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Desejo entre nós... 
 
Tudo começa com um vinho... taças que se tocam, sorrisos que 
deslizam pelos lábios e olhares que se despem antes mesmo das 
palavras. 
Seis olhos se encontram... se provocam... se devoram em silêncio. 
Pensamentos sujos, disfarçados de sutilezas, escapam em meio a 
frases desconexas, como se nossos corpos sussurrassem aquilo 
que a boca ainda não teve coragem de dizer. Instintos gritam por 
dentro, enquanto por fora mantemos a ilusão do controle 
claramente ignorado. 
O ar pesa... há uma eletricidade quase palpável entre nós. Um jogo 
perigoso de vontades contidas, de mãos que se seguram, mas que, 
a qualquer segundo, poderiam se perder sem volta na pele do 
outro. 
 
Ela se chama Lya... nunca havíamos nos vistos antes, mas a forma 
como ela te olha me faz duvidar disso. Parece que nossos corpos 
de alguma forma tenham esperado por esse exato momento. 
O perfume dela se mistura ao seu... um cheiro doce, quente, quase 
proibido, que preenche o espaço entre nós, criando uma 
atmosfera de desejo e permissão. 
 
Não dava mais para fugir de tudo isso... 
 
Eu saio e volto com uma corda na mão... Já tínhamos conversado 
sobre os nossos desejos, mas os olhos de Lya pareciam não 
acreditar... 
 
Me aproximo de você... com aquele olhar que você já conhece tão 
bem. As mãos seguram a corda, mas não há pressa... 
Deslizo a ponta dos dedos pela sua pele, traçando linhas 
invisíveis... do ombro, descendo devagar pela curva do corpo, 
contornando cada centímetro como se a estivesse desenhando... 
moldando... saboreando. 
Você estremece... respira mais fundo, entrega o corpo sem 
resistência. Cada nó da corda te faz mais ofegante. 
Enquanto faço isso, viro o rosto, cruzo o olhar com ela... a outra. 
— Só observa... — murmuro, num tom rouco, grave, que mais 
parece uma ordem embebida em desejo. 
Ela obedece. Fica ali, quietinha, mordendo o lábio, respirando 
pesado... olhos arregalados, acompanhando cada movimento 
meu... cada suspiro... cada arrepio que arranco daquela que, 
agora, é só minha... amarrada, entregue... deliciosa. 
 
Você agora está ali... amarrada, entregue... corpo arqueado, pele 
quente, respiração pesada. Os olhos brilham... desejam... 
imploram... 
Mas, por enquanto, tudo o que você pode fazer... é assistir. 
 
Me viro devagar, seguro Lya pela cintura, puxo-a para perto, 
sentindo o corpo dela colar no meu, macio, trêmulo, 
completamente tomado pelo desejo que cresce no ar. 
Nossos lábios se encontram, primeiro devagar... depois, famintos... 
línguas que se buscam, que se devoram. Minhas mãos descem, 
apertam, exploram... e ela se derrete... Ela está completamente 
entregue. 
 
Me mantenho dentro dela, bem devagar... fundo... sentindo cada 
detalhe, cada contração... cada suspiro que escapa dos lábios de 
Lya, já completamente entregue, tremendo, implorando por mais. 
Mas não apresso... não. Faço do jeito que você gosta... bem 
devagar... bem provocante... bem cruel. 
 
Viro o rosto, olho pra você... amarrada, imobilizada, linda... 
absolutamente deliciosa na sua prisão de cordas, com os cabelos 
bagunçados, o peito arfando, os olhos arregalados, babando de 
tanto tesão. 
— Tá vendo, amor...? — minha voz sai rouca, grave, cheia de 
malícia, enquanto empurro devagar, até o limite, só pra depois sair 
quase todo... e entrar de novo... bem fundo. 
— Olha como ela tá... como ela tá cheia de tesão... se 
contorcendo... gemendo... se abrindo todinha pra mim. — minha 
mão aperta forte o quadril de Lya, puxando-a contra mim, 
enquanto ela solta um gemido manhoso, totalmente entregue. 
 
Meus olhos continuam fixos nos seus... 
 
— E eu sei... — sorrio, lambendo os lábios — eu sei que você quer 
isso também... 
 
E eu sei... sei que você quer ela também. 
Tá estampado no seu rosto... tá escorrendo de você... tá 
transbordando desse teu corpo amarrado, molhado, vulnerável... 
delicioso. 
O sorriso que se abre no meu rosto é puro desejo, puro pecado. 
 
Puxo Lya pela cintura, firme, sem espaço pra dúvidas, e a coloco de 
joelhos... bem em cima de você. 
— Toca ela. — minha voz sai rouca, grave, mais como uma ordem 
do que um pedido. — Quero ver você sentir... quero ver você 
explorar cada pedaço desse corpo que tá aqui... amarrado... 
babando... implorando. 
 
Lya me olha... os olhos arregalados, respiração descompassada... 
mas ela não resiste. Não luta. Simplesmente se entrega. As mãos 
dela tremem de desejo enquanto deslizam pela sua pele... 
primeiro devagar... depois com mais fome, mais urgência... 
descendo, subindo, apertando, explorando cada curva, cada 
arrepio... 
 
Enquanto ela toca você, eu começo a soltar as cordas... 
Uma... depois outra... bem devagar, sem pressa, como quem 
retira, fio por fio, uma prisão feita de prazer e desejo acumulado... 
Cada volta da corda que se solta faz seu corpo se arquear, se 
esticar, como se respirasse de novo, só que agora... com ainda 
mais fome. 
 
E quando a última corda cai... quando você sente o corpo livre, 
quente, pulsando... você simplesmente avança. 
Sem pensar. Sem hesitar. Sem pedir. 
Se joga em cima dela... segura Lya pela nuca, puxa, domina... sua 
boca se cola na dela, como se quisesse sugar tudo... os lábios, a 
língua, a alma... 
As mãos apertam, puxam, exploram, descem sem cerimônia, sem 
vergonha, buscando tudo o que até agora era só desejo contido. 
 
Lya geme... surpresa... sem reação... mas não resiste. Se entrega. 
Se entrega inteira. 
Deixa você fazer o que quiser... deixa suas mãos, sua boca, sua 
fome tomarem conta... 
 
E eu? 
Eu fico ali... em pé... encostado, só observando... admirando 
aquela cena hipnotizante... duas mulheres se devorando, se 
entregando, se consumindo. 
O som que embala tudo isso é um jazz suave, sensual, sujo e 
elegante ao mesmo tempo... saxofones que parecem gemer 
junto... 
No ar, um cheiro pesado... doce, quente... uma mistura de 
perfume, pele, suor e sexo... intoxicante... 
 
Me masturbando enquanto observo essa cena que, de tão 
perfeita, parece um filme rodando só pra mim. 
Vocês duas... se devorando... seus corpos se encaixando como se 
tivessem sido feitos um pro outro... sua boca colada na dela... seus 
gemidos se misturando... seus dedos apertando, arranhando, 
segurando como se quisessem mais... sempre mais. 
 
Respiro fundo... os olhos fixos... o som do jazz de fundo parece 
acompanhar cada movimento, cada gemido abafado, cada suspiro 
trêmulo... 
 
E então... é minha vez. 
 
Me aproximo... e não venho sozinho. Seguro as mãos de Lya... e 
conduzo. 
Coloco as mãos dela por baixo das minhas... encaixadas nas suas 
curvas, te tocando... te explorando... exatamente do jeito que você 
ama. 
Meus dedos guiam os dela... deslizam juntos... sobem... descem... 
apertam seus seios, brincam com seus mamilos, traçam caminhos 
pela sua barriga, pelas suas coxas, até chegar onde você já tá 
absurdamente molhada... escorrendo de tanto desejo. 
 
— Assim... — murmuro, com a boca encostando na sua pele. — 
Desse jeitinho que você gosta... 
 
Me abaixo... sem pressa... te abro com as mãos... sinto seu 
cheiro... quente, doce, carregado de tesão... 
 
E então... te chupo. 
 
Fundo. Molhado. Com fome. Com vontade. 
A língua desliza, circula, brinca, explora cada dobra, cada ponto 
sensível, cada pedacinho que te faz perder o controle... 
Minha boca trabalha em você enquanto Lya, está na sua boca... ah, 
a boca dela não desgruda da sua... 
Ela te beija... te devora. 
Línguas que se enroscam, que se buscam, que se alimentam do 
próprio desejo que transborda no ar. 
 
Você se abre... se entrega... se perde... 
 
O corpo inteiro tremendo... arfando... gemendo... as mãos 
segurando tudo o que podem — cabelo, pele, desejo... 
E eu aqui... te chupando do jeito que só eu sei... sentindo seu 
gosto, ouvindo seus sons, vendo você se desmontar inteira na 
boca da gente. 
 
O cheiro no ar é inebriante... perfume,suor, tesão... uma nuvem 
de sexo que toma conta de tudo. 
O jazz continua... macio, sujo, delicioso... embala cada movimento, 
cada gemido sufocado entre bocas que não se desgrudam. 
 
O prazer explode, inevitável, incontrolável… 
 
Você goza na minha boca... 
 
Quente, intenso… e eu te recebo inteira, te sugo, te saboreio como 
se fosse o néctar mais precioso, você transborda tesão e entrega, 
enquanto seu corpo continua vibrando… molinho, entregue… 
satisfeita. 
 
Sinto o corpo de Lya se mover… ela desliza, lenta, cheia de malícia, 
passando a boceta molhada pelos seus seios… deixando um rastro 
quente, úmido, escorregadio… até chegar na sua boca. 
E você... você abre ela, sedenta, lambendo, sugando, bebendo 
aquele gosto misturado de prazer e desejo, o gosto do meu pau 
ainda estava ali... enquanto o corpo dela treme, se arqueia, quase 
sem controle. 
 
Você está ali, no meio... no paraíso. 
Molinha, submissa ao próprio prazer, saciada, completamente 
entregue... mas ela, não. 
 
Ela quer mais. 
 
Puxo Lya pela cintura, seguro forte, e afundo meu rosto nela… 
A boca encaixa perfeita… a língua desliza, invade, explora... chupo 
aquela boceta com fome, com vontade, com tesão acumulado… 
 
Ela geme... geme alto, gemidos que quase viram música no seu 
ouvido, enquanto te abraça, te aperta, te beija… 
 
— Obrigada... — ela sussurra, entre gemidos e suspiros, no seu 
ouvido — Obrigada por isso... obrigada por me deixar viver isso... 
por me fazer sentir assim... 
 
Os corpos tremem juntos… se apertam, se amam, se devoram até 
não sobrar mais força. 
 
Até que, exaustas... vocês desabam. 
Molhadas... quentes... abraçadas... pele com pele, respiração 
misturada, cheiro de sexo, de suor, de desejo realizado. 
 
E eu... fico ali. 
Deitado... olhando... admirando... como quem contempla um 
quadro. 
 
Me encaixo entre vocês... te abraço, abraço ela… e, naquele 
momento... nada mais importa. 
Só o som do jazz ainda tocando baixo... o cheiro delicioso que 
paira no ar... os corpos quentes, colados... 
E a certeza plena de que... tudo, absolutamente tudo... valeu a 
pena... 
 
A manhã chega... mas o cheiro, o gosto e as imagens da noite 
passada não saem da cabeça. 
O corpo ainda carrega marcas… leves... como se o prazer tivesse 
tatuado na pele. 
E o nome dela... Lya. 
Fica ecoando na mente, nos lábios, na memória... como se fosse 
impossível esquecer. 
 
Passamos o dia trocando olhares cúmplices… toques rápidos, 
sorrisos maliciosos, como quem carrega um segredo proibido, 
quente, delicioso. 
E à noite… quando nossos corpos se encontram de novo, dessa vez 
só nossos… não demora pra faísca virar incêndio. 
 
As mãos se buscam… a boca encontra a sua… o corpo inteiro 
arrepia só de lembrar do que vivemos. 
As posições, os gemidos, os sabores... tudo volta. 
Revivemos cada detalhe, cada cena, cada sensação, como se 
estivéssemos, mais uma vez, deitados naquela mesma cama, sob 
aquela mesma música, com aquele mesmo cheiro de sexo e desejo 
no ar. 
 
Com você entregue, mordendo os lábios, deitada de barriga pra 
cima, com minhas mãos apertando suas coxas... 
Você se curva pra perto do meu ouvido... puxa minha nuca... e 
sussurra... 
 
— Eu quero ela de novo... 
 
A frase não vem como um pedido. 
Não é dúvida. 
É desejo. 
É ordem. 
É necessidade. 
 
O olhar que você me lança depois... selvagem, faminto, decidido... 
deixa claro: 
Isso não acabou. Isso não vai parar. Isso foi só o começo. 
 
E naquele instante… eu entendo. 
Nós dois entendemos. 
Vamos ter ela de novo. 
E, dessa vez... quem sabe... ainda mais.

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