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PROCESSO PENAL 
PROCEDIMENTO COMUM – RITO ORDINARIO
Considerações iniciais: o Direito Processual Penal regula a PERSECUÇÃO PENAL (perseguição do crime), composta das seguintes etapas: 
1° etapa- inquérito. 
2° etapa: processo criminal.
 Enquadramento terminológico:
Procedimento: é uma sequência lógica de atos concatenados em lei e destinados a uma finalidade. 
Processo: é um procedimento em contraditório enriquecido pela relação jurídica entre os sujeitos processuais, leia-se, entre o juiz e as partes. 
Rito: tal palavrava deriva de RITMO, significando a AMPLITUDE assumida por determinado procedimento criminal.
Ação: é o direito público e subjetivo de exigir do Estado-juiz a aplicação da lei ao caso concreto, para a solução da demanda penal. 
Classificação dos PROCEDIMENTOS criminais:
Procedimento COMUM- ele comporta os seguintes RITOS: 
Ordinário;
Sumário;
Sumaríssimo.
Procedimentos ESPECIAIS- a especialidade do procedimento depende da natureza do crime ou do órgão jurisdicional competente, vejamos:
 Procedimento do JÚRI (arts. 406 e seguintes do CPP).
Procedimento da Lei de Drogas (Lei 11.343/06).
Procedimento especial das ações originárias em Tribunal (Lei 8.038/90). Procedimento dos crimes contra a honra (arts. 519 ao 523, CPP);
Procedimento especial dos crimes contra a propriedade IMATERIAL que deixam vestígios (arts. 524 ao 530-I, CPP).
Procedimento dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos (arts. 513 ao 518, CPP).
 Escolha do RITO no PROCEDIMENTO COMUM
 A matéria é regulada pelo art. 394 do CPP, vejamos:
Rito ORDINÁRIO: é aplicado aos crimes com PENA MÁXIMA igual ou superior a 4 anos.
Obs. O procedimento ordinário serve para suprir eventual lacuna de qualquer outro procedimento criminal. 
Rito SUMÁRIO: ele é aplicado aos crimes com PENA MÁXIMA inferior a 4 anos. 
Rito SUMARÍSSIMO: ele é aplicado aos CRIMES com pena máxima de até 2 anos, bem como para as CONTRAVENÇÕES PENAIS, independentemente da quantidade de pena prevista para a contravenção.
Regras de interpretação:
Regras de interpretação: 
Concurso MATERIAL de crimes: devemos SOMAR as penas máximas na definição do RITO. Crime A- 1 a 3 anos Crime B- 1 a 3 anos = 6 ANOS (Rito ORDINÁRIO) Existência de CAUSA DE AUMENTO DE PENA- vamos somar a pena máxima da fração máxima incidente sobre ela. Crime: 1 a 3 anos Causa de aumento: 1/3 a 2/3 Cálculo: 3 anos + (2/3 x 3 anos) 3 anos + 2 anos= 5 anos.
Existência de CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA- devemos pegar a pena máxima e reduzir da fração MÍNIMA incidente sobre ela CRIME: 1 a 3 anos Causa de DIMINUIÇÃO: 1/3 a 2/3 Cálculo: 3 anos – (1/3 X 3 anos) 3 anos – 1 ano= 2 anos.
 Restrições- a Lei dos Juizados NÃO SE APLICA nas seguintes hipóteses:
Violência doméstica (art. 41, Lei 11.34/06- Lei Maria da Penha); d.2) 
Quando a vítima é criança ou adolescente (art. 226, ECA- Estatuto da criança e do adolescente); 
Na Justiça Militar (art. 90-A, Lei 9099/95).
SOLUÇÃO SUBSIDIÁRIA
 Eventualmente as INFRAÇÕES DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO vão seguir o rito SUMÁRIO por força de situações jurídicas previstas em lei.
 É o que ocorre por inexistir citação por edital no juizado (art. 66, parágrafo único, Lei 9099/95) ou quando a complexidade do fato impede a oferta oral da inicial no juizado especial (art. 77, § 2°, Lei 9099/95).
 ESTRUTURA DO PROCESSIMENTO COMUM DE RITO ORDINÁRIO 
 1° FASE POSTULATÓRIA, oferta da INICIAL ACUSATÓRIA (petição inicial), seja ela a DENÚNCIA (ação pública) ou a QUEIXACRIME (ação privada). Obs. Os requisitos formais da petição inicial estão no art. 41 do CPP.
 Obs. A acusação pode arrolar no rito ordinário até 8 testemunhas para cada crime imputado. 
2° JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE da inicial, cabe ao juiz realizar o JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE da inicial, vejamos:
 Juízo NEGATIVO: cabe ao juiz REJEITAR A INICIAL;
Conceito: é o ato do juiz que NEGA INÍCIO AO PROCESSO, já que a inicial não preencheu os requisitos legais.
Hipóteses (art. 395, CPP):
I- Por inépcia: ela retrata um defeito formal grave na inicial, que normalmente compromete a NARRATIVA DOS FATOS. 
II- Por ausência de CONDIÇÃO DA AÇÃO ou de PRESSUPOSTO PROCESSUAL Obs. a principal discussão sobre condição da ação envolve a LEGITIMIDADE DE PARTE, quanto o enunciado da questão troca o legitimado, cabe ao advogado alegar a nulidade do processo. 
III- Por ausência de JUSTA CAUSA- a justa causa usualmente significa o lastro probatório mínimo. Logo, quando a petição inicial é desprovida deste lastro, deve ser rejeitada.
SISTEMA RECURSAL: a decisão de rejeição é desafiada por recurso em sentido estrito (art. 581, I, CPP). 
Obs. Quando a petição inicial é rejeita no JUIZADO ESPECIAL, caberá APELAÇÃO (art. 82, Lei 9099/95). 
QUESTÕES COMPLEMENTARES:
I- De acordo com a Súmula 707 do STF, quando o MP recorre da rejeição da inicial, o juiz DEVE intimar a defesa para formular contrarrazões ao recurso, sob pena de nulidade. 
A ausência de intimação NÃO É SUPRIDA pela mera nomeação de advogado dativo.
II- De acordo com a Súmula 709 do STF, quando o Tribunal acolhe o recurso da acusação, ele recebe a inicial. Todavia, se a decisão que foi impugnada é NULA, o Tribunal devolve os autos para que o juiz profira uma nova decisão. 
JUIZO POSITIVO de admissibilidade, a inicial será RECEBIDA.
Conceito: é o ato do juiz que demarca o INÍCIO DO PROCESSO, já que a inicial atendeu os requisitos legais.
Consequências: Conceito: é o ato do juiz que demarca o INÍCIO DO PROCESSO, já que a inicial atendeu os requisitos legais.
Consequências: início do PROCESSO; o sujeito vira RÉU; interrupção da prescrição, ou seja, ela passa a contar do zero (art. 117, I, CP);
fixação da prevenção (art. 83, CPP). 
SISTEMA RECURSAL: a decisão de recebimento é IRRECORRÍVEL, já que não há previsão no art. 581 do CPP quanto ao cabimento de RESE (recurso em sentido estrito). 
Todavia, a defesa poderá impetrar um HC (ação autônoma), com o objetivo de trancar o processo.
CITAÇÃO: Conceito: é o ato de comunicação processual que informa ao réu sobre o INÍCIO DO PROCESSO, bem como o convoca a apresentar defesa (RESPOSTA À ACUSAÇÃO).
Obs. O CPP não promove diferença entre intimação e notificação. 
Logo, para comunicar sobre qualquer outro ato, a parte será notificada ou intimada. 
Normalmente usa intimação. 
Conclusão: Para a doutrina, a intimação é de algo pretérito (intimar de...). Já a notificação é para algo que vai ocorrer (notificar para...). 
Modalidades de CITAÇÃO: a legislação processual regula as seguintes modalidades de citação:
I- Citação pessoal. 
II- Citação por edital. 
III- Citação por hora certa. 
Obs. Não há previsão de citação por AR (Carta com Aviso de Recebimento Correios), bem como de citação por Email. 
Obs. O STJ tem admitido a CITAÇÃO por WhatsApp, desde que preenchidos os seguintes requisitos:
Identificação por foto do perfil; 
Certificação de que a linha pertence ao réu; 
Demonstração do recebimento da citação.
Citação PESSOAL (real): Conceito: ela é realizada por meio de oficial de justiça, que promoverá a leitura do mandado, entregando ao réu uma cópia.
Requisitos: os requisitos do mandado e do procedimento estão nos artigos 352 e 357, CPP
Requisitos: os requisitos do mandado e do procedimento estão nos artigos 352 e 357, CPP.
Citação por edital (ficta): Conceito: ela ocorre por meio de publicação, pressupondo que o réu NÃO ESTEJA DE MÁ-FÉ, ou seja, ele não foi encontrado para ser citado pessoalmente.
Prazo do edital- 15 dias (art. 361, CPP). c.4.3) Conteúdo: de acordo com a Súmula 366 do STF, não haverá nulidade se o edital estiver limitado a indicar os artigos de lei atribuídos ao réu.
Citação por HORA CERTA (ficta) 
Conceito: pressupomos a má-fé do réu, que está se ESCONDENDO para não ser citado pessoalmente (art. 362, CPP). c.5.2) 
Procedimento: ele é disciplinado nos artigos 252 ao 254 do CPC, por referência do art. 362 do CPP.
Questões complementares: 
Citação do MILITAR: ele ocorre por meio do superior, prestigiando a hierarquia militar (art. 358, CPP).
Citação do FUNCIONÁRIO PÚBLICO CIVIL: ele é citado PESSOALMENTE, mas o chefe da repartiçãoé comunicado, para adotar providência em virtude de eventual falta do funcionário público ao serviço (art. 359, CPP).
Citação do RÉU PRESO- ele será citado PESSOALMENTE, e não por meio do diretor do presídio (art. 360, CPP) Obs. De acordo com a Súmula 351 do STF, se o réu está preso na MESMA UNIDADE FEDERATIVA onde o processo tramita e foi citado por EDITAL, haverá nulidade, afinal, o juiz não pode desconhecer que o réu está preso no mesmo Estado onde ele atua.
RESPOSTA À ACUSAÇÃO
Conceito: é a peça defensiva que vai resistir aos termos da inicial acusatória, alimentando a esperança de que o réu seja absolvido no início do processo (absolvição sumária), sem a necessidade de realização da AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO. 
Identificação da peça vai dizer que o réu foi CITADO, devendo apresentar a peça cabível por meio de seu advogado.
Embasamento normativo no preâmbulo: artigos 396 e 396-A, CPP. 
Capacidade postulatória: é uma peça privativa de advogado. 
Obs. A apresentação de resposta à acusação por quem não é advogado provoca nulidade absoluta, por AUSÊNCIA de defesa técnica (Súmula 523, STF).
Prazo- 10 dias contados da correspondente CITAÇÃO (art. 396, CPP) 
Demonstração da tempestividade: vamos abrir um tópico na peça sobre a tempestividade, citando o artigo que regula o prazo da peça.
Forma de contagem: o prazo passa a fluir do 1° dia ÚTIL após a citação (art. 798, § 1°, CPP). 
Obs. Se prazo se encerrar em final de semana ou feriado, será prorrogado ao 1° dia útil SUBSEQUENTE. 
Obs. Se o prazo ACABAR em final de semana ou feriado, será prorrogado ao 1° dia útil subsequente. 
Obs. No processo penal, não adotamos a regra do processo civil, onde os prazos levam em consideração APENAS dias úteis. 
Obs. Não interessa a data de juntada aos autos do mandado cumprido. Obs.5. De acordo com o art. 798-A do CPP, os prazos PROCESSUAIS ficam suspensos do dia 20/12 ao 20/0. 
SALVO: quando o réu está preso por aquele processo; 
violência doméstica; - nas demais hipóteses que o JUIZ considerar urgente. 
TESES PRELIMINARES
PRELIMINARES PROCESSUAIS, ou seja, teses que provocam a nulidade do processo que acabou de iniciar. 
Obs. O principal dispositivo que trata de nulidades é o art. 564 do CPP. 
Obs. Nulidade da CITAÇÃO; 
Nulidade por ausência de representação no crime de ação pública condicionada. TESES de MÉRITO
ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA, regulada pelo art. 397 do CPP.
EXCLUDENTE DE TIPICIDADE. 
Ex. Princípio da insignificância. 
Ex. Ausência de DOLO, diante do “furto de uso”. 
EXCLUDENETE DE ILICITUDE.
 Ex. Legítima defesa. 
Ex. Estado de necessidade. 
EXCLUDENTE DE CULPADILIDADE 
Ex. Coação MORAL irresistível 
Ex. Obediência hierárquica.
ADVERTÊNCIA: A INIMPUTABILIDADE por doença mental NÃO AUTORIZA a absolvição sumária no procedimento comum, pois anteciparia a aplicação de medida de segurança (II, art. 397, CPP). 
CAUSAS de extinção da punibilidade; 
Ex. Prescrição (art. 107, IV c/c art. 109, CP) d.5.3) 
Teses eventuais: caso o juiz não absolva o réu sumariamente, ele vai marcar a audiência de instrução e julgamento. 
Logo, teremos um ITEM NOS PEDIDOS DA PEÇA onde vamos protestar por todas admitidas em Direito, bem como vamos indicar que as testemunhas arroladas ao final da peça devem ser intimadas oportunamente. 
ATENÇÃO REDOBRADA: É possível que seja colocada uma situação de DESCLASSIFICAÇÃO, onde o crime objeto da desclassificação está PRESCRITO, levando a extinção da punibilidade, e consequente absolvição sumária. 
Ex. decotar o furto qualificado para furto simples.
Questões complementares:
A negativa de autoria e a inexistência do fato não foram contempladas no art. 397 do CPP como fundamento para a absolvição sumária. 
Todavia, elas são amplamente aceitas, com interpretação EXTENSIVA do art. 397 do CPP. 
É INADEQUADO falarmos na resposta à acusação em regime de cumprimento de pena ou em substituição de pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, afinal, depois da resposta a acusação, se o juiz não absolver sumariamente, ele vai marcar a audiência de instrução.
Não usaremos na resposta à acusação o art. 386 do CPP, que justifica a absolvição ao final do processo(ALEGAÇÕES FINAIS). Logo, o pedido de absolvição sumária é pautado no art. 397 do CPP. 
 Técnica redacional da peça:
CASO CONCRETO
 No dia 28 de fevereiro de 2022, Maurício compareceu em seu trabalho, em Goiânia, Goiás, e foi surpreendido com a alegação de que, no dia anterior, teria furtado o notebook de Rodrigo, seu colega que compartilhava a mesma sala. Rodrigo levou a informação à autoridade policial próxima à sede laboral e, concluído o procedimento, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que, com base apenas nas declarações de Rodrigo ofereceu denúncia em face de Maurício, perante a 4ª Vara Criminal de Goiânia/GO, imputando-lhe a prática do crime do Art. 155, § 4º, inciso II, do CP, por ter sido realizado com abuso de confiança. 
O Parquet justificou a ausência de proposta de acordo de não persecução penal por Maurício ter se beneficiado do ANPP nos últimos 03 anos. O juiz inicialmente rejeitou a denúncia. 
Todavia, o MP interpôs recurso em sentido estrito, imediatamente remetido ao Tribunal, sem manifestação da defesa. 
Sabe-se que o recurso foi acolhido pelo Tribunal. 
Após o recebimento da denúncia e em busca do cumprimento do mandado de citação, o oficial de justiça comparece à residência de Maurício e verifica que o imóvel se encontrava trancado. 
Apenas em razão desse único comparecimento no dia 24 de janeiro de 2023 (terça-feira), certifica que o réu estava se ocultando para não ser citado e realiza, no dia seguinte (25/01/2023- QUARTA FEIRA), citação por hora certa, juntando o resultado do mandado de citação e intimação para defesa aos autos no mesmo dia. Graça, vizinha que presenciou a conduta do oficial de justiça, se assusta e liga para o advogado de Maurício, informando o ocorrido e esclarecendo que ele se encontra trabalhando. 
O advogado entra em contato com Maurício por e-mail e este consegue encaminhar uma procuração para adoção das medidas cabíveis, fazendo uma pequena síntese do ocorrido por escrito, bem como enviando anexo da nota fiscal da compra do notebook e enviando fotografia do ID e Part Number do aparelho. Considerando a situação narrada, apresente, na qualidade de advogado de Maurício, a peça jurídica cabível diferente de habeas corpus e embargos de declaração, expondo todas as teses jurídicas de direito material e direito processual pertinentes. 
A peça deverá ser datada no último dia do prazo, considerando que de segunda a sexta-feira são dias úteis em todo o país. (Valor: 5,00) 
Obs. Chec list:
 Infração- art. 155, § 4°, II, CP- furto qualificado com abuso de confiança Pena- 2 a 8 anos Peça- como o réu foi CITADO, a peça adequada é a RESPOSTA À ACUSAÇÃO Rito- rito é o ORDINÁRIO Ação penal- diante do silêncio do art. 155 do CP, percebemos que o crime é de AÇÃO PÚBLICA INCONDICIONADA (art. 100, CP).
TESES PRELIMINARES: são as teses que tratam de eventual 
NULIDADE: Nulidade pela não intimação da defesa para apresentar contrarrazões ao recurso da acusação – Súmula 707 do STF, art. 5°, LV, CF; art. 564, CPP.
Vício da citação por hora certa, que não cumpriu os requisitos legais- art. 362, CPP; arts. 252 e 254, CPP; art. 564, CPP.
TESES DE MÉRITO: SÃO AS TESES QUE PODEM LEVAR À ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA, DENTRO DO CONTEXTO DO ART. 397 DO CPP. 
Conclusão: no caso em exame, como o bem é do imputado, o fato não se caracteriza como infração penal, sendo ATÍPICO.
TESES SUBSIDIÁRIAS: vamos protestar por todas as provas admitidas, arrolando as nossas testemunhas Situação prisional, nosso cliente está solto?
Competência- 4° Vara Criminal da Comarca de Goiânia- Goiás 
AO JUÍZO DA XX VARA CRIMINAL DA COMARCA DE XXXXXXXXX/ XXXXX 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTRO JUIZ DE DIREITO DA XXXX VARA CRIMINAL DA COMARCA DE XXXXXXXXX
Autos do processo n. ° ... 
Preâmbulo
QUALIFICAÇÃO; 
Maurício, já qualificado nos autos do processo em epígrafe, por meio do seu advogado que esta subscreve (procuração anexa),vem à presença de Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 396 e 396-A do Código de Processo Penal, apresentar RESPOSTA À ACUSAÇÃO, pelas razões de fato e de direito a seguir apontadas.
I- TEMPESTIVIDADE 
Considerando que a citação ocorreu em 25/01/2023, uma quarta feira, e que o prazo passou a correr na quinta feira subsequente, resta constatar que a peça é tempestiva, pois o seu prazo é de 10 dias, confirme o art. 396 do CPP, estando ultimado em 06 de fevereiro de 2023, nos termos no art. 798, § 1° do CPP. 
II- DOS FATOS 
Obs. Devemos parafrasear, ou seja, com nossas palavras reproduzir de maneira objetiva os fatos.
III PRELIMINARES
PRELIMINARMENTE, REQUER A DECLARAÇÃO DE NULIDADE POR FORÇA DA AUSENCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA PARA FORMULAR CONTRARRAZÕES AO RECURSO DA ACUSAÇÃO IMPUGNOU A REJIEÇÃO INICIAL, EM CLARA OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA, AVERBADO (INSCUPIDOS, PREVISTO) NOS ARTS. 5º, LV, DA CF.
NÃO É OUTRO O ENTENDIMENTO DO STF, AO CONSOLIDAR A MATERIA RECONHECENDO A NULIDADE NO ENUNCIADO 707, DE SUA SUMULA. 
POR CONSEGUINTE, FALTOU FORMALIDADE ESSENCIAL, OCASIONANDO NULIDADE EM CONFORMIDADE COM O ART. 564, IV, do CPP.
EM OUTRO GIRO, AINDA EM SEDE PRELIMINAR, É DE RIGOR A DECLARAÇÃO DE NULIIDADE POR FORÇA DO VICIO NO ATO DE CITAÇÃO, JÁ QUE AS EXIGENCIAS PROCEDIMENTAIS DESCRITAS NOS ARTIGOS 252 ao CPC do CPC, NÃO FORAM ATENDIDAS.
COMO O OFICIAL DE JUSTIÇA COMPARECEU UMA ÚNICA VEZ NO ENDEREÇO APONTADO NA INICIALE PRESUMIU QUE O SUJEITO ESTAVA A SE ESCONDER, TEMOS UMA ATUAÇÃO A MARGEM DAS EXIGÊNCIAS LEGAIS, GERANDO NULIDADE EM CONFORMIDADE COM O ARTIGO 564, III, “e”, do CPP. 
IV- DO MERITO 
DIANTE DA IMPUTAÇÃO PENAL, OS REQUISITOS LEGAIS PARA QUE SE POSSA CONDENAR ALGUÉM SÃO BASTANTE SÓLIDOS. 
LADO OUTRO, QUANDO SE TEMOS CERTEZA DA INOCÊNCIA NO INICIO DO PROCESSO, JUSTIFICA-SE UMA ABSOLVIÇÃO ANTECIPADA, ROTULADA DE ABSOLVIÇÃO SUMARIA EM CONFORMIDADE COM O ART. 397 do CPP. 
NO CASO EM EXAME O MINISTERIO PUBLICO IMPUTOU AO REU PRÁTICA DE UM FURTO QUALIFICADO POR ABUSO DE CONFIANÇA, DIANTE DE UMA SUPOSTA SUBTRAÇÃO DE UM NOTEBOOK, ENQUADRANDO O COMPORTAMENTO NO ART. 155, § 4°, II, CP.
NA NARRATIVA TRAZIDA NA INICIAL, O APARELHO FOI SUBTRAÍDO PELO DENUNCIADO, COM ANIMO DE ASSENHORAMENTO. 
TODAVIA, A ANARRATIVA NÃO SE SUSTENTA, 
JUSTIFICAMOS.
EM SENTIDO DIAMETRALMENTE OPOSTO, TEMOS PROVA ROBUSTA QUE O OBJETO PERTENCE AO IMPUTADO, DE FORMA QUE O FATO A ELE ATRIBUIDO PERDE QUALQUER IMPCTO PENAL.
 O RÉU NUNCA SUBTRAIU COISA ALHEIA MOVÉL. AO CONTRARIO, APRESENTA PROVA DOCUMENTAL (NOTA FISCAL), DE QUE O BEM É DE SUA PROPRIEDADE, BEM COMO FOTOGRAFIA DO ID, E DO “PART NUMBER” DA MAQUINA, QUE INDIVIDUALIZAM O APARELHO E ELIMINAM QUALQUER DUVIDA SOBRE O OBJETO.
LOGO, É EVIDENTE A ATIPICIDADE DA CONDUTA, JÁ QUE O FATO ATRIBUIDO NÃO CARACTERIZA INFRAÇÃOP PENAL, POIS LHE FALTA ELEMENTAR DO TIPO, EXINDO-SE A ABNSOLVIÇÃO SUMARIA, DEVIDAMENTE REGULADA NO ART. 397, III, DO CPP. 
V- DOS PEDIDOS 
EM FACE DO EXPOSTO, REQUER À VOSSA EXECLENCIA;
PRELIMINARMENTE, A NULIDADE DO PROCESSO PELA AUSENCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA PARA FORMULAR CONTRARRAZÕES AO RECURSO DA ACUSAÇÃO, EM CONFORMIDADE COM A SUMÚLA 707 DO STF, ART. 5º, LV, DA CF E ART. 564, INC. IV, DO CPP. 
AINDA EM SEDE PRELIMINAR, A NULIDADE DE PROCESSO PELO VICIO DO ATO DE CITAÇÃO, DE ACORDO COM O ART. 564, III, “e”, do CPP, artigos 252 ao 254 do CPC e art. 362 do CPP. 
NO MERITO A ABSOLVIÇÃO SUMARIA DO REU, JÁ QUE O FATO IMPUTADO NÃO CONSTITUI CRIME, EM CONFORMIDADE COM ART. 397, III, do CPP.
PELO PRINCÍPIO DA EVENTUALIDADE, NA REMOTA HIPOTESE DE NÃO OCORRER A ABSOLVIÇÃO SUMARIA, PROTESTA DESDE JÁ POR TODAS AS PROVAS DE DIREITO ADMITIDAS, BEM COMO JÁ CONSEGNA O ROL DE TESTEMUNHAS, PLEITEANDO A OPORTUNA INTIMAÇÃO PARA COMPARECIMENTO EM AUDIÊNCIA.
TERMOS EM QUE, PEDE DEFERIMENTO.
 CIDADE, DATA. 
ADVOGADO...; 
OAB....
ROL DE TESTEMHUNAS 
FULANO, ...
Conclusão: A obrigatoriedade ou não de apresentar a resposta acusação, a apresentação desta peça é IMPOSTA POR LEI, Já as consequências da não apresentação da peça dependem da modalidade de citação implementada, vejamos:
I- Citação PESSOAL: SE A RESPOSTA À ACUSAÇÃO NÃO FOR APRESENTADA, CABE AO JUIZ NOMEAR ADVOGADO DATIVO, DEVOLVENDO O PRAZO DE 10 DIAS PARA A APRESENTAÇÃO DA PEÇA. 
II- Citação POR HORA CERTA: NÃO SENDO APRESENTADA A RESPOSTA À ACUSAÇÃO, CABE AO JUIZ NOMEAR ADVOGADO DATIVO, DEVOLVENDO O PRAZO DE 10 DIAS.
III- Citação POR EDITAL: CABE AO JUIZ, DIANTE DA NÃO APRESENTAÇÃO DA RESPOSTA À ACUSAÇÃO, DETERMINAR A SUSPENSÃO DO PROCESSO E DO PRAZO DE PRESCRIÇÃO (art. 366, CPP). 
Obs. Em tal contexto, a preventiva só será decretada se o juiz for provocado, se presentes os requisitos do art. 312 do CPP e se não forem mais adequadas medidas cautelares pessoais diversas da prisão. 
Obs. Produção antecipada de provas de acordo com a Súmula 455 do STJ, o mero decurso do tempo não autoriza a produção antecipada de provas quando o processo estiver suspenso por força do art. 366 do CPP. 
Conclusão: nada impede que sejam antecipadamente produzas as provas na iminência de perecimento. 
Ex. Testemunha gravemente enferma.
Obs. Suspensão da prescrição, de acordo com a Súmula 415 do STJ, o tempo máximo de suspensão da prescrição tem como referência o art. 109 do CP. Superado o prazo e mantida a ausência, a prescrição volta a correr.
FASE INTERMEDIÁRIAFASE DO JULGAMENTO ANTECIPADO DO MÉRITO
DECISÃO DE ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA
Conceito: é a SENTENÇA que julga antecipadamente o mérito da causa reconhecendo a inocência do réu, sem a necessidade de realização de audiência de instrução e julgamento. 
Fundamentos, eles estão contemplados no art. 397 do CPP, exigindo JUÍZO DE CERTEZA.
Sistema recursal: a sentença de absolvição sumária comporta APELAÇÃO (art. 593, I, CPP). 
Obs. Tal recurso NÃO GOZA DE EFEITO SUSPENSIVO, logo, o réu preso será imediatamente libertado (art. 596, CPP). 
Obs. De acordo com a Súmula 604 do STJ, não cabe MANDADO DE SEGURANÇA para obter efeito suspensivo que não foi conferido por lei ao recurso. 
Obs. Se o juiz não absolver o réu sumariamente, caberá a ele marcar a audiência de instrução e julgamento.
Conclusão: a decisão que nega a absolvição sumária não comporta recurso, todavia, a defesa poderá impetrar um HC para trancar o processo. 
FASE DE INSTRUÇÃO, DEBATES E JULGAMENTO. 
Obs. Teremos audiência UNA para instruir, debater e julgar a causa. 
Obs. Prazo- 60 dias, pouco importa se o réu está preso ou solto. Todavia, a lei não indica o marco inicial de contagem. 
AUDIÊNCIA: INSTRUÇÃO (produção das provas arts. 400 ao 402, CPP): 
Oitiva da vítima, quando possível (art. 201, CPP) ADVERTÊNCIA.
A ausência INJUSTIFICADA da vítima autoriza a condução coercitiva (art. 201, § 1°, CPP). 
ADVERTÊNCIA: Quando o crime é de ação privada, a ausência injustificada provoca PEREMPÇÃO (art. 60, CPP), ocasionando a extinção da punibilidade.
Oitiva das testemunhas de ACUSAÇÃO e das testemunhas de DEFESA (arts. 202 ao 225, CPP). 
ADVERTÊNCIA: a inversão da ordem de oitiva das testemunhas provoca nulidade relativa, ou seja, é necessário demonstrar prejuízo.
Interpelação do perito e do assistente técnico (arts. 158 ao 184, CPP) 
Acareações (arts. 229 ao 230, CPP). 
ADVERTÊNCIA: todos aqueles que emitiram algum depoimento conflitante podem ser acareados.
Reconhecimento de pessoas e objetos (arts. 226 ao 228, CPP). ADVERTÊNCIA: A resolução 484/2022 do CNJ regulou as especificidades do procedimento para o reconhecimento de pessoas, tratando do art. 226 do CPP.
Interrogatório do réu (arts. 185 ao 196, CPP). 
ADVERTÊNCIA: o interrogatório deve ser o último ato da instrução, sob pena de nulidade por ofensa ao princípio da ampla defesa e do devido processo legal. 
ADVERTÊNCIA: Mesmo que a legislação especial regule o interrogatório no início da instrução, ele deve ocorrer ao final, sob pena de nulidade. Ex. Lei de Drogas. 
ADVERTÊNCIA: Havendo a necessidade de PROVA COMPLEMENTAR decorrente da INSTRUÇÃO, as partes podem requerer ao juiz a sua produção. 
DEBATES ORAIS
 O legislador estabelecea apresentação das alegações finais ORALMENTE. 
Obs. Distribuição temporal- de acordo com o caput do art. 403 do CPP, temos a seguinte distribuição de tempo: Acusação: 20 min + 10 min. 
 Defesa: 20 min + 10 min 
Obs. De acordo com o § 3° do art. 403 e com o parágrafo único do art. 404 do CPP, os debates orais podem ser substituídos por memoriais.
Sentença- apresentadas as alegações finais, cabe ao juiz proferir a sentença CONCENATÓRIA (art. 387, CPP) ou ABSOLUTÓRTIA (art. 386, CPP). 
Obs. A decisão de absolvição ao final do processo é tratada pelo art. 386 do CPP, de forma que o réu é absolvido pela certeza da inocência ou pela dúvida da culpa, afinal, “in dubio pro reo”. 
Obs. Se o juiz não decidir em audiência, ele terá 10 dias para proferir a sentença (art. 404, parágrafo único, CPP), com prorrogação por igual período (art. 800, § 3°, CPP).
Questões complementares: 
Princípio da identidade física do juiz: o juiz que presidir a audiência de instrução, como regra, deverá julgar a causa (§ 2°, art. 399, CPP). 
ADVERTÊNCIA: a jurisprudência tem admitido diversas mitigações ao princípio, como ocorre quando o juiz é promovido ou se aposenta.
Substituição dos debates orais por MEMORIAIS;
Conceito: o legislador indica as situações onde os debates orais podem ser substituídos por alegações finais por escrito, ou seja, por MEMORIAIS. 
Hipóteses de cabimento (art. 403, § 3° e 404, parágrafo único, CPP)
Complexidade da causa; 
Pluralidade de réus; 
Surgimento da necessidade de prova complementar por força da audiência de instrução. 
ADVERTÊNCIA: de acordo com o STJ, a substituição fora não hipóteses legais não causa nulidade. Organização do procedimento: cabe ao juiz sobrestar a audiência logo após o interrogatório do réu;
A ACUSAÇÃO será INTIMADA para apresentar MEMORIAIS no PRAZO de 5 dias; 
A DEFESA será INTIMADA para apresentar MEMORIAIS no prazo de 5 dias; 
Com os memoriais, os autos são conclusos ao juiz para proferir SENTENÇA no prazo de 10 dias, com prorrogação por igual período. 
MEMORIAIS:
Conceito: podemos traduzir na peça apresentada logo após a instrução da causa e que antecede a sentença (condenatória ou absolutória), revelando as alegações finais das partes, com o objetivo de convencer o juiz.
ALEGAÇOES FINAIS EM FORMA DE MEMORIAIS 
Artigos de lei para o preâmbulo: art. 403, § 3° c/c 404, parágrafo único, CPP. 
Considerando que a instrução chegou ao fim e o MP apresentou as suas alegações finais requerendo a condenação nos termos da denúncia, considerando que o MP apresentou memoriais e a defesa foi intimada. 
Considerando que a instrução está encerrada e que o MP apresentou as suas razões finais, pugnando pela condenação do réu nos termos da denúncia.
PRAZO 5 dias contados da correspondente INTIMAÇÃO. 
Obs. O prazo é tratado nos artigos 403, § 3° e 404, parágrafo único, CPP.
Obs.2. Forma de contagem: o prazo é PROCESSUAL, sendo regulado no § 1° do art. 798 do CPP. 
TESES PRELIMINARES:
PRELIMINARES PROCESSUAIS: são as teses que ocasionam a NULIDADE DO PROCESSO (art. 564, CPP).
Ex. ausência de intimação do réu para comparecer à audiência de instrução. 
Preliminares de MÉRITO: são as teses que provocam a extinção da punibilidade (art. 107, CP). 
Ex. Prescrição 
TESES de MÉRITO: em memorial, o pedido de ABSOLVIÇÃO é amparado no art. 386 do CPP.
Temos normalmente as seguintes teses: inexistência do fato; - negativa de autoria;
Excludente de Tipicidade; 
Excludente de ilicitude;
Excludente de culpabilidade.
TESES SUBSIDIÁRIA
LOGO APÓS OS MEMORIAIS, o réu pode eventualmente ser condenado. Por consequência, temos a possibilidade de trazer teses que tocam na dosimetria da pena e no regime de cumprimento, vejamos:
Decote de qualificadoras; Fixação da pena base no mínimo legal, diante das circunstâncias do art. 59 do CP; 
Reconhecimento de atenuante;
Afastamento de agravante; 
Reconhecimento de causa de diminuição de pena;
Decote de causa de aumento de pena.
fixação de regime de cumprimento mais brando, seja o aberto ou o semiaberto; 
Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Questão complementar: 
Em memoriais, caso o réu seja absolutamente inimputável, podemos requer a absolvição imprópria, que é aquela que ocasiona a imposição de medida de segurança.
CASO CONCRETO: 
Nelson foi denunciado pela prática de furto simples, capitulado no caput do art. 155 do CP, por ter subtraído o relógio de Thiago. Iniciado o processo e implementada a citação, foi formulada regularmente a resposta escrita à acusação. 
Frustrada a absolvição sumária, pois inexistente juízo de certeza sobre qualquer das hipóteses do art. 397 do CPP, foi marcada a audiência de instrução e julgamento.
Realizada a instrução, a perícia no produto do crime revelou que o relógio é uma mera réplica, de valor aproximado de R$ 25,00. 
A vítima e as duas testemunhas reconheceram Nelson como autor da infração. Encerrada a instrução, o MP pugnou pela condenação do réu nos termos da denúncia.
Sabe-se que o Ministério Público não ofertou ANPP ou suspensão condicional do processo, pois ausentes os requisitos legais. 
Com base em tais informações, apresente a peça privativa de advogado no último dia do prazo, considerando que a intimação da defesa ocorreu em 11 de maio de 2023, uma terça-feira. 
EXCELETÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ... VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ... 
AUTOS N°...
Nelson, já qualificado nos autos do processo em epígrafe, por meio do seu advogado que esta subscreve (procuração anexa), vem, tempestivamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamentos nos artigos 403, § 3° e 404, parágrafo único, ambos do Código de Processo Penal, apresentar ALEGAÇÕES FINAIS EM FORMA DE MEMORIAIS, pelas razões de fato e de direito a seguir apontadas. 
I- DOS FATOS 
Os autos demonstram a imputação pelo crime de furto simples, diante da suposta subtração de um relógio. Citação, resposta à acusação e negativa de absolvição sumária ocorreram com regularidade. O MP não ofertou ANPP ou suspensão condicional do processo, com amparo na lei. Encerrada a instrução, a acusação pugnou pela condenação nos termos da inicial. Intimada para formulação de suas considerações finais, a defesa vem se manifestar. 
II- DA TEMPESTIVIDADE
A presente peça é tempestiva diante do respeito ao prazo de 5 dias, exigido pelo § 3° do art. 403 e pelo parágrafo único do art. 404, ambos do CPP. 
Considerando que a intimação ocorreu em 11 de maio de 2023, o prazo estará exaurido em 17 de maio do mesmo ano, por forma da regulação prevista no § 1° do art. 798 do CPP.
IV- DO DIREITO 
No mérito, torna-se mister a absolvição do imputado, nos termos do ade material da conduta, qual seja, a insignificância da lesão ao bem jurídico. Isso porque a perícia concluiu que produto do crime constitua bem de valor aproximado de R$ 25,00, de forma que retrata quantitativo irrisório.
Atipicidade material da conduta, qual seja, a insignificância da lesão ao bem jurídico. Isso porque a perícia concluiu que produto do crime constitua bem de valor aproximado de R$ 25,00, de forma que retrata quantitativo irrisório.
Subsidiariamente, na remota hipótese do não acolhimento da tese de mérito, é necessário a fixação da pena base no mínimo legal, nos termos do art. 59 do CP, em razão das circunstâncias judiciais favorecem o réu. 
Noutro giro, imperioso a aplicação da causa especial de diminuição de pena denominada furto privilegiado, nos termos do art. 155, § 2°, do Código Penal, em razão do pequeno valor do objeto, bem como pela situação de primariedade do réu. Ademais, imprescindível a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena, nos termos do art. 33, § 2°, “c”, do CP.
Por fim, necessária a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, consoante o art. 44 do CP, já que o crime tem pena não superior a 4 anos e inexistir violência ou grave ameaça contra a pessoa.
IV- DOS PEDIDOS
Ante o exposto, requer seja;
Reconhecida a absolvição do imputado, pela atipicidade material da conduta, nos termos do art. 386, III, do CPP;Subsidiariamente: 
Fixação da pena base no mínimo legal (art. 59, CP);
Aplicação da causa de diminuição de pena inerente ao furto privilegiado (art. 155, § 2°, CP);
Fixação do regime aberto de cumprimento de pena (art. 33, § 2°, “c”, do CP);
Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos (art. 44, CP.
Termos em que, pede deferimento.
 Local..., 17 de maio de 2023 
Advogado ...; 
OAB n.° ... 
AÇÃO PENAL 
AÇÃO - é o DIREITO público e subjetivo positivado na CF de exigir do Estado-juiz a aplicação da lei ao caso concreto, para a solução da demanda penal.
PROCESSO - é a ferramenta que vai contribuir para o julgamento da demanda.
Modalidades de AÇÃO PENAL- vamos levar em consideração o titular do exercício da demanda, vejamos;
AÇÃO PENAL PRIVADA - é aquela titularizada PRIVATIVAMENTE pelo MP, em conformidade com ao art. 129, I, CF e com o art. 257, I, do CPP. Obs. Petição inicial- a denúncia é a petição inicial da ação pública, sendo que os seus requisitos estão no art. 41 do CPP. 
AÇÃO PENAL PÚBLICA: é aquela titularizada PRIVATIVAMENTE pelo MP, em conformidade com ao art. 129, I, CF e com o art. 257, I, do CPP.
Obs. Petição inicial - a denúncia é a petição inicial da ação pública, sendo que os seus requisitos estão no art. 41 do CPP.
PRINCÍPIO DA OBRIGATORIDADE - o exercício da ação pública é um DEVER FUNCIONAL, inerente a atuação do MP. 
MITIGAÇÃO: o princípio da obrigatoriedade é mitigado pela Justiça Penal Negociada (do consenso), simbolizada pelos seguintes institutos;
Transação Penal: art. 76, da Lei 9099/95
Acordo de não persecução penal: art. 28-A, do CPP.
PRINCIPIO DA INDISPONIBILIDADE – o MP não poderá DESISTIR da ação deflagrada (art. 42, CPP).
Postura do MP - o MP pode requerer a ABSOLVIÇÃO DO RÉU, o que não significa desistência. Conclusão: nada impede que o juiz discorde e CONDENE (art. 385, CPP).
Obs. O MP só recorrerá se for estratégico. 
Todavia, se o MP recorrer, não poderá desistir do recurso, já que o recurso é um desdobramento do direto de ação (art. 576, CPP).
PRINCÍPIO DA DIVISIBILIDADE - de acordo com o STF e o STJ a ação pública admite desmembramento, logo, é divisível.
PRINCÍPIO DA INTRANCEDÊNCIA/ PRINCÍPIO PESSOALIDADE - os efeitos da ação penal não podem ultrapassar a figura do réu.
CLASSIFICAÇÃO DE AÇÃO PÚBLICA; 
AÇÃO PÚBLICA INCONDICIONADA - é aquela titularizada pelo MP e que não depende da manifestação de vontade da vítima ou de terceiros. 
Obs. Petição inicial- é a DENÚNCIA (art. 41, CPP). 
Obs. Para sabermos se o crime é de ação pública INCONDIOCIONADA, basta lermos o artigo de lei que o regula ou as suas disposições gerais. E fazer a seguinte observação, quando a lei é OMISSA, o crime é de ação pública INCONDICIONADA (art. 100, CP). 
Ação pública CONDICIONADA: é aquela titularizada pelo MP, mas que dependerá de uma prévia manifestação de vontade do LEGÍTIMO INTERESSADO.
Obs. Petição inicial- é a DENÚNCIA (art. 41, CPP). 
Obs. Para que o crime seja de ação pública CONCIDIONADA, é necessário que a lei indique de forma expressa.
 Ex. Crime de ameaça, em conformidade com o parágrafo único do art. 147 do CP (art. 100, § 1°, CP).
 INSTITUTOS CONDICIONANTES: 
REPRESENTAÇÃO: é um pedido e ao mesmo tempo uma autorização que condiciona o início da persecução penal. 
Obs. Sem a representação NÃO HÁ ação, inquérito ou lavratura de flagrante. 
NATUREZA JURIDICA DA REPRESENTAÇÃO: ela é uma CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE, ou seja, uma condição para a adoção de providências penais.
LEGITIMIDADE ATIVA: é da vítima ou do seu representante legal, nas hipóteses de incapacidade (art. 24, CPP). 
Obs. Diante da morte ou declaração de ausência da vítima, o direito de representar é transferido aos seguintes sujeitos: Cônjuge/companheiro(a) Ascendentes Descendentes Irmãos Conclusão: o rol do § 1° do art. 24 do CPP é PREFDERENCIAL e TAXATIVO.
 Todavia, ao lado do cônjuge, devemos inserir o companheiro.
DESTINATÁRIOS: delegado (art. 5°, § 4°, CPP); MP; Juiz
Legitimidade ATIVA: é da vítima ou do seu representante legal, nas hipóteses de incapacidade (art. 24, CPP).
Obs. Diante da morte ou declaração de ausência da vítima, o direito de representar é transferido aos seguintes sujeitos: Cônjuge/companheiro(a) Ascendentes Descendentes Irmãos 
Conclusão: o rol do § 1° do art. 24 do CPP é PREFDERENCIAL e TAXATIVO. Todavia, ao lado do cônjuge, devemos inserir o companheiro.
PRAZO: 6 meses contados do conhecimento da AUTORIA da infração (art. 38 do CPP). 
Obs. O prazo é contado de acordo com o art. 10 do CP. 
Obs. O prazo decadencial é FATAL, não tolerando suspensão, interrupção ou prorrogação.
FORMA - o ato não exige rigor formal, podendo ser apresentado ORALMENTE ou por ESCRITO a qualquer dos destinatários. 
RETRATAÇÃO REGRA GERAL, a vítima poderá se retratar (retirar a representação) até ANTES DO OFERECIMENTO DA DENÚNCIA (art. 25, CPP). 
 REGRA ESPECIAL: violência doméstica 
Conclusão: Existem crimes de ação pública CONDICIONADA no contexto da violência doméstica, a exemplo do crime de ameaça (art. 147, CP). 
Conclusão: A mulher poderá retirar a REPRESENTAÇÃO, em audiência específica, na presença do juiz, ouvindo-se o MP (art. 16, Lei 11.340/06 - Lei Maria da Penha). 
Conclusão: A retirada da representação pode ocorrer até ANTES DO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. 
Conclusão:
Na violência doméstica, o crime de LESÃO CORPORAL, mesmo que LEVE, é de AÇÃO PÚBICA INCONDICIONADA, já que não aplicamos o art. 88 da Lei dos Juizados, por força do art. 41 da Lei Maria da Penha (Súmula 542, STJ). 
Requisição do Ministro da Justiça: é uma autorização essencialmente política que condiciona o início da persecução penal. Conclusão: sem ela não há ação, inquérito ou lavratura de flagrante.
Natureza jurídica- ela é uma condição de procedibilidade
Destinatário: a requisição é apresentada ao PROCURADOR GERAL do MP.
LEGITIMIDADE ATIVA: é o Ministro da Justiça.
Prazo- não há PRAZO DECADENCIAL para o exercício da requisição. 
Conclusão: logo, a requisição pode ser a presentada a qualquer momento, desde que o crime não esteja prescrito.
 RETRATAÇÃO: não há na lei previsão sobre a retratação da requisição do Ministro da Justiça.
Obs. Parte da doutrina defende a retratação até antes do oferecimento da denúncia, em analogia ao que ocorre com a representação da vítima. 
AÇÃO PENAL PRIVADA: é aquela titularizada pela VÍTIMA ou por seu representante legal na condição de substituição processual, já que a vítima atua em nome próprio pleiteando a punição, que será exercida pelo Estado. 
Obs. Enquadramento terminológico: Vítima - querelante. Réu: querelado. 
Petição inicial - QUEIXA-CRIME (art. 41, CPP). 
Obs. Quando a lei indica que o crime é procedido “mediante queixa”, é porque o delito é de ação penal privada, logo, a petição inicial será oferecida pela vítima ou por seu representante legal.
PRINCÍPIO DA AÇÃO PENAL PRIVADA 
PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE: a vítima só exercerá a ação privada se ela desejar.
Institutos Correspondentes: 
Decadência: é a perda da possibilidade de ingressar com a ação privada em razão do decurso do prazo, qual seja, em regra 6 meses contados do CONHECIMENTO DA AUTORIA DA INFRAÇÃO (art. 38, CPP). a.2) 
Consequência: a decadência provoca a extinção da punibilidade (art. 107, IV, CP). 
RENÚNCIA: ela ocorre pela declaração expressa da vítima de que não pretende ingressar com a ação privada ou pela prática de um ato incompatível com essa vontade (art. 50 e 57, CPP).
Conclusão: percebe-se que a RENÚNCIA pode ocorrer de forma EXPRESSA ou TÁCITA. 
Consequência - a renúncia provoca a extinção da punibilidade (art. 107, V, CP).

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