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Santa Barbara D’Oeste 
2022 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cida 
PAULA CAROLINE CARMONA PEREIRA 
RA 395123211679 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO AO PORTADOR DE ALZHEIMER 
 
 
 Santa Barbara D’Oeste 
2022 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO AO PORTADOR DE ALZHEIMER 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à 
Faculdade Anhanguera, como requisito parcial para a 
obtenção do título de graduado em Enfermagem. 
Orientador: Camila Viera 
 
 
 
PAULA CAROLINE CARMONA PEREIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PAULA CAROLINE CARMONA PEREIRA 
 
 
 
 
A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO AO PORTADOR DE ALZHEIMER 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado 
à Faculdade Anhanguera, como requisito 
parcial para a obtenção do título de graduado 
em Enfermagem. 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Santa Barbara D’Oeste, de de 2022. 
 
 
CARMONA, Paula Caroline. Atuação do enfermeiro ao portador de Alzheimer. 
2022. 21. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – 
Universidade Anhanguera, Santa Barbara D’Oeste. 
 
RESUMO 
 
A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal 
que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento 
progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas 
neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. Objetivos: diante das diversas 
consequências que o mal de Alzheimer traz consigo essa pesquisa tem como 
principal objetivo analisar as representações sociais do cuidado dos enfermeiros aos 
idosos com Doença de Alzheimer, bem como conhecer os aspectos e sintomas da 
doença. Metodologia: artigo baseou-se em pesquisas bibliográficas, buscando por 
informações e dados disponíveis em diversas publicações, como em artigos 
nacionais e internacionais, teses e materiais disponibilizados na internet. As bases 
de dados utilizadas fora: Scielo (Scientific Eletronic Library Online), Lilacs (Literatura 
Latino- Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), BVS (Biblioteca Virtual em 
Saude) e Google Scholar Considerações finais: Cabe à enfermagem realizar 
atividades de prevenção e na hospitalização, baseando se no processo de 
humanização onde analisa o paciente como um todo, não focando somente a 
patologia, mas sim visando seus valores, princípios, ideias e atitudes, 
proporcionando uma melhora na qualidade de vida. 
 
 
Palavras-chave: Doença de Alzheimer; Assistência de Enfermagem; Demência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CARMONA, Paula Caroline. Atuação do enfermeiro ao portador de Alzheimer. 
2022. 21. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – 
Universidade Anhanguera, Santa Barbara D’Oeste. 
ABSTRACT 
Alzheimer's disease (AD) is a progressive and fatal neurodegenerative disorder that 
manifests itself through cognitive and memory deterioration, progressive impairment 
of activities of daily living, and a variety of neuropsychiatric symptoms and behavioral 
changes. Objectives: Faced with the various consequences that Alzheimer's disease 
brings, this research has as its main objective to analyze the social representations of 
the care of nurses to the elderly with Alzheimer's disease, as well as to know the 
aspects and symptoms of the disease. Methodology: This article was based on 
bibliographic research, searching for information and data available in various 
publications, such as national and international articles, theses, and materials 
available on the Internet. The databases used were: Scielo (Scientific Eletronic 
Library Online), Lilacs (Latin American and Caribbean Literature on Health Sciences), 
VHL (Virtual Health Library) and Google Scholar. Final considerations: It is up to 
nursing to perform preventive activities during hospitalization, based on the 
humanization process where the patient is analyzed as a whole, not only focusing on 
the pathology, but also on their values, principles, ideas and attitudes, providing an 
improvement in quality of life. 
 
Keywords: Alzheimer's Disease; Nursing Care; Dementia, 
 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
DA Doença de Alzheimer 
ENF Emaranhados neurofibrilares 
FAD Familial Alzheimer’s Disease 
LOAD Late Onset Alzheimer’s Disease 
PS Placas senis 
 
 
 
 
 
 
13 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 14 
2. CONTEXTUALIZAÇÃO: A DOENÇA DE ALZHEIMER .................................... 16 
3. PRINCIPAIS SINTOMAS DA DOENÇA ............................................................ 19 
4. CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PORTADOR DE ALZHEIMER ................ 21 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 24 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 25 
 
 
 
 
 
 
14 
1. INTRODUÇÃO 
 
O Alzheimer é um distúrbio cerebral progressivo e irreversível que afeta a 
memoria e as habilidades de pensamento e, em determinados casos a capacidade 
de realizar tarefas cotidianas, se divide em três estágios, sendo eles: o inicial, 
intermediário e avançado. Essa patologia afeta, geralmente, pessoas com 60 anos 
ou mais, entretanto pode acometer pessoas mais jovens também. 
A patologia é caracterizada pela degeneração do sistema cerebral 
ocasionando problemas na fala e linguagem, perda de memoria e diversos outros 
distúrbios cognitivos. Atinge mais de 2,5 milhões de pessoas, e sua prevalência varia 
de 1% a 1,5% entre as pessoas de 60 a 65 anos, e 45% nas pessoas com mais de 
90 anos. Sua etiologia ainda é desconhecida, entretanto sabe-se que a doença tem 
uma duração media de 12 a 14 anos (de seu estagio inicial ate o fim da doença). 
Durante o tratamento da doença, é conhecido que o profissional enfermeiro 
possui a virtude de ser um facilitador por ser um profissional que estabelece um elo 
entre cuidado e paciente, cuidados próximos à pessoa adoecida e ao cuidador leigo, 
além de integrar com as ações educativas voltadas para o cuidado da saúde, e a 
educação em saúde. No estágio avançado da doença, a assistência de enfermagem 
se torna mais complexa, devido a somatória progressiva de limitações físicas e 
alterações emocionais, incluindo o comprometimento de identidade do paciente. 
Sendo a demência considerada uma das maiores causas de 
morbimortalidade, por possível dependência física, cognitiva e emocional, tendo a 
Doença de Alzheimer (DA) como distúrbio demencial mais frequente, surgiu a 
seguinte problemática norteadora dessa pesquisa: Com o aumento em grande 
escala da doença, existirão profissionais capacitados para cuidar dessas pessoas? 
Com o intuito de responder ao questionamento acima foram delimitados os 
seguintes objetivos: objetivo geral: analisar as representações sociais do cuidado 
dos enfermeiros aos idosos com Doença de Alzheimer; objetivos específicos: 
conhecer a doença do Alzheimer e como ela se desenvolve no sistema cerebral, 
saber os sintomas cognitivos, comportamentais e psicológicos, e estudar os 
cuidados técnicos utilizados no tratamento e cuidado dos portadores da patologia. 
Esse artigo baseou-se em pesquisas bibliográficas, buscando por 
informações e dados disponíveis em diversas publicações, como em artigos 
 
 
 
15 
nacionais e internacionais, teses e materiais disponibilizados na internet. O presente 
artigo vem a ser um estudo bibliográfico de caráter descritivo, utilizando o método da 
revisão integrativa da literatura para coleta e análise dos dados. As fontes para 
obtençãodas informações de busca basearam-se em bases de dados, acesso a 
sites, os quais continham revistas virtuais com publicações e periódicos que 
abordavam tais assuntos. Os descritores utilizados foram: Doença de Alzheimer; 
Assistência de Enfermagem; Demência, onde toda vez que tiver citações diretas ou 
indiretas, o autor será citado conforme a referência bibliográfica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
2. CONTEXTUALIZAÇÃO: A DOENÇA DE ALZHEIMER 
 
O sistema nervoso humano é o responsável pela percepção de estímulos 
externos e internos do corpo humano, tanto físicos quanto químicos. A partir dessa 
percepção há o desencadeamento de respostas musculares e glandulares. O 
sistema nervoso é formado essencialmente por células nervosas, os neurônios, que 
se interconectam de forma específica e precisa, formando os chamados circuitos 
neurais. Através desses circuitos, o organismo tem a capacidade de produzir 
respostas específicas que compõem os comportamentos fixos e invariantes, um 
exemplo são os reflexos, ou então produzir comportamentos variáveis em maior ou 
menor grau. (FALCO; CUKIERMAN; HAUSER-DAVIS, 2016) 
Quando uma patologia atinge o sistema nervoso a ponto de degenerá-lo, ou 
seja destruí-lo, é sempre considerado grave, pois como a maioria dos neurônios não 
se regeneram, com a progressão da doença diversas regiões do cérebro, 
importantes para a cognição, a linguagem, os movimentos, etc., vão sendo 
lesionadas o que, consequentemente, resulta em consequências cada vez maiores 
aos portadores da enfermidade. As demências são caracterizadas pela deterioração 
intelectual progressiva, que consiste no declínio do funcionamento intelectual, 
provocando perturbações na inteligência, no pensamento, na memória, na fala e 
coordenação motora, interferindo assim em todas as atividades rotineiras. A 
demência, não é uma doença por si própria e sim um grupo de sintomas que 
caracterizam certas doenças. (FALCO; CUKIERMAN; HAUSER-DAVIS, 2016) 
Uma das formas mais comuns onde à demência se apresenta é na doença de 
Alzheimer. A doença de Alzheimer (DA) foi descoberta no ano de 1906 pelo medico 
psiquiatra Alois Alzheimer, que descreveu pela primeira vez a patologia na forma de 
demência em uma paciente de 51 anos, essa paciente apresentou problemas na 
linguagem e memoria com uma piora progressiva durante o passar dos anos que a 
levou a morte poucos anos após as consultas. Realizada a autopsia da paciente, foi 
observado um acúmulo de placas amiloides no espaço extracelular e lesões 
neurofilamentares dentro dos neurônios por todo o córtex cerebral, características 
essas que são marcantes da doença de Alzheimer (assim foi apelidada tempos 
depois por um professor de psiquiatria, alemão, chamado Emil Kraepelin). (SOUZA; 
SANTOS; SILVA, 2021) 
 
 
 
17 
O Alzheimer é um dos mais de 60 tipos de demência, que pode ser definida 
como uma doença degenerativa, ou seja, um processo progressivo de perda 
das funções cerebrais mais nobres, como memória, comportamento, 
linguagem, atenção, capacidade de planejamento, representando um 
declínio do estado geral de uma pessoa em relação a um estado anterior e 
influenciando seu desempenho para as Atividades de Vida Diária 
(autocuidado, continência, transferências e alimentação). (CANINEU, 2022) 
 
A doença de Alzheimer se manifesta como uma demência progressiva, com 
perda crescente de memória e função intelectual e distúrbios de fala. Inicialmente as 
faculdades intelectuais se tornam menos aguçadas, o pensamento torna-se lento, a 
capacidade de atuação nas esferas social e econômica acaba por prejudicada e a 
memória mostra-se deficiente. É o tipo de demência mais comum, representando 
aproximadamente de 50 a 70% dos casos. (CANINEU, 2022) 
A causa da patologia ainda é desconhecida, entretanto existem duas 
hipóteses sobre a origem da doença. A primeira é relacionada com a proteína Tau, 
substância presente no citoesqueleto dos neurônios que devido a sua 
hiperfosforilação gera estruturas denominadas emaranhados neurofibrilares. Essa 
proteína fica enfileirada na célula nervosa e por algum motivo, ainda desconhecido, 
nos pacientes ela fica localizada nas extremidades dessa célula; alterando assim, 
sua geometria e provocando com isso, a morte do neurônio. Segundo alguns 
cientistas, a TAU seria apenas a consequência e não a causa do mal de Alzheimer. 
(FALCO; CUKIERMAN; HAUSER-DAVIS, 2016) 
A segunda hipótese, e a mais aceita pela maioria das pesquisas recentes, é a 
da formação das placas senis; elas são originadas através do acúmulo do peptídeo 
β-amilóide. Essas placas estão presentes em distintas regiões do cérebro e em 
grande quantidade nos pacientes com Alzheimer. Elas desencadeiam a 
neurotoxidade e a morte dos neurônios, pois envolvem essas células e impedem a 
comunicação entre elas. Com isso, reduzem as atividades do sistema nervoso 
(FALCO; CUKIERMAN; HAUSER-DAVIS, 2016) 
A patologia do Alzheimer ainda pode ser classificada de duas formas: a DA de 
início tardio (LOAD - do inglês, Late Onset Alzheimer's Disease) e a DA familiar 
(FAD - do inglês, Familial Alzheimer's Disease ). A FAD é caracterizada por ser de 
surgimento prematuro, e, por isso também é chamada de DA de início precoce, 
ocorre antes dos 60 anos, com um forte componente genético (transmissão 
mendeliana autossômica dominante), e representando de 1% a 6% de todos os 
casos de DA. (MACHADO; CARVALHO; SOBRINHO, 2020) 
 
 
 
18 
Já a LOAD, a forma mais comum da doença, é caracterizada por ser de 
apresentação tardia, após os 60 anos, e possui um arquétipo muito complexo. 
Ambas as formas da doença são definidas pelas mesmas características 
patológicas, principalmente a perda das funções cognitivas, da memória recente, 
linguagem, capacidade de julgamento, e todos os sintoma que acompanham a 
doença. (MACHADO; CARVALHO; SOBRINHO, 2020) 
Canineu (2022) descreve que a DA se divide, também, em 3 estágios, sendo 
eles: estagio inicial, dura aproximadamente de 2 a 3 anos, possui a presença de 
sintomas vagos e difusos, se instala de forma lenta causando principalmente, 
alterações de memoria; estagio intermediário: tem duração de 3 a 5 anos, 
aproximadamente, se desenvolve progressiva e lentamente causando maior 
deterioração da memoria, alterações de julgamento e planejamento, ainda nessa 
etapa ocorre mudança de postura, marcha e tônus muscular; estagio avançado: a 
ultima e mais grave fase da doença tem uma duração variável, podendo durar 
longos anos, as funções do organismo do organismo já se encontram mais 
gravemente comprometidas. A fala já está prejudicada. Mais comumente se observa 
incontinência urinária e fecal, também pode ocorrer sintomas neurológicos graves. 
Essa fase evolui ate o estado vegetativo e morte. 
Como descrito nos estudos iniciais, a DA se caracteriza, do ponto de vista 
anatomopatológico, pela presença de placas senis (PS) e de emaranhados 
neurofibrilares (ENF). Essas alterações anatomopatológicas ainda hoje são os 
marcadores para o critério diagnóstico de doença definida. A patologia do Alzheimer 
é uma desordem progressiva e crônica, caracteriza-se pela destruição dos neurônios 
colinérgicos, sendo essa uma das principais causas de demência no mundo. 
(CAVALCANTI; ENGELHARDT, 2012) 
 
 
 
 
 
19 
3. PRINCIPAIS SINTOMAS DA DOENÇA 
 
Segundo Lucas et al. (2013) a doença de Alzheimer apresenta uma grande 
variedade de comportamentos e sintomas específicos. Um dos primeiros sintomas 
que surgem e indicam a doença são os déficits na memoria, que geram frustações e 
influenciam na capacidade do individuo realizar atividades cotidianas, o que 
consequentemente compromete a qualidade de vida. Com o avanço da doença, 
esse comprometimento acaba por deixar o paciente cada vez mais dependente de 
cuidados de terceiros. “Recentemente as investigações confirmaram que estes 
doentes apresentam um maior risco de depressão, sobretudo senão receberem 
apoio adequado da família, dos amigos e da comunidade.” (LUCAS et al. 2013 p. 3) 
As alterações da linguagem são consideradas uma das manifestações mais 
visíveis desta patologia, incluindo dificuldades para encontrar palavras, completar 
ideias ou seguir instruções, o que explica o fato de uma das queixas mais 
mencionadas por familiares e cuidadores ser a dificuldade em manter a 
comunicação eficiente e independente, acarretando problemas nos relacionamentos 
com familiares e outros interlocutores. (LUCAS et al. 2013) 
Sensações de confusão e perdas na capacidade de julgamento são 
igualmente características. Além disto, as perdas motivadas pela doença, podem 
também afetar as capacidades visuais, olfativas e gustativas, o que se revela muito 
complicado para o paciente e para a família, devendo assim ser empreendidas 
determinadas ações específicas tanto por parte do paciente como seus cuidadores e 
familiares. (CAETANO et al. 2017) 
[...] na fase inicial da doença os sintomas que mais prevalecem são a perda 
de memória, os esquecimentos, a desorientação no tempo e no espaço, a 
confusão face à localização de lugares familiares, a perda da 
espontaneidade e da iniciativa, bem como o descuido com a aparência 
pessoal e no trabalho. Além destes, ocorre maior dispêndio de tempo na 
realização de tarefas diárias, falta de atenção e de concentração, problemas 
para lidar com dinheiro e pagamentos, capacidade de julgamento 
empobrecida, motivando decisões erradas, perda da espontaneidade e 
espírito de iniciativa, alterações de humor e de personalidade e ainda, 
aumento da ansiedade ou agressividade. (LUCAS et al. 2013 p. 4) 
 
Os sintomas neuropsiquiátricos como agitação, disforia, apatia, irritabilidade, 
comportamento motor aberrante, delírios, alucinações, desinibição, depressão e 
distúrbios de sono são frequentemente observados em pacientes com demência e 
tendem a aumentar conforme avança a doença. Tais sintomas estão diretamente 
 
 
 
20 
associados com aumento da sobrecarga nos cuidadores e podem aumentar o risco 
de institucionalização precoce do paciente. (CAVALCANTI, 2012) 
Acredita-se que sintomas como humor depressivo clinicamente significativo, 
diminuição de prazer aos contatos sociais ou usuais, isolamento ou retraimento 
social, alteração do apetite e do ciclo vigília-sono, alterações psicomotoras, 
irritabilidade, fadiga e sentimento de inutilidade, desesperança ou culpa excessiva e 
inapropriada, pensamentos recorrentes de morte e ideação suicida estejam 
presentes, associados ou isolados, em pacientes com demência de Alzheimer, o que 
pode resultar em incapacidade física e morte prematura. (CAETANO et al. 2017) 
A depressão também é considerada como um processo multifatorial da 
Doença de Alzheimer, ou seja, desencadeada por diferentes aspectos: sociais, 
psíquicos, cognitivos e físicos. Dessa forma, tornam-se difíceis o diagnóstico e o 
tratamento desses pacientes, sendo viável a associação de diferentes tratamentos 
de caráter farmacológico e não farmacológico. (CAETANO et al. 2017) 
Para Machado et al. (2020) a sintomatologia desta doença envolve uma série 
de eventos graduais, começando com perda de memória episódica e podendo 
chegar até deterioração da memória, do comportamento e da execução de 
movimentos, com dependência permanente de cuidados familiares e profissionais. 
O diagnóstico é clínico, utilizando como critérios o início do declínio das habilidades 
acima citadas, e o tempo de evolução da doença. O uso de exames de 
neuroimagem, como a ressonância magnética, auxilia na confirmação diagnóstica. 
Atualmente, não há tratamentos que interrompam ou retardem a progressão da 
doença, e as terapias farmacológicas disponíveis aos pacientes apenas fornecem 
alívio sintomático. 
Por a doença do Alzheimer ser uma patologia que gera incapacitação nos 
sujeitos, existem certos princípios que podem ser úteis, nomeadamente a prevenção 
dos riscos, a adaptação ao ambiente e a redução do perigo, com a finalidade de 
promover um aumento da independência dos mesmos. Posto isto, os cuidadores 
devem ter em consideração que novos ambientes, odores e sons, bem como 
mudanças na rotina diária, são fatores que podem aumentar a confusão e que 
provocam agitação num indivíduo com Alzheimer. (FALCO, 2016) 
 
 
 
 
 
21 
4. CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PORTADOR DE ALZHEIMER 
 
Em muitas vezes os pacientes que se encontram nos estágios iniciais da 
doença não recebem nenhum tipo de cuidado específico por parte da área de saúde, 
por não procurarem o médico ou nem mesmo se internarem. Esses pacientes 
preferem ficar em casa aos cuidados do acaso, parentes ou amigos sem nenhum 
tipo de conhecimento necessário ao paciente, mas o lado afetuoso é bem trabalhado 
com relação afetuosa de amor entre parentes e amigos. (GUIMARÃES et al, 2020) 
A decisão da internação é do paciente ou familiar. A enfermagem contribui 
neste caso, pelo fator de preparação dos familiares, apoiando e até mesmo 
auxiliando no cuidado direto com o paciente. A reação do paciente à doença pode 
variar, esta é uma da parte importante e indispensável à enfermagem, pois o tipo de 
tratamento oferecido no momento internação influenciará todo o desenvolvimento 
clínico do paciente ao longo da vida, sendo este cuidado também preciso aos 
familiares e amigos. (GUIMARÃES et al, 2020) 
Pelos pacientes, pode ocorrer variação na personalidade, depressão, 
agitação grave, paranoia, delírio, ansiedade, raiva, culpa, isolamento, recolhimento 
devido à doença ou acompanhado pela mesma. O tratamento destes males, está 
aliado com o tratamento da Doença de Alzheimer. A enfermagem busca maneiras 
opcionais de cuidar do paciente com Alzheimer, acompanhando os estágios da 
doença e trabalhando de maneira terapêutica o déficit causado pela doença. 
(SOARES et al. 2014,) 
 Este trabalho é considerado eficaz quando o acompanhamento se estabelece 
no hospital junto com uma equipe multidisciplinar, onde a enfermagem tem maior 
relevância pelo fato da função primária do cuidar. A enfermagem assiste e trata o 
paciente, com responsabilidade aos cuidados físicos, psicológicos e sociais do 
paciente, sua função se torna de maior relevância a medida em que progride e o 
paciente torna-se dependente total de necessidades básicas. (SALES et al. 2019) 
 
[...] como integrante da equipe de saúde, o enfermeiro deve apresentar aos 
cuidadores meios para a instrumentalização da assistência e orientações 
acerca do processo de adaptação destes no contexto familiar, no que se 
refere à evolução da doença e dependência gradual do idoso por conta da 
mesma. Os profissionais de saúde devem promover e executar consultas de 
enfermagem, visitas em domicílio, realização de grupos de autoajuda e /ou 
ajuda mútua, contribuindo de forma significativa com as partes envolvidas 
no cuidado. (SOARES et al. 2014, p.29) 
 
 
 
22 
O modo de cuidar varia muito, de acordo com o estágio em que o paciente se 
encontra e, consequentemente, de acordo com suas necessidades. Alguns dos 
pacientes ainda conseguem se comunicar, embora em vários momentos apresentem 
um declínio na memória, demonstrado por incapacidade de reconhecer os próprios 
filhos e dificuldade de finalizar diálogos como, por exemplo, começam a falar do 
conjuge e de repente acham que estão falando do pai. Outros pacientes, já em 
estágio avançado da doença, demonstram afasia (perda da fala), apraxia 
(incapacidade de levar a cabo um gesto ou ação previamente aprendido), disfagia 
(dificuldade de deglutição) e total incapacidade de locomoção. (GUIMARÃES et al, 
2020) 
 Faz parte do lado profissional de enfermagem assistir as áreas afetivas do 
paciente, como carinho, compreensão, solidariedade, respeito e entender os medos 
e tristezas. Entender o paciente de maneira holística, e humanizado, com atenção 
especial ao portador deste mal. É atribuição de o enfermeiro formar grupos deajuda 
a parentes e pessoas próximas a fim de minimizar o sofrimento e preparar a família. 
Deve-se proporcionar convívio familiar e social do paciente. Recursos terapêuticos 
consiste em: Estratégias de comunicação entre enfermeiro e cliente: No estágio 
inicial do Alzheimer, deve-se usar vocabulário simples, devagar, frases curtas e 
diretas com linguagem literal, uso terapêutico com pistas multisensoriais como visão, 
olfato, audição, tato e gustação. Utilização de uma instrução por vez, se necessário 
repetir, falar de frente pro paciente com contato visual, buscar conversas, fotos e 
álbum para terapêutica de lembranças, usarem diários, calendário e estabelecer 
rotina. Na fase moderada adiciona-se atividades prazerosas para estimular a 
comunicação. E na fase final, usar toques, contato visual, correlacionar o nome com 
o objeto. (SALES et al. 2019) 
 A doença de Alzheimer não é típica da velhice, nem todo velho precisa 
apresentar-se demente, mas é necessário prestar os devidos cuidados a este 
cliente. A enfermagem contribui em boa parte destes cuidados, e se faz necessário 
desenvolver novas estratégias sobre este assunto. As pesquisas demonstram que 
será cada vez maior o número de idosos, tornando-se ainda mais relevante o 
cuidado em todo o tratamento. Pacientes com transtornos psicóticos prévios, e que 
começam a apresentar prejuízo progressivo da cognição (integração da 
consciência), evoluem muito mais rapidamente para a demência. Havendo alguma 
 
 
 
23 
doença mental anterior à Doença de Alzheimer, principalmente doenças do tipo 
psicose, fará com que o paciente apresente maiores alterações comportamentais, 
tais como delírios, alucinações, agressividade, agitação, furor, mudanças de. 
personalidade, alterações sexuais e perda das noções de higiene. (SALES et al. 
2019) 
Cuidar de uma pessoa com Alzheimer pode ser considerado complicado em 
certos momentos. Requer dos profissionais características voltadas para, 
principalmente, o amor, solidariedade, paciência, dedicação e, sobretudo uma 
assistência que requer uma divisão de tarefas, já que esse paciente necessita 
cuidados diurnos e noturnos, e se não for feita essa divisão acarretará em desgaste 
físico e emocional ao cuidador. (FALCO, 2016) 
 
 
 
24 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O Mal de Alzheimer é um distúrbio cerebral progressivo e irreversível para o 
qual não existe nenhuma causa definida, nenhum tratamento definitivo e, até o 
momento, nenhuma cura previsível. O termo Doença de Alzheimer em amplo sentido 
corresponde a uma síndrome clínica caracterizada pela alteração progressiva e 
irreversível das funções cognitivas, acompanhada de modificações neurológicas 
particulares, compreendendo degeneração neurofibrilar e placas senis. Esta 
patologia pode se apresentar clinicamente antes ou depois do 65 anos. 
O diagnóstico positivo da doença é feito em duas fases: primeiro o da 
síndrome demência; e, em seguida, o da DA. No início, trata-se, na maioria dos 
casos, de uma crise de amnésia que raramente é identificada pelo portador, mas, 
por aqueles que o rodeiam. Geralmente são queixas em relação ao trabalho, como 
diminuição no desempenho, podendo ocorrer repetição de erros não habituais, 
dentre outros. Conforme a Doença de Alzheimer avança, ocorre o aumento da perda 
cognitiva e o paciente passa a ser dependente para a realização de suas atividades 
diárias. O paciente passa a precisar de ajuda para sua higiene pessoal, vestir-se, 
alimentar-se, além de perder a capacidade de sorrir, sustentar a cabeça ele, 
provavelmente, ficará acamado necessitando de cuidados especiais para prevenção 
de escaras, encurtamentos e dores. 
O papel do técnico é muito importante para o paciente com DA, este 
profissional deve ser alguém preparado para realizar diversos procedimentos, que 
apresente uma postura ética e busque constantemente humanizar o atendimento ao 
paciente e a família. Cabe à enfermagem realizar atividades de prevenção e na 
hospitalização, baseando se no processo de humanização onde analisa o paciente 
como um todo, não focando somente a patologia, mas sim visando seus valores, 
princípios, ideias e atitudes, proporcionando uma melhora na qualidade de vida. A 
modalidade de cuidados e o tipo de assistência variam individualmente para cada 
pessoa com Alzheimer, pois depende do seu estágio da doença, seu grau de 
autonomia, comprometimento físico e/ou cognitivo de seu grau de dependência. 
 
 
 
 
 
 
25 
REFERÊNCIAS 
 
CANINEU, Dr Rafael Brandão. O que é Alzheimer, sintomas e causas da doença. 
Alta Diagnósticos, 2022. Disponível em: 
https://altadiagnosticos.com.br/saude/alzheimer-sintomas-e-causas 
 
CAVALCANTI, José Luiz de Sá; ENGELHARDT, Eliasz. Aspectos da fisiopatologia 
da doença de Alzheimer esporádica. Rio de Janeiro, Revista Brasileira de 
Neurologia » V.48 » Nº 4, 2012. Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/0101-
8469/2012/v48n4/a3349.pdf 
CAETANO, Liandra Aparecida Orlando ; SILVA Felipe Santos da; SILVEIRA, Cláudia 
Alexandra Bolela. Alzheimer, sintomas e grupos: uma revisão integrativa. VINCULO 
– Revista do NESME, V.14 N. 2. 2017. Disponível em: 
https://www.redalyc.org/pdf/1394/139454198010.pdf 
 
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SOARES, Jéssika Santos; CÂNDIDO, Aldrina da Silva Confessor da. Assistência de 
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