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1. ATOS DE COMUNICAÇÃO PROCESSUAL 
- Sua finalidade determina a distinção entre as suas espécies: 
- Espécies 
>> Citação (ato único pelo qual o acusado toma ciência dos termos da acusação, pelo que se torna obrigado 
a apresentar defesa)
>> Intimação (ciência que se dá a alguém de um ato já praticado, para que produza seus efeitos legais)
 > Ex: intimação da sentença, intimação de expedição de carta precatória ou rogatória.
>> Notificação (ciência que é dada ao interessado de seu dever ou ônus a ser praticado, de comparecer a 
um ato processual ou de adotar determinada conduta)
 > Serve para atos futuros
 > Ex: oitiva de testemunhas, ações constitucionais.
- Natureza jurídica: pressuposto processual de validade da instância penal;
>> Princípios do contraditório e da ampla defesa
- Regras para intimação/notificação: observar as de citação, exceto no que for específico.
>> Ex.: sentença
- Ausência de nomenclatura uniforme (intimação e notificação)
- Não há notificação no novo CPP
- Ausência: direito do acusado (art. 367, CPP) - (OBS: não é revelia! Pois não existe revelia no processo 
penal, apenas ausência)
>> Não comparecimento ao ato judicial sem motivo justificado
>> Falta de comunicação ao juízo da mudança de endereço
>> Efeito: não comunicação dos atos processuais, exceto sentença – art. 392, CPP.
>> OBS 1: O comparecimento e a justificação purgam a ausência em qualquer fase do processo;
>> OBS 2: defensor não pode ser considerado ausente - defesa técnica é obrigatória
 1.1. CITAÇÃO 
- Completa a relação processual, instaurando a instância penal (art. 363, CPP), ocorrendo uma única vez;
- Falta de citação válida gera irregularidade grave (“nulidade relativa”); citação deficiente gera irregularidade 
média (“nulidade absoluta”);
- Somente o sujeito passivo da pretensão punitiva pode ser citado: intranscendência e da pessoalidade da 
pena;
>> Exceção: réu inimputável (doença mental): é possível a citação na pessoa do seu curador (art. 149, §§ 1º 
e 2º, CPP; e art. 245, § 5º, CPC).
- É ato formal, não admitindo forma substitutiva;
>> art. 570, CPP: sanar ausência de comunicação do ato processual, mediante comparecimento do 
interessado antes do ato começar.
>> Whatsapp: Res. CNJ 354/2020 (regulamentação do costume)
- Gêneros e espécies de citação: 
 1.1.1. CITAÇÃO REAL 
- Citação por mandado:
>> É a regra geral (art. 351, CPP);
>> Realizada pelo oficial de justiça;
>> Acusado está no território (foro) do juízo processante;
>> Comarcas contíguas: aplicação analógica do art. 255 do CPC (previsão no projeto do novo CPP);
>> Requisitos: intrínsecos (art. 352, CPP) e extrínsecos (art. 357, CPP);
>> Horário para citação (mandado, precatória):
 > Art. 5º, XI, CF: respeito à inviolabilidade do domicílio;
 > Qualquer hora do dia, ou à noite, com consentimento do morador;
>> Não se aplicam restrições do art. 244 CPC ao processo penal: urgência da citação.
- Citação por WhatsApp
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Mobile User
>> É possível, no processo penal a citação pessoal através de WhatsApp, mas desde que sejam tomadas as 
precauções necessárias para assegurar a efetiva ciência do ato citatório assim como a identidade do réu. 
- Formas especiais:
>> Acusado preso (art. 360, CPP):
 > Citação pessoal e não por requisição (feita pela via administrativa);
 > Precatória: Réu preso em outra comarca;
 > Súmula 351 STF: vedação da citação por edital de réu preso.
>> Acusado funcionário público civil (art. 359, CPP):
 > Cita-se o funcionário e notifica-se o chefe da repartição (inclusive se o acusado for policial civil);
 > Manutenção da continuidade do serviço público.
>> Acusado militar (art. 358, CPP):
 > Mesmos requisitos da citação por mandado;
 > Feita perante o superior hierárquico que deve responder ao ofício;
 > Requisita-se o militar;
 > Respeito à hierarquia e à administração militares.
- Citação por Carta Precatória:
>> Hipótese: o acusado está em território nacional, mas em foro alheio ao do juízo processante;
>> Requisitos: intrínsecos (art. 354 c/c art. 352, CPP) e extrínsecos (art. 353 c/c art. 357, CPP);
>> Possibilidade de utilização de recursos tecnológicos para realizar-se a citação por precatória (art. 356, 
CPP)
>> Possibilidade de precatória itinerante (art. 355, § 1º, CPP).
>> Suspeita de ocultação: devolução da precatória ao juízo deprecante (dá ensejo à citação por hora certa): 
art. 355, § 2º c/c art. 362, CPP.
>> OBS: caso a carta precatória seja enviada de Quixada para Sobral, mas a justiça tome conhecimento que 
o acusado na realidade está em Fortaleza, o foro do Sobral será o responsável por enviar a carta precatória 
para Fortaleza. 
- Citação por Carta Rogatória:
>> Hipótese: o acusado está em lugar certo e sabido em país estrangeiro (art. 368, CPP), ou em legação 
estrangeira (art. 369, CPP) - ONU, OEA, OMC;
 > Se estiver em endereço desconhecido pela autoridade, será citado por edital;
>> Procedimento (Arts. 783 a 786, CPP): a carta rogatória é enviada ao Min. da Justiça, que solicita ao Min. 
das Relações Exteriores o seu cumprimento por via diplomática à Justiça rogada;
>> Observância de tratados bilaterais;
>> Prazo mínimo para cumprimento: 90 dias, salvo se houver disposição específica em acordo de 
cooperação jurídica internacional com determinado país (art. 7º, §1º, b, i, da Portaria Interministerial 
501/2012). Demais requisitos: www.justica.gov.br;
>> Prazo prescricional suspenso até que cumprimento da carta e juntada aos autos do processo (art. 368, 
CPP).
- Citação por Carta de Ordem:
>> Semelhante à carta precatória;
>> Distingue-se em razão do órgão que a expede: Tribunais Superiores, Tribunais de Justiça e Tribunais 
Regionais Federais;
>> Ações penais originárias (Lei n. 8.038/90, art. 9º, §1º): atos instrutórios podem ser realizados pelos juízos 
singulares, que expedem mandado.
 1.1.2. CITAÇÃO FICTA
- Citação por Hora Certa:
>> Hipótese: o acusado se oculta para não ser citado (art. 362, CPP) (STJ, HC 174136/SP);
>> Novo CPP: não haverá citação por hora certa; réu se oculta, citação por edital com prazo de 5 (cinco) 
dias (art. 148);
>> Forma da citação com base nos arts. 252 a 254, CPC:
>> Oficial de justiça certifica no mandado (citação pessoal).
>> Procura por duas vezes: ocasiões em que seria possível encontrar o acusado (em horários distintos).
>> Não o encontrou, intima qualquer pessoa da família ou, em sua falta, qualquer vizinho, advertendo que, 
no dia útil imediato, em horário certo, voltará a fim de efetuar a citação;
 > Possibilidade de intimação do porteiro (parágrafo único do art. 252, CPC)
>> Não estando o acusado presente, o oficial certifica, informando-se dos motivos.
>> Deixa-se a contrafé, informando-se sobre nome da pessoa que a recebeu.
>> Devolve-se o mandado para o juízo.
>> Envio de comunicação postal, com cópia integral da denúncia ou da queixa;
>> Se o acusado, citado por hora certa, não se manifestar, nomeia-se defensor
dativo.
- Citação por Edital:
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Mobile User
>> Hipótese: Réu não foi encontrado e não se esconde (art. 361, CPP);
>> Prazo: 15 (quinze) dias para realizar os atos processuais
>> Requisitos:
 > Intrínsecos:
—> Certidão processual de publicação e/ou afixação;
—> Transcrição da denúncia ou queixa, ou resumo dos dados
—> Súmula 366 do STF: Indicação do tipo legal é suficiente
 > Extrínsecos: art. 365, CPP
—> Afixação no fórum;
—> Publicação em jornal, uma vez, onde houver. 
>> Se o réu, citado por edital, não apresenta defesa e não constitui defensor, aplica-se o art. 366, CPP
>> Efeitos do Art. 366, CPP:
 > Suspensão do processo;
 > Suspensão do curso do prazo prescricional: deve durar pelo prazo máximo em abstrato do delito, sob 
pena de se criar um caso de imprescritibilidade não previsto na CF (S. 415, STJ; Tema 438, STF) – processo 
continua suspenso
 > Possibilidade de produção antecipada de provas: urgência e relevância – v. art. 225, CPP;
—> Súmula 455, STJ: Mero decurso do tempo não autorizaessa antecipação; 
 > Possibilidade de decretação de prisão preventiva, desde que haja motivação idônea - art. 312, CPP;
>> Citação por edital não presume fuga (STF, HC 95674/ MG).
>> Não se aplica à Lei n. 9.613/98 (Lavagem de dinheiro) (L. 12.850/13) nem aos Juizados Especiais 
Criminais
 1.2. INTIMAÇÃO E NOTIFICAÇÃO 
- Intimação e Notificação:
>> Dirigida às partes, vítimas, testemunhas, peritos, intérpretes, defensores e assistentes e tantos
quantos precisem ser chamados ao processo.
>> Mandado, carta precatória ou rogatória, via postal, escrivão, pessoal, meio eletrônico
 > Intimação por meio eletrônico em portal próprio (arts. 5º e 6º., Lei n. 11.419/06; Res. CNJ n. 354/2020).
- Pela Imprensa Oficial:
>> Advogado constituído (queixa-crime), defensor constituído e advogado do assistente do MP (art. 370, 
§1º, CPP):
 > Ausência do nome do acusado/defensor na publicação é irregularidade grave.
- Em audiência:
>> necessidade de continuidade do ato em outra data; sentença proferida em audiência/sessão do T. Júri
- Pessoal:
>> MP, defensores público e dativo, advogado de assistência judiciária: intimações e notificações (art. 370, § 
4º, CPP).
>> Réus presos e defensores constituídos, por ocasião da sentença (art. 392, CPP) e da decisão de 
pronúncia (art. 420, CPP).
- Postal:
>> Juizados Especiais Criminais - JECC (art. 67, Lei n. 9.099/95).
>> Intimações e notificações (nunca citações), com AR, não havendo órgão oficial de publicação na 
Comarca (Art. 370, §2º, CPP)
 1.3. CONTAGEM DE PRAZOS 
- No prazo processual não se computa o dia do começo, incluindo, porém, o dia do vencimento;
>> Diferente do prazo penal, que inclui o dia do começo;
- Prazos correrão em cartório e são contínuos e peremptórios, não se interrompendo por férias, domingo ou 
dia feriado.
- Conta-se, assim, a partir do primeiro dia útil subsequente à comunicação processual:
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Mobile User
>> Súmula 710 STF: No processo penal, contam-se os prazos da data da intimação, e não da juntada aos 
autos do mandado ou da carta precatória ou de ordem. → DIFERENTE DO PROCESSO CIVIL
>> Súmula 310 STF: Quando a intimação tiver lugar na sexta-feira, ou a publicação com efeito de intimação 
for feita nesse dia, o prazo judicial terá início na segunda-feira imediata, salvo se não houver expediente, 
caso em que começará no primeiro dia útil que se seguir.
- Se o prazo termina em dia que não há expediente forense, prorroga-se para o primeiro dia útil subsequente
- EM RESUMO: Prazo processual deve iniciar e terminar em dia útil, não se interrompendo;
>> Exemplo: Prazo hipotético de 5 dias, com intimação na sexta:
- OBS 1: Comunicações feitas por edital (art. 365, V, CPP): verificar prazo da comunicação.
- OBS 2: Se a parte está presente em audiência, intimação é feita no ato - consta-se em termo (Art. 798, §5º, 
a, CPP);
- OBS 3: Prazos em dobro para a Defensoria Pública (LC 80/94 e alterações posteriores) - Defensor dativo só 
tem a prerrogativa da comunicação pessoal
- OBS 4: Possibilidade de suspensão do prazo da advogada adotante ou que se tornar mãe, caso o acusado 
seja representado unicamente por esta e ela o notifique (art. 70-A do EOAB.)
- OBS 5: art. 5º da Lei 11.419/06 e contagem dos prazos processuais nos processos eletrônicos
- OBS 6: suspensão do curso do prazo processual entre 20.12 e 20.1, sem realização de audiências e 
sessões de julgamento (art. 798-A, CPP) – exceções:
>> Caso de réu preso e processos a ele vinculados
>> Lei Maria da Penha
>> Medidas urgentes, assim consideradas pelo juiz
 
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	 3. PROCEDIMENTOS NO PROCESSO PENAL 
- Devido processo legal e procedimento: processo justo e equitativo;
- As formas procedimentais são de ordem pública;
- Início:  oferecimento da denúncia/queixa;
- A distinção entre os procedimentos se dá em virtude:
>> Da natureza do delito;
>> Quantidade máxima de pena;
>> Órgão julgador.
- Tipos:
>> Procedimento comum:
 > Ordinário: Pena máxima ≥ 4 anos (arts. 394 a 405, 
CPP)
 > Sumário: 2 anos < Pena máxima < 4 anos (arts. 
531 a 538, CPP)
 > Sumaríssimo:   Pena Máxima ≤  2 anos (Lei nº 
9.099/95)
>> Procedimento especial
- Para a aferição do procedimento, leva-se em conta:
>> Tipo simples ou qualificado;
>> Causas de aumento/diminuição de pena (s. 243, 
STJ e 723, STF);
 > Calculado conforme a pena máxima em abstrato: 
causa de aumento incidindo no máximo e a de 
diminuição incidindo no mínimo;
 > Não se levam em consideração agravantes e 
atenuantes;
>> Concurso de crimes (formal, material e continuado) 
ou conexão: S. 243 STJ
>> Havendo procedimento especial, este é aplicável.
>> OBS: os processos que apurem a prática de crime 
hediondo terão prioridade de tramitação em todas as 
instâncias.
- Regra geral: CPP
>> As disposições dos arts. 395 a 398 do CPP (rejeição liminar, resposta à acusação e absolvição sumária) 
aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau, ainda que não regulados no CPP (Art. 394, § 
4º, CPP);
>> Aplicam-se subsidiariamente aos procedimentos especial, sumário e sumaríssimo as disposições do 
procedimento ordinário (Art. 394, § 5º, CPP).
- Procedimentos especiais:
>> Inseridos no CPP:  júri, crimes funcionais, crimes falimentares;
>> Leis extravagantes: tóxicos, competência originária dos tribunais (Lei 8.038/90).
 3.1. REJEIÇÃO LIMINAR DA ACUSAÇÃO 
- Rejeição liminar (art. 395, CPP): permite a renovação da demanda (não é caso de absolvição sumária);
- inépcia da inicial: ausência dos requisitos do art. 41, CPP. (exceção: extinção da punibilidade).
>> exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, e individualização mínima das condutas.
>> qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo
- pressupostos processuais: existência (demanda, órgão jurisdicional, partes), validade
- condições p/ o exercício do direito de ação: representação do ofendido e requisição do MJ; condições 
objetivas de punibilidade; proposta ANPP
- justa causa: lastro probatório mínimo.
- Efeitos da rejeição:
>> Possibilidade de interposição de Recurso em Sentido Estrito – RSE (art. 581, I, CPP);
>> Coisa julgada formal: permite novo oferecimento de denúncia.
>> OBS:
5
Procedimento Comum Ordinário Procedimento Comum Sumário 
AIJ até 60 dd AIJ até 30 dd
Até 8 testemunhas Até 5 testemunhas 
Mobile User
 > as causas extintivas de punibilidade, em especial a prescrição e a decadência do prazo de representação
 > os elementos de prova
 > súmula 524, STF: arquivado o inquérito, não pode iniciar ação penal sem provas novas (exceção: fato 
atípico e extinção de punibilidade)
 3.2. PROCEDIMENTOS - JURISPRUDÊNCIA 
- (STJ) A denúncia, apta a dar início à persecução penal, deve conter 
os requisitos estabelecidos no artigo 41 do Código de Processo Penal, 
de modo que o denunciado, tomando conhecimento da acusação que 
lhe é feita, possa exercer, de maneira ampla, sua defesa. Revela-se 
manifesta a inépcia formal da peça acusatória que deixa de descrever, 
ainda que sucintamente, a conduta praticada pelo paciente que se 
ajustaria ao artigo 89, caput, da Lei de Licitações, delito a ele 
imputado, impondo-se o trancamento da ação penal. (HC 50.290/DF, 
6ª.T, Rel. Min. Paulo Gallotti, DJe 30.06.08).
- Resposta à acusação (antiga defesa prévia)
>> Após a citação do acusado (exceto: art. 366, CPP – suspensão do 
processo):
 > Prazo: 10 dias (art. 396, CPP);
 > Citação por edital: prazo para a defesa começará a correr após o 
comparecimento do acusado ou do defensor constituído (396, único, 
CPP) – caso não apresente defesa, aplica-se o 366, CPP;
 > Citação por hora certa: nomeia-se defensor, caso não se manifeste.
>> Alegação de toda matéria de defesa (processual, prejudicial e 
mérito), com especificação de provas (art. 396-A, CPP), sob pena de 
preclusão (exceto mérito);
>> Falta de apresentação da defesa no prazo ou o acusado não 
constitui defensor: juiz nomeia defensor – novo prazo de 10 dias;
>> Julgamento sem defesapreliminar: irregularidade em seu grau 
máximo - nulidade
 3.3. QUESTÕES PREJUDICIAIS (Art. 92 e 93, CPP) 
- Devem ser decididas antes do julgamento do mérito da ação penal, 
pois se referem à existência do próprio crime, condicionando o seu julgamento;
- Características:
>> Autonomia: existem de forma autônoma em relação ao processo penal em que houve a prejudicialidade - 
ação autônoma, fora do juízo criminal;
>> Essencialidade: mérito da ação penal depende da resolução da questão prejudicial;
>> Anterioridade: questão deve ser decidida antes do mérito da ação penal.
- A questão prejudicial pode ser uma infração penal antecedente (existência de um roubo anterior, para 
poder existir uma posterior receptação – q. p. homogênea), ou uma relação jurídica de natureza cível (como a 
validade de um primeiro casamento, a fim de configuração do crime de bigamia – q. p. heterogênea).
- OBS: Questão Prejudicial ≠ Questão Preliminar
 3.4. EXCEÇÕES 
- Procedimentos incidentais,   referentes a pressupostos processuais ou condições da ação, que visam 
retardar (dilatórias) ou extinguir (peremptórias) o feito sem resolução meritória;
- Forma de defesa indireta: natureza processual
- Podem se referir às exceções de suspeição, incompetência, litispendência, ilegitimidade de parte e de 
coisa julgada (art. 95 e ss. CPP)
- Podem ser reconhecidas de ofício (ex officio) pelo juiz
 3.4.1. EXCEÇÃO DE LITISPENDÊNCIA 
- Trata-se da situação em que duas ações estão ao mesmo tempo em curso, possuindo a mesma causa de 
pedir e mesma parte ré, o que não é possível;
- Funda-se no princípio do ne bis in idem;
- Litispendência no Direito Processual Penal difere da existente no Direito Processual Civil, pois nesta, 
diferentemente, é necessário identidade de partes (e não apenas da parte ré), de causa de pedir,  e pedido;
- Exceção peremptória: visa extinguir o processo sem julgamento de mérito;
- Não suspende o curso do processo
- Não há litispendência na ocasião em que um mesmo fato é apurado em dois inquéritos policiais (embora 
haja bis in idem)
- O que importa para seu reconhecimento é a descrição fática da conduta do acusado, pouco importando a 
qualificação jurídica dada nas duas ações
 3.4.2. EXCEÇÃO DE COISA JULGADA 
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- Mesmo havendo uma decisão anterior transitada em julgado, surge uma nova persecução penal, dispondo 
acerca dos mesmos fatos;
- Funda-se no princípio do ne bis in idem;
- Exceção peremptória: visa extinguir o processo sem julgamento de mérito;
- Necessidade da primeira demanda ter formado coisa julgada material (não é possível diante de coisa 
julgada meramente formal) e que a segunda seja movida contra o mesmo acusado/investigado, tratando, 
também, da mesma causa de pedir;
 3.5. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA
Art. 397. Após o cumprimento do disposto no art. 396-A, e parágrafos, deste Código, o juiz deverá absolver 
sumariamente o acusado quando verificar:
I   - a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato;
II  - a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade;
III - que o fato narrado evidentemente não constitui crime; ou
IV - extinta a punibilidade do agente.
- Efeitos:
>> Atenção: absolvição somente com prova cabal (TRF5, HC 3.623)!!!
>> Extinção do processo com julgamento do mérito (julgamento antecipado da ação penal): sentença 
absolutória;
>> Formação de coisa julgada material;?
>> Possibilidade de interposição de recurso de apelação (art. 593, II, CPP);
>> Pode substituir a rejeição da denúncia (art. 395, CPP).
 3.6. RECEBIMENTO DA ACUSAÇÃO E AIJ
- Caso não se absolva sumariamente (art. 397, CPP), juiz recebe a denúncia;
- Prazo para juiz designar a Audiência de Instrução e Julgamento e intimar as partes:
>> 60 dias (art. 400, CPP): Procedimento Comum Ordinário (até 8 testemunhas).
>> 30 dias (art. 531, CPP):  Procedimento Comum Sumário (até 5 testemunhas).
- Declarações do ofendido; oitiva das testemunhas; esclarecimentos dos peritos; reconhecimento de 
pessoas e coisas; interrogatório do acusado
- É permitido utilizar cartas precatórias e rogatórias para realização da instrução.
 3.7. AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO 
- Adiamento de AIJ no caso de imprescindibilidade da prova faltante  (art. 535, caput, CPP) – Procedimento 
Sumário:
>> Condução coercitiva da testemunha, ofendido ou perito;
>> Oitiva da testemunha independentemente da suspensão da AIJ, observada a ordem legal (art. 536, CPP);
- Se JECrim encaminha ao juízo comum peças existentes, adota-se procedimento sumário (art. 538, CPP).
- Possibilidade de dispensa de oitiva de testemunha (art. 401, §2º, CPP);
- Alegações finais orais: tempo de 20 + 10 min (art.  403 e 534, CPP);
>> Assistente do MP: 10 minutos, logo após o MP, acrescentando-se igual tempo para defesa;
>> Mais de um acusado: tempo de 20 + 10 min para cada um.
>> Possibilidade de substituição por memoriais escritos: 5 dias para apresentação de memoriais se causa 
for complexa ou o número de acusados for excessivo (403, §3º, CPP), com a prolação da sentença em 10 
dias.
- OBS:  As alegações finais são em regra orais e excepcionalmente escritas, mas na prática acontece o 
contrário
- Necessidade de realização de diligências (art. 402, CPP).
>> De ofício ou a requerimento da parte.
>> Ordenada a realização de diligências, alegações finais serão obrigatoriamente escritas (art. 404, CPP) – 5 
dias para apresentação de memoriais e, sucessivamente, 10 dias para prolação da sentença (art. 404, § 
único);
- Sentença: em audiência ou em 10 dias (art. 403, §3º, CPP).
- O juiz que participou da instrução proferirá sentença (art. 399, §2º, CPP) – identidade física do juiz
 3.8. INTERROGATÓRIO 
- Interrogatório do acusado: momento em que é ouvido (art. 185 a 196, CPP):
>> Pode ser realizado novo interrogatório a qualquer tempo, de ofício ou em razão de pedido fundamentado 
de quaisquer das partes (art. 196, CPP), inclusive em 2ª instância (art. 616, CPP)
- Último ato da instrução (art. 400, caput, CPP), desde 2008:
>> Interrogatório é meio de defesa (autodefesa), podendo invocar o direito ao silêncio (art. 186, CPP), 
inclusive seletivo
>> ADPFs  395  e  444: STF entendeu pela inconstitucionalidade da condução coercitiva do investigado – 
ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo (nemo tenetur se detegere)
- Presença obrigatória de defensor:
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https://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI281835,31047-STF+Conducao+coercitiva+para+interrogatorio+e+inconstitucional
https://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI281835,31047-STF+Conducao+coercitiva+para+interrogatorio+e+inconstitucional
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>> É sempre assegurado o direito de entrevista prévia e reservada.
- Acusado preso interrogado:
>> Regra: Estabelecimento prisional (art. 185, §1º, CPP),  desde que estejam garantidas a segurança do juiz, 
do membro do Ministério Público e dos auxiliares bem como a presença do defensor e a publicidade do ato;
>> Excepcionalmente: Videoconferência/sistema similar (art. 185, §2º, CPP).
- Etapas
>> Preliminarmente: qualificação do acusado, ciência do inteiro teor da acusação e ciência do direito de 
permanecer calado;
>> 1ª parte: perguntas sobre pessoa do acusado (elementos para fixação da pena-base);
 > Acusado não pode mentir sobre dados pessoais.
>> 2ª parte: perguntas sobre os fatos imputados (art. 187, caput, CPP);
>> Pedido de esclarecimentos pelas partes, após a inquirição pelo juiz (art. 188, CPP).
- Se houver mais de um acusado, o interrogatório deve ser separado (art. 191, CPP);
- Interrogatórios especiais:
>> Surdos, mudos e surdos-mudos (art. 192, CPP);
>> Estrangeiro que não fale Português (art. 193, CPP).
- OBS: ordem da audiência 
>> Virima - Perito - Testemunha de acusação - Testemunha de defesa - Interrogatório do acusado
 3.9. DISPOSIÇÕES COMUNS 
- Do ocorrido em audiência, será lavrado termo em livro próprio, assinado pelo juiz e pelas partes, contendo 
um breve resumo dos fatos relevantesnela ocorridos (art. 405, caput, CPP);
- Sempre que possível, o registro dos depoimentos do investigado, indiciado (sic), ofendido e testemunhas 
será feito pelos meios ou recursos de gravação magnética, estenotipia, digital ou técnica similar, inclusive 
audiovisual, destinada a obter maior fidelidade das informações (art. 405, § 1º, CPP);
- No caso de registro por meio audiovisual, será encaminhado às partes cópia do registro original, sem 
necessidade de transcrição (art. 405, § 1º, CPP);
 3.10. PROCEDIMENTO DO TRIBUNAL DO JÚRI 
 3.10.1. POSTULADOS
- Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (arts. 121 a 127, CP): conteúdo 
constitucional;
>> Também infrações conexas, ainda que de menor potencial ofensivo;
>> ATENÇÃO: latrocínio (s. 603, STF) e genocídio não são de competência do júri;
>> Observar foro por prerrogativa de função estabelecido na CF.
- Plenitude de defesa ou defesa plena: possibilidade de utilização de argumentos não técnicos para 
convencimento dos jurados, sendo mais abrangente que a ampla defesa;
>> Podem ser utilizados argumentos que não sejam essencialmente jurídicos (ex: simular o crime)
- Sigilo das votações: voto e local do voto:
>> em sala especial ou em local em que garanta o sigilo, somente com a presença dos sujeitos processuais 
interessados (art. 485, CPP);
>> definição da maioria de votos faz com que se interrompa a votação: evitam-se pressões aos jurados; 
garante a inviolabilidade do sigilo caso haja unanimidade.
- Soberania dos vereditos: conselho de sentença - juiz natural para análise dos fatos;
>> julgamento contrário à prova dos autos e apelação (Art. 593, §4º, CPP): somente uma única vez (tribunal 
ad quem não analisa os fatos);
>> soberania dos vereditos não é absoluta: possibilidade de anulação de sentença condenatória transitada 
em julgado - revisão criminal;
>> tribunal ad quem pode modificar pena aplicada, no caso de apelação imposta com este fim - aplicação 
se dá pelo juiz togado
- (STJ) (...) Tendo o júri decidido, entre as teses existentes, ainda que por maioria de um voto, acolher a do 
homicídio culposo sustentado pela defesa, bem ou mal, foi o que o júri resolveu. Assim, existindo prova a 
sustentar a tese adotada em plenário, não é possível o Tribunal vir a afastá-la, sob pena de ferir a soberania 
dos vereditos. (HC 120967/MS. Rel. N. Naves. DJe 24/05/09).
>> Quesitos (Art. 483, CPP): 
 > Existência do crime (materialidade)
 > Existência de autoria 
 > O jurado absolve o acusado?
 3.10.2. CARACTERÍSTICAS 
- Órgão Heterogêneo:
>> Composto por um juiz presidente + 25 jurados - 7 comporão o conselho de sentença;
>> Decisão objetivamente complexa (decisão dos jurados + sentença do juiz);
- Órgão Horizontal: não há hierarquia entre as funções dos jurados e do juiz, pois possuem funções diversas;
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- Órgão Temporário: convocação dos cidadãos por tempo determinado (ver leis de organização judiciária de 
cada estado).
>> júri na justiça federal (DL n. 253/67);
- Decisões Majoritárias: não é exigido unanimidade
- Rito Bifásico: judicium accusationis e judicium causae
- Possíveis decisões do júri: Pronúncia, Impronúncia, Absolvição sumária e Desclassificação. 
 3.10.3. PRONÚNCIA 
- Admissibilidade da acusação: elementos suficientes de autoria ou participação e prova da materialidade
- Natureza Jurídica: decisão interlocutória mista não terminativa (art. 413, §1º, CPP):
>> evitar motivações tendenciosas (excesso de linguagem ou eloquência acusatória): interferência nos 
jurados
>> não deve mencionar circunstâncias que digam respeito à pena, exceto qualificadoras e causas de 
aumento de pena;
- O juiz decide sobre eventuais medidas cautelares (preventiva, etc.);
- Recurso cabível: RESE (art. 581, V, CPP).
>> Possibilidade de despronúncia: Tribunal, no julgamento de mérito do RESE, impronunciando o acusado 
anteriormente pronunciado; ou retratação do juiz em face da interposição do RESE
- emendatio libelli: juiz poderá dar ao fato definição jurídica diversa da constante da acusação, embora o 
acusado fique sujeito a pena mais grave (art. 418, CPP);
>> emendatio libelli = Emenda da acusação 
- mutatio libelli: circunstância superveniente que altere a classificação do crime (ex.: tentativa de homicídio 
para homicídio consumado) (art. 421, § 1º, CPP);
>> Intimação da decisão de pronúncia (Art. 420, CPP)
 > Pessoal: defensor nomeado, MP, acusado;
 > Publicação: defensor constituído, querelante e assistente do MP
 3.10.4. IMPRONÚNCIA 
- Juízo de inadmissibilidade provisória da acusação, por não haver elementos suficientes de autoria ou prova 
da existência do crime (art. 414, CPP);
>> Natureza Jurídica: Decisão terminativa de mérito (não é sentença), não fazendo coisa julgada material;
>> Possibilidade de formulação de nova denúncia, havendo prova nova: insegurança jurídica
 > OBS: a formulação de nova denúncia deve ocorrer dentro do prazo prescricional 
- Conexão com crime de competência do juízo comum: declina-se competência (STJ, CC 92754/RS, DJe 
29.04.08);
- Recurso cabível: Apelação (art. 416, CPP), sem efeito suspensivo;
 3.10.5. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA 
- Juízo de inadmissibilidade da acusação (art. 415, CPP):
>> Natureza Jurídica: Decisão definitiva (sentença): cabe apelação (art. 416, CPP), sem efeito suspensivo;
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>> Hipóteses: fato ou autoria inexistente; fato atípico; excludente de ilicitude ou culpabilidade 
(inimputabilidade só gerará absolvição sumária quando for única tese defensiva);
>> Havendo crimes conexos: o juiz remete cópia dos autos ao juízo competente;
>> Interposição de recurso ex officio (art. 574, II, CPP), apesar da revogação expressa do art. 411, CPP 
(prisão do acusado não deve permanecer);
 > Discussão acerca da revogação ou não da remessa necessária (recurso ex officio) contra absolvição 
sumária em virtude do advento da Lei nº 11.689/2008;
>> Cabe apelação (art. 416, CPP).
 3.10.6. DESCLASSIFICAÇÃO 
- Juízo de inadmissibilidade da acusação, por não haver prova da existência do crime de competência do júri 
(art. 419, CPP):
>> Natureza Jurídica: Decisão Interlocutória modificativa de competência
>> Nova classificação dos fatos: remessa dos autos ao juízo competente (declinação de competência);
>> Juiz não se manifesta sobre nova classificação:  opinio delict é do MP;
>> Possibilidade de arguição de conflito de competência pelo juízo declinado;
>> Recurso cabível: RESE (art. 581, II, CPP) – equivale ao reconhecimento de incompetência do juízo;
 3.10.7. JUDICIUM CAUSAE
- PREPARAÇÃO DO PROCESSO:
>> O juiz intimará as partes para apresentar o rol 
de testemunhas e requerer di l igências 
complementares (art. 422, CPP); 
 > juntada de documentos, se necessário
 > testemunhas em plenário para depor: até 5 
para cada parte;
 > prazo: 5 dias.
>> Saneamento do processo (art. 423, CPP);
>> sanar nulidades do processo e esclarecer 
fatos relevantes ao julgamento da causa;
>> elaboração de relatório pelo juiz e inclusão 
em pauta;
>> designação da data para realizar a sessão 
plenária.
>> Encaminhamento dos autos ao juiz 
competente (art. 424, CPP);
 > atribuições do juiz presidente: art. 497, CPP
- DESAFORAMENTO: 
>> Deslocamento de competência para a comarca mais próxima onde não existam os motivos que 
implicaram no desaforamento;
>> EX: (STJ) A presença de familiares vestindo camisetas com a foto da vítima, assim como o funcionamento 
de trio elétrico na área externa do fórum local durante a realização de audiência destinada a instrução 
criminal justificam, pela forma concreta de indiscutível e inaceitável pressão, o desaforamento do feito. Isso 
porque configuram tais fatos fortes circunstâncias perturbadoras da ordem pública, pois dificultam ou 
mesmo impedem o desenvolvimento normal dos atos processuais e que, provavelmente, repetidas no dia do 
Júri poderão afetar o julgamento. (HC 29029/GO. DJ 10/09/03, p. 201).
>> Não ofende o princípiodo juiz natural;
>> Não possui efeito suspensivo 
>> Pedido de desaforamento se dá frente ao Tribunal;
>> Não possui, em regra, efeito suspensivo, podendo 
ocorrer o julgamento pelo júri antes da decisão sobre 
o desaforamento;
 > Sendo relevantes os motivos alegados, o relator 
poderá determinar, fundamentadamente, a suspensão 
do julgamento pelo júri (art. 427, §2º, CPP)
>> Motivos (arts. 427 e 428, CPP):
 > Dúvida acerca da imparcialidade do júri;
 > Dúvida sobre a segurança pessoal do acusado;
 > Interesse da ordem pública;
 > Fato ocorrido durante ou após a realização de 
julgamento anulado;
 > Excesso de serviço que impeça o julgamento em 
até 6 meses (juiz não pode pedir nessa hipótese).
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>> Legitimidade: requerimento do MP, assistente, querelante ou acusado e representação do juiz competente 
(art. 427, caput, CPP);
- IMPOSSIBILIDADE DO DESAFORAMENTO NOS SEGUINTES CASOS:
>> Pendência de RSE contra decisão de pronúncia;
>> Julgamento realizado e não anulado;
>> No prazo de 6 meses, não se computam diligências de interesse do acusado.
 > Caso não haja excesso de serviço, o acusado pode pedir ao tribunal o julgamento imediato;
 > É nula a decisão que determina o desaforamento de processo da competência do júri sem audiência da 
defesa (Súmula 712, STF);
 > Possibilidade de desaforamento para o segundo julgamento.
>> Reaforamento: desaparecimento das causas que tenham motivado o desaforamento
- JURADOS:
>> Cidadãos maiores de 18 anos e idôneos (art. 436, CPP);
>> Compromisso com a imparcialidade: aplicam-se as mesmas regras de suspeição e impedimento dos 
juízes;
>> Exercem uma função jurisdicional: serviço público relevante;
>> Isentos do júri: todas as pessoas referidas no art. 437, CPP, como Presidente, Prefeitos, Parlamentares....
>> Suspeição: poderão ser arguidos oralmente (art. 106, CPP);
>> Responsabilidade criminal no exercício de suas funções, nos mesmos termos em que são os juízes 
togados (art. 445, CPP).
- ALISTAMENTO DOS JURADOS (art. 425, CPP):
>> será realizado pelo juiz presidente do tribunal do júri;
>> nas comarcas onde for necessário, poderá aumentar o número de jurados e organizar a lista de 
suplentes;
>> indicação de pessoas aptas a exercerem a função de jurados, por requisição do juiz presidente à 
autoridades locais;
>> publicação da lista de jurados (art. 426, CPP);
- DIREITOS (arts. 439 a 441, CPP)
>> Possuem preferências: em licitações públicas, em provimento de cargo ou função pública, e, em casos 
de promoção funcional e remoção voluntária;
>> Prisão especial em crime comum até o julgamento;
>> irredutibilidade de vencimentos e salários ao comparecer a sessão.
- Serviço do júri:
>> Recusa injustificada: pena de multa de 1 a 10 s.m (art. 436, §2º, CPP);
>> Recusa fundada por convicção religiosa, filosófica ou política: prestação à serviço alternativo, sob pena 
de suspensão dos direitos políticos (art. 438, CPP);
>> Recusa motivada: justificável até o momento da chamada aos jurados, ressalvadas as hipóteses de força 
maior (art. 443, CPP);
>> Dispensa: decisão motivada pelo juiz presidente (art. 444, CPP);
>> Impedidos (conselho de sentença): parentesco entre jurados; participação em júri anterior sobre o mesmo 
fato; parcialidade (arts. 448 a 450, CPP)
- COMPOSIÇÃO 
>> Instalação da sessão: 15 jurados dos 25 convocados (arts. 463 e 447, CPP):
 > Jurados excluídos por impedimento/suspeição são computados para constituição desse número mínimo;
 > Sorteio entre os suplentes, quantos forem necessário, caso não compareça o número exigido (art. 464, 
CPP);
 > Julgamento no próximo dia desimpedido: em consequência de impedimento, suspeição, 
incompatibilidade, dispensa ou recusa não houver formação do conselho de sentença (art. 471, CPP).
 > “Estouro de urna”
>> Defesa e acusação podem recusar imotivadamente até três jurados cada um (art. 468, CPP);
 > Dois ou mais acusados: somente um defensor poderá fazer as recusas (art. 469, caput, CPP).
>> Exortação: tomada de compromisso dos jurados (art. 472, CPP)
- INSTRUÇÃO 
>>Tomada de declarações do ofendido (art. 473, CPP);
>> Oitiva de testemunhas de acusação e de defesa;
 > Perguntas formuladas diretamente: juiz presidente, MP, assistente, querelante e defensor;
 > Jurados perguntam por intermédio do juiz presidente (art. 473, §2º, CPP);
 > Para as testemunhas de defesa, a defesa pergunta antes (art. 473, § 1º, CPP);
>> Partes e jurados podem requerer acareações, reconhecimento de pessoas e coisas, esclarecimento de 
peritos, leitura de peças que se refiram à prova colhida por carta precatória, cautelares, antecipadas e não 
repetíveis (art. 473, §3º, CPP);
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>> Interrogatório do acusado (art. 474, caput, CPP);
 > Ficará algemado se houver necessidade (art. 474, §3º, CPP);
 > Súmula Vinculante 11 do STF: limitação ao uso das algemas em casos excepcionais.
- DEBATES
>> Sustentações orais das alegações feita pelas partes (art. 477, CPP);
 > MP (divisão com assistente): 1h30min (2h30min, havendo mais de um acusado);
—> Acusação nos limites da pronúncia, sustentando, se for o caso, a existência de circunstância agravante 
(art. 476, caput, CPP);
 > Defesa (divisão entre os defensores): 1h30min (2h30min, havendo mais de um acusado);
 > Réplica (acusação): 1 hora (2 horas, havendo mais de um acusado);
 > Tréplica (defesa): 1 hora (2 horas, havendo mais de um acusado);
>> Partes não poderão se referir (art. 474-A, 478 e 479, CPP):
 > Às decisões de admissibilidade da acusação ou ao uso de algemas como argumento de autoridade;
 > Ao silêncio do acusado ou ausência de interrogatório por falta de requerimento (em prejuízo do acusado);
 > Questões que firam a dignidade da vítima
>> Durante o julgamento, não será permitida a leitura de documento ou à exibição de objeto juntado aos 
autos a menos de 3 dias úteis ao julgamento, dando-se ciência a outra parte (art.  479, CPP).
>> A acusação, a defesa e os jurados poderão, a qualquer momento e por intermédio do juiz presidente, 
pedir ao orador que indique a folha dos autos onde se encontra a peça por ele lida ou citada, facultando-se, 
ainda, aos jurados solicitar-lhe, pelo mesmo meio, o esclarecimento de fato por ele alegado (art.  480, CPP)
>> Encerramento dos debates (arts. 480 e 481, CPP);
 > O juiz indagará aos jurados se eles estão aptos a julgar (esclarecimento a ser feito antes da votação);
 > Dissolução do conselho de sentença: diligências essenciais para o julgamento da causa;
—> Havendo necessidade de perícia, o juiz presidente nomeará perito e formulará quesitos
—> Faculdade de formulação de quesitos e indicação de assistentes técnicos, pelas partes, no prazo de 5 
dias;
- QUESITAÇÃO
>> Elaboração e leitura dos quesitos em plenário (art. 484, CPP);
 > Os quesitos serão redigidos em proposições afirmativas, simples e distintas, de modo que cada um deles 
possa ser respondido com suficiente clareza e necessária precisão;
>> Formulação dos quesitos na seguinte ordem (art. 483, CPP):
 > 1- Materialidade do fato
 > 2- Autoria ou participação
 > 3- Se acusado deve ser absolvido
—> (encara todas as teses defensivas que não a desclassificação, causa de diminuição de pena ou tentativa)
 > 4- Se existe causa de diminuição de pena alegada pela defesa
 > 5- Se existe circunstância qualificadora ou causa de aumento de pena reconhecidas na pronúncia
>> Sala secreta: votação dos quesitos, com depósito das cédulas em urna;
 > Somente pessoas autorizadas (art. 485, caput, CPP);
—> Na falta de sala especial, o juiz presidente determinará que o público se retire, permanecendo somente 
as pessoas autorizadas (art. 485, § 1º, CPP).
 > Contradição nas respostas: nova quesitação;
 > Descarte das cédulas não utilizadas;
>> Observações:
 > maioria de votos que neguem materialidade ou autoria: absolvição
 > desclassificação: após segundo ou terceiro quesito
 > tentativa/dúvida na classificação: após segundo quesito
 > mais deum acusado ou de um crime: séries distintas de quesitos (art. 483, §6º, CPP)
 > nulidade absoluta do julgamento: falta de quesito obrigatório (Súmula 156, STF) ou quesitação mal 
formulada a ponto de causar perplexidade aos jurados
>> Sentença: proferida pelo juiz presidente (arts. 492 e 493, CPP):
 > Leitura e intimação em plenário.
>> Lavratura de ata dos trabalhos (arts. 494 e 495, CPP).
 3.11. PROCEDIMENTOS ESPECIAIS
- Crimes funcionais 
— Modificações da lei n. 11.719/08 se aplicam (arts. 395 a  397, CPP).
>> art. 514, CPP: aplica-se a todos os crimes funcionais próprios (arts. 312 a 326, CP + leis) afiançáveis
 > aplica-se somente ao funcionário público autor da infração.
 > se perde a função pública: remete-se para o procedimento comum.
 > Todos os crimes funcionais são afiançáveis (arts. 323 e 324, CPP)
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>> competência: não se aplica às ações penais originárias, que têm rito próprio (lei 8.038/90, art. 4º e lei 
8.658/93)(STF), e nem aos crimes conexos.
>> defesa preliminar:
 > feita no interesse da administração pública.
 > prazo: 15 dias.
>> existência de inquérito prévio: formalidade dispensável (arts. 513 e 514, CPP).
 > súmula 330, STJ: ausência não é causa de nulidade se ação está instruída com processo administrativo 
ou inquérito policial.
 > STF: afronta o princípio do contraditório e ampla defesa. (HC 95.969/SP, DJe 108, 12/06/09).
>> funcionário público em local incerto e não sabido: nomeia-se defensor dativo para apresentar defesa - 
necessidade de citação por edital.
>> porte de drogas para uso pessoal (art. 28): JECrim, sem imposição de prisão em flagrante (menor 
potencial ofensivo).
>> nas demais condutas criminosas: possibilidade de medidas protetivas a colaboradores e testemunhas.
>> fase investigatória: conclusão do IP em 30 dias (réu preso) e 90 dias (réu solto), duplicáveis mediante 
pedido fundamentado da autoridade policial ao juiz, ouvido o MP (art. 51).
>> prazo de 10 dias para o MP formar convencimento (réu solto ou preso) – oferecer denúncia, requerer 
arquivamento ou novas diligências (art. 54).
>> remessa dos autos a juízo sem prejuízo de diligências complementares (art. 52).
>> defesa prévia: por notificação, prazo de 10 dias (art. 55).
 > amplitude de arguição sobre matéria de defesa (documentos, justificações, exceções processuais, 
especificação de provas e rol de testemunhas), conforme o caso (art. 55, §1º).
 > único momento, sob pena de preclusão.
 > ausência de resposta no prazo: nomeação de defensor para fazê-la em 10 dias (art. 55, §3º).
 > apresentada a defesa: prazo de 5 dias para decisão judicial (art. 55, §4º).
>> Decisão judicial: rejeição liminar (art. 395, CPP), 
absolvição sumária (art. 397, CPP ) ou 
recebimento da denúncia (art. 56, LD)
>> recebimento da denúncia (art. 56):
 > marca-se AIJ, a ser realizada em 30 dias, 
exceto se solicitada avaliação para constatação 
de dependência química – 90 dias (art. 56, §2º).
 > ordenará a notificação pessoal do acusado.
 > requisição de laudos periciais .
 > crimes dos arts. 33, caput e §1º, 34 a 37: 
afastamento cautelar do denunciado, se for 
funcionário público.
>> inquirição de até 5 testemunhas para cada parte 
(art. 54, §1º).
>> debates orais: 20 min. + 10min. (art. 57, 
caput).
>> sentença de imediato ou em 10 dias, após o 
encerramento dos debates (art. 58, caput).
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>> destruição das substâncias apreendidas, preservando-se fração para contraprova, em caso de ausência 
de controvérsia sobre a natureza ou quantidade de substância, ou regularidade do laudo (arts. 55, §1º e 32, 
§1º).
>> perdimento do produto: bem ou produto apreendido, sequestrado ou declarado indisponível (arts. 60).
 > a constrição de bens que não seja criminoso, somente acontece neste procedimento.
>> procedimento aplicável aos crimes de competência originária do STF, STJ (lei n. 8.038/90), TRFs e TJs (lei 
n. 8.658/93 - acréscimo).
>> Regimentos internos dos tribunais podem regulamentar procedimento.
>> constituições estaduais podem regulamentar o foro por prerrogativa de função, desde que não colidam 
com preceitos da CF (s. 721, STF).
>> modificações da lei n. 11.719/08 se aplicam (art. 395 a 397, CPP), visto que se trata de procedimento em 
1º grau, e não em 1ª instância (art. 394, §4º, CPP).
>> não há modificação dos prazos.
>> fase investigatória tramita no tribunal: pedidos de prorrogação de prazo e de medidas cautelares são 
dirigidos ao relator.
>> instrução pode ser feita por carta de ordem.
>> testemunhas: até 8 (oito).
>> vista ao mp: somente se houver juntada de documentos.
 
>> Refere-se aos crimes de calúnia, injúria e 
difamação.
 > JECrim absorveu a competência – 
exceções: citação por edital; arguição de 
exceção da verdade; concurso de crimes em 
que a pena abstrata seja superior a 2 anos; 
complexidade da causa
>> possibilidade de reconciliação (art. 520, 
CPP):
 > audiência de conciliação: sem a presença 
dos advogados das partes e não é lavrado o 
termo da audiência.
 > rejeitada liminarmente a queixa pelo juiz: 
não haverá reconciliação.
 > não comparecimento do querelado: 
prosseguimento da ação.
 > não comparecimento do querelante: 
perempção.
 > havendo acordo: termo de desistência da ação (queixa arquivada).
 > audiência não designada: causa de nulidade da ação.
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 > não se aplica no caso de propositura da ação pelo MP (crime praticado contra funcionário público no 
exercício de suas funções – s. 714, STF).
>> exceção da verdade (art. 523, CPP): causa da exclusão da ilicitude da calúnia e da difamação contra 
funcionário público.
 > apresentação com a defesa preliminar pelo querelado, nos próprios autos.
 > contestação do querelante (excepto): em 2 dias e indicação de testemunhas.
 > arrolar até no máximo 8 testemunhas, contando-se com aquelas da defesa preliminar.
 > suspensão da ação penal até julgamento da exceção da verdade (questão prejudicial homogênea).
 > apresentação da exceção deve seguir critério de fixação de competência em razão da prerrogativa de 
função.
 
 
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	 2. PROVAS
- Conceito: Meios para obtenção de informações cuja finalidade é comprovar ou infirmar a veracidade de 
uma alegação – carácter retrospecto.
- Finalidade: Formação da convicção do juiz acerca dos elementos essenciais para o deslinde da causa – 
certeza jurídica – verdade processual (provada)
- Objeto da Prova: Questão duvidosa do processo, ainda que incontroversa.
- Princípios Constitucionais Relacionados
>> ampla defesa (art. 5º, LV, CF).
>> contraditório (art. 5º, LV, CF).
>> presunção do estado de inocência (in dubio pro reo - art. 5º, LVII, CF).
>> juiz natural (art. 5º, XXXVII, CF).
>> proibição das provas ilícitas (art. 5º, LVI, CF).
>> motivação das decisões judiciais (art. 93, IX, CF e 315, § 2º, CPP).
- Critérios Gerais sobre provas
>> autorresponsabilidade das partes: ônus.
>> audiência contraditória: prova x contraprova.
>> aquisição ou comunhão da prova: prova pertence ao processo (convicção judicial).
>> oralidade e concentração da prova.
>> identidade física do juiz (art. 399, CPP)
- Sistemas de apreciação de provas
>> prova legal (prova tarifada, verdade legal): valoração conforme a lei – hierarquia das provas. Ex.: 
comprovação de estado civil (art. 155, p. único CPP)
>> íntima convicção (certeza moral): valoração independente de fundamentação. Ex.: decisões do conselho 
de sentença do tribunal do júri.
>> convencimento motivado (persuasão racional – art. 155, caput, CPP c/c art. 93, IX, CF): escolha 
fundamentada da prova – regra geral.
  2.1. CONVENCIMENTO MOTIVADO (Arts. 155 a 156 CPP/1941)
>> possibilidade de utilização dos elementos de informação em cotejo com a prova (art. 155, CPP).
 > conceito de prova passa pelo crivo do contraditório
 > restrição à prova quanto ao estado das pessoas (lei civil)
 > impossibilidade de condenação somente com base em elementos colhidos em investigação – ver 
exceções
>> ônus da prova (art. 156,CPP): prova da alegação incumbe a quem a fizer.
 > distribuição das iniciativas probatórias (art. 373, CPC?) – incabível no processo penal
 > denúncia é proposta de trabalho baseada nos elementos de informação.
>> poderes instrutórios do juiz (art. 156, CPP)
 > atividade do juiz deve ser supletiva sobre o que já está provado (ônus de provar é das partes - art. 212, 
CPP).
 > possibilidade, de ofício, de produção de provas, antes mesmo da instauração da relação processual 
penal = procedimento judicialiforme: infração ao sistema acusatório.
—> incompatibilidade com a Lei n. 11.719/08.
—> ADIn n. 1570/DF (art. 3º, Lei n. 9.034/95, revogada)
—> possibilidade de produção de provas antecipadas somente mediante requerimento das partes.
—> Art. 3º-A, CPP: TF - interpretação conforme para autorizar o juiz a dirimir dúvida sobre ponto relevante 
no julgamento do mérito (ADIs 6298, 6299, 6300 e 6305)
  2.2. BUSCA E APREENSÃO (arts. 240 a 250, CPP/1941) 
>> natureza jurídica: medida cautelar de natureza probatória.
 > depende da urgência e necessidade.
>> excepcionalidade: inviolabilidade do domicílio; dignidade da pessoa humana; intimidade e vida privada; 
incolumidade física e moral do indivíduo.
>> apreensão: resultado da busca (lavratura de auto circunstanciado), com constrição do objeto ou pessoa.
>> busca pessoal (art. 244, CPP): independe de autorização judicial - basta a fundada suspeita; não é o 
mero tirocínio policial (aparência; nervosismo, etc)
>> Busca domiciliar (art. 240, CPP)
DECISÃO 
(STF) (...) A “fundada suspeita”, prevista no art. 244 do CPP, não pode fundar-se em parâmetros unicamente subjetivos, exigindo 
elementos concretos que indiquem a necessidade da revista, em face do constrangimento que causa. Ausência, no caso, de 
elementos dessa natureza, que não se pode ter por configurados na alegação de que trajava, o paciente, um “blusão” suscetível 
de esconder uma arma, sob risco de referendo a condutas arbitrárias ofensivas a direitos e garantias individuais e caracterizadoras 
de abuso de poder. (HC 81.305/GO. 1ª. T. Rel. Min. Ilmar Galvão. DJ 22/02/02, p. 35).
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 > Nunca determinada de ofício pelo juiz; sempre a requerimento das partes.
 > Mandado judicial: o mais preciso possível (art. 243, CPP) – deve ser evitada a “pescaria probatória” (STJ, 
RHC 165.982/PR), sob pena de não ser caracterizado o encontro fortuito de provas.
 > Respeito à inviolabilidade: ordem judicial fundamentada e circunstanciada, ou com autorização inequívoca 
do morador.
 > Uso de força e arrombamento: desobediência; ausência do morador ou de qualquer pessoa.
 > Inviolabilidade relativa do escritório de advocacia
 > Cumprimento de mandado de prisão não autoriza busca domiciliar
 2.3. RESTITUIÇÃO DAS COISAS APREENDIDAS (arts. 118 a 124, CPP)
- regra geral: restituição somente depois do trânsito em julgado da decisão com relação ao produto do crime
- exceção: art. 91, II, CP.
- tóxicos: depende de comprovação da licitude dos bens (art. 60 e ss. da Lei n. 11.343/06).
- bens adquiridos com proventos da infração: leilão (art. 121, CPP).
- armas: destruição (art. 25, Lei n. 10.826/03; Res. 134 CNJ).
- procedimento (quando é possível restituir, mesmo antes de terminada a ação penal):
>> autoridade policial ou juiz: termo nos autos.
>> direito duvidoso: pedido autuado em apartado, prazo de 5 dias para prova (somente juiz).
>> apreensão com terceiro de boa-fé: intimação deste e do reclamante, prazo de 2 dias. (STJ, RMS 20042/
AM)
>> MP será sempre ouvido.
>> dúvida quanto à propriedade: juízo cível.
>> coisas deterioráveis: leilão – dinheiro é depositado (art.120, §5º, CPP).
>> bens não reclamados: leilão – depósito judicial – perda em favor da União
>> recurso: apelação (art. 593, II, CPP).
 2.4. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA (lei n.9.296/96)
- necessário prévia autorização judicial
>> Requerimento: delegado ou MP
- não há limitação temporal quando comprovada a necessidade da medida (STF, HC 10.2601/MS)
- necessidade de especificação circunstanciada da conduta que se quer investigar.
- a prova não pode ser produzida por outros meios.
- crime punido com pena de reclusão.
- sob segredo de justiça.
- igual tratamento: quebra do sigilo dos dados telefônicos (STJ, HC 191.378/DF, DJe 05/12/2011).
- gravação ambiental: possível, sem necessidade de mandado judicial, e sem que o interlocutor tenha 
conhecimento (STF, RE-RG 583.937/RJ)
>> Lei 13.964/19 – art. 8º.-A: autorização judicial de captação ambiental, desde que: 
i) prova não possa ser obtida por outro meio; e 
ii) ii) indícios de autoria ou participação crimes PPL máx. > 4 anos ou conexas – 15 dias, renováveis
- STF: não há necessidade de transcrição de todas as conversas.
- é possível o uso da prova emprestada (uso de uma mesma interceptação em outro processo, mesmo que 
PAD – STF, RMS 30295 AgR/DF, 04.02.2019)
 2.5. PROVA ILÍCITA (art. 157, CPP)
DECISÃO 
Os guardas municipais "receberam denúncia anônima no sentido de que no endereço [...] estaria ocorrendo uma 
reunião de dirigentes do tráfico de drogas de Sertãozinho e que lá estaria guardada grande quantidade de drogas, 
razão pela qual se dirigiram ao local". Desempenhada atividade de investigação criminal pela guarda municipal, 
deflagrada mediante denúncia anônima, desbordante da situação de flagrância (art. 302 - CPP), o que não lhe 
compete (art. 144, § 8º - CF), deve ser reconhecida a ilegalidade por ilicitude da prova, mormente pelo ingresso no 
domicilio sem ordem judicial. Habeas corpus concedido para declarar ilegal a apreensão das drogas e, 
consequentemente, trancar a ação penal. (STJ, HC 667.461)
DECISÃO 
(STJ) O paciente, no exercício do cargo de Fiscal de Atividades Econômicas do Município do Rio de Janeiro, solicitou 
ao funcionário da empresa Midas Rio Convention Suítes a quantia de R$ 80.000,00, para regularizar supostas 
pendências. A gravação foi realizada por (...) funcionário da empresa e um dos interlocutores sob a supervisão de 
agentes da Delegacia Fazendária. É lícita a prova obtida mediante gravação ambiental realizada por um dos 
interlocutores sem o conhecimento dos demais. Precedentes.A jurisprudência desta Corte também é firme no sentido 
de que o fato de a polícia ter fornecido e instalado o equipamento utilizado na gravação não invalida a prova obtida. 
Agravo regimental não provido. (AgRg no HC n. 547.920/RJ, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, 
julgado em 13/9/2022, DJe de 19/9/2022.)
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- conceito legal: provas obtidas em violação a normas constitucionais ou legais.
>> prova ilícita: violação a regras de direito material.
>> prova ilegítima: violação a regras de direito processual.
- aplicação da teoria dos “frutos da árvore envenenada” (prova ilícita por derivação)
- exceções à ilicitude da prova (ausência do nexo de causalidade)
>> fonte independente/autônoma (independent source)
>> descoberta inevitável (inevitable discovery) ou encontro fortuito
>> absolvição do acusado (STF, HC 74.678)
- inutiliza-se a prova ilícita
>> impossibilidade de uso da prova ilícita não implica em sua destruição.
 > subversão do projeto de lei: guardar em cartório (segurança jurídica).
>> ideal: após trânsito em julgado da sentença de mérito (prova aquilatada na sentença).
>> imprescindibilidade (e não faculdade) de presença das partes.
>>Afastamento do juiz (§4º): STF julgou inconstitucional
- recurso cabível
>> RSE: analogia com art. 581, XVIII, CPP, decisão de incidente de falsidade (com efeito suspensivo); ou
>> apelação: decisão com força de definitiva (art. 593, II, CPP).
 2.6. PERÍCIA (arts. 158 a 184, CPP)
- conceito: prova baseada em conhecimentos técnicos não-jurídicos - realizada por experts.
>> perito: auxiliar da justiça; sujeito às mesmas regras de impedimento e suspeição (arts. 252 a 254, CPP) e 
falso testemunho (art. 342, CP).
>> deve ser necessária ao esclarecimento da verdade processual.
>> crimes que deixam vestígios(delicta facti permanentis).
>> não é absoluta (art. 182, CPP), embora, em determinados casos, seja fundamental.
>> determinação pelas autoridades policial, judiciária e ministerial – Art. 6º, I e VII, CPP. Exceção: exame de 
sanidade mental só pode ser determinado pela autoridade judiciária
- corpo de delito: conjunto de vestígios materiais deixados pela infração penal.
>> vestígio é todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, que se relaciona à 
infração penal (art. 158-A, §3º, CPP)
>> direto e indireto (art. 171, CPP).
- impossibilidade de elaboração de ECD direto ou indireto por haverem desaparecido os vestígios: prova 
testemunhal (art. 167, CPP).
>> exceção: confissão.
- ECD complementar (em caso de lesões corporais): art. 168, CPP.
- um só perito oficial (art. 159, CPP)
DECISÃO 
[...] a ilicitude da prova, por reverberação, alcança necessariamente aquelas dela derivadas (Teoria dos Frutos da 
Árvore Envenenada), salvo se não houver qualquer vínculo causal com a prova ilícita (Teoria da Fonte Independente) 
ou, mesmo que haja, seria produzida de qualquer modo, como resultado inevitável das atividades investigativas 
ordinárias e lícitas (Teoria da Descoberta Inevitável)” (EDcl no RHC n. 72.074/MG, Quinta Turma, Rel. Min. Ribeiro 
Dantas, DJe de 4/12/2017).
DECISÃO 
Se realizado em conformidade com o modelo legal (art. 226 do CPP), o reconhecimento pessoal é válido, sem, 
todavia, força probante absoluta, de sorte que não pode induzir, por si só, à certeza da autoria delitiva, em razão de 
sua fragilidade epistêmica. Se, todavia, tal prova for produzida em desacordo com o disposto no art. 226 do CPP, 
deverá ser considerada inválida, o que implica a impossibilidade de seu uso para lastrear juízo de certeza da autoria 
do crime, mesmo que de forma suplementar. [...] inválido o reconhecimento, não poderá ele servir nem para lastrear 
outras decisões, ainda que de menor rigor quanto ao standard probatório exigido, tais como a decretação de prisão 
preventiva, o recebimento de denúncia e a pronúncia (STJ, HC 712.781)
DECISÃO 
A alegação de que conversas telefônicas do paciente foram interceptadas sem autorização judicial vem isolada nos 
autos, havendo neles informação específica quanto à autorização da interceptação. [...] Demonstrado que o órgão da 
persecução penal obteve legitimamente novos elementos de informação a partir de fonte autônoma de prova - que 
não guarde qualquer relação de dependência nem decorra de prova originariamente ilícita, com essa não mantendo 
vinculação causal -, tais dados probatórios revelar-se-ão plenamente admissíveis, porque não contaminados pela 
mácula de eventual ilicitude originária. Conjunto probatório que, ademais, não se resume às evidências colhidas ao 
longo da interceptação telefônica. (STF,  HC 101584/SP, 1ª. T, Rel.Min. Dias Toffoli, DJE 10/5/11)
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>> possibilidade de nomeação de mais de um perito (perícia complexa –designação excepcional).
>> perito deve ter curso superior (Lei n. 12.030/09)
>> requisição ao órgão oficial (fungibilidade).
>> não havendo perito oficial: realizada por 2 pessoas idôneas, de preferência habilitadas na área específica.
>> as partes não intervirão na nomeação do perito (art. 276, CPP).
>> responsável, preferencialmente, pela coleta dos vestígios da infração e encaminhamento do material para 
a central de custódia (art. 158-C, CPP)
- possibilidade de quesitos (art. 159, §3º; e 176 CPP)
>> durante investigação preliminar: MP, ofendido, investigado.
>> durante instrução criminal: MP, querelante, acusado, assistente do MP.
- esclarecimentos sobre quesitos (art. 159, §5º, CPP)
>> em audiência ou laudo complementar.
>> intimação, com quesitos, com antecedência mínima de 10 dias.
- possibilidade de indicação de assistente técnico  (art. 159, §4º, CPP)
>> atua no interesse da parte.
>> somente durante a instrução criminal.
>> formulação de requerimento ao juiz para sua admissão no processo.
>> manifesta-se depois do perito oficial: intimação das partes sobre o laudo pericial.
>> mediante requerimento, material utilizado na perícia deve ser guardado para exame pelos assistentes 
técnicos (art 159, §6º, CPP).
- laudo pericial: documento em que o perito, após o ECD, apresenta suas conclusões.
>> descrição minuciosa, com resposta aos quesitos formulados.
>> prazo: 10 dias, prorrogáveis mediante pedido, em casos excepcionais  (art. 160, único, CPP).
>>inobservância de formalidades ou havendo omissão, obscuridade, contradição ou ambiguidade: 
esclarecimento (pode solicitar novo exame – art. 181, único, CPP).
>> valor probatório relativo do laudo pericial (art. 182, CPP).
 2.7. CADEIA DE CUSTÓDIA (arts. 158-A  a 158-F)
- conceito: conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica 
do vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, para rastrear sua posse e manuseio a partir de seu 
reconhecimento até o descarte.
- finalidades: assegurar a integridade dos elementos probatórios; preocupação com a rastreabilidade 
probatória (histórico cronológico); acreditação e confiabilidade
- lei da mesmidade: o mesmo que foi encontrado no local do crime é o mesmo que deve ser objeto de 
apreciação judicial
- início: preservação do local do crime ou outros procedimentos investigativos de detecção da existência de 
vestígios
- responsabilidade: agente público que reconhece elemento de prova como sendo essencial fica responsável 
pela sua preservação
- abrangência: validade da prova depende da documentação de todo o caminho percorrido pela prova
- fases (art. 158-B, CPP): reconhecimento, isolamento, fixação, coleta, acondicionamento, transporte, 
recebimento, processamento, armazenamento e descarte
- central de custódia: área de resguardo de vestígios
- violação da cadeia de custódia - posicionamentos:
>> inadmissibilidade probatória: prova ilegítima, como se prova ilícita fosse (art. 157, CPP)
>> atribuição de menor valor probatório
  2.8. CONFISSÃO DO ACUSADO (arts. 197 a 200 CPP/1941)
- imputado reconhece a responsabilidade pela veracidade dos fatos a ele dirigida.
- não é prova absoluta
>> depende de confirmação por outras provas (art. 197, CPP).
>> indisponibilidade de interesse público.
>> o acusado pode querer confessar para obter benefícios, ou para acobertar o verdadeiro criminoso.
- ato processual personalíssimo.
- deve ser tomada por termo nos autos, se ocorrida fora do interrogatório (art. 199, CPP)
- deve ser espontânea para ser verossímil.
- é retratável e divisível, sem prejuízo do livre convencimento do juiz (art. 200, CPP).
- o silêncio NÃO importa em confissão (art. 198, CPP, a contrario sensu): direito ao silêncio (art. 5º, LXIII, 
CF).
- colaboração premiada: é a confissão, feita pelo acusado, de fato criminoso e atribuição de prática de crime 
a terceiro.
>> legislação: Lei n. 8.072/90; Lei n. 12.850/13; Lei n. 9.807/99; Lei n. 8.137/90; art. 159, CP; Lei n. 
11.343/06 (art. 41); Lei n. 13.964/19
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>> não se confunde com a confissão espontânea (art. 65, III, “d”, CP).
>> possibilidade de acordos (acordos de leniência).
>> redução obrigatória da pena de 1/3 a 2/3, perdão judicial ou não oferecimento de denúncia.
>> confronto com outras provas.
>> delação deve ser efetiva.
>> falsa imputação: art. 339, CP; art. 19, Lei n. 12.850/13.
 2.8. OFENDIDO (arts. 201, CPP/1941)
- oitiva obrigatória, quando possível
- declarações do ofendido tem valor.
>> corroborar com outros elementos do processo.
>> crimes praticados na “clandestinidade”.
>> pode responder por denunciação caluniosa (art. 339, CP)
- participação indireta, mesmo não sendo assistente do MP (comunicação dos atos processuais).
>> ingresso e saída do acusado da prisão (provisória).
>> designação de data para audiência.
>> sentença e decisões colegiadas.
- comunicação por carta ou e-mail (opção do ofendido)
- espaço separado antes e durante a audiência.
- encaminhamento paraatendimento multidisciplinar (psicossocial, assistência jurídica e saúde).
- preservação da intimidade, honra e imagem do ofendido: possibilidade de segredo parcial de justiça.
  2.9. Casos Especiais (leis extravagantes)
- Lei Mariana Férrer (14.245/2021): proteção da integridade física e psicológica da vítima – evitar linguagem e 
utilização de documentos e fatos alheios ao caso que ofendam a sua dignidade (e de testemunhas
- Lei n. 13.431/2017: depoimento especial criança/adolescentes vítima de violência sexual
  2.10. TESTEMUNHAS (arts. 202 a 225, CPP/1941)
- características:
>> judicialidade: perante o juiz
>> objetividade (art. 213, CPP): evitam-se observações de ordem subjetiva, exceto quando necessárias.
>> pretensão de veracidade: compromisso de dizer a verdade
>> oralidade (art. 204, CPP) – exceções:
 > art. 221, §1º, CPP: Presidente, Vice-Presidente, Presidentes do STF, Senado Federal e Câmara dos 
Deputados.
 > mudo e surdo-mudo: respostas escritas; surdo: pergunta escrita e resposta oral.
- capacidade de testemunhar é ampla: necessidade de obtenção da verdade.
>> dever de comparecer, sob pena de desobediência, condução coercitiva e multa.
- compromisso de dizer a verdade, ainda que não tenha sido tomado o compromisso legal (art. 342, CP).
>> dispensados de depor e de dizer a verdade (art. 206, CPP - declarantes): laços afetivos, sanguíneos e 
familiares, sendo ouvidos como informantes do Juízo.
>> exceção: quando não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato e de suas 
circunstâncias.
>> também declarantes: doente mental e menor de 14 anos (art. 208, CPP)
- proibidos de depor (art. 207, CPP): dever profissional ou funcional de guardar segredo em virtude de 
norma.
>> se autorizados pelo interessado, poderão depor, sob compromisso legal, se quiserem (exceto advogado – 
art. 7º. XIX, EOAB).
- declarante ou informante: pessoa desobrigada ao compromisso de dizer a verdade.
- contradita aceita da testemunha não a isenta da obrigação de dizer a verdade.
>> exceções: arts. 207 e 208, CPP.
- a testemunha não é obrigada a comparecer a outra comarca para testemunhar.
>> carta precatória (art. 222, CPP): intimação da expedição.
>> carta precatória por videoconferência (art. 222, §3º, CPP)
- uso da videoconferência (art. 217, CPP) 
DECISÃO 
(STF) A partir do momento em que o Direito admite a figura da delação premiada como causa de diminuição de 
pena e como forma de buscar a eficácia do processo criminal, reconhece que o delator assume uma postura 
sobremodo incomum: afastar-se do próprio instinto de conservação ou autoacobertamento, tanto individual quanto 
familiar, sujeito que fica a retaliações de toda ordem. Daí porque, ao negar ao delator o exame do grau da relevância 
de sua colaboração ou mesmo criar outros injustificados embaraços para lhe sonegar a sanção premial da causa de 
diminuição da pena, o Estado-juiz assume perante ele conduta desleal. (HC 99.736/DF, Rel. Min. Ayres Britto, 1ª T., 
Julg. 27./04/10).
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>> a presença do acusado poderá causar humilhação, temor, ou sério constrangimento à testemunha ou ao 
ofendido, de modo que prejudique a veracidade do depoimento, em situação excepcional, retira-se a 
testemunha, e não o acusado.
>> impossibilidade da videoconferência: retirada do réu, prosseguindo na inquirição, com a presença do seu 
defensor.
>> decisão motivada, constando em termo.
- número de testemunhas diz respeito aos fatos imputados.
>> numerárias: indicadas na denúncia, queixa e defesa preliminar.
>> extranumerárias: determinada sua oitiva pelo juiz, vez que mencionadas em depoimentos das demais 
testemunhas.
- incomunicabilidade das testemunhas
- exame direto (inquirição por quem as arrolou) e cruzado (inquirição pela parte contrária): juiz decide sobre 
admissibilidade, perguntas inúteis, protelatórias etc.
  2.11. RECONHECIMENTO DE PESSOAS E COISAS (art. 226 a 228, CPP)
- procedimento tendente à identificação de:
>> pessoas que possam estar envolvidas no fato delituoso.
>> coisas, cuja prova da existência seja relevante para apuração da responsabilidade penal.
- procedimento (art. 226, CPP)
>> lavratura de auto pormenorizado.
>> descrição da pessoa ou coisa.
>> colocação da pessoa ou coisa a ser reconhecida ao lado de outras de semelhante aparência.
>> inquérito policial: reconhecedor deve ser colocado em sigilo.
>> reconhecimento por fotografia e vídeo (ver STJ HC 598.886).
  2.12. ACAREAÇÃO (arts. 229 a 230, CPP/1941)
- colocam-se duas ou mais pessoas frente a frente para dirimir dúvidas sobre pontos conflitantes.
- as pessoas a serem acareadas já devem ter sido ouvidas.
- poderá ser realizado de ofício ou a requerimento.
- poderão ser acareadas:
>> testemunha x testemunha.
>> testemunha x ofendido.
>> ofendido x ofendido.
>> acusado x acusado.
>> acusado x testemunha.
>> acusado: direito ao silêncio.
 2.13. PROVA DOCUMENTAL (arts. 231 a 238, CPP)
- noção flexível do conceito de documento: qualquer manifestação materializada de um fato em que seja 
possível a compreensão de seu conteúdo.
- importante: autenticidade e verdade.
- juntada aos autos em qualquer fase do processo (art. 231, CPP) e a possibilidade de impugnar. Exceções: 
arts. 157, 236 e 479, CPP.
- prova documental emprestada é possível, desde que não seja o único meio de convencimento e que tenha 
sido produzida sob o crivo do contraditório em outro processo (STF, HC 47.813/RJ)
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	 4. TEORIA DAS IRREGULARIDADES NO PROCESSO PENAL (NULIDADES)
 - Introdução
>> Tipicidade do ato processual:
 > preparação de um provimento final justo.
 > evita providências inúteis ou sem objetivo.
>> combate ao excessivo formalismo: forma deve conferir segurança jurídica aos sujeitos processuais e 
objetividade ao procedimento – devido processo legal.
>> atipicidade e ineficácia são conceitos que não tem, necessariamente, relação de causa e consequência:
 > ato irregular (stricto sensu): é atípico, porém eficaz.
 > ato irregular (grau máximo): é atípico e ineficaz.
 4.1. NULIDADES
- Conceito de nulidade 
>> sanção decretada pelo órgão jurisdicional em relação ao ato processual praticado com inobservância aos 
parâmetros normativos (irregularidades processuais), desde que fique caracterizado o prejuízo no contexto 
procedimental.
>> nulidade (nulificação) não é carência, qualidade ou característica do ato jurídico: é o reconhecimento da 
invalidade processual.
 > só existe depois de decretada judicialmente, com efeito ex tunc.
 > divisão entre nulidades relativas e absolutas deve ser pensada em termos de grau de violação à norma de 
natureza processual;
 - Sistema de nulidades
>> certeza legal: os casos de nulidade são numerus clausus.
>> global ou formal: todo e qualquer vício do ato leva à nulidade.
>> instrumentalidade das formas: o juiz tem o livre convencimento acerca da declaração de invalidade do 
ato, em razão dos interesses das partes no processo (art. 566, cpp).
>> sistema brasileiro: misto.
 > necessária análise da jurisprudência do STJ e STF.
 > paradigma: regularidade/irregularidade do ato processual
 4.2. IRREGULARIDAS PROCESSUAIS
 4.2.1. INEXISTÊNCIAS
- é o ato juridicamente inexistente ou ato ineficaz, que não reúne elementos necessários para existir como 
ato jurídico, por falta de preenchimento dos requisitos legais de existência (não-atos).
- independe de declaração pelo juiz.
- ausência de pressuposto processual de existência.
- exemplo: sentença sem assinatura do juiz; sentença de extinção de punibilidade baseada em certidão de 
óbito falsa.
- se o ato é inexistente, mas carece de declaração judicial sobre o vício, adquiriu relevância, produzindo 
efeitos.
 4.2.2. IRREGULARIDADE PROCESSUAL STRICTO SENSU
- ato que desatende às formalidades legais irrelevantes.
- interpretação do art. 564, IV, CPP (a contrario sensu).
- irregularidade leve (juridicamente irrelevante)
- características:
>> formalidadeestabelecida em norma infraconstitucional.
>> exigência irrelevante do ponto de vista processual.
>> não visa a garantir interesse de nenhuma das partes.
JURISPRUDÊNCIA 
FATO ATÍPICO, PORÉM EFICAZ
(STJ) Eventuais irregularidades ocorridas na fase inquisitorial não contaminam o desenvolvimento da ação 
penal [desde que não violem direitos do acusado], tendo em vista ser o inquérito policial peça meramente 
informativa e não probatória, que tem por finalidade fornecer ao Ministério Público ou ao ofendido, conforme a 
natureza da infração, os elementos necessários para a propositura da ação penal. (HC 132.946/SP, 6ª T., Re. Min. 
Convoc. C. Limongi, Dje 20/09/10).
DECISÃO 
(STF) O desfazimento da decisão que, admitindo por equívoco a morte do agente, declarou a punibilidade, não 
constitui ofensa à coisa julgada. (HC 60.095/RJ, Rel. Min. Rafael Mayer).
(STF) A jurisprudência da Suprema Corte orienta-se no sentido de que não se conhece de recurso sem a 
assinatura do advogado, por se tratar de ato juridicamente inexistente. (AI-AgR 623.884/SP, 1ª T., DJ 16/10/07).
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>> formalidade tem um fim em si mesma.
>> violação incapaz de gerar prejuízo.
>> ato atípico, porém eficaz.
 4.2.3. NULIDADE RELATIVA
- Demonstração do prejuízo (princípio do prejuízo – pas de nullité sans grief – art. 563, cpp)
- irregularidade no grau médio
- características:
>> formalidade: violação da norma infraconstitucional garantidora do interesse das partes.
>> arguição pela parte que entende estar prejudicada, que deve fazer prova do possível do prejuízo em 
tempo oportuno, sob pena de convalidação (arts. 571 e 572, cpp).
>> necessidade de pronunciamento judicial: enquanto não for declarada a nulidade, produzirá seus efeitos. 
Pode ocorrer convalidação, se não arguida em momento oportuno (art. 571, cpp).
- texto da exposição de motivos do cpp:
>> “se a parte interessada não argui a irregularidade ou com esta implicitamente se conforma, aceitando-lhe 
os efeitos, nada mais natural que se entenda haver renunciado ao direito de argui-la”.
 4.2.4. NULIDADE ABSOLUTA
- violação grave da lei, com repercussão constitucional.
- irregularidade grave (grau máximo)
- características:
>> ofensa a princípio constitucional: questão de ordem pública.
>> o prejuízo é evidente (e não presumido).
>> não preclui e não se convalida, com possibilidade de reconhecimento, ex officio, pelo juiz, mesmo após 
transitado em julgado e em qualquer grau de jurisdição. Exceção: absolvição do acusado (favor rei).
>> depende de pronunciamento judicial.
DECISÃO 
(STF) O fato de o Promotor de Justiça deixar de assinar o termo da audiência, longe de configurar qualquer hipótese 
de nulidade, caracteriza mera irregularidade processual, que não dá ensejo à invalidação formal do procedimento 
penal persecutório. (HC 70.231, 1ª T., DJ 30/01/03).
(STJ) O não atendimento das recomendações constantes da Resolução 59 do CNJ constitui irregularidade que não 
conduz ao reconhecimento de nulidade, uma vez atendidos os comandos da Lei 9.296/96. Não há que falar em 
cerceamento de defesa por ter o magistrado indeferido o pedido de acesso aos ofícios-resposta das operadoras de 
telefonia, por constituir mera irregularidade processual, não suscetível de ensejar a nulidade do processo. (AgRg no 
HC 308.345/RJ, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 01/12/2016, DJe 13/12/2016)
DECISÃO 
(STF) Nulidade do processo-crime não configurada, pois além de não ter sido demonstrado qualquer prejuízo advindo 
do exercício da defesa por advogado licenciado da Ordem dos Advogados do Brasil, o princípio da falta de 
interesse, tal como estabelecido no art. 565, primeira parte, do Código de Processo Penal, não admite a arguição 
da nulidade por quem tenha dado causa ou concorrido para a existência do vício. Precedentes. Habeas corpus 
denegado. (HC 99.457/RS, 1ª T., Rel. Min. C. Lúcia, Dje 04/06/10).
(STJ) A mera alegação de nulidade, sem qualquer demonstração de efetivo prejuízo, não enseja o provimento do 
recurso por contrariedade ao art. 212 do CPP, uma vez que [...] "não obstante a nova redação do art. 212 do CPP 
tenha estabelecido uma ordem de inquirição das testemunhas, a não observância dessa regra acarreta, no máximo, 
nulidade relativa. É necessária, ainda, a demonstração de efetivo prejuízo, por se tratar de mera inversão, visto que 
não foi suprimida do juiz a possibilidade de efetuar perguntas, ainda que subsidiariamente, para a busca da verdade” 
(REsp n. 1.580.497/AL, Quinta Turma, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, DJe de 10/10/2016).
DECISÃO 
(STJ) Tratando-se o paciente de prefeito municipal, que goza de foro por prerrogativa de função, e encaminhado o 
processo ao tribunal a quo após o deferimento de exceção de incompetência, impunha-se a renovação ou 
ratificação dos atos decisórios, sob pena de nulidade. No caso, diante da inobservância do rito previsto na Lei 
8.038/90, é de se reconhecer a nulidade absoluta do processo desde o início. (HC 86.837/RS. 6ª T., Rel. Min. Ma. 
Thereza R. A. Moura, Dje 04/08/08).
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 4.3. PRINCÍPIOS
  4.3.1. PRINCÍPIO DO PREJUÍZO
- previsto no art. 563, cpp: não se declara a irregularidade de um ato se da sua atipicidade não resultar 
prejuízo (pas de nullité sans grief).
>> exigência de comprovação do prejuízo.
>> relação de causalidade entre o ato imperfeito e o prejuízo alegado.
>> sem ofensa ao sentido teleológico da norma não há prejuízo.
>> aplicável à irregularidade média.
>> divergência doutrinária sobre a aplicação às irregularidades graves: o prejuízo é presumido por afrontar 
norma constitucional, pois se trata de interesse erga omnes e não somente o interesse das partes.
- o dano deve ser concreto e demonstrado:
>> demonstração efetuada por procedimento lógico: verifica-se se a perda da faculdade processual da parte 
ou o comprometimento dos elementos colocados à disposição do juiz na sentença tiveram influência no 
resultado final do processo.
 4.3.2. PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS
- previsto no art. 566, cpp: a forma não pode ser considerada como fim em si mesma. O processo não é um 
fim, mas o instrumento para realização do direito.
- art. 572, ii, cpp: inutilidade de formas sacramentais se o ato atingir o fim almejado.
>> súmula 366, stf: não é nula a citação por edital que indica o dispositivo da lei penal, embora não 
transcreva a denúncia ou queixa, ou não resuma os fatos em que se baseia.
- aplica-se somente às irregularidades médias e aos casos de irregularidade processual stricto sensu.
 4.3.3. PRINCÍPIO DA CAUSALIDADE OU DA SEQUENCIALIDADE
- previsto no art. 573, §1°, cpp:  irregularidade de um ato causará a irregularidade daqueles que dele 
decorrem ou dependam.
- art. 573, §2º, cpp: há a necessidade de declaração judicial.
- aplicável aos casos de irregularidades médias e graves.
 4.3.4. PRINCÍPIO DO INTERESSE
- previsto no art. 565, 2ª parte, cpp.
- somente a parte prejudicada poderá alegar a irregularidade.
- princípio universal: ninguém pode alegar a sua própria torpeza em seu benefício.
- falta de interesse processual na alegação da irregularidade.
- aplicação limitada na ação penal pública: o mp tem interesse na regularidade processual como custos 
legis, cabendo alegar irregularidades, até mesmo em benefício da defesa.
 4.3.5. PRINCÍPIO DA CONVALIDAÇÃO
- previsto no art. 572, i, cpp: as irregularidades se convalidam, se não forem arguidas em tempo oportuno.
- é aplicável somente às irregularidades médias.
>> stf: irregularidades graves se convalidam com o tempo
- cotejado com os princípios da celeridade e da economia processual.
- deve ser arguida a irregularidade em consonância aos arts. 571 e 569, cpp (leitura de acordo com a 
reforma do cpp).
(STJ) No caso, diante da informação do mesmo endereço constante dos autos pelo TRE, ao qual o réu não foi 
localizado e, ainda, ignorada outra localização pela justiça, não se pode vislumbrara nulidade da citação por edital, 
que foi feita de acordo com os ditames legais. Súmula 523 do STF. Não se verifica qualquer prejuízo à defesa do 
recorrente, porquanto houve nomeação de defensor dativo para atuar no feito, tendo este comparecido nas 
audiências de antecipação de provas. (AgRg no AREsp 1820504/GO, Rel. Ministro JOEL ILAN PACIORNIK, QUINTA 
TURMA, julgado em 23/11/2021, DJe 26/11/2021)
DECISÃO 
DECISÃO 
(STJ) A realização do interrogatório por meio de videoconferência, antes da vigência da Lei n.º 11.900/2009, se 
consubstancia em nulidade absoluta, porque viola os princípios constitucionais do devido processo legal, restringindo 
a amplitude de defesa do acusado, ao mitigar seu direito de estar presente à audiência. O Recorrente não possui 
interesse no reconhecimento de nulidade absoluta do processo, a partir do interrogatório realizado por 
videoconferência, pois o referido ato foi refeito, na presença física do magistrado, por ocasião da audiência de 
instrução e julgamento. (RHC 26.513/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 22/02/2011, DJe 
14/03/2011)
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 4.3.6. PRINCÍPIO DA NÃO PRECLUSÃO
- irregularidades que afetem normas de natureza constitucional não se convalidam.
- podem ser reconhecidas ex officio pelo juiz.
- a cf prevê casos de sanção de nulidade em razão de desobediência à tipicidade processual: o devido 
processo legal é o parâmetro.
- súmula 160, stf: se não há nulidade não arguida contra o réu no recurso da acusação, não pode o tribunal 
reconhecê-la ex officio, exceto nos casos de recurso ex officio (reo). Exceção: incompetência absoluta do 
juízo.
DECISÃO 
(STF) A ausência de reclamação ou de protesto torna preclusa a faculdade processual de a parte arguir qualquer 
nulidade eventualmente ocorrida. O silêncio da parte tem efeito convalidador dos vícios acaso verificados durante o 
julgamento, ressalvados os defeitos e irregularidades, que, por sua seriedade e gravidade, hajam induzido os jurados 
a erro, dúvida, incerteza ou perplexidade sobre o fato objeto de sua apreciação decisória. Os protestos das partes – 
Ministério Público e acusado – não se presumem. A falta de protesto em tempo oportuno opera a preclusão de 
sua faculdade jurídica de reclamar contra eventuais erros ou defeitos ocorridos ao longo do julgamento. (HC 83.107/
RJ, DJ 11/03/05, p. 43).
(STJ) Embora a intimação da Procuradoria de Assistência Judiciária sobre a data do julgamento da apelação tenha se 
dado por meio de Imprensa Oficial, o certo é que, posteriormente, a defensora tomou ciência pessoal do acórdão, 
sem interpor qualquer recurso, somente vindo a ser arguída a referida nulidade treze anos após o trânsito em 
julgado do acórdão da apelação, o que enseja o reconhecimento da preclusão da matéria. (HC 189.230/SP, 5ª T., 
DJe 27/09/11).
DECISÃO 
(STJ) Nos termos da Súmula 156/STF, a ausência de análise pelo Tribunal do Júri de quesito considerado obrigatório 
para a defesa constitui nulidade absoluta, cujo transcurso de tempo não tem o condão de convalidar o vício 
apontado. No caso, tendo o Tribunal Popular omitido a análise de quesito inerente à existência de circunstância 
privilegiadora do crime de homicídio, a qual uma vez acolhida, imporia situação mais benéfica ao réu, diante da 
natureza absoluta do apontado vício, descabe reconhecer a incidência da preclusão pela ausência de manifestação 
da defesa em momento oportuno. (AgRg no REsp 1694777/SE, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, 
julgado em 18/09/2018, DJe 26/09/2018)
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	 5. ATOS JUDICIAIS
- ato judicial é espécie de ato processual.
- Classificação (varia de acordo com o doutrinador - art. 593, II c/c art. 800, CPP):
>> despachos
>> decisões interlocutórias:
 > simples
 > mistas
—> terminativas
—> não terminativas
>> decisões com força de definitivas (art. 593, II, CPP).
>> decisões definitivas (sentenças).
- depende da organização recursal
 5.1. DESPACHO
- atos judiciais de impulso processual, realizados de ofício ou a requerimento da parte.
- questões de mero expediente.
- art. 162, §4º, CPC: prática de atos ordinatórios independentemente de despacho judicial. ex.: vista às 
partes, juntada de documentos etc.
- prazo: 24 horas (art. 800, III, CPP).
- em regra, não comportam impugnação (art. 504, CPC). Exceção: possibilidade de reclamação ou correição 
parcial na hipótese de inversão tumultuária do processo.
 5.2. DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS
- decisões proferidas no curso do processo que se referem apenas a questões processuais.
- interlocutória simples: incidentes que não extinguem o processo.
>> exemplos: decisão que recebe denúncia ou queixa; indeferimento da habilitação de assistente do MP; 
decisão que julga a exceção de incompetência - prazo: 5 dias (art. 800, II, CPP) - em regra: irrecorrível, 
porém impugnável por MS ou HC.
- interlocutória mista: encerra a relação processual (terminativa) ou uma fase procedimental determinada (não 
terminativa), sem julgar o mérito.
>> exemplos: pronúncia; impronúncia; rejeição liminar da acusação - prazo: 10 dias (art. 800, I, CPP) - 
recorríveis: RESE (pronúncia; rejeição acusação) ou apelação (impronúncia).
 5.3. DECISÕES COM FORÇA DE DEFINITIVA
- decisões que encerram o procedimento incidente, com julgamento do mérito do incidente processual.
>> exemplos: decisões nos procedimentos de restituição de coisa apreendida; cancelamento de hipoteca e 
levantamento de sequestro - não estão arroladas no art. 581, CPP (RSE) - regra geral: impugnação por 
apelação (art. 593, II, CPP), se decididas em primeira instância.
>> (STJ) (...) Decisões com força de definitiva, por sua vez, são aquelas que solucionam procedimentos ou 
processos incidentes, tais como as que resolvem medidas cautelares ou o procedimento incidental de 
resolução de coisas apreendidas (...) Dessa leitura, depreende-se que o rol de casos em que é admitido o 
recurso de apelação é taxativo, (...). (Ag 644198/DF).
 5.4. SENTENÇA
- julga o mérito da pretensão penal, produzindo coisa julgada material: decisão resolutiva de mérito
>> limites objetivos: conduta e circunstâncias
>> limites subjetivos: pessoalidade da pena (art. 5°, XLV, CF)
>> vinculação ao art. 41, CPP – conteúdo da denúncia/queixa
- princípio da correlação entre acusação e sentença: no processo penal, o acusado se defende dos fatos 
delituosos (causa petendi), e não da mera capitulação legal da infração penal
 5.4.1. CLASSIFICAÇÃO DAS SENTENÇAS
- condenatórias: acolhem a pretensão punitiva estatal
>> própria.
>> imprópria: decisão que homologa a transação penal ou o ANPP
- absolutórias: não acolhem a pretensão punitiva estatal.
>> própria: julga improcedente o pedido condenatório (art. 386, CPP).
>> imprópria: decisão que impõe medida de segurança ao inimputável (art. 386, p. único, III, CPP).
DECISÃO 
(STJ) (...) A análise das provas não pode ser minuciosa a ponto de influir no ânimo dos jurados, haja vista que a 
pronúncia é decisão interlocutória mista não terminativa, que não se destina a apreciar o mérito. (...) os 
elementos probatórios coligidos aos autos trazem indícios suficientes de autoria, que autorizam o decreto de 
pronúncia. Vale dizer, que é descabido, no presente momento processual, a valoração subjetiva da prova, impondo-se 
ao Tribunal do Júri, juiz natural dos crimes dolosos contra a vida, sopesar e analisar o conjunto probatório. (...) (HC 
213.651, Pub. 13/09/2011).
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>> absolvição sumária (arts. 397 e 415, CPP).
 5.4.2. REQUISITOS DA SENTENÇA
- art. 381, CPP.
- relatório: narração circunstanciada do procedimento.        
>> dispensável no procedimento sumaríssimo (JECRIM).
- motivação: indicação dos motivos de fato e de direito em que se funda a decisão.
>> livre convencimento motivado.
>> apreciação de todas as provas e argumentações.
>> garantia das partes e da legalidade da decisão.
>> não pode ser per relationem.
- dispositivo: declaração de improcedência/procedência(parcial ou total) da acusação.
>> indicação do tipo penal, das penas e dos efeitos extrapenais (sentença condenatória).
>> indicação do dispositivo do art. 386 do CP (sentença absolutória)
- ndenização: valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração (art. 387, IV, CPP) – sentença 
condenatória
- parte autenticativa: lugar, data e assinatura do juiz.
 5.4.3. PARTICULARIDADES DA SENTENÇA CONDENATÓRIA
- o pedido de absolvição feito pelo MP não vincula o juiz (art. 385, CPP)
>> crítica: violação ao sistema acusatório
- o juiz decidirá sobre:
>> agravantes, atenuantes e causas de diminuição de pena, mesmo se não alegadas (art. 387, I, CPP).
>> reincidência: situação jurídica.
>> imposição ou manutenção de prisão preventiva ou outra medida cautelar (art. 387, § 1º., CPP).
 5.5. AÇÃO CIVIL EX DELICTO
- procedimento judicial voltado à recomposição do dano civil causado pelo crime.
- adotado pelo Brasil: sistema de independência relativa ou mitigada, (art. 64, p.único, CPP).
- constitui título executivo judicial (art. 475-N, II, CPC).
- objeto: recomposição patrimonial ou pecuniária (natureza econômica) e reparação civil do ilícito (patrimônio 
moral).
- legitimação: ofendido e herdeiros (art. 63, CPP)
>> legitimidade do MP (art. 68, CPP): inconstitucionalidade progressiva (STF, RE 135.328-7).
- eficácia preclusiva subordinante (art. 935, CC).
- sentença absolutória faz coisa julgada no juízo cível quando reconhecer qualquer das excludentes de 
ilicitude (art. 65, CPP).
- procedimento: execução da sentença e na ação de conhecimento (título executivo judicial).
- Revisão criminal e ação civil ex delicto: efeitos
 5.6. SENTENÇA ABSOLUTÓRIA
- art. 386, CPP: mesmos requisitos da sentença condenatória, exceto indenização.
>> dispositivo: absolvição em razão de um dos incisos.
>> reflexos cíveis: impedimento da ação civil ex delicto:
 > inexistência do fato – inciso I.
 > inexistência de autoria – inciso IV.
 > excludentes de ilicitude (em parte) – inciso V.
- o acusado preso deverá ser solto.
- imposição de medida de segurança: absolutória imprópria.
- possibilidade de recurso para mudar inciso que fundamenta a absolvição.
 5.7. INTIMAÇÃO DA SENTENÇA (art. 392, CPP)
- publicação: entrega da sentença pelo juiz nas mãos do escrivão.
- interrupção do prazo prescricional (art. 117, IV, CP).
DECISÃO 
(STJ) A jurisprudência desta Corte tem entendimento firmado no sentido de que em se tratando de ação civil ex 
delicto, com o objetivo de reparação de danos, o termo a quo para ajuizamento da ação somente começa a fluir a 
partir do trânsito em julgado da ação penal. (AgRg no Ag 951.232/RN, DJe 05/09/08).
JURISPRUDÊNCIA 
(TJ/SC) Sentença absolutória com fundamento no art. 386, VII, do CPP. Recurso da defesa. Pleito pela alteração da 
fundamentação da absolvição, por entender estar provado que o acusado não concorreu para prática do delito 
(inciso IV do art. 386 do CPP). Absolvição do réu que se impõe, entretanto, com base no inciso IV do art. 386 do CPP. 
Sentença reformada. Recurso conhecido e provido. (AC 741945/C 2009.074194-5, julg. 12/09/2011).
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- intimação: acusado e defensor.
>> dupla intimação (sentença condenatória e absolutória imprópria);
>> possibilidade de ser realizada por edital ou por hora certa (acusado);
>> MP intimado pessoalmente (art. 390, CPP), defensores público e constituído.
- prazos recursais têm início a partir da data da última intimação realizada.
>> súmula 710, STF: contagem dos prazos a partir da intimação.
 5.8. EMENDATIO LIBELLI
- art. 383, CPP.
- princípios da iura novit curia e correlação entre acusação e sentença.
- adequação do fato à norma (narra mihi factum dabo tibi ius).
>> o juiz não está vinculado à definição jurídica do fato narrado na peça inicial (art. 41, CPP).
>> a tipificação é corrigida, ainda que resulte pena mais grave, mas o fato é o mesmo.
>> feita de ofício a qualquer tempo antes da sentença, ou na sentença.
>> efeitos processuais: prisão, fiança, liberdade provisória etc.
- possíveis consequências:
>> sursis processual (art. 383, §1o, CPP)
>> desclassificação da infração – competência de outro juízo (art. 383, §2o, CPP)
- vedação da emendatio em órgão de 2º grau, quando haja recurso exclusivo da defesa: proibição da 
reformatio in pejus.
>> correção feita pelo Tribunal não pode resultar em aplicação de pena mais grave  (art. 617, CPP).
 5.9. MUTATIO LIBELLI
- nova definição do fato narrado na petição inicial, com sua decorrente alteração, em razão de existência nos 
autos de novas provas de circunstância elementar não contida na acusação em ação penal pública, após 
encerramento da AIJ (art. 384, CPP).
>> iniciativa postulatória do juiz – se MP não fizer, aplica-se art. 28, CPP.
>> antecipação do convencimento judicial, em razão de exame de prova
>> formação adequada da coisa julgada: impede julgamento ultra, citra ou extra petita.
>> somente em primeira instância (S. 453, STF)
- Procedimento
>> encerrada a AIJ, intimação do MP para modificar a denúncia em 5 dias, podendo ser reduzida a termo, se 
feita oralmente.
>> oitiva do defensor, também no prazo de 5 dias, podendo arrolar até 3 testemunhas.
>> se deferida a mutatio libelli, a requerimento de qualquer das partes, o juiz designará nova AIJ, com 
inquirição de testemunhas, interrogatório do acusado e realização de debates e julgamento.
>> recusa do MP em realizar mutatio libelli: 
art. 28, CPP.
>> mutatio libelli não recebida: processo 
prossegue.
- possíveis consequências:
>> sursis processual
>> desclassificação da infração – 
competência de outro juízo
- diferença entre mutatio e aditamento:
>> mutatio libelli: alteração da acusação 
(mantido o núcleo da conduta), e não nova 
imputação, em razão de circunstância 
elementar; realizado na fase decisória.
>> aditamento: nova imputação, em razão 
de fato novo; realizado  a qualquer 
momento; sujeito à prescrição.
 
 
DECISÃO 
(STF) Dá-se mutatio libelli sempre que, durante a instrução criminal, restar evidenciada a prática de ilícitos cujos 
dados elementares do tipo não foram descritos, nem sequer de modo implícito, na peça de denúncia. (...) Verifica-se 
emendatio libelli nos casos em que os fatos descritos na denúncia são iguais aos considerados na sentença, 
diferindo, apenas, a qualificação jurídica sobre eles incidente. Ocorrendo emendatio libelli, não há que se cogitar de 
nova abertura de vista à defesa, pois o réu deve se defender dos fatos que lhe são imputados, e não das respectivas 
definições jurídicas. (Pleno. DJ 18/08/06, p. 19).
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	 6. DOS RECURSOS
- Providencia utilizável no curso do processo e dentro da mesma relação processual, nos prazos, nas 
condições e nos casos estabelecidos por lei, imposta ao juiz ou concedida à parte prejudicada por uma 
decisão judicial ainda não transitada em julgado, provocando ou seu reexame na mesma ou na instância 
superior, tendo em vista sua correção, confirmação, modificação, ou esclarecimento.
- Princípios  Constitucionais
>> Duplo grau de jurisdição (Arts. 92 a 130, CF)
 > Princípio não absoluto. Ex: decisões de orgãos colegiados de 2a instância e tribunais superiores
 > Princípio positivado na CADH (Art. 8o, 2, h)
 > Equilíbrio entre os princípios da certeza e segurança jurídica

 > A restrição do número de recursos não veda a utilização de outros meios impugnativos
>> Juiz natural (art. 5o, XXXVII e LXIII, CF): recurso como desdobramento do direito de ação e de defesa
>> Contraditório e ampla defesa (Art. 5o, LV, CF) Duração razoável do processo (Art. 5o, LXXVIII, CF)
- Natureza Jurídica dos Recursos
>> Modalidade do direito à prestação jurisdicional
 > Tem como principais fundamentos o direito de ação (Ministério Público/ querelante) e o direito de defesa 
(réu/querelado)
 > Outros fundamentos a serem apontados incluem: a necessidade psicológica do vencido, a falibilidade 
humana, a exigência de clareza e integridade dasdecisões judiciais e a integridade e uniformidade do direito 
federal 
 > Diferentemente dos recursos, as ações autônomas de impugnação (habeas corpus, revisão criminal e 
mandado de segurança criminal) inauguram uma relação jurídica diferente, com nova causa de pedir.
- Críticas
>> Ausência de elementos que garantem a superioridade técnica da decisão de 2º grau
>> Demora processual
>> Instabilidade social pela incerteza da aplicação do direito
 6.1. A VOLUNTARIEDADE E A REMESSA OBRIGATÓRIA
- Voluntariedade: como regra, a interposição do recurso depende da iniciativa da parte
>> Exceção: Súmula 705 do STF
- Remessa obrigatória: decisões judiciais que a lei sujeita ao reexameobrigatóriopeloórgãojudiciáriosuperior 
(Art.574,CPP)
>> Tido como condição para o trânsito em julgado, parte da doutrina entende que sua aplicação seria 
inconcebível face a um sistema acusatório
>> As hipóteses contidas no art. 574, inc. I (sentença concessiva de HC), art. 746 (decisão concessiva de 
reabilitação) e art. 7o da Lei no 1.521/1951 (decisão absolutória e de arquivamento de IP no âmbitos dos 
crimes contra a economia popular
>> A hipótese contida no art. 574, inc. II foi tacitamente revogada pela lei 11.689/2008 (STJ, HC 141887)
>> Súmula 423 do STF
 6.2. PRINCÍPIOS RECURSAIS
- Taxatividade: a lei disporá sobre as hipóteses de cabimento e os recursos disponíveis
>> Possibilidade de uso de aplicação analógica (Art. 3o, CPP). 
 > Ex:embargos declaratórios opostos contra decisão interlocutória
- Tempestividade: a interposição do recurso deverá ser feita no prazo previsto em lei, sob pena de preclusão 
temporal
- Unirrecorribilidade: é vedada a interposição simultânea de mais de um. Recurso contra a mesma decisão.
>> Ex: Art. 593, §4o, CPP: Quando cabível a apelação, não poderá ser usado o recurso em sentido estrito, 
ainda que somente de parte da decisão se recorra
>> Exceção: Decisões objetivamente complexas
- Fungibilidade: possibilidade de substituição de um recurso equivocadamente interposto, desde que não 
haja má-fé, erro grosseiro (ausência de controvérsia doutrinária e jurisprudencial) e feita no prazo do recurso 
correto.
>> Art. 579, caput e parágrafo único
>> STJ, AgInt no REsp n. 1.532.852/MG, DJe de 22/6/2016
- Disponibilidade: em regra, o recorrente tem a faculdade de interpor o recurso (Art. 574. CPP)
>> Exceção: Art. 576, CPP e súmula 705 do STF
- Dialeticidade: necessidade de fundamentação dos recursos voluntários como forma de garantir o 
contraditório em grau de recurso
- Personalidade: decorrente da sucumbência, o recurso somente pode beneficiar a parte recorrente
>> Vedação à reformatio in pejus como decorrente do princípio da personalidade 
 > Como consectário lógico do princípio da personalidade, o réu não pode ter sua situação piorada por 
recurso exclusivamente interposto pela defesa 
 > Exceção: Art. 580 e o concurso de agentes
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 6.3. EFEITOS RECURSAIS
- Efeito devolutivo: devolve ao órgão de 2o grau o pode de decidir questões já debatidas em 1o grau (efeito 
automático)
>> Jecrim: turmas recursais de 1o grau
>> Apelação pro reo: devolutividade ampla
- Efeito suspensivo: impede a produção de efeitos da decisão (deve ser expresso
>> Execução provisória da pena: ADCs 43, 44, 54
- Efeito extensivo (Art. 580, CPP): trata-se da extensão dos efeitos decorrentes de decisão recursal que 
beneficia os demais agentes em concurso, se o fundamento for de ordem objetiva
- Efeito regressivo: trata-se da possibilidade do juízo a quo realizar o juízo de retratação em sede de 
embargos declaratórios ou RESE.
 6.4. CONDIÇÕES RECURSAIS
- Cabimento ou possibilidade jurídica: recurso deve estar previsto em lei (taxatividade).
- Interesse: surge da sucumbência (não atendimento a uma expectativa juridicamente possível).
>> Pressuposto fundamental de qualquer recurso.
- Adequação: para cada decisão a lei prevê um recurso adequado (unirrecorribilidade).
- Legitimidade: interposto pelo mp, querelante, réu (art. 577, CPP) e  assistente (art. 271, caput, CPP).
>> MP não pode desistir do recurso por ele interposto (art. 576, cpp).
 6.5. PRESSUPOSTOS RECURSAIS
- Tempestividade: o recurso deve ser interposto dentro do lapso temporal previsto em lei para cada espécie 
recursal.
- Regularidade/formalidade: recurso interposto por petição ou termo (art. 578, cpp).
>> termo: recurso é feito oralmente e reduz-se a escrito (apelação, RESE, embargos declaratórios), ou por 
cota nos autos.
>> demais recursos: petição, tão somente.
- Motivação: todos os recursos voluntários devem ser fundamentados (dialeticidade).
- Inexistência de fato impeditivo
>> Na renúncia, prevalece a vontade do defensor - Súmula 705 do STF
>> Súmulas vinculantes e recursos repetitivos
- Inexistência de fato extintivo
>> Desistência do recurso: manifestação de vontade expressa do recorrente.
>> Defensor deve ter poderes especiais para desistir.

>> O MP não pode desistir do recurso por ele interposto (art. 576, CPP).
- Deserção
>> Falta de pagamento do preparo recursal.
>> Ação penal privada (art. 806, cpp).
 6.6. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E DE MÉRITO
- O exame da existência do recurso precede ao 
e x a m e d o p e d i d o ( m é r i t o ) d o re c u r s o : 
conhecimento/provimento
- Juízo de admissibilidade (prelibação): exame dos 
pressupostos recursais e condições recursais 
(conhecimento ou não conhecimento do recurso)
- Juízo de mérito (delibação): exame do mérito 
recursal (uma vez conhecido, poderá ser provido no 
todo ou em parte ou não provido
- Exame dos pressupostos e condições pelo juízo a 
quo é provisório e não vincula o reexame pelo juízo 
ad quem.
>> Exceção: não conhecimento do recurso
 6.7. ESPÉCIES RECURSAIS
- Em primeira instância
>> Apelação
>> Recurso em Sentido Estrito (RESE)
>> Carta Testemunhável
>> Agravo (em execução ou de execução)
- Em segunda instância
>> Embargos infringentes e de nulidade
- STJe STF
>> Recurso ordinário constitucional (ROC)
- Em qualquer instância
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>> Embargos declaratórios
 6.7.1. EMBARGOS DECLARATÓRIOS
- Hipótese de cabimento: consiste em um meio de impugnação contra decisões ambíguas, obscuras, 
contraditórias e omissas
- Fundamento legal: Arts. 382 (contra decisão do juiz de 1o grau) e 619 (contra acórdãos proferidos por 
tribunais ou turmas recursais), ambos do CPP
- Natureza jurídica: recurso (divergências doutrinárias)
- Prazo para interposição: 2 dias, contados da data da intimação da sentença ou do acórdão
>> JECRIM: 5 dias (Art. 83, §1o, lei 9.099/95)
- Legitimidade: acusação e defesa
- Forma: apresentação dos fundamentos mediante petição escrita pelo legitimado
>> Embargante deverá fundamentar o pedido de declaração.
>> Embargos orais: jecrim; sentença oral – reduz-se a termo.
- Efeitos: devolutivo e suspensivo
>> A devolução será feito ao mesmo órgão que prolatou a sentença ou acórdão embargado
>> Interrupção do prazo de interposição dos demais recursos, se tempestivo e não protelatórios (AgRg no 
AREsp 1870916 / PR, Rel. Min. SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, T6, j. 03/05/2022)
 6.7.2. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (RESE)
- Conceito: o RESE é o recurso previsto contra decisões terminativas e decisões interlocutórias, constituindo 
exceção ao princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias
- Hipóteses:
>> Pro et contra: cabível em ambas as situações inversas de sucumbência – exemplo: concessão ou 
denegação de liberdade provisória com fiança (art. 581, V, CPP).
>> Secundum eventum litis: cabível em apenas em uma das situações de sucumbência – exemplo: 
pronúncia (art. 581, IV, CPP)..
>> Agravo (197, lep): art. 581, incisos, XI (parcial), XII, XVII, XIX ao XXIII.
>> Inciso XXIV: revogação tácita (art. 51, CP).
>> Inciso XXV: recusa a homologação de ANPP (Incluído pelo Pacote Anticrime)
- Prazo de interposição: 5 dias, a contar da intimação perante o juízo recorrido (art. 586, CPP).
>> Prazo para razões e contrarrazões:2 dias (art. 588, CPP).
>> Art. 581, XIV, CPP: 20 dias para impugnar a lista de jurados. O recurso deverá ser endereçado ao 
presidente do tribunal de justiça.
- Forma de interposição: petição ou termo (Art. 578,CPP).
- Efeitos:
>> Suspensivo: Nas hipóteses contidas no Art. 584 do CPP. 
>> Devolutivo: Sempre.
- Processamento do recurso:
>> Art. 583, CPP: mesmos autos – inciso III é genérico.
>> Na decisão de pronúncia (art. 583, único): a intimação faz correr prazo separadamente, havendo mais de 
um acusado.

>> Por instrumento: traslado das peças principais do processo, indicadas pela parte (art. 587, cpp) – feito 
pelo escrivão.
>> Art. 588, CPP: prazo de 2 dias para oferecimento das razões, mediante intimação da parte contrária. É 
facultado ao recorrente oferecer as razões junto com a petição ou termo de interposição.
>> Parte contrária é intimada para oferecer contrarrazões.
- Com a resposta do recorrido ou não, o juiz procederá ao juízo de retratação, na forma do art. 589 do CPP 
>> Juiz se retrata (art. 589, único, cpp): parte prejudicada, por simples petição, sem arrazoado, no prazo de 
5 dias, pode recorrer, se o recurso for cabível (hipóteses pro et contra: art. 581, cpp).
>> Juiz não se retrata: recurso enviado ao tribuna.
 6.7.3. APELAÇÃO
- Conceito: Recurso interponível das sentenças (absolutórias ou condenatórias – art. 593, I e III, CPP) ou das 
decisões definitivas de mérito (art. 593, II, CPP) não transitadas em julgado
- Características:
>> Recurso amplo: reexame pleno da matéria impugnada (exceção: decisões do júri).
>> Não há possibilidade de se rediscutir o que não foi debatido em 1ª instância (exceção: nulidades 
absolutas em favor do acusado).
- Adequação: art. 593, CPP; 397 c/c 416, CPP (casos de absolvição sumária).
>> Tribunal do júri: fundamentação vinculada (art. 593, III, CPP).
>> Petição ou termo nos autos (art. 578, CPP)
- Tempestividade: prazo de 5 dias para interposição do recurso (Art. 593, CPP)
>> Prazo peremptório
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>> Prazo em dobro para a Defensoria Pública
>> A apresentação de razões e contrarrazões terão o prazo de 8 dias (Art. 600, CPP)
>> Prazo para o Jecrim: 10 dias (Art. 82, §1o, lei 9.099/95)

>> Em caso de assistente (Art. 598): 5 dias (habilitado) ou 15 dias e sem efeito suspensivo (não habilitado)
>> Possibilidade de apresentar razões no tribunal de apelação, mediante solicitação (art. 600, § 4o, CPP)
>> O prazo será comum se houver mais de um apelante/apelado (art. 600, § 3o, CPP)
- Forma: mediante petição ou por termo nos autos (Art. 578, CPP)
>> Jecrim: petição devidamente arrazoada
- Súmula 708-STF: É nulo o julgamento da apelação se, após a manifestação nos autos da renúncia do único 
defensor, o réu não foi previamente intimado para constituir outro
- Inexistência de fato impeditivo:
>> Não recolhimento do réu à prisão não pode vedar conhecimento do recurso (art. 387, § 1o., CPP;)
>> Apelação fundamentada no julgamento pelos jurados em total contradição à prova dos autos: uma só vez 
(art. 593, § 3o, CPP)
- Inexistência de fato extintivo:
>> Desistência do recurso
>> Deserção
- Recurso da decisão que denega a apelação ou a julga deserta: RESE (art. 581, XV, CPP)
- Legitimidade:
>> Acusado:
 > Sentença condenatória
 > Sentença absolutória (art. 386, CPP): modificar a motivação da sentença.
>> Ministério Público:
 > Sentença absolutória (parte), exceto na ação penal privada (falta de interesse e legitimidade)

 > Sentença condenatória (custos legis).
>> Assistente do MP: de forma supletiva, pode recorrer de parte da sentença que não tenha sido impugnada 
pelo mp, como também do fundamento da sentença.
- Efeito suspensivo: sentença condenatória (Art. 597, CPP)
>> Condenação superior a 15 anos pelo tribunal do júri não tem efeito suspensivo (art. 492, § 3o., CPP)
>> Tribunal recursal, mediante provocação, poderá atribuir efeito suspensivo, desde que se verifique (art. 
492, §§ 4o. e 5o., CPP): que o recurso não é protelatório e haja questão que pode levar à absolvição, 
anulação, novo julgamento ou redução da pena para <15 anos
>> proibição da reformatio in pejus direta, no caso de recurso exclusivo da defesa (art. 574 c/c 599, CPP) ou 
indireta (art. 626, CPP) – exceções: júri, incompetência absoluta do juízo.
>> efeito extensivo (art. 580, CPP): consequência do efeito devolutivo (extensão subjetiva dos efeitos do 
recurso) – questões objetivas
>> tantum devolutum quantum apellatum: tribunal recursal não pode inovar na apelação da acusação para 
piorar a situação do acusado (art. 617, CPP).
>> tribunal não pode acolher, contra o réu, nulidade não arguida no recurso da acusação (S 160, STF).
>> possibilidade de emendatio libelli em recurso de apelação da acusação (art. 617, CPP) – se for exclusivo 
da defesa, não pode piorar situação do acusado
 6.7.4 CARTA TESTEMUNHÁVEL
- Conceito: recurso subsidiário interposto contra 
decisões que não recebem RESE, ou, quando 
recebem, negam seu seguimento.
- Cabimento e efeito: analisar as hipóteses contidas 
no art. 639 ao 646 do CPP, sem efeito suspensivo
>> Aplica-se o juízo de retratação
>> O efeito devolutivo está limitado a análise dos 
pressupostos
- Tempestividade: 48 horas (art. 640, CPP)         
 6.7.5. EMBARGOS INFRINGENTES OU DE NULIDADE
- Cabimento: recurso oponível contra decisão não unânime de 2ª instância, desfavorável ao réu, proferida em 
>> Divergência total ou parcial.
>> Impugnação da conclusão do voto.
- Fundamento: receio de decisão injusta
>> Indícios de controvérsia na solução da causa motivam tutela ao direito de liberdade
- Legitimidade: recurso exclusivo da defesa 
>> Advogado, mediante petição fundamentada
Tempestividade: 10 dias, contados da data da intimação.
- Efeitos: devolutivo e suspensivo
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- Divergência com relação a questão processual que envolva nulidade: Embargos de nulidade
>> Decide-se a preliminar de anulação do processo.
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	 7. AÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO
 7.1. HABEAS CORPUS
- Fundamento: Art. 5o, inc. LXVIII
- Ação constitucional de caráter mandamental utilizada contra a restrição ilegal ao direito de ir, vir ou 
permanecer, seja ela atual ou imininente
>> Proteção da tutela constitucional da liberdade (ir, vir, permanecer)
>> Atual ou iminente
>> HC e MS: diferenças
- Origem: Magna charta libertatum (1215)
 7.1.1. ESPÉCIES
- LIBERATÓRIO
>> Proteção da liberdade frente uma ofensa ilegal atual e efetiva
>> Uma vez concedido, implica na expedição de alvará de soltura
- PREVENTIVO
>> Proteção da liberdade frente a ofensa iminente, com base em fundado receio
>> Uma vez concedido, implica na expedição de salvo – conduto
>> OBS: Possibilidade de conversão do HC preventivo em liberatório em razão da concretização da restrição 
da liberdade (STF, HC 95.009) 
 7.1.2. CONDIÇÃO DE AÇÃO
- POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO
>> Pressuposto fundamental: ameaça atual ou futura à liberdade ambulatória
>> Aspecto negativo: punições disciplinares militares (Art. 142, §2o, CF) - não impede a análise da legalidade 
(STF, RE 338840/RS)
>> Súmula 694, STF: Não cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de 
perda de patente ou de função pública.
- INTERESSE DE AGIR:
>> Necessidade: ameaça atual ou remota ao direito de liberdade - se a coação não mais existe, não há 
necessidade por perda de objeto (Art. 659, CPP)
>> Súmula 693 e 695 do STF: não cabível nas penas de multa ou quando já extinta a pena privativa de 
liberdade
 7.1.3. LEGITIMIDADE
- LEGITIMIDADE ATIVA: amplo alcance da tutela (qualquer pessoa) - Art, 654, CPP
>> Não se exige capacidade postulatória para proposição do HC
>> Possibilidade do MP de impetrar HC, como fiscal da lei
>> HC coletivo
- Impetrante:é quem pede a concessão da ordem
- Paciente: quem sofre ou sofrerá a ilegalidade
- Pode haver substituição processual, inclusive com formação de litisconsórcio
- LEGITIMIDADE PASSIVA:
>> Coator (Autoridadeimpetrada ou autoridade coatora): pessoa responsável pela restrição supostamente 
ilegal - não necessariamente será autoridade pública
>> Detentor: executa ordem, embora também possa ser o coator (Art. 658, CPP)
 7.1.4. PETIÇÃO
- Requisitos da petição: (§1o do art. 654, CPP)
>> Nome do paciente e do coator
>> O constrangimento e a exposição de razões
>> Assinatura do impetrante ou a seu rogo, com suas respectivas identificações.
- Art. 658, CPP: identificação do detentor
- Prova documental: prova pré-constituída

- Pedido sem formalidades: salvo-conduto ou alvar de soltura
- Competência: utilizam-se os critérios da territorialidade e hierarquia (Art. 650, CPP)
 7.1.5. PROCEDIMENTO
- Características: simplicidade e sumariedade - semelhante ao MS
- Medida liminar: analogia ao MS (fumus boni juris e periculum in mora) - pode ter caráter satisfativo
- Apresentação do preso: substituída pelo pedido de informações por escrito ao apontado coator (aplicação 
extensiva do art. 662, CPP)
>> Na falta das informações, a presunção de veracidade se inverte em favor do impetrante
- MP não atua em 1o grau, mas é intimado da sentença
>> Tribunais recursais e superiores; apresentação de parecer
 7.1.6. SENTENÇA E RECURSOS
- Sentença: decide o mérito do constrangimento ilegal
>> Salvo conduto: HC preventivo (Art. 660, §4o, CPP)
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>> Alvará de soltura: HC liberatório (Art. 660, §§1o, 5o e 6o, art. 665 e p.único, 653, 655, CPP)
- Recursos (em primeira instância):
>> Rese (Art. 581, x, CPP): concessão ou denegação da ordem; 
>> Recurso ex officio (Art. 574, I, CPP)
- Coisa julgada se produz com relação a um mesmo fundamento.
>> Repetição da impetração leva à carência de ação por falta de interesse de agir
 7.2. MANDADO DE SEGURANÇA
- Fundamento constitucional: Art. 5o, inc.LXIX
- Ação constitucional de caráter mandamental utilizada com o fito de proteger direito líquido e certo, não 
amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for 
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder público.
- Constituição de 1934.
>> Atualmente a lei que rege o Mandado de Segurança é a Lei n. 12.016/09
 7.2.1. MANDADO DE SEGURANÇA - DIREITO LÍQUIDO E CERTO
“[...] direito líquido e certo é aquele que pode ser comprovado de plano, ou seja, aquela situação que permite 
ao impetrante exibir desde logo os elementos de prova que conduzam à certeza e à liquidez dos fatos que 
amparam o direito. Assim, direito líquido e certo é aquele que é certo quanto à existência, delimitado quanto 
à extensão e comprovável de plano. Logo, na hipótese de o autor da ação não dispor de prova pré-
constituída para a comprovação do constrangimento ilegal, não poderá se valer desse instrumento, sendo 
obrigado a se valer das vias ordinárias comuns.” Renato Brasileiro de Lima
- A impetração pode ser preventiva ou satisfativa:
>> Preventivo: ameaça concreta de ato ilegal
>> Satisfativo: prática de ilegalidade ou de abuso do poder
- Possui prazo decadencial de 120 dias a contar do conhecimento, pelo impetrante, da prática de ato ou 
omissão lesivo (Art. 23 da Lei n. 12016/09)
- Hipótese de cabimento: quando o caso concreto não for amparado pela utilização das demais ações ações 
constitucionais
>> Possui caráter residual
>> Impossibilidade de ser impetrado contra coisa julgada (Art. 5o, inc. III)
 7.2.2. EXEMPLOS DE APLICAÇÃO
- Por parte do ofendido (ou de seus sucessores), quando o juiz indeferir seu pedido de habitação como 
assistente da acusação (Art. 273, CPP)
- Para fins de trancamento de inquérito policial ou de processo penal em andamento, caso à infração penal 
não seja cominada pena privativa de liberdade
- A fim de franquear o acesso do advogado aos autos do inquérito policial, salvo em relação às diligências 
em andamento (SV 14)
- Decisão que (não) determina a produção antecipada de provas
 7.2.3. CONDIÇÕES DA AÇÃO
- A hipótese geral de cabimento do Mandado de Segurança está presente no art. 1o da Lei 12.016/09
>> Direito líquido e certo não amparado por Habeas corpus ou Habeas data
>> O ato impugnado deverá ser emanado de autoridade ou pessoa (seja ela física ou jurídica) no exercício de 
atribuição do poder público
- Prova pré-constituída que demonstre a existência evidente do direito líquido e certo
- Ato que produza efeitos concretos
>> Súmula 266 do STF: não cabe mandado de segurança contra lei em tese
 7.2.4. NÃO CABIMENTO
- As hipóteses de não cabimento do mandado de segurança estão previstas no art. 5º da lei 12.016/09:
>> Ato que caiba recurso administrativo com efeito suspensivo
 > A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado de 
segurança contra omissão da autoridade. (súmula 429 stf)
>> Decisão judicial contra a qual caiba recurso suspensivo. 
>> Decisão judicial transitada em julgado (súmula 268, stf)
 7.2.5. COMPETÊNCIA
- STF: art. 102, i, “d”, CF, será também para os atos das comissões parlamentares de inquérito.
- STJ: art.105,i,“b”,CF,

>> Exceção: contra ato de órgão colegiado presidido por ministro de estado (Súmula 177, STJ). 
- TRF’s: art.108, i, “c”, CF.
- Juízes federais: contra ato de autoridade federal, excetuados os casos de competência dos tribunais 
federais (art. 109, viii, CF).
 7.2.6. LEGITIMIDADE
- Legitimidade ativa: MP, querelante, o defensor (para defender as prerrogativas da advocacia), e o ofendido, 
através do assistente de acusação.
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>> Possibilidade de impetração de mandado de segurança coletivo (Art. 1o, §3º) 
>> Diferentemente do HC, para impetração do MS é necessário que a parte seja dotada de capacidade 
postulatória
- Legitimidade passiva: Autoridade coatora pública ou ente público qu a representa
- Litisconsórcio: possibilidade prevista no art. 3º da Lei 12.1016/09
 7.2.7. PROCEDIMENTO
- Inicial do MS: requisitos dos arts. 282 e 283, 
CPC e do art. 6o, caput.
- Ônus do impetrante: ordem de exibição dos 
documentos (art. 6o, §1o).
- Em continuação ao procedimento, o juiz 
ordenará mediante despacho (Art. 7º):
>> Notificação da autoridade coatora (prazo 
de 10 dias para prestar informações).
>> Ciência do processo ao órgão de 
representação judicial da pessoa jurídica 
interessada.
>> Suspensão do ato que motivou o pedido.
- Súmula 701 STF: citação do acusado, caso o 
mandado de segurança tenha sido impetrado 
pelo parquet.
- Liminar de suspensão do ato impugnad
- Findo o prazo do art. 7o, i, o juiz ouvirá o MP, que opinará dentro do prazo improrrogável de 10 dias. 
sentença: concessiva ou denegatória (art. 14).

- Recurso cabível: concedendo ou negando a segurança, em regra, caberá apelação (arts. 10 e 14).
>> Exceção: art. 18, dispõe os casos de recurso especial e ordinário.
- Honorários advocatícios: Súmula 105, STJ
 7.3. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL (ROC)
- Destina-se a assegurar, em alguns casos específicos, o duplo grau de jurisdição para orgão jurisdicional 
indicado na Constituição Federal
- Hipóteses de cabimento em matéria penal:
>> STF (Art. 102, inc. II, CF)
 a)Decisão denegatória de habeas corpus e de mandado de segurança decididas em única instância pelos 
Tribunais Superiores (STJ, STM, TSE)
 b) Decisão relativa a crimes políticos, seja ela condenatória ou absolutória, proferida por juiz federal
>> STJ (Art.105,inc.II,CF)
 a) Decisões dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal ou dos Tribunais Federais, que, em 
única ou última instância, denegarem habeas corpus e de mandado de segurança (TJ,TRF, TRE)
- Legitimidade e interesse: dependerá do caso concreto
- Pressupostos recursais:
>> Capacidade postulatória: somente por advogado
>> Tempestividade: 5 dias, com razões
>> Regularidade/formalidade: após recurso, prazo de 2 dias para MP apresentar contrarrazões; 
encaminhamento do recurso ao STF ou STJ, conforme o caso.
- Habeas corpussubstitutivo de recurso ordinário (controvérsia jurisprudencial)
 7.4. REVISÃO CRIMINAL
- Fundamento legal: Artigos 621 a 631, CPP
- Ação autônoma impugnativa, utilizada em favor do acusado, de sentença condenatória (ou absolutória 
imprópria) transitada em julgado
>> Nova relação processual
>> Pode ser ajuizada a qualquer momento, desde que após a condenação definitiva
- Objetivo: desconstituição de sentença (juízo rescindente) e sua substituição por outra (juízo rescisório) - 
pedido dúplice
>> Acolhido o pedido, existe a possibilidade do tribunal julgar o pedido extra ou ultra petita, para favorecer o 
réu
 7.4.1. REVISÃO CRIMINAL – CONDIÇÕES DA AÇÃO
- Possibilidade jurídica: sentença condenatória ou absoluta imprópria.
- Interesse de agir: existência de coisa julgada de natureza condenatória.
- Legitimidade de parte: somente em favor da defesa
>> Réu ou procurador legalmente habilitado, e em caso de morte do acusado o cônjuge, ascendente, 
descendente ou irmão (Art. 623, CPP)
>> Possibilidade do MP poder formular o pedido de revisão criminal (debate doutrinário)
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>> Não há participação do assistente do MP
 7.4.2. REVISÃO CRIMINAL – CAUSAS DE PEDIR
- Art. 621 do CPP
“[...] se o autor não invocou nenhuma das hipóteses discriminadas no art. 621 do CPP, pretendendo com a 
revisão expressamente reabrir o processo paraA fins de rediscussão de causa, como se de apelação se 
tratasse, a revisão não deverá ser conhecida. “ (Sérgio Rebouças)
- Contrariedade ao texto expresso de lei ou à evidência dos autos:
>> Lei material ou processual
>> Direito em tese também pode servir de fundamento, desde que sua contrariedade seja frontal e 
inequívoca
>> Contrariedade à evidência dos autos - divórcio dos elementos probatórios
- Depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos:
>> Prova falsa deve ter sido relevante para a sentença de condenação.
>> Comprovação da falsidade feita na revisão criminal ou em outro processo. Ex: falso testemunho.
- Novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição 
especial de pena:
>> Nova prova deve referir-se a fato já alegado no processo que culminou na sentença rescindenda
>> Reapreciação da prova nova com o conjunto probatório

>> Prova nova deve ter valor decisivo para a absolvição ou diminuição especial da pena.

>> Reapreciação da prova apresentada no primeiro processo: desenvolver nova argumentação (Art. 622, p. 
único, CPP).
 7.4.3. REVISÃO CRIMINAL – PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS
- Capacidade postulatória (Art. 623, CPP):
>> Pelo procurador legalmente habilitado com poderes especiais.
>> Pelo condenado (ou seu sucessor, no caso de morte), nomeando-se defensor dativo ou público para 
prosseguir na ação
>> Nomeação de curador para a defesa: morte do autor (Art. 631, CPP)
- Inexistência de fato impeditivo: desnecessário o recolhimento á prisão (Súmula 393, STF)
- Tempestividade: não há prazo preclusivo, mesmo após a extinção da pena
- Objetivo: liberação de efeitos penais, remanescentes após a extinção da pena.
- Regularidade: petição
 7.4.4. REVISÃO CRIMINAL – PROCEDIMENTO
- Petição inicial com documentos e certidão 
de trânsito em julgado (Art. 625, §1o, CPP):
>> Possibilidade de se apensarem os autos 
originais, desde que não haja prejuízo a 
execução da pena (Art. 625, §2o, CPP).
>> Narração dos fatos, da(s) causa(s) de 
pedir e do(s) pedido(s).
>> Ônus da prova cabe ao requerente.
>> Competência: será proposta perante o 
tribunal de 2º instância.
>> Possibilidade de indeferimento liminar (Art. 625, §3o, CPP) - recurso atípico de agravo (regimental).
- Observações:
>> Observar casos de impedimento, suspeição e incompatibilidade do relator e do revisor.
>> Procurador de justiça (ou procurador regional da república) faz resposta à revisão criminal
 7.4.5. REVISÃO CRIMINAL – DECISÃO
- Pedido de nulidade de decisão ou processo.
>> Anulação da decisão: o juízo rescindente (o julgamento será enviado ao primeiro grau de jurisdição, que 
prolatará nova decisão).
- Desconstituição da decisão e absolvição: decisão objetivamente complexa
- Alteração da classificação e/ou modificação da pena: sentença objetivamete complexa
- Cumulação com pedido indenizatório expresso:
>> Referência constitucional implícita (Art. 5o, inc. LXXXV) 
>> MP representa interesses civil e penal
>> Responsabilidade estatal é objetiva (Art. 37, §6o, CF)
>> Possibilidade de interposição no caso de ação penal de iniciativa privada (revogação tácita do art. 630, 
§2o, CPP)
>> Exclusão de responsabilidade indenizatória por dolo ou culpa exclusiva da vítima
- Impossibilidade de agravamento de pena: proibição da reformatio in pejus indireta (Art. 626, p. único, em 
analogia ao art. 617, CPP)
 7.4.6. REVISÃO CRIMINAL – EFEITOS
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- Não há efeito suspensivo
>> Possibilidade de aplicação analógica do CPC, bem como pedido de liminar
>> A lei não prevê medidas de contracautela ao condenado
- Decisão absolutória:
>> Restituição dos direitos perdidos em razão da condenação.
>> Benefício ao corréu, ressalvados os motivos de caráter pessoal (Art. 580, CPP, por analogia)
 
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