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Amputados MMIIMMII Discentes: Ana Carolina de Paula Coutinho, Guilherme Vilaça, Ítalo Nardeli, Lorena Sabino, Raphael Procópio A amputação de membros inferiores (MMII) é um procedimento cirúrgico necessário em casos graves, como lesões e doenças crônicas. Além da perda funcional, a reabilitação exige uma abordagem completa, que inclui uma anamnese detalhada, exames físicos e palpação para avaliar o coto residual. O tratamento envolve fisioterapia com foco em exercícios de fortalecimento muscular, essenciais para a adaptação do paciente e o uso de próteses. Este trabalho aborda os tipos de amputação, a importância da avaliação clínica e os principais tratamentos de reabilitação. Introdução A amputação de membro inferior (MMII) é um procedimento cirúrgico que consiste na remoção parcial ou total de um, ou mais ossos da perna. A amputação pode ser traumática ou cirúrgica sendo realizada quando não há possibilidade de recuperação do membro ou para controlar uma doença. As principais causas de amputação de MMII são lesões, como colisões de veículos, ou complicações de doenças crônicas, como diabetes ou aterosclerose. O que é amputação de membros inferiores? TIPOSTIPOS DEDE AMPUTAÇÃOAMPUTAÇÃO Consiste na retirada parcial ou completa da tíbia e fíbula, ossos da panturrilha. Também conhecida como “amputação de perna”. AMPUTAÇÃOAMPUTAÇÃO TRANSTIBIALTRANSTIBIAL É a retirada total da patela e de outros ossos da perna, como a tíbia e fíbula, mas preservando o fêmur. DESARTICULAÇÃO DEDESARTICULAÇÃO DE JOELHOJOELHO Também conhecida como amputação de coxa, a amputação transfemoral ocorre entre a articulação do quadril e o joelho. AMPUTAÇÃOAMPUTAÇÃO TRANSFEMORALTRANSFEMORAL É a amputação que remove todo o membro inferior, serapando-o da pelve na articulção do quadril. DESARTICULAÇÃO DODESARTICULAÇÃO DO QUADRILQUADRIL Avaliação Questionar a principal queixa do paciente no momento: se possui dor, qual é o tipo da dor (queimação, dor contínua, fisgada, etc), dificuldade de mobilidade, sensação de membro fantasma, etc. QUEIXA PRINCIPALQUEIXA PRINCIPAL Qual é a sua principal queixa ou dificuldade no momento? Como a amputação está afetando sua qualidade de vida e mobilidade? Perguntas Detalha o desenvolvimento do problema que levou à amputação, bem como os sintomas e complicações subsequentes ao procedimento. Essa etapa busca entender como o paciente chegou ao quadro atual e as implicações que a amputação trouxe para sua saúde e qualidade de vida. HISTÓRIA DA MOLÉSTIAHISTÓRIA DA MOLÉSTIA ATUALATUAL Quando a amputação foi realizada? Qual foi a causa da amputação? (diabetes, trauma, má circulação, infecção, etc.) Teve complicações após a amputação (infecciosas, de cicatrização)? Como tem sido a vida após a amputação? Perguntas Sente dor no membro fantasma? Se sim, qual a intensidade (escala de 0 a 10) e a frequência dessas dores? Caso já seja protetizado - Usa prótese há quanto tempo? Como foi a adaptação?Como foi o processo de reabilitação? Caso não seja protetizado - Há o interesse em usar prótese? Se sim, conhece os tipos disponíveis no mercado? Perguntas Levantamento das condições de saúde anteriores à amputação, que podem ter contribuído para a necessidade do procedimento ou que influenciam a recuperação e reabilitação. Ela inclui informações sobre doenças crônicas, cirurgias anteriores e tratamentos já realizados. HISTORIA MÉDICAHISTORIA MÉDICA PREGRESSAPREGRESSA Você tem histórico de diabetes, doença vascular periférica ou outras condições crônicas que possam ter contribuído para a amputação? Já teve infecções recorrentes, úlceras, feridas de difícil cicatrização nos membros inferiores antes da amputação? Faz uso regular de medicamentos? Se sim, quais? Passou por outras cirurgias anteriormente? Perguntas Como tem sido sua rotina diária após a amputação? Você consegue realizar atividades de vida diária (como se vestir, tomar banho)? Você depende de alguém para realizar essas atividades? Quem são seus cuidadores? Tem conseguido retornar ao trabalho ou a outras atividades sociais após a amputação? O que mais mudou em sua vida desde a amputação (emocionalmente e socialmente)? Como foi o processo de aceitação da sua nova realidade? Perguntas Atividade Ajuda a entender o impacto da amputação em aspectos importantes da vida do paciente além do aspecto físico. Essa parte da anamnese foca em avaliar as atividades que tiveram que ser adaptadas ou as modificações da vida cotidiana após a amputação. Participação Ajuda a entender o impacto da amputação em aspectos importantes da vida do paciente além do aspecto físico. Essa parte da anamnese foca em avaliar o contexto social, familiar e econômico, que influenciam diretamente a reabilitação, adaptação e qualidade de vida do paciente. Pele: Palpar toda a superfície da perna, observar e sentir a cicatriz (aderida, hipertrófica ou com aspectos normais) e forma do coto; Esperada-se que esteja sem lesões, calor ou irregularidades. Temperatura e aspectos uniformes. Palpação do Coto Avaliar a sensibilidade, integridade e estado dos tecidos. Observar: Sensibilidade ao toque (possíveis neuromas, dor fantasma); Presença de dor, nódulos ou áreas endurecidas; Consistência dos tecidos musculares e subcutâneos; Verificar edema e acúmulo de líquidos. Palpação Músculos: Espera-se que não apresente atrofia, mas existe a possibilidade, principalmente se ainda não houver uso de prótese ou se tiver tido uma reabilitação deficitária; Articulações adjacentes: Verificar ADM das articulações adjacentes à amputação e end feels; Tendões: Palpação dos tendões patelar e de Aquiles; Espera-se que não haja dor ou inflamação. Edema: Espera-se ausência de inchaço. Avaliação: mobilidade Verificar ADM ativa e passiva (caso dê) e contraturas. O que verificar: Mobilidade da articulação proximal. Possíveis contraturas (encurtamentos de tecidos que limitam o movimento), comuns no quadril e joelho após amputações e flexibilidade dos tecidos ao redor do coto. Avaliar a força muscular dos grupos remanescentes. Teste de força dos músculos proximais ao coto; Identificar fraquezas ou atrofia muscular, que podem impactar o uso de próteses e mobilidade; Verificar força e possíveis compensações dos músculos da perna não acometida, além de tronco; Verificar lesões por estresse, força e compensações dos MMSS; Avaliação: força muscular Avaliação: sensibilidade Avaliar a sensibilidade tátil, térmica e dolorosa no coto e ao redor. Presença de dor fantasma ou dor no coto; Zonas de hiperestesia (aumento da sensibilidade) ou hipoestesia (diminuição da sensibilidade); Avaliar áreas de formigamento ou dormência. Avaliação: condição da pele Lavar bem a região do coto, evitar produtos químicos com fragrância para não propiciar irritações ou vermelhidão na região; Limpeza regular da órtese ou prótese para remover bactérias e suor; Uso de meias protetoras para proteger a pele, absorver o suor e reduzir a pressão direta com a prótese. Avaliação: marcha Caso protetizado Avaliar a biomecânica da marcha com a prótese. Padrão de marcha: simetria, fluidez e compensações. Capacidade de peso no coto e uso correto da prótese. Presença de claudicação (mancar) ou dificuldade de equilíbrio. Avaliação: pré-marcha Caso não protetizado - processo de protetização Fortalecimento dos rotadores externos e internos de quadril, glúteos médio e máximo e adutores de quadril para evitar compensações e desequilíbrios; Pós protetização imediata Trabalhar passar ST-DP antes de iniciar o processo de marcha; Trabalhar a marcha em curto percursos; Timed Up and Go - TUG Índice de Barthel Escala de Equilíbrio de Berg Teste de caminhada de 2 minutos Instrumentos utilizados para avaliação Tratamento Tratamento O foco do tratamento é a melhora da força, mobilidade e independência do paciente para realizar suas AVDs; Ajuste da marcha e ensinaro paciente a realizar transferências da maneira correta; Ganho de ADM; Ganho de força muscular dos músculos adjacentes ao coto; Cuidados com a pele e com a prótese Nas primeiras semanas após a amputação, podemos começar a realizar exercícios conhecidos como de dessensibilização do coto. Esses exercícios ajudam a familiarizar a diferentes sensações, contribuindo para o controle da dor e da sensação de membro fantasma; Podem ser realizados utilizando algodão, escova de dentes, toalha ou cubos de gelo. Dessensibilização Utilizando as pontas dos dedos, realize movimentos circulares, aplica-se uma leve e contínua pressão. Comece os movimentos pela parte inferior do coto, avançando gradualmente até a sua parte mais alta. Benefícios da massagem Melhora da circulação; Relaxamento; Reduz a sensação de membro fantasma. Massagem no coto Enfaixamento É uma técnica em que uma faixa elástica é utilizada em volta do coto, com objetivo de reduzir e evitar inchaço, promover melhora da circulação sanguínea, do metabolismo e a dessensibilização. Existem várias técnicas que podem ser utilizadas, dentre as mais conhecidas, estão o enfaixamento em 8 ou em X , diferindo apenas no jeito em que é feito, sendo ambas benéficas de forma igual. Enfaixamento O alongamento tem como objetivo manter a ADM das articulações próximas ao coto (como quadris e joelhos), evitando o encurtamento muscular e contraturas (rigidez ou deformidade), que podem dificultar o uso de próteses. Aumenta a flexibilidade dos músculos ao redor do coto e dos membros não amputados, facilitando o movimento e o desempenho das atividades diárias. Auxilia na melhoria do equilíbrio e na estabilidade corporal, especialmente ao usar uma prótese, garantindo uma marcha mais segura e eficiente. Alongamento Extensão da perna: deitado e com o coto bem apoiado, elevar a perna com o joelho estendido, e segure por trás da coxa ou utilize uma faixa de atadura puxando o pé para baixo. Mantenha a posição por 20 segundos. Extensão do coto: deitado e com a perna esticada no solo, com as duas mãos puxe o coto na direção do peito. Mantenha a posição por 20 segundos. Extensão de quadril: deitado de barriga para baixo, eleve o coto e mantenha por 20 segundos. Alongamento Fortalecimento O fortalecimento visa fortalecer os músculos dos membros inferiores, superiores e do core (tronco) para melhorar a estabilidade e o equilíbrio durante as atividades diárias e o uso de próteses, reduzindo o risco de quedas. Preparar o corpo para o uso eficiente da prótese, garantindo que os músculos estejam fortes o suficiente para sustentar o peso corporal e realizar movimentos adequados, facilitando a marcha e a locomoção Fortalecimento Força de abdutores: Paciente deitado de lado e com a perna esticada, fazer o movimento de subir e descer o coto 10 vezes. Extensão de quadril: Paciente deitado de barriga pra baixo, eleve o coto e mantenha por 30 segundos. Adutores de quadril: Colocar uma toalha ou travesseiro entre os membros e apertar a toalha contra a perna 10 vezes. É fato que na fisioterapia a busca por tratamentos individualizados é nosso foco principal, e se tratando de pacientes amputado devemos considerar ainda mais os fatores psicológicos como algo determinante para o avanço do tratamento e a alta do paciente. Perder um membro/segmento não é algo planejado por ninguém, mas quando acontece, é fundamental que o paciente encontre profissionais capacitados para atendê-lo de forma humanizada e que facilite o máximo possível sua vida futura. Conclusão REFERÊNCIASREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBIBLIOGRÁFICAS MMII: Amputação de Membro Inferior. Conforpés. 14 de janeiro de 2019. Disponível em: https://blog.conforpes.com.br/dr-responde/mmii-amputacao-de-membro- inferior/#:~:text=Consiste%20na%20retirada%20parcial%20ou%20completa%20da,referir%20%C3%A0%20t ranstibial%20como%20%E2%80%9Camputa%C3%A7%C3%A3o%20de%20perna%E2%80%9D. Órteses dinâmicas personalizadas e intervenção de fisioterapeuta para amputação bilateral do mediopé: relato de caso Anderson KM, Evans RE, Connerly CE, Pacha M, Wilken JM. Custom Dynamic Orthoses and Physical Therapist Intervention for Bilateral Midfoot Amputation: A Case Report. Phys Ther. 2021 Apr 4;101(4):pzab028. doi: 10.1093/ptj/pzab028. PMID: 33513235; PMCID: PMC8054777. MELO,Mariana.Aguiar Myllena. Protocolo de Reabilitação Fisioterapêutica em Amputados de Membro Inferior: Uma revisão Integrativa da Literatura. FPS Edu2020 Disponivel em: https://tcc.fps.edu.br/bitstream/fpsrepo/910/1/Protocolo%20de%20reabilita%C3%A7%C3%A3o%20f isioterap%C3%AAutica%20em%20amputados%20de%20membro%20inferior%20uma%20revis%C3 %A3o%20integrativa%20da%20literatura.pdf REFERÊNCIASREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBIBLIOGRÁFICAS VIEIRA,Rafael.Campos,Paloma. Intervenções fisioterapêuticas utilizadas em pessoas amputadas de membros inferiores pré e pós-protetização: uma revisão sistemática. Revistas USP.2017. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/download/153639/150068/329227 ANDRADE,Graziele.Instrumentos Utilizados Para Avaliação Funcional em Pacientes Idoso Amputados de Membro Inferior. Repositorio UFMG.2019 Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/30528/1/INSTRUMENTOS%20UTILIZADOS%20PAR A%20AVALIA%C3%87%C3%83O%20FUNCIONAL%20EM%20PACIENTES%20IDOSOS%20AMPUT ADOS%20DE%20MEMBROS%20INFERIORES%20uma%20revis%C3%A3o%20narrativa.pdf Enfaixamento do Membro Residual.SM Órteses & Próteses.2020 Disponível em: https://smcareortopedia.com.br/2022/04/27/enfaixamento-do-membro-residual/ REFERÊNCIASREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBIBLIOGRÁFICAS Avaliação funcional de idosos com amputação de membros inferiores atendidos em um hospital universitário Disponível em : https://www.scielo.br/j/rlae/a/WL58XV4pTJBh6MfKRMnbRRt/abstract/? lang=pt