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CURSO 
INTENSIVO
PARA RESIDÊNCIAS
F I S I OT E R A P I A
ORTOPEDIA E 
TRAUMATOLOGIA 
PARTE 1
PROFESSORAS
 Renata Reis Matutino 
de Castro 
Aimèe Caroline Santos 
de Moraes
Fisioterapeuta Graduada pela Escola 
Bahiana de Medicina e Saúde Pública - EB-
MSP, especialista em Ortopedia e Trauma-
tologia pela Universidade Católica do Sal-
vador - UCSAL. Fisioterapeuta do Hospital 
Geral do Estado - HGE e Professora da Uni-
versidade Católica do Salvador - UCSAL. 
Fisioterapeuta, especialista em Gestão em 
saúde pela Unilab e Ortopedia e Trauma-
tologia pela Estácio, instrutora de Pilates, 
capacitações em Reeducação postural 
global, Mulling, Tape elástico, Dry Needing 
e fisioterapia aquática e estudante de Re-
programação Biológica. Sócia e proprietá-
ria da Fisio Pilates Aimèe Caroline e Giliane 
Cristina desde 2015 e da UNA Saúde e Edu-
cação, fui preceptora de estágio de fisio-
terapia aquática pela Unime e atualmente 
sou professora da Sanar, Atualiza e Along 
Vida cursos em formação de Pilates.
ORGANIZADORA
 Erika Pedreira da Fonseca 
Fisioterapeuta, Doutora em Medicina e 
Saúde Humana, Mestre em Tecnologias em 
Saúde, Especialista em Reabilitação Neu-
rofuncional, Professora da UCSAL, atual-
mente Supervisora do Núcleo de Fisiotera-
pia da Editora Sanar. 
2020 © 
Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos à Editora Sanar Ltda. pela Lei nº 9.610, 
de 19 de Fevereiro de 1998. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume ou qualquer parte deste 
livro, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, gravação, fotocópia 
ou outros), essas proibições aplicam-se também à editoração da obra, bem como às suas características 
gráficas, sem permissão expressa da Editora.
Intensivo para residências em fisioterapia: ortopedia e traumatologia 
Thalita Galeão
Fabrício Sawczen
Fabrício Sawczen
Pedro Muxfeldt
Caio Vinicius Menezes Nunes
Paulo Costa Lima
Sandra de Quadros Uzêda
Silvio José Albergaria da Silva
Título |
Editor |
Projeto gráfico e diagramação|
Capa |
Revisor Ortográfico |
Conselho Editorial |
Editora Sanar S.A
R. Alceu Amoroso Lima, 172 - Salvador Office & 
Pool, 3ro Andar - Caminho das Árvores
CEP 41820-770, Salvador - BA 
Tel.: 0800 337 6262
atendimento@sanar.com
www.sanarsaude.com
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Tuxped Serviços Editoriais (São Paulo-SP)
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário Pedro Anizio Gomes CRB-8 8846
 C355it Castro, Renata.
 Intensivo para residências em Fisioterapia: Fisioterapia aplicada à Ortopedia e Traumatologia 
- Parte 1 / Renata Castro.- 1. ed.- Salvador, BA : Editora Sanar, 2020. 
 102 p.; il..
 E-Book: PDF.
 ISBN 978-65-86246-72-8
 1. Fisioterapia. 2. Medicina. 3. Ortopedia. 4. Residências. 5. Traumatologia. I. Título. II. Assunto. 
III. Castro, Renata. 
CDD 615.82
CDU 615.8:617.3
ÍNDICE PARA CATÁLOGO SISTEMÁTICO
1. Fisioterapia; Ortopedia; Traumatologia.
2. Fisioterapia; Ortopedia.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
CASTRO, Renata. Intensivo para residências em Fisioterapia: Fisioterapia aplicada à Ortopedia e 
Traumatologia - Parte 1. 1. ed. Salvador, BA: Editora Sanar, 2020. EBook (PDF). ISBN 978-65-86246-72-8
LISTA DE FIGURAS
Figura 1. Principais etapas da avaliação musculoesquelética.
Figura 2. Escala Visual Analógica.
Figura 3. Escala Visual Numérica.
Figura 4. Avaliação do Edema.
Figura 5. Graduação dos Reflexos.
Figura 6. Alinhamento postural ideal. Vista anterior.
Figura 7. Alinhamento postural ideal. Vista lateral.
Figura 8. Alinhamento postural ideal. Vista posterior.
Figura 9. Avaliação da marcha.
Figura 10. Testes ortopédicos – Cervical. Teste de Spurling.
Figura 11. Testes ortopédicos – Ombro I. Teste de Neer e Teste de Hawkins-Kennedy.
Figura 12. Testes ortopédicos – Ombro II.
Figura 13. Testes ortopédicos – Ombro III.
Figura 14. Testes ortopédicos – Cotovelo. Teste de Cozen.
Figura 15. Testes ortopédicos – Punho e mão.
Figura 16. Testes ortopédicos – Joelho I. Teste de Apley.
Figura 17. Testes ortopédicos – Joelho II. Teste de Estresse em Valgo, Teste de 
Estresse em Varo, Teste da Gaveta Anterior e Teste da Gaveta Posterior.
Figura 18. Testes ortopédicos – Quadril e Sacroilíaca I. Teste de Thomas.
Figura 19. Testes ortopédicos – Quadril e Sacroilíaca II.
Figura 20. Classificação das fraturas quanto ao traço.
Figura 21. Tratamento conservador das fraturas.
Figura 22. Tração transesquelética em membro inferior.
Figura 23. Fixadores externos.
Figura 24. Principais placas utilizadas em traumatologia. (A) Placa DCP.
Figura 25. Dispositivos intramedulares e banda de tensão. (A) Haste intramedular-
bloqueada e (C) Banda de tensão em olécrano.
Figura 26. Complicações dos tratamentos das fraturas.
Figura 27. Níveis de amputação parcial do pé.
Figura 28. Órteses para os Membros Superiores I. (A) Imobilizador em “8” para 
clavícula. Fonte: Barbin, 2017 / (B) Tipoia tipo Velpeau e (E) Órtese articulada para 
cotovelo.
Figura 29. Órteses para os Membros Superiores II. (A) Banda para cotovelo, (C) 
Munhequeira e (D) WHFO.
Figura 30. Órteses para os Membros Superiores III. (A) Órteses para punho e pole-
gar e (C)Órteses tipo Stack para dedos.
Figura 31. Órteses para os Membros Inferiores I. (A) HKAFO/ (B) KAFO. (C)Órtese 
de Sarmiento (PTB). (D) KO.
Figura 32. Órteses para os Membros Inferiores II. (A) Tiras infrapatelares. (B) AFO 
e (D) Bota imobilizadora (C)AFO de reação ao solo, (E) Órtese supramaleolar e (F) 
Palmilhas
Figura 33. Órteses para Coluna Vertebral I. (A) Colar cervical de espuma e (B) Colar 
cervical semirrígido. (C)Colar Philadelphia e (D) Colete com halo craniano.
Figura 34. Órteses para Coluna Vertebral II. (A) Órtese Minerva. (B) SOMI e (C) Cole-
te de Milwaukee. (D) Colete de Boston.
Figura 35. Órteses para Coluna Vertebral III. (A) Colete de Knight-Taylor. (B) Colete 
de Putti. (C) Colete de Jewett.
Figura 36. Tipos de próteses infracondileanas.
Figura 37. Próteses endoesqueléticas de membros inferiores.
Figura 38. Prótese mioelétrica para amputação do antebraço com dispositivos 
terminais intercambiáveis.
LISTA DE QUADROS
Quadro 1. Níveis de Amputação.
SUMÁRIO
Apresentação .................................................................................... 7
Avaliação musculoesquelética ....................................................... 8
Testes ortopédicos ........................................................................... 25
Fraturas e fixações........................................................................... 39
Amputações ...................................................................................... 58
Órteses e próteses ........................................................................... 70
Próteses ............................................................................................. 89
Gabarito ............................................................................................. 97
Referências ....................................................................................... 98
 Olá, futuro (a) residente! 
Seja bem-vindo à aula sobre Ortopedia e Traumatologia. Didaticamente, 
dividimos essa disciplina em duas aulas. A aula Ortopedia e Traumatolo-
gia Parte I aborda temas mais abrangentes, como avaliação musculoes-
quelética, os principais testes ortopédicos utilizados na prática clínica, 
discussão sobre fraturas e seus métodos de fixação, amputações e órte-
ses e próteses. 
Esses temas compõem os conteúdos de Ortopedia e Traumatologia mais 
prevalentes nas provas de residência.
Aqui você poderá reforçar o conhecimento sobre os pontos mais impor-
tantes sobre esses temas, a partir de uma leitura fácil e com dicas para 
você gabaritar sua prova. No decorrer do texto, poderá testar seu apren-
dizado com questões de provas anteriores e assistir a pocket vídeos com 
aquele conteúdo que você não pode deixar de saber para realizar com ex-
celência as provas da sua tão sonhada residência!
Não esqueça que, ao final do curso, você poderá revisar todoo conteúdo 
dessa disciplina com uma videoaula, além de aulas com questões comen-
tadas das provas anteriores, e simulados, para você colocar em prática 
tudo o que aprendeu.
APRESENTAÇÃO
Clique no ícone para assistir 
a apresentação gravada.
https://sanar.link/aula_fisio_6781
8Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
AVALIAÇÃO MUSCULOESQUELÉTICA
Uma avaliação fisioterapêutica completa e precisa do sistema musculo-
esquelético é essencial para estabelecer um diagnóstico funcional cor-
reto, determinar os objetivos do tratamento e implementar um plano de 
tratamento apropriado. É necessária uma boa compreensão das técnicas 
de avaliação e dos princípios de aplicação para que se possam obter re-
sultados confiáveis e válidos.
A avaliação musculoesquelética é também um importante instrumento 
na análise dos resultados do tratamento tanto periodicamente, durante o 
processo de tratamento, quanto na alta do paciente. As principais etapas 
de uma avaliação musculoesquelética estão resumidas no esquema abai-
xo e a seguir discutiremos cada uma dessas etapas.
Figura 1 - Principais etapas da avaliação musculoesquelética.
Anamnese
Identificação
Queixa Principal
História da Doença Atual
História da Doença Pregressa
História Familiar
História Social
Medicamentos
▼
Exame Físico
Inspeção
Palpação
Avaliação da ADM
Avaliação da FM
Avaliação dos Reflexos
Avaliação da Sensibilidade
Testes Especiais
Avaliação Postural
Avaliação da Marcha
Exames Complementares
▼
Diagnóstico Fisioterapêutico
Fonte: Autoria Própria.
9Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
ANAMNESE
Antes do exame físico, é importante obter o máximo de informações a 
respeito da condição atual do paciente e seu histórico médico com o ob-
jetivo de direcionar a avaliação em uma área ou sistema do corpo. Esses 
dados são obtidos através de entrevista com o paciente, podendo tam-
bém ser utilizadas outras fontes como prontuários médicos, no caso de 
pacientes hospitalizados, ou acompanhantes, que podem ser consultados 
para se obter mais informações.
A anamnese é o primeiro contato com o paciente. Nessa fase da avalia-
ção, são obtidas informações gerais de identificação como idade e sexo, 
ocupação, queixas atuais do paciente, incluindo surgimento dos sintomas 
e comportamento dos sintomas, localização, medicamentos atuais, trata-
mentos prévios e histórico médico, história familiar e social.
O primeiro passo é a identificação do paciente, colhendo informações 
como sexo, idade, ocupação, entre outros. Algumas patologias ocorrem 
com mais frequência em certas faixas etárias. A ocupação do paciente 
e seu ambiente de trabalho pode dar dicas sobre posturas habituais, de-
manda de trabalho e distensões repetitivas direcionando o local ou a ori-
gem do problema.
A queixa principal (QP) é o motivo pelo qual o paciente procurou o fisio-
terapeuta. Deve ser a transcrição exata do que o paciente relata que o 
incomoda. O paciente deve descrever com suas próprias palavras o que 
está lhe incomodando.
Baseada na queixa principal, é colhida a história da doença atual (HDA), 
que tem como objetivo reunir toda a informação que seja pertinente ao 
problema que levou o indivíduo a ser submetido a uma avaliação. É impor-
tante investigar se o início dos sintomas foi súbito ou progressivo.
10Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
A localização dos sintomas deve ser questionada, solicitando que o pa-
ciente aponte ou palpe o local. Importante também avaliar se há sintomas 
associados como calor, formigamento, sensação de peso, dor de cabeça 
ou tonturas.
Importante lembrar: geralmente, a localização dos sintomas coincide com a 
localização da lesão porém, em várias condições musculoesqueléticas, os sin-
tomas são separados da respectiva fonte, sobretudo nas articulações periféri-
cas mais proximais, como o ombro e o quadril (dor referida).
A dor é uma experiência pessoal, subjetiva e multidimensional e, por esse 
motivo, o uso de instrumentos que possibilitem a mensuração da dor nos 
seus diversos aspectos é fundamental para a compreensão do quadro ál-
gico, implementação da terapêutica e apreciação de sua eficácia.
A escala visual analógica (EVA) consiste em um instrumento simples au-
xiliar na quantificação da intensidade da dor no paciente. Trata-se de uma 
linha de 10 cm contínua na qual o paciente deve comparar a dor atual com 
a pior dor que já sentiu fazendo o registro na linha. A marca do paciente é 
medida em centímetros a partir da esquerda (sem dor).
Figura 2 - Escala Visual Analógica
Sem dor Dor Máxima
Fonte: Autoria Própria.
11Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Outra escala bastante utilizada é a escala visual numérica na qual o pa-
ciente identifica a dor por meio de uma série de 0 a 10. O paciente também 
compara a dor atual com a pior dor que já sentiu, sendo que 0 significa 
ausência total de dor e 10 o nível de dor máxima suportável pelo paciente.
Figura 3 - Escala visual numérica.
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Sem dor Dor Máxima
Fonte: Autoria Própria.
Outro ponto importante da avaliação é a história da doença pregressa 
(HDP), que identifica afecções e cirurgias ocorridas no passado que po-
dem ou não ter relação com a doença atual. Qualquer doença pregressa, 
acidentes, cirurgias, tratamentos, alergias importantes devem ser regis-
tradas.
O relato de doenças pregressas na família é a história familiar. Questio-
na-se o estado de saúde dos pais - se falecidos, qual a idade e a causa - 
procurando alguma relação de hereditariedade na doença atual. Algumas 
doenças, como artrite reumatoide, diabetes, doenças cardiovasculares e 
câncer, apresentam tendências familiares.
A história social (HS) faz alusão a hábitos e vícios. O uso de álcool e dro-
gas pode levar a comportamentos de risco, aumentando a incidência de 
lesões. O tabagismo está associado à redução da densidade óssea. Im-
portante questionar sobre suas atividades recreativas, se realiza ativida-
de física, caso positivo, qual a atividade, com que frequência pratica e há 
quanto tempo.
Importante também registrar o tipo, frequência, dose e efeitos dos me-
dicamentos que o paciente estiver tomando. Importante lembrar que o 
uso de analgésicos e/ou medicamentos anti-inflamatórios pode reduzir a 
intensidade dos sintomas no momento da avaliação fisioterapêutica.
12Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
EXAME FÍSICO
Uma vez obtidos os dados pertinentes na anamnese, deverá ter início a 
avaliação física da lesão. A inspeção se inicia no primeiro contato com o 
paciente. A postura e estado geral do paciente e sua habilidade nas ta-
refas funcionais como sentar, levantar e deambular, com uso ou não de 
dispositivos auxiliares da marcha, já nos fornece informações sobre a gra-
vidade dos sintomas.
Para a inspeção de determinadas áreas do corpo, é necessário que o pa-
ciente esteja vestido de forma apropriada e, em muitos casos, apenas 
com roupas íntimas. Deve-se focar na textura e cor da pele (hiperemia, 
equimoses ou hematomas), unhas, presença de cicatrizes, manchas, ob-
servar deformidades, simetria e normalidade dos contornos ósseos e 
musculares comparados bilateralmente.
Em geral, logo após a inspeção é realizada a palpação. Durante a palpação, 
o fisioterapeuta busca localizar pontos dolorosos com a ajuda do pacien-
te. Deve ser avaliada também a temperatura da pele, aderências na pele e 
tecido conjuntivo, tônus muscular, trofismo, presença de pontos-gatilho, 
tensão muscular, deformidades ósseas e edema.
A avaliação do edema mede o acúmulo anormal de líquidos nos espaços 
intercelulares, geralmente verificado pelo sinal de Godet ou Cacifo.
Sinal de Godet ou Cacifo é o sinal clínico da pressão digital sobre a pele 
por pelo menos 5 segundos para avaliar a presença do edema. O sinal é 
positivoquando, após a descompressão, o tecido continua apresentando 
uma depressão.
13Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 4 - Avaliação do Edema.
Fonte: Santos, 2014
O edema pode ser classificado da seguinte forma: 
 Classificação do Edema
+1 ou +/++++
▼
+2 ou ++/++++
▼
+3 ou +++/++++
▼
+4 ou ++++/++++
▼
Depressão 
de até 2 mm
▼
Depressão 
de até 4 mm
▼
Depressão 
de até 6 mm
▼
Depressão 
de até 8 mm
▼
Desaparecimento 
quase imediato
Desaparece em 15 
segundos
Desaparece em 1 
minuto
Desaparece em 2 a 5 
minutos
Fonte: Autoria própria.
A avaliação da amplitude de movimento (ADM) é a avaliação da quanti-
dade de movimento de uma articulação que tem como objetivos estabe-
lecer a ADM existente em uma articulação e compará-la com a amplitu-
de normal para esse indivíduo ou com o lado não afetado. A avaliação da 
ADM tem como objetivos auxiliar na definição do diagnóstico, determinar 
a função articular do indivíduo e reavaliar o estado do indivíduo após o 
tratamento comparando com aquele existente por ocasião da avaliação 
inicial.
A ADM passiva é movimento articular realizado pelo fisioterapeuta, sem 
a assistência do paciente. Examina a mobilidade, o padrão de limitação e 
o tipo de resistência tissular sentida pelo examinador. A sensação final do 
14Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
movimento traduzida pela qualidade da resistência articular na amplitu-
de passiva final é chamada sensação terminal ou sensação final do movi-
mento (end feel). A sensação final do movimento pode ser normal (fisioló-
gica) ou anormal (patológica) podendo indicar a causa das restrições aos 
movimentos e direcionar qual melhor tratamento.
As limitações da ADM passiva são decorrentes de anormalidades ósseas 
ou articulares ou do encurtamento de tecidos moles e a dor geralmente é 
decorrente do alongamento ou pinçamento de estruturas não contráteis.
A ADM ativa é o movimento articular ativo realizado pelo paciente, sem 
assistência, geralmente um pouco menor que a ADM passiva. Avalia o pa-
drão de movimento, coordenação, quantidade e qualidade.
As limitações da ADM ativa são decorrentes de fraqueza muscular, encur-
tamento de cápsula, ligamentos, músculos e tecidos moles e anormalida-
des na superfície articular. A dor no movimento ativo pode ser decorrente 
do alongamento ou pinçamento de estruturas contráteis ou não contrá-
teis.
Na clínica, geralmente a amplitude de movimento é avaliada utilizando um 
goniômetro universal, com sistema de mensuração baseado em 0 a 180 
graus. São medidos o início e o final do movimento registrando a amplitu-
de do movimento articular e em geral tem confiabilidade boa a excelente. 
A posição inicial ou anatômica representa a posição 0 (as mensurações em 
rotação e do antebraço constituem uma exceção) e o arco de movimento 
produzido pelo indivíduo e pelo goniômetro baseia-se em 180 graus. Im-
portante posicionar o paciente em um bom alinhamento corporal, pois 
qualquer compensação pode falsear os resultados obtidos. 
15Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Além da avaliação dos padrões de movimento específicos ativos e pas-
sivos, a avaliação funcional tem um papel muito importante na avaliação 
do paciente analisando os movimentos combinados e identificando pos-
síveis posturas compensatórias e limitações funcionais.
Para a avaliação da força muscular (FM), o examinador deve possuir um 
conhecimento amplo das ações musculares e dos movimentos articula-
res. A avaliação da força muscular baseada no Medical Research Council 
(MRC) foi desenvolvida com o objetivo de graduar a força muscular com 
base na gravidade e resistência aplicada manualmente.
A força do paciente é classificada de uma escala de 0 a 5 sempre compa-
rando bilateralmente de acordo com o esquema a seguir: 
Apresenta Contração 
Muscular Voluntária?
Não
↓
Sim
↓
GRAU 0 Realiza movimenta-ção articular ativa?
Não
↓
Sim
↓
GRAU 1 Vence a gravidade?
Não
↓
Sim
↓
GRAU 2 Vence uma resistência?
Não
↓
Sim
↓
GRAU 3 Resistência Moderada
Grande 
Resistência
↓ ↓
GRAU 4 GRAU 5
Fonte: Autoria Própria.
16Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
A avaliação dos reflexos tendíneos profundos avalia o estado do siste-
ma nervoso periférico aferente e eferente, bem como a capacidade do 
sistema nervoso central de inibir o reflexo. Para testar adequadamente 
os reflexos, o paciente deve estar em posição confortável e o fisiotera-
peuta deve assegurar-se de que o músculo do tendão a ser testado está 
relaxado. 
É aplicado pelo examinador um leve golpe de martelo sobre o tendão e 
avaliada a sua resposta. Em geral, são avaliados os reflexos bicipital (C5-
C6), braquiorradial (C5-C6), tricipital (C7-C8), patelar (L3-L4) e aquileu 
(S1-S2).
Figura 5 - Graduação dos Reflexos
 GRADUAÇÃO DOS REFLEXOS
0 Arreflexia Não é possível obter o reflexo
1+ Hiporreflexia O reflexo é conseguido com dificuldade ou o movimento é de pe-quena intensidade
2+ Normal Reflexo obtido com facilidade e intensidade normais
3+ Hiperativo Reflexo obtido com facilidade aumentada e intensidade brusca
4+ Hiperativo com clônus Reflexo policinético, amplo e brusco
Fonte: Autoria Própria.
A hiporreflexia ou arreflexia indicam lesão de nervo periférico ou de uma 
raiz nervosa decorrente de uma compressão ou lesão. A hiperreflexia in-
dica lesões do neurônio motor superior como doença neurológica cere-
bral ou na lesão do tronco cerebral.
Importante lembrar: para ter relevância clínica, os achados da avaliação dos 
reflexos devem revelar assimetria entre reflexos bilaterais, exceto nos casos 
de lesão central.
17Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
A avaliação da sensibilidade avalia a distribuição cutânea dos nervos pe-
riféricos e dos dermátomos em torno da articulação que está sendo exa-
minada. O objetivo é avaliar a perda sensitiva e se a perda é causada por 
lesões de raízes nervosas, lesões de nervos periféricos ou síndromes com-
pressivas que envolvem túneis, por exemplo a síndrome do túnel do carpo.
Após uma anamnese completa, inspeção e palpação, avaliação da ADM 
e FM, avaliação de reflexos e sensibilidade, geralmente o examinador já 
tem uma suspeita diagnóstica. Testes especiais que avaliam condições 
específicas em cada articulação podem ser realizados para confirmar 
uma suspeita diagnóstica. Os principais testes especiais em ortopedia 
serão discutidos em uma próxima aula.
A próxima etapa da avaliação é a avaliação postural. A avaliação postural 
deve ser realizada com o paciente na posição ereta, relaxada, habitual, de 
preferência despido (somente com roupa íntima), examinando a face an-
terior, lateral e posterior da superfície corporal.
É importante observar desvios da linha espondílea (linha vertebral), des-
compensações do tronco com relação ao quadril, desnivelamento dos 
ombros e das escápulas, assimetria do triângulo de Tales, comprimen-
to dos membros superiores, altura das cristas ilíacas, comprimento dos 
membros inferiores e presença de manchas, contraturas e tumorações.
18Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 6 - Alinhamento postural ideal. Vista anterior.
Fonte: Magee, 2010
Figura 7 - Alinhamento postural ideal. Vista lateral.
Fonte: Magee, 2010
19Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 8 - Alinhamento postural ideal. Vista posterior.
Fonte: Magee, 2010
A avaliação da marcha avalia o padrão de marcha de cada indiví-
duo e é o resultado de uma complexa integração entre os elementos 
neuromusculares e estruturais do aparelho locomotor. 
A busca por alterações na marcha inicia-se desde a entrada do paciente 
na sala, observando presença de claudicação e deformidades de mem-
bros inferiores e colunaque comprometam a deambulação. Importante 
também inspecionar os sapatos observando locais de desgaste na sola. 
Anormalidades na marcha podem ser causadas principalmente por dor, 
fraqueza muscular, deformidades ósseas ou articulares e distúrbios neu-
rológicos.
20Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
O ciclo da marcha é dividido em duas fases principais: Fase de apoio e 
fase de balanço ou oscilação.
• Fase de apoio: representa cerca de 60% do ciclo da marcha. A fase de 
apoio, durante a qual o membro inferior está apoiado no solo, compre-
ende as seguintes subfases: o contato inicial (toque do calcanhar ou 
golpe do calcanhar), a resposta à carga (pé plano ou contato total do 
pé), o médio apoio, o apoio terminal e o pré-balanço (retirada do calca-
nhar ou calcanhar fora ou elevação do retropé). 
• Fase de balanço: representa cerca de 40% do ciclo da marcha. A fase 
de balanço (ou oscilação), na qual o membro inferior avança para frente, 
pode ser dividida nas seguintes subfases: balanço inicial (dedos fora ou 
desprendimento dos dedos, ou oscilação inicial), balanço médio (osci-
lação média) e balanço terminal (oscilação terminal ou desaceleração). 
Figura 9 - Avaliação da marcha.
Fonte: Ferreira, 2018
Importante lembrar: qualquer interferência que altere a relação entre as fases 
da marcha pode resultar em desvio ou distúrbio do padrão normal da marcha. 
Isso, por sua vez, pode resultar em aumento no gasto de energia ou danos fun-
cionais.
21Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
01. O exame clínico do aparelho locomotor é uma das principais 
etapas do processo de reabilitação. Nele, consta a avaliação da força 
muscular, amplitude de movimento, inspeção, avaliação postural, 
dentre outras. A avaliação da marcha deve ser realizada, sempre 
que possível, e é dividida em fase de apoio e de oscilação. Na marcha 
normal a fase de apoio apresenta os seguintes itens: 
 🅐 Apoio do antepé, impulso e aceleração. 
 🅑 Apoio do calcanhar, apoio plantar e apoio do antepé. 
 🅒 Oscilação intermediária, apoio plantar e desaceleração. 
 🅓 Elevação, aceleração e desaceleração. 
 🅔 Apoio do calcanhar, oscilação intermediária e desaceleração.
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O conhecimento das modalidades de exames de diagnóstico por imagem 
de lesões musculoesqueléticas é essencial para o fisioterapeuta embasar 
suas decisões clínicas complementando o diagnóstico fisioterapêutico.
Dentre os principais exames de imagem, a radiografia convencional é o 
método mais simples, barato e universal para diagnosticar alterações os-
teoarticulares. A ultrassonografia é um método que contribui eficazmen-
te para o diagnóstico, seguimento e avaliação de lesões envolvendo teci-
dos moles. A eletroneuromiografia é um método diagnóstico que utiliza o 
estímulo elétrico no estudo da atividade muscular e da condução nervosa 
periférica (sistema nervoso periférico).
A ressonância magnética nuclear (RMN) é utilizada no estudo de doenças 
que acometem partes moles apresentando imagens de excelente quali-
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22Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
dade e sendo o método mais preciso para avaliar rupturas tendíneas, le-
sões aponeuróticas e rupturas meniscais. A tomografia computadorizada 
(TC) é indicada principalmente no estudo de doenças que acometem par-
tes ósseas, além de detectar hematomas. Por isso, é a técnica de escolha 
para avaliar traumas de coluna, pelve e crânio.
Importante lembrar: os exames de diagnóstico por imagem devem ser vistos 
como parte da avaliação para a confirmação de uma suspeita clínica e devem 
sempre ser interpretados no contexto da anamnese e do exame físico.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após finalizar todas as etapas da avaliação musculoesquelética, o fisio-
terapeuta deve ser capaz de identificar, quantificar e qualificar as limita-
ções funcionais de órgãos e sistemas, elaborando o diagnóstico fisiote-
rapêutico e traçando os objetivos do tratamento, além de desenvolver o 
plano terapêutico adequado para cada paciente.
23Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
02. Sobre a avaliação fisioterapêutica do paciente, analise as as-
sertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. A anamnese é uma entrevista realizada com o paciente por 
profissionais da área de saúde. Quando o paciente não pos-
sui cognição preservada, esse item não precisa ser realizado.
II. A goniometria avalia as angulações das articulações corpó-
reas e, para sua realização, pode ser utilizado um goniôme-
tro.
III. Na avaliação da marcha, devemos avaliar a fase de oscilação, 
que é quando há uma retirada do pé do chão para dar o próxi-
mo passo.
 🅐 Apenas I e II
 🅑 Apenas II e III.
 🅒 I, II e III
 🅓 Apenas I e III.
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24
ANOTAÇÕES
25Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
TESTES ORTOPÉDICOS
Os testes especiais em ortopedia avaliam condições específicas em cada 
articulação e podem ser realizados para confirmar uma suspeita diagnós-
tica, realizar um diagnóstico diferencial, diferenciar estruturas, compre-
ender sinais incomuns ou esclarecer sinais e sintomas difíceis, Podem 
também obter informações sobre o grau de lesão nos tecidos. Existe uma 
grande variedade de testes especiais para cada articulação. Dessa forma, 
normalmente o fisioterapeuta pode escolher aplicar somente os testes 
indicados pelos achados prévios na avaliação.
A confiabilidade dos testes especiais depende da cooperação do pacien-
te, que pode ser influenciada pela sua capacidade de relaxamento, pela 
sua dor, sua apreensão e sua sinceridade e da habilidade do examinador 
aplicar o teste. Vamos estudar os principais testes utilizados na prática 
clínica divididos por articulação.
CERVICAL
Teste de compressão de Spurling: o paciente fica sentado com a cabe-
ça e o pescoço na posição neutra. O examinador, com os dedos entrela-
çados e colocados na parte mais alta da cabeça do indivíduo, aplica uma 
força delicada dirigida inferiormente. As variações desse teste incluem o 
acréscimo da inclinação lateral, da rotação ou da inclinação para trás da 
coluna cervical. Se houver dor radicular, o teste é positivo. Avalia: radicu-
lopatia cervical.
Teste de compressão do plexo braquial: com o paciente sentado, o exa-
minador aplica uma força compressiva com a sua mão, um pouco acima 
da clavícula no lado sintomático. Faz-se um esforço especial para aplicar 
26Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
uma compressão lateral aos escalenos a fim de aplicar tração ao feixe de 
nervos. Um teste positivo consiste na reprodução de sintomas radicula-
res. Avalia: compressão do plexo braquial.
Teste vascular de Adson: com o paciente sentado, o pulso radial é palpa-
do. O paciente deve estender o pescoço, rodar a cabeça para o lado que 
está sendo examinado e realizar uma respiração profunda. O examinador 
registra o pulso radial como diminuído ou ocluído e pergunta ao paciente 
se ele sente parestesia. A diminuição ou o desaparecimento do pulso ra-
dial sugere compressão no desfiladeiro torácico.
Figura 10 - Testes ortopédicos - Cervical
Teste de Spurling Teste de Compressão do Plexo Braquial Teste de Adson
Fonte: Palmer, 2000 Fonte: Cook, 2015 Fonte: Sizínio, 2017
OMBRO
Teste de Neer: o examinador levanta o braço do paciente em flexão com 
uma mão enquanto a outra estabiliza a escápula. É aplicada uma flexão 
forçada até a amplitude máxima em uma tentativade reproduzir a dor 
no ombro. Se a dor no ombro estiver presente, o teste é positivo. Avalia: 
impacto subacromial, bursite subacromial, lesão do manguito rotador e 
lesão superior do lábio glenoidal.
27Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Teste de Hawkins-Kennedy: o ombro é colocado em 90° de flexão com o 
cotovelo fletido a 90°. É realizada rotação medial forçada ao úmero, em 
uma tentativa de reproduzir a dor. Se a dor no ombro estiver presente, o 
teste é positivo. Avalia: impacto subacromial, bursite subacromial, lesão 
do manguito rotador, lesão do lábio glenoidal superior.
Teste do Impacto de Yocum: o paciente coloca a mão sobre o ombro 
oposto e realiza flexão do ombro, elevando o cotovelo ativamente. Avalia: 
impacto na articulação acromioclavicular. 
Teste de Jobe: o paciente realiza elevação ativa do membro superior em 
extensão e rotação interna resistida pelo examinador. Avalia: tendão do 
supraespinhal. 
Figura 11 - Testes ortopédicos - Ombro I
Teste de Neer Teste de Hawkins-Kennedy
Fonte: Cook, 2015 Fonte: Cook, 2015
Teste de Yocum Teste de Jobe
Fonte: Sizínio, 2017 Fonte: Filho, 2002
28Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Speed Test ou Palm Up: o paciente realiza flexão ativa do membro su-
perior em extensão e rotação externa resistida pelo examinador. Avalia: 
tendão da cabeça longa do bíceps. 
Teste de Gerber: o paciente coloca a mão no dorso ao nível de L5 e afasta 
ativamente das costas. Avalia: tendão do subescapular. 
Teste de Patte: o membro superior é posicionado em elevação de 90° com 
o cotovelo fletido a 90°. O paciente realiza ativamente a rotação externa 
do ombro contra uma resistência imposta pelo examinador. Avalia: ten-
dão do infraespinhal. 
Figura 12 - Testes ortopédicos - Ombro II
Speed Test Teste de Gerber Teste de Patte
Fonte: Sizínio, 2017 Fonte: Sizínio, 2017 Fonte: Sizínio, 2017
Teste de queda do braço: o paciente em pé com o examinador em pé atrás 
dele. O examinador segura o punho do paciente e passivamente abduz seu 
ombro a 90°. O examinador solta o braço do paciente com instruções para 
que o abaixe lentamente. Um teste positivo de laceração do supraespi-
nhal é a incapacidade do paciente de abaixar o braço lentamente. Avalia: 
laceração do supraespinhal, impacto subacromial.
Teste de Yergason: o paciente pode se sentar ou ficar em pé. O examina-
dor fica em pé, ao lado do paciente. O cotovelo do paciente é flexionado 
a 90° e o antebraço é posicionado em pronação, mantendo o braço na la-
29Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
teral do corpo. O paciente é instruído a supinar seu antebraço enquanto 
o examinador, simultaneamente, resiste à supinação do antebraço no pu-
nho. Se o paciente localiza dor concordante no sulco bicipital, o teste é 
positivo. Avalia: impacto subacromial, lesão SLAP, qualquer lesão do lábio 
glenoidal, doença da cabeça longa do bíceps braquial. 
Figura 13 - Testes ortopédicos - Ombro III
Teste de Queda do Braço Teste de Yergason
Fonte: Cook, 2015 Fonte: Cook, 2015
COTOVELO
Teste de Cozen: o examinador palpa o epicôndilo lateral com o seu po-
legar. O paciente fecha a mão com o antebraço em pronação e o punho 
em desvio radial. Solicita-se que o paciente estenda o punho contra uma 
resistência aplicada pelo examinador. O teste positivo consiste na repro-
dução de dor ao longo do epicôndilo lateral. Avalia: epicondilite lateral. 
Teste de Tinel: o examinador aplica 4 a 6 estímulos ao nervo ulnar do pa-
ciente na região do túnel cubital. O teste é positivo quando há reprodução 
dos sintomas. Avalia: nervo ulnar. 
Teste para epicondilite lateral/de Maudsley: o examinador resiste à ex-
tensão do dedo, forçando o músculo extensor dos dedos. O teste positivo 
consiste na reprodução de dor ao longo do epicôndilo lateral. 
30Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 14 - Testes ortopédicos - Cotovelo
Teste de Cozen Teste de Tinel Teste de Maudsley
Fonte: Sizínio, 2017 Fonte: Cook, 2015 Fonte: Cook, 2015
PUNHO E MÃO
Teste de Phalen: solicita-se ao paciente que mantenha os antebraços na 
vertical e permita que ambas as mãos caiam em flexão completa de punho 
por aproximadamente 60 segundos. Avalia: reprodução de dormência ou 
formigamento na distribuição do nervo mediano.
Teste de Phalen Invertido: solicita-se ao paciente que mantenha as mãos 
com o punho em extensão dorsal máxima por 60 segundos. Avalia: repro-
dução de dormência ou formigamento na distribuição do nervo mediano. 
Teste de Finkelstein: o paciente fecha a mão com o polegar internamente 
aos dedos. O examinador estabiliza o antebraço e desvia o punho no sen-
tido ulnar. Avalia: dor ao longo dos tendões do abdutor longo do polegar e 
extensor curto do polegar no punho e é indicativo de paratendinite.
Figura 15 - Testes ortopédicos - Punho e mão
Teste de Phalen Teste de Phalen Invertido Teste de Finkelstein
Fonte: Cook, 2015 Fonte: Cook, 2015 Fonte: Cook, 2015
31Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
03. O paciente L.R.G., 47 anos, comissário de bordo de companhia 
aérea, relata que, há dois meses, ao levantar uma mala pesada de 
passageiro para colocá-la no compartimento superior do avião, 
sentiu uma “fisgada” no ombro direito. A partir de então, refere 
dor no ombro e limitação para os movimentos de flexão e abdução. 
Procurou atendimento em médico ortopedista especialista em 
ombro, que diagnosticou tendinopatia inflamatória pelo exame 
clínico e pelo exame de imagem. Na palpação, apresenta dor em 
região subacromial grau 8 pela escala analógica visual. No exame 
de ressonância nuclear magnética, identifica-se coleção de líqui-
do intrasubstancial em tendão do supraespinhal e infraespinhal e 
infiltrado em bursa subacromial.
A respeito desse caso clínico e dos conhecimentos correlatos, 
julgue os itens a seguir. No exame clínico, para detectar esse tipo 
de lesão, devem-se realizar manobras irritativas para o manguito 
rotador, como, por exemplo, os testes de Neer, Patte e Jobe.
 ] ̣ Certo
 ] ̣ Errado
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JOELHO
Teste de Apley: com o paciente em decúbito ventral, o examinador apoia 
seu joelho na coxa do paciente e flexiona o joelho do paciente a 90°. Segu-
rando o pé do paciente com ambas as mãos, destraciona a tíbia e a roda, 
observando se há reprodução de dor. (Apley tração) Avalia: ligamentos co-
laterais. O examinador então se inclina sobre o pé do paciente, aplicando 
uma força compressiva à tíbia e rodando-a novamente. (Apley compres-
são) Avalia: meniscos. 
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32Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Teste de Lachman: com o paciente em decúbito dorsal e o joelho flexio-
nado a 15°, o examinador estabiliza o fêmur distal com uma mão e segura 
a tíbia proximal por trás com a outra mão. O examinador então aplica uma 
força à tíbia proximal dirigida anteriormente. Avalia: ruptura do ligamento 
cruzado anterior (LCA).
Teste de Mc Murray: com o paciente em decúbito dorsal, o examinador 
segura o calcanhar do paciente e flexiona o joelho até a amplitude máxima 
com uma das mãos, enquanto usa o polegar e o dedo indicador da outra 
mão para palpar a interlinha articular tibiofemoral medial ou lateral. Ava-
lia: meniscos. Para avaliar o menisco medial palpa-se a interlinha articular 
tibiofemoral medial. Mantendo o joelho completamente flexionado, a per-
na é girada externamente tanto quanto possível e, em seguida, o joelho é 
lentamente estendido. Conforme o fêmur passa sobre a lesão no menis-
co, um clique pode ser ouvido ou sentido. Para avaliar o menisco lateral é 
palpada a interlinha articular tibiofemoral lateral, girando internamente a 
perna tanto quanto possível,e estendendo o joelho lentamente.
Figura 16 - Testes ortopédicos - Joelho I
Teste de Apley Teste de Lachman Teste de Mc Murray
Fonte: Magee, 2010 Fonte: Cook, 2015 Fonte: Canale, 2017
33Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Teste de Estresse em Valgo: com o paciente em decúbito dorsal e o qua-
dril levemente abduzido e estendido, o joelho é flexionado a 30° na lateral 
da maca e o examinador coloca uma mão sobre o aspecto lateral do joelho 
enquanto a outra mão segura a perna. É aplicada uma força de lateral para 
medial no joelho enquanto a mão que está no tornozelo roda lateralmente 
a perna, ligeiramente. Avalia: ruptura do ligamento colateral medial (LCM).
Teste de Estresse em Varo: semelhante ao Teste de Estresse em Valgo, 
porém a força é aplicada de medial para lateral no joelho enquanto a mão 
que está no tornozelo roda lateralmente a perna, ligeiramente. Avalia: 
ruptura do ligamento colateral lateral (LCL).
Teste da Gaveta Anterior: Com o paciente em decúbito dorsal e o joelho 
flexionado a 90°, o examinador se senta sobre o pé do paciente e segura 
por trás da tíbia proximal, com os polegares palpando o platô tibial. É apli-
cada uma força à tíbia dirigida anteriormente. Avalia: ruptura do LCA.
Teste da Gaveta Posterior: com o paciente em decúbito dorsal e o joelho 
flexionado a 90°, o quadril flexionado a 45° e o pé em posição neutra, o 
examinador se senta sobre o pé do paciente para estabilizar o membro. 
As duas mãos do examinador devem ser posicionadas na região anterior 
da tíbia proximal, com os polegares nas interlinhas articulares medial e 
lateral. A tíbia proximal é transladada em uma direção posterior e estima-
-se a quantidade de movimento. Avalia: ruptura do LCP. 
34Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 17 - Testes ortopédicos - Joelho II
Teste de Estresse em 
Valgo
Teste de Estresse em 
Varo
Teste da Gaveta 
Anterior
Teste da Gaveta 
Posterior
Fonte: Dutton, 2010 Fonte: Dutton, 2010 Fonte: Dutton, 2010 Fonte: Dutton, 2010
QUADRIL E SACROILÍACA
Teste de Thomas: em decúbito dorsal, deve-se flexionar os quadris si-
multaneamente, em seguida estende-se o quadril examinado mantendo 
o outro fletido. O teste é positivo quando houver incapacidade de realizar 
extensão completa. Avalia: flexibilidade dos flexores do quadril.
Teste de Patrick (Fabere): com o paciente em decúbito dorsal, é realizada 
uma manobra de flexão, abdução e rotação externa (FABERE) do mem-
bro inferior, apoiando o pé sobre o joelho oposto. O examinador realiza a 
ampliação do movimento pressionando sobre o joelho e a espinha ilíaca 
contralateral. Avalia: articulação coxofemoral e articulação sacroilíaca.
Teste de Gillet (teste de marcha): o paciente posiciona-se em frente ao 
examinador, de costas para ele. O paciente é instruído a elevar seu quadril 
a 90°, ficando em apoio unipodal. O examinador palpa ambas as EIPS (es-
pinhas ilíacas póstero superiores) e avalia se a EIPS ipsilateral cai durante 
a flexão do quadril (uma resposta normal) ou roda anteriormente (ou su-
periormente em relação ao lado que suporta o peso). Se a EIPS não cair 
nem rodar superiormente, o teste é considerado positivo para esse lado.
35Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 18 - Testes ortopédicos - Quadril e Sacroilíaca I
Teste de Thomas Teste de Fabere Teste de Gillet
Fonte: Sizínio, 2017 Fonte: Filho, 2002 Fonte: Cook, 2015
Teste de distração (gapping test): o paciente posiciona-se em decúbito 
dorsal. Os sintomas em repouso são avaliados. O aspecto medial de am-
bas as espinhas ilíacas anterossuperiores (EIAS) são palpadas pelo exa-
minador. O examinador cruza os braços, criando um “X” nos antebraços, e 
aplica uma força no sentido lateroposterior. Para maior conforto, muitas 
vezes é necessário que o examinador reposicione suas mãos sobre a EIAS 
várias vezes. O examinador mantém a posição durante 30 segundos, então 
aplica repetidamente uma força vigorosa em uma tentativa de reproduzir 
o sinal concordante do paciente. O teste positivo consiste na reprodução 
do sinal concordante do paciente. 
Teste de compressão: o paciente é posicionado em decúbito lateral na 
maca, com o lado doloroso para cima. Avaliam-se os sintomas em repouso. 
O examinador então envolve a crista ilíaca do lado doloroso com as mãos 
e aplica uma força para baixo ao longo do ílio. Essa posição é mantida por 
30 segundos. Assim como acontece com os outros testes sacroilíacos, é 
necessário vigor considerável para reproduzir os sintomas. Em alguns ca-
sos, é necessária uma força repetida. O teste positivo consiste na repro-
dução do sinal concordante do paciente.
36Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 19 - Testes ortopédicos - Quadril e Sacroilíaca II
Teste de Distração Teste de Compressão
Fonte: Cook, 2015 Fonte: Cook, 2015
04. A osteoartrite é uma doença articular degenerativa de ocor-
rência bastante comum, principalmente, em indivíduos com idade 
acima de 65 anos. Dor na articulação coxofemoral é um achado 
clínico não raro, que pode ser comprovado pelo teste Fabere, que, 
se positivo, demonstra quadro degenerativo articular ou quadro 
inflamatório.
Assinale a alternativa CORRETA sobre quais movimentos do quadril 
são realizados durante o teste.
 🅐 Flexão, adução e rotação interna.
 🅑 Extensão, abdução e rotação externa.
 🅒 Extensão, adução e rotação interna.
 🅓 Flexão, tração e rotação externa.
 🅔 Flexão, abdução, rotação externa. 
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38
ANOTAÇÕES
39Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
FRATURAS E FIXAÇÕES
Nessa aula, estudaremos sobre as fraturas e seus principais métodos de 
fixação.
Fratura óssea é definida como a perda da solução de continuidade do te-
cido ósseo resultante de carga excessiva que ultrapassa a capacidade da 
sua resistência. Os principais sinais clínicos da fratura são dor localizada, 
crepitação, aumento de volume localizado, incapacidade funcional, defor-
midade e encurtamento do membro.
As fraturas podem ser classificadas de acordo com vários critérios:
Quanto ao traço: podem ser transversais, oblíquas, em espiral ou cominu-
tivas. A fratura transversa tem um traço em linha reta, quase perpendicu-
lar à diáfise. A obliqua é em diagonal com uma angulação de pelo menos 
30°. As fraturas em espiral ocorrem devido a uma força de torção exces-
siva e a fratura cominutiva é caracterizada quando o foco de fratura apre-
senta vários fragmentos ósseos.
Figura 20 - Classificação das fraturas quanto ao traço.
Fratura transversa Fratura oblíqua Fratura em espiral Fratura cominutiva
Fonte: Sizínio, 2017
40Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
05. Fratura é a perda de continuidade do osso dividindo-o em dois 
ou vários fragmentos. Dentre os vários tipos, correlacione abaixo 
o tipo de fratura com sua respectiva característica:
1. Transversa
2. Oblíqua
3. Cominutiva
4. Espiral
 ] ̣ Rachadura perpendicular ao eixo longitudinal do osso, que o 
percorre por inteiro.
 ] ̣ Ângulo em sentido diagonal no osso apresentando elemento 
de torção ou rotação.
 ] ̣ Apresenta múltiplos fragmentos ósseos.
 ] ̣ Fenda diagonal através do osso, com duas extremidades bas-
tante irregulares e pontiagudas.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para 
baixo:
 🅐 1-3-4-2
 🅑 1-2-3-4
 🅒 2-4-3-1
 🅓 1-4-3-2
 🅔 2-4-1-3
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41Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Quanto à solução de continuidade: uma fratura é considerada comple-
ta quando o traço de fratura atinge as duas corticais, envolvendo toda 
a estrutura óssea e incompleta quando o traço de fratura não secciona 
completamente o osso. A fratura incompleta é mais comum em crianças e 
adolescentes, a exemplo das fraturas subperiósticas ou em “galho verde” 
na qual o osso não está completamente ossificado e acontece geralmen-
te na superfície convexa do osso, com a côncava permanecendo intacta.
Quanto à localização: no sentido longitudinal do osso, a fratura é epifisá-
ria quando corre ao nível da epífise e frequentemente atinge a articulação; 
fisária quando a fratura atinge a cartilagem de crescimento e pode estar 
associada à fratura da epífise ou metáfise, como também a sequelas pela 
lesão da fise; metafisária quando a fratura atinge a região metafisária do 
osso e diafisária quando se localiza na diáfise do osso.
Quanto à etiologia: a fratura pode ser patológica, em decorrência do en-
fraquecimento da estrutura óssea, por uma doença preexistente, tal como 
tumor e infecção, ou traumática, produzida por agente contundente que 
atua por trauma direto ou indireto. A fratura por traumatismo direto ocor-
re quando o agente contundente se choca diretamente com o segmento 
corporal, determinando a fratura. O traumatismo indireto se dá quando o 
agente contundente produz indiretamente a fratura, por exemplo, quan-
do uma pessoa que sofre uma queda da própria altura apoiando a mão no 
solo, transmitindo o impacto pelo membro superior e provocando uma 
fratura no cotovelo ou ombro.
Quanto à exposição: as fraturas podem ser fechadas ou expostas quando 
analisadas de acordo com o contato do foco de fratura com o meio exterior. 
Na fratura fechada, não há contato do foco de fratura com o meio externo, 
já a fratura exposta é toda aquela em que ocorre comunicação óssea 
direta ou de seu hematoma fraturário com o meio externo contaminado. 
42Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Não necessariamente exposição para o exterior mas, também, para cavi-
dades contaminadas, como a boca, o tubo digestivo, vias aéreas, vagina e 
ânus, os últimos dois com grande frequência nas fraturas do anel pélvico.
Quando há lesão de partes moles no mesmo segmento do membro com 
fratura, deve ser considerada fratura exposta, até provar-se o contrário. 
O risco de infecção é o fator diferencial mais claro, importante e determi-
nante da maior gravidade da fratura exposta em relação à fratura fechada.
CONSOLIDAÇÃO ÓSSEA 
A consolidação é um processo inflamatório acelerado, localizado e limi-
tado no tempo, que restabelece não só a circulação cortical, periosteal e 
endosteal, mas também a integridade estrutural e a capacidade dos os-
sos de transmitirem carga e permitirem os movimentos de forma indolor. 
Em termos histológicos clássicos, a consolidação das fraturas pode ocor-
rer de forma primária na presença de uma fixação rígida, como placas de 
compressão, sem evidência radiográfica de calo ósseo, e de forma secun-
dária quando há mobilidade no local da fratura apresentando aspecto 
radiográfico de calo ósseo. A secundária ocorre nas fixações com hastes 
intramedulares, aparelhos gessados e fixadores externos.
A consolidação óssea ocorre em 3 fases intimamente integradas e se-
quenciais: a fase inflamatória, que é a fase de formação de hematoma, 
fase reparativa, quando há a formação de calo mole, e a fase de formação 
de calo duro, quando ocorre a síntese da nova matriz, e a fase de remo-
delação. Cada uma dessas fases se sobrepõe ao fim da fase precedente 
e a duração de cada uma depende da localização e gravidade da fratura, 
lesões associadas e da idade do paciente.
43Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Fase Inflamatória ou Hemorrágica: dura de 1 a 2 semanas. O aumento da 
vascularização que envolve a fratura permite a formação do hematoma 
fraturário. Nessa fase, a matriz dentro do local da lesão é envolta por te-
cidos locais, também traumatizados, resultando em necrose focal e pos-
terior invasão por células inflamatórias como neutrófilos, macrófagos e 
fagócitos. Essas células, inclusive os osteoclastos, agem eliminando o te-
cido necrosado.
Fase Reparativa: normalmente dura meses. Essa fase é caracterizada 
pela formação de tecidos conjuntivos, incluindo cartilagem, e de novos ca-
pilares dos vasos pré-existentes (angiogênese). O hematoma fraturário é 
invadido por condroblastos e fibroblastos, que depositam a matriz para 
o calo. Inicialmente forma-se um calo mole composto por tecido fibroso 
e cartilagem com pequena quantidade de osso. Os osteoblastos fazem a 
mineralização do calo mole convertendo-o em um calo duro de osso pri-
mário reticulado aumentando sua espessura e a estabilidade da fratura. 
A porção da cartilagem é substituída com o osso durante o avanço da ci-
catrização.
Fase de Remodelação: nessa fase, ocorre reabsorção do calo ósseo e sub-
sequente orientação do osso trabecular ao longo das linhas de estresse. 
Leva meses a anos para se completar. Ao substituir a cartilagem por osso 
e converter o osso esponjoso em compacto, o calo é gradualmente remo-
delado. Durante essa fase, o osso reticulado é remodelado em osso lame-
lar (osso secundário) pela ação conjunta de reabsorção de osteoclastos 
e formação de osteoblastos. A remodelação leva meses a anos para se 
completar.
44Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
TRATAMENTO DAS FRATURAS E MÉTODOS DE 
FIXAÇÃO
Muitas são as variáveis que acompanham a fratura, várias delas deter-
minadas pelo mecanismo e energia do trauma, outras pelo perfil do pa-
ciente e/ou a qualidade óssea. Todos estes e outros fatores determinam 
a personalidade da fratura, que deverá ser considerada na definição do 
tratamento para aquela fratura, naquele determinado momento e prin-
cipalmente para aquele paciente. Entre os fatores que mais influenciam 
essa tomada de decisão, estão o padrão, o tipo da fratura e o grau de co-
minuição, a localização anatômica, o grau de lesões de partes moles e o 
tratamento inicial, o grau de contaminação, idade e estado geral do pa-
ciente e o tempo de evolução desde o acidente.
Importante lembrar: os principais objetivos do tratamento das fraturas são 
restaurar a anatomia e promover estabilidade mecânica ao membro, permi-
tindo a consolidação da fratura, possibilitando, assim, a mobilidade articular 
precoce e o retorno da função.
As fraturas podem ser tratadas de forma conservadora ou cirúrgica. Den-
tre as formas conservadoras mais comuns, estão imobilização gessada, 
órteses e trações. Quanto às cirúrgicas, destacam-se os fixadores exter-
nos e as osteossínteses internas como placas e dispositivos intramedu-
lares.
TRATAMENTO CONSERVADOR
O tratamento conservador das fraturas é bastante indicado para trata-
mento de fraturas estáveis e/ou incompletas, pacientes idosos ou porta-
dores de comorbidades clínicas significativas. As imobilizações são man-
45Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
tidas por período variável, dependendo do tipo de lesão, do desvio e da 
terapêutica instituída. Nas fraturas mais comuns, de quatro a oito sema-
nas, após controle radiográfico da formação do calo ósseo para certeza 
da consolidação.
• Imobilização Gessada
A imobilização gessada é uma imobilização semirrígida muito utilizada 
por ser barata e de fácil aplicação. É um dispositivo de compartilhamento 
de estresse que permite a formação de calo ósseo e consolidação relati-
vamente rápida. A articulação acima e abaixo da fratura devem ser imobi-
lizadas para evitar rotação e translação dos fragmentos. Deve ser evitada 
a aplicação do aparelho gessado tipo circular de imediatonas fraturas 
nas quais possa surgir grande edema dando preferência às talas gessa-
das para melhor controle da dor, perfusão e complicações como a síndro-
me compartimental.
• Órteses
Mais leves e resistentes que a imobilização gessada, as órteses estabili-
zadoras ainda têm como vantagens as possibilidades de ajuste à medida 
que o edema vai diminuindo e de remoção para higiene pessoal e avalia-
ção radiográfica.
Figura 21 - Tratamento conservador das fraturas.
Tala gessada braquiopalmar - para fraturas que 
envolvem as articulações do cotovelo e punho 
e os ossos do antebraço
Bota Imobilizadora –para fraturas que envol-
vem a articulação do tornozelo e pé 
Fonte: Bucholz, 2012 Fonte: Bucholz, 2012
46Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
• Tração
É um sistema que promove a tração óssea através de pesos e polias. A 
tração geralmente é utilizada nas fraturas do fêmur, fraturas acetabulares, 
fraturas e luxações do quadril e no tratamento agudo das fraturas da co-
luna cervical.
Nas fraturas do fêmur e que envolvem o quadril, a tração transesquelética 
é realizada colocando-se um pino de Steinmman na região proximal da tí-
bia ou no fêmur, na região do tubérculo dos adutores e o membro inferior 
é colocado em uma férula de Braun. Uma tração no eixo do fêmur de cerca 
de 10% a 20% do peso corporal é instalada no pino através de um estribo 
e roldanas. A tração vai progressivamente restabelecendo o comprimen-
to e alinhamento do membro inferior à medida que o espasmo antálgico 
vai regredindo e o hematoma sendo reabsorvido.
A tração vertebral é comumente utilizada para redução de fratura ou luxa-
ção cervical. A tração com halo craniano descomprime os elementos ner-
vosos e proporciona certo grau de estabilidade espinhal. O halo é fixado 
ao crânio através de 4 pinos. O peso necessário para redução da coluna 
cervical varia com a posição da fratura, grau de lesão ligamentar e a esta-
tura do paciente. Em média, calcula-se 2 kg por segmento vertebral.
O tratamento definitivo das fraturas com tração esquelética ou tração 
vertebral é muito complexo devido a complicações como dificuldade de 
controlar a redução da fratura, longa permanência hospitalar, úlceras de 
decúbito, infecção no trajeto dos pinos, complicações respiratórias pela 
restrição ao leito e rigidez do joelho, deformidades angulares e rotacio-
nais e encurtamentos, nos casos da tração esquelética do membro infe-
rior. Dessa forma, a tração é mais utilizada como tratamento provisório 
para posterior conversão para a síntese definitiva.
47Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 22 - Tração transesquelética em membro inferior e tração cervical com halo 
craniano.
Tração transesquelética em membro inferior Tração cervical com halo craniano 
Fonte: Bucholz, 2012 Fonte: Sizínio, 2017
TRATAMENTO CIRÚRGICO
A avaliação da personalidade da fratura é fundamental para o bom resul-
tado do tratamento cirúrgico. O tratamento cirúrgico deve ser instituído, 
de preferência dentro das primeiras 48 horas. Nos casos de fraturas ex-
postas, o paciente deve ser conduzido ao centro cirúrgico com urgência 
dentro de 6 horas para irrigação (limpeza cirúrgica), desbridamento de 
emergência da ferida (retirada dos tecidos desvitalizados) e estabilização 
da fratura. Adiamentos na abordagem dessas fraturas que ultrapassam 
esse período tem sido associado ao aumento da ocorrência de infecções.
A escolha do método de fixação deve resultar de um balanço entre o be-
nefício da estabilização no combate à infecção e a desvitalização que ela 
requer. O balanço deve ser claramente positivo no sentido de mínima des-
vitalização para preservação do suprimento sanguíneo dos tecidos. De um 
modo geral, para as fraturas expostas com lesão grave de partes moles, 
acompanhada de contaminação significativa, a fixação externa consiste 
em uma forma mais segura de estabilização. Fraturas com menor grau de 
contaminação aos tecidos moles permitem o uso de osteossínteses in-
ternas como placas e dispositivos intramedulares.
48Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
FIXADORES EXTERNOS
Os fixadores externos são aparelhos que permitem manter a estabilidade 
da estrutura óssea por meio de pinos que são colocados de forma per-
cutânea, atravessam o osso e são conectados a barras rígidas externas. É 
um método seguro e eficaz para a estabilização dos fragmentos, com as 
vantagens de serem versáteis, fáceis de aplicar e com agressão mínima 
de tecido ósseo e partes moles, além de permitir acesso à ferida. O uso da 
fixação externa pode ser indicado para estabilização provisória ou defini-
tiva das fraturas e por ser a maneira mais segura e efetiva de manter sob 
controle a contaminação e as lesões de partes moles até sua cicatrização, 
geralmente é o tratamento de escolha na estabilização das fraturas ex-
postas.
Após a cicatrização das partes moles e da não ocorrência de infecção, po-
de-se optar por manter o fixador, transmitindo gradualmente forças para 
o foco de fraturas (dinamização) ou fazer a conversão para outro tipo de 
osteossíntese – placas e parafusos, hastes intramedulares – ou para fixa-
dores externos circulares. Importante lembrar que, independentemente 
de o fixador externo ser utilizado como tratamento provisório ou defini-
tivo, a sua montagem deverá seguir os preceitos básicos de estabilização 
da fratura, alinhamento e inserção de barras e pinos de Schanz.
A partir dos conceitos de controle de danos, o uso dos fixadores exter-
nos na emergência não se restringe apenas ao tratamento das fraturas 
expostas. Também são indicados para pacientes politraumatizados, poli-
fraturados com fraturas fechadas de alta energia, joelho e cotovelo flutu-
ante, lesões em livro aberto do anel pélvico. 
O fixador externo favorece a mobilização do paciente no leito, seja em UTI 
ou enfermaria, a realização dos curativos e observação dos ferimentos di-
minui a dor e a necessidade de medicamentos, facilitando a fisioterapia 
49Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
na mobilização precoce e na melhora do estado pulmonar do paciente, di-
minuindo os riscos com complicações do decúbito e doença venosa trom-
boembólica. Existem diferentes tipos de fixadores externos com diferen-
tes montagens, para ser utilizados em diversas situações.
Figura 23 - Fixadores externos.
Fixador externo tubular 
biplanar Fixador externo híbrido 
Fixador externo circular 
(Ilizarov)
Fonte: Bucholz, 2012 Fonte: Bucholz, 2012 Fonte: Bucholz, 2012
OSTEOSSÍNTESES INTERNAS
A fixação interna tem o objetivo de promover estabilidade aos fragmen-
tos ósseos da fratura, diminuir o tempo de repouso muscular, facilitar a 
vascularização do local do trauma e auxiliar no alinhamento ósseo. As os-
teossínteses internas têm sua indicação principal nas fraturas fechadas, 
instáveis e não passíveis de tratamento conservador. Também são utiliza-
das para tratamento das fraturas expostas que possuem menor grau de 
contaminação ou após fixação prévia com fixador externo após melhora 
da lesão de partes moles.
Os implantes de fixação interna são fixados no exterior do osso (parafu-
sos e placas convencionais e fios em banda de tensão) ou promovem es-
tabilidade ao osso a partir do interior do canal medular (hastes intrame-
dulares).
50Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Parafusos
São ferramentas eficientes utilizadas em combinação com placas ou 
como osteossíntese para fixação de fraturas incompletas ou estáveis. Os 
parafusos convertem a força aplicada em rotação em movimento linear. 
Podem ser de diversas formas, modelos e tamanhos e são denominados 
em função do seu modelo, função ou modo de aplicação.
Placas
As placas fornecem uma fixação rígida, dando compressão no foco da 
fratura e conferindo estabilidade absoluta, mas também podemser uti-
lizadas como um método de fixação com estabilidade relativa, servindo 
como um tutor extramedular. Basta que elas sejam colocadas em caráter 
de “ponte”, ou seja, com uma fixação proximal, uma área sem parafusos e 
uma fixação distal. Dependendo do tamanho e do tipo da placa, da dispo-
sição e do tipo de parafusos, pode-se aumentar ou diminuir a rigidez da 
montagem.
O uso de placas e parafusos no tratamento das fraturas permite estabili-
dade articular, com alinhamento correto dos desvios da fratura e mobili-
dade articular precoce, porém não permite apoio precoce e sua colocação 
leva a lesões de partes moles que podem alterar a cicatrização óssea. As 
principais placas utilizadas em traumatologia são: as placas DCP (Dyna-
mic Compression Plate), placa DCS (Dynamic Condylar Screw), placa DHS 
(Dynamic Hip Screw), placa em “L”, placa em “T”, placa 1/3 tubular, placas de 
reconstrução e as placas LISS.
51Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 24 - Principais placas utilizadas em traumatologia. (A) Placa DCP (Dynamic 
Compression Plate): Placa de compressão dinâmica. (B) Placa DCS (Dynamic 
Condylar Screw). Placa com parafuso condilar. (C) Placa DHS (Dynamic Hip Screw): 
Placa com parafuso angulado para quadril.
A B C
Fonte: Bucholz, 2012 Fonte: Hoppenfeld, 2000 Fonte: Hoppenfeld, 2000
Dispositivos Intramedulares
Na fixação intramedular, o dispositivo de fixação é aplicado centralmente 
no eixo mecânico do osso no canal medular ficando, portanto, menos sujei-
to a cargas de envergamento em comparação a uma placa, que é aplicada 
sobre o lado de tensão do osso. O dispositivo intramedular funciona como 
um tutor e é o principal método de estabilidade relativa para tratamento 
das fraturas diafisárias de ossos longos, como o fêmur e a tíbia.
A vantagem das hastes intramedulares em relação às placas é justamen-
te em relação à abordagem cirúrgica, uma vez que, quando realizada sob 
foco fechado, a circulação sanguínea periosteal é preservada, além de es-
tar associada a um tempo cirúrgico menor e a possibilidade de deambula-
ção precoce no pós-operatório com descarga de peso parcial.
Existe uma grande variedade de dispositivos intramedulares principal-
mente para uso no fêmur, tíbia e úmero. As mais utilizadas são as hastes 
52Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
intramedulares bloqueadas, hastes flexíveis e a haste cefalomedular 
(PFN – Proximal Femoral Nail).
Banda de Tensão
Nas fraturas em que a tração muscular tende a deslocar os fragmentos, 
como fraturas do olécrano, patela ou fraturas por avulsão da tuberosida-
de maior do úmero, pode ser aplicada a banda de tensão. A banda de ten-
são converte as forças de tensão em forças de compressão sendo dessa 
forma considerada um método de estabilidade absoluta.
Pode ser conseguida através de uma placa colocada na face de tensão do 
osso ou uma montagem com 2 fios de Kirschner e cerclagem em 8, colo-
cados na cortical proximal, geralmente junto às inserções tendinosas dos 
fragmentos fraturados, como nas fraturas da patela e olécrano.
Figura 25 - (A) Haste Intramedular Bloqueada. (B) Haste Cefalomedular (C) Banda 
de Tensão em Olécrano.
A B C
Fonte: Bucholz, 2012 Fonte: Sizínio, 2017 Fonte: Bucholz, 2012
53Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
COMPLICAÇÕES DO TRATAMENTO DAS FRATURAS
As principais complicações do tratamento das fraturas são:
Infecção: infecções do sítio cirúrgico são complicações das mais frequen-
tes após tratamentos cirúrgicos ortopédicos. Traumas de alta energia 
com extensa lesão de partes moles e desvascularização óssea, fraturas 
expostas, dissecções extensas lesando a vascularização óssea, tempo 
cirúrgico prolongado e fixação inadequada são fatores que aumentam o 
risco de infecção.
Consolidação viciosa: é a consolidação dos fragmentos em uma posição 
não anatômica e está sempre acompanhada por outros problemas, como 
encurtamento, alteração do eixo e de rotação do segmento. É a complica-
ção mais comum no tratamento conservador, mas que também pode ocor-
rer no cirúrgico. Nesse caso, está associada a uma má técnica cirúrgica.
Pseudoartrose: é a não evolução da consolidação, com ausência de for-
mação de calo ósseo e presença de movimento anormal no foco de fratu-
ra - “falsa articulação”. As perdas de substância óssea, fraturas multifrag-
mentárias, a não estabilidade óssea após a osteossíntese, a presença de 
infecção óssea e a falta de enxerto ósseo para compensar as perdas de 
substância são as principais causas da pseudoartrose.
Perda da redução: é uma das piores complicações do tratamento cirúr-
gico das fraturas de modo geral. Uma má redução da fratura com um ma-
terial de síntese em má posição ou uma má qualidade óssea que não per-
mite boa estabilidade, se associado à mobilidade precoce, é quase certo 
que ocorrerá soltura do material de síntese com perda da redução. Dessa 
forma, se a fixação não está estável, é necessário manter o paciente imo-
bilizado. À medida que os controles radiológicos mostram progresso na 
consolidação óssea, pode-se iniciar a mobilização da articulação.
54Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Rigidez articular: é a complicação comum nas fraturas intra-articulares. 
As causas de rigidez articular são a má redução da fratura intra-articu-
lar, a presença de infecção, a lesão de partes moles periarticulares ou da 
musculatura local e a presença de material de síntese intra-articular. A 
imobilização prolongada também pode ter participação no aparecimento 
da rigidez articular ou ainda o paciente com dificuldade para fazer fisiote-
rapia ou que não a realiza. Em alguns casos, a má redução deve ser corrigi-
da com uma nova redução e fixação na posição correta.
Figura 26 - Complicações dos tratamentos das fraturas.
Infecção Consolidação Viciosa
Pseudo- 
artrose
Perda de 
redução 
Anatômica
Rigidez 
Articular
Complicações dos Tratamentos de Fraturas
Fonte: Autoria Própria.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A definição do tratamento das fraturas depende da personalidade da fra-
tura. A evolução dos métodos de fixação interna, fixação externa e reabi-
litação tem permitido tratar fraturas cada vez mais graves. No entanto, a 
elevação da energia envolvida nos traumatismos devido à maior veloci-
dade dos automóveis e à maior potência lesiva dos armamentos continua 
sendo um desafio para o tratamento dos pacientes vítimas do trauma.
55Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
06. Considere o seguinte caso clínico:
Paciente do sexo masculino, 29 anos, vigilante noturno, casado, 
procura o atendimento de fisioterapia com história de fratura do 
platô tibial em jogo de bola, com intensa queixa de dor e dificuldade 
de estender o joelho. Refere que após a fratura foi feita uma pri-
meira cirurgia para colocação de “placa e parafuso” (SIC). Após esta 
foram realizadas mais duas cirurgias devido à rejeição e infecção 
no osso (SIC), tendo ficado muito tempo imobilizado. Já realizou 
fisioterapia em outro serviço (forno de Bier, parafina, massagem 
e exercício com peso) sem sucesso. Ao exame apresenta bloqueio 
articular de joelho para os últimos 30º de extensão. Sobre este 
caso é correto afirmar que:
 🅐 Possivelmente a dificuldade apresentada em estender o joelho 
deve ser por erro médico.
 🅑 Para conseguir a extensão do joelho deste doente será neces-
sária outra cirurgia para liberar aderências.
 🅒 A principal meta de tratamento será adaptá-lo a marcha com 
os dois joelhos em semiflexão.
 🅓 A imobilização temporária não deve ter sido a causa deste 
bloqueio articular pois não interfere nos tecidos moles.
 🅔 O tempo em que permaneceu imobilizado contribuiu com a evo-
lução porque pode ter ocorrido restrição de músculos, ligamentos 
e cápsula com consequente adesão da patela.
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ANOTAÇÕES
58Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
AMPUTAÇÕES
Nessa aula, falaremos sobre amputações, suas etiologias, níveis de ampu-
tação, principais complicações das amputações, reabilitação do paciente 
amputado desde a fase pré-operatória até a fase de protetização.
AMPUTAÇÃO
É o termo utilizado para definir a retirada total ou parcial de um membro, 
sendo um método de tratamento para diversas doenças. A cirurgia de am-
putação tem por objetivo retirar o membro acometido e criar perspecti-
vas para a melhora da função da região amputada.
ETIOLOGIA DAS AMPUTAÇÕES
As principais causas das amputações são as doenças vasculares perifé-
ricas, traumas, tumores e malignidade e as doenças congênitas e infec-
ciosas. A única indicação absoluta para a amputação é a isquemia irrever-
sível em um membro comprometido ou que sofreu trauma. 
A amputação também pode ser necessária para preservar a vida de pa-
cientes com infecções incontroláveis. Tentativas de salvar um membro 
bastante lesionado podem resultar em sobrecarga metabólica e uma sub-
sequente falência de órgãos. Dessa forma, a indicação cirúrgica pode ser 
de urgência como nos traumas importantes e infecções graves ou eletiva, 
como nos casos das doenças e malformações.
Doenças vasculares periféricas, com ou sem diabetes, que ocorrem fre-
quentemente em indivíduos entre 50 e 75 anos, são as indicações mais 
comuns para a amputação e aproximadamente metade das amputações 
59Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
resultantes de doenças vasculares periféricas é realizada em pacientes 
com diabetes.
As amputações por causas traumáticas prevalecem em acidentes de 
trânsito e ferimentos por arma de fogo, acidentes de trabalho, acidentes 
domésticos ou violências. O trauma é a indicação principal para amputa-
ção em pacientes jovens e mais comuns em homens devido aos riscos de 
certas profissões. Entre as amputações não eletivas, o trauma é respon-
sável por cerca de 20% das amputações de membros inferiores, sendo 
75% dessas no sexo masculino.
Nos casos de amputações devido a infecções crônicas ou agudas, as quais 
não respondem aos antibióticos e desbridamentos cirúrgicos, a amputa-
ção aberta é indicada. Pode ser realizada amputação em guilhotina com 
revisão posterior, em um nível mais proximal depois que a infecção é con-
trolada, ou amputação aberta com retalhos e fechar a lesão após o perío-
do de 10 a 14 dias.
NÍVEIS DE AMPUTAÇÃO
A escolha do nível da amputação deve ser bem cuidadosa e criteriosa, 
preservando tanto o comprimento quanto possível. Quanto mais distal o 
nível de amputação, melhor o processo de reabilitação do paciente, pois 
permite um maior braço de alavanca para os movimentos e melhor adap-
tação à prótese. Por outro lado, um paciente que apresente, por exemplo, 
uma contratura de flexão do joelho, não deverá realizar uma amputação 
transtibial, já que amputação transfemoral ou a desarticulação do joelho 
fornece melhor funcionalidade e menos riscos.
60Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Quadro 1 - Níveis de Amputação
NÍVEIS DE AMPUTAÇÃO
MMSS
Desarticulação do Ombro
Transumeral
Desarticulação do Cotovelo
Transradial
Desarticulação do Punho
Transcarpiana
Interfalangeana ou Metacarpofalangeana
MMII
Hemipelvectomia
Desarticulação do Quadril
Transfemoral
Desarticulação do Joelho
Transtibial
Desarticulação de Syme: desarticulação do tornozelo incluindo a remoção dos 
maléolos e retalhos distais da tíbia, conservando a sindesmose tibiofibular.
Amputação de Pirogoff: amputação ao nível do tornozelo incluindo a remoção dos 
maléolos com secção vertical do calcâneo e artrodese entre o calcâneo seccionado 
e a tíbia.
Amputação de Boyd: semelhante a Pirogoff, porém a osteotomia do calcâneo é rea-
lizada horizontalmente.
Desarticulação de Chopart: desarticulação ao nível das articulações talonavicular e 
calcâneo cuboide.
Desarticulação de Lisfranc: desarticulação entre os ossos do tarso (cuneiformes e 
o cuboide) e os metatarsos.
Desarticulação Metatarsofalangeana
Desarticulação Interfalangeana
Fonte: Autoria Própria.
Figura 27 - Níveis de amputação parcial do pé.
Fonte: Canale, 2017
61Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
07. Quanto aos níveis de desarticulação, analise as afirmativas 
abaixo e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas.
 ] ̣ A desarticulação de Chopart consiste na desarticulação através 
da articulação mesotarsal, preservando os ossos calcâneo e tálus.
 ] ̣ A amputação de Syme não é uma desarticulação verdadeira 
do tornozelo, uma vez que a remoção dos maléolos e dos alargado-
res distais tibial/fibular ocorre para criar uma extremidade óssea 
distal lisa com a conexão de um apoio de calcanhar à extremidade 
distal da tíbia.
 ] ̣ A desarticulação de Lisfranc consiste na desarticulação dos 
cinco metatarsais e dos dedos.
 ] ̣ A desarticulação de Lisfranc consiste na ressecção do terceiro, 
quarto e quinto metatarsais e dedos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
 🅐 V-F-V-F
 🅑 F-F-F-V
 🅒 V-V-F-F
 🅓 F-V-F-F
 🅔 V-V-V-F
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62Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
COMPLICAÇÕES DAS AMPUTAÇÕES
Existe uma grande variedade de complicações que podem ocorrer com os 
pacientes amputados. No processo de reabilitação, devem receber aten-
ção especial, pois interferem diretamente em sua evolução, dificultando o 
processo terapêutico eficaz. Vamos conhecer as mais comuns:
• Edema: Muito comum nas amputações e, se não tratado rapidamen-
te, pode evoluir para eczema crônico e formação de úlceras; é causado 
pela deficiência de retorno venoso e linfático.
• Contraturas: Ocorrem nas articulações e podem acontecer antes ou 
após a amputação; sua causa geralmente é o mal posicionamento do 
membro ou do coto.
• Dor: Após melhora da dor imediata do pós-operatório, alguns pacien-
tes continuam a sentir dores crônicas. A dor pode originar-se no coto 
e ser designada dor local ou pode se manifestar como dor “fantasma”, 
que ocorre quando o paciente relata dores contínuas ou intermitentes 
no membro amputado na forma de aperto ou queimação.
• Sensação fantasma: Quando o paciente relata sentir a parte ausente 
do membro que foi amputado; pode estar associada à sensação de “for-
migamento”. Quando um nervo é seccionado, produz descarga elevada 
de impulsos nervosos às fibras que o compõem, como existe no córtex 
motor do cérebro, o mapa da região amputada. Isso causa a sensação 
de que aquela parte ainda existe no corpo.
• Neuromas: São emaranhados formados nas fibras que compõem o 
nervo devido à sua secção, geralmente muito sensíveis, necessitando 
que sejam inseridos nos tecidos moles durante a cirurgia de amputação 
para evitar atritos.
63Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
• Problemas cutâneos: Devido ao processo de amputação, podem ocor-
rer diversas alterações da pele, como irritação, lesões, inflamações, es-
coriações e alteração da coloração.
• Problemas psicológicos: O processo de amputação é extremamente 
agressivo e causa complicações psicológicas, como depressão por dis-
torção da imagem corporal, além das mudanças de estilo de vida.
• Infecções: Ocorrem por contaminação dos pontos de suturas, do pró-
prio curativo ou no momento do trauma.
• Problemas ósseos:Geralmente ocorrem por formação de esporões ós-
seos.
• Escoliose: Devido à má postura causada pela diferença de comprimen-
to dos membros inferiores.
REABILITAÇÃO DO PACIENTE AMPUTADO
A reabilitação do paciente amputado deverá contar com uma equipe mul-
tiprofissional objetivando garantir atenção integral e evitar a existência 
de condutas conflituosas. O processo de reabilitação do paciente ampu-
tado pode ser dividido em quatro fases: pré-operatória, pós-operatória, 
pré-protetização e pós-protetização. A primeira fase, a pré-operatória, 
somente é possível nos casos de cirurgias eletivas.
FASE PRÉ-OPERATÓRIA (AMPUTAÇÕES ELETIVAS)
Na fase pré-operatória de uma amputação, devem ser avaliados a ampli-
tude de movimento (ADM) das articulações e a força muscular, tanto do 
segmento envolvido quanto dos outros membros, o grau de independên-
cia do indivíduo para a realização das Atividades de Vida Diária (AVDs) e 
o condicionamento físico. A capacidade cardiorrespiratória deve receber 
atenção especial durante a avaliação, pois pacientes amputados, princi-
palmente em casos de membros inferiores, precisam de resistência e ca-
pacidade respiratória nos procedimentos de reabilitação e marcha. 
64Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Além da avaliação funcional, também é avaliado o suporte social e a forma 
de enfrentamento do paciente diante da cirurgia. Deve-se fornecer escla-
recimentos sobre o prognóstico funcional, explicação sobre sensação e 
dor fantasma e sobre os objetivos e as metas de reabilitação de curto, 
médio e longo prazo.
Um programa de exercícios com a finalidade de corrigir ou prevenir defor-
midades, bem como para aumentar força, mobilidade e equilíbrio, deve ser 
instituído, sempre que possível. Nos casos de amputações de membros 
inferiores, os membros superiores devem ser fortalecidos, preparando o 
indivíduo para as transferências, a independência no leito e a condução de 
cadeiras de rodas. Em casos de amputações unilaterais, o membro con-
tralateral precisa ser monitorado e estimulado, visando-se ao fortaleci-
mento e à prevenção/correção de deformidades.
FASE PÓS-OPERATÓRIA
No pós-operatório, é importante a atenção especial aos cuidados com o 
coto. Para tal, devem ser realizadas, na avaliação, a palpação e a medição 
do comprimento e da circunferência. Na palpação, devem ser verificadas 
as estruturas situadas na região do coto, a pele, o tecido subcutâneo e os 
locais onde o paciente refere-se à dor e a sensações anormais. Deve-se 
avaliar a temperatura e presença de dor e edema, presença de proemi-
nência óssea, como os casos de espículas ósseas e avaliar a situação da 
cicatrização. 
Neste período, o coto de amputação não deve ser mantido imobilizado, 
iniciando as mobilizações no coto entre 24 e 48 horas após a cirurgia de 
amputação. A prevenção da redução da ADM e de contraturas é de extre-
ma importância. Dessa forma, deve-se ter atenção ao posicionamento 
correto do membro. Em pacientes com amputações de membros inferio-
res, devem ser evitados longos períodos na posição sentada, mantendo 
65Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
sempre as articulações de quadril e/ou de joelho neutras, não fornecendo 
apoios em regiões que possam posicionar o membro em flexão e, por fim, 
o paciente deve ser orientado a não apoiar o coto na muleta.
Os objetivos do tratamento fisioterapêutico nesta fase são redução da 
dor e garantir uma boa cicatrização do coto, adquirir bom equilíbrio mus-
cular, treinar transferências e equilíbrio ortostático, treinar e propor-
cionar marcha com dispositivos auxiliares, recuperar a função muscular 
prévia, impedir e eliminar contraturas, prevenindo deformidades secun-
dárias.
Assim que liberado pelo médico cirurgião, deve ser iniciado o enfaixamen-
to compressivo do coto de amputação para reduzir e evitar o aumento do 
edema residual, estimular o metabolismo do coto e modelar e preparar o 
coto para futura protetização. Independentemente do tipo de técnica uti-
lizada para o enfaixamento, é importante salientar que a maior compres-
são esteja distalmente ao coto e essa pressão deve ser gradativamente 
diminuída em direção proximal ao segmento amputado. 
FASE PRÉ-PROTETIZAÇÃO
Quando o paciente é submetido a uma amputação, sempre é considerada 
a protetização, porém, é importante saber que existem algumas situações 
em que ela é contraindicada, podendo ser por condições físicas, psíquicas 
ou sociais do paciente. Alterações clínicas graves, cotos muito curtos e 
proximais e incapacidades sensório-cognitivas graves são condições que 
impedem a utilização de prótese. Nesses casos, os pacientes devem rece-
ber orientações e tratamento fisioterapêutico para adquirir o máximo de 
independência possível, mesmo sem a prótese.
Na fase pré-protética, também deve haver uma avaliação para verificar 
as condições gerais do coto, na qual precisam ser verificadas a forma, a 
66Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
presença de cicatriz hipertrófica, infecção, aderências, distúrbios de sen-
sibilidade e de espículas ósseas e de neuromas. Nessa fase, é importan-
te trabalhar a dessensibilização da extremidade distal do coto, utilizan-
do estímulos sensitivos que levam os receptores sensitivos à saturação, 
com o objetivo de normalizar a sensibilidade local e facilitar a adaptação 
da prótese.
FASE PÓS-PROTETIZAÇÃO
A fisioterapia na fase de pós-protetização tem como principais objetivos 
proporcionar a reintegração social do paciente com o máximo de indepen-
dência para realizar suas atividades de vida diária (AVD) e marcha, no caso 
de membro inferior. É importante que seja realizada criteriosa avaliação 
da prótese, seus componentes, alinhamento, acabamento, peso, altura, 
locais de alívio, descarga de peso e sistema de suspensão, objetivando 
proporcionar o maior conforto possível ao paciente, para que não prejudi-
que o processo de reabilitação.
Nessa fase, deve-se orientar o paciente a fazer o uso correto da prótese. 
É importante orientá-lo a calçar e retirar a prótese e, no caso das próteses 
de membros inferiores, orientar e treinar como realizar a transferência de 
peso para o membro protetizado, subir e descer escadas e rampas, sen-
tar-se e levantar, desviar de obstáculos e andar em terrenos irregulares.
Já para as próteses de membros superiores, é importante treinar o pa-
ciente a realizar a preensão, adaptar-se ao peso dos objetos e à nova sen-
sibilidade. Em ambos os tipos de próteses, é essencial o treino das AVD.
67Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
08. A amputação é um procedimento cirúrgico de grandes reper-
cussões para o paciente e sua família. Sobre a abordagem fisiote-
rapêutica nas amputações, assinale a alternativa CORRETA.
 🅐 A causa mais frequente de amputações é por doença vascular 
periférica, combinada ou não com diabetes. Os fatores de risco 
como tabagismo, diabetes, hipertensão, lipoproteinemia, influen-
ciam o aparecimento de doenças vasculares, sendo essa a causa 
de amputação mais frequente em pacientes jovens.
 🅑 A ocorrência do fenômeno fantásmico, seja ele doloroso ou não, 
é bastante rara, sendo registrado em cerca de 15% dos pacientes 
amputados. Por se tratar de uma condição que envolve fatores 
físicos, sociais e psicológicos, necessita de uma intervenção mul-
tiprofissional.
 🅒 As condições do coto são um ponto importante da avaliação 
fisioterapêutica. Deve ser observado o formato, a cicatrização, 
presença de aderências ou contraturas, mobilidade e circulação 
sanguínea. O formato ideal é um coto cônico, sem aderências cica-
triciais, com um bom coxim músculo adiposo e sem presença de dor.
 🅓 O fisioterapeuta participa do processo de reabilitação pós 
operatória para colocação e adaptação da prótese. Entretanto no 
pós-operatório imediato, o paciente recebe os cuidados da equipe 
médicae de enfermagem, para garantir uma boa cicatrização do 
coto e prevenir hemorragias.
 🅔 Para pacientes, com amputação transfemoral, deve ser orientada 
desde a fase de pós-operatório imediata, a utilização de travesseiros 
ou almofadas sob o coto, a fim de se evitar contato com o colchão 
e prejudicar a cicatrização.
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ANOTAÇÕES
70Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
ÓRTESES E PRÓTESES
Nessa aula, discutiremos sobre órteses e próteses. Nunca confundam 
órteses com próteses. Apesar de serem agrupadas e estudadas em uma 
mesma disciplina, cada uma exerce função diferente no processo de rea-
bilitação. As órteses exercem funções específicas como repouso, imobi-
lização ou proteção de um segmento corpóreo, enquanto as próteses são 
utilizadas para substituir segmentos amputados ou malformados.
ÓRTESES
As órteses são definidas como dispositivos exoesqueléticos aplicados 
ao segmento corpóreo e utilizados para modificar as características es-
truturais ou funcionais dos sistemas esquelético e neuromuscular. São 
importantes recursos terapêuticos complementares ao tratamento de 
lesões ortopédicas, que têm como objetivos auxiliar a reabilitação física 
e contribuir para uma recuperação mais segura, rápida e eficaz de pacien-
tes com comprometimento neuromusculoesquelético, que possuem alte-
rações funcionais temporárias ou permanentes.
Para a confecção das órteses, podem ser utilizados inúmeros materiais 
sendo os principais o couro, as ligas metálicas, termoplásticos, espumas, 
polímeros viscoelásticos e fibras de carbono, que poderão ser indicados e 
utilizados em situações distintas. A escolha do material que será utilizado 
na sua confecção depende de vários fatores, sendo um dos principais a 
indicação para uso temporário ou definitivo.
• Órteses para uso temporário: utilizadas durante poucos dias ou sema-
nas, geralmente são confeccionadas com componentes mais simples 
ou, quando possível, adquiridas na forma de órteses pré-fabricadas. 
71Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
• Órteses para uso definitivo: são confeccionadas sob medida, com ma-
teriais mais resistentes e leves.
Outros fatores que devem ser considerados para a escolha de um mate-
rial é o peso do paciente e existência de reação alérgica do paciente a di-
ferentes tipos de materiais. Caso exista a alergia, os materiais devem ser 
substituídos por outros não alérgicos.
Importante lembrar: o uso das órteses por longos períodos pode favorecer en-
curtamentos ou contraturas nos ângulos de imobilização, atrofia muscular por 
desuso, além de poder causar problemas na pele como alergias, maceração, 
pontos de pressão e isquemia local.
Quando possível, as órteses devem ser retiradas após determinados pe-
ríodos de uso e os segmentos imobilizados devem ser movimentados em 
toda a amplitude de movimento disponível, salvo quando o movimento for 
contraindicado pelo protocolo de tratamento. A rotina de uso do aparelho 
deve ser determinada pelo terapeuta e repassada de forma clara e objeti-
va para o paciente.
Os objetivos gerais do uso das órteses no processo de reabilitação são 
promover repouso, proteção, imobilização, propriocepção ou correção 
de um segmento corporal lesionado, sequelado ou em fase de recupera-
ção. Nas lesões ortopédicas, como lesões musculares, tendíneas, ósseas 
e ligamentares, as órteses são indicadas como recurso complementar ao 
tratamento tendo como objetivos aliviar a dor, estabilizar, imobilizar ou 
alinhar os segmentos corpóreos, prevenir contraturas e deformidades, 
minimizar déficits funcionais auxiliando na reabilitação do segmento 
traumatizado.
72Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
CLASSIFICAÇÃO DAS ÓRTESES
As órteses podem ser classificadas quanto ao objetivo, à função, ao siste-
ma de confecção e à região anatômica a ser aplicada. Quanto ao objetivo, 
temos as órteses de repouso, órteses de imobilização, órteses proprio-
ceptivas e órteses de correção.
• Órteses de repouso: utilizadas para apoiar ou proteger o segmento 
corpóreo de movimentos articulares indesejados evitando dores ou le-
sões. 
• Órteses de Imobilização: evitam qualquer movimento do segmento en-
volvido, sendo, portanto, indicadas em casos de fraturas ou em cuida-
dos de pós-operatório imediato. 
• Órteses proprioceptivas: permitem a realização de atividades com me-
nor risco de lesões ou recidivas. Também podem ser utilizadas para fa-
cilitar a manutenção postural.
• Órteses de correção: utilizadas para correção de uma deformidade em 
situações nas quais ainda é possível a reversão ou manutenção de um 
segmento corporal. 
Quanto à função, as órteses são classificadas em órteses estáticas ou di-
nâmicas. 
• Órteses estáticas ou passivas imobilizam e/ou limitam e posicionam as 
articulações. 
• Órteses dinâmicas ou funcionais permitem a movimentação articular, 
neutralizam forças deformantes, promovem a aplicação de uma força 
suplementar que assiste um determinado movimento e promovem ma-
nutenção e fortalecimento da musculatura envolvida. A amplitude de 
movimento poderá ser limitada ou livre.
73Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Quanto ao sistema de confecção, são divididas, respectivamente, em ór-
teses pré-fabricadas, pré-fabricadas ajustáveis ou confeccionadas sob 
medida. 
• Órteses pré-fabricadas: confeccionadas e fabricadas em série e dispo-
níveis em tamanhos padronizados e desempenham as funções de imo-
bilização, repouso e limitação de movimentos. 
• Órteses pré-fabricadas ajustáveis: têm a possibilidade de ajuste, por 
meio de velcro e parafusos, pelos profissionais envolvidos no processo 
de reabilitação, com o objetivo de promover uma melhor adaptação ao 
paciente.
• Órteses sob medida: tem o molde elaborado sobre o próprio corpo do 
paciente atendendo a indicações prescritas. Suas desvantagens são o 
alto custo e o maior prazo de entrega ao paciente. 
A American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) e a American Or-
thotic and Prosthetic Association (AOPA) desenvolveram uma nomencla-
tura padrão para denominar e classificar as órteses de acordo com sua 
correlação anatômica e por seu objetivo ou correspondente funcional, 
para facilitar a integração dos profissionais que prescrevem esse recurso.
Convencionou-se utilizar as iniciais em inglês das articulações ou seg-
mentos corpóreos envolvidos pelas órteses no sentido craniocaudal so-
mados à letra “o”, correspondente a orthosis, no final, colaborando para 
uma comunicação mais clara e eficaz. Essa terminologia é adotada uni-
versalmente, portanto, as siglas não devem ser traduzidas para nenhuma 
outra língua, o que certamente traria novas confusões a respeito dos ter-
mos utilizados.
74Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
São apresentados a seguir alguns exemplos de nomenclatura pela termi-
nologia apropriada:
• WHO (wrist-hand orthosis): órtese para o punho e mão
• AFO (ankle-foot orthosis): órtese para o tornozelo e pé
• KAFO (knee-ankle-foot orthosis): órtese para o joelho, tornozelo e pé
• TLSO (thoraco-lumbo-sacral orthosis): órtese toracolombossacral
Importante lembrar: antigamente, as órteses eram denominadas pelo nome 
de seus inventores e pesquisadores ou pelos nomes das cidades de desen-
volvimento ou dos centros de reabilitação onde foram desenvolvidas, sem a 
preocupação de correlações anatômicas ou correlações funcionais. Apesar da 
indicação da nomenclatura universal da AAOS e AOPA, a maioria das órtesesainda é conhecida por seu nome original ou comercial.
PRESCRIÇÃO DE ÓRTESES
O principal objetivo da prescrição de uma órtese é, com certeza, a melho-
ra da função e, por isso, ela deve ser individualizada, criteriosa e adequa-
damente indicada de acordo com a necessidade do paciente e o objetivo 
do tratamento.
Importante lembrar: o Sistema Único de Saúde (SUS) reconhece a competên-
cia dos profissionais fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais na prescrição 
de “órteses, próteses e materiais especiais não relacionados ao ato cirúrgico”, 
segundo a portaria SAS/MS Nº 661, de 02 de dezembro de 2010.
Para que se possa formular a prescrição de uma órtese em ortopedia, 
deve-se definir os segmentos anatômicos que deverão ser envolvidos, 
descrever os controles biomecânicos desejados e especificar o tipo de 
material a ser utilizado. Para isso, deve-se realizar uma avaliação muscu-
loesquelética completa e criteriosa.
75Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Na avaliação fisioterapêutica pré-ortética, devem ser identificados os 
mecanismos patológicos que levam ao comprometimento da função. No 
exame físico, é necessário avaliar a marcha, amplitude de movimento, pre-
sença de contraturas, o grau de força muscular e a existência de alteração 
de sensibilidade, propriocepção e presença de possíveis lesões cutâneas. 
Ainda é importante que se avalie alterações secundárias, como a visão, já 
que podem agravar a capacidade funcional do paciente.
Na entrega das órteses, o fisioterapeuta deve fornecer uma série de 
orientações aos pacientes quanto à forma de colocação e remoção, ao 
sistema de funcionamento, ao tempo de utilização e à higiene das órte-
ses, entre outros. Queixas como dor, desconforto, piora da postura ou da 
marcha devem ser analisadas e, posteriormente, caso seja necessário, a 
órtese deverá ser encaminhada para ajustes ou reconfecção.
Existem diversas possibilidades de modelos de órteses, didaticamente 
dividimos por região corporal.
Órteses para os Membros Superiores
As órteses para membros superiores podem ser utilizadas nos cuidados 
pré e pós-operatórios, em casos de anomalias congênitas, queimaduras, 
processos degenerativos e inflamatórios e no tratamento conservador 
de fraturas em ombro, cotovelo, punho, mão e dedos.
Importante lembrar: na confecção das órteses para o membro superior, deve-
-se considerar a posição funcional de cada articulação, que é diferente da posi-
ção anatômica. Como exemplo, podemos citar o cotovelo que deve ser imobili-
zado em uma flexão de cerca de 90°.
A seguir, descreveremos algumas das principais órteses prescritas para 
os membros superiores na prática clínica.
76Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
• Imobilizador em “8” para clavícula: a órtese “em 8”, ou cruzado poste-
rior, é usada no tratamento de fraturas da clavícula. É constituída por 
duas faixas que envolvem os ombros e se cruzam na região interes-
capular, levando à retropulsão dos ombros. 
• Tipoia tipo Velpeau: indicada para a imobilização e o repouso do mem-
bro superior, limitando os movimentos nas articulações glenoumeral e 
acromioclavicular. É pré-fabricada e apresenta tirantes que devem ser 
ajustados de acordo com o objetivo do tratamento. O punho também 
deverá estar apoiado, evitando deformidades e edema postural. 
• Órtese de Sarmiento para fratura de úmero: confeccionada em ter-
moplástico com fechos em velcro, é indicada para tratamento conser-
vador das fraturas da diáfise do úmero, promovendo uma compressão 
dos músculos ao redor do úmero, mantendo todas as articulações do 
membro superior livres. 
• Órtese estática para cotovelo: é geralmente confeccionada em plás-
tico termomoldável e fitas em velcro, tem como objetivo imobilizar ou 
limitar a amplitude de movimento do cotovelo. Indicada para casos de 
fraturas intra-articulares, queimaduras, contraturas, ressecção de tu-
mor, artroplastia, reparação nervosa, transferência tendinosa e pro-
cessos degenerativos. 
• Órtese articulada para cotovelo: órtese dinâmica com um ângulo de 
flexão regulável. Indicada para casos de instabilidade articular ou para 
limitar os movimentos de flexão e extensão do cotovelo em casos de 
contraturas, queimaduras e fraturas nesta região. 
77Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 28 - Órteses para os Membros Superiores I. (A) Imobilizador em “8” para 
clavícula. (B) Tipoia tipo Velpeau. (C) Órtese de Sarmiento para fratura de úmero. 
(D) Órtese estática para cotovelo. (E) Órtese articulada para cotovelo.
A B C D E
• Banda para cotovelo: indicada para os casos de epicondilite lateral. 
Promove restrição da atividade muscular, diminuindo a sobrecarga na 
região acometida. Deve ser colocada 2 a 3 cm abaixo da inserção tendi-
nosa do epicôndilo, exercendo alguma pressão sobre o antebraço.
• Órteses para punho: indicadas para inúmeras alterações que acome-
tem a região do punho, como as tendinites. Têm como objetivo pro-
mover a redução de dor e inflamação, limitando os movimentos e me-
lhorando a função. Podem ser pré-fabricadas ou confeccionadas sob 
medida. Figura 29 B.
• Munhequeira: confeccionados em materiais como o neoprene, podem 
estender-se à base do primeiro dedo. Proporcionam estabilização da 
articulação do punho. As indicações incluem tendinites e tenossinovi-
tes do punho e prevenção de lesões em certos desportos. 
• Órteses para repouso de punho, mão e dedos (WHFO): são órteses 
funcionais que mantêm punho, mão e dedos em posição fisiológica. 
São indicadas para imobilização, repouso, prevenção e redução de 
contraturas e diminuição de hipertonia. 
• Órtese Dinâmica para Tração dos Dedos (BANJO): órtese dinâmica para 
punho, para tração dos dedos e punhos em flexão ou extensão. Permite 
movimentos ativos da musculatura funcionalmente e, através dos 
78Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
elásticos, movimentos passivos da musculatura paralisada. É indicada 
para auxiliar os músculos debilitados, evitar contraturas e aderências 
cicatriciais e aumentar a ADM. Pode ser utilizada no pós-operatório de 
cirurgias de mão, visando mobilização gradual da articulação.
Figura 29 - Órteses para os Membros Superiores II. (A) Banda para cotovelo. (B) 
Órteses para punho. (C) Munhequeira. (D) Órteses para repouso de punho, mão e 
dedos (WHFO). (E) Órtese dinâmica para tração dos dedos (BANJO).
A B C D E
• Órteses para punho e polegar: buscam imobilização, estabilização e 
repouso das estruturas envolvidas. Indicadas para tenossinovites, sín-
drome de De Quervain, fratura do escafoide, fratura de Bennett e se-
quelas de trauma raquimedular, mantêm o punho e o polegar em posi-
ção neutra com um bom suporte para os ossos do carpo. 
• Órteses para dedos (órtese em anel): estabilizam as articulações in-
terfalangeanas e são indicadas em casos de fraturas, luxações, contra-
turas e pós-operatórios. 
• Órteses tipo “Stack” para dedos: são fabricadas em polipropileno, 
cobrindo a face palmar do dedo até a articulação interfalangeana (IF) 
distal, deixando a unha livre. A sua finalidade é imobilizar a articulação 
IF distal, mantendo-a em extensão enquanto permite total liberdade da 
articulação IF proximal. Indicada para lesões ligamentares e tendinosas 
ao nível dessa articulação, como o dedo em martelo ou mallet finger. 
79Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 30 - Órteses para os Membros Superiores III. (A) Órteses para punho e 
polegar. (B) Órteses para dedos. (C) Órteses tipo Stack para dedos.
A B C
ÓRTESES PARA OS MEMBROS INFERIORES
As órteses de membros inferiores vão desde palmilhas até HKAFO e são 
comumente indicadas para facilitar o ortostatismo, imobilizar segmentos 
articulares durante processos inflamatórios ou após intervenções cirúr-
gicas, prevenir ou corrigir a instalação de deformidades,evitar ou minimi-
zar a dor e, principalmente, permitir uma marcha funcional e segura para o 
paciente com deficiência de natureza transitória ou definitiva. 
Nos casos das órteses para os membros inferiores, é importante avaliar 
a marcha do paciente com a órtese, tendo-se por base a marcha fisiológi-
ca. Deve-se atentar para que a órtese não cause dor, tenha acomodação 
confortável, mantendo o membro em posicionamento preconizado para 
as devidas fases da marcha. Caso julgue necessário, o fisioterapeuta deve 
solicitar os devidos ajustes para uma melhor adaptação funcional do pa-
ciente à órtese.
As órteses de membros inferiores mais comumente utilizadas são:
• HKAFO - órtese quadril-joelho-tornozelo-pé: são órteses pelvicopodá-
licas também denominadas de tutores longos com cinto pélvico. Indi-
cadas para pacientes com lesão da coluna lombar alta ou acima, com 
comprometimento motor da articulação do quadril. Possui uma faixa 
pélvica e articulação ao nível do quadril que pode estar livre ou bloque-
ada, impedindo a flexão e extensão desta articulação. 
80Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
• KAFO – órtese joelho-tornozelo-pé: são as órteses cruropodálicas que 
também podem ser denominadas de tutores longos. São usualmente 
indicadas para pacientes com paralisia de membro inferior, provenien-
te de lesões de coluna ao nível lombar, poliomielite e outras doenças 
neuromusculares. 
• Órtese de Sarmiento (PTB): para reduzir o peso corporal e as forças de 
reação ao solo transmitidas por meio do tornozelo, incorpora-se uma 
calha proximal rígida que oferece uma barra para o tendão patelar que 
repousa logo abaixo da patela. O tornozelo é colocado em ligeira flexão 
plantar de modo que o peso é gerado por meio do tendão da patela, re-
duzindo as forças que incidem no tornozelo. 
• KO – órteses de joelho: também conhecidas como braces ou simples-
mente joelheiras, são utilizadas para proteção e/ou estabilização da 
articulação do joelho. Utilizadas também para substituir as imobiliza-
ções gessadas, as joelheiras têm como objetivo auxiliar o processo te-
rapêutico no que diz respeito à condução dos movimentos, ao controle 
sobre a amplitude de movimento (ADM) e a redução de edemas e pro-
cessos inflamatórios, contribuindo para reabilitação mais rápida e se-
gura. Essas órteses podem ser longas ou curtas, articuladas ou não, em 
materiais elásticos, neoprene ou rígidas, dependendo da necessidade 
específica de cada situação. 
• Joelheira articulada: as joelheiras articuladas podem ser encontradas 
em neoprene ou em materiais rígidos, como termoplásticos e resina-
dos em carbono, e com articulações metálicas mono ou policêntricas. 
Indicadas para pacientes com instabilidades ligamentares, joelheiras 
articuladas proporcionam estabilidade nos planos frontal e sagital. Al-
guns modelos são compostos por cintas cruzadas, aumentando a esta-
bilidade anteroposterior. É importante manter os eixos articulares da 
joelheira paralelos com a interlinha articular para não limitar a ADM do 
joelho durante movimentos de flexoextensão. 
81Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 31 - Órteses para os Membros Inferiores I. (A) HKAFO. (B) KAFO. (C) Órtese 
de Sarmiento (PTB). (D) KO. (E) Joelheira articulada.
A B C D E
• Tiras infrapatelares: tira de tecido com fecho de velcro usada entre a 
borda inferior da patela e a tuberosidade tibial, sobre o tendão da pate-
la, para apoiar sua região distal, alterar a mecânica da articulação pate-
lofemoral e facilitar o melhor trajeto para aliviar as forças compressivas 
entre as forças articulares. Indicada especialmente para portadores de 
tendinites patelares, como a síndrome de Osgood-Schlatter. 
• AFO - órtese tornozelo-pé: são órteses suropodálicas utilizadas para 
substituir a perda da função fisiológica de movimentação ativa e 
estabilização do tornozelo pelos músculos da perna. Existem vários 
desenhos de AFO construídas com uma grande variedade de materiais 
com a finalidade expressa de satisfazer as necessidades de cada 
paciente. Elas podem também ser fixas em 90o, não permitindo movi-
mento ao nível da articulação do tornozelo, mantendo ou articuladas, 
garantindo o movimento de dorsiflexão. Essas órteses são classifica-
das em rígidas, semirrígidas e flexíveis. 
• AFO de reação ao solo: possui uma faixa semirrígida anterior, feita do 
mesmo material da órtese, próxima ao joelho, no lugar do velcro. Esta 
órtese auxilia na estabilização do joelho e no controle da flexão dessa 
mesma articulação durante a marcha. 
82Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
• Bota imobilizadora (robofoot): imobilizador rígido do tornozelo, geral-
mente indicado em casos de fratura, entorses importantes com lesões 
ligamentares ou como dispositivo de proteção em pós-operatórios. 
Como opção para as imobilizações gessadas, é possível encontrar órte-
ses pré-fabricadas em diferentes tamanhos. Essas órteses, mais leves, 
higiênicas e de fácil aplicação, são ajustadas por velcros e apresentam 
um solado biomecânico com angulação ao nível do antepé, facilitando o 
rolamento durante a marcha. 
• Órtese supramalelolar: essa órtese, também conhecida como SMO, é 
indicada para corrigir a pronação excessiva do retropé. É importante, 
durante sua modelagem em gesso, neutralizar a articulação subtalar. O 
recorte das bordas superiores da órtese é proximal aos maléolos me-
dial e lateral, aumentando a estabilidade no complexo pé-tornozelo. 
• Palmilhas: podem ser personalizadas ou pré-fabricadas, confecciona-
das em diversos materiais: naturais, poliméricos, couro, silicone etc. 
Por isso, possuem uma ampla gama de dureza e densidades. As prin-
cipais indicações para o uso de órteses plantares são o alívio de zonas 
de pressão dolorosas, úlceras, calosidades e suporte dos arcos longitu-
dinal e transversal do pé. São também utilizadas para modificar a posi-
ção do pé, de modo a corrigir o alinhamento de outras articulações do 
mesmo membro inferior.
83Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 32 - Órteses para os Membros Inferiores II. (A) Tiras infrapatelares. (B) AFO. 
(C) AFO de reação ao solo. (D) Bota imobilizadora. (E) Órtese supramaleolar. (F) 
Palmilhas.
A B C
D E F
ÓRTESES PARA A COLUNA VERTEBRAL
Existe atualmente um grande número de órteses para a coluna vertebral, 
com diferentes características e objetivos terapêuticos, sendo os princi-
pais limitação de movimentos, repouso muscular, redução da dor, estabi-
lização, auxílio na recuperação de lesões ósseas e ligamentares, diminui-
ção da carga axial e correção de deformidades.
De acordo com o objetivo da sua indicação, as órteses para a coluna 
podem ser flexíveis ou rígidas, sendo as órteses flexíveis, em geral, 
indicadas para controle álgico. São construídas com tecidos resistentes 
ou materiais elásticos e com uma variedade de apoios mais rígidos, 
incorporados de acordo com a necessidade. As órteses rígidas de coluna 
são indicadas quando se deseja maior controle dos movimentos ou da 
postura, geralmente confeccionadas com materiais mais resistentes.
84Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
A seguir, algumas das principais órteses prescritas para a coluna verte-
bral.
• Colar cervical de espuma: colar cervical flexível que permite alguma 
movimentação da coluna, conferindo pouca estabilidade, sendo indica-
do alívio de contraturas musculares e cervicalgias agudas. Atua como 
lembrete proprioceptivo para o paciente, reduzindo os movimentos de 
cabeça e pescoço. 
• Colar cervical semirrígido: confeccionadas em material termoplástico 
em duas peças superpostas e regulagem mediante velcros. Com um 
prolongamento anterior, permitem um apoio do mento, proporcionan-
do, dessa forma, maior suporte da cabeça e menor mobilidade princi-
palmente em relaçãoao movimento de flexão cervical. 
• Colar Philadelphia: órtese cervicotorácica alta composta por duas 
peças em espuma de plastazote, com reforços anterior e posterior 
em plástico e faixas de velcro. Possui suportes occipitomandibulares 
moldados que se estendem até a incisura do esterno anteriormente e 
até o processo espinhoso de T3 posteriormente. Indicado para fraturas 
menores do áxis e do atlas, fraturas mínimas do corpo ou de processo 
espinhoso das vértebras cervicais. Muito utilizado também para imobi-
lização provisória em emergências. 
• Colete com halo craniano: órtese que promove a maior redução da 
mobilidade cervical nos três planos de movimento. Consiste em um anel 
preso ao crânio com quatro pinos metálicos e é conectado por quatro 
barras de metal a um colete. Esta órtese pode ser utilizada nas fraturas 
instáveis da coluna cervical e dorsal (até T3) e na fase inicial de fraturas 
da apófise odontoideia. 
85Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 33 - Órteses para Coluna Vertebral I. (A) Colar cervical de espuma. (B) Colar 
cervical semirrígido. (C) Colar Philadelphia. (D) Colete com halo craniano.
A B C D
• Órtese Minerva: órtese cervicotorácica (CTO) de contato total, confec-
cionada sob medida por material termoplástico sobre molde de gesso, 
composta por duas valvas, na região anterior e posterior. Indicada para 
os casos de instabilidade nos níveis cervicais média e baixa. 
• SOMI (imobilizador esterno-occipitomandibular): apresentam boa 
eficiência para imobilizar a coluna cervical. São confeccionadas com 
hastes metálicas com apoio em região mandibular, occipital, esternal e 
torácica, também são chamadas de colares cervicais de dois ou quatro 
postes, conforme o número de estruturas utilizadas em sua confecção. 
Essas órteses são indicadas para pacientes com instabilidades cervi-
cais mais altas. 
• Colete de Milwaukee: classificado como CTLSO, indicado nas escolio-
ses altas. Apresenta apoio distal em cristas ilíacas e proximal em re-
gião mentoniana e occipital, interligado por barras, duas posteriores e 
outra anterior. As almofadas laterais restringem as curvas laterais e as 
posterolaterais limitam a deformidade em rotação lateral. Estas almo-
fadas podem ser retiradas ao longo do dia. 
• Colete de Boston: órtese toracolombossacral (TLSO) confeccionada 
em termoplástico, geralmente polipropileno, sob medida. Como corre-
tivo, é utilizado para escoliose lombar e como imobilizador, para restri-
ção da coluna torácica inferior, controlando o movimento em todos os 
86Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
planos. Também pode ser indicado em casos de espondilólise e espon-
dilolistese e fraturas toracolombares. A fixação e ajuste são realizados 
através de correias com velcro ou fivelas. Em órteses corretivas, almo-
fadas de pressão internas e “janelas” (aberturas) são feitos de forma 
adequada a corrigir desvios da coluna. Pode ser confeccionado com 
duas partes (anterior e posterior), neste caso chamado de “bivalvado” 
ou com apenas uma abertura posterior. 
Figura 34 - Órteses para Coluna Vertebral II. (A) Órtese Minerva. (B) SOMI (C) 
Colete de Milwaukee. (D) Colete de Boston.
A B C D
• Colete de Knight-Taylor: limita a flexão e a extensão das colunas lom-
bar e torácica. Possui uma faixa pélvica que se conecta a duas barras 
paravertebrais que terminam na região média da escápula na região to-
rácica, com fecho abdominal anterior e tiras axilares. 
• Colete de Putti: faixa lombossacral (Putti baixo) ou toracolombossa-
cral (Putti alto) geralmente pré-fabricada em tecido, com barbatanas 
de alumínio na parte posterior, não promovendo restrição dos movi-
mentos de forma efetiva, sendo indicado como coadjuvante para redu-
zir lombalgias. 
• Colete de Jewett: órtese toracolombossacral (TLSO). Apresenta um 
sistema de pressão de três pontos, com duas almofadas anteriores, ao 
nível do esterno e da sínfise púbica e uma almofada posterior toraco-
lombar. Limita a flexão nos segmentos toracolombar, contrapondo a 
tendência de cifotização por falha na coluna anterior, muito utilizado 
no tratamento conservador de fraturas estáveis de T11 a L2. 
87Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
• Órtese de Willians: composta de duas bandas posteriores rígidas e 
fixação anterior flexível, impedindo movimento de extensão da coluna 
lombar. Essa órtese e indicada para casos de espondilolistese.
Figura 35 - Órteses para Coluna Vertebral III. (A) Colete de Knight-Taylor. (B) Colete 
de Putti. (C) Colete de Jewett.
A B C
09. Uma adolescente de 14 anos chegou em seu consultório utilizan-
do uma órtese indicada para o diagnóstico de escoliose baixa torá-
cica à direita e lombar à esquerda, de 30°. Na avaliação, apresentou 
o quadril esquerdo mais alto do que o direito. Assinale a alternativa 
que contém a órtese indicada para essa adolescente. 
 🅐 Órtese tipo Taylor
 🅑 Colete de Boston
 🅒 Órtese de Willians
 🅓 Órtese tipo Minerva
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88
ANOTAÇÕES
89Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
PRÓTESES
As próteses são peças ou aparelhos de substituição dos membros ou ór-
gãos do corpo. Compreende qualquer material permanente ou transitó-
rio que substitua total ou parcialmente um membro, órgão ou tecido. De 
acordo com a Associação Médica Brasileira, essas próteses podem ser: 
• Interna ou Implantada: prótese articular, prótese não convencional 
para substituição de tumor, coração artificial, válvula cardíaca, liga-
mento artificial etc.
• Externa ou não implantada: próteses para membros superiores e in-
feriores.
• Implantada total ou parcial por ato cirúrgico ou percutâneo: implante 
dentário, pele artificial.
• Estética: prótese ocular, prótese mamária, cosmética de nariz.
As próteses externas ou não implantadas (próteses de membros superio-
res e inferiores), são classificadas de acordo com o princípio de constru-
ção, como convencionais ou exoesqueléticas e modulares ou endoesque-
léticas. 
PRÓTESES CONVENCIONAIS OU 
EXOESQUELÉTICAS
As próteses exoesqueléticas apresentam estrutura externa rígida que 
proporciona, além da sustentação, bom acabamento estético. Estes dis-
positivos eram confeccionados em madeira, mas atualmente existem 
técnicas que utilizam espumas rígidas extremamente leves e recobertas 
com resinas plásticas reforçadas com fibras de vidro e/ou carbono.
90Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
As próteses exoesqueléticas podem ser utilizadas para quase todos os ti-
pos de amputações, principalmente para os membros superiores, porém, 
para alguns níveis de amputações de membros inferiores, preconiza-se o 
emprego de componentes modulares, por exemplo em pacientes com am-
putações transfemorais, desarticulação do joelho e de quadril.
PRÓTESES MODULARES OU ENDOESQUELÉTICAS
As próteses modulares possuem uma estrutura interna de sustentação 
rígida formada por componentes modulares revestidos de espuma cos-
mética modelada de forma a mimetizar um membro humano. Seus com-
ponentes pré-fabricados são altamente resistentes, compactos e com 
alto grau de funcionalidade.
As próteses endoesqueléticas podem ser utilizadas para todos os níveis 
de amputação dos membros inferiores, com exceção das amputações 
parciais do pé e do tornozelo. Para os membros superiores, restringem-se 
às amputações transumerais.
Com base em sua funcionalidade, as próteses são classificadas em:
• Próteses passivas ou estéticas: são consideradas mais leves, porém 
com pouca ou nenhuma funcionalidade, cujo objetivo é praticamente 
estético.
• Próteses ativas ou funcionais: esse tipo de prótese apresenta certa fun-
cionalidade que é acionada a partir do movimento realizadopelo coto.
• Próteses mioelétricas: são acionadas por meio de eletrodos inseridos 
na superfície da pele, que captam os estímulos do músculo e enviam 
para o processador da prótese, resultando no movimento.
• Próteses hidráulicas: possuem uma unidade hidráulica que controla a 
fase de balanço da marcha.
91Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
ENCAIXES
O tipo de encaixe da prótese é de extrema importância para o perfeito 
ajuste do coto com a prótese. Para tanto, deve seguir os seguintes crité-
rios: envolvimento preciso do coto com contato em toda a sua extensão, 
não obstruir a circulação sanguínea e fornecer maior descarga de peso 
distal, impedindo sobrecarga no coto. 
O encaixe interno deve ser macio, geralmente confeccionado com EVA, 
projetado para distribuir a sustentação de peso e pressão em áreas es-
pecíficas, aumentando o conforto, proporcionando maior controle sobre 
a prótese e ajudando a evitar lesões no coto. O encaixe deve ser cômodo, 
produzindo a sucção apropriada para manter a prótese firme ao soquete 
permitindo um bom controle dos movimentos e total liberdade de movi-
mento articular.
PRÓTESES DE MEMBROS INFERIORES
A amputação no membro inferior causa perdas no comprimento do mem-
bro, na mobilidade articular, no controle muscular direto e na propriocep-
ção do local, particularmente na percepção para a colocação precisa do pé 
no solo. A prescrição de prótese para MMII deve equilibrar a necessidade 
individual de estabilidade, segurança, mobilidade, durabilidade e estética.
Na avaliação do tipo de prótese, sempre devem ser consideradas con-
dições clínicas, idade, nível de atividade física, peso e estatura, ativida-
de profissional e fatores ambientais que influenciam na conservação do 
equipamento. Um amputado de membro inferior que anda com andador 
ou muletas geralmente possui equilíbrio, força e reserva cardiovascular 
suficientes para andar com prótese.
92Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Aspectos das próteses de membros inferiores que devem ser mantidos 
em observação constante:
• Alinhamento: o bom alinhamento da prótese é fator decisivo para a 
boa qualidade da marcha do paciente; componentes protéticos como 
pés, joelhos e articulações do quadril possuem parâmetros técnicos es-
pecíficos de alinhamento definidos pelos respectivos fabricantes.
• Altura: dismetrias entre prótese e membro contralateral podem gerar 
desvios posturais no tronco e sobrecarga do membro contralateral, le-
vando a alterações na qualidade da marcha, além de lesões em diferen-
tes estruturas dos membros inferiores e coluna.
• Conforto do encaixe: fundamental para que a prótese seja usa-
da por longos períodos. O desconforto deve ser sempre valorizado 
já que pode prenunciar o surgimento de possíveis lesões no coto. 
Nos encaixes de membro inferior, principalmente nas amputações abai-
xo do joelho e com cotos longos, deve haver regiões chamadas de alívio, 
devido à presença de saliências ósseas, são elas: côndilo medial; regiões 
laterais e mediais dos côndilos tibiais; tuberosidade da tíbia; cabeça da 
fíbula; epífises distais da tíbia e fíbula.
Nas desarticulações, como as amputações de desarticulação de joelho, 
a descarga de peso sobre a prótese se dá na parte distal do coto, dife-
rentemente das amputações que promovem a secção óssea. Em encai-
xes transfemorais, a descarga de peso deve ser em sua maior magnitude 
no ísquio. O contato distal do coto com o encaixe deve existir, porém não 
deve ocorrer a descarga do peso corpóreo sobre esta região.
93Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Existem três tipos principais de encaixes para próteses abaixo do joelho:
• PTS (Prothèse tibiale supracondylienne): seu encaixe envolve toda a 
patela, o bordo anterior termina acima da patela e exerce pressão so-
bre o músculo quadríceps, é indicado para cotos muito curtos.
• KBM (Kondylen – Bettung – Münster): descarga sobre o tendão patelar, 
bordo proximal possui o formato de duas orelhas envolvendo os côndi-
los e mantém a patela livre.
• PTB (Patela – Tendão – Bearing): descarga sobre o tendão patelar, bor-
do proximal de encaixe termina no nível central do joelho.
Figura 36 - Tipos de próteses infracondileanas: (1) PTS, (2) KBM e (3) PTB.
Fonte: Gabriel, 2001 
Figura 37 - Próteses endoesqueléticas de membros inferiores. (A) Prótese 
transfemoral com revestimento cosmético. (B) Prótese para desarticulação do 
joelho. (C) Prótese para amputação transtibial.
A B C
94Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
PRÓTESES DE MEMBROS SUPERIORES
Cerca de 90% das amputações dos membros superiores ocorrem por 
trauma envolvendo máquinas, explosivos, projéteis, acidentes automobi-
lísticos e queimaduras, com maior frequência em adultos jovens do sexo 
masculino, numa relação 8:1, em relação às mulheres.
As próteses de membros superiores podem ser estéticas, sem realizar 
a função de preensão ou funcionais por acionamento mecânico por ener-
gia da própria pessoa, mioelétricas com sistema de bateria ou híbridas 
que consistem da combinação de componentes mecânicos, mioelétricos 
e estéticos para funcionamento dos dispositivos terminais denominados 
mãos ou ganchos, dependendo do modelo prescrito.
Os tipos de componentes utilizados para a confecção das próteses de 
membro superior são variados e, por isso, permitem a adequação da pró-
tese de acordo com o perfil de paciente. Existem dois tipos de encaixes 
para membro superior: o fechado, que envolve todo o coto e a articulação, 
e o semiaberto, utilizado em cotos com deformidades, como o caso de 
malformações congênitas.
Na desarticulação de ombro, o encaixe deve ter superfície de contato 
grande sem limitar a mobilidade da escápula. As articulações de ombro 
são confeccionadas no sistema modular e permitem os movimentos de 
abdução, adução, flexão e extensão. Seu controle é passivo e, por isso, seu 
ajuste é feito apenas manualmente.
Para as amputações de braço, existem as próteses de cotovelo modulares 
em alumínio e as convencionais de plástico ou resina. As modulares são 
utilizadas em próteses estéticas com trave de desbloqueio. Já as conven-
cionais são indicadas nos casos de próteses ativas e são mais resistentes 
95Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
do que as modulares. Ainda no tipo convencional, a articulação pode apre-
sentar um sistema de auxílio de movimento de flexão, denominado “lifter”, 
o que facilita o manuseio da prótese dispensando o uso dos tirantes.
Na desarticulação do cotovelo, utiliza-se o encaixe total; nos cotos acima 
do cotovelo, o encaixe envolve parte do ombro, ou no caso da utilização 
de sistema de suspensão em silicone, o encaixe deve ser feito abaixo do 
ombro para permitir liberdade de movimento articular.
No caso de cotos de antebraço, o encaixe deve ser de contato total, envol-
vendo a articulação do cotovelo, mantendo boa suspensão sem utilização 
de correias de fixação. Nos casos de cotos muito curtos de antebraço, são 
utilizados sistemas de suspensão de silicone (denominados “Liners”).
Na desarticulação do punho, é indicado o encaixe total sem envolvimento 
da articulação do cotovelo, o que permite a liberdade de movimentos, in-
clusive de pronação e supinação. Geralmente é utilizada uma protetização 
de punho sem alongamento excessivo do antebraço. Nos demais níveis, 
utilizam-se punhos fixos e articulados, que podem ser passivos, ativos ou 
mioelétricos. A fixação deve permitir a troca rápida de uma mão por um 
gancho quando necessário.
Para as amputações de mão, o tipo de prótese vai depender do nível da 
amputação, por exemplo, nos casos de amputações parciais, geralmente, 
é indicada a prótese estética especial revestida por uma luva cosmética. 
Nos demais níveis, pode-se utilizar mãos estéticas, mecânicas ou mioelé-
tricas.96Curso Intensivo para Residências | Fisioterapia | Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
Figura 38 - Prótese mioelétrica para amputação do antebraço com dispositivos 
terminais intercambiáveis.
Fonte: Canale, 2017
10. A qualidade do coto do membro amputado é determinante para 
uma boa adaptação da prótese. Assim, assinale o que for correto.
01) O coto deve permitir circulação sanguínea adequada, evitando 
pontos de garroteamento, de dor e de úlceras cutâneas.
02) A área interna do encaixe deve ser rígida para que seja possível 
a descarga de todo o peso do membro.
04) O encaixe da prótese deve estar em contato com todo o coto, 
distribuindo de forma adequada a pressão, evitando partes soltas 
em seu interior que podem gerar áreas de atrito.
08) O coto deve ser completamente envolvido pelo encaixe da 
prótese para que se evite instabilidade da mesma.
OBS: As questões desta prova apresentavam quatro alternativas, assinaladas 
com os números 01, 02, 04 e 08, nesta sequência. Cada questão tem como 
resposta a soma dos números correspondentes às alternativas que você 
apontar como corretas.
RESPOSTA ( )
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Questões Comentadas
(1-5)
Questões Comentadas
(6-10)
GABARITO:
01 B
02 B
03 CERTO
04 E
05 D
06 E
07 E
08 C
09 B
10 13
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