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UNIVERSIDADE PAULISTA 
 INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E 
COMUNICAÇÃO- ICSC 
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APS - ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS 
Análise das Demonstrações Contábeis 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 
2021 
FELIPE MATERIAL CERQUEIRA – N23EA0 
LUIZ PAULO NATO – N2989H6 
MARIELE SOLER GUILHEM – T9266G5 
RAFAEL NICOLAS BARBOSA DE SOUZA – N3333G4 
VICTOR MIRANDA REIS – T999IA1 
WILLIAN LUIZ MARCAL VIEIRA – D5639A1 
 
 
 
 
 
APS - ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS 
CONTABILIDADE FINANCEIRA 
 
 
 
Atividades Práticas Supervisionadas – 
APS Trabalho apresentado como 
exigência para avaliação do 8º período, 
do curso de Ciências Contábeis da 
Universidade Paulista sob orientação 
do Profº Luis Carlos Terêncio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 
2021 
SUMÁRIO 
 
Introdução ......................................................................................................... 2 
Identificação da empresa................................................................................. 3 
Análise Setorial ............................................................................................... 4 
Economia ........................................................................................................ 4 
Potencial de consumo ..................................................................................... 5 
Perspectivas e tendências do setor .................................................................... 7 
Análise da Empresa ...................................................................................... 10 
Características .............................................................................................. 10 
Concorrência ................................................................................................. 10 
Principais Produtos ....................................................................................... 11 
Fundamentação Teórica ................................................................................ 12 
Análise das Demonstrações Contábeis ........................................................ 15 
Análise por Índices ........................................................................................ 16 
Análise Financeiras ........................................................................................ 19 
Análises Verticais e Horizontais .................................................................... 19 
 Balanço Patrimonial .................................................................................. 19 
 Demonstração do Fluxo de Caixa ............................................................. 21 
 Demonstração do Resultado do Exercício ................................................ 20 
Análises por Índices ...................................................................................... 22 
 Índice de Liquidez ..................................................................................... 22 
 Índice de Endividamentos e Estrutura de Capitais .................................... 22 
 Índice de Atividade .................................................................................... 23 
 Índice de Rentabilidade ............................................................................. 23 
 Índice de Fluxo de Caixa ........................................................................... 24 
Conclusão ....................................................................................................... 25 
Referências ..................................................................................................... 27 
2 
 
Introdução 
 
 O programa de APS (Atividades Práticas Supervisionadas) é realizado 
pelos alunos do curso de Ciências Contábeis, da Universidade Paulista UNIP. 
 A APS tem como objetivo expor conceitos estudados em sala de aula, por 
meio de trabalhos em grupo projetos e pesquisas referentes as disciplinas de 
Análise das Demonstrações Contábeis e outras vistas no decorrer do curso e 
que possam auxiliar no desenvolvimento deste relatório. Onde foi possível 
analisar esses conceitos aplicados a uma realidade organizacional de uma 
grande indústria, sendo percebida grande complexidade e suma importância 
para realizar análise financeira de uma determinada empresa. Os principais 
objetivos da APS: 
• Identificar os principais concorrentes e analisar perfil dos consumidores, 
bem como características setorial do cenário interno e externo 
• Análise Financeira (Análise horizontal, análise vertical, análise de 
índices); 
• As seguintes Demonstrações Contábeis publicadas de: 
 Balanço Patrimonial; 
 Demonstrações do Resultado do Exercício; 
 Demonstração de Fluxo de Caixa; 
 Notas Explicativas. 
 
 
3 
 
Identificação da empresa 
 O trabalho desta APS gira em torno de uma empresa que atua no ramo 
de bebidas – AMBEV. 
 A AMBEV nasceu em 1999, devido a junção de duas grandes empresas 
centenárias Cervejaria Brahma e Companhia Antarctica, presente em pelo 
menos 19 países, com 35 mil colaboradores somente no Brasil, hoje ela é 
considerada a maior cervejaria do mundo. E em seu portfólio conta com 30 
marcas de bebidas e mais de 100 rótulos e 100 centros de distribuição direta. 
 
 
4 
 
1. ANÁLISE SETORIAL 
1.1 Características 
Um dos mais tradicionais do Brasil, o setor cervejeiro tem ampla 
capilaridade e está presente em todas as cidades do país, em uma cadeia que 
vai do agronegócio ao pequeno varejo, passando pelos mercados de 
embala­gens, logística, maquinário, construção civil, entre outros. 
O setor é um dos mais relevantes da economia brasileira. Com mais de 
2,7 milhões de pessoas em­pregadas ao longo da cadeia produtiva, está entre 
os maiores em­pregadores do Brasil e é forte indutor da economia nacional. 
Como possui um importante efeito multiplicador, sua atuação movimenta 
uma extensa rede que é responsável por 1,6% do PIB e 14% da indústria de 
transformação nacional. 
No campo, a produção de cevada representa cerca de 100.000 hectares 
de área plantada, com mais de 2.000 famílias empregadas e 300.000 toneladas 
produzidas/ano. Representando ainda uma grande oportunidade de negócio. 
 
1.2 Economia Brasileira e Internacional 
A AmBev conseguiu com o passar dos anos se tornar referência em 
gestão, crescimento e rentabilidade. A empresa persegue continuamente a 
maior eficiência em custos, característica marcante da economia neoclássica 
que tem seu foco fundamentalmente sobre a eficiência dos recursos. 
A incerteza sobre os rumos fiscais no país somada à falta de avanço nas 
reformas propostas pelo governo e ao abalo nas bolsas dos Estados Unidos 
fizeram com que o Ibovespa encerrasse o mês de setembro com o pior 
desempenho desde março, quando teve início a pandemia do novo coronavírus. 
Mesmo com o desempenho aquém do esperado, papéis como os da Vale, 
Qualicorp e Ambev se descolaram do Ibovespa e fecharam o mês no azul. Não 
à toa, as ações estão entre as mais recomendadas por gestores e entraram na 
Carteira Recomendada de Outubro do CNN Brasil Business. 
5 
 
No pré-mercado de Nova York, o desempenho positivo da Ambev (o 
volume de cervejas em todos os mercados que a companhia opera cresceu 
11,6%) se reflete no avanço de 3,94% do recibo de ações (ADR) da companhia, 
a US$ 2,91. 
Os analistas deram destaque para o forte desempenho da Brahma Duplo 
Malte e para o portfólio premium crescendo quase 20%, juntamente com o 
crescimento de um dígito alto (cerca de 9%) para as marcas convencionais. 
As três principais estratégias implementadas em 2020 pela Ambev 
permanecem em vigor: aumentos de preços, inovação de portfólio e promoções 
inteligentes. 
Os custos da AmBev aumentaram cerca de 20% ao longo de 2021, como 
a empresa já havia anunciado na divulgação de resultadosdo quarto trimestre. 
A margem bruta da divisão de cervejas da Ambev para o Brasil caiu 3,7 ponto 
percentual no primeiro trimestre ante o ano anterior, para 52,3%. 
Atualmente, a companhia está presente em 19 países, sendo que só no 
Brasil detém mais de 30 cervejarias. Ao todo, são mais de 35 mil colaboradores 
e 30 marcas de cervejas. 
Em relação à participação de mercado, a Ambev ainda é líder absoluta. 
No entanto, seu share vem reduzindo ano a ano, influenciado pelo aumento da 
participação das cervejas artesanais no mercado. Esses fatores contribuem para 
a incerteza dos investidores em relação ao futuro da companhia. Apesar de 
apresentar lucro e manter a liderança, variáveis como o dólar e a mudança do 
padrão de consumo ainda não são totalmente dimensionadas pelo mercado. 
No quarto trimestre de 2020, o volume de vendas consolidado aumentou 
7,6% em relação ao mesmo período de 2019. Porém, se considerarmos apenas 
cervejas, somente no Brasil o crescimento foi de mais de 20%. 
 
1.3 Potencial de Consumo 
A empresa fez 15 mil degustações com 25 produtos em três regiões do 
Brasil, visando descobrir a percepção dos consumidores em relação à cerveja. 
6 
 
A descoberta é interessante: a percepção de preço aumenta com a intensidade 
do sabor. Isso posto, a Ambev mapeou as oportunidades, selecionando os 
produtos certos para acompanhar a tendência de consumo. Quando analisamos 
a contribuição da inovação para a receita em 2019, o valor era de 5%. Segundo 
a Ambev, veremos um aumento significativo: espera-se que esse valor atinja 
10% em 2021, chegando perto de 50% nos próximos anos. 
O portfólio de produtos premium da Ambev está crescendo dois dígitos 
neste ano, tanto em volume, quanto em participação de mercado. Olhando para 
frente, as expectativas são ainda mais otimistas. Na visão deles, a expansão do 
segmento premium é uma tendência global: Nos EUA, para cada 3 cervejas 
vendidas, 1 é premium. Quando olhamos para o Brasil, essa realidade ainda é 
distante, mas está cada vez mais próxima – nos últimos 6 anos, o mercado 
aumentou 3x. 
De acordo com a Ambev, à medida que o mercado amadurece, há mais 
fragmentação: os consumidores começam a procurar cervejas diferentes, 
levando à criação de novas marcas. As quatro principais marcas da Ambev no 
Brasil representam 77% das vendas (no passado, esse valor já foi acima de 
90%), enquanto as quatro principais marcas dos EUA, França e Reino Unido 
representam 30%. A estratégia da Ambev para os produtos premium é baseada 
em: (1) jogo de portfólio: marcas fortes e liderança em cervejas artesanais; (2) 
Inovação: consumidores buscam inovação em produtos premium todo o tempo 
– à título de referência, 10% do consumo deste ano veio de novos produtos. Vale 
ressaltar que novas embalagens também possuem um papel importante nessa 
frente; (3) Experiência do cliente: tornar-se digital, melhorar a rede de distribuição 
(B2B), personalizar a logística e focar no NPS (satisfação do cliente); e (4) 
experiência do consumidor. 
A Ambev informou que, quando a renda disponível da população 
aumentar e o consumidor passar a consumir produtos mais caros, ele se 
deparará com um portfólio de produtos da Ambev muito melhor do que o 
existente antes da crise que o Brasil viveu. A Ambev já está a postos, preparada 
para quando esse movimento acontecer. Segundo a empresa, há um espaço 
muito grande para aumentar os volumes, já que 50% da população com idade 
7 
 
acima da permitida para o consumo de bebidas alcoólicas não bebe cerveja 
devido à baixa renda disponível. 
 
1.4 Perspectivas e Tendências do setor 
A Ambev está construindo uma plataforma digital que agrega valor aos 
clientes por meio de serviços de excelência. Atualmente, a plataforma possui 
mais de 150 mil usuários e gera mais de R$2 bilhões em receita bruta. Através 
do aplicativo: (1) os clientes podem abrir solicitações em todos os canais; (2) as 
solicitações são resolvidas em sistema centralizado – conectando as operações 
do cliente e da empresa e (3) algoritmo do Venda Certa – inteligência (machine 
learning) para sugerir o portfólio correto para cada cliente, maximizando o 
sortimento e a eficiência de vendas – a quantidade e produtos certos para o 
cliente certo. A Venda Certa leva a um portfólio mais lucrativo e melhora o 
serviço, com um processo de venda totalmente digital, sem necessidade de 
vendedores na loja física. 200 mil dos 1 milhão de clientes já estão usando o 
aplicativo, fazendo pedidos. 
A pandemia do novo coronavírus e seus efeitos não terminaram em 2021. 
Logo, os impactos sobre o mercado de cerveja ainda serão sentidos ao longo do 
ano. Sob um olhar mais otimista, no máximo a intensidade apresentada pelos 
impactos da pandemia será menor do que a do ano anterior. 
O desenrolar de um programa de vacinação atingiu inicialmente camadas 
reduzidas da população e a imunização eficiente da sociedade contra o vírus é 
um fenômeno ocorre gradativamente num momento posterior a campanha de 
aplicação de vacinas. A partir deste ponto a pandemia deixará de ser um questão 
de gravidade para os sistemas de saúde e as incertezas relativas a isto para o 
mercado tendem a diminuir. 
Adicionalmente, as perspectivas de imunização da população dão 
indicativos que ocorrerão de forma não uniforme pelo Brasil. Logo, os efeitos da 
pandemia tendem a ser mais persistentes em determinadas regiões do país e 
menos em outras, a não ser que ações de coordenação nacional evoluam 
rapidamente. 
8 
 
Com isso, a probabilidade da aplicação de restrições a abertura de bares, 
restaurantes, locais turísticos e a ocorrência de eventos continuarão ao longo de 
2021 o que acaba por impactar diretamente diversas ocasiões de consumo de 
cerveja fundamentais para o funcionamento mais equilibrado da cadeia. 
Os investimentos promovidos e os projetos anunciados pelas maiores 
cervejarias do país (Ambev, Heineken e Grupo Petrópolis) ao longo dos últimos 
meses são um prenúncio de que 2021 dará continuidade ao acirramento da 
disputa do mercado de cerveja no país pela grande indústria. 
Novas fábricas, ampliação de distribuição, sustentabilidade ambiental, 
valorização de diversidade e inovação foram temas alvo de investimento em 
maior ou menor grau pelos três maiores grupos cervejeiros presentes no Brasil. 
Um assunto de destaque para as grandes cervejarias e que tem recebido 
diferentes abordagens é o crescimento do mercado de cervejas premium que 
não foi impactado pela pandemia, pois sua faixa de consumidores foi muito 
pouco afetada pela crise e mesmo no consumo em casa deu preferência por este 
tipo de produto. 
Esses produtores contam com um fôlego financeiro bastante curto para 
as variações que o mercado tem apresentado e muitos dependem quase que 
exclusivamente de lojas e eventos especializados que continuam com 
funcionamento distante do que era considerado normal antes da pandemia, seja 
por restrições ou inatividade permanente desses elos finais da cadeia. 
Soma-se a isso o impacto da escassez de insumos que atinge mais 
fortemente também estas pequenas cervejarias, fazendo com que as duas 
pontas apresentem um alto nível de incerteza, o que acaba se revertendo em 
perdas financeiras e aumento da pressão sobre estes negócios. 
Com isso, o cenário para viabilização da operação de pequenas 
cervejarias artesanais requer um maior grau de realização de parcerias de 
diferentes níveis de comprometimento, sejam elas para atividades pontuais ou 
pensando em ações de longo prazo, o que pode ajudar na redução de incertezas 
e racionalização de alguns custos para se atravessar os desafios da situação 
atual. 
9 
 
Por outro lado, microcervejarias com negócios mais robustos e que já 
conseguiram se adaptar de maneira mais eficiente as condições atuais irão 
ganhar chances de expansão de público nos canais de distribuição que foram 
preservados, devido ao espaço deixado por outras que estejamvivenciando 
maiores dificuldades. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
2. ANÁLISE DA EMPRESA 
 
2.1 Características 
A Ambev é uma empresa de bebidas brasileira e a maior produtora de 
cerveja da América Latina. Está presente em 18 países das Américas e é líder 
em 6 dos países onde opera – Brasil, Argentina, Canadá, Uruguai, Bolívia e 
Paraguai. No Brasil, as marcas Skol, Brahma e Antartica detêm mais de 50% de 
participação no mercado. É controlada pela ABI (Anheuser-Busch Inbev), que 
detém 62% da empresa. 
Quando surgiu a AmBev no ano de 2000, resultante da união da Antarctica 
e da Brahma, via-se através de toda polêmica que fora gerada em torno desta 
fusão que sua trajetória ficaria marcada para sempre na história da economia 
brasileira. No dia 31 de março de 2000, o Conselho Administrativo de Defesa 
Econômica - CADE deu seu parecer final sobre a fusão que criava a partir de 
então a maior cervejaria da América Latina. Aqui no Brasil a AmBev passou a 
concentrar 67% do mercado de cervejas, após a fusão passou a atuar em mais 
de 15 estados da Federação, além de fábricas no Uruguai, na Argentina e na 
Venezuela. 
 
2.2 Concorrência 
Atualmente os principais concorrentes da Ambev são: 
• Pepsico do Brasil; 
• Spal Indústria Brasileira de Bebidas S.A; 
• Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes S.A. - 
Schincariol-Sp; 
• Cervejarias Kaiser – FEMSA. 
 
 
 
 
11 
 
2.3 Principais Produtos 
A empresa possui como principais produtos: Bebidas alcoólicas 
(Cervejas, Chops e Bebidas Mistas) e Bebidas não alcoólicas (Refrigerantes, 
Sucos, Isotônicos, Energéticos, Chás e Água). 
Sendo suas principais e mais conhecidas marcas: 
• Skol Beats; 
• Fusion; 
• Skol; 
• Brahma; 
• Antarctica; 
• Corona; 
• Budweiser; 
• Guaraná Antarctica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
3. FUNDAMENTAÇÃO TEORICA 
O balanço patrimonial é uma demonstração de grande relevância para a 
contabilidade. Segundo Marion (2004, p.52) o Balanço Patrimonial é o mais 
importante relatório gerado pela contabilidade. Através dele pode-se identificar 
a saúde financeira e econômica da empresa no fim do ano ou em qualquer data 
prefixada. 
 É no balanço patrimonial que estão às informações de como anda a 
situação da empresa, sua rentabilidade a solvência, se tem capital de giro e por 
fim se consegue honrar suas dívidas, entre outras informações que podem ser 
extraídas. Para Assaf Neto (1981, p. 28), o balanço servirá como elemento de 
partida para o conhecimento retrospectivo da situação econômica e financeira 
de uma empresa, através das informações contidas nos seus vários grupos de 
contas. 
 No balanço patrimonial as contas são separadas e classificadas de 
acordo com os elementos patrimoniais deste modo a facilitar a análise e o 
conhecimento de cada elemento. O balanço está dividido da seguinte forma: 
• Ativo: e uma conta de patrimônio cujo nela está elencada o conjunto 
de bens e direitos de uma entidade como também estão os recursos 
passados e futuros a qual se espera resultados financeiros futuros. 
• Passivo: representa todas as origens de recursos provenientes de 
obrigações com terceiros, também conhecido como passivo exigível ou 
capital de terceiros, nessa conta está elencada todas as dívidas da 
empresa de curto e de longo prazo, essas obrigações sempre exigirão 
ativos para a quitação das mesmas. 
• Patrimônio Líquido: Esse representa o capital próprio da empresa, ou 
seja, a conta que não pode ser exigível, pois essa conta pertence aos 
sócios da entidade. O patrimônio líquido e a diferençada soma do ativo 
menos o passivo, se o ativo for maior que o passivo significa que a 
entidade tem mais bens e direitos para honrar com suas obrigações, já 
se o passivo for maior que o ativo então essa empresa deve mais a 
terceiros. 
13 
 
Outra demonstração também importante é a demonstração do resultado 
do exercício, essa trás as informações das despesas e receitas da empresa, 
evidenciando o resultado no final do exercício, ela serve como base, para saber 
se a mesma teve lucro ou prejuízo no período analisado, como também 
demonstra todas as transações feitas pela mesma. Ou seja, Todas as receitas 
provenientes de vendas de mercadorias ou prestação de serviços e as despesas, 
que são todos os gastos que a empresa precisa ter para obter receitas. 
 Conforme Iudícibus (1998, p. 20) é caracterizada como a arte de saber 
extrair relações úteis, para o objetivo econômico que tivermos em mente, dos 
relatórios contábeis tradicionais e de suas extensões e detalhamento, se for o 
caso. 
O Balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício, com 
o auxílio dos índices contábeis, esse são de suma importância, pois com eles 
poderá ser feito o diagnóstico de uma empresa. São deles que os analistas vão 
tirar informações precisas para se chegar a uma conclusão de como anda a 
situação financeira e econômica da empresa. 
Os índices de liquidez avaliam a capacidade de pagamento da empresa 
frente a suas obrigações. Sendo de grande importância para a administração da 
continuidade da empresa, as variações destes índices devem ser motivos de 
estudos para os gestores. As informações para o cálculo destes índices são 
retiradas unicamente do Balanço patrimonial, demonstração contábil que 
evidência a posição patrimonial da entidade, devendo ser atualizadas 
constantemente para uma correta análise. 
Com a obrigatoriedade da publicação da Demonstração do Fluxo de 
Caixa, nos termos da Lei 11.638 de 28 de dezembro de 2007, que alterou e 
revogou os dispositivos da Lei 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações). No 
entanto a mesma é dispensada para as companhias fechadas com patrimônio 
líquido inferior a: R$ 2 milhões de reais na data do balanço (MARION,2013). 
 A Demonstração dos Fluxos de Caixa é um relatório contábil, com a 
finalidade de demonstrar as transações ocorridas em um determinado período e 
que causam modificações no resultado da empresa (MARION,2013) 
14 
 
 Portando, o fluxo de caixa abrange as contas classificadas no grupo do 
Ativo Circulante (Disponibilidade) do Balanço Patrimonial. Visualizando uma 
DFC, podemos identificar com facilidade qual foi à origem dos recursos 
financeiros que passaram pelo Caixa da empresa num determinado período de 
tempo. (RIBEIRO, 2014). 
O fluxo de caixa está presente não só em empresas, mas também na 
sociedade em geral. Por mais simples que uma pessoa seja, ela lembra quanto 
dinheiro entrou no mês e quanto ela gastou. Até uma criança que ganha sua 
mesada sabe seu fluxo financeiro. (MARION,2009). 
 De forma resumida, a DFC indica origem e a aplicação de todo recurso 
que transitou pelo Caixa da Empresa. Assim, a DFC proporciona ao 
administrador uma melhor visão no planejamento financeiro. Por meio do 
planejamento financeiro, evidenciará ao administrador o momento certo, por 
exemplo, para realização de um empréstimo para acobertar a insuficiência de 
capital, e saber aplicar o excesso do dinheiro. (IUDICIBUS, 2000). 
Conforme a NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias 
Empresas, as empresas enquadradas nesta situação apresentam as notas 
explicativas na seguinte ordem: 
a) declaração de que as demonstrações contábeis foram elaboradas em 
conformidade com esta Norma; 
 b) resumo das principais práticas contábeis utilizadas; c 
c) informações de auxílio aos itens apresentados nas demonstrações 
contábeis, na ordem em que cada demonstração é apresentada, e na ordem em 
que cada conta é apresentada na demonstração; e 
d) quaisquer outras divulgações. 
Segundo Blatt (2001), a definição de notas explicativas é a seguinte: 
“As notas explicativas são informações complementares 
às Demonstrações Contábeis, representando parte integrante 
destas. Podem estar expressas tanto na forma descritiva como na 
de quadros analíticos, ou mesmo englobandooutras 
demonstrações contábeis que forem necessárias ao melhor e mais 
15 
 
completo esclarecimento das Demonstrações Contábeis.” (BLATT, 
2001, p. 42). 
Ainda segundo Blatt (2001), as notas explicativas devem ser relevantes 
e complementares às informações não suficientemente evidenciadas nas 
demonstrações contábeis ditas. As notas incluem informações de natureza 
patrimonial, econômica, física e social. Demonstra os critérios utilizados na 
elaboração das demonstrações contábeis e os eventos ocorridos no balanço. 
Conforme Padoveze (2004 a), a finalidade das notas explicativas é 
proporcionar aos usuários o perfeito entendimento dos relatórios básicos 20 
apresentados. Deve conter informações de caráter descritivo, informando os 
principais critérios e eventuais modificações ocorridas na elaboração dos 
relatórios contábeis. 
Ainda conforme Padoveze (2004 a), outra característica é o seu 
detalhamento numérico de algumas rubricas constantes do Balanço Patrimonial 
e da Demonstração de Resultado, tornando de fácil e prático entendimento. 
Análises das Demonstrações Contábeis 
Análise de uma organização tem como principal função a comparação 
de valores entre determinados períodos (ASSAF NETO, 2006). Depois da 
avaliação geral da empresa, pode-se aprofundar nas análises vertical e 
horizontal assim podendo conhecer detalhadamente as demonstrações 
financeiras, que podem não demostrar na análise dos índices (MATARAZZO, 
2010). 
 A análise vertical é um processo comparativo em porcentagem, para 
realizar o cálculo é necessário relacionar com uma conta com o total do grupo 
de contas no mesmo demonstrativo, um exemplo na análise vertical do balanço 
o cálculo é realizado onde cada conta do passivo é dividida pelo total do passivo, 
podendo ser realizado no Balanço Patrimonial (ativo e passivo) e no DRE 
(ASSAF NETO, 2006). 
 Com essa análise pode-se observar como cada conta de cada grupo 
está com o resultado, obtendo um aumento comprado com o ano anterior ou até 
mesmo um decréscimo na conta (REIS, 2003). 
16 
 
A análise horizontal tem como função de apresentar com o cálculo em 
porcentagem a evolução de cada conta em relação com a conta do ano anterior, 
tendo como um ano base sendo o ano mais antigo, podendo assim analisar a 
evolução da empresa a ou até mesmo o decréscimos da organização de um ano 
para o outro (MATARAZZO, 2010). 
Análises por índices 
Os principais índices de liquidez são: liquidez geral, seca, corrente e 
imediata, e com esses índices é possível saber se a organização conseguirá ou 
não cumprir com seus compromissos financeiros de curto prazo e longo prazo 
(SOUZA, 2014). 
Liquidez Geral: A Liquidez Geral (LG) é realizada com a soma do ativo 
circulante mais o realizável a longo prazo dividido pelo passivo circulante mais o 
exigível a longo prazo, com este cálculo o resultado do LG serve para saber a 
capacidade de pagamento da organização em longo prazo, e o que será 
convertido em dinheiro tanto de curto quanto a de longo prazo, relacionando com 
a dívida assumida (MARION, 2012). 
O resultado da liquidez geral resultar em maior que um isso significa que 
a organização tem recursos no ativo para liquidar as dívidas que são 
representadas pelo passivo, e se o resultado for menor que um a empresa não 
tem como liquidar suas dívidas (SOUZA, 2014). 
Liquidez Seca: A Liquidez Seca (LS) pode ser calculada com o ativo 
circulante menos o estoque dividido pelo passivo circulante sendo que o 
resultado serve para, “medir o percentual das dívidas de curto prazo em 
condições de serem liquidadas mediante o uso de ativos monetários de maior 
liquidez” (ASSAF NETO; SILVA, 2002, p 31 
A LS tem a capacidade financeira de liquidar seus compromissos de 
curto prazo sem interferir nos estoques (SOUZA, 2014). 
O resultado ideal para a liquidez seca seria acima de um, mas isso 
depende muito do setor da empresa e das características operacionais, pois 
“uma empresa com forte sazonalidade em suas vendas terá um índice de 
liquidez seca baixo no período em que precisar carregar altos volumes de 
17 
 
estoque” (SANTOS, 2001, p. 25), assim representando um ameaça para a área 
financeira (SANTOS, 2001). 
Liquidez Imediata: A Liquidez Imediata (LI) é representada pela sua 
capacidade financeira de liquidar com as dívidas de curto prazo, com a utilização 
das contas disponíveis e valores a receber, apenas com o caixa e o equivalente 
de caixa dividido pelo passivo circulante (SOUZA, 2014). 
Liquidez Corrente: A Liquidez Corrente (LC) é a divisão do ativo 
circulante pelo passivo circulante com o resultado do LC serve para saber qual 
a capacidade da empresa de liquidar suas dividas em curto prazo (MARION, 
2012). “Quanto maior for o índice, melhor será a situação financeira da empresa” 
(SANTOS, 2001, p.23). Esse índice ajuda a resolver em parte um problema que 
muitas empresas enfrentam que é o descasamento dos prazos, que são somente 
os ativos e passivos circulante de curto prazo (até 12 meses após a data do 
balanço) (SOUZA, 2014). 
Para considerar como um bom índice de liquidez corrente o valor seria 
acima de um, mas isso depende muito do setor que está sendo avaliado 
(SANTOS 2001). Pois esse índice é recomendado a se comparar com o 
indicador médio das empresas do mesmo ramo de atividade, caso o da 
organização for maior que o da média do mercado significa que o um indicador 
está bom, e se for ao contrário menor que a média do mercado o indica que não 
está adequado para a organização (SOUZA, 2014). 
É possível em curto prazo, uma organização funcionar normalmente com 
uma rentabilidade baixa e a liquidez corrente alta, ou também com uma 
rentabilidade alta e baixa liquidez (PIMENTEL; BRAGA; NOVA, 2005). 
Índice de Endividamento: Uma das formas de verificar o grau de 
endividamento é realizando os cálculos dos índices de endividamento. Sendo 
assim ele serve para demonstrar em percentual os ativos totais que são 
financiados por capitais de terceiros (GROPPELLI; NIKBAKHT, 2002). 
Os indicadores que serão calculados são os de participação de capital 
de terceiros sobre recursos totais, a garantia do Capital Próprio ao capital de 
18 
 
terceiro e a composição do endividamento, pois quanto menor melhor para a 
organização (MARION, 2012). 
Índice de Lucratividade: A análise de lucratividade tem como função de 
identificar o lucro líquido das receitas, se tornando importante essa análise para 
a empresa, pois é um indicador econômico, e ainda possuindo uma relação com 
a competitividade entre as organizações (ROSA, 2007). 
É também bastante útil o giro do ativo, pois possibilita a empresa saber 
qual a eficiência do ativo que será utilizada, com a função de gerar reais de 
venda, pois assim quanto mais gerar as vendas a eficiência dos ativos serão 
mais utilizados. Assim o resultado do cálculo corresponde quantas vezes do seu 
ativo a organização vendeu naquele período (MARION, 2007). 
Índice de Rentabilidade: O índice de rentabilidade juntamente com o seu 
grupo de índices sendo o retorno sobre o patrimônio líquido e o retorno sobre o 
investimento, tem como função de mostrar o que rendeu os capitais investidos 
(GROPPELLI; NIKBAKHT, 2002). 
O retorno sobre o patrimônio líquido tem como a sua principal função de 
medir a taxa de retorno, assim quanto maior esse retorno melhor será a ação 
desta organização (GROPPELLI; NIKBAKHT, 2002). Já o retorno sobre o 
investimento indica o quanto a organização tem de lucro para cada RS 1,00 de 
seu investimento total, sendo que o resultado quanto maior melhor para a 
empresa (MATARAZZO, 2010). 
O período de Payback tem como função de avaliara o período de 
investimento de capital (GITMAN, 2010), indicando o tempo em ano que será 
necessário para recuperar o investimento inicial realizado pela organização. 
 
 
 
 
 
19 
 
4. ANÁLISE FINANCEIRA 
Abaixo estão demonstradas as análises das demonstrações financeirase 
o cálculo dos índices. 
Balanço Patrimonial dos anos 2018, 2019 e 2020 
Fonte: elaborado pelo autor. 
 
Fonte: elaborado pelo autor. 
 
 
ATIVO CIRCULANTE 2018 A.V.% A.H. % 2019 A.V.% A.H. % 2020 A.V.% A.H. %
Caixa e equivalentes de caixa 11463,5 11,98 100,00 11900,7 11,70 3,8 17090,3 13,65 43,6
Aplicações financeiras 13,4 0,01 100,00 14,6 0,01 9,0 1700,0 1,36 11543,8
Instrumentos financeiros derivativos 220,0 0,23 100,00 172,1 0,17 -21,8 505,9 0,40 194,0
Contas a receber 4879,3 5,10 100,00 4495,5 4,42 -7,9 4303,1 3,44 -4,3
Estoques 5401,8 5,64 100,00 5978,6 5,88 10,7 7605,9 6,08 27,2
Imposto de renda e contribuição social a recuperar 1285,4 1,34 100,00 1831,4 1,80 42,5 1759,2 1,41 -3,9
Demais impostos a recuperar 863,3 0,90 100,00 2242,7 2,20 159,8 1527,9 1,22 -31,9
Outros ativos 1202,9 1,26 100,00 985,5 0,97 -18,1 850,0 0,68 -13,7
TOTAL DO ATIVO CIRCULANTE 25329,6 26,5 100,0 27621,1 28,9 9,0 35342,3 34,7 28,0
ATIVO NÃO CIRCULANTE 2018 A.V.% A.H. % 2019 A.V.% A.H. % 2020 A.V.% A.H. %
Aplicações financeiras 147,3 0,15 100,00 163,6 0,16 11,07 213,9 0,17 30,75
Instrumentos financeiros derivativos 34,9 0,04 100,00 1,2 0,00 -96,56 3,4 0,00 183,33
Contas a receber 0,0 0,00 100,00 0,0 0,00 0,00 0,0 0,00 0,00
Imposto de renda e contribuição social a recuperar 3834,4 4,01 100,00 4331,9 4,26 12,97 4495,0 3,59 3,77
Demais impostos a recuperar 2064,7 2,16 100,00 671,1 0,66 -67,50 5695,8 4,55 748,73
Imposto de renda e contribuição social diferidos 539,8 0,56 100,00 2950,1 2,90 446,52 4560,8 3,64 54,60
Outros ativos 1687,4 1,76 100,00 1751,7 1,72 3,81 2141,6 1,71 22,26
Benefícios a funcionários 64,3 0,07 100,00 56,2 0,06 -12,60 33,6 0,03 -40,21
Investimentos 257,1 0,27 100,00 303,4 0,30 18,01 337,4 0,27 11,21
Imobilizado 21638,0 22,61 100,00 22576,3 22,19 4,34 24768,4 19,78 9,71
Intangivel 5840,6 6,10 100,00 6306,4 6,20 7,98 7580,6 6,05 20,20
Ágio 34276,2 35,81 100,00 35009,9 34,41 2,14 40023,5 31,97 14,32
TOTAL DO ATIVO NÃO CIRCULANTE 70384,7 73,5 100,0 74121,8 72,9 5,3 89854,0 71,8 21,2
TOTAL DO ATIVO 95714,3 100,0 100,0 101742,9 100,0 6,3 125196,3 101,0 23,1
ATIVO
PASSIVO CIRCULANTE 2018 A.V.% A.H. % 2019 A.V.% A.H. % 2020 A.V.% A.H. %
Contas a pagar 14050,0 14,68 100,00 15069,6 14,81 7,26 19339,2 15,45 28,33
Instrumentos financeiros derivativos 679,3 0,71 100,00 355,3 0,35 -47,70 329,8 0,26 -7,18
Empréstimos e financiamentos 1941,2 2,03 100,00 653,1 0,64 -66,36 2738,8 2,19 319,35
Salários e encargos 851,6 0,89 100,00 833,0 0,82 -2,18 925,5 0,74 11,10
Dividendos e juros sobre o capital próprio a pagar 807,0 0,84 100,00 956,6 0,94 18,54 2454,7 1,96 156,61
Imposto de renda e contribuição social a recolher 1558,6 1,63 100,00 1394,2 1,37 -10,55 1167,3 0,93 -16,27
Impostos, taxas e contribuições a recolher 3781,6 3,95 100,00 4108,5 4,04 8,64 4549,5 3,63 10,73
Opção de venda concedida sobre participação em controlada e 
outros passivos 
1366,6 1,43 100,00 1530,7 1,50 12,01 1848,1 1,48 20,74
Provisões 173,0 0,18 100,00 110,0 0,11 -36,42 124,9 0,10 13,55
TOTAL DO PASSIVO CIRCULANTE 25209,0 26,3 100,0 25011,0 24,6 -0,8 33477,8 26,7 33,9
PASSIVO
20 
 
Fonte: elaborado pelo autor. 
Demonstração do Resultado do Exercício dos anos 2018, 2019 e 2020 
Fonte: elaborado pelo autor. 
 
 
 
 
PASSIVO NÃO CIRCULANTE 2018 A.V.% A.H. % 2019 A.V.% A.H. % 2020 A.V.% A.H. %
Contas a pagar 126,1 0,13 100,00 309,5 0,30 145,44 655,8 0,52 111,89
Instrumentos financeiros derivativos 2,5 0,00 100,00 0,1 0,00 -96,00 0,0 0,00 -100,00
Empréstimos e financiamentos 2162,4 2,26 100,00 2409,7 2,37 11,44 2053,5 1,64 -14,78
Imposto de renda e contribuição social diferidos 2424,6 2,53 100,00 2371,1 2,33 -2,21 3043,4 2,43 28,35
Imposto de renda e contribuição social a recolher (i) 2227,8 2,33 100,00 2219,5 2,18 -0,37 1912,6 1,53 -13,83
Impostos, taxas e contribuições a recolher 675,6 0,71 100,00 645,2 0,63 -4,50 684,3 0,55 6,06
Opção de venda concedida sobre participação em controlada e 
outros passivos 
2661,8 2,78 100,00 3145,3 3,09
18,16
4226,6 3,38 34,38
Provisões 426,2 0,45 100,00 371,0 0,36 -12,95 447,1 0,36 20,51
Benefícios a funcionários 2343,7 2,45 100,00 2704,5 2,66 15,39 3544,0 2,83 31,04
TOTAL DO PASSIVO NÃO CIRCULANTE 13050,7 13,6 100,0 14175,9 13,9 8,6 16567,3 13,2 16,9
PATRIMONIO LIQUIDO DE CONTROLADORES 2018 A.V.% A.H. % 2019 A.V.% A.H. % 2020 A.V.% A.H. %
Capital social 57710,2 60,29 100,00 57866,8 56,88 0,27 57899,1 46,25 0,06
Reservas 70122,6 73,26 100,00 75685,7 74,39 7,93 80905,6 64,62 6,90
Ajuste de avaliação patrimonial -71584,8 -74,79 100,00 -72274,5 -71,04 0,96 -64989,0 -51,91 -10,08
TOTAL DO PATRIMONIO LIQUIDO DE CONTROLADORES 56248,0 58,8 100,0 61278,0 60,2 8,9 73815,7 59,0 20,5
PATRIMONIO LIQUIDO DE NÃO CONTROLADORES 2018 A.V.% A.H. % 2019 A.V.% A.H. % 2020 A.V.% A.H. %
Participação de não controladores 1206,8 1,26 100,00 1278,0 1,26 5,90 1335,5 1,07 4,50
TOTAL DO PATRIMONIO LIQUIDO DE NÃO CONTROLADORES 1206,8 1,3 100,0 1278,0 1,3 5,9 1335,5 1,1 4,5
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMONIO LIQUIDO 95714,5 100,0 100,0 101742,9 100,0 6,3 125196,3 101,0 23,1
R$ 
(milhares)
A.V. % A.H. %
R$ 
(milhares)
A.V. % A.H.%
R$ 
(milhares)
A.V. % A.H.%
Receita líquida 50231,3 100,00 100,00 52005,1 100,00 3,53 58379 100,00 12,26
Custo dos produtos vendidos -19269,6 -38,36 100,00 -21678,2 -41,68 12,50 -27066,1 -46,36 24,85
Lucro bruto 30961,7 61,64 100,00 30326,9 58,32 -2,05 31312,9 53,64 3,25
Despesas logísticas -6736,5 -13,41 100,00 -6951,4 -13,37 3,19 -8245 -14,12 18,61
Despesas comerciais -5729,5 -11,41 100,00 -5696,1 -10,95 -0,58 -6374,6 -10,92 11,91
Despesas administrativas -2367,2 -4,71 100,00 -2680 -5,15 13,21 -2948,5 -5,05 10,02
Outras receitas/(despesas) operacionais, líquidas 947,3 1,89 100,00 1472,7 2,83 55,46 2679,4 4,59 81,94
Custos decorrentes de combinação de negócios 0 0,00 100,00 0 0,00 0,00 -18,2 -0,03 0,00
Impactos COVID-19 0 0,00 100,00 0 0,00 0,00 -263,2 -0,45 0,00
Recolha da Stella 0 0,00 100,00 0 0,00 0,00 -14,8 -0,03 0,00
Itens não recorrentes -86,4 -0,17 100,00 -397,2 -0,76 359,72 -155,8 -0,27 -60,78
Lucro operacional 16989,4 33,82 100,00 16074,9 30,91 -5,38 15972,2 27,36 -0,64
Resultado financeiro, líquido -3823,4 -7,61 100,00 -3109,5 -5,98 -18,67 -2434,5 -4,17 -21,71
Participação nos resultados de empreendimentos controlados em 
conjunto 
1 0,00 100,00 -22,3 -0,04 -2330,00 -43,3 -0,07 94,17
Lucro antes do imposto de renda e contribuição social 13167 26,21 100,00 12943,1 24,89 -1,70 13494,4 23,12 4,26
Imposto de renda e contribuição social -1789,6 -3,56 100,00 -754,7 -1,45 -57,83 -1762,5 -3,02 133,54
Lucro líquido do exercício 11377,4 22,65 100,00 12188,4 23,44 7,13 11731,9 20,10 -3,75
OBS: ANÁLISE VERTICAL FOI REALIZADA UTILIZANDO A RECEITA 
LIQUIDA COMO BASE.
2018 2019 2020
21 
 
Demonstração do Fluxo de Caixa dos anos 2018, 2019 e 2020 
2018 A.H. % 2019 A.H. % 2020 A.H. %
Lucro líquido do exercício 11377,4 100,00 12188,4 7,13 11731,9 -3,75
Depreciação, amortização e impairment 4023,1 100,00 4675,2 16,21 5167,4 10,53
Perda por impairment nas contas a receber,nos estoques e nas 
demais contas a receber 
125,6 100,00 149,3 18,87 296,1 98,33
Aumento/(redução) nas provisões e benefícios a funcionários 171,7 100,00 507,7 195,69 239,7 -52,79
Resultado financeiro líquido 3823,4 100,00 3109,5 -18,67 2434,5 -21,71
Perda/(ganho) na venda de imobilizado e intangíveis 29,8 100,00 -73,9 -347,99 -78,8 6,63
0 100,00 0 0,00 0 0,00
Ganho em permuta de participações societárias -80,2 100,00 0 -100,00 0 0,00
Despesa com pagamentos baseados em ações 161 100,00 205,7 27,76 208,7 1,46
Imposto de renda e contribuição social 1789,6 100,00 754,7 -57,83 1762,5 133,54
Participação nos resultados de empreendimentos controlados em 
conjunto 
-1 100,00 22,3 -2330,00 43,3 94,17
Outros itens não monetários incluídos no lucro -1239,2 100,00 -1080,7 -12,79 -1769,9 63,77
Fluxo de caixa das atividades operacionais antes do capital de giro e 
provisões 
20181,2 100,00 20458,2 1,37 20035,4 -2,07
(Aumento)/redução no contas areceber e demais contas a receber -149,2 100,00 -721,9 383,85 -848,8 17,58
(Aumento)/redução nos estoques -1167,2 100,00 -844,1 -27,68 -1303,4 54,41
Aumento/(redução) no contas a pagar e demais contas a pagar 869,8 100,00 1382 58,89 3049,8 120,68
Geração de caixa das atividades operacionais 19734,6 100,00 20274,2 2,73 20933 3,25
Juros pagos -621,9 100,00 -405,1 -34,86 -768,8 89,78
Juros recebidos 500,4 100,00 543,3 8,57 320,3 -41,05
Dividendos recebidos 9,3 100,00 4,2 -54,84 13,8 228,57
Imposto de renda e contribuição social pagos -1711,3 100,00 -2035,3 18,93 -1642,5 -19,30
Fluxo de caixa das atividades operacionais 17911,2 100,00 18381,3 2,62 18855,8 2,58
Proventos da venda de imobilizado e intangíveis 102,4 100,00 190,8 86,33 108 -43,40
Proventos da venda de operações em subsidiárias 0 100,00 205,4 205,00 0 -100,00
Aquisição de imobilizado e intangíveis -3571 100,00 -5069,4 41,96 -4692,7 -7,43
Aquisição de subsidiárias, líquido de caixa adquirido -133,4 100,00 -98,1 -26,46 -431,5 339,86
Aquisição de outros investimentos -8,5 100,00 -62,1 630,59 -19,1 -69,24
(Aplicação financeira) e proventos líquidos de títulos de dívida -16,1 100,00 -8,1 -49,69 -1764,3 21681,48
Proventos/(aquisição) de outros ativos, líquidos -49,1 100,00 2,9 -105,91 0 -100,00
Fluxo de caixa das atividades de investimento -3675,7 100,00 -4838,6 31,64 -6799,6 40,53
Aumento de Capital 6,2 100,00 12,8 106,45 0 -100,00
Aumento/(redução) de capital em não controladores 0 100,00 -26,7 -26,70 0,7 -102,62
Proventos/(recompra) de ações 7,3 100,00 -32,1 -539,73 -7,4 -76,95
Aquisição de participação de não controladores -3060,6 100,00 -0,5 -99,98 0 -100,00
Proventos de empréstimos 2304,9 100,00 946,1 -58,95 3767,9 298,26
Liquidação de empréstimos -2499 100,00 -2352,7 -5,85 -2042,9 -13,17
Caixa líquido de custos financeiros, exceto juros -1153,2 100,00 -2421,9 110,02 -2971,5 22,69
Pagamento de passivos de arrendamento financeiro -13,1 100,00 -537,2 4000,76 -498,5 -7,20
Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos -8814,1 100,00 -7871,3 -10,70 -6850,3 -12,97
Fluxo de caixa de atividades financeiras -13221,6 100,00 -12283,5 -7,10 -8602 -29,97
Aumento/(redução) líquido no caixa e equivalentes de caixa 1013,9 100,00 1259,2 24,19 3454,2 174,32
Caixa e equivalentes de caixa (i) no início do exercício 10352,7 100,00 11463,5 10,73 11900,7 3,81
Efeito de variação cambial 96,9 100,00 -822 -948,30 1735,4 -311,12
Caixa e equivalentes de caixa (i) no final do exercício 11463,5 100,00 11900,7 3,81 17090,3 43,61
Análise Horizontal da Demonstração do Fluxo de Caixa
Fonte: elaborado pelo autor. 
22 
 
Índice de liquidez dos anos 2018, 2019 e 2020 
Fonte: elaborado pelo autor. 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: elaborado pelo autor 
Índice de Endividamento e Estrutura de Capitais dos anos 2018, 2019 e 2020 
Fonte: elaborado pelo autor 
 
 
 
 
 
 
 
Itens 2018 2019 2020
Liquidez Imediata 0,46 0,48 0,56
Liquidez Corrente 1,00 1,10 1,06
Liquidez Seca 0,79 0,87 0,83
Liquidez Geral 0,88 0,96 1,05
Itens 2018 2019 2020
Endividamento Geral 0,40 0,39 0,40
Endividamento com Terceiros 0,67 0,63 0,53
Composição do Endividamento 0,66 0,64 0,67
Imobilização de Recursos não Recorrentes 0,72 0,74 0,65
Fonte: elaborado pelo autor. 
23 
 
Índice de Rentabilidade dos anos 2018, 2019 e 2020 
Fonte: elaborado pelo autor 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: elaborado pelo autor 
Índice de Atividade dos anos 2018, 2019 e 2020 
 
 
Fonte: elaborado pelo autor 
 
 
 
 
 
 
 
Itens 2018 2019 2020
Retorno Sobre o Patrimônio Líquido 0,20 0,19 0,16
Retorno sobre o Ativo 0,12 0,12 0,09
Margem Bruta 0,62 0,58 0,54
Margem Operacional 0,34 0,31 0,27
Margem Líquida 0,23 0,23 0,20
Giro do Ativo 0,52 0,51 0,47
Itens 2018 2019 2020
PMR-Prazo médio de recebimento 35 31 27
PMP-Prazo médio de pagamento 249 244 243
PMRE- Prazo médio de rotação dos estoques 101 99 101
Fonte: elaborado pelo autor. 
24 
 
Índice de Fluxo de Caixa dos anos 2018, 2019 e 2020 
Fonte: elaborado pelo autor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: elaborado pelo autor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Itens 2018 2019 2020
Ciclo Economico 101 99 101
Ciclo Operacional 136 130 128
Ciclo Financeiro -113 -113 -115
25 
 
5. CONCLUSÃO 
Após concluir as análises nas demonstrações contábeis apresentadas, é 
possível entender a importância desse estudo no processo de tomada de 
decisão de administradores, acionistas e investidores. 
Através das análises horizontais foi possível verificar que durante os anos 
de dois mil e dezoito e dois mil e dezenove a empresa obteve menos capital de 
terceiros em seu poder, tal informação é observada na A.H. do passivo. Em 
contrapartida, no ano de 2020 a empresa obteve um aumento expressivo de 
33,9% em seu passivo circulante e de 319,35% em empréstimos e 
financiamentos, efeito que podemos atribuir a responsabilidade devido aos 
impactos da covid e das quarentenas obrigatórias que tivemos no pais, a 
empresa teve a necessidade de contratar novos empréstimos para financiar seu 
capital de giro, conforme as notas explicativas. Na analise horizontal do ativo 
notamos também um aumento bem alto nos impostos a recuperar, equivalente 
à 748,73%, esse aumento se deve ao reconhecimento de créditos de PIS e 
COFINS oriundos da exclusão do ICMS da base de cálculo. 
Com base no índice de liquidez imediata podemos avaliar que a empresa 
não possui valor monetário suficiente para liquidar suas dívidas de imediato, uma 
vez que, para cada um real em dívida a empresa possui apenas quarenta e seis 
centavos em 2018 e nos anos seguintes teve uma melhora mas não o suficiente 
possuindo apenas, quarenta e oito centavos em 2019 e cinquenta e seis em 
2019. 
Há curto prazo, podemos analisar através da liquidez corrente que no ano 
de 2019 a empresa aumentou seu ativo circulante conseguindo uma folga de dez 
centavos para cada real, porém em 2020 essa folga diminuiu em quatro 
centavos. Assim de certa forma, piorou sua situação financeira, mas 
permaneceu conseguindo liquidar sua divida a curto prazo com folga. 
De acordo com o índice de liquidez geral foi possível observar que a 
empresa obteve um crescimento em seus ativos permanentes em 2020 e 2019 
em relação ao ano de 2018, possuindo em 2020 ativos suficientes para liquidar 
suas dívidas totais. 
26 
 
Os indicadores de endividamento e estrutura de capitais revelou que a 
empresa possui 40% de dividas em relação ao seu capital próprio aplicado em 
2018 e nos anos seguintes manteve este padrão. Com relação à participação de 
capitais de terceiros podemos analisar que a empresa buscou diminuir sua 
dependência em recursos de terceiros, visto que no ano de 2018 possuía uma 
dependência de 67% e nos anos seguintes 53%, representando uma melhora de 
dezoito por cento menos dependente de recursos de terceiros e relação ao ano 
de 2018. 
Observando os índices de rentabilidade verificamos que a empresa está 
tendo um retorno positivo sobre o seu patrimônio líquido, porém com uma queda 
de 0,04 em 2020 referente ao ano de 2018, no qual o ano de 2020 teve o 
resultado de R$ 0,20 para cada R$ 1,00 investido de capital próprio. Analisando 
os índices dos anos de 2018, 2019 e 2020 podemos avaliar que o ano de 2018 
obteve uma rentabilidade mais satisfatória em relação aos índices de retorno e 
as margens de lucro. 
Através dos índices de atividade, avaliamos que a empresa possui um 
excelente prazo médio de recebimento de clientes que varia na média de 30 dias, 
dessa forma, necessitando de menos fluxo de caixa para manter sua atividade 
visto que o para pagamento de fornecedores a empresa possui uma média de 
245 dias. Assim mantendo um fluxo de caixa menor a empresa possui um ciclo 
operacional equilibrado. 
Após realizar as análises das demonstrações contábeis da empresa 
objeto de estudo Ambev, a equipe colocou em pratica todos os conhecimentos 
adquiridos durante as aulas e pode desenvolver um olhar analítico.27 
 
6. REFERÊNCIAS 
 
MARION, José Carlos. Contabilidade Básica, 10. Ed. - 2. Reimpr. - São Paulo: 
Atlas, 2009 
MONTOTO, Eugenio. Contabilidade Geral e Analise de Balanços 
Esquematizado, 3ª Edição. Saraiva, 2014 
FIPECAFI, Manual de Contabilidade Societária : Aplicável a Todas as 
Sociedades: De Acordo com as Normas Internacionais e do CPC – 3. Ed. – 
São Paulo: Atlas, 2018. 
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Análise de Balanços. 11a ed. São Paulo: Atlas, 2017. 
https://valor.globo.com/valor-ri/ 
http://www.cervbrasil.org.br/novo_site/mercado-cervejeiro/ 
 
 
https://valor.globo.com/valor-ri/

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