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UNIVERSIDADE DE BELAS 
FACULDADE DE CIÊNCIAS DE SAÚDE 
CURSO DE FISIOTERAPIA 
 
TRABALHO DE CONTROLE MOTOR 
 
TEMA: 
 
SISTEMA VESTIBULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOCENTE 
_____________________________________ 
2 
 
 
UNIVERSIDADE DE BELAS 
FACULDADE DE CIÊNCIAS DE SAÚDE 
CURSO DE FISIOTERAPIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SALA Nº34 
TURMA: B 
PERIODO: TARDE 
CURSO: FISIOTERAPIA 
 3º ANO 
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RESUMO 
 O sistema vestibular é constituído pelos canais semicirculares assim como os órgãos 
otolíticos, nomeadamente o sáculo e o utrículo. Estes interpretam o movimento e 
posição da cabeça através da endolinfa, criando um vetor que é posteriormente enviado 
para o cérebro. 
 O seu estudo em isolamento pode ser feito através da aplicação de uma corrente 
transmastoidal, denominada de estimulação galvânica. A sua utilização permitiu 
compreender a influência de todos os órgãos vestibulares em sincronia, mas também 
chamou atenção para a influência de outros sistemas como o proprioceptivo na postura, 
equilíbrio e orientação. 
 
Autora 
MARLENE BIZERRA SELO 
Instituição 
UNIVERSIDADE DE BELAS –FACULDADE DE CIENCIAS DE SAUDE 
Curso 
FISIOTERAPIA 
Palavras-chave: Sistema Vestibular 
 
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AGRADECIMENTO 
 
 Agradecemos primeiramente a Jeová por nos dar saúde física e mental para 
enfrentar todas as situações dessa jornada acadêmica, e por sempre ouvir e atender as 
nossas orações. 
 Agradeço também aos nossos familiares por colaborar dando o apoio e incentivo e 
dando suporte de muitas formas na nossa vida e durante a nossa caminhada 
formativa. 
 Também gostaríamos de dedicar este trabalho ao nosso docente, por ter ressaltado 
este tema dando-nos assim a oportunidade de obter, mas conhecimento em prol dos 
nossos objetivos acadêmicos. 
O nosso muito obrigado caríssimo docente. 
 
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INTRODUÇÃO 
 A função do sistema vestibular é crucial para a nossa capacidade de manter o 
equilíbrio e a orientação espacial. 
 
 Este sistema complexo, localizado no ouvido interno, trabalha em conjunto com 
outros sentidos, como a visão e o sistema somatossensorial, para garantir que 
permaneçamos estáveis e bem orientados no nosso ambiente. Quando ocorre uma 
disfunção do sistema vestibular, os sintomas podem variar desde vertigens e náuseas 
até problemas de equilíbrio e instabilidade postural. 
 
 Neste trabalho, iremos de explora em detalhes o que é a disfunção do sistema 
vestibular, as suas causas, sintomas e formas de reabilitação. 
 
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OBJECTIVOS 
 
Objetivo geral: Conhecimento sobre sistema vestibular 
Objetivo especifico: 
 Disfunção do sistema vestibular 
 Causas 
 Sintomas 
 formas de reabilitação. 
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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 O sistema vestibular exerce um importante papel na manutenção do equilíbrio geral do 
corpo, sendo constituído por três componentes: um sistema sensorial periférico, 
denominado aparelho vestibular, um processador central, constituído pelo cerebelo e 
núcleos vestibulares, e um mecanismo de resposta motora, composto por neurônios 
motores que induzem os músculos a realizar movimentos oculares e ajustes posturais a fim 
de manter o equilíbrio. 
 O aparelho vestibular é um órgão sensorial localizado no interior da orelha interna, 
posterior ao osso temporal, sendo dividido em labirinto ósseo (porção óssea) e labirinto 
membranoso (porção membranosa). 
 O labirinto ósseo apresenta três canais semicirculares (anterior, posterior e lateral), o 
vestíbulo e a cóclea, que compreende a região sensorial do aparelho vestibular 
especializada na audição, tendo pouca relação com o equilíbrio. Esses canais semicirculares 
apresentam uma dilatação em uma de suas extremidades, denominada ampola. 
 Os receptores de posição e movimento da cabeça estão localizados no sistema 
vestibular. o ouvido interno apresenta no osso temporal duas partes que constituem o 
labirinto. O labirinto anterior é a cóclea e o labirinto posterior é o sistema vestibular. 
 
FISIOLOGIA DO SISTEMA VESTIBULAR 
 
 O ouvido interno é dividido em labirinto anterior e posterior. 
 O labirinto posterior é composto por dois sistemas de cavidades ósseas: os canais 
semicirculares e o vestíbulo. Localiza-se no osso temporal e contém em seu interior o 
labirinto membranoso. 
 O aparelho vestibular funciona continuamente, inclusive durante o sono, de forma 
inconsciente. A assimetria da resposta labiríntica, seja pela estimulação excessiva ou 
pela hipoestimulação, leva a vertigem, nistagmo e reflexo vagal que são sensações 
conscientes. 
Funções do labirinto Vestibular são: 
1) transformar as forças provocadas pela aceleração da cabeça e da gravidade em um 
sinal biológico. 
2) informar os centros nervosos sobre a velocidade da cabeça e sua posição no espaço. 
3) iniciar alguns reflexos necessários para a estabilização do olhar, da cabeça e do corpo. 
Todas essas funções são importantes para o equilíbrio (capacidade de manter a postura 
apesar de circunstâncias adversas). Além do aparelho vestibular periférico, o equilíbrio 
é também determinado pelos olhos, com sua percepção das relações espaciais, pelos 
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interceptores (músculos, tendões, articulações, vísceras, ...) e pelos esteroceptores da 
pele. 
 O sistema vestibular detecta a posição e o movimento da cabeça no espaço pela 
integração das informações dos receptores periféricos localizados no ouvido interno. 
 As células sensórias do labirinto posterior transformam energia mecânica que resulta 
dos movimentos ciliares em sinal biológico. 
 Os canais semicirculares são responsáveis pela mensuração de acelerações angulares, 
causadas pela rotação da cabeça ou do corpo. Cada ducto tem um máximo de 
sensibilidade ao movimento angular, em um eixo perpendicular à sua posição. Um 
movimento voltado para a máxima excitação de um membro do par funcional, produz a 
máxima inibição do outro membro. Como os movimentos rotatórios da cabeça não 
ocorrem apenas nos planos exatos dos canais, mais de um par deve ser excitado 
concomitantemente pela maioria dos movimentos. 
 Com o movimento rotatório da cabeça, há movimento uniforme da endolinfa no 
sentido contrário, porém com velocidade igual ao do ducto semicircular. Na parada da 
cabeça, a endolinfa, por inércia, continua a deslocar-se no mesmo sentido até deter-se. 
Isso resulta em pressão na cúpula que se deflete e movimenta os cílios que nela 
penetram. 
 
 DISFUNÇÃO VESTIBULAR 
 
 A disfunção vestibular é uma condição que afeta o sistema vestibular, responsável 
pelo equilíbrio e coordenação de movimentos. 
 
 É caracterizada por uma perturbação do funcionamento do sistema vestibular, 
podendo acometer desde os órgão que compõe o labirinto, até mesmo o nervo 
vestibular ou ainda núcleos vestibulares e estruturas adjacentes, muitas vezes 
ocasionando desequilíbrio, tonturas, vertigens e desorientação espacial. Esses 
sintomas podem ser intermitentes ou contínuos e podem ser desencadeados por 
mudanças de posição, movimentos da cabeça ou estresse emocional. 
 
 O diagnóstico da disfunção vestibular pode ser desafiador, pois os sintomas podem 
ser semelhantes aos de outras condições médicas, no entanto um otoneurologista 
experiente pode fazer uma avaliação completa do sistema vestibular e recomendar o 
tratamento apropriado. 
 
Disfunções vestibulares periféricas: causas, sintomas e tratamento 
 
As patologias vestibulares mais comuns são: 
 
1) Vertigem posicional paroxística benigna 
 
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Os sintomas mais comuns da Vertigem Posicional Paroxística Benigna são curtos 
episódios de vertigem, que duram menos de um minuto (normalmente desencadeados 
por mudanças da posição da cabeça), náusea e/ou vómito. 
 
Geralmente ocorre quando partículas flutuantes de cálcio (otocónias) são deslocadas 
para outra parte do ouvido interno (mais comumente para o canal semicircular 
posterior) quandoa cabeça muda de posição. 
 
A reabilitação é feita normalmente com manobras de reposicionamento dos cristais 
para corrigir a lesão. 
 
2) Doença de Ménière 
 
A Doença de Ménière provoca episódios de vertigem recorrentes que duram de 
minutos a várias horas, sem sintomas neurológicos associados. Os pacientes 
apresentam perda auditiva unilateral, plenitude aural e zumbido. 
 
O tratamento recorre a diuréticos e a uma dieta pobre em sal. 
 
3) Labirintite purulenta 
 
A labirintite é uma inflamação do ouvido interno e pode ter causas diversas, como 
infeções por vírus ou bactérias. 
 
Os principais sintomas são uma vertigem forte e incapacitante, náusea, dor de cabeça 
e falta de ar, entre outras. 
 
A labirintite está associada a alguns fatores de risco, como idade avançada, diabetes, 
uso de alguns medicamentos, fumo e consumo de álcool. 
 
O diagnóstico é feito por exame otoneurológico. O tratamento consiste em 
medicamentos que aliviam os sintomas. O repouso e a hidratação são essenciais 
durante o tratamento. 
 
4) Neuronite vestibular 
 
A neuronite (inflamação do nervo) afeta o ramo vestibular do nervo auditivo. Resulta 
em vertigem súbita, com duração de dias, mas sem alteração da audição. 
 
O tratamento é feito com medicação adequada e deve ser mantida por 1 ou 2 meses, 
mesmo depois de terminarem os sintomas. Podem ainda ser úteis exercícios de 
reabilitação vestibular. 
 
5) Enxaqueca vestibular 
 
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A enxaqueca vestibular é caracterizada por episódios de vertigem, que duram de 
vários minutos a horas. Nesta situação, os pacientes apresentam história de 
enxaqueca, aversão à luminosidade e ao som, sem perda auditiva. 
 
O tratamento é farmacológico. 
 
6) Fístula perilinfática 
 
A fístula perilinfática refere-se a uma pequena abertura entre as membranas que 
separam o ouvido médio da perilinfa do ouvido interno. Esta situação provoca 
mudanças na pressão do ouvido médio, que afetam diretamente o ouvido interno, 
causando perturbações do equilíbrio. Estes sintomas são agravados com tosse, 
espirros, esforços ou exposição a ruídos altos. 
 
O tratamento consiste em repouso, mantendo a cabeça sempre elevada, mesmo a 
dormir, evitando pegar em pesos. A maioria dos casos cura espontaneamente, 
podendo haver necessidade de cirurgia. 
 
7) Deiscência do canal semicircular superior 
 
Resulta da existência de osso muito fino do canal semicircular superior, que facilmente 
pode ser deslocado por estímulos sonoros, criando perturbações vestibulares e/ou 
auditivas. 
 
Para um diagnóstico definitivo, é necessário recorrer a tomografia computorizada de 
alta resolução. 
 
 
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CONCLUSÃO 
 
 Concluí que o sistema vestibular influência no equilíbrio e orientação espacial é de 
suma importância o seu desempenho funciona à base de vetores conforme a 
movimentação da endolifa pelos canais semicirculares e órgãos otolíticos. 
 
 Esta é a principal forma de orientação e equilíbrio do corpo, como provado pelos 
estudos através da estimulação galvânica, mas de longe o único. 
 
 Os principais sistemas que interagem intimamente com o sistema vestibular serão o 
sistema visual, proprioceptivo e motor, assim como algumas áreas do cerebelo. Estes 
fornecem constantes informações ao cérebro que são unidas às aferências do vestíbulo. 
 
 
 
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REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS 
 
 
https://www.vertigemedesequilibrio.com.br/funcoes-do-sistema-vestibular~ 
 
http://www.otorrinousp.org.br/imagebank/seminarios/seminario_33.pdf 
 
https://eaclinicas.pt/2021/10/13/disfuncao-do-sistema-vestibular-o-que-e-e-como-reabilitar/ 
 
https://www.vertigemedesequilibrio.com.br/funcoes-do-sistema-vestibular~

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