritariamente procedentes de Angola e do Congo ➢ O Ceará vai conhecer um aumento de sua população escrava justamente com o cultivo de algodão no século XIX Obs.: mas até a abolição não vai exceder a 40 mil cativos. ➢ Em 1808 a Câmara de Fortaleza a pedir autorização real, para proceder à importação de escravos da África, no que não foi atendida, pois prossegue importando pequenas quantidades de cativos Negros de Pernambuco Obs.: no período de 1813-1817, entraram na capitania, via Pernambuco, trezentos e sessenta e dois cativos ➢ O Ceará continuou importando seus escravos, Africanos, Crioulos e Mestiços de Pernambuco ou do Maranhão pelo menos até 1840, e a utilizar o trabalho assalariado tanto na pecuária como nas lavouras de algodão. ➢ Com o surto da lavoura algodoeira, ainda em meados do século XVIII, acentuou-se uma demanda de mão-de-obra configurando-se uma maior presença do trabalhador livre, como também do escravo Africano. Obs.: No século XIX, na década de 1860, período de novo incremento da cotonicultura, a entrada de escravos para o Ceará já não acontece, tendo em vista que a importação de peças escravas já havia praticamente deixado de ocorrer na década de 1840. ➢ A partir de 1850, a província cearense passou a exportar Negros cativos dentro do processo do tráfico interprovíncia. Obs.: Lei Eusébio de Queiroz proibiu o tráfico negreiro. ➢ a cultura do algodão, o emprego de escravos era pouco vantajoso, devido ao ciclo vegetativo curto, que implicava em longos períodos de ociosidade forçada da mão-de-obra. ➢ no sertão nordestino, grande parte do cultivo de algodão desenvolveu-se através da pequena produção, associada à plantação de gêneros HISTÓRIA DO CEARÁ alimentícios, dentro de um complexo vinculado à pecuária extensiva e às relações de latifúndio/minifúndio ➢ Tendo ou não comercializado com a África, o fato é que o Ceará não estava excluído do circuito do tráfico, pois comprava cativos tanto para o trabalho agropastoril como para os serviços domésticos, dinâmica não muito diferente do resto do país, embora os adquirissem de praças locais • Movimento Abolicionista na Província do Ceará ➢ Resultado de uma série de fatores que propiciaram o seu pioneirismo na abolição da escravatura em relação às demais províncias brasileiras. ➢ As agremiações abolicionistas no Ceará envolveram pessoas de vários setores da sociedade. ➢ Movimento de críticas e lutas contra o regime escravista vigente no Brasil desde o período Colonial. ➢ Estas motivações possuíam variadas influencias, tanto ideológicas como, econômicas, morais e religiosas. ➢ A manutenção do sistema escravista no Brasil possuía uma relevância tanto social, como principalmente econômica. ➢ Sua conservação estava inserida no pensamentoda classe dominante, nos costumes, nas tradições e dia a dia das pessoas comuns. ➢ A instituição escravista havia herdado do período colonial características peculiares como, por exemplo, o trabalho braçal feito, geralmente, por negros cativos (característica da supremacia racial branca), com argumentos da inferioridade intelectual dos africanos. ➢ Em meados do século XIX (1850) o Brasil continuava a ser um país escravista, agroexportador e dependente da economia externa (café). ➢ Alguns poucos avanços começaram a surgir, como, a introdução da mão-de-obra livre do imigrante europeu (mais voltada à região produtora de café), a preocupação urbanística em algumas cidades do país, um surgimento limítrofe de indústrias. ➢ Entretanto, o regime escravista ainda preponderava. Obs.: Durante todo o processo de manutenção do regime escravista no Brasil, a forma dos brancos se imporem sobre os negros não foi apenas do ponto de vista econômico, ultrapassava este aspecto, estava presente na sociedade brasileira “[...] o despotismo ou a tirania do homem sobre a mulher, do pai sobre o filho, do senhor sobre o escravo, do branco sobre o preto” (FREYRE, 1990:XCV). Esta realidade perdurou até o final do século XIX quando, a sociedade civil, ou parte dela, no Ceará e no restante do Brasil, aproximou-se do ideal de liberdade dos negros cativos e passou a lutar pela abolição da escravatura. ➢ no decorrer do século XIX, alguns setores da sociedade brasileira começaram a se sensibilizar com a situação dos cativos no Brasil e, a sofrer a influência ideológica do pensamento nascido a partir do Iluminismo ➢ O movimento abolicionista encontrara maior suporte nas camadas urbanas, principalmente entre jovens das classes médias urbanas e da elite Obs.: Os objetivos do movimento abolicionista e, principalmente de suas lideranças, limitavam-se na maioria das vezes em aceitar a necessidade de libertação dos escravos como um benefício à imagem do Brasil em relação à comunidade internacional. ➢ A elite econômica não se dispunha a promover a libertação dos escravos, nem tão pouco a melhorar as condições de vida dos negros cativos, salvo aqueles que aderiram o movimento abolicionista. ➢ Após a aprovação da Lei Eusébio de Queirós (lei do fim do tráfico negreiro), surgiu no país uma crise de mão-de-obra, principalmente na lavoura cafeeira. ➢ Tráfico interprovincial - a província do Ceará passou a fornecer escravos para a região sudeste ocasionando um grande fluxo de escravos para esta região e consequentemente na diminuição de negros cativos no Ceará A ocasião em que mais se notou a coragem e resignação desse povo excepcional, foi na terribilíssima seca de 1877, 1878 e 1879. Descrever as lúgubres cenas dessa quadra de dores e agonias de uma população inteira, seria serviço superior a nossa capacidade. Perderam se para mais de trezenas mil vidas naquele período angustioso [...] no tempo em que grassou a varíola, houve dias de morrerem mais de mil pessoas. (BEZERRA, 1906:31). O Ceará sente desagregar-se sua vida econômica, cai a produção de gêneros alimentícios sobem em vertical. O negro tem cotação vil, quando não é trocado por uma carga de HISTÓRIA DO CEARÁ farinha e rapadura. Um homem custa 300 mil réis. Uma negra para qualquer serviço, 100 mil réis. (MOREL, 1988:p. 96) ➢ O ideal abolicionista encontrara um espaço adequado para fluir no Ceará, por conta do tráfico interprovincial que diminuíra a quantidade de cativos na província e a seca que abalou o Ceará entre 1877 e 1879. 28 de setembro de 1879: Funda-se em Fortaleza a associação Perseverança e Porvir, iniciadora do movimento abolicionista na província. ➢ Um grupo composto por jovens, quase todos envolvidos na vida comercial de Fortaleza, que passou a lutar pela questão abolicionista. Sensibilizados com o que viam Obs.: estes dez moços de fé se uniram numa sociedade de fins econômicos, em molde de cooperativa, cujos lucros, em parte, se destinavam à manumissão de pretos escravizados. 1880 - nova organização: Sociedade Cearense Libertadora dedicada não só ao emancipacionismo, mas também à abolição ➢ Realizavam reuniões públicas, que sempre terminavam em aplausos, com contribuições às manumissões e algumas alforrias 1 de janeiro de 1881 - publicado o primeiro número de O Libertador jornal da Sociedade Cearense Libertadora, que durante o processo abolicionista, procurava incentivar a sociedade a apoiar esta nova ideia, com discursos inflamados, que muitas vezes se utilizava mais da comoção e da sensibilização da sociedade. • Pedro Pereira da Silva Guimarães No ano de 1850 - um cearense de ARACATI - deputado Pedro Pereira da Silva Guimarães, enfrentava a oposição da Câmara Federal apresentando um projeto em favor da abolição. ➢ Surgiram depois diversos movimentos abolicionistas, entre os quais salientou-se a SOCIEDADE CEARENSE LIBERTADORA que, em seu estatuto, afirmava: Art. 1 - Um por todos, todos por um. Parágrafo único: - A Sociedade libertará escravos por todos os meios ao seu alcance. No ano de 1870 surgiram as duas primeiras associações libertadoras do Ceará ambas com a finalidade de trabalhar pela libertação dos escravos.: ➢ Sociedade Libertadora de Baturité ➢ Sociedade Manumissora Sobralense Obs.: Mas, foi através da Sociedade Cearense Libertadora e do jornal O Libertador que a sociedade civil se engajou de fato no movimento abolicionista ➢ As forças contrárias à abolição da escravatura eram muitas, e que, os abolicionistas cearenses sofreram forte reação dos escravocratas. ➢ O sistema escravista estava enraizado no pensamento e nas ações da sociedade, porém, mesmo com suas limitações, o movimento abolicionista conseguira espaço na província do Ceará. ➢ Havia sido criado através da Lei do Ventre Livre (1871) um Fundo de Emancipação destinado a libertar anualmente certo número de cativos em cada Província. ➢ o número de cativos no Ceará também pôde ser reduzido Obs.: Fatores que influenciaram na diminuição da quantidade escravos na província do Ceará: ✓ o tráfico interprovincial ✓ a seca de 1877 a 1879 ✓ a Lei do Ventre Livre ✓ Fundo de Emancipação Obs.: o movimento abolicionista encontrou espaço propício para abolir a escravidão na província. ➢ No decorrer do processo abolicionista como houve uma adesão de vários setores da sociedade com a causa abolicionista: ✓ Clube Abolicionista ✓ o Centro Abolicionista 25 de dezembro ✓ o Clube dos Libertos ✓ Cearenses Libertadoras. 1º de janeiro de 1883 a vila do Acarape, hoje Redenção, foi o 1º município do Ceará e do Brasil, que deu liberdade a seus escravos. Outros municípios foram libertando seus escravos. HISTÓRIA DO CEARÁ Dia 13 de abril, o Centro Abolicionista 25 de dezembro, incita a abolição em Fortaleza através de um manifesto: “Já é fraca a voz potente de laureados oradores a trovejar contra a inclemência da sorte de tantos infelizes a mover a piedade no ânimo dos donos das senzalas a depor no altar da ideia que advogam, as flores olerosas de uma eloquência esmagadora, máscula” (STUDART, 2001:309). No dia 24 de maio do mesmo ano, Fortaleza libertou seus escravos, os abolicionistas conseguiram a libertação em outros municípios 25 de março de 1884 houve total extinção dos escravos na província do Ceará. Aqueles que defendiam a manutenção do trabalho escravo eram minoria, além disto, os jornais existentes no Ceará serviam como um meio de propagação das ideias abolicionistas ➢ Mesmo depois da abolição no Ceará, o município de Milagres manteve seus cativos até a Lei Áurea (1888) Para o jornal O Libertador, o que estava ocorrendo em Milagres era devido o assentimento ou conivência do Presidente da Província e do inspetor do tesouro provincial REVISADO 1www.grancursosonline.com.brViu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Ceará na República Velha – Introdução HISTÓRIA DO CEARÁ CEARÁ NA REPÚBLICA VELHA – INTRODUÇÃO História do Ceará. 1. O período colonial: a ocupação do território: disputas entre nativos e portugueses; acesso à terra: sesmarias e a economia pecuária. 2. O período imperial: o Ceará na Confederação do Equador; importância da economia do algodão; a escravidão negra no Ceará. 3. O Ceará e a “República Velha”: a política oligárquica: coronelismo e clientelismo; movimentos sociais religiosos e “banditismo”; 4. O perí- odo 1930/1964: o Ceará durante o Estado-Novo; repercussões da redemocratização; “indústria da seca”: DNOCS e SUDENE. 5. Os governos militares e o “novo” coro- nelismo; a “modernização conservadora”. 6. A “nova” República: os “governos das mudanças”. Linha do tempo: 1530 – 1808: na perspectiva econômica: colônia 1822 – 1889: país independente que nasceu sob a forma de império 15/11/1889: proclamação da república. 1831 – 1840: período regencial brasileiro – surge no Brasil a Guarda Nacional. Para ser líder de um contingente da Guarda Nacional era necessário possuir dinheiro e condições de manutenção dos jagunços. Essas pessoas receberam o título de coronéis, mesmo sem ter formação militar. – Coronelismo – Clientelismo • Em 1889, Marechal Deodoro da Fonseca proclama a república no dia 15 de novembro. • O período de governo dos militares, de 1889 a 1894, ficou conhecido como o período da espada. • Floriano Peixoto: com a saída de Deodoro da Fonseca, Peixoto assume a presidência da República. • Floriano Peixoto encabeça o movimento que retira um dos governadores do estado e acaba fazendo com que os Accioly ascendam ao poder. 5m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever 1896 a 1912: domínio da oligarquia 2www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Ceará na República Velha – Introdução HISTÓRIA DO CEARÁ CONSTITUIÇÃO DE 1891 • 1ª Constituição republicana, promulgada em 24 de fevereiro de 1891; • Rui Barbosa, Ministro da Fazenda, foi o principal redator; • Influência da Constituição norte-americana (República federativa liberal); • Estados da federação (antigas províncias) receberam certos direitos; – O Ceará passa a ser um Estado, não mais uma província. • Tripartição dos poderes, harmônicos e interdependentes; • Bicameralismo (Câmara dos deputados e Senado federal); – Senador com mandato de 9 anos e deputados com 3 anos, tendo sua quantidade estipulada pela população do Estado; www.grancursosonline.com.br arthu Máquina de escrever 1889 a 1894 arthu Máquina de escrever até então só tinha a Constituição de 1824 arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever CE passa a ser Estado arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 3www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Ceará na República Velha – Introdução HISTÓRIA DO CEARÁ • O corpo de ministros seria de acordo com a vontade do presidente; • Validava a separação da Igreja e do Estado (Laicização do Estado); • Liberdade religiosa e o direito à certidão de casamento; • Concessão à naturalização aos imigrantes (atração de capitais estrangeiros e a per- manência de imigrantes diversos, principalmente aqueles favorecidos pela liberdade religiosa). • No dia 15 de novembro de 1894, Prudente de Moraes assumiu a presidência da repú- blica, e Floriano saiu da vida pública por livre e espontânea vontade. – Período conhecido como República Oligárquica devido à forte participação e con- trole do governo por parte dos grandes latifundiários, principalmente cafeicultores; – Influência dos cafeicultores no comando do país gerou inúmeros conflitos sociais, que desestabilizaram o governo; – Política do Café com Leite (1898 – Formulada por Campos Sales); - Representava o revezamento dos estados de são Paulo e Minas no posto de pre- sidência da república. - Estava amparada pela política dos governadores, formulada por Campos Sales, que representava uma troca de favores entre o executivo estadual e municipal. - A família Accioly estava inserida diretamente na política dos governadores. Ela se mantém no poder durante os anos de 1896 a 1912 amparada na perspectiva oligárquica que atendia à política dos governadores. • Política do café com leite: revezamento entre as oligarquias de SP e MG na linha sucessória do governo; • SP com a sua riqueza econômica pautada pelo café; • MG com sua numerosa bancada eleitoral, a maior do Congresso; • Estabilizar e impedir opositores de chegarem ao poder; • O sul, mesmo inferior à SP e MG, sempre fez frente à política do café com leite, por sua tradição política e importância econômica; • Clientelismo e a política dos governadores (troca de favores) – Executivo federal (presidentes) e executivo estadual (governadores). 10m 15m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever intenção das oligarquias arthu Destacar Highlight 4www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Ceará na República Velha – Introdução HISTÓRIA DO CEARÁ O PODER DAS OLIGARQUIAS • Executivo nacional: através de recursos financeiros e atuações políticas fazia com que o executivo estadual se mantivesse no poder e conseguisse ter uma sustentabili- dade política. • Executivo estadual: mandava recursos financeiros ao município. • Municípios (coronéis): os coronéis eram de famílias ricas e faziam as benfeitorias nas regiões. – Devolviam os favores através dos votos. – O voto era aberto, assim, o coronel sabia os votos dos eleitores. – Voto aberto: gerou violência e perseguições a grupos contrários. POLÍTICA DAS SALVAÇÕES – 1910: • Tinha o propósito de derrubar oligarquias contrárias ao governo federal, ou seja, não poderia haver oposição ao executivo federal; • Visava manter a política, principalmente os governadores, sob domínio do presidente Hermes da Fonseca, que considerava crime contra o Estado, confabular fraudes e etc.; 20m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever Garantir a política dos governadores, garantir a política do café com leite, porém, der - arthu Máquina de escrever rubando as oligarquias arthu Máquina de escrever obs: no CE desde 1896 existia a oligarquia de Acioly arthu Máquina de escrever - Quando vem a política das salvações, tende a dar problema no CE. 5www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Ceará na República Velha – Introdução HISTÓRIA DO CEARÁ TENENTISMO E COLUNA PRESTES • A coluna prestes questionava as oligarquias. • Não era bem vista pelos políticos. Listagem dos governadores do Ceará de 1888 a 1930: • Luís Antônio Ferraz - 16 de novembro de 1888 a 22 de janeiro de 1891. – Primeiro governador do Estado. • Benjamin Liberato Barroso - 22 de janeiro de 1891 a 6 de abril de 1891. • Feliciano Antônio Benjamim - 6 de abril de 1891 a 28 de abril de 1891 • José Clarindo de Queirós - 28 de abril de 1891 a 16 de fevereiro de 1892 (Retirado por Floriano de forma violenta pelas forças de Floriano e Nogueira Accioli) • João Nepomuceno de Medeiros Mallet - 16 de fevereiro de 1892 a 18 defeve- reiro de 1892. • Benjamin Liberato Barroso - 18 de fevereiro de 1892 a 12 de julho de 1892. • Antônio Pinto Nogueira Accioli - 12 de julho de 1892 a 27 de agosto de 1892 • José Freire Bezerril Fontenelle - 27 de agosto de 1892 a 12 de julho de 1896 (é militar) • Antônio Pinto Nogueira Accioli - 12 de julho de 1896 a 12 de julho de 1900. – Presidente eleito de forma democrática. – O mais famoso de sua oligarquia. 25m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Máquina de escrever Até cangaceiros participaram do combate à coluna prestes arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever 1 arthu Máquina de escrever 2 arthu Máquina de escrever 3 arthu Máquina de escrever 4 arthu Máquina de escrever 5 arthu Máquina de escrever 6 arthu Máquina de escrever 7 arthu Máquina de escrever 8 arthu Máquina de escrever 9 arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 6www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Ceará na República Velha – Introdução HISTÓRIA DO CEARÁ • Pedro Augusto Borges - 12 de julho de 1900 a 12 de julho de 1904 • Antônio Pinto Nogueira Accioli - 12 de julho de 1904 a 12 de julho de 1908 • Antônio Pinto Nogueira Accioli - 12 de julho de 1908 a 24 de janeiro de 1912 • Antônio Frederico de Carvalho Mota - 24 de janeiro de 1912 a 12 de julho de 1912. • Belisário Cícero Alexandrino - 12 de julho de 1912 a 14 de julho de 1912. • Marcos Franco Rabelo - 14 de julho de 1912 a 14 de março de 1914. • Floro Bartolomeu da Costa - 10 de Março 1914 a 15 de Março de 1914 – Presidente do Ceará (em “Estado de Sítio ou Estado de Exceção”) consoante titulo de nomeação do COLETOR ESTADUAL DE MORADA NOVA, MANUEL HONORATO CAVALCANTE FILHO, datado de 10 de Março de 1914 expedido pelo Dr. Floro Barto- lomeu da Costa, como Presidente do Estado do Ceará em Joaseiro do Cariry. • Fernando Setembrino de Carvalho - 15 de março de 1914 24 de junho de 1914 • Benjamin Liberato Barroso - 24 de junho de 1914 a 12 de julho de 1916 • João Tomé de Saboia e Silva - 12 de julho de 1916 a 12 de julho de 1920 Justiniano de Serpa - 12 de julho de 1920 a 12 de julho de 1923 • Ildefonso Albano - 12 de julho de 1923 a 12 de julho de 1924 • José Moreira da Rocha - 12 de julho de 1924 a 19 de maio de 1928 • Eduardo Henrique Girão - 19 de maio de 1928 a 12 de julho de 1928 • José Carlos de Matos Peixoto - 12 de julho de 1928 a 8 de outubro de 1930. 30m ��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa Santos. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 1www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Oligarquia Accioly HISTÓRIA DO CEARÁ OLIGARQUIA ACCIOLY O jornal “A República” era um dos poucos que não sofria perseguição, pois era pró-go- verno Accioly. “Órgão do partido e do governo do exmo. Sr. Accioly”: Jornal A Republica O jornal A Republica inicia suas atividades no ano de 1892, assumindo feição partidária desde os primeiros números. Nascido sob a chancela republicana, tem sua redação em For- taleza, do início até o desaparecimento, em 1912. De circulação diária, sua impressão saía da mesma tipografia onde anteriormente se imprimia o Libertador. Órgão da Sociedade Cea- rense Libertadora de Fortaleza, aparecido em 1 de janeiro de 1881, usava a epígrafe “Ama a teu próximo como a ti mesmo” Maria Emília da Silva Alencar - À Sombra das Palavras”: A Oligarquia Acciolina e a Imprensa • O jornal acaba no ano em que os Accioly saem do poder. • Na base da política dos governadores havia os coronéis. • A corrupção, o mandonismo, o privilégio em comercializações e a perseguição aos jor- nais opositores são características presentes no governo dos Accioly. • Ninguém poderia se destacar no Ceará mais que os Accioly. A OLIGARQUIA DE ACCIOLY • 1896 e 1912: • Adesão à política dos governadores • O apoio dos coronéis, • Aliança com grupos econômicos • O nepotismo e a repressão aos oposicionistas • Corrupção Caso da vacina - Rodolfo Teófilo Com o objetivo de convencer os moradores pobres das favelas de que eles deveriam permitir-se vacinar, o farmacêutico, imbuído de um espírito criativo, inventou a figura de são Jenner, na verdade, Edward Jenner, que em fins do século XVIII descobriu a vacina contra a 5m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 2www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Oligarquia Accioly HISTÓRIA DO CEARÁ varíola. Fundador da Liga Cearense contra a Varíola, Teófilo distribuiu suas vacinas pelo inte- rior do estado, chegando a gastar o próprio dinheiro com a produção dos antídotos. Sofreu forte reação da elite local, incomodada com a ascensão do farmacêutico. Este incômodo refletiu-se diretamente na imprensa local, que começou a publicar verda- deiros ataques à vacina produzida por ele, sugerindo que a mesma teria causado a morte de várias crianças na capital. A resposta não tardou a chegar. Em 1907, Teófilo recebia a apro- vação da vacina pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC), então denominado Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Debelada a varíola, o farmacêutico ainda sofreria retaliações do governo, não obtendo apoio, em momento algum, das autoridades municipais ou provinciais. https://www.scielo.br/j/hcsm/a/K4BVM3fdQRfKVqqLmCmyXYN/?lang=pt • Ao ver a população morrendo de varíola, a família que estava no poder não agiu para frear a disseminação. • A política oligárquica não permitia a disseminação de pensamentos opostos. PEDRO BORGES (1900–1904) • Continuidade da oligarquia Acciolina. • Construção da academia livre de direito do Ceará • Greve dos catraieiros de Fortaleza • Impunidade dos crimes sertanejos. Na manhã de domingo, 3 de janeiro de 1904, os catraieiros paralisaram suas atividades e foram até o Galpão do Porto para protestar contra o sorteio, quando foram surpreendi- dos com a ação do Batalhão de Polícia do Estado. A polícia, ao promovera ação agressiva, matou 7 pessoas e feriu mais de 30, entre os manifestantes e curiosos que observavam o movimento. Nágila Maia de Morais. Vaivém das marés: o dia a dia dos trabalhadores catraieiros no porto de Fortaleza (1903-1904) • O policiamento era muito mais repressivo do que preventivo. 10m 15m www.grancursosonline.com.br https://www.scielo.br/j/hcsm/a/K4BVM3fdQRfKVqqLmCmyXYN/?lang=pt arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever Utilizado pela oligarquia dos Accioli 3www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Oligarquia Accioly HISTÓRIA DO CEARÁ ANTÔNIO PINTO NOGUEIRA ACCIOLI – 1904 A 1912 • Retorna ao poder do Ceará como governador. • Chefe político dos tempos do Império • Se mantinha no poder através de fraudes eleitorais, os votos de cabrestos. Os currais de eleitores espraiavam-se por todo o estado cearense. – Possuía uma escalada contínua aos seus opositores. • Violência política fora do tempo eleitoral • Emboscada e assassinatodo capitão Antônio Clementino de Oliveira diretor do “Jornal do Ceará”. • Coronel Agapito Jorge dos Santos, redator do “Jornal do Ceará – perseguido e esca- pou de três emboscadas. • Invasão a outros jornais opositores, como o Jornal Unitário. Uma noite Facó entrava na praça do Marquez do Herval, em companhia de seu amigo Junqueira Guarany. Inesperadamente foi agredido pelas costas, recebendo uma cacetada na cabeça que derribou. Os agressores eram quatro e só não o mataram por que Guarany, moço de grande coragem, sacou o estoque da bengala e se pôs na defensiva do amigo. Ao mesmo tempo as famílias que estavam nas janelas, gritavam pedindo socorro. (TEÓPHILO, 1914, p. 56). http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1300370080_ARQUIVO_Texto- ANPUHCarlosHenriqueBarbosa.pdf • Em 1908, um grupo de acadêmicos da Faculdade de Direito do Ceará organizou pro- testos contra a reeleição de Nogueira Accioly. – Os protestos não obtiveram sucesso – Existiam grupos no Ceará que mesmo com toda repressão e violência expunham os seus pensamentos contrários ao governo. • Joaquim Pimenta e Florêncio Alencar, considerados líderes, foram presos, passando uma série de vexames. • A reeleição de Nogueira e a sua forma de governar intensificaram as oposições, for- madas por oligarquias dissidentes, por burgueses, pela classe média, por populares e até por coronéis. 20m www.grancursosonline.com.br http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1300370080_ARQUIVO_TextoANPUHCarlosHenriqueBarbosa.pdf http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1300370080_ARQUIVO_TextoANPUHCarlosHenriqueBarbosa.pdf arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Máquina de escrever Famílias/grupos que não concordam mais com o pensamento e abandonam arthu Destacar 4www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Oligarquia Accioly HISTÓRIA DO CEARÁ • 1912 – Ano eleitoral – EM uma política das salvações surgem os nomes de Marcos Franco Rabelo. Domingos Carneiro era o indicado por Accioly. – As pessoas, consternadas com tamanha violência, fizeram uma passeata (passeata das crianças). • Repressão acciolina à passeata das crianças – A passeata das crianças contou com aproximadamente 1.000 crianças. – O governador recebeu os manifestantes com violência e brutalidade – A repressão política à manifestação gerou uma guerra a céu aberto em Fortaleza. – O governador saiu do Ceará e foi para o Rio de Janeiro. • Revolta popular + interesses oposicionistas + armas • Deposição de Nogueira Accioly – Accioly deposto abre caminho para a eleição de Franco Rabelo. • Eleição de Franco Rabelo 25m ��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa Santos. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 1www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES Sedição de Juazeiro e Banditismo HISTÓRIA DO CEARÁ SEDIÇÃO DE JUAZEIRO E BANDITISMO Juazeiro estava ligada aos grupos oligárquicos e tinha vínculo com a família Acióli. Nessa época, essa família foi retirada do poder e isso gerou uma revolta por parte da região de Juazeiro. Nesse sentido, Padre Cícero comanda um exército de pessoas ligadas ao contexto religioso e social para reaver o poder no Ceará, o que contraria a então política das salvações de Hermes da Fonseca. Dentro desse contexto, têm-se um fanatismo religioso, uma influência religiosa sobre as pessoas e um novo movimento que retira o governo eleito do poder e convoca, por conse- guinte, novas eleições. Em suma, Padre Cícero lidera essas pessoas e vai até Fortaleza, fazendo um cerco ao Franco Rabelo. Além disso, o parceiro de Cícero busca apoio na sede da capital brasileira, conseguindo o suporte de um senador. Em seguida, realiza-se um cerco à Fortaleza e se retira Rabelo de lá. Após esse evento, Padre Cícero se torna vice-governador. REVOLTA / SEDIÇÃO DE JUAZEIRO (1913) • Causa: Intervenção do governo central no Ceará, retirando do poder a tradicional famí- lia Accioly (Política das Salvações). • O fanatismo religioso, o descontentamento e a situação de miséria da população pobre favoreceram a participação dos sertanejos no conflito. www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 2www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES Sedição de Juazeiro e Banditismo HISTÓRIA DO CEARÁ • Acreditavam estar participando de uma espécie de “guerra santa” contra as forças do mal, representadas pelo governo federal. Na condição de miséria que as pessoas viviam, Padre Cícero consegue convencê-las da existência dessa guerra santa contra Franco Rabelo, de um projeto divino contra o governo dele. • Padre Cícero lidera um exército formado por fiéis que recuperam o poder para a tradi- cional família. • Após a expulsão dos soldados de Franco Rabelo, Floro Bartolomeu – grande parceiro do Padre Cícero – vai até o Rio de Janeiro para conseguir mais aliados. Os revoltosos seguem para Fortaleza com o objetivo de derrubar o governador. • No Rio de Janeiro, Floro consegue o apoio do senador Pinheiro Machado. Quando os revoltosos chegaram em Fortaleza, uma esquadrilha da Marinha impôs um bloqueio marítimo em toda a orla da cidade. Cercado, Franco Rabelo foi deposto. • Hermes da Fonseca convocou novas eleições, nas quais Benjamin Liberato Barroso foi eleito governador e Padre Cícero foi novamente eleito como vice-governador. • Após a revolta, Padre Cícero foi excomungado pela Igreja Católica no fim da década de 1920, mas continuou sendo venerado como santo e profeta pela população camponesa. Boa parte dos nordestinos, adeptos do catolicismo popular, tem todo um carinho por Padre Cícero. Por exemplo, caso alguém tenha assistido ao filme “O Alto da Compadecida”, o cangaceiro é enganado pelo João Grilo em virtude de tanta devoção, devoção essa que o próprio lampião Virgulino tinha pelo Padre Cícero. Por sua vez, veremos posteriormente que essa veneração gerou frutos para o Ceará. 5m www.grancursosonline.com.br arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar arthu Destacar 3www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ ES Sedição de Juazeiro e Banditismo HISTÓRIA DO CEARÁ É importante perceber que a Sedição de Juazeiro ocorre entre 1913 e 1914, sedição que tem grande relevância para a história do Ceará. Depois desse evento, o que os historiadores argumentam é que não deixa de existir o domínio oligárquico no Ceará no sentido de famí- lias. O que se tem são governadores indicados pelo presidente da República. A partir disso, configuram-se, dentro do Ceará, dois principais partidos até o ano de 1930: um partido democrata e outro conservador. E o que se tem com os governadores desses