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SEI/ME - 22931989 - Nota Técnica15/07/2022 06:16
MINISTÉRIO DA ECONOMIA
Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital
Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal
Departamento de Centralização de Serviços de Inativos, Pensionistas e Órgãos Extintos
Coordenação-Geral de Benefícios
Coordenação de Legislação Previdenciária
Nota Técnica SEI n? 8611/2022/ME
Assunto: Conversão de tempo especial para fins de contagem recíproca no Regime Próprio de Previdência
Social da União.
SUMÁRIO EXECUTIVO
Por intermédio do processo epigrafado, a Procuradoria-Geral Federal - PGF, informa a este
Órgão Central do Sipec ter tomado ciência de que Institutos Federais de Ensino estariam realizando
indevidamente a conversão de tempo especial em comum, para fim de contagem recíproca no RPPS da
União.
1.
ANÁLISE
De início, sobre o tema em comento, cabe-nos ressaltar que, por intermédio da Nota Técnica
48865 (SEI n5 23402669). este Órgão Central, no exercício de suas competências, orientou a todos os órgãos
integrantes do Sipec acerca de orientações sobre o Tema 942 julgado pelo Supremo Tribunal Federal - STF,
no tocante à possibilidade de aplicação das regras do Regime Geral da Previdência Social - RGPS para a
averbação de tempo de atividade especial, com conversão em tempo comum, frente à Orientação
Normativa SEGEP n° 16, de 23 de dezembro de 2013, bem como implicações da Nota Técnica SEI n^
15790/2020/ME e o Tema julgado pelo Excelso Tribunal sobre o reconhecimento, averbação e conversão de
tempo de atividade especial do período celetista. Vejamos os excertos essenciais e conclusivos da
manifestação:
2.
(...)
7. Desta feita, considerando os argumentos trazidos à baila pela Secretaria de Previdência
do Ministério do Trabalho e Previdência, e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional -
PGFN desta Pasta Ministerial, este Órgão Central do Sistema de Pessoal Civil da
Administração Federal, em relação aos efeitos e desdobramentos do julgamento do Tema n®
942, no Recurso Extraordinário - RE n^ 1014286/SP, de repercussão geral, julgado pelo STF
sobre o reconhecimento, averbação e conversão de tempo de atividade especial, conclui
que:
a) A tese fixada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal - STF:
I - alcança apenas os servidores filiados ao Regime Próprio de Previdência Social -
RPPS cujas atividades foram exercidas sob condições especiais que prejudiquem a
saúde ou a integridade física até a data de entrada em vigor da Emenda
Constitucional n? 103, que se deu em 13 de novembro de 2019, quanto ao direito à
conversão desse tempo especial em tempo comum pela aplicação das regras do
Regime Geral de Previdência Social - RGPS sobre a aposentadoria especial de que
trata o art. 57 da Lei n^ 8.213, de 24 de julho de 1991;
II - não diz respeito à conversão em tempo comum do tempo prestado pelo servidor
na condição de pessoa com deficiência, nem de conversão de tempo exercido em
https://sei.economia.gov.br/sei/controlador.php?acao=documento_visualizar&acao_origem=arvore_visualizar&id_documento=25748044&mfra_si... 1/5
15/07/2022 06:16 SEI/ME - 22931989 - Nota Técnica
atividades de risco, hipóteses previstas nos incisos I e II do § 4^ do art. 40 da
Constituição, na redação desses dispositivos anterior à EC n® 103, de 2019; e
ill - não abrange conversão, em tempo comum, do tempo de efetivo exercício das
funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio, na
hipótese de aposentadoria especial de professor a que se refere o § 5^ do art. 40 da
Constituição Federal, na redação anterior à reforma previdenciária de 2019.
b) A instrução e análise dos processos deverá observar os ditames da Orientação
Normativa SEGEP n° 16, de 2013, nos seguintes termos:
I - deverão ser aplicados, para fins de conversão de tempo especial em comum, os
arts. 99 a 23 e 25 da ON 16, de 2013; e
II - não deverão ser aplicadas as disposições que tratam do período de emprego
público, convertido em cargo público pelo art. 243 da Lei n9 8.112, de 1990.
c) Deverão ser utilizados os fatores de conversão de 1,20, para mulher, e de 1,4,
para homem, previstos no art. 70 do Regulamento da Previdência Social, aprovado
pelo Decreto n9 3.048, de 06 de maio de 1999, reproduzida no § 59 do art. 188-P do
mesmo Regulamento, na redação dada pelo Decreto n9 10.410, de 30 de junho de
2020.
d) Com a entrada em vigor da EC n9 103, de 2019, nos termos de seu art. 25, § 2°,
combinado com o § 14 do art. 201 da Constituição Federal, acrescido por essa
Reforma, foi vedada a conversão de tempo especial em tempo comum, na forma
prevista na Lei n9 8.213, de 24 de julho de 1991, em relação ao tempo cumprido no
RGPS após 13/11/2019.
e) Diante desse quadro normativo posterior à EC n9 103, de 2019, deverá ser
mantido o procedimento de emissão de Certidão de Tempo de Contribuição - CTC
com 0 reconhecimento de tempo especial pelo regime de origem, mas sem
conversão em tempo comum, nos termos do inciso IX do art. 96 da Lei n9 8.213, de
1991 (que não foi afetado pela decisão do STF), de forma a proporcionar segurança
jurídica na contagem recíproca de tempo especial, sem contudo negar o direito à
conversão, pois esta depende de variáveis como:
a) a época de cumprimento do tempo especial;
b) 0 critério de equivalência (fator de conversão);
c) a legislação complementar regulamentadora da contagem diferenciada
acaso existente no regime instituidor;
d) o fundamento legal da espécie de aposentadoria requerida, as quais
podem vir a ser fixadas somente por ocasião do requerimento do benefício,
f) A decisão do Supremo Tribunal Federal reconhece, para os servidores filiados ao
RPPS, cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais à saúde ou à
integridade física, até o advento da Emenda antes referida, o direito à conversão
desse tempo especial em tempo comum pela aplicação analógica das regras do
RGPS sobre aposentadoria especial de que trata o art. 57 da Lei n9 8.213, de 1991, o
que não significa que o tempo reconhecido como especial deva vir convertido em
tempo comum na CTC, cabendo ao regime de origem tão-somente certificar a
natureza do período de tempo especial, devendo a correspondente conversão ser
efetivada pelo regime instituidor, quando cabível,
g) O tempo de serviço público prestado por ex-empregados públicos submetidos ao
regime da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, de que trata o Decreto-Lei n9
5.452, de 19 de maio de 1943, em período anterior à vigência do regime jurídico
instituído pela Lei n9 8.112, de 11 de dezembro de 1990, deverá ser devidamente
atestado pelo Instituto Nacional do Seguro Social, por intermédio de Certidão de
Tempo de Contribuição, sendo vedada expressamente a averbação automática
desse tempo pelos órgãos ou entidades integrantes do Sipec, para fins de concessão
de aposentadoria e pensão ou abono de permanência (art. 96 da Lei n9 8.213, de 24
de julho de 1991, com redação dada pela Medida Provisória n9 871, de 18 de
janeiro de 2019, convertida na Lei n9 13. 846, de 18 de junho de 2019), nos termos
orientados na Nota Técnica SEI n9 15790/2020/ME.
8. Com estas considerações sugere-se o encaminhamento dos autos à apreciação
das instâncias superiores, com recomendação de posterior disponibilização nos
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SEI/ME - 22931989 - Nota Técnica
meios eletrônicos desta Secretaria, para conhecimento das Unidades de Gestão de
Pessoas.
15/07/2022 06:16
Importante consignar que, a manifestação supramencionada foi encaminhada aos senhores
dirigentes dos Órgãos integrantes do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal - Sipec - por
intermédio do Ofício-Circular n^ 4245/2021 (SEI 23624602) e encontra-se disponibiliza no site: Sigepe
legis - https://\A/ww.gov.br/servidor/pt-br/acesso-a-informacao/gestao-de-pessoas/sigepe/sigepelegis, bem
como a Orientação Normativa n? 16, de 2013, a qual encontra-se vigentee dispõe sobre critérios para
instrução e análise dos processos. Importante ainda ressaltar que o item encontra-se consignado na
manifestação, que com a entrada em vigor da Emenda Constitucional n^ 103, de 2019, nos termos do art.
25, § 2°, combinado com o § 14 do art. 201 da Constituição Federal, acrescido por essa Reforma, foi vedada
a conversão de tempo especial em tempo comum, na forma prevista na Lei n^ 8.213. de 24 de julho de
1991. em relação ao tempo cumprido aoós 13/11/2019.
Ressaltamos a competência dos Dirigentes Integrantes do Sistema de Pessoal Civil da
Administração Federal - Sipec - para observarem o entendimento e os procedimentos previstos na Nota
Técnica ns 48865/2021. Ademais, a utilização de informações falsa no referido processo de conversão de
tempo ensejará na revisão do ato de aposentadoria que venha a ser instituído, bem como,
por paralelismo com a disposição constante no Anexo IV da Portaria n? 1467, de 02 de junho de 2022, do
Ministério do Trabalho e Previdência, poderá ser enquadrado como crime. Vejamos excertos da referida
portaria.
3.
4.
Art. 15. O responsável por informações falsas, no todo ou em parte, inserida nos
documentos a que se referem os arts. 72 e 82, responderá pela prática dos crimes previstos
nos arts. 297 e 299 do Código Penal.
CONCLUSÃO
Diante do exposto, após ciência das informações encaminhadas pela Procuradoria-Geral
Federal - PGF, por intermédio do Ofício n2 00002/2022/GAB/DEPCONSU/PGF/AGU (SEI n2 22771174).
entende-se que o Ministério da Educação, órgão de supervisão das instituições de ensino, e Controladoria-
Geral da União deverão ser cienbficado quanto da inobservância do entendimento e
procedimentos previstos na Nota Técnica n2 48865/2021, que trata dos efeitos e desdobramentos do
julgamento do Tema n2 942, no Recurso Extraordinário - RE n2 1014286/SP, de repercussão geral, do
Supremo Tribunal Federal, em relação aos servidores cujas atividades foram exercidas sob condições
especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física até a data de entrada em vigor da Emenda
Constitucional n2 103, que se deu em 13 de novembro de 2019, quanto ao direito à conversão desse tempo
especial em tempo comum pela aplicação das regras do Regime Geral de Previdência Social - RGPS - sobre a
aposentadoria especial de que trata o art. 57 da Lei n2 8.213, de 24 de julho de 1991, para que adotem as
providências de sua alçada.
RECOMENDAÇÃO
5.
Destarte, sugere-se o envio da presente manifestação para apreciação das instâncias
superiores, com a sugestão de que o Ministério da Educação seja oficiado para que oriente as Unidades de
Gestão de Pessoas dos Órgãos seccionais que lhe são vinculadas, para que observem os
entendimentos contidos na Nota Técnica 48865/2021/ME, bem como, ao previsto na Orientação
Normativa SEGEP n? 16/2013, a qual, deverá ser observada quando da instrução e análise dos processos
referentes ao tema, bem como a necessidade de proceder a correção caso seja constatada qualquer
irregularidade, inclusive nos atos de concessão de benefícios previdenciários ou remuneratórios concedidos
em decorrência das irregularidades na conversão de tempo. Ademais, sugere-se que a Contraladoria-Geral
da União, órgão de controle interno do Poder Executivo, seja cientificado para adoção das providências de
controle que entenda pertinente, bem como que os autos sejam restituídos à Coordenação-Geral de Gestão
de Riscos - CGRIS/DENOP, para que cientifique o órgão consulente das providências adotadas por este órgão
central.
6.
À consideração superior.
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15/07/2022 06:16 SEI/ME - 22931989 - Nota Técnica
Documento assinado eletronicamente
EDILCE JANE LIMA CASSIANO
Técnica
Documento assinado eletronicamente
TEOMAIR CORREIA DE OLIVEIRA
Coordenador
De acordo. Encaminhe-se ao gabinete do Diretor do Departamento de Centralização de
Serviços de Inativos, Pensionistas e Órgãos Extintos.
Documento assinado eletronicamente
PABLO MARCOS GOMES LEITE
Coordenador-Geral
De acordo. Encaminhe-se ao gabinete da Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal,
para deliberação.
Documento assinado eletronicamente
MARCO AURÉLIO ALVES DA CRUZ
Diretor
Aprovo. Encaminhe-se a presente manifestação, ao Ministério da Educação, à Controladoria-
Geral da União e à Coordenação-Geral de Gestão e Riscos - CGRIS/Denop, nos moldes recomendados.
SECRETARIA DE GESTÃO E DESEMPENHO DE PESSOAL
Assinatura eletrônica do dirigente
Documento assinado eletronicamente por Marco Aurélio Alves da Cruz, Diretor(a), em 08/07/2022,
às 10:56, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3^ do art. 4? do Decreto n^
10.543. de 13 de novembro de 2020.
aasiiinalun
eletrônica
Documento assinado eletronicamente por Pablo Marcos Gomes Leite, Coordenador(a)-Geral, em
08/07/2022, às 11:04, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3^ do art. 4® do
Decreto n^ 10.543. de 13 de novembro de 2020.
aastJfiatura
eletrônica
Documento assinado eletronicamente por Edilce Jane Lima Cassiano, Datilógrafo(a), em
08/07/2022, às 13:06, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 39 do art. 49 do
Decreto n9 10.543. de 13 de novembro de 2020.
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SEI/ME - 22931989 - Nota Técnica15/07/2022 06:16
aaisJnaUjra
eletrénka
Documento assinado eletronicamente por Teomair Correia de Oliveira, Coordenador(a), em
08/07/2022, às 14:16, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3^ do art. 49 do
Decreto n9 10,543. de 13 de novembro de 2020.
aassinatura
«letréi^
Documento assinado eletronicamente por Fabio Teizo Belo da Silva, Secretário(a) Substituto(a), em
08/07/2022, às 15:29, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 39 do art. 49 do
Decreto n9 10,543. de 13 de novembro de 2020.
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B ^ A autenticidade deste documento pode ser conferida no site
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Referência: Processo n9 19974.100354/2022-98. SEI n9 22931989
Criado por edilce.cassiano, versão 121 por maparecida.silva em 08/07/2022 10:50:49.
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SEI/ME - 19363708 - Nota Técnica21/03/2022 11:43
MINISTÉRIO DA ECONOMIA
Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital
Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal
Departamento de Centralização de Serviços de Inativos, Pensionistas e Órgãos Extintos
Coordenação-Geral de Benefícios
Coordenação de Previdência
Nota Técnica SEI n? 48865/2021/ME
Assunto: Tema n2 942 do Supremo Tribunal Federal. Aplicação das regras do Regime Geral de Previdência
Social para a averbação de tempo de atividade especial, com conversão em tempo comum. Orientação
Normativa SEGEP n° 16, de 23 de dezembro de 2013.
Senhor Secretário,
SUMÁRIO EXECUTIVO
Trata-se de consulta acerca de orientações sobre o Tema 942 julgado pelo Supremo Tribunal
Federal - STF, no tocante à possibilidade de aplicação das regras do Regime Geral da Previdência Social -
RGPS para a averbação de tempo de atividade especial, com conversão em tempo comum, frente à
Orientação Normadva SEGEP n° 16, de 23 de dezembro de 2013, bem como implicações da Nota Técnica SEI
n2 15790/2020/ME e o Tema julgado pelo Excelso Tribunal sobre o reconhecimento, averbação e conversão
de tempo de atividade especial do período celebsta.
ANÁLISE
1.
Tal questionamento originou-se de consulta realizada pelo Departamento de Administração
de Pessoal, da Universidade Federal de Santa Catarina, por intermédio do Ofício n? 416/2020-DAP,
questionandoacerca da aplicação das regras do Regime Geral de Previdência Social - RGPS para a averbação
de tempo de atividade especial, com conversão em tempo comum, frente à Orientação Normativa SEGEP
n2 16, de 23 de dezembro de 2013, bem como implicações da Nota Técnica SEI nS 15790/2020/ME e do
Tema n^ 942 julgado pelo STF sobre o reconhecimento, averbação e conversão de tempo de atividade
especial.
2.
Preliminarmente, esta Coordenação de Previdência submeteu, por meio da Nota Técnica SEI
n2 532/2021/ME (SEI 12882828), à Secretaria de Previdência da então Secretaria Especial de Previdência e
Trabalho desta Pasta Ministerial consulta sobre os efeitos e desdobramentos do julgamento do Tema n^
942, no Recurso Extraordinário - RE n^ 1014286/SP, de repercussão geral, nos procedimentos
administrativos estabelecidos na Orientação Normativa SEGEP n° 16, de 2013, para instrução e análise dos
processos que visam ao reconhecimento do direito à aposentadoria especial
dos servidores públicos federais.
Em resposta, a Secretaria de Previdência informou, pela Nota SEI n^
10/2021/CONOR/CGNAL/SRPPS/SPREV/SEPRT-ME (SEI 14626207), que para a orientação aos Regimes
Próprios de Previdência Social - RPPS, a Subsecretária dos Regimes Próprios de Previdência Social - SRPPS
publicou a Nota Técnica n? 792/2021/CGNAL/SRPPS/SPREV/SEPRT/ME, aprovada pelo Despacho nS
846/2021/SPREV/SEPRT-ME, do Senhor Secretário de Previdência, que analisou o senbdo e alcance da tese
fixada pelo STF para o tema n^ 942 da repercussão geral concluindo, em resumo, que:
a) É válida a aplicação das regras do Regime Geral de Previdência Social para a averbação do
tempo de serviço prestado até 13 de novembro de 2019, data da publicação da Emenda
Constitucional n® 103/2019, em atividades exercidas sob condições especiais, nocivas à
https://sei.economia.gov.br/sei/controlador.php?acao=documento_imprimir_web&acao_origem=arvore_visualizar&id_documento=21790602&infr... 1/7
3.
4.
21/03/2022 11:43 SEI/ME - 19363708 - Nota Técnica
saúde ou à integridade física de servidor público amparado em Regime Próprio de
Previdência Social, com conversão do tempo especial em comum, hipótese em que devem
ser aplicados os fatores de conversão previstos no então vigente art. 70 do Regulamento da
Previdência Social, aprovado pelo Decreto n? 3.048, de 06/05/1999, reproduzida no § 5? do
art. 188-P do mesmo Regulamento, na redação dada pelo Decreto n® 10.410, de
30/06/2020.
b) O direito à conversão em tempo comum, do tempo exercido pelos servidores em
atividades com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde
após a EC n^ 103/2019, obedecerá à legislação complementar desses entes, nos termos da
competência conferida pelo mencionado dispositivo Constitucional, conforme
entendimento do STF.
c) Com a entrada em vigor da EC n^ 103/2019, foi vedada a conversão de tempo especial em
tempo comum após 13/11/2019, em relação ao tempo cumprido no RGPS e no RPPS da
União,
d) O direito à conversão em tempo comum do tempo especial exercido até 13 de novembro
de 2019, conforme alínea "a", aplica-se inclusive para fins de contagem recíproca entre os
diversos regimes de previdência social,
e) No período de não aplicação da conversão de tempo especial em tempo comum
cumprido após a EC n° 103/2019, por vedação ou falta de regulamentação legal no ente
federativo instituidor, também estará vedada a conversão de tempo especial certificado pelo
regime de origem para fins de contagem recíproca,
f) Deverá ser mantido o procedimento de emissão de Certidão de Tempo de Contribuição -
CTC com o reconhecimento de tempo especial pelo regime de origem, mas sem conversão
em tempo comum, nos termos do inciso IX do art. 96 da Lei ns 8.213/1991 (que não foi
afetado pela decisão do STF), cabendo ao Regime instituidor efetuar a conversão quando
cabível.
Posteriormente, em face de dúvidas sobre os possíveis reflexos da decisão judicial prolatada
na 6^ Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal (com força executória atestada pelo Parecer de Força
Executória 00003/2018/CGAEST/PRUlR/PGU/AGU) nos ditames da Orientação Normativa n^ 16, de 2013,
quanto à caracterização e comprovação do tempo de serviço exercido em atividades sob condições
especiais até a publicação da Emenda Constitucional n” 103, de 2019, para fins de aplicação da tese fixada
pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário n° 1014286, no Tema n° 942 da
Repercussão Geral, bem como da necessidade deste Órgão Central exarar manifestações com a devida
segurança jurídica, esta Coordenação de Previdência submeteu à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional -
PGFN os autos, tendo em vista a sua competência para orientar esta Secretaria em assuntos jurídicos,
conforme se depreende da Nota Técnica SEI n? 20147/2021/ME (SEI 15415392):
17. Com isso, pairam dúvidas quanto à existência de reflexo da decisão judicial de suspensão
parcial da Orientação Normativa n? 15/2013/SRH/MPOG aos ditames da Orientação
Normativa n^ 16, de 2013, o que impediria a utilização deste regramento normativo para o
cumprimento da tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso
Extraordinário n° 1014286, no Tema n° 942 da Repercussão Geral.
18. O entendimento deste órgão é de que não haveria reflexos da decisão judicial em
comento no ato normativo exarado por esta Secretaria, uma vez que tal decisum tem como
objeto o período prestado por empregados públicos em período anterior à Lei n^ 8.112, de
1990. que não será objeto da ON 16, de 2013, tendo em vista a competência do Instituto
Nacional do Seguro Social para atestar, por intermédio de Certidão de Tempo de
Contribuição, o tempo de serviço público prestado por ex-empregados públicos submetidos
ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho -CLT, de que trata o Decreto-Lei n? 5.452, de
19 de maio de 1943, em período anterior à vigência do regime jurídico instituído pela Lei n9
8.112, de 11 de dezembro de 1990, nos termos da Nota Técnica SEI n? 15790/2020/ME (SEI
n2 16956936).
5.
Por intermédio da Nota SEI 567/2021/CAP/PGACPET/PGFN-ME (SEI 18651526),
a Coordenação-Geral de Assuntos Previdenciários, da Procuradoria-Geral Adjunta de Consultoria de
Previdência, Emprego e Trabalho da PGFN, assim se manifestou:
6.
https://sei.economia.gov.br/sei/controlador.php?acao=documentojmprimir_web&acao_origem=arvore_visualizar&id_clocumento=21790602&infr... 2/7
SEI/ME - 19363708 - Nota Técnica21/03/2022 11:43
11. Segundo informado na Nota Técnica SEI n^ 20147/2021/ME, a referida orientação
normativa foi editada com parâmetros similares ao da Orientação Normativa nS 15, de 23 de
dezembro de 2013, em especial ao seu Capítulo II, que traz os requisitos exigidos para
caracterizar e comprovar o tempo de serviço exercido em atividades sob condições especiais
pelos servidores. Ocorre que a Orientação Normativa n^ 15, de 2013, ainda de acordo com o
consulente, foi objeto de questionamento judicial na Ação Civil Pública n® 10487-
53.2017.4.01.3400, com trâmite na S® Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal,
cujo desfecho resultou na declaração de nulidade do seu Capítulo II, conforme atestado
pelo Parecer de Força Executória 00003/2018/CGAEST/PRUlR/PGU/AGU (15415392).
12. Ante tais elementos, pairaram dúvidas quanto à existência de reflexo da decisão judicial
de suspensão parcial da Orientação Normativa ne 15, de 2013 aos ditames da Orientação
Normativa n® 16, de 2013, impedindo a utilização deste último regramento normativo para
o cumprimento da tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE n®
1.014.286, o que motivou a presente consulta.
13. Portanto, o cerne do presente expediente reside em saber se a Orientação Normativa n^
16, de 2013, escolhida para dar efetividade ao entendimento firmado pelo STF, foi de
alguma forma afetada pela decisão judicial proferida no bojo de Ação Civil Pública que
questiona a Orientação Normativa n9 15, de 2013.
14. Conforme já afirmado no PARECER SEI N?84/2019/CAP/PGACTP/PGFN-ME e NOTA
PGFN/CAP n.5 00452/2017, esta Coordenação não detém competência para manifestar
sobre exequibilidade ou fixação dos contornos materiais e limites das decisões judiciais
envolvendo matéria previdenciária, nos termos do que prevê o artigo 12 da Lei
Complementar n? 73, de 10 de fevereiro de 1993, recaindo tal atribuição sobre o órgão
de representação judicial que atuou no processo, no caso, a Procuradoria Regional da União
da 15 Região. Assim, se há dúvidas quanto à interpretação a ser conferida a uma decisão
judicial, sua forma de cumprimento, limites e reflexos elas devem ser sanadas junto ao
órgão de representação judicial que atuou nos autos, porquanto somente ele detém acesso
a todos os elementos que compõem o processo e pode, de forma segura, atestar a melhor
interpretação a ser conferida a determinado provimento jurisdicional.
15. Logo, somente a Procuradoria Regional da União da 15 Região, órgão responsável
pela representação judicial na Ação Civil Pública n^ 10487-53.2017.4.01.3400, poderá
verificar os limites da decisão judicial e eventuais reflexos na Orientação Normativa n^ 16,
de 2013, o que, como visto, propiciou o encaminhamento dos autos à Procuradoria-Regional
da 15 Região, conforme Despacho PGACPET-CAP (17054845).
16. Por seu turno, a Procuradoria Regional da União da 15 Região, por meio da NOTA
JURÍDICA n. 00055/2021/CORESENS/PRU1R/PGU/AGU (17223908), aduziu que, de plano, já
seria possível distinguir o objeto do tema de repercussão geral apreciado pelo STF e o objeto
da ação em trâmite no Tribunal Regional Federal da le Região. Enquanto a primeira trata da
aplicação do RGPS à conversão, em tempo comum, do período prestado sob condições
especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física de servidor público, a segunda
aborda normativo administrativo disciplinando os documentos exigidos pela Administração
para que os servidores comprovem as condições especiais exercidas em momento anterior
à implementação do regime jurídico único da Lei n^ 8.112, de 11 de dezembro de 1990.
17. Ademais, sustenta que a decisão proferida no bojo da Ação Civil Pública somente tem o
condão de afetar os servidores que pretendam comprovar e converter tempo prestado sob
condições especiais que prejudiquem a sua saúde ou integridade física em período anterior
à vigência do regime jurídico instituído pela Lei ns 8.112, de 1990, de modo que não produz
qualquer efeito sobre o período compreendido entre a vigência do regime jurídico único e a
edição da Emenda Constitucional n^ 103, de 12 de novembro de 2019.
18. Por oportuno, transcreve-se trechos da NOTA JURÍDICA n.
00055/2021/CORESENS/PRU1R/PGU/AGU (17223908) que bem elucidam a questão, in
verbis:
5. Em apertada síntese, cabe apontar que o objeto das ações é
distinto, 0 tema de repercussão geral trata do marco
temporal da aplicação do RGPS à conversão, em tempo comum,
do período prestado sob condições especiais que prejudiquem
a saúde ou a integridade física de servidor público. Por sua vez,
a ação em tramite no TRF 1 trata de impugnação formalizada
pelo MPF à Orientação Normativa n^ 15/2013/SRH/MPOG no
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21/03/2022 11:43 SEI/ME - 19363708 - Nota Técnica
que concerne aos documentos exigidos pela Administração
para que os servidores comprovem as condições especiais
exercidas em momento anterior à implementação do regime
estatutário da lei 8.112/90. A analise das decisões proferida nos
autos e do Parecer de Força Executória da União já permite
observar a ausência de correlação direta entre o objeto das
duas ações.
9. Isto posto, para além da já demonstrada ausência de
correlação entre a decisão do STF e o feito em tramite no TRF 1,
cabe apenas indicar que a Administração Pública possui
liberdade para editar novo ato administrativo, desde que não
apresente colisão com o entendimento firmado na sentença
(seq. 34 deste NUP). Nessa linha, em que pese os fundamentos
jurídicos não serem aptos a formar coisa julgada, servem de
norte para implementação do dispositivo de sentença. Assim,
cabe indicar os fundamentos jurídicos deduzidos pelo Juízo que
devem ser observados por eventual novo ato administrativo
editado pela Administração:
10. Desta forma e tendo em vista a fundamentação da
sentença, a interpretação do dispositivo da sentença fica
condicionada às situações elencadas na fundamentação, de
modo que eventual edição de novo ato administrativo que
regule a produção probatória das condições especiais no
trabalho anterior à edição da Lei n^ 8.112/90 (objeto da
demanda), devem observar os limites estabelecidos na
sentença pela Juíza Federal Ivani Silva da Luz.
11. Destaco, ainda, que a decisão proferida no processo n°
0010487-53.2017.4.01.3400 produz efeitos apenas aos
servidores que pretendam comprovar a conversão, em tempo
comum, do labor prestado sob condições especiais em período
anterior "vigência do regime jurídico instituído pela Lei
n° 8.112, de 11 de dezembro de 1990.", de modo que não
produz qualquer efeito no período compreendido entre a
vigência do regime implementado pela Lei 8.112/90 e a edição
da Emenda Constitucional n® 103/2019.
12. Ante o exposto, conclui-se que não há correlação direta
entre o entendimento firmado pelo STF no Tema942 de
Repercussão Geral e a ação n° 0010487-53.2017.4.01.3400, em
trâmite do Tribunal Regional Federal da 1^ Região. Cabe
destacar, ainda, que há liberdade para que a Administração
Pública edite novo ato ou dê interpretação conforme à
Orientação Normativa n? 15/2013/SRFI/MPOG, de modo a não
colidir com o entendimento firmado pelo Juízo, tal qual
destacado na fundamentação.
13. Por fim, importante observar que a decisão se aplica apenas
aos casos em oue os servidores pretendam comprovar a
conversão, em temoo comum, do labor prestado sob condições
especiais "em período anterior à Lei n^ 8.112/1990". de modo
oue não produz qualquer efeito no período compreendido
entre a vigência do reeime implementado pela Lei 8.112/90 e a
edição da Emenda Constitucional n^ 103/2019.
19. Destarte, conforme pontuado pela Procuradoria-Regional da 1^ Região, órgão
competente para conferir contornos e limites à decisão judicial proferida na Ação Civil
Pública n5 10487-53.2017.4.01.3400, não há qualquer relação entre esta decisão e o objeto
da decisão preferida STF na fixação do Tema n^ 942.
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CONCLUSÃO
Desta feita, considerando os argumentos trazidos à baila pela Secretaria de Previdência do
Ministério do Trabalho e Previdência, e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional - PGFN desta Pasta
Ministerial, este Órgão Central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal, em relação aos efeitos
e desdobramentos do julgamento do Tema n^ 942, no Recurso Extraordinário - RE n^ 1014286/SP, de
repercussão geral, julgado pelo STF sobre o reconhecimento, averbação e conversão de tempo de atividade
especial, conclui que:
7.
a) A tese fixada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal - STF:
I - alcança apenas os servidores filiados ao Regime Próprio de Previdência Social - RPPS
cujas atividades foram exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a
integridade física até a data de entrada em vigor da Emenda Constitucional n? 103, que
se deu em 13 de novembro de 2019, quanto ao direito à conversão desse tempo especial
em tempo comum pela aplicação das regras do Regime Geral de Previdência Social -
RGPS sobre a aposentadoria especial de que trata o art. 57 da Lei n^ 8.213, de 24 de julho
de 1991;
II - não diz respeito à conversão em tempo comum do tempo prestado pelo servidor na
condição de pessoa com deficiência, nem de conversão de tempo exercido em atividades
de risco, hipóteses previstasnos incisos I e II do § 4? do art. 40 da Constituição, na
redação desses dispositivos anterior à EC n^ 103, de 2019; E
III - não abrange conversão, em tempo comum, do tempo de efetivo exercício das
funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio, na
hipótese de aposentadoria especial de professor a que se refere o § 5^ do art. 40 da
Constituição Federal, na redação anterior à reforma previdenciária de 2019.
b) A instrução e análise dos processos deverá observar os ditames da Orientação Normativa
SEGEP n° 16, de 2013, nos seguintes termos:
I - deverão ser aplicados, para fins de conversão de tempo especial em comum, os arts.
95 a 23 e 25 da ON 16, de 2013; e
I I - não deverão ser aplicadas as disposições que tratam do período de emprego
público, converbdo em cargo público pelo art. 243 da Lei n^ 8.112. de 1990.
c) Deverão ser utilizados os fatores de conversão de 1,20, para mulher, e de 1,4, para
homem, previstos no art. 70 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n^ 3.048, de 06
de maio de 1999, reproduzida no § 55 do art. 188-P do mesmo Regulamento, na redação dada pelo Decreto
n5 10.410, de 30 de junho de 2020.
d) Com a entrada em vigor da EC n5 103, de 2019, nos termos de seu art. 25, § 2°, combinado
com o § 14 do art. 201 da Constituição Federal, acrescido por essa Reforma, foi vedada a conversão de
tempo especial em tempo comum, na forma prevista na Lei n5 8.213, de 24 de julho de 1991, em relação ao
tempo cumprido no RGPS após 13/11/2019.
e) Diante desse quadro normativo posterior à EC n5 103, de 2019, deverá ser mantido o
procedimento de emissão de Certidão de Tempo de Contribuição - CTC com o reconhecimento de tempo
especial pelo regime de origem, mas sem conversão em tempo comum, nos termos do inciso IX do art. 96
da Lei n5 8.213, de 1991 (que não foi afetado pela decisão do STF), de forma a proporcionar segurança
jurídica na contagem recíproca de tempo especial, sem contudo negar o direito à conversão, pois esta
depende de variáveis como:
a) a época de cumprimento do tempo especial;
b) 0 critério de equivalência (fator de conversão);
c) a legislação complementar regulamentadora da contagem diferenciada acaso existente no
regime instituidor;
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21/03/2022 11:43 SEI/ME - 19363708 - Nota Técnica
d) O fundamento legal da espécie de aposentadoria requerida, as quais podem vir a ser fixadas
somente por ocasião do requerimento do benefício,
f) A decisão do Supremo Tribunal Federal reconhece, para os servidores filiados ao RPPS,
cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais à saúde ou à integridade física, até o advento da
Emenda antes referida, o direito à conversão desse tempo especial em tempo comum pela aplicação
analógica das regras do RGPS sobre aposentadoria especial de que trata o art. 57 da Lei n^ 8.213, de 1991, o
que não significa que o tempo reconhecido como especial deva vir convertido em tempo comum na CTC,
cabendo ao regime de origem tão-somente certificar a natureza do período de tempo especial, devendo a
correspondente conversão ser efetivada pelo regime instituidor, quando cabível,
g) O tempo de serviço público prestado por ex-empregados públicos submetidos ao regime
da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, de que trata o Decreto-Lei n^ 5.452, de l? de maio de 1943, em
período anterior à vigência do regime jurídico insbtuído pela Lei n^ 8.112, de 11 de dezembro de 1990,
deverá ser devidamente atestado pelo Instituto Nacional do Seeuro Social, por intermédio de Certidão de
Tempo de Contribuição, sendo vedada expressamente a averbação automática desse tempo pelos órgãos
ou entidades integrantes do Sipec, para fins de concessão de aposentadoria e pensão ou abono de
permanência (art. 96 da Lei n^ 8.213, de 24 de julho de 1991, com redação dada pela Medida Provisória n^
871, de 18 de janeiro de 2019, convertida na Lei n^ 13. 846, de 18 de junho de 2019), nos termos
orientados na Nota Técnica SEI n? 15790/2020/ME.
RECOMENDAÇÃO
Com estas considerações sugere-se o encaminhamento dos autos à apreciação das instâncias
superiores, com recomendação de posterior disponibilização nos meios eletrônicos desta Secretaria, para
conhecimento das Unidades de Gestão de Pessoas.
8.
À consideração superior.
Documento assinado eletronicamente
CAROLINE ISRAEL PIO
Assistente
De acordo. Encaminhe-se ao Senhor Coordenador-Geral de Benefícios, para considerações.
Documento assinado eletronicamente
TEOMAIR CORREIA DE OLIVEIRA
Coordenador
De acordo. Encaminhe-se ao Senhor Diretor do Departamento de Centralização de Serviços
de Inativos, Pensionistas e Órgãos Extintos, para considerações.
Documento assinado eletronicamente
PABLO MARCOS GOMES LEITE
Coordenador-Geral
De acordo. Encaminhe-se ao Gabinete da Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal,
para deliberação.
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21/03/2022 11:43 SEI/ME - 19363708 - Nota Técnica
Documento assinado eletronicamente
MARCO AURÉLIO ALVES DA CRUZ
Diretor
Aprovo. Disponibilize-se a presente manifestação nos meios eletrônicos desta Secretaria para
conhecimento das Unidades de Gestão de Pessoas, nos moldes recomendados.
SECRETARIA DE GESTÃO E DESEMPENHO DE PESSOAL
Assinatura eletrônica do dirigente
Documento assinado eletronicamente por Marco Aurélio Alves da Cruz, Diretor(a), em 27/10/2021,
às 19:35, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3^ do art. 4? do Decreto n^
10.543. de 13 de novembro de 2020.
aasiiiutun
«I«tr6nica
Documento assinado eletronicamente por Pablo Marcos Gomes Leite, Coordenador(a)-Geral, em
27/10/2021, às 19:40, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3^ do art. 4^ do
Decreto n^ 10.543. de 13 de novembro de 2020.
aastJiMtura
eletrônica
Documento assinado eletronicamente porTeomair Correia de Oliveira, Coordenador(a), em
27/10/2021, às 19:48, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3^ do art. 4^ do
Decreto n^ 10.543. de 13 de novembro de 2020.
aassinatura
eletrônica
Documento assinado eletronicamente por Caroline Israel Pio, Assistente, em 27/10/2021, às 19:51,
conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3^ do art. 49 do Decreto n9 10.543. de 13
de novembro de 2020.
aassinatura
eletrôt^
Documento assinado eletronicamente por Leonardo José Mattos Sultani, Secretário(a), em
28/10/2021, às 13:22, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 39 do art. 49 do
Decreto n9 10.543. de 13 de novembro de 2020.
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Referência: Processo 23080.035746/2020-49. SEI n9 19363708
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