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Colocefalectomia
Faça a abordagem craniolateral à articulação coxofemoral e luxe-a (Figura 34.88A e B). Caso o ligamento redondo esteja intacto, incise-o. Essa incisão é facilitada por meio de tração lateral sobre o trocanter maior com a pinça de apreensão óssea e subluxação da cabeça do fêmur. Isso permite que tesouras curvas sejam introduzidas na articulação para seccionar o ligamento. Faça a ostectomia por meio de rotação externa do membro até onde a linha articular do joelho esteja paralela à mesa cirúrgica. Identifique a linha de ostectomia perpendicular à mesa cirúrgica na junção do colo e da metáfise femoral (Figura 34.88C). Para garantir precisão da secção óssea, perfure uma série de três ou mais orifícios ao longo da linha da ostectomia. Utilize um osteótomo e um martelo para completar a secção. O afastamento ventral do músculo vasto lateral facilita a inserção correta do osteótomo ou serra durante o procedimento. Uma vez removidos cabeça e colo femorais, palpe a superfície seccionada do colo para verificar irregularidades. O achado mais comum é um degrau remanescente na superfície caudal do fêmur. Remova quaisquer excessos com a goiva. Suture a cápsula articular sobre o acetábulo, se possível. Para fechar, suture vasto lateral, glúteo profundo, tensor da fáscia lata, tecido subcutâneo e pele utilizando métodos padrão.
FIGURA 34.88 Para expor a cabeça do fêmur durante a colocefalectomia, faça uma incisão de pele craniolateral centralizada sobre a articulação coxofemoral. (A) Afaste o músculo bíceps femoral caudalmente e o tensor da fáscia lata cranialmente. (B) Incise o músculo vasto lateral e rebata-o ventralmente. (C) Incise a cápsula articular e faça a ostectomia rotacionando externamente o membro de forma que a linha articular do joelho fique paralela à mesa cirúrgica. Identifique a linha da ostectomia perpendicular à mesa na junção do colo e metáfise do fêmur.
Materiais de sutura e instrumentos especiais
É necessário um artroscópio longo de 2,7 mm para a artroscopia da articulação coxofemoral. Para a SPJ, necessita-se de eletrocautério. A osteotomia da pelve requer serra oscilatória, serra recíproca, osteótomo e martelo, afastadores autoestáticos, afastadores de Hohmann e instrumentação para inserção de placa e parafusos. A CCE requer osteótomo e martelo ou serra oscilatória.
Cuidado e avaliação pós-cirúrgicos
Não são necessárias restrições após artroscopia diagnóstica do quadril. Após a sinfisiodese pré-púbica, o filhote deve ser confinado até a remoção dos pontos. Passado esse período, não são necessários cuidados pós-operatórios especiais. A determinação da eficácia do procedimento pode ser realizada por meio de radiografias de acompanhamento após a maturidade esquelética. Todavia, a determinação precisa da eficácia em promover a ventroversão requer o exame de TC. As complicações são raras e incluem lesão da uretra ou cólon, ou falha em se obter sinfisiodese.
Após osteotomia da pelve, a atividade deve se restringir a passeios com guia até que ocorra evidência radiográfica de cicatrização das osteotomias, em geral às 6 semanas. A duração do exercício (passeios) deve ser aumentada gradualmente segundo a tolerância do paciente. Se o lado contralateral for submetido a tratamento cirúrgico, a segunda cirurgia deverá ser realizada somente quando o desconforto associado à primeira for bem tolerado pelo paciente. As complicações relatadas incluem falha do implante, perda da abdução do membro e estreitamento da abertura da pelve.
Após a STQ, deve-se manter a restrição do exercício por 8 a 12 semanas, seguida do retorno gradual à atividade normal ao longo de 4 a 8 semanas (Tabela 34.8).

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