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GD VACINAS TURMA: D DATA: 25/06/2025 PARTICIPANTES: Eric Matheus Faria Martins, Nicole Valentino Ferreira, Jean Nunes da Silva 1- Porque o desenvolvimento de vacinas é interessante para políticas de saúde pública? A vacinação é reconhecida como uma das mais eficazes estratégias para preservar a saúde da população e fortalecer uma sociedade saudável e resistente. Dessa forma, o programa de vacinação é um dos principais focos do Ministério da Saúde porque é unanimidade acadêmica que a vacina é o principal meio sanitário para a profilaxia de doenças infecciosas. Historicamente, as vacinas contribuíram para a atenuação e, até mesmo, erradicação de doenças por meio da imunidade de grupos, fenômeno conhecido por conter epidemias e surtos, sendo capaz de proteger grupos vulnerabilizados e promover estabilidade epidemiológica de comunidades. Ao estimular o sistema imunológico de forma ativa, as vacinas reduzem significativamente os índices de morbidade e mortalidade associadas a diversas doenças, protegendo, inclusive, indivíduos que, por questões específicas, não podem ser imunizados. Em relação a custos, a vacina ainda é capaz de reduzir custos públicos com saúde, uma vez que, ao evitar a manifestação aguda de alguma doença, há redução nos custos com tratamentos médicos e com hospitalização. Ou seja, com a ampla adesão à imunização, o Estado consegue destinar recursos financeiros a áreas prioritárias. 2- Qual a diferença entre imunização ativa e passiva? Exemplifique cada uma delas. A imunização ativa é aquela em que o organismo produz anticorpos e células de memória em resposta a um antígeno, ela pode ocorrer de forma natural, através de infecções naturais, ou de forma artificial, por meio de vacinas. Essa forma de imunização garante uma proteção duradoura, que pode durar por anos ou até por toda a vida, e geração de memória imunológica – ou seja, quando exposto ao mesmo agente, o organismo estará preparado para responder de forma específica ao antígeno. Um forte exemplo de imunização ativa é a recente vacina para o vírus SARS-CoV-2 que foi capaz de mitigar os efeitos da pandemia de COVID-19 ao realizar imunização de grupo e garantir o retorno do convívio social. Outro exemplo é o da catapora, uma criança, ao desenvolver a doença, desenvolve imunidade natural para futuras exposições. A imunização passiva ocorre quando o organismo receber anticorpos prontos, ou seja, não é produzido pelo indivíduo, ela pode ser feita de forma natural, por transmissão materna, ou de forma artificial, através de soros. Essa forma de imunização garante proteção imediata contra agentes infecciosos e é extremamente útil em situações de emergência, como em mordida de cobra, ou quando uma pessoa possui o sistema imunológico comprometido. Um exemplo clássico é a aplicação de soro antitetânico após uma ferida potencialmente contaminada, quando a pessoa não está imunizada com a vacina de mesmo nome, e os anticorpos maternos passados ao bebê pela placenta (anticorpos IgG) ou pelo leite materno (IgA). 3- Liste contraindicações verdadeiras e falsas para a vacinação de uma pessoa. De acordo com o Manual de Normas de Vacinação, elaborada pela Fundação Nacional de Saúde (Ministério da Saúde), as contraindicações gerais para as vacinas de bactérias e vírus atenuados são, a princípio, em pessoas: com imunodeficiências congênita ou adquirida, acometidas por neoplasia maligna e em tratamento com corticosteroides em esquemas imunossupressores (como uso de 2mg/Kg/dia de prednisona durante duas semanas ou mais em crianças) ou submetidas a outras terapêuticas imunossupressoras. Vacina Contraindicação específica Tuberculose Imunodeficiência congênita ou adquirida. É recomendado adiar a vacinação com BCG em recém-nascidos com peso inferior a 2Kg e em presença de afecções dermatológicas. Hepatite B Ocorrência de reação anafilática sistêmica seguindo-se à aplicação de dose anterior. Poliomelite Não há contraindicação absoluta, mas crianças imunodeprimidas, crianças com contato domiciliar com pessoas imunodeficiente suscetível e pessoas submetidas a transplante de medula óssea tem indicação de receberem a vacina do tipo Salk e não do tipo Sabin Tríplice DTP (difteria, tétano e coqueluche) Ocorrência após aplicação de dose anterior de reação anafilática sistêmica grave, encefalopatia nos primeiros sete dias após vacinação Tétano Reação anafilática seguindo-se à aplicação de dose anterior e Síndrome de Guillain-Barré nas seis semanas após vacinação anterior contra difteria e/ou tétano Sarampo Reação anafilática sistêmica após ingestão de ovo de galinha, gravidez e administração de imunoglobulina humana normal, sangue total ou plasma nos três meses anteriores Ainda, de acordo com o Manual de Normas de Vacinação, não constituem contraindicações à vacinação: doenças benignas comuns; desnutrição; aplicação de vacina contra a raiva em andamento; doença neurológica estável; prematuridade ou baixo peso no nascimento (excetuando-se a BCG); alergias, exceto as reações alérgicas graves e sistêmicas; tratamento com corticosteroide durante curto período ou em tratamento prologado em doses baixas ou moderadas; antecedente familiar de convulsão e internação hospitalar. 4- Quais fatores levam-se em conta para determinar a idade e as doses de reforço das vacinas utilizadas no PNI. Em relação a determinação da idade para a vacinação é levando em conta alguns fatores, tais sejam: a vulnerabilidade imunológica, idade em que o indivíduo está mais suscetível à infecção (por isso grande parte das vacinas são administradas em recém- nascidos por conter sistema imune imaturo); período de maior exposição ao agente infeccioso, como no caso da vacina contra o HPV – a recomendação é que a vacina seja aplicada antes do início da atividade sexual –; período em que o sistema imune gerará resposta adequada, vacinas como a contra varicela é recomendada a partir dos 12 meses, porque anticorpos maternos podem interferir na resposta imune do vacinado; e a epidemiologia da doença influencia na idade, a frequência e faixa etária atingida de uma certa doença deve ser considerada no calendário. Em relação à dose de reforço, os principais fatores que influenciam nas doses é a duração da imunidade conferida pela doença, risco de exposição contínua ao antígeno (como o tétano), novas mutações do patógeno (como na influenza) e a população alvo na cobertura vacinal. 5- Quais vacinas são recomendadas para gestantes e quais são contraindicadas? Segundo o Manual de Normas de Vacinação, não há evidência de que a administração em gestantes de vacinas de vírus ou de bactérias mortas, toxóides e de vacinas constituídas por componentes de agentes infecciosos acarrete qualquer risco para o feto. As vacinas vivas são contraindicações em gestantes. 6- Quais cuidados deve-se tomar com a vacinação de pessoas imunodeficientes? O Manual de Normas de Vacinação recomenda que pacientes imunodeprimidos devem ser avaliados individualmente para administração adequada de imunobiológicos. Há contraindicação expressa de vacinas vivas. Para cada tipo de imunodeficiência é recomendado substituir, indicar, contraindicar ou adiar a indicação de álbum imunobiológico. 7- Qual tecnologia inovadora utilizada na vacinação para covid-19 que pode trazer uma grande revolução na vacinologia? Uma tecnologia considerada revolucionária na vacinologia foi o uso de RNA mensageiro, isso porque ela permite a criação rápida de vacinas de forma flexível, eficiente e sem uso de vírus vivos. O potencial revolucionário das vacinas de mRNA está justamente na sua rapidez, uma vez que, ao utilizar o código genético do vírus, é possível produzir proteína alvo dentro das células do próprio organismo. Além disso, é possível rápidas modificações para o surgimento de novas variantes. 8- Cite as vacinaspara covid-19 que foram e que estão sendo administradas no Brasil e identifique seus pontos positivos e negativos. VACINA ASPECTO POSITIVO ASPECTO NEGATIVO CoraVac (Sinovac/Butantan) Efeitos colaterais leves, fácil armazenamento, técnica reconhecidamente segura Menor eficácia em idosos, demora na produção por exigir planta industrial adequada. AstraZeneca(AZD1222) Maior custo-benefício e facilidade de armazenamento Menor taxa de eficácia e ineditismo no uso de vacina com vetor viral não- replicante Pfizer-BioNTech (Comirnaty) Alta eficácia e adaptabilidade devido uso de tecnologia de mRNA Requer ultracongelamento e efeitos adversos raros de miocardite Janssen (Johnson & Johnson) Dose única, fácil armazenamento Menor proteção, efeitos adversos cardíacos 9- Complete o quadro de vacinas do PNI (Aumente as linhas da tabela à medida do necessário) Vacina Componentes Doença(s) evitada(s) Idade de vacinação Efeitos colaterais BCG Bacilo-Calmette- Guérin, M. bovis Formas graves de Tuberculose Ao nascer, 6-10 anos Formação de abscesso/ulceração, linfadenite regional Vacina contra hepatite B Antígeno de superfície do vírus da hepatite B Hepatite B Ao nascer (1ª dose), 1 mês (2ª dose), 6 meses (3ª dose) Dor, vermelhidão ou inchaço local, febre baixa e mal-estar leve Vacina pentavalente (DTP + Hib + HB) Toxoide diftérico, toxoide tetânico, bactéria Bordetella pertussis inativada, polissacarídeo da cápsula ligado a proteína (conjugada) Difteria, tétano, coqueluche, meningite, hepatite B e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b 2 meses (1ª dose), 4 meses (2ª dose), 6 meses (3ª dose) Febre, dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação, irritabilidade, sonolência VOP (vacina oral contra pólio) Poliovírus vivos atenuados dos tipos 1 e 3 Poliomielite (paralisia infantil) 2 meses (1ª dose), 4 meses (2ª dose), 6 meses (3ª dose), 15 meses (reforço Efeitos gastrointestinais leves VORH (vacina oral de rotavírus humano) Rotavírus humano vivo atenuado Diarreia por Rotavírus 2 meses (1ª dose), 4 meses (2ª dose) Diarreia leve, irritabilidade, febre baixa e redução de apetite Vacina contra febre amarela Vírus vivo atenuado da febre amarela (cepa 17D) Febre amarela 9 meses (dose inicial), 10 anos (reforço) Febre, dor de cabeça, dor muscular e reações no local da aplicação DTP (tríplice bacteriana) Toxoide diftérico, toxoide tetânico, bordetella pertussis inativada Difteria, tétano e coqueluche 15 meses (1º reforço), 4-6 anos (2º reforço) Febre, reações no local da aplicação, irritabilidade e sonolência SRC (tríplice viral) Vírus atenuados do sarampo, rubéola e caxumba Sarampo, rubéola e caxumba 12 meses (1ª dose), 15 meses (2ª dose com a vacina tetra viral) Febre, reações no local da aplicação, exantema leve e inchaço da parótida Vacina pneumocócica 10 Polissacarídeos de 10 sorotipos de Streptococcus pneumoniae, conjugados à proteína Doenças invasivas e otite média aguda causadas por Streptococcus pneumoniae sorotipos 1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F e 23F 2 meses (1ª dose), 4 meses (2ª dose), 12 meses (reforço) Febre, dor ou vermelhidão no loca e irritabilidade Vacina meningocócica C (conjugada) Polissacarídeo capsular do Neisseria meningitidis sorogrupo C conjugado a proteína Doenças invasivas causadas por Neisseria meningitidis do sorogrupo C 3 meses (1ª dose), 5 meses (2ª dose), 12 meses (reforço) Febre, dor local, inchaço e irritabilidade SCRV (treta viral) Vírus vivos atenuados de sarampo, caxumba, rubéola e varicela Sarampo, caxumba, rubéola e varicela Dose única (15 meses) Febre, exantema, dor no local e, raramente, convulsão febril HPV quadrivalente Partículas semelhantes ao vírus (VLPs) dos tipos 6, 11, 16 e 18 Infecções pelo Papilomavírus Humano 6, 11, 16 e 18. 2 doses (a partir dos 9 anos) Dor local, vermelhidão, febre leve e dor de cabeça Influenza Fragmentos inativados de 3 ou 4 cepas do vírus influenza (A H1N1, A H3N2, e B) Infecções pelos vírus influenza Anualmente Dor no local, febre leve, mialgia e mal-estar