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LUIS FERNANDO DUTRA
RELATÓRIO DO
ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO I
UNIVERSIDADE DO NORTE DO PARANÁ (UNOPAR)
 GEOGRAFIA LICENCIATURA
Canoas
2024
LUIS FERNANDO DUTRA
RELATÓRIO DO
ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO I 
Relatório apresentado à Universidade do Norte do Paraná (UNOPAR), como requisito parcial para o aproveitamento da disciplina de Estágio Curricular Obrigatório I do Curso GEOGRAFIA LICENCIATURA.
Canoas
2024
SUMÁRIO
1	RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS	7
2	RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)	9
3	RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA	11
4	RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE	12
5	RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS	13
6	RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA	14
7	RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS PELO PROFESSOR	16
8	RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA	17
9	RELATO DA OBSERVAÇÃO	19
10	PLANOS DE AULA	20
11	RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE aula AO PROFESSOR	22
12	RELATO DA REGÊNCIA	23
13	VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO	24
CONSIDERAÇÕES FINAIS	25
REFERÊNCIAS	26
INTRODUÇÃO
 O estágio foi realizado na Escola Municipal De Ensino Fundamental Miguel Couto, na cidade de Nova Santa Rita, RS estou no quinto semestre e este foi o primeiro estágio, este é um momento privilegiado da formação que permite termos contato com a prática na realidade escolar, o que nos favorecerá na tomada de decisões quando no exercício da profissão sendo essa uma oportunidade de confronto entre a teoria estudada na universidade e a prática cotidiana nas escolas. 
 A experiência do estágio é essencial para a formação integral do aluno, considerando que cada vez mais são requisitados profissionais com habilidades e bem preparados. Ao chegar à universidade o aluno se depara com o conhecimento teórico, porém muitas vezes, é difícil relacionar teoria e prática se o estudante não vivenciar momentos reais em que será preciso analisar o cotidiano (MAFUANI, 2011). 
 O Estágio supervisionado é uma exigência da LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96 nos cursos de formação de docentes. Segundo Oliveira e Cunha (2006), o Estágio Supervisionado é uma atividade que propicia ao aluno adquirir a experiência profissional que é relativamente importante para a sua inserção no mercado de trabalho.
 Neste documento pretende-se relatar toda a jornada que foi vivenciada durante o Estágio Obrigatório, leituras recomendadas, reflexões a cerca dessas observações e finalizaremos com as considerações a cerca de toda essa experiência.
1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS
 Ensinar Geografia na educação básica não é uma tarefa fácil, primeiramente é preciso descobrir meios de buscar o interesse dos educandos, já que na idade de educação básica ainda não se tem o conhecimento e maturidade da importância dos assuntos tratados por essa disciplina, o próximo desafio é qual método utilizar par que sejam unidos o interesse e uma dinâmica que acompanhe essa geração de alunos que é totalmente tecnológica.
 Assim sendo torna-se comum que o professor acabe por acomodar-se nas metodologias tradicionais, pois as dificuldades de inovar, buscar o interesse coletivo e de fato obter sucesso na empreitada de construir o pensamento crítico, juntamente com a autonomia de buscar mais e mais informações é um trabalho árduo, atento, responsável que pode ser fatigante sem a devida estrutura sistêmica escolar.
 Ao mesmo tempo é fascinante, sobretudo que a geografia se tornou ciência independente somente no século XIX com os estudos naturalistas Alexander Von Humboldt (1769-1859) e o filósofo e historiador Karl Ritter (1779-1859) desafios foram enfrentados, mas graças a grandes estudiosos a geografia foi em frente.
      Muitos alunos que há décadas aprenderam com o método tradicional, que se resumia em descrição de paisagem, observações e memorizações, quando o professor era absoluto em sala de aula, havia uma mistura de respeito e sobrosso.  Mas a partir da segunda metade do século XX, aconteceu um movimento de renovação marcado pelo advento de diferentes vertentes; a nova geografia, a geografia crítica e a geografia humanista. Com essa nova forma de ver e ensinar geografia, no caso dos anos finais do ensino fundamental, e mais a aprovação da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) chega à normatização de que os componentes curriculares sejam os mesmos em todos os locais do país, desta maneira aprofundando e ampliando os saberes dos alunos e visa proporcionar iguais condições de aprendizagem a todos no âmbito nacional.
      O professor de geografia deve motivar a pensar espacialmente, iniciando do seu local de vivência. Para isso deve conhecer e valorizar a realidade vivida por nossos alunos e também o conhecimento que os leva para a escola. O que deve ocorrer por meio do crescimento da autonomia dos alunos que na etapa da educação básica são adolescentes, para que possam se relacionar de maneira crítica com diferentes tipos de saberes e de informações.  
 A implantação dos temas contemporâneos transversais, contribuiu para que se trate de assuntos próximos a realidade vivenciada pelo aluno, fazendo assim que ele reflita sobre sua postura em relação realidade e as consequências geradas pelas escolhas dos agentes do passado, o que contribui para que repense suas atitudes que influenciarão o futuro formando assim sua consciência cidadã. Em outra perspectiva, quando se trata de motivação, é importante compreender, por um lado, que é papel do professor orientar, direcionar e intervir nos motivos dos alunos, realizando a mediação didática (LIBANEO, 2009).
      No contexto atual, é necessário que o mestre, além de dominar os conhecimentos específicos da sua área, esteja em constante transformação, devendo ser reflexivo, agente de mudanças na escola com posterior reflexo na sociedade. O sucesso deste trabalho em âmbito escolar visa o ensino-aprendizagem com desenvolvimento de autonomia na busca da informação, construção de valores e da criticidade nos alunos, preparando-os para as mudanças, incertezas e desafios da vida social.
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2 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)
 No Projeto Político Pedagógico consta a realidade da Escola que funciona em horários diurno e noturno. Atualmente é formada por 35 turmas: 04 turmas de Pré Escola; 16 turmas de 1º ao 5º ano, 10 turmas de 6° ao 9° ano e 05 turmas da EJA que totaliza 816 alunos distribuídos em três turnos manhã, tarde e noite.
 O espaço físico é composto por 15 salas de aula 1biblioteca/laboratório de Informática, 1 sala para atendimento pedagógico, 1 sala dos professores, 1 sala de Direção, 1 sala de secretaria, cozinha, depósito, 2 banheiros para os alunos (masculino e feminino com acessibilidade), 2 banheiros para os professores (masculino e feminino com acessibilidade), área coberta, pátio para recreação, praça infantil, 1 quadra esportiva, 1 quadra coberta em processo de construção e espaço para trabalhos artísticos.
 Conforme o PPP a Equipe Diretiva, o grupo de professores e trabalhadores da educação, pais e responsáveis, comunidade escolar e setor governamental, expressam-se com atitudes que primam uma educação baseada na realidade e na vivência das crianças e jovens, educando para a vida e para a cidadania plena.
 No PPP consta a filosofia da escola:
 “Formar integralmente indivíduos conscientes, responsáveis, questionadores, preparados para enfrentar a realidade e transformá-la.
A EMEF Miguel Couto, organiza seu currículo por disciplinas, conforme as diretrizes municipais do Município de Nova Santa Rita, cidade da Região Metropolitana, onde está localizada. 
 Tem o objetivo de ser uma escola inclusiva, para essa finalidade oferece possibilidades diversificadas de aprendizagem tendo em suas práticas adaptações curricularesconforme a necessidade dos educandos e recursos disponíveis, possibilitando assim o desenvolvimento das potencialidades individuais de seu corpo discente. 
 Quanto as questões pedagógicas, a escola coloca-se atenta a um ensino que seja adequado a realidade do aluno, e a comunidade escolar, evitando dessa forma um choque entre as concepções ideais de ensino que embasam as práticas na sala de aula e o processo real de aprendizagem, que é determinado pelas condições objetivas e pelas características dos alunos. 
 A avaliação dos alunos é feita com base em métodos tradicionais e de maneira classificatória e quantitativa, usa-se trabalhos em aula com ênfase nos conteúdos estudados em sala, aplicam-se provas e teste de conhecimentos obtidos a partir da leitura e memorização do que foi trabalhado na aula, folhas com o conteúdo e questionários, cópia no caderno do aluno tudo valendo nota. 
 Uma prova do conteúdo e se o aluno não conseguiu notas suficientes é ofertado novos trabalhos sobre os mesmos conteúdos e avaliação do caderno. Também são ofertadas aulas de reforço dos conteúdos para alunos que necessitem, a escola conta também com uma psicopedagoga para reforço escolar extra.
 Já para casos mais específicos um psicólogo é disponibilizado pela prefeitura e vem a escola quando demandado e prévio agendamento.
 O Calendário Escolar está organizado da seguinte maneira: Duração 200 dias letivos; início do ano letivo 19/02/2024; recesso de inverno de 29/07/2024 a 04/08/2024; final do ano letivo 20/12/2024.
 
 
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3 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA
 Os recursos utilizados na escola Miguel Couto são muitas, mas os mais utilizados são: caneta de quadro branco, livros, folhas de ofício, mapas, gráficos, maquetes, letreiro, notebook, caixas de som, revistas, jogos.
 O Material Didático é fornecido pelo Programa Nacional do Livro Didático; Porém as escolhas dos livros são feitas pelos professores em comum acordo por disciplina de maneira que a escolha se adeque a sua comunidade escolar.
Frequência de uso de cada material: São usados diariamente pela grande maioria do corpo docente. A vida útil dos livros didáticos é de 3 anos, quando são trocados periodicamente conforme regulamentação do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) e o restante dos materiais conforme a sua necessidade e validade.
 Os livros, periódicos e mapas são usados pelo professor e alunos em sala de aula e na biblioteca e se tratando de livros didáticos e revistas podem ser levados para casa.
 Na escolha do recurso, é preciso que o professor considere se o material tem bom conteúdo, se é atrativo para o aluno, e que atenda as exigências da comunidade escolar.
 Na escola existem alunos com dificuldade na aprendizagem que são acompanhados por estagiários e locais de guarda e acondicionamento dos materiais no almoxarifado, e em uma sala chamada AEE, que é uma sala de Atendimento Educacional Especializado, também conhecida como Sala de recursos.
 Os Espaços específicos para o desenvolvimento das atividades, são vários: biblioteca, sala de recurso, quadro poliesportiva fechada, saguão coberto com amplos espaços para atividades lúdicas.
 Equipe multidisciplinar construída: Além do corpo docente da escola, psicopedagoga que atua na escola três vezes por semana e um psicólogo que assiste a escola quando demandado.
           
4 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE
 A professora regente é Andreia Cristina Sander Santos concluiu sua graduação em 2002, especializou-se em geografia humana atua há 29 anos, hoje tem a carga de trabalho dividida entre a rede pública municipal e rede particular.
 Participa de cursos de capacitação ou formação continuada, sua última capacitação foi pela editora moderna e encontro trimestrais para planejamento do material didático para todas as escolas da rede. 
 Para ela a geografia é um conhecimento essencial na vida, com ela resolvemos problemas do dia-a-dia. 
 Sua rotina nas aulas é fazer a chamada, lançar o conteúdo da aula anterior, para rever a matéria. 
 Os recursos que utiliza são: livros didáticos, aula expositiva, mapas, croquis.
 Desenvolve atividades sobre “cultura afro-brasileira e africana” e “cultura indígena”, em sala de aula, pois compreende o conhecimento da diversidade étnica e cultural. Recebe materiais do município, das editoras e do ministério do planejamento.
 Os temas contemporâneos transversais nas aulas são trabalhados conforme a demanda a partir das “curiosidades” para transformar em conhecimentos.
 Possui vários alunos com laudos/necessidades especiais diversas em suas salas de aula 
 Faz a adaptação dos materiais e das avaliações através de desenhos adaptações visuais.
5 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS
  Meio ambiente
Existe na escola projetos de meio ambiente, em sala de aula com uma das propostas pedagógicas, e fora da sala no aprendizado correto do descarte de resíduos.
Economia
        Também faz parte do projeto político pedagógico, o trabalho com este tema desde a infância pode ajudar na formação de adultos mais conscientes.
Saúde
A escola fornece elementos que capacitem os alunos a agir em prol de sua saúde.
Cidadania e Civismo
        Estimula e incentiva os alunos como agir pessoal e coletivamente, com responsabilidade, resiliência, tomada decisões. Com bases em princípios éticos, democráticos e solidários.
Multiculturalismo
       A escola cumpre importante papel de reconhecer e ensinar a reconhecer a diversidade de identidades. Sendo o nosso país um estado laico, respeitar todos os etnias e credos.
Ciência e Tecnologia
As tecnologias fazem parte do dia a dia da escola: salas com telas de computador, internet e sala maker (com impressora 3D de tecnologia avançada.
6 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA
 A equipe gestora recebeu com atenção e compromisso, pois sempre priorizou uma educação condizente com a realidade do aluno e alinhada as demandas da sociedade contemporânea.
 Nas orientações aos professores, estão indicados momentos que possibilitem desenvolver as competências gerais da BNCC, porém é possível desenvolvê-las utilizando diferentes estratégias e recursos, de acordo com o currículo adotado e com a realidade da turma.
São realizados diálogos semanais, e trimestrais com todas as escolas da rede pública de ensino.
 Nesse sentido, temas que não são exclusivos aos componentes curriculares, mas que afetam a sociedade e a vida humana foram incorporados pela BNCC com uma abordagem transversal e integradora. 
 Contudo, a BNCC pouco se estendeu sobre os temas não disciplinares e de abordagem transversal, logo, é comum que haja dúvidas e questionamentos sobre esse assunto como, por exemplo: como fazer a articulação dos temas com os demais conteúdos, como trabalhar os temas de forma contextualizada e dentro dos componentes curriculares. 
 Nessa perspectiva, entende-se que uma abordagem transdisciplinar desses temas pode contribuir para o seu tratamento na escola, posto que a transdisciplinaridade, em linha gerais, procura dar um novo olhar para o conhecimento, em que as barreiras são quebradas, se abrindo para a articulação e relação entre elas. Assim, um tema de pesquisa que merece destaque são as contribuições da transdisciplinaridade para abordagem dos Temas Transversais (e contemporâneos) da BNCC. 
 Os pilares são Problematização da realidade e das situações de aprendizagem, superação da concepção fragmentada do conhecimento para uma visão sistêmica, integração das habilidades e competências curriculares à resolução de problemas, e promoção de um processo educativo continuado e do conhecimento como uma construção coletiva. Com um “enquadramento metodológico” na pesquisa social. Contudo, esta investigação não se prendeu às classificações rigorosas da metodologiacientífica que objetivam antecipar com exatidão os caminhos a serem seguidos. 
 Tal liberdade não representou ausência de métodos, apenas trouxe flexibilidade, onde uma escolha não necessariamente anularia a outra. Assim, utilizou-se a pesquisa de documental e bibliográfica e quanto à forma de abordagem, a pesquisa teve o cunho qualitativo. Espera-se que essa pesquisa possa representar uma contribuição àqueles que acreditam que a educação em sua complexidade é fator decisivo para a construção de uma sociedade mais democrática, ética e humana, que respeite e valorize em todos os aspectos (culturais, sociais e históricos) os grupos sociais que a compõem. 
 E mais, busca-se por meio das análises e pesquisa sobre os Temas Transversais (e contemporâneos), torná-los mais conhecidos, despertando a consciência de que todos os educadores e demais membros da sociedade são, de certa forma, responsáveis pela sua implementação e fiscalização.
7 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS PELO PROFESSOR
   Os modelos avaliativos que a minha professora regente adota são: Em cada aula ela distribui uma folha com o conteúdo do dia e exercícios para serem resolvidas em aula. Após o estudo e resoluções de dúvidas, os alunos respondem as questões e apresentam pra ela, pra dar o “visto”, este valendo nota. As avaliações são trimestrais. Tem dia marcado para ela olhar os cadernos dos alunos (também valendo nota). 
 A professora tem uma boa abertura dialógica com os alunos, porém alterna com pedidos de silêncio. Conversa com a turma sobre direitos e deveres, e também respeito mutuo sempre enfatizando a importância da tolerância às diferenças étnicas, religiosas e de gêneros.
 Há na sala uma mini biblioteca para consultas contendo mapas e revistas, após o uso são colocados de volta na mini biblioteca.    
      O material utilizado é previamente acordado com a equipe pedagógica.  Quando o aluno não consegue atingir a nota necessária é feito uma prova com todo o conteúdo visto.
     Levarei para minhas práticas como modelo o exercício do diálogo com os alunos pois instiga o interesse e o espírito investigativo, pensamento crítico e de resolução de problemas. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico, faz com que os alunos atuem coletivamente com respeito e autonomia.
8 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA
 O trabalho coletivo no âmbito escolar consiste na integração das atividades do corpo docente, direção e equipe pedagógica tendo por objetivo a aprendizagem do educando. As ações docentes necessitam ter por meta uma educação, que contribua para a formação do aluno cidadão consciente de seu papel na sociedade contemporânea. Todos os esforços no sentido de se produzir um trabalho coletivo teria como finalidade maior a construção de uma sociedade igualitária, com menos desigualdades sociais, que todos possam usufruir do patrimônio cultural acumulado pela humanidade: conhecimento científico, bens e serviços gerando qualidade de vida.
 A rotina de trabalho de um professor é bastante "carregada" no que se diz respeito ao volume de tarefas que são atribuídas a esse profissional. São exemplos de atividades que fazem parte da rotina de um professor: Acompanhamento do desempenho dos alunos; Elaboração de conteúdo das aulas; Capacitação profissional para o melhoramento constante de suas aulas.
Exemplifique de que maneira a equipe pedagógica poderá orientar o professor tendo como referência a utilização do Projeto Político Pedagógico e da Proposta Curricular
- A proposta curricular - Estabelecer o que e como se ensina, as formas de avaliação da aprendizagem, a organização do tempo e o uso do espaço na escola, entre outros pontos.
- A formação dos professores - A maneira como a equipe vai se organizar para cumprir as necessidades originadas pelas intenções educativas.
- A gestão administrativa - Que tem como função principal viabilizar o que for necessário para que os demais pontos funcionem dentro da construção da "escola que se quer".
O trabalho coletivo na instituição escolar deveria ocorrer em vários momentos, porém inúmeros são os entraves para que isso aconteça. Far-se-á, a seguir, uma breve explanação sobre esses momentos e as dificuldades de se concretizar esta ação. No início do ano letivo, ocorre o planejamento da ação docente, porém este planejamento não é pensado de forma coletiva, 7 integrando as diversas áreas do conhecimento, o máximo que ocorre são os professores se organizarem por disciplina e série, cada professor organiza, planeja o conteúdo que irá trabalhar, falta um acompanhamento da equipe pedagógica, que, na maioria das vezes, apenas estabelece um prazo para entrega do planejamento. 
No que se refere às atribuições da equipe administrativa, descreva a importância da relação da direção com a equipe pedagógica para a qualidade dos processos educativos no contexto escolar.
A Equipe pedagógica precisa colocar à disposição do professor material impresso, um referencial teórico e também ter disponível o projeto político-pedagógico da instituição, pois o planejamento da ação docente deve estar pautado nos encaminhamentos presentes no projeto político-pedagógico. O planejamento educacional é de extrema importância conforme observa Gadotti (2004). Planejar a educação é ação de extrema relevância para melhor organização do trabalho na escola, cuja existência só pode ser legitimada pela consecução, com eficiência, eficácia e qualidade, dos fins para os quais ela foi criada e é mantida pela sociedade. 
9 RELATO DA OBSERVAÇÃO
 As atividades foram desenvolvidas de forma cativante relacionando os assuntos escolares com assuntos da atualidade e realidade dos alunos, a professora é envolvida com o processo educativo dentro e fora da sala de aula, respeita ações discordantes e respeita as diferenças e particularidades.
 Em uma sala de aula com alunos de diferentes níveis de aprendizagem, geralmente não é tarefa simples e foi necessário parar a aula pra ver o motivo das conversas e discussões.
 A participação dos alunos foi ativa e a professora usa estratégias para instigar a curiosidade e a participação do aluno. O relacionamento interpessoal dos sujeitos se deu de forma respeitosa e natural. Os conteúdos são escritos no quadro e copiados no caderno que é visto pela professora se os exercícios foram realizados. Muitas vezes de maneira individual, pois cada aluno tem seu ritmo próprio no aprendizado. Há uma mini biblioteca no fundo da sala e fica disponível ao aluno quando necessário.                          
         O espaço escolar é desafiador para professor, porque existem alunos com dificuldade na aprendizagem e lidar com esse cenário não é tarefa simples, e certamente não existe uma solução única e predeterminada. Pelo contrário, diversas estratégias que devem ser usadas e agregadas à prática pedagógica a fim de gerar resultados significativos para o educando aprender melhor.
10 PLANOS DE AULA
	Plano de Aula
	
Identificação
	Escola 
	EMEF Miguel Couto
	
	Professor regente
	Andrea Cristina Tander Dos Santos
	
	Professor estagiário 
	Luis Fernando Dutra
	
	Disciplina
	Geografia
	
	Série
	6° ano
	
	Turma
	6A
	
	Período
	Manhã
	Conteúdo
	- OS IMIGRANTES NO RIO GRANDE DO SUL
-DS PRINCIPAIS IMIGRANTES NO RS
-ONDE LOCALIZARAM
-HERANÇAS CULTURAIS DOS IMIGRANTES
- QUAIS O'S MOTIVO QUE LOUVERAM PARA A
-IMIGRAÇÃO
- DIVISÃO REGIONAL DO BRASI
-PRINCIPALS CARACTERISTICAS DE CADA REGIÃO
- ASPECTOS CULTURALS FISICOS E ECONÔMICOS
	Objetivos
	-RELEVO
-SABER DIFERENCIAR PLANICIE, PLANACIO, MONTANHA, MONTE, MORRO SERRA IVACE, ILHA, ARQUIPELAGO.
	Metodologia
	-LOCALIZAR OS PRIMEIROS A CHEGAR NO RS (IMIGRANTES)
-DIFERENCIAR, HERANGAS CULTURAIS
-PROCURAR NOS MAPAS, LIVROS
	Recursos
	-EXPOSIÇÃO DO CONTEÚDO NO QUADRO
- IMIGRAÇÃO ITALIANA E ALEMA
- MOTIVOS DA IMIGRAÇÃO
-QUAIS OS PRIMEIROS IMIGRANTES EUROPEUS
-QUAIS OS POVOS QUE JÁ ESTAVAM COEXISTIAM NO
-RIO GRANDE DO SUL ANTES DA CHEGADADOS PRIMEIROS IMIGRANTES
- ENTREGA DE FOLHA COM CONTEÚDO
	Avaliação
	Formativa
	Referências
	GEOGRAFIA RIO GRANDE DO SUL GEOGRAFIA 42 SI VOLUME UNIO (IGOR MOREIRA SAD PAULD ATICA 2011MOREIRA, IGOR
GARCIA, VALQUIRIA SUPER AÇÃO: 6º ANO / VALQUIRIA GARCIA, PROGERIO MARTINEZ, WANESSA GARCIA-1 ED. SAD PAULO MODERNA 2.022
ANTUNES CELSO AVELIND GEOGRAFIA E PARTICIPAÇÃO: Gand CELSO AVE- LIND ANTUNES, MARIA DO CARMO PEREIRA E MARIA INES VIEIRA - 2. ed - SAD PAWLW: IBEP, 2012
11 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE AULA AO PROFESSOR
 De acordo com as orientações descritas no manual do estágio relativas a apresentação do plano de unidade para o professor regente. O plano de unidade foi apresentado a professora regente para fins de correção e observações, após conferência da professora, o plano foi aprovado sem ressalvas. Foi organizado o cronograma de apresentação das aulas, verificado os dias e o tempo de ministração. 
 Uma experiencia muito enriquecedora e ao mesmo tempo desafiadora, já que foi a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos acumulados ao longo dos semestres anteriores, e ao mesmo tempo vivenciar essas práticas pedagógicas, diante da realidade da sala de aula com situações reais, foram muito motivadoras e construtivas. Pois essa experiencia a levarei comigo sempre.
 Contudo se pode perceber que mesmo diante das técnicas e abordagens aprendidas durante o curso, não é fácil ensinar, pois encontramos diversos atropelos que dificultam o ensino e que os professores precisam aprender a lidar e criar ambientes salutares em meio a essas dificuldades para permitir ao aluno que construa seus conhecimentos.
 No entanto a maior valia desta experiencia foi o carinho dos alunos e possiblidade de aprender com eles e com a professora que tem paixão pelo que faz, estimulando e fazendo esta acadêmica ter ainda mais paixão pela profissão escolhida.
 Foi possível perceber quão grande é o esforço da professora em dar aula em salas totalmente inapropriadas e ainda assim estabelecer um excelente relacionamento com os alunos e faze-los não apenas meros depositários de conhecimentos, mais sim terem a percepção crítica da realidade espacial e geográfica.
12 RELATO DA REGÊNCIA
Escola Municipal De Ensino Fundamental Miguel Couto
Datas: 1º, 08 e15 de abril 2024.
Turno: Manhã
Serie: 6°ano
Número De Alunos: 20 Alunos
Conteúdo: Imigrações no RS, Relevo, Paisagens Naturais
Professor Regente: Andreia Cristina Tander Dos Santos
Descrição Da Aula:
 Aula expositiva, uso do quadro e mapa mostrando os aspectos geográficos da viajem até o Brasil e após o Rio Grande Do Sul (conforme figura 2).
Reflexão sobre a aula
 Consegui atingir os objetivos da aula planejada, porque me preparei bastante, estava um pouco nervoso, mas como dominava a matéria consegui dar uma boa aula.
 Utilizei mapas (conforme figura1) e livros para mostras aos alunos as localizações geográficas e a orientação espacial por ser um assunto interessante a turma prestou atenção e interagiu quando eu solicitei.
 A professora regente assistiu, mas não interagiu após a aula distribui uma folha para cada aluno com exercícios, minha maior dificuldade foi a ansiedade de estar dando a minha primeira aula para os alunos o assunto era desconhecido, e a participação deles foi boa. Fiz um cronograma do início da chegada dos imigrantes e evolução na medida dos anos até os dias atuais, e estou aprendo a controlar a ansiedade.
Figura 1
Figura 2
13 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estágio curricular obrigatório deste semestre foi de grande importância para minha vida acadêmica, tendo em vista as vivencias que me foram oportunizadas como o conhecimento da realidade em sala de aula, os dilemas, as alegrias e tristezas, as motivações e frustrações, me levaram a aprender que o professor tem uma grande responsabilidade não só de transmitir a matéria proposta, mas também tem uma grande responsabilidade no desenvolvimento moral e psíquico do aluno. 
 	A proposta pedagógica da escola referente as ciências Humanas notam-se que a preocupação central é proporcionar aos alunos o dimensionamento de si mesmo e de outros indivíduos e grupos em seu lugar geográfico.
 As aulas observadas proporcionaram-me maior compreensão da metodologia aplicada em sala de aula. A análise dos livros didáticos utilizados pelo professor mostrou a importância para a ministração das aulas, assim como sua atualização e metodologia.
 Enfim agradeço a Deus, por estar fazendo minha graduação, depois de ter passado momentos difíceis na pandemia, e ver que estou no caminho certo, pois sempre quis ser professor, e sempre gostei de geografia e neste primeiro estágio interagindo com professores e alunos me fez reafirmar minha vocação para a docência. Agradeço também a professora regente que soube tão bem me orientar nas práticas pedagógicas e na docência. Neste estágio aprendi de forma prática e administrativa o processo de aprendizagem dentro da sala de aula, bem como sua organização político-pedagógico da instituição. E como a realidade das escolas públicas é um grande desafio para o ensino não somente de geografia, bem como de todas as práticas pedagógicas. Mas que é possível construir juntos aos alunos a percepção crítica sobre o conhecimento geográfico.
REFERÊNCIAS
IPHAN. Dossiê do Marabaixo. Macapá, 2013a. Disponível apenas em meio digital.
MORIM, Júlia. Marabaixo. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: . Acesso em:20 de abril de 2024.
, VESENTINI, J.W. Realidades e Perspectivas do Ensino de Geografia no Brasil. In:VESENTINI. J. W. (Org.) O Ensino de Geografia no Século XXI. Campinas: Papirus,2004.
SCHÄFFER, N. O. Guia de Percurso Urbano. In: CASTROGIOVANNI, A. C.;
CALLAI, H. C.; SCHÄFFER, N. O.; KAERCHER, N. A. (orgs.). In: Geografia em sala
de aula: práticas e reflexões. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1999.
OLIVEIRA, C. D. M.; ASSIS, R. J. S. Travessias da aula em campo na geografia
escolar: a necessidade convertida para além da fábula. In: Revista Educação e
Pesquisa, São Paulo, v. 35, n. 1, p. 195-209, jan./abr, 2009.
GOMES, M. F. V. B.; TURRA NETO, N. A leitura da paisagem como proposta
metodológica para o Ensino de Geografia. In: ARCHELA, R. S.; CALVENTE, M. C.M. H. (orgs.). Ensino de Geografia: tecnologias digitais e outras técnicas passo a
passo. Londrina: EDUEL, 2008
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