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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO 
 INSTITUTO DE EDUCAÇÃO 
 LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO – 2025.1 
Discente: Rodrigo Hora 
 Disciplina: PIBID 
 Professor: Tarci Gomes 
 
RELATÓRIO COMPARATIVO SOBRE ALGUNS MODELOS DE ESCOLA 
Hoje em dia, muitas escolas no Brasil ainda seguem aquele modelo bem 
tradicional: sala de aula com carteiras enfileiradas, professor falando o tempo todo, 
alunos ouvindo, copiando e depois fazendo prova. Esse tipo de ensino muitas vezes 
não leva em conta a vida real dos alunos, nem suas necessidades, culturas ou 
sonhos. Por isso, conhecer outras formas de fazer educação ajuda a gente a pensar 
em mudanças possíveis. 
A Escola da Ponte, que fica em Portugal, é um bom exemplo de escola 
diferente. Lá, os alunos têm mais liberdade pra escolher o que vão estudar, e 
aprendem por meio de projetos que tem a ver com os seus próprios interesses. Não 
tem divisão por séries, nem aquela aula expositiva tradicional. Os professores são 
como guias, ajudando os estudantes a seguirem seus caminhos de aprendizagem. 
Todo mundo participa das decisões, inclusive os alunos. É uma escola que valoriza 
o coletivo, o diálogo e o respeito às diferenças. 
Já a escola Summerhill, que fica na Inglaterra, é ainda mais radical. Lá, os 
alunos não são obrigados a assistir às aulas, e todas as decisões são tomadas em 
assembleias, com voto igual pra adultos e crianças. A ideia é dar liberdade total pras 
crianças crescerem com autonomia, sem pressão. Muita gente critica esse modelo, 
dizendo que seria impossível aplicar algo assim no Brasil. Mas, mesmo que a gente 
não consiga copia ele igualzinho, ele faz a gente pensar: será que damos espaço 
pros alunos escolherem, opinarem, serem ouvidos? 
No Brasil, a gente tem as Escolas de Alternância, como as Escolas Famílias 
Agrícolas (EFAs), que são muito importantes principalmente no campo. Nessas 
escolas, os alunos passam um tempo na escola e outro tempo em casa, na 
comunidade. Isso faz com que o aprendizado esteja ligado à vida real, ao trabalho 
no campo e à cultura das famílias. Nessas escolas, os saberes do território são 
valorizados, e a comunidade participa de tudo. É um modelo que respeita o jeito de 
viver das pessoas do campo, bem diferente da escola rural tradicional, que às vezes 
tenta força um currículo urbano, sem ligação com a realidade local. 
Quando a gente compara essas experiências com a escola tradicional 
brasileira, a diferença é grande. A escola tradicional ainda valoriza mais a disciplina, 
o conteúdo decorado, as provas. Muitas vezes, o aluno nem entende por que está 
aprendendo aquilo, e o professor tem pouco espaço pra inovar. A relação entre 
professor e aluno também costuma ser muito distante. 
Essas outras escolas que a gente estudou mostram que dá pra fazer 
diferente. Elas mostram que a escola pode ser um espaço mais livre, mais 
democrático, mais próximo da vida das pessoas. Não é fácil mudar tudo de uma 
vez, mas é importante começar a pensar em caminhos diferentes. A educação do 
século XXI precisa ser mais aberta, mais humana e mais conectada com o mundo 
de verdade. 
Em resumo, se a escola quiser continuar sendo um lugar importante na vida 
das pessoas, ela vai ter que muda. E experiências como a da Ponte, Summerhill e 
das EFAs mostram que é possível sim ter uma escola que escuta, acolhe e 
transforma. 
 
	RELATÓRIO COMPARATIVO SOBRE ALGUNS MODELOS DE ESCOLA

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