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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PIAUÍ CAMPUS TERESINA CURSO GESTÃO ESCOLAR NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INTEGRAL JOSUÉ ALVES DE SOUSA JÚNIOR TÍTULO DO TRABALHO: Gestão democrática no contexto escolar TERESINA 2025 JOSUÉ ALVES DE SOUSA JÚNIOR TÍTULO DO TRABALHO: Gestão democrática no contexto escolar Projeto de pesquisa apresentado como exigência para aprovação na disciplina Xxxxxxxxxxxx do Curso de Xxxxxxxxxxxxx do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí, Campus Xxxxxxxxxxxxx. Orientador(a): Prof. Dr. Xxxxxxxx Xxxxxxxx. Coorientador(a)(se houver): Prof.ª Dr.ª Xxxxxx Xxx. TERESINA 2025 JOSUÉ ALVES DE SOUSA JÚNIOR TÍTULO DO TRABALHO: Gestão democrática no contexto escolar Projeto de pesquisa apresentado como exigência para aprovação na disciplina Xxxxxxxxxx do Curso de Xxxxxxxxxxxxx do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí, Campus Xxxxxxxxxxxxx. Aprovada em: ___/___/______. BANCA EXAMINADORA ________________________________________ Prof. Dr. Xxxxxxxxx Xxxxxxx (Orientador) Instituto Federal do Piauí (IFPI) _________________________________________ Prof. Dr. Xxxxxxxxx Xxxxxxx Instituição Xxxxxxxxx _________________________________________ Prof. Dr. Xxxxxxxxx Xxxxxxx Instituição Xxxxxxxxx Folha de aprovação opcional, caso o projeto de pesquisa seja submetido a uma Banca Examinadora. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Gráfico 1 · Habilidades em Linguagens .................................................... 17 Gráfico 2 · Habilidades em matemática..................................................... 17 Figura 1 - Esquema da sequência didática …........................................... 20 A lista de ilustrações deve ser elaborada de acordo com a ordem em que aparece no texto. O exemplo aqui é meramente ilustrativo. LISTA DE TABELAS Tabela 1 · Linguagem e interação..................................................................... 21 Tabela 2 · Contexto, interlocução e sentido...................................................... 25 A lista de tabelas deve ser elaborada de acordo com a ordem em que aparece no texto. O exemplo aqui é meramente ilustrativo. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas CRB Conselho Regional de Biblioteconomia IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IFPI Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí UFPI Universidade Federal do Piauí *A lista de abreviaturas e siglas deve ser ordenada alfabeticamente. O exemplo aqui é meramente ilustrativo. LISTA DE SÍMBOLOS % Porcentagem © Copyright ® Marca registrada $ Dólar § Seção *A lista de símbolos deve ser elaborada de acordo com a ordem em que aparece no texto, com o devido significado. O exemplo aqui é meramente ilustrativo. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..................................................................................... 9 2 JUSTIFICATIVA................................................................................... 10 3 OBJETIVOS......................................................................................... 11 4 REFERENCIAL TEÓRICO.................................................................. 12 4.1 TÍTULO DA SEÇÃO SECUNDÁRIA…........................................……. 12 4.1.1 Título da seção terciária.................................................................. 12 4.1.1.1 Título da seção quaternária................................................................ 12 5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS…………………………….. 13 5.1 MODALIDADE DE PESQUISA…………………………………………. 13 5.2 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS ……………….…………. 13 5.3 PARTICIPANTES DA PESQUISA ….………………………………..... 13 5.3.1 Aspectos éticos da pesquisa............................................................ 13 6 RESULTADOS ESPERADOS............................................................. 14 7 ORÇAMENTO...................................................................................... 15 8 CRONOGRAMA ………………………………………………………… 16 REFERÊNCIAS.................................................................................... 18 APÊNDICE A - TCLE........................................................................... 19 APÊNDICE B - TALE........................................................................... 20 ANEXO A – TÍTULO DO ANEXO...................................................... 21 1 INTRODUÇÃO A gestão democrática tem se tornando um dos motivos mais frequentes, na área educacional de reflexões e iniciativas públicas a fim de dar sequência a um Princípio constitucionalmente na lei de diretrizes e bases da educação nacional. O princípio está inscrito na Constituição Federal e na LDB, sendo assim, ele deve ser desenvolvido em todos os sistemas de ensino e escolas públicas do país. Ocorre, contudo, que como não houve a normatização necessária dessa forma de gestão nos sistemas de ensino, ela vem sendo desenvolvida de diversas formas e a partir de diferentes denominações: gestão participativa, gestão compartilhada, cogestão, etc. E é certo que sob cada uma dessas denominações, comportamentos, atitudes e concepções diversas são colocados em prática. A gestão democrática coloca em prática o espírito da Lei, por destacar a forma democrática com que a gestão dos sistemas e da escola deve ser desenvolvida. É um objetivo porque trata de uma meta a ser sempre aprimorada e é um percurso, porque se revela como um processo que, a cada dia, se avalia e se reorganiza. Traz, em si, a necessidade de uma postura democrática. E esta postura revela uma forma de perceber a educação e o ensino, onde o Poder Público, o coletivo escolar e a comunidade local, juntos, estarão sintonizados para garantir a qualidade do processo educativo. Os princípios educacionais foram estabelecidos pela Constituição Federal sobre os quais o ensino deve ser ministrado. Dentre eles, destaca-se a gestão democrática do ensino público, na forma da lei. Cabe, no entanto, aos sistemas de ensino, definir as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: · Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; · Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes; (LDB–Art. 14). Como condição para o estabelecimento da gestão democrática é preciso que os sistemas de ensino assegurem as unidades escolares públicas de educação básica que os integram, progressivos graus de autonomia pedagógica, administrativa e financeira, observadas as normas gerais de direito financeiro público (LDB-Art. 15) Tem como principal problema a dificuldade de trabalho em equipe e à falta de espírito de coletividade. Os professores citam que não conseguem entrar em um consenso nas decisões. 2 JUSTIFICATIVA A gestão escolar democrática, além de fortalecer os vínculos da comunidade escolar, potencializando o processo de ensino aprendizagem dos alunos, também consegue atuar em pontos de atenção dos colégios. A seguir, listamos alguns dos principais impactos dessa gestão: · Diminui a falta de interesse dos alunos; · Torna as perspectivas dos jovens mais positivas em relação ao futuro; · Amplia a qualidade do ensino; · Cria vínculos sólidos com a sociedade; Desenvolve projetos políticos pedagógicos mais atrativos;+9 · Constrói relações humanizadas; · Favorece os processos educativos significativos; · Respeita e valoriza as opiniões de todos. Esses ganhos são possíveis graças ao compartilhamento de ideias e tarefas, já que na gestão escolar democrática nenhuma decisão é tomada sem que todos os membros tenham consciência das suas consequências. 3 OBJETIVOS Os objetivos da sua pesquisa devem ser divididos em objetivo geral e específicos.3.1 OBJETIVO GERAL A implementação da gestão democrática escolar pode variar em diferentes sistemas educacionais e culturais, mas, em geral, ela visa criar um ambiente inclusivo, participativo e responsivo às necessidades de todos os envolvidos. 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS A gestão democrática na escola está centrada na ideia de aproximar a instituição das famílias e da sociedade a fim de promover um ensino de mais qualidade e focado na formação de cidadãos protagonistas e conscientes. 4 REFERENCIAL TEÓRICO O direito a educação e o primeiro direito social do cidadão, e como direito, e dever do estado oferecer a todos os cidadãos de seis a dezessete anos de idade e para aqueles que não tiveram acesso na idade adequada educação gratuita e de qualidade. Sendo assim, cabe aos estados e municípios, oferecer a todos os indivíduos gratuitamente e com qualidade, o ensino fundamental, primeira etapa da educação básica, como também o ensino médio e a educação infantil deve ser ofertado a todos os que procurarem matricular-se na rede pública de ensino. No Brasil, o ensino fundamental é reconhecido e protegido legalmente desde 1934, e como direito público subjetivo desde 1988, ano da promulgação da Constituição Federal. Por isso, a gestão democrática torna-se cada vez mais fundamental para que a educação pública garanta a qualidade social do ensino por meio da participação da comunidade escolar e local na elaboração do Projeto Político Pedagógico da escola, da participação no Colegiado Escolar, no Grêmio Estudantil, nas associações de Pais e Mestres, de modo que todos os envolvidos participem das tomadas de decisões, a fim de buscar as melhores alternativas para contemplar as reais necessidades dos alunos e da escola. Desse modo, o PPP da escola é o principal meio para garantir que a gestão seja democrática, pois, é no Projeto Político Pedagógico que, os objetivos e metas a serem alcançados pela instituição serão traçados. Mas para isso é preciso ser elaborado por todos os segmentos da escola e revisto periodicamente a fim de fazer possíveis modificações se necessário. Ao perceber que o ensino oferecido pela rede pública, apenas cumpre em parte o que é determinado legalmente pelas leis que regem o ensino público brasileiro, despertou em mim, o desejo de buscar mais a respeito da gestão democrática. O principal objetivo do estudo foi o de analisar o pensar e o fazer da gestão democrática no contexto de uma escola pública. As questões que nortearam o desenvolvimento do trabalho foram: Que sentidos e significados devemos atribuir a gestão democrática no contexto da escolar? Quais as estratégias utilizadas pela escola no sentido de fortalecer a participação de todos os segmentos (professores, funcionários, alunos e pais) nas tomadas de decisões? O presente estudo orientou-se pela pesquisa bibliográfica, com base em pressupostos teóricos de autores renomados como, Dias (2004), Pimentel (2010) e Gadotti (2003), dentre outros, que discutem a temática como um meio para solucionar os problemas da educação, por tratar-se de uma forma de gestão na qual as decisões são tomadas no coletivo, de forma horizontal pelos verdadeiros usuários do ensino público, de modo que os mesmos possam decidir sobre as reais necessidades de cada escola a fim de buscar um ensino de qualidade igualitário para todos. Entende-se por gestão as atividades de tomada de decisão e de fazer essa decisão funcionar, de modo que faça alcançar os objetivos propostos pela instituição escolar ou empresarial. No caso de tratar-se da gestão escolar, que além de administrar os recursos financeiros o diretor (a) também administra o trabalho acadêmico, buscando com isso atingir aos objetivos da escola. Faz com que muitas vezes a pessoa do diretor seja vista, como o culpado caso o ensino da escola na qual trabalha não atenda às necessidades dos alunos. Segundo Dias (2004), o diretor de escola exerce uma função bastante complexa, em que se podem distinguir pelo menos três aspectos: o de autoridade escolar, o de educador e o de administrador. Essa autoridade que o autor se refere, entretanto, muito se difere de autoritarismo. Ter autoridade não significa ser ditatorial. Muito pelo contrário. Em uma escola como em qualquer outra instituição, possui liderança, sem ser ditador, alguém que incentive, motive e cobre a participação dos demais. Para Dias (2004 p. 223), a educação é um trabalho em equipe. É um trabalho conjunto, que se torna tanto mais produtivo quanto mais a equipe for capaz de trabalhar entrosadamente. [...] nenhum professor pode pretender realizar bem sua tarefa ignorando o que fazem os outros professores. [...] Portanto, participar da coordenação do trabalho (que é, em princípio, uma questão administrativa) é uma responsabilidade irrecusável de todo professor. De acordo com Sacristán (1999, p. 57), democracia é “um conjunto de procedimentos para viver racionalmente”. São “cidadãos livres que determinam a si mesmos como indivíduos e coletivos”. Porém, isso não quer dizer falta de comando em que cada um toma as decisões do modo que bem entender. Trata-se de uma forma de governo que visa o bem comum em que todos os cidadãos têm os mesmos direitos de participação. Portanto, gestão democrática é uma forma de gerir uma instituição de maneira que possibilite a participação, transparência e democracia, na qual envolva todos os segmentos na elaboração e tomadas de decisões, visando o interesse do coletivo. Na visão de Pimentel (2010. p 44), “pensar em gestão democrática é associar os indicadores de autonomia, descentralização, desconcentração e flexibilidade nas tomadas de decisões”. Para ela, A expressão gestão, no contexto educacional, é caracterizada pela dinâmica intensa da participação consciente dos sujeitos envolvidos no processo e pela tomada de decisões necessárias à aplicabilidade e a governança das ações na educação. (PIMENTEL, 2010, p. 27). Não é por acaso que o termo ‘gestão democrática’ aparece no vocabulário, na literatura e nas conduções das políticas públicas para a educação na contemporaneidade. É fruto de ideias e valores que conduzem e amparam a organização sociopolítica da nossa sociedade. Podemos identificar várias formas, modelos e tendências de gestão, as quais ganharam relevante discussão nos últimos anos: modelo de gestão tradicional, modelo de gestão renovador, modelo de gestão democrática, modelo de gestão participativo, sendo que, todos esses modelos de gestão, foram pensados com o objetivo de melhorar a qualidade da educação por ter em vista as mudanças sofridas pela sociedade. Devido à introdução das novas tecnologias, a escola precisa acompanhar as exigências do mercado tanto de trabalho como de consumo. Por esse motivo, o modelo de gestão mais apropriado para garantir a qualidade social da educação é o de gestão democrática, por privilegiar a participação de todos os segmentos da escola nas tomadas de decisões, de modo que todos participem da elaboração e realização do trabalho, de forma que se sentirão mais motivados em pôr em prática algo feito e pensado por eles, visto que democracia supõe autonomia e participação. A esse respeito, Gadotti (2003), ao abordar o porquê de discutir hoje a autonomia da escola, afirma que, discutir a autonomia da dessa instituição, é discutir a própria natureza da educação. Segundo ele, A palavra “autonomia” vem do grego e significa capacidade de auto-determinarse, de auto realizar-se, de “autos” (si mesmo) e “nomos” (lei). Autonomia significa autoconstrução, autogoverno. Mas não existe uma autonomia absoluta. Ela sempre está condicionada pelas circunstâncias, portanto a autonomia será relativa e determinada historicamente. (GADOTTI, 2003, p. 10). Por conta desse fator, ter autonomia não significa falta de controle e liderança. Nessa perspectiva, os cidadãos são livres para opinar e decidir, porém quem determina até onde podem ir, são as regras sociais, que, caso sejam violadas, implicam crime contra a ordem pública. A ideia de escola nova, segundo o autor citado, está sempre associadaà ideia de liberdade, e, assim sendo, o movimento antiautoritário na educação, inaugura entre escola tradicional (aquela centrada no professor) e a escola nova (aquela centrada no aluno), uma educação que privilegia o aluno enquanto individuo capaz de interagir criticamente na sociedade da qual faz parte, como também, participar ativamente como cidadão crítico e participativo da sociedade. A escola contemporânea deve buscar uma ativamente do mercado de trabalho. Desse modo, as escolas devem elaborar seus projetos de ensino na própria instituição, visando o desenvolvimento pleno do estudante de acordo as necessidades de cada escola. Porém, para que isso ocorra, os gestores devem ter autonomia na realização dos trabalhos escolares, de maneira que não fiquem subordinados à secretaria da educação, fazendo como que a escola apenas reproduza pacotes prontos que, em nada contribuem para a formação dos indivíduos. Foi a Escola Nova que levantou mais alto a bandeira da autonomia na escola, entendendo-a como livre organização dos estudantes, autogoverno. Muitas experiências pedagógicas foram feitas nesse sentido [...]. Todavia, o movimento da Escola Nova, que introduziu os métodos ativos e livres na educação enfatizou mais a autonomia como fator de desenvolvimento pessoal do que como fator de mudança social. Ela tem o mérito, porém, de evidenciar como a autonomia e o autogoverno fazem parte da própria natureza da educação. (GADOTTI, 2003, p. 12-14). Apesar da Escola Nova, ter enfatizado mais a autonomia como fator de desenvolvimento pessoal, não deixou de ter sido um grande salto na busca de uma educação de melhor qualidade, já que os idealizadores dessa escola almejaram um ensino capaz de libertar os indivíduos do modelo de educação imposto. Nessa visão, o educando é um sujeito livre e ativo, por isso deve intervir no ensino que quer receber. Na visão de Gadotti (2003, p.28), “uma política democrática de educação é uma reivindicação antiga dos educadores brasileiros”. Segundo ele, durante a ditadura militar, compreendida entre os anos 1964 e 1985, o tema da participação e da democratização da gestão. da educação tomou conta de boa parte dos debates e discussões pedagógicas, tanto no setor público como no setor privado. Como se sabe, o tema da democratização da gestão foi muito debatido durante a luta pela Constituinte, entre 1985 e 1988, data da promulgação da Constituição que consagrou o princípio da ‘gestão democrática do ensino público’ (GADOTTI, 2003, p.30). As eleições para as municipalidades nesse mesmo ano possibilitaram aos partidos populares a chegada ao poder municipal e, com isso, vários projetos de gestão democrática foram experimentados em diversos municípios, com a implantação de eleições para diretor de escola, implantação de Conselhos de Escola e administração colegiada. Só muito recentemente, isto é, nos últimos dois anos, é que o tema da autonomia da escola aparece com mais frequência nos debates pedagógicos e nas reformas educacionais. Esse tema está tomando o lugar do tema da participação e da autogestão. Poderia me arriscar dizendo que é quase um meio termo entre os dois. A gestão democrática é discutida em nosso país há décadas, porém, ainda é vista em algumas escolas como uma utopia, na qual seus gestores são admitidos ao cargo por indicação política, apesar de ser uma exigência do ordenamento legal que rege o ensino público brasileiro, no qual estes devem ser admitidos por meio de concurso público ou eleição direta. Para Libâneo (2011), toda a unidade escolar, incluindo todos os seguimentos, precisa participar de forma eficaz e consciente nas práticas de organização e gestão da escola. Assim se posiciona ele: A organização e a gestão constituem o conjunto das condições e dos meios utilizados para assegurar o bom funcionamento da instituição escolar, de modo que alcance os objetivos educacionais esperados. Os termos organização e gestão são, frequentemente, associados à ideia de administração, de governo, de provisão de condições de funcionamento de determinada instituição social – família, empresa, escola, órgão público, entidades sindicais, culturais, científicas, etc. – para a realização de seus objetivos. (LIBANEO, 2011, p. 293).Para ele, as escolas precisam valorizar a necessidade da gestão participativa e da gestão da participação, visto que a escola é um espaço no qual se prevalece o elemento humano e que, portanto, precisa ser democraticamente administrada, a fim de buscar realizar um trabalho no qual os indivíduos possam pensar não somente em si, mas também no coletivo. PROJETO DE PESQUISA O direito a educação e o primeiro direito social do cidadão, e como direito, e dever do estado oferecer a todos os cidadãos de seis a dezessete anos de idade e para aqueles que não tiveram acesso na idade adequada educação gratuita e de qualidade. Sendo assim, cabe aos estados e municípios, oferecer a todos os indivíduos gratuitamente e com qualidade, o ensino fundamental, primeira etapa da educação básica, como também o ensino médio e a educação infantil deve ser ofertado a todos os que procurarem matricular-se na rede pública de ensino. No Brasil, o ensino fundamental é reconhecido e protegido legalmente desde 1934, e como direito público subjetivo desde 1988, ano da promulgação da Constituição Federal. Por isso, a gestão democrática torna-se cada vez mais fundamental para que a educação pública garanta a qualidade social do ensino por meio da participação da comunidade escolar e local na elaboração do Projeto Político Pedagógico da escola, da participação no Colegiado Escolar, no Grêmio Estudantil, nas associações de Pais e Mestres, de modo que todos os envolvidos participem das tomadas de decisões, a fim de buscar as melhores alternativas para contemplar as reais necessidades dos alunos e da escola. Desse modo, o PPP da escola é o principal meio para garantir que a gestão seja democrática, pois, é no Projeto Político Pedagógico que, os objetivos e metas a serem alcançados pela instituição serão traçados. Mas para isso é preciso ser elaborado por todos os segmentos da escola e revisto periodicamente a fim de fazer possíveis modificações se necessário. Ao perceber que o ensino oferecido pela rede pública, apenas cumpre em parte o que é determinado legalmente pelas leis que regem o ensino público brasileiro, despertou em mim, o desejo de buscar mais a respeito da gestão democrática. O principal objetivo do estudo foi o de analisar o pensar e o fazer da gestão democrática no contexto de uma escola pública. As questões que nortearam o desenvolvimento do trabalho foram: Que sentidos e significados devemos atribuir a gestão democrática no contexto da escolar? Quais as estratégias utilizadas pela escola no sentido de fortalecer a participação de todos os segmentos (professores, funcionários, alunos e pais) nas tomadas de decisões? O presente estudo orientou-se pela pesquisa bibliográfica, com base em pressupostos teóricos de autores renomados como, Dias (2004), Pimentel (2010) e Gadotti (2003), dentre outros, que discutem a temática como um meio para solucionar os problemas da educação, por tratar-se de uma forma de gestão na qual as decisões são tomadas no coletivo, de forma horizontal pelos verdadeiros usuários do ensino público, de modo que os mesmos possam decidir sobre as reais necessidades de cada escola a fim de buscar um ensino de qualidade igualitário para todos. ORÇAMENTO: A gestão financeira das instituições de ensino é um dos pilares fundamentais para garantir a qualidade educacional e a sustentabilidade das escolas. Em um cenário de crescentes desafios econômicos e sociais, a administração dos recursos financeiros precisa ser eficiente, transparente e alinhada às necessidades da comunidade escolar. O presente século tem sido marcado por uma exigência cada vez maior por accountability e participação social na gestão pública e privada, tornando imprescindível a adoção de mecanismos capazes de ampliar a democratização das decisões financeiras dentro das instituições de ensino.Nesse contexto, o orçamento participativo emerge como possibilidade de gestão democrática que permite maior transparência e envolvimento da comunidade escolar na tomada de decisões. Esse modelo de gestão possibilita que gestores, professores, alunos e pais participem ativamente do planejamento financeiro da escola, promovendo um ambiente colaborativo e eficiente. A implementação do orçamento participativo nas escolas se torna, assim, um meio de fortalecer a educação cidadã, engajando os diferentes segmentos da comunidade no uso consciente dos recursos disponíveis. O orçamento participativo é um instrumento que busca descentralizar o poder decisório e estimular o protagonismo social, contribuindo para que os recursos sejam aplicados de maneira mais justa e equitativa. Nas escolas, sua aplicação permite que os envolvidos tenham um maior senso de pertencimento e compreendam como são alocados os recursos destinados à educação. Dessa forma, a transparência e a prestação de contas tornam-se não apenas uma exigência legal, mas também um compromisso com a responsabilidade social e a construção de uma cultura de participação. No entanto, para que o orçamento participativo seja eficaz, é essencial que haja uma estrutura contábil bem organizada, capaz de fornecer informações acessíveis para a tomada de decisão. A contabilidade desempenha um importante papel nesse processo, pois contribui para a transparência dos gastos, o controle financeiro e a prestação de contas. A adoção de princípios contábeis na gestão escolar permite a estruturação de relatórios financeiros compreensíveis para a comunidade, possibilitando que todos os envolvidos tenham conhecimento sobre os recursos disponíveis e sua destinação. Cronograma: A gestão democrática e transparente das instituições de ensino é um imperativo no cenário educacional contemporâneo, e o orçamento participativo apresenta-se como uma poderosa ferramenta nesse processo. Ao longo deste artigo, foi possível refletir sobre como a contabilidade pode ser uma aliada estratégica na promoção de uma gestão financeira participativa nas escolas, contribuindo para o fortalecimento da cidadania, da autonomia e da corresponsabilidade da comunidade escolar na administração dos recursos públicos. Discutiu-se o conceito e o histórico do orçamento participativo, demonstrando sua relevância no contexto educacional e os principais desafios enfrentados na sua implementação. Também se evidenciou o papel importante que a contabilidade desempenha no fornecimento de informações acessíveis, promovendo a transparência, a prestação de contas e a confiança nos processos de tomada de decisão coletiva, por isso é importante que se trabalhe esses conceitos no contexto escolar. Nesse sentido, ressaltou-se a importância da educação financeira na educação básica como um instrumento de formação crítica e consciente. Ao serem introduzidos desde cedo nos princípios da administração financeira, os alunos desenvolvem habilidades importantes para a vida em sociedade, compreendem melhor o funcionamento dos recursos públicos e passam a valorizar a participação de forma integrada na gestão da escola. Dessa forma, defendemos que a contabilidade e a educação financeira, quando colocadas no projeto pedagógico das instituições de ensino e articuladas com práticas democráticas como o orçamento participativo, podem transformar o cenário e a cultura da gestão escolar. Mais do que cumprir exigências legais, essas ferramentas contribuem para a formação de sujeitos críticos, participativos, responsáveis e conscientes, sendo assim preparadas para a vida em sociedade. Como sugestão para futuras pesquisas, recomendamos a realização de estudos de caso sobre experiências bem-sucedidas de implementação do orçamento participativo em escolas públicas e privadas, a fim de identificar boas estratégias de ensino aprendizado e de administração de recursos. Outra possibilidade é investigar a percepção dos alunos, professores e gestores sobre a inclusão da educação financeira no currículo escolar, bem como os impactos dessa prática na comunidade local a fim de melhorar o projeto político da escola com vista a formação do cidadão para além do contexto de sala de aula. Referências: GESTÃO DEMOCRÁTICA NO CONTEXTO ESCOLAR: CONCEITO, LIMITES E DESAFIOS: Enilson Marques de Oliveira Reginaldo Neves Martins Dragsa Silva Santos Lima Orçamento participativo nas escolas: como a contabilidade pode contribuir para a gestão financeira democrática nas instituições de ensino Camila Pereira de Souza Gois https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/o-papel-gestao-democratica-nas-escolas.htm https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2019/TRABALHO_EV127_MD1_SA4_ID10123_02092019094542.pdf https://sophia.com.br/gestao-escolar-democratica-descubra-o-que-e-e-sua-importancia/#:~:text=A%20gest%C3%A3o%20escolar%20democr%C3%A1tica%2C%20al%C3%A9m,pontos%20de%20aten%C3%A7%C3%A3o%20dos%20col%C3%A9gios. https://www.proesc.com/blog/gestao-democratica-escolar/#:~:text=A%20gest%C3%A3o%20democr%C3%A1tica%20na%20escola%20est%C3%A1%20centrada%20na%20ideia%20de,de%20cidad%C3%A3os%20protagonistas%20e%20conscientes. image1.png