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GRAU TÉCNICO - SANTO AMARO 
 
 
 
ENFERMAGEM NA TERCEIRA IDADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
ELISANDRA CRISTINA DA SILVA SANTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOENÇA DE PARKINSON NA TERCEIRA IDADE: UM OLHAR HUMANIZADO DA 
ENFERMAGEM. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO/SP 
2025 
 
DOENÇA DE PARKINSON NA TERCEIRA IDADE: UM OLHAR HUMANIZADO DA 
ENFERMAGEM 
 
"O trabalho a seguir tem como objetivo principal explanar informações acerca de um 
tema muito importante, que é a Doença de Parkinson, abordando suas causas, 
manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento e, principalmente, o papel essencial da 
equipe de enfermagem na assistência ao idoso acometido por essa condição." 
 
 
SUMÁRIO 
1. Introdução ..................................................................................2 
 
2. Conceito e origem ......................................................................2 
 
3. Alterações anatômicas e fisiológicas .........................................2 
 
4. Sinais e sintomas ......................................................................3 
 
5. Diagnóstico ................................................................................3 
 
6. Tratamento ................................................................................3 
 
7. Prevalência no estado de Pernambuco ....................................4 
 
8. Prevenção .................................................................................4 
 
9. Assistência da equipe de enfermagem .....................................5 
 
10. Considerações finais .................................................................6 
 
11. Referências ................................................................................7 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
1. INTRODUÇÃO 
A Doença de Parkinson é uma das condições neurodegenerativas mais comuns entre 
os idosos, e o seu impacto vai muito além dos problemas motores, ela afeta também a 
cognição e as emoções dos pacientes. Neste estudo, vamos explorar os principais 
aspectos da doença, desde o que ela é e as mudanças anatômicas e fisiológicas que 
provoca, até a importância da equipe de técnicos em enfermagem no cuidado aos 
pacientes acometidos pela condição. 
 
2. CONCEITO E ORIGEM 
A Doença de Parkinson (DP) foi identificada pela primeira vez pelo médico britânico 
James Parkinson em 1817, em seu ensaio "An Essay on the Shaking Palsy". É uma 
doença neurodegenerativa crônica e progressiva que prejudica a coordenação motora, 
é resultado da degradação dos neurônios que produzem dopamina na substância 
negra do mesencéfalo. A falta dessa substância química atrapalha a comunicação 
entre os neurônios, levando a muitos sintomas motores e não motores. 
 
Embora a causa exata da doença ainda não seja totalmente clara, acredita-se que ela 
seja resultado de uma combinação de fatores, sendo eles: predisposição genética e 
influências ambientais. Pesquisas sugerem que a exposição a toxinas, pesticidas e 
metais pesados pode estar ligada ao surgimento da doença, além do envelhecimento, 
que é um dos principais fatores de risco da doença. 
 
3. ALTERAÇÕES ANATÔMICAS E FISIOLÓGICAS 
A principal mudança anatômica na Doença de Parkinson acontece na substância negra 
do cérebro, que fica no mesencéfalo. É lá que os neurônios dopaminérgicos vão sendo 
destruídos de forma progressiva. A dopamina é um neurotransmissor muito importante 
para regular os movimentos e o tônus muscular. Quando a produção desse 
neurotransmissor diminui, os gânglios da base, que são as estruturas cerebrais 
responsáveis pelo controle motor, acabam sendo afetados. 
 
2 
Além disso, a formação de corpos de Lewy dentro dos neurônios afetados também 
ajuda na evolução da doença. Outras mudanças incluem a redução de serotonina e 
noradrenalina, que podem estar ligadas a sintomas não motores, como depressão e 
distúrbio do sono. 
 
4. SINAIS E SINTOMAS 
Os sintomas da Doença de Parkinson se dividem em motores e não motores. Principais 
sintomas motores: 
● Tremor de repouso: um dos sinais mais marcantes da doença, que aparece 
mesmo quando a pessoa está parada e diminui com o movimento voluntário que 
ela realiza; 
● Bradicinesia: lentidão nos movimentos do paciente, que pode dificultar 
atividades do dia a dia, como se vestir e até mesmo comer; 
● Rigidez muscular: aumento da resistência dos músculos ao movimento, 
resultando em muitas dores e dificuldades motoras; 
● Instabilidade postural: dificuldade em manter o equilíbrio, o que aumenta o risco 
do paciente em sofrer quedas. 
Os sintomas não motores podem incluir problemas de sono, depressão, ansiedade, 
perda do olfato, fadiga e dificuldades cognitivas. 
 
5. DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico da Doença de Parkinson é feito de forma clínica, com base na 
observação dos sintomas e no histórico médico do paciente. Exames de imagem, como 
uma ressonância magnética, podem ser usados para descartar outras doenças que 
apresentem sintomas semelhantes. Testes específicos, como a resposta à levodopa, 
também podem ajudar no diagnóstico diferencial. 
 
6. TRATAMENTO 
O tratamento da DP é baseado no controle dos sintomas e na melhoria da qualidade de 
vida do paciente. Os medicamentos mais utilizados são: 
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● Levodopa: principal medicamento utilizado, precursor da dopamina, melhora de 
forma significativa os sintomas motores; 
● Agonistas dopaminérgicos: estimulam os receptores de dopamina; 
● Inibidores da MAO-B: retardam a degradação da dopamina no cérebro. 
Além do tratamento medicamentoso, a reabilitação física e o acompanhamento 
multidisciplinar são fundamentais para retardar a progressão da doença no paciente. 
7. PREVALÊNCIA EM PERNAMBUCO 
Estudos indicam que a prevalência da DP no Brasil gira em torno de 1% da população 
acima de 60 anos. Em Pernambuco, dados específicos ainda são limitados, mas 
acredita-se que a doença seja subdiagnosticada, o que dificulta estatísticas precisas. 
8. PREVENÇÃO 
Apesar de não existir uma forma garantida de prevenir a Doença de Parkinson, alguns 
cuidados podem fazer a diferença. Adotar um estilo de vida mais saudável, com 
exercícios físicos regulares, pode ajudar bastante — movimentar o corpo melhora o 
equilíbrio, o humor e estimula o cérebro de forma positiva. 
Além disso, uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes e alimentos naturais, 
ajuda a proteger o corpo como um todo, inclusive o sistema nervoso. Cuidar do 
intestino e manter uma boa hidratação também são pontos importantes. 
Outro cuidado que pode fazer bem é manter a mente ativa. Ler, conversar, jogar, 
aprender coisas novas... tudo isso fortalece o cérebro e ajuda a manter as funções 
cognitivas mais firmes com o passar do tempo. 
No fim das contas, não se trata de garantir que o Parkinson será evitado, mas sim de 
oferecer ao corpo e à mente o melhor ambiente possível para envelhecer com mais 
saúde, autonomia e qualidade de vida. 
 
4 
9. ASSISTÊNCIA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM 
Cuidar de uma pessoa idosa com Doença de Parkinson é um desafio que exige muito 
mais do que técnica. É um exercício diário de paciência, empatia e presença. A equipe 
de enfermagem — composta por enfermeiros, técnicos e auxiliares — tem um papel 
essencial nesse processo. É ela quem acompanha de perto cada fase da doença, 
quem está ali nos momentos bons e, principalmente, nos momentos mais difíceis. 
O enfermeiro, por exemplo, não é apenas o profissional que organiza o plano de 
cuidados. Ele observa o paciente com um olhar clínico, mas também com 
sensibilidade. Conversa com a família, orienta sobre como lidar com as dificuldades da 
doença e está sempre pensando em estratégias para melhorar a vida daquela pessoa. 
Ele supervisiona, sim, mas também acolhe. A cada gesto, busca garantir que o cuidado 
seja mais humano, mais próximo, mais verdadeiro. 
Os técnicos de enfermagem, por sua vez, são os braços da assistência. Estão no dia a 
dia, ajudando na alimentação, na higiene, na medicação,no caminhar — até mesmo 
naqueles momentos em que o paciente se sente mais fragilizado. São eles que muitas 
vezes escutam os desabafos, vêm as lágrimas silenciosas e respondem com um 
sorriso, um toque no ombro ou um incentivo suave. É na rotina que esse profissional 
constrói vínculos e entende o que aquele idoso realmente precisa. E isso vai muito 
além do que está escrito em qualquer protocolo. 
E não dá pra esquecer dos auxiliares de enfermagem, que estão ali no apoio, muitas 
vezes sendo aquele rosto familiar que tranquiliza. Ajudam nas tarefas básicas, mas não 
menos importantes, como trocar uma roupa, ajeitar o travesseiro e oferecer uma água. 
Eles estão ali, presentes, atentos, prontos para oferecer não só cuidado, mas também 
companhia. Muitas vezes são os primeiros a notar uma mudança no olhar, uma falta de 
apetite, um silêncio fora do comum. 
O trabalho da equipe de enfermagem é, acima de tudo, coletivo. Todos os profissionais 
se complementam. Cada um tem sua importância. Quando há diálogo, respeito e 
comprometimento, o cuidado flui. A troca entre os membros da equipe faz com que o 
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idoso se sinta seguro, amparado, cuidado de verdade. E isso, muitas vezes, é o que 
mais importa. 
O Parkinson tira muitos movimentos, mas nunca deve tirar a dignidade de quem vive 
com ele. E é justamente essa dignidade que a equipe de enfermagem busca preservar 
a cada turno, a cada gesto, a cada palavra de apoio. Porque, no fim das contas, cuidar 
é estar presente. E a presença verdadeira, cheia de afeto e respeito, é o que 
transforma o cuidado em algo realmente humano, acolhedor e significativo. 
 
10. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta 
muito a qualidade de vida dos pacientes, especialmente na terceira idade. Neste 
trabalho, exploramos os principais aspectos dessa doença, desde sua definição e 
origem até as estratégias de cuidado que são implementadas pela equipe de 
enfermagem. 
É claro que, mesmo com os avanços na ciência e na medicina, ainda não existe uma 
cura definitiva para o Parkinson. Porém, um diagnóstico precoce e um tratamento 
adequado podem sim ajudar a retardar a progressão da doença e oferecer mais 
conforto aos pacientes. Além disso, a equipe de enfermagem desempenha um papel 
importantíssimo no cuidado diário, ajudando a manter a funcionalidade e a autonomia 
dos pacientes afetados. 
Outro ponto crucial a ser destacado é a necessidade de políticas públicas mais 
eficazes voltadas para a saúde dos idosos, especialmente em nosso estado, onde há 
um número significativo de pessoas diagnosticadas com a doença. A conscientização 
da população e o acesso a um atendimento mais humanizado e de qualidade são 
essenciais para garantir uma melhor qualidade de vida para os pacientes e também 
suas famílias. 
Assim, a Doença de Parkinson representa um desafio crescente na área da saúde, 
exigindo uma atenção especial dos profissionais e da sociedade como um todo. A 
formação contínua dos profissionais de enfermagem, combinada com várias 
estratégias terapêuticas e inovadoras, pode realmente fazer a diferença no cuidado e 
na dignidade desses pacientes. 
 
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11. REFERÊNCIAS 
ESCOLA BRASIL. Doença de Parkinson: o que é, causas, tratamento. Disponível 
em: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/doenca-de-parkinson.htm . Acesso em: 24 
mar. 2025. 
 
FONOFF, E. Parkinson: Sintomas, tratamento e diagnóstico. Disponível em: 
https://www.erichfonoff.com.br/doenca-de-parkinson/ . Acesso em: 23 mar. 2025. 
 
MANUAL MSD. Doença de Parkinson. Disponível em: 
https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-cerebrais-da-medula-espinal-
e-dos-nervos/doen%C3%A7as-do-movimento/doen%C3%A7a-de-parkinson-dp . 
Acesso em: 24 mar. 2025. 
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Doença de Parkinson. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/doenca-de-parkinson/ . Acesso em: 24 mar. 2025. 
 
REZENDE, W. Doença de Parkinson - O Que é, Causas, Sintomas, Diagnóstico e 
Tratamento. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=CK0mvndKkEI . 
Acesso em: 25 mar. 2025. 
 
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https://www.youtube.com/watch?v=CK0mvndKkEI

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