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1. Descreva o desenvolvimento do sistema imune do neonato (gestação ao nascimento e pós natal). O sistema imunológico do recém-nascido apresenta habilidade limitada em montar uma resposta efetiva do ponto de vista quantitativo e qualitativo contra patógenos invasivos, implicando mais suscetibilidade a infecções. Sabe-se que quanto menor o período gestacional, menos desenvolvido será o sistema imunológico ao nascimento, de forma que recém-nascidos prematuros extremos (a IgA é considerada a mais importante. A IgA secretora (IgAs) é produzida e transportada até o leite humano pela glândula mamária a partir da clivagem proteolítica da IgA sérica. A IgAs corresponde a 80% a 90% do total de imunoglobulinas no leite materno; apenas 10% são absorvidas no intestino e transferidas para a corrente sanguínea da criança; sua ação acontece, de maneira predominante, na mucosa do trato gastrintestinal. Essa ação protetora da IgA do leite materno no trato gastrintestinal ocorre por meio de inibição da ligação de patógenos na mucosa intestinal, neutralização de toxinas e estímulo da imunidade passiva. Sabe-se que a IgAs do leite materno é um dos principais fatores que protegem o lactente contra infecções entéricas causadas por rotavírus, E. coli, poliovírus e retrovírus. Gestantes vacinadas para meningococo, influenza e pneumococo apresentam maiores concentrações de IgA secretoras específicas para esses microrganismos no leite materno e redução do risco de desenvolvimento de doenças nos lactentes. A microbiota do leite materno atua no sistema imunológico do lactente tanto pela presença dos microrganismos viáveis quanto pelos metabólitos gerados por eles que agem localmente e a distância. Entre eles, destacam-se os ácidos graxos de cadeia curta, vitamina K e do complexo B e compostos de retinoide. Além disso, sabe-se que a produção de anticorpos (IgAs, IgM e IgG) também sofre influência da microbiota materna. Guyton O recém-nascido herda grande parte da sua imunidade da mãe, porque muitos anticorpos se difundem pelo sangue materno através da placenta para o feto. Contudo, o recém-nascido não forma anticorpos próprios até determinado ponto. Ao final do primeiro mês de vida, as gamaglobulinas (imunoglobulinas) do bebê, que contém os anticorpos, terão diminuído para menos da metade do nível original, com queda correspondente na imunidade. Depois disso, o próprio sistema imunológico do bebê começa a formar anticorpos, e a concentração de gamaglobulina retorna essencialmente ao normal por volta dos 12 a 20 meses de idade. Apesar da diminuição das gamaglobulinas logo após o nascimento, os anticorpos herdados da mãe protegem o bebê por cerca de 6 meses contra a maioria das principais doenças infecciosas da infância, incluindo difteria, sarampo e poliomielite. Portanto, a imunização contra essas doenças antes dos 6 meses geralmente não é necessária. No entanto, os anticorpos herdados contra a coqueluche normalmente são insuficientes para proteger o neonato; portanto, para total segurança, recomenda-se imunizar o bebê contra essa doença no segundo mês de vida. Profissionais de saúde recomendam que as crianças recebam cinco doses da vacina tríplice viral, que protege contra tétano, coqueluche e difteria aos 2, 4, 6 e 15 a 18 meses, e a última dose administrada dos 4 aos 6 anos. ABAS Imunidade passiva no feto e no recém-nascido Fetos e neonatos de mamíferos não podem produzir seus próprios anticorpos IgG, mas se defendem contra infecções por meio da IgG transportada através da placenta para a circulação fetal e da IgA presente no leite materno ingerido durante a amamentação infantil. O transporte de IgG materna através da placenta é mediado pelo receptor Fc neonatal (FcRn) específico para IgG. Esse receptor é expresso nas células do sinciciotrofoblasto das vilosidades placentárias, que formam uma barreira entre os tecidos materno e fetal. O FcRn liga a IgG do sangue materno presente nos espaços intervilosos, e o receptor medeia a transcitose da IgG para o lado fetal do sinciciotrofoblasto, onde é liberada no estroma viloso. A IgG é então transportada através do endotélio dos capilares fetais para a circulação fetal . Assim, um recém-nascido contém essencialmente os mesmos anticorpos IgG que a mãe. Os níveis protetores de IgG materna são mantidos por cerca de 6 meses, após os quais a maior parte da IgG circulante é produzida pelo bebê. Esse período de transição é de maior suscetibilidade dos bebês a infecções, porque eles não terão acumulado células B de memória e plasmócitos de vida longa de infecções anteriores. O transporte transepitelial da IgA materna para o leite materno depende do receptor poli-Ig descrito anteriormente neste capítulo, e a IgA ingerida pode neutralizar organismos patogênicos que tentam colonizar o intestino do bebê. Imunidade fetal e neonatal mediada por transferência passiva de IgG materna. A) A IgG é transportada do sangue materno nos espaços intervilosos da placenta através das células trofoblásticas sinciciais placentárias pelo receptor Fc neonatal (FcRn), e, então, transportada através das células endoteliais dos vasos fetais para a circulação fetal. B) Níveis séricos de imunoglobulina no feto e no neonato. O recém-nascido começa a produzir IgG logo após o nascimento, mas a perda da IgG materna e o aumento lento da IgG derivada do recém-nascido resultam em uma baixa na concentração de IgG no sangue por volta dos 6 meses de idade. O feto inicia a produção de IgM no final da gravidez, e as concentrações de IgM no bebê se aproximam dos níveis adultos mais rapidamente do que as de IgG. No entanto, essas IgMs não serão específicas para a ampla gama de micróbios que as IgGs maternas reconhecem, por isso o bebê tem um risco aumentado de infecção no momento da baixa de IgG. Os níveis de IgA no bebê demoram mais para atingir os níveis adultos do que a IgM ou a IgG, porém a IgA presente no leite materno pode fornecer imunidade intestinal passiva em bebês que recebem esse leite. 2. Quais são os tipos de imunização (passiva e ativa)? Imunização ativa - Conferida pela resposta do hospedeiro a um microorganismo ou antígeno microbiano. - A imunidade decorre após o contato, seja por uma infecção natural, seja induzida pela vacinação. - Quando a imunização decorre de uma infecção natural, a imunidade gerada é denominada de imunidade ativa natural. - Em paralelo, a resposta imune induzida por vacinas estimula o sistema imune a produzir anticorpos específicos sem causar a doença no indivíduo, gerando a imunidade ativa de modo artificial . - Tanto a imunização natural quanto a artificial geram imunidade duradoura. - Geram memória imunológica. Imunização passiva - conferida pela transferência adotiva de anticorpos ou de linfócitos T específicos para o microrganismo. - Pode ser obtida naturalmente, através da via placentária ou amamentação, ou artificialmente pela administração de anticorpos específicos, como as imunoglobulinas homólogas ou heterólogas. - Outra formas de produzir imunização passiva é a utilização de soros, que são produtos imunobiológicos indicados para quem necessita de uma imunidade protetora. - O soro, diferente da imunização ativa artificial (vacinas), não induzem memória imunológica, motivo pelo qual, quando catabolizados, o indivíduo volta a se tornar suscetível. A durabilidade da proteção varia de acordo com as condições de saúde de quem o recebe, sendo que a proteção, diferente das vacinas, é transitória. - Decorre da administração ou transferência de anticorpos contra antígenos ou agentes infecciosos específicos. - A imunidade passiva é imediata, ou seja, administram-se anticorpos prontos, que conferem a imunidade prontamente. - Imunidade de caráter temporário, após algumas semanas de administração, o nível de anticorpos diminui. - utiliza-se a imunidade passiva quando há necessidade de uma resposta imediata e não se pode aguardar o tempo para a produção de anticorpos em quantidade adequada, como em casos de acidentes com animais peçonhentos é exposição a toxina tetânica em indivíduos não vacinados. Transferência passiva de anticorpos - Ocorre durante a gravidez (de mãe para o feto) - A imunização passiva pode ser natural, através da passagem de imunoglobulina de classe IgG via placenta e da classe IgA pelo leite materno. Memória imunológica - Quando o organismo entra emcontato com um antígeno, ocorre a produção de imunoglobulina M (IgM), para combater o agressor, e, também, de IgG, para formar uma memória contra ele. No caso de um segundo contato, o organismo será capaz de gerar uma resposta mais rápida e mais intensa, em decorrência da memória arquivada do acionamento imediato do sistema imune. Para facilitar a compreensão , podemos fazer uma metáfora: na primeira infecção (natural ou por vacinação), o anticorpo é “esculpido”, “criado”, enquanto na segunda o “molde” já existe, e o processo é de produção de réplicas da “escultura” já existente. https://books.scielo.org/id/m4kn3/pdf/silva-9786586084245-11.pdf 3. Descreva o calendário vacinal infantil. https://books.scielo.org/id/m4kn3/pdf/silva-9786586084245-11.pdf BCG - previne contra as formas graves da tuberculose - É feita com o bacilo de Calmette-Guérin, que é uma forma enfraquecida da bactéria que causa a tuberculose - dose única ao nascer - obs: a vacina deve ser adiada quando a criança apresentar peso menor que 2 kg, devido a escassez do tecido cutâneo reações: - cicatriz de até 1 cm de diâmetro no braço direito - possíveis eventos adversos incluem úlceras grandes, gânglios ou abscessos na pele e disseminação do bacilo da vacina. - Os gânglios ocorrem em cerca de 10% dos vacinados. Hepatite B - Tomar nas primeiras 12 horas após o nascimento, podendo ser administrada até 30 dias após o nascimento - Trata-se de uma vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença - É composta por proteína de superfície do vírus da hepatite B purificada . - bia de aplicação: intramuscular Contraindicação: - não deve ser aplicada em pessoas que apresentam riam anafilaxia Reações: - em 3% a 29% dos vacinados pode ocorrer dor no local da aplicação, endurecimento, inchaço e vermelhidão - febre nas primeiras 24 horas PENTA - Difteria, tétano, pertussis (coqueluche), hepatite B e Influenza B, é uma composição combinada que previne contra as 5 doenças a. - 3 doses: 1º aos 2 meses, 2º aos 4 meses e a 3º aos 6 meses de vida - administração intramuscular reações: - febre, irritabilidade e dores locais a aplicação nas primeiras 48 horas contraindicação: - crianças com 7 anos ou mais de idade - após reações em dose anterior, como: reação alérgica, moleza e palidez, convulsões e encefalopatia aguda. VIP - Poliomielite - paralisia infantil - Vacina inativada, não causa a doença, composta por partículas do vírus da pólio tipo 1, 2 e 3. - trivalente e injetável - Deve ser administrada no 2 mês de vida, com retorno aos 4 e aos 6 meses de vida, com reforço entre 15 e 18 meses. Contraindicação: - pessoas com história de reações alérgicas grave (anafilaxia) a dose anterior desta vacina. Reações: - dor, inchaço e vermelhidão local da aplicação - febre baixa Pneumo 10 - Vacina inativada, não tem como causar a doença - A VPC10 é composta por dez sorotipos do pneumococo, oito deles conjugados com a proteína D. - 3 doses, as duas primeiras no primeiro ano de vida com intervalo de no mínimo 2 meses, 1º dose aos 2 meses, 2º dose aos 4 meses e a 3º dose aos 12 meses de vida. - Via de administração intramuscular Contraindicação: - pessoas que apresentaram anafilaxia após usar algum componente das vacinas ou após dose anterior das vacinas. Reações: - Dor, inchaço e vermelhidão são relatados por 38% dos vacinados. Rotavírus (VRH) - Previne contra diarreia causada por rotavírus - A vacina é composta por vírus “enfraquecido” - via oral, se a administração oral não for possível, a vacina pode ser administrada por sonda de alimentação. - Duas doses de vacinação, geralmente a 1º dose no segundo mês de vida e a 2º. no 4 mês de vida. contra indicação: - crianças com deficiência imunológica, com alergia grave provocada pela vacina anterior. reações: - Irritabilidade, diarreia, vômito e febre. Meningocócica C - Previne contra doenças causadas pelo meningococo C - Vacina inativada, não tem como causar a doença, contém antígeno formado por componente da cápsula da bactéria do sorogrupo C conjugado a uma proteína. - Para crianças a vacinação deve iniciar aos 3 meses de idade, a segunda dose aos 5 meses, e um reforço aos 12 meses que pode ser aplicado até antes de completar 5 anos. - Via de aplicação: intramuscular reações; - Vermelhidão, inchaço, dor ou sensibilidade no local da aplicação nas 72 horas após aplicação. COVID -19 - Previne contra a COVID - deve ser administrada em crianças a partir dos 6 meses de idade, segunda dose aos meses. - Vacina inativada composta por RNA mensageiro modificado, encapsulado em partículas nano lipídicas. Contraindicação: - alergia a qualquer um do componente presentes na vacina Reações: - Dor de cabeça, febre, dor muscular, inchaço no loção da aplicação. Febre amarela - Previne contra a febre amarela - vacina atenuada, cultivado em ovo de galinha - indicada a partir de 9 meses de idade, a segunda dose é aos 4 anos (dose reforço) contraindicação: - crianças abaixo dos 6 meses - indivíduos infectados pelo HIV - pessoas com imunodepressão - Gestantes - mulheres amamentando - pacientes submetidos a transplantes de órgãos - paciente com câncer Tríplice viral - Previne contra o sarampo, caxumba e rubéola - Trata-se de vacina atenuada, contendo vírus vivos “enfraquecidos” do sarampo, da rubéola e da caxumba. - A primeira dose é aos 12 meses e a segunda é aos 15 de idade (tetraviral). - aplicação subcutânea contraindicado: - gestantes - pessoas com imunidade comprometida - crianças com histórico de anafilaxia Reações: - ardência, vermelhidão e dor no local da aplicação. - Febre alta, que surge de 5 a 12 após a vacinação, com um a cinco dias de duração. Hepatite A - Previne contra hepatite A - Trata-se de vacina inativada, não tem como causa a doença, composta por antígeno do vírus da hepatite A. - primeira dose aos 15 meses de vida e a segundo após um intervalo de 6 meses (21 meses, 1 ano e 9 meses) - via de aplicação: intramuscular contraindicação: - pessoas com reação anafilática reações: - irritabilidade, dor de cabeça, cansaço, dor e vermelhidão no local da aplicação. Tetraviral - Previne contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora) - trata-se de vacina atenuada, contendo vírus “enfraquecido” - É uma dose de reforço da tríplice, mas inclui a primeira dose contra a varicela. Contraindicação: - gestantes - pessoas com comprometimento da imunidade Reações: - febre Varicela - Previne contra varicela (catapora) - Trata-se de vacina atenuada, contendo vírus “enfraquecido” da varicela. - Deve ser administrada aos 4 anos - via de aplicação: subcutânea Contraindicação: - reações alérgica a vacinas anteriores - pessoas com deficiência do sistema imunológico reações: - vermelhidão e febre. Pneumocócica 23 - Previne contra doenças causadas por 23 tipos de pneumococo - trata-se de vacina inativada - é composta de partículas purificadas das cápsulas de 23 tipos de pneumococo - via de aplicação: intramuscular - Administrada aos 5 anos de idade. Contraindicação: - Reações alérgicas reação: - dor no local da aplicação, inchaço e vermelhidão HPV 4 - Previne contra infecções persistentes e lesões pré-cancerosas causadas pelos tipos de HPV 6, 11, 16 e 18 . Também previne contra o câncer de colo do útero. - Trata-se de vacina inativada, é é composta pelas proteínas L1 dos papilomavírus humano - indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos de idade - via de aplicação: intramuscular contraindicado: - gestantes e alérgicos reações: - Dor, vermelhidão e inchaço no local da aplicação. 4. Quais são os tipos de vacina (tecnologias e respostas imunológicas do organismo, efeitos colaterais e contraindicações gerais)? ● Vivasatenuada - Constituídas de microorganismos atenuados, que são viáveis, se multiplicam, mas perderam a capacidade de causar doenças. - Geralmente se usa cultura repetida em laboratório até que o vírus ou as bactérias selvagens percam a virulência, esse método faz com que o microrganismo ainda consiga se multiplicar, mas não consiga causar a forma grave da doença. - A atenuação é feita por meio de técnicas laboratoriais que expõem o microorganismo a condições que reduzem sua virulência. - Resposta imunológica forte e duradoura - Contraindicada para gravidez e pessoas com o sistema imunológico deprimido. - Geralmente apenas uma dose já é o suficiente. Resposta imunológica do organismo - como o patógeno ainda está “vivo” e se replica, o organismo reage de forma semelhante a uma infecção natura imunidade inata - primeira linha de defesa:ativa células como macrófago e células dendríticas imunidade adaptativa - imunidade humoral:produção de anticorpos pelos linfócitos B - Imunidade celular: ativação de linfócitos T - Memória imunológica exemplos de vacinas vivas atenuadas - BCG - febre amarela - Varicela - Rotavírus - Poliomielite Oral - Tríplice viral Reações - Mal - estar - febre Contraindicações - Imunodeprimidos graves - gestantes ● Vacina Morta/Inativada - Vacina feita com vírus ou bactérias inteiramente mortos, ou seja, inativadas por métodos físicos (calor ou radiação) ou químicos (formaldeído) - Eles não conseguem se multiplicar nos organismos e, portanto, não causam a doença. Tecnologia - o patógeno é cultivado em laboratório em grande escala - depois, ele é inativado de forma que: - fique incapaz de se replicar - mas mantém seus antígenos intactos, para que o sistema imunológico reconheça Resposta imunológica do organismo - imunidade inata: reconhecer os antígenos e ativar células de defesa local - imunidade adaptativa: humoral: linfócitos B produzem anticorpos contra os antígenos - Pouca ou nenhuma resposta celular (linfócito T), já que o patógeno não entra nas células. Memória imunológica - menos duradoura, do que vacinas vivas - geralmente exige várias doses e reforços periódicos. exemplos de vacinas inativadas - Hepatite A - Poliomielite injetável - Raiva - CoronaVac efeitos colaterais - dor ou vermelhidão no local da aplicação - febre leve - cansaço, mal estar contraindicação - gestantes - imunossuprimidos - Alergias grave Vacinas de subunidade e nativa das precisam de adjuvantes Adjuvantes - São substâncias adicionadas à vacina com a função de potencializar a resposta imunológica ao antígeno, tornando a imunização mais eficaz e duradoura. - Aumentam a intensidade da resposta imune - Reduzem a quantidade de antígeno necessário - Diminuem o número de doses necessárias - Ajudam a direcionar a resposta imune Criam um depósito do antígeno no local da aplicação, permitindo liberação lenta Ativa, a imunidade inata, que estimula as células do sistema imune adaptativo. Tipos de adjuvantes - sais de alumínio: estimulam a resposta humoral, hepatite B, DTP, HV - Emulsão oleosa: MF59, AS03, ativam células imunes no local da aplicação, influenza, H1N1 - Lipossomos: AS01, entregam antígenos e adjuvantes às células, Herpes zoster ● Vacina de Subunidade - vacina de antígeno purificado - É uma vacina feita com apenas partes específicas do patógeno, como proteínas ou açúcares de sua superfície, que são suficientes para gerar uma resposta imune sem conter o microrganismo inteiro. - Precisa de adjuvantes para amplificar a resposta - exige reforço periódicos A subunidade para a vacina pode ser: proteína purificada, proteína recombinante (produzida por engenharia genética), polissacarídeos capsulares (no caso de bactérias encapsuladas) e conjugados ( polissacarídeo + proteína). A resposta imunológica ativa principalmente a imunidade humoral (produção de anticorpos pelos linfócitos B) Tipos de vacinas ● Proteína recombinante: hepatite B, HPV - usam proteína de superfície do virus ● Polissacarídeos: Pneumocócica 23 (VPP23) ● Conjugadas; Pneumocócica 13, Meningocócica C, Influenza - mais eficazes em crianças pequenas Reações - Dor, vermelhidão e inchaço no local Contraindicações - apenas em casos de hipersensibilidade grave a algum componente da vacina. ● Vacina Conjugada Vacina feita com polissacarídeos capsulares de bactérias, que são ligados (conjugados) a uma proteína transportadora. Isso melhora a resposta imunológica, principalmente em crianças menores de 2 anos, que não respondem bem a polissacarídeos isolados. - polissacarídeo puros ativam uma resposta imune fraca e sem memória imunológica - Ao ligar o polissacarídeo a uma proteína, o sistema imune reconhece melhor o antígeno e produz uma resposta humoral e uma memória imunológica. Tecnologia usada: - extração do polissacarídeo de cápsula da bactéria - ligação química desse polissacarídeo com uma proteína carregadora - adição de adjuvantes e estabilizantes na formulação exemplos: Pneumocócica 13, Meningocócica C conjugada resposta imunológica - estimula a resposta imune depoente de célula T - Induz produção de anticorpos específicos - fora memória imunológica duradoura - protege mesmo os menos de 2 anos reações: - dor no local da aplicação - febre baixa - irritabilidade contraindicações: - alergia grave a qualquer componente da vacina - reações anafiláticas prévias ● Vacina Toxóide - Vacina feita a partir de uma toxina bacteriana modificada (inativada), chamada de toxóide. - Ela não é mais tóxica, mas mantém a capacidade de estimular o sistema imune a produzir anticorpos contra a toxina. - Não protege contra a bateria, mas sim contra a toxina que ela libera. Tecnologia - A toxina é isolada da bactéria - Inativada com produtos químicos, transformando-se em toxóide - Adicionam-se adjuvantes, como sais de alumínio, para melhorar a resposta - O toxoide é então formulado como vacina. O sistema imune reconhece o toxóide como “estranho” Produz anticorpos específicos que neutralizam a toxina. Quando o indivíduo é exposto a toxina real no futuro, os anticorpos impedem seus efeitos Exemplos de vacinas - DTP (tríplice) reações: - dor no local da aplicação - vermelhidão, inchaço - febre leve Contraindicações - reação alérgica grave previa a vacina ou a alguém componente ● Vacina Vetorial Viral - É uma vacina que usa vírus modificado para transportar um gene do patógeno para dentro das células do corpo. Esse gene instruirá as células a produzir uma proteína do patógeno, o que estimula o sistema imune a reconhecê-la e atacá-la. tecnologia - O vetor é geralmente um adenovírus geneticamente modificado - Incapaz de se replicar (não causa doença) - carrega o DNA que codifica uma proteína do patógeno após a aplicação - o vetor entra nas células - O DNA é lido e a proteína viral é produzida - O sistema imune responde como se fosse uma infecção viral imunidade humoral, imunidade celular e memória imunológica duradoura. Exemplos de vacinas - AstraZeneca (COVID-19), Janssen (COVID-19), Vacina contra o ebola. reações: - Dor no local, calafrios, cansaço e dor de cabeça. Contraindicações - reações anafiláticas - atenção em pessoas com histórico de trombose - imunossuprimidos ● Vacina de RNA Mensageiro (mRNA) - Vacina que contém RNA mensageiro sintético que codifica uma proteína do vírus. Esse RNA é envolto em nanopartículas lipídicas para ser protegido e entregue dentro das células. O RNAm entra nas células do corpo A célula lê o RNA e produz a proteína viral Essa proteína é apresentada ao sistema imune, que: - Produz anticorpos - Ativa linfócitos T - Cria memória imunológica exemplo de vacinas: Pfizere Moderna ● Vacina DNA - É uma vacina feita com DNA plasmidial que contém o gene da proteína de interesse do vírus. Esse DNA é introduzido nas células, onde será transcrito em RNA e, depois, em proteína. O DNA entra no núcleo da célula, mas não se integra ao DNA humano. - A célula transcreve o DNA em RNAm, e depois, traduz em proteína viral. - a proteína ativa o sistema imune: anticorpos + células T ● Vacina de partículas semelhantes a vírus (VLPs) - Vacina composta por partículas que imitam a estrutura de um vírus, mas sem conter material genético, ou seja, parece vírus, mas se replicam e não causam doença. Genes que codificam proteínas estruturas d o vírus são inseridos em células hospedeiras (como leveduras, células de inseto ou vegetais). Essas células produzem as proteínas virais que se auto-organizam em partículas semelhantes ao vírus original. As VLPs são então purificadas e formuladas como vacina. O sistema imune reconhece as VLPs como invasores reais, então elas ativam: - Resposta humoral : produção de anticorpos - Resposta celular: ativação de linfócitos T - Memória imunológica duradoura Exemplo de vacinas: HPV, Hepatite B e Novavax (COVID-19). Reação: - Dor no local - febre - dor de cabeça - fadiga contraindicação: - Alergia grave a componentes da vacina. 5. Qual o impacto da desinformação sobre a vacinação na saúde coletiva? O impacto da desinformação na saúde pública A disseminação de Fake News sobre vacinas compromete a adesão à imunização e expõe a população a riscos desnecessários. A hesitação vacinal já resultou na queda das coberturas vacinais e no retorno de doenças eliminadas, como o sarampo em algumas regiões. Especialistas alertam que combater a desinformação é fundamental para proteger a saúde coletiva. Quais são as consequências da desinformação sobre vacinas para a saúde pública? Thaiane Oliveira: As consequências são muitas e envolvem casos graves no que tange ao avanço da saúde pública no Brasil. Doenças que estavam praticamente erradicadas, como o sarampo, por exemplo, têm voltado a surgir. Esse retrocesso é uma das consequências mais alarmantes da desinformação, mas não é a única. Há também um enfraquecimento da confiança nas instituições de saúde, tanto as públicas quanto as científicas. Entidades como o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e até o próprio SUS vêm sendo alvo de constantes ataques de desinformação. Com isso, o enfraquecimento da confiança pública impacta não apenas a aceitação das vacinas, mas o entendimento e a confiança da população em toda a ciência que sustenta as políticas de saúde pública. Como a desinformação sobre vacinas afeta a compreensão da população sobre os diferentes tipos de vacinas e sua eficácia? Michele Peres: Os comportamentos e atitudes que orientam a tomada de decisão a respeito do cuidado individual, e também o coletivo, são influenciados por alguns aspectos, como: a capacidade dos indivíduos em obter, compreender, avaliar criticamente e utilizar informações sobre saúde para conduzir com autonomia seus processos de autocuidado, independente do agravo à saúde. O que se defende é a necessidade de certo nível de letramento em saúde, por parte da população, para que suas condutas não interfiram de maneira negativa na saúde dos indivíduos de maneira coletiva, como o observado durante a Pandemia de COVID19, e mais recentemente, com o aumento da não adesão aos processos de imunização. Se a informação compartilhada não estiver cientificamente verificada, e ainda, acessível do ponto de vista linguístico (compreensível para todos, independente do nível de escolaridade), a compreensão sobre os mecanismos de proteção observados nas vacinas, por exemplo, fica frágil, e portanto, deixam de orientar adequadamente a população sobre quais os comportamentos devam ser incorporados em situações que comprometem a saúde da população de forma mais ampla (novos surtos, epidemias, pandemias). https://www.uff.br/08-10-2024/uff-responde-vacinas-e-desinformacao/ O Movimento Nacional pela Vacinação tem foco prioritário na retomada das altas coberturas vacinais do Brasil. A mobilização inclui a vacinação contra a Covid-19 e outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação em várias etapas. O movimento é uma das prioridades do governo federal para fortalecer o SUS e a cultura de vacinação do país. 6. Qual o panorama atual da vacinação do Brasil (quais infecções estão erradicadas). Nos últimos dois anos, o Brasil avançou significativamente na cobertura vacinal da população. O Ministério da Saúde registrou aumento expressivo no número de municípios acima da meta de 95% de imunização para as vacinas essenciais do calendário infantil. É o caso da vacina tríplice viral, que previne o sarampo, a caxumba e a rubéola. A meta para a segunda dose desse imunizante foi alcançada em 2.408 municípios brasileiros, um aumento de mais de 180% quando comparado com os 855 municípios em 2022. A cobertura da primeira dose de tríplice viral também foi registrada em mais regiões: 3.870 cidades em 2024, frente às 2.485 de 2022, ou seja, 55,7% de crescimento. O número de municípios que alcançaram a meta para a Vacina Oral Poliomielite (VOP) também aumentou, passando de 1.466 cidades em 2022, para 2.825 em 2024, uma alta de quase 93%. Em novembro, o Ministério da Saúde substituiu a VOP, conhecida como gotinha, por uma dose de Vacina Inativada Poliomielite (VIP) que é injetável, para deixar o esquema vacinal ainda mais seguro. A nova estratégia para uso do imunizante injetável é mais um passo para garantir que o Brasil se mantenha livre da poliomielite. O país está há 34 anos sem a doença, graças à vacinação em massa da população. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/cresce-numero-de-municipios-com-mai s-de-95-de-cobertura-vacinal https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sarampo https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/caxumba https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/r/rubeola https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/setembro/vacina-oral-da-poliomielite-sera-substituida-por-dose-ainda-mais-segura-e-eficiente https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/setembro/vacina-oral-da-poliomielite-sera-substituida-por-dose-ainda-mais-segura-e-eficiente https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/cresce-numero-de-municipios-com-mais-de-95-de-cobertura-vacinal https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/cresce-numero-de-municipios-com-mais-de-95-de-cobertura-vacinal https://infoms.saude.gov.br/extensions/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_ COBERTURA_RESIDENCIA/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_COBERT URA_RESIDENCIA.html Doenças erradicadas Varíola A varíola foi erradicada no Brasil e também globalmente com uma campanha de vacinação bem-sucedida que teve alcance mundial, liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No nosso país, o último caso foi relatado em 1971 e essa é uma das maiores conquistas relacionadas à saúde pública. Os sintomas dessa enfermidade incluíam: ● febre alta (38-40 °C); ● mal-estar geral; ● dor de cabeça intensa; ● dor nas costas; ● vômitos ocasionais; ● erupção cutânea geralmente no rosto, braços, pernas e tronco; ● manchas vermelhas que evoluem para pápulas, depois para vesículas e, finalmente, para pústulas ou bolhas cheias de pus; ● lesões na boca, garganta e trato respiratório. O tratamento da varíola, quando a doença ainda existia, focava principalmente no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações secundárias, pois não havia cura específica para a infecção viral. Os pacientes infectados eram isolados para prevenir a disseminação do vírus para outras pessoas. Os principais cuidados envolviam os seguintes procedimentos: ● hidratação adequada; ● manutençãodo equilíbrio eletrolítico; ● controle da febre com antipiréticos; ● alívio da dor com analgésicos; ● uso de antibióticos; ● limpeza e curativos das lesões cutâneas; https://infoms.saude.gov.br/extensions/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_COBERTURA_RESIDENCIA/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_COBERTURA_RESIDENCIA.html https://infoms.saude.gov.br/extensions/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_COBERTURA_RESIDENCIA/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_COBERTURA_RESIDENCIA.html https://infoms.saude.gov.br/extensions/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_COBERTURA_RESIDENCIA/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_COBERTURA_RESIDENCIA.html https://graduacao.afya.com.br/medicina/menopausa-causas-sintomas-e-tratamentos-mais-recentes https://graduacao.afya.com.br/medicina/menopausa-causas-sintomas-e-tratamentos-mais-recentes ● aplicação de loções ou pomadas calmantes para aliviar o desconforto. Poliomielite O Brasil foi declarado livre do vírus da poliomielite em 1994, como resultado do esforço da OMS para erradicar essa doença no mundo inteiro. Mas os brasileiros continuam a manter alta cobertura vacinal e vigilância para prevenir o reaparecimento dessa enfermidade. O último caso de infecção foi registrado em 1989 no nosso país. Confira alguns sintomas: ● febre; ● dor de garganta; ● dor de cabeça; ● vômitos; ● fadiga; ● dor de estômago; ● dor no pescoço, nas costas, nos braços, nas pernas e nos músculos; ● espasmos musculares; ● rigidez do pescoço; ● sensibilidade ao toque; ● sinais de irritação das meninges; ● perda súbita e severa de força muscular; ● paralisia flácida (músculos ficam moles e sem tônus); ● reflexos diminuídos ou ausentes; ● paralisia que afeta um lado do corpo mais do que o outro; ● dificuldade para respirar se os músculos respiratórios forem afetados; ● dificuldade para engolir. A prevenção da poliomielite é feita através da vacinação no Brasil. As vacinas contra a poliomielite são altamente eficazes e fazem parte do calendário infantil em muitos países. Graças a campanhas de imunização em massa, a poliomielite já foi erradicada em grande parte do mundo, embora ainda existam alguns focos da doença. Veja como ela deve ser tratada: ● repouso - para ajudar o corpo a combater a infecção; ● hidratação - para manter a ingestão adequada de líquidos; https://graduacao.afya.com.br/medicina/dor-de-estomago-quais-as-possiveis-causas https://graduacao.afya.com.br/medicina/vacinacao-no-brasil%20 ● alívio da dor - uso de analgésicos para aliviar dores musculares e desconforto; ● exercícios fisioterapêuticos - para fortalecer os músculos e melhorar a mobilidade; ● uso de órteses e aparelhos ortopédicos - para apoiar membros afetados e corrigir deformidades; ● terapia ocupacional - para ajudar os pacientes a se adaptarem às limitações físicas e melhorar a capacidade de realizar atividades diárias; ● aparelhos de respiração - para casos de paralisia dos músculos respiratórios, pode ser necessário o uso de ventiladores mecânicos; ● suporte emocional e psicológico - para ajudar os pacientes e suas famílias a lidarem com os impactos emocionais e psicológicos da doença. Sarampo O sarampo foi controlado pelos esforços de vacinação durante vários anos, tendo a doença sido declarada eliminada nas Américas por volta de 2016. No entanto, os surtos voltaram a ocorrer nos últimos anos devido ao declínio na cobertura vacinal. Estão em curso esforços para evitar novos surtos e trabalhar para a sua eliminação.Observe abaixo os seus sintomas: ● febre alta que pode começar leve e aumentar rapidamente, frequentemente chegando a 39-40 °C; ● tosse seca e persistente; ● coriza ou corrimento nasal; ● conjuntivite - olhos vermelhos e lacrimejantes; ● mal-estar geral; ● sensação de cansaço e fraqueza; ● pequenas manchas brancas com centros azulados ou esbranquiçados, rodeadas por uma área vermelha, que aparecem na mucosa bucal, geralmente próximas aos molares; ● erupção cutânea - começa tipicamente no rosto (especialmente na linha do cabelo e atrás das orelhas) e se espalha para baixo, pelo tronco e membros; ● manchas vermelhas planas que podem se juntar à medida que se espalham; ● infecção no ouvido; ● pneumonia; ● infecção das vias respiratórias superiores; ● diarreia severa; ● inflamação do cérebro, que pode ser grave e potencialmente fatal. O tratamento do sarampo geralmente é focado em aliviar os sintomas e prevenir complicações, uma vez que não existe um tratamento específico antiviral para a doença a não ser a vacinação. O paciente precisa de repouso e hidratação, visto que o descanso adequado ajuda o corpo a combater a infecção. Veja a seguir como tratar essa doença: ● ingestão de líquidos; ● controle da febre e alívio dos sintomas com antipiréticos como o paracetamol que pode ser administrado para reduzir a febre e aliviar o desconforto; ● hidrocortisona pode ser administrada para reduzir a inflamação em casos de pneumonia ou outras complicações respiratórias; ● infecções secundárias exigem a administração de antibióticos específicos; ● suplementação de vitamina A em crianças com sarampo, especialmente em áreas onde a deficiência de vitamina a é comum, para reduzir a gravidade da doença e prevenir complicações oculares; ● A evolução do paciente deve ser monitorada de perto, principalmente para detectar complicações precocemente. Rubéola A rubéola foi declarada eliminada no Brasil no ano de 2015, após extensas campanhas de conscientização e da vacinação direcionadas a crianças e adultos. A eliminação dessa enfermidade reduziu significativamente a incidência de defeitos congênitos a ela associados. Os sintomas da doença podem variar, mas geralmente incluem: ● febre baixa a moderada, geralmente abaixo de 39 °C; ● mal-estar geral com sensação de cansaço; ● dor de cabeça leve; ● olhos vermelhos e lacrimejantes; ● erupção cutânea rosa ou vermelha, que inicia rosto e se espalha para o resto do corpo; https://graduacao.afya.com.br/medicina/resistencia-a-antibioticos-quais-sao-as-consequencias-a-longo-prazo ● linfonodos inchados, atrás das orelhas e no pescoço; ● dor nas articulações; ● perda de apetite. A rubéola é uma doença leve em crianças saudáveis, mas pode ser grave para mulheres grávidas não imunizadas. A infecção durante a gravidez pode levar à uma síndrome congênita, que pode causar problemas de saúde no bebê, por exemplo, doenças cardíacas, auditivas, oculares e neurológicas. Os tratamentos para essa enfermidade envolvem: ● medidas rigorosas de higiene; ● descanso; ● ingestão de água; ● uso de medicamentos para reduzir a febre; ● administração de analgésicos para aliviar dores nas articulações; ● isolamento para evitar a disseminação do vírus para outras pessoas; ● acompanhamento por profissionais de saúde para ajustar o tratamento conforme necessário. Tétano neonatal O Brasil conseguiu a eliminação do tétano neonatal que era um grande problema de saúde pública em 2003, com a melhoria da cobertura vacinal e de melhores práticas de cuidados maternos e neonatais. Porém, ainda são necessários esforços contínuos para manter este estado, garantindo altas taxas de vacinação entre mulheres grávidas. A seguir, alguns sintomas dessa doença: ● bebês podem se tornar irritáveis, inquietos e chorar excessivamente sem motivo aparente; ● dificuldade em sugar e engolir devido a espasmos musculares na mandíbula e garganta; ● rigidez muscular generalizada; ● espasmos musculares dolorosos podem ocorrer em todo o corpo; ● dificuldade para respirar que pode ser potencialmente fatal; ● febre baixa; ● sudorese excessiva; ● aumento da frequência cardíaca. O tétano neonatal é uma condição grave que ocorre em recém-nascidos como resultado da contaminação do cordão umbilical com esporos da bactéria Clostridium tetani, que produz uma toxinapotente. O seu tratamento é intensivo e inclui o uso de antibióticos para eliminar a sua https://graduacao.afya.com.br/medicina/como-se-preparar-para-emergencias-sanitarias causa. Os médicos usam a imunoglobulina antitetânica para neutralizar a toxina. Observe outros detalhes: ● sedação e relaxantes musculares; ● suporte respiratório; ● monitoramento rigoroso e cuidados de suporte em uma unidade de terapia intensiva neonatal. Sarampo A rubéola foi declarada eliminada no Brasil no ano de 2015, após extensas campanhas de conscientização e da vacinação direcionadas a crianças e adultos. A eliminação dessa enfermidade reduziu significativamente a incidência de defeitos congênitos a ela associados. Os sintomas da doença podem variar, mas geralmente incluem: