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<p>I. ANATOMIA TOPOGRÁFICA</p><p>CELIOTOMIA EXPLORATÓRIA</p><p>A linha alba é uma faixa fibrosa e tendinosa que desce verticalmente o abdome, indo da cartilagem xifoide</p><p>até a margem cranial da pelve. Esta linha está entre dois retos abdominais, e une as aponeuroses dos</p><p>músculos oblíquo externo do abdome, oblíquo interno do abdome, transverso do abdômen e músculo reto</p><p>do abdome.</p><p>IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA: Músculo oblíquo externo do abdômen (Ramo cranial da artéria circunflexa ilíaca</p><p>profunda e artérias intercostais); Músculo oblíquo interno (Ramos da artéria costoabdominal, artéria</p><p>circunflexa ilíaca profunda e epigástrica caudal superficial); Músculo transverso (Ramos das artérias</p><p>circunflexa ilíaca profunda e epigástrica caudal superficial); Músculo reto (Ramos da artéria epigástrica</p><p>caudal superficial).</p><p>PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO</p><p>CELIOTOMIA EXPLORATÓRIA E ESPLENECTOMIA</p><p>PARCIAL E TOTAL</p><p>P.O.P.</p><p>01</p><p>OBJETIVO: DESCREVER PASSO-A-PASSO DAS TÉCNICAS CIRÚRGICAS ALVO, PADRONIZANDO SUAS REALIZAÇÕES.</p><p>DISCENTES: BRUNA ALVES MARANHÃO DUARTE R.A: 202112873; CAROLINE OURIQUE RIBEIRO DE SOUZA R.A:</p><p>202113364; DANIELLE SOMMA DE OLIVEIRA R.A: 202012497; ELLEN BRITO SOUZA MATOS R.A: 202113386; LARA</p><p>GEOVANNA BUURON R.A: 202112951; PEDRO HENRIQUE COSTA SANTOS R.A: 202112943</p><p>ROTEIRO</p><p>Fonte: ANATOMIA DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS (KONIG), TRATADO DE ANATOMIA VETERINÁRIA (DYCE).</p><p>ESPLENECTOMIA PARCIAL E TOTAL</p><p>Sua anatomia inicia-se em sua posição no corpo, onde este se encontra cranial abdominal esquerdo, sendo</p><p>paralelo a curvatura abdominal maior do estomago. Neste órgão podemos localizar o então ligamento</p><p>gastroesplênico, que como o próprio nome já diz, realiza uma ligação entre o estomago e o baço (o qual</p><p>permite uma certa mobilidade do órgão fazendo com que a distensão e localização do estômago influencia</p><p>no posicionamento do baço, sendo possível que o baço se desloque caudal e ventralmente , podendo</p><p>alcançar a entrada pélvica caso haja aumento do estômago); Possui uma Face diafragmática e uma face</p><p>visceral (cranial o 11 espaço intercostal e limite caudal a 2 vértebra lombar).</p><p>O Baço e revestido pela capsula esplênica, compostas por fibras elásticas e músculo liso; seu parênquima</p><p>consiste em uma polpa branca e vermelha; é um órgão de formato alongado, na área do último espaço</p><p>intercostal sendo sua extremidade dorsal atinge o pilar esquerdo do diafragma, cruzando entre o fundo</p><p>gástrico e a parte cranial do rim esquerdo.</p><p>Temos a presença de artérias e veias no Baço, sendo o suprimento arterial realizados pela artéria esplênica</p><p>(sendo a Artéria esplênica composta de 3 a 5 ramos primários longos) e um ramo da artéria celíaca; sua</p><p>drenagem venosa ocorre através da veia esplênica que desemboca diretamente na veia porta.</p><p>Fonte: ANATOMIA DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS (KONIG).</p><p>FONTE: ANATOMIA DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS (KONIG).</p><p>FONTE: VET ANATOMY.</p><p>Antes do paciente ser preparado para a cirurgia, deve-se verificar a idade do paciente e o procedimento</p><p>cirúrgico a ser executado. O pelo na região da operação deve ser removido o mais próximo possível do</p><p>momento da cirurgia.</p><p>PREPARATÓRIO PARA A OPERAÇÃO</p><p>O campo cirúrgico deve ser identificado e o pelo deve ser raspado em torno do local da incisão proposta, de</p><p>modo que a incisão possa ser ampliada dentro de um campo estéril; A área preparada deve ser</p><p>suficientemente ampla para acomodar a extensão da incisão, incisões adicionais (se necessárias) e todos</p><p>os locais de drenagem possíveis. Também deve ser ampla o suficiente para que a contaminação acidental</p><p>da ferida seja evitada se os campos cirúrgicos se moverem durante o procedimento. A orientação geral e</p><p>cortar o pelo ao menos em 20 cm de cada lado da incisão.</p><p>O pelo pode ser removido de forma mais eficaz com uma máquina de tosa elétrica e uma lâmina de corte;</p><p>As máquinas de tosa devem ser seguradas como se fossem uma “caneta”, e a raspagem inicial deve ser</p><p>feita no sentido do padrão de crescimento do pelo. A raspagem subsequente deve ser realizada contra o</p><p>padrão de crescimento do pelo para obter um corte mais baixo.</p><p>A pele e esfregada com sabões germicidas ou/e clorexidina associado a álcool 70%, para remover detritos</p><p>e reduzir a população bacteriana. A área e bem ensaboada começando do centro e utilizando os 4 lados da</p><p>gaze (delimita-se a área de operação, dividindo-as em dois quadrantes e seguidamente utiliza-se “trouxas”</p><p>presas a uma pinça de preensão, molhadas pelas soluções que serão utilizadas e estás obedecendo os</p><p>sentido crânio-caudal ou/e paralelas, onde estás empurrarão quaisquer contaminantes presentes sob a pele</p><p>do animal) até toda a sujeira e os óleos tenham sido removidos. Esta e uma escovação generosa, que muitas</p><p>vezes abrange o pelo adjacente ao local da operação para remover pelos soltos e caspas que podem mover-</p><p>se durante o posicionamento dos campos cirúrgicos.</p><p>Após chegada do cirurgião e seu auxiliar devidamente paramentados, se realiza a esterilização definitiva;</p><p>novamente obedecendo o mesmo padrão anteriormente descrito, utiliza-se a Clorexidina em solução</p><p>alcoólica para remoção dos contaminantes restantes e por fim finaliza-se utilizando a Iodo polvidine para</p><p>realizar a limpeza definitiva da pele. Posteriormente a isto, o auxiliar deverá posicionar o campo cirúrgico</p><p>(Frenestrado) presos com as pinças Allis sob o local alvo da cirurgia para que seja iniciado a operação.</p><p>CELIOTOMIA EXPLORATÓRIA</p><p>O procedimento de celiotomia, consiste na abertura do abdômen através da linha alba, cuja finalidade é ter</p><p>acesso a cavidade abdominal para fins terapêuticos ou diagnósticos (avaliação de patologias ou</p><p>identificação de possíveis patologias não diagnosticadas previamente), para esta operação divide-se o</p><p>abdômen em quadrantes cranial (direito-esquerdo) e (caudal direito-esquerdo).</p><p>Tal técnica possui 3 formas de acesso, sendo eles a retro umbilical, em que a incisão é feita abaixo do</p><p>umbigo, podendo estender até o púbis na região hipogástrica; pré- umbilical, onde a incisão ocorre acima</p><p>do umbigo até a região epigástrica; pré-retro umbilical, que inicia da região epigástrica até a região</p><p>hipogástrica.</p><p>PASSO-A-PASSO TÉCNICA CIRÚRGICA</p><p>Na celiotomia é possível combinar as incisões, dependendo do procedimento a ser realizado, já na</p><p>Esplenectomia, a incisão é feita mediana-paracostal , que vai da do começo do processo xifoide e se estende</p><p>até a sínfise púbica.</p><p>Com o auxílio do bisturi, iremos fazer a incisão da pele (PLANO A PLANO), após a incisão conseguimos</p><p>visualizar o subcutâneo, com auxílio de uma tesoura iremos fazer divulsionamento do tecido presente, para</p><p>que se seja visualizado a linha alba.</p><p>Para acessarmos a cavidade abdominal, precisamos do auxílio de uma pinça Allis suspendendo a parede</p><p>abdominal (suspendendo-se os lados da mesma; as fáscias externas dos músculos retos abdominais), para</p><p>que não corra risco de perfuramos nenhuma outra região, com auxílio de um bisturi invertido, ou seja virado</p><p>para cima, iremos fazer uma punção no músculo , depois iremos incisionar minimamente a região, para</p><p>adentrar e iremos também utilizar dois dedos; com auxílio de uma pinça para melhor guiar a tesoura,</p><p>abriremos a linha alba para pôr fim termos acesso a cavidade.</p><p>Após a incisão com a tesoura na musculatura iremos o acesso a cavidade abdominal, com auxílio de duas</p><p>pinças Allis prendendo a musculatura, uma pelo lado direito e outra pelo lado esquerdo iremos visualizar</p><p>todo o interior da cavidade abdominal.</p><p>ESPLENECTOMIA PARCIAL OU TOTAL</p><p>PARCIAL</p><p>A esplenectomia parcial inicia-se com a celiotomia mediana pré-umbilical, sendo necessário em alguns</p><p>casos uma incisão combinada paracostal, acessando a região abdominal verifica-se se há presença</p><p>de</p><p>hemorragia ou aderências, logo realiza-se a exposição do baço para o exterior do abdômen, e o isolamento</p><p>da cavidade abdominal com compressas, seguindo para a definição da porção de baço que será removida,</p><p>inicialmente os vasos hilares são ligados duplamente e seccionados (ligadura simples), é necessário pinçar</p><p>o tecido esplênico na delimitação entre o polegar e o dedo indicador e ordenar a polpa esplênica em direção</p><p>a área isquêmica.</p><p>Uma vez que o parênquima foi separado, e há pinças hemostáticas (colocadas com o propósito de impedir</p><p>que haja grandes hemorragias devido a necessidade de cortes) sobre a porção desmarcada, então o baço</p><p>será seccionado com o bisturi entre o espaço das pinças, posteriormente, para fechar a superfície de corte</p><p>entre a o baço e a pinça, a cápsula é suturada com padrão simples contínuo com fio absorvível, e uma</p><p>segunda linha de sutura padrão interrompido Wolff é aplicada, para fazer o controle de hemostasia, pôr fim</p><p>a porção do baço que não foi retirada e colocada novamente na cavidade abdominal e é feita a</p><p>omentalização.</p><p>Durante todo o procedimento é necessário fazer a irrigação do baço com solução fisiológica, para evitar o</p><p>ressecamento da serosa do baço.</p><p>TOTAL</p><p>Na esplenectomia total a celiotomia é mediana pré-umbilical ou pré-retro-umbilical, podendo ser feito uma</p><p>incisão combinada paracostal se necessário; logo após é feita a exploração da cavidade abdominal à procura</p><p>de aderências ou hemorragias, seguindo para a exposição do baço e o isolamento da cavidade abdominal,</p><p>logo é feito as ligaduras duplas de todos os vasos que nutrem o hilo esplênico (com padrão de sutura simples</p><p>e fio absorvível), atentando-se as artérias gástricas e artérias gastroepiploicas, que irrigam o estômago, e a</p><p>artéria pancreática; (deve-se lembrar também de que as ligaduras devem ser realizadas o mais próximo</p><p>possível do Baço, pois caso sejam feitas próximas ao estomago, pode causar a isquemia do mesmo e trazer</p><p>futuros problemas pós-cirúrgicos ao animal), logo seccionar a artéria esplênica distal a estes vasos com fios</p><p>absorvíveis, após a realização da ligadura (e obedecendo a preservação das artérias gástricas menores que</p><p>irrigam a região do fundo do estômago, e identificando a artéria que nutre o pâncreas para que não seja</p><p>realizados danos a mesma) após a ressecção do baço, é feita a lavagem da cavidade abdominal, a inspeção</p><p>de pontos de hemorragia e a omentalização.</p><p>Durante todo o procedimento é necessário fazer a irrigação do baço com solução fisiológica, para evitar o</p><p>ressecamento da serosa do baço.</p><p>CELIORRAFIA (CELIOTOMIA)</p><p>O Separado deve se fazer na pele, fáscia muscular (Nas fáscias usar fio absorvível sintético</p><p>monofilamentar), parede do órgão; padrão contínuo deve ser utilizado no subcutâneo.</p><p>Nas operações Paracostais combinadas, deve-se fechar as camadas de musculo individualmente com fio</p><p>sintético absorvível em padrão contínuo ou interrompido, prevenindo seroma e evitando o espaço morto;</p><p>Deve-se realizar a aproximação do subcutâneo com uso de fio absorvível em padrão contínuo; para a</p><p>dermorrafia, deve-se utilizar padrão simples interrompido ou contínuo com uso de fio de sutura não</p><p>absorvível.</p><p>Em cada lado da incisão deve-se incorporar de 4 -10mm da fáscia muscular em cada estrutura (Suturas</p><p>interrompidas com 5 -10mm de distância), apertando as suturas o suficiente para uni-las. As incisões</p><p>realizadas na linha média alba devem incorporar a espessura total da parede abdominal na sutura, mas</p><p>atenção, não se deve incorporar o ligamento falciforme entre as bordas das fáscias.</p><p>Nas Incisões paramedianas o tecido muscular que estiver exposto, deve fechar a bainha externa do músculo</p><p>reto do abdome sem incluir o músculo nas suturas, por fim, também não se deve incluir o peritônio nas</p><p>suturas!</p><p>CELIORRAFIA (ESPLENECTOMIA)</p><p>SÍNTESE</p><p>O princípio anteriormente descrito se aplica aqui também; após o procedimento no baço, realiza-se a</p><p>reposição dos órgãos, a omentalização e partiremos para a sutura.</p><p>Para fechar a parede abdominal (Linha Alba - Aponeurose), poderá ser aplicado pontos contínuos</p><p>(festonado/Reverdin) ou pontos separados ( x ou simples separado), tomando o cuidado de utilizar fios</p><p>absorvíveis orgânicos ou sintéticos/ não absorvíveis sintéticos.</p><p>Para remover o espaço morto presente no subcutâneo, realizaremos uma sutura contínua simples (com fios</p><p>absorvíveis orgânicos ou sintéticos e por fim será realizado a dermorrafia.</p><p>Na dermorrafia, suturaremos a pele com fios não absorvíveis sintéticos utilizando técnicas em suturas</p><p>contínuas ou separadas (a critério do veterinário escolha do padrão), não se recomenda uso de fios</p><p>orgânicos devido suas altas chances de inflamação e digestão enzimática.</p><p>COMPLICAÇÕES TRANS-OPERATÓRIAS</p><p>Na cirurgia de celiotomia exploratória, pode ocorrer de haver peritonites, aderências, hemorragias,</p><p>contaminações e deiscência de feridas (infecção, hérnias, evisceração)</p><p>Durante uma cirurgia de esplenectomia parcial/total, várias complicações podem surgir no período trans-</p><p>operatório; A Hemorragia é observada em grande parte dos caos, durante a remoção do baço, devido à</p><p>vascularização abundante do órgão pela veia esplênica, artéria esplénica e gástrica curta (Está pode ser</p><p>controlada por meio de técnicas de ligadura vascular, eletrocauterização ou uso de agentes hemostáticos.)</p><p>A lesão de nervos pode causar paralisia, e órgãos adjacentes como o estômago, o pâncreas e os intestinos;</p><p>também é relatada e pode levar a peritonites ou sepse, dependendo da gravidade, por este motivo, é</p><p>indispensável que o cirurgião tenha conhecimento amplo de toda a anatomia do animal. Também pode haver</p><p>complicações respiratórias, especialmente em cães com doenças respiratórias preexistentes, se não houver</p><p>um bom planejamento anestésico.</p><p>Alterações na pressão arterial e na frequência cardíaca podem ocorrer durante a cirurgia. A hipotensão e a</p><p>arritmia cardíaca (ventriculares) são complicações potenciais desencadeadas por fármacos ou por</p><p>hemorragias; apesar de menos comum, a reação anafilática a medicamentos, também pode ocorrer durante</p><p>a cirurgia, levando o paciente a um quadro de choque.</p><p>Além do anteriormente citado podemos mencionar: anemia, hipóxia, hipovolemia, metástase no miocárdio,</p><p>liberação local ou sistêmica de catecolaminas e fator depressor do miocárdio.</p><p>COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS</p><p>COMPLICAÇÕES TRANS E PÓS OPERATÓRIAS E RECOMENDAÇÕES GERAIS</p><p>No pós-operatório, pode ocorrer hemorragia e desencadear choque hipovolêmico; infecções na incisão</p><p>podem ocorrer se não houver o pós operatório adequado. Peritonites podem ocorrer em caso de perfuração</p><p>ou lesão de órgãos durante a cirurgia (o quadro pode ser revertido com uma cirurgia corretiva).</p><p>Complicações respiratórias ou cardiovasculares são mais relatadas em pacientes de risco, idosos ou</p><p>imunodeprimidos.</p><p>Reações adversas a medicamentos são comuns durante o pós-operatório, podendo levar o paciente a</p><p>hipotensão ou choque anafilático, devido a estes fatores, o paciente deve ser monitorado de perto durante</p><p>as primeiras 24 horas após a cirurgia.</p><p>Na esplenectomia especificamente, pode haver de ocorrer hemorragias no local de incisão, Síndrome da</p><p>sepse pós-esplenectomia, Abscedação, pancreatite traumática e fistulação gástrica; e pode ocorrer também</p><p>de haver uma torção/dilatação vólvulo gástrica devida a anatomia topográfica próxima da região baço-</p><p>estomago.</p><p>Distúrbios gastrointestinais, como vômitos, diarreia e obstrução intestinal, podem ocorrer normalmente por</p><p>jejum inadequado. Hipocalemia ou hipocalcemia é relatado devido a perda de fluidos, por exemplo, a</p><p>monitorização dos eletrólitos e a reposição adequada são essenciais, na maioria dos casos feita por</p><p>fluidoterapia.</p><p>RECOMENDAÇÕES (PÓS-OPERATÓRIAS)</p><p>Ao tutor de um cão submetido a uma celiorrafia ou/e associada a esplenectomia, para que tudo ocorra</p><p>bem,</p><p>é necessário passar algumas recomendações com uma linguagem fácil e objetiva.</p><p>Primeiramente, solicitar que a antissepsia de ferida seja realizada adequadamente, três vezes ao dia, para</p><p>reduzir o risco de complicações (uso de Água oxigenada, antissépticos e curativos limpos). Obrigatório uso</p><p>de colar elisabetano para impedir que o animal lamba a ferida da cirurgia; deve ser solicitado também que</p><p>os medicamentos sejam administrados conforme o prescrito, deixando claro que não pode haver interrupção</p><p>do tratamento exceto em caso de emergência, nesse caso, o tutor deve voltar a clínica o mais rápido possível</p><p>(uso de analgésicos, antibióticos a depender da cirurgia realizada e uso de anti-inflamatórios). .</p><p>Também deve ser orientado a monitorar a incisão cirúrgica, com atenção para sinais de infecção, ou</p><p>secreção; verificar se a sinais de hemorragias nas primeiras 24horas (em casos de esplenectomia),</p><p>acompanhar o valor do hematócrito (a cada 4 horas) e os leucócitos (devido fisiologia ao qual o baço está</p><p>inserido) nas operações de esplenectomia e verificar também necessidade de oxigênio terapia.</p><p>O tutor também deve promover repouso ao animal, evitando esforço físico do mesmo durante o período de</p><p>recuperação. A dieta do animal deve ser leve durante os primeiros dias após a cirurgia, com acesso a água</p><p>o tempo todo.</p><p>Por fim, o tutor deve ser orientado para retornar após quinze dias para fazer a retirada dos pontos e</p><p>reavaliação do paciente.</p><p>ATIVE PET. DESCUBRA AGORA COMO CUIDAR DE CACHORRO NO PÓS-OPERATÓRIO. DISPONÍVEL EM:</p><p>HTTPS://WWW.ATIVE.PET/REABILITACAO/DESCUBRA-AGORA-COMO-CUIDAR-DE-CACHORRO-NO-POS-</p><p>OPERATORIO/. ACESSO EM: 17 MAR. 2024.</p><p>DE NARDI, A. B., PAZZINI, J. M., HUPPES, R. R., CASTRO, J. L. C., QUEIROZ, T. N. L., BORIN-CRIVELLENTI, S., &</p><p>CREVELLENTI, L. Z. (2019). CASOS DE ROTINA CIRÚRGICA EM MEDICINA VETERINÁRIA DE PEQUENOS</p><p>ANIMAIS. EDITORA MEDVET.</p><p>DYCE, K. M.; WENSING, C. J. G.; SACK, W. O. TRATADO DE ANATOMIA VETERINÁRIA. 4 ED. RIO DE JANEIRO:</p><p>ELSEVIER, 2010.</p><p>KÖNIG, H.E.; LIEBICH, H.G. ANATOMIA DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS: TEXTO E ATLAS COLORIDO. PORTO</p><p>ALEGRE: ARTMED, 2021.</p><p>PENHA, SUYANE FERNANDES(2023). DILATAÇÃO VOLVULO GASTRICO EM CÃO: RELATO DE CASO.</p><p>[TRABALHO DE CONCLUSÃO DE RESIDÊNCIA]. UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA. DISPONÍVEL EM:</p><p>HTTPS://REPOSITORIO.UFU.BR/HANDLE/123456789/39232. ACESSO EM: 17 MAR. 2024.</p><p>TAZIMA, M. DE F. G. S., MORAIS V. DE ANDRADE VICENTE, Y. A., & MORIYA, T. (ANO). LAPAROTOMY. SIMPÓSIO</p><p>FUNDAMENTOS DA CLÍNICA CIRÚRGICA.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p>