Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Benefícios do uso da radiação na medicina
Desde a descoberta das radiações ionizantes, profissionais de saúde podem obter imagens internas do organismo, sem recorrer à cirurgia exploratória.
Essa possibilidade resultou na preservação de inúmeras vidas ao longo dos anos.
Afinal, o risco de uma operação é muito maior que o de testes radiológicos.
Monitoramento e tratamento de doenças de forma não invasiva são outras vantagens do uso da radiação na medicina.
Riscos do uso da radiação na
Riscos do uso da radiação na medicina
Quando há baixa exposição, praticamente não existem efeitos colaterais graves.
Ocasionalmente, pode haver alergia leve ou vermelhidão na parte exposta aos rádios e partículas.
Isso explica por que, muitas vezes, é benéfico realizar exames e tratamentos com radiação.
O problema é que ela tem efeito cumulativo.
Em outras palavras, após períodos de exposição, a radiação ionizante pode até alterar o DNA das células, aumentando o risco de desenvolver doenças, como o câncer.
Esses perigos levaram instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde a alertar a população em geral.
A OMS elaborou documentos informativos, a fim de reduzir a exposição à radiação, especialmente entre crianças.
Principais exames com uso da radiação na medicina
Principais exames com uso da radiação na medicina
A radiografia de uma fratura talvez seja o exemplo mais popular do uso da radiação na medicina.
Mas a radiologia médica é uma das áreas que evolui com maior rapidez e conta, atualmente, com técnicas avançadas.
Poucos anos após a descoberta da radiografia, foi inventado o tomógrafo, seguido pelo aparelho de ressonância magnética.
Mais atual, a medicina nuclear também parte do uso de radiação ionizante.
A seguir, conheça alguns exames comuns nesse campo.
Radiografia de raio X
Utiliza raios X para registrar uma espécie de fotografia interna do corpo.
Uma de suas principais limitações é a captação em somente duas dimensões, mostrando estruturas anatômicas sobrepostas.
De qualquer forma, o teste continua sendo útil para diagnósticos simples, principalmente quando envolvem tecidos mais densos, como os ossos.
Esses tecidos aparecem com maior nitidez nas radiografias, pois absorvem mais radiação.
Partes moles como os órgãos absorvem menos radiação, aparecendo em tons mais escuros nas imagens.
Tomografia computadorizada
Também usa raios X para mostrar partes internas, mas as imagens geradas são transversais.
O aparelho utilizado no teste (tomógrafo) possui um tubo que gira 360º em torno do paciente, colhendo imagens em cortes de uma mesma estrutura anatômica.
Esses registros podem, inclusive, ser sobrepostos para formar imagens em 3D.
Ressonância magnética nuclear
O equipamento utilizado na ressonância magnética usa um campo magnético e ondas de rádio para gerar imagens de alta resolução.
A RM é particularmente eficaz para visualizar partes moles e áreas como articulações.
Outra vantagem é que o exame não usa radiação ionizante, podendo ser realizado em gestantes, sem riscos ao feto.
Cintilografia
Esse é um dos principais exames da medicina nuclear.
Usando substâncias que emitem sinais detectados pela câmara de cintilação, o teste revela pontos afetados por patologias.
Quando é realizado no coração, por exemplo, mostra áreas com isquemia (obstrução no fluxo sanguíneo).
Em pacientes com câncer, a cintilografia aponta metástase ou retorno de células doentes após uma operação.
Mamografia
Também conhecido como radiografia das mamas, o teste usa raios X para monitorar alterações no tecido mamário.
Devido ao baixo custo, simplicidade e disponibilidade, a mamografia é o principal exame de rastreamento do câncer de mama em vários países.
Especialistas recomendam que as mulheres sem histórico da doença realizem uma mamografia anual, a partir dos 40 anos de idade.
Outras aplicações da radiação na medicina
Outras aplicações da radiação na medicina
A radiação tem aplicações terapêuticas, especialmente na área de medicina nuclear.
Em tópicos anteriores, comentei que alguns radiofármacos ajudam no tratamento de patologias e alívio de sintomas.
O iodo-131, por exemplo, se acumula na tireoide e emite radiações gama, destruindo células cancerígenas enfraquecidas.
Já o samário-153 combate o câncer nos ossos, além de atuar como analgésico, reduzindo dores provocadas por metástases.
Radiofármacos e radiotraçadores
Os medicamentos utilizados em medicina nuclear são denominados radiofármacos.
Esses compostos são formados por moléculas ligadas a radioisótopos – elementos com o mesmo número de partículas positivas (prótons), dos quais ao menos um é radioativo.
Radioisótopos artificiais também são chamados radiotraçadores.
Eles podem se transportar pelo organismo, chegando a determinados tecidos e emitindo radiação gama nesses locais.
Em alguns casos, a radiação é usada para destruir células cancerosas.
Na cintilografia, ela é detectada pela câmara de cintilação e transformada em imagem, diagnosticando patologias.
Tecnécio-99 e gálio-67 são exemplos de radiotraçadores.
Radioterapia
A radioterapia consiste no emprego de radiação ionizante para combater diferentes tipos de câncer, como o de mama, próstata e pulmão.
Esse tratamento pode impedir que as células cancerosas aumentem, ou até destruí-las.
Existem dois tipos de radioterapia.
Na teleterapia ou radioterapia externa, o paciente recebe aplicações diárias de radiação, emitidas por um aparelho que fica afastado.
O segundo tipo, a braquiterapia, corresponde a aproximadamente 20% das indicações médicas, pois é mais agressivo.
Nele, aplicadores são colocados diretamente sobre a região tratada, e a radiação é emitida do aparelho para os aplicadores.
Segurança, monitoração e proteção na exposição da radiação na medicina
Três fatores são essenciais na proteção à exposição a radiações: tempo, distância e blindagem.
Ou seja, tanto trabalhadores que atuem em radiologia médica quanto a população em geral devem ficar expostos pelo menor tempo possível.
No caso dos trabalhadores, há regras para que se mantenham distantes durante exames que envolvam radiação.
Já a blindagem, que costuma ser feita de chumbo, integra as salas de exames e tratamentos desde o projeto.
O objetivo é restringir a área de exposição, evitando que salas vizinhas ofereçam riscos.
No Brasil, a Norma Regulamentadora 32 do Ministério do Trabalho estabelece medidas de segurança e saúde em Serviços de Saúde.
A legislação exige que as unidades que atuem com radiação tenham um Plano de Proteção Radiológica (PPR), incluindo a monitoração individual de cada funcionário exposto à radiação.
Essa monitoração precisa respeitar os limites determinados pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear).
O órgão também estabelece limites aceitáveis para a exposição do público em geral.
Os empregados devem, ainda, ser treinados e usar Equipamentos de Proteção Individual adequados, como avental, óculos, luvas, protetores de tireoide e gônadas.
image1.jpeg

Mais conteúdos dessa disciplina