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Questões resolvidas

João e Alberto, policiais militares, receberam denúncia anônima no sentido de que Marcos estava praticando atos de traficância em seu domicílio. Dessa forma, os agentes públicos se dirigiram ao local e, sem a realização de diligências adicionais, ingressaram no imóvel, inexistindo autorização do proprietário. No interior da residência, os policiais arrecadaram sete quilos de cocaína e um caderno, no qual havia anotações de contabilidade do tráfico de drogas e um endereço. Ato contínuo, os policiais diligenciaram ao local indicado, tratando-se de um armazém, onde encontraram mais três quilos de cocaína. Nesse cenário, considerando as disposições do Código de Processo Penal e a jurisprudência dominante dos Tribunais Superiores, é correto afirmar que:
A) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são ilícitos. No mesmo sentido, as provas angariadas no armazém são ilícitas, em razão da teoria da fonte independente;
B) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são ilícitos. No mesmo sentido, as provas angariadas no armazém são ilícitas, em razão da teoria dos frutos da árvore envenenada;
C) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são lícitos. Por outro lado, as provas angariadas no armazém são ilícitas, em razão da teoria dos frutos da árvore envenenada;
D) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são ilícitos. Por outro lado, as provas angariadas no armazém são lícitas, em razão da teoria da serendipidade;
E) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos e as provas angariadas no armazém são lícitas, em razão da teoria da descoberta inevitável.

Com relação a provas, julgue o próximo item. Provas obtidas por meios ilícitos podem excepcionalmente ser admitidas se beneficiarem o réu.

Nos termos do Código de Processo Penal Brasileiro (Decreto-lei nº 3.689/1941), são inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. Considera-se fonte independente:
A) Aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova.
B) Aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, não seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova.
C) Aquela que por si só, independente dos trâmites típicos e de praxe, não seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova.
D) Aquela que não produz resultados por si mesma.

Segundo o art. 155 do Código de Processo Penal, “o juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas”. Pode-se diferenciar os três tipos de provas mencionados no texto legal da seguinte forma:
a) as provas cautelares são aquelas em que o contraditório e a ampla defesa são respeitados, uma vez que se configura como prova processual; as provas não repetíveis e as provas antecipadas, por serem provas pré-processuais, possuem contraditório mitigado.
b) as provas cautelares podem ser exemplificadas com aquelas provenientes de quebras de sigilo, como a interceptação telefônica, produzidas durante a fase investigativa; as provas não repetíveis podem ser exemplificadas como aquelas que só acontecem por autorização judicial, a exemplo da colheita do testemunho de pessoa gravemente enferma; e as provas antecipadas são aquelas feitas no curso da investigação, por meio de ações policiais, como o exame de corpo de delito.
c) as provas cautelares são admitidas no direito brasileiro para garantir a consecução da justiça quando houver risco de desaparecimento da prova antes do término do processo judicial; já as provas não repetíveis e as provas antecipadas, apesar de previstas no Código do Processo Penal, não foram recepcionadas pela Constituição Federal de 1988, em respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa.
d) os três tipos de provas citados são admitidos no direito brasileiro, desde que, no momento de sua consecução, seja garantida a observância do contraditório e da ampla defesa, todavia elas se diferenciam pelo seu objeto. As provas cautelares têm como objeto o atendimento à decisão judicial no curso do inquérito; as provas não repetíveis servem para garantir que o perecimento do objeto não prejudique o processo; e as provas antecipadas são aquelas que possuem como objeto a decisão discricionária da autoridade policial.
e) as provas cautelares são aquelas em que há um risco de desaparecimento do objeto da prova por decurso do tempo; as provas não repetíveis são aquelas que não podem ser reproduzidas genuinamente em juízo; e as provas antecipadas são aquelas feitas, mediante autorização judicial, em momento processual distinto do legalmente previsto.

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Questões resolvidas

João e Alberto, policiais militares, receberam denúncia anônima no sentido de que Marcos estava praticando atos de traficância em seu domicílio. Dessa forma, os agentes públicos se dirigiram ao local e, sem a realização de diligências adicionais, ingressaram no imóvel, inexistindo autorização do proprietário. No interior da residência, os policiais arrecadaram sete quilos de cocaína e um caderno, no qual havia anotações de contabilidade do tráfico de drogas e um endereço. Ato contínuo, os policiais diligenciaram ao local indicado, tratando-se de um armazém, onde encontraram mais três quilos de cocaína. Nesse cenário, considerando as disposições do Código de Processo Penal e a jurisprudência dominante dos Tribunais Superiores, é correto afirmar que:
A) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são ilícitos. No mesmo sentido, as provas angariadas no armazém são ilícitas, em razão da teoria da fonte independente;
B) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são ilícitos. No mesmo sentido, as provas angariadas no armazém são ilícitas, em razão da teoria dos frutos da árvore envenenada;
C) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são lícitos. Por outro lado, as provas angariadas no armazém são ilícitas, em razão da teoria dos frutos da árvore envenenada;
D) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos são ilícitos. Por outro lado, as provas angariadas no armazém são lícitas, em razão da teoria da serendipidade;
E) os elementos probatórios arrecadados no imóvel de Marcos e as provas angariadas no armazém são lícitas, em razão da teoria da descoberta inevitável.

Com relação a provas, julgue o próximo item. Provas obtidas por meios ilícitos podem excepcionalmente ser admitidas se beneficiarem o réu.

Nos termos do Código de Processo Penal Brasileiro (Decreto-lei nº 3.689/1941), são inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. Considera-se fonte independente:
A) Aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova.
B) Aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, não seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova.
C) Aquela que por si só, independente dos trâmites típicos e de praxe, não seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova.
D) Aquela que não produz resultados por si mesma.

Segundo o art. 155 do Código de Processo Penal, “o juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas”. Pode-se diferenciar os três tipos de provas mencionados no texto legal da seguinte forma:
a) as provas cautelares são aquelas em que o contraditório e a ampla defesa são respeitados, uma vez que se configura como prova processual; as provas não repetíveis e as provas antecipadas, por serem provas pré-processuais, possuem contraditório mitigado.
b) as provas cautelares podem ser exemplificadas com aquelas provenientes de quebras de sigilo, como a interceptação telefônica, produzidas durante a fase investigativa; as provas não repetíveis podem ser exemplificadas como aquelas que só acontecem por autorização judicial, a exemplo da colheita do testemunho de pessoa gravemente enferma; e as provas antecipadas são aquelas feitas no curso da investigação, por meio de ações policiais, como o exame de corpo de delito.
c) as provas cautelares são admitidas no direito brasileiro para garantir a consecução da justiça quando houver risco de desaparecimento da prova antes do término do processo judicial; já as provas não repetíveis e as provas antecipadas, apesar de previstas no Código do Processo Penal, não foram recepcionadas pela Constituição Federal de 1988, em respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa.
d) os três tipos de provas citados são admitidos no direito brasileiro, desde que, no momento de sua consecução, seja garantida a observância do contraditório e da ampla defesa, todavia elas se diferenciam pelo seu objeto. As provas cautelares têm como objeto o atendimento à decisão judicial no curso do inquérito; as provas não repetíveis servem para garantir que o perecimento do objeto não prejudique o processo; e as provas antecipadas são aquelas que possuem como objeto a decisão discricionária da autoridade policial.
e) as provas cautelares são aquelas em que há um risco de desaparecimento do objeto da prova por decurso do tempo; as provas não repetíveis são aquelas que não podem ser reproduzidas genuinamente em juízo; e as provas antecipadas são aquelas feitas, mediante autorização judicial, em momento processual distinto do legalmente previsto.

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A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá 
ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. 
 
 
 
 
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PROVAS ILEGAIS E 
ILÍCITAS 
 
1. (EF-DPP132) A respeito dos atos de 
comunicação processual, de 
nulidades, de provas e do princípio 
do livre convencimento motivado, 
julgue o item a seguir, de acordo com 
o CPP. 
 
Admitem-se provas derivadas de 
prova ilícita quando aquelas 
puderem ser obtidas por fonte 
independente, caso em que o regular 
andamento da investigação criminal 
pode conduzir ao fato objeto da 
prova. 
 
 
2. (EF-DPP133) Policiais, durante 
investigação de delito de tráfico de 
entorpecentes, entraram ilegalmente 
na casa de Orlando, onde 
suspeitavam haver provas da 
materialidade do crime objeto da 
investigação em andamento. Na 
incursão ilegal, confirmaram as 
suspeitas e, com base na 
informação, a autoridade policial 
representou ao juiz pela expedição 
de mandado de busca e apreensão. 
O magistrado, de boa-fé, pois não 
tinha ciência da atitude anterior dos 
policiais, expediu o respectivo 
mandado e os policiais, de posse 
dele, entraram legalmente na 
residência de Orlando e lograram 
êxito em apreender elementos 
capazes de comprovar a 
materialidade do crime. Nessa 
hipótese, assinale a alternativa 
correta. 
 
a) A busca e apreensão é uma prova 
lícita pois foi determinada pelo 
juiz competente de boa-fé. 
b) A busca e apreensão não poderá 
ser considerada prova lícita, pois 
eivada de ilicitude derivada, 
devendo ser desentranhada. 
c) A prova ilícita poderá ser admitida 
desde que seja a única possível 
para comprovar a 
responsabilidade penal do 
agente. 
d) Não há determinação legal de 
desentranhamento da prova 
derivada da ilícita, apenas da 
prova originalmente ilícita. 
e) Como não há nexo causal entre a 
incursão ilegal e o mandado de 
busca e apreensão, não há que 
se falar em desentranhamento da 
prova. 
 
 
3. (EF-DPP134) Nos termos da 
legislação processual penal vigente 
acerca das provas, analise as 
afirmativas. 
 
I. São válidas as demais provas 
autônomas, quando não 
evidenciado o nexo de 
causalidade com as provas 
consideradas ilícitas. 
II. São lícitas as provas 
derivadas quando puderem 
ser obtidas por uma fonte 
independente das provas 
consideradas ilícitas. 
III. Considera-se fonte 
independente aquela que, por 
si só, seria capaz de conduzir 
ao fato objeto da prova 
seguindo os trâmites típicos e 
de praxe, próprios da 
investigação ou instrução 
criminal. 
IV. A decisão judicial que 
reconhece a ilicitude da prova 
e determina o seu 
desentranhamento pode ser 
atacada por recurso das 
partes, a qualquer tempo. 
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ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. 
 
 
Estão corretas as afirmativas 
 
a) I e IV, apenas. 
b) I, II, III e IV. 
c) II e III, apenas. 
d) I, II e III, apenas. 
e) III e IV, apenas. 
 
 
4. (EF-DPP135) João e Alberto, 
policiais militares, receberam 
denúncia anônima no sentido de que 
Marcos estava praticando atos de 
traficância em seu domicílio. Dessa 
forma, os agentes públicos se 
dirigiram ao local e, sem a realização 
de diligências adicionais, 
ingressaram no imóvel, inexistindo 
autorização do proprietário. 
 
No interior da residência, os policiais 
arrecadaram sete quilos de cocaína 
e um caderno, no qual havia 
anotações de contabilidade do tráfico 
de drogas e um endereço. 
 
Ato contínuo, os policiais 
diligenciaram ao local indicado, 
tratando-se de um armazém, onde 
encontraram mais três quilos de 
cocaína. 
 
Nesse cenário, considerando as 
disposições do Código de Processo 
Penal e a jurisprudência dominante 
dos Tribunais Superiores, é correto 
afirmar que: 
 
a) os elementos probatórios 
arrecadados no imóvel de Marcos 
são ilícitos. No mesmo sentido, 
as provas angariadas no 
armazém são ilícitas, em razão 
da teoria da fonte independente; 
b) os elementos probatórios 
arrecadados no imóvel de Marcos 
são ilícitos. No mesmo sentido, 
as provas angariadas no 
armazém são ilícitas, em razão 
da teoria dos frutos da árvore 
envenenada; 
c) os elementos probatórios 
arrecadados no imóvel de Marcos 
são lícitos. Por outro lado, as 
provas angariadas no armazém 
são ilícitas, em razão da teoria 
dos frutos da árvore envenenada; 
d) os elementos probatórios 
arrecadados no imóvel de Marcos 
são ilícitos. Por outro lado, as 
provas angariadas no armazém 
são lícitas, em razão da teoria da 
serendipidade; 
e) os elementos probatórios 
arrecadados no imóvel de Marcos 
e as provas angariadas no 
armazém são lícitas, em razão da 
teoria da descoberta inevitável. 
 
 
5. (EF-DPP136) Ainda acerca do 
processo penal brasileiro, julgue o 
item que se segue. 
 
Sempre serão declaradas nulas as 
provas derivadas das ilícitas, em 
razão de preceito constitucional. 
 
 
6. (EF-DPP137) A teoria da 
serendipidade, acolhida pela 
doutrina e julgados dos tribunais, 
consiste: 
 
a) No direito constitucional do 
acusado de não formular prova 
contra si mesmo. 
b) Na convalidação da prova obtida 
por meio de confissão do 
Acusado. 
c) No encontro da “prova fortuita”. 
d) Na antecipação da prova 
perecível e impossível de ser 
repetida no processo. 
 
 
7. (EF-DPP138) Com relação a provas, 
julgue o próximo item. 
 
Provas obtidas por meios ilícitos 
podem excepcionalmente ser 
admitidas se beneficiarem o réu. 
 
 
8. (EF-DPP139) Nos termos do Código 
de Processo Penal Brasileiro 
(Decreto-lei nº 3.689/1941), são 
inadmissíveis, devendo ser 
desentranhadas do processo, as 
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ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. 
 
provas ilícitas, assim entendidas as 
obtidas em violação a normas 
constitucionais ou legais. São 
também inadmissíveis as provas 
derivadas das ilícitas, salvo quando 
não evidenciado o nexo de 
causalidade entre umas e outras, ou 
quando as derivadas puderem ser 
obtidas por uma fonte independente 
das primeiras. Considera-se fonte 
independente: 
 
a) Aquela que por si só, seguindo os 
trâmites típicos e de praxe, 
próprios da investigação ou 
instrução criminal, seria capaz de 
conduzir ao fato objeto da prova. 
b) Aquela que por si só, seguindo os 
trâmites típicos e de praxe, 
próprios da investigação ou 
instrução criminal, não seria 
capaz de conduzir ao fato objeto 
da prova. 
c) Aquela que por si só, 
independente dos trâmites típicos 
e de praxe, não seria capaz de 
conduzir ao fato objeto da prova. 
d) Aquela que não produz 
resultados por si mesma. 
 
 
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A assinaturano processo para 
a qual será utilizada. 
 
Nesse sentido1: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 https://www.dizerodireito.com.br/2014/09/prova-emprestada-oriunda-de-processo-no.html 
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4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A resposta é SIM. 
 
Nesse sentido: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 
 
SUMÁRIO 
PROVAS ................................................................................................................................ 2 
Introdução ................................................................................................................................... 2 
Conceito .................................................................................................................................. 2 
Espécies ....................................................................................................................................... 2 
Provas: Diretas e Indiretas ....................................................................................................... 2 
Provas: Cautelares, Não Repetíveis e Antecipadas ................................................................... 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 
 
PROVAS 
INTRODUÇÃO 
CONCEITO 
Segundo Norberto Avena1, prova é “o conjunto de elementos produzidos pelas partes 
ou determinados pelo juiz visando à formação do convencimento quanto a atos, fatos e 
circunstâncias”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os elementos de informação são colhidos no curso da investigação preliminar e não 
são submetidos ao crivo do contraditório. 
 
Nesse sentido, o juiz não pode fundamentar a sentença condenatória 
exclusivamente nos elementos de informação, conforme art. 155 do CPP. 
 
Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da 
prova produzida em contraditório judicial, não podendo 
fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos 
informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas 
cautelares, não repetíveis e antecipadas. 
 
ESPÉCIES 
PROVAS: DIRETAS E INDIRETAS 
A prova direta é aquela que demonstra o fato por si só, ou seja, com apenas uma 
única análise lógica, como exemplo, a doutrina cita o depoimento da testemunha que 
presenciou o ato criminoso. 
 
Por outro lado, prova indireta¸ segundo Norberto Avena 2 , é aquela que não 
demonstra, diretamente, determinado ato ou fato, mas que permite deduzir tais 
circunstâncias a partir de um raciocínio lógico irrefutável, como exemplo, o álibi. 
 
De forma esquematizada: 
 
 
 
 
 
 
1 Avena, Norberto. Processo Penal – 13ª. Ed. – Método, 2021, Pág. 472 
2 Avena, Norberto. Processo Penal – 13ª. Ed. – Método, 2021, Pág. 474 
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3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROVAS: CAUTELARES, NÃO REPETÍVEIS E ANTECIPADAS 
Essa classificação se refere às provas produzidas no curso da fase pré-processual, mas 
que são aptas a fundamentar a decisão judicial, conforme art. 155 do CPP. 
 
Segundo Renato Brasileiro3: 
 
1. PROVAS CAUTELARES - São aquelas em que há risco de desaparecimento do 
objeto da prova em razão do decurso do tempo. Por exemplo, é a 
interceptação telefônica; 
 
2. PROVAS NÃO REPETÍVEIS – São aquelas que, uma vez produzidas, não há a 
possibilidade de serem coletadas novamente, em virtude do 
desaparecimento, destruição ou perecimento da fonte probatória. Por 
exemplo, o exame de corpo de delito em crime de lesão corporal leve; 
 
3. PROVAS ANTECIPADAS – São aquelas produzidas com a observância do 
contraditório real, perante autoridade judicial, em momento processual 
distinto daquele legalmente previsto, em virtude de urgência e relevância. 
Como exemplo, depoimento de testemunha moribunda; 
 
De forma esquematizada: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 658 
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4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A resposta é NÃO. 
 
O tema, inclusive, é objeto de súmula do STJ. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nesse caso, prevalece que SIM. 
 
Nesse sentido: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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	PROVAS
	Fonte de Prova, Meio de Prova e Meio de Obtenção de Prova
	Indício
	Conceito
	PROVAS
	Provas: Nominadas e Inominadas
	Prova Emprestada
	PROVAS
	Introdução
	Conceito
	Espécies
	Provas: Diretas e Indiretas
	Provas: Cautelares, Não Repetíveis e AntecipadasDSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá 
ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. 
 
GABARITO 
QUESTÃO RESPOSTA QUESTÃO RESPOSTA 
1 CERTO 5 ERRADO 
2 B 6 C 
3 D 7 CERTO 
4 B 8 A 
 
GABARITO COMENTADO 
1. (EF-DPP132) A respeito dos atos de 
comunicação processual, de 
nulidades, de provas e do princípio 
do livre convencimento motivado, 
julgue o item a seguir, de acordo com 
o CPP. 
 
Admitem-se provas derivadas de 
prova ilícita quando aquelas 
puderem ser obtidas por fonte 
independente, caso em que o regular 
andamento da investigação criminal 
pode conduzir ao fato objeto da 
prova. 
 
GABARITO CERTO 
 
A teoria da fonte independente afirma 
que se a acusação conseguir 
demonstrar que obteve novos elementos 
de informação por meio de fonte 
autônoma de prova, sem relação de 
dependência com a prova ilícita, não 
haverá contaminação. 
 
Sua previsão legal consta na parte final 
do art. 157, §1º, CPP. 
 
Art. 157, §1º, CPP – São também 
inadmissíveis as provas derivadas das 
ilícitas, salvo quando não evidenciado o 
nexo de causalidade entre umas e 
outras, ou quando as derivadas 
puderem ser obtidas por uma fonte 
independente das primeiras. 
 
O §2º traz a definição de prova 
independente. 
 
Art. 157, §2º, CPP – Considera-se fonte 
independente aquela que por si só, 
seguindo os trâmites típicos e de praxe, 
próprios da investigação ou instrução 
criminal, seria capaz de conduzir ao fato 
objeto da prova. 
 
 
2. (EF-DPP133) Policiais, durante 
investigação de delito de tráfico de 
entorpecentes, entraram ilegalmente 
na casa de Orlando, onde 
suspeitavam haver provas da 
materialidade do crime objeto da 
investigação em andamento. Na 
incursão ilegal, confirmaram as 
suspeitas e, com base na 
informação, a autoridade policial 
representou ao juiz pela expedição 
de mandado de busca e apreensão. 
O magistrado, de boa-fé, pois não 
tinha ciência da atitude anterior dos 
policiais, expediu o respectivo 
mandado e os policiais, de posse 
dele, entraram legalmente na 
residência de Orlando e lograram 
êxito em apreender elementos 
capazes de comprovar a 
materialidade do crime. Nessa 
hipótese, assinale a alternativa 
correta. 
 
a) A busca e apreensão é uma prova 
lícita pois foi determinada pelo 
juiz competente de boa-fé. 
b) A busca e apreensão não poderá 
ser considerada prova lícita, pois 
eivada de ilicitude derivada, 
devendo ser desentranhada. 
c) A prova ilícita poderá ser admitida 
desde que seja a única possível 
para comprovar a 
responsabilidade penal do 
agente. 
d) Não há determinação legal de 
desentranhamento da prova 
derivada da ilícita, apenas da 
prova originalmente ilícita. 
e) Como não há nexo causal entre a 
incursão ilegal e o mandado de 
busca e apreensão, não há que 
se falar em desentranhamento da 
prova. 
 
GABARITO B 
 
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A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá 
ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. 
 
Segundo Norberto Avena, prova ilícita 
por derivação é aquela que, embora 
lícita na própria essência, decorre 
exclusivamente de outra prova, 
considerada ilícita ou de uma situação 
de ilegalidade, restando, portanto, 
contaminada. 
 
Trata-se da teoria dos frutos da árvore 
envenenada, de origem norte-
americana, que afirma que a ilicitude da 
prova contamina todas aquelas obtidas 
por derivação, ou seja, o defeito no 
tronco afeta os seus frutos. 
 
A vedação à utilização da prova 
derivada da ilícita é prevista no art. 157, 
§1º, CPP. 
 
Art. 157, §1º, CPP – São também 
inadmissíveis as provas derivadas das 
ilícitas, salvo quando não evidenciado o 
nexo de causalidade entre umas e 
outras, ou quando as derivadas puderem 
ser obtidas por uma fonte independente 
das primeiras. 
 
Assim, embora o cumprimento do 
Mandado de Busca e Apreensão seja 
essencialmente lícito, eis que embasado 
em ordem judicial, a expedição deste foi 
calcada em prova ilícita. 
 
 
3. (EF-DPP134) Nos termos da 
legislação processual penal vigente 
acerca das provas, analise as 
afirmativas. 
 
I. São válidas as demais provas 
autônomas, quando não 
evidenciado o nexo de 
causalidade com as provas 
consideradas ilícitas. 
II. São lícitas as provas 
derivadas quando puderem 
ser obtidas por uma fonte 
independente das provas 
consideradas ilícitas. 
III. Considera-se fonte 
independente aquela que, por 
si só, seria capaz de conduzir 
ao fato objeto da prova 
seguindo os trâmites típicos e 
de praxe, próprios da 
investigação ou instrução 
criminal. 
IV. A decisão judicial que 
reconhece a ilicitude da prova 
e determina o seu 
desentranhamento pode ser 
atacada por recurso das 
partes, a qualquer tempo. 
 
Estão corretas as afirmativas 
 
a) I e IV, apenas. 
b) I, II, III e IV. 
c) II e III, apenas. 
d) I, II e III, apenas. 
e) III e IV, apenas. 
 
GABARITO D 
 
Afirmativas I, II e III: Corretas. 
Art. 157, §1º, CPP – São também 
inadmissíveis as provas derivadas das 
ilícitas, salvo quando não evidenciado o 
nexo de causalidade entre umas e 
outras, ou quando as derivadas puderem 
ser obtidas por uma fonte independente 
das primeiras. 
 
Art. 157, §2º, CPP – Considera-se fonte 
independente aquela que por si só, 
seguindo os trâmites típicos e de praxe, 
próprios da investigação ou instrução 
criminal, seria capaz de conduzir ao fato 
objeto da prova. 
 
Afirmativa IV: Incorreta. 
O recurso contra a decisão que 
determina o desentranhamento da prova 
ilícita está sujeito a preclusão, não 
podendo ser intentado a qualquer 
tempo: 
 
Art. 157, § 3º, CPP – Preclusa a decisão 
de desentranhamento da prova 
declarada inadmissível, esta será 
inutilizada por decisão judicial, facultado 
às partes acompanhar o incidente. 
 
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ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. 
 
 
 
4. (EF-DPP135) João e Alberto, 
policiais militares, receberam 
denúncia anônima no sentido de que 
Marcos estava praticando atos de 
traficância em seu domicílio. Dessa 
forma, os agentes públicos se 
dirigiram ao local e, sem a realização 
de diligências adicionais, 
ingressaram no imóvel, inexistindo 
autorização do proprietário. 
 
No interior da residência, os policiais 
arrecadaram sete quilos de cocaína 
e um caderno, no qual havia 
anotações de contabilidade do tráfico 
de drogas e um endereço. 
 
Ato contínuo, os policiais 
diligenciaram ao local indicado, 
tratando-se de um armazém, onde 
encontraram mais três quilos de 
cocaína. 
 
Nesse cenário, considerando as 
disposições do Código de Processo 
Penal e a jurisprudência dominante 
dos Tribunais Superiores, é correto 
afirmar que: 
 
a) os elementos probatórios 
arrecadados no imóvel de Marcos 
são ilícitos. No mesmo sentido, 
as provas angariadas no 
armazém são ilícitas, em razão 
da teoria da fonte independente; 
b) os elementos probatórios 
arrecadados no imóvel de Marcos 
são ilícitos. No mesmo sentido, 
as provas angariadas no 
armazém são ilícitas, em razão 
da teoria dos frutos da árvore 
envenenada; 
c) os elementos probatórios 
arrecadados no imóvel de Marcos 
são lícitos. Por outro lado, as 
provas angariadas no armazém 
são ilícitas, em razão da teoria 
dos frutos da árvore envenenada; 
d) os elementos probatórios 
arrecadados no imóvelde Marcos 
são ilícitos. Por outro lado, as 
provas angariadas no armazém 
são lícitas, em razão da teoria da 
serendipidade; 
e) os elementos probatórios 
arrecadados no imóvel de Marcos 
e as provas angariadas no 
armazém são lícitas, em razão da 
teoria da descoberta inevitável. 
 
GABARITO B 
 
Segundo Norberto Avena, prova ilícita 
por derivação é aquela que, embora 
lícita na própria essência, decorre 
exclusivamente de outra prova, 
considerada ilícita ou de uma situação 
de ilegalidade, restando, portanto, 
contaminada. 
 
Trata-se da teoria dos frutos da árvore 
envenenada, de origem norte-
americana, que afirma que a ilicitude da 
prova contamina todas aquelas obtidas 
por derivação, ou seja, o defeito no 
tronco afeta os seus frutos. 
 
A vedação à utilização da prova 
derivada da ilícita é prevista no art. 157, 
§1º, CPP. 
 
Art. 157, §1º, CPP – São também 
inadmissíveis as provas derivadas das 
ilícitas, salvo quando não evidenciado o 
nexo de causalidade entre umas e 
outras, ou quando as derivadas puderem 
ser obtidas por uma fonte independente 
das primeiras. 
 
Assim, as provas angariadas no 
armazém são ilícitas, eis que 
decorreram da arrecadação 
inconstitucional de elementos 
probatórios no imóvel de marcos. 
 
 
5. (EF-DPP136) Ainda acerca do 
processo penal brasileiro, julgue o 
item que se segue. 
 
Sempre serão declaradas nulas as 
provas derivadas das ilícitas, em 
razão de preceito constitucional. 
 
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ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. 
 
GABARITO ERRADO 
 
As provas derivadas de ilícitas poderão 
ser admitidas se puderem ser obtidas 
por fonte independente: 
 
Art. 157, §1º, CPP – São também 
inadmissíveis as provas derivadas das 
ilícitas, salvo quando não evidenciado o 
nexo de causalidade entre umas e 
outras, ou quando as derivadas puderem 
ser obtidas por uma fonte independente 
das primeiras. 
 
 
6. (EF-DPP137) A teoria da 
serendipidade, acolhida pela 
doutrina e julgados dos tribunais, 
consiste: 
 
a) No direito constitucional do 
acusado de não formular prova 
contra si mesmo. 
b) Na convalidação da prova obtida 
por meio de confissão do 
Acusado. 
c) No encontro da “prova fortuita”. 
d) Na antecipação da prova 
perecível e impossível de ser 
repetida no processo. 
 
GABARITO C 
 
Segundo Renato Brasileiro, a teoria do 
encontro fortuito ou casual de provas 
(serendipidade) ocorre nos casos em 
que, no cumprimento de uma diligência 
relativa a um delito, a autoridade policial 
casualmente encontra provas 
pertinentes à outra infração penal (crime 
achado), que não estavam na linha de 
desdobramento normal da investigação. 
 
 
7. (EF-DPP138) Com relação a provas, 
julgue o próximo item. 
 
Provas obtidas por meios ilícitos 
podem excepcionalmente ser 
admitidas se beneficiarem o réu. 
 
GABARITO CERTO 
 
De acordo com a doutrina e 
jurisprudência majoritária, é possível a 
utilização de provas ilícitas em favor do 
réu, quando for a única forma de 
comprovar sua inocência. 
 
Dessa maneira, com fundamento no 
princípio da proporcionalidade, há 
prevalência da proteção do inocente 
injustamente acusado. 
 
 
8. (EF-DPP139) Nos termos do Código 
de Processo Penal Brasileiro 
(Decreto-lei nº 3.689/1941), são 
inadmissíveis, devendo ser 
desentranhadas do processo, as 
provas ilícitas, assim entendidas as 
obtidas em violação a normas 
constitucionais ou legais. São 
também inadmissíveis as provas 
derivadas das ilícitas, salvo quando 
não evidenciado o nexo de 
causalidade entre umas e outras, ou 
quando as derivadas puderem ser 
obtidas por uma fonte independente 
das primeiras. Considera-se fonte 
independente: 
 
a) Aquela que por si só, seguindo os 
trâmites típicos e de praxe, 
próprios da investigação ou 
instrução criminal, seria capaz de 
conduzir ao fato objeto da prova. 
b) Aquela que por si só, seguindo os 
trâmites típicos e de praxe, 
próprios da investigação ou 
instrução criminal, não seria 
capaz de conduzir ao fato objeto 
da prova. 
c) Aquela que por si só, 
independente dos trâmites típicos 
e de praxe, não seria capaz de 
conduzir ao fato objeto da prova. 
d) Aquela que não produz 
resultados por si mesma. 
 
GABARITO A 
 
O §2º do art. 157 do Código de Processo 
Penal traz a definição de prova 
independente: 
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ocasionar o cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis. 
 
 
Art. 157, §2º, CPP – Considera-se fonte 
independente aquela que por si só, 
seguindo os trâmites típicos e de praxe, 
próprios da investigação ou instrução 
criminal, seria capaz de conduzir ao fato 
objeto da prova. 
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1 
 
SUMÁRIO 
PROVAS .................................................................................................................... 2 
Teoria do Encontro Fortuito de Provas (Serendipidade)............................................ 2 
Conceito ...................................................................................................................... 2 
Jurisprudência ............................................................................................................. 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PROVAS 
TEORIA DO ENCONTRO FORTUITO DE PROVAS (SERENDIPIDADE) 
CONCEITO 
Segundo Renato Brasileiro 1 , a teoria do encontro fortuito ou casual de provas 
(serendipidade) ocorre nos casos em que, no cumprimento de uma diligência relativa a 
um delito, a autoridade policial casualmente encontra provas pertinentes à outra infração 
penal (crime achado), que não estavam na linha de desdobramento normal da 
investigação. 
 
Por exemplo, durante a interceptação telefônica autorizada para apurar o crime de 
tráfico de drogas, o interceptado menciona uma suposta prática de homicídio, sendo, 
portanto, uma descoberta fortuita. 
 
JURISPRUDÊNCIA 
 
 
 
 
A resposta é SIM. 
 
Nesse sentido: 
 
1 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 699 
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3 
 
 
 
 
 
A resposta é NÃO. 
 
Na busca e apreensão em escritório de advocacia, não é possível a apreensão de 
documentos relativos a clientes do advogado que não sejam formalmente investigados, 
pois há a garantia do sigilo profissional. 
 
Nesse sentido: 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
Provas Ilegais ......................................................................................................................1 
Prova Ilícita por Derivação ........................................................................................... 2 
Conceito ...................................................................................................................... 2 
Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada ................................................................ 2 
Exceções à Ilicitude da Prova por Derivação ............................................................ 3 
Teoria da Fonte Independente ................................................................................. 3 
Teoria da Descoberta Inevitável ............................................................................... 3 
Teoria da Mancha Purgada ...................................................................................... 4 
Comparativo ............................................................................................................... 4 
Inutilização da Prova Ilícita ........................................................................................... 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROVAS ILEGAIS 
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PROVA ILÍCITA POR DERIVAÇÃO 
CONCEITO 
Segundo Norberto Avena1, prova ilícita por derivação é aquela que, embora lícita na 
própria essência, decorre exclusivamente de outra prova, considerada ilícita ou de uma 
situação de ilegalidade, restando, portanto, contaminada.‘ 
 
 
TEORIA DOS FRUTOS DA ÁRVORE ENVENENADA 
A teoria dos frutos da árvore envenenada, de origem norte-americana, afirma que a 
ilicitude da prova contamina todas aquelas obtidas por derivação, ou seja, o defeito no 
tronco afeta os seus frutos. 
 
A vedação à utilização da prova derivada da ilícita é prevista no art. 157, §1º, CPP. 
 
Art. 157, § 1o São também inadmissíveis as provas derivadas das 
ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade 
entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser 
obtidas por uma fonte independente das primeiras. 
 
 
 
Trata-se de um famoso julgado ocorrido nos EUA, em que o réu (Ernesto Miranda) 
confesso foi absolvido, pois os agentes policiais não lhe avisaram do direito de permanecer 
em silêncio e não produzir prova contra si mesmo. 
 
 
 
 
 
1 Avena, Norberto. Processo Penal – 13ª. Ed. – Método, 2021, Pág. 495 
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3 
 
EXCEÇÕES À ILICITUDE DA PROVA POR DERIVAÇÃO 
TEORIA DA FONTE INDEPENDENTE 
A teoria da fonte independente afirma que se a acusação conseguir demonstrar que 
obteve novos elementos de informação por meio de fonte autônoma de prova, sem 
relação de dependência com a prova ilícita, não haverá contaminação. 
 
Sua previsão legal consta na parte final do art. 157, §1º, CPP. 
 
Art. 157, § 1o São também inadmissíveis as provas derivadas das 
ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade 
entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser 
obtidas por uma fonte independente das primeiras. 
 
Aliás, o §2º traz a definição de prova independente. 
 
§ 2o Considera-se fonte independente aquela que por si só, 
seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação 
ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da 
prova. 
Como exemplo: 
 
 
TEORIA DA DESCOBERTA INEVITÁVEL 
A teoria da descoberta inevitável afirma que deve ser considerada válida a prova 
derivada da ilícita que, de qualquer modo, seria produzida, independentemente da prova 
ilícita originária. 
 
Situação Hipotética: 
 
 
No exemplo acima, apesar da violação do domicílio, a prova será considerada 
válida, pois de toda forma já havia um mandado judicial que autorizaria a entrada legal. 
 
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4 
 
TEORIA DA MANCHA PURGADA 
A teoria da mancha purgada afirma que a prova derivada da ilícita será válida caso 
haja atenuação do nexo causal. 
 
Nesse sentido, Renato Brasileiro2 afirma que: 
 
 
Por exemplo: 
 
 
 
Assim, apesar da ilegalidade da apreensão das drogas diante do comportamento 
superveniente do agente, a confissão poderá fundamentar a persecução penal. 
 
COMPARATIVO 
Para facilitar a compreensão do tema: 
 
 
 
 
INUTILIZAÇÃO DA PROVA ILÍCITA 
 
2 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 658 
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5 
 
A prova ilícita é inadmissível no processo penal. 
 
Assim, uma vez verificada sua ilicitude ou ilegalidade, a prova deverá ser 
desentranhada dos autos e, posteriormente, inutilizada, conforme art. 157, §3º, do CPP. 
 
Art. 157, § 3o Preclusa a decisão de desentranhamento da prova 
declarada inadmissível, esta será inutilizada por decisão judicial, 
facultado às partes acompanhar o incidente. 
 
 
Destaca-se que o §5º do art. 157, incluído pela Lei do Pacote Anticrime, foi declarado 
inconstitucional pelo STF. 
 
Art. 157, § 5º O juiz que conhecer do conteúdo da prova 
declarada inadmissível não poderá proferir a sentença ou 
acórdão. 
 
Nesse sentido: 
 
 
 
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SUMÁRIO 
Provas Ilegais ........................................................................................................... 2 
Introdução ...................................................................................................................... 2 
Conceito ...................................................................................................................... 2 
Espécies ........................................................................................................................... 3 
Provas Ilícitas ............................................................................................................... 3 
Provas Ilegítimas .......................................................................................................... 3 
Comparativo ............................................................................................................... 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PROVAS ILEGAIS 
INTRODUÇÃO 
CONCEITO 
A prova ilegal é um gênero que admite 02 espécies: prova ilícita e prova ilegítima. 
 
 
 
 
 
A vedação à utilização da prova ilegal tem previsão constitucional, conforme seu 
art. 5º, LVI. 
 
Art. 5º, LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por 
meios ilícitos; 
 
No mesmo sentido: 
 
Art. 157, CPP. São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas 
do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em 
violação a normas constitucionais ou legais. 
 
 
 
 
A resposta é SIM. 
 
De acordo com a doutrina e jurisprudência majoritária, é possível a utilizaçãode 
provas ilícitas em favor do réu, quando for a única forma de comprovar sua inocência. 
 
Dessa maneira, com fundamento no princípio da proporcionalidade, há prevalência 
da proteção do inocente injustamente acusado. 
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ESPÉCIES 
 
PROVAS ILÍCITAS 
A prova ilícita é aquela obtida por meio de violação às normas de direito material, 
ou seja, penal ou constitucional. 
 
Por exemplo, a prova obtida mediante interceptação telefônica sem autorização 
judicial é considerada ilícita, diante da violação do art. 5º, XII, da CF/88. 
 
 
PROVAS ILEGÍTIMAS 
A prova ilícita é aquela obtida por meio de violação às normas de direito processual. 
 
Por exemplo, o depoimento da testemunha, sem que o juiz lhe tome o compromisso 
de dizer a verdade, é considerada prova ilegítima, diante da violação do art. 203 do CPP. 
 
 
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1 
 
SUMÁRIO 
PROVAS .................................................................................................................... 2 
Sistemas de Avaliação da Prova ................................................................................. 2 
Conceito e Espécies ................................................................................................... 2 
Sistema da Íntima Convicção ................................................................................... 2 
Sistema da Prova Tarifada ......................................................................................... 3 
Sistema do Livre Convencimento Motivado ........................................................... 3 
Comparativo ............................................................................................................... 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 
 
PROVAS 
SISTEMAS DE AVALIAÇÃO DA PROVA 
CONCEITO E ESPÉCIES 
O sistema de avaliação da prova é a forma que o juiz apreciará as provas produzidas 
para o julgamento. 
 
A doutrina apresenta 03 teorias distintas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMA DA ÍNTIMA CONVICÇÃO 
 
Segundo Renato Brasileiro1, o sistema da íntima convicção é aquele em que o juiz é 
livre para valorar as provas, inclusive aquelas que não se encontram nos autos, não sendo 
obrigado a fundamentar seu convencimento. 
 
É o sistema adotado no Tribunal do Júri, conforme se verifica do art. 5º, XXXVIII, da 
Constituição Federal. 
 
 
Art. 5º, XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a 
organização que lhe der a lei, assegurados: 
a) a plenitude de defesa; 
b) o sigilo das votações; 
c) a soberania dos veredictos; 
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra 
a vida; 
 
 
 
 
1 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 681 
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3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMA DA PROVA TARIFADA 
O sistema da prova tarifada (certeza moral do legislador ou da prova legal) é aquele 
em que o legislador preestabelece o valor probatório do meio de prova. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em regra, o sistema da prova tarifada não é adotado no processo penal, mas há 
hipóteses específicas em que se admite sua aplicação. 
 
Art. 155, parágrafo único. Somente quanto ao estado das 
pessoas serão observadas as restrições estabelecidas na lei civil. 
 
Art. 62. No caso de morte do acusado, o juiz somente à vista da 
certidão de óbito, e depois de ouvido o Ministério Público, 
declarará extinta a punibilidade. 
 
 
SISTEMA DO LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO 
Segundo Renato Brasileiro2, o sistema do livre convencimento motivado (persuasão 
racional) é aquele em que o magistrado tem ampla liberdade na valoração das provas 
constantes dos autos, as quais têm, legal e abstratamente, o mesmo valor, porém se vê 
obrigado a fundamentar sua decisão. 
 
É o sistema adotado no Processo Penal brasileiro, conforme art. 93, IX, da Constituição 
Federal. 
 
 
2 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 683 
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4 
 
Art. 93, IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário 
serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena 
de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados 
atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, 
em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do 
interessado no sigilo não prejudique o interesse público à 
informação; 
 
E no art. 155, caput, do CPP. 
 
Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da 
prova produzida em contraditório judicial, não podendo 
fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos 
informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas 
cautelares, não repetíveis e antecipadas. 
 
 
COMPARATIVO 
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1 
 
SUMÁRIO 
PROVAS .................................................................................................................... 2 
Sistemas Processuais ...................................................................................................... 2 
Sistema Inquisitorial ..................................................................................................... 2 
Sistema Acusatório ..................................................................................................... 2 
Sistema Misto (ou Francês) ........................................................................................ 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 
 
PROVAS 
SISTEMAS PROCESSUAIS 
SISTEMA INQUISITORIAL 
O sistema inquisitorial é caracterizado pela concentração das funções de acusar, 
defender e julgar na pessoa do juiz. 
 
Trata-se de modelo típico de sistemas ditatoriais e incompatível com os direitos e 
garantias fundamentais. 
 
 
SISTEMA ACUSATÓRIO 
O sistema acusatório é caracterizado pela separação das funções de acusar, 
defender e julgar, ficando, esta, a cargo de um juiz imparcial. 
 
É o sistema processual adotado no Brasil. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMA MISTO (OU FRANCÊS) 
Trata-se de um modelo intermediário entre os sistemas acusatório e inquisitorial. 
 
Segundo Renato Brasileiro1: 
 
É chamado de mistoporquanto abrange duas fases processuais 
distintas: a primeira fase é tipicamente inquisitorial, destituída de 
publicidade e ampla defesa, com instrução escrita e secreta, 
sem acusação e, por isso, sem contraditório. (...) Na segunda 
fase, de caráter acusatório, o órgão acusador apresenta a 
acusação, o réu se defende e o juiz julga, vigorando, em regra, 
a publicidade, a oralidade, a isonomia processual e o direito de 
manifestar-se a defesa depois da acusação. 
 
De forma esquematizada: 
 
 
 
1 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 45 
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1 
 
SUMÁRIO 
PROVAS ................................................................................................................................ 2 
Fonte de Prova, Meio de Prova e Meio de Obtenção de Prova .................................................... 2 
Indício ......................................................................................................................................... 3 
Conceito .................................................................................................................................. 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 
 
PROVAS 
FONTE DE PROVA, MEIO DE PROVA E MEIO DE OBTENÇÃO DE 
PROVA 
A fonte de prova é de onde se consegue a prova, que pode ser pessoas (fontes 
pessoais) ou coisas (fontes reais). 
 
Como exemplo, as pessoas que presenciaram o crime são fontes de prova, pois 
poderão prestar depoimento como testemunhas. 
 
O meio de prova é a própria prova, ou seja, o elemento que serve de fundamento 
para o convencimento do juiz. 
 
Por exemplo, o laudo pericial é um meio de prova e pode ser utilizado como 
informação válida a comprovar a materialidade delitiva. 
 
Por outro lado, o meio de obtenção de prova é o procedimento utilizado para adquirir 
a prova. Dessa forma, não é apto, por si só, ao convencimento do juiz. 
 
Como exemplo, cita-se a colaboração premiada que, sozinha, não pode 
fundamentar a condenação criminal. 
 
De forma esquematizada: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3 
 
INDÍCIO 
CONCEITO 
Segundo Renato Brasileiro1, indício é um fato provado que permite, por inferência, 
concluir pela ocorrência de outro fato, ou seja, sinônimo de prova indireta. 
 
Nesse sentido, é o art. 239 do CPP. 
 
Art. 239. Considera-se indício a circunstância conhecida e 
provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, 
concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O tema é bastante polêmico. 
 
Prevalece o entendimento de que apenas excepcionalmente é possível a 
condenação criminal com base apenas em indícios e presunções. 
 
Nesse sentido, ainda que o sistema processual tenha adotado a persuasão racional 
do juiz (CPP, art. 155, caput), deve ser observado o princípio da presunção de inocência. 
 
 
 
1 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 658 
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1 
 
SUMÁRIO 
PROVAS .................................................................................................................... 2 
Ônus da Prova ................................................................................................................ 2 
Conceito ...................................................................................................................... 2 
Ônus da Prova no Processo Penal ............................................................................ 2 
Produção de Prova de Ofício pelo Juiz ................................................................... 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 
 
PROVAS 
ÔNUS DA PROVA 
CONCEITO 
Inicialmente, o ônus representa uma faculdade conferida à parte de realizar algo que 
lhe permita ter uma condição mais favorável no processo. 
 
Como exemplo, a parte pode deixar de recorrer da decisão condenatória, contudo 
terá que suportar as consequências da pena imposta. 
 
Dessa forma, o ônus não se confunde com uma obrigação que, se não adimplida, 
configura uma conduta ilícita. 
 
No processo penal, o ônus da prova é previsto no art. 156, caput, do CPP. 
 
Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, 
porém, facultado ao juiz de ofício: 
 
Assim, o ônus da prova é o encargo que as partes têm de comprovar suas alegações 
em juízo, sob pena de ter que suportar a decisão judicial desfavorável às suas teses. 
 
ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL 
No processo penal, apesar do princípio in dubio pro reo, o ônus da prova não é 
exclusivo da acusação, conforme art. 156, caput, do CPP. 
 
Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, 
porém, facultado ao juiz de ofício: 
 
Nesse sentido, cabe à acusação comprovar a existência do fato típico e o elemento 
subjetivo (fatos constitutivos), ao passo que, para a defesa, incumbe demonstrar fatos 
extintivos, tais como excludentes de ilicitude, culpabilidade ou de extinção de 
punibilidade. 
 
De forma esquematizada: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A prova diabólica é aquela impossível ou excessivamente difícil de ser produzida 
pela parte, como exemplo, a comprovação de fato negativo (e.g. provar que não é 
culpado). 
 
No processo penal, é vedada a imposição de prova diabólica em desfavor do réu. 
 
 
Nesse sentido: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4 
 
PRODUÇÃO DE PROVA DE OFÍCIO PELO JUIZ 
O art. 3º-A do CPP, com redação dada pelo Pacote Anticrimes (Lei nº 13.964/19), 
afirma que: 
 
Art. 3º-A. O processo penal terá estrutura acusatória, vedadas a 
iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da 
atuaçãoprobatória do órgão de acusação. (Incluído pela Lei 
nº 13.964, de 2019) 
 
Nesse sentido, o legislador vedou a atuação probatória, de ofício, pelo juiz na fase 
de pré-processual. 
 
Contudo, ainda persiste a polêmica acerca da possibilidade de o juiz produzir provas 
de ofício na fase processual, conforme aduz o art. 156, II, do CPP. 
 
Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, 
porém, facultado ao juiz de ofício: 
(...) 
II – determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir 
sentença, a realização de diligências para dirimir dúvida sobre 
ponto relevante. 
 
Há corrente doutrinária que alega a incompatibilidade da atuação de ofício do juiz 
com o sistema acusatório. Nesse sentido, Renato Brasileiro1. 
 
Enfim, ou a produção de provas é tarefa das partes e se está 
diante de um modelo acusatório (...) ou é do juiz (...), e se está 
diante de modelo diverso, qual seja, o inquisitório. 
 
Por outro lado, há quem defenda a atuação probatória do juiz de forma 
excepcional, em apreço ao princípio da verdade real. Nesse sentido, Norberto Avena2. 
 
Compreende-se, enfim, possível, que o juiz ordene a realização 
oficiosa de provas, condicionando-se esta faculdade, contudo, 
a que esta deliberação judicial tenha o objetivo de sanar dúvida 
surgida a partir das provas requeridas ou trazidas pelas partes, 
com que, não haverá qualquer incompatibilidade com o 
sistema acusatório (...) 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 Lima, Renato Brasileiro de. Manual de processo penal: vol. Único. 8ª edição. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 106 
2 Avena, Norberto. Processo Penal – 13ª. Ed. – Método, 2021, Pág. 484 
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PROVAS - CONCEITOS, ESPÉCIES,
FONTE, MEIO E MEIO DE OBTENÇÃO
1. (EF-DPP229) No que se refere à prova
emprestada, conforme as normas do
direito processual penal brasileiro,
julgue os próximos itens.
I. É inadmissível a utilização de
prova emprestada quando as
partes forem diferentes.
II. É assegurada a utilização de
prova emprestada, desde que
seja assegurado às partes o
direito de manifestação acerca
do teor dos elementos
compartilhados.
III. Não pode ser admitida prova
emprestada se produzida em
inquérito distinto daquele no
qual se pretende utilizá-la.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item II está certo.
b) Apenas o item III está certo.
c) Apenas os itens I e II estão certos.
d) Apenas os itens I e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
2. (EF-DPP230) Quanto ao tema das
provas, analise as assertivas abaixo e
assinale a alternativa:
I. Provas cautelares são aquelas
produzidas com a observância
do contraditório real, perante a
autoridade judicial, em momento
processual diverso daquele
legalmente previsto, ou até
mesmo antes do início do
processo.
II. Provas antecipadas são aquelas
produzidas quando há risco do
desaparecimento do objeto da
prova em razão do decurso do
tempo, em relação às quais o
contraditório será diferido.
III. A interceptação telefônica é
exemplo de prova cautelar.
IV. Fonte de prova é uma
expressão utilizada para se
referir às pessoas ou coisas pelo
meio das quais se obtém a
prova, ou seja, cometido o fato
delituoso, tudo o que possa
servir para elucidar a existência
desse fato pode ser conceituado
como fonte de prova.
V. O exame de corpo de delito em
crime de lesão corporal leve é
um exemplo de prova não
repetível.
a) Todas as assertivas estão corretas.
b) Apenas as assertivas I, III e IV estão
corretas.
c) Apenas as assertivas III, IV e V
estão corretas
d) d) Apenas as assertivas II, III e V
estão corretas.
e) Apenas as assertivas I, II e IV estão
corretas.
3. (EF-DPP231) Segundo o art. 155 do
Código de Processo Penal, “o juiz
formará sua convicção pela livre
apreciação da prova produzida em
contraditório judicial, não podendo
fundamentar sua decisão
exclusivamente nos elementos
informativos colhidos na investigação,
ressalvadas as provas cautelares, não
repetíveis e antecipadas”. Pode-se
diferenciar os três tipos de provas
mencionados no texto legal da seguinte
forma:
a) as provas cautelares são aquelas
em que o contraditório e a ampla
defesa são respeitados, uma vez
que se configura como prova
processual; as provas não repetíveis
e as provas antecipadas, por serem
A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o
cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis.
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provas pré-processuais, possuem
contraditório mitigado.
b) as provas cautelares podem ser
exemplificadas com aquelas
provenientes de quebras de sigilo,
como a interceptação telefônica,
produzidas durante a fase
investigativa; as provas não
repetíveis podem ser exemplificadas
como aquelas que só acontecem
por autorização judicial, a exemplo
da colheita do testemunho de
pessoa gravemente enferma; e as
provas antecipadas são aquelas
feitas no curso da investigação, por
meio de ações policiais, como o
exame de corpo de delito.
c) as provas cautelares são admitidas
no direito brasileiro para garantir a
consecução da justiça quando
houver risco de desaparecimento da
prova antes do término do processo
judicial; já as provas não repetíveis
e as provas antecipadas, apesar de
previstas no Código do Processo
Penal, não foram recepcionadas
pela Constituição Federal de 1988,
em respeito ao princípio do
contraditório e da ampla defesa.
d) os três tipos de provas citados são
admitidos no direito brasileiro, desde
que, no momento de sua
consecução, seja garantida a
observância do contraditório e da
ampla defesa, todavia elas se
diferenciam pelo seu objeto. As
provas cautelares têm como objeto
o atendimento à decisão judicial no
curso do inquérito; as provas não
repetíveis servem para garantir que
o perecimento do objeto não
prejudique o processo; e as provas
antecipadas são aquelas que
possuem como objeto a decisão
discricionária da autoridade policial.
e) as provas cautelares são aquelas
em que há um risco de
desaparecimento do objeto da prova
por decurso do tempo; as provas
não repetíveis são aquelas que não
podem ser reproduzidas
genuinamente em juízo; e as provas
antecipadas são aquelas feitas,
mediante autorização judicial, em
momento processual distinto do
legalmente previsto.
4. (EF-DPP232) Em relação à prova,
avalie as afirmativas a seguir e assinale
V para a verdadeira e F para a falsa.
I. O juiz formará sua convicção
pela livre apreciação da prova
produzida em contraditório
judicial.
II. O juiz pode fundamentar sua
decisão exclusivamente nos
elementos informativos colhidos
na investigação.
III. As provas cautelares, não
repetíveis e antecipadas não
devem influenciar a convicção
do juiz.
As afirmativas são, respectivamente,
a) V, V e V.
b) V, F e V.
c) F, V e F.
d) V, F e F.
e) F, F e F.
5. (EF-DPP233) Acerca das disposições
relativas à prova no processo penal,
julgue o item seguinte.
O Código de Processo Penal elencou,
taxativamente, os meios de prova, não
sendo aceitos, por consequência,
aquelesconsiderados atípicos ou
inominados.
6. (EF-DPP234) Quanto aos princípios,
meios e conceitos da investigação
criminal, julgue o item a seguir.
Documento público que comprove
determinado fato delituoso sob
investigação e que seja apreendido no
cumprimento de mandado de prisão
funcionará como meio de prova,
enquanto o mandado de busca será
caracterizado como meio de obtenção
de fontes materiais de prova.
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7. (EF-DPP235) Indício é:
a) a circunstância conhecida e
provada, que, tendo relação com o
fato, autorize, por indução,
concluir-se a existência de outra ou
outras circunstâncias.
b) a circunstância conhecida que,
podendo ou não ter relação com o
fato, autorize investigar-se a
existência de outra ou outras
circunstâncias.
c) a circunstância que, não tendo
relação com o fato, autorize, por
indução, a investigação de outra ou
outras circunstâncias.
d) todo objeto ou material bruto, visível
ou latente, constatado ou recolhido,
que se relaciona à infração penal.
e) a circunstância que, não tendo
relação com o fato, se relaciona à
infração penal.
A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o
cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis.
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GABARITO
QUESTÃO RESPOSTA QUESTÃO RESPOSTA
1 A 5 ERRADO
2 C 6 CERTO
3 E 7 A
4 D
GABARITO COMENTADO
1. (EF-DPP229) No que se refere à prova
emprestada, conforme as normas do
direito processual penal brasileiro,
julgue os próximos itens.
I. É inadmissível a utilização de
prova emprestada quando as
partes forem diferentes.
II. É assegurada a utilização de
prova emprestada, desde que
seja assegurado às partes o
direito de manifestação acerca
do teor dos elementos
compartilhados.
III. Não pode ser admitida prova
emprestada se produzida em
inquérito distinto daquele no
qual se pretende utilizá-la.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item II está certo.
b) Apenas o item III está certo.
c) Apenas os itens I e II estão certos.
d) Apenas os itens I e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
GABARITO A
I. Incorreta; II. Correta; III. Incorreta.
II. Correta.
III. Incorreta.
Sim. Segundo a jurisprudência do STJ, é
admissível a prova emprestada contra
quem não figurou no processo
originário, desde que seja assegurado o
contraditório no processo para a qual será
utilizada.
É importante destacar que a doutrina
majoritária tem entendimento em sentido
contrário ao do referido julgado.
2. (EF-DPP230) Quanto ao tema das
provas, analise as assertivas abaixo e
assinale a alternativa:
I. Provas cautelares são aquelas
produzidas com a observância
do contraditório real, perante a
autoridade judicial, em momento
processual diverso daquele
legalmente previsto, ou até
mesmo antes do início do
processo.
II. Provas antecipadas são aquelas
produzidas quando há risco do
desaparecimento do objeto da
prova em razão do decurso do
tempo, em relação às quais o
contraditório será diferido.
III. A interceptação telefônica é
exemplo de prova cautelar.
IV. Fonte de prova é uma
expressão utilizada para se
referir às pessoas ou coisas pelo
meio das quais se obtém a
prova, ou seja, cometido o fato
delituoso, tudo o que possa
servir para elucidar a existência
desse fato pode ser conceituado
como fonte de prova.
V. O exame de corpo de delito em
crime de lesão corporal leve é
um exemplo de prova não
repetível.
A assinatura DSO é individual e intransferível. A utilização e distribuição indevida da assinatura e/ou material poderá ocasionar o
cancelamento do plano, sem prejuízo das medidas cíveis e penais cabíveis.
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a) Todas as assertivas estão corretas.
b) Apenas as assertivas I, III e IV estão
corretas.
c) Apenas as assertivas III, IV e V
estão corretas.
d) Apenas as assertivas II, III e V estão
corretas.
e) Apenas as assertivas I, II e IV estão
corretas.
GABARITO C
I. Incorreta; III – Correta.
Provas Cautelares: são aquelas em que
há risco de desaparecimento do objeto da
prova em razão do decurso do tempo e o
contraditório é, portanto, postergado. Um
exemplo é a interceptação telefônica;
II. Incorreta.
Provas antecipadas: são aquelas
produzidas com a observância do
contraditório real, perante autoridade
judicial, em momento processual distinto
daquele legalmente previsto, em virtude de
urgência e relevância. Como exemplo, o
depoimento de testemunha moribunda;
IV. Correta.
A fonte de prova é de onde se consegue a
prova, que pode ser pessoas (fontes
pessoais) ou coisas (fontes reais). Como
exemplo, as pessoas que presenciaram o
crime são fontes de prova, pois poderão
prestar depoimento como testemunhas.
V. Correta.
Provas não repetíveis: são aquelas que,
uma vez produzidas, não há a possibilidade
de serem coletadas novamente, em virtude
do desaparecimento, destruição ou
perecimento da fonte probatória. De fato, o
exame de corpo de delito em crime de
lesão corporal leve é exemplo de prova não
repetível.
3. (EF-DPP231) Segundo o art. 155 do
Código de Processo Penal, “o juiz
formará sua convicção pela livre
apreciação da prova produzida em
contraditório judicial, não podendo
fundamentar sua decisão
exclusivamente nos elementos
informativos colhidos na investigação,
ressalvadas as provas cautelares, não
repetíveis e antecipadas”.
Pode-se diferenciar os três tipos de provas
mencionados no texto legal da seguinte
forma:
a) as provas cautelares são aquelas
em que o contraditório e a ampla
defesa são respeitados, uma vez
que se configura como prova
processual; as provas não repetíveis
e as provas antecipadas, por serem
provas pré-processuais, possuem
contraditório mitigado.
b) as provas cautelares podem ser
exemplificadas com aquelas
provenientes de quebras de sigilo,
como a interceptação telefônica,
produzidas durante a fase
investigativa; as provas não
repetíveis podem ser exemplificadas
como aquelas que só acontecem
por autorização judicial, a exemplo
da colheita do testemunho de
pessoa gravemente enferma; e as
provas antecipadas são aquelas
feitas no curso da investigação, por
meio de ações policiais, como o
exame de corpo de delito.
c) as provas cautelares são admitidas
no direito brasileiro para garantir a
consecução da justiça quando
houver risco de desaparecimento da
prova antes do término do processo
judicial; já as provas não repetíveis
e as provas antecipadas, apesar de
previstas no Código do Processo
Penal, não foram recepcionadas
pela Constituição Federal de 1988,
em respeito ao princípio do
contraditório e da ampla defesa.
d) os três tipos de provas citados são
admitidos no direito brasileiro, desde
que, no momento de sua
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consecução, seja garantida a
observância do contraditório e da
ampla defesa, todavia elas se
diferenciam pelo seu objeto. As
provas cautelarestêm como objeto
o atendimento à decisão judicial no
curso do inquérito; as provas não
repetíveis servem para garantir que
o perecimento do objeto não
prejudique o processo; e as provas
antecipadas são aquelas que
possuem como objeto a decisão
discricionária da autoridade policial.
e) as provas cautelares são aquelas
em que há um risco de
desaparecimento do objeto da prova
por decurso do tempo; as provas
não repetíveis são aquelas que não
podem ser reproduzidas
genuinamente em juízo; e as provas
antecipadas são aquelas feitas,
mediante autorização judicial, em
momento processual distinto do
legalmente previsto.
GABARITO E
Provas Cautelares: são aquelas em que
há risco de desaparecimento do objeto da
prova em razão do decurso do tempo e o
contraditório é, portanto, postergado.
Provas antecipadas: são aquelas
produzidas com a observância do
contraditório real, perante autoridade
judicial, em momento processual distinto
daquele legalmente previsto, em virtude de
urgência e relevância.
Provas não repetíveis: são aquelas que,
uma vez produzidas, não há a possibilidade
de serem coletadas novamente, em virtude
do desaparecimento, destruição ou
perecimento da fonte probatória.
4. (EF-DPP232) Em relação à prova,
avalie as afirmativas a seguir e assinale
V para a verdadeira e F para a falsa.
I. O juiz formará sua convicção
pela livre apreciação da prova
produzida em contraditório
judicial.
II. O juiz pode fundamentar sua
decisão exclusivamente nos
elementos informativos colhidos
na investigação.
III. As provas cautelares, não
repetíveis e antecipadas não
devem influenciar a convicção
do juiz.
As afirmativas são, respectivamente,
a) V, V e V.
b) V, F e V.
c) F, V e F.
d) V, F e F.
e) F, F e F.
GABARITO D
I. Verdadeira; II. Falsa; III. Falsa.
Os elementos de informação são colhidos
no curso da investigação preliminar e
não são submetidos ao crivo do
contraditório.
Nesse sentido, o juiz não pode fundamentar
a sentença condenatória
exclusivamente nos elementos de
informação, conforme art. 155 do CPP:
Art. 155, CPP - O juiz formará sua
convicção pela livre apreciação da
prova produzida em contraditório
judicial, não podendo fundamentar
sua decisão exclusivamente nos
elementos informativos colhidos na
investigação, ressalvadas as provas
cautelares, não repetíveis e
antecipadas.
As provas cautelares, não repetíveis e
antecipadas, ainda que produzidas no
curso da fase pré-processual, são aptas
a fundamentar a decisão judicial.
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5. (EF-DPP233) Acerca das disposições
relativas à prova no processo penal,
julgue o item seguinte.
O Código de Processo Penal elencou,
taxativamente, os meios de prova, não
sendo aceitos, por consequência,
aqueles considerados atípicos ou
inominados.
GABARITO ERRADO
A prova nominada é aquela descrita em lei,
ainda que não contemple seu
procedimento. Como exemplo, a
doutrina cita a reconstituição do crime
(CPP, art. 7º). Por outro lado, a prova
inominada é aquela que não consta no
ordenamento jurídico e, desde que
lícita, é admitida no processo penal.
De forma esquematizada:
6. (EF-DPP234) Quanto aos princípios,
meios e conceitos da investigação
criminal, julgue o item a seguir.
Documento público que comprove
determinado fato delituoso sob
investigação e que seja apreendido no
cumprimento de mandado de prisão
funcionará como meio de prova,
enquanto o mandado de busca será
caracterizado como meio de obtenção
de fontes materiais de prova.
GABARITO CERTO
O meio de prova, do qual o documento
público é um exemplo, é a própria
prova, ou seja, o elemento que serve de
fundamento para o convencimento do
juiz.
Por outro lado, o meio de obtenção de
prova é o procedimento utilizado para
adquirir a prova. Dessa forma, não é
apto, por si só, ao convencimento do
juiz. O mandado de busca e apreensão
é um exemplo.
7. (EF-DPP235) Indício é:
a) a circunstância conhecida e
provada, que, tendo relação com o
fato, autorize, por indução,
concluir-se a existência de outra ou
outras circunstâncias.
b) a circunstância conhecida que,
podendo ou não ter relação com o
fato, autorize investigar-se a
existência de outra ou outras
circunstâncias.
c) a circunstância que, não tendo
relação com o fato, autorize, por
indução, a investigação de outra ou
outras circunstâncias.
d) todo objeto ou material bruto, visível
ou latente, constatado ou recolhido,
que se relaciona à infração penal.
e) a circunstância que, não tendo
relação com o fato, se relaciona à
infração penal.
GABARITO A
Segundo Renato Brasileiro, indício é um
fato provado que permite, por
inferência, concluir pela ocorrência de
outro fato, ou seja, sinônimo de prova
indireta.
Nesse sentido, é o art. 239 do CPP:
Art. 239, CPP - Considera-se indício a
circunstância conhecida e provada, que,
tendo relação com o fato, autorize, por
indução, concluir-se a existência de
outra ou outras circunstâncias
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1 
 
SUMÁRIO 
PROVAS ................................................................................................................................ 2 
Provas: Nominadas e Inominadas ............................................................................................ 2 
Prova Emprestada .................................................................................................................... 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 
 
PROVAS 
PROVAS: NOMINADAS E INOMINADAS 
A prova nominada é aquela descrita em lei, ainda que não contemple seu 
procedimento. Como exemplo, a doutrina cita a reconstituição do crime (CPP, art. 7º). 
 
Por outro lado, a prova inominada é aquela que não consta no ordenamento jurídico 
e, desde que lícita, é admitida no processo penal. 
 
De forma esquematizada: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROVA EMPRESTADA 
A prova emprestada é aquela produzida em um determinado processo e que vem a 
ser aproveitada em outro. 
 
O fundamento de validade da prova emprestada é a economia processual, bem 
como o princípio da busca da verdade possível, na medida em que, muitas vezes, não é 
possível produzi-la novamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O tema é polêmico. 
 
Há corrente que aponta a natureza de prova documental para a prova emprestada, 
posição que entendo ser majoritária. Nesse sentido, Norberto Avena. 
 
Por outro lado, há quem defenda a manutenção da mesma natureza que detinha no 
processo original. Nesse sentido, Renato Brasileiro. 
 
 
 
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3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A resposta é SIM. 
 
Segundo a jurisprudência do STJ, é admissível a prova emprestada contra quem não 
figurou no processo originário, desde que seja assegurado o contraditório

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