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NOITE EM PARIS
 
 
SÉRIE FATAL HOTTIE – LIVRO 01
 
POR R. CHERRY
 
 
 
 
 
 
© Copyright 2021 by R. Cherry
 
Capa por: R. Cherry
 
Todos os direitos reservados,
Esta é uma obra de ficção. Seu intuito é entreter as pessoas. Nomes,
personagens, lugares e acontecimentos são produtos da imaginação da
autora. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais é
mera coincidência.
São proibidos o armazenamento e/ou a produção de qualquer parte dessa
obra, através de quaisquer meios – tangíveis ou intangíveis – sem o
consentimento escrito da autora.
Criado no Brasil. A violação dos direitos autorias é crime estabelecido na lei
nº .9.610/98 e punido pelo artigo 184 do Código Penal.
 
1ª Edição – setembro/2021
 
Sumário
SINOPSE
Nota da autora
CAPÍTULO UM
CAPÍTULO DOIS
CAPÍTULO TRÊS
CAPÍTULO QUATRO
EPÍLOGO
AGRADECIMENTO
SINOPSE
 
Margot só queria esquecer.
Uma noite apenas para esquecer que havia negado o pedido de
casamento do homem com quem imaginou ter uma família.
Margot precisava apenas uma Noite em Paris para organizar todos
os pensamentos; antes de decidir que caminho seguir.
 
Nota da autora
A SÉRIE FATAL HOTTIE contará com doze livros.
Não é necessário ler na ordem, pois são personagens distintos.
Será um conto por mês, até fecharmos o ciclo.
São cenas carregadas de erotismo, escritas e recomendadas
para maiores de dezoito anos.
 
Deliciem-se, compartilhem e avaliem ao final, pois isso é tudo o
que uma autora iniciante como eu deseja para melhor o dia.
 
TENHAM UMA BOA LEITURA ♥
 
 
Com carinho,
CAPÍTULO UM
Deveria ser proibido qualquer tipo de pedido surpresa, pois assim,
evitaria o constrangimento de todos os envolvidos, mas
principalmente o do pedinte.
Ninguém faz um pedido esperando um não, mas nem todos nascem
para dizer sim.
Enquanto corro pelas ruas de Nova York lembro o olhar
esperançoso de Simon, mas ao sentir as lágrimas descerem pelo
meu rosto, a bile sobe e as lembranças se tornam dolorosas.
Eu disse não.
A palavra simplesmente pulou dos meus lábios, e antes que ele
pudesse dizer algo, eu corri. E estou correndo até agora, porque sou
covarde demais para voltar lá e encará-lo.
Minha mãe tinha razão, eu sou uma cadela sem coração que
machuca os outros com extrema facilidade.
Dona Mariah disse exatamente essas palavras quando me chutou
pra fora de casa – há quinze anos – e eu acreditei em tudo o que ela
disse até conhecer Simon em um bar.
Paro de correr e escoro o corpo contra o poste de luz, sentindo meu
peito doer à medida que o ar invade meus pulmões com força.
Fechos os olhos e começo a andar, perdida demais para desviar
das pessoas a minha volta.
Nova York está fria, mas nem isso para o fluxo de pessoas, na
verdade, parece que deixa todos mais agitados. Meus pés se
movimentam por contra própria, não faço ideia para onde estou
indo, muito menos de onde preciso chegar.
Apenas sigo caminhando.
— Olha por onde anda, gracinha — um homem diz ao passar por
mim e esbarrar em meu ombro.
Paro e o encaro por longos segundos, vendo um sorriso maldoso
despontar em seus lábios, e isso faz com que eu volte para três
anos atrás.
“A música alta e as luzes coloridas são meus aliados. Mexo meu
corpo com desenvoltura, esperando minha vítima da noite chegar.
Eu gosto a forma como os homens daqui me encaram e me
desejam, por isso, abuso do rebolado e passo a mão por meu
vestido, deixando minhas curvas ainda mais em evidência.
— Mar, vou buscar uma bebida.
Adele grita e eu assinto com a cabeça. Meu olhar encontra o de
Simon, o dono do bar e de maneira nada discreta, mordo o lábio e
ao vê-lo engolir em seco, sorrio e fecho os olhos, deixando que a
voz de Rihanna me leve ao inferno. Viro de costas, dando a ele a
visão mais que privilegiada da minha bunda durinha. Passo as mãos
pelos meus cabelos loiros exibindo meu pescoço branco e continuo
a descer com elas por meus ombros.
Mas antes que eu possa continuar meu show, eu sinto sua
respiração quente bater em meu ombro desnudo e suas mãos
tocam minha cintura, em um aperto gostoso, que envia uma onda de
calor direto para minha boceta, que pulsa desesperada.
Estou a mais de três dias sem sexo, meu corpo necessita desse
contato quente e suado. Necessita de uma boca gostosa que me
leve a altura e de um pau que me invada sem achar que sou a porra
de uma boneca de cera que vai quebrar a qualquer momento.
Eu preciso de algo quente, sujo e extremamente pecaminoso, e eu
sei quem vai me dar isso.
Encosto-me em seu peitoral e rebolo lentamente, sentindo sua
protuberância sob a calça. Suas mãos escorregam pela minha
cintura e em um movimento ágil, estou de frente para ele, exibindo
um sorriso grande, que morre aos poucos ao ver de quem se trata.
— James — lamento e meu ex sorri, voltando a apertar minha
cintura.
— Também senti sua falta, gracinha.
— Você não tem o direito de me chamar assim — jogo suas mãos
para longe do meu corpo. — Obrigada por estragar minha noite.
Lamento e me afasto, indo de encontro com minha amiga que
conversa animado com um homem moreno de olhos escuros. Adele
é linda, e sabe usar sua beleza para conseguir o que quer.
Essa vaca já foi para a cama com Simon, e os detalhes sórdidos
que ela contou, só me fizeram desejá-lo ainda mais.
— Uma água com limão, por favor.
Peço ao barman e me sento na banqueta, sentindo a animação da
noite ir embora.
Ver James depois de tantos meses foi como água no meu fogo. O
desgraçado é bonito, mas infelizmente não sabe usar o instrumento
entre suas pernas.
Ficamos duas vezes, e não me arrependo por isso, mas a verdade é
que ele é muito melhor com a língua e com os dedos, do que
usando seu pau de quase vinte e três centímetros.
— Olha só quem apareceu — falo alegre, quando Simon coloca o
copo com meu pedido na minha frente. — Apreciou o show?
Mordo o lábio de maneira provocativa e ele apenas me devolve com
um sorriso de lado.
Simon Banks é muito mais que um rostinho bonito. Ele é
simplesmente encantador, um verdadeiro cavalheiro no meio de
várias pessoas, e segundo minha amiga, um puto de primeiro entre
quatros paredes.
Só de lembrar dos detalhes que Adele me contou, minha calcinha
umedece e meus mamilos endurecem.
— Prefiro um show particular.
A voz rouca condenou ainda mais a minha peça intima.
Sorvi da bebida gelada com meus olhos ainda conectados nos
orbes azuis. Os cabelos loiros estavam jogados de lado, a barba
clara cobre boa parte do maxilar e mandíbula, e acima dos lábios, o
bigode com as pontas enroladinhas, dando um charme a mais no
seu estilo viking.
— A que horas quer o show? — deixo minha voz mais rouca e
baixa.
Apoio os braços sobre o balcão de madeira escura, o decote do
meu vestido se torna ainda mais indecente e o frio da madeira, faz
minha pele arrepiar, o que não passa despercebido por ele.
— Agora — engulo em seco e aperto uma perna na outra, tentando
acalmar a pulsação. — No meu carro.
Passo a língua pelos lábios quando meus olhos caíram para seu
peitoral coberto por uma camisa azul claro, visualizo uma tatuagem
escura e busco na memória se Adele tinha me falado sobre ela, mas
constato que não e isso me faz sorrir.
Volto a colocar meus olhos nos dele, seus lábios curvam levemente
para a esquerda e eu assinto, deixando uma nota sobre o balcão.
Paro um pouco à frente da banqueta e puxo a saia do vestido para
baixo, e olho para trás, apenas para confirmar que Simon tem os
olhos fixos em mim.
Confiante, me dirijo a minha amiga e aviso que arrumei em boy,
Adele apenas me deseja boa sorte e volta a conversar com o
barman.
Meu corpo sabe o que está preste a acontecer, e está mais que
pronto para tudo o que Simon estiver disposto a me dar.”
Uma buzina alta me traz a realidade e quando olho para frente, vejo
que estou parada em frente a porta da boate.
O homem estranho com sorriso malicioso não está por perto. Não
tem mais lembranças.
Não tem nada além da dor e da vergonha.
Vergonha por ter sido fraca e ter dito não ao único homem que
estava disposto a me amar.
Balanço a cabeça e novamente a buzina se fez presente, deixando
meu coração mais acelerado. Olhoe encontro o carro branco
parado no sinal, o vidro do lado do carona desce vagarosamente e
eu visualizo minha amiga no volante.
— Sobe vadia, vim te resgatar.
Adele sorri e não há julgamento em seu olhar, e pela primeira vez na
noite, eu desejei não ter saído aquela noite em que meu corpo se
encaixou perfeitamente no corpo de Simon.
Pela primeira vez, eu desejei fazer tudo diferente e por isso,
caminhei apressada para o carro da minha amiga, sabendo que ela
me consolaria melhor que ninguém.
 
CAPÍTULO DOIS
 
A noite ao lado de Adele foi longa.
Acabamos com seu estoque de bebida, e na manhã seguinte nossa
cabeça não aceitava nem um simples suspiro alto. Agora, três dias
após nossa bebedeira, estamos sentados no saguão do aeroporto,
esperando nosso voo ser anunciado.
Não sei nada sobre Simon desde a fatídica noite. Meu dedo coça
para fazer uma ligação, meu corpo imploro pelo seu e meu peito
arde quando as lembranças de nós dois me atinge. Mas não posso
fraquejar.
Ele merece uma mulher inteira, e por mais que eu tente, nunca serei
essa mulher.
— Ei, ele está bem — tocou meu ombro e eu a encarei. — Eu o vi,
ontem no mercado enquanto comprava sorvete.
Engulo em seco e volto a olhar para o telão, tentando não pensar no
encontro deles, pois eu sei que rolou muito mais que uma noite
entre eles antes de Simon decidir que queria algo sério comigo.
Ao fechar os olhos sinto a raiva dominar cada célula do meu corpo,
como se estivesse ativando uma bomba. Lentamente minha mente
é preenchida por imagens de Adele e Simon no banco de trás da
sua caminhonete.
Lembro com precisão do quanto o banco de couro é confortável e
gelado, e saber que metade das mulheres de Nova York já
experimentou me deixa irritada.
— Amiga, — o toque em meu braço, me obriga a abrir os olhos. —
Nosso voo. Vamos?
— Vamos.
Minha voz é um sussurro perdido no ar. Mas quando me coloco em
pé, e como recarregar as baterias.
Paris é tudo o que preciso para esquecer Simon e tudo o que
vivemos.
 
**
 
O vento frio toca minha pele como um sopro.
Chegamos a poucas horas em Paris e estamos hospedadas em um
hotel pequeno, com uma estadia que cabe nos nossos bolsos.
Apesar de Adele vir de uma boa família, e trabalhar como
veterinária, ela decidiu me acompanhar em um hotel duas estrelas,
pois o meu salário de dançarina não é o dos melhores e minhas
economias não somam nem um ano de trabalho árduo.
Nos últimos anos não paguei aluguel, pois assim eu aceitei namorar
Simon fui para seu apartamento, e a três meses dei entrada no meu
próprio apartamento, depois de anos economizando. Acho que esse
passo foi o que fez Simon me pedir em casamento na frente de
dezenas de pessoas.
Olho para os dois lados antes de atravessar a rua em direção a um
bar. Preciso beber mais um pouco para que as lembranças morram
afogadas, Adele disse que estou fazendo tudo errado, mas ela não
entende.
Ninguém nunca entende.
Passei o inferno na terra até meus quinze anos, pois minha adorável
mãe trocava de namorado como alguém troca de roupa, e sempre
que ela aparecia com alguém novo, eu ouvia: Pare de estragar
meus namoros, sua cadela sem coração.
Cadela sem coração.
Eu devo ser mesmo, pois dormi com todos os ex’s namorados das
minhas amigas e depois jogava na cara delas. Adele é a única que
ainda fala comigo, mas isso é porque ela nunca namorou sério e
somos praticamente iguais, a diferença é que ela não é uma vadia
sem coração como eu.
— Então loira, o que vai ser?
O barman pergunta assim que paro no balcão. Dou a ele um sorriso
e peço uma dose de tequila, ele assente e se vira para preparar
minha bebida e eu aproveito para dar uma olhada no ambiente.
O tom vermelho predomina nas paredes, as luzes se movimentam
em favor a uma dançarina, que sensualiza na barra de polidance.
Os cabelos escuros e longos cobrem suas costas quando ela
escorrega pela barra, o fio da calcinha está bem escondido entre
suas nádegas.
— Aqui loira — a voz do barman me faz desviar o olhar da morena.
Pego o pequeno copo e viro, sentindo a garganta protestar. Ignoro o
limão e o sal e peço mais uma dose, deixando que a batida da
música me envolva.
Mas antes que eu possa ir para a pista de dança, uma música
romântica começa a tocar e involuntariamente meus olhos se
fecham e minha mente vai de encontra a domingo passado, horas
antes do fatídico não.
“— Gostosa! — a voz rouca de Simon chega até meus ouvidos e eu
termino de fechar meu batom vermelho.
Olho para o espelho e o encontro encostado no batente da porta do
banheiro. A barba castanha está curta, mas nada que atrapalhe na
sua beleza, o bigode enroladinho na ponta ainda é sua marca
registrada e confesso amar tê-la entre minhas pernas.
— Estou a altura para um jantar em um dos mais renomados
restaurantes de Nova York?
— Você está vestida é para ser fodida — responde com a
respiração curta e eu sinto minha vagina pulsar.
— E quem será o sortudo que fará isso? — provo e giro o corpo,
apoiando as mãos no mármore da pia. — Em Simon?
— Você sabe que é meu pau que vai preencher essa bocetinha.
Então meu amor, não tente me provocar.
O espaço entre nós é quase inexistente.
Suas mãos veem para minha cintura, em um aperto forte, quase
brutal, que me faz prender a respiração por longos segundos. Seus
olhos encontram os meus e um sorriso malicioso surgem em meu
rosto quando suas mãos descem pelo vestido vermelho que estou
usando.
— Quer gozar na boca do seu homem? — concordo com a cabeça,
incapaz de respondê-lo com palavras. — Então teremos que ser
rápidos, mas eu prometo de prender do jeito que gosta quando
voltamos para casa.
Novamente assinto, e em segundos meu corpo é suspenso e minha
bunda toca o mármore gelado. Observo fascinada Simon se
agachar e colocar minha perna esquerda em seu ombro. Seu nariz
roça por minha coxa, uma tortura lenta que me deixou mais
molhada.
— Simon — gemo seu nome em súplica e sua mão afasta mais
minha perna.
Sua barba pinica em minha pele, enviando onda e mais ondas de
calor pelo meu corpo. Meus mamilos endurecem contra o tecido de
seda, e meu fim é quando sua boca me toca sobre o tecido de
renda.
— Tão molhada — uma mordida é deixada em minha coxa, e sua
barba traça caminho até meu centro. — Quer gozar, Margot?
— Por favor — imploro de olhos fechados.
— Abra os olhos, meu amor ou não te deixarei gozar.
Rapidamente meus olhos se abrem, e eu encontro as duas esferas
azuis que eu tanto adoro me olhando com determinação. Simon
sorri e seus olhos ganham um brilho mais intenso.
— Mantenha os olhos abertos, quero te ver gozar.
Concordo mordendo o lábio, aperto a beirada do mármore e meus
dedos doem.
Sinto a peça ser colocada de lado e a ponta do seu dedo resvala de
leve pela minha carne molhada. Seus olhos não deixam os meus, e
sem que eu peça, a ponta da sua língua toca meu clitóris, causando
arrepios por todo meu corpo.
— Acaba logo com essa agonia.
Imploro e sua risada reverbera por minha intimidade.
Antes que meus dedos entrem pelos seus cabelos, sua língua passa
de cima a baixa por entre meus lábios vaginais, arrancando um
gemido longo, que salta sem pudor algum dos meus lábios.
— Loira — mordo o lábio e arfo, sentindo minha boceta contrair. —
Ei, loira!
Meu corpo chacoalha e meus olhos se abrem depressa. Encontro
olhos assustados sobre mim, minhas mãos estão espalmadas sobre
o balcão e eu percebo que novamente, minha mente me traiu.
— A senhorita está bem? — assinto um pouco envergonhada e viro
a bebida, não querendo encarar o rapaz a minha frente.
— Quanto deu?
Questiono querendo afastar o clima estranho que se formou. Vim
para Paris para esquecer, mas parece que a cada momento as
memorias ficam mais fortes e mais perigosas.
— Suas bebidas estão na conta daquele homem ali — aponta com o
queixo, mas não me dou o trabalho de olhar.
Peço mais uma dose e após vira-la, simplesmente rumo para fora
do bar, odiando tudo a minha volta.
Porque tudo, me faz lembra ele.
O único homem que achei que amava.
 
CAPÍTULO TRÊS
 
Observo Adele passar uma camada generosa de máscara sobre os
cílios e suspiro, jogando-me de costas na cama dura.Ainda são oito da noite, e faz dois dias que estamos em Paris. Pela
manhã visitamos alguns lugares, fizemos algumas comprinhas e
conversamos sobre bobagens, mas nunca tocamos no nome de
Simon.
Antes de ir tomar banho, recebi uma ligação dele, mas em uma
atitude covarde, rejeitei.
Me conheço e sei que se ele pedir de maneira sussurrada para que
eu volte, eu voltarei e machucarei nós dois. Não sou digna do amor
dele, e Simon não merece estar amarrado a mim, pois sei que em
mais dia menos dia, irei estragar tudo.
Sempre estrago.
— Levanta, Margot — chuta minha perna e eu nego. — Pare de ser
covarde. Precisa reagir, ficar sofrendo pelo Simon não vai trazê-lo
de volta.
— Quem disse que eu o quero?
— A Madre Teresa — responde sarcástica e eu me sento sobre a
cama.
— Eu não posso estragar ainda mais a vida dele. Já o fiz perder
tempo demais comigo, não é justo...
— Não é justo você sofrer como uma condenada, tudo porque a
merda da sua mãe disse que você não merece ser feliz. — Joga os
cabelos negros para trás e suspira, irritada. — Isso é o cumulo da
idiotice.
— Só não acho...
— Cansei de te ouvir. Levanta essa bunda gorda e vamos dançar.
— Rapidamente pega um vestido azul e joga em mim. — É isso que
precisamos: dançar.
Sem mais escolhas, levanto e rumo para o banheiro.
Adele tem razão, não adianta ficar aqui chorando.
Conhecendo Simon, ele já deve ter superado e outra garota deve
estar ocupando o banco de trás do seu carro, a essa altura ela já
deve estar sentindo o gosto mentolado de seus lábios e suas mãos
fortes, apalpando sua carne com desejo.
Pensar nessa merda, faz meu estômago embrulhar e lágrimas
brotam em meus olhos, como um sinal claro que tudo relacionado a
Simon machuca.
Afasto esses pensamentos e me enfio dentro do vestido, prendendo
meu cabelo em um rabo de cavalo despojado e maquiando o
suficiente para ter a atenção voltada para meus lábios e olhos.
— Hoje eu finalmente te esqueço, Simon.
Prometo olhando para o espelho, e dou um sorriso de lado,
confiante.
 
**
 
Sou puxada pela mão enquanto desviamos das pessoas que
atravessam nosso caminho. A cada batida da música da diva do pop
Lady Gaga, meu corpo se movimenta e antes que possamos chegar
ao bar, solto da mão da minha melhor amiga e me deixo levar para o
meio da pista.
Inspiro profundamente antes de começar a me movimentar.
Calmamente jogo a cabeça de um lado para o outro balançando de
leve meu quadril, sentindo o tecido do vestido subir à medida que
intensifico meus movimentos.
Uma música sensual começa a tocar, não sei quem canta, mas a
letra é envolvente e extremamente pornográfica. Fecho os olhos e
deixo que minhas mãos percorram meu corpo, tenho a noção que
outras pessoas estão dançando próximas a mim, e meu coração
quase para quando abro meus olhos e encontros os olhos de
Simon, me devorando como a da primeira vez.
Balanço a cabeça e fecho os olhos, acreditando que é minha mente
me pregando uma peça, mas ele não some quando meus olhos se
abrem.
— Simon?!
— Dança pra mim? — a voz rouca só confirma que eu não estou
sonhando.
— O que faz aqui?
O som a nossa volta é um mero burburinho, minha garganta arde
assim como meus olhos, pois ele não me olha com julgamento
como achei que faria, mas sim, com paixão. A mesma paixão que
abandonei quando fugi do seu pedido.
— Por quê?
— Porque eu amo você e sei que também me ama. — Nego e sua
mão encosta em minha bochecha. — Negar não vai amenizar o que
sentimos, meu amor.
— Eu disse não.
— E eu estou aqui para te mostrar que não aceito ele, assim como
te aceito da maneira que quiser vir para mim.
Sem esperar mais, Simon me beija.
Seu braço circunda minha cintura e a mão que estava em minha
bochecha escorrega para meu pescoço, prendendo-me. Sua língua
busca a minha com fome, e meu corpo o reconhece e o
corresponde na mesma intensidade.
Senhor, como senti falta desse beijo!
Desse gosto de menta misturada a nicotina. 
Dessa pegada que me tira o ar e que me deixa mole de tesão.
— Simon — gemo contra seus lábios e arranho seus braços com
minhas unhas.
— Estou aqui, meu amor. Inteiramente para ti — sussurra e passa a
barba por meu pescoço. — Inteiramente teu, minha menina levada.
— Só por uma noite — falo e ele começa a se movimentar, me
levando agarrada a ele. — Uma noite em Paris e nada mais. Nossa
última noite.
— Se você quer assim, farei ser a melhor noite da sua vida. Minha
menina levada.
Gemo em antecipação e meu corpo é pressionado contra uma
parede fria.
Suas mãos agarram minha bunda e ele esfrega seu pau em meu
ventre sem pudor algum, os bicos dos meus seios estão doloridos e
minha boceta pinga de tanto desejo.
— Me fode — imploro em seu ouvido.
Agarro seus cabelos e puxo sua cabeça de encontra a minha,
Simon impulsiona meu corpo e em segundos minhas pernas estão
rodeando sua cintura. O atrito da calça jeans contra minha boceta,
causa arrepios e me faz gemer manhosa contra seus lábios.
— Quem é minha putinha? — a pergunta sussurrada me faz gemer
ainda mais alto. — Em, Margot? Diz pro seu homem, quem é a
putinha dele.
— Eu. Apenas eu — seguro sua cabeça com as mãos e olho no
fundo dos seus olhos. — Apenas eu, sou sua putinha.
Um sorriso de lado surge em seu rosto, mas não demora muito para
que seus dentes venham de encontro ao meu lábio, onde Simon
morde com força.
— Agora você vai ajoelhar e vai me engolir, como uma boa vadia.
Ordena e me solta. Meu vestido está embolado em minha cintura,
olho para todos os lados e percebo que estamos em uma área
afastada da pista. Não querendo pensar muito, deixo que a
adrenalina de estar em um lugar aberto domine meus movimentos.
Vejo fascinada o pau de Simon saltar para fora da cueca. As veias
grossas e a cabeça rosada e grande me fazem salivar de imediato.
Ajoelho a sua frente e coloco as mãos para trás, seus dedos
afastam os cabelos que fugiram do penteado, e então escorregam
pelo meu rosto. Seu polegar desliza por meus lábios e eu deixo que
minha língua o toque.
— Chupa.
Fecha a boca em torno do seu dedo, seus olhos azuis ganham um
brilho a mais e escurecessem à medida que o sugo. Mantenho
meus olhos conectados aos seus, mas de leve vejo sua outra mão
acariciar seu pau.
Levo minhas mãos até a base do seu pau e seu dedo deixa meus
lábios, dando-me a liberdade para chupar seu pau com afinco.
Deixo que minha língua deslize pela cabeça limpando a gotícula
branca de gozo e com minhas mãos o masturbo.
— Gostosa! — geme entredentes, me fazendo sentir mais poderosa.
— Agora engole.
— Pra quê ter pressa?
Provoco-o e passo a língua pela base, voltando para dar atenção a
glande, onde sugo e sua mão empurra minha cabeça.
— Engole, Margot.
Nego e ele suspira, trincando o maxilar quando brinco com a glande,
esfregando a ponta da língua em sua aberturinha.
— Que boca gostosa!
Sorriso satisfeita com seu elogio e sugo a glande, levando-o por
minha boca até o fundo da garganta, pegando Simon de surpresa,
fazendo-o grunhir e fechar a mão em volta dos meus cabelos loiros,
mantendo-me sufocada com seu pau por longos segundos.
Coloco-o para fora e sinto meus olhos lacrimejarem. Masturbo seu
pau que está bem babado por conta da minha saliva, Simon respira
fundo e quando chupo uma das suas bolas, seu pau pulsa contra a
palma da minha mão.
Olho para cima e encontro ele de olhos fechados, apenas
respirando pesado e mordendo o lábio inferior. Quando minha língua
volta a tocar sua glande, seu jato quente vem com tudo, marcando-
me como da primeira vez.
O tempo a nossa volta parece congelar quando nossos olhares se
encontram, e vagarosamente ele escorrega o polegar acima do meu
lábio pegando uma gota do seu sêmen e trazendo até minha boca.
— Vamos para casa, Margot.
— Simon eu...
— Em casa, amor. Em casa.
Concordo atônita e aceito sua ajuda para ficar em pé. Simon guarda
seu pau e tira sua camisa, ficando apenas de jaqueta de couro. Com
delicadeza ele limpa meu rosto e ao final, beija meus lábios com
ternura.
Deixamos o bar após eu conversar com Adele, que apenas me
mostrou os dois polegares e voltou a conversar com um casal.
Simon entrelaça nossos dedos e me levapor uma rua. O vento toca
meu corpo com ferocidade, mas não me incomodo, pois está me
ajudando a pensar.
Minha mente está confusa, pois era para Simon estar em Nova York
aproveitando com uma outra qualquer, não aqui comigo, que nem
digna da sua pena sou.
— Por que está aqui?
Não consigo controlar as palavras que saltam da minha boca
fazendo com que ele pare de andar para me encarar.
— Porque eu amo você Margot, e sei que acha que não é digna de
ser amada por tudo o que aconteceu no passado. Mas a verdade, é
que eu não me importo com seu passado. Não me importo com
nada além de ter você ao meu lado.
— Eu vou te machucar...
— Não sou de cristal — responde dando um passo para frente,
parando a centímetros de mim. — Eu sei tudo o que fez, lembra que
me contou? — confirmo e olho para cima, pois ele é bons
centímetros mais alto que eu. — Eu não me importo com nada,
porque eu te conheço. Você me deixou te conhecer e eu quero
passar muito tempo ao seu lado.
— Eu... eu... — solto sua mão e dou dois passos para trás
lembrando de todas as humilhações e maldições que dona Maria
jogou para cima de mim.
— Margot...
— Eu sinto muito, mas não podemos — minha garganta arde e ele
volta a se aproximar. — Eu não mereço.
— Você me deu uma noite e eu vou te provar que merece muito
mais.
A sua fala é uma promessa carregada de verdades, e pela primeira
vez eu acredito que posso ser sim, merecedora de tudo o que ele
promete, por isso, aceito sua mão, pronta para o que ele tiver que
me mostrar.
 
CAPÍTULO QUATRO
 
Seguro sua cabeça com as duas mãos e grito alto quanto Simon
puxa meu clitóris com os lábios, minhas costas deixam o colchão e
todos os meus dedos se contraem. Sua mão serpenteia meu corpo
e alcança sem muito esforço meus seios, apertando a carne e
intensificando a onda de prazer que corta meu corpo como lâmina.
Não sei que horas são, mas nada disso importa, porque eu tenho o
homem que amo entre minhas pernas, dando-me prazer como
nenhum outro foi capaz.
— Simon — balbucio fraca e ele deixa um chupão dolorido no
interior da minha coxa.
— Bom dia, meu amor.
Não o respondo, apenas caio na cama e puxo o ar com força,
sentindo meu corpo ainda tremulo pelos recentes orgasmos. Tenho
trinta e um anos, e é a primeira vez que me sinto nas nuvens, com
alguém ao meu lado.
— Como passou a noite?
A pergunta vem sussurrada e me corpo arrepia à medida que seus
dedos deslizam pela minha pele branca. Simon sabe o efeito que
seus dedos causam em mim, sabem melhor que ninguém como me
levar ao inferno e ao céu.
Simon é o homem que amo, mas não o homem com que devo ficar.
— Foi interessante.
— Apenas interessante? — concordo e fecho os olhos, sentindo sua
respiração quente em meu seio. — Eu te fiz gozar tantas vezes e é
isso que a noite foi para você?
Não o respondo, mas um sorriso surge em meus lábios ao lembrar
de tudo o que ele fez com meu corpo desde que nos encontramos
na noite anterior.
Não sei como ainda estou de olhos abertos, pois toda minha energia
foi gasta enquanto explorávamos o quarto do hotel, e antes de
terminarmos na cama, estávamos experimentando o banheiro, que
acabou alagando por conta da nossa pequena brincadeira.
— Margot?!
— Hum — resmungo e no segundo seguinte, meus olhos não se
abrem mais.
Apenas sinto algo quente sobre ele em seguida um braço sobre
minha cintura, e então assim, descanso.
 
**
 
Acordar sozinha não estava nos meus planos.
Mas é exatamente o que acontece, pois não consigo encontrar
nenhum vestígio do meu homem, e essa constatação me faz pensar
se tudo não passou de um mero sonho.
Sem saber o que aconteceu, pego meu celular para ligar para Adele
e meu sangue gela antes mesmo que eu desbloqueie a tela, pois há
dezenas de ligações dela e uma mensagem que me faz fraquejar:
“Precisei voltar para Nova York, curta suas férias.
Beijos, vadia♥”
Minha mente nubla e é preenchida por imagens da minha melhor
amiga e do meu homem juntos no avião. Isso não deveria mexer
comigo, já que fiz muito pior com as minhas outras amigas, mas por
alguma razão, meu interior está trêmulo.
Adele e eu somos praticamente iguais no quesito homem, mas
diferente de mim, ela sempre respeito os ex´s das amigas, só que
lembrar disso não ameniza o que estou sentindo.
Confusa e cega pelo ciúme, disco o número de Simon, mas não
obtenho resposta, faço o mesmo com Adele e a ligação vai para a
caixa de mensagens.
Eles não podem estar juntos, só que eu não tenho direito nenhum
de ficar mal por isso.
Simon disse que me amava. Ele disse, eu não posso estar louca.
Mas também o que eu esperava? Que ele fosse me esperar pelo
resto da vida, eu busquei por isso, deveria estar feliz por finalmente
ter conseguido me afastar, o problema é que meu mundo parece
cinza e essa constatação me faz chorar.
Pelo amor de Deus, qual a droga do meu problema?
Sem saber o que fazer, deito em posição fetal e faço o que sei fazer
de melhor: chorar baixinho, implorando mentalmente para que tudo
isso passe e que eu esqueça de uma vez por todas Simon.
 
**
 
Voltar para Nova York sozinha foi estranho.
Não tive mais contato com Adele ou com Simon, apenas sei deles
por postagens no Instagram, mas é apenas isso. Achei que com o
passar dos dias eu o esqueceria, mas era como se minha mente
ligasse tudo a ele.
Me toquei inúmeras vezes lembrando da forma como ele me tocava,
e nenhum dos meus orgasmos me deixou de pernas bambas como
ele fazia.
Deixo as malas próximo a porta e me sinto perdida dentro do
apartamento. Nada aqui parece realmente meu, mas sim de uma
Margot que não existe mais.
Esse apartamento foi comprado com o meu suor, cada pedacinho foi
pensando para ser o meu lar, mas nada faz sentindo.
Jogo-me no sofá, chuto meus saltos para longe e deixo que novas
lágrimas se formem em meus olhos, pois desde que acordei sozinha
naquele quarto de hotel, é tudo o que faço: chorar e me lamentar.
Fechos os olhos engolindo o bolo de lembranças, mas isso só piora
meu estado. Sinto-me perdida, sem uma bussola para me mostrar
que caminho tomar. Quando estava com Simon, seu banco de trás
era minha bussola.
Se me sentia perdida, ou sufocada ele dava um jeito de me levar a
algum lugar e me foder gostoso contra o banco de couro, depois me
fazia falar e me ajuda a achar um norte.
Simon era minha bussola e agora eu não o tenho mais.
Eu deveria ir atrás dele, mas fui eu quem pediu distância, quem o
afastou.
Deveria ganhar o prêmio de maior trouxa da vida, pois não é
possível que eu deixei o homem que amo escapar por entre meus
dedos, tudo porque não me acho digna de sua presença.
Tudo porque minha mãe fodeu minha vida.
Tudo porque eu sou a porra de uma covarde.
Caço meu celular no bolso de trás e desbloqueio a tela dando de
cara com uma foto nossa, em um momento só nosso, após mais
uma foda em cima da mesa.
Seus lábios estão em minha bochecha e seu braço cobre meus
seios, meus cabelos estão bagunçados assim como os dele, os
olhos que tanto adoro estão fechados e parecemos tão felizes.
— Como você pode me amar?
Minha voz é um lamento sofrido, as lágrimas escorrem para minhas
orelhas e um barulho chama minha atenção me fazendo sentar
rapidamente.
— Como você pode não se amar?
A voz nada mais é que um sussurro forte e rouco, que me deixa
com as pernas moles e o coração acelerado.
— Simon? — engulo em seco e pisco tentando me livrar das
lágrimas. — Eu... você... você me deixou sozinha, achei que não
quisesse mais olhar na minha cara.
Despejo tudo e vejo seu sorriso crescer. Ele gira a ponta do bigode
e involuntariamente um gemido escapa dos meus lábios.
Ele fica tão sexy fazendo isso, que minha boceta lateja de desejo.
— Eu disse que te daria a melhor noite em Paris — dá passos
calculados em minha direção. — Agora, eu quero ouvir você dizer.
Seus olhos não vacilam, me prendem com força em uma teia só
nossa e como um trailer, nossos momentos passam em minha
mente. A garganta aperta e um soluço dolorido escapa,
transformando a nossa distância em míseros centímetros.
— Diga que me quer longe e eu prometo nunca mais te procurar —
seu peito sobe e desce de maneira descompassada.— Apenas di...
— Eu te amo — corto-o e fecho os olhos, sentindo a garganta ainda
mais dolorida. — Te amo como nunca amei ninguém e acho que
nunca serei capaz de amar, mas...
— Mas nada Margot — seus dedos tocam minha bochecha. —
Temos o mais importante: o amor e o resto vamos conquistando dia
pós dia. Não precisamos nos casar, apenas vamos viver como
antigamente. Apenas vamos viver juntos.
— Juntos? — ele assente e encosta a testa na minha.
— Juntos. Para sempre juntos, topa?
— É tudo o que eu mais quero — respondo sincera e seu nariz
raspa levemente no meu. — Mas você e a Ade...
— Sou apenas seu, Adele apenas achou uma boa fingir que voltou
para Nova York. Ela estava com você o tempo todo, e bom, eu
também — coloca a mão sobre meu coração. — Desde que me vi
apaixonado por você, foi só você na minha cama, no meu coração e
principalmente em minha mente. Só você.
Penso em suas palavras e acabo sorrindo, sentindo verdade em
cada uma, porque ele também é o único em minha vida, por mais
que eu tenha tentado provar o contrário.
— Me ame Simon. Me ensine a melhor forma de te amar — peço
quase implorando e meu homem sorri, enlaçando minha cintura com
o braço.
— Com prazer.
Tive que ter uma Noite em Paris para descobrir que minha vida está
em Nova York, e quer saber, não me arrependo de nada.
EPÍLOGO
SIMON
 
Margot segura com força meus cabelos e esfrega sua boceta sem
pudor algum em meus lábios. E cara, eu amo isso nela.
A forma como domina a situação, como me faz querer mais e mais.
Essa é Margot em seu estado mais gostoso de ser.
Sua respiração acelerada, seus seios marcados pela minha boca e
os bicos rígidos, resultados das inúmeras caricias que fiz até
chegarmos aqui, em nossa cama.
Sugo com força seu nervo e seu grito reverbera pelo quarto,
deixando meu pau ainda mais duro, louco para entrar em sua fenda
quente e fazê-la delirar.
Retiro suas mãos de meus cabelos e as prendo contra o colchão,
acelerando meus movimentos com a língua a deixando perto do
abismo. Minha mulher é tão fascinante gozando que eu me sinto o
cara mais sortudo da face da terra.
— Simon, pelo amor de Dessss...
Suas palavras se perdem no ar no instante que meu dedo a penetra,
vagarosamente é acolhido pelo calor da sua boceta rosada.
Suas costas arqueiam e seu gemido se tornam baixo, quase
inaudível. Solto sua outra mão e afasto mais suas pernas, enfiando
ainda mais o rosto em sua intimidade. Seu gosto, agridoce, é o
melhor que já provei e a cada nova prova, mais viciado me torno.
Giro meu dedo em seu canal e ao olhar para cima vejo-a apertando
os mamilos.
— Se você parar — murmura ofegante e insiro um segundo dedo.
Seu canal os aperta, me fazendo gemer contra sua carne molhada.
Margot repete o aperto, me maltratando e mostrando que seu
orgasmo está a segundos de chegar. Pincelo a língua em seu nervo
pulsante, seu corpo dá um pego salto e eu sinto sua pele arrepiar,
fecho a boca em seu clitóris e movimento com agilidade meus
dedos, que por conta da sua umidade deslizam com facilidade.
Margot fecha as pernas em meu pescoço e tensiona o corpo quando
o orgasmo chega. Seus fluidos melam meus dedos e seu clitóris
pulsa contra a ponta da minha língua. Sugo com precisão sendo
presenteado com seu gemido longo.
Seu corpo relaxa e com lentidão retiro meus dedos dentro do seu
canal, aproveito e deixo uma mordida no interior da sua coxa e subo
o corpo, cobrindo-a com o meu.
— Abre a boca — ordeno e ela como uma boa vadia, o faz. — Sinta
como você é gostosa.
Lambuzo seus lábios com seus fluidos antes de colocar meus dedos
em sua boca. Margot abre os olhos e me encara com intensidade,
suas pupilas estão dilatadas e o som que deixa seus lábios me faz
trincar o maxilar.
— Gostosa — murmuro hipnotizado. — Agora você vai ficar de
quatro e me dar esse rabo gostoso, certo?
Confirma com a cabeça e meus dedos deslizam para fora dos seus
lábios, escorregando pelo seu pescoço indo para sua nuca. Fecho
minha mão e puxo sua cabeça, tomando sua boca em um beijo
quente e sem nenhum pingo de pudor esfrego meu cacete em sua
fenda.
Suas unhas marcam minha pele, descendo até minha bunda e antes
que eu percebo, tenho sua mão segurando minha ereção e pronta
para engoli-la com sua boceta quente.
— Mar...
— Sua putinha quer leitinho na boceta — esfrega a glande em seu
nervo e morde o lábio inferior com força. — Fode a minha boceta,
depois você come meu rabo com força.
As palavras sujas são o suficiente para mudar todos os meus
planos. Não digo nada a ela, apenas passeio com a barba por seu
pescoço, fazendo-a suspirar, sua mão direita continua agarrada em
minha ereção, o bico dos seus seios se esfrega em meu peito e ao
colocar minha boca em seu pescoço, sinto sua pulsação acelerada.
— Hoje tudo para a minha putinha — mordisco sua orelha e ela
posiciona a cabeça do meu pau em sua entrada.
— Então me come com força. Me marca — nossos olhos se
encontram. — Marca sua mulher.
Não preciso que ela peça duas vezes e empurro para dentro,
sentindo as paredes internas se alargarem para me receber da
melhor maneira.
Porra, sem sombra de dúvidas aqui é meu melhor lugar.
 
**
 
Observo minha mulher correr pela praia e não canso de admirá-la,
os anos a fizeram bem. Estamos nas Maldivas, completando dez
anos juntos, apesar dos altos e baixos do dia a dia de um casal,
somos felizes e o amor apenas cresceu.
Claro que ainda há momentos que ela se isola e quer correr para
longe, e eu respeito seu espaço assim como ela respeita o meu, e
depois que vendi meu bar, temos passado mais tempo juntos, pois
ela se descobriu em uma nova profissão: decoradora.
Hoje eu sou dono de um estúdio de tatuagens e Margot tem seu
escritório no prédio acima, o que facilita muito a nossa vida,
principalmente agora que ela está mais fogosa que o normal.
Meu Deus, como eu amo vê-la grávida.
Confesso que as vezes eu tento me imaginar sem ela e percebo que
minha vida seria sem graça, pois é ela o meu colorido. Sempre a
desejei e quando finalmente consegui levá-la para o banco detrás
do meu carro, me coração acelero e eu quis dar o meu melhor para
tê-la mais uma vez.
Naquela noite eu não percebi que ela havia roubado meu coração, e
só percebi realmente que era ela a mulher da minha vida quando
recebi seu sonoro não e me vi atrás dela em outro país: Paris.
Agora sou um homem realizado, com uma linda mulher ao meu
lado, um estúdio de tatuagens que cresce cada dia mais, bons
amigos e uma filha a caminho.
Finalmente entendi que a noite em Paris foi necessária para que
todas as outras coisas se encaixassem.
— A água está uma delícia — saio dos meus devaneios com Margot
parada a minha frente. — Não quer entrar?
— Você sabe, o show daqui é delicioso também.
— Simon — murmura e eu sei que ela vai me pedir algo sujo, pois
ela só me chama de Simon quando quer algo.
— O que minha amada esposa deseja?
Porra, eu amo que ela finalmente aceitou ser minha esposa e não
me canso de dizer essa palavra: ESPOSA.
MINHA ESPOSA.
Só minha!
— Você me comendo com força dentro da água — joga os braços
sobre meus ombros. — Não vai deixar sua esposa gravida
passando vontade, ou vai?
— Nunca — respondo com convicção e ela sorri largo.
Porra, como eu amo esse sorriso.
Como eu amo essa mulher.
Sem dizer mais nada, Margot fica na pontas dos pés e gruda nossos
lábios, em seguida gira o corpo e começa a caminhar sensualmente
para a água. O biquini vermelho está enfiado na sua bunda e
apenas essa visão é necessária para me fazer suspirar.
Ela para e joga os cabelos para trás antes de finalmente me olha.
— Não vem meu amor?
— Estou indo — respondo retirando minha camisa e vou atrás dela.
Eu sempre vou, porque eu sei que ela estará lá me esperando.
Eu vou porque nos amamos e isso é o bastante para me fazer viver
intensamente cada momento.
Eu vou porque não há lugar nenhum que eu não deseje estar se não
com ela.
 
FIM
 
AGRADECIMENTO
Obrigada pela sua leitura, você acabou de ler minha
primeira obra e espero do fundo do meu coração que
tenha gostado de conhecer a história da Margot e do
Simon.
 
Espero te ver nas minhas próximasobras.
 
Um beijão e se cuide♥
 
E por favor, deixe sua avaliação,
Simon manda beijinhos em agradecimento
������
 
PARA MAIS INFORMAÇÕES, DÚVIDAS OU
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	SINOPSE
	Nota da autora
	CAPÍTULO UM
	CAPÍTULO DOIS
	CAPÍTULO TRÊS
	CAPÍTULO QUATRO
	EPÍLOGO
	AGRADECIMENTO

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