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<p>CURSO – FISIOTERAPIA</p><p>Material de estudo para realização das provas</p><p>de DP/ADAP</p><p>Disciplina: FISIOTERAPIA MUSCULOESQUELÉTICA</p><p>2023-1</p><p>1. OSTEOARTROSE</p><p>Osteoartrite é o mesmo que osteoartrose, artrose ou doença articular</p><p>degenerativa. No conjunto das doenças agrupadas sob a designação de</p><p>“reumatismos”, a osteoartrite é a mais frequente, representando cerca de 30 a</p><p>40% das consultas em ambulatórios de Reumatologia.</p><p>Além deste fato, sua importância pode ser demonstrada através dos</p><p>dados da previdência social no Brasil, pois é responsável por 7,5% de todos os</p><p>afastamentos do trabalho; é a segunda doença entre as que justificam o auxílio-</p><p>inicial, com 7,5% do total; é a segunda também em relação ao auxílio-doença</p><p>(em prorrogação) com 10,5%; é a quarta a determinar aposentadoria (6,2%).</p><p>A osteoartrite (artrose), em conjunto, tem certa preferência pelas</p><p>mulheres, mas há localizações que ocorrem mais no sexo feminino, por exemplo</p><p>mãos e joelhos, outras no masculino, como a da articulação coxofemoral (do</p><p>fêmur com a bacia).</p><p>Ela aumenta com o passar dos anos, sendo pouco comum antes dos 40</p><p>e mais frequente após os 60. Pelos 75 anos, 85% das pessoas têm evidência</p><p>radiológica ou clínica da doença, mas somente 30 a 50% dos indivíduos com</p><p>alterações observadas nas radiografias queixam-se de dor crônica.</p><p>A osteoartrite (artrose) é uma doença que se caracteriza pelo desgaste da</p><p>cartilagem articular e por alterações ósseas, entre elas os osteófitos, conhecidos,</p><p>vulgarmente, como “bicos de papagaio”.</p><p>A pode ser dividida em sem causa conhecida (dita primária) ou com causa</p><p>conhecida (dita secundária). As causas desta última forma são inúmeras, desde</p><p>defeitos das articulações, como os joelhos com desvios de direção (valgo ou</p><p>varo), até alterações do metabolismo. A participação da hereditariedade é</p><p>importante, principalmente em certas apresentações clínicas, como os nódulos</p><p>dos dedos das mãos, chamados de nódulos de Heberden (na junta da ponta dos</p><p>dedos) ou Bouchard (na junta do meio dos dedos).</p><p>Fisioterapia:</p><p>A nutrição de uma articulação depende de sua atividade dentro de limites</p><p>fisiológicos. Portanto, a atividade funcional de uma articulação é fundamental</p><p>para a sua saúde. A inatividade excessiva é nitidamente prejudicial.</p><p>A fisioterapia consegue controlar parcialmente alguns sintomas, como a</p><p>dor, além de ajudar na manutenção de força e o equilíbrio. Também ajuda a</p><p>aumentar a funcionalidade da região acometida pela doença; a reduzir a</p><p>sensação de parestesia (diminuição de sensibilidade); e no aumento da</p><p>estabilidade articular e da propriocepção”.</p><p>Os principais métodos utilizados pela fisioterapia no tratamento são</p><p>crioterapia (gelo) e calor, para diminuir a dor e a inflamação. Quando há sinais</p><p>de inflamação, as compressas geladas são as melhores opções, pois vão</p><p>diminuir a dor, a inflamação e os espasmos.</p><p>A eletroterapia também é utilizada, assim como ultrassom, para trabalhar</p><p>a inflamação, e o tens, para trabalhar a dor. A terapia manual é outra técnica</p><p>importante para o tratamento, trabalhando com mobilizações articulares e</p><p>massagens. Essas opções servem para manter as articulações devidamente</p><p>irrigadas e alinhadas. “O fortalecimento também é parte do tratamento, ajudando</p><p>na manutenção da articulação e melhorando, assim, o equilíbrio e tônus</p><p>muscular</p><p>Material de Apoio assista: https://youtu.be/7XpsNcqHQFQ fonte: Bruno</p><p>Aldemo</p><p>Osteoartrose de joelho</p><p>https://youtu.be/7XpsNcqHQFQ</p><p>2. ARTROPLASTIA DE QUADRIL</p><p>A artroplastia de quadril é uma cirurgia ortopédica que consiste na</p><p>remoção e substituição de partes da articulação do quadril e/ou do fêmur por</p><p>uma prótese de metal, de polietileno ou de cerâmica, geralmente indicada nos</p><p>casos de osteoartrite, artrite reumatoide ou osteonecrose, quando outras opções</p><p>de tratamento não foram eficazes para controlar a dor.</p><p>Essa cirurgia deve ser indicada pelo ortopedista e realizada com</p><p>anestesia geral, sendo que o tempo de recuperação geralmente é de 6 meses,</p><p>mas pode variar de pessoa para pessoa, e também de acordo com as partes</p><p>substituídas do quadril, que pode ser total ou parcial.</p><p>A artroplastia de quadril ajuda a aliviar a dor, melhorar os movimentos e a</p><p>qualidade de vida, sendo importante seguir todos os cuidados para sua</p><p>recuperação, com orientação médica, como tomar os remédios e realizar</p><p>fisioterapia.</p><p>Tipos:</p><p>• Cimentada: componentes fixados ao osso através de um cimento acrílico</p><p>(semelhante ao usado pelos dentistas - polimetilmetacrilato).</p><p>• Não Cimentada: componentes são fixados ao osso através de encaixe</p><p>mecânico e com o tempo através de crescimento ósseo</p><p>• Híbrida: O componente femural desta prótese é do tipo cimentada e o</p><p>componente acetabular, do tipo não cimentada</p><p>Tempo crítico para luxações:</p><p>• 6 semanas pós cirúrgico</p><p>• Aguardar a reparação dos tecidos moles e readequação da pressão</p><p>intra-articular</p><p>• Vias de acesso lateral promovem, de forma geral, redução</p><p>importante de força de estabilizadores laterais</p><p>Reabilitação:</p><p>• Descarga de peso imediata parcial, na medida da dor do paciente</p><p>• Paciente deve usar andador</p><p>• controle do processo inflamatório</p><p>• exercícios metabólicos</p><p>CUIDADOS ESPECIAIS:</p><p>Material de apoio assista vídeo: https://youtu.be/UclKGMtZ9M4 Fonte</p><p>Thiago Fukuda</p><p>https://youtu.be/UclKGMtZ9M4</p><p>3. ARTROPLASTIA TOTAL DE JOELHO (ATJ)</p><p>Definição:</p><p>| Uma cirurgia que tem como objetivos substituir uma articulação “doente”</p><p>por uma nova articulação (prótese). A articulação danificada é substituída por</p><p>componentes metálicos e plásticos, compondo um novo joelho seguro e</p><p>confortável capaz de devolver as atividades de vida diária e permitir um caminhar</p><p>sem dor.</p><p>Orientações a serem seguidas antes da cirurgia: pré-operatório:</p><p>Se você tiver muletas ou andador não esqueça de trazê-los. Serão úteis</p><p>no pós-operatório. Alguns exercícios devem ser realizados em casa enquanto</p><p>aguarda a cirurgia. Os exercícios são fundamentais para o sucesso da cirurgia,</p><p>não ponha tudo a perder por desânimo. Reserve pelo menos 30 minutos por dia</p><p>para eles.</p><p>Os músculos da coxa são muito importantes na recuperação do joelho.</p><p>Prepare sua coxa para a cirurgia fazendo este exercício na cama:</p><p>Faça um pequeno rolo com uma toalha de rosto e coloque embaixo do</p><p>joelho;</p><p>Dobre a outra perna e apóie o pé;</p><p>Eleve o calcanhar da perna apoiada, apertando o rolo para baixo (empurrando</p><p>o joelho para baixo);</p><p>Sustente contando até 3; relaxe e repita 5 vezes.</p><p>Coopere com a equipe de reabilitação: na véspera da cirurgia, alguns</p><p>exercícios serão ensinados. É importante que estes exercícios sejam repetidos</p><p>várias vezes ao dia, após a cirurgia.</p><p>Fisioterapia Imediata:</p><p>• Controle do processo inflamatório</p><p>• Exercícios metabólicos</p><p>• Flexão de joelho</p><p>• Contração quadríceps (eletroestimulação)</p><p>• Descarga de peso parcial com andador (suportável)</p><p>Pós Operatório Tardio</p><p>• Progredir com descarga de peso – evoluir para marcha sem andador</p><p>• Ganhar mais ADM para flexão de joelho (bicicleta ergométrica)</p><p>• alongamento IQT</p><p>• Fortalecimento de quadríceps (eletroestimulação), tríceps sural, IQT,</p><p>glúteos</p><p>• CCA e CCF</p><p>• atividades funcionais</p><p>4. DISPOSITIVOS AUXILIARES</p><p>Definição: A dificuldade na locomoção não afeta apenas idosos que com o</p><p>passar dos anos perdem flexibilidade e força em sua musculatura, pode afetar</p><p>pessoas de qualquer idade, que por algum motivo foram sujeitas a cirurgias,</p><p>fraturas, torções, sofreram AVC, ou até mesmo acidentes, prejudicando a</p><p>locomoção.</p><p>Quando isso ocorre, é indicado o uso de dispositivos auxiliares de marcha.</p><p>Existem diversos tipos adequados para cada necessidade, entre bengalas,</p><p>andadores e muletas.</p><p>Indicação:</p><p>• Equilíbrio</p><p>• Dor</p><p>• Fadiga</p><p>•</p><p>Fraqueza</p><p>• Instabilidade articular</p><p>• Eliminação da carga do peso sobre um membro (parcial ou completo)</p><p>BENGALAS</p><p>A bengala deve ser utilizada, ao caminhar, como um elemento de</p><p>equilíbrio e não como apoio; Utilizar sempre a bengala na posição reta (vertical)</p><p>e na lateral oposta a sua lesão.</p><p>• Aumentar a base de sustentação (BS)</p><p>• Melhorar equilíbrio</p><p>• Indicadas quando não há restrições de sustentação do peso</p><p>• Usada no lado oposto ao membro afetado => padrão recíproco da</p><p>marcha normal</p><p>• 15 cm da borda lateral dos pés</p><p>• Pontos de referência é Trocânter maior</p><p>• Ângulo do cotovelo** (20-30 graus flexão)</p><p>• Permite movimentos de cotovelo durante as fases da marcha</p><p>• Propicia mecanismo de absorção de choques</p><p>• Padrão de marcha Bengalas</p><p>MULETAS</p><p>Funções:</p><p>• Aumentar equilíbrio</p><p>• Aumentam a BS</p><p>• Melhoram estabilidade lateral</p><p>• Alívio completo ou parcial da sustentação do peso sobre um membro</p><p>inferior •</p><p>• MMSS transferem peso corporal para o solo</p><p>• Tipicamente usadas bilateralmente</p><p>MULETA AXILAR</p><p>Madeira ou alumínio e Permite regulagem de altura</p><p>Vantagens:</p><p>• Melhoram equilíbrio e estabilidade lateral</p><p>• Propiciam deambulação funcional s/ descarga de peso</p><p>• Facilmente ajustáveis e baratas</p><p>• Podem ser usadas para subir escadas</p><p>Desvantagens:</p><p>• Difícil manejo em pequenas áreas e multidão</p><p>• Tendência do paciente de inclinação sobre a barra axiliar (lesões</p><p>nervosas e vasculares na axila)</p><p>MULETA CANADENSE</p><p>Alumínio e Permite regulagem de altura e posição da braçadeira</p><p>Vantagens:</p><p>• Permite uso das mãos sem que as muletas se soltem</p><p>• Funcionais e facilmente ajustadas</p><p>• Mais estéticas</p><p>• Melhor adaptadas a pacientes com OJTP</p><p>Desvantagens:</p><p>• Menor apoio lateral (desequilíbrio)</p><p>• Preço</p><p>• Braçadeiras podem ser de difícil remoção</p><p>MARCHA DE TRÊS PONTOS</p><p>Impossibilidade de descarregar o peso em um dos membros</p><p>inferiores</p><p>1. Ambas as muletas devem ser levadas à frente</p><p>2. Em seguida, o membro afetado</p><p>3. O peso do corpo deve ser descarregado sobre as muletas</p><p>4. Por último o membro não afetado irá à frente.</p><p>Possui como vantagem a eliminação de descarga de peso sobre o</p><p>membro afetado, porém é necessário que o paciente tenha um bom</p><p>equilíbrio.</p><p>ANDADORES</p><p>• Alumínio</p><p>• Reguláveis (20-30 graus flexão)</p><p>• Diversos tamanhos</p><p>• Modificações do padrão básico (dobrável, recíprocos, com rodas)</p><p>Funções</p><p>• Melhorar equilíbrio</p><p>• Alívio da sustentação do peso , completa ou parcialmente sobre MMII</p><p>• Propiciam ampla BS</p><p>• Melhoram estabilidade anterior e lateral</p><p>Vantagens:</p><p>• Fornecem 4 pontos de contato no solo (ampla BS)</p><p>• Elevado nível de estabilidade (segurança)</p><p>Desvantagens:</p><p>• Incômodos, inadequados em áreas pequenas, dificuldade com</p><p>escadas</p><p>5. LOMBALGIA</p><p>Definição: Dor entre últimas costelas e glúteos, podendo irradiar ou não para os</p><p>MMII.</p><p>A lombalgia ocorre na parte inferior da coluna vertebral (coluna lombar).</p><p>Uma grande parcela da população nos dias de hoje convive com o problema. A</p><p>dor aguda dura, normalmente, até 12 semanas, enquanto a dor crônica pode</p><p>durar anos, indicando um problema bem mais incapacitante na coluna vertebral.</p><p>Ao primeiro sinal de dor lombar, o paciente deve procurar por ajuda</p><p>especializada. Há muitas pessoas que ignoram a dor, convivendo com o</p><p>problema por meses e até anos.</p><p>Outras ainda buscam a automedicação, que é um grande fator de risco.</p><p>O ideal é que o paciente seja avaliado o quanto antes por um profissional</p><p>capacitado, a fim de receber o diagnóstico correto do seu problema e investir no</p><p>tratamento mais adequado. Quanto mais cedo a dor lombar for tratada, maiores</p><p>serão as chances de se livrar do sintoma e do que pode estar por trás dele.</p><p>Classificação:</p><p>• Agudo – até 6 semanas;</p><p>• Subagudo – 6 a 12 semanas;</p><p>• Crônico – mais 12 semanas</p><p>Etiologia:</p><p>A causa mais comum da lombalgia aguda é algum movimento errado que</p><p>o paciente fez no seu dia a dia, como:</p><p>• Carregar peso em excesso ou de forma errada;</p><p>• Abaixar o tronco para pegar algum objeto com as pernas esticadas;</p><p>• Fazer rotação do corpo mantendo os pés parados no chão, ao invés de</p><p>rodar todo o corpo;</p><p>• Pegar algum objeto em uma estante alta inclinando o corpo para trás,</p><p>dentre outros comportamentos.</p><p>Quando a dor nas costas dura mais que 12 semanas ela pode ser</p><p>caracterizada como lombalgia crônica e, por ter causa multifatorial, é bem mais</p><p>difícil de ser tratada, requerendo a procura de um centro especializado em dor,</p><p>com equipe multidisciplinar.</p><p>Não específica (95%); compressão de raiz nervosa (5%) – critérios cirurgia;</p><p>doença severa da coluna (1% - tumores, infecções, fraturas)</p><p>Tratamento:</p><p>Educação em neurociência da dor, mobilização articular, liberação</p><p>miofascial, estabilização segmentar, fortalecimento do CORE e sabemos que o</p><p>melhor tratamento para a dor lombar não específica é EXERCÍCIO FÍSICO,</p><p>independente de qual técnica será utilizada.</p><p>Diagnóstico:</p><p>O raio x simples geralmente é o primeiro exame. Outros exames incluem</p><p>a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a mielografia, todos</p><p>com indicação criteriosa e embasada em hipótese diagnóstica.</p><p>Achados anormais em um exame de imagem não necessariamente</p><p>explicam a causa da dor, ou seja, pessoas sem qualquer sintoma podem</p><p>apresentar em exames alterações estruturais na coluna que talvez nunca</p><p>causarão dor ou outros sintomas assim como pessoas com sintomas de dor</p><p>podem apresentar exames absolutamente normais.</p><p>Portanto os exames de imagem sempre devem ser analisados caso a</p><p>caso e correlacionados com as manifestações de cada pessoa individualmente.</p><p>GUIDELINES DOR LOMBAR CRÔNICA</p><p>• Terapia manual (evidência a): liberações, mobilizações, manipulação</p><p>– resultados para dor e função</p><p>• Exercícios de controle motor e fortalecimento do core (evidência a):</p><p>exercícios de força e resistência – resultados para melhora da dor</p><p>• Exercícios aeróbicos (evidência a): efeito snc</p><p>• Educação do paciente e aconselhamento (evidência b)</p><p>• Mobilizalção neural (evidência c) – nova revisão com bons resultados</p><p>para dor e função</p><p>Bandeiras (flags)</p><p>• Vermelhas: lesões ou doenças graves (fratura, tumor, infecção) – não</p><p>trata com fisioterapia encaminhar para avaliação de urgência</p><p>• Laranjas: doenças psiquiátricas sérias – encaminhamento para</p><p>psiquiatra</p><p>• Amarelas: crenças, medo, ansiedade, catastrofização,</p><p>comportamento</p><p>• Azuis: relação entre trabalho e dor</p><p>• Pretas: obstáculos ambientais</p><p>CONDUTAS POSSÍVEIS:</p><p>Fisioterapia manual – O objetivo das técnicas manuais é devolver a</p><p>funcionalidade e a biomecânica das estruturas sem causar danos ao paciente,</p><p>restaurando o movimento máximo e indolor do sistema musculoesquelético no</p><p>equilíbrio postural.</p><p>McKenzie: Técnica que encontra a preferência de movimento do paciente.</p><p>Ela analisa o quadro e ajuda a reconhecer os exercícios específicos que mais</p><p>ajudam no alívio das dores. Isso acontece com a participação ativa do paciente,</p><p>que aprende comportamentos para o dia a dia.</p><p>Técnicas de fortalecimento muscular: Elaboramos um programa de</p><p>fortalecimento muscular específico para cada tipo de sintoma e diagnóstico.</p><p>Material de apoio assistir vídeo: https://youtu.be/TLIUTsS99Bk</p><p>https://youtu.be/TLIUTsS99Bk</p><p>6. SINDROME DO IMPACTO OMBRO</p><p>A Síndrome do Impacto no Ombro é uma das causas mais comuns de dor</p><p>no ombro, sendo uma patologia inflamatória e degenerativa, que é caracterizada</p><p>por dor no ombro limitante, podendo afetar pessoas de todas as idades</p><p>O ombro é uma articulação, composta pelo úmero e pelos ossos e</p><p>músculos do braço e próximos ao pescoço, é uma das articulações mais móveis,</p><p>pois o ser humano utiliza os braços para realizar inúmeras atividades diárias.</p><p>Embora seja uma articulação extremamente móvel, é pouco estável,</p><p>devido à sua anatomia,</p><p>no entanto, o manguito rotador auxilia no ganho de maior</p><p>estabilidade, compensando a instabilidade das cinco articulações</p><p>escapulotorácica, acromioclavicular, esternoclavicular, subdeltoidea e</p><p>glenoumeral.</p><p>Trabalhando adjacente á articulação do ombro, está o manguito rotador,</p><p>que consiste em um conjunto de quatro músculos que realizam movimentos de</p><p>extensão, abdução, flexão e rotação, os músculos são denominados de</p><p>subescapular, supraespinhal, infraespinhal e redondo menor.</p><p>Patologia de compressão de alguma estrutura no ombro ou de atrito</p><p>mecânico, caracterizada pela inflamação ou degeneração na região</p><p>umeroacromial.</p><p>As estruturas mais afetadas na síndrome do impacto no ombro são o</p><p>tendão supra-espinhal, o tendão do bíceps, a bursa subacromial e a articulação</p><p>acromioclavicular, nas quais pode ocorrer lesões, compressão ou impacto. Caso</p><p>o atrito continue, a síndrome pode se agravar e progredir, causando lesões e</p><p>fibrose ou mesmo rompimento do manguito rotador.</p><p>A síndrome do impacto no ombro afeta principalmente pessoas com mais</p><p>de 40 anos, porém tem sido percebido um aumento de casos entre indivíduos</p><p>jovens, de cerca de 20 anos.</p><p>Não há uma causa única, mas sim diversos fatores que são observados</p><p>em diferentes casos, os mais comuns são:</p><p>• Artrose: pacientes que já são acometidos com esta patologia são</p><p>propensos a desenvolver também a síndrome;</p><p>• Traumas: um impacto direto em uma das estruturas pode originar</p><p>a síndrome;</p><p>• Trabalho: o uso excessivo e constante da articulação costuma</p><p>ocasionar a síndrome do impacto no ombro, por isso, é muito</p><p>comum entre trabalhadores cujas funções são caracterizadas por</p><p>alguma tarefa que inclui vibração ou movimentação constante do</p><p>braço em 90 graus, como pintor;</p><p>• Esporte: assim como o trabalho, alguns esportes podem</p><p>comprometer o ombro devido ao esforço repetitivo e manter o</p><p>braço acima da cabeça;</p><p>• Anatomia do acrômio: a formação do acrômio pode influenciar o</p><p>desgaste do tendão supra-espinhal, isto é, pacientes que</p><p>apresentam um acrômio curvo, plano ou com presença de</p><p>esporões podem desenvolver a síndrome;</p><p>• Degeneração do manguito rotador: se houver lesão ou fraqueza do</p><p>manguito rotador, as estruturas adjacentes podem sofrer</p><p>interferência e, assim, desenvolver a síndrome.</p><p>Após a identificação do local da dor e a origem da inflamação, compressão</p><p>ou lesão, elabora-se o plano de tratamento.</p><p>No entanto, independentemente da característica individual do caso, no</p><p>início o repouso é indicado para todos, que consiste em evitar tarefas e</p><p>exercícios que esforcem o ombro, principalmente a região acometida, envolve</p><p>também aplicação de compressas de gelo para o alívio da dor.</p><p>O tratamento conservador para a síndrome do impacto no ombro consiste</p><p>na administração oral, injetável e/ou tópica de anti-inflamatórios e analgésicos,</p><p>para resolver a inflamação e aliviar a dor, tornando possível a realização de</p><p>fisioterapia e exercícios físicos para fortalecer a musculatura. No entanto, alguns</p><p>casos necessitam mais do que tratamento conservador, exigindo procedimento</p><p>cirúrgico.</p><p>Material de Apoio assista: https://youtu.be/D_Whi2_0CCs fonte Thiago</p><p>Fukuda</p><p>https://youtu.be/D_Whi2_0CCs</p><p>7. EPICONDILITE</p><p>Definição: Epicondilite ou epicondilite lateral, também denominada de cotovelo</p><p>de tenista, é uma inflamação dos tendões do cotovelo, atingindo em especial, os</p><p>músculos extensores do punho e dos dedos.</p><p>Esta afecção é causada por atividades que exige uso excessivo dos</p><p>músculos extensores do punho ou dos pronadores do antebraço.</p><p>Aproximadamente, metade das pessoas que praticam tênis são acometidas por</p><p>esta inflamação, assim como jogadores de squash, basquete, praticantes</p><p>de esgrima, lançamento de dardo, entre outros.</p><p>Material de Apoio assista: https://youtu.be/nbwnllkB7_o</p><p>No entanto, a epicondilite pode acometer trabalhadores que realizam suas</p><p>atividades de forma inadequada, como por exemplo, digitadores ou pessoas que</p><p>utilizam com muita frequência o computador sem que sejam tomadas as medidas</p><p>adequadas.</p><p>Os sintomas se iniciam com uma leve dor, na maior parte dos casos,</p><p>localizada na face externa do cotovelo se estendendo pelo antebraço. Caso o</p><p>esforço repetitivo continue sendo realizado, em especial sobrecarregando a</p><p>região do antebraço, a área afetada irá tronar-se dolorosa ao toque, podendo ela</p><p>irradiar até o punho.</p><p>O tratamento, geralmente é conservador. É realizado o procedimento</p><p>cirúrgico apenas quando não houver a remissão através do tratamento</p><p>fisioterápico e medicamentoso dentro de três meses. O tratamento médico é feito</p><p>com o uso de antiinflamatórios não hormonais. Também utiliza-se a acupuntura,</p><p>a manipulação da região cervical e do membro superior e infiltração de</p><p>corticóides. O uso de acessórios que envolvem o antebraço firmando-o,</p><p>conhecido como brace, pode ser útil no início do tratamento, especialmente em</p><p>atletas.</p><p>Fisioterapia</p><p>https://www.infoescola.com/esportes/squash/</p><p>https://www.infoescola.com/esportes/basquete/</p><p>https://www.infoescola.com/esportes/esgrima/</p><p>https://www.infoescola.com/atletismo/lancamento-de-dardo/</p><p>https://youtu.be/nbwnllkB7_o</p><p>https://www.infoescola.com/medicina-alternativa/acupuntura/</p><p>https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/05/Epicondilite.jpg</p><p>Terapia manual: O fisioterapeuta pode executar uma terapia manual chamada</p><p>cyriax ou massagem transversa profunda que estimula o reparo do tendão e o</p><p>alinhamento das fibras de colágeno. As técnicas de osteopatia podem eliminar</p><p>os bloqueios das articulações e contraturas musculares que causam a dor.</p><p>Exercícios: É necessário evitar os exercícios de alongamento que alongam os</p><p>extensores do pulso. Realizar exercícios de fortalecimento dos músculos do</p><p>antebraço, mas só quando a dor passar. A flexão não causa dor, portanto pode</p><p>ser efetuada.</p><p>8. LESÕES DE JOELHO (LIGAMENTOS E MENISCOS)</p><p>Ligamento Cruzado Anterior (LCA)</p><p>Sendo um ligamento que une fêmur e tíbia, o LCA participa ativamente da</p><p>movimentação do joelho, daí sua grande importância. Esse é o ligamento</p><p>responsável por “segurar” a tíbia, no movimento de flexão do joelho, impedindo</p><p>que a tíbia se projete para frente. Dessa forma, o LCA ajuda a garantir a</p><p>estabilidade do movimento.</p><p>O LCA rompido não se cura sozinho, mas é possível tratar o joelho sem</p><p>cirurgia, fazendo sessões de fisioterapia para restauração e fortalecimento e</p><p>utilizando órteses para proteger o joelho.</p><p>A cirurgia no LCA é baseada na reconstrução do ligamento, suturando e</p><p>utilizando enxertos de tecido para recuperar a capacidade do joelho. Esse é o</p><p>único jeito de ter as funções de volta. A reabilitação imediata dura alguns meses,</p><p>porém o fortalecimento e as sessões de fisioterapia devem continuar para</p><p>garantir uma vida saudável do joelho.</p><p>Material de apoio assista: https://youtu.be/Ipn03OszYuo fonte Thiago</p><p>Fukuda</p><p>Fisioterapia: Em geral, os exercícios de fisioterapia para LCA trabalho de</p><p>amplitude do joelho, como a flexão e a extensão, mobilização da patela e</p><p>fortalecimento muscular, sobretudo, dos músculos da coxa e do quadril. Outros</p><p>recursos como laserterapia de baixa frequência, para melhorar a dor e a</p><p>cicatrização na região, também podem ser inseridas, conforme o caso.</p><p>https://youtu.be/Ipn03OszYuo</p><p>Lesão de Menisco</p><p>O menisco é uma estrutura de cartilagem presente no joelho que serve</p><p>para proteger os joelhos de impactos diretamente nesse local, além de servir</p><p>para facilitar a mobilidade das articulações e diminuir a pressão entre elas.</p><p>As lesões nessa cartilagem são mais comuns de acontecer em atletas,</p><p>pessoas com excesso de peso, com artrite, artrose ou outro problema que afete</p><p>a articulação dos joelhos, podendo resultar em inflamação, desgaste ou ruptura</p><p>do menisco. Dessa forma, os principais sintomas de lesão no menisco são dor</p><p>na parte da frente do joelho, podendo também atingir a parte mais lateral,</p><p>causando dificuldade para andar, subir e descer escadas.</p><p>O tratamento para recuperação do menisco pode ser feito através de</p><p>cirurgia ortopédica seguida de fisioterapia</p><p>Material de apoio Assista: https://youtu.be/7hghWIpmirs</p><p>https://youtu.be/7hghWIpmirs</p><p>9. ENTORSE DE TORNOZELO</p><p>A Entorse de tornozelo é uma lesão muito comum. Acontece tanto durante</p><p>atividades esportivas como nas atividades do dia-a-dia. Basta perder o equilíbrio,</p><p>pisar num buraco, caminhar numa superfície irregular, quebrar o salto do sapato</p><p>ou se perder em uma pequena distração. Cerca de 25.000 pessoas torcem o</p><p>tornozelo todos os dias.</p><p>Normalmente, o tornozelo é rolado para dentro (entorse de inversão) ou,</p><p>menos frequentemente, para fora (entorse de eversão). A Entorse de inversão</p><p>que causa dor ao longo do lado externo do tornozelo e é o tipo mais comum.</p><p>Dor ao longo do lado interno do tornozelo pode representar uma lesão</p><p>mais grave para os tendões ou para os ligamentos e deve ser sempre avaliado</p><p>por um médico ortopedista.</p><p>Além das lesões dos ligamentos e da cápsula articular, a entorse de</p><p>tornozelo pode vir acompanhada de fratura dos maléolos da tíbia ou da fíbula.</p><p>Os maléolos são aquelas protuberâncias ósseas existente nas faces interna e</p><p>externa dos tornozelos e são a extremidade distal dos ossos da perna (tíbia e</p><p>fíbula).</p><p>Recuperação ou Fisioterapia para entorse de tornozelo</p><p>Cada lesão de ligamento precisa de uma reabilitação específica. Caso</p><p>contrário, o tornozelo torcido pode não se curar completamente e você pode</p><p>lesioná-lo novamente.</p><p>Toda entorse de tornozelo, de leve à grave, requer 3 fases de recuperação:</p><p>• Fase I – inclui descansar, proteger e reduzir o inchaço do tornozelo</p><p>machucado.</p><p>• Fase II – inclui restaurar a flexibilidade, amplitude de movimento e</p><p>força do seu tornozelo.</p><p>• A Fase III – inclui o retorno gradual à atividade direta com exercícios</p><p>de manutenção, seguidos mais tarde por esportes mais intensos como</p><p>tênis, basquete ou futebol.</p><p>É importante concluir o programa de reabilitação e fisioterapia do tornozelo,</p><p>por que isso irá tornar menos provável que você machuque o mesmo tornozelo</p><p>novamente. Se você não completar a fisioterapia, pode sofrer dor crônica,</p><p>instabilidade e até artrose no tornozelo.</p><p>Material de apoio assista: https://youtu.be/oZZ3XddGgYI</p><p>https://youtu.be/oZZ3XddGgYI</p><p>10. FASCITE PLANTAR</p><p>Definição: Fascite plantar é um processo inflamatório ou degenerativo que</p><p>afeta a fáscia plantar, uma membrana de tecido conjuntivo que recobre a</p><p>musculatura da sola do pé.</p><p>A fáscia plantar ajuda a manter a curvatura do pé firme, graças à sua</p><p>capacidade de amortecer e distribuir o impacto. Ainda não se conhece a causa</p><p>exata da fascite plantar, mas na maioria dos casos, a dor forte característica do</p><p>transtorno é provocada pelo estiramento excessivo da fáscia plantar ou pela</p><p>repetição de microtraumatismos nessa estrutura.</p><p>Segundo o Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), estudos</p><p>recentes têm demonstrado que a dor pode estar associada “a uma alteração</p><p>estrutural mais condizente com processos degenerativos” causados pela prática</p><p>exagerada de exercícios físicos, sobrepeso ou idade.</p><p>Sintomas:</p><p>O sintoma característico da fascite plantar é uma dor forte, em facada,</p><p>debaixo do pé, perto do calcanhar. Em geral, essa dor é mais intensa pela</p><p>manhã, mas alivia durante o dia com o caminhar. No entanto, nada impede que</p><p>ela surja em qualquer ponto da fáscia, depois de longos períodos em pé, depois</p><p>de subir escadas ou mesmo depois de ter repousado um pouco.</p><p>Inchaço (edema) e vermelhidão (eritema) são outros sinais que podem</p><p>estar presentes. Portadores dessa condição podem apresentar também</p><p>dificuldade para trazer a ponta do pé na direção da canela (movimento chamado</p><p>de dorsiflexão).</p><p>Tratamento</p><p>O objetivo do tratamento da fascite plantar é reduzir a inflamação, aliviar</p><p>a dor e habilitar o paciente para assumir suas atividades rotineiras.</p><p>Grande parte dos portadores de fascite plantar se beneficia com o</p><p>tratamento conservador, que inclui repouso, aplicação de gelo no local e sessões</p><p>de fisioterapia para promover o alongamento de estruturas, como a própria fáscia</p><p>plantar, o tendão de Aquiles e os músculos da panturrilha.</p><p>O uso de palmilhas ortopédicas visando à melhor distribuição do peso</p><p>corpóreo sobre os pés e de órteses noturnas para evitar o encurtamento do arco</p><p>e manter a fáscia plantar alongada durante a noite são recursos não</p><p>farmacológicos que podem ser benéficos.</p><p>A terapia por ondas de choque (ESWT ou TOC), constituída por ondas</p><p>sonoras aplicadas no local da lesão, tem-se mostrado útil para reduzir a dor,</p><p>aumentar a irrigação de sangue na área afetada e promover a cicatrização e</p><p>regeneração dos tecidos moles.</p><p>Segundo a Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de</p><p>Choque (SMBTOC), esse método terapêutico deve ser prescrito por um médico</p><p>ortopedista.</p><p>Quando necessário, o tratamento farmacológico inclui a prescrição de</p><p>analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides, a aplicação de toxina botulínica</p><p>e a infiltração com anestésico ou com corticosteroides diretamente na região de</p><p>maior dor na sola do pé.</p><p>Referências:</p><p>• DUTTON, Mark. Fisioterapia ortopédica. 2. ed. Porto Alegre: ArtMed,</p><p>2010. ISBN 9788536323718. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788536323718. Acesso</p><p>em: 20 jan. 2022</p><p>• HEBERT, Sizínio et al. Ortopedia e traumatologia: princípios e prática. 5ª</p><p>ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. ISBN 9788582713778. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788582713778. Acesso</p><p>em: 21 jan. 2022.</p><p>• MAGEE, David J. Avaliação musculoesquelética. 5. ed. Barueri: Manole,</p><p>2010. ISBN 9788520451960. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788520451960. Acesso</p><p>em: 8 fev. 2022</p>