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Morfo e Med. Lab.- S.P. 1.1
Anatomia do Útero
 Irrigação do útero 
· Artéria uterina: ascendem pelas laterais do útero, são ramos da artéria ilíaca interna. Além de ramos para o útero, emitem ramos, para a tuba uterina e para ovários. 
- Quando ascendem, emitem ramos, as artérias arqueadas anteriores e posteriores, e essas artérias emitem as art. radiadas que se anastomosam com as do lado oposto, sendo que estas nutrem e atravessam o miométrio.
- As artérias radiadas emitem: as artérias basais/retas, chamadas assim pois irrigam apenas a camada basal do miométrio, e as artérias espiraladas que irrigam a camada funcional do miométrio. 
OBS!! A descamação da menstruação expõe a luz das art. espiraladas
· Artérias Ováricas: tem origem na parte abdominal da aorta, além de irrigarem a região ovariana, também emitem ramos para a tuba uterina. 
Os ramos da artéria uterina e ovárica fazem anastomose. Os ramos tubários da artéria uterina e ovárica, também fazem anastomose.
Aspectos histológicos do Colo do Útero 
Também conhecido como cérvice uterino, é tido como a porção estreitada do útero que se abre na vagina.
No colo do útero existem 2 regiões: 
· Endocérvice: voltada para o útero, por isso, detém o mesmo revestimento do endométrio uterino. 
- É revestido por um epitélio cilíndrico simples mucoso, cujo aspecto é o mesmo do das glândulas endocervicais (que contribuem para a formação de muco se somando ao muco pelo epitélio de revestimento, ou seja, as glândulas também são compostas por epitélio cilíndrico simples. 
O epit. que reveste o endocérvice pode possuir cílios, bem como o epit. que reveste o endométrio. Repousa em uma lâmina de tecido conjuntivo vascularizada. 
· Área de transição: JEC – Junção Escamo-colunar
-Porção da endocérvice mais próxima do orifício externo do canal cervical, região limite com a ectocérvice. 
OBS!! Células em metaplasia (área de mudança, comum e fisiológica): ocasionada sempre que um epitélio precisa se modificar para garantir proteção, existe uma desorganização ainda maior nessa área. 
-Por conta da condição de metaplasia essa área é comum de haver processo inflamatório crônico inespecífico (cervicite crônica) 
- Área comum para os cistos de Naboth: que por obstrução do seu orifício por causa do epit. metaplásico acumulam secreção e inflamação , por isso é comum observar, acima dessas glândulas, epitélios estratificado pavimentoso, fazendo com que acumule muco e gere a inflamação. E essas glândulas são revestidas por epitélio cilíndrico simples mucoso. 
- O epitélio metaplásico pode ser sede de atipias celulares chamadas de displasias (graus leve, moderado ou grave)
- As células basais passam a ocupar mais de uma camada (normalmente só ocupam 1) e podem apresentar atipias nucleares. 
- A displasia grave é considerada um carcinoma in situ, precursor do carcinoma do colo uterino 
 - Infecção por HPV nas células basais. 
· Ectocérvice: Área direcionada para a vagina. Desenvolvida por ação hormonal, principalmente estrogénio, durante a puberdade. Revestida por epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado (resistência a atritos e infecções), igual a vagina. OBS!! A estratificação é regular. 
- Camada basal: constituída por uma única camada de células escuras (com pouco citoplasma)
- Quanto mais superficial as células vão ficando achatadas, maior a quantidade de citoplasma (com vacúolos de glicogênio), e os núcleos ficam pequenos, picnóticos e tendem a desaparecer. 
- Quanto mais profunda, maior o seu formato cúbico
- A camada basal tem um papel importante da renovação deste epitélio, já que existe grande probabilidade de atrito na região da superfície, tem alto potencial mitótico. Outro fator importante é que essa camada não possui glândulas, repousa em tecido conjuntivo frouxo moderadamente vascularizado. 
Neoplasias – Definições e conceitos
Tumor: aumento do volume de um órgão ou região.
Pode ser inflamatório
Neoplasia: distúrbio da proliferação celular em um clone, desencadeado por mutações adquiridas. Pode ser benigna ou maligna.
- Câncer: neoplasia maligna
Lesão precursora: Precede carcinoma ou câncer invasivo
Neoplasia in situ: quando ainda não invadiu a lâmina própria 
Neoplasia invasora: Rompe a lâm. própria e infiltra os tecidos adjascente
Nomenclatura de neoplasias
· Neoplasia benigna: sufixo OMA.
Exemplos: lipoma, leiomioma (tec. musc. liso).
CUIDADO! Linfoma! Melanoma! MALIGNOS
· Neoplasia maligna de origem epitelial: carcinoma.
Exemplos: carcinoma basocelular, carcinoma de células escamosas, carcinoma urotelial.
Origem glandular: prefixo ADENO.
Exemplo: adenocarcinoma cervical.
· Neoplasia maligna de origem mesenquimal: sarcoma.
Exemplos: lipossarcoma, leiomiossarcoma
Medicina Laboratorial ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Observação de Células da Mucosa Bucal Humana Submetidas à Coloração pela Técnica de Panótico Rápido e Papanicolau 
Exame citopatológico cérvico-vaginal: 
• O sucesso do exame de Papanicolaou se deve fundamentalmente a seu (1) baixo custo, sua (2) simplicidade técnica e (3) eficácia diagnóstica, sendo introduzido numa época em que o câncer de colo uterino representava a principal causa de morte relacionada ao câncer em mulheres nos Estados Unidos. 
• Atualmente, a citopatologia cérvico-vaginal, citologia oncótica ou colpocitopatologia é o método mais difundido mundialmente para rastreamento de células cancerosas e pré-cancerosas.
Indicações, objetivos e periodicidade do exame Papanicolaou
• De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero pelo MS/Inca, de 2011, o exame deve ser priorizado para mulheres com atividade sexual e idade entre 25 e 60 anos. 
OBJETIVOS do exame citopatológico: 
• (1) Identificação de doenças não suspeitadas clinicamente. 
• (2) Confirmação de doenças clinicamente suspeitas. 
• (3) Acompanhamento da evolução ou resposta ao tratamento de determinada doença.
• Quanto à PERIODICIDADE, é indicada a realização anual, e após dois exames anuais com resultados negativos, a cada três anos. 
• A partir dos 64 anos de idade, a realização do exame de Papanicolaou pode ser interrompida, desde que a mulher tenha dois resultados citológicos negativos consecutivos nos últimos cinco anos. 
• Para mulheres com mais de 64 anos de idade e que nunca foram avaliadas a partir do exame citopatológico, é necessário realizar dois exames com intervalo de um a três anos. Se ambos forem negativos, essas mulheres podem ser dispensadas de exames adicionais. 
• Em pacientes que apresentam lesões pré-cancerosas, o seguimento citológico será semestral. Após o tratamento da lesão e depois de dois exames citológicos com resultados negativos, a paciente passa a realizar o teste a intervalos anuais, a cada três anos.
Colheita das amostras citológicas: No teste de Papanicolaou, as amostras citológicas são obtidas a partir do raspado da ectocérvice e do escovado da endocérvice, utilizando-se a espátula de Ayre e a “escovinha”, respectivamente.
Coloração das amostras citológicas
Consiste na aplicação de um corante nuclear, a hematoxilina, e dois corantes citoplasmáticos, o Orange G6 e o EA (eosina, verde-brilhante e pardo de Bismarck). 
• A hematoxilina cora o núcleo em azul. 
• O Orange G6 cora as hemácias e as células queratinizadas em laranja-brilhante. • A eosina cora em rosa o citoplasma das células superficiais, nucléolos, mucina endocervical e cílios. 
• O verde-brilhante cora o citoplasma em verde-azul das células escamosas parabasais e intermediárias, células colunares e histiócitos.
• Após a coloração do esfregaço segue-se a etapa conhecida como clareamento, que promove a transparência celular dado pelo xilol
Avaliação microscópica das amostras citológicas
Lesões pré-cancerosas e carcinoma escamoso do colo uterino
• A maioria dos carcinomas escamosos do colo uterino se origina do epitélio metaplásico escamoso na zona de transformação, que é mais suscetívelà ação do papiloma vírus humano (HPV). 
• Há mais de 150 tipos de HPV, embora somente cerca de 30 tipos sejam relacionados com o aumento do risco para câncer cervical. Comumente o HPV é classificado nos tipos de baixo e de alto risco, de acordo com a sua menor ou maior associação com o câncer de colo. Os primeiros compreendem especialmente o HPV 6 e 11, e os de alto risco são representados mais frequentemente pelos tipos 16, 18, 31 e 45 que contribuem para mais de 80% dos cânceres cervicais
• O vírus HPV infecta as células basais da camada germinativa do epitélio escamoso permanecendo inicialmente em estado epissomal (infecção latente) com baixo nível de replicação viral. Com o amadurecimento das células escamosas há uma intensa replicação viral. Há finalmente a expressão de genes com a produção das proteínas do capsídeo viral e a liberação das partículas virais completas que a partir daí infectam outras células. 
• Lesões intraepiteliais escamosas de baixo grau (NIC1) são relacionadas à replicação viral produtiva. Certas infecções por HPVs de alto risco progridem para lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (NIC2 e NIC3).
 
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