Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

CENTRO UNIVERSITÁRIO DA GRANDE DOURADOS
KARINE KALCKMANN
CRIANÇA COM (TEA) TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL, SUAS CONQUISTAS E DESAFIOS.
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA GRANDE DOURADOS
KARINE KALCKMANN 
CRIANÇA COM (TEA) TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL, SUAS CONQUISTAS E DESAFIOS.
Artigo final elaborado na disciplina de trabalho de conclusão de curso – TCC do curso de Pedagogia do Centro Universitário da Grande Dourados - para fins de obtenção do Grau de Licenciada, sob orientação da Prof. Dra.Adriana Sordi.
ITAJAÍ-SC
2023
CRIANÇA COM (TEA) TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL, SUAS CONQUISTAS E DESAFIOS. 
**KALCKMANN, Karine. 
RESUMO
Este trabalho aborda a inclusão escolar de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando conceitos, desafios e boas práticas para promover a educação inclusiva. O artigo busca entender como os professores lidam com a inclusão, investigando desafios, níveis de conhecimento, e caminhos para superá-los. A pesquisa de campo foi feita em escolas de diferentes mantenedoras envolve observações de aulas, entrevistas com professores e um questionário para os pedagogos, na observação foi-se anotando os detalhes tentando manter uma visão holística para com os detalhes que são de extrema importância e por vezes despercebida, o questionário com as perguntas foi entregue após o período de observação, montado para revelar a visão dos professores sobre conquistas e desafios dessas crianças dentro da escola. A análise dos dados revela a complexidade do trabalho dos professores, destacando desafios, a coleta de dados proporciona insights valiosos para orientar futuras ações e políticas educacionais relacionadas à inclusão. Em suma, o artigo destaca a importância da compreensão teórica do autismo, da formação contínua dos professores e da colaboração entre escola, família e comunidade para uma inclusão, entendemos que á presença de professores capacitados é fundamental para garantir a inclusão, pois o TEA impacta a comunicação e interação social dos alunos. Além disso, a capacitação beneficia não apenas os alunos autistas, mas toda a turma, promovendo valores como empatia e tolerância.
Palavra-chave: Inclusão, Desafios, Conquistas.
Keyword: Inclusion, Challenges, Achievements.
ABSTRACT
This paper addresses the school inclusion of students with Autism Spectrum Disorder (ASD), highlighting concepts, challenges, and best practices to promote inclusive education. The article seeks to understand how teachers deal with inclusion, investigating challenges, levels of knowledge, and ways to overcome them. The field research was conducted in schools with different sponsors, involving classroom observations, interviews with teachers, and a questionnaire for educators. During the observations, details were noted, aiming to maintain a holistic view of aspects that are of extreme importance and sometimes overlooked. The questionnaire with the questions was delivered after the observation period, designed to reveal teachers' perspectives on the achievements and challenges of these children within the school.
The data analysis reveals the complexity of teachers' work, highlighting challenges. The data collection provides valuable insights to guide future actions and educational policies related to inclusion. In summary, the article emphasizes the importance of a theoretical understanding of autism, continuous teacher training, and collaboration among schools, families, and communities for successful inclusion. We understand that the presence of trained teachers is fundamental to ensure inclusion because ASD affects the communication and social interaction of students. Furthermore, training benefits not only autistic students but the entire class, promoting values such as empathy and tolerance.
1. INTRODUÇÃO
O autismo é um transtorno do desenvolvimento que afeta a capacidade de comunicação, interação social e comportamento das pessoas diagnosticadas, na última década houve um aumento significativo no número de crianças diagnosticadas com TEA, desafiando educadores a adaptarem suas práticas pedagógicas para incluir efetivamente esses alunos. A educação inclusiva busca garantir o acesso e a participação plena e efetiva de todos os alunos, independentemente de suas diferenças e dificuldades. Nesse contexto, a inclusão escolar de alunos com autismo é um desafio que exige o envolvimento de diferentes atores, como professores, famílias e profissionais da saúde, e adoção de estratégias pedagógicas adaptadas. 
Diante desse cenário, este trabalho teve como objetivo discutir a inclusão escolar de alunos com autismo, apresentando conceitos, desafios e boas práticas para a promoção da educação inclusiva.
Muito se fala em TEA (Transtorno do Espectro Autista) e suas peculiaridades, os estudos estão cada vez mais atualizados e reforçam importância da inclusão como gerador de novas experiências e aprendizagens, mas os professores ainda encontram desafios na sala de aula por se tratar de um transtorno que envolve algumas especificidades únicas e com isso não existe uma conduta típica. A questão que norteia o trabalho é como estes professores estão lidando com esta situação, visto que cada criança, especialmente uma com este diagnóstico, tem o seu próprio processo de ensino e aprendizagem precisando de metodologias diversificadas respeitando suas peculiaridades. 
Sendo assim foram pesquisados quais são os desafios em sala de aula, os níveis de conhecimento dos professores a respeito e quais caminhos seguir para superá-los. Compreender a dinâmica de uma sala de aula que possui um aluno com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e a metodologia adotada pelo professor para que ocorra sua inclusão plena e uma aprendizagem significativa. Descobrir qual o envolvimento da família com relação ao desenvolvimento cognitivo da criança no âmbito escolar, analisar como a comunidade escolar está sendo preparada para inclusão do aluno autista, investigar dificuldades na inclusão dentro de sala de aula e qual forma para preencher esta lacuna, avaliar qual o nível de conhecimento do profissional educador tem com relação ao tema, investigar as práticas de inclusão de crianças com TEA na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, identificando os principais desafios enfrentados pelos educadores e instituições, analisar as políticas públicas e legislação relacionadas à inclusão de crianças com TEA na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, destacando as lacunas e desafios na implementação prática e investigar a expectativa dos Pais em relação á criança dentro da comunidade escolar. 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
O espectro autista é uma condição que afeta a comunicação e interação social das pessoas, podendo incluir dificuldades na linguagem, comportamentos repetitivos e interesses limitados. É uma condição que varia em intensidade e sintomas entre indivíduos. A inclusão na escola é importante para garantir que crianças e jovens com autismo tenham acesso à educação, desenvolvimento social e emocional. 
A criação de um ambiente inclusivo na escola requer adaptações para atender as necessidades individuais de cada aluno, como informação prévia e clara, comunicação visual, apoio de tutores e tempo adequado para o aprendizado. A inclusão escolar também ajuda a combater a exclusão social dos indivíduos com autismo. 
Com tudo se faz necessária uma abordagem mais abrangente na educação, principalmente em relação à inclusão escolar, apesar de existir educadores que desconhecem ou não aplicam a legislação educacional, há também aqueles que desejam conhecê-la e aplicá-la, mas enfrentam limitações estruturais.
Existem diferentes tipos de educadores, desde os sonhadores até os desesperançados, mas há sempre aqueles que lutam por mudanças, mas se faz necessário o comprometimento de todos os envolvidos, desde alunos e professores, até pais e comunidade.O currículo deveser pensado levando em conta a realidade de cada criança, e é importante que o professor tenha formação adequada para lidar com essas crianças, pois os conjuntos de questões afetaram de forma positiva ou negativa seu desenvolvimento, sendo assim o educador é peça chave para o progresso da criança em desenvolvimento a capacitação permite que os professores entendam as necessidades específicas dos alunos e possam ajustar suas metodologias e estratégias de ensino para atender a essas necessidades. Os autistas têm uma forma diferente de processar informações e interagir com o mundo, o que pode tornar o ambiente escolar desafiador para eles. 
Professores capacitados em ficarão mais bem preparados para suas práticas de ensino adaptadas oferecerão suporte adequado e serão capazes de identificar sinais de comportamento e comunicação dos alunos com TEA e saber como ajudá-los a se comunicar e se socializar com seus colegas. Com tudo podemos afirmar que a capacitação dos professores é importante para garantir que as crianças e jovens com esse transtorno recebam a educação e o suporte que precisam para prosperar e alcançar todo o seu potencial. Além disso, a inclusão educacional é uma medida essencial para a promoção da inclusão social, pois contribui para a conscientização e o respeito à diversidade humana como também compreender a base teórica do autismo permite que educadores e profissionais adotem práticas que atendam às necessidades específicas desses alunos, promovendo um ambiente que estimule o desenvolvimento acadêmico e social. 
 A abordagem centrada na pessoa reconhece a importância de compreender e apreciar a singularidade de cada aluno autista, respeitando suas diferenças individuais. A visão teórica do autismo também destaca a importância de considerar a neuro-diversidade, reconhecendo que as diferenças neurológicas são uma parte natural da variação humana. Isso ajuda a desafiar estereótipos e preconceitos, promovendo uma cultura de respeito e aceitação da diversidade neurocognitiva na escola e na sociedade em geral.
Com abordagens diversas e fundamentadas, os autores compartilham suas experiências e oferecem diretrizes práticas para que as escolas se tornem ambientes reflexivos adaptados às singularidades de cada aluno, fornecem insights valiosos e estratégias indispensáveis para educadores que desejam criar um ambiente de aprendizagem que abrace a diversidade e promova o crescimento de todos os alunos.
Segundo Alargão (2018) precisamos ter uma visão abrangente e aprofundada sobre a importância da reflexão na prática educativa, ao explorar o conceito de professores reflexivos, a autora destaca a necessidade dos educadores estarem constantemente engajados em repensar suas práticas, especialmente quando se trata de atender às necessidades de alunos com autismo, ela descreve como a reflexão pode ser um catalisador para a transformação das abordagens pedagógicas, criando um ambiente escolar mais inclusivo e receptivo a todos os estudantes trazendo para o leitor uma visão da escola na percepção de um aluno onde suas necessidades particulares não são atendidas utilizando metáforas de sua viagem ao hotel como exemplo na necessidade de sentir-se “acolhido” no ambiente onde está inserido citando as seguintes palavras 
Tinha passado a ser um número, descaracterizada, com um tratamento indiferenciado, dentro de um edifício e numa organização onde tudo estava estandardizado em contraste com a originalidade da natureza e da pessoalidade das gentes e da cultura (ALARGÃO, 2018, p.9).
Já Cunha (2013),fornece uma análise perspicaz sobre as complexidades do autismo e seu impacto no ambiente escolar. O autor aborda a importância de os professores compreenderem as nuances do espectro autista, a fim de adaptar suas práticas pedagógicas e oferecer suporte adequado aos alunos autistas. Cunha destaca a necessidade de uma abordagem empática e individualizada, que reconheça as necessidades únicas de cada aluno e promova um ambiente de aprendizagem inclusivo. Afirma a necessidade educativa abrangente e baseada em evidências, que é fundamental para a formação de educadores comprometidos com a inclusão e a diversidade. Segundo Cunha (2013) os professores de maneira geral acabam trazendo consigo influências das salas que freqüentaram quando discente, ou seja, carregamos pontos positivos e negativos onde podemos aprimorar o positivo e com capacitação adequada conseguir refletir sobre os negativos de maneira a não repetir encerrando assim um ciclo e iniciando a mudança necessária, colocando o professor como peça essencial dentro da educação inclusiva citando 
Para que a aprendizagem aconteça com sucesso, é de fundamental importância que a criança se sinta inclusa no ambiente escolar. E para que isso ocorra, o papel do professor é essencial em todas as áreas do conhecimento, ou seja, o professor é essencial para o sucesso das ações inclusivas, não somente pela grandeza do seu ofício, mas também em razão da função social do seu papel. O professor precisa ser valorizado, formado e capacitado. (Cunha,2013,p.17).
Teixeira e Gaiato (2018), enfatizam a importância dos educadores desenvolverem empatia e compreensão, a fim de promover uma cultura escolar que celebre a diversidade e capacite cada aluno a alcançar seu pleno potencial. Com orientações práticas e exemplos edificantes, este livro oferece um recurso valioso para educadores que desejam cultivar um ambiente de aprendizagem inclusivo e enriquecedor. Muitas vezes, existem mitos e estigmas em torno do autismo,a literatura pode ser uma ferramenta eficaz para desafiar essas idéias preconcebidas, oferecendo uma visão mais realista e complexa da experiência autista, além dela temos também dados científicos importantíssimos que traz à luz a necessidade de adaptarmos e capacitarmos para essa realidade cada vez mais presente em nossa sociedade. Segundo dados do CDC (CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION) Centro de controle e prevenção nos Estados Unidos divulgou uma pesquisa no dia (23.março.2023) onde apresentavam os índices de prevalência do Transtorno de Espectro Autista em crianças de 8 anos com dados referentes á (2020), segundo Matthew J.Maenne a pesquisa demonstra uma prevalência de (1 a cada 36) isso significa que há cada 36 crianças que participaram da pesquisa 1 era autista nos Estados Unidos chegando a 2,8% da população. Se inserirmos essa informação com a realidade escolar Brasileira poderíamos dizer que em toda sala de aula haverá um Autista.
Todas as Leis que regem o Direito dos autistas dentro da sociedade são conquistas importantes para processo efetivo da inclusão dentro delas encontra-se A Lei Berenice Piana (12.764/12) que estabelece a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, garantindo o direito dos indivíduos autistas a um diagnóstico precoce, tratamento, terapias e medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, assegura o acesso à educação, à proteção social, ao emprego e a serviços que promovam a igualdade de oportunidades. Essa legislação também categoriza as pessoas com transtorno do espectro autista como pessoas com deficiência, para todos os fins legais.Esse marco é significativo porque inclui as pessoas com TEA nas disposições específicas destinadas às pessoas com deficiência, conforme previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência (13.146/15). Além disso, alinha-se com as normas internacionais ratificadas pelo Brasil, como a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (6.949/2000).
3. METODOLOGIA
A pesquisa foi feita em dois momentos, sendo o primeiro de forma bibliográfica na busca de informações e Leis fidedignas sobre o tema abordado utilizando livros e sites, Em busca de conhecimento sobre educação inclusiva, há uma ampla gama de livros que abordam questões de extrema importância para todos que buscam conhecimento sobre a temática e necessidade de inclusão, disponíveis entre eles estão 'Professores reflexivos em uma escola reflexiva' de (ALARGÃO isabel,2018)'Autismona escola' de (CUNHA Eugênio;2013) e 'O reizinho autista' de (TEIXEIRA Gustavo; e GAIATO Mayra; 2018). Essas obras são importantes e muito esclarecedoras, um verdadeiro aliado há professores e profissionais da educação que buscam entender e atender às necessidades de alunos com autismo, promovendo assim um ambiente educacional mais inclusivo e acolhedor. Em um segundo momento será elaborada a pesquisa de campo em três escolas com mantenedoras diversificadas na cidade de Itajaí/SC. Sendo uma Municipal (Escola Básica Gaspar da Costa Moraes), uma Estadual (Escola Estadual Básica Carlos Fantini) e uma Escola de Rede Privada (Colégio Salesiano) uma envolve crianças do grupo de educação infantil (Infantil III, Rede privada) Educação fundamental (2°ano, RedeMunicipal), e (5ºano, Rede Estadual). 
Primeiramente obteremos autorização das escolas para darmos início ao Projeto de pesquisa, foram realizadas observações na aula das turmas selecionadas, onde essas observações ajudaram a entender o comportamento das crianças em sala de aula, sua interação com os colegas e com o professor, bem como o ambiente educacional em si. Registros detalhados e notas de campo foram feitas durante as observações, foram conduzidas entrevistas semi-estruturadas com os professores das turmas selecionadas. As entrevistas abordaram tópicos relacionados ao desenvolvimento e ao comportamento das crianças, desafios enfrentados, estratégias de ensino, e a importância de reconhecer as particularidades de cada criança. Um questionário será desenvolvido para ser aplicado aos pedagogos das escolas participantes incluirá perguntas que visam explorar as percepções dos pedagogos sobre o tratamento individualizado das crianças com base em suas necessidades e características. Também foram coletadas informações sobre as práticas pedagógicas utilizadas.
As informações coletadas nas observações de aulas e questionários foram analisados qualitativamente. Foram identificados padrões de comportamento dentro da vivência escolar diária do aluno com transtorno do espectro autista bem como o comportamento da família e professora no ambiente escolar, suas dificuldades e conquistas durante esse processo. No questionário que foi entregue as professoras continha as seguintes perguntas:
Como você percebe a importância de entender e atender às necessidades das crianças com transtorno do espectro autista (TEA) em sua sala de aula?
Pode descrever como o transtorno do espectro autista (TEA) afeta o desenvolvimento e o comportamento de uma criança? 
Como você adapta seu ensino para acomodar as particularidades do desenvolvimento e do comportamento das crianças com transtorno do espectro autista (TEA)?
Quais desafios específicos você enfrentou ao ensinar crianças com transtorno do espectro autista (TEA)? 
Como você promove a inclusão e a interação social de crianças com transtorno do espectro autista (TEA) em sua sala de aula?
Como você adapta o currículo regular para atender às necessidades educacionais das crianças com transtorno do espectro autista (TEA)? 
Quando percebe alguns comportamentos do transtorno do espectro autista (TEA) em um aluno qual atitude é tomada em relação a isso?
Qual o comportamento dos Pais depois da investigação Clínica ser concluída e obter o Laudo positivo para Transtorno do espectro autista (TEA)?
Existe negligência ou medo dos Pais com a realização de investigação Clínica? Caso sim, como trabalha essa situação?
Como você mantém uma comunicação eficaz com os pais de crianças com transtorno do espectro autista (TEA)?
Como os pais podem apoiar o progresso de seus filhos em casa?
Que recursos, materiais e treinamento você acha que são mais úteis para ajudar os professores a lidar com o transtorno do espectro autista (TEA)?
Qual é a importância de promover a aceitação e a inclusão de crianças com transtorno do espectro autista (TEA) na comunidade escolar?
Quais são as estratégias que você utiliza para criar um ambiente inclusivo e acolhedor em sua sala de aula?
Qual maior dificuldade você gostaria de relatar com relação á Estrutura oferecida pela Entidade Mantenedora? é o suficiente? ou você pensa em algo que poderia ser incluído ou que tenha maior eficácia para realizar um trabalho de qualidade com as crianças que possuem o transtorno do espectro autista (TEA)?
Como você vê o progresso das crianças com transtorno do espectro autista (TEA) ao longo do tempo? 
Quais são as recompensas de ensinar essas crianças?
Você tem alguma história ou experiência inspiradora que gostaria de compartilhar em relação ao ensino de crianças com transtorno do espectro autista (TEA)?
4. ANALISE DOS RESULTADOS
A observação nas salas de aula foi realizada com o objetivo de analisar a dinâmica dos professores, registrando cada passo e observando a maneira como as professoras interagiam e controlavam os alunos. Elas demonstraram segurança e habilidade em coordenar a turma. Na escola particular foi identificado um aluno de nível 2 de suporte, pertencente à Educação Infantil (Jardim II). A professora abordou o conteúdo de forma lúdica, adaptando o currículo com o uso de cores e tintas, o que cativou a atenção do aluno. No entanto, é necessário realizar pausas, pois sua atenção é limitada. O aluno possui sensibilidade sensorial auditiva, sendo sugerido o uso de abafador de ruído, com resultados positivos, os colegas demonstram empatia, falando mais baixo para auxiliá-lo. Apesar das dificuldades, o aluno se mostra engajado nas atividades e participa das brincadeiras no parque.
Na escola municipal, uma aluna de nível 2 apresenta desafios de flexibilidade cognitiva apresentando resistência á mudanças, a paciência da professora regente foi crucial para conduzir a situação. Durante aula de informática, ela demonstrou antecipação na execução da atividade, mas devido a estímulos visuais, perdeu o controle ao sobrepor figuras, o Professor de informática por sua vez demonstrou não compreender o motivo há sobreposição de figuras. Essa situação evidenciou a necessidade de compreender as particularidades do TEA. 
Na escola estadual, um aluno autista de nível 3 conta com uma professora auxiliar. Ele é não verbal, enfrenta dificuldades na interação social, mas destaca-se em disciplinas como geografia e história. As aulas são adaptadas, com ênfase na autonomia. Os colegas auxiliam em tarefas simples, como amarrar cadarços. Apesar dos desafios, o progresso é notável, ressaltando a importância da inclusão e aceitação na comunidade escolar.
Em nosso questionário obtivemos as seguintes respostas:
Como você percebe a importância de entender e atender às necessidades das crianças com transtorno do espectro autista (TEA) em sua sala de aula?
Pode descrever como o transtorno do espectro autista (TEA) afeta o desenvolvimento e o comportamento de uma criança? 
Como você adapta seu ensino para acomodar as particularidades do desenvolvimento e do comportamento das crianças com transtorno do espectro autista (TEA)?
Quais desafios específicos você enfrentou ao ensinar crianças com transtorno do espectro autista (TEA)? 
Como você promove a inclusão e a interação social de crianças com transtorno do espectro autista (TEA) em sua sala de aula?
Como você adapta o currículo regular para atender às necessidades educacionais das crianças com transtorno do espectro autista (TEA)? 
Quando percebe alguns comportamentos do transtorno do espectro autista (TEA) em um aluno qual atitude é tomada em relação a isso?
Qual o comportamento dos Pais depois da investigação Clínica ser concluída e obter o Laudo positivo para Transtorno do espectro autista (TEA)?
Existe negligência ou medo dos Pais com a realização de investigação Clínica? Caso sim, como trabalha essa situação?
Como você mantém uma comunicação eficaz com os pais de crianças com transtorno do espectro autista (TEA)?
Como os pais podem apoiar o progresso de seus filhos em casa?
Que recursos, materiais e treinamento você acha que são mais úteis para ajudar os professores a lidar com o transtorno do espectro autista (TEA)?
Qual é a importância de promovera aceitação e a inclusão de crianças com transtorno do espectro autista (TEA) na comunidade escolar?
Quais são as estratégias que você utiliza para criar um ambiente inclusivo e acolhedor em sua sala de aula?
Qual maior dificuldade você gostaria de relatar com relação á Estrutura oferecida pela Entidade Mantenedora? é o suficiente? ou você pensa em algo que poderia ser incluído ou que tenha maior eficácia para realizar um trabalho de qualidade com as crianças que possuem o transtorno do espectro autista (TEA)?
Como você vê o progresso das crianças com transtorno do espectro autista (TEA) ao longo do tempo? 
Quais são as recompensas de ensinar essas crianças?
Você tem alguma história ou experiência inspiradora que gostaria de compartilhar em relação ao ensino de crianças com transtorno do espectro autista (TEA)?
A falta de suporte familiar em alguns casos foi apontada como desafio, refletindo a necessidade de conscientização e orientação para os pais sobre o TEA. A comunicação eficaz entre professores e famílias é crucial, destacando a importância do envolvimento dos pais no processo educacional. A formação continuada dos professores foi ressaltada como primordial para enfrentar os desafios de forma eficaz. A adaptação do currículo para atender às necessidades específicas dos alunos com TEA foi destacada como desafio, exigindo estratégias pedagógicas alinhadas com as características individuais de aprendizado.
A legislação, como a Lei Berenice Piana, representa um avanço significativo, mas sua efetiva implementação e a preparação dos professores são essenciais. Em resumo, a inclusão escolar de alunos com TEA é um processo dinâmico que demanda esforços contínuos de todos os envolvidos na comunidade escolar. Apesar dos desafios, os professores destacaram o engajamento dos alunos com TEA em diversas atividades, ressaltando a necessidade de abordagens personalizadas, formação contínua, colaboração com a comunidade escolar e recursos adequados para garantir uma educação inclusiva e de qualidade. 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A presença de um professor capacitado é fundamental para garantir a inclusão escolar de alunos autistas, isso porque o autismo é um transtorno que afeta a forma como uma pessoa se comunica, interage socialmente e processa informações sensoriais, o que pode gerar dificuldades para o aprendizado em ambiente escolar. Um professor capacitado para lidar com alunos autistas pode identificar as necessidades específicas de cada aluno, desenvolver estratégias pedagógicas e adaptar as atividades para atender às suas necessidades. 
Além disso, esse professor pode ajudar na construção de um ambiente escolar inclusivo e acolhedor, trabalhando com os demais profissionais da escola e com as famílias dos alunos para criar um ambiente que favoreça a aprendizagem e o bem-estar dos alunos autistas. A presença de um professor capacitado também pode ajudar a minimizar o impacto negativo que o preconceito e a falta de compreensão sobre o autismo podem ter sobre auto- estima e a autoconfiança dos alunos autistas, ao oferecer um ambiente seguro e acolhedor, o professor capacitado pode ajudar a promover a inclusão social e a integração dos alunos autistas na escola e na comunidade em geral. Por fim, é importante destacar que a capacitação do professor para lidar com alunos autistas não beneficia apenas os alunos com autismo, mas também toda a turma. Ao aprender a lidar com a diversidade e promover a inclusão, os alunos aprendem valores importantes como empatia, respeito e tolerância, que são fundamentais para a formação de cidadãos mais justos e solidários.
Com tudo, esse artigo possui o intuito de trazer à luz a realidade diária dos educadores qual apoio realmente é efetivo o que precisa ser revisto e tratado com maior atenção da Comunidade escolar para realmente termos um desenvolvimento escolar significativo e inclusão efetiva de alunos com Transtorno do Espectro autista.
6. CONCLUSÃO 
A pesquisa revelou a complexidade e a diversidade de experiências dos professores ao lidar com alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em diferentes contextos educacionais. Os desafios enfrentados pelos professores incluem a necessidade de compreender as necessidades individuais de cada aluno, a importância da formação continuada, a falta de suporte da família em alguns casos, a adaptação do currículo e a necessidade de recursos adequados. No entanto, os professores também destacaram conquistas, como o engajamento dos alunos com TEA em diversas atividades, a solidariedade entre os próprios colegas e o impacto positivo do ensino dessas crianças. A inclusão efetiva de alunos com TEA requer não apenas o comprometimento dos professores, mas também a colaboração de toda a comunidade escolar, incluindo famílias, profissionais de saúde e outros colegas. A legislação, como a Lei Berenice Piana, representa um avanço significativo na garantia dos direitos das pessoas com TEA, incluindo o acesso à educação, tratamento e suporte. No entanto, é crucial continuar promovendo a conscientização e a implementação efetiva dessas leis nas escolas. A pesquisa de campo nas escolas de diferentes redes (municipal, estadual e privada) proporcionou uma compreensão mais abrangente da realidade escolar para alunos com TEA. A observação das aulas e os questionários aplicados às pedagogas forneceram insights valiosos sobre os desafios enfrentados, as estratégias adotadas e a importância da comunicação eficaz com os pais.
A inclusão efetiva de alunos com TEA requer não apenas a adaptação do ambiente escolar, mas também a criação de uma cultura de aceitação e apoio. A pesquisa destaca a necessidade contínua de formação e recursos adequados para os professores, bem como o papel fundamental da família no processo de inclusão. Em última análise, a promoção da inclusão escolar de alunos com TEA é um desafio que exige esforços coletivos e contínuos. A conscientização, a formação dos professores e a colaboração entre todos os envolvidos são fundamentais para criar ambientes educacionais verdadeiramente inclusivos e acolhedores. Essa pesquisa contribui para a compreensão desses desafios e para a busca de soluções que promovam uma educação inclusiva e de qualidade.
6. REFERÊNCIAS – 
ALARGÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva, Curitiba Paraná, editora Cortez, 2018.
CUNHA, Eugênio, Autismo na escola, Rio de janeiro, editora wak,2013.
TEIXEIRA, Gustavo, GAIATO Mayra, O reizinho autista, São Paulo,nVersos Editora, 2018.
CENTRO DE CONTROLE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS (CDC); TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTADISPONÍVEL
. ACESSO EM: 10 nov. 2023.
7. ANEXOS 
QUESTIONÁRIO REDE PARTICULAR
QUESTIONÁRIO REDE ESTADUAL
QUESTIONÁRIO REDE MUNICIPAL
image1.jpeg

Mais conteúdos dessa disciplina