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UNIVERSIDADE PAULISTA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO- ICSC CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS APS - ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS Análise das Demonstrações Contábeis SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 2021 FELIPE MATERIAL CERQUEIRA – N23EA0 LUIZ PAULO NATO – N2989H6 MARIELE SOLER GUILHEM – T9266G5 RAFAEL NICOLAS BARBOSA DE SOUZA – N3333G4 VICTOR MIRANDA REIS – T999IA1 WILLIAN LUIZ MARCAL VIEIRA – D5639A1 APS - ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS CONTABILIDADE FINANCEIRA Atividades Práticas Supervisionadas – APS Trabalho apresentado como exigência para avaliação do 8º período, do curso de Ciências Contábeis da Universidade Paulista sob orientação do Profº Luis Carlos Terêncio. SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 2021 SUMÁRIO Introdução ......................................................................................................... 2 Identificação da empresa................................................................................. 3 Análise Setorial ............................................................................................... 4 Economia ........................................................................................................ 4 Potencial de consumo ..................................................................................... 5 Perspectivas e tendências do setor .................................................................... 7 Análise da Empresa ...................................................................................... 10 Características .............................................................................................. 10 Concorrência ................................................................................................. 10 Principais Produtos ....................................................................................... 11 Fundamentação Teórica ................................................................................ 12 Análise das Demonstrações Contábeis ........................................................ 15 Análise por Índices ........................................................................................ 16 Análise Financeiras ........................................................................................ 19 Análises Verticais e Horizontais .................................................................... 19 Balanço Patrimonial .................................................................................. 19 Demonstração do Fluxo de Caixa ............................................................. 21 Demonstração do Resultado do Exercício ................................................ 20 Análises por Índices ...................................................................................... 22 Índice de Liquidez ..................................................................................... 22 Índice de Endividamentos e Estrutura de Capitais .................................... 22 Índice de Atividade .................................................................................... 23 Índice de Rentabilidade ............................................................................. 23 Índice de Fluxo de Caixa ........................................................................... 24 Conclusão ....................................................................................................... 25 Referências ..................................................................................................... 27 2 Introdução O programa de APS (Atividades Práticas Supervisionadas) é realizado pelos alunos do curso de Ciências Contábeis, da Universidade Paulista UNIP. A APS tem como objetivo expor conceitos estudados em sala de aula, por meio de trabalhos em grupo projetos e pesquisas referentes as disciplinas de Análise das Demonstrações Contábeis e outras vistas no decorrer do curso e que possam auxiliar no desenvolvimento deste relatório. Onde foi possível analisar esses conceitos aplicados a uma realidade organizacional de uma grande indústria, sendo percebida grande complexidade e suma importância para realizar análise financeira de uma determinada empresa. Os principais objetivos da APS: • Identificar os principais concorrentes e analisar perfil dos consumidores, bem como características setorial do cenário interno e externo • Análise Financeira (Análise horizontal, análise vertical, análise de índices); • As seguintes Demonstrações Contábeis publicadas de: Balanço Patrimonial; Demonstrações do Resultado do Exercício; Demonstração de Fluxo de Caixa; Notas Explicativas. 3 Identificação da empresa O trabalho desta APS gira em torno de uma empresa que atua no ramo de bebidas – AMBEV. A AMBEV nasceu em 1999, devido a junção de duas grandes empresas centenárias Cervejaria Brahma e Companhia Antarctica, presente em pelo menos 19 países, com 35 mil colaboradores somente no Brasil, hoje ela é considerada a maior cervejaria do mundo. E em seu portfólio conta com 30 marcas de bebidas e mais de 100 rótulos e 100 centros de distribuição direta. 4 1. ANÁLISE SETORIAL 1.1 Características Um dos mais tradicionais do Brasil, o setor cervejeiro tem ampla capilaridade e está presente em todas as cidades do país, em uma cadeia que vai do agronegócio ao pequeno varejo, passando pelos mercados de embalagens, logística, maquinário, construção civil, entre outros. O setor é um dos mais relevantes da economia brasileira. Com mais de 2,7 milhões de pessoas empregadas ao longo da cadeia produtiva, está entre os maiores empregadores do Brasil e é forte indutor da economia nacional. Como possui um importante efeito multiplicador, sua atuação movimenta uma extensa rede que é responsável por 1,6% do PIB e 14% da indústria de transformação nacional. No campo, a produção de cevada representa cerca de 100.000 hectares de área plantada, com mais de 2.000 famílias empregadas e 300.000 toneladas produzidas/ano. Representando ainda uma grande oportunidade de negócio. 1.2 Economia Brasileira e Internacional A AmBev conseguiu com o passar dos anos se tornar referência em gestão, crescimento e rentabilidade. A empresa persegue continuamente a maior eficiência em custos, característica marcante da economia neoclássica que tem seu foco fundamentalmente sobre a eficiência dos recursos. A incerteza sobre os rumos fiscais no país somada à falta de avanço nas reformas propostas pelo governo e ao abalo nas bolsas dos Estados Unidos fizeram com que o Ibovespa encerrasse o mês de setembro com o pior desempenho desde março, quando teve início a pandemia do novo coronavírus. Mesmo com o desempenho aquém do esperado, papéis como os da Vale, Qualicorp e Ambev se descolaram do Ibovespa e fecharam o mês no azul. Não à toa, as ações estão entre as mais recomendadas por gestores e entraram na Carteira Recomendada de Outubro do CNN Brasil Business. 5 No pré-mercado de Nova York, o desempenho positivo da Ambev (o volume de cervejas em todos os mercados que a companhia opera cresceu 11,6%) se reflete no avanço de 3,94% do recibo de ações (ADR) da companhia, a US$ 2,91. Os analistas deram destaque para o forte desempenho da Brahma Duplo Malte e para o portfólio premium crescendo quase 20%, juntamente com o crescimento de um dígito alto (cerca de 9%) para as marcas convencionais. As três principais estratégias implementadas em 2020 pela Ambev permanecem em vigor: aumentos de preços, inovação de portfólio e promoções inteligentes. Os custos da AmBev aumentaram cerca de 20% ao longo de 2021, como a empresa já havia anunciado na divulgação de resultadosdo quarto trimestre. A margem bruta da divisão de cervejas da Ambev para o Brasil caiu 3,7 ponto percentual no primeiro trimestre ante o ano anterior, para 52,3%. Atualmente, a companhia está presente em 19 países, sendo que só no Brasil detém mais de 30 cervejarias. Ao todo, são mais de 35 mil colaboradores e 30 marcas de cervejas. Em relação à participação de mercado, a Ambev ainda é líder absoluta. No entanto, seu share vem reduzindo ano a ano, influenciado pelo aumento da participação das cervejas artesanais no mercado. Esses fatores contribuem para a incerteza dos investidores em relação ao futuro da companhia. Apesar de apresentar lucro e manter a liderança, variáveis como o dólar e a mudança do padrão de consumo ainda não são totalmente dimensionadas pelo mercado. No quarto trimestre de 2020, o volume de vendas consolidado aumentou 7,6% em relação ao mesmo período de 2019. Porém, se considerarmos apenas cervejas, somente no Brasil o crescimento foi de mais de 20%. 1.3 Potencial de Consumo A empresa fez 15 mil degustações com 25 produtos em três regiões do Brasil, visando descobrir a percepção dos consumidores em relação à cerveja. 6 A descoberta é interessante: a percepção de preço aumenta com a intensidade do sabor. Isso posto, a Ambev mapeou as oportunidades, selecionando os produtos certos para acompanhar a tendência de consumo. Quando analisamos a contribuição da inovação para a receita em 2019, o valor era de 5%. Segundo a Ambev, veremos um aumento significativo: espera-se que esse valor atinja 10% em 2021, chegando perto de 50% nos próximos anos. O portfólio de produtos premium da Ambev está crescendo dois dígitos neste ano, tanto em volume, quanto em participação de mercado. Olhando para frente, as expectativas são ainda mais otimistas. Na visão deles, a expansão do segmento premium é uma tendência global: Nos EUA, para cada 3 cervejas vendidas, 1 é premium. Quando olhamos para o Brasil, essa realidade ainda é distante, mas está cada vez mais próxima – nos últimos 6 anos, o mercado aumentou 3x. De acordo com a Ambev, à medida que o mercado amadurece, há mais fragmentação: os consumidores começam a procurar cervejas diferentes, levando à criação de novas marcas. As quatro principais marcas da Ambev no Brasil representam 77% das vendas (no passado, esse valor já foi acima de 90%), enquanto as quatro principais marcas dos EUA, França e Reino Unido representam 30%. A estratégia da Ambev para os produtos premium é baseada em: (1) jogo de portfólio: marcas fortes e liderança em cervejas artesanais; (2) Inovação: consumidores buscam inovação em produtos premium todo o tempo – à título de referência, 10% do consumo deste ano veio de novos produtos. Vale ressaltar que novas embalagens também possuem um papel importante nessa frente; (3) Experiência do cliente: tornar-se digital, melhorar a rede de distribuição (B2B), personalizar a logística e focar no NPS (satisfação do cliente); e (4) experiência do consumidor. A Ambev informou que, quando a renda disponível da população aumentar e o consumidor passar a consumir produtos mais caros, ele se deparará com um portfólio de produtos da Ambev muito melhor do que o existente antes da crise que o Brasil viveu. A Ambev já está a postos, preparada para quando esse movimento acontecer. Segundo a empresa, há um espaço muito grande para aumentar os volumes, já que 50% da população com idade 7 acima da permitida para o consumo de bebidas alcoólicas não bebe cerveja devido à baixa renda disponível. 1.4 Perspectivas e Tendências do setor A Ambev está construindo uma plataforma digital que agrega valor aos clientes por meio de serviços de excelência. Atualmente, a plataforma possui mais de 150 mil usuários e gera mais de R$2 bilhões em receita bruta. Através do aplicativo: (1) os clientes podem abrir solicitações em todos os canais; (2) as solicitações são resolvidas em sistema centralizado – conectando as operações do cliente e da empresa e (3) algoritmo do Venda Certa – inteligência (machine learning) para sugerir o portfólio correto para cada cliente, maximizando o sortimento e a eficiência de vendas – a quantidade e produtos certos para o cliente certo. A Venda Certa leva a um portfólio mais lucrativo e melhora o serviço, com um processo de venda totalmente digital, sem necessidade de vendedores na loja física. 200 mil dos 1 milhão de clientes já estão usando o aplicativo, fazendo pedidos. A pandemia do novo coronavírus e seus efeitos não terminaram em 2021. Logo, os impactos sobre o mercado de cerveja ainda serão sentidos ao longo do ano. Sob um olhar mais otimista, no máximo a intensidade apresentada pelos impactos da pandemia será menor do que a do ano anterior. O desenrolar de um programa de vacinação atingiu inicialmente camadas reduzidas da população e a imunização eficiente da sociedade contra o vírus é um fenômeno ocorre gradativamente num momento posterior a campanha de aplicação de vacinas. A partir deste ponto a pandemia deixará de ser um questão de gravidade para os sistemas de saúde e as incertezas relativas a isto para o mercado tendem a diminuir. Adicionalmente, as perspectivas de imunização da população dão indicativos que ocorrerão de forma não uniforme pelo Brasil. Logo, os efeitos da pandemia tendem a ser mais persistentes em determinadas regiões do país e menos em outras, a não ser que ações de coordenação nacional evoluam rapidamente. 8 Com isso, a probabilidade da aplicação de restrições a abertura de bares, restaurantes, locais turísticos e a ocorrência de eventos continuarão ao longo de 2021 o que acaba por impactar diretamente diversas ocasiões de consumo de cerveja fundamentais para o funcionamento mais equilibrado da cadeia. Os investimentos promovidos e os projetos anunciados pelas maiores cervejarias do país (Ambev, Heineken e Grupo Petrópolis) ao longo dos últimos meses são um prenúncio de que 2021 dará continuidade ao acirramento da disputa do mercado de cerveja no país pela grande indústria. Novas fábricas, ampliação de distribuição, sustentabilidade ambiental, valorização de diversidade e inovação foram temas alvo de investimento em maior ou menor grau pelos três maiores grupos cervejeiros presentes no Brasil. Um assunto de destaque para as grandes cervejarias e que tem recebido diferentes abordagens é o crescimento do mercado de cervejas premium que não foi impactado pela pandemia, pois sua faixa de consumidores foi muito pouco afetada pela crise e mesmo no consumo em casa deu preferência por este tipo de produto. Esses produtores contam com um fôlego financeiro bastante curto para as variações que o mercado tem apresentado e muitos dependem quase que exclusivamente de lojas e eventos especializados que continuam com funcionamento distante do que era considerado normal antes da pandemia, seja por restrições ou inatividade permanente desses elos finais da cadeia. Soma-se a isso o impacto da escassez de insumos que atinge mais fortemente também estas pequenas cervejarias, fazendo com que as duas pontas apresentem um alto nível de incerteza, o que acaba se revertendo em perdas financeiras e aumento da pressão sobre estes negócios. Com isso, o cenário para viabilização da operação de pequenas cervejarias artesanais requer um maior grau de realização de parcerias de diferentes níveis de comprometimento, sejam elas para atividades pontuais ou pensando em ações de longo prazo, o que pode ajudar na redução de incertezas e racionalização de alguns custos para se atravessar os desafios da situação atual. 9 Por outro lado, microcervejarias com negócios mais robustos e que já conseguiram se adaptar de maneira mais eficiente as condições atuais irão ganhar chances de expansão de público nos canais de distribuição que foram preservados, devido ao espaço deixado por outras que estejamvivenciando maiores dificuldades. 10 2. ANÁLISE DA EMPRESA 2.1 Características A Ambev é uma empresa de bebidas brasileira e a maior produtora de cerveja da América Latina. Está presente em 18 países das Américas e é líder em 6 dos países onde opera – Brasil, Argentina, Canadá, Uruguai, Bolívia e Paraguai. No Brasil, as marcas Skol, Brahma e Antartica detêm mais de 50% de participação no mercado. É controlada pela ABI (Anheuser-Busch Inbev), que detém 62% da empresa. Quando surgiu a AmBev no ano de 2000, resultante da união da Antarctica e da Brahma, via-se através de toda polêmica que fora gerada em torno desta fusão que sua trajetória ficaria marcada para sempre na história da economia brasileira. No dia 31 de março de 2000, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE deu seu parecer final sobre a fusão que criava a partir de então a maior cervejaria da América Latina. Aqui no Brasil a AmBev passou a concentrar 67% do mercado de cervejas, após a fusão passou a atuar em mais de 15 estados da Federação, além de fábricas no Uruguai, na Argentina e na Venezuela. 2.2 Concorrência Atualmente os principais concorrentes da Ambev são: • Pepsico do Brasil; • Spal Indústria Brasileira de Bebidas S.A; • Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes S.A. - Schincariol-Sp; • Cervejarias Kaiser – FEMSA. 11 2.3 Principais Produtos A empresa possui como principais produtos: Bebidas alcoólicas (Cervejas, Chops e Bebidas Mistas) e Bebidas não alcoólicas (Refrigerantes, Sucos, Isotônicos, Energéticos, Chás e Água). Sendo suas principais e mais conhecidas marcas: • Skol Beats; • Fusion; • Skol; • Brahma; • Antarctica; • Corona; • Budweiser; • Guaraná Antarctica. 12 3. FUNDAMENTAÇÃO TEORICA O balanço patrimonial é uma demonstração de grande relevância para a contabilidade. Segundo Marion (2004, p.52) o Balanço Patrimonial é o mais importante relatório gerado pela contabilidade. Através dele pode-se identificar a saúde financeira e econômica da empresa no fim do ano ou em qualquer data prefixada. É no balanço patrimonial que estão às informações de como anda a situação da empresa, sua rentabilidade a solvência, se tem capital de giro e por fim se consegue honrar suas dívidas, entre outras informações que podem ser extraídas. Para Assaf Neto (1981, p. 28), o balanço servirá como elemento de partida para o conhecimento retrospectivo da situação econômica e financeira de uma empresa, através das informações contidas nos seus vários grupos de contas. No balanço patrimonial as contas são separadas e classificadas de acordo com os elementos patrimoniais deste modo a facilitar a análise e o conhecimento de cada elemento. O balanço está dividido da seguinte forma: • Ativo: e uma conta de patrimônio cujo nela está elencada o conjunto de bens e direitos de uma entidade como também estão os recursos passados e futuros a qual se espera resultados financeiros futuros. • Passivo: representa todas as origens de recursos provenientes de obrigações com terceiros, também conhecido como passivo exigível ou capital de terceiros, nessa conta está elencada todas as dívidas da empresa de curto e de longo prazo, essas obrigações sempre exigirão ativos para a quitação das mesmas. • Patrimônio Líquido: Esse representa o capital próprio da empresa, ou seja, a conta que não pode ser exigível, pois essa conta pertence aos sócios da entidade. O patrimônio líquido e a diferençada soma do ativo menos o passivo, se o ativo for maior que o passivo significa que a entidade tem mais bens e direitos para honrar com suas obrigações, já se o passivo for maior que o ativo então essa empresa deve mais a terceiros. 13 Outra demonstração também importante é a demonstração do resultado do exercício, essa trás as informações das despesas e receitas da empresa, evidenciando o resultado no final do exercício, ela serve como base, para saber se a mesma teve lucro ou prejuízo no período analisado, como também demonstra todas as transações feitas pela mesma. Ou seja, Todas as receitas provenientes de vendas de mercadorias ou prestação de serviços e as despesas, que são todos os gastos que a empresa precisa ter para obter receitas. Conforme Iudícibus (1998, p. 20) é caracterizada como a arte de saber extrair relações úteis, para o objetivo econômico que tivermos em mente, dos relatórios contábeis tradicionais e de suas extensões e detalhamento, se for o caso. O Balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício, com o auxílio dos índices contábeis, esse são de suma importância, pois com eles poderá ser feito o diagnóstico de uma empresa. São deles que os analistas vão tirar informações precisas para se chegar a uma conclusão de como anda a situação financeira e econômica da empresa. Os índices de liquidez avaliam a capacidade de pagamento da empresa frente a suas obrigações. Sendo de grande importância para a administração da continuidade da empresa, as variações destes índices devem ser motivos de estudos para os gestores. As informações para o cálculo destes índices são retiradas unicamente do Balanço patrimonial, demonstração contábil que evidência a posição patrimonial da entidade, devendo ser atualizadas constantemente para uma correta análise. Com a obrigatoriedade da publicação da Demonstração do Fluxo de Caixa, nos termos da Lei 11.638 de 28 de dezembro de 2007, que alterou e revogou os dispositivos da Lei 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações). No entanto a mesma é dispensada para as companhias fechadas com patrimônio líquido inferior a: R$ 2 milhões de reais na data do balanço (MARION,2013). A Demonstração dos Fluxos de Caixa é um relatório contábil, com a finalidade de demonstrar as transações ocorridas em um determinado período e que causam modificações no resultado da empresa (MARION,2013) 14 Portando, o fluxo de caixa abrange as contas classificadas no grupo do Ativo Circulante (Disponibilidade) do Balanço Patrimonial. Visualizando uma DFC, podemos identificar com facilidade qual foi à origem dos recursos financeiros que passaram pelo Caixa da empresa num determinado período de tempo. (RIBEIRO, 2014). O fluxo de caixa está presente não só em empresas, mas também na sociedade em geral. Por mais simples que uma pessoa seja, ela lembra quanto dinheiro entrou no mês e quanto ela gastou. Até uma criança que ganha sua mesada sabe seu fluxo financeiro. (MARION,2009). De forma resumida, a DFC indica origem e a aplicação de todo recurso que transitou pelo Caixa da Empresa. Assim, a DFC proporciona ao administrador uma melhor visão no planejamento financeiro. Por meio do planejamento financeiro, evidenciará ao administrador o momento certo, por exemplo, para realização de um empréstimo para acobertar a insuficiência de capital, e saber aplicar o excesso do dinheiro. (IUDICIBUS, 2000). Conforme a NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, as empresas enquadradas nesta situação apresentam as notas explicativas na seguinte ordem: a) declaração de que as demonstrações contábeis foram elaboradas em conformidade com esta Norma; b) resumo das principais práticas contábeis utilizadas; c c) informações de auxílio aos itens apresentados nas demonstrações contábeis, na ordem em que cada demonstração é apresentada, e na ordem em que cada conta é apresentada na demonstração; e d) quaisquer outras divulgações. Segundo Blatt (2001), a definição de notas explicativas é a seguinte: “As notas explicativas são informações complementares às Demonstrações Contábeis, representando parte integrante destas. Podem estar expressas tanto na forma descritiva como na de quadros analíticos, ou mesmo englobandooutras demonstrações contábeis que forem necessárias ao melhor e mais 15 completo esclarecimento das Demonstrações Contábeis.” (BLATT, 2001, p. 42). Ainda segundo Blatt (2001), as notas explicativas devem ser relevantes e complementares às informações não suficientemente evidenciadas nas demonstrações contábeis ditas. As notas incluem informações de natureza patrimonial, econômica, física e social. Demonstra os critérios utilizados na elaboração das demonstrações contábeis e os eventos ocorridos no balanço. Conforme Padoveze (2004 a), a finalidade das notas explicativas é proporcionar aos usuários o perfeito entendimento dos relatórios básicos 20 apresentados. Deve conter informações de caráter descritivo, informando os principais critérios e eventuais modificações ocorridas na elaboração dos relatórios contábeis. Ainda conforme Padoveze (2004 a), outra característica é o seu detalhamento numérico de algumas rubricas constantes do Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultado, tornando de fácil e prático entendimento. Análises das Demonstrações Contábeis Análise de uma organização tem como principal função a comparação de valores entre determinados períodos (ASSAF NETO, 2006). Depois da avaliação geral da empresa, pode-se aprofundar nas análises vertical e horizontal assim podendo conhecer detalhadamente as demonstrações financeiras, que podem não demostrar na análise dos índices (MATARAZZO, 2010). A análise vertical é um processo comparativo em porcentagem, para realizar o cálculo é necessário relacionar com uma conta com o total do grupo de contas no mesmo demonstrativo, um exemplo na análise vertical do balanço o cálculo é realizado onde cada conta do passivo é dividida pelo total do passivo, podendo ser realizado no Balanço Patrimonial (ativo e passivo) e no DRE (ASSAF NETO, 2006). Com essa análise pode-se observar como cada conta de cada grupo está com o resultado, obtendo um aumento comprado com o ano anterior ou até mesmo um decréscimo na conta (REIS, 2003). 16 A análise horizontal tem como função de apresentar com o cálculo em porcentagem a evolução de cada conta em relação com a conta do ano anterior, tendo como um ano base sendo o ano mais antigo, podendo assim analisar a evolução da empresa a ou até mesmo o decréscimos da organização de um ano para o outro (MATARAZZO, 2010). Análises por índices Os principais índices de liquidez são: liquidez geral, seca, corrente e imediata, e com esses índices é possível saber se a organização conseguirá ou não cumprir com seus compromissos financeiros de curto prazo e longo prazo (SOUZA, 2014). Liquidez Geral: A Liquidez Geral (LG) é realizada com a soma do ativo circulante mais o realizável a longo prazo dividido pelo passivo circulante mais o exigível a longo prazo, com este cálculo o resultado do LG serve para saber a capacidade de pagamento da organização em longo prazo, e o que será convertido em dinheiro tanto de curto quanto a de longo prazo, relacionando com a dívida assumida (MARION, 2012). O resultado da liquidez geral resultar em maior que um isso significa que a organização tem recursos no ativo para liquidar as dívidas que são representadas pelo passivo, e se o resultado for menor que um a empresa não tem como liquidar suas dívidas (SOUZA, 2014). Liquidez Seca: A Liquidez Seca (LS) pode ser calculada com o ativo circulante menos o estoque dividido pelo passivo circulante sendo que o resultado serve para, “medir o percentual das dívidas de curto prazo em condições de serem liquidadas mediante o uso de ativos monetários de maior liquidez” (ASSAF NETO; SILVA, 2002, p 31 A LS tem a capacidade financeira de liquidar seus compromissos de curto prazo sem interferir nos estoques (SOUZA, 2014). O resultado ideal para a liquidez seca seria acima de um, mas isso depende muito do setor da empresa e das características operacionais, pois “uma empresa com forte sazonalidade em suas vendas terá um índice de liquidez seca baixo no período em que precisar carregar altos volumes de 17 estoque” (SANTOS, 2001, p. 25), assim representando um ameaça para a área financeira (SANTOS, 2001). Liquidez Imediata: A Liquidez Imediata (LI) é representada pela sua capacidade financeira de liquidar com as dívidas de curto prazo, com a utilização das contas disponíveis e valores a receber, apenas com o caixa e o equivalente de caixa dividido pelo passivo circulante (SOUZA, 2014). Liquidez Corrente: A Liquidez Corrente (LC) é a divisão do ativo circulante pelo passivo circulante com o resultado do LC serve para saber qual a capacidade da empresa de liquidar suas dividas em curto prazo (MARION, 2012). “Quanto maior for o índice, melhor será a situação financeira da empresa” (SANTOS, 2001, p.23). Esse índice ajuda a resolver em parte um problema que muitas empresas enfrentam que é o descasamento dos prazos, que são somente os ativos e passivos circulante de curto prazo (até 12 meses após a data do balanço) (SOUZA, 2014). Para considerar como um bom índice de liquidez corrente o valor seria acima de um, mas isso depende muito do setor que está sendo avaliado (SANTOS 2001). Pois esse índice é recomendado a se comparar com o indicador médio das empresas do mesmo ramo de atividade, caso o da organização for maior que o da média do mercado significa que o um indicador está bom, e se for ao contrário menor que a média do mercado o indica que não está adequado para a organização (SOUZA, 2014). É possível em curto prazo, uma organização funcionar normalmente com uma rentabilidade baixa e a liquidez corrente alta, ou também com uma rentabilidade alta e baixa liquidez (PIMENTEL; BRAGA; NOVA, 2005). Índice de Endividamento: Uma das formas de verificar o grau de endividamento é realizando os cálculos dos índices de endividamento. Sendo assim ele serve para demonstrar em percentual os ativos totais que são financiados por capitais de terceiros (GROPPELLI; NIKBAKHT, 2002). Os indicadores que serão calculados são os de participação de capital de terceiros sobre recursos totais, a garantia do Capital Próprio ao capital de 18 terceiro e a composição do endividamento, pois quanto menor melhor para a organização (MARION, 2012). Índice de Lucratividade: A análise de lucratividade tem como função de identificar o lucro líquido das receitas, se tornando importante essa análise para a empresa, pois é um indicador econômico, e ainda possuindo uma relação com a competitividade entre as organizações (ROSA, 2007). É também bastante útil o giro do ativo, pois possibilita a empresa saber qual a eficiência do ativo que será utilizada, com a função de gerar reais de venda, pois assim quanto mais gerar as vendas a eficiência dos ativos serão mais utilizados. Assim o resultado do cálculo corresponde quantas vezes do seu ativo a organização vendeu naquele período (MARION, 2007). Índice de Rentabilidade: O índice de rentabilidade juntamente com o seu grupo de índices sendo o retorno sobre o patrimônio líquido e o retorno sobre o investimento, tem como função de mostrar o que rendeu os capitais investidos (GROPPELLI; NIKBAKHT, 2002). O retorno sobre o patrimônio líquido tem como a sua principal função de medir a taxa de retorno, assim quanto maior esse retorno melhor será a ação desta organização (GROPPELLI; NIKBAKHT, 2002). Já o retorno sobre o investimento indica o quanto a organização tem de lucro para cada RS 1,00 de seu investimento total, sendo que o resultado quanto maior melhor para a empresa (MATARAZZO, 2010). O período de Payback tem como função de avaliara o período de investimento de capital (GITMAN, 2010), indicando o tempo em ano que será necessário para recuperar o investimento inicial realizado pela organização. 19 4. ANÁLISE FINANCEIRA Abaixo estão demonstradas as análises das demonstrações financeirase o cálculo dos índices. Balanço Patrimonial dos anos 2018, 2019 e 2020 Fonte: elaborado pelo autor. Fonte: elaborado pelo autor. ATIVO CIRCULANTE 2018 A.V.% A.H. % 2019 A.V.% A.H. % 2020 A.V.% A.H. % Caixa e equivalentes de caixa 11463,5 11,98 100,00 11900,7 11,70 3,8 17090,3 13,65 43,6 Aplicações financeiras 13,4 0,01 100,00 14,6 0,01 9,0 1700,0 1,36 11543,8 Instrumentos financeiros derivativos 220,0 0,23 100,00 172,1 0,17 -21,8 505,9 0,40 194,0 Contas a receber 4879,3 5,10 100,00 4495,5 4,42 -7,9 4303,1 3,44 -4,3 Estoques 5401,8 5,64 100,00 5978,6 5,88 10,7 7605,9 6,08 27,2 Imposto de renda e contribuição social a recuperar 1285,4 1,34 100,00 1831,4 1,80 42,5 1759,2 1,41 -3,9 Demais impostos a recuperar 863,3 0,90 100,00 2242,7 2,20 159,8 1527,9 1,22 -31,9 Outros ativos 1202,9 1,26 100,00 985,5 0,97 -18,1 850,0 0,68 -13,7 TOTAL DO ATIVO CIRCULANTE 25329,6 26,5 100,0 27621,1 28,9 9,0 35342,3 34,7 28,0 ATIVO NÃO CIRCULANTE 2018 A.V.% A.H. % 2019 A.V.% A.H. % 2020 A.V.% A.H. % Aplicações financeiras 147,3 0,15 100,00 163,6 0,16 11,07 213,9 0,17 30,75 Instrumentos financeiros derivativos 34,9 0,04 100,00 1,2 0,00 -96,56 3,4 0,00 183,33 Contas a receber 0,0 0,00 100,00 0,0 0,00 0,00 0,0 0,00 0,00 Imposto de renda e contribuição social a recuperar 3834,4 4,01 100,00 4331,9 4,26 12,97 4495,0 3,59 3,77 Demais impostos a recuperar 2064,7 2,16 100,00 671,1 0,66 -67,50 5695,8 4,55 748,73 Imposto de renda e contribuição social diferidos 539,8 0,56 100,00 2950,1 2,90 446,52 4560,8 3,64 54,60 Outros ativos 1687,4 1,76 100,00 1751,7 1,72 3,81 2141,6 1,71 22,26 Benefícios a funcionários 64,3 0,07 100,00 56,2 0,06 -12,60 33,6 0,03 -40,21 Investimentos 257,1 0,27 100,00 303,4 0,30 18,01 337,4 0,27 11,21 Imobilizado 21638,0 22,61 100,00 22576,3 22,19 4,34 24768,4 19,78 9,71 Intangivel 5840,6 6,10 100,00 6306,4 6,20 7,98 7580,6 6,05 20,20 Ágio 34276,2 35,81 100,00 35009,9 34,41 2,14 40023,5 31,97 14,32 TOTAL DO ATIVO NÃO CIRCULANTE 70384,7 73,5 100,0 74121,8 72,9 5,3 89854,0 71,8 21,2 TOTAL DO ATIVO 95714,3 100,0 100,0 101742,9 100,0 6,3 125196,3 101,0 23,1 ATIVO PASSIVO CIRCULANTE 2018 A.V.% A.H. % 2019 A.V.% A.H. % 2020 A.V.% A.H. % Contas a pagar 14050,0 14,68 100,00 15069,6 14,81 7,26 19339,2 15,45 28,33 Instrumentos financeiros derivativos 679,3 0,71 100,00 355,3 0,35 -47,70 329,8 0,26 -7,18 Empréstimos e financiamentos 1941,2 2,03 100,00 653,1 0,64 -66,36 2738,8 2,19 319,35 Salários e encargos 851,6 0,89 100,00 833,0 0,82 -2,18 925,5 0,74 11,10 Dividendos e juros sobre o capital próprio a pagar 807,0 0,84 100,00 956,6 0,94 18,54 2454,7 1,96 156,61 Imposto de renda e contribuição social a recolher 1558,6 1,63 100,00 1394,2 1,37 -10,55 1167,3 0,93 -16,27 Impostos, taxas e contribuições a recolher 3781,6 3,95 100,00 4108,5 4,04 8,64 4549,5 3,63 10,73 Opção de venda concedida sobre participação em controlada e outros passivos 1366,6 1,43 100,00 1530,7 1,50 12,01 1848,1 1,48 20,74 Provisões 173,0 0,18 100,00 110,0 0,11 -36,42 124,9 0,10 13,55 TOTAL DO PASSIVO CIRCULANTE 25209,0 26,3 100,0 25011,0 24,6 -0,8 33477,8 26,7 33,9 PASSIVO 20 Fonte: elaborado pelo autor. Demonstração do Resultado do Exercício dos anos 2018, 2019 e 2020 Fonte: elaborado pelo autor. PASSIVO NÃO CIRCULANTE 2018 A.V.% A.H. % 2019 A.V.% A.H. % 2020 A.V.% A.H. % Contas a pagar 126,1 0,13 100,00 309,5 0,30 145,44 655,8 0,52 111,89 Instrumentos financeiros derivativos 2,5 0,00 100,00 0,1 0,00 -96,00 0,0 0,00 -100,00 Empréstimos e financiamentos 2162,4 2,26 100,00 2409,7 2,37 11,44 2053,5 1,64 -14,78 Imposto de renda e contribuição social diferidos 2424,6 2,53 100,00 2371,1 2,33 -2,21 3043,4 2,43 28,35 Imposto de renda e contribuição social a recolher (i) 2227,8 2,33 100,00 2219,5 2,18 -0,37 1912,6 1,53 -13,83 Impostos, taxas e contribuições a recolher 675,6 0,71 100,00 645,2 0,63 -4,50 684,3 0,55 6,06 Opção de venda concedida sobre participação em controlada e outros passivos 2661,8 2,78 100,00 3145,3 3,09 18,16 4226,6 3,38 34,38 Provisões 426,2 0,45 100,00 371,0 0,36 -12,95 447,1 0,36 20,51 Benefícios a funcionários 2343,7 2,45 100,00 2704,5 2,66 15,39 3544,0 2,83 31,04 TOTAL DO PASSIVO NÃO CIRCULANTE 13050,7 13,6 100,0 14175,9 13,9 8,6 16567,3 13,2 16,9 PATRIMONIO LIQUIDO DE CONTROLADORES 2018 A.V.% A.H. % 2019 A.V.% A.H. % 2020 A.V.% A.H. % Capital social 57710,2 60,29 100,00 57866,8 56,88 0,27 57899,1 46,25 0,06 Reservas 70122,6 73,26 100,00 75685,7 74,39 7,93 80905,6 64,62 6,90 Ajuste de avaliação patrimonial -71584,8 -74,79 100,00 -72274,5 -71,04 0,96 -64989,0 -51,91 -10,08 TOTAL DO PATRIMONIO LIQUIDO DE CONTROLADORES 56248,0 58,8 100,0 61278,0 60,2 8,9 73815,7 59,0 20,5 PATRIMONIO LIQUIDO DE NÃO CONTROLADORES 2018 A.V.% A.H. % 2019 A.V.% A.H. % 2020 A.V.% A.H. % Participação de não controladores 1206,8 1,26 100,00 1278,0 1,26 5,90 1335,5 1,07 4,50 TOTAL DO PATRIMONIO LIQUIDO DE NÃO CONTROLADORES 1206,8 1,3 100,0 1278,0 1,3 5,9 1335,5 1,1 4,5 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMONIO LIQUIDO 95714,5 100,0 100,0 101742,9 100,0 6,3 125196,3 101,0 23,1 R$ (milhares) A.V. % A.H. % R$ (milhares) A.V. % A.H.% R$ (milhares) A.V. % A.H.% Receita líquida 50231,3 100,00 100,00 52005,1 100,00 3,53 58379 100,00 12,26 Custo dos produtos vendidos -19269,6 -38,36 100,00 -21678,2 -41,68 12,50 -27066,1 -46,36 24,85 Lucro bruto 30961,7 61,64 100,00 30326,9 58,32 -2,05 31312,9 53,64 3,25 Despesas logísticas -6736,5 -13,41 100,00 -6951,4 -13,37 3,19 -8245 -14,12 18,61 Despesas comerciais -5729,5 -11,41 100,00 -5696,1 -10,95 -0,58 -6374,6 -10,92 11,91 Despesas administrativas -2367,2 -4,71 100,00 -2680 -5,15 13,21 -2948,5 -5,05 10,02 Outras receitas/(despesas) operacionais, líquidas 947,3 1,89 100,00 1472,7 2,83 55,46 2679,4 4,59 81,94 Custos decorrentes de combinação de negócios 0 0,00 100,00 0 0,00 0,00 -18,2 -0,03 0,00 Impactos COVID-19 0 0,00 100,00 0 0,00 0,00 -263,2 -0,45 0,00 Recolha da Stella 0 0,00 100,00 0 0,00 0,00 -14,8 -0,03 0,00 Itens não recorrentes -86,4 -0,17 100,00 -397,2 -0,76 359,72 -155,8 -0,27 -60,78 Lucro operacional 16989,4 33,82 100,00 16074,9 30,91 -5,38 15972,2 27,36 -0,64 Resultado financeiro, líquido -3823,4 -7,61 100,00 -3109,5 -5,98 -18,67 -2434,5 -4,17 -21,71 Participação nos resultados de empreendimentos controlados em conjunto 1 0,00 100,00 -22,3 -0,04 -2330,00 -43,3 -0,07 94,17 Lucro antes do imposto de renda e contribuição social 13167 26,21 100,00 12943,1 24,89 -1,70 13494,4 23,12 4,26 Imposto de renda e contribuição social -1789,6 -3,56 100,00 -754,7 -1,45 -57,83 -1762,5 -3,02 133,54 Lucro líquido do exercício 11377,4 22,65 100,00 12188,4 23,44 7,13 11731,9 20,10 -3,75 OBS: ANÁLISE VERTICAL FOI REALIZADA UTILIZANDO A RECEITA LIQUIDA COMO BASE. 2018 2019 2020 21 Demonstração do Fluxo de Caixa dos anos 2018, 2019 e 2020 2018 A.H. % 2019 A.H. % 2020 A.H. % Lucro líquido do exercício 11377,4 100,00 12188,4 7,13 11731,9 -3,75 Depreciação, amortização e impairment 4023,1 100,00 4675,2 16,21 5167,4 10,53 Perda por impairment nas contas a receber,nos estoques e nas demais contas a receber 125,6 100,00 149,3 18,87 296,1 98,33 Aumento/(redução) nas provisões e benefícios a funcionários 171,7 100,00 507,7 195,69 239,7 -52,79 Resultado financeiro líquido 3823,4 100,00 3109,5 -18,67 2434,5 -21,71 Perda/(ganho) na venda de imobilizado e intangíveis 29,8 100,00 -73,9 -347,99 -78,8 6,63 0 100,00 0 0,00 0 0,00 Ganho em permuta de participações societárias -80,2 100,00 0 -100,00 0 0,00 Despesa com pagamentos baseados em ações 161 100,00 205,7 27,76 208,7 1,46 Imposto de renda e contribuição social 1789,6 100,00 754,7 -57,83 1762,5 133,54 Participação nos resultados de empreendimentos controlados em conjunto -1 100,00 22,3 -2330,00 43,3 94,17 Outros itens não monetários incluídos no lucro -1239,2 100,00 -1080,7 -12,79 -1769,9 63,77 Fluxo de caixa das atividades operacionais antes do capital de giro e provisões 20181,2 100,00 20458,2 1,37 20035,4 -2,07 (Aumento)/redução no contas areceber e demais contas a receber -149,2 100,00 -721,9 383,85 -848,8 17,58 (Aumento)/redução nos estoques -1167,2 100,00 -844,1 -27,68 -1303,4 54,41 Aumento/(redução) no contas a pagar e demais contas a pagar 869,8 100,00 1382 58,89 3049,8 120,68 Geração de caixa das atividades operacionais 19734,6 100,00 20274,2 2,73 20933 3,25 Juros pagos -621,9 100,00 -405,1 -34,86 -768,8 89,78 Juros recebidos 500,4 100,00 543,3 8,57 320,3 -41,05 Dividendos recebidos 9,3 100,00 4,2 -54,84 13,8 228,57 Imposto de renda e contribuição social pagos -1711,3 100,00 -2035,3 18,93 -1642,5 -19,30 Fluxo de caixa das atividades operacionais 17911,2 100,00 18381,3 2,62 18855,8 2,58 Proventos da venda de imobilizado e intangíveis 102,4 100,00 190,8 86,33 108 -43,40 Proventos da venda de operações em subsidiárias 0 100,00 205,4 205,00 0 -100,00 Aquisição de imobilizado e intangíveis -3571 100,00 -5069,4 41,96 -4692,7 -7,43 Aquisição de subsidiárias, líquido de caixa adquirido -133,4 100,00 -98,1 -26,46 -431,5 339,86 Aquisição de outros investimentos -8,5 100,00 -62,1 630,59 -19,1 -69,24 (Aplicação financeira) e proventos líquidos de títulos de dívida -16,1 100,00 -8,1 -49,69 -1764,3 21681,48 Proventos/(aquisição) de outros ativos, líquidos -49,1 100,00 2,9 -105,91 0 -100,00 Fluxo de caixa das atividades de investimento -3675,7 100,00 -4838,6 31,64 -6799,6 40,53 Aumento de Capital 6,2 100,00 12,8 106,45 0 -100,00 Aumento/(redução) de capital em não controladores 0 100,00 -26,7 -26,70 0,7 -102,62 Proventos/(recompra) de ações 7,3 100,00 -32,1 -539,73 -7,4 -76,95 Aquisição de participação de não controladores -3060,6 100,00 -0,5 -99,98 0 -100,00 Proventos de empréstimos 2304,9 100,00 946,1 -58,95 3767,9 298,26 Liquidação de empréstimos -2499 100,00 -2352,7 -5,85 -2042,9 -13,17 Caixa líquido de custos financeiros, exceto juros -1153,2 100,00 -2421,9 110,02 -2971,5 22,69 Pagamento de passivos de arrendamento financeiro -13,1 100,00 -537,2 4000,76 -498,5 -7,20 Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos -8814,1 100,00 -7871,3 -10,70 -6850,3 -12,97 Fluxo de caixa de atividades financeiras -13221,6 100,00 -12283,5 -7,10 -8602 -29,97 Aumento/(redução) líquido no caixa e equivalentes de caixa 1013,9 100,00 1259,2 24,19 3454,2 174,32 Caixa e equivalentes de caixa (i) no início do exercício 10352,7 100,00 11463,5 10,73 11900,7 3,81 Efeito de variação cambial 96,9 100,00 -822 -948,30 1735,4 -311,12 Caixa e equivalentes de caixa (i) no final do exercício 11463,5 100,00 11900,7 3,81 17090,3 43,61 Análise Horizontal da Demonstração do Fluxo de Caixa Fonte: elaborado pelo autor. 22 Índice de liquidez dos anos 2018, 2019 e 2020 Fonte: elaborado pelo autor. Fonte: elaborado pelo autor Índice de Endividamento e Estrutura de Capitais dos anos 2018, 2019 e 2020 Fonte: elaborado pelo autor Itens 2018 2019 2020 Liquidez Imediata 0,46 0,48 0,56 Liquidez Corrente 1,00 1,10 1,06 Liquidez Seca 0,79 0,87 0,83 Liquidez Geral 0,88 0,96 1,05 Itens 2018 2019 2020 Endividamento Geral 0,40 0,39 0,40 Endividamento com Terceiros 0,67 0,63 0,53 Composição do Endividamento 0,66 0,64 0,67 Imobilização de Recursos não Recorrentes 0,72 0,74 0,65 Fonte: elaborado pelo autor. 23 Índice de Rentabilidade dos anos 2018, 2019 e 2020 Fonte: elaborado pelo autor Fonte: elaborado pelo autor Índice de Atividade dos anos 2018, 2019 e 2020 Fonte: elaborado pelo autor Itens 2018 2019 2020 Retorno Sobre o Patrimônio Líquido 0,20 0,19 0,16 Retorno sobre o Ativo 0,12 0,12 0,09 Margem Bruta 0,62 0,58 0,54 Margem Operacional 0,34 0,31 0,27 Margem Líquida 0,23 0,23 0,20 Giro do Ativo 0,52 0,51 0,47 Itens 2018 2019 2020 PMR-Prazo médio de recebimento 35 31 27 PMP-Prazo médio de pagamento 249 244 243 PMRE- Prazo médio de rotação dos estoques 101 99 101 Fonte: elaborado pelo autor. 24 Índice de Fluxo de Caixa dos anos 2018, 2019 e 2020 Fonte: elaborado pelo autor. Fonte: elaborado pelo autor. Itens 2018 2019 2020 Ciclo Economico 101 99 101 Ciclo Operacional 136 130 128 Ciclo Financeiro -113 -113 -115 25 5. CONCLUSÃO Após concluir as análises nas demonstrações contábeis apresentadas, é possível entender a importância desse estudo no processo de tomada de decisão de administradores, acionistas e investidores. Através das análises horizontais foi possível verificar que durante os anos de dois mil e dezoito e dois mil e dezenove a empresa obteve menos capital de terceiros em seu poder, tal informação é observada na A.H. do passivo. Em contrapartida, no ano de 2020 a empresa obteve um aumento expressivo de 33,9% em seu passivo circulante e de 319,35% em empréstimos e financiamentos, efeito que podemos atribuir a responsabilidade devido aos impactos da covid e das quarentenas obrigatórias que tivemos no pais, a empresa teve a necessidade de contratar novos empréstimos para financiar seu capital de giro, conforme as notas explicativas. Na analise horizontal do ativo notamos também um aumento bem alto nos impostos a recuperar, equivalente à 748,73%, esse aumento se deve ao reconhecimento de créditos de PIS e COFINS oriundos da exclusão do ICMS da base de cálculo. Com base no índice de liquidez imediata podemos avaliar que a empresa não possui valor monetário suficiente para liquidar suas dívidas de imediato, uma vez que, para cada um real em dívida a empresa possui apenas quarenta e seis centavos em 2018 e nos anos seguintes teve uma melhora mas não o suficiente possuindo apenas, quarenta e oito centavos em 2019 e cinquenta e seis em 2019. Há curto prazo, podemos analisar através da liquidez corrente que no ano de 2019 a empresa aumentou seu ativo circulante conseguindo uma folga de dez centavos para cada real, porém em 2020 essa folga diminuiu em quatro centavos. Assim de certa forma, piorou sua situação financeira, mas permaneceu conseguindo liquidar sua divida a curto prazo com folga. De acordo com o índice de liquidez geral foi possível observar que a empresa obteve um crescimento em seus ativos permanentes em 2020 e 2019 em relação ao ano de 2018, possuindo em 2020 ativos suficientes para liquidar suas dívidas totais. 26 Os indicadores de endividamento e estrutura de capitais revelou que a empresa possui 40% de dividas em relação ao seu capital próprio aplicado em 2018 e nos anos seguintes manteve este padrão. Com relação à participação de capitais de terceiros podemos analisar que a empresa buscou diminuir sua dependência em recursos de terceiros, visto que no ano de 2018 possuía uma dependência de 67% e nos anos seguintes 53%, representando uma melhora de dezoito por cento menos dependente de recursos de terceiros e relação ao ano de 2018. Observando os índices de rentabilidade verificamos que a empresa está tendo um retorno positivo sobre o seu patrimônio líquido, porém com uma queda de 0,04 em 2020 referente ao ano de 2018, no qual o ano de 2020 teve o resultado de R$ 0,20 para cada R$ 1,00 investido de capital próprio. Analisando os índices dos anos de 2018, 2019 e 2020 podemos avaliar que o ano de 2018 obteve uma rentabilidade mais satisfatória em relação aos índices de retorno e as margens de lucro. Através dos índices de atividade, avaliamos que a empresa possui um excelente prazo médio de recebimento de clientes que varia na média de 30 dias, dessa forma, necessitando de menos fluxo de caixa para manter sua atividade visto que o para pagamento de fornecedores a empresa possui uma média de 245 dias. Assim mantendo um fluxo de caixa menor a empresa possui um ciclo operacional equilibrado. Após realizar as análises das demonstrações contábeis da empresa objeto de estudo Ambev, a equipe colocou em pratica todos os conhecimentos adquiridos durante as aulas e pode desenvolver um olhar analítico.27 6. REFERÊNCIAS MARION, José Carlos. Contabilidade Básica, 10. Ed. - 2. Reimpr. - São Paulo: Atlas, 2009 MONTOTO, Eugenio. Contabilidade Geral e Analise de Balanços Esquematizado, 3ª Edição. Saraiva, 2014 FIPECAFI, Manual de Contabilidade Societária : Aplicável a Todas as Sociedades: De Acordo com as Normas Internacionais e do CPC – 3. Ed. – São Paulo: Atlas, 2018. IUDÍCIBUS, Sérgio de. Análise de Balanços. 11a ed. São Paulo: Atlas, 2017. https://valor.globo.com/valor-ri/ http://www.cervbrasil.org.br/novo_site/mercado-cervejeiro/ https://valor.globo.com/valor-ri/