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Anamnese e exame físico: neonatal, lactente e pediátrica ABORDAGEM NA ENTREVISTA ▪ O processo de anamnese e exame físico devem ocorrer dentro de alguns períodos estabelecidos: ❖ No primeiro ano de vida deve-se ter pelo menos 7 consultas: 1 semana, 1 mês, 2 meses, 4 meses, 6 meses, 9 meses, 12 meses; ❖ Entre o primeiro e segundo ano de vida pelo menos 2 consultas: 18 meses e 24 meses; ❖Após 2 anos de idade pelo menos uma consulta ao ano. ABORDAGEM NA ENTREVISTA – Neonatal/lactente ▪ IDENTIFICAÇÃO DO RN ➢RN ( mãe), cor, sexo, procedência, instrução, estado civil, residência ▪ ANTECENDENTES FAMILIARES ➢Doenças genéticas e infectocontagiosas ativas. ▪ ANTECENDENTES OBSTÉTRICOS ➢Condições de saúde da mãe ➢Nº de gestações e abortos, tipo de parto, nº de natimorto ABORDAGEM NA ENTREVISTA – Neonatal/lactente HISTÓRIA GESTACIONAL ATUAL ➢Duração da gestação em semanas. ➢ Início e término de consultas de pré-natal ➢ Vacina ➢ Grupo sanguíneo ABO, fator Rh, sensibilização pelo fator Rh, sorologias ➢ Fumo e número de cigarros por dia. ➢Ocorrências durante a gestação: ➢ gravidez múltipla, hipertensão prévia, pré- eclâmpsia, eclampsia, diabetes, ITU, ameaça de parto prematuro, hemorragia e anemia DADOS DO PARTO ➢Ocorrências ➢Alterações da FC ➢ Tipo de medicação administrada; ➢ Eliminação de mecônio, ➢ Tipo de parto: espontâneo, operatório e outros. ➢Apresentação (cefálica, pélvica, pelvi-podálica e outros). ➢Data e hora do nascimento. ABORDAGEM NA ENTREVISTA – Neonatal/lactente SALA DE PARTO-Recém-nascido ➢ Apgar ➢Reanimação ➢Eliminação de mecônio ou urina ➢Malformações congênitas ➢Colocação de nitrato de prata 1%: sim ou não. ➢Cordão Umbilical ➢Líquido Amniótico ABORDAGEM NA ENTREVISTA – CRIANÇA E ADOLESCENTE ❑Identificação ❑Antecedentes pessoais e familiares ❑Condições de vida, estrutura e relações familiares; ❑Nutrição e hábitos ❑Sono, repouso, eliminações, higiene corporal; ❑Alterações sistêmicas ❑Recreação e atividade física ❑Vida social e atividade em grupo; ❑Trabalho ❑Uso de drogas; ❑Autoimagem O que observar, e como realizar? EXAME FÍSICO • Despir apenas a área a ser examinada • Observe atitude da criança • Ambiente silencioso (Procedimentos que requerem tranquilidade como ausculta cardíaca, pulmonar e abdominal) • Por último-procedimentos estressantes (reflexos) • Medir PC, PT, PA • Ser rápido • Conforte a criança IMPORTANTE ➢ Lavar as mãos antes e depois ➢ Anotar data e hora do exame ➢ Ambiente adequado: local fechado, temperatura ambiental 26°C ➢ Aquecer as mãos e instrumento Peculiaridades ➢A abordagem recomendada não é a clássica, realizada no sentido céfalo-podalico. ➢A avaliação invasiva (otoscopia, uso de abaixadores de língua): Realizar ao final do exame. ➢A ausculta cardíaca e respiratória pode ser feita no início do exame e no colo da mãe. ➢Quando a criança tem dor ou dificuldade respiratória: ▪ Deve-se acomodar a criança na posição de maior conforto ▪ Iniciar o exame pelas partes do corpo saudáveis, ou realizar o exame parcial, apenas da queixa principal. ➢Sinais vitais inicialmente (choro pode alterar). ➢Comunicação simples, clara e natural – ausência de pré-julgamento. ➢Investigação de doença atual Peculiaridades Crianças Maiores ➢Presença na família no processo de atendimento (importante), porém respeitar privacidade se solicitado (adolescente); ➢Obtenção de queixa principal: palavras da criança ou adolescente. ➢ Conversar com a criança antes e durante o exame. Exame físico ❑Antropometria e Sinais Vitais ❑IMC ❑Alterações de pele ❑Avaliação cardiorrespiratória ❑Avaliação neurológica ❑Condições de higiene corporal e oral ❑Avaliação postural ❑Avaliação das mamas e genitais ❑Capacidade visual e auditiva SINAIS VITAIS TEMPERATURA: (T °C) PULSO: (FC – bpm) RESPIRAÇÃO: (FR – ipm) PRESSÃO ARTERIAL: (PA – mmHg) DOR: (escalas de dor) São cinco indicadores função vital do organismo Rotinas para aferição de SSVV ➢Conhecer a variação normal dos SSVV do paciente avaliando-o individualmente; ➢Conhecer a história clínica do paciente; ➢Tentar controlar os fatores ambientais que possam influenciar nos SSVV; ➢Estabelecer a frequência de aferição conforme necessidade do paciente; ➢Certificar-se da adequação dos equipamentos; ➢Em situação de alteração, repetir a aferição, e até solicitar a outro colega que o faça, caso haja dúvidas TEMPERATURA TEMPERATURA A temperatura corporal de um indivíduo pode variar de acordo com: • Atividade física. • Temperatura ambiente; • Alteração emocional; • Uso inadequado das roupas; • Processos patológicos. As medidas de temperatura no RN são obtidas para monitorar a adequação da termorregulação, NÃO febre Banho: queda na temperatura de até 3.5°C VERIFICAÇÃO DE TEMPERATURA • O controle da temperatura pode ser medida via: retal, oral , axilar, canal auditivo, artéria temporal ou via cutânea. VERIFICAÇÃO DE TEMPERATURA • A temperatura axilar normalmente está 0.3 a 0.5°C abaixo dos valores bucais e 0.5 a 1°C abaixo dos retais. TEMPERATURA AXILAR: 36.5- 37.5° C Wong 2013 AXILAR • A temperatura mais verificada é a axilar devido a sua praticidade e segurança a criança. • Deve-se enxugar a axila com pano limpo e macio e após colocar o termômetro diretamente em contato com a axila, dobrar o cotovelo e segurar o antebraço junto ao tórax da criança ou paralelo ao corpo. ORAL • Crianças menores de 5 anos : cuidado com verificação da temperatura via oral. • Outras restrições incluem: patologias orais, inconsciência e agitação. • A ingestão de alimentos e líquidos antes da verificação da temperatura podem alterar a temperatura. • Abrir a boca e levante a língua. • Dispositivos de ponta de colocar sobre a região sublingual esquerda ou direita. Feche a boca. RETAL • A temperatura retal está indicada em crianças pequenas, porém contraindicado em menores de 1 mês. Pode ser traumático. Canal auditivo e artéria temporal ou via cutânea HIPERTERMIA • Elevação da temperatura acima de 37.8°C; • Sintomas comuns encontrados na hipertermia: sede, pele quente, rubor facial, aumento do brilho dos olhos, agitação ou prostração, calafrios, mal estar, lábios secos. HIPOTERMIA • Crianças imunodeprimidas e desnutridas encontram-se especialmente submetidas ao risco de hipotermia e suas complicações. • Cuidados recomendados: aquecimento, ingestão de alimentos quentes e ricos em calorias, manter as manobras de aquecimento; ➢Os berços de calor radiante são ideais para o aquecimento dos RN; ➢Métodos alternativos: cobertores, colchão aquecido, bolsas térmicas, botinhas, luvinhas, etc... VERIFICAÇÃO DA TEMPERATURA MATERIAL NECESSÁRIO Termômetro específico; Algodão; Álcool à 70%; FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA • O fato de a respiração ser caracterizada por movimentos torácicos e abdominais permite o controle da frequência respiratória, contando-se esses movimentos durante um minuto. • A ausculta pulmonar no entanto não deve ser descartada e deve ser parte do exame físico. FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA ATENÇÃO! ▪ RN e Lactentes observa os movimentos abdominal ▪ Contando-se esses movimentos durante um minuto ▪ Alguns fatores alteram a FR como: sono, banho quente e frio, emoções, exercícios. ▪ Frequência( nº/min.) ▪ Ritmo( regular ou irregular) ▪ Amplitude ( profundo ou superficial) • RN e lactentes: respiração irregular, superficial, abdominal ou diafragmática. • Durante a idade pré-escolar produz- se a lenta transformação no tipo abdominotorácico. • O tipo torácico predomina após os 7 anos FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA As variações normais da FR encontradas são: Frequência Respiratória: ▪ RN: 30 a 60 ipm ▪ 1 mês a 3 anos: 25 a 30 ipm ▪ 4 anos a 10 anos: 19 a 23ipm ▪ 11 anos a 18 anos: 16 a 19 ipm Wong 2013 FREQUENCIA CARDÍACA/PULSO FREQUENCIA CARDÍACA/PULSO • A contração do ventrículo esquerdo bombeia sangue para a circulação arterial sistêmica,fenômeno sentido como pulso • A ausculta da contração do coração verificada na altura de seu ápice é denominada frequência cardíaca - pulso apical. • A escolha da verificação do pulso ou FC vai depender da idade da criança. FREQUENCIA CARDÍACA/PULSO • O controle do pulso pode ser verificado através da palpação das artérias radial, braquial, femoral, carotídea, temporal, pediosa ou poplítea. • CARACTERÍSTICAS DO PULSO: • Frequência: número de batimentos por minuto. • Ritmo: rítmico ou arrítmico • Força: cheio e forte/ fino e fraco • Frequência cardíaca ▪ RN: 80 -180 batimento/min ▪ Lactente: 80 a 120 bpm ▪ 2 anos a 10 anos: 60 a 110 bpm ▪ 10 anos a adulto: 50 a 90 bpm • Wong 2013 Parâmetros infantis Pressão arterial SINAIS VITAIS:PRESSÃO ARTERIAL ➢ Atividades como correr, chorar, estado emocional e tamanho do manguito influencia em alterações da PA. ➢ Cabe ressaltar que a verificação de PA não é rotina em crianças e sim somente naqueles em que apresentam patologias que podem alterar a PA. ➢ O manguito deve estar completamente ajustado ao braço não deve estar nem folgado nem apertado PAS (máxima): contração do ventrículo para ejetar sangue nas grandes artérias. PAD (mínima): relaxamento do ventrículo. É a pressão necessária para permitir o enchimento dos ventrículos antes da sístole. PRESSÃO CONVERGENTE: quando a PAS e a PAD se aproximam (120/110 mmHg); PRESSÃO DIVERGENTE: PAS e PAD se afastam (120/40 mmHg); SINAIS VITAIS:PRESSÃO ARTERIAL • A largura da bolsa inflável do manguito deve obedecer a padronização. • Qualquer vazamento no sistema causa erros de leitura. O comprimento, de 80 a 100% do tamanho do braço do paciente MATERIAL Esfigmomanômetro. Estetoscópio. Algodão embebido em álcool a 70%.Fita métrica http://tbn0.google.com/images?q=tbn:PPiAXjlkqqguaM:http://intercromo.com/montra/images/Produtos/sensores/descinte.jpg http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://intercromo.com/montra/images/Produtos/sensores/descinte.jpg&imgrefurl=http://intercromo.com/montra/index.php&h=386&w=474&sz=21&hl=pt-BR&start=20&tbnid=PPiAXjlkqqguaM:&tbnh=105&tbnw=129&prev=/images?q=aparelho+de+press%C3%A3o+neonatal&start=18&gbv=2&ndsp=18&hl=pt-BR&sa=N Dimensões recomendadas para braçadeiras do manguito de pressão arterial DOR DOR ➢A dor é nosso mecanismo básico de defesa. ➢Subjetiva e individual uma percepção particular de cada indivíduo. AVALIAÇÃO DA DOR EM CRIANÇAS Fonte: SCHECHTER ESCALA DE DOR EM CRIANÇAS DOR EM NEONATOS Somam-se os valores obtidos em cada item, considerando-se dor escores quando três ou mais movimentos faciais presentes DOR EM NEONATOS Somam-se os valores obtidos em cada item, considerando-se dor escores superiores a 3. PELE: Recém-nascido A pele do RN de cor branca são rosados e os de cor negra tendem para o avermelhado. PELE Palidez sugere geralmente a existência de anemia e/ou vasoconstrição periférica. Cor amarelada da pele e mucosas pode ser considerada anormal e deverá ser esclarecida a sua causa Icterícia Rubor É uma vermelhidão Acrocianose/ Cianose Acrocianose: Cianose de extremidades quando há exposição ao frio. Cianose: refere-se à descoloração azulada da pele, unhas e membranas mucosas. Edema Geralmente desaparece em 24 a 48 horas, podendo ser moderado, localizado em face ao nível dos olhos e no dorso de mãos e membros inferiores. ▪ RN perde até 10% do peso de nascimento Millium sebáceo Consiste em pequenos pontos branco- amarelados localizados principalmente em asas de nariz. Miliária A miliária, é uma dermatite inflamatória devido à obstrução das glândulas sudoríparas, que impedem a saída do suor Vérnix caseoso . É um material gorduroso branco, formado pelo acúmulo de secreção das glândulas sebáceas, recobrindo a pele ao nascimento Lanugem São pelos finos, macios e imaturos, são encontrados nos prematuros, nos lactentes a termo ela é substituída por pelos. Manchas mongólicas Áreas irregulares de pigmentação azul escura, geralmente nas regiões sacra e glútea, observada em RN de ascendência africana, índio americanos, asiáticos e hispânicos Fenômeno Arlequim Presença de uma linha que delimita metade do corpo com eritema e outro com coloração normal, geralmente é benigno, tem causa desconhecida mas sugere algum grau de instabilidade na circulação vasomotora. Eritema tóxico Erupções papular rosada com vesículas, pode aparecer em 24-48 horas e regredir após vários dias, sendo localizado na face, tronco e membros. PELE – CÚTIS MARMÓREA Clareamento transitório no tórax e nas extremidades em resposta a temperaturas ambientais mais baixas. Ela forma um padrão reticulado vermelho sobre a pele. ▪ Mais comum em prematuros PELE – HEMANGIOMAS E MORDIDA DE CEGONHA ALTERAÇÕES VASCULARES • “mordidas de cegonha” (avermelhados) • “Beijos de anjos” (retalho salmão). • HEMANGIOMAS: mal formações vasculares (congênito). Podem evoluir ou regredir após ao nascimento PELE ❑Acnes ❑Lesões ❑Elasticidade ❑Hidratação Cabeça Crânio ▪Forma/Tamanho ▪Perímetro cefálico ▪Fontanelas ▪Lesões e deformidades RN/LACTENTE TAMANHO DA CABEÇA ( 2cm maior que tórax) ▪Levemente aumentada em relação ao corpo Frequentemente encontram-se assimetrias transitórias Macrocefalia MICROCEFALIA Anencefalia Fontanelas e Suturas Posterior ou lambdoide Aberta até 2-3 m Forma triangular Anterior ou Bregmática •Aberta até 12-18 m •Formato de losango ALTERAÇÃO: ➢Fechamento prematuro ➢Abaulada ➢Deprimida CRÂNIO Suturas: Após o parto, o afastamento das suturas pode estar diminuído devido ao cavalgamento dos ossos do crânio, sem significado patológico CRÂNIO Cranioestenose ou Escafocefalia é a soldadura precoce de uma ou mais suturas cranianas provocando deformações do crânio. CRÂNIO Bossa serossanguínea: É um edema do tecido moles do couro cabeludo, na área da apresentação e regride nos primeiros dias pós-parto. CRÂNIO • Céfalo-hematoma: É um hematoma entre o periósteo e o osso do crânio, não ultrapassar a sutura. A regressão espontânea com calcificação ocorre em algumas semanas a meses. Pode ser bilateral ou volumoso e apresentar icterícia. COURO CABELUDO ➢Higiene ➢Distribuição ➢Cor ➢Seborreia ➢Presença de pediculose Fácies ➢Paralisia facial ➢Fácies renal ➢Fácies Síndrome de Down ➢Expressões faciais OLHOS E PÁLPEBRAS ➢Simétricos ➢Pupilas ❑Tamanho simetrico (isocorica) ❑ Tamanho desigual (anisocoria) ➢Reação pupilar bilateral ❑dilatada (midríase) ❑contraída (miose) ➢Esclera, conjuntiva e córnea clara Reflexo vermelho (teste do olhinho) Normal Sem reflexo unilateral Olho e Pálpebras ➢Hemorragias conjuntivais : são comuns, mas são reabsorvidas sem qualquer procedimento. ➢Secreções purulentas: (conjuntivite ou oftalmia neonatal) devem ser investigadas as causas. ➢A presença de estrabismo (esotropia ou exotropia) é comum e pode persistir por cerca de 3 a 6 meses, quando se desenvolve a coordenação dos movimentos oculares. OLHOS E PÁLPEBRAS ▪ Ptose ▪ Exoftalmia ▪ Enoftalmia ▪ Edema Palpebral ▪ Nistagmo ▪ Acuidade visual Orelhas • A acuidade auditiva pode ser pesquisada através da emissão de ruído próximo ao ouvido e observar a resposta do reflexo cóclea-palpebral, que é o piscar dos olhos. (Teste da orelhinha). Posição: alto da auricular com canto externo do olho Orelhas Os pavilhões, nos RN, são muito moles e moldáveis. No prematuro, frequentemente permanece dobrado. Pré-termo Normal ORELHAS Inspeção e palpação: • Forma e tamanho • Simetria e implantação • Trauma e lesão • Dor • sujidades • Nódulos ou eritema ▪ Otalgia ▪ Otorragia ▪ Otorréia ▪ Acuidade auditiva ▪ Presença de hiperemia • Crianças menores de 3 anos: Tração do pavilhão para baixo e para trás. • Crianças acima de 3 anos: tração para cima e para trás Nariz ❑Localizado linha média ➢Permeabilidade das coanas mediantea oclusão da boca e de cada narina separadamente ➢Espirro- Liberação secreções pós-parto ➢Secreção hialina ➢Simétrico/ Forma ➢Batimento de asa de nariz Nariz ▪ Epistaxe ▪ Desvio de septo ▪ Hipertrofia de cornetos Cavidade oral ➢ Simétricos - Linha média rosto ➢ Coloração - Lábios rosados, úmido ➢ Lesões/ edema ➢ Hidratação ➢ Língua - Avaliar tamanho (macroglossia /microglossia) e freio lingual. • Avaliar orofaringe - Visualizar a úvula/ amigdala úvula amigdalas língua Cavidade oral úvula bífida Cistos de retenção mucosa • Palato - pérolas de Epstein • Gengiva – cistos de Bohn Cavidade oral São TODOS comuns, desaparecendo espontaneamente algumas semanas após o nascimento. Assoalho da boca – rânulas Lábios-Cavidade oral ➢Conformação : fenda palatina/ lábio leporino ➢Posição da mandíbula (retrognatia); DENTIÇÃO ▪Higiene ▪ Cáries ❖ INÍCIO DA DENTIÇÃO: 6 a 8 meses. Incisivos centrais e inferiores ❖ DENTES DECÍDUO: Troca a partir dos 6 anos. Incisivos. ❖ DENTES PERMANENTES: Nascem em torno dos 6 anos de idade Completos em 12 ou 13 anos HIGIENE ORAL • 18% das crianças de 2 a 4 anos têm cáries. • 52% das crianças de 6 a 8 anos de idade têm cárie. IMPORTANTE Pescoço ❑Mobilidade ( rigidez) ❑Simetria ❑Dor/ edema ❑Pulsos bilateral ❑Gânglios O pescoço do RN é grosso, curto e com dobras cutâneas Torcicolo congênito: cabeça pendendo para o lado com queixo apontado para o lado oposto. Sistema Linfático Pré-auriculares Occipitais Retro auriculares Cervicais Cervicais profundos Submentonianos Submandibulares Mandibulares Figura: Gânglios da cabeça e pescoço. Mentonianos Axilares Inguinais Figura: Gânglios do corpo. Tórax ❑COSTELAS: simétricas, flexíveis, sem massas, sem crepitação PERÍMETRO TORÁCICO DO RN: 30 a 33 cm Tórax CLAVÍCULAS ❑Simétricas, indolores, sem massas ❑Palpar ambas as clavículas para detectar a presença de fraturas. • Assimetria/ dor Fratura clavicular, Distorcia ombro Dano plexo braquial Tórax • Simetria • Deformidade torácicas • Retração de músculos acessórios • Expansibilidade • Lesões e trauma • Frêmitos toracovocal Peito escavado ( Tórax em Funil) Peito de pombo Tórax- Sistema Pulmonar ❑Ritmo respiratório/amplitude ❑Expansibilidade ❑Ausculta ❑Percussão: Claro Pulmonar ❑Respiração do RN é abdominal, silenciosa e não utiliza musculatura acessória. ❑A frequência respiratória no período neonatal os valores normais variam de 40 a 60 respirações por minuto, com incursões intercaladas por pequenas pausas. Tórax- Sistema Pulmonar ❑Ausculta pulmonar: Murmurio vesicular ou presença de Ruídos adventícios RUÍDOS ADVENTÍCIOS Creptante Subcreptante Roncos Sibilos Estridor Atrito pleural Pontos de Referências dos Pulmões Linha hemiclavicular Linha medioesternal Axilar anterior Axilar posterior Escapular Vertebral Axilar posterior Axilar anterior Axilar média Tórax-Cardiovascular CARACTERÍSTICAS DO PULSO: • Frequência: número de batimentos por minuto. • Ritmo: rítmico ou arrítmico • Força: cheio e forte/ fino e fraco Tórax-Cardiovascular ❑Palpação do precordio Frêmitos ❑Palpação Ictus cordis ❑Ausculta: Bulhas cardíacas/ Sopros/ desdobramentos ❑Pulsos MAMAS ❑Observar o ingurgitamento das mamas e/ou presença de leite que pode ocorrer em ambos os sexos “ Galactorreia neonatal ou leite de bruxa”. ❑Observar presença de glândula supranumerária. ❑ Nódulos ❑ Lesões RN: 1 cm tecido mamário Abdome ❑Inspeção: observar forma do abdome, simetria, coto umbilical e distensibilidade ❑Ausculta:sons intestinais • Ruídos Hidroaéreos ❑Percussão ❑Palpação: superficial e profunda • Fígado • Baço • Lojas renais ▪ Visceromegalias ▪ Massa abdominal ▪ Hérnia ▪ Dor ▪ Coto umbilical ▪ Evisceração Recém nascido ▪ O fígado costuma ser palpável até 2 cm abaixo do rebordo costal. ▪ Uma ponta de baço pode ser palpável na primeira semana, 1cm de comprimento ▪ Os rins podem ser palpados 1-2 cm acima do umbigo. . Abdome do RN apresenta-se semigloboso, com perímetro abdominal cerca de 2 a 3cm menor que o cefálico. Cordão umbilical ▪ O cordão umbilical é normalmente branco-gelatinoso. Inspecionar cordão umbilical: 2 artérias e 1 veia. ▪ Queda em 1 a 2 semanas ▪ A presença de secreção fétida na base do coto umbilical, edema e hiperemia de parede abdominal indica onfalite. ONFALOCELE • Onfalocele congênita trata-se de má formação resultante do não-retorno do intestino para a cavidade abdominal que geralmente ocorre na 10ª semana de desenvolvimento embrionário. • Observa-se um saco herniático na porção abdominal do recém-nascido recoberto pelo epitélio do cordão umbilical. É necessária a correção cirúrgica imediata GASTROSQUISE • Gastrosquise é uma malformação fetal decorrente de um defeito na formação da parede abdominal. Esse defeito é caracterizado pela presença de uma abertura na região abdominal, tornando possível a extrusão de vísceras abdominais, como estômago e intestinos. Não há envolvimento do cordão umbilical ANATOMIA DO ABDOME Flanco Esquerdo Flanco Direito Hipocôndrio Esquerdo Hipocôndrio Direito Fossa Ilíaca Esquerda Fossa Ilíaca Direita • Ruídos hidroaéreos: Movimento do ar e líquidos dentro do intestino audíveis com estetoscópio Sons abdominais • Delimitar órgãos • Auxilia na determinação: Gases/massas/líquidosPercussão • Globoso • Ascite Escavado -desnutrido Globoso •Rosving •McBurney Descompressão brusca dolorosa Ânus e Genitália ÂNUS ❑Localização linha média ❑Contração anal presente PERÍNEO ❑Liso ➢Observar a integridade e definição, isto é, se há ambiguidade ou não. ➢Observar presença do canal anal Genitália feminina ❑Inspeção: ➢Secreção vaginal ➢Lesões ➢Higiene e odor ▪Meato uretral atrás do clitóris e anterior ao orifício vaginal Genitália feminina Recém-nascido ▪ Clitóris e lábios geralmente edemaciado ▪Micção dentro de 24 h ▪ Pode-se perceber saída de secreção catarral, às vezes sanguinolenta ( pseudomenstruação), pela vagina – estrógenos maternos. Genitália feminina ➢A imperfuração do hímen o hímen não tem qualquer abertura e não deixa drenar as secreções normais vaginais ▪Os pequenos lábios e clítoris estão proeminentes e os pequenos lábios podem apresentar pequenas aderências (sinéquias vulvar). Genitália Masculina ❑Inspeção: ❑Pênis e testículo ❑Uretra: Meato urinário: linha média na extremidade da glande do pênis, e o jato urinário reto ao pênis ➢Secreção/ Esmegma ➢Lesões ➢Presença de fimose ➢Higiene e odor Genitália masculina Recém-nascido ▪ Pênis: reto,3 a 4,5 cm comprimento ▪ Testículos: geralmente grandes, edemaciados completos, rugoso, pigmentação escura, descidos ▪ Micção dentro de 24 h Pênis ❑A aderência do prepúcio à glande é comum conhecida como fimose Testículos ❑Palpação do escroto, observar presença de testículos. ❑Criptorquidia é a condição na qual não houve uma descida correta do testículo da cavidade abdominal (onde se desenvolve na vida intrauterina) para o escroto http://pt.wikipedia.org/wiki/Test%C3%ADculo http://pt.wikipedia.org/wiki/Escroto Uretra Epispádia Quando o orifício urinário de saída encontra-se na face dorsal do pênis • Hipospádia Quando o orifício urinário de saída encontra-se ventral do pênis Meato desposicionado Hipospádia COLUNA VERTEBRAL ❑Reta, sem desvios ❑Sem aumento ou dor ❑A coluna será examinada, especialmente na área sacrolombar, percorrendo com os dedos a linha média em busca de espinha bífida, meningocele ,mielomeningocele( defeitos do tubo neural) e outros defeitos A espinha bífida é uma anormalidade congênita da coluna vertebral que pode se apresentar de formas diferentes. Pode ser oculta e assintomática (espinha bífida oculta), apresentar as meninges expostas (meningocele) ou, além das meninges, a medula e as raízes nervosas podem estar expostas(mielomeningocele) EXTREMIDADES Inspeção e palpação: • Deformidades • Atrofia e rigidez • Paralisias • Edemas, lesões e fraturas • Temperatura e perfusão • Simetria • Alteração mobilidade • Unhas • Pulsos • Dor Articulações ❑Luxação Congênita do Quadril ou Displasia do quadril Acetábulo Cabeça do fêmur Manobra de Ortolani/Barlow ➢Detecta o quadril luxado Assimetria glúteo Encurtamento do membro Dedos ▪ Os dedos devem ser examinados (polidactilia, sindactilia, malformações ungueais). Extremidades ▪ Pé torto congênito, onde a redução não ocorre. Sulcos plantares • Norma Pré-termo NormaL Pós-termo COLUNA VERTEBRAL • Postura • Mobilidade • Curvaturas • Deformidades • Opistótono Reflexos ➢Reações automáticas desencadeadas por estímulos que impressionam receptores, ➢Caracterizar a maturação do sistema neuromuscular nos primeiros seis meses de vida. ➢Ausência do reflexo pode indicar lesões nervosas, musculares ou ósseas. Reflexos ❑Moro: ▪Com ruídos fortes ou movimentos bruscos o RN joga os braços e pernas para a frente. Desaparece após 3° a 4 mês. ▪Comportamento: estende os braços, pernas e dedos, curva-se, joga a cabeça para trás Reflexos ❑Preensão palmar e plantar: • Flexão plamoplantar quando se obtém pressão do dedo do examinador na palma das mão e abaixo dos dedos dos pês. Diminui após 3 meses de vida o palmar e o plantar diminui aos 8°meses de vida. Reflexos ❑Fuga • É avaliado colocando-se criança em decúbito ventral no leito, com face voltada para o colchão. Em alguns segundo o RN deverá virar o rosto liberando o nariz para respirar adequadamente. Reflexos ❑Cutâneo-plantar ou Babinski • Risca-se a parte da região plantar do pé para cima a partir do calcanhar no sentido dos artelhos, o primeiro pododáctilo exibe dorsiflexão e os outros dedos se hiperestendem. Desaparece após 1 ano de idade. Reflexos ❑Marcha: ▪Seguro pelas axilas, em posição vertical e colocado sobre uma superfície, o RN desenvolve movimentos de marcha automática. Desaparece no 3 a 4° semanas de vida. ▪Comportamento: caminhar coordenado Reflexos ❑Sucção • Manifesta-se quando os lábios da criança são tocados por algum objeto, desencadeando-se movimentos de sucção. Persiste por toda primeira infância. Reflexos ❑Voracidade ou Procura: • Manifesta-se quando é tocado a bochecha perto da boca, fazendo com que a criança desloque a face e a boca para o lado do estimulo. Esta presente até os 3-4 meses de vida, porém pode persistir por até 12 meses. Reflexos Galant: o estímulo é feito na região para- vertebral com o dedo ou um objeto sem ponta. Desaparece com 4 semanas de vida. ▪ Comportamento: a criança forma um arco com o corpo e apresenta a concavidade voltada na direção do estímulo, a bacia é puxada para cima. A perna e o braço do mesmo lado estendem-se e as extremidades opostas se fletem. Referência ALMEIDA.F.A. et. Enfermagem pediátrica: a criança, o adolescente e sua família no hospital. Barueri.SP-Manole,2008.p.22-23. HOCKENBERRY,M.J; WILSON, D. Wong Manual clínico de enfermagem pediátrica. 8.ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2013. JARVIS, C. Exame físico e Avaliação de Saúde para Enfermagem. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 KYLE.T. Enfermagem Pediátrica. Rio de Janeiro- Guanabara Koogan,2011. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Atenção à Saúde do Recém-nascido. Guia para os Profissionais de Saúde. Brasília – DF,2011. WONG. Fundamentos de Enfermagem Pediátrica. Rio de Janeiro- Elsevier, 2011.p. 529-532 Seção Padrão Slide 1: Anamnese e exame físico: neonatal, lactente e pediátrica Slide 2: ABORDAGEM NA ENTREVISTA Slide 3: ABORDAGEM NA ENTREVISTA – Neonatal/lactente Slide 4: ABORDAGEM NA ENTREVISTA – Neonatal/lactente Slide 5: ABORDAGEM NA ENTREVISTA – Neonatal/lactente Slide 6: ABORDAGEM NA ENTREVISTA – CRIANÇA E ADOLESCENTE Slide 7: O que observar, e como realizar? Slide 8: Peculiaridades Slide 9: Peculiaridades Slide 10: Exame físico Slide 11: SINAIS VITAIS Slide 12: Rotinas para aferição de SSVV Seção sem Título Slide 13 Slide 14: TEMPERATURA Slide 15: VERIFICAÇÃO DE TEMPERATURA Slide 16: VERIFICAÇÃO DE TEMPERATURA Slide 17: AXILAR Slide 18: ORAL Slide 19: RETAL Slide 20: Canal auditivo e artéria temporal ou via cutânea Slide 21: HIPERTERMIA Slide 22: HIPOTERMIA Slide 23: VERIFICAÇÃO DA TEMPERATURA MATERIAL NECESSÁRIO Slide 24 Slide 25: FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA Slide 26: FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA Slide 27: FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA Slide 28 Slide 29: FREQUENCIA CARDÍACA/PULSO Slide 30: FREQUENCIA CARDÍACA/PULSO Slide 31: Parâmetros infantis Slide 32 Slide 33: SINAIS VITAIS:PRESSÃO ARTERIAL Slide 34: SINAIS VITAIS:PRESSÃO ARTERIAL Slide 35 Slide 36 Slide 37: Dimensões recomendadas para braçadeiras do manguito de pressão arterial Slide 38 Slide 39: DOR Slide 40: AVALIAÇÃO DA DOR EM CRIANÇAS Slide 41: ESCALA DE DOR EM CRIANÇAS Slide 42: DOR EM NEONATOS Slide 43: DOR EM NEONATOS Slide 44: PELE: Recém-nascido Slide 45: PELE Slide 46: Acrocianose/ Cianose Slide 47: Edema Slide 48: Millium sebáceo Slide 49: Miliária Slide 50: Vérnix caseoso Slide 51: Lanugem Slide 52: Manchas mongólicas Slide 53: Fenômeno Arlequim Slide 54: Eritema tóxico Slide 55: PELE – CÚTIS MARMÓREA Slide 56: PELE – HEMANGIOMAS E MORDIDA DE CEGONHA Slide 57: PELE Slide 58: Cabeça Slide 59 Slide 60: Fontanelas e Suturas Slide 61: CRÂNIO Slide 62: CRÂNIO Slide 63: CRÂNIO Slide 64: CRÂNIO Slide 65: COURO CABELUDO Slide 66: Fácies Slide 67 Slide 68: OLHOS E PÁLPEBRAS Slide 69: Reflexo vermelho (teste do olhinho) Slide 70: Olho e Pálpebras Slide 71: OLHOS E PÁLPEBRAS Slide 72: Orelhas Slide 73 Slide 74: Orelhas Slide 75: ORELHAS Slide 76 Slide 77: Nariz Slide 78: Nariz Slide 79: Cavidade oral Slide 80 Slide 81: Slide 82: Lábios-Cavidade oral Slide 83: DENTIÇÃO Slide 84 Slide 85: Pescoço Slide 86 Slide 87: Sistema Linfático Slide 88: Tórax Slide 89: Tórax Slide 90 Slide 91: Tórax Slide 92: Tórax- Sistema Pulmonar Slide 93: Tórax- Sistema Pulmonar Slide 94: Pontos de Referências dos Pulmões Slide 95: Tórax-Cardiovascular Slide 96: Tórax-Cardiovascular Slide 97 Slide 98: MAMAS Slide 99: Abdome Slide 100: Cordão umbilical Slide 101: ONFALOCELE Slide 102: GASTROSQUISE Slide 103 Slide 104 Slide 105 Slide 106 Slide 107 Slide 108 Slide 109: Ânus e Genitália Slide 110 Slide 111: Genitália feminina Slide 112: Genitália feminina Slide 113: Genitália feminina Slide 114: Genitália Masculina Slide 115: Genitália masculina Slide 116: Pênis Slide 117: Testículos Slide 118: Uretra Slide 119: COLUNA VERTEBRAL Slide 120 Slide 121 Slide 122: EXTREMIDADES Slide 123: Articulações Slide 124 Slide 125: Dedos Slide 126: Extremidades Slide 127: Sulcos plantares Slide 128: COLUNA VERTEBRAL Slide 129 Slide 130: Reflexos Slide 131: Reflexos Slide 132: Reflexos Slide 133: Reflexos Slide 134: Reflexos Slide 135: Reflexos Slide 136: Reflexos Slide 137: Reflexos Slide 138: Reflexos Slide 139: Referência