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POLÍTICA SOCIAL I 
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Prezado (a) aluno (a)! 
 
A política social é um campo de estudo e prática que abrange a 
formulação e implementação de medidas governamentais voltadas para a 
promoção do bem-estar social, a garantia de direitos básicos e a redução das 
desigualdades. 
A origem da política social remonta a diferentes momentos e contextos 
históricos. No entanto, uma das principais influências para o surgimento dessa 
abordagem foi a Revolução Industrial, ocorrida no final do século XVIII e início 
do século XIX na Inglaterra e em outros países da Europa. 
A política social evoluiu ao longo do tempo, expandindo seu escopo 
para abranger uma ampla gama de áreas, como saúde, educação, habitação, 
previdência social e igualdade de gênero. Além disso, passou a reconhecer a 
importância da participação ativa da sociedade civil e de outros atores sociais 
na definição e implementação de políticas sociais efetivas. 
Neste sentido, compreenderemos nessa aula, como o conceito e a 
origem da política social é fundamental para analisar as necessidades e 
demandas da sociedade. 
 
Bons estudos! 
AULA 1 – CONCEITOS DA 
POLÍTICA SOCIAL 
3 
 
1 CONCEITOS E ORIGEM DA POLÍTICA SOCIAL 
A origem da política social remonta aos primórdios da história da humanidade. 
Desde os primeiros agrupamentos humanos, a necessidade de organização social e 
de atender às demandas coletivas já se fazia presente (COSTA, 2007). No entanto, é 
possível traçar os fundamentos da política social a partir da Revolução Industrial, no 
século XVIII, quando ocorreram transformações sociais, econômicas e políticas que 
moldaram a sociedade moderna. 
Com o surgimento da industrialização, houve uma intensificação da produção 
em larga escala e a concentração de trabalhadores nas cidades. Esse processo 
resultou em condições de trabalho precárias, jornadas exaustivas, salários baixos e 
uma exploração sem precedentes da mão de obra. Diante dessas condições 
desumanas, começaram a surgir movimentos sociais que buscavam a melhoria das 
condições de vida e trabalho dos trabalhadores (FREIRE, 2022). 
Foi nesse contexto que surgiram os primeiros movimentos da política social 
moderna. Movimentos sindicais e trabalhistas começaram a reivindicar direitos 
trabalhistas, como a jornada de trabalho limitada, a proteção contra acidentes de 
trabalho e a garantia de um salário mínimo. Essas lutas foram fundamentais para a 
construção de um sistema de proteção social mais abrangente. 
A partir do século XIX, a política social ganhou força e se tornou uma pauta 
central nas agendas políticas. O reconhecimento de que o Estado deveria assumir a 
responsabilidade de garantir o bem-estar dos cidadãos começou a ganhar espaço. 
Nesse período, países como Alemanha, Reino Unido e França implementaram as 
primeiras medidas de proteção social, como a criação de seguros de saúde, 
previdência social e leis trabalhistas. 
A contribuição teórica de pensadores como Karl Marx e Friedrich Engels 
também foi fundamental para o desenvolvimento da política social. Eles analisaram 
criticamente as condições de vida dos trabalhadores e propuseram transformações 
profundas na estrutura social e econômica para garantir a justiça social e a igualdade 
de oportunidades (PEREIRA, 2006). 
No século XX, a política social se expandiu ainda mais, especialmente após a 
Segunda Guerra Mundial. Os Estados de bem-estar social foram estabelecidos em 
diversos países, com a finalidade de oferecer proteção social abrangente, incluindo 
4 
 
serviços de saúde, educação, moradia, seguridade social e emprego (ANDRADE, 
2018). Essa abordagem se baseava na ideia de que o Estado tinha a responsabilidade 
de fornecer uma rede de segurança social que garantisse o mínimo de dignidade e 
bem-estar para todos os cidadãos. 
No entanto, é importante ressaltar que a política social não se limitou apenas 
aos países desenvolvidos. Nos países em desenvolvimento, movimentos sociais e 
líderes políticos também buscaram promover políticas sociais que abordassem as 
necessidades e desafios específicos de suas realidades. 
Ao longo das décadas, a política social continuou a evoluir e se adaptar aos 
desafios e mudanças sociais. Novos problemas, como a crescente desigualdade 
econômica, as demandas por direitos das minorias e os impactos das mudanças 
climáticas, levaram ao surgimento de novas abordagens e enfoques na política social. 
Hoje, a política social abrange uma ampla gama de áreas e políticas, que vão 
desde a proteção social básica até questões mais complexas, como igualdade de 
gênero, inclusão de grupos marginalizados, políticas de saúde, educação, habitação, 
emprego e meio ambiente. A abordagem da política social também se tornou mais 
holística, reconhecendo a interconexão entre diferentes dimensões da desigualdade 
e buscando soluções integradas. 
Além disso, a política social não é mais vista como uma responsabilidade 
exclusiva do Estado. A participação ativa da sociedade civil, organizações não 
governamentais, setor privado e comunidade acadêmica é essencial para a 
construção de políticas sociais efetivas e sustentáveis. A colaboração e o diálogo 
entre diferentes atores são fundamentais para identificar necessidades, desenvolver 
estratégias e implementar ações que promovam o bem-estar coletivo. 
No contexto global, a política social também se tornou uma preocupação 
transnacional. A cooperação internacional e o intercâmbio de experiências e melhores 
práticas têm desempenhado um papel importante na disseminação de políticas 
eficazes e na busca por soluções conjuntas para desafios comuns. Organizações 
internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização 
Internacional do Trabalho (OIT) e o Banco Mundial, desempenham um papel crucial 
na promoção da política social em nível global (PINHEIRO, 2018). 
No entanto, apesar dos avanços, a política social ainda enfrenta muitos 
desafios. A crescente desigualdade econômica, a exclusão social, a pobreza 
5 
 
persistente, a falta de acesso a serviços básicos e as disparidades de gênero e raça 
são questões urgentes que exigem uma abordagem abrangente e efetiva da política 
social. 
Além disso, as mudanças rápidas e complexas na economia global, o 
envelhecimento da população, os fluxos migratórios e os desafios ambientais 
apresentam novos desafios que exigem inovação e adaptação na política social. 
No decorrer do tempo, a política social tem sido impulsionada por diversos 
movimentos e teorias que contribuíram para o seu desenvolvimento. O pensamento 
liberal, por exemplo, defende a intervenção mínima do Estado na economia e nos 
assuntos sociais, priorizando a liberdade individual e a propriedade privada. Já o 
pensamento socialista busca uma redistribuição mais igualitária da riqueza e a 
garantia de direitos básicos para todos os cidadãos. 
Outro importante marco na evolução da política social foi a Declaração 
Universal dos Direitos Humanos, adotada pela ONU em 1948. Esse documento 
estabeleceu princípios fundamentais, como o direito à vida, à liberdade, à educação, 
ao trabalho digno, à segurança social e à proteção contra a discriminação. A partir daí 
os direitos humanos passaram a ser uma base essencial para a formulação e 
implementação de políticas sociais em nível nacional e internacional (OLIVEIRA, 
2019). 
Ao longo das décadas, os debates sobre a política social também foram 
influenciados por correntes teóricas como o neoliberalismo, que propõe a redução do 
Estado de bem-estar social e a maior participação do setor privado na prestação de 
serviços sociais. Por outro lado, há outras correntes que questionam as desigualdades 
estruturais presentes nas sociedades e defendem a necessidade de umapolítica 
social mais inclusiva e redistributiva. 
É importante ressaltar que a política social não se restringe apenas às ações 
do Estado. Ela abrange um conjunto de medidas e práticas adotadas por diferentes 
atores sociais, incluindo organizações da sociedade civil, instituições acadêmicas, 
setor empresarial e a própria comunidade. A participação ativa da sociedade civil na 
formulação, implementação e monitoramento das políticas sociais é essencial para 
garantir a sua efetividade e legitimidade. 
Em suma, a origem da política social remonta ao contexto da Revolução 
Industrial, mas ela evoluiu e se expandiu ao longo do tempo para abordar uma ampla 
6 
 
gama de questões sociais. A política social tem como objetivo central promover o bem-
estar coletivo, garantir a igualdade de oportunidades e proteger os direitos dos 
cidadãos. É um campo em constante evolução, que requer ação conjunta de 
governos, sociedade civil e setor privado para enfrentar os desafios e construir uma 
sociedade mais justa, inclusiva e sustentável para todos. 
Já em seu conceito, a política social é ampla e essencial para a construção de 
uma sociedade mais justa e igualitária. Ela visa enfrentar as desigualdades sociais e 
promover o bem-estar coletivo, garantindo que cada indivíduo tenha acesso aos 
recursos e serviços necessários para uma vida digna. 
No contexto da ação do Estado, a política social engloba um conjunto de 
medidas e intervenções que visam proteger e promover os direitos sociais, 
econômicos e culturais dos cidadãos. Ela reconhece que as desigualdades sociais 
são fruto das estruturas e dinâmicas da sociedade, e tem em vista corrigir tais 
disparidades por meio de políticas públicas voltadas para a igualdade de 
oportunidades e para a promoção da justiça social. 
As teorias que embasam a política social são diversas, refletindo diferentes 
perspectivas ideológicas. O liberalismo destaca a importância da liberdade individual, 
mas também reconhece a necessidade de uma rede de proteção social para amparar 
aqueles que estão em situação de vulnerabilidade. O socialismo, por sua vez, enfatiza 
a necessidade de uma distribuição equitativa de recursos e oportunidades, buscando 
eliminar as desigualdades inerentes ao sistema capitalista. 
Uma importante teoria na área da política social é a teoria dos regimes de bem-
estar proposta por Esping-Andersen (1990). Ele identifica três tipos principais de 
regimes de bem-estar: o regime social-democrata, o regime liberal e o regime 
conservador-corporativista. Cada um desses regimes apresenta abordagens e 
estratégias diferentes para a provisão de serviços sociais e a redistribuição da renda. 
Além das teorias, existem também diferentes modelos de política social 
adotados pelos países. O modelo de bem-estar social, presente em países como 
Suécia, Noruega e Dinamarca, visa fornecer uma ampla gama de serviços sociais, 
como saúde, educação e previdência, por meio de altos níveis de tributação e 
redistribuição de renda. Já o modelo liberal, predominante em países como Estados 
Unidos e Reino Unido, enfatiza a responsabilidade individual e a participação do setor 
privado na oferta de serviços sociais. 
7 
 
A política social abrange uma variedade de áreas de atuação, como saúde, 
educação, habitação, previdência social, assistência social e emprego. Essas áreas 
são interconectadas e complementares, buscando atender às necessidades básicas 
da população e garantir a igualdade de oportunidades. Por exemplo, a saúde pública 
visa assegurar o acesso universal aos serviços de saúde, enquanto a educação tem 
em vista fornecer um ensino de qualidade a todos os indivíduos, independentemente 
de sua origem socioeconômica. 
Segundo Esping-Andersen (1990), a política social abrange um conjunto de 
ações que visam atender às necessidades sociais e mitigar os riscos e 
vulnerabilidades que os indivíduos e grupos enfrentam em diferentes áreas, como 
saúde, educação, habitação, trabalho e previdência social. Essas ações podem ser 
realizadas por meio de políticas universais, que visam atender a todos os cidadãos, 
ou por meio de políticas seletivas, que são direcionadas a grupos específicos em 
situação de maior vulnerabilidade. 
No entanto, a implementação da política social enfrenta diversos desafios. A 
escassez de recursos é um obstáculo constante, exigindo uma alocação eficiente e 
priorização das necessidades mais urgentes. Além disso, a resistência política pode 
dificultar a implementação de políticas sociais abrangentes e eficazes. 
Outro desafio é a necessidade de adaptar as políticas sociais às mudanças 
demográficas e às demandas emergentes da sociedade. Por exemplo, o 
envelhecimento da população requer a criação de políticas de previdência social que 
garantam a proteção e o bem-estar dos idosos. Da mesma forma, as transformações 
tecnológicas e econômicas demandam a capacidade de se antecipar e responder aos 
novos desafios sociais. 
Apesar dos desafios, a política social continua sendo uma ferramenta 
indispensável para promover a equidade e o bem-estar coletivo. Ela desempenha um 
papel fundamental na redução das desigualdades sociais, na promoção da inclusão 
social e na garantia dos direitos básicos dos cidadãos. 
Para Kerstenetzky (2012): 
Do ponto de vista da estratificação social, o projeto [do Estado de Bem-Estar] 
foi de integração social no mainstream e não na margem da sociedade, ou 
seja, pela classe média (…). Do ponto de vista da estrutura do emprego, o 
Estado de Bem-Estar introduziu um viés pro-público, pro-serviços 
(especialmente serviços sociais) e pro-gênero” (KERSTENETZKY, 2012, p. 
20). 
8 
 
Uma política social efetiva não se limita apenas a fornecer assistência material 
e serviços básicos, mas também se preocupa em promover a participação ativa dos 
cidadãos na tomada de decisões que afetam suas vidas. Isso significa criar espaços 
de diálogo e envolver a sociedade civil, organizações não governamentais e grupos 
marginalizados na formulação, implementação e avaliação das políticas sociais. 
Além disso, a política social deve ser integrada e abordar as diversas 
dimensões da desigualdade, considerando fatores como gênero, raça, etnia, 
orientação sexual e deficiência. Ela precisa reconhecer as diferentes necessidades e 
realidades dos grupos sociais e adotar abordagens específicas para garantir a 
equidade de oportunidades e a justiça social. 
Um dos principais objetivos da política social é garantir que todos os indivíduos 
tenham acesso a condições dignas de vida. Isso implica em assegurar o acesso a 
serviços de saúde de qualidade, educação inclusiva, moradia adequada, proteção 
social para os mais vulneráveis, trabalho decente e renda mínima para aqueles que 
não têm meios de subsistência (YAZBEK, 2008). 
A política social também desempenha um papel crucial na redução da pobreza 
e da exclusão social. Por meio de programas de transferência de renda, como bolsas 
familiares, seguro-desemprego e benefícios de aposentadoria, busca-se garantir a 
subsistência básica das famílias em situação de vulnerabilidade econômica. 
Além disso, a política social pode contribuir para a redução das disparidades 
regionais, promovendo o desenvolvimento equilibrado e a inclusão de áreas 
marginalizadas. Isso envolve investimentos em infraestrutura, serviços públicos e 
oportunidades econômicas em regiões menos desenvolvidas, visando criar condições 
de vida mais igualitárias em todo o território. 
A política social também está intrinsecamente ligada aos direitos humanos, à 
democracia e à construção de uma sociedade mais justa. Ela fortalece a coesão 
social, a solidariedade e a confiança mútua entre os cidadãos, contribuindo para a 
estabilidade e a paz social. 
Em suma, ela é um instrumento essencial para promover a equidade, a justiça 
social e o bem-estar coletivo. Ela visa corrigir as desigualdades sociais, garantir o 
acesso aos direitosfundamentais e criar condições para que todos os indivíduos 
possam viver de forma digna e participativa. Por meio de políticas públicas efetivas, 
diálogo social e participação cidadã, é possível construir uma sociedade mais 
9 
 
inclusiva, solidária e igualitária para as presentes e futuras gerações. 
Para alcançar esses objetivos, é fundamental que a política social seja 
implementada de forma integrada e sustentável. Isso requer um compromisso 
contínuo por parte dos governos e da sociedade em investir em programas e ações 
que promovam a igualdade e o bem-estar. 
Um aspecto importante da política social é a avaliação constante de sua 
eficácia e impacto. É necessário monitorar e avaliar os resultados das políticas 
implementadas, a fim de identificar seus pontos fortes, suas limitações e possíveis 
ajustes necessários. A pesquisa e o desenvolvimento de indicadores sociais são 
ferramentas valiosas nesse processo, fornecendo dados objetivos para orientar a 
tomada de decisões e aprimorar as intervenções sociais. 
No entanto, é importante reconhecer que a política social não é uma solução 
isolada para todos os problemas sociais. Ela deve ser complementada por outras 
políticas públicas, como políticas econômicas inclusivas, políticas de emprego, 
políticas educacionais e ambientais, a fim de abordar as causas profundas da 
desigualdade e da exclusão. 
A política social também deve ser sensível às mudanças e desafios emergentes 
da sociedade. À medida que a tecnologia avança e a globalização impacta diferentes 
setores, novas demandas e necessidades surgem. Ela deve ser adaptável e flexível o 
suficiente para responder a essas transformações (SILVA, 2002). 
Em um mundo interconectado, a política social também envolve colaboração e 
cooperação internacional. A troca de experiências, melhores práticas e 
conhecimentos entre países pode fortalecer as políticas sociais, estimulando o 
aprendizado mútuo e a busca de soluções conjuntas para desafios globais, como a 
pobreza, a migração e as mudanças climáticas. 
É fundamental reconhecer que a política social é um processo contínuo e em 
constante evolução. Ela requer um compromisso de longo prazo por parte de todas 
as partes interessadas para enfrentar as desigualdades e promover uma sociedade 
mais justa e inclusiva. É uma jornada que exige a participação ativa e a 
responsabilidade compartilhada de governos, sociedade civil, setor privado e 
cidadãos, trabalhando juntos em busca de um futuro melhor para todos. 
A política social também enfrenta desafios significativos à medida que 
avançamos no século XXI. Um dos principais desafios é a crescente desigualdade 
10 
 
econômica e social. A concentração de riqueza e poder em poucas mãos cria barreiras 
significativas para a implementação de políticas sociais abrangentes e eficazes. Além 
disso, a polarização política e a falta de consenso sobre os objetivos e abordagens da 
política social podem dificultar a adoção de medidas concretas. 
Outro desafio é a necessidade de lidar com questões emergentes, como a 
mudança climática e os impactos da revolução tecnológica. A política social deve se 
adaptar a essas realidades em constante evolução, integrando a sustentabilidade 
ambiental e a inclusão digital em suas agendas. Isso implica em repensar os modelos 
tradicionais de trabalho, educação e proteção social. 
Além disso, a política social precisa abordar as desigualdades estruturais e 
sistêmicas, como o racismo, o sexismo e a discriminação. A justiça social requer ações 
afirmativas e políticas específicas para enfrentar as desigualdades históricas e 
promover a inclusão de grupos marginalizados. Isso exige uma abordagem 
interseccional, que leve em consideração as múltiplas dimensões da desigualdade e 
busque enfrentá-las de forma integrada. 
A política social também deve estar preparada para lidar com crises e situações 
de emergência, como pandemias, desastres naturais e conflitos. Essas situações 
exigem respostas rápidas e eficazes para proteger os mais vulneráveis e garantir a 
continuidade dos serviços essenciais. A capacidade de adaptação e resiliência da 
política social é fundamental para enfrentar esses desafios e minimizar os impactos 
negativos sobre a sociedade. 
Por fim, é importante destacar a importância da participação cidadã e da 
construção de coalizões amplas para fortalecer a política social. A participação ativa 
da sociedade civil, por meio de organizações não governamentais, movimentos 
sociais e fóruns de discussão, é fundamental para garantir que as políticas atendam 
às necessidades reais da população e promovam a inclusão e a justiça social 
(HOGGETT, 1997). 
A voz e o engajamento ativo dos cidadãos são fundamentais para moldar 
políticas que atendam às necessidades e aspirações da população. A colaboração 
entre governos, organizações da sociedade civil, academia e setor privado é essencial 
para promover a efetividade e a sustentabilidade das políticas sociais. 
 
 
11 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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estudo das políticas de licenças maternidade, paternidade e parentais no Brasil, Chile 
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Estudos Comparados sobre as Américas, como requisito para obtenção do título de 
Mestre em Ciências Sociais - Estudos Latino-Americanos. Brasília, 2018. 
COSTA, L. S. de. O cooperativismo: uma reflexão teórica. Revista Ciências Sociais 
em Perspectiva. Cascavel. v. 6, n. 11, p. 55-64, 2007. 
ESPING-ANDERSEN, G. 4 As três economias políticas do Estado de bem-estar 
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ESPING-ANDERSEN, G. Os três mundos do capitalismo de bem-estar. Editora da 
Universidade de Princeton, Nova Jérsei, 1990. 
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Revista Gestão & Tecnologia, Pedro Leopoldo. v. 1, n. 34, p. 3-34, 2022. 
HOGGETT, P. Contested communities, in: Contested Communities: Experiences, 
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reinvenção do estado social no mundo contemporâneo. Editora Elsevier. Rio de 
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OLIVEIRA, O. M. de. et al. Protagonismo de luta indigenista e a construção dos direitos 
humanos dos povos indígenas. Revista Direito e Justiça: Reflexões Sociojurídicas, 
Santo Ângelo. v. 19, n. 33, p. 55-84, 2019. 
PEREIRA, V. R. dos. A importância do sindicato no capitalismo atual. Dissertação 
apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Direito da Pontifícia Universidade 
Católica de Minas Gerais, como requisito para obtenção do título de Mestre em Direito. 
Belo Horizonte, 2006. 
PINHEIRO, P. H. A. de. A organização internacional do trabalho e a promoção do 
trabalho decente no Brasil. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao 
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense para 
a obtenção do título de bacharel em Ciências Sociais. Niterói, 2018. 
SILVA, Edna Lúcia da; CUNHA, Miriam Vieira da. A formação profissional no século 
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YAZBEK, M. C. Estado e políticas sociais. Revista Praia Vermelha. Rio de Janeiro. 
v. 18, n. 1, p. 1-16, 2008. 
 
 
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