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Direito Público: DIP Direito Privado: DIRP 1º semestre - Público: Identificar as normas dos direitos estrangeiros• ONU• Fundamentos teóricos• Organizações internacionais (ONGs)• Noções da DIP• Fontes• Tratados de paz e convenções• Sujeitos• Proteção dos Direitos internacionais e humanos• Proteção internacional do meio ambiente • Responsabilidade ambiental• Responsabilidade internacional• Direito econômico• 1º semestre - Privado Noções DIPR• Fontes• Formas de resoluções de conflitos• Competências de resoluções de conflitos• Tutela, curatela, casamento e adoções internacionais• Obrigação alimentar• Noções gerais DIPR• A lei aplicável no estatuto pessoal e nos direitos de família• A lei aplicável no direito das obrigações• Lei aplicada no direito das sucessões• Autores: Rezek - Direito Internacional Público Mazzuoli Dia 11 de março de 2025, terça-feira. Direito Internacional: Relação entre toda a sociedade. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Relação entre os Estados.- Coletividade em âmbito global- Soberania do Estado- "Do povo, para o povo"- Normas imperativas, pensando num bem coletivo- É obrigatória, não é opcional- Estado como um poder hierárquico- DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO Pautar as normas internas de um País- Abrange as normas internas- Particulares- 1º: Interesse público, 2º: Interesse particular- Pé de igualdade- SURGIMENTO DO DIREITO INTERNACIONAL Busca manter paz entre as nações- Soluções pacíficas de conflitos- Tratado de Vestfália- Sempre existiu guerra e comércio- Direito Internacional Público e Privado - Profª Mauricéia Dalle Tese terça-feira, 25 de fevereiro de 2025 19:08 Página 1 de Direito Internacional Sempre existiu guerra e comércio- Houve influência da Igreja Católica na Idade Média- Como surgiu as normas internacionais? O marco inicial foi a Guerra dos 30 anos (1618-1648)- Tratado de Vestfália (1648)- Estabelecia regras e formas de paz entre os Estados. Tratado de Versalhes (1919) - Após a 1ª Guerra Mundial- Criou Liga das Nações DIREITO INTERNACIONAL E DIREITO INTERNO Direito Internacional Busca harmonizar as relações entre Estados/Organizações Teorias: Monista e Dualista 1º Manutenção da paz 2º Promoção dos Direitos Humanos 3º Cooperação internacional Direito Interno Normas aplicadas dentro de cada Estado, fiscalizado pelo legislativo, executivo e judiciário. Questões• Imagine se o Brasil possui uma normativa constitucional, por exemplo: "Prisão perpétua", e vem uma norma em que o Brasil assina esse tratado sobre a inserção no País? O que vale mais? Pirâmide de Kelsen TEORIAS Teoria Monista (Um só) Faz parte apenas de um Sistema Jurídico- Não precisa passar pelo processo legislativo para entrar em vigor, ou seja, entra automaticamente.- Ex.: França.- A partir da assinatura do Tratado, passa a vigorar automaticamente.- Teoria Dualista Direito Internacional e Direito Interno se comunicam, ou seja, mesmo depois de assinar e ratificar o tratado, precisa de uma lei interna para que surta efeitos jurídicos. - Ex.: Reino Unido.- Teoria mística/mista/híbrida - Caso do Brasil No caso da Teoria Dualista, exemplo: tratados comerciais, só começam a valer após o decreto presidencialista.- No caso da Teoria Monista, exemplo: Direitos Humanos- Norma supralegal: Abaixo da Constituição Federal, mas em alguns casos pode se equiparar à ela, como no caso dos Direitos Humanos (Normas Supraconstitucionais) - Art. 49 CF. Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional; Pacto de São José da Costa Rica - Criado em 1969 e legislado no Brasil somente em 1992 Aprovado com status Supra Legal • Informações que constam: Direito a vida1. Pena de morte2. Não podem quando houver: Delitos políticos Menor de 18 anos no ato Maiores de 70 anos CF- Supra legais- Dualista- Página 2 de Direito Internacional Maiores de 70 anos Mulheres grávidas Impossibilidade da prisão no caso de dívida de depositário infiel3. Súmula vinculante 25, veio para diferenciar/suprir uma lacuna do art.5º, LXVII - CF.• Convenção sobre os direitos da pessoa com deficiência (ler em casa). TRABALHO Apanhado geral: Origem, objetivos e principais pontos1. Impactos globais, como esses tratados influenciaram nas relações internacionais2. Exemplos práticos, ou seja, casos em que foi aplicado3. Qual a conexão com o Brasil, como afeta a legislação ou políticas públicas nacionais.4. Grupo 1: Direitos humanos e justiça internacional Declaração Universal dos Direitos Humanos Estatuto de Roma Grupo 2: Meio ambiente e sustentabilidade Convenção sobre a diversidade biológica Acordo de Paris Grupo 3: Comércio e relações econômicas Acordo de Marraquexe Mercosul Grupo 4: Paz e segurança internacional A Convenção de Genebra O tratado de não proliferação de armas nucleares (1968). Fazer uma pergunta para o grupo que apresentou. Dia 17 de março de 2025, segunda-feira. FONTES DO DIREITO INTERNACIONAL Direito Interno: Leis, Constituição Federal, Decretos. Direito Internacional: Fontes. Fontes primárias- Costumes Tratados Princípios Fontes secundárias- Jurisprudência: Decisões reiteradas. Se for uma decisão, não é considerado. Doutrina: Estudos específicos. Tratados/ Convenções = Baseados em normas/regras1. São acordos entre os sujeitos de Direito Internacional (Sujeitos: Estado/Organização (ONU)). • Dividido em 02: Bilaterais: Acordo entre 02 Estados Multilaterais: Acordo entre vários Estados. Costumes2. Direito Internacional: Moroso/lento, mas preciso na criação das normas. Direito Interno: Lento, mais legislações, mais direto. Costume Jurídico: Relação que os Estados criaram no decorrer do processo.- Do que os Costumes são formados?- C onstante U niforme O brigatório S T Princípios do direito internacional: TRATADOS, COSTUMES E PRINCÍPIOS Página 3 de Direito Internacional T U M E Princípios3. Normas fundamentais que garantem a coesão do processo. Serve de base para suprir lacunas dentro do Direito Internacional. Pacta sunt servanda (Os pactos devem ser cumpridos): Serve para os Estados cumprirem/respeitarem os acordos que fizeram /pactuaram.I. Boa-fé: Devem agir de forma honesta/transparente na condução das relações internacionais.II. Igualdade: Devem ser tratados de forma igualitária entre eles. Serve para assegurar a justiça.III. Soberania entre as partes (Estados e Organizações). Cada Estado é soberano para governar o seu território, sem a interferência de um terceiro envolvido. IV. Não intervenção: Um Estado não pode interferir nos assuntos internos de outro Estado.V. Exceção: Em caso de situações em que trata de Direitos Humanos no âmbito internacional. Ex.: Situações humanitárias. Dia 25 de março de 2025, terça-feira. Sujeitos do Direito Internacional- Estados compostos por:1. • Território • Povo • Soberano PESQUISAR em casa: Tratado de Itaipu (1973) Organizações Sociais2. • Criação jurídica para Estados • Não confundir com as ONGs • Pessoas físicas criam pessoas jurídicas • Exemplo de O.S.: ONU (Tratado de Versalhes -1945, após a Segunda Guerra Mundial). • Tratado constitutivo - expresso Indivíduos3. • Somente seremos sujeitos de Direito Internacional, quando se tratar de Direitos Humanos; • Não tem capacidade para versar/criar tratados. • Sujeitos excepcionais Sujeitos Especiais4. • Santa Sé = Vaticano Cidade-Estado Lugar físico onde o Papa mora Poder espiritual e político Capacidade convencional: Poder para fazer tratados Recebe o nome de CONCORDATA (liberdade que a Santa Sé (Vaticano) tratar dos assuntos com os Estados). Ex.: Inserção de Ensino Religioso nas escolas; • Cruz Vermelha Desde 1963 Visa o trabalho humanitário Neutra, não escolhe um lado Não foi criada por Estados, criada por pessoas privadas Tem capacidade convencional: Pode negociar acordos com os países • Ordem da Cruz de Malta Criado na Suíça Criado no século XI, por uma ordem religiosa Território fixoem Roma/ Sede em Roma Ajuda humanitária Capacidade convencional: Revisar e das opiniões sobre tratados SOLUÇÕES DE CONFLITOS INTERNACIONAIS (prioriza a solução pacífica)- Art. 33 carta humana da ONU Paz, harmonia, cooperação, prioriza a solução pacífica Forma pacífica- • Meios diplomáticos • Meios políticos Capacidade convencional - Página 4 de Direito Internacional • Meios políticos • Arbitragem Forma não pacífica- • Uso de força • Intervenção armada Negociação Direta - MEIOS PACÍFICOS- Art. 33, Carta da ONU Quando as partes tentam solucionar o conflito (Estado X Estado); Vontade das partes e Boa-fé; Ex.: Tratado Itaipu (1960) - Houve controvérsias. Dia 01 de abril de 2025, terça-feira. Bons Ofícios- Um terceiro tentar fazer a intervenção: • Estados ou Organizações sociais • Não propõe soluções Mediação- Terceiro envolvido, ativo e que propõe soluções; Sem impor soluções vinculantes. Conciliação- Comissão escolhida pelas partes, soluções não obrigatórias; Obs.: É mais formal que a mediação. Inquérito- Investigação imparcial; Comissão será escolhida dependendo do fato, para cada caso específico; Auxiliar/solucionar posterior; Auxiliando a solução posterior ao ocorrido. Sistema de consultas- Reuniões preliminares para tentar solucionar os conflitos antes de sua efetivação e identificar possíveis divergências; Comuns em Tratados; Em suma, prepara uma solução. MEIOS PÚBLICOS• Uma Organização Internacional interage com as partes. Em casos de conflitos graves que ameaçam a paz e a segurança nacional. Ex.: ONU. ONU - De que forma a ONU interfere? Assembleia geral - Art. 10, Carta da ONU.1. Debate os conflitos, interage de forma vinculante e "partes" devem aderir. "Partes": Todos os membros. Conselho de segurança da ONU2. Órgão com poder de decisão; Poder vinculante; Art. 39 à 45, Carta da ONU; Com intuito de estabelecer a paz e a segurança nacional; Emitir resoluções; Pode autorizar FORÇA em casos graves. Organizações regionais3. Extensão da ONU (braço da ONU), - REGIONAL - Solução de conflitos naquela região. Ex.: OEA. Arbitragem 4. Diferente dos meios DIPLOMÁTICOS; A arbitragem gera uma decisão "obrigatória"; Semelhante à um julgamento do Direito Interno. A escolha dos Juízes ocorre de forma imparcial e em comum acordo. Antes ou depois do conflito - Antes (cláusula arbitrária). MEIOS NÃO PACÍFICOS Sempre deve ser prioridade os meios pacíficos Os meios não pacíficos são a exceção (controle). Quando os meios pacíficos falham. Página 5 de Direito Internacional Quando os meios pacíficos falham. Métodos:- Força: Legítima defesa1. Intervenção armada: Segurança coletiva2. ONU • Existe para evitar conflitos, melhora a relação entre as nações/Estados. • 193 países inseridos • Age como mediador social. Liga das Nações Unidas (1919), foi ineficaz. Foi criada pós 2ª Guerra Mundial. A ONU tem dois (02) chefes principais- Assembleia geral1. Conselho de segurança - Tempo de Elite2. Deste, há 15 países, 10 fazem rodízio e 5 países "fixos". Dia 08 de abril de 2025, 08 de abril de 2025. - OEA • Introdução - Criado em 1948, em 1951: Bogotá Colômbia; - América é para os americanos" - Monroe, 1823; - Panamericano (1889) - OEA (1948), 35 Estados membros Ex.: Investigação nas eleições de 2020. • Origem • Objetos Manter a cooperação/harmonia e soberania de cada Estado. • Princípios - Artigo 3º da OEA (a) Direito internacional como conduta (b) Respeito a soberania (c) Não interferir em assuntos internos (d) Direitos da pessoa humana (e) Condenação à guerra da agressão. • Papel na solução de conflitos Meios pacíficos de resolução de conflitos (mesmo da ONU) A ideia da OEA é evitar as guerras continentais • Papel da democracia Demonstrar a representatividade dos Estados Ex.: Monitoria eleitoral • Críticas • Órgãos - Associação geral - Conselhos/comissão jurídica - Comissão dos Direitos Humanos - Secretário geral • CIDH - Criada 1959 - Santiago no Chile - Retrata os Direitos Humanos - Ex.: Maria da Penha - RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS E CONSULARES • Introdução/conceito - Relações formalizadas entre Estado (relação diplomática entre os Estados) - País falando com país. - Forma mais prática (auxílio aos indivíduos - Consulado) - Ajudar as pessoas do pais • Acordo de Paris (1963) Página 6 de Direito Internacional • Normas/missões - Indivíduo aprovado no concurso (art. 12, CF). - Quem pode fazer parte das missões? Diplomata1. Auxiliares administrativos2. Motorista, limpeza3. - Termos técnicos utilizados Estado acreditando é o que envia o agente e o Estado acreditado é o recebe o agente Direito de delegação: Direito de enviar, chamado de ativo Direito de receber, chamado passivo - Quem nomeia o agente enviado às missões? Presidente nomeia, com aprovação do Senado. O Estado não é obrigado a receber. Agrement (Estado aceito) O Estado não é obrigado a receber: Ruptura de relações diplomáticas1. Perda de personalidade jurídica2. Não reconhecimento do governo3. Supressão (por conveniência)4. Persona non grata - quando o chefe não é aceito.5. - Missões consulares • Cônsules de carreira, através de concurso Honorários (nomeado por conveniência pelo chefe do executivo) - Documentos: • Carta patente: Carta comunicando sobre o envio, enviado ao Estado envio às missões. • Execuatur: Aceitação do envio pelo Estado receptor. - Funções das missões consulares • Proteger os cidadãos • Expedir documentos • Atuar como notário (notarial) - Privilégios e imunidades ( Duplo/consular) - Consular: Os cônsules são protegidos de sanções, devido ao cargo que ocupam, inclusive as questões tributárias no Estado que os enviou. - Diplomácia: Os documentos, residência/domicílio e questões tributárias são invioláveis. Diplomacia: • São pontes entre países • Política entre os Estados. Consular: • Ajuda aos povos VER: TPI Exemplo de resolução direta de conflito no Brasil - Tratado de Itaipu Dia 15 de abril de 2025, terça-feira. PROTEÇÃO INTERNACIONAL DO MEIO AMBIENTE Art. 225, CF • Proteção ao meio ambiente não é competência e exclusividade da União, mas sim, da coletividade. É a proteção integral do meio ambiente, prevendo qualidade para presentes s futuras gerações. Conforme dispõe o art. 225 da CF, do Direito Interno. São ações criados em conjunto entre os Estados. - Problemas ambientais não respeitam fronteiras. -Por que importa? ONU1. TPI2. OEA3. Página 7 de Direito Internacional -Por que importa? Aquecimento global, falta de divisão nos climas - Fontes • Tratados Ex.: Tratado de Paris • Costumes São hábitos que os países têm e que acham certo. • Princípios São regras gerais, aceitas de forma coletiva. Prevenção: Agir antes de ocorrer.1. Precaução: Mesmo sem certeza científica se age.2. Poluidor-pagador: Quem causa o dano deve responder.3. Sustentabilidade: Abrange o social, ambiental e econômico (dimensões)4. Responsabilidade: reconhecer que os países mais industrializados poluem mais, e os mais ricos contribuem em mais fundos climáticos5. - Mecanismos de proteção: • OS: Ex.: ONU Tratados Sanção e fiscalização - Desafios: Mudanças climáticas Pulmão do Mundo > Amazônia Consequentemente afeta a economia Amazônia: Abriga flora e fauna DIREITO INTERNACIONAL ECONÔMICO Conceito: • Regula as relações econômicas entre os Estados • Abrange comércio, investimentos, finanças. • Balança: Justiça e cooperação entre os Estados. Ex.: Exportação carne = Brasil X União Europeia Fontes: • Tratados: Regras definidas no comércio global. • Costumes: Práticas reiteradas ao longo do tempo. • Princípios: Todos Estados soberanos, não discriminação ao comércio. Não discriminação: Todos os países devem ter a mesma oportunidade no comércio.1. Cláusula da Nação mais favorecida: Benefício dado ao Estado, desde que façam parte da Organização Mundial do Comércio.2. Tratamento nacional: Produtos importados devem ter o mesmo valor/direito que o produto nacional.3. Livre comércio: Estimular a economia global.4. - Mecanismos: OMC (Organização Mundial do Comércio): Regular o comércioglobal e resolver disputas internacionais. - Blocos econômicos - Brasil faz parte da OMC. Sofre desafios em relação às barreiras comerciais, barreiras ambientais e sanitárias Desafios atuais: Os países desenvolvidos sempre vão movimentar a economia e o comércio. REVISÃO: Tratados Sanções quando não cumprem o tratado Como funciona para assinar os tratados A partir de quando o Estado se compromete, deve passar pelo legislativo Tem que ratificar o tratado para que ele tenha validade, assinar. Direitos humanos não precisam d aprovação do legislativo Direito ambiental - Princípios, Acordo de Paris de 2015. Pacto do São José da Costa Rica, Status supralegal, depositário infiel. Pirâmide de Kelsen - 1992. Sujeitos de D. I.: Estados, Organizações Sociais, Individuos, - Santa-Sé, (sujeitos que tem personalidade) Monismo, dualista, mista ou híbrida ONU - descritiva Estados soberanos, não interferem na legislação interna do outro Estado Conflitos Direitos humanos Pacta Sun Servanda - cumprir os pactos, boa-fé Página 8 de Direito Internacional Dia 06 de maio de 2025, terça-feira. - B2 DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO DIPR DIP • Pública, • Estuda as relações entre os Estados • Concretização de um ato através de TRATADOS DIPR • Privados • Estuda a relação entre indivíduos de cunho privado • Concretização através de CONTRATOS - O que a DIPR estuda propriamente? Quais matérias? Tudo, exceto Direito Penal Internacional Curiosidades Antes de 2002, ou seja, antes da constituição do novo Código Civil, o Direito Internacional Privado (DIPR) era constituído do Código Civil e do Direito Comercial, após 2002, foi inserido o Direito Comercial no Código Civil. Hoje chamado de DIREITO EMPRESARIAL. - Quando o DIPR é acionado? Serão acionados em casos de relação jurídica relevante, abrangendo mais de um ordenamento jurídico, quando alguns dos seus ELEMENTOS atingirem mais de um ESTADO. Ex.: Relação jurídica ocorre no Brasil, e algum dos elementos ocorre em outro Estado. - Se eu, brasileira, me caso com alguém do mesmo país, nos casamos no Brasil e temos nossos bens, filhos e relações, eu falo em DIPR? NÃO, pois todas as relações jurídicas aconteceram única e exclusivamente no mesmo Estado. - E se por outro lado, eu me caso com o Russo? SIM, deve-se acionar o DIPR, por abranger relações jurídicas com mais de um Estado. TERMOS • Estados • Direito Empresarial (comercial) • Elementos • Estraneidade: Quando há estraneidade, nós estamos falando de "CONFLITOS DE LEI NO ESPAÇO". Verifica-se o contexto, se trata de conflitos geográficos também. • Lide: Conflitos de interesse • Quando há conflitos de normativas e de jurisdição, nós estamos falando de Conflito de Lei no Espaço. Dia 13 de maio de 2025, terça-feira. Conceito1. Objetivo2. Origem3. - Dois objetos que abrange: Conflitos de lei - âmbito material: Vai determinar qual lei deve aplicar.1. Conflitos de jurisdição: Vai determinar qual autoridade judiciária que tem competência para atuar no caso.2. Ex.: Uma brasileira casa com alemão, e caba, morando nos EUA. Veja que temos mais de um Estado envolvido e capaz de resolver tal problema. Aí então entra o DIPR com os objetos de o abrangem: Lei e jurisdição para determinar de forma mais correta. FINALIDADES DA DIPR Garantir a segurança jurídica com indivíduos que estão sob relação de mais de um Estado;1. Tem uma importante função na justiça social.2. OBJETIVOS Evitar contradições do mesmo fato jurídico;1. Proteger direito adquirido;2. Facilitar o reconhecimento de situações jurídicas validadas no exterior;3. Página 9 de Direito Internacional Facilitar o reconhecimento de situações jurídicas validadas no exterior;3. Estimular a cooperação jurisdicional/tribunais e órgãos;4. Defender os direitos humanos.5. ELEMENTO CARACTERÍSICAS Natureza Direito interno com vocação internacional Objeto Relação privada com a conexão internacional Problemas enfrentados Conflitos de lei, jurisdição, reconhecimento de sentença Fontes principais LINDB, CC, CP, CPP, CF, convenções, jurisprudência Função social Harmonizar sistemas jurídicos e protegê-los FONTES Origem nacional1. Origem internacional2. Conflitos de fontes3. Fontes nacionais1. • Intuito de reger as relações jurídicas; • Normativas internas de cada Estado; Principais fontes internas: LINDB (primordial/base - art. 7º à 19), CF, CC, CC, CP, CPP, CLT. Fontes internacionais2. • Normas que resultam de acordos multilaterais entre os Estados; Ex.: Convenções, tratados. Obs.: Convenção de Haia sobre a adoção internacional Conflitos de fontes3. • Quando normas nacionais X internacionais oferecem soluções distintas para o mesmo problema jurídico, deve haver hierarquia, verificando sempre a natureza do tratado e a incorporação do Direito Internacional. Ex.: Uma convenção sobre adoção prevê documentos distintos ou não exigidos pela lei brasileira: Convenção de Haia. 3.1. Critérios de soluções • Observância a CF, prevalece sobre todos os demais; • Tratados internacionais ratificados prevalecem sobre leis ordinárias; • Interpretar conforme os direitos fundamentais, devendo tomar cuidado quando envolver pessoas idosas, crianças, grávidas e vulneráveis; • Norma favorável quando é tratado de direitos humanos. TRABALHO DE DIPR Art. 7º ao 19 LINDB • Interpretar a legislação • Descrição em linguagem coesa e conceitual • Citar um exemplo relacionado com o artigo TRABALHO 2. Resumo entregar 03 dias antes do seminário Conceito do tema e sua relevância do DIPR.1. Elementos de conexão pessoal;2. Base jurídica3. Exemplos práticos4. Pergunta(s)/desafios/estimular o debate.5. Grupo 1 • 04 alunos • 02/06/2025 Página 10 de Direito Internacional • 02/06/2025 • Capacidade Civil Grupo 2 • 04 alunos • 02/06/2025 • Casamento e seus efeitos Grupo 3 • 04 alunos • 09/06/2025 • Tutela e curatela Grupo 4 • 04 alunos • 09/06/2025 • Adoção internacional Grupo 5 • 03 alunos • 09/06/2025 • Obrigação alimentar Dia 27 de maio de 2025, terça-feira. FORMAS DE RESOLUÇÕES DE CONFLITOS NO DIPR3. Conceito: São métodos/formas/mecanismos jurídicos ou extrajudiciais para soluções de controvérsias internacionais. 3.1. Direitos disponíveis e indisponíveis Direitos disponíveis: São os direitos em que as partes podem escolher livremente a forma de resolução do litígio. Ex.: Empresas negociam livremente a forma de resolução, ou seja, podem negociar. Direitos indisponíveis: Sempre vai proteger direitos fundamentais, envolve o bem coletivo, envolve o poder público para solucionar. Ex.: Adoção, filiação. OBS.: Somente no Direito disponível pode ser submetido à arbitragem e acordos. 3.2. Poder judiciário O judiciário brasileiro é competente para resolver litígios nos casos previstos na legislação, neste caso no CPC. - Em quais casos o judiciário brasileiro é competente? Art. 21, CPC) Art. 21. Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que: I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil; II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação; III - o fundamento seja fato ocorrido ou ato praticado no Brasil. Parágrafo único. Para o fim do disposto no inciso I, considera-se domiciliada no Brasil a pessoa jurídica estrangeira que nele tiver agência, filial ou sucursal. Outros casos que o judiciário também é responsável: a) Analisar / homologar decisões proferidas em outro estado (STJ) b) Aplicar o direito estrangeiro quando for o caso c) Emitir cartas rogatórias 3.3. Arbitragem As partes escolhem os árbitros para julgarem seu caso, baseando-se em cláusulas compromissórias - Quais são as principais vantagens da arbitragem? Rapidez/celeridade1. Sigilo2. Autonomia das partes3. Requisitos da arbitragem Devem versar sobre direitos disponíveis;1. Deve haver homologação pelo STJ;2. Respeito a CF.3. Ex.: Empresa do Brasil e da China escolhem a arbitragem para resolução de forma consensual. 3.4. Conciliação São métodos mais tranquilos de resolução, movido pelo diálogo, preservando as relações.Página 11 de Direito Internacional 3.5. Mediação São métodos mais tranquilos de resolução, movido pelo diálogo, preservando as relações. Conciliação: Participação de terceiro - PROPÕE ACORDO Aplicabilidade internacional - comum em litígios empres. Mediação: Participação de terceiro - Diálogo Aplicabilidade internacional - mais usado em família e sucessões OBS: ambas exigem homologação Competência Internacional4. 4.1. Noções fundamentais Conceito Habilitação que um Estado tem para resolver os litígios no seu território. Três formas de competência: Exclusiva: Quando apenas um Estado pode conhecer da causa;1. Concorrente: Quando mais de um Estado pode conhecer da causa;1. Subsidiário: O Tribunal Internacional só vai julgar se o Estado (Brasil) não tiver vínculo suficiente.1. 4.2. Competência internacional Art. 21 à 25, CPC. A partir de 20015, utiliza-se o termo: "Dos limites da jurisdição nacional e da cooperação internacional" Art. 21. Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que: I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil; II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação; III - o fundamento seja fato ocorrido ou ato praticado no Brasil. Parágrafo único. Para o fim do disposto no inciso I, considera-se domiciliada no Brasil a pessoa jurídica estrangeira que nele tiver agência, filial ou sucursal. Casos em que o Brasil tem jurisdição (a) O réu for domiciliado no Brasil; (b) A obrigação deve ser cumprida no Brasil; (c) Pedido de fato ocorrido no Brasil. Art. 22. Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações: I - de alimentos, quando: a) o credor tiver domicílio ou residência no Brasil; b) o réu mantiver vínculos no Brasil, tais como posse ou propriedade de bens, recebimento de renda ou obtenção de benefícios econômicos; II - decorrentes de relações de consumo, quando o consumidor tiver domicílio ou residência no Brasil; III - em que as partes, expressa ou tacitamente, se submeterem à jurisdição nacional. (a) Quando o propriedade em disputa está localizado no Brasil (b) Sucessão de bens: O mesmo que o de cujus tenho falecido fora do Brasil (c) Partilha de bens: O casal reside no Brasil, ou se reside fora, mas o bem está no Brasil (d) Quando se tratar de bens imóveis, sempre será competência do Brasil. Art. 23. Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra: I - conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil; II - em matéria de sucessão hereditária, proceder à confirmação de testamento particular e ao inventário e à partilha de bens situados no Brasil, ainda que o autor da herança seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território nacional; III - em divórcio, separação judicial ou dissolução de união estável, proceder à partilha de bens situados no Brasil, ainda que o titular seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território nacional. - Foca em inventário ou sucessões; - Automaticamente exclui outra jurisdição; - Exclusividade da justiça brasileira Art. 24. A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, ressalvadas as disposições em contrário de tratados internacionais e acordos bilaterais em vigor no Brasil. Parágrafo único. A pendência de causa perante a jurisdição brasileira não impede a homologação de sentença judicial estrangeira quando exigida para produzir efeitos no Brasil. Página 12 de Direito Internacional - Se as partes escolherem qual Estado será competente para julgar, mas estar definido em contrato, chamada de cláusulas de eleição de foro. Art. 25. Não compete à autoridade judiciária brasileira o processamento e o julgamento da ação quando houver cláusula de eleição de foro exclusivo estrangeiro em contrato internacional, arguida pelo réu na contestação. § 1º Não se aplica o disposto no caput às hipóteses de competência internacional exclusiva previstas neste Capítulo. § 2º Aplica-se à hipótese do caput o art. 63, §§ 1º a 4º . - Mesmo que o contrato preveja o foro, a justiça brasileira irá se atentar se seguinte. (a) Se as cláusulas do foro não forem abusivos; (b) Se envolverem direitos indisponíveis. 4.3. Imunidade de jurisdição 4.4. Cooperação 4.5. Reconhecimento e execução de sentença Dia 16 de junho de 2025, segunda-feira. 1. CAPACIDADE CIVIL - Lei de domicílio • É a capacidade de aptidão dos atos jurídicos firmados; • A capacidade é auferida pela Lei de domicílio, no ATO. - Prova de Lei estrangeira (Art. 14 LINDB) • Deve ser feito pelas partes ou pelo juiz. Na ausência ou com falha, aplica-se LEX FORI (do foro). 2. CASAMENTO E SEUS EFEITOS (Art. 17 LINDB) 2.1. Devemos observar os seguintes princípios • Lex domicílio: Local do domicílio • Lex loci celebrations: Local de celebração • Lex patrial: Lei da nacionalidade O casamento dentro da transnacionalidade, engloba mais de um Estado, o que gera diferentes ordenamentos jurídicos a serem analisados, o que gera complexidades quanto a sua validade, por isso deve ser levado em consideração os princípios. 2.2. Conceitos fundamentais • Capacidade para casar: Regida pela lei pessoal de cada cônjuge. Depende da nacionalidade ou domicílio para usar o ordenamento. • Forma de casamento: regulado de LEX LOCI CELEBRATION (local da celebração), sendo possível a aplicação de normas imperativos do país de domicílio ou nacionalidade. 2.3. Dissolução do casamento • Pode seguir a lei do foro, de domicílio ou da nacionalidade, desde que seguidos os requisitos; Página 13 de Direito Internacional https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art63%C2%A71