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1. Descreva o desenvolvimento do sistema imune do neonato (gestação ao nascimento e 
pós natal). 
 
O sistema imunológico do recém-nascido apresenta habilidade limitada em montar uma resposta 
efetiva do ponto de vista quantitativo e qualitativo contra patógenos invasivos, implicando mais 
suscetibilidade a infecções. Sabe-se que quanto menor o período gestacional, menos desenvolvido 
será o sistema imunológico ao nascimento, de forma que recém-nascidos prematuros extremos (a IgA é 
considerada a mais importante. A IgA secretora (IgAs) é produzida e transportada até o leite humano 
pela glândula mamária a partir da clivagem proteolítica da IgA sérica. 
A IgAs corresponde a 80% a 90% do total de imunoglobulinas no leite materno; apenas 10% são 
absorvidas no intestino e transferidas para a corrente sanguínea da criança; sua ação acontece, de 
maneira predominante, na mucosa do trato gastrintestinal. 
Essa ação protetora da IgA do leite materno no trato gastrintestinal ocorre por meio de inibição da 
ligação de patógenos na mucosa intestinal, neutralização de toxinas e estímulo da imunidade 
passiva. Sabe-se que a IgAs do leite materno é um dos principais fatores que protegem o lactente 
contra infecções entéricas causadas por rotavírus, E. coli, poliovírus e retrovírus. 
Gestantes vacinadas para meningococo, influenza e pneumococo apresentam maiores 
concentrações de IgA secretoras específicas para esses microrganismos no leite materno e redução 
do risco de desenvolvimento de doenças nos lactentes. 
 
A microbiota do leite materno atua no sistema imunológico do lactente tanto pela presença dos 
microrganismos viáveis 
quanto pelos metabólitos gerados por eles que agem localmente e a distância. Entre eles, 
destacam-se os ácidos graxos de cadeia curta, vitamina K e do complexo B e compostos de 
retinoide. Além disso, sabe-se que a produção de anticorpos (IgAs, IgM e IgG) também sofre 
influência da microbiota materna. 
 
Guyton 
 
O recém-nascido herda grande parte da sua imunidade da mãe, porque muitos anticorpos se 
difundem pelo sangue materno através da placenta para o feto. Contudo, o recém-nascido não 
forma anticorpos próprios até determinado ponto. Ao final do primeiro mês de vida, as 
gamaglobulinas (imunoglobulinas) do bebê, que contém os anticorpos, terão diminuído para menos 
da metade do nível original, com queda correspondente na imunidade. Depois disso, o próprio 
sistema imunológico do bebê começa a formar anticorpos, e a concentração de gamaglobulina 
retorna essencialmente ao normal por volta dos 12 a 20 meses de idade. 
Apesar da diminuição das gamaglobulinas logo após o nascimento, os anticorpos herdados da mãe 
protegem o bebê por cerca de 6 meses contra a maioria das principais doenças infecciosas da 
infância, incluindo difteria, sarampo e poliomielite. Portanto, a imunização contra essas doenças 
antes dos 6 meses geralmente não é necessária. No entanto, os anticorpos herdados contra a 
coqueluche normalmente são insuficientes para proteger o neonato; portanto, para total segurança, 
recomenda-se imunizar o bebê contra essa doença no segundo mês de vida. Profissionais de saúde 
recomendam que as crianças recebam cinco doses da vacina tríplice viral, que protege contra 
tétano, coqueluche e difteria aos 2, 4, 6 e 15 a 18 meses, e a última dose administrada dos 4 aos 6 
anos. 
 
ABAS 
 
Imunidade passiva no feto e no recém-nascido 
Fetos e neonatos de mamíferos não podem produzir seus próprios anticorpos IgG, mas se defendem 
contra infecções por meio da IgG transportada através da placenta para a circulação fetal e da IgA 
presente no leite materno ingerido durante a amamentação infantil. O transporte de IgG materna 
através da placenta é mediado pelo receptor Fc neonatal (FcRn) específico para IgG. Esse receptor 
é expresso nas células do sinciciotrofoblasto das vilosidades placentárias, que formam uma barreira 
entre os tecidos materno e fetal. O FcRn liga a IgG do sangue materno presente nos espaços 
intervilosos, e o receptor medeia a transcitose da IgG para o lado fetal do sinciciotrofoblasto, onde é 
liberada no estroma viloso. A IgG é então transportada através do endotélio dos capilares fetais para 
a circulação fetal . 
Assim, um recém-nascido contém essencialmente os mesmos anticorpos IgG que a mãe. Os níveis 
protetores de IgG materna são mantidos por cerca de 6 meses, após os quais a maior parte da IgG 
circulante é produzida pelo bebê. 
Esse período de transição é de maior suscetibilidade dos bebês a infecções, porque eles não terão 
acumulado células B de memória e plasmócitos de vida longa de infecções anteriores. O transporte 
transepitelial da IgA materna para o leite materno depende do receptor poli-Ig descrito anteriormente 
neste capítulo, e a IgA ingerida pode neutralizar organismos patogênicos que tentam colonizar o 
intestino do bebê. 
 
 
 
Imunidade fetal e neonatal mediada por transferência passiva de IgG materna. 
A) A IgG é transportada do sangue materno nos espaços intervilosos da placenta através das 
células trofoblásticas sinciciais placentárias pelo receptor Fc neonatal (FcRn), e, então, transportada 
através das células endoteliais dos vasos fetais para a circulação fetal. 
 
B) Níveis séricos de imunoglobulina no feto e no neonato. O recém-nascido começa a produzir IgG 
logo após o nascimento, mas a perda da IgG materna e o aumento lento da IgG derivada do 
recém-nascido resultam em uma baixa na concentração de IgG no sangue por volta dos 6 meses de 
idade. O feto inicia a produção de IgM no final da gravidez, e as concentrações de IgM no bebê se 
aproximam dos níveis adultos mais rapidamente do que as de IgG. No entanto, essas IgMs não 
serão específicas para a ampla gama de micróbios que as IgGs maternas reconhecem, por isso o 
bebê tem um risco aumentado de infecção no momento da baixa de IgG. Os níveis de IgA no bebê 
demoram mais para atingir os níveis adultos do que a IgM ou a IgG, porém a IgA presente no leite 
materno pode fornecer imunidade intestinal passiva em bebês que recebem esse leite. 
 
2. Quais são os tipos de imunização (passiva e ativa)? 
 
Imunização ativa 
- Conferida pela resposta do hospedeiro a um microorganismo ou antígeno microbiano. 
- A imunidade decorre após o contato, seja por uma infecção natural, seja induzida pela 
vacinação. 
- Quando a imunização decorre de uma infecção natural, a imunidade gerada é denominada de 
imunidade ativa natural. 
- Em paralelo, a resposta imune induzida por vacinas estimula o sistema imune a produzir 
anticorpos específicos sem causar a doença no indivíduo, gerando a imunidade ativa de 
modo artificial . 
- Tanto a imunização natural quanto a artificial geram imunidade duradoura. 
- Geram memória imunológica. 
Imunização passiva 
- conferida pela transferência adotiva de anticorpos ou de linfócitos T específicos para o 
microrganismo. 
- Pode ser obtida naturalmente, através da via placentária ou amamentação, ou artificialmente 
pela administração de anticorpos específicos, como as imunoglobulinas homólogas ou 
heterólogas. 
- Outra formas de produzir imunização passiva é a utilização de soros, que são produtos 
imunobiológicos indicados para quem necessita de uma imunidade protetora. 
- O soro, diferente da imunização ativa artificial (vacinas), não induzem memória imunológica, 
motivo pelo qual, quando catabolizados, o indivíduo volta a se tornar suscetível. A 
durabilidade da proteção varia de acordo com as condições de saúde de quem o recebe, 
sendo que a proteção, diferente das vacinas, é transitória. 
- Decorre da administração ou transferência de anticorpos contra antígenos ou agentes 
infecciosos específicos. 
- A imunidade passiva é imediata, ou seja, administram-se anticorpos prontos, que conferem a 
imunidade prontamente. 
- Imunidade de caráter temporário, após algumas semanas de administração, o nível de 
anticorpos diminui. 
- utiliza-se a imunidade passiva quando há necessidade de uma resposta imediata e não se 
pode aguardar o tempo para a produção de anticorpos em quantidade adequada, como em 
casos de acidentes com animais peçonhentos é exposição a toxina tetânica em indivíduos 
não vacinados. 
 
Transferência passiva de anticorpos 
- Ocorre durante a gravidez (de mãe para o feto) 
- A imunização passiva pode ser natural, através da passagem de imunoglobulina de classe 
IgG via placenta e da classe IgA pelo leite materno. 
 
Memória imunológica 
- Quando o organismo entra emcontato com um antígeno, ocorre a produção de 
imunoglobulina M (IgM), para combater o agressor, e, também, de IgG, para formar uma 
memória contra ele. No caso de um segundo contato, o organismo será capaz de gerar uma 
resposta mais rápida e mais intensa, em decorrência da memória arquivada do acionamento 
imediato do sistema imune. 
 
 
 
Para facilitar a compreensão , podemos fazer uma metáfora: na primeira infecção (natural ou por 
vacinação), o anticorpo é “esculpido”, “criado”, enquanto na segunda o “molde” já existe, e o 
processo é de produção de réplicas da “escultura” já existente. 
 
https://books.scielo.org/id/m4kn3/pdf/silva-9786586084245-11.pdf 
 
 
3. Descreva o calendário vacinal infantil. 
 
 
 
https://books.scielo.org/id/m4kn3/pdf/silva-9786586084245-11.pdf
BCG 
- previne contra as formas graves da tuberculose 
- É feita com o bacilo de Calmette-Guérin, que é uma forma enfraquecida da bactéria que 
causa a tuberculose 
- dose única ao nascer 
- obs: a vacina deve ser adiada quando a criança apresentar peso menor que 2 kg, devido a 
escassez do tecido cutâneo 
reações: 
- cicatriz de até 1 cm de diâmetro no braço direito 
- possíveis eventos adversos incluem úlceras grandes, gânglios ou abscessos na pele e 
disseminação do bacilo da vacina. 
- Os gânglios ocorrem em cerca de 10% dos vacinados. 
 
Hepatite B 
- Tomar nas primeiras 12 horas após o nascimento, podendo ser administrada até 30 dias após 
o nascimento 
- Trata-se de uma vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença 
- É composta por proteína de superfície do vírus da hepatite B purificada . 
- bia de aplicação: intramuscular 
Contraindicação: 
- não deve ser aplicada em pessoas que apresentam riam anafilaxia 
Reações: 
- em 3% a 29% dos vacinados pode ocorrer dor no local da aplicação, endurecimento, inchaço 
e vermelhidão 
- febre nas primeiras 24 horas 
 
PENTA 
- Difteria, tétano, pertussis (coqueluche), hepatite B e Influenza B, é uma composição 
combinada que previne contra as 5 doenças a. 
- 3 doses: 1º aos 2 meses, 2º aos 4 meses e a 3º aos 6 meses de vida 
- administração intramuscular 
reações: 
- febre, irritabilidade e dores locais a aplicação nas primeiras 48 horas 
contraindicação: 
- crianças com 7 anos ou mais de idade 
- após reações em dose anterior, como: reação alérgica, moleza e palidez, convulsões e 
encefalopatia aguda. 
 
VIP 
- Poliomielite - paralisia infantil 
- Vacina inativada, não causa a doença, composta por partículas do vírus da pólio tipo 1, 2 e 3. 
- trivalente e injetável 
- Deve ser administrada no 2 mês de vida, com retorno aos 4 e aos 6 meses de vida, com 
reforço entre 15 e 18 meses. 
Contraindicação: 
- pessoas com história de reações alérgicas grave (anafilaxia) a dose anterior desta vacina. 
Reações: 
- dor, inchaço e vermelhidão local da aplicação 
- febre baixa 
 
Pneumo 10 
- Vacina inativada, não tem como causar a doença 
- A VPC10 é composta por dez sorotipos do pneumococo, oito deles conjugados com a 
proteína D. 
- 3 doses, as duas primeiras no primeiro ano de vida com intervalo de no mínimo 2 meses, 1º 
dose aos 2 meses, 2º dose aos 4 meses e a 3º dose aos 12 meses de vida. 
- Via de administração intramuscular 
Contraindicação: 
- pessoas que apresentaram anafilaxia após usar algum componente das vacinas ou após 
dose anterior das vacinas. 
Reações: 
- Dor, inchaço e vermelhidão são relatados por 38% dos vacinados. 
 
Rotavírus (VRH) 
- Previne contra diarreia causada por rotavírus 
- A vacina é composta por vírus “enfraquecido” 
- via oral, se a administração oral não for possível, a vacina pode ser administrada por sonda 
de alimentação. 
- Duas doses de vacinação, geralmente a 1º dose no segundo mês de vida e a 2º. no 4 mês de 
vida. 
contra indicação: 
- crianças com deficiência imunológica, com alergia grave provocada pela vacina anterior. 
reações: 
- Irritabilidade, diarreia, vômito e febre. 
 
Meningocócica C 
- Previne contra doenças causadas pelo meningococo C 
- Vacina inativada, não tem como causar a doença, contém antígeno formado por componente 
da cápsula da bactéria do sorogrupo C conjugado a uma proteína. 
- Para crianças a vacinação deve iniciar aos 3 meses de idade, a segunda dose aos 5 meses, e 
um reforço aos 12 meses que pode ser aplicado até antes de completar 5 anos. 
- Via de aplicação: intramuscular 
reações; 
- Vermelhidão, inchaço, dor ou sensibilidade no local da aplicação nas 72 horas após 
aplicação. 
 
COVID -19 
- Previne contra a COVID 
- deve ser administrada em crianças a partir dos 6 meses de idade, segunda dose aos meses. 
- Vacina inativada composta por RNA mensageiro modificado, encapsulado em partículas nano 
lipídicas. 
Contraindicação: 
- alergia a qualquer um do componente presentes na vacina 
Reações: 
- Dor de cabeça, febre, dor muscular, inchaço no loção da aplicação. 
 
 
Febre amarela 
- Previne contra a febre amarela 
- vacina atenuada, cultivado em ovo de galinha 
- indicada a partir de 9 meses de idade, a segunda dose é aos 4 anos (dose reforço) 
contraindicação: 
- crianças abaixo dos 6 meses 
- indivíduos infectados pelo HIV 
- pessoas com imunodepressão 
- Gestantes 
- mulheres amamentando 
- pacientes submetidos a transplantes de órgãos 
- paciente com câncer 
 
 
Tríplice viral 
- Previne contra o sarampo, caxumba e rubéola 
- Trata-se de vacina atenuada, contendo vírus vivos “enfraquecidos” do sarampo, da rubéola e 
da caxumba. 
- A primeira dose é aos 12 meses e a segunda é aos 15 de idade (tetraviral). 
- aplicação subcutânea 
contraindicado: 
- gestantes 
- pessoas com imunidade comprometida 
- crianças com histórico de anafilaxia 
Reações: 
- ardência, vermelhidão e dor no local da aplicação. 
- Febre alta, que surge de 5 a 12 após a vacinação, com um a cinco dias de duração. 
 
Hepatite A 
- Previne contra hepatite A 
- Trata-se de vacina inativada, não tem como causa a doença, composta por antígeno do vírus 
da hepatite A. 
- primeira dose aos 15 meses de vida e a segundo após um intervalo de 6 meses (21 meses, 1 
ano e 9 meses) 
- via de aplicação: intramuscular 
contraindicação: 
- pessoas com reação anafilática 
reações: 
- irritabilidade, dor de cabeça, cansaço, dor e vermelhidão no local da aplicação. 
 
Tetraviral 
- Previne contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora) 
- trata-se de vacina atenuada, contendo vírus “enfraquecido” 
- É uma dose de reforço da tríplice, mas inclui a primeira dose contra a varicela. 
Contraindicação: 
- gestantes 
- pessoas com comprometimento da imunidade 
Reações: 
- febre 
 
Varicela 
- Previne contra varicela (catapora) 
- Trata-se de vacina atenuada, contendo vírus “enfraquecido” da varicela. 
- Deve ser administrada aos 4 anos 
- via de aplicação: subcutânea 
Contraindicação: 
- reações alérgica a vacinas anteriores 
- pessoas com deficiência do sistema imunológico 
reações: 
- vermelhidão e febre. 
 
Pneumocócica 23 
- Previne contra doenças causadas por 23 tipos de pneumococo 
- trata-se de vacina inativada 
- é composta de partículas purificadas das cápsulas de 23 tipos de pneumococo 
- via de aplicação: intramuscular 
- Administrada aos 5 anos de idade. 
Contraindicação: 
- Reações alérgicas 
reação: 
- dor no local da aplicação, inchaço e vermelhidão 
 
HPV 4 
- Previne contra infecções persistentes e lesões pré-cancerosas causadas pelos tipos de HPV 
6, 11, 16 e 18 . Também previne contra o câncer de colo do útero. 
- Trata-se de vacina inativada, é é composta pelas proteínas L1 dos papilomavírus humano 
- indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos de idade 
- via de aplicação: intramuscular 
contraindicado: 
- gestantes e alérgicos 
reações: 
- Dor, vermelhidão e inchaço no local da aplicação. 
 
4. Quais são os tipos de vacina (tecnologias e respostas imunológicas do organismo, 
efeitos colaterais e contraindicações gerais)? 
 
● Vivasatenuada 
- Constituídas de microorganismos atenuados, que são viáveis, se multiplicam, mas perderam 
a capacidade de causar doenças. 
- Geralmente se usa cultura repetida em laboratório até que o vírus ou as bactérias selvagens 
percam a virulência, esse método faz com que o microrganismo ainda consiga se multiplicar, 
mas não consiga causar a forma grave da doença. 
- A atenuação é feita por meio de técnicas laboratoriais que expõem o microorganismo a 
condições que reduzem sua virulência. 
- Resposta imunológica forte e duradoura 
- Contraindicada para gravidez e pessoas com o sistema imunológico deprimido. 
- Geralmente apenas uma dose já é o suficiente. 
Resposta imunológica do organismo 
- como o patógeno ainda está “vivo” e se replica, o organismo reage de forma semelhante a 
uma infecção natura 
 
imunidade inata 
- primeira linha de defesa:ativa células como macrófago e células dendríticas 
 
imunidade adaptativa 
- imunidade humoral:produção de anticorpos pelos linfócitos B 
- Imunidade celular: ativação de linfócitos T 
- Memória imunológica 
 
exemplos de vacinas vivas atenuadas 
- BCG 
- febre amarela 
- Varicela 
- Rotavírus 
- Poliomielite Oral 
- Tríplice viral 
 
Reações 
- Mal - estar 
- febre 
 
Contraindicações 
- Imunodeprimidos graves 
- gestantes 
 
 
 
 
● Vacina Morta/Inativada 
- Vacina feita com vírus ou bactérias inteiramente mortos, ou seja, inativadas por métodos 
físicos (calor ou radiação) ou químicos (formaldeído) 
- Eles não conseguem se multiplicar nos organismos e, portanto, não causam a doença. 
Tecnologia 
- o patógeno é cultivado em laboratório em grande escala 
- depois, ele é inativado de forma que: 
- fique incapaz de se replicar 
- mas mantém seus antígenos intactos, para que o sistema imunológico reconheça 
 
Resposta imunológica do organismo 
- imunidade inata: reconhecer os antígenos e ativar células de defesa local 
- imunidade adaptativa: 
humoral: linfócitos B produzem anticorpos contra os antígenos 
- Pouca ou nenhuma resposta celular (linfócito T), já que o patógeno não entra nas células. 
Memória imunológica 
- menos duradoura, do que vacinas vivas 
- geralmente exige várias doses e reforços periódicos. 
 
exemplos de vacinas inativadas 
- Hepatite A 
- Poliomielite injetável 
- Raiva 
- CoronaVac 
 
efeitos colaterais 
- dor ou vermelhidão no local da aplicação 
- febre leve 
- cansaço, mal estar 
contraindicação 
- gestantes 
- imunossuprimidos 
- Alergias grave 
 
Vacinas de subunidade e nativa das precisam de adjuvantes 
 
Adjuvantes 
- São substâncias adicionadas à vacina com a função de potencializar a resposta imunológica 
ao antígeno, tornando a imunização mais eficaz e duradoura. 
- Aumentam a intensidade da resposta imune 
- Reduzem a quantidade de antígeno necessário 
- Diminuem o número de doses necessárias 
- Ajudam a direcionar a resposta imune 
 
Criam um depósito do antígeno no local da aplicação, permitindo liberação lenta 
Ativa, a imunidade inata, que estimula as células do sistema imune adaptativo. 
 
Tipos de adjuvantes 
- sais de alumínio: estimulam a resposta humoral, hepatite B, DTP, HV 
- Emulsão oleosa: MF59, AS03, ativam células imunes no local da aplicação, influenza, H1N1 
- Lipossomos: AS01, entregam antígenos e adjuvantes às células, Herpes zoster 
 
● Vacina de Subunidade 
- vacina de antígeno purificado 
- É uma vacina feita com apenas partes específicas do patógeno, como proteínas ou açúcares 
de sua superfície, que são suficientes para gerar uma resposta imune sem conter o 
microrganismo inteiro. 
- Precisa de adjuvantes para amplificar a resposta 
- exige reforço periódicos 
 
A subunidade para a vacina pode ser: proteína purificada, proteína recombinante (produzida por 
engenharia genética), polissacarídeos capsulares (no caso de bactérias encapsuladas) e conjugados 
( polissacarídeo + proteína). 
 
A resposta imunológica ativa principalmente a imunidade humoral (produção de anticorpos pelos 
linfócitos B) 
 
Tipos de vacinas 
● Proteína recombinante: hepatite B, HPV 
- usam proteína de superfície do virus 
 
● Polissacarídeos: Pneumocócica 23 (VPP23) 
 
● Conjugadas; Pneumocócica 13, Meningocócica C, Influenza 
- mais eficazes em crianças pequenas 
 
 
Reações 
- Dor, vermelhidão e inchaço no local 
 
Contraindicações 
- apenas em casos de hipersensibilidade grave a algum componente da vacina. 
 
 
 
● Vacina Conjugada 
Vacina feita com polissacarídeos capsulares de bactérias, que são ligados (conjugados) a uma 
proteína transportadora. 
Isso melhora a resposta imunológica, principalmente em crianças menores de 2 anos, que não 
respondem bem a polissacarídeos isolados. 
- polissacarídeo puros ativam uma resposta imune fraca e sem memória imunológica 
- Ao ligar o polissacarídeo a uma proteína, o sistema imune reconhece melhor o antígeno e 
produz uma resposta humoral e uma memória imunológica. 
 
Tecnologia usada: 
- extração do polissacarídeo de cápsula da bactéria 
- ligação química desse polissacarídeo com uma proteína carregadora 
- adição de adjuvantes e estabilizantes na formulação 
 
exemplos: 
Pneumocócica 13, Meningocócica C conjugada 
 
resposta imunológica 
- estimula a resposta imune depoente de célula T 
- Induz produção de anticorpos específicos 
- fora memória imunológica duradoura 
- protege mesmo os menos de 2 anos 
 
reações: 
- dor no local da aplicação 
- febre baixa 
- irritabilidade 
 
contraindicações: 
- alergia grave a qualquer componente da vacina 
- reações anafiláticas prévias 
 
 
 
● Vacina Toxóide 
- Vacina feita a partir de uma toxina bacteriana modificada (inativada), chamada de toxóide. 
- Ela não é mais tóxica, mas mantém a capacidade de estimular o sistema imune a produzir 
anticorpos contra a toxina. 
- Não protege contra a bateria, mas sim contra a toxina que ela libera. 
 
Tecnologia 
- A toxina é isolada da bactéria 
- Inativada com produtos químicos, transformando-se em toxóide 
- Adicionam-se adjuvantes, como sais de alumínio, para melhorar a resposta 
- O toxoide é então formulado como vacina. 
 
O sistema imune reconhece o toxóide como “estranho” 
Produz anticorpos específicos que neutralizam a toxina. 
Quando o indivíduo é exposto a toxina real no futuro, os anticorpos impedem seus efeitos 
 
Exemplos de vacinas 
- DTP (tríplice) 
 
reações: 
- dor no local da aplicação 
- vermelhidão, inchaço 
- febre leve 
 
Contraindicações 
- reação alérgica grave previa a vacina ou a alguém componente 
 
 
● Vacina Vetorial Viral 
- É uma vacina que usa vírus modificado para transportar um gene do patógeno para dentro 
das células do corpo. 
Esse gene instruirá as células a produzir uma proteína do patógeno, o que estimula o sistema imune 
a reconhecê-la e atacá-la. 
 
tecnologia 
- O vetor é geralmente um adenovírus geneticamente modificado 
- Incapaz de se replicar (não causa doença) 
- carrega o DNA que codifica uma proteína do patógeno 
após a aplicação 
- o vetor entra nas células 
- O DNA é lido e a proteína viral é produzida 
- O sistema imune responde como se fosse uma infecção viral 
imunidade humoral, imunidade celular e memória imunológica duradoura. 
 
Exemplos de vacinas 
- AstraZeneca (COVID-19), Janssen (COVID-19), Vacina contra o ebola. 
 
reações: 
- Dor no local, calafrios, cansaço e dor de cabeça. 
 
Contraindicações 
- reações anafiláticas 
- atenção em pessoas com histórico de trombose 
- imunossuprimidos 
 
● Vacina de RNA Mensageiro (mRNA) 
- Vacina que contém RNA mensageiro sintético que codifica uma proteína do vírus. Esse RNA 
é envolto em nanopartículas lipídicas para ser protegido e entregue dentro das células. 
O RNAm entra nas células do corpo 
A célula lê o RNA e produz a proteína viral 
Essa proteína é apresentada ao sistema imune, que: 
- Produz anticorpos 
- Ativa linfócitos T 
- Cria memória imunológica 
 
exemplo de vacinas: 
Pfizere Moderna 
 
● Vacina DNA 
- É uma vacina feita com DNA plasmidial que contém o gene da proteína de interesse do vírus. 
Esse DNA é introduzido nas células, onde será transcrito em RNA e, depois, em proteína. 
 
O DNA entra no núcleo da célula, mas não se integra ao DNA humano. 
- A célula transcreve o DNA em RNAm, e depois, traduz em proteína viral. 
- a proteína ativa o sistema imune: anticorpos + células T 
 
● Vacina de partículas semelhantes a vírus (VLPs) 
- Vacina composta por partículas que imitam a estrutura de um vírus, mas sem conter material 
genético, ou seja, parece vírus, mas se replicam e não causam doença. 
 
Genes que codificam proteínas estruturas d o vírus são inseridos em células hospedeiras (como 
leveduras, células de inseto ou vegetais). 
Essas células produzem as proteínas virais que se auto-organizam em partículas semelhantes ao 
vírus original. 
As VLPs são então purificadas e formuladas como vacina. 
 
O sistema imune reconhece as VLPs como invasores reais, então elas ativam: 
- Resposta humoral : produção de anticorpos 
- Resposta celular: ativação de linfócitos T 
- Memória imunológica duradoura 
 
Exemplo de vacinas: 
HPV, Hepatite B e Novavax (COVID-19). 
 
Reação: 
- Dor no local 
- febre 
- dor de cabeça 
- fadiga 
 
contraindicação: 
- Alergia grave a componentes da vacina. 
 
5. Qual o impacto da desinformação sobre a vacinação na saúde coletiva? 
 
O impacto da desinformação na saúde pública 
 
A disseminação de Fake News sobre vacinas compromete a adesão à imunização e expõe a 
população a riscos desnecessários. A hesitação vacinal já resultou na queda das coberturas vacinais 
e no retorno de doenças eliminadas, como o sarampo em algumas regiões. Especialistas alertam 
que combater a desinformação é fundamental para proteger a saúde coletiva. 
 
Quais são as consequências da desinformação sobre vacinas para a saúde pública? 
Thaiane Oliveira: As consequências são muitas e envolvem casos graves no que tange ao avanço 
da saúde pública no Brasil. Doenças que estavam praticamente erradicadas, como o sarampo, por 
exemplo, têm voltado a surgir. Esse retrocesso é uma das consequências mais alarmantes da 
desinformação, mas não é a única. Há também um enfraquecimento da confiança nas instituições de 
saúde, tanto as públicas quanto as científicas. Entidades como o Ministério da Saúde, a Fundação 
Oswaldo Cruz (Fiocruz) e até o próprio SUS vêm sendo alvo de constantes ataques de 
desinformação. Com isso, o enfraquecimento da confiança pública impacta não apenas a aceitação 
das vacinas, mas o entendimento e a confiança da população em toda a ciência que sustenta as 
políticas de saúde pública. 
Como a desinformação sobre vacinas afeta a compreensão da população sobre os diferentes 
tipos de vacinas e sua eficácia? 
Michele Peres: Os comportamentos e atitudes que orientam a tomada de decisão a respeito do 
cuidado individual, e também o coletivo, são influenciados por alguns aspectos, como: a capacidade 
dos indivíduos em obter, compreender, avaliar criticamente e utilizar informações sobre saúde para 
conduzir com autonomia seus processos de autocuidado, independente do agravo à saúde. O que 
se defende é a necessidade de certo nível de letramento em saúde, por parte da população, para 
que suas condutas não interfiram de maneira negativa na saúde dos indivíduos de maneira coletiva, 
como o observado durante a Pandemia de COVID19, e mais recentemente, com o aumento da não 
adesão aos processos de imunização. 
Se a informação compartilhada não estiver cientificamente verificada, e ainda, acessível do ponto de 
vista linguístico (compreensível para todos, independente do nível de escolaridade), a compreensão 
sobre os mecanismos de proteção observados nas vacinas, por exemplo, fica frágil, e portanto, 
deixam de orientar adequadamente a população sobre quais os comportamentos devam ser 
incorporados em situações que comprometem a saúde da população de forma mais ampla (novos 
surtos, epidemias, pandemias). 
https://www.uff.br/08-10-2024/uff-responde-vacinas-e-desinformacao/ 
 
 
O Movimento Nacional pela Vacinação tem foco prioritário na retomada das altas coberturas vacinais 
do Brasil. A mobilização inclui a vacinação contra a Covid-19 e outras vacinas do Calendário 
Nacional de Vacinação em várias etapas. O movimento é uma das prioridades do governo federal 
para fortalecer o SUS e a cultura de vacinação do país. 
 
 
 
6. Qual o panorama atual da vacinação do Brasil (quais infecções estão erradicadas). 
 
 
Nos últimos dois anos, o Brasil avançou significativamente na cobertura vacinal da população. O 
Ministério da Saúde registrou aumento expressivo no número de municípios acima da meta de 95% 
de imunização para as vacinas essenciais do calendário infantil. É o caso da vacina tríplice viral, que 
previne o sarampo, a caxumba e a rubéola. A meta para a segunda dose desse imunizante foi 
alcançada em 2.408 municípios brasileiros, um aumento de mais de 180% quando comparado com 
os 855 municípios em 2022. A cobertura da primeira dose de tríplice viral também foi registrada em 
mais regiões: 3.870 cidades em 2024, frente às 2.485 de 2022, ou seja, 55,7% de crescimento. 
O número de municípios que alcançaram a meta para a Vacina Oral Poliomielite (VOP) também 
aumentou, passando de 1.466 cidades em 2022, para 2.825 em 2024, uma alta de quase 93%. Em 
novembro, o Ministério da Saúde substituiu a VOP, conhecida como gotinha, por uma dose de 
Vacina Inativada Poliomielite (VIP) que é injetável, para deixar o esquema vacinal ainda mais 
seguro. A nova estratégia para uso do imunizante injetável é mais um passo para garantir que o 
Brasil se mantenha livre da poliomielite. O país está há 34 anos sem a doença, graças à vacinação 
em massa da população. 
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/cresce-numero-de-municipios-com-mai
s-de-95-de-cobertura-vacinal 
 
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sarampo
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/caxumba
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/r/rubeola
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/setembro/vacina-oral-da-poliomielite-sera-substituida-por-dose-ainda-mais-segura-e-eficiente
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/setembro/vacina-oral-da-poliomielite-sera-substituida-por-dose-ainda-mais-segura-e-eficiente
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/cresce-numero-de-municipios-com-mais-de-95-de-cobertura-vacinal
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/cresce-numero-de-municipios-com-mais-de-95-de-cobertura-vacinal
 
 
https://infoms.saude.gov.br/extensions/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_
COBERTURA_RESIDENCIA/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_COBERT
URA_RESIDENCIA.html 
 
Doenças erradicadas 
Varíola 
A varíola foi erradicada no Brasil e também globalmente com uma campanha de vacinação 
bem-sucedida que teve alcance mundial, liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No 
nosso país, o último caso foi relatado em 1971 e essa é uma das maiores conquistas relacionadas à 
saúde pública. Os sintomas dessa enfermidade incluíam: 
● febre alta (38-40 °C); 
● mal-estar geral; 
● dor de cabeça intensa; 
● dor nas costas; 
● vômitos ocasionais; 
● erupção cutânea geralmente no rosto, braços, pernas e tronco; 
● manchas vermelhas que evoluem para pápulas, depois para vesículas e, finalmente, para 
pústulas ou bolhas cheias de pus; 
● lesões na boca, garganta e trato respiratório. 
O tratamento da varíola, quando a doença ainda existia, focava principalmente no alívio dos 
sintomas e na prevenção de complicações secundárias, pois não havia cura específica para a 
infecção viral. Os pacientes infectados eram isolados para prevenir a disseminação do vírus para 
outras pessoas. Os principais cuidados envolviam os seguintes procedimentos: 
● hidratação adequada; 
● manutençãodo equilíbrio eletrolítico; 
● controle da febre com antipiréticos; 
● alívio da dor com analgésicos; 
● uso de antibióticos; 
● limpeza e curativos das lesões cutâneas; 
https://infoms.saude.gov.br/extensions/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_COBERTURA_RESIDENCIA/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_COBERTURA_RESIDENCIA.html
https://infoms.saude.gov.br/extensions/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_COBERTURA_RESIDENCIA/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_COBERTURA_RESIDENCIA.html
https://infoms.saude.gov.br/extensions/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_COBERTURA_RESIDENCIA/SEIDIGI_DEMAS_VACINACAO_CALENDARIO_NACIONAL_COBERTURA_RESIDENCIA.html
https://graduacao.afya.com.br/medicina/menopausa-causas-sintomas-e-tratamentos-mais-recentes
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● aplicação de loções ou pomadas calmantes para aliviar o desconforto. 
 
Poliomielite 
 
O Brasil foi declarado livre do vírus da poliomielite em 1994, como resultado do esforço da OMS 
para erradicar essa doença no mundo inteiro. Mas os brasileiros continuam a manter alta cobertura 
vacinal e vigilância para prevenir o reaparecimento dessa enfermidade. O último caso de infecção 
foi registrado em 1989 no nosso país. Confira alguns sintomas: 
● febre; 
● dor de garganta; 
● dor de cabeça; 
● vômitos; 
● fadiga; 
● dor de estômago; 
● dor no pescoço, nas costas, nos braços, nas pernas e nos músculos; 
● espasmos musculares; 
● rigidez do pescoço; 
● sensibilidade ao toque; 
● sinais de irritação das meninges; 
● perda súbita e severa de força muscular; 
● paralisia flácida (músculos ficam moles e sem tônus); 
● reflexos diminuídos ou ausentes; 
● paralisia que afeta um lado do corpo mais do que o outro; 
● dificuldade para respirar se os músculos respiratórios forem afetados; 
● dificuldade para engolir. 
A prevenção da poliomielite é feita através da vacinação no Brasil. As vacinas contra a poliomielite 
são altamente eficazes e fazem parte do calendário infantil em muitos países. Graças a campanhas 
de imunização em massa, a poliomielite já foi erradicada em grande parte do mundo, embora ainda 
existam alguns focos da doença. Veja como ela deve ser tratada: 
● repouso - para ajudar o corpo a combater a infecção; 
● hidratação - para manter a ingestão adequada de líquidos; 
https://graduacao.afya.com.br/medicina/dor-de-estomago-quais-as-possiveis-causas
https://graduacao.afya.com.br/medicina/vacinacao-no-brasil%20
● alívio da dor - uso de analgésicos para aliviar dores musculares e desconforto; 
● exercícios fisioterapêuticos - para fortalecer os músculos e melhorar a mobilidade; 
● uso de órteses e aparelhos ortopédicos - para apoiar membros afetados e corrigir 
deformidades; 
● terapia ocupacional - para ajudar os pacientes a se adaptarem às limitações físicas e 
melhorar a capacidade de realizar atividades diárias; 
● aparelhos de respiração - para casos de paralisia dos músculos respiratórios, pode ser 
necessário o uso de ventiladores mecânicos; 
● suporte emocional e psicológico - para ajudar os pacientes e suas famílias a lidarem com 
os impactos emocionais e psicológicos da doença. 
 
Sarampo 
O sarampo foi controlado pelos esforços de vacinação durante vários anos, tendo a doença sido 
declarada eliminada nas Américas por volta de 2016. No entanto, os surtos voltaram a ocorrer nos 
últimos anos devido ao declínio na cobertura vacinal. Estão em curso esforços para evitar novos 
surtos e trabalhar para a sua eliminação.Observe abaixo os seus sintomas: 
● febre alta que pode começar leve e aumentar rapidamente, frequentemente chegando a 
39-40 °C; 
● tosse seca e persistente; 
● coriza ou corrimento nasal; 
● conjuntivite - olhos vermelhos e lacrimejantes; 
● mal-estar geral; 
● sensação de cansaço e fraqueza; 
● pequenas manchas brancas com centros azulados ou esbranquiçados, rodeadas por uma 
área vermelha, que aparecem na mucosa bucal, geralmente próximas aos molares; 
● erupção cutânea - começa tipicamente no rosto (especialmente na linha do cabelo e atrás das 
orelhas) e se espalha para baixo, pelo tronco e membros; 
● manchas vermelhas planas que podem se juntar à medida que se espalham; 
● infecção no ouvido; 
● pneumonia; 
● infecção das vias respiratórias superiores; 
● diarreia severa; 
● inflamação do cérebro, que pode ser grave e potencialmente fatal. 
O tratamento do sarampo geralmente é focado em aliviar os sintomas e prevenir complicações, uma 
vez que não existe um tratamento específico antiviral para a doença a não ser a vacinação. O 
paciente precisa de repouso e hidratação, visto que o descanso adequado ajuda o corpo a 
combater a infecção. Veja a seguir como tratar essa doença: 
● ingestão de líquidos; 
● controle da febre e alívio dos sintomas com antipiréticos como o paracetamol que pode ser 
administrado para reduzir a febre e aliviar o desconforto; 
● hidrocortisona pode ser administrada para reduzir a inflamação em casos de pneumonia ou 
outras complicações respiratórias; 
● infecções secundárias exigem a administração de antibióticos específicos; 
● suplementação de vitamina A em crianças com sarampo, especialmente em áreas onde a 
deficiência de vitamina a é comum, para reduzir a gravidade da doença e prevenir 
complicações oculares; 
● A evolução do paciente deve ser monitorada de perto, principalmente para detectar 
complicações precocemente. 
 
 Rubéola 
A rubéola foi declarada eliminada no Brasil no ano de 2015, após extensas campanhas de 
conscientização e da vacinação direcionadas a crianças e adultos. A eliminação dessa enfermidade 
reduziu significativamente a incidência de defeitos congênitos a ela associados. Os sintomas 
da doença podem variar, mas geralmente incluem: 
● febre baixa a moderada, geralmente abaixo de 39 °C; 
● mal-estar geral com sensação de cansaço; 
● dor de cabeça leve; 
● olhos vermelhos e lacrimejantes; 
● erupção cutânea rosa ou vermelha, que inicia rosto e se espalha para o resto do corpo; 
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● linfonodos inchados, atrás das orelhas e no pescoço; 
● dor nas articulações; 
● perda de apetite. 
A rubéola é uma doença leve em crianças saudáveis, mas pode ser grave para mulheres grávidas 
não imunizadas. A infecção durante a gravidez pode levar à uma síndrome congênita, que pode 
causar problemas de saúde no bebê, por exemplo, doenças cardíacas, auditivas, oculares e 
neurológicas. Os tratamentos para essa enfermidade envolvem: 
● medidas rigorosas de higiene; 
● descanso; 
● ingestão de água; 
● uso de medicamentos para reduzir a febre; 
● administração de analgésicos para aliviar dores nas articulações; 
● isolamento para evitar a disseminação do vírus para outras pessoas; 
● acompanhamento por profissionais de saúde para ajustar o tratamento conforme necessário. 
Tétano neonatal 
O Brasil conseguiu a eliminação do tétano neonatal que era um grande problema de saúde pública 
em 2003, com a melhoria da cobertura vacinal e de melhores práticas de cuidados maternos e 
neonatais. Porém, ainda são necessários esforços contínuos para manter este estado, garantindo 
altas taxas de vacinação entre mulheres grávidas. A seguir, alguns sintomas dessa doença: 
● bebês podem se tornar irritáveis, inquietos e chorar excessivamente sem motivo aparente; 
● dificuldade em sugar e engolir devido a espasmos musculares na mandíbula e garganta; 
● rigidez muscular generalizada; 
● espasmos musculares dolorosos podem ocorrer em todo o corpo; 
● dificuldade para respirar que pode ser potencialmente fatal; 
● febre baixa; 
● sudorese excessiva; 
● aumento da frequência cardíaca. 
O tétano neonatal é uma condição grave que ocorre em recém-nascidos como resultado da 
contaminação do cordão umbilical com esporos da bactéria Clostridium tetani, que produz uma 
toxinapotente. O seu tratamento é intensivo e inclui o uso de antibióticos para eliminar a sua 
https://graduacao.afya.com.br/medicina/como-se-preparar-para-emergencias-sanitarias
causa. Os médicos usam a imunoglobulina antitetânica para neutralizar a toxina. Observe outros 
detalhes: 
● sedação e relaxantes musculares; 
● suporte respiratório; 
● monitoramento rigoroso e cuidados de suporte em uma unidade de terapia intensiva neonatal. 
 
 
	Sarampo 
	A rubéola foi declarada eliminada no Brasil no ano de 2015, após extensas campanhas de conscientização e da vacinação direcionadas a crianças e adultos. A eliminação dessa enfermidade reduziu significativamente a incidência de defeitos congênitos a ela associados. Os sintomas da doença podem variar, mas geralmente incluem:

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