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Direito Administrativo – Súmulas e Jurisprudências 
 
www.quebrandoquestoes.com 
2 
SUMÁRIO 
DIREITO ADMINISTRATIVO ....................................................................................................................................... 3 
CONCEITO, FONTES E PRINCÍPIOS ..................................................................................................................... 3 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ................................................................................................................................... 5 
CONCURSO PÚBLICO .......................................................................................................................................... 11 
PODERES ADMINISTRATIVOS ............................................................................................................................ 13 
ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ............................................................................................... 15 
ATOS ADMINISTRATIVOS .................................................................................................................................... 18 
CONTROLE ............................................................................................................................................................ 19 
AGENTES PÚBLICOS ........................................................................................................................................... 22 
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO ........................................................................................................... 37 
BENS PÚBLICOS ................................................................................................................................................... 43 
INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE .............................................................................................. 44 
SERVIÇOS PÚBLICOS .......................................................................................................................................... 46 
LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995 .................................................................................................... 48 
LEI Nº 14.133, DE 1º DE ABRIL DE 2021 ............................................................................................................. 52 
LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992 ............................................................................................................... 53 
LEI Nº 9.784, DE 29 DE JANEIRO DE 1999 ......................................................................................................... 61 
 
 
 
 
 
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3 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
CONCEITO, FONTES E PRINCÍPIOS 
 
Principais Súmulas e Jurisprudências 
 
STF/ADI 6.522-DF 
Está em desconformidade com a Constituição Federal (CF) a delegação a cada Poder para definir, por 
norma interna, as hipóteses pelas quais a divulgação de ato, programa, obra ou serviço públicos não 
constituirá promoção pessoal. 
 
O agente público não pode se valer do cargo que exerce ou dos recursos públicos que gere para a 
autopromoção política, sob pena de incorrer em desvio de finalidade e contrariar os princípios da 
impessoalidade e da probidade. O princípio estabelecido pelo § 1º do art. 37 da CF (1), sobre a finalidade 
legitimadora e os pressupostos da publicidade dos atos e das campanhas de órgãos públicos, não admite 
flexibilização por norma infraconstitucional ou regulamentar. 
 
STF/ADPF 763-DF 
O Decreto presidencial 10.540/2020, que estabelece prazo para que os entes federados promovam 
adequação necessária para a integração ao sistema de publicidade de dados, estabelecido pela Lei 
Complementar 156/2016, com padrão mínimo de transparência e qualidade, não ofende os princípios 
da legalidade, da separação dos Poderes, da reserva de lei complementar, da publicidade, da 
eficiência e da impessoalidade. 
 
A Lei de Responsabilidade Fiscal retirou o caráter legal da matéria atinente às normas gerais de 
contabilidade pública e delegou ao órgão técnico-burocrático da União a função de harmonização dos 
ditames contábeis dos entes da Federação. Dessa forma, o Poder Executivo atuou dentro do campo 
discricionário que lhe foi reservado pela lei. 
 
Sobre o tema, cumpre ressaltar ser razoável a escolha realizada no decreto impugnado de estabelecer um 
novo regime de transição, com a dilação dos prazos, já que o novo padrão demanda notória expertise 
técnica. 
 
Com base nesse entendimento, o Plenário conheceu da arguição de descumprimento de preceito 
fundamental e, no mérito, julgou-a improcedente, de modo a declarar a constitucionalidade dos arts. 18 a 20 
do Decreto 10.540/2020. 
 
STF/ADPF 975-CE 
É inconstitucional, por violação aos princípios republicano, democrático, da moralidade, da 
impessoalidade e da igualdade, lei municipal que concede pensão especial mensal e vitalícia a viúvas 
de ex-prefeitos. 
 
Os cargos políticos de chefia do Poder Executivo são exercidos por mandatos temporários e os seus 
ocupantes são transitórios, motivo pelo qual a jurisprudência desta Corte é no sentido da inexistência de 
qualquer direito ao recebimento de pensão vitalícia por seus ex-ocupantes, nas esferas estadual e municipal, 
e por seus respectivos dependentes. 
 
A concessão do referido benefício pelo mero exercício de cargo eletivo implica quebra do tratamento igual 
que deve ser conferido para pessoas em idênticas condições jurídico-funcionais. Assim, assegurar a 
percepção de verba mensal a viúvas de ex-prefeitos configura condição privilegiada e injustificada em 
relação aos demais beneficiários do Regime Geral de Previdência Social (CF/1988, art. 40, § 13, com a 
redação dada pela EC 103/2019), que atenderam aos requisitos constitucionais e legais para a concessão 
de seus benefícios. 
 
Com base nesse entendimento, o Plenário, por unanimidade, julgou procedente a ADPF para declarar não 
recepcionadas a Lei 405/1984 e a Lei 486/1989, ambas do Município de Caucaia/CE, bem como modulou os 
efeitos da decisão, atribuindo-lhe eficácia a partir da data da publicação da ata do presente julgamento. 
 
 
 
 
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4 
STJ/MS 18.442-DF 
No exercício do seu poder de autotutela, poderá a Administração Pública rever os atos de concessão 
de anistia a cabos da Aeronáutica com fundamento na Portaria n. 1.104/1964, quando se comprovar a 
ausência de ato com motivação exclusivamente política, assegurando-se ao anistiado, em 
procedimento administrativo, o devido processo legal e a não devolução das verbas já recebidas. 
 
STJ/MS 17.526-DF 
O decurso do lapso temporal de 5 anos não é causa impeditiva bastante para inibir a Administração 
Pública de revisar os atos de concessão de anistia a cabos da Aeronáutica relativos à Portaria 1.104, 
editada pelo Ministro de Estado da Aeronáutica, em 12 de outubro de 1964. 
 
 
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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
Principais Súmulas e Jurisprudências 
 
STF/RE 1.500.990 
O regime administrativo-remuneratório da contratação temporária é diverso do regime jurídico dos 
servidores efetivos, sendo vedada a extensão por decisão judicial de parcelas de qualquer natureza, 
observado o Tema 551/RG. 
 
STF/RE 656.558 
a) O dolo é necessário para a configuração de qualquer ato de improbidade administrativa (art. 37, § 4º, da 
Constituição Federal), de modo que é inconstitucional a modalidade culposa de ato de improbidade 
administrativa prevista nos arts. 5º e 10 da Lei nº 8.429/92, em sua redação originária. 
 
b) São constitucionais os arts. 13, V, e 25, II, da Lei nº 8.666/1993, desde quetrabalhistas. 
 
No entanto, esses advogados, assim como todos os servidores e empregados públicos em geral, também 
estão sujeitos ao teto remuneratório do serviço público (CF/1988, art. 37, XI), quanto ao total da sua 
remuneração (salários mais vantagens e honorários advocatícios), com exceção daqueles vinculados a 
empresa pública, sociedade de economia mista ou subsidiária que não receba recursos do ente central para 
pagamento de pessoal ou custeio e nem exerça sua atividade em regime monopolístico (CF/1988, art. 37, § 
9º). 
 
Também ficam excluídos dessa disciplina do Estatuto da Advocacia (arts. 18 a 21) todos os advogados 
empregados de empresas públicas ou sociedades de economia mista ou suas subsidiárias que tenham sido 
admitidos por concurso público, em cujos editais tenham sido estipuladas condições diversas daquelas do 
estatuto, sem qualquer impugnação. 
 
Com base nesses entendimentos, o Plenário, por maioria, julgou parcialmente procedente a ação para dar 
interpretação conforme a Constituição ao art. 4º da Lei 9.527/1997, excluindo de seu alcance os advogados 
empregados públicos de empresa pública, sociedade de economia mista e suas subsidiárias, não 
monopolísticas, com as ressalvas das compreensões acima indicadas. 
 
 
 
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STF/ADI 6.951/CE 
É constitucional norma estadual que prevê o pagamento proporcional da remuneração devida a 
conselheiro de Tribunal de Contas para auditor em período de substituição. 
 
STF/ADI 6.655/SE 
É inconstitucional a criação de cargos em comissão sem a devida observância dos requisitos 
indispensáveis fixados pelo STF. 
 
A Constituição Federal reservou à Administração Pública regime jurídico minucioso na conformação do 
interesse público com a finalidade de resguardar a isonomia e a eficiência na formação de seus quadros de 
pessoal. Os cargos em comissão, por sua vez, representam exceção à regra. 
 
Nesse contexto, a jurisprudência do STF é assertiva quanto às condições para a criação de cargos em 
comissão. No julgamento do RE 1.041.210 (Tema 1010 RG), o Tribunal cuidou de consolidar os critérios 
cumulativos que devem nortear o controle de constitucionalidade das leis que os criam. 
 
Com base nesses entendimentos, o Plenário, por unanimidade, julgou procedente a ação, com eficácia ex 
nunc a contar da publicação da ata de julgamento. 
 
STF/ADI 3.918/SE 
É inconstitucional lei estadual que isenta servidores públicos da taxa de inscrição em concursos 
públicos promovidos pela Administração Pública local, privilegiando, sem justificativa razoável para 
tanto, um grupo mais favorecido social e economicamente. 
 
STF/ADPF 915/MG 
É inconstitucional norma estadual que, de maneira genérica e abrangente, permite a convocação 
temporária de profissionais da área da educação sem prévio vínculo com a Administração Pública 
para suprir vacância de cargo público efetivo. 
 
STF/RE 1.177.699/SC 
O candidato estrangeiro tem direito líquido e certo à nomeação em concurso público para provimento 
de cargos de professor, técnico e cientista em universidades e instituições de pesquisa científica e 
tecnológica federais, nos termos do art. 207, § 1º, da Constituição Federal, salvo se a restrição da 
nacionalidade estiver expressa no edital do certame com o exclusivo objetivo de preservar o 
interesse público e desde que, sem prejuízo de controle judicial, devidamente justificada. 
 
É inconstitucional — por violar o princípio da isonomia (CF/1988, art. 5º, “caput”) e a norma que estabelece 
às universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica a possibilidade de prover seus cargos 
com professores, técnicos e cientistas estrangeiros (CF/1988, art 207, § 1º) — a negativa de nomeação de 
aprovado em concurso público para cargo de professor em instituto federal, fundada apenas em motivo de 
nacionalidade. 
 
STF/RE 1.232.885/AP 
É inconstitucional dispositivo de Constituição estadual que permite transposição, absorção ou 
aproveitamento de empregado público no quadro estatutário da Administração Pública estadual sem 
prévia aprovação em concurso público, nos termos do art. 37, II, da Constituição Federal. 
 
São vedadas pela ordem constitucional vigente — por força do princípio do concurso público (CF/1988, art. 
37, II) — a transposição, a absorção ou o aproveitamento de servidor em outros órgãos ou entidades da 
Administração Pública direta, autárquica e fundacional do mesmo estado sem a prévia aprovação em 
concurso público. 
 
STF/ADI 5.554/DF 
A EC nº 51/2006, ao prever a admissão de agentes de combate às endemias por processo seletivo 
público, estabeleceu exceção constitucional à regra do concurso público, cabendo ao legislador 
ordinário definir o regime jurídico aplicável aos profissionais. 
 
STF/ADI 5.510/PR 
A equiparação de carreira de nível médio a outra de nível superior constitui forma de provimento 
derivado vedada pelo art. 37, II, da CF/88. 
 
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STF/ADI 3.748/PR 
Em atenção aos arts. 236, § 3º, e 37, II, da CF/1988, apenas os delegatários do serviço notarial e de 
registro — ainda que investidos em serventia denominada como mista — podem ser elegíveis à 
remoção em serventias extrajudiciais. 
 
STF/RMS 69.678-BA 
O substituto mais antigo de serventia cartorária não tem o direito de substituir o titular, na hipótese 
de vacância, se esta ocorreu em razão do reconhecimento da nulidade da investidura daquele. 
 
STF/ADO 44/DF 
Não há omissão legislativa nem inércia do legislador ordinário quanto à edição de lei nacional que 
discipline a matéria do inciso V do art. 37 da Constituição Federal, cabendo a cada ente federado 
definir as condições e percentuais mínimos para o preenchimento dos cargos em comissão para 
servidores de carreira, a depender de suas necessidades burocráticas. 
 
STF/RE 910.552/MG 
É constitucional — por não violar o sistema de repartição de competências e atender à vedação ao 
nepotismo — norma municipal que proíbe a celebração de contratos do município com agentes 
públicos municipais e respectivos parentes, até o terceiro grau. Contudo, esse impedimento não se 
aplica às pessoas ligadas — por matrimônio ou parentesco, afim ou consanguíneo, até o terceiro 
grau, inclusive, ou por adoção — a servidores municipais não ocupantes de cargo em comissão ou 
função de confiança, sob pena de infringência ao princípio da proporcionalidade. 
 
STF/ADI 6.545/DF 
É inconstitucional — por representar modalidade de reajustamento automático e, desse modo, violar 
o princípio da reserva legal (CF/1988, art. 27, § 2º), o pacto federativo e a vedação à equiparação entre 
espécies remuneratórias (CF/1988, art. 37, XIII) — lei estadual que vincula a remuneração dos 
deputados estaduais à dos deputados federais 
 
STF/ADI 7.264/TO 
É inconstitucional, por violação ao art. 37, X e XIII, e ao art. 39, § 1º, da CF, a vinculação de 
remunerações de carreiras pertencentes a entes federativos distintos ao subsídio de Ministros do 
Supremo Tribunal Federal. 
 
A previsão legal que fixe subsídio em percentual determinado de um cargo paradigma deve ser interpretada 
conforme à Constituição, considerando-se como base o valor vigente no momento de publicação da lei 
impugnada, vedados reajustes automáticos posteriores. 
 
Não ofende a Constituição o escalonamento de vencimentos entre cargos estruturados na mesma carreira 
pública ou entre conselheiros e auditores de Contas.” 
 
É inconstitucional — tendo em vista a vedação expressa do art. 37, XIII, da CF/1988, a autonomia federativa 
(CF/1988, art. 39, § 1º) e a exigência de lei específica para reajustes — a vinculação ou equiparação entre 
agentes públicos de entes federativos distintos para obtenção de efeitos remuneratórios. 
 
STF/PUIL 1.249-PR 
As verbas relativas ao FGTS cobradas doEstado do Paraná por seus ex-servidores temporários têm 
natureza fundiária. 
 
STF/RE 658.999/SC 
Em se tratando de cargos constitucionalmente acumuláveis, descabe aplicar a vedação de 
acumulação de aposentadorias e pensões contida na parte final do art. 11 da Emenda Constitucional 
20/1998, porquanto destinada apenas aos casos de que trata, ou seja, aos reingressos no serviço 
público por meio de concurso público antes da publicação da referida emenda e que envolvam 
cargos inacumuláveis. 
 
 
 
 
 
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STF/RE 1.400.775/MG 
Não tem direito à indenização de férias-prêmio o servidor estadual cujo vínculo com a Administração 
Pública, decorrente da Lei Complementar mineira 100/2007, foi declarado nulo, por inobservância dos 
princípios constitucionais que regem o ingresso no serviço público. 
 
STF/RE 1.237.867/SP 
Aos servidores públicos estaduais e municipais é aplicado, para todos os efeitos, o art. 98, § 2° e § 
3°, da Lei 8.112/1990. Por analogia, aplica-se aos servidores públicos estaduais e municipais que são 
pais ou cuidadores legais de pessoas com deficiência o direito à jornada de trabalho reduzida, sem 
necessidade de compensação de horário ou redução de vencimentos, nos moldes previstos para os 
servidores públicos federais na Lei 8.112/1990. 
 
STF/RE 1.400.787/CE 
O adicional de 1/3 previsto no art. 7º, XVII, da Constituição Federal incide sobre a remuneração 
relativa a todo período de férias. O art. 7º, XVII, da CF/1988 assegura ao trabalhador o gozo de férias 
anuais remuneradas com, pelo menos, 1/3 a mais do que o salário normal, sem limitar o tempo da sua 
duração, razão pela qual esse adicional deve incidir sobre todo o tempo de descanso previsto em lei. 
 
STF/ADI 5.519/DF 
Não cabe ao Poder Judiciário, sob o fundamento de isonomia, conceder retribuição por substituição 
a advogados públicos federais em hipóteses não previstas em lei. 
 
Por inexistir norma constitucional que imponha o deferimento de retribuição financeira por substituição a 
advogados públicos federais que não exercem funções expressamente especificadas em lei, a concessão, 
ou não, de benefício dessa natureza configura juízo de discricionariedade do legislador ordinário, o que 
impede o Poder Judiciário de fazê-lo. 
 
STF/ADI 6.126/DF 
É inconstitucional — por contrariedade ao regime remuneratório paritário (CF/1988, art. 73, § 3º c/c o 
art. 75) — norma distrital que determina a incorporação de gratificação pelo exercício da Presidência 
do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) aos vencimentos ou proventos do respectivo 
membro . 
 
STF/ADI 7.242/GO 
É constitucional norma estadual que, ao regulamentar o afastamento de servidor público estável para 
o exercício de mandato sindical, assegura-lhe o direito de licença sem remuneração. 
 
STF/ADI 6.591/DF 
É constitucional norma estadual que impede a exoneração a pedido e a aposentadoria voluntária de 
servidor que responde a processo administrativo disciplinar (PAD). Contudo, é possível conceder a 
aposentadoria ao investigado quando a conclusão do PAD não observar prazo razoável. 
 
A Administração Pública não possui discricionariedade para deixar de aplicar penalidades disciplinares 
quando os fatos se amoldarem ao tipo legal, assim como para estender, de modo desproporcional, o prazo 
para a conclusão do respectivo processo administrativo. Assim, é possível a cumulação de sanções — pois 
se revela como medida razoável e proporcional — necessárias para a observância do princípio democrático. 
 
Nesse contexto, a indisponibilidade dos bens para o ressarcimento do dano ou a configuração de eventual 
inelegibilidade — penalidades aplicáveis quando o servidor é demitido — justificam a previsão do art. 172 da 
Lei 8.112/1990 — que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias 
e das fundações públicas federais —, e cuja redação foi replicada pela lei estadual impugnada. 
 
Por outro lado, o tempo de espera para a conclusão do PAD pode ser demasiado e acabar atingindo, de 
forma reflexa, o direito à aposentadoria. Se isso ocorrer, é necessário verificar, à luz do caso concreto, o real 
motivo da demora: se a desídia, entre outras possibilidades, decorre do abuso do direito de defesa, pela 
complexidade do caso, ou pela necessidade de produção de provas. 
 
Com base nesse entendimento, o Plenário, por maioria, julgou parcialmente procedente a ação para conferir 
interpretação conforme a Constituição ao art. 240 da Lei 6.677/1994 do Estado da Bahia, a fim de assentar 
que, em caso de inobservância de prazo razoável para a conclusão de processo administrativo disciplinar, 
 
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30 
seja possível a concessão de aposentadoria a servidor investigado. 
 
STF/ADI 3.308/DF 
São constitucionais — formal e materialmente — os dispositivos incluídos pela EC 20/1998 e pela EC 
41/2003, que instituíram uma ampla reformulação do regime previdenciário no setor público, na parte 
em que submetem os magistrados ao Regime de Previdência Social comum aos servidores públicos. 
 
STF/ADI 7.356/PE 
Não viola o art. 7º, XVI, da CF, o estabelecimento de programa de jornada extra de segurança com 
prestação de serviço em período pré-determinado e com contraprestação pecuniária em valor 
previamente estipulado, desde que a adesão seja voluntária. 
 
É constitucional — pois não afronta o direito dos policiais civis à percepção de horas extras — norma 
estadual que institui programa de jornada extra de segurança (PJES) com adesão não obrigatória e cujo 
serviço é prestado em período prédeterminado e com contraprestação pecuniária pré-definida. 
 
STF/ADI 2.926/PR 
É inconstitucional — por ofender o princípio da simetria — norma de Constituição estadual que prevê 
a edição de lei complementar para disciplinar as atribuições e o estatuto das carreiras exclusivas de 
Estado, visto que essa exigência não encontra paralelo na Constituição Federal (1), sobretudo em 
relação à carreira policial (CF/1988, art. 144, § 7o). 
 
É inconstitucional — por violar o devido processo legal (CF/1988, art. 5º, LIV) e o princípio da não 
culpabilidade (CF/1988, art. 5º, LVII) — norma estadual que prevê a supressão remuneratória de policial 
investigado em sede de sindicância. Não obstante, o afastamento do acusado deve ser analisado à luz do 
caso concreto, com observância às garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa (CF/1988, 
art. 5º, LV). 
 
STF/ADI 5.404/DF 
É constitucional o regime de subsídios da carreira de policial rodoviário federal (Lei 11.358/2006) na 
parte em que veda o pagamento de adicional noturno e quaisquer outras gratificações ou adicionais, 
mas garante o direito à gratificação natalina, ao adicional de férias e ao abono de permanência. 
Contudo, deve ser afastada interpretação que impeça a remuneração desses policiais pelo 
desempenho de serviço extraordinário (horas extras) que não esteja compreendida no subsídio. 
 
STF/ADPF 783/ES 
Contraria a ordem constitucional vigente — por se tratar de benefício incompatível com a sua 
sistemática previdenciária e com os princípios republicano e da igualdade — o pagamento de pensão 
especial a ex-detentor de cargo público e a seus dependentes 
 
STF/ADI 5.378/DF 
É inconstitucional lei estadual que, editada no período entre a promulgação da EC 88/2015 (7.5.2015) 
e a publicação da Lei Complementar 152/2015 (03.12.2015), estende a idade de aposentadoria 
compulsória para cargos que não estejam expressamente indicados na Constituição Federal de 1988. 
 
STF/ADPF 860/SP 
A concessão de quaisquer benefícios remuneratórios a trabalhadores rurais e urbanos, ou a 
servidores públicos, deve estar vinculada ao desempenho funcional, de modo que qualquer adicional 
que seja pago apenas em virtude de seuestado civil viola a Constituição Federal, por constituir 
desequiparação ilegítima em relação aos demais 
 
STJ/REsp 1.261.020-CE 
a) Servidores públicos federais civis não possuem direito às incorporações de quintos/décimos pelo 
exercício de funções e cargos comissionados entre a edição da Lei n. 9.624/1998 e a MP n. 2.225-
48/2001; 
 
b) Porém, os servidores públicos que recebem quintos/décimos pelo exercício de funções e cargos 
comissionados entre a edição da Lei n. 9.624/1998 e a MP n. 2.225-48/2001, seja por decisão 
administrativa ou decisão judicial não transitada em julgado, possuem direito subjetivo de continuar 
recebendo os quintos/décimos até o momento de sua absorção integral por quaisquer reajustes 
 
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futuros concedidos aos servidores; 
 
c) Nas hipóteses em que a incorporação aos quintos/décimos estiver substanciada em coisa julgada 
material, não é possível a descontinuidade dos pagamentos de imediato. 
 
STJ/ REsp 1.769.306/AL 
Os pagamentos indevidos aos servidores públicos decorrentes de erro administrativo (operacional 
ou de cálculo), não embasado em interpretação errônea ou equivocada da lei pela Administração, 
estão sujeitos à devolução, ressalvadas as hipóteses em que o servidor, diante do caso concreto, 
comprova sua boa-fé objetiva, sobretudo com demonstração de que não lhe era possível constatar o 
pagamento indevido. 
 
STJ/EREsp 1.269.726-MG 
Não ocorre a prescrição do fundo de direito no pedido de concessão de pensão por morte, no caso 
de inexistir manifestação expressa da Administração negando o direito reclamado, estando 
prescritas apenas as prestações vencidas no quinquênio que precedeu à propositura da ação. 
 
STJ/REsp 1.914.546-PE 
O professor do ensino básico técnico e tecnológico aposentado anteriormente à vigência da Lei n. 
12.772/2012, mas cujo certificado ou título foi obtido antes da inativação, tem direito ao 
Reconhecimento de Saberes e Competência (RSC), para fins de cálculo da Retribuição por Titulação - 
RT. 
 
STJ/RMS 57.258-GO 
Não se aplica a aposentadoria compulsória prevista no art. 40, §1º, II, da CF aos titulares de 
serventias judiciais não estatizadas, desde que não sejam ocupantes de cargo público efetivo e não 
recebam remuneração proveniente dos cofres públicos. 
 
O tema relativo à aposentadoria compulsória foi pacificado pelo STF no julgamento do RE 647.827/PR, em 
que fixada a seguinte tese: "Não Se aplica a aposentadoria compulsória prevista no art.40, §1º, II da CF aos 
titulares de serventias judiciais não estatizadas, desde que não sejam ocupantes de cargo público efetivo e 
não recebam remuneração proveniente dos cofres públicos". 
 
No referido julgamento, esclareceu-se que a situação jurídica dos titulares das serventias não é uniforme: há 
quem ocupe cargos efetivos, recebendo parte de sua remuneração diretamente dos cofres públicos e parte 
de custas e emolumentos; e há quem não ocupe cargo efetivo com remuneração exclusiva por custas e 
emolumentos. O julgado decidiu que foram resguardados direitos adquiridos e que a regra da aposentadoria 
compulsória depende da situação jurídica em que se encontre o titular da serventia: a) se ele for titular de 
uma serventia judicial oficializada e ocupar cargo público, com remuneração exclusiva dos cofres públicos, 
deve observar a regra da aposentadoria compulsória; todavia, b) se ele for titular de serventia não estatizada 
com parte da remuneração por custas e emolumentos e parte oriunda dos cofres públicos, aplica-se a 
aposentadoria compulsória; c) se ele for titular de serventia não estatizada, com remuneração exclusiva por 
custas e emolumentos, incogitável aposentadoria compulsória. 
 
STJ/REsp 1.506.932/PR 
Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de 
concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à 
respectiva Corte de Contas. 
 
STJ/REsp 1.815.461/AL 
O exercício da advocacia, mesmo em causa própria, é incompatível com as atividades 
desempenhadas por servidor ocupante de cargo público de agente de trânsito, nos termos do art. 28, 
V, da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da OAB). 
 
STJ/REsp 1.542.852-PE 
Policiais Federais fazem jus a pagamento de diárias apenas no caso de deslocamentos que 
ultrapassem a circunscrição oficial da sua unidade de lotação, a título de indenização por despesas 
extraordinárias. 
 
 
 
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32 
STJ/RMS 66.823-MT 
Havendo remoção de um dos companheiros por interesse da Administração Pública, o(a) outro(a) 
possui direito líquido e certo de obter a remoção independentemente de vaga no local de destino e 
mesmo que trabalhem em locais distintos à época da remoção de ofício. 
 
A união estável é entidade familiar nos termos do art. 226, § 3º, da CF/1988 e do art. 1.723 do CC/2002, 
razão pela qual deve ser protegida pelo Estado tal como o casamento. 
 
Além do dever do Estado na proteção das unidades familiares, no caso analisado observa-se disposição 
normativa local específica prevendo o instituto "remoção para acompanhamento de cônjuge". 
 
Dessa forma, havendo remoção de ofício de um dos companheiros, o(a) outro(a) possui, em regra, direito à 
remoção para acompanhamento. Não se trata de ato discricionário da Administração, mas sim vinculado. A 
remoção visa garantir à convivência da unidade familiar em face a um acontecimento causado pela própria 
Administração Pública. 
 
Ubi eadem ratio, ibi eadem jus, os precedentes do STJ acerca do direito de remoção de servidores públicos 
federais para acompanhamento de cônjuge devem ser aplicados no caso em exame. 
 
O fato de servidor público estar trabalhando em local distinto de onde a servidora pública laborava à época 
da remoção de ofício daquele não é peculiaridade capaz de afastar a regra geral. Isso porque a convivência 
familiar estava adaptada a uma realidade que, por atitude exclusiva do Poder Público, deverá passar por 
nova adaptação. Ora, deve-se lembrar que a iniciativa exclusiva do Estado pode agravar a convivência da 
unidade familiar a ponto de torná-la impossível. 
 
STJ/RMS 67.040-ES 
A norma de edital que impede a participação de candidato em processo seletivo simplificado em 
razão de anterior rescisão de contrato por conveniência administrativa fere o princípio da 
razoabilidade. 
 
Cinge-se a controvérsia a analisar a legalidade de regra editalícia de processo seletivo simplificado para 
contratação temporária de pessoal, que tem a seguinte redação: "O Candidato que houver sido contratado 
ou nomeado anteriormente pela SEJUS e que tiver sido exonerado, ou teve contrato rescindido por: 
conveniência administrativa e/ou ato motivado pela Corregedoria e/ou por determinação judicial, será 
automaticamente eliminado do processo seletivo." 
 
Não se desconhece a jurisprudência desta Corte Superior, no sentido de que o princípio da vinculação ao 
edital demanda que as regras nele previstas sejam respeitadas, especialmente quando a seleção tem por 
objeto o desempenho de funções públicas consideradas sensíveis. Contudo, tais regras devem ser razoáveis 
e racionalmente justificáveis. In casu, a Administração Pública não apresentou justificativa para a tal previsão 
editalícia. 
 
Impedir que o candidato participe do processo seletivo simplificado porque, há alguns anos, seu contrato foi 
rescindido por conveniência administrativa, equivale a impedir, hoje, a sua participação na seleção por mera 
conveniência administrativa, o que viola o princípio da isonomia e da impessoalidade. A participação de 
determinado candidato em concurso ou seleção pública não se insere no âmbito da discricionariedade do 
gestor. 
 
Outrossim, não é possível presumir que a atual contratação não seria conveniente. Primeiro, porque do 
contrário, oprocesso seletivo não estaria em curso. Segundo, porque o que era inconveniente anteriormente 
não o é, necessária e automaticamente, no presente. 
 
Assim, a conclusão a que se chega não pode ser outra que não a da falta de razoabilidade da norma. 
 
STJ/RMS 65.757-RJ 
A contratação temporária de terceiros para o desempenho de funções do cargo de enfermeiro, em 
decorrência da pandemia causada pelo vírus Sars-CoV-2, e determinada por decisão judicial, não 
configura preterição ilegal e arbitrária nem enseja direito a provimento em cargo público em favor de 
candidato aprovado em cadastro de reserva. 
 
 
 
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STJ/AREsp 1.806.617-DF 
Impedir que candidato em concurso público que já é integrantes dos quadros da Administração 
prossiga no certame público para ingresso nas fileiras da Política Militar na fase de sindicância de 
vida pregressa, fundada em relato do próprio candidato no formulário de ingresso na corporação de 
que foi usuário de drogas há sete anos, acaba por aplicá-lo uma sanção de caráter perpétuo, dado o 
grande lastro temporal entre o fato tido como desabonador e o momento da investigação social. 
 
STJ/REsp 1.888.049-CE 
O candidato aprovado em concurso público pode assumir cargo que, segundo o edital, exige título de 
Ensino Médio profissionalizante ou completo com curso técnico em área específica, caso não seja 
portador desse título mas detenha diploma de nível superior na mesma área profissional. 
 
STJ/RMS 66.316-SP 
Para a recusa à nomeação de aprovados dentro do número de vagas em concurso público devem 
ficar comprovadas as situações excepcionais elencadas pelo Supremo Tribunal Federal no RE 
598.099/MS, não sendo suficiente a alegação de estado das coisas - pandemia, crise econômica, 
limite prudencial atingido para despesas com pessoal -, tampouco o alerta da Corte de Contas acerca 
do chamado limite prudencial. 
 
Inicialmente, pontua-se que tem aportado nesta Corte Superior recursos interpostos por candidatos 
aprovados em concursos públicos, insurgências dirigidas contra a denegação da segurança pelo Tribunal de 
Justiça de origem, este que, em sua fundamentação, tem albergado a tese da autoridade coatora de que, por 
restrições financeiras diversas - atinentes a leis orçamentárias, pandemia, crise econômica no país - estaria 
o Poder Público com a chancela factual para não nomear aqueles que obtiveram, dentro do número de 
vagas, o êxito no certame. 
 
Discute-se se a espécie comportaria a aplicação das chamadas situações excepcionais elencadas pela 
Corte Suprema no RE 598.099/MS, alusivas aos critérios de superveniência, imprevisibilidade, gravidade e 
necessidade, que constituiriam o alicerce para a não nomeação dos aprovados pelo Poder Público. 
 
Acerca do tema, esta Corte Superior tem a diretriz de que a recusa à nomeação dos aprovados dentro do 
número de vagas deve ser a última das oportunidades, quando realmente já não houver saída para a 
Administração Pública (RMS 57.565/SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 
20/08/2018). 
 
Contudo, muito embora venha a brandir o estado das coisas - pandemia, crise econômica, limite prudencial 
atingido para despesas com pessoal -, que teria resultado em situação financeira impeditiva às nomeações, 
o fato é que não se verifica a existência dos reais elementos orçamentários que venham a embasar o não 
chamamento dos candidatos aprovados dentro do número de vagas. 
 
Um aspecto que deve ser ressaltado é que, se foram oferecidas vagas de concurso pelo Poder Público, sem 
que houvesse a segurança orçamentária devidamente blindada para o certame, indene, portanto, a 
vicissitudes econômico-sociais, se está diante de ato de gestor público que pode até mesmo ser elencado 
como ilícito administrativo. Assim, a recusa à nomeação deve ser a última das oportunidades, quando 
realmente já não houver saída, consoante já noticiou esta Corte Superior (RMS 57.565/SP, Rel. Ministro 
Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 20/08/2018). 
 
No caso concreto, a situação não é cifrada exclusivamente ao cerne da pandemia, razão pela qual não há 
evidências de que o órgão está diante das situações excepcionalíssimas anotadas pelo excelso STF, 
justificadoras do afastamento das nomeações, não sendo suficiente o alerta da Corte de Contas acerca do 
chamado limite prudencial. 
 
STJ/REsp 1.941.987-PR 
O servidor público reintegrado não faz jus ao recebimento das parcelas remuneratórias referentes ao 
auxílio-transporte e ao adicional de insalubridade pelo período em que esteve indevidamente 
afastado do cargo público. 
 
STJ/REsp 1.878.849-TO 
É ilegal o ato de não concessão de progressão funcional de servidor público, quando atendidos 
todos os requisitos legais, a despeito de superados os limites orçamentários previstos na Lei de 
 
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Responsabilidade Fiscal, referentes a gastos com pessoal de ente público, tendo em vista que a 
progressão é direito subjetivo do servidor público, decorrente de determinação legal, estando 
compreendida na exceção prevista no inciso I do parágrafo único do art. 22 da Lei Complementar n. 
101/2000. 
 
STJ/RMS 64.121-GO 
Não havendo pleito optativo por inativos nos termos da Lei n. 19.569/2016 do Estado de Goiás, não 
há ilegalidade em não reposicioná-los com base nos parâmetros da nova estrutura funcional 
inaugurada pela referida lei. 
 
STJ/AgRg no AgRg no AREsp 480.379-PB 
A indenização de campo, prevista no art. 16 da Lei n. 8.216/1991, deve ser reajustada pelo Poder 
Executivo na mesma data e nos mesmos percentuais de reajustes aplicados às diárias, conforme 
determina o art. 15 da Lei n. 8.270/1991. 
 
STJ/AREsp 1.711.065-RJ 
Valores recebidos por servidores públicos por força de decisão judicial precária, posteriormente 
reformada, devem ser restituídos ao erário. 
 
STJ/REsp 1.854.662-CE 
Presente a redação original do art. 87, § 2º, da Lei n. 8.112/1990, bem como a dicção do art. 7º da Lei 
n. 9.527/1997, o servidor federal inativo, sob pena de enriquecimento ilícito da Administração e 
independentemente de prévio requerimento administrativo, faz jus à conversão em pecúnia de 
licença-prêmio por ele não fruída durante sua atividade funcional, nem contada em dobro para a 
aposentadoria, revelando-se prescindível, a tal desiderato, a comprovação de que a licença-prêmio 
não foi gozada por necessidade do serviço. 
 
STJ/AgInt no AgInt no RMS 61.130-PR 
A lacuna em Lei Complementar Estadual acerca da possibilidade de suspender processo de 
concessão de aposentadoria enquanto tramita processo administrativo disciplinar deve ser suprida 
com a aplicação subsidiária da Lei n. 8.112/1990. 
 
STJ/AREsp 956.526-SP 
O parâmetro remuneratório sobre o qual deve incidir a VNPI para o cálculo da remuneração dos 
Procuradores da Fazenda Nacional é o existente em março/2002. 
 
É pacífico no âmbito do STJ que, a partir de 26/6/2002, data da publicação da MP 43/2002, a composição da 
remuneração dos Procuradores da Fazenda Nacional passou a ser a seguinte: a) vencimento básico; b) pro 
labore, calculado no percentual de 30% (trinta por cento) sobre o referido vencimento básico; c) Vantagem 
Pessoal Nominalmente Identificada - VPNI, caso ocorra redução na totalidade da remuneração dos 
servidores públicos. 
 
A MP 43/2002 (convertida na Lei n. 10.549/2002), embora tenha sido publicada em julho/2002, determinou, 
no art. 3º, que a nova estrutura de pagamento nela prevista retroagiria ao mês de março/2002, sem excluir, 
desse período "intermediário", as vantagens que até então foram percebidas pelos Procuradores da Fazenda 
Nacional, o que acabou ocasionando uma situação virtualmente híbrida, porque entre o regime 
remuneratório anterior (até março/2002) e o regime novo (a partir de julho/2002) os agentes públicos fizeramjus aos valores correspondentes às vantagens de ambos os regimes. 
 
Hipótese em que a discussão é sobre qual o parâmetro remuneratório em relação ao qual deve incidir a 
VNPI acima citada: se aquele existente em março/2002, ou se o que existiu entre março/2002 e junho/2002, 
sendo certo que deve prevalecer a primeira opção, em função de interpretação teleológica e histórica da lei. 
 
A MP 43/2002 (convertida na Lei n. 10.549/2002) foi criada para esmorecer o estado de incongruência, então 
existente, entre os cargos das carreiras jurídicas da União, no que diz respeito às remunerações daqueles 
profissionais, sendo certo que, a se concluir pela necessidade de manutenção do regime "intermediário", em 
vez de dar tratamento isonômico com as demais carreiras da AGU, estar-se-ia conferindo aos Procuradores 
da Fazenda Nacional tratamento muito mais benéfico, no sentido oposto à finalidade legal. 
 
Se era para preponderar, em caráter definitivo, um regime remuneratório intermediário, que somava 
 
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35 
vantagens da antiga estrutura remuneratória, com os novos benefícios, não faria o menor sentido determinar 
a exclusão de rubricas ou mesmo determinar a aplicação retroativa de parte da lei, pois bastaria criar novas 
vantagens e somá-las às já existentes. 
 
Hipótese em que, na prática, não houve realmente a existência de três regimes, um antigo, um intermediário 
e um novo, pois o regime "híbrido" ou "intermediário" figurou apenas como uma ficção legal, que teve 
impactos financeiros favoráveis em relação aos Procuradores da Fazenda Nacional, somente em caráter 
retroativo, mas que não chegou a efetivamente vigorar ao longo dos meses de março a junho/2002, o que 
reforça a conclusão de que a irredutibilidade de vencimentos deve tomar como parâmetro o regime que 
efetivamente existia antes da alteração, qual seja: a composição remuneratória prevista em março/2002. 
 
Caso o parâmetro remuneratório para fins de pagamento da VPNI fosse aquele fictícia e atecnicamente 
criado pela MP 43/2002 (convertida na Lei n. 10.549/2002), possibilitar-se-ia que os Procuradores da 
Fazenda Nacional violassem mensal e prolongadamente o art. 37, XI, da CF, o qual estabelece o teto 
remuneratório do serviço público e que, naquela época, previa importância inferior à que resultou do regime 
"intermediário". 
 
STJ/RMS 62.093-TO 
A reclassificação do candidato para dentro do número de vagas oferecidas no edital de abertura de 
concurso público, operada em razão de ato praticado pela Administração Pública, confere-lhe o 
direito público subjetivo ao provimento no cargo público, ainda que durante a vigência do ato não 
tenha sido providenciada a sua nomeação e que, em seguida, o ato de que derivada a reclassificação 
tenha sido posteriormente anulado. 
 
STJ/REsp 1.735.702-PR 
O autor da ação civil pública dá causa à nulidade processual quando deixa de indicar no polo passivo 
as pessoas beneficiadas pelo procedimento e pelos atos administrativos inquinados, deixando de 
formar o litisconsórcio na hipótese em que homologado o resultado final do concurso, com as 
consequentes nomeação e posse dos aprovados. 
 
STJ/RMS 58.785-MS 
É inadequado o manejo de mandado de segurança com vistas à defesa do direito de candidato em 
concurso público a continuar concorrendo às vagas reservadas às pessoas pretas ou pardas, 
quando a comissão examinadora de heteroidentificação não confirma a sua autodeclaração. 
 
STJ/AgInt no RMS 61.658-RS 
A exigência dos requisitos previstos em edital para nomeação em cargo público não pode ser 
afastada por legislação posterior mais benéfica ao candidato. 
 
STJ/RMS 50.366-RS 
Em concurso de remoção para notários e registradores, é possível que ocupantes de vagas de 
natureza específica concorram a vagas de natureza mista, não havendo necessidade de titulação 
específica. 
 
STJ/RMS 67.654-PB 
Considerando o silêncio do CNJ quanto ao prazo para aquisição de títulos pelos candidatos em 
concursos públicos para a outorga das Delegações de Notas e de Registro, deve prevalecer a 
competência subsidiária concedida aos respectivos Tribunais de Justiça para fixarem as regras dos 
concursos de ingresso nos serviços notarial e de registro, na forma prevista no art. 15, caput, § 1º, da 
Lei n. 8.935/1994. 
 
STJ/RMS 68.657- MG 
A prerrogativa da escolha do momento para a nomeação de candidato, aprovado dentro das vagas 
ofertadas em concurso público, é da Administração Pública, durante o prazo de validade do certame 
 
STJ/REsp 2.006.738-PE 
A conduta de filmar, por meio de câmera escondida, alunas, servidoras e funcionárias terceirizadas 
caracteriza a infração de conduta escandalosa, prevista no art. 132, V, parte final, da Lei n. 8.112/1990, 
o que atrai a pena de demissão do servidor público 
 
 
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STJ/RMS 61.411-SP 
Os servidores que reúnem as condições, sob a égide do regime anterior (3º da EC 20/1998) podem se 
aposentar, mesmo que seu vínculo com a Administração tenha cessado antes do pedido de 
aposentadoria. 
 
STJ/AgInt no RMS 70.020-SE 
A definição da quantidade de servidores públicos que podem ser dispensados do cumprimento da 
carga horária do cargo público para o exercício de mandato classista faz parte do poder 
discricionário da administração pública 
 
STJ/AgInt no AREsp 1.565.474- RJ 
Os servidores públicos federais expostos à radiação fazem jus à jornada de 24 horas semanais , 
sendo- lhes assegurado o pagamento de horas extras em relação a todo o período trabalhado além 
desse limite, sob pena de enriquecimento indevido da Administração. 
 
STJ/REsp 1.979.141-AC 
É prescindível a exigência de avaliação de desempenho para a ascensão funcional de servidores no 
período em que estiverem afastados do cargo para exercício de mandato eletivo federal. 
 
 
 
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37 
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO 
 
Principais Súmulas e Jurisprudências 
 
STF/ARE 1.382.159 AgR/RJ 
No caso de vítima atingida por projétil de arma de fogo durante uma operação policial, é dever do 
Estado, em decorrência de sua responsabilidade civil objetiva, provar a exclusão do nexo causal 
entre o ato e o dano, pois ele é presumido. 
 
STF/ARE 1.385.315 
(i) O Estado é responsável, na esfera cível, por morte ou ferimento decorrente de operações de segurança 
pública, nos termos da Teoria do Risco Administrativo; 
 
(ii) É ônus probatório do ente federativo demonstrar eventuais excludentes de responsabilidade civil; 
 
(iii) A perícia inconclusiva sobre a origem de disparo fatal durante operações policiais e militares não é 
suficiente, por si só, para afastar a responsabilidade civil do Estado, por constituir elemento indiciário. 
 
STF/RE 1.209.429/SP 
É objetiva a Responsabilidade Civil do Estado em relação a profissional da imprensa ferido por 
agentes policiais durante cobertura jornalística, em manifestações em que haja tumulto ou conflitos 
entre policiais e manifestantes. Cabe a excludente da responsabilidade da culpa exclusiva da vítima, 
nas hipóteses em que o profissional de imprensa descumprir ostensiva e clara advertência sobre 
acesso a áreas delimitadas, em que haja grave risco à sua integridade física. 
 
O Estado responde de forma objetiva pelos danos causados a profissional de imprensa ferido, por policiais, 
durante cobertura jornalística de manifestação pública em que ocorra tumulto ou conflito, desde que o 
jornalista não haja descumprido ostensiva e clara advertência quanto ao acesso a áreas definidas como de 
grave risco à sua integridade física, caso em que poderá ser aplicada a excludente da responsabilidade por 
culpa exclusiva da vítima. 
 
O art. 37, § 6º, da Constituição Federal (CF) (1)prevê a responsabilidade civil objetiva do Estado quando 
presentes e configurados a ocorrência do dano, o nexo causal entre o evento danoso e a ação ou omissão 
do agente público, a oficialidade da conduta lesiva e a inexistência de causa excludente da responsabilidade 
civil (força maior, caso fortuito ou comprovada culpa exclusiva da vítima). Não é adequado, no entanto, 
atribuir a profissional da imprensa culpa exclusiva pelo dano sofrido, por conduta de agente público, somente 
por permanecer realizando cobertura jornalística no local da manifestação popular no momento em que 
ocorre um tumulto, sob pena de ofensa ao livre exercício da liberdade de imprensa. 
 
Com base nesse entendimento, o Plenário, por maioria, ao apreciar o Tema 1.055 da repercussão geral, deu 
provimento a recurso extraordinário. Vencido o ministro Nunes Marques. Em seguida, por maioria, o Tribunal 
fixou a tese de repercussão geral. Vencidos, no ponto, os ministros Marco Aurélio (relator), Edson Fachin e 
Luiz Fux (Presidente). 
 
STF/ARE 884.325 
É imprescindível para o reconhecimento da responsabilidade civil do Estado em decorrência da fixação de 
preços no setor sucroalcooleiro a comprovação de efetivo prejuízo econômico, mediante perícia técnica em 
cada caso concreto. 
 
STF/RE 662.405 
O Estado responde subsidiariamente por danos materiais causados a candidatos em concurso público 
organizado por pessoa jurídica de direito privado (art. 37, § 6º, da CRFB/88), quando os exames são 
cancelados por indícios de fraude. 
 
STF/RE 136.861 
Para que fique caracterizada a responsabilidade civil do Estado por danos decorrentes do comércio de fogos 
de artifício, é necessário que exista a violação de um dever jurídico específico de agir, que ocorrerá quando 
for concedida a licença para funcionamento sem as cautelas legais ou quando for de conhecimento do poder 
público eventuais irregularidades praticadas pelo particular. 
 
 
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38 
 
 
STF/RE 113.587-SP 
I - A responsabilidade civil do Estado, responsabilidade objetiva, com base no risco administrativo, que 
admite pesquisa em torno da culpa do particular, para o fim de abrandar ou mesmo excluir a 
responsabilidade estatal, ocorre, em síntese, diante dos seguintes requisitos: 
a) do dano; 
b) da ação administrativa; 
c) e desde que haja nexo causal entre o dano e a ação administrativa. 
A consideração no sentido da licitude da ação administrativa é irrelevante, pois o que interessa, é 
isto: sofrendo o particular um prejuízo, em razão da atuação estatal, regular ou irregular, no interesse 
da coletividade, é devida a indenização, que se assenta no princípio da igualdade dos ônus e 
encargos sociais. 
 
STF/RE 327.904/SP 
"O § 6º do art. 37 da Magna Carta autoriza a proposição de que somente as pessoas jurídicas de direito 
público, ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos, é que poderão 
responder, objetivamente, pela reparação de danos a terceiros. Isto por ato ou omissão dos respectivos 
agentes, agindo estes na qualidade de agentes públicos, e não como pessoas comuns. Esse mesmo 
dispositivo constitucional consagra, ainda, dupla garantia: uma, em favor do particular, possibilitando-lhe 
ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público, ou de direito privado que preste serviço 
público, dado que bem maior, praticamente certa, a possibilidade de pagamento do dano objetivamente 
sofrido. Outra garantia, no entanto, em prol do servidor estatal, que somente responde administrativa e 
civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional se vincular." (RE 327.904, Rel. Min. Ayres 
Britto, julgamento em 15-8-2006, Primeira Turma, DJ de 8-9-2006). 
 
STF/RE 591.874/MS 
A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é 
objetiva relativamente a terceiros usuários e não usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § 6º, 
da Constituição Federal. 
II - A inequívoca presença do nexo de causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao 
terceiro não-usuário do serviço público, é condição suficiente para estabelecer a responsabilidade 
objetiva da pessoa jurídica de direito privado. 
- A Teoria do Risco Administrativo não alcança os danos decorrentes de omissão da Administração 
Pública, pois estes danos serão indenizados utilizando a teoria da culpa administrativa; 
 
STF/RE 608.880 – Entendimento Recente 
1. A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público e das pessoas jurídicas de direito privado 
prestadoras de serviço público baseia-se no risco administrativo, sendo objetiva, exige os seguintes 
requisitos: ocorrência do dano; ação ou omissão administrativa; existência de nexo causal entre o dano e a 
ação ou omissão administrativa e ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. . 
 
2. A jurisprudência desta corte, inclusive, entende ser objetiva a responsabilidade civil decorrente de 
omissão, seja das pessoas jurídicas de direito público ou das pessoas jurídicas de direito privado 
prestadoras de serviço público. 
 
STF/ ARE 754.778-AgR/RS 
1. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que as pessoas jurídicas de direito público 
respondem objetivamente pelos danos que causarem a terceiros, com fundamento no art. 37, § 6º, da 
Constituição Federal, tanto por atos comissivos quanto por atos omissivos, desde que demonstrado o 
nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público. 
2. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram devidamente 
demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade extracontratual do Estado. 
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula nº 
279/STF. 4. Agravo regimental não provido. 
 
STF/RE 760.931/DF 
O inadimplemento dos encargos trabalhistas dos empregados do contratado não transfere 
automaticamente ao Poder Público contratante a responsabilidade pelo seu pagamento, seja em caráter 
solidário ou subsidiário, nos termos do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93. 
 
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39 
 
STF/RE 841.526 
Em caso de inobservância de seu dever específico de proteção previsto no artigo 5º, inciso XLIX, da 
Constituição Federal, o Estado é responsável pela morte de detento. 
 
Responsabilidade do Estado – Morte de Detento 
Regra Exceção 
A responsabilidade do Estado é objetiva, sendo este 
obrigado a indenizar, adotando a Teoria do Risco 
Administrativo. 
Não existindo possibilidade alguma da morte do 
detento ser evitada, o Estado está dispensado de 
indenizar família. 
Fonte: STF/RE 841.526 
 
STF/RE 842.846 
O Estado responde, objetivamente, pelos atos dos tabeliães e registradores oficiais que, no exercício 
de suas funções, causem dano a terceiros, assentado o dever de regresso contra o responsável, nos 
casos de dolo ou culpa, sob pena de improbidade administrativa. Essa foi a tese fixada pelo Plenário, 
ao negar provimento, por votação majoritária, a recurso extraordinário, com repercussão geral reconhecida 
(tema 777), interposto pelo estado de Santa Catarina contra acórdão que o condenou ao pagamento de 
indenização por danos decorrentes de erro na elaboração de certidão de óbito, que impediu viúvo de obter 
benefício previdenciário. (...) A maioria dos ministros reafirmou entendimento jurisprudencial do Supremo 
Tribunal Federal (STF) quanto à responsabilidade direta, primária e objetiva do Estado, contida na regra 
prevista no art. 37, § 6º, da Constituição Federal (CF/1988), pelos danos que tabeliães e oficiais de 
registro, no exercício de serviço público por delegação, causem a terceiros. Também fixou orientação 
no sentido do dever estatal de acionar regressivamente o agente público causadordo dano, por dolo 
ou culpa, considerado o fato de a indenização ser paga com dinheiro público. Prevaleceu o voto do 
ministro Luiz Fux (relator), que rememorou a jurisprudência da Corte sobre a matéria e afastou a 
possibilidade de se extrair a responsabilidade objetiva dos notários e registradores do art. 37, § 6º, da 
CF/1988. Salientou a natureza estatal das atividades exercidas pelos tabeliães e registradores oficiais. Essas 
atividades são munidas de fé pública e se destinam a conferir autenticidade, publicidade, segurança e 
eficácia às declarações de vontade. Ademais, consoante expressa determinação constitucional, o ingresso 
na atividade notarial e de registro depende de concurso público, e os atos de seus agentes estão sujeitos à 
fiscalização estatal (CF/1988, art. 236). Segundo o ministro Fux, não obstante os serviços notariais e de 
registro sejam exercidos em caráter privado, por delegação do poder público, a responsabilidade civil desses 
agentes públicos está disciplinada, de forma expressa, em norma de eficácia limitada, na qual definida a 
competência do legislador ordinário para regular a matéria (CF/1988, art. 236, § 1º). Isto é, a própria 
Constituição Federal retirou o assento constitucional da regulação da responsabilidade civil e criminal dos 
notários, relegando-a à autoridade legislativa. Frisou, no ponto, que o art. 22 da Lei 8.935/1994, na redação 
dada pela Lei 13.286/2016, regulamenta o art. 236 da CF/1988 e prevê que os notários e oficiais de registro 
são civilmente responsáveis por todos os prejuízos que causarem a terceiros, por culpa ou dolo, 
pessoalmente, pelos substitutos que designarem ou escreventes que autorizarem, assegurado o direito de 
regresso. A disciplina conferida à matéria pelo legislador consagra a responsabilidade civil subjetiva dos 
notários e oficiais de registro. Portanto, não compete ao STF fazer interpretação analógica e extensiva, a fim 
de equiparar o regime jurídico da responsabilidade civil de notários ao das pessoas jurídicas de direito 
privado prestadoras de serviços públicos (CF, art. 37, § 6º). Ademais, ressaltou que o art. 37, § 6º, da 
CF/1988 se refere a ‘pessoas jurídicas’ prestadoras de serviços públicos, ao passo que notários e tabeliães 
respondem civilmente como ‘pessoas naturais’ delegatárias de serviço público, nos termos do referido 
dispositivo legal. 
 
STJ/Súmula 647 
São imprescritíveis as ações indenizatórias por danos morais e materiais decorrentes de atos de 
perseguição política com violação de direitos fundamentais ocorridos durante o regime militar 
 
STJ/REsp 1.569.427-SP 
O Banco Central do Brasil responde objetivamente pelos danos que os liquidantes, no exercício desse 
munus público, causem à massa falida, em decorrência da indevida utilização de valores pagos pelos 
consorciados para custear despesas concernentes ao procedimento liquidatório de empresa de consórcio. 
 
STJ/REsp 1.840.570-RS 
O termo inicial do prazo prescricional para ajuizamento da ação de indenização contra o Estado em 
razão da demora na concessão da aposentadoria conta-se a partir do seu deferimento. 
 
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Acerca da prescrição, o artigo 1º do Decreto n. 20.910/1932 consigna que as ações contra a Fazenda 
Pública prescrevem em 5 (cinco) anos da data do ato ou fato da qual se originaram. O disposto no artigo 189 
do Código Civil também estabelece que a prescrição se inicia no momento da violação do direito sobre o 
qual se funda a ação. Assim, como regra, a prescrição começa a correr desde que a pretensão teve origem, 
pois, segundo a doutrina, "o maior fundamento da existência do próprio direito é a garantia de pacificação 
social". 
 
O STF, ao julgar o Tema de Repercussão Geral 445/STF, fixou a tese no sentido de que "[e]m atenção aos 
princípios da segurança jurídica e da confiança legítima, os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de 5 
anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a 
contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas." (STF. Plenário. RE 636.553/RS, Rel. Min. 
Gilmar Mendes, julgado em 19/2/2020). 
 
Cuida-se, portanto, de prazo prescricional para a Administração Pública vir anular ou revogar o ato de 
aposentadoria por ela concedida ao servidor, correndo o referido prazo não da concessão do benefício, mas 
do seu registro junto ao Tribunal de Contas da União, ou seja, trata-se da pretensão da Administração 
Pública contra o administrado. 
 
No caso, o que se examina é a pretensão, não da Administração Pública, mas do administrado de discutir o 
direito de indenização por dano material pela suposta demora na concessão de sua aposentadoria, ou seja, 
matéria completamente diversa da tratada pelo STF no Tema de Repercussão Geral n. 445/STF. 
 
Nesse contexto, o termo inicial do prazo prescricional para o ajuizamento de ação de indenização contra ato 
do Estado ocorre no momento em que constatada a lesão e os seus efeitos, ou seja, a partir do deferimento 
do pedido voluntário de aposentaria do servidor, conforme o princípio da actio nata. 
 
STJ/REsp 1.840.570-RS 
Reconhecida a responsabilidade estatal por acidente com evento morte em rodovia, é devida a 
indenização por danos materiais aos filhos menores e ao cônjuge do de cujus. 
 
Trata-se, na origem, de ação de indenização por danos morais e materiais ajuizada contra o Departamento 
de Estradas e Rodagens de Sergipe (DER/SE), em face da morte do pai e companheiro dos autores, 
decorrente de acidente de veículo em rodovia estadual, ocasionado por buraco não sinalizado. 
 
O Tribunal a quo, após reconhecer a conduta omissiva e culposa do ente público, relacionada ao dever de 
sinalização da via pública, deu parcial provimento ao apelo dos autores, condenando o demandado ao 
pagamento de indenização por danos morais. Em relação ao danos materiais, registrou não terem sido 
comprovados. 
 
Sobre o tema, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a responsabilidade civil do Estado por 
condutas omissivas é subjetiva, sendo necessário, dessa forma, a comprovação da conduta omissiva e 
culposa (negligência na atuação estatal - má prestação do serviço), o dano e o nexo causal entre ambos. 
 
No caso, restou incontroverso que o acidente com evento morte ocorreu em rodovia estadual, mediante a 
queda de caminhão em buraco de 15 metros de profundidade, decorrente da ausência de manutenção e 
fiscalização estatal da via pública, não havendo quaisquer indícios de culpa exclusiva da vítima. 
 
Nesse passo, é possível concluir pela existência de omissão culposa por parte do ente público, 
consubstanciada na inobservância ao dever de fiscalização e sinalização da via pública, bem como pelo 
nexo causal entre a referida conduta estatal e o evento danoso, que resultou na morte do pai e marido dos 
recorrentes, causando-lhes, evidentemente, prejuízos materiais e morais, os quais devem ser indenizados. 
 
Com efeito, presentes os elementos necessários para responsabilização do Estado pelo evento morte, a 
jurisprudência desta Corte reconhece devida a indenização por danos materiais, visto que a dependência 
econômica dos cônjuges e filhos menores do de cujus é presumida, dispensando a demonstração por 
qualquer outro meio de prova. 
 
STJ/REsp 1.708.325-RS 
O hospital que deixa de fornecer o mínimo serviço de segurança, contribuindo de forma determinante 
e específica para homicídio praticado em suas dependências, responde objetivamente pela conduta 
 
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omissiva. 
 
STJ/REsp 1.936.743-SP 
Considera-se fortuito externo a queda de passageiro em via férrea de metrô, por decorrência de mal 
súbito, não ensejando o dever de reparação do dano por parte da concessionária de serviço público, 
mesmo considerando que não houve adoção, porparte do transportador, de tecnologia moderna 
para impedir o trágico evento. 
 
STJ/AREsp 1.893.472SP 
A fundação privada de apoio à universidade pública presta serviço público, razão pela qual responde 
objetivamente pelos prejuízos causados a terceiros, submetendo-se a pretensão indenizatória ao 
prazo prescricional quinquenal previsto no art. 1ºC da Lei n. 9.494/1997. 
 
STJ/REsp 1.722.423-RJ 
Pessoa Jurídica de Direito Público tem direito à indenização por danos morais relacionados à violação da 
honra ou da imagem, quando a credibilidade institucional for fortemente agredida e o dano reflexo sobre os 
demais jurisdicionados em geral for evidente. 
 
STJ/Edição 61 
A Administração Pública pode responder civilmente pelos danos causados por seus agentes, ainda que 
estes estejam amparados por causa excludente de ilicitude penal. 
 
STJ/AREsp 63.018/RJ 
A jurisprudência deste Tribunal Superior é firme no entendimento de que, nas ações de indenização 
fundadas na responsabilidade civil objetiva do Estado (CF/88, art. 37, § 6o.), não é obrigatória a 
denunciação da lide do agente público supostamente responsável pelo ato lesivo. 
 
STJ/REsp 769.753/SC 
Pacífica a jurisprudência do STJ de que, nos termos do art. 14, § 1°, da Lei 6.938/1981, o degradador, em 
decorrência do princípio do poluidor-pagador, previsto no art. 4°, VII (primeira parte), do mesmo estatuto, é 
obrigado, independentemente da existência de culpa, a reparar - por óbvio que às suas expensas - todos 
os danos que cause ao meio ambiente e a terceiros afetados por sua atividade, sendo prescindível 
perquirir acerca do elemento subjetivo, o que, consequentemente, torna irrelevante eventual boa ou má-
fé para fins de acertamento da natureza, conteúdo e extensão dos deveres de restauração do status quo 
ante ecológico e de indenização. 
 
STJ/AREsp 779.043 
No que se refere à morte de detento sob custódia do Estado, a jurisprudência do Superior Tribunal de 
Justiça assenta-se no sentido de que a responsabilidade civil do ente público é objetiva. 
 
STJ/REsp. 1.266.517/PR 
Segundo a orientação jurisprudencial do STJ, a Administração Pública pode ser condenado ao pagamento 
de indenização pelos danos cíveis causados por uma ação de seus agentes , mesmo que 
consequentes de causa excludente de ilicitude penal: REsp 884.198/RO, 2º Turma, Rel. Min. Humberto 
Martins, DJ 23.4.2007; REsp 111.843/PR, 1º, Rel. Min. José Delgado, DJ 9.6.1997. 
Logo, apesar da não responsabilização penal dos agentes públicos envolvidos no evento danoso, deve-
se concluir pela manutenção do acórdão origem, já que eventual causa de justificação (Legitima defesa) 
reconhecida em âmbito penal não é capaz de excluir indevidamente a ora recorrida. 
Recurso especial não provido. 
 
STJ/REsp: 1.325.862 PR 
2. Assim, há de se franquear ao particular a possibilidade de ajuizar a ação diretamente contra o 
servidor, suposto causador do dano, contra o Estado ou contra ambos, se assim desejar. A avaliação 
quanto ao ajuizamento da ação contra o servidor público ou contra o Estado deve ser decisão do suposto 
lesado. Se, por um lado, o particular abre mão do sistema de responsabilidade objetiva do Estado, por outro 
também não se sujeita ao regime de precatórios. Doutrina e precedentes do STF e do STJ. 
 
STJ/REsp 1.492.832/DF 
Não se verifica o dever do Estado de indenizar eventuais prejuízos financeiros do setor privado 
decorrentes da alteração de política econômico-tributária, no caso de o ente público não ter se 
 
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comprometido, formal e previamente, por meio de determinado planejamento específico. 
 
STJ/REsp 1.581.173 
Na hipótese dos autos, extrai-se do acórdão vergastado que o entendimento do Tribunal de origem está em 
conformidade com o do Superior Tribunal de Justiça de que candidatos aprovados em concurso 
público que tiveram suas nomeações tardiamente efetivadas não têm direito à indenização ou 
contagem de tempo para efeitos previdenciários. 
 
Responsabilidade do Estado por Atos Omissivos 
STJ - Regra STF - Exceção 
Responsabilidade Subjetiva – Adota teoria da culpa 
administrativa ou culpa anônima. 
Responsabilidade Objetiva, desde que o Estado 
tenha a obrigação legal de agir para impedir que o 
dano aconteça. Omissão Específica. 
STJ/ REsp 1345620/RS STF/RE 677139 
 
 
 
 
 
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BENS PÚBLICOS 
 
Principais Súmulas e Jurisprudências 
 
STJ/REsp 1.675.985-DF 
Aplica- se o prazo prescricional de 10 anos, nos termos do art. 205 do Código Civil/2002, na cobrança 
de taxa de ocupação do particular no contrato administrativo de concessão de direito real de uso 
para a utilização privativa de bem público. 
 
A Primeira Turma desta Corte de Justiça, ao julgar o REsp. 1.601.386/DF, Relator Ministro Sérgio Kukina, 
DJe 17/3/2017, pacificou entendimento de que a prestação pecuniária pactuada em contrato de concessão 
de direito real uso não possui natureza tributária, pois não está atrelada a uma atividade administrativa 
específica decorrente do poder de polícia, tampouco se refere à prestação de serviços públicos pela 
iniciativa privada, por meio concessão e permissão, razão pela qual não se enquadra como taxa nem preço 
público. 
 
Além disso, é pacífico no âmbito da Primeira Turma o entendimento de que a remuneração (taxa de 
ocupação) cobrada do particular no contrato administrativo de concessão de direito real de uso, para a 
utilização privativa de bem público, possui natureza jurídica de receita patrimonial. 
 
A concessão de uso prevista no art. 7º do Decreto-Lei n. 271/1967 institui um direito real (art. 1.225 do 
CC/2022), razão pela qual não se aplica o prazo prescricional quinquenal previsto no art. 1º do Decreto n. 
20.910/1932 nem no art. 206, § 5º, I, do Código Civil, para o exercício do direito de cobrança dessa receita 
patrimonial, mas sim o prazo decenal do art. 205 do CC/2002. 
 
O princípio da especialidade não é absoluto e o art. 1º do Decreto n. 20.910/1932 deve ser interpretado com 
ponderação, visto que editado antes da Constituição Federal e do Código Civil de 2002, que trouxeram 
grandes inovações sobre o direito de propriedade, deixando clara a pretensão de se privilegiar a exploração 
dos imóveis com sentido social e coletivo. 
 
No contrato de concessão de direito real de uso, o concessionário assume a responsabilidade de destinar o 
terreno a um interesse social estabelecido em lei e contratualmente determinado, em caráter resolúvel, 
assumindo, inclusive os pagamento das taxas e impostos incidentes sobre o imóvel, de modo que o fato da 
pretensão cingir-se, no caso, à cobrança dos valores inadimplidos (taxas de concessão), por si só, não 
atraem a regra prescricional quinquenal do art. 206, § 5º, inciso I, do Código Civil. 
 
 
Se a responsabilidade pelo pagamento das taxas de ocupação emerge da relação jurídica material com o 
imóvel, em face até mesmo da segurança jurídica, não há como aplicar o art. 206, § 5º, inciso I, do Código 
Civil, nas hipóteses em que a administração pública se limitar à cobrança das remunerações inadimplentes 
e, a depender da pretensão deduzida na exordial, o disposto no art. 205 do CC. 
 
STJ/REsp 1.986.143- DF 
É cabível a cobrança de taxa de ocupação de imóvel público, ainda que não haja prévia formalização de ato 
ou negócio jurídico administrativo. 
 
STJ/REsp 521.047 SP 
No que tange à questão da impenhorabilidade dos bens afetados ao serviço público, o julgado recorrido 
não diverge da orientação do STJ, segundo a qual são impenhoráveis os bens de sociedade de 
economia mista prestadora de serviço público, desde que destinados à prestação do serviço ou que o 
ato constritivo possa comprometer a execução da atividade de interesse público. 
 
STJ/REsp 1.070.735/RS 
Esta Corte Superior vem admitindo a penhorade bens de empresas públicas (em sentido lato) 
prestadoras de serviço público apenas se estes não estiverem afetados à consecução da atividade-fim 
(serviço público) ou se, ainda que afetados, a penhora não comprometer o desempenho da atividade. 
Essa lógica se aplica às empresas privadas que sejam concessionárias ou permissionárias de serviços 
públicos. 
 
 
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INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE 
 
Principais Súmulas e Jurisprudências 
 
STF/ADI 3454/DF 
A requisição administrativa “para atendimento de necessidades coletivas, urgentes e transitórias, 
decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidade pública ou de irrupção de epidemias” — prevista 
na Lei Orgânica do Sistema Único de Saúde (Lei 8.080/1990) — não recai sobre bens e/ou serviços públicos 
de outro ente federativo. 
 
STJ/REsp 1.340.335-CE 
A transformação da área loteada por pousada no Parque Nacional de Jericoacoara se deu por 
desapropriação e gera o dever do Estado de indenizar a proprietária do imóvel. 
 
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça também reconhece a necessidade de prévia desapropriação 
para criação de parque nacional, cuja respectiva área seja de domínio particular (AgInt no REsp 
2.018.026/AC, Relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, Dje 24/11/2022 e REsp 
1.724.777/MG, Relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 24/4/2018, Dje 8/9/2020). 
 
STJ/REsp 1.930.735-TO, 
A ausência do depósito previsto no art. 15 do Decreto-Lei n. 3.365/1941 para o deferimento de pedido de 
imissão provisória na posse veiculado em ação de desapropriação por utilidade pública não implica a 
extinção do processo sem resolução do mérito, mas, tão somente, o indeferimento da tutela provisória . 
 
STJ/REsp 1.834.024-MG 
Na hipótese de desistência da ação de desapropriação por utilidade pública, face a inexistência de 
condenação e de proveito econômico, os honorários advocatícios sucumbenciais observam o valor 
atualizado da causa, assim como os limites da Lei das Desapropriações. 
 
STJ/REsp 1.577.047-MG 
Há violação aos limites das matérias que podem ser discutidas em ação de desapropriação direta quando se 
admite o debate – e até mesmo indenização – de área diferente da verdadeiramente expropriada, ainda que 
vizinha. 
 
STJ/AREsp 1.674.697-RJ 
É cabível a avaliação pericial provisória como condição à imissão na posse nas ações regidas pelo 
Decreto-Lei n. 3.365/1941, quando não observados os requisitos previstos no art. 15, § 1.º, do referido 
diploma. 
 
A controvérsia em si gira em torno unicamente da correta interpretação do texto do art. 15 do Decreto-Lei n. 
3.365/1941 e, por consequência, dos requisitos exigidos para a imissão provisória da concessionária na 
posse do bem imóvel objeto da pretensão constitutiva de servidão administrativa. 
 
Transpondo as regras previstas nos arts. 680 a 685 do CPC/1973 aos processos regidos pelo Decreto-Lei n. 
3.365/1941, o que se vê é que o procedimento de avaliação do bem, conforme o antigo Código, 
apresentava-se em breve contraditório, e por isso as partes auxiliariam o avaliador na aquilatação do bem, 
quando então, depois da manifestação de todos esses sujeitos processuais, o magistrado poderia determinar 
a complementação do valor ofertado inicialmente. 
 
Desse modo, a correta leitura da cabeça do art. 15 do Decreto-Lei n. 3.365/1941 deve ser a de que, regra 
geral, para haver a imissão provisória na posse o ente público interventor deve cumulativamente (a) alegar 
urgência e (b) depositar a quantia apurada, mediante contraditório, em avaliação prévia, da qual pode 
resultar inclusive a complementação da oferta inicial. Essa regra geral pode ceder espaço, contudo, a 
procedimento de que não participa o proprietário do bem. 
 
Nesse sentido, a imissão provisória na posse pode ser feita, sem a oitiva do proprietário, e sem a avaliação 
prévia, desde que (a) seja depositado o preço oferecido, sendo este superior a vinte vezes o valor locativo do 
imóvel sujeito a IPTU; (b) seja depositada a quantia correspondente a vinte vezes o valor locativo do imóvel 
sujeito a IPTU, se o preço for menor; (c) seja depositado o valor cadastral do imóvel, para fins de lançamento 
do IPTU, caso tenha havido atualização no ano fiscal imediatamente anterior; ou (d) se não tiver havido essa 
 
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atualização, o juiz fixará o valor a ser depositado tendo em conta a época em que houver sido fixado 
originalmente o valor cadastral e a valorização ou desvalorização posterior do imóvel. 
 
Assim, o contraditório do proprietário do bem é dispensado apenas se o ente público interventor cumpre 
algum desses requisitos, que basicamente se bipartem em duas ordens: a oferta inicial deve ser superior a 
vinte vezes o preço locativo e, caso não seja, isso deve ser complementado (hipótese da alínea “b”), ou a 
oferta deve ser correspondente ao valor cadastral do imóvel, desde que atualizado no ano fiscal anterior ao 
da propositura da demanda, e se não tiver havido a atualização será o juiz quem fixará o valor do depósito. 
 
Dessa maneira, ressalvadas as hipóteses do art. 15, § 1.º, do Decreto-Lei n. 3.365/1941, é de rigor a 
observância da regra geral prevista na cabeça do preceito, a fim de que se condicione a imissão do 
desapropriante, ou, como no caso, do dominante, na posse do bem imóvel. Para além disso, as hipóteses 
que dispensam o contraditório, com perícia provisória e prévia, devem seguir estritamente o que consignado 
no texto legal. 
 
Portanto, tratando-se de hipótese de intervenção limitativa do direito de propriedade, e não de intervenção 
supressiva, a oferta indenizatória, caso comprovado o prejuízo, não imporá à concessionária a obrigação de 
pagar o montante como se fosse pela propriedade inteira, antes lhe autorizando a abater as depreciações do 
bem e a proceder com os descontos de direito. Contudo, havendo a limitação, o valor da indenização, e da 
oferta inicial, há observar como parâmetro aqueles vetores estabelecidos no parágrafo primeiro do art. 15, de 
maneira que se não houver, é de rigor o indeferimento da imissão possessória. 
 
STJ/REsp 1.997.590-PE 
A faixa não edificável às margens de ferrovia, prevista na Lei n. 6.766/1979, se inicia ao final da faixa de 
domínio. 
 
 
 
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SERVIÇOS PÚBLICOS 
 
Principais Súmulas e Jurisprudências 
 
STF/ADI 5.549/DF 
É constitucional dispositivo de lei federal que altera o regime de outorga da prestação regular de serviços de 
transporte terrestre coletivo de passageiros desvinculados da exploração de obras de infraestrutura, 
permitindo sua realização mediante mera autorização estatal, sem a necessidade de licitação prévia, desde 
que cumpridos requisitos específicos. 
 
STF/RE 1.059.819/PE 
Afronta o princípio da separação dos Poderes a anulação judicial de cláusula de contrato de concessão 
firmado por Agência Reguladora e prestadora de serviço de telefonia que, em observância aos marcos 
regulatórios estabelecidos pelo Legislador, autoriza a incidência de reajuste de alguns itens tarifários em 
percentual superior ao do índice inflacionário fixado, quando este não é superado pela média ponderada de 
todos os itens. 
 
Em regra, não cabe ao Poder Judiciário anular cláusula de contrato de concessão de serviço público que 
autoriza o reajuste de tarifa telefônica em percentual superior ao índice inflacionário. 
 
STF/ADI 4.857/DF 
São constitucionais o compartilhamento, mediante convênio, com estados, Distrito Federal ou municípios, da 
execução de atividades e serviços públicos federais essenciais, e a adoção de procedimentos simplificados 
para a garantia de sua continuidade em situações de greve,paralisação ou operação de retardamento 
promovidas por servidores públicos federais. 
 
Nessa hipótese, não se criam cargos, nem se autoriza contratação temporária. Tampouco delegam-se 
atribuições de servidores públicos federais a servidores públicos estaduais, ou autoriza-se a investidura em 
cargo público federal sem a aprovação prévia em concurso público. O que se tem é o compartilhamento da 
execução da atividade ou serviço para garantia da continuidade do serviço público em situações 
excepcionais ou temporárias, motivo pelo qual a medida será encerrada ao término daquelas circunstâncias. 
 
Ademais, considerando que o Decreto 7.777/2012, que prevê essa cooperação entre entes federativos, retira 
seu fundamento legal da Lei 7.783/1989 (arts. 11 e 12), a aplicação das medidas nele previstas deve se 
restringir aos serviços públicos considerados essenciais. 
 
Com base nesse entendimento, o Plenário, por unanimidade, julgou parcialmente procedente ação direta. 
 
STF/ADI 7.081/BA 
A exigência de diploma de nível superior, promovida por legislação estadual, para o cargo de perito técnico 
de polícia que anteriormente tinha o nível médio como requisito de escolaridade não viola o princípio do 
concurso público (CF/1988, art. 37, II) nem as normas constitucionais sobre competência legislativa 
(CF/1988, arts. 22, I; 24, XVI e § 4º). 
 
STF/ADI 7.198/PA 
Viola o art. 40, caput e § 13, da Constituição Federal, a instituição, por meio de lei estadual, de um regime 
previdenciário específico para os agentes públicos não titulares de cargos efetivos. 
 
A competência legislativa dos estados e do Distrito Federal em matéria previdenciária restringe-se à 
competência suplementar para o respectivo regime próprio (CF/1988, art. 24, § 2º) e à instituição da 
contribuição previdenciária para o regime próprio (CF/1988, art. 149, § 1º). Em qualquer hipótese, o exercício 
dessa competência legislativa é sempre limitada aos servidores titulares de cargo efetivo. Não há, pois, 
espaço para que os entes subnacionais criem regime próprio de previdência para agentes públicos não 
titulares de cargos efetivos. 
 
Ressalte-se que, conforme disposto no art. 40, § 13, da CF/1988, aplica-se o Regime Geral de Previdência 
Social ao agente público ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre 
nomeação e exoneração; de outro cargo temporário — inclusive mandato eletivo — ou de emprego público. 
 
Com base nesse entendimento, o Plenário, por maioria, julgou procedente o pedido formulado na ação 
 
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47 
direta, para declarar a inconstitucionalidade do art. 98-A da Lei Complementar 39/2002 do Estado do Pará, 
incluído pela Lei Complementar estadual 125/2019. 
 
STF/RE 642.890/DF 
A Portaria n. 931/2005 do Ministério da Defesa, que alterou a fórmula de cálculo do auxílio-invalidez para os 
servidores militares, está em harmonia com os princípios da legalidade e da irredutibilidade de vencimentos. 
 
A alteração da forma de cálculo do auxílio-invalidez devido aos servidores militares não viola os princípios da 
legalidade e da irredutibilidade de vencimentos, desde que o valor global da remuneração não sofra redução. 
 
Isso porque o que a Constituição Federal assegura é a irredutibilidade nominal da remuneração global, isto 
é, o montante constituído pela soma de todas as parcelas, gratificações e outras vantagens percebidas pelo 
servidor. 
 
Além disso, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido da inexistência de direito adquirido a regime 
jurídico e de direito à forma como são calculados os vencimentos, de modo que é possível suprimir ou alterar 
auxílios, adicionais, gratificações ou outras parcelas, sob a condição de que seja preservada a 
irredutibilidade nominal da remuneração global. 
 
Com base nesse entendimento, o Plenário, por maioria, ao apreciar o Tema 465 da repercussão geral, deu 
provimento ao recurso extraordinário para reformar o acórdão recorrido e julgar improcedente o pedido 
inicial. 
 
STF/RE 964.659/RS 
É defeso o pagamento de remuneração em valor inferior ao salário mínimo ao servidor público, ainda que 
labore em jornada reduzida de trabalho. 
 
É inconstitucional remunerar servidor público, mesmo que exerça jornada de trabalho reduzida, em patamar 
inferior a um salário mínimo. 
 
O direito fundamental ao salário mínimo é previsto constitucionalmente para garantir a dignidade da pessoa 
humana por meio da melhoria de suas condições de vida (CF/1988, art. 7º, IV), garantia que foi estendida 
aos servidores públicos sem qualquer sinalização no sentido da possibilidade de flexibilizá-la no caso de 
jornada reduzida ou previsão em legislação infraconstitucional (CF/1988, art. 39, § 3º). 
 
A leitura conjunta dos dispositivos constitucionais atinentes ao tema, somado ao postulado da vedação do 
retrocesso de direitos sociais, denota a finalidade de assegurar o mínimo existencial aos integrantes da 
Administração Pública Direta e Indireta com a fixação do menor patamar remuneratório admissível, 
especialmente se consideradas as limitações inerentes ao regime jurídico dos servidores públicos, cujas 
características se distinguem do relativo às contratações temporárias ou originadas de vínculos decorrentes 
das recentes reformas trabalhistas. 
 
Com base nesse entendimento, o Plenário, por maioria, ao apreciar o Tema 900 da repercussão geral, deu 
provimento ao recurso extraordinário para devolver os autos ao tribunal de origem para continuidade de 
julgamento, a fim de que sejam decididas as demais questões postas no apelo, observados os parâmetros 
ora decididos. 
 
STJ/REsp 1.737.175- SP 
É da ANATEL a competência para legislar e regular a prestação de serviços telefônicos, determinando quais 
serviços podem ser considerados emergenciais para o fim de se obter código telefônico para ligações 
gratuitas. 
 
 
 
 
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48 
LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995 
 
Principais Súmulas e Jurisprudências 
 
STF/ADI 2.337 MC 
Concessão de serviços públicos. Invasão, pelo Estado-membro, da esfera de competência da União e dos 
Municípios. (...) Os Estados-membros – que não podem interferir na esfera das relações jurídico-
contratuais estabelecidas entre o poder concedente (quando este for a União Federal ou o Município) e 
as empresas concessionárias – também não dispõem de competência para modificar ou alterar as 
condições, que, previstas na licitação, acham-se formalmente estipuladas no contrato de concessão 
celebrado pela União (energia elétrica – CF, art. 21, XII, b) e pelo Município (fornecimento de água – CF, 
art. 30, I e V), de um lado, com as concessionárias, de outro, notadamente se essa ingerência normativa, 
ao determinar a suspensão temporária do pagamento das tarifas devidas pela prestação dos serviços 
concedidos (serviços de energia elétrica, sob regime de concessão federal, e serviços de esgoto e 
abastecimento de água, sob regime de concessão municipal), afetar o equilíbrio financeiro resultante dessa 
relação jurídico-contratual de direito administrativo. 
 
STF/ADI 3.824/MS 
O STF considera inconstitucional legislação estadual que veda as concessionárias ou permissionárias de 
serviço público de fazerem corte de água, energia elétrica e dos serviços de telefonia por falta de 
pagamento, em determinados dias. 
 
STF/ADI 6.432/RR 
São constitucionais as normas estaduais que veiculam proibição de suspensão do fornecimento do serviço 
de energia elétrica, o modo de cobrança e pagamentos dos débitos e exigibilidade de multa e juros 
moratórios, limitadas ao tempo da vigência do plano de contingência, em decorrência da pandemia de 
Covid-19, por versarem, essencialmente, sobre defesa e proteção dos direitos do consumidor e da saúde 
pública. 
 
STF/RE 1.001.104 
Salvo situações excepcionais,interpretados no sentido de que a 
contratação direta de serviços advocatícios pela Administração Pública, por inexigibilidade de licitação, 
além dos critérios já previstos expressamente (necessidade de procedimento administrativo formal, notória 
especialização profissional, natureza singular do serviço), deve observar: 
(i) inadequação da prestação do serviço pelos integrantes do Poder Público; e 
 
(ii) cobrança de preço compatível com a responsabilidade profissional exigida pelo caso, observado, também, o 
valor médio cobrado pelo escritório de advocacia contratado em situações similares anteriores. 
 
STF/RE 1.498.128 
A execução do serviço público de loteria por agentes privados depende de delegação estatal precedida de 
licitação. 
 
STF/RE 1.459.224 
É correta a interpretação conforme à Constituição no sentido de que o disposto no § 4º-A do art. 1º da LC 
64/90 aplica-se apenas aos casos de julgamento de gestores públicos pelos Tribunais de Contas. 
 
STF/ARE 1.436.197 
No âmbito da tomada de contas especial, é possível a condenação administrativa de Chefes dos Poderes 
Executivos municipais, estaduais e distrital pelos Tribunais de Contas, quando identificada a responsabilidade 
pessoal em face de irregularidades no cumprimento de convênios interfederativos de repasse de verbas, 
sem necessidade de posterior julgamento ou aprovação do ato pelo respectivo Poder Legislativo. 
 
STF/RE 684.612/RJ 
1. A intervenção do Poder Judiciário em políticas públicas voltadas à realização de direitos fundamentais, 
em caso de ausência ou deficiência grave do serviço, não viola o princípio da separação dos poderes. 
 
2. A decisão judicial, como regra, em lugar de determinar medidas pontuais, deve apontar as finalidades a 
serem alcançadas e determinar à Administração Pública que apresente um plano e/ou os meios adequados 
para alcançar o resultado. 
 
3. No caso de serviços de saúde, o déficit de profissionais pode ser suprido por concurso público ou, por 
exemplo, pelo remanejamento de recursos humanos e pela contratação de organizações sociais (OS) e 
organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP). | 
 
STF/RE 1.322.195 
A promoção por acesso de servidor a classe distinta na carreira não representa ascensão a cargo diverso, 
de modo que, para fins de aposentadoria, o prazo mínimo de cinco anos no cargo efetivo, exigido pelo art. 
40, § 1º, inciso III, da Constituição Federal, e por EC 20/1998, EC 41/2003 e EC 47/2005, não recomeça a 
contar pela alteração de classe. 
 
STF/RE 683.621 
A expressão ‘serviço efetivo, em qualquer regime jurídico’, conforme o artigo 53 do Ato das Disposições 
Transitórias, não aproveita tempo ficto. 
 
 
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6 
 
 
STF/RE 608.880 
Nos termos do art. 37, § 6º, da Constituição Federal, não se caracteriza a responsabilidade civil objetiva do 
Estado por danos decorrentes de crime praticado por pessoa foragida do sistema prisional, quando não 
demonstrado o nexo causal direto entre o momento da fuga e a conduta praticada. 
 
STF/RE 1.014.286 
Até a edição da Emenda Constitucional nº 103/2019, o direito à conversão, em tempo comum, do prestado 
sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou integridade física de servidor público decorre da 
previsão de adoção de requisitos e critérios diferenciados para a jubilação, conforme inciso III do § 4º do art. 
40 da Constituição. 
 
Devem ser aplicadas as normas do regime geral de previdência social contidas na Lei nº 8.213/91, enquanto 
não sobrevier lei complementar disciplinadora da matéria. 
 
STF/RE 808.202 
Os substitutos ou interinos designados para o exercício de função delegada não se equiparam aos titulares 
de serventias extrajudiciais, visto que não atendem aos requisitos dos arts. 37, inciso II, e 236, § 3º, da 
Constituição Federal para o provimento originário da função. 
 
Inserem-se na categoria dos agentes estatais, razão pela qual se aplica a eles o teto remuneratório do art. 37, 
inciso XI, da Carta da República. 
 
STF/RE 662.423 
(i) Ressalvado o direito de opção, a regra de transição do art. 8º, inciso II da EC nº 20/98 somente se aplica 
aos servidores que, quando da sua publicação, ainda não reuniam os requisitos necessários para a 
aposentadoria. 
 
(ii) Em se tratando de carreira pública escalonada em classes, a exigência do art. 8º, inciso II da EC nº 20/98, 
de cinco anos de efetivo exercício no cargo no qual se dará a aposentadoria, deve ser compreendida como 
cinco anos de efetivo exercício na carreira à qual pertence o servidor. 
 
STF/RE 685.493 
Ante conflito entre a liberdade de expressão de agente político, na defesa da coisa pública, e a honra de 
terceiro, há de prevalecer o interesse coletivo. 
 
STF/RE 827.538 
A norma estadual que impõe à concessionária de geração de energia elétrica a promoção de investimentos 
obrigatórios com parcela de sua receita voltados à proteção e preservação de mananciais hídricos é 
inconstitucional. 
 
Configura intervenção indevida do Estado no contrato de concessão da exploração do aproveitamento 
energético dos cursos de água, atividade de competência da União, conforme art. 21, XII, 'b', da 
Constituição Federal. 
 
STF/RE 576.920 
A competência técnica do Tribunal de Contas do Estado, ao negar registro de admissão de pessoal, não 
se subordina à revisão pelo Poder Legislativo respectivo. 
 
STF/ARE 1.246.685 
As hipóteses excepcionais de acumulação de cargos públicos, previstas na Constituição Federal, sujeitam-
se unicamente à existência de compatibilidade de horários, verificada no caso concreto, ainda que haja 
norma infraconstitucional que limite a jornada semanal. 
 
STF/RE 636.553 
Em atenção aos princípios da segurança jurídica e da confiança legítima, os Tribunais de Contas estão 
sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, 
reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas. 
 
 
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7 
STF/RE 817.338 
No exercício do seu poder de autotutela, poderá a Administração Pública rever os atos de concessão de 
anistia a cabos da Aeronáutica com fundamento na Portaria nº 1.104/1964, quando se comprovar a ausência 
de ato com motivação exclusivamente política. 
 
Assegura-se ao anistiado, em procedimento administrativo, o devido processo legal e a não devolução das 
verbas já recebidas. 
 
STF/RE 1.027.633 
A teor do art. 37, § 6º, da Constituição Federal, a ação por danos causados por agente público deve ser 
ajuizada contra o Estado ou contra a pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público, sendo 
parte ilegítima para a ação o autor do ato. 
 
Assegura-se o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
STF/RE 716.378 
1. A qualificação de uma fundação instituída pelo Estado como sujeita ao regime público ou privado depende 
de: 
 
(i) estatuto de sua criação ou autorização; e 
 
(ii) atividades por ela prestadas. 
 
As atividades de conteúdo econômico e as passíveis de delegação, quando definidas como objeto de 
determinada fundação, ainda que esta seja instituída ou mantida pelo Poder Público, podem ser submetidas 
ao regime jurídico de direito privado. 
 
A estabilidade especial do art. 19 do ADCT não se estende aos empregados das fundações públicas de 
direito privado, aplicando-se tão somente aos servidores das pessoas jurídicas de direito público. 
 
STF/RE 663.696 
A expressão "Procuradores", contida na parte final do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, 
compreende os Procuradores Municipais, uma vez que estes se inserem nas funções essenciais à Justiça. 
 
Estão, portanto, submetidos ao teto de 90,25% do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo 
Tribunal Federal. 
 
STF/RE 1.041.210 
a)devidamente comprovadas, o implemento de transporte público coletivo 
pressupõe prévia licitação. 
 
STJ – Teses: Corte no Fornecimento de Serviços Públicos Essenciais 
Tese 01 
É legítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando inadimplente o usuário, desde 
que precedido de notificação. 
Tese 02 
É legítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais por razões de ordem técnica ou de 
segurança das instalações, desde que precedido de notificação. 
Tese 03 
É ilegítimo o corte no fornecimento de energia elétrica quando puder afetar o direito à saúde e à 
integridade física do usuário. 
Tese 04 
É legítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando inadimplente pessoa 
jurídica de direito público, desde que precedido de notificação e a interrupção não atinja as unidades 
prestadoras de serviços indispensáveis à população. 
Tese 05 
É ilegítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando inadimplente unidade de saúde, 
uma vez que prevalecem os interesses de proteção à vida e à saúde. 
Tese 06 
É ilegítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando a inadimplência do usuário 
decorrer de débitos pretéritos, uma vez que a interrupção pressupõe o inadimplemento de conta 
regular, relativa ao mês do consumo. 
Tese 07 
É ilegítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais por débitos de usuário anterior, em 
razão da natureza pessoal da dívida. 
Tese 08 
É ilegítimo o corte no fornecimento de energia elétrica em razão de débito irrisório, por configurar abuso 
de direito e ofensa aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, sendo cabível a indenização 
 
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49 
ao consumidor por danos morais. 
 
Tese 09 
É ilegítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando o débito decorrer de 
irregularidade no hidrômetro ou no medidor de energia elétrica, apurada unilateralmente pela 
concessionária. 
Tese 10 
O corte no fornecimento de energia elétrica somente pode recair sobre o imóvel que originou o débito, e 
não sobre outra unidade de consumo do usuário inadimplente. 
 
STJ/Súmula 407 
É legítima a cobrança da tarifa de água, fixada de acordo com as categorias de usuários e as faixas de 
consumo. 
 
STJ/Súmula 412 
A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se ao prazo prescricional estabelecido no 
Código Civil. 
 
STJ/Info 598 
A divulgação da suspensão no fornecimento de serviço de energia elétrica por meio de emissoras de 
rádio, dias antes da interrupção, satisfaz a exigência de aviso prévio, prevista no art. 6º, § 3º, da Lei n. 
8.987/1995 
 
STJ/Info 634 
Na hipótese de débito estrito de recuperação de consumo efetivo por fraude no aparelho medidor atribuída 
ao consumidor, desde que apurado em observância aos princípios do contraditório e da ampla defesa, é 
possível o corte administrativo do fornecimento do serviço de energia elétrica, mediante prévio aviso ao 
consumidor, pelo inadimplemento do consumo recuperado correspondente ao período de 90 (noventa) dias 
anterior à constatação da fraude, contanto que executado o corte em até 90 (noventa) dias após o 
vencimento do débito, sem prejuízo do direito de a concessionária utilizar os meios judiciais ordinários de 
cobrança da dívida, inclusive antecedente aos mencionados 90 (noventa) dias de retroação”. 
 
STJ/AREsp 481.094 / RJ 
2. A jurisprudência desta Corte Superior de Justiça é no sentido de que “extinto o contrato de concessão 
por decurso do prazo de vigência, cabe ao Poder Público a retomada imediata da prestação do serviço, 
até a realização de nova licitação, a fim de assegurar a plena observância do princípio da continuidade 
do serviço público, não estando condicionado o termo final do contrato ao pagamento prévio de 
eventual indenização, que deve ser pleiteada nas vias ordinárias” (AgRg no REsp 1139802/SC, Rel. 
Ministro HAMILTON CARVALHIDO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 12/04/2011, DJe 25/04/2011) 
 
3. Declarada a nulidade da permissão outorgada sem licitação pública, não se pode condicionar o 
termo final do contrato ao pagamento prévio de eventual indenização, cabendo ao Poder Público a 
retomada imediata da prestação do serviço, até a realização de nova licitação. 
 
STJ/REsp 662.214/RS 
1. A Lei 8.987/95, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos 
previsto no art. 175 da Constituição Federal, prevê, nos incisos I e II do 3º do art. 6º, duas hipóteses em que 
é legítima sua interrupção, em situação de emergência ou após prévio aviso: 
(a) por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; 
 
(b) por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade. 
 
2. Por ser a interrupção no fornecimento de energia elétrica medida excepcional, o art. 6º, 3º, II, da Lei nº 
8.987/95 deve ser interpretado restritivamente, de forma a permitir que o corte recaia apenas sobre o 
imóvel que originou o débito, e não sobre outros imóveis de propriedade do inadimplente. 
 
STJ/REsp 886.925/MG 
É indispensável a realização de prévio procedimento licitatório para que se possa cogitar de 
indenização aos permissionários de serviço público de transporte coletivo em razão de tarifas 
deficitárias, ainda que os Termos de Permissão tenham sido assinados em período anterior à 
 
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50 
Constituição Federal de 1988. 
 
 
STJ/REsp 1.003.667 
A suspensão do serviço de energia elétrica, por empresa concessionária, em razão de inadimplemento de 
unidades públicas essenciais - hospitais; pronto-socorros; escolas; creches; fontes de abastecimento 
d'água e iluminação pública; e serviços de segurança pública -, como forma de compelir o usuário ao 
pagamento de tarifa ou multa, despreza o interesse da coletividade. 
 
STJ/REsp 1.139.802/SC 
A jurisprudência desta Corte Superior de Justiça é no sentido de que “extinto o contrato de concessão 
por decurso do prazo de vigência, cabe ao Poder Público a retomada imediata da prestação do serviço, 
até a realização de nova licitação, a fim de assegurar a plena observância do princípio da continuidade 
do serviço público, não estando condicionado o termo final do contrato ao pagamento prévio de eventual 
indenização, que deve ser pleiteada nas vias ordinárias. 
 
STJ/REsp 1.256.305/SP 
O débito, decorrente tanto do serviço de fornecimento de energia elétrica como de água, é de natureza 
pessoal, não se caracterizando como obrigação de natureza propter rem. (...). 
 A dívida decorrente do serviço de fornecimento de água é de responsabilidade de quem solicitou o 
serviço, ou seja, daquela pessoa constante do cadastro junto à concessionária. 
 
STJ/REsp 1.270.339/SC 
O Superior Tribunal de Justiça considera legítima a interrupção do fornecimento de energia elétrica por 
razões de ordem técnica, de segurança das instalações, ou ainda, em virtude do inadimplemento do usuário, 
quando houver o devido aviso prévio pela concessionária sobre o possível corte no fornecimento do serviço. 
 
STJ/REsp 1.352.497/DF 
Não há garantia da manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato de permissão de serviço 
de transporte público realizado sem prévia licitação. 
 
STJ/AREsp 1.339.560 
O Superior Tribunal de Justiça tem reconhecido a legitimidade do corte no fornecimento do serviço de 
telefonia quando inadimplentes entes públicos, desde que a interrupção não atinja serviços públicos 
essenciais para a coletividade, tais como escolas, creches, delegacias e hospitais. 
 
STJ/REsp 1.513.218-RJ 
1. A alegação genérica de violação do art. 535 do Código de Processo Civil, sem explicitar os pontos em que 
teria sido omisso o acórdão recorrido, atrai a aplicação do disposto na Súmula 284/STF. 
2. Considerando que atarifa de água deve ser calculada com base no consumo efetivamente medido no 
hidrômetro, a tarifa por estimativa de consumo é ilegal, por ensejar enriquecimento ilícito da 
Concessionária. 
3. É da Concessionária a obrigação pela instalação do hidrômetro, a cobrança, no caso de 
inexistência do referido aparelho, deve ser cobrada pela tarifa mínima. 
 
STJ/REsp 1.677.414-SP 
As concessionárias de serviço público podem efetuar a cobrança pela utilização de faixas de domínio de 
rodovia, mesmo em face de outra concessionária, desde que haja previsão editalícia e contratual. 
 
STJ/AREsp 1.510.988-SP 
As concessionárias de serviço público podem efetuar a cobrança pela utilização de faixas de domínio por 
outra concessionária que explora serviço público diverso, desde que haja previsão no contrato de 
concessão. 
 
STJ/REsp 1.611.429-SP 
A concessionária de serviço público deve ser responsabilizada pelos danos sofridos por passageira nas 
dependências da estação do metrô, em razão de assalto à mão armada, quando evidenciada a falha na 
prestação do serviço, em virtude da não adoção de procedimentos mínimos de segurança. 
 
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51 
 
 
 
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52 
LEI Nº 14.133, DE 1º DE ABRIL DE 2021 
 
Lei de Licitações e Contratos Administrativos. 
 
STF/ADI 7.241/PI 
É inconstitucional — por violar o art. 175, caput, da CF/1988 — lei estadual que, em caso de não realização 
de nova licitação, prorroga automaticamente contratos de permissão de transporte rodoviário alternativo 
intermunicipal de passageiros e restaura a vigência de permissões vencidas. 
 
STF/RE 910.552 
É constitucional o ato normativo municipal, editado no exercício de competência legislativa suplementar, 
que proíba a participação em licitação ou a contratação: 
 
(a) de agentes eletivos; 
 
(b) de ocupantes de cargo em comissão ou função de confiança; 
 
(c) de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, 
inclusive, de qualquer destes; e 
 
(d) dos demais servidores públicos municipais. 
É constitucional — por não violar o sistema de repartição de competências e atender à vedação ao 
nepotismo — norma municipal que proíbe a celebração de contratos do município com agentes públicos 
municipais e respectivos parentes, até o terceiro grau. Contudo, esse impedimento não se aplica às pessoas 
ligadas — por matrimônio ou parentesco, afim ou consanguíneo, até o terceiro grau, inclusive, ou por adoção 
— a servidores municipais não ocupantes de cargo em comissão ou função de confiança, sob pena de 
infringência ao princípio da proporcionalidade. 
 
STF/ADI 3.963/DF 
É constitucional — especialmente porque em harmonia com o sistema de repartição de competências — 
norma distrital que exige licença para funcionamento, expedida pelo órgão local de vigilância 
sanitária, como documento necessário à habilitação em licitação cujo objeto seja a execução de 
atividades dedicadas ao combate a insetos e roedores, à limpeza e higienização de reservatórios de 
água e à manipulação de produtos químicos para limpeza e conservação. 
 
STJ/RMS 68.504-SC 
A Administração Pública é obrigada a divulgar, permanentemente, edital de credenciamento em sítio 
eletrônico somente após a vigência da Nova Lei de Licitações e Contratações Administrativas. 
 
STF/ADI 6.890/DF 
É constitucional — e está em consonância com os princípios da Administração Pública (CF/1988, art. 37, 
caput e XXI) — a proibição à recontratação de empresa anteriormente contratada com dispensa de 
licitação no regime de contratação emergencial (Lei nº 14.133/2021, art. 75, VIII, parte final), quando a 
recontratação se fundamente na mesma situação emergencial ou calamitosa e o período total de vigência 
das contratações extrapole o prazo máximo de um ano. 
 
STJ/REsp 1.913.122-DF 
É possível a compensação de créditos decorrentes da aquisição de imóveis em contrato administrativo 
firmado entre empresa pública e particular, mesmo sem autorização deste. 
 
STJ/REsp 2.045.450-RS 
No caso de contrato verbal e sem licitação, o ente público tem o dever de indenizar, desde que provada a 
existência de subcontratação, a efetiva prestação de serviços, ainda que por terceiros, e que tais serviços se 
reverteram em benefício da Administração. 
 
 
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53 
LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992 
 
STF/ADI 4.295/DF 
São constitucionais os dispositivos da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/1992 - LIA) que 
ampliam o conceito de agente público, impõem obrigações no tocante às informações patrimoniais para 
posse e exercício do cargo, bem como preveem sanções — independentemente das esferas penais, civis e 
administrativas — e o acompanhamento dos respectivos procedimentos administrativos pelo Ministério 
Público e pelo Tribunal de Contas. 
 
STF/Pet 3240 AgR 
1. Os agentes políticos, com exceção do Presidente da República, encontram-se sujeitos a um duplo 
regime sancionatório, de modo que se submetem tanto à responsabilização civil pelos atos de 
improbidade administrativa, quanto à responsabilização político-administrativa por crimes de 
responsabilidade. Não há qualquer impedimento à concorrência de esferas de responsabilização 
distintas, de modo que carece de fundamento constitucional a tentativa de imunizar os agentes 
políticos das sanções da ação de improbidade administrativa, a pretexto de que estas seriam 
absorvidas pelo crime de responsabilidade. A única exceção ao duplo regime sancionatório em matéria 
de improbidade se refere aos atos praticados pelo Presidente da República, conforme previsão do art. 
85, V, da Constituição. 
 
2. O foro especial por prerrogativa de função previsto na Constituição Federal em relação às infrações 
penais comuns não é extensível às ações de improbidade administrativa, de natureza civil. Em primeiro 
lugar, o foro privilegiado é destinado a abarcar apenas as infrações penais. A suposta gravidade das 
sanções previstas no art. 37, § 4º, da Constituição, não reveste a ação de improbidade administrativa de 
natureza penal. Em segundo lugar, o foro privilegiado submete-se a regime de direito estrito, já que 
representa exceção aos princípios estruturantes da igualdade e da república. Não comporta, portanto, 
ampliação a hipóteses não expressamente previstas no texto constitucional. E isso especialmente porque, na 
hipótese, não há lacuna constitucional, mas legítima opção do poder constituinte originário em não instituir 
foro privilegiado para o processo e julgamento de agentes políticos pela prática de atos de improbidade na 
esfera civil. Por fim, a fixação de competência para julgar a ação de improbidade no 1º grau de jurisdição, 
além de constituir fórmula mais republicana, é atenta às capacidades institucionais dos diferentes graus de 
jurisdição para a realização da instrução processual, de modo a promover maior eficiência no combate à 
corrupção e na proteção à moralidade administrativa. 
3. Agravo regimental a que se nega provimento. 
 
STF/ADI 7.043 
O Tribunal, por maioria, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação direta para: 
 
(a) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto, do caput e dos §§ 6º-A e 10-C do art. 
17, assim como do caput e dos §§ 5º e 7º do art. 17-B, da Lei 8.429/1992, na redação dada pela Lei 
14.230/2021, de modo a restabelecer a existência de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva entre o 
Ministério Público e as pessoas jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade 
administrativa e para a celebração de acordos de não persecução civil; 
 
(b) declarar a inconstitucionalidade parcial, com reduçãode texto, do § 20 do art. 17 da Lei 8.429/1992, 
incluído pela Lei 14.230/2021, no sentido de que não existe "obrigatoriedade de defesa judicial"; havendo, 
porém, a possibilidade dos órgãos da Advocacia Pública autorizarem a realização dessa representação 
judicial, por parte da assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia. 
 
STF/ADI 7236 
O STF, por decisão do Ministro Alexandre de Moraes, suspendeu a eficácia dos seguintes dispositivos da 
implantados pela Lei 14.230/21: 
✓ Art. 1º, § 8º; 
✓ Art. 12, § 1º e § 10; 
✓ Art. 17-B, § 3º; 
✓ Art. 21, § 4º. 
 
 
 
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54 
STJ – Teses Sobre Improbidade Administrativa I – Edição 38 
Tese 01 (Sem Validade) 
É inadmissível a responsabilidade objetiva na aplicação da Lei n. 8.429/1992, exigindo- se a presença de 
dolo nos casos dos arts. 9º e 11 (que coíbem o enriquecimento ilícito e o atentado aos princípios 
administrativos, respectivamente) e ao menos de culpa nos termos do art. 10, que censura os atos de 
improbidade por dano ao Erário. 
 
OBS: Com a vigência da Lei 14.320/21, não há mais a modalidade culpa. 
Tese 02 
O Ministério Público tem legitimidade ad causam para a propositura de Ação Civil Pública objetivando o 
ressarcimento de danos ao erário, decorrentes de atos de improbidade. 
Tese 03 
O Ministério Público estadual possui legitimidade recursal para atuar como parte no Superior Tribunal de 
Justiça nas ações de improbidade administrativa, reservando- se ao Ministério Público Federal a atuação 
como fiscal da lei. 
Tese 04 (Sem Validade) 
A ausência da notificação do réu para a defesa prévia, prevista no art. 17, § 7º, da Lei de Improbidade 
Administrativa, só acarreta nulidade processual se houver comprovado prejuízo (pas de nullité sans grief). 
 
OBS: Com a vigência da Lei 14.320/21, não há mais a fase de defesa prévia. 
Tese 05 
A presença de indícios de cometimento de atos ímprobos autoriza o recebimento fundamentado da petição 
inicial nos termos do art. 17, §§ 7º, 8º e 9º, da Lei n. 8.429/92, devendo prevalecer, no juízo preliminar, o 
princípio do in dubio pro societate. 
Tese 06 
O termo inicial da prescrição em improbidade administrativa em relação a particulares que se beneficiam de 
ato ímprobo é idêntico ao do agente público que praticou a ilicitude. 
Tese 07 
A eventual prescrição das sanções decorrentes dos atos de improbidade administrativa não obsta o 
prosseguimento da demanda quanto ao pleito de ressarcimento dos danos causados ao erário, que é 
imprescritível (art. 37, § 5º, da CF). 
Tese 08 
É inviável a propositura de ação civil de improbidade administrativa exclusivamente contra o particular, sem a 
concomitante presença de agente público no polo passivo da demanda. 
 
Tese 09 
Nas ações de improbidade administrativa, não há litisconsórcio passivo necessário entre o agente público e 
os terceiros beneficiados com o ato ímprobo. 
Tese 10 
A revisão da dosimetria das sanções aplicadas em ação de improbidade administrativa implica reexame do 
conjunto fático-probatório dos autos, encontrando óbice na súmula 7/STJ, salvo se da leitura do acórdão 
recorrido verificar-se a desproporcionalidade entre os atos praticados e as sanções impostas. 
Tese 11 
É possível o deferimento da medida acautelatória de indisponibilidade de bens em ação de improbidade 
administrativa nos autos da ação principal sem audiência da parte adversa e, portanto, antes da notificação a 
que se refere o art. 17, § 7º, da Lei n. 8.429/92. 
Tese 12 
É possível a decretação da indisponibilidade de bens do promovido em ação civil Pública por ato de 
improbidade administrativa, quando ausente (ou não demonstrada) a prática de atos (ou a sua tentativa) que 
induzam a conclusão de risco de alienação, oneração ou dilapidação patrimonial de bens do acionado, 
dificultando ou impossibilitando o eventual ressarcimento futuro. 
Tese 13 (Sem Validade) 
Na ação de improbidade, a decretação de indisponibilidade de bens pode recair sobre aqueles adquiridos 
anteriormente ao suposto ato, além de levar em consideração, o valor de possível multa civil como sanção 
autônoma. 
 
OBS: Com a vigência da Lei 14.320/21, no Art. 16. § 10. A indisponibilidade recairá sobre bens que 
assegurem exclusivamente o integral ressarcimento do dano ao erário, sem incidir sobre os valores a 
serem eventualmente aplicados a título de multa civil ou sobre acréscimo patrimonial decorrente de atividade 
lícita. 
 
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55 
Tese 14 
No caso de agentes políticos reeleitos, o termo inicial do prazo prescricional nas ações de improbidade 
administrativa deve ser contado a partir do término do último mandato. 
 
STJ – Teses Sobre Improbidade Administrativa II – Edição 40 
Tese 01 
Os Agentes Políticos sujeitos a crime de responsabilidade, ressalvados os atos ímprobos cometidos pelo 
Presidente da República (art. 86 da CF) e pelos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não são imunes às 
sanções por ato de improbidade previstas no art. 37, § 4º, da CF. 
Tese 02 
Os agentes políticos municipais se submetem aos ditames da Lei de Improbidade Administrativa - LIA, sem 
prejuízo da responsabilização política e criminal estabelecida no Decreto-Lei n. 201/1967. 
Tese 03 
A ação de improbidade administrativa deve ser processada e julgada nas instâncias ordinárias, ainda que 
proposta contra agente político que tenha foro privilegiado. 
Tese 04 
A aplicação da pena de demissão por improbidade administrativa não é exclusividade do Judiciário, sendo 
passível a sua incidência no âmbito do processo administrativo disciplinar. 
Tese 05 
Havendo indícios de improbidade administrativa, as instâncias ordinárias poderão decretar a quebra do sigilo 
bancário. 
Tese 06 
O afastamento cautelar do agente público de seu cargo, previsto no parágrafo único do art. 20 da Lei n. 
8.429/92, é medida excepcional que pode perdurar por até 180 dias. 
Tese 07 (Sem Validade) 
O especialíssimo procedimento estabelecido na Lei n. 8.429/92, que prevê um juízo de delibação para 
recebimento da petição inicial (art. 17, §§ 8º e 9º), precedido de notificação do demandado (art. 17, § 7º), 
somente é aplicável para ações de improbidade administrativa típicas. 
Tese 08 
Aplica-se a medida cautelar de indisponibilidade dos bens do art. 7º aos atos de improbidade administrativa 
que impliquem violação dos princípios da administração pública do art. 11 da LIA. 
Tese 09 
O ato de improbidade administrativa previsto no art. 11 da Lei n. 8.429/92 não requer a demonstração de 
dano ao erário ou de enriquecimento ilícito, mas exige a demonstração de dolo, o qual, contudo, não 
necessita ser específico, sendo suficiente o dolo genérico. 
Tese 10 
Nas ações de improbidade administrativa é admissível a utilização da prova emprestada, colhida na 
persecução penal, desde que assegurado o contraditório e a ampla defesa. 
Tese 11 
O magistrado não está obrigado a aplicar cumulativamente todas as penas previstas no art. 12 da Lei n. 
8.429/92, podendo, mediante adequada fundamentação, fixá-las e dosá-las segundo a natureza, a gravidade 
e as consequências da infração. 
 
STJ – Teses Sobre Improbidade Administrativa III – Edição 186 
Tese 01 
É lícita a cumulação de pedidos de natureza condenatória, declaratória e constitutiva na ação civil pública 
por ato de improbidade administrativa. 
Tese 02 
Na ação civil pública por ato de improbidade administrativa, é cabível a compensação por danos morais na 
defesa de interesse difuso ou coletivo. 
Tese 03 
Compete à autoridade administrativa aplicar a servidor público a pena de demissão em razão da prática de 
improbidade administrativa, independentemente de prévia condenação, por autoridade judicial, à perda da 
funçãopública. 
Tese 04 
Ao particular aplica-se o mesmo regime prescricional previsto na Lei de Improbidade Administrativa para o 
agente público. 
 
 
 
 
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56 
Tese 05 
É viável o prosseguimento de ação de improbidade administrativa exclusivamente contra particular quando 
há pretensão de responsabilizar agentes públicos pelos mesmos fatos em outra demanda conexa. 
Tese 06 
Não há falar em julgamento extra petita nem em violação ao princípio da congruência na hipótese de decisão 
que enquadra o ato de improbidade administrativa em dispositivo diverso do indicado na inicial, pois a defesa 
atém-se aos fatos e o juiz define a sua qualificação jurídica. 
Tese 07 
Nas ações de improbidade administrativa com base nos arts. 9º e/ou 10 da Lei n. 8.429/1992 (dano ao 
patrimônio público ou enriquecimento ilícito), somente os sucessores do réu estão legitimados a prosseguir 
no polo passivo, nos limites da herança, para fins de ressarcimento e pagamento da multa civil. 
Tese 08 
É possível a decretação de indisponibilidade de bens sobre ativos financeiros nas ações de improbidade 
administrativa. 
Tese 09 
Nas ações de improbidade administrativa, é indevido o ressarcimento ao erário de valores gastos com 
contratações, ainda que ilegais, quando efetivamente houve contraprestação dos serviços, sob pena de 
enriquecimento ilícito da Administração. 
Tese 10 
No cumprimento de sentença proferida em ação de improbidade administrativa podem ser adotadas 
subsidiariamente medidas executivas atípicas de cunho não patrimonial, se houver indícios de que o devedor 
possui patrimônio expropriável e se a decisão for fundamentada, observados os princípios do contraditório e 
da proporcionalidade. 
 
STJ – Teses Sobre Improbidade Administrativa IV – Edição 187 
Tese 01 
Nas ações de improbidade administrativa, a competência cível da Justiça Federal é definida em razão da 
presença das pessoas jurídicas de direito público na relação processual e não em razão da natureza da 
verba em discussão, afasta-se, assim, a incidência das Súmulas n. 208 e 209 do Superior Tribunal de 
Justiça, por versarem sobre a fixação de competência em matéria penal. 
Tese 02 
É possível o enquadramento de estagiário no conceito de agente público para fins de responsabilização por 
ato de improbidade administrativa. 
Tese 03 
É possível responsabilizar o parecerista por ato de improbidade administrativa quando demonstrados 
indícios de que a peça jurídica teria sido redigida com erro grosseiro ou má-fé. 
Tese 04 
O Ministério Público possui legitimidade para propor ação civil pública por improbidade administrativa contra 
dirigentes das entidades que compõem os chamados serviços sociais autônomos - Sistema S. 
Tese 05 
É necessária a intimação do membro do Ministério Público que atua perante a segunda instância para 
acompanhar os processos de improbidade administrativa ajuizados pelo Parquet na primeira instância, pois o 
MP que oficia em primeiro grau de jurisdição não atua perante o Tribunal ad quem. 
Tese 06 
O afastamento cautelar de agente público durante a apuração dos atos de improbidade administrativa se 
legitima como medida excepcional se configurado risco à instrução processual, não é, portanto, lícito invocar 
relevância, hierarquia ou posição do cargo para a imposição da medida. 
Tese 07 
É desnecessária a individualização de bens sobre os quais se pretende fazer recair a cautelar de 
indisponibilidade requerida pelo Ministério Público nas ações de improbidade administrativa. 
Tese 08 
A medida constritiva de indisponibilidade de bens não incide sobre valores inferiores a 40 salários mínimos 
depositados em caderneta de poupança, em aplicações financeiras ou em conta-corrente, ressalvadas as 
hipóteses de comprovada má-fé, de abuso de direito, de fraude ou de os valores serem produto da conduta 
ímproba. 
Tese 09 
Na ação de improbidade administrativa é cabível decretação de indisponibilidade de bens sobre verbas 
provenientes do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS quando o valor resgatado da conta 
vinculada passa a integrar o patrimônio do réu, ressalvada proteção prevista no art. 833, X, do Código de 
Processo Civil. 
 
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57 
Tese 10 
Eventual ressarcimento ou restituição dos bens à administração pública não afasta a prática de ato de 
improbidade administrativa, pois tal recomposição não implica anistia ou exclusão deste ato. 
Tese 11 
Caracterizada a improbidade administrativa por dano ao erário, a devolução dos valores é imperiosa e deve 
vir acompanhada de pelo menos uma das sanções legais que visam a reprimir a conduta ímproba, pois o 
ressarcimento não constitui penalidade propriamente dita, mas sim consequência imediata e necessária do 
prejuízo causado. 
 
STJ – Teses Sobre Improbidade Administrativa V – Edição 188 
Tese 01 
No ato de improbidade administrativa do qual resulta prejuízo, a responsabilidade dos agentes em concurso 
é solidaria. 
Tese 02 
Nas ações de improbidade administrativa com pluralidade de réus, a responsabilidade entre eles é solidária 
até, ao menos, a instrução final do feito, momento em que se delimita a quota de responsabilidade de cada 
agente para fins de ressarcimento ao erário. 
Tese 03 
Na hipótese de não delimitação da cota de responsabilidade solidária dos corréus pelo ressarcimento ao 
erário na fase instrutória da ação de improbidade, é possível a discussão a respeito da individualização do 
dano no momento da liquidação de sentença. 
Tese 04 
Na hipótese de solidariedade entre os corréus na ação de improbidade administrativa, o bloqueio do valor 
total determinado pelo juiz para assegurar o ressarcimento ao erário poderá recair sobre o patrimônio de 
qualquer um deles, vedado o bloqueio do débito total em relação a cada um dos coobrigados, tendo em vista 
a proibição do excesso na cautela. 
Tese 05 
Incabível aplicar a pena de cassação de aposentadoria - não prevista no rol taxativo do art. 12 da Lei 
8.429/1992 - em processo judicial em que se apura a prática de atos de improbidade administrativa, em 
virtude do princípio da legalidade estrita, que impede o uso de interpretação extensiva no âmbito do direito 
sancionador. 
Tese 06 
Viola a coisa julgada a decisão que, em cumprimento de sentença de ação de improbidade administrativa, 
determina conversão da pena de perda da função pública em cassação de aposentadoria. 
Tese 07 
Na ação civil pública por improbidade administrativa, por critério de simetria, é incabível a condenação da 
parte vencida ao pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais em favor do Ministério Público, salvo 
comprovada má-fé. 
Tese 08 
Por se tratar de instâncias independentes, eventual sanção imposta a agente no âmbito da Justiça Eleitoral 
não inviabiliza nova condenação, ainda que pelos mesmos fatos, por violação da Lei de Improbidade 
Administrativa, pois não há falar em bis in idem. 
Tese 09 
Não configura bis in idem a coexistência de acórdão condenatório do Tribunal de Contas ao ressarcimento 
ao erário e de sentença condenatória em ação civil pública por improbidade administrativa. 
Tese 10 
A aplicação da pena de suspensão dos direitos políticos por ato de improbidade administrativa, prevista no 
art. 12 da Lei n. 8.429/1992, pode ser mitigada, hipótese em que se deve considerar a gravidade do caso e 
não a função do acusado. 
Tese 11 
O agente político eleito tem legitimidade ativa para ajuizar pedido de suspensão com o objetivo de sustar 
efeitos de decisão que o afastou cautelarmente do cargo para apuração de atos de improbidade 
administrativa. 
 
STJ/Info 774 
Não há usurpação de competência do Tribunal de Justiça local quanto à supervisão de investigação 
contradetentor de prerrogativa de foro no âmbito de inquéritos civis e ações de improbidade 
administrativa. 
 
 
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58 
STJ/AREsp 1.877.917-RS 
Em atenção ao Tema 1199/STF, deve-se conferir interpretação restritiva às hipóteses de aplicação retroativa 
da Lei n. 14.230/2021, adstringindo-se aos atos ímprobos culposos não transitados em julgado. 
 
STJ/AREsp 2.031.414-MG 
Os agentes políticos municipais se submetem aos ditames da Lei de Improbidade Administrativa, sem 
prejuízo da responsabilização política e criminal estabelecida no DL n. 201/1967. 
 
STJ/RHC 173.448-DF 
A absolvição na ação de improbidade administrativa em virtude da ausência de dolo e da ausência de 
obtenção de vantagem indevida esvazia a justa causa para manutenção da ação penal. 
 
STJ/CC 174.764-MA 
Nas ações de improbidade administrativa, a competência da Justiça Federal é definida em razão da 
presença das pessoas jurídicas de direito público previstas no art. 109, I, da Constituição Federal na relação 
processual, e não em razão da natureza da verba federal sujeita à fiscalização da Tribunal de Contas da 
União. 
 
STJ/Acordo nos EAREsp 102.585-RS 
É possível a homologação judicial de acordo de não persecução cível no âmbito da ação de improbidade 
administrativa em fase recursal. 
 
STJ/REsp 1.913.638-MA 
A contratação de servidores públicos temporários sem concurso público, mas baseada em legislação local, 
por si só, não configura a improbidade administrativa prevista no art. 11 da Lei n. 8.429/1992, por estar 
ausente o elemento subjetivo (dolo) necessário para a configuração do ato de improbidade violador dos 
princípios da administração pública. 
 
STJ/AREsp 1.314.581/SP 
É possível acordo de não persecução cível no âmbito da ação de improbidade administrativa em fase 
recursal. 
 
STJ/REsp 1.925.492-RJ 
Aplica-se à ação de improbidade administrativa o previsto no art. 19, § 1º, da Lei da Ação Popular, segundo 
o qual das decisões interlocutórias cabe agravo de instrumento. 
 
STJ/REsp 1.929.230-MT 
É cabível a apreensão de passaporte e a suspensão da CNH no bojo do cumprimento de sentença proferida 
em ação de improbidade administrativa. 
 
STJ/REsp 1.862.792-PR 
A indisponibilidade pode ser decretada em qualquer hipótese de ato de improbidade e deve abranger o 
pagamento da multa civil. 
 
STJ/REsp 1.899.455-AC 
Na ação civil pública por ato de improbidade administrativa é possível o prosseguimento da demanda para 
pleitear o ressarcimento do dano ao erário, ainda que sejam declaradas prescritas as demais sanções 
previstas no art. 12 da Lei n. 8.429/1992. 
 
STJ/AREsp 1.402.806-TO 
É viável o prosseguimento de ação de improbidade administrativa exclusivamente contra particular quando 
há pretensão de responsabilizar agentes públicos pelos mesmos fatos em outra demanda conexa. 
 
STF/ARE 1.175.650/PR 
É constitucional o uso do instituto da colaboração premiada em ação civil pública por ato de improbidade 
administrativa ajuizada pelo Ministério Público se a pessoa jurídica interessada participar como interveniente 
e se forem observadas as diretrizes ora fixadas pelo Supremo Tribunal Federal, cuja finalidade é favorecer a 
efetiva tutela do patrimônio público, da legalidade e da moralidade administrativas, e evitar a impunidade de 
maneira eficiente, com a priorização do combate à corrupção. 
 
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59 
 
STF/ARE 1.175.650/PR 
Os entes públicos que sofreram prejuízos em razão de atos de improbidade também estão 
autorizados, de forma concorrente com o Ministério Público (MP), a propor ação e a celebrar acordos 
de não persecução civil em relação a esses atos. 
 
A CF/1988 prevê, de modo expresso, a privatividade da legitimidade do MP apenas para a propositura da 
ação penal pública, eis que afasta tal característica com relação às ações de natureza cível, não impedindo, 
para as mesmas hipóteses elencadas, a legitimação de terceiros (1). 
 
Além disso, nas ações de improbidade administrativa, a atuação do MP é extraordinária na defesa do 
patrimônio público em sentido amplo. Já a atuação da pessoa jurídica lesada – que foi quem sofreu os 
efeitos gravosos dos atos ímprobos – é ordinária, pois objetiva a proteção, em seu próprio nome, daquilo que 
lhe é inerente: seu patrimônio. 
 
A Constituição consagrou, como vetores básicos da Administração Pública, o respeito à legalidade, 
impessoalidade e moralidade (CF/1988, art. 37, caput), além do combate à corrupção e à improbidade 
administrativa. Dessa forma, a supressão da prerrogativa das pessoas jurídicas lesadas fere a lógica 
constitucional de proteção ao patrimônio público, e representa grave limitação ao amplo acesso à jurisdição 
(2). 
 
No tocante ao polo passivo, não deve existir obrigatoriedade de defesa judicial do agente público que 
cometeu ato de improbidade por parte da Advocacia Pública, pois a sua predestinação constitucional, 
enquanto função essencial à Justiça, identifica-se com a representação judicial e extrajudicial dos entes 
públicos. Contudo, permite-se essa atuação em caráter extraordinário e desde que norma local assim 
disponha. 
 
Com base nesses entendimentos, o Plenário, por maioria, em julgamento conjunto, julgou parcialmente 
procedentes as ações para: 
 
(a) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto, do caput e dos §§ 6º-A e 10-C do art. 17, 
assim como do caput e dos §§ 5º e 7º do art. 17-B, ambos da Lei 8.429/1992, na redação dada pela Lei 
14.230/2021, de modo a restabelecer a existência de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva entre o 
Ministério Público e as pessoas jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade 
administrativa e para a celebração de acordos de não persecução civil; 
 
(b) declarar a inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, do § 20 do art. 17 da Lei 8.429/1992, 
incluído pela Lei 14.230/2021, no sentido de que não existe “obrigatoriedade de defesa judicial”; havendo, 
porém, a possibilidade dos órgãos da Advocacia Pública autorizarem a realização dessa representação 
judicial, por parte da assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia dos atos 
administrativos praticados pelo administrador público, nos termos autorizados por lei específica; e 
 
(c) declarar a inconstitucionalidade do art. 3º da Lei 14.230/2021. Por via de consequência, o Tribunal 
também declarou a constitucionalidade (a) do § 14 do art. 17 da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 
14.230/2021; e (b) do art. 4º, X, da Lei 14.230/2021. Vencidos, parcialmente, os ministros Nunes Marques, 
Dias Toffoli e Gilmar Mendes, nos termos de seus votos. 
 
STF/ARE 843.989/PR 
É necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva para a tipificação dos atos de improbidade 
administrativa, exigindo-se — nos artigos 9º, 10 e 11 da LIA: 
1) A presença do elemento subjetivo — DOLO; 
 
2) A norma benéfica da Lei 14.230/2021 — revogação da modalidade culposa do ato de improbidade 
administrativa —, é IRRETROATIVA, em virtude do artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, não 
tendo incidência em relação à eficácia da coisa julgada; nem tampouco durante o processo de execução das 
penas e seus incidentes; 
 
3) A nova Lei 14.230/2021 aplica-se aos atos de improbidade administrativa culposos praticados na vigência 
do texto anterior da lei, porém sem condenação transitada em julgado, em virtude da revogação expressa do 
texto anterior; devendo o juízo competente analisar eventual dolo por parte do agente; 
 
 
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60 
4) O novo regime prescricional previsto na Lei 14.230/2021é IRRETROATIVO, aplicando-se os novos 
marcos temporais a partir da publicação da lei. 
 
 
 
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61 
LEI Nº 9.784, DE 29 DE JANEIRO DE 1999 
 
STF/Súmula Vinculante 21 
É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade 
de recurso administrativo. 
STF/Súmula 346 
A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. 
STF/Súmula 383 
A prescrição em favor da Fazenda Pública recomeça a correr, por 2 anos e meio, a partir do ato interruptivo, 
mas não fica reduzida aquém de 5 anos, embora o titular do direito a interrompa durante a primeira metade 
do prazo. 
STF/Súmula 443 
A prescrição das prestações anteriores ao período previsto em lei não ocorre, quando não tiver sido 
negado, antes daquele prazo, o próprio direito reclamado, ou a situação jurídica de que ele resulta. 
STF/Súmula 473 
A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque 
deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, 
respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. 
 
STF/ADI 5.371/DF 
Em regra, a imposição de sigilo a processos administrativos sancionadores, instaurados por agências 
reguladoras contra concessionárias de serviço público, é incompatível com a Constituição. 
 
STF/ARE 1.316.369/DF 
São inadmissíveis, em processos administrativos de qualquer espécie, provas consideradas ilícitas pelo 
Poder Judiciário. 
 
STJ/Súmula 85 
Nas relações jurídicas de trato sucessivo em que a Fazenda Pública figure como devedora, quando não tiver 
sido negado o próprio direito reclamado, a prescrição atinge apenas as prestações vencidas antes do 
quinquênio anterior à propositura da ação. 
STJ/Súmula 312 
No processo administrativo para imposição de multa de trânsito, são necessárias as notificações da 
autuação e da aplicação da pena decorrente da infração. 
STJ/Súmula 373 
É ilegítima a exigência de depósito prévio para admissibilidade de recurso administrativo. 
STJ/Súmula 633 
A Lei 9.784/99, especialmente no que diz respeito ao prazo decadencial para revisão de atos 
administrativos no âmbito da administração pública federal, pode ser aplicada de forma subsidiária aos 
Estados e municípios se inexistente norma local e específica regulando a matéria. 
 
STJ/MS 27.227-DF 
Em processo administrativo, a notificação por edital reserva-se exclusivamente para as hipóteses de: 
a) interessado indeterminado; 
b) interessado desconhecido; ou, 
c) interessado com domicílio indefinido. 
 
STJ/MS 22.606-DF 
É necessária condenação anterior na ficha funcional do servidor ou, no mínimo, anotação de fato que o 
desabone, para que seus antecedentes sejam valorados como negativos na dosimetria da sanção 
disciplinar. 
 
STJ/REsp 1.783.746-RJ 
É possível a aplicação analógica da teoria da continuidade delitiva (art. 71 do CP) no âmbito do processo 
administrativo. 
 
 
 
 
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62 
STJ/MS 20.194- DF 
É imprescindível a instauração de processo administrativo, observados os princípios do contraditório e da 
ampla defesa, para revisar pena anteriormente aplicada às infrações às normas que regem a exploração do 
serviço de radiodifusão comunitária, revogando autorização para executar este serviço, em razão de 
reincidência no cometimento de infrações, ainda que a parte já tenha exercido o seu direito de defesa contra 
os mesmos fatos em processos anteriores. 
 
STJ/RMS 69.803-CE 
A prorrogação do processo administrativo disciplinar, por si, não pode ser reconhecida como causa apta a 
ensejar nulidade, porque não demonstrado o prejuízo consequente dessa prorrogação. 
 
STJ – Tese 132: Processo Administrativo 
Tese 01 
No âmbito de recurso ordinário, a decadência administrativa prevista no art. 54 da Lei n. 9.784/1999 pode 
ser reconhecida a qualquer tempo e ex officio, por se tratar de matéria de ordem pública, sendo 
indispensável seu prequestionamento nas instâncias especiais. 
Tese 02 
Diante da ausência de previsão legal, o prazo decadencial de 5 anos do art. 54, caput, da Lei n. 
9.784/1999 é insuscetível de suspensão ou de interrupção, devendo ser observada a regra do art. 207 do 
Código Civil. 
Tese 03 
A superveniência da Lei Distrital n. 2.834/2001 não interrompe a contagem do prazo decadencial iniciado 
com a publicação da Lei n. 9.784/1999, uma vez que sua única finalidade é aplicar, no âmbito do Distrito 
Federal, as regras previstas na referida lei federal. 
Tese 04 
O prazo decadencial para que a administração promova a autotutela, previsto no art. 54 da Lei n. 
9.784/1999, aplica-se tanto aos atos nulos, quanto aos anuláveis. 
Tese 05 
As situações flagrantemente inconstitucionais não se submetem ao prazo decadencial de 5 anos 
previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/1999, não havendo que se falar em convalidação pelo mero decurso do 
tempo. 
Tese 06 
O prazo previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/1999 para a administração rever seus atos não pode ser aplicado 
de forma retroativa, devendo incidir somente após a vigência do referido diploma legal. 
Tese 07 
A Lei n. 9.784/1999, especialmente no que diz respeito ao prazo decadencial para a revisão de atos 
administrativos no âmbito da administração pública federal, pode ser aplicada, de forma subsidiária, aos 
estados e municípios, se inexistente norma local e específica que regule a matéria. 
Tese 08 
Em se tratando de atos de que decorram efeitos patrimoniais contínuos, como aqueles decorrentes de 
pagamentos de vencimentos e de pensões, ocorridos após a entrada em vigor da Lei n. 9.784/1999, nos 
quais haja pagamento de vantagem considerada irregular pela administração, o prazo decadencial de 5 anos 
é contado a partir da percepção do primeiro pagamento indevido, consoante o § 1º do art. 54 da Lei n. 
9.784/1999. 
Tese 09 
É possível interromper o prazo decadencial com base no art. 54, § 2º, da Lei n. 9.784/1999 desde que haja 
ato concreto, produzido por autoridade competente, em prol da revisão do ato administrativo identificado 
como ilegal, cujo prazo será fixado a partir da cientificação do interessado. 
Tese 10 
Os atos administrativos abstratos, como as notas e os pareceres da Advocacia-Geral da União - AGU, 
não configuram atos de autoridade tendentes à revisão das anistias e são, portanto, ineficazes para, por si 
sós, interromper o fluxo decadencial, nos moldes do art. 54, § 2º, da Lei n. 9.784/1999. 
Tese 11 
Por se tratar de hipótese de ato administrativo complexo, a decadência prevista no art. 54 da Lei n. 
9.784/1999 não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de 
aposentadoria ou de pensão e o julgamento de sua legalidade pelo Tribunal de Contas, vez que tais atos se 
 
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63 
aperfeiçoam apenas com o registro na Corte de Contas. 
 
STF/RE 636.553: Em atenção aos princípios da segurança jurídica e da confiança legítima, os Tribunais de 
Contas estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de 
aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas 
Tese 12 
O prazo previsto no art. 49 da Lei n. 9.784/1999 é impróprio, visto que ausente qualquer penalidade ante o 
seu descumprimento. 
 
 
file:///C:/Users/lucas/Desktop/www.quebrandoquestoes.comA criação de cargos em comissão somente se justifica para o exercício de funções de direção, chefia e 
assessoramento, não se prestando ao desempenho de atividades burocráticas, técnicas ou operacionais. 
 
b) Tal criação deve pressupor a necessária relação de confiança entre a autoridade nomeante e o servidor 
nomeado. 
 
c) O número de cargos comissionados criados deve guardar proporcionalidade com a necessidade que 
visam suprir e com o número de servidores ocupantes de cargos efetivos no ente federativo que os criar. 
 
d) As atribuições dos cargos em comissão devem estar descritas de forma clara e objetiva na própria lei 
que os instituir. 
 
STF/RE 601.580 
É constitucional a previsão legal que assegure, na hipótese de transferência ex officio de servidor, a 
matrícula em instituição pública, se inexistir instituição congênere à de origem. 
 
STF/RE 1.039.644 
Para a concessão da aposentadoria especial, de que trata o art. 40, § 5º, da Constituição, conta-se o tempo 
de efetivo exercício pelo professor da docência e das atividades de direção de unidade escolar, 
coordenação e assessoramento pedagógico, desde que em estabelecimentos de educação infantil, ensino 
fundamental ou médio. 
 
 
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8 
 
STF/RE 635.648 
É compatível com a Constituição Federal a previsão legal que exija o transcurso de 24 meses (vinte e quatro 
meses), contados do término do contrato, antes de uma nova admissão de professor temporário 
anteriormente contratado. 
 
STF/RE 1.034.840 
O organismo internacional que tenha garantida a imunidade de jurisdição em tratado firmado pelo Brasil e 
internalizado na ordem jurídica brasileira não pode ser demandado em juízo, salvo em caso de renúncia 
expressa a essa imunidade. 
 
STF/RE 612.975 
Nos casos autorizados constitucionalmente de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do 
art. 37, inciso XI, da Constituição Federal, pressupõe a consideração de cada um dos vínculos 
formalizados, afastando a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente 
público. 
 
STF/RE 937.595 
Os benefícios concedidos entre 05.10.1988 e 05.04.1991 (período do buraco negro) não estão excluídos da 
possibilidade de readequação segundo os tetos instituídos pelas EC nº 20/1998 e EC 41/2003, devendo ser 
aferida caso a caso, conforme os parâmetros definidos no julgamento do RE 564.354, em regime de 
repercussão geral. 
 
STF/RE 580.252 
Considerando que é dever do Estado manter em seus presídios os padrões mínimos de humanidade, 
previstos no ordenamento jurídico, é de sua responsabilidade, nos termos do art. 37, § 6º, da Constituição, a 
obrigação de ressarcir os danos, inclusive morais, comprovadamente causados aos detentos em decorrência 
da falta ou insuficiência das condições legais de encarceramento. 
 
STF/ARE 848.993 
É vedada a cumulação tríplice de vencimentos e/ou proventos, ainda que a investidura nos cargos 
públicos tenha ocorrido anteriormente à EC 20/1998. 
 
STF/RE 765.320 
A contratação por tempo determinado para atendimento de necessidade temporária de excepcional 
interesse público, realizada em desconformidade com os preceitos do art. 37, IX, da Constituição Federal, 
não gera quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos servidores contratados, com exceção: 
 
Direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado. 
 
Direito ao levantamento dos depósitos efetuados no FGTS, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/1990. | 
 
STF/RE 627.189 
No atual estágio do conhecimento científico, que indica ser incerta a existência de efeitos nocivos da 
exposição ocupacional e da população a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos gerados por 
sistemas de energia elétrica, não existem impedimentos, por ora, a que sejam adotados os parâmetros 
propostos pela Organização Mundial de Saúde, conforme estabelece a Lei nº 11.934/2009. 
 
STF/ARE 954.408 
É legítimo o pagamento do abono de permanência, previsto no art. 40, § 19, da Constituição Federal, ao 
servidor público que opte por permanecer em atividade após o preenchimento dos requisitos para a 
concessão da aposentadoria voluntária especial (art. 40, § 4º, da Constituição Federal). 
 
STF/RE 606.358 
Computam-se, para efeito de observância do teto remuneratório, do art. 37, XI, da Constituição Federal, 
também os valores percebidos anteriormente à vigência da EC 41/2003, a título de vantagens pessoais pelo 
servidor público. 
 
É dispensada a restituição dos valores recebidos em excesso e de boa-fé até o dia 18 de novembro de 
2015. 
 
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9 
 
 
STF/RE 592.581 
É lícito ao Judiciário impor à Administração Pública obrigação de fazer, consistente na promoção de 
medidas ou na execução de obras emergenciais em estabelecimentos prisionais, para dar efetividade ao 
postulado da dignidade da pessoa humana e assegurar aos detentos o respeito à sua integridade física e 
moral, conforme art. 5º, XLIX, da Constituição Federal. 
 
Não é oponível à decisão o argumento da reserva do possível nem o princípio da separação dos poderes. 
 
STF/RE 638.115 
Ofende o princípio da legalidade a decisão que concede a incorporação de quintos pelo exercício de função 
comissionada no período de 08/04/1998 a 04/09/2001, ante a carência de fundamento legal. 
 
STF/REsp 1.806.016-PA 
Diante da conexão existente entre as ações populares que possuem como objeto litigioso a privatização da 
Companhia Vale do Rio Doce, ainda que sob diversos pretextos (conforme decisão no CC 19.686/DF, STJ), 
a superveniência de sentença transitada em julgado em uma delas (REO 2002.01.00.034012-6; TRF 1ª 
Região) possui eficácia de coisa julgada oponível "erga omnes", nos termos do art. 18 da Lei 4.717/65. 
 
STJ/RMS 68.561-PB 
Não há necessidade de redistribuição do feito nos casos em que o relator/conselheiro de Tribunal de 
Contas seja vencido em decisão colegiada de natureza interlocutória (preliminar), quando inexistente 
previsão específica. 
 
STJ/RMS 71.079-DF 
É cabível a penalidade de cassação de aposentadoria por falta grave praticada por membro do Ministério 
Público ainda em atividade, mesmo que esta somente seja constatada durante a aposentadoria. 
 
STF/RE 1.455.038/DF 
A imprevisibilidade inerente à pandemia do Covid-19 afasta a responsabilidade civil estatal (CF/1988, art. 
37, § 6º) por danos decorrentes do adiamento de prova de certame, em virtude de medidas urgentes de 
proteção à saúde, inclusive dos candidatos. 
 
STF/ADI 7.466/AC 
É inconstitucional — por violar os arts. 144, 227 e 228 da CF/1988 — a inclusão de instituto socioeducativo 
estadual no rol de órgãos responsáveis pela segurança pública da respectiva unidade federativa. 
 
STF/ADI 7.602/ES 
É constitucional — por apresentar pertinência temática e concretizar o princípio da eficiência (CF/1988, art. 
37, caput) — norma estadual, decorrente de emenda parlamentar a projeto de lei de iniciativa do Tribunal de 
Justiça local, que fixa limite de tempo proporcional e razoável para o atendimento ao público em 
serventias extrajudiciais. 
 
STJ/REsp 2.090.538-PR 
No caso de demanda em que se pleiteia reparação moral decorrente de mau cheiro oriundo da prestação de 
serviço público de tratamento de esgoto, os juros moratórios devem ser contados desde a data da citação 
válida, salvo se a mora da prestadora do serviço tiver sido comprovada em momento anterior. 
 
STJ/REsp 1.908.497-RN 
O direito ao trânsito seguro e os danos materiais e morais coletivos decorrentes do tráfego reiterado de 
veículo com excesso de peso em rodovias autorizam a imposição de tutela inibitória e a responsabilização 
civil do agente infrator. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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STF/ADI 3.581/ES 
É inconstitucional — a teor do disposto no art. 37, caput e inciso XIII, da Constituição Federal — norma 
estadual que: 
 
Institui gratificação em benefício de segmento do serviço de segurança pública com base em atividade sem 
pertinência com as atribuições do cargo público. 
 
Vincula a gratificação ao vencimento-base de categoria profissional diversa. 
 
STF/AgInt nº AREsp 2.044.444-PR 
Em casos excepcionais, à luz dos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, é possível a aplicação 
da multa administrativa prevista na Lei nº 9.847/1999 abaixo do mínimo legal, desde que baseada em 
elementos concretos que a justifiquem. 
 
 
 
 
 
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CONCURSO PÚBLICO 
 
Principais Súmulas e Jurisprudências 
 
STF/RE 766.304 
A ação judicial visando ao reconhecimento do direito à nomeação de candidato aprovado fora das vagas 
previstas no edital (cadastro de reserva) deve ter por causa de pedir preterição ocorrida na vigência do 
certame. 
 
STF/RE 688.267 
As empresas públicas e as sociedades de economia mista, sejam elas prestadoras de serviço público ou 
exploradoras de atividade econômica, ainda que em regime concorrencial, têm o dever jurídico de motivar, 
em ato formal, a demissão de seus empregados concursados, não se exigindo processo administrativo. 
 
Tal motivação deve consistir em fundamento razoável, não se exigindo que se enquadre nas hipóteses de 
justa causa da legislação trabalhista. 
 
STF/RE 1.282.553 
A suspensão dos direitos políticos, prevista no art. 15, III, da Constituição Federal, não impede a nomeação 
e posse de candidato aprovado em concurso público, desde que não incompatível com a infração penal 
praticada. 
 
Tal entendimento se fundamenta nos princípios da dignidade da pessoa humana e do valor social do 
trabalho (CF, art. 1º, III e IV), bem como no dever do Estado em proporcionar condições para a integração 
social do condenado (LEP, art. 1º). 
 
O início do efetivo exercício do cargo ficará condicionado ao regime da pena ou à decisão judicial do juízo 
de execuções, que analisará a compatibilidade de horários. 
 
STF/RE 1.177.699/SC 
O candidato estrangeiro tem direito líquido e certo à nomeação em concurso público para provimento de 
cargos de professor, técnico e cientista em universidades e instituições de pesquisa científica e 
tecnológica federais, conforme art. 207, § 1º, da Constituição Federal. 
 
STF/RE 658.999/SC 
Em se tratando de cargos constitucionalmente acumuláveis, descabe aplicar a vedação de acumulação de 
aposentadorias e pensões contida na parte final do art. 11 da EC 20/1998, pois esta se destina apenas aos 
casos de reingresso no serviço público por meio de concurso público antes da publicação da referida 
emenda, envolvendo cargos inacumuláveis. 
 
STF/RE 1.367.790 
É inconstitucional a contagem do tempo pretérito à investidura no cargo efetivo, exercido exclusivamente 
em cargo comissionado, para fins de incorporação de quintos como VPNI, com fundamento no artigo 1º da 
Lei 15.138/2010 do Estado de Santa Catarina. 
 
STF/ARE 1.306.505 
É vedado o reenquadramento, em novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração, de servidor admitido 
sem concurso público antes da CF/1988, mesmo que beneficiado pela estabilidade excepcional do artigo 19 
do ADCT. 
Essa regra transitória não prevê o direito à efetividade, conforme art. 37, II, da Constituição Federal, e 
decisão proferida na ADI 3609 (Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe. 30/10/2014). 
 
STF/RE 740.008 
É inconstitucional o aproveitamento de servidor aprovado em concurso público que exige formação de 
nível médio, em cargo que pressuponha escolaridade superior. 
 
STF/RE 611.874 
Nos termos do artigo 5º, VIII, da Constituição Federal, é possível a realização de etapas de concurso público 
em datas e horários distintos dos previstos em edital, por candidato que invoca escusa de consciência por 
motivo de crença religiosa, desde que: 
 
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12 
 
Haja razoabilidade na alteração. 
 
Seja garantida a igualdade entre os candidatos. 
 
Não acarrete ônus desproporcional à Administração Pública, que deverá decidir de maneira fundamentada. | 
 
STF/RE 642.895 
É inconstitucional, por dispensar o concurso público, a reestruturação de quadro funcional por meio de 
aglutinação de cargos diversos em uma única carreira, quando a nova carreira possuir atribuições e 
responsabilidades diferentes dos cargos originais. 
 
STF/RE 560.900 
Sem previsão constitucionalmente adequada e instituída por lei, não é legítima a cláusula de edital de 
concurso público que restrinja a participação de candidato pelo simples fato de responder a inquérito ou 
ação penal. 
 
STF/RE 1.058.333 
É constitucional a remarcação do teste de aptidão física de candidata grávida à época de sua realização, 
independentemente da previsão expressa no edital do concurso público. 
 
STF/RE 1.133.146 
No caso de declaração de nulidade de exame psicotécnico, previsto em lei e em edital, é indispensável a 
realização de nova avaliação, com critérios objetivos, para prosseguimento no certame. 
 
STF/RE 629.392 
A nomeação tardia de candidatos aprovados em concurso público, por meio de ato judicial, à qual for 
atribuída eficácia retroativa, não gera direito às promoções ou progressões funcionais que seriam 
alcançadas caso a nomeação tivesse ocorrido no tempo e modo corretos. 
 
STF/RE 898.450 
Editais de concurso público não podem estabelecer restrição a pessoas com tatuagem, salvo em situações 
excepcionais, quando o conteúdo da tatuagem viole valores constitucionais. 
 
STF/RE 837.311 
O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de 
validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados 
fora das vagas previstas no edital, salvo nas seguintes hipóteses: 
 
I – Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas previstas no edital. 
 
II – Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação. 
 
III – Quando surgirem novas vagas ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e 
ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária e imotivada, caracterizada por comportamento tácito 
ou expresso do Poder Público, revelando a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado. | 
 
STF/RE 632.853 
Não compete ao Poder Judiciário substituir a banca examinadora para reexaminar o conteúdo das 
questões e os critérios de correção utilizados em concurso público, salvo ocorrência de ilegalidade ou 
inconstitucionalidade. 
 
STF/RE 724.347 
Na hipótese de posse em cargo público determinada por decisão judicial, o servidor não faz jus a 
indenização sob o fundamento de que deveria ter sido investido em momento anterior, salvo se houver 
arbitrariedade flagrante. 
 
 
 
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13 
PODERES ADMINISTRATIVOS 
 
Principais Súmulas e Jurisprudências 
 
STF/ADI 4.728/DF 
Ofende os arts. 2º e 84, II, da Constituição Federal (CF) norma de legislação estadual que estabelece 
prazo para o chefe do Poder Executivo apresentar a regulamentação de disposições legais. 
 
Compete, com exclusividade, ao chefe do Poder Executivo examinar a conveniência e a oportunidade para 
desempenho das atividades legislativas e regulamentares que lhe são inerentes. Assim, qualquer norma que 
imponha prazo certo para a prática de tais atos configura indevida interferência do Poder Legislativo em 
atividade própria do Poder Executivo e caracteriza intervenção na condução superior da Administração 
Pública. 
 
Diante da falta de impugnação específica de todo o conteúdo normativo, o Plenário conheceuem parte do 
pedido formulado em ação direta ajuizada contra a Lei amapaense 1.601/2011, que “Institui a Política 
Estadual de Prevenção, Enfrentamento das Violências, Abuso e Exploração Sexual de Crianças e 
Adolescentes no Estado do Amapá”. Na parte conhecida, o colegiado, por maioria, julgou procedente a 
pretensão, a fim de declarar a inconstitucionalidade do art. 9º da aludida lei. 
 
STF/ADI 7.031/DF 
É constitucional a instituição do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis 
(PMQC) por normativo da Agência Nacional do Petróleo (ANP), na medida em que o ato regulatório 
apresenta correspondência direta com as diretrizes e os propósitos conferidos por sua lei 
instituidora. 
 
As agências reguladoras, assim como os Poderes, instituições e órgãos do poder público, submetem-se ao 
princípio da legalidade (CF/1988, art. 37, caput). No caso, as normas técnicas emanadas pela Resolução 
790/2016 da ANP — que instituiu o PMQC — inserem-se no espaço de conformação previsto no art. 8º da 
Lei 9.478/1997, que atribui à agência reguladora a implementação da política nacional de petróleo, gás 
natural e biocombustíveis com ênfase na proteção dos interesses dos consumidores quanto a preço, 
qualidade e oferta dos produtos. 
 
STF/RE 633.782 
É constitucional a delegação do poder de polícia, por meio de lei, a pessoas jurídicas de direito privado 
integrantes da Administração Pública indireta de capital social majoritariamente público que prestem 
exclusivamente serviço público de atuação própria do Estado e em regime não concorrencial. 
 
STJ/AgInt no REsp 2.003.502/MG 
É ilegítimo o ato de autoridade que condiciona ao pagamento de multa a liberação de veículo retido 
por realizar transporte irregular de passageiros. 
 
STJ/RMS 55.819/MG 
Não extrapola o poder regulamentar da Administração Pública, ou os princípios que a regem, Decreto 
Estadual que dispõe sobre o dever de agentes púbicos disponibilizarem informações sobre seus 
bens e evolução patrimonial. 
 
STJ/RMS 54.717/SP 
O oferecimento de denúncia criminal por autoridade que, em razão de suas atribuições legais, seja 
obrigada a fazê-lo não a inabilita, só por isso, a desempenhar suas funções como autoridade 
julgadora no processo administrativo. 
 
STJ/REsp 1.955.888-SP 
 
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14 
É ilegal a imposição de limitação métrica ao funcionamento de rádios comunitárias por meio de ato 
regulamentar. 
 
O Decreto Presidencial e a Portaria do Ministério das Comunicações estabeleceram que: a) a área de 
execução da rádio comunitária deveria ficar limitada ao raio de 1.000 (mil) metros da antena transmissora; e 
que b) os dirigentes da rádio comunitária deveriam residir dentro dessa mesma área. O STJ concluiu que 
essas exigências são ilegais porque não encontram amparo na Lei nº 9.612/98, que rege as rádios 
comunitárias. 
 
 
 
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15 
ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
Principais Súmulas e Jurisprudências 
 
STF/ADPF 607/DF 
É inconstitucional decreto que preveja que a participação dos peritos no Mecanismo Nacional de 
Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) será uma atividade não remunerada. 
 
STJ/AREsp 1.574.873/RJ, 
A interposição de recurso administrativo não afasta a incidência dos juros moratórios sobre multa 
aplicada por agência reguladora. 
 
STF/ADI 1.846/SC 
É inconstitucional lei estadual que veda ao Poder Executivo e às empresas públicas e de economia 
mista, cujo controle acionário pertença ao estado, de assinarem contratos ou outros instrumentos 
legais congêneres que viabilizem a transferência do controle técnico, administrativo ou de gestão 
compartilhada. 
 
STJ/AREsp 2.147.187/MS 
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) submete-se à disposição contida no art. 8º da Lei n. 
12.514/2011, a limitação de execução judicial de anuidades, quando o valor for inferior a R$ 2.500,00. 
 
STJ/REsp 1.635.716/DF 
Aplica-se a prescrição quinquenal do Decreto n. 20.910/1932 às empresas estatais prestadoras de 
serviços públicos essenciais, não dedicadas à exploração de atividade econômica com finalidade 
lucrativa e natureza concorrencial. 
 
STJ/REsp 1.287.461/SP 
Ao Poder Judiciário não cabe se imiscuir na decisão administrativa da ANAC acerca da realocação de 
slots e hotrans (horários de transporte), serviço prestado por empresa aérea em recuperação judicial, 
a ponto de impor a observação absoluta do princípio da preservação da empresa, quando inexistirem 
vícios objetivos na decisão, mesmo em prejuízos à concorrência do setor e aos usuários do serviço 
público concedido. 
 
STF/ADI 794-DF 
É dispensável a autorização legislativa para a alienação de controle acionário de empresas 
subsidiárias. 
 
No julgamento da ADI 5624 MC-Ref/DF, prevaleceu o entendimento de que a lei que autoriza a criação da 
empresa estatal matriz é suficiente para viabilizar a criação de empresas controladas e subsidiárias, não 
havendo se falar em necessidade de autorização legal específica para essa finalidade. 
 
Assim, se é compatível com a CF a possibilidade de criação de subsidiárias quando houver previsão na lei 
que cria a respectiva empresa estatal, por paralelismo, não há como obstar, por suposta falta de autorização 
legislativa, a alienação de ações da empresa subsidiária, ainda que tal medida envolva a perda do controle 
acionário do Estado. 
 
Com base nesse entendimento, o Plenário, por unanimidade, conheceu em parte da arguição de 
descumprimento de preceito fundamental e, na parte conhecida, julgou improcedente o pedido formulado 
contra o Edital de Leilão 1/2020 da Companhia Energética de Brasília (CEB), que se destina a alienação de 
cem por cento do controle acionário da CEB-Distribuição S.A. 
 
 
 
 
 
 
 
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16 
 
STF/ADI 6276-DF 
É constitucional dispositivo legal que veda a indicação de pessoa que exerça cargo em organização 
sindical ou que seja membro de conselho ou diretoria de associação patronal ou trabalhista para a 
alta direção das agências reguladoras. 
 
Isso porque o conselho diretor ou a diretoria colegiada das agências reguladoras, diante da necessidade de 
tomada de decisões imparciais, devem ser isentos de influências políticas, sociais e econômicas externas à 
própria finalidade dessas autarquias. Desse modo, devem preservar suas administrações da captura de 
gestão, compreendida como qualquer desvirtuação da finalidade conferida às agências, quando estas atuam 
em favor de interesses comerciais, especiais ou políticos, em detrimento do interesse da coletividade. 
 
A norma visa, portanto, garantir imparcialidade e higidez técnica dos órgãos deliberativos sem, contudo, 
violar o princípio da igualdade ou a garantia da liberdade de associação, visto que a restrição é episódica e 
pontual a quem exerça cargo no conselho diretor ou na diretoria colegiada das agências reguladoras. 
 
Com base nesse entendimento, o Plenário julgou improcedente o pedido formulado em ação direta para 
declarar a constitucionalidade dos incisos III e VII do art. 8º-A da Lei 9.986/2000. 
 
STF/ADI 6.696/DF 
É constitucional a Lei Complementar nº 179/2021, que define os objetivos do Banco Central e dispõe 
sobre sua autonomia e sobre a nomeação e a exoneração de seu presidente e de seus diretores. 
 
Não caracterizada qualquer violação ao devido processo legislativo no trâmite do projeto de lei 
complementar que dispôs sobre a autonomia e os objetivos do Banco Central. 
 
STF/ADI 6.019/SP 
É inconstitucional lei estadual que estabeleça prazo decadencial de 10 anos para anulação de atos 
administrativos reputados inválidos pela Administração Pública estadual. 
 
STF/ADI 6.241/DF 
É desnecessária, em regra, lei específica para inclusãode sociedade de economia mista ou de 
empresa pública em programa de desestatização. 
 
Para a desestatização é suficiente a autorização genérica prevista em lei que veicule programa de 
desestatização. A autorização legislativa genérica não corresponde a delegação discricionária e arbitrária ao 
Chefe do Poder Executivo. Essa autorização é pautada em objetivos e princípios que devem ser observados 
nas diversas fases deliberativas do processo de desestatização. A atuação do chefe do Poder Executivo 
vincula-se aos limites e condicionantes legais previstos. 
 
A retirada do Poder Público do controle acionário de uma empresa estatal, ou a extinção dessa empresa 
pelo fim da sua personalidade jurídica, é consequência de política pública autorizada pelo Congresso 
Nacional, em previsão legal pela qual se cria o Programa de Desestatização, objetivando a redução da 
presença do Estado na economia e fixando-se, objetivamente, os parâmetros a serem seguidos para a 
efetivação de eventual desestatização pelo Poder Executivo. 
 
No entanto, com relação às empresas estatais cuja lei instituidora tenha previsto, expressamente, a 
necessidade de lei específica para sua extinção ou privatização, é necessário que o administrador público 
observe a norma legal. 
 
STF/ADI 1649-DF 
1. A Lei 9478/97 não autorizou a instituição de empresa de economia mista, mas sim a criação de 
subsidiárias distintas da sociedade-matriz, em consonância com o inciso XX, e não com o XIX do artigo 37 
da Constituição Federal. 
2. É dispensável a autorização legislativa para a criação de empresas subsidiárias, desde que haja 
previsão para esse fim na própria lei que instituiu a empresa de economia mista matriz, tendo em vista 
que a lei criadora é a própria medida autorizadora. Ação direta de inconstitucionalidade julgada 
improcedente. 
 
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STF/ARE 638.315 
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido de que a imunidade recíproca deve 
ser reconhecida em favor da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, ainda que o patrimônio, 
renda ou serviço desempenhado pela Entidade não esteja necessariamente relacionado ao privilégio 
postal. 
 
STF/ RE 363.412-AgR 
A submissão ao regime jurídico das empresas do setor privado, inclusive quanto aos direitos e 
obrigações tributárias, somente se justifica, como consectário natural do postulado da livre 
concorrência (CF, art. 170, IV), se e quando as empresas governamentais explorarem atividade 
econômica em sentido estrito, não se aplicando, por isso mesmo, a disciplina prevista no art. 173, § 1º, 
da Constituição, às empresas públicas (caso da INFRAERO), às sociedades de economia mista e às suas 
subsidiárias que se qualifiquem como delegatárias de serviços públicos. 
 
 
 
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ATOS ADMINISTRATIVOS 
 
Principais Súmulas e Jurisprudências 
 
STJ/AREsp 2.304.110-SC 
O preenchimento de lugar destinado ao quinto constitucional, nos Tribunais brasileiros, é um ato complexo 
no qual participam a OAB, o Tribunal de origem e o chefe do Poder Executivo e, para sua revogação, 
depende da vontade de todos os participantes originários. 
 
STJ/AgInt no RMS 40.368-RS 
O registrador poderá se socorrer de mandado de segurança contra ato administrativo que o obrigue a aplicar 
regramento contra a sua convicção jurídica, vez que deve zelar pela legalidade dos atos pertinentes à sua 
área de atuação, bem como por suas prerrogativas funcionais. 
 
STJ/AREsp 1.408.660SP 
Não é possível a condenação de prefeito ao ressarcimento de valores despendidos na realização dos 
trabalhos desenvolvidos com vista à elaboração de Projeto de Lei, na hipótese em que o ato administrativo 
encaminhado à Câmara Municipal desconsidera a legislação vigente, e é praticado com desvio de finalidade. 
 
STJ/RMS 32.325-CE 
O prazo decadencial para impetrar mandado de segurança contra fixação de base de cálculo tida por ilegal - 
em ato de deferimento de aposentadoria de servidor público - inicia-se com a ciência desse ato, sem prejuízo 
de cobrança de parcelas pela via ordinária quando não indeferido o direito de fundo. 
 
 
 
 
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CONTROLE 
 
Principais Súmulas e Jurisprudências 
 
STF/Súmula 347 
O Tribunal de Contas, no exercício de suas atribuições, pode apreciar a constitucionalidade das leis e 
dos atos do Poder Público. 
 
STF/Súmula 365 
Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular. 
 
STF/Súmula 367 
A Administração Pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. 
 
STJ/Súmula 467 
Prescreve em cinco anos, contados do término do processo administrativo, a pretensão da 
Administração Pública de promover a execução da multa por infração ambiental. 
 
STF/Súmula 473 
A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque 
deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados 
os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. 
 
STF/ADI 4.872/PR 
É legítima — desde que observados os respectivos limites de controle externo, a precedência das 
disposições legais (princípio da legalidade) e as prerrogativas próprias conferidas aos órgãos do Poder 
Executivo — a edição de atos normativos por tribunais de contas estaduais com o objetivo de regulamentar 
procedimentalmente o exercício de suas competências constitucionais. 
 
STF/ADI 916 
Nos termos do art. 75 da Constituição, as normas relativas à organização e fiscalização do TCU se aplicam 
aos demais tribunais de contas. O art. 71 da Constituição não insere na competência do TCU a aptidão 
para examinar, previamente, a validade de contratos administrativos celebrados pelo poder público. 
Atividade que se insere no acervo de competência da função executiva. É inconstitucional norma local que 
estabeleça a competência do tribunal de contas para realizar exame prévio de validade de contratos 
firmados com o poder público. 
 
STF/ADI 2.597 
Não obstante o relevante papel do Tribunal de Contas no controle financeiro e orçamentário, como órgão 
eminentemente técnico, nada impede que o Poder Legislativo, exercitando o controle externo, aprecie 
as contas daquele que, no particular, situa-se como órgão auxiliar. 
 
STF/MS 22.801 
A Lei Complementar 105, de 10-1-2001, não conferiu ao Tribunal de Contas da União poderes para 
determinar a quebra do sigilo bancário de dados constantes do Banco Central do Brasil. O legislador 
conferiu esses poderes ao Poder Judiciário (art. 3º), ao Poder Legislativo Federal (art. 4º), bem como às 
comissões parlamentares de inquérito, após prévia aprovação do pedido pelo Plenário da Câmara dos 
Deputados, do Senado Federal ou do plenário de suas respectivas Comissões Parlamentares de Inquérito (§ 
1º e 2º do art. 4º). Embora as atividades do TCU, por sua natureza, verificação de contas e até mesmo o 
julgamento das contas das pessoas enumeradas no art. 71, II, da CF, justifiquem a eventual quebra de sigilo, 
não houve essa determinação na lei específica que tratou do tema, não cabendo a interpretação 
extensiva, mormente porque há princípio constitucional que protege a intimidade e a vida privada, art. 5º, X, 
da CF, no qual está inserida a garantia ao sigilo bancário. 
 
STF/MS 23.550/DF 
O Tribunal de Contas da União - embora não tenha poder para anular ou sustar contratos administrativos 
- tem competência, conforme o art. 71, IX, para determinar à autoridade administrativa que promova a 
 
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anulação do contrato e, se for o caso, da licitação deque se originou. 
 
STF/RMS 24.194/DF 
À luz do disposto no art. 12 da Lei 8.429/90 e nos arts. 37, § 4º e 41 da CF/88, as sanções disciplinares 
previstas na Lei 8.112/90 são independentes em relação às penalidades previstas na LIA, daí porque 
não há necessidade de aguardar-se o trânsito em julgado da ação por improbidade administrativa para que 
seja editado o ato de demissão com base no art. 132, IV, do Estatuto do Servidor Público Federal. 
 
STF/MS 24.510 
"PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. IMPUGNAÇÃO. COMPETÊNCIA DO TCU. CAUTELARES. 
CONTRADITÓRIO. AUSÊNCIA DE INSTRUÇÃO. 
1 - Os participantes de licitação têm direito à fiel observância do procedimento estabelecido na lei e 
podem impugná-lo administrativa ou judicialmente. Preliminar de ilegitimidade ativa rejeitada. 
2 - Inexistência de direito líquido e certo. O Tribunal de Contas da União tem competência para fiscalizar 
procedimentos de licitação, determinar suspensão cautelar (artigos 4º e 113, § 1º e 2º da Lei nº 
8.666/93), examinar editais de licitação publicados e, nos termos do art. 276 do seu Regimento Interno, 
possui legitimidade para a expedição de medidas cautelares para prevenir lesão ao erário e garantir a 
efetividade de suas decisões). 
 
STF/MS 24.781 
"A recente jurisprudência consolidada do STF passou a se manifestar no sentido de exigir que o TCU 
assegure a ampla defesa e o contraditório nos casos em que o controle externo de legalidade exercido 
pela Corte de Contas, para registro de aposentadorias e pensões, ultrapassar o prazo de cinco anos, 
sob pena de ofensa ao princípio da confiança – face subjetiva do princípio da segurança jurídica. 
Precedentes. Nesses casos, conforme o entendimento fixado no presente julgado, o prazo de cinco anos 
deve ser contado a partir da data de chegada ao TCU do processo administrativo de aposentadoria ou 
pensão encaminhado pelo órgão de origem para julgamento da legalidade do ato concessivo de 
aposentadoria ou pensão e posterior registro pela Corte de Contas.” 
 
STF/MS 25.440 
O Tribunal de Contas, no julgamento da legalidade de concessão de aposentadoria ou pensão, exercita o 
controle externo que lhe atribui a Constituição Federal , art. 71 , III , no qual não está jungido a um processo 
contraditório ou contestatório. 
 
STF/MS 26.250/DF 
1. Não há direito líquido e certo à prorrogação de contrato celebrado com o Poder Público. Existência 
de mera expectativa de direito, dado que a decisão sobre a prorrogação do ajuste se inscreve no âmbito 
da discricionariedade da Administração Pública. 
 
2. Sendo a relação jurídica travada entre o Tribunal de Contas e a Administração Pública, não há que se 
falar em desrespeito às garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa. 
 
STF/MS 28.598/DF 
O Conselho Nacional de Justiça, embora integrando a estrutura constitucional do Poder Judiciário como 
órgão interno de controle administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura - excluídos, no entanto, do 
alcance de referida competência, o próprio Supremo Tribunal Federal e os seus Ministros (ADI 3.367/DF) -, 
qualifica-se como instituição de caráter eminentemente administrativo, não dispondo de atribuições 
funcionais que lhe permitam, quer colegialmente, quer mediante atuação monocrática de seus 
Conselheiros ou, ainda, do Corregedor Nacional de Justiça, fiscalizar, reexaminar, interferir e/ou 
suspender os efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional emanados de magistrados e Tribunais 
em geral, sob pena de, em tais hipóteses, a atuação administrativa de referido órgão estatal - por traduzir 
comportamento “ultra vires” - revelar-se arbitrária e destituída de legitimidade jurídico-constitucional. 
 
STF/MS 33.340-DF 
Operações financeiras que envolvam recursos públicos não estão abrangidas pelo sigilo bancário a 
que alude a Lei Complementar nº 105/2001, visto que as operações dessa espécie estão submetidas aos 
princípios da administração pública insculpidos no art. 37 da Constituição Federal. Em tais situações, é 
prerrogativa constitucional do Tribunal [TCU] o acesso a informações relacionadas a operações 
financiadas com recursos públicos. 
 
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STF/RE: 510.034 AC 
Em caso de multa imposta por Tribunal de Contas Estadual a responsáveis por irregularidades no uso 
de bens públicos, a ação de cobrança somente pode ser proposta pelo ente público beneficiário da 
condenação do TC. 
 
STF/Rcl 28.024 
Agente político e nepotismo 
Direito Administrativo. Agravo interno em reclamação. Nepotismo. Súmula Vinculante 13. 1. O Supremo 
Tribunal Federal tem afastado a aplicação da Súmula Vinculante 13 a cargos públicos de natureza 
política, ressalvados os casos de inequívoca falta de razoabilidade, por manifesta ausência de 
qualificação técnica ou inidoneidade moral. Precedentes. 2. Não há nos autos qualquer elemento que 
demonstre a ausência de razoabilidade da nomeação. 
 
STJ/AREsp 1.761.417RS 
Nas hipóteses em que não haja exercício do controle de legalidade por Tribunal de Contas, o prazo 
decadencial quinquenal previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/1999 transcorre a partir da edição do ato pela 
Administração 
 
STJ/REsp 1.117.685 
O controle externo da Câmara Municipal exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados, 
quando inexistentes os Conselhos ou Tribunais de Contas Municipais (CF, art. 31, § 1º) e suas decisões 
que resultem em imputação de débito e multa tenham eficácia de título executivo (CF, art. 71, § 3º, II), não 
legitimam o ressarcimento de verba pública municipal (remuneração de ex-vereador) para competência 
fiscal do Estado-membro, diante de decisão proferida pelo seu Tribunal de Contas, sem afrontar, de forma 
imediata, às condições da ação executiva (art. 1º da LEF e art. 3º do CPC) e, mediata, os princípios da 
autonomia orçamentária e financeira municipal. 
 
STJ/HD 160 
Em razão da necessidade de comprovação de plano do direito do demandante, mostra-se inviável a 
pretensão de que, em um mesmo habeas data, se assegure o conhecimento de informações e se 
determine a sua retificação. É logicamente impossível que o impetrante tenha, no momento da propositura 
da ação, demonstrado a incorreção desses dados se nem ao menos sabia o seu teor. Por isso, não há como 
conhecer do habeas data no tocante ao pedido de retificação de eventual incorreção existente na base de 
dados do Banco Central do Brasil. 
 
TCU/Súmula 249 
É dispensada a reposição de importâncias indevidamente percebidas, de boa-fé, por servidores ativos 
e inativos, e pensionistas, em virtude de erro escusável de interpretação de lei por parte do 
órgão/entidade, ou por parte de autoridade legalmente investida em função de orientação e supervisão, 
à vista da presunção de legalidade do ato administrativo e do caráter alimentar das parcelas salariais. 
 
 
 
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AGENTES PÚBLICOS 
 
Principais Súmulas e Jurisprudências 
 
STF/RE 1.372.723 
É constitucional o reajuste de proventos e pensões concedidos a servidores públicos federais e seus 
dependentes, não beneficiados pela garantia de paridade de revisão, pelo mesmo índice de reajuste do 
regime geral de previdência social (RGPS), previsto em normativo do Ministério da Previdência Social, no 
período anterior à Lei 11.784/2008. 
 
STF/RE 1.162.672/SP 
O servidor público policial civil que preencheu os requisitos para a aposentadoria especial voluntária, 
prevista na LC nº 51/85, tem direito ao cálculo de seus proventos com base na regra da integralidade e, 
quando também previsto em lei complementar, na regra da paridade. 
 
Esse direito independe do cumprimento das regras de transição especificadas nos arts. 2º e 3º da EC 47/05, 
por enquadrar-se na exceção prevista no art. 40, § 4º, inciso II, da Constituição Federal, na redação anterior 
à EC 103/19,atinente ao exercício de atividade de risco. 
 
STF/RE 964.659 
É defeso o pagamento de remuneração em valor inferior ao salário mínimo ao servidor público, ainda que 
labore em jornada reduzida de trabalho. 
 
STF/RE 843.112 
O Poder Judiciário não possui competência para determinar ao Poder Executivo a apresentação de 
projeto de lei que vise a promover a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos, 
tampouco para fixar o respectivo índice de correção. 
 
STF/RE 1.066.677 
Servidores temporários não fazem jus a décimo terceiro salário e férias remuneradas acrescidas do terço 
constitucional, salvo: 
 
(I) Expressa previsão legal e/ou contratual em sentido contrário. 
 
(II) Comprovado desvirtuamento da contratação temporária pela Administração Pública, em razão de 
sucessivas e reiteradas renovações e/ou prorrogações. | 
 
STF/RE 905.357 
A revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos depende, cumulativamente, de: 
 
Dotação na Lei Orçamentária Anual (LOA); 
 
Previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). 
 
STF/ARE 1.219.067 
Viola o teor da Súmula Vinculante nº 37 a concessão, por decisão judicial, de diferenças salariais em razão 
da incorporação de valores aos vencimentos dos servidores públicos municipais tratada nas Leis 
Complementares nºs 1.000/2009 e 1.121/2011 do Município de Mogi-Guaçu. 
 
STF/ARE 1.208.032 
A concessão, por decisão judicial, de diferenças salariais relativas a 13,23% a servidores públicos 
federais, sem o devido amparo legal, viola o teor da Súmula Vinculante nº 37. 
 
STF/ARE 1.052.570 
I - O termo inicial do pagamento diferenciado das gratificações de desempenho entre servidores ativos e 
inativos é a data da homologação do resultado das avaliações, após a conclusão do primeiro ciclo. 
 
II - A redução, após a homologação do resultado das avaliações, do valor da gratificação de desempenho 
paga aos inativos e pensionistas, não configura ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos. 
 
 
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23 
STF/ARE 909.437 
Não é devida aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro a extensão do reajuste 
concedido pela Lei nº 1.206/1987, dispensando-se a devolução das verbas eventualmente recebidas até 
01/09/2016 (data da conclusão do julgamento). 
 
STF/RE 1.400.775/MG 
Não tem direito à indenização de férias-prêmio o servidor estadual cujo vínculo com a Administração 
Pública, decorrente da Lei Complementar mineira 100/2007, foi declarado nulo, por inobservância dos 
princípios constitucionais que regem o ingresso no serviço público. 
 
STF/RE 842.844 
A trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licença-maternidade e à estabilidade provisória, 
independentemente do regime jurídico aplicável, seja contratual ou administrativo, ainda que ocupe cargo 
em comissão ou seja contratada por tempo determinado. 
 
STF/RE 1.237.867/SP 
Aos servidores públicos estaduais e municipais aplica-se, para todos os efeitos, o art. 98, § 2° e § 3°, da Lei 
8.112/1990. 
 
STF/ARE 654.432 
O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos 
os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. 
 
É obrigatória a participação do Poder Público em mediação instaurada pelos órgãos classistas das 
carreiras de segurança pública, nos termos do art. 165 do CPC, para vocalização dos interesses da categoria. 
 
STF/RE 693.456 
A Administração Pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício do 
direito de greve pelos servidores públicos, em virtude da suspensão do vínculo funcional que dela decorre. 
 
É permitida a compensação dos dias não trabalhados, em caso de acordo. 
 
O desconto será incabível se ficar demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder 
Público. 
 
STF/RE 740.008/RR 
É inconstitucional o aproveitamento de servidor, aprovado em concurso público a exigir formação de 
nível médio, em cargo que pressuponha escolaridade superior 
 
STF/ADI 6.482/DF 
O legislador federal, para garantir a universalização e a prestação eficiente dos serviços de 
telecomunicações, pode — por exceção normativa explícita — impedir a cobrança de preço público 
pelo uso das faixas de domínio. 
 
O regramento do direito de passagem previsto na Lei Geral das Antenas [Lei 13.116/2015, art. 12, “caput”] 
se insere no âmbito da competência privativa da União para legislar sobre telecomunicações [Constituição 
Federal (CF), art. 22, IV] e sobre normas gerais de licitação e contratação administrativa [CF, art. 22, XXVII]. 
 
O art. 12 da Lei Geral das Antenas respeita os princípios constitucionais da eficiência e da moralidade 
administrativa. 
 
Do ponto de vista material, não é compatível com a ordem constitucional vigente o entendimento de que o 
direito de propriedade — mesmo que titularizado por ente político — revista-se de garantia absoluta. 
 
O ônus real advindo da gratuidade do direito de passagem estabelecido no art. 12 da Lei 13.116/2015 é 
adequado, necessário e proporcional em sentido estrito, considerando o direito de propriedade restringido. 
 
STF/ADI 4.848/DF 
É constitucional a norma federal que prevê a forma de atualização do piso nacional do magistério da 
educação básica. 
 
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O mecanismo de atualização do piso nacional do magistério da educação básica, previsto no art. 5º, 
parágrafo único, da Lei 11.738/2008, é compatível com a Constituição Federal (CF). 
 
STF/RE 655.283/DF 
A natureza do ato de demissão de empregado público é constitucional-administrativa e não 
trabalhista, o que atrai a competência da Justiça comum para julgar a questão. A concessão de 
aposentadoria aos empregados públicos inviabiliza a permanência no emprego, nos termos do art. 
37, § 14, da Constituição Federal (CF), salvo para as aposentadorias concedidas pelo Regime Geral 
de Previdência Social (RGPS) até a data de entrada em vigor da Emenda Constitucional (EC) 103/09, 
nos termos do que dispõe seu art. 6º. 
 
A justiça comum é competente para processar e julgar ação em que se discute a reintegração de 
empregados públicos dispensados em face da concessão de aposentadoria espontânea. 
 
A concessão de aposentadoria, com utilização do tempo de contribuição, leva ao rompimento do vínculo 
trabalhista nos termos do art. 37, § 14 da CF. Entretanto, é possível a manutenção do vínculo trabalhista, 
com a acumulação dos proventos com o salário, se a aposentadoria se deu pelo RGPS antes da 
promulgação da EC 103/2019. 
 
STF/ADI 6468/SE 
É inconstitucional norma estadual que vincule subsídios de agentes políticos de distintos entes 
federativos, de modo que qualquer aumento no valor dos subsídios de um resulte, automaticamente, 
aumento no de outro. 
 
É constitucional norma estadual que estabeleça o pagamento a parlamentar — no início e no final de cada 
sessão legislativa — de ajuda de custo correspondente ao valor do próprio subsídio mensal. 
 
STF/ADPF 764/CE 
A concessão de pensão vitalícia à viúva, à companheira e a dependentes de prefeito, vice-prefeito e 
vereador, falecidos no exercício do mandato, não é compatível com a Constituição Federal (CF). 
 
STF/ADI 5.355/DF 
É inconstitucional a vedação ao exercício provisório, de que trata o § 2º do art. 84 da Lei 8.112/1990, 
nas unidades administrativas do Ministério das Relações Exteriores (MRE) no exterior. 
 
STF/ADI 6.584/DF 
O teto constitucional remuneratório não incide sobre os salários pagos por empresas públicas e 
sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, que não recebam recursos da Fazenda Pública. 
 
Consoante o disposto no § 9º do art. 37 da Constituição Federal (CF), a regra do teto remuneratório, previsto 
no inciso XI do art. 37 da CF, aplica-se às empresasestatais que recebam recursos da Fazenda Pública 
para pagamento de despesas de pessoal e de custeio em geral. 
 
Nesse sentido, porquanto não se pretenda que a imposição restritiva — prevista no inciso XI do art. 37 da CF 
— seja estendida além da razão jurídica de ser da norma e da finalidade da definição constitucional, a 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a limitação remuneratória se 
restringe aos servidores das empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas subsidiarias, 
que recebam recursos da Fazenda Pública. 
 
Com base nesse entendimento, o Plenário, por maioria, julgou procedente o pedido formulado em ação 
direta para declarar a inconstitucionalidade da Emenda à Lei Orgânica do Distrito Federal (LODF) 99/2017 e 
dar interpretação conforme à Constituição ao artigo 19, X, da LODF, de modo que a expressão “empregos 
públicos” se limite às entidades que recebam recursos do Distrito Federal para pagamento de despesas de 
pessoal ou de custeio em geral. 
 
 
 
 
 
 
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STF/ADI 6.746/RO 
É incompatível com a Constituição Federal (CF) Emenda à Constituição estadual que institui, como 
limite remuneratório único dos servidores públicos estaduais, o valor do subsídio dos ministros do 
Supremo Tribunal Federal (STF). 
 
De acordo com o modelo constitucional vigente, os estados-membros devem observar o sistema dos 
subtetos aplicáveis no âmbito de cada um dos Poderes (CF, art. 37, XI, na redação dada pela EC 41/2003) 
ou optar por instituir um limite remuneratório único para os servidores estaduais. Ao optar por instituir um 
limite único, os estados- -membros devem adotar como parâmetro remuneratório máximo o subsídio mensal 
dos desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, que está limitado a 90,25% do subsídio mensal dos 
ministros do STF (CF, art. 37, § 12, incluído pela EC 47/2005). 
 
Com base nesse entendimento, o Plenário declarou a inconstitucionalidade do art. 20-A da Constituição do 
estado de Rondônia, na redação dada pela Emenda à Constituição estadual 109/2006. 
 
STF/ADI 6.811/PE 
O teto remuneratório aplicável aos servidores municipais, excetuados os vereadores, é o subsídio do 
prefeito municipal. 
 
O art. 37, XI, da Constituição Federal (CF) estabelece um teto único para os servidores municipais, não 
havendo motivo para se cogitar da utilização do art. 37, § 12, da CF para fixação de teto único diverso, pois 
essa previsão é direcionada apenas para servidores estaduais, esfera federativa na qual existem as 
alternativas de fixação de teto por poder ou de forma única. 
 
Com base nesse entendimento, o Plenário, por maioria, julgou procedente o pedido formulado em ação 
direta para declarar a inconstitucionalidade da expressão “e Municípios”, constante do art. 97, § 6º, da 
Constituição do Estado de Pernambuco, na redação conferida pela EC 35/2013. 
 
STF/ADI 6.355/PE 
É inconstitucional a interpretação de disposições legais que viabilizem a promoção a cargo de nível 
superior a servidores que ingressaram por concurso público para cargo de nível médio. 
 
STF/RE 636.553/RS 
Em atenção aos princípios da segurança jurídica e da confiança legítima, os Tribunais de Contas 
estão sujeitos ao prazo de 5 anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de 
aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas. 
 
STF/ADI 3.855/DF 
A instituição de subtetos remuneratórios com previsão de limites distintos para as entidades 
políticas, bem como para os Poderes, no âmbito dos estados e do Distrito Federal não ofende o 
princípio da isonomia. 
 
A isonomia consagrada materialmente observa que são legítimos os mecanismos elaborados para tratar 
igualmente os iguais e desigualmente os desiguais. Nessa perspectiva, a fixação de tetos diferenciados para 
União, estados, Distrito Federal e municípios [Constituição Federal (CF), art. 37, XI] (1) busca encorajar os 
entes federativos a proceder de forma particular quanto à limitação da remuneração do “seu” serviço público, 
visando a obter soluções compatíveis com as respectivas realidades financeiras. 
 
O comando constitucional reconhece a existência de singularidades materiais e funcionais nos diversos 
estratos do poder público, de modo que legitima tetos de remuneração particularizados a cada situação 
peculiar. Em realidade, prestigia a autonomia dos entes federados e a separação de poderes na medida em 
que poderão solucionar – conforme a peculiaridade de cada um – os limites máximos de remuneração do 
seu pessoal. 
 
Com base nesse entendimento, o Plenário, por unanimidade, julgou improcedente o pedido formulado nas 
ações diretas de inconstitucionalidade. 
 
STF/ADI 5.584/MT 
É inconstitucional a vinculação de reajuste de vencimentos de servidores públicos estaduais ou 
municipais a índices federais de correção monetária. 
 
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Para evitar aumentos em cascata, a Constituição Federal (1) veda a vinculação ou a equiparação de 
quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal no serviço público (2). 
 
Além disso, a vinculação do reajuste de vencimentos de servidores estaduais ou municipais a índices 
federais de correção monetária afronta a autonomia dos entes subnacionais para concederem reajustes a 
seus servidores (3), bem como desrespeita o Enunciado 42 da Súmula Vinculante (4). 
 
STF/ADI 5.584/MT 
É inconstitucional a interpretação que exclui o direito de candidatos com deficiência à adaptação 
razoável em provas físicas de concursos públicos; (ii) É inconstitucional a submissão genérica de 
candidatos com e sem deficiência aos mesmos critérios em provas físicas, sem a demonstração da 
sua necessidade para o exercício da função pública. 
 
A exclusão da previsão de adaptação das provas físicas para candidatos com deficiência viola o bloco de 
constitucionalidade composto pela Constituição Federal (CF) e pela Convenção Internacional sobre os 
Direitos das Pessoas com Deficiência – CDPD (Decreto Legislativo 186/2008), incorporada à ordem jurídica 
brasileira com o “status” de Emenda Constitucional (EC), na forma do art. 5º, § 3º, da CF (1) (2). 
 
STF/ARE 1.306.505/AC 
É vedado o reenquadramento, em novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração, de servidor 
admitido sem concurso público antes da promulgação da Constituição Federal de 1988, mesmo que 
beneficiado pela estabilidade excepcional do artigo 19 do ADCT, haja vista que esta regra transitória 
não prevê o direito à efetividade, nos termos do artigo 37, II, da Constituição Federal e decisão 
proferida na ADI 3609 (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe. 30/10/2014). 
 
Servidor admitido sem concurso público antes da promulgação da CF/1988, ainda que beneficiado pela 
estabilidade excepcional do art. 19 do ADCT, não pode ser reenquadrado em novo Plano de Cargos, 
Carreiras e Remuneração previsto para servidores efetivos. 
 
 
STF/ADI 3.396/DF 
As regras previstas nos arts. 18 a 21 do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994) — que tratam da 
relação de emprego, salário, jornada de trabalho e honorários de sucumbência — são aplicáveis aos 
advogados empregados de empresas públicas e de sociedade de economia mista que atuam no 
mercado em regime concorrencial (sem monopólio). 
 
O poder público, ao exercer atividade econômica em regime de livre concorrência, deve nivelar-se aos 
demais agentes produtivos para não violar princípios da ordem econômica, em especial o da livre 
concorrência (CF/1988, art. 170, IV). Assim, ao atuar como empresário, o Estado se submete aos mesmos 
bônus e ônus do setor, tornando imprescindível a submissão das empresas estatais não monopolistas às 
regras legais aplicáveis à concorrência privada, inclusive no que tange às normas

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