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Entrevistas em Psicologia Escolar

Relatório de APS da disciplina Psicologia Escolar e Educacional que descreve entrevistas realizadas, com introdução teórica e análise das falas de um aluno sobre vivência escolar, relações com família, colegas e professores e dificuldade na escrita em Português.

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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE PATOS DE MINAS – UNIPAM
CURSO: PSICOLOGIA
DISCIPLINA: PSICOLOGIA ESCOLAR E EDUCACIONAL  
PROFESSORA: NATÁLIA MARIA PEREIRA CAIXETA
APS – DESCRIÇÃO DETALHADA DAS ENTREVISTAS REALIZADAS 
 
ALLANIS WALESKA DE CAMARGOS SOUZA
GABRIEL GONÇALVES SOUSA
GABRIELA OLIVEIRA ANDRADE
JANAINA MARTINS DE OLIVEIRA SANTOS
MARIA EDUARDA GONÇALVES DE OLIVEIRA
RAQUEL NUNES MACHADO
PATOS DE MINAS
2024
ALLANIS WALESKA DE CAMARGOS SOUZA
GABRIEL GONÇALVES SOUSA
GABRIELA OLIVEIRA ANDRADE
JANAINA MARTINS DE OLIVEIRA SANTOS
MARIA EDUARDA GONÇALVES DE OLIVEIRA
RAQUEL NUNES MACHADO
APS – DESCRIÇÃO DETALHADA DAS ENTREVISTAS REALIZADAS 
Trabalho apresentado como exigência parcial de avaliação na disciplina Psicologia Escolar e Educacional, do curso de Psicologia, do Centro Universitário de Patos de Minas, sob orientação da professora Natália Maria Pereira Caixeta.
PATOS DE MINAS
2024
1. INTRODUÇÃO
A entrevista é uma ferramenta de comunicação amplamente utilizada em diversas áreas do conhecimento, como a psicologia, o jornalismo, e o ambiente corporativo. Trata-se de um processo estruturado ou semiestruturado, no qual um entrevistador busca obter informações de um entrevistado por meio de perguntas e respostas. Segundo Lakatos e Marconi (2003), a entrevista é uma técnica que permite captar informações subjetivas, opiniões e percepções diretamente da fonte, sendo especialmente útil em contextos de pesquisa qualitativa.
O objetivo da entrevista pode variar conforme o contexto em que é aplicada. No campo das ciências sociais, por exemplo, ela é usada para entender comportamentos e atitudes, enquanto no ambiente de trabalho serve para avaliar competências e habilidades de candidatos a uma vaga. De acordo com Gil (2010), a entrevista também tem a função de facilitar a compreensão de fenômenos mais complexos, promovendo uma análise mais detalhada de processos subjetivos, como as motivações pessoais e o comportamento humano. Assim, a entrevista é uma técnica fundamental para a coleta de dados, oferecendo uma forma direta e interativa de explorar pensamentos, sentimentos e experiências.
2. RESULTADOS E DISCUSSÕES DAS ENTREVISTAS (ANEXOS I, II E III)
2.1 FUNDAMENTAÇÃO DA ENTREVISTA COM O ALUNO
A entrevista realizada com o aluno C.B.P. oferece uma rica perspectiva sobre a vivência escolar na infância, evidenciando como a relação com a escola, colegas, professores e a família moldam a experiência educacional e o desenvolvimento do aluno. Cada um desses elementos desempenha um papel importante no processo de aprendizagem, refletindo a importância de um ambiente acolhedor, apoio familiar e intervenções pedagógicas adequadas.
A percepção positiva do aluno em relação à escola, mencionada na entrevista, está alinhada com estudos que demonstram a relevância de um ambiente escolar acolhedor e seguro para o bem-estar e desempenho acadêmico das crianças. Tessano (2019) ressalta que um espaço escolar que promove tanto a interação social quanto o aprendizado significativo contribui de maneira integral para o desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno. Um ambiente propício ao aprendizado faz com que a criança se sinta parte ativa do processo educacional, favorecendo seu crescimento em múltiplas dimensões.
A relação saudável do aluno com colegas e professores também é um aspecto central em sua experiência escolar. Conforme Da Cunha Reis, et al. (2012), amizades e a colaboração entre estudantes não apenas melhoram o engajamento na escola, mas também aumentam a motivação para aprender. A cooperação e o apoio mútuo entre os alunos criam um clima escolar positivo, onde o aprendizado se torna uma experiência mais interativa e significativa. A relação com os professores, por sua vez, fortalece a confiança e o desejo de se envolver academicamente.
O envolvimento da família na vida escolar do aluno, apontado por C.B.P., é outro fator determinante para o sucesso acadêmico e emocional. Ferreira e Sobral (2018) destacam que a participação ativa dos pais no processo educacional está diretamente ligada ao desempenho acadêmico superior, uma vez que o apoio emocional e acadêmico dado pela família reforça o compromisso do aluno com a escola. Famílias que demonstram interesse e acompanhamento constante incentivam a criança a superar desafios e a se manter motivada.
A dificuldade em Português, especialmente na escrita, relatada pelo aluno, aponta a necessidade de uma atenção individualizada para atender às particularidades do aprendizado de cada estudante. Fletcher (2009) argumenta que intervenções educacionais personalizadas são fundamentais para enfrentar esses desafios e promover uma educação mais inclusiva e equitativa. Ao adaptar as estratégias pedagógicas para responder às necessidades específicas dos alunos, valorizando a diversidade de habilidades.
A participação em projetos escolares, mencionada na entrevista, destaca a importância de atividades extracurriculares para o desenvolvimento integral do aluno. Segundo Falcão et al. (2021), essas atividades enriquecem a experiência educacional ao desenvolver habilidades sociais, criativas e de liderança. Projetos que vão além do currículo tradicional ajudam a estimular o potencial dos estudantes e promovem um ambiente de aprendizado dinâmico e diversificado.
Por fim, a entrevista com o aluno revela como um ambiente escolar positivo, boas relações com pares e professores, e o envolvimento familiar são fatores interdependentes que influenciam o processo de aprendizagem. Esses elementos, quando alinhados, contribuem para uma educação mais completa e equilibrada, garantindo que o desenvolvimento do aluno ocorra de maneira harmoniosa e integrada.
2.2 FUNDAMENTAÇÃO DA ENTREVISTA COM A MÃE DO ALUNO
A educação é um processo multifacetado que envolve não apenas a escola, mas também a família e a comunidade. O papel da família na educação é amplamente reconhecido como um dos fatores determinantes para o sucesso escolar das crianças, conforme afirmam autores como Cury (2007) e Perrenoud (2000). Em um contexto onde a inclusão e a equidade são cada vez mais valorizadas, é essencial entender as percepções e as práticas dos pais em relação à educação de seus filhos. A entrevista realizada com a mãe de um aluno do C. M. em Patos de Minas oferece uma visão aprofundada sobre suas expectativas, preocupações e práticas educativas, revelando a dinâmica entre o ambiente familiar e escolar.
Ao analisar as respostas da mãe, é possível identificar tanto os aspectos positivos quanto os desafios enfrentados na escola de seu filho. A busca por uma educação inclusiva que respeite a individualidade de cada aluno, conforme preconizado por Mendes (2008), se destaca nas preocupações da entrevistada. Além disso, a relação que ela estabelece com os professores e o envolvimento nas atividades escolares refletem uma prática parental que visa a autonomia e o desenvolvimento integral da criança, em consonância com a proposta de Vygotsky (1998).
A mãe destaca pontos positivos na escola , como a infraestrutura e o ambiente social, mas expressa preocupações em relação à falta de disciplina rigorosa. Essa perspectiva enfatiza a importância de uma gestão disciplinar adequada no ambiente escolar. Segundo Libaneo (2013), a disciplina é fundamental para a construção de um ambiente escolar saudável, que promova a aprendizagem e o respeito entre os alunos. Além disso, a inclusão equitativa mencionada pela mãe reflete a necessidade de um olhar crítico sobre a política de inclusão nas escolas. De acordo com Mendes (2008), a inclusão deve ser pautada na igualdade de direitos e na promoção de condições justas para todos os alunos, independentemente de suas necessidades especiais.
A mãe observa que seus filhos sempre foram bons alunos e atribui isso a uma combinação de herança genética e ambiente familiar estimulante. Estudos mostram que a interação entre fatores genéticos e ambientais é crucial para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Na perspectiva de Vygotsky (1998), o ambientesocial e cultural em que a criança está inserida é determinante para o seu desenvolvimento. A ênfase dela na estimulação através de jogos educacionais e leitura reflete a recomendação de investirmos em um ambiente familiar que valorize a educação, pois isso pode contribuir significativamente para o sucesso escolar.
A mãe menciona ter uma boa relação com os professores o que é fundamental para a colaboração entre escola e família. Segundo Cury (2007) o envolvimento dos pais na educação dos filhos é um fator que influencia positivamente o desempenho escolar. Quando os pais entendem e valorizam o trabalho dos professores, promovem um ambiente de respeito e apoio, o que pode levar a melhores resultados acadêmicos para as crianças.
A mãe se envolve nas atividades escolares, mas incentiva a autonomia de seus filhos, uma abordagem que é altamente benéfica. De acordo com Perrenoud (2000), promover a autonomia é essencial para o desenvolvimento da responsabilidade e da autoeficácia nas crianças. Além disso, a insistência dela na leitura e no uso de jogos educativos é coerente com as práticas recomendadas para fomentar a aprendizagem significativa. Segundo Vieira (2012), a leitura é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças.
Ela expressa insatisfação com a forma como as reuniões de pais são organizadas, apontando a necessidade de uma abordagem mais individualizada. Essa crítica é válida, pois, conforme Freire (1996), a educação deve ser um diálogo constante entre educadores e famílias, visando o fortalecimento da parceria educativa. A mãe sugere que os professores deveriam também comunicar as conquistas dos alunos, não apenas os problemas, um ponto que reforça a ideia de que a comunicação positiva é crucial para a motivação dos alunos e para o envolvimento dos pais na educação.
A entrevista revela uma mãe atenta e engajada, que valoriza a educação e a inclusão mas que também tem preocupações legítimas sobre a disciplina e a organização escolar. Suas reflexões sobre o ambiente escolar e o papel dos pais são cruciais para promover uma educação de qualidade, que respeite as individualidades e promova a equidade entre os alunos. Essa perspectiva é fundamental para o fortalecimento do diálogo entre famílias e instituições educacionais, visando um futuro mais inclusivo e justo.
2.3 FUNDAMENTAÇÃO DA ENTREVISTA COM A DIRETORA DA ESCOLA
A relação entre diretor (a) e instituição escolar vai além da administração. O papel da direção envolve não apenas o gerenciamento de recursos e equipes, mas também a criação de um ambiente educacional que favoreça o aprendizado e o desenvolvimento integral dos alunos. Para isso, é essencial uma conexão sólida com a comunidade escolar, para construir um ambiente educativo saudável. Nesse contexto, as necessidades de alunos, famílias e educadores devem ser atendidas de forma equilibrada. A entrevista realizada traz temas como a condição socioeconômica dos alunos, os desafios comportamentais enfrentados, a inclusão de estudantes com deficiência e os conflitos que podem surgir no ambiente escolar. Além disso, aborda a idealização de uma escola moderna, a importância das reuniões pedagógicas e o papel do psicólogo na instituição.
A formação e a experiência de um diretor são pilares fundamentais na gestão escolar. De acordo com Barbosa, et al (2015), a liderança na escola exige uma sólida base pedagógica e administrativa, além de uma visão estratégica sobre o desenvolvimento do espaço escolar. A formação contínua, como mencionada na entrevista, incluindo especializações e MBA, amplia a capacidade de gerir desafios complexos e implementar políticas que favoreçam a aprendizagem e o crescimento institucional. Assim, a experiência de 35 anos da diretora, aliada à sua formação, reflete uma prática educacional fundamentada em teorias atuais de gestão e pedagogia, destacando a importância da capacitação constante para a qualidade educacional. BARBOSA, et al (2015).
A história do C. M. está enraizada na missão educativa católica, que valoriza a formação humana integral. Segundo Cunha (1991), as escolas confessionais têm um papel significativo na promoção de valores éticos e morais, associando educação acadêmica à formação religiosa. A trajetória da instituição, iniciada na década de 1950, revela um compromisso com a educação católica, consolidando-se como referência na comunidade local. Essa missão é reforçada pelas ações estratégicas, como a inclusão de novos segmentos educacionais ao longo dos anos, alinhada ao pensamento de Neves (2011), que destaca a importância de escolas oferecerem uma educação que integra formação cultural e religiosa.
A infraestrutura e os recursos disponíveis em uma escola impactam diretamente o processo de ensino-aprendizagem. No C. M., os espaços diversificados, como laboratórios de biociências e robótica, ginásio poliesportivo e bibliotecas, proporcionam uma educação integral, conforme defendido por Bastos, et al (2008), que aponta a importância de ambientes interativos e tecnológicos no estímulo ao aprendizado. A constante modernização da estrutura, mencionada pela diretora, reflete a visão de uma gestão que valoriza a inovação e a adaptação às novas demandas educacionais, promovendo uma educação dinâmica e inclusiva.
A formação continuada dos professores é essencial para manter a qualidade do ensino. Segundo Gatti (2010), a oferta de capacitação constante, como cursos e pós-graduação, assegura que os docentes estejam atualizados com as práticas pedagógicas modernas e as demandas da sociedade contemporânea. No C. M., a formação mínima dos professores é a graduação, mas muitos já possuem pós-graduação ou doutorado, além de contar com plataformas EAD para capacitação. Esse investimento é importante para garantir uma educação de qualidade, a valorização do professor e sua formação. (Gatti, 2010).
A pedagogia de projetos adotada pela instituição é uma abordagem que permite a interdisciplinaridade e o protagonismo dos alunos. De acordo com Hernández (2007), essa metodologia oferece aos estudantes a oportunidade de aplicar conhecimentos teóricos em situações práticas, promovendo uma aprendizagem mais significativa. No C. M., essa metodologia é realizada por um processo avaliativo rigoroso, com média 7, e projetos avaliativos, que garantem um acompanhamento contínuo do desenvolvimento dos alunos. Essa prática está alinhada aos novos modelos de avaliação formativa, que visam promover o crescimento integral dos estudantes. HERNÁNDEZ (2007).
A gestão democrática é um princípio fundamental na educação, e a participação ativa da comunidade escolar, como pais e alunos, fortalece essa prática. A participação dos pais no cotidiano escolar amplia o diálogo entre escola e família. O C. M. incentiva essa participação por meio de conselhos de pais e comissões de estudantes, promovendo uma gestão compartilhada e transparente. Isso reflete um modelo de escola participativa, onde a corresponsabilidade na educação é um valor central. CURY (2007).
A condição socioeconômica tem um impacto direto na dinâmica escolar. De acordo com Vargas (2009), estudantes de classes sociais mais altas tendem a enfrentar menos dificuldades relacionadas a materiais didáticos, alimentação e higiene, o que corrobora o relato da diretora sobre a situação de seus alunos. No entanto, a diversidade socioeconômica, evidenciada pela presença de alunos bolsistas, traz à tona a importância de uma gestão que promova a inclusão de todos, independentemente de sua condição financeira. Segundo Garcia (2021), é essencial que a escola desenvolva políticas que garantam equidade, fornecendo suporte adequado para os todos alunos.
Os desafios relacionados ao comportamento, como o uso de tecnologia e a falta de foco dos estudantes, são questões que vêm crescendo nas escolas, especialmente com a crescente acessibilidade aos dispositivos móveis. Segundo Ribeiro (2021), o uso inadequado da tecnologia pode impactar negativamente a concentração e o desempenho acadêmico, o que exige da escolaa implementação de estratégias claras e eficazes de manejo do uso de celulares e outras tecnologias. A questão da participação das famílias no processo educativo é importante, formando uma parceria ativa entre escola e família para o estabelecimento de limites e desenvolvimento de habilidades socioemocionais. RIBEIRO (2021).
A inclusão escolar é um direito garantido por lei, conforme a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), e sua implementação nas escolas, especialmente particulares, demanda uma série de adaptações e suportes especializados. A criação de núcleos de apoio à inclusão, como o NAAI mencionado pela diretora, é um exemplo de prática inclusiva que visa atender às necessidades dos alunos com deficiência. De acordo com Araujo, et al (2016), a inclusão escolar requer não apenas a presença do aluno com deficiência na escola, mas também a adaptação curricular, capacitação dos professores e acompanhamento contínuo de especialistas para garantir um bom desenvolvimento desses estudantes.
A convivência no ambiente escolar, entre alunos e entre colaboradores, pode gerar conflitos que precisam ser mediados de forma adequada. Segundo Schorn (2022), o papel da escola não é evitar os conflitos, mas sim utilizar essas situações como oportunidades de aprendizado e crescimento pessoal para os envolvidos. A diretora menciona a atuação dos orientadores educacionais nesse processo, o que vai ao encontro do conceito de mediação de conflitos, que, de acordo com Spengler (2021), é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento de habilidades de convivência, empatia e resolução de problemas.
A idealização de uma escola que equilibre o desenvolvimento acadêmico com o crescimento pessoal dos alunos é uma visão compartilhada por educadores. Segundo Pestana (2014), a educação integral, que considera as dimensões cognitiva, emocional e social do aluno, deve ser o objetivo de qualquer instituição de ensino que busque formar cidadãos completos e preparados para os desafios da vida. A diretora enfatiza a importância de metodologias que façam sentido para os alunos, indo além da simples memorização de conteúdos, o que está em consonância com as práticas pedagógicas ativas defendidas por Matias (2016), que colocam o aluno como protagonista de seu aprendizado.
Embora a escola mencionada não conte com um psicólogo em seu quadro fixo, o papel do psicólogo no ambiente escolar é amplamente defendido pela literatura. Segundo Lima (2023), o psicólogo escolar atua tanto no suporte ao desenvolvimento emocional e social dos alunos quanto na promoção de um ambiente de aprendizagem mais saudável. A presença de psicopedagogos, como mencionado pela diretora, também cumpre uma função importante, mas a parceria com psicólogos externos é uma prática que pode enriquecer o trabalho realizado dentro da escola, especialmente no contexto pós-pandemia, que, segundo Seromenho (2018), intensificou os desafios emocionais e comportamentais dos alunos.
REFERÊNCIAS
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BARBOSA, José Márcio Silva; DE MELLO, Rita Márcia Andrade Vaz. Plano de Desenvolvimento da Educação e Gestão Escolar: Uma Visão Integrada. Revista de Ensino, Educação e Ciências Humanas, v. 16, n. 3, p. 217-224, 2015.
BASTOS, Evandro da Cruz; CASTANHO, Maria Eugênia. A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. Revista de Educação PUC-Campinas, n. 24, p. 129-131, 2008.
Cortez. Freire, P. (1996). Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra.
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Cury, C. R. J. (2007). A relação escola-família: um caminho para a inclusão escolar. In: P. A. R. N. Dias (Org.), Inclusão: um desafio para a escola (pp. 81-91). São Paulo
CURY, Carlos Roberto Jamil. A gestão democrática na escola e o direito à educação. Revista Brasileira de Política e Administração da Educação, v. 23, n. 3, 2007.
DA CUNHA REIS, Valéria Teixeira; PRATA, Mary Anne Rodrigues; SOARES, Adriana Benevides. Habilidades sociais e afetividade no contexto escolar: Perspectivas envolvendo professores e ensino-aprendizagem. Psicologia argumento, v. 30, n. 69, 2012.
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FLETCHER, Jack M. et al. Transtornos de aprendizagem: da identificação à intervenção. Artmed Editora, 2009.
GARCIA, Rosalba Maria Cardoso; MICHELS, Maria Helena. Educação e Inclusão: equidade e aprendizagem como estratégias do capital. Educação & Realidade, v. 46, n. 3, p. e116974, 2021.
GATTI, Bernardete A. Formação de professores no Brasil: características e problemas. Educação & Sociedade, v. 31, p. 1355-1379, 2010.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2010.
HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Artmed Editora, 2007.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de Metodologia Científica. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2003.
Libâneo, J. C. (2013). Didática. São Paulo: Cortez.
LIMA, Alan Peron Dourado. A CONTRIBUIÇÃO DA PSICOLOGIA ESCOLAR NA PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL DOS ALUNOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE PORTO VELHO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 9, n. 11, p. 4156-4167, 2023.
MATIAS, Carlos dos Passos Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Criar Educação, v. 5, n. 2, 2016.
Mendes, E. (2008). A Inclusão e o Atendimento Educacional Especializado. Brasília: MEC.
NEVES, Lúcia Maria Wanderley. A nova pedagogia da hegemonia no Brasil. Perspectiva, v. 29, n. 01, p. 229-242, 2011.
Perrenoud, P. (2000). Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Penso.
PESTANA, Simone Freire Paes. Afinal, o que é educação integral?. Revista Contemporânea de Educação, v. 9, n. 17, p. 24-41, 2014.
RIBEIRO, Michelle Pereira. Impacto da tecnologia na vida das crianças: contribuições e desafios no ambiente escolar. 2021.
SCHORN, Gabriella Thais et al. Saúde emocional do corpo docente. Revista Acadêmica Licencia&acturas, v. 10, n. 2, p. 124-126, 2022.
SEROMENHO, Diogo Novais. Gestão de conflitos: gerir um conflito em ambiente escolar. 2018. Dissertação de Mestrado.
SPENGLER, Fabiana Marion. Mediação de conflitos: da teoria à prática. Livraria do Advogado Editora, 2021.
TESSARO, Fernanda; LAMPERT, Claudia Daiane Trentin. Desenvolvimento da inteligência emocional na escola: relato de experiência. Psicologia Escolar e Educacional, v. 23, p. e178696, 2019.
VARGAS, Michely de Lima Ferreira. Estudos sobre o funcionamento do sistema de ensino: da reprodução das desigualdades sociais ao efeito escola. Cadernos de Educação, n. 32, 2009.
Vieira, C. F. (2012). A importância da leitura na educação infantil. Revista Brasileira de Educação, 17(50), 507-522. 
 Vygotsky, L. S. (1998). A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes.
ANEXOS
ANEXO I – ENTREVISTA COM O ALUNO
1. Qual seu nome?
R: C.B.P.
2. Idade?
R: 9 anos.
3. Qual sua turma da escola?
R: Terceiro ano fundamental.
4. Quantos anos você estuda nessa escola?
R: Desde o período infantil.
5. Qual sua data de nascimento?
R: 28 de julho de 2015.
6. Oque você acha de estudar?
R: Eu amo estudar.
7. Como você se sente na escola que está agora?
R: Me sinto bem.
8. Como é sua relação com os colegas?
R: Boa.
9. Tem muitos amigos?R: Sim.
10. E como é sua relação com os professores?
R: Boa.
11. Qual professora você mais gosta?
R: Professora V.
12. Qual matéria mais gosta de estudar?
R: Matemática.
13. Tem dificuldade em alguma matéria?
R: Português, tenho dificuldade em escrever as palavras.
14. O que mais gosta na escola?
R: Espaço físico, porque a gente corre, brinca e faz um monte de coisa.
15. Como sua família participa da sua vida na escola?
R: Me buscando na escola, indo nas apresentações, me ajudando no dever de casa e estudando para as provas.
16. Existe projetos na sua escola, quais?
R: Sim, amostra m., campeonato de robótica, as olimpíadas de matemática e um muitas outras.
17. O que você gostaria de mudar?
R: Não sei
18. Como é o momento de realização dos deveres de casa?
R: Muito bom, a mamãe me ajuda e as vezes a vovó.
19. Você tem o hábito de ler livros em casa?
R: Não muito.
· O que a mãe nos trouxe sobre quando o C.B.P começou a estudar:
De acordo com a data de corte de matrícula do ministério da educação daquele ano (30 de junho), ele precisava repetir um ano. Era muito adiantado e nós colocamos em uma sala acima do necessário. Então mudamos de escola para repetir esse ano, sendo um ano pandêmico, ano das aulas online, então foi alfabetizado duas vezes.
ANEXO II – ENTREVISTA COM A MÃE DO ALUNO
1. Qual seu nome?
R: I.B.M.P.
2. Qual sua idade? 
R: 39 anos.
3. Qual sua formação acadêmica?
R: Minha primeira formação foi direito em 2007 eu formei, desde então fiz vários outros cursos.
 
4. Qual sua ocupação? 
R: Eu sou professora de etiqueta comportamental e analista comportamental.
5. O que você percebe de positivo na escola do seu filho?
R: O espaço físico é muito bom, eu gosto também da junção das crianças, todo mundo se conhece, são muito amigos, o material didático eu também gosto muito, apesar de achar um pouco fraco.
6. O que você percebe de negativo na escola do seu filho?
R: Eu sinto falta de uma disciplina mais severa, um posicionamento mais rígido em relação a comportamentos que não são aceitáveis em sociedade, nós vivemos em sociedade mas não dá para aceitar determinados comportamentos por uma ou outra criança serem fulano de tal ou terem isso e aquilo, se o colégio é um colégio inclusivo a criança tem que ser tratada como todas, a diferença que se trata um e outro é quando se tem dificuldade, por exemplo: nós temos alunos no colégio que são autistas mas em um grau muito leve e que não precisam de acompanhamento, que não precisam disso, na nossa sala tem uma criança assim, e tem outros que tem um grau bem elevado, que precisa de acompanhamento o tempo todo, que na sala do meu outro filho já tem uma criança assim, que não é agressivo e nada disso, e a gente tem casos de crianças que fazem determinadas coisas, tem algumas atitudes que por um laudo médico não tem a punição certa que os outros teriam e que não há desculpa, eu vejo isso muito com as crianças com TDAH que aprontam todas e a escola não cobra uma disciplina e eu sou contra isso, se é inclusivo e eles tem essa questão que são medicados, que podem ser ou não, então as punições, os elogios, tudo tem que ser igual as outras crianças, isso é inclusão, é tratar igual a todos. 
7. Conte sobre o histórico escolar do seu filho:
R: Eu tenho dois, você quer que eu conte dos dois ou só do Caetano que foi entrevistado? O C.B.P é um excelente aluno, sempre foi desde o início, entrou na escola com 1 ano e meio falando fluente e andando para todo lado e colorindo sabendo cores, falando coisas em inglês, que é coisas que a gente faz em casa, eu e meu marido a gente sempre leu para os meninos, eu sempre tive esse acompanhamento de perto, nunca tirou nota baixa, extremamente organizado, agora ele está em uma fase de preguiça, mas no último bimestre, aliás trimestre né porque agora é trimestral, a nota dele foi 29 em 30. Meu outro filho vem da mesma forma, com notas altas, notas boas, estudo diário, o currículo escolar dele é bem extenso ele participa de todas as competições, ele entra ele abraça, porque ele tem um objetivo lá na frente.
8. Você sente que essa inteligência veio de forma hereditária, ou de nascença ou é fruto da dedicação de vocês como pais? 
R: Eu acho que são casos e casos, dos meus filhos por exemplo eu vejo desde pequenos, eu vejo a diferença entre eles em atingir os objetivos eu te dou exemplos práticos, que eu tenho filmado em casa para você entender, por exemplo: C.B.P estava dentro do cercado, ele empilhava os brinquedos para sair do cercado, o irmão ele balançava de um lado para o outro para virar o cercado para ele sair, eu vejo essas diferenças neles e isso é coisa de raciocínio deles que eu não ensinei mas eu acho também que a criança ela pode ser direcionada, ela pode não nascer com um QI tão alto, porque nós já fizemos esse teste de QI com os meus filho e é realmente mais alto, eles não são crianças gênio mas tem um QI elevado, e crianças que tem um QI normal, mediano onde você pode direcionar onde eles tem muita capacidade para tal, eu acho que a formação não é só na escola, se dentro de casa você incentiva, você mostra jogos interativos, jogos educacionais sabe? Eles vão ser estimulados principalmente raciocínio lógico isso vai abrindo as janelas deles para o mundo, eu acho que às vezes eu até erro, meu outro filho me falou uma vez “mãe você só da brinquedos educativos? Inclusive para as colegas eu falo que gosto de dar brinquedos educativos, eu sempre vou em aniversário e para não dar briga ao invés comprar um presente caro eu compro dois medianos, aí eu dou um brinquedo normal e um educacional, uma boneca e um quebra-cabeças vamos supor, um carrinho e um lego, eu sempre faço isso. 
9. Como é a sua relação com os professores? 
R: A minha relação com os professores sempre foi muito boa porque eu conheço o lado do professor, a minha mãe foi professora de matemática, biologia então eu via o sofrimento dela em casa em relação a profissão mesmo, a preocupação com as crianças, com os colaboradores né, os outros professores e eu sempre tive uma relação muito boa, prefiro olhar primeiro o lado da escola do que o lado da criança porque se tem aquela atitude da escola mais repressiva é porque tem alguma coisa, escola nenhuma faz nada atoa, sabe? Mas é uma linha muito tênue entre o sim ou não, essa linha tênue entre castigar entre aspas a criança, repreender ou não na sociedade que a gente vive hoje onde os pais não aceitam que os filhos estão errados. Então minha relação é muito boa por isso e eu vejo também o respeito que a gente tem que ter por eles é uma coisa paternal, porque eles ficam com nossos filhos quatro horas e meia todos os dias então quanto mais essa relação for próxima mais liberdade eles vão ter para chegar na gente e falar alguma coisa, que talvez eles vão ver coisas que a gente não veja, a gente trabalha o dia inteiro, a gente tem uma ocupação o dia inteiro e às vezes elas veem um pequeno detalhe que faz muita diferença em vários aspectos da vida da criança, e eu tenho uma relação boa, falo o que preciso, marco, não gosto que a professora fale do meu filho na frente dele, então eu sempre marco uma reunião ou outra para conversarmos, porque isso é muito importante pra gente ter uma sequência do ano todo, ai e agora o que vamos fazer? Está acontecendo isso? Vamos fazer um alinhamento hoje a minha decisão é trocar de escola, eu tenho uma educação rígida com meus filhos e eu preciso que a educação da escola seja rígida também, se não, não fica alinhado com o que eu ensino. 
10. Como são organizadas as reuniões de pais? O que pensa sobre elas?
R: Eu acho ridículo, acho mesmo, porque você vem a escola para saber sobre seu filho, você vai falar de um problema pessoal do seu filho dentro de uma reunião com todos os pais? Por exemplo: hoje estamos esperando uma reunião de pais aonde vão todos os pais para um salão nobre onde vai ter uma propaganda para rematrícula, vai ter uma apresentação de não sei o que, a gente tem muita coisa para fazer, então eu acho ridículo, primeiro,vou pontuar aqui porque a gente não pode falar que é ridículo sem falar porque né? Eles só nos chamam quando tem algo negativo, precisa te chamar quando tem algo positivo “olha o seu filho está bacana, a gente quer investir nele nisso” o que eu gostaria é que a professora, eu sei que infelizmente ela não tem tempo disso, mas que ela mandasse por escrito um e-mail “olha o meu irmão fez isso, isso e isso, ele está passando por isso, eu estou sentindo dificuldades tal, tal e tal” são coisas que eu vejo por exemplo: a letra dele está um garrancho, eu que comprei um caderno de caligrafia e ai mandei para a escola ai me falaram “ai não pode tem que ser o caderno da escola” poxa vida entende? 
11. Você auxilia seu filho nas tarefas escolares? Como? 
R: Sim, na verdade hoje muito pouco, pois eu já venho mostrando para eles a importância de fazerem sozinhos e quando eles em alguma dúvida eles me pedem ajuda e eu estou lá, por exemplo não existe fazer dever de casa naquele livro de atividade complementar dos nossos filhos que é só de atividades sem levar o livro didático, tudo que pede no complementar está no didático, e assim eu já ensino eles a fazerem a pesquisa, pesquisa igual a gente ia, porque hoje não tem isso mais é só no google e pronto, então eu estou ensinando assim, eles morrem de preguiça, porque eles querem que eu fale e explique tudo na hora, mas é uma forma deles interpretarem então eu vejo que se eles responderam errado a pergunta talvez ele não tenha entendido, talvez não soube interpretar, então eles fazem cada um no seu quarto, na mesinha do quarto, qualquer dúvida me chama, quando termina se não teve dúvida eu leio e corrijo e falo “olha esse aqui está errado” e ai eles vem para a escola, eu faço assim. Quando é muito difícil o dever, por exemplo, meu filho mais velho levou um dever que a professora ainda não dado a matéria, eu até fiquei brava com ele, falei “como assim? Isso aqui deve ser de algum dia que você faltou a aula e não fez o exercício do livro”, mas não depois eu pedi desculpas e falei “não você estava certo, a professora deu esse dever errado e outra coisa, eu mando o dever por escrito na agenda minha relação com elas é muito assim, dever veio, mas ele não sabia fazer, o que está acontecendo? Aí ela me contou que estava errado.
12. Como você contribui para o processo de aprendizagem do seu filho?
R: Além dos jogos educativos eu incentivo muito a cultura, muito. A leitura, eu leio muito e tento fazer com que eles leem muito, o C.B.P está em uma fase de muita preguiça, mas o irmão está amando no momento, eu compro muitos livros eu levo em museus, eu levo em espetáculos em teatros, os filmes em casa, desenhos que valem a pena, eu mostro coisas na bíblia, na bíblia tem muita passagem onde fala que você tem que ter conhecimento, para adquirir o conhecimento, tudo isso então é muito bacana.
13. Você incentiva seu filho a ter hábitos de leitura?
R: Eu sempre li para eles desde a barriga, e é interessante porque eu ganhei muito aqueles livrinhos de banho então eles já tinham conexão com os livros, eu tinha os livrinhos de fantoche, aqueles livrinhos que você vai passando e abre um castelo, criança ama aquilo, rasga tudo mas adora, e ai eu fui sempre incentivando dessa forma, ai eu leio e a gente senta, eu estou lendo e cada um pega um livro, ai de dois anos pra cá “ai estou com preguiça mãe” então tá, você vai ler esse livro, vou te pagar dez reais, você vai fazer um resumo dele para mim depois que você ler você vai me contar a história, ai depois ele vai ganhando o dinheiro para ele fazer o que quiser, eu faço muito isso, e ai funciona muito bem, eu faço assim e funciona, eles criam o hábito da leitura e ai não vai ter necessidade mais, os presentes de aniversário é box do Harry Potter “me dá um box do Harry Potter, me dá um box do Diário de um Banana” então eles gostam, então vai aos poucos, eles estão com preguiça.
14. Como são os eventos voltados para a família no ambiente escolar?
R: Eu acho que são cansativos, eu acho que por mais que a escola tente eles estão desorganizados, é muito difícil você organizar famílias de mil e duzentos alunos pois são muitos alunos, agora eles até dividiram o infantil o fundamental e o médio, isso foi até bom porque até o primeiro ano fundamental é coordenação do infantil, então eu vejo que tem vários eventos separados isso ajudou muito mas é uma escola muito grande não tem como puxar a atenção de todo mundo, e não tem como você fazer coisas para agradar todo mundo, eu gosto dessa integração mas eu acho que devia ser sala a sala, entendeu? Agora comemoração de dia dos pais, dia das mães, está bem mais dinâmico, bem melhor, agora está muito maçante, eu gosto disso, mas agora aquelas festas da família a maioria não vão, foi muito legal lá no mocambo, mas teve um monte de gente que não foi, então como você tem esse controle se a criança foi ou não foi? Se a família está presente ou não? Eu acho importante a escola saber disso até para saber como a criança é, mas eu acho por exemplo o passeio ciclístico foi super bacana, super legar, mas como você controla aquilo ali? Eu acho isso, eu nunca vi tanta gente envolvido no esporte com o filho ao mesmo tempo da escola e dando resultado, ao invés de chegar lá, fazer uma oficina de não sei o que sabe? Igual tem aqui, faz uma coisa dessas uma atividade diferente, mas não nós vamos sair jogando sementes de frutas nos jardins, já imaginou que coisa linda a cidade toda arborizada em uma caminhada ecológica? Então são coisas que dão mais resultado na cabeça da criança, imagina ela daqui alguns anos olhando a árvore que ela plantou? Isso traz memórias afetivas e essa diferença na atitude da criança. 
15. Como são as reuniões de pais? Você participa? Como avalia as reuniões? 
R: Eu participo sempre, sempre venho fico igual louca correndo de uma sala para a outra porque preciso escutar coisas de dois meninos de uma vez, e é válido? É, mas eu acho ridículo tem que ser uma criança por vez, rápido, vem mãe tal hora, independente se deu problema ou não, para elogiar, tem que vir para falar, ele está com dificuldade nisso, aquilo, é isso que eu quero escutar. Por exemplo aquele problema que teve no começo do ano das mães reclamando da professora aí aquele dia eu falei “ah não gente de novo a mesma coisa? Vamos amadurecer, a professora tem que ser rígida mesmo, a escola sabe que o professor vai colocar cada sala, cada personalidade” isso acontece com todo mundo, é normal.
ANEXO III – ENTREVISTA COM A DIRETORA DA ESCOLA
1. Qual seu nome?
R: A.C.R
 
2. Qual sua formação?
R: Eu sou, eu fiz magistério, né, com ensino médio. Depois eu fiz a graduação em pedagogia, com especialização em supervisão escolar. Fiz também a especialização em educação infantil. Tenho pós-educação em docência no ensino superior. Estou terminando a MBA em gestão, liderança e gestão no espaço escolar.
 
3. Quanto tempo de atuação?
R: Então já trabalho, na verdade, em espaço escolar, já desde 1988, com 18 anos. Quando conclui, eu já comecei a trabalhar lá no Colégio das Irmãs, né? Então, aqui no colégio de M., estou há 28 anos, mas eu já tenho, aí, quase 35 anos de atuação no espaço. 
 
4. Breve relato sobre a história da instituição (ano de fundação, circunstâncias de fundação etc.).
R: O C.M. hoje tem 65 anos, de Missão Educativa aqui em Patos de Minas. A história do colégio, ela iniciou lá na década de 50, quando o Bispo local viu o que a gente tinha muito vocacionados, muito religiosos. E aí, quando foi esse movimento no estado de Minas, foi buscar justamente essa região por termos muitos vocacionais aqui. Aqui em Patos é uma região onde a Escola Católica é muito consolidada, a maioria são católicos. Então, houve um acordo entre a Prefeitura, naquele momento, e a congregação dos irmãos para ter um colégio aqui. Então, no dia 2 de março de 1959, iniciou a Escola, que era somente com alunos, meninos, sexos, masculinos. E durante essa história toda, que foi, se não for, era só ginásio, era só adolescente, depois foi introduzidoem educação infantil. Eu tenho um documento do breve relato da Escola, que eu te mando que você dê direitinho. Mas começou mesmo na década de 50, algo para poder enfatizar ainda mais a educação católica no município.
5. Breve relato sobre a organização atual da escola: (número de turmas e alunos por período; número de professores e funcionários). 
R: É o número exato, a Secretaria pode se passar, mas hoje a escola atende da educação infantil, do maternal até o terceiro anúncio no médio, então são quatro segmentos. Eu tenho hoje 1180 alunos, mais ou menos, mas o número certo por período, professores são mais ou menos 60, funcionários são 180, mas a gente pode passar esses números certos aqui pelo RH, mas é mais ou menos.
 
6. Comente sobre a equipe que dirige a escola (direção, vice direção etc.)
R: Então, na rede M., a gente tem um conselho diretor, né? Ver marido, né? Tem uma direção geral, no caso eu estou nesse cargo atualmente, mas eu tenho dois vice-diretores. Eu tenho um vice-diretor que é administrativo, uma vice-diretora que é educacional, que é a Liga. São nós três que compomos a equipe diretiva. Somos leios, temos, né, as nossas obrigações por gerir a escola, mas temos também os irmãos M. que compõem o conselho diretor. Então, hoje a gente tem três irmãos M. que moram aqui na comunidade de patos, no colégio, e que nos ajudam mais na questão de evangelização da pastoral. A parte mais administrativa e pedagógica, hoje, está a cargo dos leigos. Então, é uma direção e duas vice-direções.
 
7. Quais recursos disponíveis (salas de aula, auditório, salas de reuniões, data show, laboratórios, biblioteca, quadra de esportes, recursos, dentre outros).
R: A escola, hoje, ela tem a melhor infraestrutura da região, mesmo sendo uma escola antiga, vamos assim dizer, que foi construída há 65 anos. Naquela época, já se tinha essa preocupação das aprendizagens fora do espaço escolar, dentro da sala. Então, hoje, a gente conta, né? Com as salas, a gente tem laboratórios de bioquímica, de robótica, biblioteca, ginásio poliesportivo, quadra, campo de futebol, cozinha experimental, brinquedoteca, são espaços e recursos para as quadras. É, que isso, os pátios, teatro de areia, na sala nobre, nessa lista lá de teatro, o audiovisual, todos esses espaços são espaços de aprendizagem usados por todos os estudantes. Além das salas de setor administrativo, reprografia, secretaria, temos também uma sala de reuniões, sala de bênção e todos os laboratórios, né? De informática, de matemática, de bioquímica. É um ano que a todo mundo fala, conta a infraestrutura aqui, tem o que discutir. É, mas está pequena, para a quantidade de alunos hoje, né? A gente está com um projeto agora, vamos construir mais 12 novos salas, que precisam para a gente adequar os espaços.
 
8. Comente sobre a formação dos professores – graduação básica, pós-graduação – condições oferecidas para estudos e capacitação.
R: Então, os nossos professores, a formação mínima deles é a graduação. A gente não contrata nenhum professor que não tenha uma graduação na área. E muitos deles têm pós-graduação, mas eu tenho também um significativo de professores que já têm uma estrada, eu estou cursando, e tenho também doutorados. E a escola oferece muitos cursos de capacitação, de formação. Nós temos plataformas de cursos em EAD. Então, na área da educação infantil, da inclusão, da gestão, a gente tem constante estudos. E essas formações, elas são gratuitas. O professor faz parte do investimento da Rede M.. Então, toda quarta-feira a gente tem reunião com os professores e estudos também, além dos cursos à distância que eles fazem e outros presenciais.
 
9. Qual a metodologia utilizada na escola, estratégias utilizadas, rotina de trabalho, processo de avaliação.
R: Então, aqui a gente trabalha dentro da metodologia, da pedagogia de projetos. A gente resolve, ao longo do ano, a gente realiza projetos pedagógicos que são um por etapa letiva, com algum cunho, dentro da área interdisciplinar. Então, a gente tem as grandes áreas do conhecimento. Então, ter um projeto focado na área de linguagens, igual a bolsa M. de cultura, ter projetos na área de ciências da natureza, de empreendedorismo, de inovação, de matemática, além de um currículo M. que é da própria rede. Então, os nossos materiais didáticos são da rede M. com um sistema de avaliação que é o único, e aqui nós temos 70% de aproveitamento, nossa média sete, vamos nos pegar 10 pontos a média sete. Então, é um processo de avaliação, que é a nível nacional da nossa rede, e que a gente tem alguns critérios, desde a prova tradicional, trabalhos, trabalhos em luz, como as mostras M., que também são projetos, que são avaliativos, que compõem a rotina dos ritos.
10. Comente brevemente sobre outros seguimentos existentes na escola: associação de pais, grêmios estudantis, projetos em andamento, nível de participação dos pais na rotina da escola, dentre outros.
R: Então, nós temos hoje um conselho de pais com alguns pais representantes de cada segmento, um pai de educação infantil, do fundamental, um, dois e do médio. A gente tem um grupo de WhatsApp, reúne sempre que possível, eles mandam demandas pra gente, a gente comunica com eles também. E isso, principalmente, foi muito importante na época, das questões de segurança na escola, aqueles massacres que estavam acontecendo. Então, era uma forma de aproximar das famílias pra atender essas angústias. Temos hoje, não tem mais o nome de greve estudantil, mas a gente tem uma comissão de juventudes e os representantes de tudo. Então, são os alunos que cada dois alunos por sala representam sua sala. E a gente tem os encontros com a equipe diretiva, pra escutas, eles trazem as demandas, a gente vê de que forma a escola pode ter essa gestão compartilhada. E a participação das famílias, a gente é muito aberta aos atendimentos individualizados, a gente faz, no mínimo, três reuniões anuais, do início do ano ao final de cada etapa letiva, onde a gente convida todas as famílias. Além disso, a gente tem os pontos de encontro, que são sábados, igual a gente teve a Gumbel nesse o último sábado, algumas famílias são convidadas a vir pra poder ter um bate-papo individualizado com a professora do filho, que isso também a gente entende que é uma forma de aproximar a família de uma escola. E fora isso, o ano todo, a gente tem uma sala de atendimentos, a gente tem uma servidora educacional, que faz essa mediação da família com a escola pra gente estar em constante diálogo.
 
11. Condição socioeconômica dos alunos. Bairros atendidos pela escola. Comente sobre o bairro onde a escola está inserida. 
R: Então, o C.M., por ser uma escola particular, ela atende, em sua maioria, estudantes da classe média, ou classe média alta, pelo padrão da cidade. Temos também muitos alunos que são bolsistas sociais, sindicais, então a gente tem uma diversidade de condição socioeconômica entre os estudantes, todos os colaboradores têm bolsa para os filhos também. Mas a gente atende uma boa clientela, E pela proximidade que é o bairro onde o colégio está situado, e a gente diria que são bairros nobres, então a gente atende o público mais elitizado, onde as famílias têm melhores condições, onde os estudantes são melhores assistidos, então a gente não tem dificuldades em relação a materiais didáticos, usar alimentação, higiene, a gente entende que esses desafios que algumas escolas públicas têm, a gente não passa por isso, apesar de ter outras questões que toda a escola tem. Mas hoje a condição socioeconômica dos nossos alunos eu diria que é privilegiável.
 
12. Quais as “queixas” atuais que se apresentam no ambiente escolar? Diante dessas queixas, quais ações/intervenções são realizadas?
R: Então, eu diria que hoje toda escola enfrenta um grande desafio, que é justamente a questão do manejo da turma, a disciplina, foco dos estudantes. Com a tecnologia, o uso do celular, ele veio para dentro da escola, da sala de aula, por mais que o regimento esteja escrito que não é permitido, mas os meninos tentam burlaressa regra, os professores sempre reclamam da falta de atenção dos meninos. Então, hoje a informação e o conhecimento estão na palma da mão de estudar arte. Então, ele não sente mais tão refém dependente da informação do professor. Então, eu diria que essa relação de respeito, de disciplina, é um grande desafio que a escola tem. E sem contar também que a própria família hoje tem um outro contexto. Há tempos, os pais eram muito mais presentes, acompanhavam mais de perto, estudavam com os filhos. Hoje a gente vê um distanciamento maior, uma terceirização da educação, onde os meninos têm chegado cada vez com menos limites, não é mais resistência ou não, e a escola precisa mediar essa questão junto à família. Então, eu diria que hoje eu fui professora por mais de 20 anos, o perfil do aluno hoje é muito diferente do perfil do aluno que eu tive há 10, 20 anos atrás. É um novo contexto, uma nova forma de ensinar, novas metodologias precisam ser implementadas. Então, acho que esse hoje é o maior desafio. E a gente tenta, dentro das ações e intervenções, capacitar o professor para esse movimento, trazer as famílias para essa proximidade com a escola, mostrar o que é da família, o que é da escola, os princípios básicos de educação, de postura, de respeito, acho que isso tem que vir de casa. Não cabe à escola cuidar disso tudo. Então, para a gente poder preparar esses mil para a vida, como é o nosso propósito, eles precisam ter um mínimo que é uma ética pessoal, que é uma conduta respeitosa, uma gentileza e que muitas vezes, hoje, as crianças não têm mais aquela educação que os pais passavam, né?
 
13. Há na escola alunos com deficiência? Se sim, tem projetos voltados para eles?
R: Hoje, a inclusão também é um dos maiores desafios que as escolas enfrentam, porque por lei, a gente tem a obrigação de acolher. Não tem como negar a vaga de qualquer estudante na escola, seja ela pública ou particular, por ele ter alguma deficiência, alguma necessidade. Então, a gente assim acolhe, nós temos hoje um NAAI, que é o Núcleo de Apoia e Inclusão. Eu tenho uma coordenadora específica para cuidar da inclusão na escola, para ela manter essa relação de diálogo com a família, atender as equipas multidisciplinares, entender de que forma a escola pode acolher e fazer algo especializado com aquela criança. Então, para você ter uma noção hoje, com mais de mil estudantes na escola, eu tenho mais de 100 alunos laudados. Então, eu tenho um número significativo de alunos que têm alguma necessidade, desde as mais simples, como um TDAH, um Déficit de Atenção, até casos severos, de autismo, paralisia cerebral, surdez, cegueira, síndrome de down, a gente tem vários estudantes que necessitam de um apoio individualizado. Então, a gente tem uma diretriz da educação inclusiva, um núcleo de apoio inclusivo, professores são capacitados para isso, a gente contrata os cegueiros de apoio para aqueles casos onde o aluno não consegue acompanhar a turma somente com direcionamento de professor, mas não dá para ter também um CURUM, a cada aluno especial a gente contratar uma funcionária para cuidar dele. Então, há um grande desafio, hoje eu diria que em todas as salas de aula eu tenho alunos com alguma necessidade, e eu tenho auxiliares a apoio e assistir também.
 
14. Se vocês percebem ou algum professor relata dificuldades em lidar com os conflitos que ocorrem no ambiente escolar (seja em lidar com os alunos, seja com a equipe escolar, por exemplo), o que fazem diante dessa situação?
R: É, acaba que seja um professor, equipe técnica, coordenação, a gente tem sempre conflitos que a gente lida com pessoas. Então a convivência é desafiadora, as relações de trabalho são os trabalhadores, às vezes eu tenho problemas para lidar entre os próprios colaboradores, um querendo aparecer mais que o outro, um querendo aparecer mais que o outro, um não entender o tempo do outro, então assim, a liderança precisa ter esse jogo de cintura, para ter um bom clima organizacional, para que aplastasse a equipe, para que todos compram o mesmo objetivo, cada um com a sua forma de trabalho, mas essa competitividade não é saudável. E entre os estudantes também há muitos conflitos, assim há situações de busca por espaço, o respeito, o pensamento do outro é um grande desafio, às vezes são conflitos, principalmente na infância, questões de bola, na educação física, um é amiguinho do outro, chamou outro para lanchar, outro chamou, enfim, conflitos das próprias relações de convivência. E a escola vai trabalhando isso, principalmente com o nosso setor de orientação educacional, esse é o papel do orientador, que é justamente orientar, acolher, ouvir, buscar soluções, acompanhar e sempre que necessário a gente traz a família para esse movimento de escuta, de solicitação de estratégias, hoje mais do que nunca a gente precisa de especialista para nos ajudar nesse movimento, não é muito, se precisa de um acompanhamento psicológico, alguma terapia, outros estão até com medicamentos, mas esses conflitos eu diria que eles são naturais, não há um dia onde não aconteça nada, o que a gente não pode é normalizar e não fazer nada, então a gente tem um equipe preparado para nos ajudar a mediar todos esses conflitos.
 
15. Em sua opinião como seria a escola ideal? 
R: Então, a escola ideal, eu falo até pela vida inteira da escola, eu não me vi em outro lugar que não fosse numa escola. A escola ideal, para mim, é aquela onde as pessoas sentem que estão no espaço, que favorece as boas relações de convivência, onde as pessoas sentem que elas são acolhidas, que elas são felizes naquele ambiente, e que elas podem ter oportunidades de crescer, seja no conhecimento através da aprendizagem, e seja também crescer como pessoa. Então, acho que a escola ideal é aquela que preocupe informar o seu estudante integralmente. Não é legal só preocupar com o acadêmico, para ele passar no vestibular, e não é legal também só preocupar com as relações com a parte humana. Então, são os dois campos. A escola que conseguir alinhar essas duas vertentes, ela vai ser sucesso, com certeza, é o meu sonho.
 
16. Além das queixas escolares, no que você acredita que a escola precisa melhorar?
R: Então, a escola precisa, hoje, acompanhar a evolução dos tempos e melhorar a sua forma até de ensinar, melhorar com metodologias que sejam mais atraentes para os alunos, melhorar no sistema avaliativo. Acho que hoje a gente tem que entender que nem todo mundo é bom em tudo, são múltiplas habilidades que nós temos e cada um com as suas qualidades, com as suas dificuldades, então acho que a escola precisa ter um olhar mais amplo e não querer tratar todos como únicos, como iguais. A mesma regra é importante, é regras coletivas, mas eu imagino que precisaríamos dar um passo, sabe? Aquela escola lá atrás, todo mundo enfileirado, um atrás do outro, levantando o dedo para falar. Não é essa a disciplina que a gente precisa, mas a gente precisa de ter um lugar onde as pessoas vejam o sentido naquilo. Usando os adolescentes, principalmente, que questionam muito. Por que eu estou estudando isso? Mas para que isso? Isso não tem utilidade nenhuma na minha vida. Então, assim, que a escola seja um passo... Você quer estudar? É isso? Logo exato? Eles são muito... Não questionava tanto. A gente sentia, mas não questionava tanto também agora. Então, se o meu desejo, hoje, é ir para a área de comunicação, quero ganhar dinheiro, quero ser influencer, quero ser blogueiro, quero isso, para que eu vou ter que ficar aprendendo essas formas de química, por exemplo, esses cálculos matemáticos tão complexos. Então, assim, hoje, eu acho que a escola deveria caminhar na forma de ensinar que tivesse mais sentido para os alunos. Não decorar por decorar ou estudar para fazer prova. A nota para mim é o de menos. Eu sonho muito com uma escola aonde os meninos venham para cá se sentindo, que é um espaço importante para o crescimento deles, para eles terem uma boa convivência, para eles aprenderem, para eles serem gente boa na vida também. Preparar porque o mundo estáesperando os nossos filhos. E a escola educa os seus estudantes para o mundo também, né? Então acho que hoje a gente tem essa necessidade. Melhorar essas metodologias, colocar um estudante como protagonista, não dá para ficar lá só passando informação, porque não vai ficar quietinho na carteira só ouvir e aprender. Que ele possa ver sentido, que ele possa aplicar, que ele possa com a mão na massa. Eu acho que ficaria algo assim, aprender de uma maneira mais gostosa.
 
17. Como são organizadas as reuniões de pais? O que pensa sobre elas?
R: Então, a gente tem no mínimo três reuniões que são coletivas, como eu disse lá atrás, um ano em início do ano para a apresentação da equipe, da professora, do programa da escola, daquela etapa. Aí, ao final da primeira etapa, a gente faz outra reunião para entrega das coletivas, ao final da segunda etapa, outra reunião e, fora isso, a gente tem os pontos de encontro e tem outros momentos que as famílias bem na escola, na apresentação dos projetos, na mostra M., que tem um apóstolo no primeiro semestre e uma mostra no segundo semestre. Então, são esses momentos que a gente convém dos pais ao meio. E a gente tem também o marismo em diálogo, que é um projeto que a gente faz, fizemos um no primeiro semestre, vamos promover outro agora no segundo, que é justamente um bate-papo com as famílias sobre alguma temática importante. A gente falou de segurança, a gente falou de valorização da vida, de prevenção do suicídio, falamos de sexualidade, agora há pouco, então são temas sensíveis que precisam ser tratados e que é importante que os pais estejam comuns. 
 
18. Como são organizadas as reuniões de professores? O que pensa sobre elas?
R: Sim, tal, como aqui a gente não tem reuniões pontuais, a gente tem semanalmente, dentro do salário do professor, a gente já acrescenta duas horas semanais de contrato no trabalho dele. Então, toda quarta-feira das 18h, às 20h, nós estamos aqui reunidos. Essa é uma reunião que às vezes ela é por segmento, a coordenadora de cada segmento está com a pauta específica contratada aqui. Às vezes é uma reunião geral com equipe diretiva, às vezes é um conceito de classe, às vezes é um palestrante que a gente convida, dependendo da temática, às vezes é uma videoconferência institucional, com a reunião com os professores dos outros colégios marinistas. Então, assim, são 40. A gente tem 40 reuniões, que a gente tem 40 semanas letivas, a gente tem essas 40 reuniões. Além disso, outras que a gente planeja conforme a necessidade. Bom, a gente vai ter a época da mosse, precisa reunir a equipe, planejar. Então, eu tenho os coordenadores de área que vão também convocar esses professores para reunir da tratagem determinada da imã. Eu acho fantástica essa estratégia, porque vir uma formação, uma reunião de uma formação continuada. Querendo ou não, isso é uma capacificação. E não a reunião que você convoca só quando precisa. Então, a gente tem sempre pautas, a gente está sempre tratando, igual da reunião que a gente vai ter essa semana, reunimos hoje com o Conselho Diretor. A gente vai passar para todos os professores, o que é explicado a pesquisa de satisfação que os alunos e os pais fizeram antes das séries. Porque a partir do que eles fizeram, a gente precisa analisar esses dados. Onde que a gente está bom? Onde que a gente precisa melhorar? Quem importa o que é criar um plano de ação a partir desse resultado. Então, é fundamental a gente ter esse momento próximo com o professor, porque é ele que faz a escola acontecer.
 
19. Como você vê o trabalho do psicólogo nas escolas?
R: Então, na rede M. a gente não tem cargo de ter um psicólogo na escola, a gente entende que ter essa profissão aqui dentro poderia ainda mais fazer com que as as famílias queiram terceirizar e seguir isso e achar que todas as questões emocionais deveriam ser tratadas pela escola, mas nós temos todos os nossos orientadores educacionais, eles são psicopedagogos, eles são especialistas nessa área e eles têm condições de atuar, orientar a equipe, participar dos atendimentos e a gente tem muitos psicólogos que são parceiros da escola, que já atendem nossos aluninhos, que a gente tem uma relação próxima de comunicação, vem até a escola, a escola vai até eles, porque a gente entende hoje que é fundamental o papel do psicólogo para ajudar na aprendizagem e não só nessa questão da aprendizagem como também as relações na convivência. Hoje a gente tem muitos desafios que estão além da aprendizagem, alunos que são muito bolsos de nota, mas que têm uma dificuldade enorme de relacionamento. Como nas empresas. Questões de autoestima, questões de segurança, alunos contra -alunos, e assim, depois da pandemia principalmente, a gente sentiu muito na pele isso, a necessidade de cuidar da saúde emocional dos professores, das famílias, dos alunos, mas nós não temos um psicólogo, temos cinco pedagogos que nos ajudam, e se necessário a gente chama o psicólogo para nos ajudar, mas eu acho fundamental a participação deles no processo de escola.
 
20. Há algo mais que gostaria de ressaltar?
R: Então seria nesse sentido mesmo, né? Que quando a escola percebe que a gente não está conseguindo ajudar, principalmente pelas questões emocionais, comportamentais, a gente acaba pedindo as famílias que busquem uma ajuda de um especialista que procure um psicólogo para ajudar. Porque às vezes há uma dificuldade de aceitação das famílias sobre a condição do filho, ou sobre as necessidades do filho na escola. E a escola não consegue resolver tudo e atender todas as expectativas. Então ter, né, seja o psicólogo, seja o fonodiólogo, neuroterapia educacional, são vários especialistas, o próprio neurologista, neuropediatra, todos eles vão nos ajudar a desenvolver esses estudantes dentro da necessidade cada um, fora no ambiente de escola. Porque dentro de sala, eles estão no espaço corretivo. O professor está cuidando só dele, está cuidando de 30. Então para ele ter o que ele precisa de uma maneira individualizada, ele tem que ir para uma clínica, ele tem que ter um atendimento só com ele. Ele precisa ter um acompanhamento de um especialista. Então por esse motivo a escola não traz esse profissional para aqui, mas a gente indica muito que a família busque lá fora. Eu acho que cada vez mais está precisando, né? Que as pessoas estão muito sensíveis, as pessoas estão muito imediatistas, muito inconsequentes, às vezes sem tempo de olhar para si, olhando o problema só no outro. Então é fundamental, até pela neuro aprendizagem mesmo, que a psicologia esteja junto, com pedagogia, esteja junto com as mãos, né.
ANEXO IV - TERMO DE ASSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TALE) ALUNO C.M
ANEXO V - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE) MÃE DE ALUNO C.M
ANEXO VI – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE) ENTREVISTA DIRETORA DO C.M
ANEXO VII - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE) REALIZAÇÃO DA OBSERVAÇÃO E ENTREVISTAS DA INSTITUIÇÃO
ANEXO VIII - LISTA DE PRESENÇA
	
	
	
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