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A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. PROVAS ILEGAIS E ILÍCITAS 1. (EF-DPP132) A respeito dos atos de comunicação processual, de nulidades, de provas e do princípio do livre convencimento motivado, julgue o item a seguir, de acordo com o CPP. Admitem-se provas derivadas de prova ilícita quando aquelas puderem ser obtidas por fonte independente, caso em que o regular andamento da investigação criminal pode conduzir ao fato objeto da prova. 2. (EF-DPP133) Policiais, durante investigação de delito de tráfico de entorpecentes, entraram ilegalmente na casa de Orlando, onde suspeitavam haver provas da materialidade do crime objeto da investigação em andamento. Na incursão ilegal, confirmaram as suspeitas e, com base na informação, a autoridade policial representou ao juiz pela expedição de mandado de busca e apreensão. O magistrado, de boa-fé, pois não tinha ciência da atitude anterior dos policiais, expediu o respectivo mandado e os policiais, de posse dele, entraram legalmente na residência de Orlando e lograram êxito em apreender elementos capazes de comprovar a materialidade do crime. Nessa hipótese, assinale a alternativa correta. a) A busca e apreensão é uma prova lícita pois foi determinada pelo juiz competente de boa-fé. b) A busca e apreensão não poderá ser considerada prova lícita, pois eivada de ilicitude derivada, devendo ser desentranhada. c) A prova ilícita poderá ser admitida desde que seja a única possível para comprovar a responsabilidade penal do agente. d) Não há determinação legal de desentranhamento da prova derivada da ilícita, apenas da prova originalmente ilícita. e) Como não há nexo causal entre a incursão ilegal e o mandado de busca e apreensão, não há que se falar em desentranhamento da prova. 3. (EF-DPP134) Nos termos da legislação processual penal vigente acerca das provas, analise as afirmativas. I. São válidas as demais provas autônomas, quando não evidenciado o nexo de causalidade com as provas consideradas ilícitas. II. São lícitas as provas derivadas quando puderem ser obtidas por uma fonte independente das provas consideradas ilícitas. III. Considera-se fonte independente aquela que, por si só, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal. IV. A decisão judicial que reconhece a ilicitude da prova e determina o seu desentranhamento pode ser atacada por recurso das partes, a qualquer tempo. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. Estão corretas as afirmativas a) I e IV, apenas. b) I, II, III e IV. c) II e III, apenas. d) I, II e III, apenas. e) III e IV, apenas. 4. (EF-DPP135) João e Alberto, policiais militares, receberam denúncia anônima no sentido de que Marcos estava praticando atos de traficância em seu domicílio. Dessa forma, os agentes públicos se dirigiram ao local e, sem a realização de diligências adicionais, ingressaram no imóvel, inexistindo autorização do proprietário. No interior da residência, os policiais arrecadaram sete quilos de cocaína e um caderno, no qual havia anotações de contabilidade do tráfico de drogas e um endereço. Ato contínuo, os policiais diligenciaram ao local indicado, tratando-se de um armazém, onde encontraram mais três quilos de cocaína. Nesse cenário, considerando as disposições do Código de Processo Penal e a jurisprudência dominante dos Tribunais Superiores, é correto afirmar que: a) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são ilícitos. No mesmo sentido, as provas angariadas no armazém são ilícitas, em razão da teoria da fonte independente; b) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são ilícitos. No mesmo sentido, as provas angariadas no armazém são ilícitas, em razão da teoria dos frutos da árvore envenenada; c) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são lícitos. Por outro lado, as provas angariadas no armazém são ilícitas, em razão da teoria dos frutos da árvore envenenada; d) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são ilícitos. Por outro lado, as provas angariadas no armazém são lícitas, em razão da teoria da serendipidade; e) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos e as provas angariadas no armazém são lícitas, em razão da teoria da descoberta inevitável. 5. (EF-DPP136) Ainda acerca do processo penal brasileiro, julgue o item que se segue. Sempre serão declaradas nulas as provas derivadas das ilícitas, em razão de preceito constitucional. 6. (EF-DPP137) A teoria da serendipidade, acolhida pela doutrina e julgados dos tribunais, consiste: a) No direito constitucional do acusado de não formular prova contra si mesmo. b) Na convalidação da prova obtida por meio de confissão do Acusado. c) No encontro da “prova fortuita”. d) Na antecipação da prova perecível e impossível de ser repetida no processo. 7. (EF-DPP138) Com relação a provas, julgue o próximo item. Provas obtidas por meios ilícitos podem excepcionalmente ser admitidas se beneficiarem o réu. 8. (EF-DPP139) Nos termos do Código de Processo Penal Brasileiro (Decreto-lei nº 3.689/1941), são inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. Considera-se fonte independente: a) Aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. b) Aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, não seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. c) Aquela que por si só, independente dos trâmites típicos e de praxe, não seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. d) Aquela que não produz resultados por si mesma. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 A assinaturano processo para a qual será utilizada. Nesse sentido1: 1 https://www.dizerodireito.com.br/2014/09/prova-emprestada-oriunda-de-processo-no.html Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 4 A resposta é SIM. Nesse sentido: Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 1 SUMÁRIO PROVAS ................................................................................................................................ 2 Introdução ................................................................................................................................... 2 Conceito .................................................................................................................................. 2 Espécies ....................................................................................................................................... 2 Provas: Diretas e Indiretas ....................................................................................................... 2 Provas: Cautelares, Não Repetíveis e Antecipadas ................................................................... 3 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 2 PROVAS INTRODUÇÃO CONCEITO Segundo Norberto Avena1, prova é “o conjunto de elementos produzidos pelas partes ou determinados pelo juiz visando à formação do convencimento quanto a atos, fatos e circunstâncias”. Os elementos de informação são colhidos no curso da investigação preliminar e não são submetidos ao crivo do contraditório. Nesse sentido, o juiz não pode fundamentar a sentença condenatória exclusivamente nos elementos de informação, conforme art. 155 do CPP. Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas. ESPÉCIES PROVAS: DIRETAS E INDIRETAS A prova direta é aquela que demonstra o fato por si só, ou seja, com apenas uma única análise lógica, como exemplo, a doutrina cita o depoimento da testemunha que presenciou o ato criminoso. Por outro lado, prova indireta¸ segundo Norberto Avena 2 , é aquela que não demonstra, diretamente, determinado ato ou fato, mas que permite deduzir tais circunstâncias a partir de um raciocínio lógico irrefutável, como exemplo, o álibi. De forma esquematizada: 1 Avena, Norberto. Processo Penal – 13ª. Ed. – Método, 2021, Pág. 472 2 Avena, Norberto. Processo Penal – 13ª. Ed. – Método, 2021, Pág. 474 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 3 PROVAS: CAUTELARES, NÃO REPETÍVEIS E ANTECIPADAS Essa classificação se refere às provas produzidas no curso da fase pré-processual, mas que são aptas a fundamentar a decisão judicial, conforme art. 155 do CPP. Segundo Renato Brasileiro3: 1. PROVAS CAUTELARES - São aquelas em que há risco de desaparecimento do objeto da prova em razão do decurso do tempo. Por exemplo, é a interceptação telefônica; 2. PROVAS NÃO REPETÍVEIS – São aquelas que, uma vez produzidas, não há a possibilidade de serem coletadas novamente, em virtude do desaparecimento, destruição ou perecimento da fonte probatória. Por exemplo, o exame de corpo de delito em crime de lesão corporal leve; 3. PROVAS ANTECIPADAS – São aquelas produzidas com a observância do contraditório real, perante autoridade judicial, em momento processual distinto daquele legalmente previsto, em virtude de urgência e relevância. Como exemplo, depoimento de testemunha moribunda; De forma esquematizada: 3 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 658 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 4 A resposta é NÃO. O tema, inclusive, é objeto de súmula do STJ. Nesse caso, prevalece que SIM. Nesse sentido: Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 PROVAS Fonte de Prova, Meio de Prova e Meio de Obtenção de Prova Indício Conceito PROVAS Provas: Nominadas e Inominadas Prova Emprestada PROVAS Introdução Conceito Espécies Provas: Diretas e Indiretas Provas: Cautelares, Não Repetíveis e AntecipadasDSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. GABARITO QUESTÃO RESPOSTA QUESTÃO RESPOSTA 1 CERTO 5 ERRADO 2 B 6 C 3 D 7 CERTO 4 B 8 A GABARITO COMENTADO 1. (EF-DPP132) A respeito dos atos de comunicação processual, de nulidades, de provas e do princípio do livre convencimento motivado, julgue o item a seguir, de acordo com o CPP. Admitem-se provas derivadas de prova ilícita quando aquelas puderem ser obtidas por fonte independente, caso em que o regular andamento da investigação criminal pode conduzir ao fato objeto da prova. GABARITO CERTO A teoria da fonte independente afirma que se a acusação conseguir demonstrar que obteve novos elementos de informação por meio de fonte autônoma de prova, sem relação de dependência com a prova ilícita, não haverá contaminação. Sua previsão legal consta na parte final do art. 157, §1º, CPP. Art. 157, §1º, CPP – São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. O §2º traz a definição de prova independente. Art. 157, §2º, CPP – Considera-se fonte independente aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. 2. (EF-DPP133) Policiais, durante investigação de delito de tráfico de entorpecentes, entraram ilegalmente na casa de Orlando, onde suspeitavam haver provas da materialidade do crime objeto da investigação em andamento. Na incursão ilegal, confirmaram as suspeitas e, com base na informação, a autoridade policial representou ao juiz pela expedição de mandado de busca e apreensão. O magistrado, de boa-fé, pois não tinha ciência da atitude anterior dos policiais, expediu o respectivo mandado e os policiais, de posse dele, entraram legalmente na residência de Orlando e lograram êxito em apreender elementos capazes de comprovar a materialidade do crime. Nessa hipótese, assinale a alternativa correta. a) A busca e apreensão é uma prova lícita pois foi determinada pelo juiz competente de boa-fé. b) A busca e apreensão não poderá ser considerada prova lícita, pois eivada de ilicitude derivada, devendo ser desentranhada. c) A prova ilícita poderá ser admitida desde que seja a única possível para comprovar a responsabilidade penal do agente. d) Não há determinação legal de desentranhamento da prova derivada da ilícita, apenas da prova originalmente ilícita. e) Como não há nexo causal entre a incursão ilegal e o mandado de busca e apreensão, não há que se falar em desentranhamento da prova. GABARITO B Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. Segundo Norberto Avena, prova ilícita por derivação é aquela que, embora lícita na própria essência, decorre exclusivamente de outra prova, considerada ilícita ou de uma situação de ilegalidade, restando, portanto, contaminada. Trata-se da teoria dos frutos da árvore envenenada, de origem norte- americana, que afirma que a ilicitude da prova contamina todas aquelas obtidas por derivação, ou seja, o defeito no tronco afeta os seus frutos. A vedação à utilização da prova derivada da ilícita é prevista no art. 157, §1º, CPP. Art. 157, §1º, CPP – São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. Assim, embora o cumprimento do Mandado de Busca e Apreensão seja essencialmente lícito, eis que embasado em ordem judicial, a expedição deste foi calcada em prova ilícita. 3. (EF-DPP134) Nos termos da legislação processual penal vigente acerca das provas, analise as afirmativas. I. São válidas as demais provas autônomas, quando não evidenciado o nexo de causalidade com as provas consideradas ilícitas. II. São lícitas as provas derivadas quando puderem ser obtidas por uma fonte independente das provas consideradas ilícitas. III. Considera-se fonte independente aquela que, por si só, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal. IV. A decisão judicial que reconhece a ilicitude da prova e determina o seu desentranhamento pode ser atacada por recurso das partes, a qualquer tempo. Estão corretas as afirmativas a) I e IV, apenas. b) I, II, III e IV. c) II e III, apenas. d) I, II e III, apenas. e) III e IV, apenas. GABARITO D Afirmativas I, II e III: Corretas. Art. 157, §1º, CPP – São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. Art. 157, §2º, CPP – Considera-se fonte independente aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. Afirmativa IV: Incorreta. O recurso contra a decisão que determina o desentranhamento da prova ilícita está sujeito a preclusão, não podendo ser intentado a qualquer tempo: Art. 157, § 3º, CPP – Preclusa a decisão de desentranhamento da prova declarada inadmissível, esta será inutilizada por decisão judicial, facultado às partes acompanhar o incidente. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. 4. (EF-DPP135) João e Alberto, policiais militares, receberam denúncia anônima no sentido de que Marcos estava praticando atos de traficância em seu domicílio. Dessa forma, os agentes públicos se dirigiram ao local e, sem a realização de diligências adicionais, ingressaram no imóvel, inexistindo autorização do proprietário. No interior da residência, os policiais arrecadaram sete quilos de cocaína e um caderno, no qual havia anotações de contabilidade do tráfico de drogas e um endereço. Ato contínuo, os policiais diligenciaram ao local indicado, tratando-se de um armazém, onde encontraram mais três quilos de cocaína. Nesse cenário, considerando as disposições do Código de Processo Penal e a jurisprudência dominante dos Tribunais Superiores, é correto afirmar que: a) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são ilícitos. No mesmo sentido, as provas angariadas no armazém são ilícitas, em razão da teoria da fonte independente; b) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são ilícitos. No mesmo sentido, as provas angariadas no armazém são ilícitas, em razão da teoria dos frutos da árvore envenenada; c) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são lícitos. Por outro lado, as provas angariadas no armazém são ilícitas, em razão da teoria dos frutos da árvore envenenada; d) os elementos probatórios arrecadados no imóvelde Marcos são ilícitos. Por outro lado, as provas angariadas no armazém são lícitas, em razão da teoria da serendipidade; e) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos e as provas angariadas no armazém são lícitas, em razão da teoria da descoberta inevitável. GABARITO B Segundo Norberto Avena, prova ilícita por derivação é aquela que, embora lícita na própria essência, decorre exclusivamente de outra prova, considerada ilícita ou de uma situação de ilegalidade, restando, portanto, contaminada. Trata-se da teoria dos frutos da árvore envenenada, de origem norte- americana, que afirma que a ilicitude da prova contamina todas aquelas obtidas por derivação, ou seja, o defeito no tronco afeta os seus frutos. A vedação à utilização da prova derivada da ilícita é prevista no art. 157, §1º, CPP. Art. 157, §1º, CPP – São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. Assim, as provas angariadas no armazém são ilícitas, eis que decorreram da arrecadação inconstitucional de elementos probatórios no imóvel de marcos. 5. (EF-DPP136) Ainda acerca do processo penal brasileiro, julgue o item que se segue. Sempre serão declaradas nulas as provas derivadas das ilícitas, em razão de preceito constitucional. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. GABARITO ERRADO As provas derivadas de ilícitas poderão ser admitidas se puderem ser obtidas por fonte independente: Art. 157, §1º, CPP – São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. 6. (EF-DPP137) A teoria da serendipidade, acolhida pela doutrina e julgados dos tribunais, consiste: a) No direito constitucional do acusado de não formular prova contra si mesmo. b) Na convalidação da prova obtida por meio de confissão do Acusado. c) No encontro da “prova fortuita”. d) Na antecipação da prova perecível e impossível de ser repetida no processo. GABARITO C Segundo Renato Brasileiro, a teoria do encontro fortuito ou casual de provas (serendipidade) ocorre nos casos em que, no cumprimento de uma diligência relativa a um delito, a autoridade policial casualmente encontra provas pertinentes à outra infração penal (crime achado), que não estavam na linha de desdobramento normal da investigação. 7. (EF-DPP138) Com relação a provas, julgue o próximo item. Provas obtidas por meios ilícitos podem excepcionalmente ser admitidas se beneficiarem o réu. GABARITO CERTO De acordo com a doutrina e jurisprudência majoritária, é possível a utilização de provas ilícitas em favor do réu, quando for a única forma de comprovar sua inocência. Dessa maneira, com fundamento no princípio da proporcionalidade, há prevalência da proteção do inocente injustamente acusado. 8. (EF-DPP139) Nos termos do Código de Processo Penal Brasileiro (Decreto-lei nº 3.689/1941), são inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. Considera-se fonte independente: a) Aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. b) Aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, não seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. c) Aquela que por si só, independente dos trâmites típicos e de praxe, não seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. d) Aquela que não produz resultados por si mesma. GABARITO A O §2º do art. 157 do Código de Processo Penal traz a definição de prova independente: Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. Art. 157, §2º, CPP – Considera-se fonte independente aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 1 SUMÁRIO PROVAS .................................................................................................................... 2 Teoria do Encontro Fortuito de Provas (Serendipidade)............................................ 2 Conceito ...................................................................................................................... 2 Jurisprudência ............................................................................................................. 2 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 2 PROVAS TEORIA DO ENCONTRO FORTUITO DE PROVAS (SERENDIPIDADE) CONCEITO Segundo Renato Brasileiro 1 , a teoria do encontro fortuito ou casual de provas (serendipidade) ocorre nos casos em que, no cumprimento de uma diligência relativa a um delito, a autoridade policial casualmente encontra provas pertinentes à outra infração penal (crime achado), que não estavam na linha de desdobramento normal da investigação. Por exemplo, durante a interceptação telefônica autorizada para apurar o crime de tráfico de drogas, o interceptado menciona uma suposta prática de homicídio, sendo, portanto, uma descoberta fortuita. JURISPRUDÊNCIA A resposta é SIM. Nesse sentido: 1 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 699 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 3 A resposta é NÃO. Na busca e apreensão em escritório de advocacia, não é possível a apreensão de documentos relativos a clientes do advogado que não sejam formalmente investigados, pois há a garantia do sigilo profissional. Nesse sentido: Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 1 SUMÁRIO Provas Ilegais ......................................................................................................................1 Prova Ilícita por Derivação ........................................................................................... 2 Conceito ...................................................................................................................... 2 Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada ................................................................ 2 Exceções à Ilicitude da Prova por Derivação ............................................................ 3 Teoria da Fonte Independente ................................................................................. 3 Teoria da Descoberta Inevitável ............................................................................... 3 Teoria da Mancha Purgada ...................................................................................... 4 Comparativo ............................................................................................................... 4 Inutilização da Prova Ilícita ........................................................................................... 4 PROVAS ILEGAIS Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 2 PROVA ILÍCITA POR DERIVAÇÃO CONCEITO Segundo Norberto Avena1, prova ilícita por derivação é aquela que, embora lícita na própria essência, decorre exclusivamente de outra prova, considerada ilícita ou de uma situação de ilegalidade, restando, portanto, contaminada.‘ TEORIA DOS FRUTOS DA ÁRVORE ENVENENADA A teoria dos frutos da árvore envenenada, de origem norte-americana, afirma que a ilicitude da prova contamina todas aquelas obtidas por derivação, ou seja, o defeito no tronco afeta os seus frutos. A vedação à utilização da prova derivada da ilícita é prevista no art. 157, §1º, CPP. Art. 157, § 1o São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. Trata-se de um famoso julgado ocorrido nos EUA, em que o réu (Ernesto Miranda) confesso foi absolvido, pois os agentes policiais não lhe avisaram do direito de permanecer em silêncio e não produzir prova contra si mesmo. 1 Avena, Norberto. Processo Penal – 13ª. Ed. – Método, 2021, Pág. 495 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 3 EXCEÇÕES À ILICITUDE DA PROVA POR DERIVAÇÃO TEORIA DA FONTE INDEPENDENTE A teoria da fonte independente afirma que se a acusação conseguir demonstrar que obteve novos elementos de informação por meio de fonte autônoma de prova, sem relação de dependência com a prova ilícita, não haverá contaminação. Sua previsão legal consta na parte final do art. 157, §1º, CPP. Art. 157, § 1o São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. Aliás, o §2º traz a definição de prova independente. § 2o Considera-se fonte independente aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. Como exemplo: TEORIA DA DESCOBERTA INEVITÁVEL A teoria da descoberta inevitável afirma que deve ser considerada válida a prova derivada da ilícita que, de qualquer modo, seria produzida, independentemente da prova ilícita originária. Situação Hipotética: No exemplo acima, apesar da violação do domicílio, a prova será considerada válida, pois de toda forma já havia um mandado judicial que autorizaria a entrada legal. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 4 TEORIA DA MANCHA PURGADA A teoria da mancha purgada afirma que a prova derivada da ilícita será válida caso haja atenuação do nexo causal. Nesse sentido, Renato Brasileiro2 afirma que: Por exemplo: Assim, apesar da ilegalidade da apreensão das drogas diante do comportamento superveniente do agente, a confissão poderá fundamentar a persecução penal. COMPARATIVO Para facilitar a compreensão do tema: INUTILIZAÇÃO DA PROVA ILÍCITA 2 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 658 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 5 A prova ilícita é inadmissível no processo penal. Assim, uma vez verificada sua ilicitude ou ilegalidade, a prova deverá ser desentranhada dos autos e, posteriormente, inutilizada, conforme art. 157, §3º, do CPP. Art. 157, § 3o Preclusa a decisão de desentranhamento da prova declarada inadmissível, esta será inutilizada por decisão judicial, facultado às partes acompanhar o incidente. Destaca-se que o §5º do art. 157, incluído pela Lei do Pacote Anticrime, foi declarado inconstitucional pelo STF. Art. 157, § 5º O juiz que conhecer do conteúdo da prova declarada inadmissível não poderá proferir a sentença ou acórdão. Nesse sentido: Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 1 SUMÁRIO Provas Ilegais ........................................................................................................... 2 Introdução ...................................................................................................................... 2 Conceito ...................................................................................................................... 2 Espécies ........................................................................................................................... 3 Provas Ilícitas ............................................................................................................... 3 Provas Ilegítimas .......................................................................................................... 3 Comparativo ............................................................................................................... 3 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 2 PROVAS ILEGAIS INTRODUÇÃO CONCEITO A prova ilegal é um gênero que admite 02 espécies: prova ilícita e prova ilegítima. A vedação à utilização da prova ilegal tem previsão constitucional, conforme seu art. 5º, LVI. Art. 5º, LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; No mesmo sentido: Art. 157, CPP. São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. A resposta é SIM. De acordo com a doutrina e jurisprudência majoritária, é possível a utilizaçãode provas ilícitas em favor do réu, quando for a única forma de comprovar sua inocência. Dessa maneira, com fundamento no princípio da proporcionalidade, há prevalência da proteção do inocente injustamente acusado. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 3 ESPÉCIES PROVAS ILÍCITAS A prova ilícita é aquela obtida por meio de violação às normas de direito material, ou seja, penal ou constitucional. Por exemplo, a prova obtida mediante interceptação telefônica sem autorização judicial é considerada ilícita, diante da violação do art. 5º, XII, da CF/88. PROVAS ILEGÍTIMAS A prova ilícita é aquela obtida por meio de violação às normas de direito processual. Por exemplo, o depoimento da testemunha, sem que o juiz lhe tome o compromisso de dizer a verdade, é considerada prova ilegítima, diante da violação do art. 203 do CPP. COMPARATIVO Para facilitar a compreensão do tema abordado: Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 1 SUMÁRIO PROVAS .................................................................................................................... 2 Sistemas de Avaliação da Prova ................................................................................. 2 Conceito e Espécies ................................................................................................... 2 Sistema da Íntima Convicção ................................................................................... 2 Sistema da Prova Tarifada ......................................................................................... 3 Sistema do Livre Convencimento Motivado ........................................................... 3 Comparativo ............................................................................................................... 4 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 2 PROVAS SISTEMAS DE AVALIAÇÃO DA PROVA CONCEITO E ESPÉCIES O sistema de avaliação da prova é a forma que o juiz apreciará as provas produzidas para o julgamento. A doutrina apresenta 03 teorias distintas: SISTEMA DA ÍNTIMA CONVICÇÃO Segundo Renato Brasileiro1, o sistema da íntima convicção é aquele em que o juiz é livre para valorar as provas, inclusive aquelas que não se encontram nos autos, não sendo obrigado a fundamentar seu convencimento. É o sistema adotado no Tribunal do Júri, conforme se verifica do art. 5º, XXXVIII, da Constituição Federal. Art. 5º, XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: a) a plenitude de defesa; b) o sigilo das votações; c) a soberania dos veredictos; d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida; 1 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 681 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 3 SISTEMA DA PROVA TARIFADA O sistema da prova tarifada (certeza moral do legislador ou da prova legal) é aquele em que o legislador preestabelece o valor probatório do meio de prova. Em regra, o sistema da prova tarifada não é adotado no processo penal, mas há hipóteses específicas em que se admite sua aplicação. Art. 155, parágrafo único. Somente quanto ao estado das pessoas serão observadas as restrições estabelecidas na lei civil. Art. 62. No caso de morte do acusado, o juiz somente à vista da certidão de óbito, e depois de ouvido o Ministério Público, declarará extinta a punibilidade. SISTEMA DO LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO Segundo Renato Brasileiro2, o sistema do livre convencimento motivado (persuasão racional) é aquele em que o magistrado tem ampla liberdade na valoração das provas constantes dos autos, as quais têm, legal e abstratamente, o mesmo valor, porém se vê obrigado a fundamentar sua decisão. É o sistema adotado no Processo Penal brasileiro, conforme art. 93, IX, da Constituição Federal. 2 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 683 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 4 Art. 93, IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; E no art. 155, caput, do CPP. Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas. COMPARATIVO Para facilitar a compreensão do tema ora abordado: Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 1 SUMÁRIO PROVAS .................................................................................................................... 2 Sistemas Processuais ...................................................................................................... 2 Sistema Inquisitorial ..................................................................................................... 2 Sistema Acusatório ..................................................................................................... 2 Sistema Misto (ou Francês) ........................................................................................ 2 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 2 PROVAS SISTEMAS PROCESSUAIS SISTEMA INQUISITORIAL O sistema inquisitorial é caracterizado pela concentração das funções de acusar, defender e julgar na pessoa do juiz. Trata-se de modelo típico de sistemas ditatoriais e incompatível com os direitos e garantias fundamentais. SISTEMA ACUSATÓRIO O sistema acusatório é caracterizado pela separação das funções de acusar, defender e julgar, ficando, esta, a cargo de um juiz imparcial. É o sistema processual adotado no Brasil. SISTEMA MISTO (OU FRANCÊS) Trata-se de um modelo intermediário entre os sistemas acusatório e inquisitorial. Segundo Renato Brasileiro1: É chamado de mistoporquanto abrange duas fases processuais distintas: a primeira fase é tipicamente inquisitorial, destituída de publicidade e ampla defesa, com instrução escrita e secreta, sem acusação e, por isso, sem contraditório. (...) Na segunda fase, de caráter acusatório, o órgão acusador apresenta a acusação, o réu se defende e o juiz julga, vigorando, em regra, a publicidade, a oralidade, a isonomia processual e o direito de manifestar-se a defesa depois da acusação. De forma esquematizada: 1 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 45 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 3 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 1 SUMÁRIO PROVAS ................................................................................................................................ 2 Fonte de Prova, Meio de Prova e Meio de Obtenção de Prova .................................................... 2 Indício ......................................................................................................................................... 3 Conceito .................................................................................................................................. 3 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 2 PROVAS FONTE DE PROVA, MEIO DE PROVA E MEIO DE OBTENÇÃO DE PROVA A fonte de prova é de onde se consegue a prova, que pode ser pessoas (fontes pessoais) ou coisas (fontes reais). Como exemplo, as pessoas que presenciaram o crime são fontes de prova, pois poderão prestar depoimento como testemunhas. O meio de prova é a própria prova, ou seja, o elemento que serve de fundamento para o convencimento do juiz. Por exemplo, o laudo pericial é um meio de prova e pode ser utilizado como informação válida a comprovar a materialidade delitiva. Por outro lado, o meio de obtenção de prova é o procedimento utilizado para adquirir a prova. Dessa forma, não é apto, por si só, ao convencimento do juiz. Como exemplo, cita-se a colaboração premiada que, sozinha, não pode fundamentar a condenação criminal. De forma esquematizada: Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 3 INDÍCIO CONCEITO Segundo Renato Brasileiro1, indício é um fato provado que permite, por inferência, concluir pela ocorrência de outro fato, ou seja, sinônimo de prova indireta. Nesse sentido, é o art. 239 do CPP. Art. 239. Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias. O tema é bastante polêmico. Prevalece o entendimento de que apenas excepcionalmente é possível a condenação criminal com base apenas em indícios e presunções. Nesse sentido, ainda que o sistema processual tenha adotado a persuasão racional do juiz (CPP, art. 155, caput), deve ser observado o princípio da presunção de inocência. 1 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 658 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 1 SUMÁRIO PROVAS .................................................................................................................... 2 Ônus da Prova ................................................................................................................ 2 Conceito ...................................................................................................................... 2 Ônus da Prova no Processo Penal ............................................................................ 2 Produção de Prova de Ofício pelo Juiz ................................................................... 4 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 2 PROVAS ÔNUS DA PROVA CONCEITO Inicialmente, o ônus representa uma faculdade conferida à parte de realizar algo que lhe permita ter uma condição mais favorável no processo. Como exemplo, a parte pode deixar de recorrer da decisão condenatória, contudo terá que suportar as consequências da pena imposta. Dessa forma, o ônus não se confunde com uma obrigação que, se não adimplida, configura uma conduta ilícita. No processo penal, o ônus da prova é previsto no art. 156, caput, do CPP. Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de ofício: Assim, o ônus da prova é o encargo que as partes têm de comprovar suas alegações em juízo, sob pena de ter que suportar a decisão judicial desfavorável às suas teses. ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL No processo penal, apesar do princípio in dubio pro reo, o ônus da prova não é exclusivo da acusação, conforme art. 156, caput, do CPP. Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de ofício: Nesse sentido, cabe à acusação comprovar a existência do fato típico e o elemento subjetivo (fatos constitutivos), ao passo que, para a defesa, incumbe demonstrar fatos extintivos, tais como excludentes de ilicitude, culpabilidade ou de extinção de punibilidade. De forma esquematizada: Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 3 A prova diabólica é aquela impossível ou excessivamente difícil de ser produzida pela parte, como exemplo, a comprovação de fato negativo (e.g. provar que não é culpado). No processo penal, é vedada a imposição de prova diabólica em desfavor do réu. Nesse sentido: Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 4 PRODUÇÃO DE PROVA DE OFÍCIO PELO JUIZ O art. 3º-A do CPP, com redação dada pelo Pacote Anticrimes (Lei nº 13.964/19), afirma que: Art. 3º-A. O processo penal terá estrutura acusatória, vedadas a iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da atuaçãoprobatória do órgão de acusação. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) Nesse sentido, o legislador vedou a atuação probatória, de ofício, pelo juiz na fase de pré-processual. Contudo, ainda persiste a polêmica acerca da possibilidade de o juiz produzir provas de ofício na fase processual, conforme aduz o art. 156, II, do CPP. Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de ofício: (...) II – determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a realização de diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante. Há corrente doutrinária que alega a incompatibilidade da atuação de ofício do juiz com o sistema acusatório. Nesse sentido, Renato Brasileiro1. Enfim, ou a produção de provas é tarefa das partes e se está diante de um modelo acusatório (...) ou é do juiz (...), e se está diante de modelo diverso, qual seja, o inquisitório. Por outro lado, há quem defenda a atuação probatória do juiz de forma excepcional, em apreço ao princípio da verdade real. Nesse sentido, Norberto Avena2. Compreende-se, enfim, possível, que o juiz ordene a realização oficiosa de provas, condicionando-se esta faculdade, contudo, a que esta deliberação judicial tenha o objetivo de sanar dúvida surgida a partir das provas requeridas ou trazidas pelas partes, com que, não haverá qualquer incompatibilidade com o sistema acusatório (...) 1 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 106 2 Avena, Norberto. Processo Penal – 13ª. Ed. – Método, 2021, Pág. 484 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 PROVAS - CONCEITOS, ESPÉCIES, FONTE, MEIO E MEIO DE OBTENÇÃO 1. (EF-DPP229) No que se refere à prova emprestada, conforme as normas do direito processual penal brasileiro, julgue os próximos itens. I. É inadmissível a utilização de prova emprestada quando as partes forem diferentes. II. É assegurada a utilização de prova emprestada, desde que seja assegurado às partes o direito de manifestação acerca do teor dos elementos compartilhados. III. Não pode ser admitida prova emprestada se produzida em inquérito distinto daquele no qual se pretende utilizá-la. Assinale a opção correta. a) Apenas o item II está certo. b) Apenas o item III está certo. c) Apenas os itens I e II estão certos. d) Apenas os itens I e III estão certos. e) Todos os itens estão certos. 2. (EF-DPP230) Quanto ao tema das provas, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa: I. Provas cautelares são aquelas produzidas com a observância do contraditório real, perante a autoridade judicial, em momento processual diverso daquele legalmente previsto, ou até mesmo antes do início do processo. II. Provas antecipadas são aquelas produzidas quando há risco do desaparecimento do objeto da prova em razão do decurso do tempo, em relação às quais o contraditório será diferido. III. A interceptação telefônica é exemplo de prova cautelar. IV. Fonte de prova é uma expressão utilizada para se referir às pessoas ou coisas pelo meio das quais se obtém a prova, ou seja, cometido o fato delituoso, tudo o que possa servir para elucidar a existência desse fato pode ser conceituado como fonte de prova. V. O exame de corpo de delito em crime de lesão corporal leve é um exemplo de prova não repetível. a) Todas as assertivas estão corretas. b) Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas. c) Apenas as assertivas III, IV e V estão corretas d) d) Apenas as assertivas II, III e V estão corretas. e) Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas. 3. (EF-DPP231) Segundo o art. 155 do Código de Processo Penal, “o juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas”. Pode-se diferenciar os três tipos de provas mencionados no texto legal da seguinte forma: a) as provas cautelares são aquelas em que o contraditório e a ampla defesa são respeitados, uma vez que se configura como prova processual; as provas não repetíveis e as provas antecipadas, por serem A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 provas pré-processuais, possuem contraditório mitigado. b) as provas cautelares podem ser exemplificadas com aquelas provenientes de quebras de sigilo, como a interceptação telefônica, produzidas durante a fase investigativa; as provas não repetíveis podem ser exemplificadas como aquelas que só acontecem por autorização judicial, a exemplo da colheita do testemunho de pessoa gravemente enferma; e as provas antecipadas são aquelas feitas no curso da investigação, por meio de ações policiais, como o exame de corpo de delito. c) as provas cautelares são admitidas no direito brasileiro para garantir a consecução da justiça quando houver risco de desaparecimento da prova antes do término do processo judicial; já as provas não repetíveis e as provas antecipadas, apesar de previstas no Código do Processo Penal, não foram recepcionadas pela Constituição Federal de 1988, em respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa. d) os três tipos de provas citados são admitidos no direito brasileiro, desde que, no momento de sua consecução, seja garantida a observância do contraditório e da ampla defesa, todavia elas se diferenciam pelo seu objeto. As provas cautelares têm como objeto o atendimento à decisão judicial no curso do inquérito; as provas não repetíveis servem para garantir que o perecimento do objeto não prejudique o processo; e as provas antecipadas são aquelas que possuem como objeto a decisão discricionária da autoridade policial. e) as provas cautelares são aquelas em que há um risco de desaparecimento do objeto da prova por decurso do tempo; as provas não repetíveis são aquelas que não podem ser reproduzidas genuinamente em juízo; e as provas antecipadas são aquelas feitas, mediante autorização judicial, em momento processual distinto do legalmente previsto. 4. (EF-DPP232) Em relação à prova, avalie as afirmativas a seguir e assinale V para a verdadeira e F para a falsa. I. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial. II. O juiz pode fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. III. As provas cautelares, não repetíveis e antecipadas não devem influenciar a convicção do juiz. As afirmativas são, respectivamente, a) V, V e V. b) V, F e V. c) F, V e F. d) V, F e F. e) F, F e F. 5. (EF-DPP233) Acerca das disposições relativas à prova no processo penal, julgue o item seguinte. O Código de Processo Penal elencou, taxativamente, os meios de prova, não sendo aceitos, por consequência, aquelesconsiderados atípicos ou inominados. 6. (EF-DPP234) Quanto aos princípios, meios e conceitos da investigação criminal, julgue o item a seguir. Documento público que comprove determinado fato delituoso sob investigação e que seja apreendido no cumprimento de mandado de prisão funcionará como meio de prova, enquanto o mandado de busca será caracterizado como meio de obtenção de fontes materiais de prova. A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 7. (EF-DPP235) Indício é: a) a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias. b) a circunstância conhecida que, podendo ou não ter relação com o fato, autorize investigar-se a existência de outra ou outras circunstâncias. c) a circunstância que, não tendo relação com o fato, autorize, por indução, a investigação de outra ou outras circunstâncias. d) todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, que se relaciona à infração penal. e) a circunstância que, não tendo relação com o fato, se relaciona à infração penal. A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 GABARITO QUESTÃO RESPOSTA QUESTÃO RESPOSTA 1 A 5 ERRADO 2 C 6 CERTO 3 E 7 A 4 D GABARITO COMENTADO 1. (EF-DPP229) No que se refere à prova emprestada, conforme as normas do direito processual penal brasileiro, julgue os próximos itens. I. É inadmissível a utilização de prova emprestada quando as partes forem diferentes. II. É assegurada a utilização de prova emprestada, desde que seja assegurado às partes o direito de manifestação acerca do teor dos elementos compartilhados. III. Não pode ser admitida prova emprestada se produzida em inquérito distinto daquele no qual se pretende utilizá-la. Assinale a opção correta. a) Apenas o item II está certo. b) Apenas o item III está certo. c) Apenas os itens I e II estão certos. d) Apenas os itens I e III estão certos. e) Todos os itens estão certos. GABARITO A I. Incorreta; II. Correta; III. Incorreta. II. Correta. III. Incorreta. Sim. Segundo a jurisprudência do STJ, é admissível a prova emprestada contra quem não figurou no processo originário, desde que seja assegurado o contraditório no processo para a qual será utilizada. É importante destacar que a doutrina majoritária tem entendimento em sentido contrário ao do referido julgado. 2. (EF-DPP230) Quanto ao tema das provas, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa: I. Provas cautelares são aquelas produzidas com a observância do contraditório real, perante a autoridade judicial, em momento processual diverso daquele legalmente previsto, ou até mesmo antes do início do processo. II. Provas antecipadas são aquelas produzidas quando há risco do desaparecimento do objeto da prova em razão do decurso do tempo, em relação às quais o contraditório será diferido. III. A interceptação telefônica é exemplo de prova cautelar. IV. Fonte de prova é uma expressão utilizada para se referir às pessoas ou coisas pelo meio das quais se obtém a prova, ou seja, cometido o fato delituoso, tudo o que possa servir para elucidar a existência desse fato pode ser conceituado como fonte de prova. V. O exame de corpo de delito em crime de lesão corporal leve é um exemplo de prova não repetível. A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 a) Todas as assertivas estão corretas. b) Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas. c) Apenas as assertivas III, IV e V estão corretas. d) Apenas as assertivas II, III e V estão corretas. e) Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas. GABARITO C I. Incorreta; III – Correta. Provas Cautelares: são aquelas em que há risco de desaparecimento do objeto da prova em razão do decurso do tempo e o contraditório é, portanto, postergado. Um exemplo é a interceptação telefônica; II. Incorreta. Provas antecipadas: são aquelas produzidas com a observância do contraditório real, perante autoridade judicial, em momento processual distinto daquele legalmente previsto, em virtude de urgência e relevância. Como exemplo, o depoimento de testemunha moribunda; IV. Correta. A fonte de prova é de onde se consegue a prova, que pode ser pessoas (fontes pessoais) ou coisas (fontes reais). Como exemplo, as pessoas que presenciaram o crime são fontes de prova, pois poderão prestar depoimento como testemunhas. V. Correta. Provas não repetíveis: são aquelas que, uma vez produzidas, não há a possibilidade de serem coletadas novamente, em virtude do desaparecimento, destruição ou perecimento da fonte probatória. De fato, o exame de corpo de delito em crime de lesão corporal leve é exemplo de prova não repetível. 3. (EF-DPP231) Segundo o art. 155 do Código de Processo Penal, “o juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas”. Pode-se diferenciar os três tipos de provas mencionados no texto legal da seguinte forma: a) as provas cautelares são aquelas em que o contraditório e a ampla defesa são respeitados, uma vez que se configura como prova processual; as provas não repetíveis e as provas antecipadas, por serem provas pré-processuais, possuem contraditório mitigado. b) as provas cautelares podem ser exemplificadas com aquelas provenientes de quebras de sigilo, como a interceptação telefônica, produzidas durante a fase investigativa; as provas não repetíveis podem ser exemplificadas como aquelas que só acontecem por autorização judicial, a exemplo da colheita do testemunho de pessoa gravemente enferma; e as provas antecipadas são aquelas feitas no curso da investigação, por meio de ações policiais, como o exame de corpo de delito. c) as provas cautelares são admitidas no direito brasileiro para garantir a consecução da justiça quando houver risco de desaparecimento da prova antes do término do processo judicial; já as provas não repetíveis e as provas antecipadas, apesar de previstas no Código do Processo Penal, não foram recepcionadas pela Constituição Federal de 1988, em respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa. d) os três tipos de provas citados são admitidos no direito brasileiro, desde que, no momento de sua A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 consecução, seja garantida a observância do contraditório e da ampla defesa, todavia elas se diferenciam pelo seu objeto. As provas cautelarestêm como objeto o atendimento à decisão judicial no curso do inquérito; as provas não repetíveis servem para garantir que o perecimento do objeto não prejudique o processo; e as provas antecipadas são aquelas que possuem como objeto a decisão discricionária da autoridade policial. e) as provas cautelares são aquelas em que há um risco de desaparecimento do objeto da prova por decurso do tempo; as provas não repetíveis são aquelas que não podem ser reproduzidas genuinamente em juízo; e as provas antecipadas são aquelas feitas, mediante autorização judicial, em momento processual distinto do legalmente previsto. GABARITO E Provas Cautelares: são aquelas em que há risco de desaparecimento do objeto da prova em razão do decurso do tempo e o contraditório é, portanto, postergado. Provas antecipadas: são aquelas produzidas com a observância do contraditório real, perante autoridade judicial, em momento processual distinto daquele legalmente previsto, em virtude de urgência e relevância. Provas não repetíveis: são aquelas que, uma vez produzidas, não há a possibilidade de serem coletadas novamente, em virtude do desaparecimento, destruição ou perecimento da fonte probatória. 4. (EF-DPP232) Em relação à prova, avalie as afirmativas a seguir e assinale V para a verdadeira e F para a falsa. I. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial. II. O juiz pode fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. III. As provas cautelares, não repetíveis e antecipadas não devem influenciar a convicção do juiz. As afirmativas são, respectivamente, a) V, V e V. b) V, F e V. c) F, V e F. d) V, F e F. e) F, F e F. GABARITO D I. Verdadeira; II. Falsa; III. Falsa. Os elementos de informação são colhidos no curso da investigação preliminar e não são submetidos ao crivo do contraditório. Nesse sentido, o juiz não pode fundamentar a sentença condenatória exclusivamente nos elementos de informação, conforme art. 155 do CPP: Art. 155, CPP - O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas. As provas cautelares, não repetíveis e antecipadas, ainda que produzidas no curso da fase pré-processual, são aptas a fundamentar a decisão judicial. A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 5. (EF-DPP233) Acerca das disposições relativas à prova no processo penal, julgue o item seguinte. O Código de Processo Penal elencou, taxativamente, os meios de prova, não sendo aceitos, por consequência, aqueles considerados atípicos ou inominados. GABARITO ERRADO A prova nominada é aquela descrita em lei, ainda que não contemple seu procedimento. Como exemplo, a doutrina cita a reconstituição do crime (CPP, art. 7º). Por outro lado, a prova inominada é aquela que não consta no ordenamento jurídico e, desde que lícita, é admitida no processo penal. De forma esquematizada: 6. (EF-DPP234) Quanto aos princípios, meios e conceitos da investigação criminal, julgue o item a seguir. Documento público que comprove determinado fato delituoso sob investigação e que seja apreendido no cumprimento de mandado de prisão funcionará como meio de prova, enquanto o mandado de busca será caracterizado como meio de obtenção de fontes materiais de prova. GABARITO CERTO O meio de prova, do qual o documento público é um exemplo, é a própria prova, ou seja, o elemento que serve de fundamento para o convencimento do juiz. Por outro lado, o meio de obtenção de prova é o procedimento utilizado para adquirir a prova. Dessa forma, não é apto, por si só, ao convencimento do juiz. O mandado de busca e apreensão é um exemplo. 7. (EF-DPP235) Indício é: a) a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias. b) a circunstância conhecida que, podendo ou não ter relação com o fato, autorize investigar-se a existência de outra ou outras circunstâncias. c) a circunstância que, não tendo relação com o fato, autorize, por indução, a investigação de outra ou outras circunstâncias. d) todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, que se relaciona à infração penal. e) a circunstância que, não tendo relação com o fato, se relaciona à infração penal. GABARITO A Segundo Renato Brasileiro, indício é um fato provado que permite, por inferência, concluir pela ocorrência de outro fato, ou seja, sinônimo de prova indireta. Nesse sentido, é o art. 239 do CPP: Art. 239, CPP - Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 1 SUMÁRIO PROVAS ................................................................................................................................ 2 Provas: Nominadas e Inominadas ............................................................................................ 2 Prova Emprestada .................................................................................................................... 2 Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 2 PROVAS PROVAS: NOMINADAS E INOMINADAS A prova nominada é aquela descrita em lei, ainda que não contemple seu procedimento. Como exemplo, a doutrina cita a reconstituição do crime (CPP, art. 7º). Por outro lado, a prova inominada é aquela que não consta no ordenamento jurídico e, desde que lícita, é admitida no processo penal. De forma esquematizada: PROVA EMPRESTADA A prova emprestada é aquela produzida em um determinado processo e que vem a ser aproveitada em outro. O fundamento de validade da prova emprestada é a economia processual, bem como o princípio da busca da verdade possível, na medida em que, muitas vezes, não é possível produzi-la novamente. O tema é polêmico. Há corrente que aponta a natureza de prova documental para a prova emprestada, posição que entendo ser majoritária. Nesse sentido, Norberto Avena. Por outro lado, há quem defenda a manutenção da mesma natureza que detinha no processo original. Nesse sentido, Renato Brasileiro. Ewerton magno maia Silva ewertonjurista@gmail.com 607.476.113-27 Made with Xodo PDF Reader and EditorMade with Xodo PDF Reader and Editor https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 https://xodo.onelink.me/MzCS/r9imbau3 3 A resposta é SIM. Segundo a jurisprudência do STJ, é admissível a prova emprestada contra quem não figurou no processo originário, desde que seja assegurado o contraditório