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IDENTIFICAR AS PARTES DO MICROSCÓPIO;
PARTE ÓPTICA:
Condensador: Projeta um cone de luz sobre as células
Objetiva: Projeta a imagem aumentada no plano focal da ocular 
Ocular: Aumenta a imagem 
Fonte de luz: Fica abaixo do espécime 
PARTE MECÂNICA
Mesa ou platina: Sustentação da lâmina
Parafuso macrométrico: Fornece foco grosseiro
Parafuso micrométrico: Fornece foco fino
DESCREVER AS ETAPAS DO PREPARO DE LÂMINAS HISTOLÓGICAS;
Para estudos no microscópio óptico (MO), os tecidos devem ser fixados, desidratados, cortados e corados.
Fixação: Os fragmentos de tecidos são tratados com agentes químicos (formol, formaldeído tamponado 4%), denominados de fixadores, que têm como finalidade conservar as características do tecido, evitar degradação das células através das enzimas (autólise) ou bactérias. 
Desidratação e clarificação: Para que o material passe por outros tratamentos, como a inclusão, é necessário retirar a água do tecido em uma série gradativa de concentração crescente de etanol até 100% (desidratação). O material é tratado em um solvente (xilol) miscível em álcool e parafina (clarificação ou diafanização).
Inclusão ou impregnação e microtomia: O material é levado para a estufa (56 a 60ºc) e impregnado com parafina fundida. A inclusão é necessária para obtenção de cortes delgados sem que ocorram danos na estrutura do tecido. Após a inclusão, os fragmentos são montados em blocos de parafina e, quando solidificado, o bloco contendo o material é seccionado no micrótomo (máquina contendo uma navalha de aço na espessura de 1 a 40 mm). 
Coloração e montagem: Os cortes são montados em lâminas e precisam passar pela etapa de coloração. Como os corantes são hidrossolúveis, a parafina deverá ser retirada com a solução de xilol e os cortes reidratados. Embora haja vários tipos de corantes, os mais comuns na histologia são a hematoxilina (cora os componentes ácidos) e a eosina (cora os componentes básicos em róseo), denominada HE. Após a coloração, o material deve ser desidratado novamente e montado em uma resina de modo que a lamínula possa ser fixada sobre o material, fornecendo-lhe proteção.
DIFERENCIAR CÉLULAS PROCARIONTES E EUCARIONTES;
Apesar da diversidade dos seres vivos, podemos agrupá-los em: seres procariontes e eucariontes. Os procariontes (bactérias e algas cianofíceas) são caracterizados pela falta de organelas membranosas, ausência de carioteca e cromossomos dispersos no citoplasma. Os seres eucariontes (fungos, algas, vegetais e animais) apresentam sistema complexo de membranas que criam compartimentos intracelulares especializados em determinadas funções (organelas) e presença de carioteca delimitando o material genético.
As células procariontes (pro: primeiro e cario: núcleo): são caracterizadas pela ausência de carioteca ou membrana nuclear. O material genético (cromossomos) fica distribuído no citoplasma. As células procariontes são pobres em membranas e falta o citoesqueleto. Como exemplos de seres procarionte, temos as bactérias e cianofíceas.
As células eucariontes (eu: verdadeiro e cario: núcleo): apresentam o material genético delimitado pela carioteca e pela presença de grande quantidade de organelas membranosas e do citoesqueleto. São exemplos de seres eucariontes: fungos, algas, protistas, animais e vegetais.
DESCREVER ESTRUTURAS E FUNÇÕES DOS CONSTITUINTES DA 
CÉLULA ANIMAL;
A célula animal é delimitada pela membrana plasmática que desempenha a função de seleção das substâncias que são transportadas através dela. As organelas presentes são: mitocôndrias, que fazem respiração celular e produzem energia; os retículos endoplasmáticos e ribossomos, que realizam a síntese de moléculas; o complexo de Golgi, que é responsável pelo empacotamento e transporte de moléculas; os lissosomos, que são responsáveis pela digestão intracelular; os peroxissomos, que são responsáveis pela desintoxicação celular, e os centríolos, que participam da divisão celular. O citoesqueleto auxilia na sustentação, nos movimentos e na manutenção da forma das células. O núcleo contém a informação genética, sendo responsável pela divisão celular.
Membrana plasmática: separa o meio intracelular (dentro da célula) do meio extracelular (fora da célula) e apresenta permeabilidade seletiva, ou seja, seleciona as substâncias que entram e saem da célula.
Citoplasma: preenche o interior da célula em que se localizam organelas, citoesqueleto e os depósitos ou inclusões temporárias (nutrientes, íons e biomoléculas). A parte líquida que constitui o citoplasma é denominada hialoplasma, citosol ou matrix citoplasmática.
SISTEMAS DE ENDOMEMBRANAS
Retículo endoplasmático rugoso – RER: é constituído por uma série de sacos achatados formados por membranas que delimitam espaços denominados cisternas, contendo ribossomos aderidos à superfície externa. RER estende-se a partir de envoltório nuclear, sendo responsável pela síntese de proteínas, destinadas à exportação ou ao uso intracelular.
Retículo Endoplasmático Liso – REL: é constituído por sistemas de túbulos que se amontoam e não apresentam ribossomos aderidos à superfície. Uma de suas funções seria a sintetização de ácidos graxos, fosfolipídeos e esteróides (células de Leydig no testículo).
Complexo de Golgi: é constituído por uma série de sacos ou cisternas empilhadas e por vesículas esféricas. A estrutura do complexo de Golgi é polarizada, sendo que a face cis (convexa), recebe as vesículas do RER e a face trans (côncava) distribui o material processado para outras partes da célula. O aparelho de Golgi molda quimicamente as proteínas, seleciona e encaminha essas moléculas para vesículas de secreção (lisossomos) ou para outras partes da célula.
Ribossomos: são partículas com alto conteúdo de ácidos nucléicos (RNA) e cerca de oitenta proteínas. Os ribossomos são constituídos por duas unidades, uma grande e uma pequena. Os ribossomos livres sintetizam proteínas que serão utilizadas no citosol.
Lisossomos: são organelas esféricas delimitadas por membranas que armazenam diversos tipos de enzimas hidrolíticas. São responsáveis pela digestão intracelular, presentes em grandes quantidades em células que fazem fagocitose, como macrófagos, neutrófilos e eosinófilos.
Peroxissomos: são organelas delimitadas por membrana, que armazenam enzimas oxidativas, retiram átomos de hidrogênio de diversas substâncias e combinam com o oxigênio (O2 ), formando (H2 O2 ), peróxido de hidrogênio. A catalase é uma enzima que converte o H2 O2 em produtos que podem ser utilizados pela célula. Os peroxomas são responsáveis pela desintoxicação celular e estão presentes em grande quantidade nos hepatócitos e células dos rins.
Mitocôndria: são organelas esféricas ou no formato de bastonete. Apresentam dupla membrana, sendo a externa lisa e a interna pregueada, formando dobras denominadas cristas mitocondriais que aumentam a área de superfície da membrana. As mitocôndrias possuem seu próprio DNA e podem se autorreplicarem. Essas organelas transformam energia química das moléculas de ácido graxo e glicose, por meio da fosforilação oxidativa, em energia que pode ser utilizada pela célula, sendo organizada na forma de ATP (Adenosina Trifosfato), que pode ser utilizada para diversas atividades da célula.
Centríolos: são formados por nove trincas de microtúbulos dispostos em um arranjo circular (Figura 10). Os centríolos se localizam próximo ao núcleo, constituindo o centrossomo (centríolo e material pericentriolar constituído por tubulinas). Os centríolos atuam na formação do fuso durante a divisão celular e formam cílios e flagelos. Os cílios e flagelos são constituídos de proteínas contráteis relacionadas ao movimento, por exemplo, o flagelo do espermatozoide (célula do sistema reprodutor masculino) e cílios no epitélio da traqueia.
Núcleo: controla todas as atividades da célula e a divisão celular. O núcleo da célula eucarionte é individualizado em relação ao citoplasma por uma dupla membrana denominada carioteca, envelope nuclear ou membrana nuclear. A maioria das células do corpo humanosão mononucleadas (apenas um núcleo), mas os glóbulos vermelhos são anucleados e a célula da musculatura estriada esquelética é multinucleada (vários núcleos).
Constituintes do núcleo:
Envoltório nuclear: é uma dupla camada lipídica, contínua com o retículo endoplasmático rugoso, contendo aberturas denominadas poros nucleares que fazem comunicação com o citoplasma e polirribossomos na membrana externa. O envoltório nuclear ou membrana nuclear também pode ser denominado carioteca e delimita o núcleo. 
Cromatina: DNA e proteínas associadas. É encontrada na forma de heterocromatina (condensada e visível ao microscópio óptico) e eucromatina (menos ativa, relacionada à síntese de proteínas). A cromatina é um complexo de DNA (ácido nucléico) e proteínas, ela representa os cromossomos desespiralados no núcleo na interfase. Os cromossomos são formados por ácido desoxirribonucleico (DNA), moléculas que contêm a informação genética da célula. 
Nucléolos: geralmente são um a dois corpos esféricos constituídos por RNA ribossomal e proteínas. Os nucléolos estão relacionados com a produção de ribossomos e síntese de proteínas.
Citoesqueleto: é constituído por uma rede de proteínas estruturais na forma de filamentos, microtúbulos, microfilamentos de actina e filamentos intermediários. Ele é responsável por manter ou modificar o formato da célula, pela posição dos componentes da célula, e auxilia nos movimentos da célula (contração celular, divisão celular, locomoção celular e transporte intracelular).
ESTUDAR OS TIPOS DE DIVISÃO CELULAR;
A mitose: é um processo de divisão celular que ocorre em células somáticas que sofrem constante renovação e precisam formar novas células, por exemplo, os epitélios, também ocorre mitose em locais de regeneração e crescimento dos tecidos, já a divisão denominada meiose está relacionada à formação dos gametas.
Quando a renovação das células corporais, regeneração ou crescimento de tecidos são necessários, ocorre a divisão celular denominada mitose ou divisão celular somática. Todas as células do corpo, exceto as células sexuais, são denominadas somáticas. Na mitose, uma célula se divide formando duas células-filhas idênticas, com o mesmo número de cromossomos da célula inicial. O ciclo celular corresponde à sequência de eventos que ocorrem durante a divisão celular: interfase (período longo, no qual ocorre duplicação do material genético) e fase mitótica (M), período no qual a célula se divide.
A meiose: é o processo responsável pela formação de gametas (ovócitos e espermatozoides), que contêm a metade do número de cromossomos da célula-mãe, ou seja, 23 cromossomos nos seres humanos. A meiose consiste em dois eventos de divisão – Meiose I (divisão reducional) e Meiose II (divisão equacional). Diferentemente da mitose, na meiose ocorre a redução do número de cromossomos, células diploides (2n), formam células-filhas haploides (n) e ocorre a recombinação de genes (crossing-over), que gera variabilidade e diversidade genética do indivíduo. As células diplóides são aquelas formadas por 46 cromossomos (espécie humana), enquanto as células haploides apresentam 23 cromossomos (espécie humana). Figura 14: Crossing-over. Troca de material genético entre cromátides homólogas. 
EVIDENCIAR A IMPORTÂNCIA DA MITOSE E MEIOSE NO CORPO 
HUMANO
A divisão celular é um processo importante para o crescimento, para a regeneração dos tecidos e para a reprodução dos seres vivos.
 A mitose ocorre em células somáticas, nesta divisão uma célula-mãe origina duas células-filhas com o mesmo número de cromossomos da célula-mãe. 
Na meiose, a célula-mãe forma quatro células-filhas, com metade do número de cromossomos da célulamãe. Na prófase I, da meiose, ocorre a troca de fragmentos de DNA dos cromossomos homólogos, fenômeno denominado de crossing over, responsável pela variabilidade genética dos indivíduos. A mitose ocorre em apenas uma etapa, enquanto a meiose, por ser uma divisão reducional, ocorre em duas etapas: meiose I e meiose II. Na meiose I, a célula-mãe forma duas células-filhas com metade do número de cromossomos (23 cromossomos duplicados), ou seja, com duas cromátides, já na meiose II cada célula se divide em outras duas contendo 23 cromossomos simples. Na meiose II, não ocorre redução do número de cromossomos.

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