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7
1ºAula
A Origem da Filosofi a
Estamos iniciando mais uma disciplina. 
Nestas aulas, veremos que a Filosofia auxilia na 
compreensão de mundo e também leva a cada um a 
sabedoria de analisar e verificar as análises que tanto 
precisamos para entender as situações do nosso dia a 
dia. A Filosofia ajuda também a contribuir para uma 
construção dos sentidos para a nossa existência; pode 
ajudar a julgar com tino as circunstâncias, a enfrentar 
os problemas das situações concretas. Com isso, 
temos o aperfeiçoamento pessoal e profissional.
Nesta primeira aula, iremos fazer uma 
introdução sobre a origem da FILOSOFIA. 
Gostaria que vocês prestassem muita atenção. 
Estudar Filosofia requer atenção e vontade, pois 
estamos entrando “num mundo” que, para muitos, 
é um pouco estranho. Mas não se assustem! 
Lembrem-se dessa frase que ouvi de um amigo: “o 
difícil não é impossível e o fácil não tem valor”. 
Então, vamos a nossa primeira aula!
Bons estudos!
Filosofi a geral
8
Objetivos de APRENDIZAGEM
1 - Introdução à Filosofia
2 - A origem da Filosofia Antiga: pré-socráticos 
e seus pensamentos
3 - Iniciação ao Pensamento Filosófico
Ao término desta aula vocês serão capazes de:
• identificar as diferentes abordagens utilizadas 
pelos pensadores e os resultados por eles alcançados, 
na busca de uma compreensão cada vez mais 
satisfatória do significado do universo e do ser 
humano dentro dele.
• compreender o processo de construção do 
conhecimento no indivíduo inserido em seu contexto 
social e cultural.
• identificar os problemas sócio-culturais 
e educacionais propondo respostas criativas às 
questões da qualidade do ensino e medidas que 
visem superar a exclusão social. 
Seções de ESTUDO
Já datamos o início da Filosofi a. Com isso podemos 
questionar: o que vem a ser isso? A resposta é: A Filosofi a é 
um modo de pensar, uma postura diante do mundo.
Caros(as) acadêmicos(as), estamos 
iniciando uma nova disciplina, a qual 
ajudará vocês a entender as origens de todas 
as coisas. A Filosofia é muito importante 
para todos nós, pois desperta a reflexão, 
análise, coerência, questionamento e 
acima de tudo o convencimento sobre 
todas as coisas que desejamos conquistar 
quanto pesquisadores.
Temos como símbolo a coruja. Parece 
no momento um pouco estranho, mas é 
importante sabermos sobre isso, pois quase 
todas as profissões tem um símbolo, uma 
marca, logomarca... Estarei explicando o 
porquê da coruja... Vamos lá...
Curiosidade: A coruja é utilizada como símbolo da Filosofi a, 
pois ela é o único animal que enxerga no escuro e tem um 
ângulo de visão invejável. Quem pratica a Filosofi a consegue 
enxergar além das possibilidades dadas pela natureza e 
pelo homem.
A importância da Filosofia é exatamente essa, 
enxergar além da aparência, ir além, ou seja, enxergar 
o que os outros não conseguem enxergar... Esse 
comentário veremos a seguir com os Pré-socráticos, 
sem nenhum instrumento, conseguiram analisar 
a existência de todas as coisas. O que vem a ser 
Filosofia? (OLIVEIRA, 2008) Pare e pense. O que 
te vem à mente quando escrevo essa palavra? Será 
que isso que pensou está correto? Vamos descobrir? 
A Filosofia surgiu há muitos séculos. Na história 
do pensamento ocidental, a Filosofia nasceu na 
Grécia, por volta do século VI (ou VII) a.C. Por meio 
de longo processo histórico, surge promovendo a 
passagem do saber mítico ao pensamento racional, 
sem, entretanto, romper bruscamente com todos os 
conhecimentos do passado. Durante muito tempo, 
os primeiros filósofos gregos compartilhavam de 
diversas crenças míticas, enquanto desenvolviam o 
conhecimento racional que caracterizaria a Filosofia. 
Se considerarmos a Filosofia como a atividade 
racional voltada à discussão e à explicação 
intelectualizada das coisas que nos circundam, tem-
se o século VI como a data mais provável de sua 
origem. Nessa época, temos a instituição da moeda, 
do calendário, da escrita alfabética e da florescente 
navegação, que favoreceu o intenso contato com 
outras culturas. Esses acontecimentos propiciaram 
o processo de desdobramento do pensamento 
poético em filosófico. 
De acordo com a tradição histórica, a fase 
inaugural da Filosofia grega é conhecida como 
período pré-socrático. Esse período abrange o 
conjunto das reflexões filosóficas desenvolvidas 
desde Tales de Mileto (623-546 a.C.) até Sócrates 
(468-399 a.C.).
[O pensamento 
mítico teve início 
na Grécia, do 
séc. XXI ao VI a.C. 
Nasceu do desejo 
de dominação 
do mundo, para 
afugentar o medo 
e a insegurança. 
A verdade do mito 
não obedece a 
lógica nem da 
verdade empírica, 
nem da verdade 
científi ca. É 
verdade intuída, 
que não necessita 
de provas para 
ser aceita. 
É, portanto, 
uma intuição 
compreensiva da 
realidade, é uma 
forma espontânea 
do homem situar-
se no mundo. 
Disponível em: 
http://www.
fi losofi avirtual.
pro.br/mitologia.
htm. Acesso em: 
23 fev. 2006.]
1 - Introdução à Filosofi a
9
Saber mais: A Filosofi a parte do que existe, critica, coloca 
em dúvida, faz perguntas inoportunas, abre a porta das 
possibilidades, faz-nos entrever outros mundos e outros 
modos de compreender a vida.
A Filosofia não é um conjunto de conhecimentos 
prontos, um sistema acabado ou fechado em si 
mesmo. Ela é, antes de qualquer coisa, uma prática 
de vida que procura pensar os acontecimentos além 
de sua pura aparência. Assim, ela pode se voltar para 
qualquer objeto. Pode pensar a ciência, seus valores, 
seus métodos e seus mitos; pode pensar a religião, a 
arte e o próprio homem em sua vida cotidiana. Até 
mesmo uma história em quadrinhos ou uma canção 
popular podem ser objetos da reflexão filosófica.
Acadêmico, neste ponto podemos verificar 
que a Filosofia é uma prática, essa prática deve ser 
constante, não podemos parar. Para a reflexão e a 
crítica, temos que observar sempre, por isso que 
não devemos julgar condenar nada e ninguém. Veja 
que essa prática incomoda, porque questiona o 
modo de ser das pessoas, das culturas e do mundo. 
Questiona as práticas políticas, científica, técnica, 
ética, econômica, cultural e artística. Não há área 
onde ela não se meta ou não indague. E, nesse 
sentido, a Filosofia é “perigosa”, “subversiva”, pois 
vira a ordem estabelecida de cabeça para baixo.
Talvez a divulgação da imagem do filósofo 
como sendo uma pessoa “desligada” do mundo 
seja exatamente a defesa da sociedade contra o 
“perigo” que ela representa. O trabalho do filósofo 
é refletir sobre a realidade, não importa qual seja ela, 
redescobrindo seus significados mais profundos. 
Filósofos diferentes têm posturas diversas 
com relação à imagem institucional de sabedoria e 
compreensão. Embora com motivações, distintas, 
deram importante contribuição para o alargamento 
das fronteiras.
A Filosofia quer encontrar o significado mais 
profundo dos fenômenos. Não basta saber como 
funcionam, mas sim o que significam na ordem 
geral do mundo humano. A Filosofia emite juízos 
de valor ao julgar cada fato e cada ação em relação 
ao todo. Assim, filosofar é uma prática que parte da 
teoria e resulta em outras teorias.
Desse modo, embora os sistemas filosóficos 
possam chegar a conclusões diversas, dependendo 
das premissas de partida e da situação histórica dos 
próprios pensadores, o processo do filosofar será 
2 - A origem da Filosofi a antiga: pré-
socráticos e seus pensamentos
Pré-socráticos
sempre marcado pela reflexão rigorosa, 
radical e de conjunto.
Vejam o conceito de Filosofia dado 
por Bornheim, no livro Os filósofos 
Pré-socráticos:
[...] se compreendermos a 
Filosofi a em um sentido 
amplo - como concepção 
da vida e do mundo - 
poderemos dizer que 
sempre houve Filosofi a. 
De fato, ela responde 
a uma exigência da 
própria natureza humana; 
o homem, imerso no 
mistério do real, vive a 
necessidade de encontrar 
uma razão de ser para 
o mundo que o cerca e 
para os enigmas de sua 
existência [...] (2005, p. 7) 
Epistemologia:
gnosiologia 
ou teoria do 
conhecimento é a 
parte da fi losofi a 
cujoobjeto é o 
estudo refl exivo e 
crítico da origem, 
natureza, limites 
e validade do 
conhecimento 
humano. 
A refl exão 
epistemológica 
incide, pois, 
sobre duas áreas 
principais: a 
natureza ou 
essência do 
conhecimento e a 
questão de suas 
possibilidades ou 
seu valor.
Viram? A Filosofia é uma arte, temos que 
dominar essa arte...
Será que a explicação correspondeu aos seus 
pensamentos? Espero que tenha esclarecido ou, 
pelo menos, expandido suas ideias.
Imaginemos, agora, alguém que tomasse uma 
decisão muito estranha e começasse a fazer perguntas 
inesperadas. Em vez de “que horas são?” ou “que dia 
é hoje?”, perguntasse: O que é o tempo? Em vez de 
dizer “está sonhando” ou “ficou maluca”, quisesse 
saber: O que é o sonho? A loucura? A razão?
Se essa pessoa fosse substituindo sucessivamente 
suas perguntas, suas afirmações por outras: “Onde 
há fumaça, há fogo” ou “não saia na chuva para não 
ficar resfriado”, por: O que é causa? O que é efeito? 
“seja objetivo”, ou “eles são muito subjetivos” por: 
O que é a objetividade? O que é a subjetividade? 
“Esta casa é mais bonita do que a outra”, por: O 
que é “mais”? O que é “menos”? O que é o belo? 
Em vez de gritar “mentiroso!”, questionasse: O 
que é a verdade? O que é o falso? O que é o erro? O 
que é a mentira? Quando existe verdade e por quê? 
Quando existe ilusão e por quê?
Filosofi a geral
10
A corrente ou a filosofia pré-
socrática, podemos dizer que é o 
inicio da Filosofia, pois os filósofos 
Pré-socráticos (antes de Sócrates 
– Filósofo que iremos estudar na 
aula 02) foram os primeiros que 
indagaram e questionaram sobre 
o início ou a origem do universo e 
conseguintemente a origem de todas 
as coisas... Logo abaixo, cito o nome 
dos principais pré-socráticos, peço 
que não fiquem presos em decorar 
datas e sim, o pensamento de cada 
um, pois é muito importante para nós.
A palavra mito vem do grego μνθοϛ, e deriva de dois verbos: 
do verbo μνθεὑω (contar, narrar, falar alguma coisa para 
os outros) e do verbo μνθεω (conversar, contar, anunciar, 
nomear, designar). Para os gregos, mito é um discurso 
pronunciado ou proferido para ouvintes que recebem 
como verdadeira a narrativa, porque confi am naquele que 
narra; é uma narrativa feita em público, baseada, portanto, 
na autoridade e confi abilidade da pessoa do narrador. E 
essa autoridade vem do fato de que ele ou testemunhou 
diretamente o que está narrando ou recebeu a narrativa de 
quem testemunhou os acontecimentos narrados.
Fonte: www.algosobre.com.br/fi losofi a/mito-e-fi losofi a.html acesso 
em:12/10/2011.
“Quando nasceu Afrodite, banqueteavam-se os deuses, e 
entre os demais se encontrava também o fi lho de Prudência, 
Recurso. Depois que acabaram de jantar, veio para esmolar 
do festim a 
Extraído do Banquete 203a, de Platão: “Quando nasceu 
Afrodite, banqueteavam-se os deuses, e entre os demais se 
Neste momento, vocês encontrarão os 
seguintes pensadores pré-socráticos: Tales de 
Mileto, Anaximandro de Mileto, Anaxímenes 
de Mileto, Xenófanes de Cólofon, Heráclito 
de Éfeso, Pitágoras de Samos, Parmênides de 
Eléia, Empédocles de Agrigento, Anaxágoras de 
Clazomena e Demócrito de Abdera.
A passagem da consciência mítica (veja o 
significado do mito abaixo) e religiosa para a 
consciência racional e filosófica não foi feita de um 
salto. Esses dois tipos de consciência coexistiram na 
sociedade grega.
De acordo com a tradição histórica, a fase 
inaugural da Filosofia grega é conhecida como 
período pré-socrático. Esse período abrange o 
conjunto das reflexões filosóficas desenvolvidas 
desde Tales de Mileto (623-546 a.C.) até Sócrates 
(468-399 a.C.).
Os primeiros filósofos buscam a arqué, o 
princípio absoluto, ou seja, principio de todas as 
coisas, para isso eles buscam a essência, o principio 
das coisas (primeiro e último) de tudo o que existe. 
A arqué é o que vem e está antes de tudo, no começo 
e no fim de tudo, o fundamento, o fundo imortal e 
imutável, incorruptível de todas as coisas, que as faz 
surgir e as governa. É a origem, mas não como algo 
Os pré-socráticos 
ocuparam-se 
em explicar 
o universo e 
examinavam 
a procedência 
e o retorno 
das coisas. 
Os primeiros 
fi lósofos gregos 
tentaram 
responder 
à pergunta: 
Como é possível 
que todas as 
coisas mudem e 
desapareçam e a 
Natureza, apesar 
disto, continua 
sempre a mesma? 
Disponível em: 
 Acesso em: 
22/fev./2006.
encontrava também o fi lho de Prudência, Recurso. Depois 
que acabaram de jantar, veio para esmolar do festim 
a Pobreza, e fi cou na porta. Ora, Recurso, embriagado 
com o néctar - pois o vinho ainda não havia - penetrou 
o jardim de Zeus e, pesado, adormeceu. Pobreza então, 
tramando em sua falta de recurso engendrar um fi lho de 
Recurso, deita-se ao seu lado e pronto concebe o Amor. 
Eis por que fi cou companheiro e servo de Afrodite o 
Amor, gerado em seu natalício, ao mesmo tempo que por 
natureza amante do belo, porque também Afrodite é bela. 
E por ser fi lho o Amor de Recurso e de Pobreza, e fi cou 
na porta. Ora, Recurso, embriagado com o néctar – pois 
o vinho ainda não havia – penetrou o jardim de Zeus e, 
pesado, adormeceu. Pobreza então, tramando em sua 
falta de recurso engendrar um fi lho de Recurso, deita-se 
ao seu lado e pronto concebe o Amor. Eis por que fi cou 
companheiro e servo de Afrodite o Amor, gerado em seu 
natalício, ao mesmo tempo em que por natureza amante 
do belo, porque também Afrodite é bela. E por ser fi lho 
o Amor de Recurso e de Pobreza foi esta a condição em 
que ele fi cou. Primeiramente ele é sempre pobre, e longe 
está de ser delicado e belo, como a maioria imagina, mas 
é duro, seco, descalço e sem lar, sempre por terra e sem 
forro, deitando-se ao desabrigo, às portas e nos caminhos, 
porque tem a natureza da mãe, sempre convivendo com 
a precisão. Segundo o pai, porém, ele é insidioso com o 
que é belo e bom, e corajoso, decidido e enérgico, caçador 
terrível, sempre a tecer maquinações, ávido de sabedoria e 
cheio de recursos, a fi losofar por toda a vida, terrível mago, 
feiticeiro, sofi sta: e nem imortal é a sua natureza nem 
mortal, e no mesmo dia ora ele germina e vive, quando 
enriquece; ora morre e de novo ressuscita, graças à 
natureza do pai; e o que consegue sempre lhe escapa, de 
modo que nem empobrece o Amor nem enriquece, assim 
como também está no meio da sabedoria e da ignorância”. 
Eis com efeito o que se dá (CHAUI, 2002, p. 211) 2
11
Imagem disponível em: http://uquaarilqua.blogspot.com.br/2011/06/
refl exoes-fi losofi cas-e-um-video-muito.html.
Justamente, para não fi carmos presos aos modelos 
colocados, impostos, por alguém ou alguma coisa.
A Filosofi a abre os horizontes e nos guia para uma verdade que 
transcende todas as verdades da ciência. A verdade de nossa 
existência, a força que nos move para uma busca infi nita.
Parece ser difícil compreender Filosofi a com tantos dizeres 
fi losófi cos e pensamentos. Porém, a sua compreensão exige 
essa busca.
Só entenderemos o sentido da Filosofi a quando entendermos 
que não podemos somar ou subtrair, multiplicar nem 
dividir nossa verdade, o bem, o belo, o amor, a existência. 
Os sentimentos podem ser expressos nas mais diversas 
formas, mas nunca numa equação matemática, nem numa 
composição química ou física. 
(texto extraído: NOVAKOSKI) Disponível em: http://www.beatrizkappke.
com/paraqueestudar.htm. Acesso em: 11/09/2011.
que ficou no passado e sim como aquilo que, aqui e 
agora, dá origem a tudo, perene e permanentemente.
No vasto mundo Grego, a Filosofia teve 
como berço a cidade de Mileto, situada na Jônia, 
litoral ocidental da Ásia Menor. Caracterizada 
por múltiplas influências culturais e por um rico 
comércio, a cidade de Mileto abrigou os três 
primeiros pensadores da história ocidental a quem 
atribuímos a denominação de filósofos. São eles: 
Tales, Anaximandro e Anaxímenes.
O objetivo dos primeiros filósofos era construir 
uma cosmologia (explicação racional esistemática 
das características do universo) que substituísse a 
antiga cosmogonia (explicação sobre a origem do 
universo baseada nos mitos). Em outras palavras, os 
primeiros filósofos queriam descobrir, com base na 
razão e não na mitologia, o princípio substancial (a 
arché) existente em todos os seres materiais.
Vejam que interessante a análise e a preocupação 
dos primeiros filósofos...
Os pré-socráticos ocuparam-se em explicar o 
universo e examinavam a procedência e o retorno 
das coisas. Os primeiros filósofos gregos tentaram 
responder à pergunta: Como é possível que todas as 
coisas mudem ou desapareçam e a Natureza, apesar 
disso, continua sempre a mesma?
Para tanto, procuraram um princípio a partir 
do qual se pudesse extrair explicações para os 
fenômenos da natureza; um princípio único e 
fundamental que permanecesse estável junto ao 
sucessivo vir-a-ser. Tales vai dizer que o princípio 
de tudo é a água; Anaximandro, o infinito 
indeterminado; Anaxímenes, o ar; Heráclito, o 
fogo; Pitágoras, o número; Empédocles, os quatro 
elementos: terra, água, ar, fogo, em vez de uma 
substância única. 
Vejamos as reflexões filosóficas de alguns 
pensadores pré-socráticos:
Estes são os principais 
elementos que levaram 
os pré-socráticos a 
questionar a existência 
e/ou a origem de todas 
as coisasFonte: 
Tales de Mileto (625-558 a.C.)
Tales foi comerciante de sal e de azeite de oliva, e 
enriqueceu como proprietário de prensas de azeitona 
durante uma safra promissora. Sabe-se que ele previu 
um eclipse ocorrido em 585 a.C. Tales foi um dos 
filósofos que acreditava que as coisas têm por trás de 
si um princípio físico, material, chamado arqué; o arqué 
seria a água. Ele observou que o calor necessita de 
água, que o morto resseca, que a natureza é úmida, 
que os germens são úmidos e que os alimentos 
contêm seiva, e concluiu que o princípio de tudo era 
a água. Com essa afirmação, deduz-se que a existência 
singular não possui autonomia alguma, apenas algo 
acidental, uma modificação. A existência singular é 
passageira, modifica-se. A água é um momento no 
todo, em geral, um elemento. Tales queria descobrir 
um elemento físico que fosse constante em todas as 
coisas. Algo que fosse o princípio unificador de todos 
os seres. Principais fragmentos:
Filosofi a geral
12
“... a água é o princípio de todas 
as coisas ...” 
 “... todas as coisas estão cheias 
de deuses...”
“... a pedra magnética possui uma 
alma porque move o ferro...”
Imagem disponível em: 
Vejamos o pensamento de Anaximandro 
(610-546 a.C.), que foi discípulo de Tales... é 
muito importante observar como eles tinham 
conhecimento, e como eles buscavam mais e mais, 
não ficavam satisfeitos com as próprias respostas...
Discípulo e sucessor de Tales. Anaximandro 
recusa-se a ver a origem do real em um elemento 
particular; todas as coisas são limitadas e o limitado 
não pode ser, sem injustiça, a origem das coisas. Do 
ilimitado surgem inúmeros mundos, estabelecendo 
a multiplicidade; a gênese das coisas a partir do 
ilimitado é explicada através da separação dos 
contrários em consequência do movimento eterno. 
Para Anaximandro o princípio das coisas - o arqué 
- não era algo visível, era uma substância etérea, 
infinita. Chamou-se a essa substância de apeíron 
(indeterminado, infinito). O apeíron seria uma 
“massa geradora” dos seres, contendo em si todos 
os elementos contrários. Anaximandro tinha um 
argumento contra Tales: o ar é frio, a água é úmida 
e o fogo é quente, e essas coisas são antagônicas 
entre si.
Portanto, o elemento primordial, o ar, não 
poderia ser um dos elementos visíveis, teria que ser 
um elemento neutro, que está presente em tudo, 
porém invisível. 
Esse filósofo foi o iniciador da astronomia 
grega. Foi o primeiro a formular o conceito de 
uma lei universal presidindo o processo cósmico 
totalmente. De acordo com ele, para que o “vir-
a-ser” não cesse, o ser originário tem de ser 
indeterminado. Estando, assim, acima do “vir-a-
ser” e garantindo, por isso, a eternidade e o curso 
do “vir-a-ser”.
O seu fragmento refere-se a uma unidade 
primordial, da qual nascem todas as coisas e à qual 
retornam todas as coisas. Anaximandro recusa-se a 
ver a origem do real em um elemento particular. Do 
ilimitado surgem inúmeros mundos e estabelece-
se a multiplicidade. A gênese das coisas a partir 
do ilimitado é explicada através da separação dos 
contrários em conseqüência do movimento eterno. 
Principais fragmentos: 
“... o ilimitado é 
eterno...”
“... o ilimitado é imortal 
e indissolúvel...”
Imagem disponível em: http://mangaepoesia.
blogspot.com.br/2011/04/o-vento-e-o-tempo.html
Já Anaxímenes (588-524 a.C.), o elemento 
primordial, principal ou essencial, é o ar, vamos 
para sua teoria...
O princípio de tudo, o arqué seria o ar, e as coisas 
da natureza seriam o ar condensado em vários graus. 
A rarefação e condensação do ar formam o mundo. 
A alma é ar e o fogo é ar rarefeito; quando acontece 
uma condensação, o ar se transforma em água, se 
condensa ainda mais se transformando em terra e, 
por fim, em pedra. Foi o primeiro a afirmar que a 
Lua recebe do Sol a sua luz. Para esse filósofo, o ar 
representa um elemento invisível e imponderável, 
quase inobservável e, no entanto, observável: o ar é 
a própria vida, a força vital, a divindade que “anima” 
o mundo. Principais fragmentos: 
“... do ar dizia que 
nascem todas as 
coisas existentes, as 
que foram e as que 
serão os deuses e 
as coisas divinas...”
Fonte: 
Xenófanes de Cólofon (570-528 a.C.) analisa 
o surgimento ou nascimento das coisas, através do 
elemento, terra.
O elemento primordial para ele é a terra, 
através do elemento terra desenvolve sua 
cosmologia. Combate acirradamente a concepção 
antropomórfica dos deuses, e defende um Deus 
único, eterno, imóvel. Fragmentos principais: 
13
“... tudo sai da terra e tudo volta a 
terra...”
“... tudo o que nasce e cresce é terra 
e água...”
Imagem disponível em: http://www.plantasonya.com.br/
sementes-e-bulbos/como-germinar-sementes-3.html
Heráclito de Éfeso (540-476 a.C.)
Cognominado de “obscuro”4. Afirmava 
que todas as coisas estão em movimento como 
um fluxo perpétuo. O escoamento contínuo dos 
seres em mudança perpétua se processa através de 
contrários. A lei fundamental do Universo é o devir, 
que significa contínuas transformações. Tudo flui e 
nada fica como é. Coisa alguma é estável. Tudo segue 
seu curso. Para Heráclito o princípio das coisas é o 
fogo. O fogo transforma-se em água, sendo que 
uma metade retorna ao céu como vapor e a outra 
metade transforma-se em terra. Sucessivamente, a 
terra transforma-se em água e a água, em fogo. Todas 
as coisas mudam sem cessar, e o que temos diante 
de nós em dado momento é diferente do que foi há 
pouco e do que será depois. Afirmou: “Nunca nos 
banhamos duas vezes no mesmo rio, pois na segunda 
vez não somos os mesmos, e também o rio mudou”.
Grande representante do pensamento dialético. 
Concebia a realidade do mundo como algo dinâmico, 
em permanente transformação. Daí sua escola 
filosófica ser chamada de mobilista (=movimento). 
Para ele, a vida era um fluxo constante, impulsionado 
pela luta de forças contrárias. Assim, afirmava 
que “a luta é a mãe, rainha e princípio de todas as 
coisas”. É pela luta das forças opostas que o mundo 
se modifica e evolui.
Heráclito imaginava a realidade dinâmica do 
mundo sob a forma de fogo, com chamas vivas e 
eternas, governando o constante movimento dos seres.
Ele estabelece a existência de uma lei universal e 
fixa (o logos), regedora de todos os acontecimentos 
particulares e fundamentalmente da harmonia 
universal, harmonia feita de tensões.
“... Todas as 
coisas estão em 
movimento...”
“... O movimento se 
processa através de 
contrários...” 
“... Tudo se faz por 
contraste;da luta dos 
contrários nasce a 
mais bela harmonia...”
“... descemos e 
não descemos nos 
mesmos rios; somos 
e não somos...” Imagem disponível em: http://meandros.
wordpress.com/2008/10/
Pitágoras de Samos (585 a.C.)
É dele a ideia de que o número é o princípio 
ordenador de todas as coisas, os quais representam 
a ordem e a harmonia. Assim, a essência dos seres 
teria uma estrutura matemática. Para Pitágoras, 
aquele que compreende todas as relações numéricas 
chega à essência das coisas. Portanto, a substância 
das coisas é o número. Pitágoras interpretou a forma 
dualista da teoria dos opostos e a descoberta de 
ordem matemática, sobretudo do famoso teorema 
que lhe é atribuído. 
Os pitagóricos se acham em dificuldades para 
explicar a multiplicidade e o vir-a-ser, precisamente 
mediante o uno e o imutável. E julgam poder 
explicar a variedade do mundo mediante o concurso 
dos opostos, que são - segundo os pitagóricos - o 
ilimitado e o limitado, ou seja, o par e o ímpar, o 
imperfeito e o perfeito. O número divide-se em 
par, que não põe limites à divisão por dois, e, por 
conseguinte, é ilimitado (quer dizer, imperfeito, 
segundo a concepção grega, a qual via a perfeição na 
determinação); e ímpar, que põe limites à divisão por 
dois e, portanto, é limitado, determinado, perfeito. 
Os elementos constitutivos de cada coisa - sendo 
cada coisa número - são o par e o ímpar, o ilimitado 
e o limitado, o pior e o melhor. Radical oposição 
esta, que explicaria o vir-a-ser e o múltiplice, que 
seriam reconduzidos à concordância e à unidade 
pela fundamental harmonia (matemática), que 
governa e deve governar o mundo material e moral, 
astronômico e sonoro.
Principais fragmentos: 
Filosofi a geral
14
“... o princípio das 
matemáticas é o 
princípio de todas 
as coisas...”
Peço que conheçam o 
teorema de Pitágoras, 
sua história e sua 
essência.
Imagem disponível em: http://blog-da-uniao.blogspot.com.
br/2011_07_03_archive.html
Parmênides de Eléia (530-460 a.C.)
Parmênides indica que na via da verdade, 
o homem se deixa conduzir apenas pela razão. 
Nessa primeira via, ele afirma o princípio lógico-
ontológico da identidade. Este princípio pode 
assumir a formulação: O ser é, o não ser não é. Só 
por meio da razão é possível desvelar a verdade e a 
certeza. Isso quer dizer que a razão é instrumento 
fundamental e único com o qual o homem pode 
deixar-se conduzir à dupla evidência: O que é é, e o 
que é não pode deixar de ser.
Nessa segunda formulação, o princípio 
evidenciado é o da imutabilidade. O ser é 
demonstrado com todo rigor lógico com o 
raciocínio: “o que é é”, sendo o que é, tem que ser 
único: “além do que é” só existiria, se possível fosse, 
o diferente dele, “o que não é” – hipoteticamente 
absurdo, pois isso desembocaria na atribuição de 
existência ao não ser, impensável e indizível.
Como os mortais hesitam em escolher, ficam 
a meio caminho, a vaguear, em função “do hábito 
multiexperiente” da observação, apenas podem ter 
um olhar que a nada se dirige, seus ouvidos apenas 
percebem sons sem significado.
Parmênides diz que ao se comprometer com 
a via da verdade, o homem sábio perceberá que há 
indícios sobre o que é; seus atributos são revelados 
como uma necessidade absoluta, necessidades que 
são a um só tempo do ser e do pensamento, já que 
ambos são idênticos.
O ser é, portanto, alheio a todo devir, está além 
de toda geração e corrupção; é uno e contínuo, 
porque a razão não permitiria nascer algo além dele, 
determina-o, pois, indivisível, igual ao todo, não 
pode ser maior ou menor que ele mesmo e caso 
houvesse mais de um ser, à unidade retornaria, 
já que por imposição lógica ente a ente adere. O 
ser é imóvel e, pousado em si mesmo, permanece 
imobilizado em seus limites. O ser é perfeito, pois 
não é carente; se de nada é carente, não é possível 
que seja imperfeito e inacabado.
Em Parmênides, o um é o todo e o todo 
é um. Se existissem dois todos, um limitaria a 
abrangência do outro. Como o ser é infinito, 
ilimitado, só pode ser um. Ele refere-se a uma 
esfera. Não se pode deduzir daí que o ser tem o 
atributo da corporeidade. Trata-se de uma simples 
imagem, evidentemente influenciado pelas ideias 
cosmológicas de Anaximandro que geometrizou o 
espaço, até então aritimetizado. No caso, a esfera 
dá mais a noção de infinitude, de algo que nunca 
termina. Quando o poema fala de uma “verdade 
bem redonda”, a imagem que nos vem à mente 
é a do ser “esférico”, ou seja, sem começo e sem 
fim, sem dobras, sem quebras, indivisível, imutável, 
sempre idêntico a si mesmo.
“... pois pensar e ser é o 
mesmo...”
“... o ser é, e o nada, ao 
contrário, nada é...”
“... resta-nos assim um único 
caminho: o ser é...”
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Empédocles de Agrigento (490-435 a.C.)
O princípio gerador de todas as coisas não 
seria um único elemento, mas quatro elementos: 
terra, ar, água e fogo, que se misturam em diferentes 
proporções e formam as várias substâncias que 
encontramos no mundo. O que unia e desunia os 
quatro elementos eram dois princípios: o amor e 
a luta. Os quatro elementos e os dois princípios 
seriam eternos, mas as substâncias formadas por 
eles seriam pouco duradouras.
“... duas coisas quero dizer: 
às vezes, do múltiplo cresce 
o uno para um único ser; 
outras, ao contrário, divide-se 
o uno na multiplicidade..”
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Demócrito de Abdera (460-370 a.C.)
Acha que tudo o que existe é composto de 
átomos, partículas invisíveis e indivisíveis. Os átomos, 
infinitos em número, combinam-se uns aos outros 
e formam todas as coisas. Os átomos são invisíveis 
porque são muito pequenos e também porque não 
possuem qualidades. No universo somente existiriam 
átomos e vácuo (que representaria a ausência do ser). 
Todas as qualidades das coisas como cor, cheiro, 
peso, som, beleza, vida e outras, nada mais são 
do que movimento e modos de ser diferentes dos 
agregados de átomos que formam a respectiva coisa. 
Para ele, é o acaso ou a necessidade que promove 
a aglomeração de certos átomos e a repulsão de 
outros. O acaso é o encadeamento imprevisível, 
a aglomeração de certos átomos e a repulsão de 
outros. O acaso é o encadeamento imprevisível de 
causas. A necessidade é o encadeamento previsível 
e determinado entre causas. Sua concepção 
mecanicista – “tudo o que existe no universo nasce 
do acaso ou da necessidade”. Tudo tem uma causa. 
Fragmentos principais:
“...os homens fi zeram do 
acaso uma imagem como 
pretexto para a sua própria 
imprudência...”
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Nesse momento, terminamos a primeira 
parte da Filosofia, podemos chamar dos primeiros 
pensamentos filosóficos. Vamos analisar algumas 
ideias referentes à necessidade de estudar e 
estruturar a filosofia em nosso dia a dia.
3 - Iniciação ao Pensamento 
Filosófi co
PARA REFLETIR...
HOMEM: o ser que pergunta
Normalmente perguntamos sem refl etir sobre o próprio 
perguntar, sem indagar pelo signifi cado dessa operação da 
inteligência que se acha na raiz de todo conhecimento e de 
toda ciência. E ao perguntar pelo perguntar, convertemos 
essa operação, que nos parece tão banal, tão quotidiana, 
em tema fi losófi co, a partir do momento em que passamos 
a considerá-la do ponto de vista da crítica radical.
Se compararmos, nesse aspecto, o comportamento 
humano com o do animal, verifi caremos que o animal não 
pergunta, não indaga, limitando-se a responder. Mas, por 
que o animal não pergunta? Não pergunta, porque não 
precisa perguntar. E por que não precisa perguntar? Porque, 
para viver e reproduzir-se, dispõe do instinto que o torna 
capaz de fazer, embora inconsciente e sonambulicamente, 
tudo o que é necessário para sobreviver e assegurar a 
sobrevivência de sua espécie. O animal não pergunta, 
limita-se a responder aos estímulos e provocações do 
contexto em que se encontra, a responder imediatamente, 
fugindo do perigo,quando é ameaçado, e atacando a presa 
quando está com fome.
Entre o animal e o contexto em que vive não há ruptura, 
não há solução de continuidade. Porque o animal é 
natureza dentro da natureza, instinto, espontaneidade vital, 
inconsciência [...].
Quando o comportamento do animal não é ditado 
pelo instinto, pela necessidade de alimentar-se, ou de 
reproduzir-se, e de mover-se no espaço, é ditado pelos 
estímulos exteriores que provocam refl exos ou respostas 
previamente determinados. O animal não precisa saber 
o que são as coisas, não precisa perguntar, porque sabe, 
por instinto, tudo o que precisa saber para sobreviver 
e assegurar a sobrevivência da espécie, do grupo ou da 
família a que pertence..
Essa ciência está implícita em sua natureza, pois o peixe 
nasce sabendo nadar, o pássaro sabendo voar, e os gatos 
e cachorros sabendo andar e correr. A integração no 
contexto natural é completa, mesmo por parte dos animais 
que constroem colmeias como as abelhas, edifícios para 
morar como as formigas, ou teias como as aranhas. Essas 
construções são obra do instinto, atividade que realiza fi ns 
determinados sem ter consciência de que os realiza, sem 
ter a possibilidade, ou a liberdade de não realizá-los. Pois 
ser abelha e construir colmeias é a mesma coisa, e a mesma 
coisa, também, é ser formiga e erguer formigueiros, e ser 
aranha e fabricar as teias. Toda a conduta, toda a atividade 
do animal está predeterminada, preestabelecida, em 
sua natureza, inclusive a possibilidade, que se verifi ca em 
relação a certos animais superiores, de serem adestrados 
para trabalhar nos circos.
Em contraste, o homem pergunta. E, por que pergunta? 
Porque precisa perguntar. Mas, por que precisa perguntar? 
Precisa perguntar porque não sabe e precisa saber, saber o 
Filosofi a geral
16
que é o mundo em que se encontra e no qual deve viver. Para 
poder viver, e viver é conviver, com as coisas e com os outros 
homens, precisa saber como as coisas e os outros homens 
se comportam, pois sem esse conhecimento não poderia 
orientar sua conduta em relação às coisas e aos homens. 
Para o ser humano o conhecimento não é facultativo, mas 
indispensável, uma vez que sua sobrevivência dele depende. 
Mas, para que esse conhecimento lhe seja realmente útil e 
lhe permita transformar a natureza, pondo-a a seu serviço, 
e lhe permita, também, transformar sua própria natureza, 
pela educação e pela cultura, para que esse conhecimento 
possa tornar-se o fundamento de uma técnica realmente 
efi caz, é indispensável que não seja meramente empírico, 
mas científi co, ou epistemológico, como diziam os gregos.
Ora, o que está na origem do conhecimento, tanto fi losófi co 
quanto científi co? Na origem desse conhecimento está a 
capacidade, ou melhor, a necessidade de perguntar, de 
indagar, o que são as coisas e o que é o homem. E qual é o 
pressuposto, ou a condição, de possibilidade da pergunta? 
Se pergunto é porque não sei, ou me comporto como se 
não soubesse. A pergunta supõe, consequentemente, a 
ignorância em relação ao que se pretende ou precisa saber, 
pressupondo também, e ao mesmo tempo, a consciência 
da ignorância e o conhecimento, por assim dizer, em oco, 
daquilo que se desconhece e precisa conhecer. A mola do 
processo é a contradição. Não sei e sei que não sei, e essa 
consciência da ignorância, a ciência da insciência, é o que 
me permite perguntar, quer a pergunta se dirija à natureza, 
quer se enderece aos outros homens.
Na origem, na raiz do perguntar, encontramos, portanto, 
a ruptura, a cisão, a contradição. Não sei, preciso saber e 
porque sei que não sei, pergunto, na expectativa de que a 
resposta possa trazer-me o conhecimento que não tenho e 
preciso ter (COTRIN, 1989)
Com o texto acima, podemos iniciar o estudo 
referente ao Desenvolvimento da Consciência, 
iremos refletir sobre a origem e o sistema que 
integram o homem. Temos alguns tipos de 
conhecimentos, os mais conhecidos: Senso comum, 
Intelectual, Racional, Intuitivo, Religiosa... Mas para 
obter o conhecimento precisamos ter consciência...
Veja: eu passo uma informação, você assimila, 
analisa e reflete. Depois, essa informação que foi 
refletida por você fica na consciência, assim você 
obtêm o conhecer. Como posso saber se você 
conhece ou não? Somente através da indagação. 
Se você sabe e responde, você construiu o 
conhecimento, é por isso que temos que absorver o 
máximo de informação... 
Saber mais
Comunicação: São assuntos passados pelos meios de 
comunicação, com isso não há uma “preocupação” de informar.
Informação: São passadas para as pessoas que obtêm 
conhecimento, todas as formas são passadas e refl etidas de 
acordo com interesse do conhecedor.
Vamos começar os estudos referentes à consciência!
Muito já se escreveu sobre as características humanas. 
Entretanto, talvez nada caracterize melhor o ser humano 
do que a consciência, isto é, o desenvolvimento dessa 
atividade mental que nos permite estar no mundo com 
algum saber, “consciência”.
Por isso, a biologia classifica o homem atual 
como sapiens sapiens: o ser que sabe que sabe. 
É que o homem é capaz de fazer sua inteligência 
debruçar sobre si mesma para tomar posse de seu 
próprio saber, avaliando sua consistência, seu limite 
e seu valor.
Você sabia? O conhecimento humano é a verdade 
acessível ao homem, e essa verdade é relativa, fi nita e 
limitada. Existe uma realidade absoluta, mas acesso direto 
a esta realidade ou percepção direta dela é impossível. 
O conhecimento da realidade é relativo e limitado ao 
conhecimento dos vários efeitos produzidos por essa 
realidade absoluta. É um termo que designa, em fi losofi a, 
o processo pelo qual o sujeito apreende um objeto. O 
conhecimento sensível nos é dado por meio dos sentidos 
já o inteligível depende do uso da razão e têm como 
objetos tipos gerais, e não individuais e concretos.
O processo contínuo de conscientização 
faz do homem, portanto, um sistema aberto, 
fundamentalmente relacionado com o mundo e 
consigo mesmo. O ser humano pode voltar-se para 
dentro de si, investigando seu intimo, e projetar-se 
para fora, investigando o universo.
Aberto ao ser e ao saber, a conscientização faz 
o homem dinâmico. Eterno caminhante destinado 
à procura e ao encontro da realidade. Caminhante 
cuja estrada é feita da harmonia e do conflito com o 
ser, o saber e o fazer, essas dimensões essenciais da 
existência humana.
Consciência Crítica A dialética do eu e 
do mundo. A consciência pode centrar-se sobre 
o próprio sujeito, sondando a interioridade, ou 
17
sobre os objetos exteriores, sondado a alteridade. 
Portanto, há duas dimensões complementares no 
processo de conscientização: a consciência de si e a 
consciência do outro.
A consciência de si, isto é, a concentração 
da consciência nos estados interiores do sujeito, 
exige reflexão. Alcança-se, por intermédio dela, a 
dimensão da interioridade que se manifesta através 
do processo de falar, criar, afirmar, propor e inovar.
A consciência do outro, isto é, a concentração 
da consciência nos objetos exteriores, exige atenção. 
Alcança-se, por intermédio dela, a dimensão da 
alteridade que se manifesta através do processo de 
escutar, absorver, reformular, rever e renovar.
O despertar da consciência crítica depende do 
harmonioso crescimento dessas duas dimensões da 
consciência: a reflexão sobre si e a atenção sobre 
o mundo. Se apenas uma delas progride, há uma 
deformação, um abalo no desenvolvimento da 
consciência crítica.
Supomos, por exemplo, o crescimento só da 
consciência do outro. Essa atenção unilateral ao 
mundo, sem a reflexão sobre si mesmo, conduziria à 
perda da identidade pessoal, à exaltação dos objetos 
externos, ao alheamento.
Por outro lado, imaginemos o crescimento 
só da consciência de si. Essa reflexão em torno 
do eu, sem atenção sobre o mundo, conduziria ao 
isolamento, ao fechamento interior, ao labirinto 
narcisista (Disponível em: http://pt.wilpedia.org/
wiki. Acesso em: 12/fev./2006).
3.1 - Os Modos da ConsciênciaGeralmente relacionamos a consciência apenas à 
capacidade cognitiva, ou seja, à capacidade de apreensão 
intelectual de uma dada realidade. No entanto, sendo 
o homem um ser que se relaciona com a realidade 
através de múltiplos sentidos e múltiplas capacidades, 
podemos distinguir alguns modos da consciência que 
estabelecem essa relação homem-mundo.
A consciência mítica - O termo mito tem 
diversos significados. Pode significar: uma ideia falsa, 
como quando se diz “o mito da superioridade racial 
dos germânicos difundido pelos nazistas”; uma 
crença exagerada no talento de alguém, como em 
“Elvis Presley foi o maior mito da música popular 
mundial”; ou ainda algo irreal e supersticioso, como 
o “mito do saci-pererê”.
Quando falamos em mito num sentido 
antropológico, queremos nos referir às narrativas 
e ritos tradicionais, integrantes da cultura de 
um povo, principalmente entre as populações 
primitivas e antigas...
O mito conta uma história sagrada: ele relata 
um acontecimento ocorrido no tempo primordial... 
O mito narra como, graças às façanhas dos entes 
sobrenaturais, uma realidade passou a existir.
A consciência religiosa - Compartilha com 
a consciência mítica o elemento do sobrenatural, 
a crença em um poder superior inteligente, isto é, 
a divindade. No entanto, é uma consciência que, 
historicamente, conviveu e debateu com a razão 
filosófica e científica. Sua diferença em relação a esses 
saberes está na crença em verdades reveladas pela fé 
religiosa, enquanto a filosofia e a ciência se apoiam, 
sobretudo, na razão para alcançar o conhecimento.
A consciência intuitiva - A intuição é uma 
forma de consciência que pode ser apontada como 
um saber imediato, ou seja, que não passa por 
mediações, que ocorre como um insight. A intuição 
distingue-se do conhecimento formal, refletido, que 
se constrói através de argumentos. 
É possível falarmos na existência de uma 
intuição, falarmos na existência de uma intuição 
sensível e uma intuição intelectual. Em um outro 
caso, a intuição tem um caráter sincrético, isto é, 
representa uma aglutinação de elementos indistintos 
que, posteriormente, podem ser desdobrados 
em uma análise. Quando isso se der, estaremos 
entrando no conhecimento racional.
A consciência racional - Ela busca a 
compreensão da realidade por meio de certos 
princípios estabelecidos pela razão, como, por 
exemplo, o de causa e efeito. Essa busca se 
caracteriza por pretender alcançar uma adequação 
entre pensamento e realidade, isto é, entre explicação 
e aquilo que se procura explicar.
O conhecimento racional desenvolve um 
trabalho de abstração e análise. Abstrair significa 
separa, isolar as partes essenciais. Analisar significa 
decompor o todo em suas partes. Com isso, 
busca-se compreender o que define e caracteriza 
fundamentalmente o objeto em estudo.
Retomando a AULA
Estamos terminando a aula, neste momento 
faremos um memorandum, vamos lá.
Filosofi a geral
18
1 - Introdução à Filosofia
A origem da Filosofia. Nesta seção, não 
podemos nos esquecer da necessidade de entender 
o nascimento da Filosofia, como também devemos 
lembrar que a Filosofia não é um conjunto de 
conhecimentos prontos, um sistema acabado ou 
fechado em si mesmo. Nós devemos acompanhar 
com raciocínio, com clareza e com segurança 
toda análise e acontecimentos que poderemos 
acompanhar, ou seja, a Filosofia nos ajuda a dar 
respostas seguras a todos os questionamentos.
2 - A origem da Filosofia antiga: Pré-
Socráticos e seus pensamentos 
Vimos os principais filósofos pré-socráticos, 
através da sabedoria e da dinamicidade conseguiram 
dar respostas para os questionamentos da época. Sem 
nenhuma tecnologia absorveram conhecimentos e 
deram respostas as indagações da época.
3 - Iniciação ao pensamento filosófico
Trabalhamos com a análise mais direta sobre o 
processo de filosofar, discutimos nesse ponto sobre a 
consciência crítica e reflexiva, depois de analisarmos 
a origem da filosofia e os primeiros filósofos, 
podemos finalizar com um raciocínio, a importância 
da Filosofia para a realização pessoal e profissional. 
Devemos ter mais razão do que emoção, todas as 
nossas decisões devem ser tomadas com segurança. 
Nas aulas a seguir estaremos aprimorando a nossa 
razão, consciência e reflexão.
Glossário
Valor - Axiologia, ou teoria do valor é a abordagem 
fi losófi ca do valor em sentido amplo. Sua importância reside 
principalmente no novo e mais extenso signifi cado que 
atribuiu ao termo valor e na unidade que trouxe ao estudo 
de questões econômicas, éticas, estéticas e lógicas que 
eram tradicionalmente consideradas em separado.
Verdade - Na Filosofi a Clínica, há dois tipos de verdade: 
subjetiva e consensual. A verdade subjetiva é aquela que 
habita a pessoa que está de acordo com a sua singularidade, 
sua Estrutura de Pensamento. Quanto à verdade consensual, 
é aquela estabelecida em conjunto pelas pessoas.
Estrutura de pensamento - É o modo como a pessoa está 
existencialmente no ambiente. A estrutura de pensamento 
se dá mediante a relação de trinta Tópicos que por 
interseção estabelecem as condições modais de existência 
da pessoa. A Estrutura de Pensamento se caracteriza pela 
sua mobilidade, plasticidade, pois ela muda de pessoa para 
pessoa, ela muda de época para época, ela muda na própria 
pessoa durante a vida. Ela procura entender a experiência 
humana enquanto existência.
Metafísica - Metafísica ou fi losofi a primeira constitui a parte 
mais importante de toda doutrina fi losófi ca, já que investiga 
os princípios e causas últimas da realidade, a essência do ser 
ou “o ser como ser”. Seu estudo deve partir de uma análise 
formal e abstrata da realidade e se denomina ontologia 
ou metafísica geral. No pensamento moderno, tende a 
dar o nome de metafísica a toda fi losofi a especulativa que 
se ocupe de princípios não perceptíveis diretamente de 
modo empírico, como “alma”, “essência” ou “absoluto”, ou 
que elabore concepções do mundo não suscetíveis de 
demonstração científi ca. Assim, na oposição clássica entre 
idealismo e materialismo, as escolas contemporâneas de 
tradição empirista -- positivismo, fi losofi a analítica -- tenderam 
a negar a validade da metafísica como ciência, enquanto 
correntes como o irracionalismo, o existencialismo e o 
intuicionismo, embora discordem dos critérios dogmáticos 
da metafísica tradicional, admitem o caráter de certo modo 
metafísico de todo empreendimento fi losófi co.
Paradigma - É um esquema ou modelo mental que se toma 
como referência e sobre o qual se constrói um processo 
intelectual. Em fi losofi a da ciência é o princípio básico 
que sustenta uma teoria geral e cuja alteração acarreta a 
mudança de toda a teoria.
Axiologia - É a abordagem fi losófi ca Teoria do valor em 
sentido amplo. Sua importância reside principalmente no 
novo e mais extenso signifi cado que atribuiu ao termo valor 
e na unidade que trouxe ao estudo de questões econômicas, 
éticas, estéticas e lógicas que eram tradicionalmente 
consideradas em separado.
Vale a PENA
Dicionário de Filosofia - Disponível em: . 
Glossary of Religious Mouvements Terms - 
Disponível em: . 
Routledge Encyclopedia of Philosophy - 
Disponível em: . 
Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência 
- Disponível em: .
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Vale a pena ACESSAR
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A Procura da Felicidade - Título original: 
The Pursuit of Happyness
Direção: Gabriele Muccino. Sinopse: 
Chris Gardner (Will Smith) é um pai de família 
que enfrenta sérios problemas financeiros. Apesar 
de todas as tentativas em manter a família unida, 
Linda (Thandie Newton), sua esposa, decide 
partir. Chris agora é pai solteiro e precisa cuidar de 
Christopher (Jaden Smith), seu filho de apenas 5 
anos. Ele tenta usar sua habilidade como vendedor 
para conseguir um emprego melhor, que lhe dê 
um salário mais digno. Chris consegue uma vaga 
de estagiário numa importante corretora de ações, 
mas não recebe salário pelos serviços prestados. Sua 
esperança é que, ao fim do programa de estágio, ele 
seja contratado e assim tenha um futuro promissor 
na empresa. Porém, seus problemas financeiros não 
podem esperar que isto aconteça o que faz com 
que sejam despejados. Chris e Christopher passam 
a dormir em abrigos, estações de trem, banheiros 
e onde quer que consigam um refúgio à noite, 
mantendo a esperança de que dias melhores virão.
Felicidade na Filosofia - Este filme pode nos 
levar a alguns pensamentos e sentimentos sobre o 
que é a felicidade e se podemos ou não ser felizes. Na 
história da Filosofia, encontramos diversas respostas 
Vale a pena ASSISTIR
(ou tentativas de resposta) para essa questão. O 
conceito de Felicidade nasceu na Grécia Antiga: 
para Tales era feliz quem tem corpo são e forte, 
boa sorte e alma bem formada. Para Demócrito 
a felicidade era a medida do prazer e a proporção 
da vida (evitando-se os excessos). Já para Aristipo 
somente o prazer é bem, porque é algo desejado por 
si mesmo. A Felicidade seria a soma de todos os 
prazeres particulares (passados e futuros). Mas para 
Platão não era assim, a felicidade não está no prazer, 
mas sim na virtude. Os felizes só são felizes porque 
possuem a justiça e a temperança; os infelizes são 
infelizes porque possuem a maldade. Todos os 
conceitos de liberdade até aqui dizem respeito à 
situação do homem no mundo. Mas Aristóteles 
amplia o conceito de Felicidade definindo-a como 
certa atividade da alma realizada em conformidade 
com a virtude. Assim, as pessoas podem possuir 
três tipos de bens: os exteriores, os do corpo e os 
da alma. Os bens exteriores cumprem uma função 
utilitária de instrumentos, além do qual se tornam 
prejudiciais a quem os possui e por isso tornam-
se inúteis. Os bens espirituais ao contrário quanto 
mais abundantes mais úteis. A Ética pós-aristotélica 
ocupou-se exclusivamente da Felicidade do sábio. O 
sábio é aquele que acha a Felicidade em si mesmo.
 
Wall-E - Direção: Andrew Stanton. Sinopse:
Após entulhar a Terra de lixo e poluir a 
atmosfera com gases tóxicos, a humanidade deixou 
o planeta e passou a viver em uma gigantesca nave. 
O plano era que o retiro durasse alguns poucos 
anos, com robôs sendo deixados para limpar o 
planeta. Wall-E é o último destes robôs, que se 
mantém em funcionamento graças ao autoconserto 
de suas peças. Sua vida consiste em compactar o 
lixo existente no planeta, que forma torres maiores 
que arranha-céus, e colecionar objetos curiosos que 
encontra ao realizar seu trabalho. Até que um dia 
surge repentinamente uma nave, que traz um novo 
e moderno robô: Eva. A princípio curioso, Wall-E 
logo se apaixona pela recém-chegada. 
Wall-E é diversão para as crianças, mas também 
para os adultos. O filme consegue deixar de maneira 
divertida uma versão possível para o futuro da 
humanidade. O protagonista busca um sentido 
maior em sua vida e deixa uma mensagem simples: 
“aproveite as coisas simples da vida” e por incrível 
que pareça nos ensina a sermos mais sensíveis.
Filosofi a geral
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Wittgenstein - Direção: Derek Jarman. Sinopse:
Este é um retrato invulgar e pleno de humor 
de um dos mais influentes filósofos do século XX: 
Ludwig Wittgenstein. 
A intenção de Derek Jarman é inequívoca: 
explorar as chaves ideológicas da filosofia e da 
vida de Wittgenstein, para além do gênio. O filme 
recupera, com ironia, todo o percurso da vida do 
filósofo e da sua família, expoente máximo da 
burguesia austríaca. Retrata ainda toda a luta de 
Wittgenstein contra a alienação pessoal. O filósofo 
serviu como voluntário na I Guerra Mundial, foi 
professor na Áustria rural e operário na União 
Soviética. Regressa a Cambridge em 1951, onde 
morrerá vítima de cancro. As últimas palavras 
de Wittgenstein indiciam o tom irônico com que 
sempre encarou a sua existência: “Digam a todos 
que tive uma vida maravilhosa”?
 
Dúvida - Direção: John Patrick Shanley. Sinopse:
O ano é 1964 e o cenário é a escola St. 
Nicholas, no Bronx. O vibrante e carismático padre 
Flynn (Philip Seymour Hoffman), vem tentando 
acabar com os rígidos costumes da escola, que há 
muito são guardados e seguidos ferozmente pela 
irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), a diretora 
com mãos de aço que acredita no poder do medo 
e da disciplina. Os ventos das mudanças políticas 
sopram pela comunidade e, de fato, a escola acaba 
de aceitar seu primeiro aluno negro, Donald Miller. 
Mas quando a irmã James (Amy Adams), uma freira 
inocente e esperançosa conta à irmã Aloysius sobre 
sua suspeita, induzida pela culpa, de que o padre 
Flynn está dando atenção exagerada a Donald, a 
irmã Aloysius se vê motivada a empreender uma 
cruzada para descobrir a verdade e banir o padre 
da escola. Agora, sem nenhuma prova ou evidência, 
exceto sua certeza moral, a irmã Aloysius trava uma 
batalha de determinação com o padre Flynn, uma 
batalha que ameaça dividir a Igreja e a escola com 
consequências devastadoras. “Dúvida” é um filme 
sobre... Dúvida. Não somente, outras questões 
(moralidade, autoridade e religião) são tratadas 
no filme. Mas tudo é duvidoso e passa longe de 
esclarecimentos. A partir do filme podemos colocar 
algumas questões filosóficas: A verdade é relativa? 
E o que é a verdade? E, ainda: Existe uma relação 
entre crença religiosa e a verdade?
OBS: Não se esqueçam! Em caso de 
dúvidas, acessem as ferramentas 
“fórum” ou “quadro de avisos”.

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