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CRIOLIPÓLISE
T H I A G O M A R T I N S
o
 q
ue
 é
 ?
o que é ?
A criolipólise é o uso da crioterapia (frio)
em temperaturas abaixo de -1°C para
tratar gordura localizada. Esse é um
recurso seguro, aprovado pela Health
Canada e pela Food and Drug
Administration (FDA). Apresenta-se como
um novo método de redução da camada de
gordura de maneira não invasiva.
Seus estudos iniciais tiveram como fundamento os episódios de paniculite relatados na
literatura, como paniculite picolé, paniculite equestre, pé de trincheira e outros.
Na qual fizeram entender que tecidos ricos em lipídios são mais suscetíveis a lesões pelo
frio do que tecidos ricos em água.
Redução da gordura localizada pelo 
congelamento dos adipócitos
A criolipólise é o uso da crioterapia (frio) em temperaturas abaixo de -1°C para tratar gordura
localizada. Esse é um recurso seguro, aprovado pela Health Canada e pela Food and Drug
Administration (FDA). Apresenta-se como um novo método de redução da camada de gordura de
maneira não invasiva.
Os triglicérides na temperatura corporal se encontram no estado liquido.
O resfriamento gera uma modificação dos triglicerídeos de liquido a sólido.
Fractal de gordura
A histologia do tecido adiposo após uma exposição ao frio mostra que, após 14 dias,
observa-se uma redução do tamanho dos adipócitos e um aumento da inflamação, sem
aumento de lipídios circulantes.
Até 14 dias Adipócitos rodeado por histiocitos, neutrófilos,
linfocitos e outras células mononucleares.
14-30 dias
Macrófagos e outros fagocitos cercam, e começam
a digerir as células lipídicas como parte da
resposta natural do organismo à lesão.
4 semanas A inflamação diminui junto com o volume dos
adipócitos.
3 meses
Os septos interlobulares são distintamente
espessada e o processo inflamatório diminui ainda
mais.
Ciclo do Adipócito Exposto à Criolipólise
Via de
apoptose
temperatura
negativa
Cristalização
do adipócito
Aumento da 
sintese de
caspases
NK- Ligação
adipócito 
Expressão
genética
Colapso
potencial de
membrana
Inativação
mitocondrial
Morte do
adipócito (-7)
AÇÃO NO Adipócito 
LIPÓLISE
Lesão celular quando
exposta a uma temperatura
de -2°c
NECROSE
Ocorre durante o processo
inflamatório (14 dias).
ativa TNF ALFA
AÇÃO NO Adipócito 
Comprovação da eficácia da Verificar
se danos seletivos a criolipolise
(Estudo em gordura subcutânea
poderiam ser animais). obtidos por
aplicação de frio sobre a pele.
Verificar se a Criolipólise provocaria
alteração nos níveis séricos de
lipídios e na função hepática.
Estudo experimental: 6 porcos.
utilizando-se temperaturas de 5°C e
-8°C, durante 10 minutos.
O frio resultou em inflamação, morte
adipocitária por apoptose, redução
de 40% (em média) da camada de
gordura e, por fim, a fagocitose do
adipócito. Mencionaram também a
morte adipocitária por reperfusão.
Comprovação da eficácia da
criolipólise (Estudo em animais).
Verificar se o frio não invasivo
poderia induzir a danos na gordura
subcutânea sem lesionar a pele e
sem causar aumento prejudicial nos
níveis lipídicos.
Estudo experimental: 3 porcos
receberam criolipólise em 22 regiões
distintas.
A inflamação precedeu a perda da
gordura, e pode iniciar-se, de 24 a
até 72 horas após a aplicação, e
perdurar por até 30 dias.
Comprovação da eficácia da
criolipólise (Estudo in vitro).
Determinar os mecanismos que
regulam a morte adipocitária após o
resfriamento:
necrose
(citotoxicidade) e/ou apoptose
(enzima caspase-3).
Estudo em vitro: células adiposas
foram resfriadas de -2°C a 28°C.
Houve morte celular por necrose
temperaturas de -2° 0° e 2°C; e
houve apoptose a partir de 7°C.
Comprovação da segurança do
método.
Verificar se a Criolipólise provocaria
alteração nos níveis séricos de
lipídios e na função hepática.
40 voluntários foram tratados nos
flancos e avaliados durante 12
semanas
Não foram verificadas alterações
significativas nos níveis de lipídios
no sangue ou no teste de função
hepática, durante 12 semanas de
acompanhamento.
CENTRAL DECONTROLE, OU CONSOLE
(O EQUIPAMENTO PROPRIAMENTE
DITO)
APLICADOR DE TRATAMENTO (LIGADO
AO CONSOLE POR UM CABO). TAMBÉM
CHAMADO: MANIPULO, MANOPLA OU -
ALÇA DE TRATAMENTO.
EQUIPAMENTOS
EQUIPAMENTOS 
VÁCUO: A força do vácuo: 80 a 100 Kpa (Kilopascals) (650 a 750 mmHg) 
A pressão deve ser moderada (“DESENHAR SUAVEMENTE" a prega
no “copo” do aplicador)
Alguns equipamentos possuem um controle automático do vácuo (a
pressão inicia-se com um nível mais alto e a medida que o tempo de
tratamento avança, a pressão diminui
Isso pode ser feito manualmente !
FORMAÇÃO DA PREGA: Durante a aplicação, os tecidos da área alvo
(pele e gordura) são "sugados” para dentro do aplicador por meio de um
vácuo moderado para então posicioná-los entre as duas placas de
resfriamento.
APLICAÇÃO
Avaliação:
Peso e IMC (Índice de Massa Corpórea).
Mensuração.
Demarca-se a região a ser tratada, a fim
de direcionar o posicionamento do
aplicador.
L o c a i s d e a p l i c a ç ã o
Braço
Parte interior
das coxas
Abdômen
Flancos
Parte inferior
das costas
Parte superior das
costas
Culotes
S e l e ç ã o d o s P a c i e n t e s e E t a p a s d o
P r o c e d i m e n t o
Deixe atuando por 45 a
60min com vácuo e resfriamento
 Verificar a espessura
de gordura - ideal +2,5cm
 Marque o tamanho
da área de tratamento
SELECIONAR ÁREA DE
TRATAMENTO
A manta anti-freeze tem por
objetivo proteger a pele.
COLOCAR A MANTA ANTI-
FREEZE
Regule o vácuo, mantendo sucção
de acordo com a sensibilidade do
cliente - (50cmhg) (50-80kpa)
COLOCAR O APLICADOR NA
ÁREA
FENÔMENO DA REPERFUSÃO
Restabelecimento do sangue numa área
antes isquêmica (Bulkley,
1987; Evora, 1996;)
A restauração de sangue pós-criolipólise,
é capaz:
Levar a uma inflamação
Produzir uma matriz de radicais livres de oxigénio
(Espécies reativas de oxigênio)
Ativação de enzimas proteolíticas (Caspases)
"Morte" celular adipocitária.
QUANTIDADE
NÃO HÁ UMA REGRA
EM MÉDIA DE 1 A 3 APLICAÇÕES PARA BONS
RESULTADOS
DEPENDENDO ESPESSURA DA GORDURA
(INTERFACE GORDURA-DERME), PRECISAREMOS
DE MAIS DE 1 SESSÃO PARA ATINGIRMOS NÍVEIS
SUBCUTÂNEOS MAIS PROFUNDOS
TEMPERATURA DE TRATAMENTO
SEGUNDO ALGUNS AUTORES (MANSTEIN ET AL., 2009; NELSON ET AL., 2009)
O GRAU DE PANICULITE DEPENDE DA TEMPERATURA UTILIZADA = QUANTO MENOR A
TEMPERATURA, MAIOR A INFLAMAÇÃO E, CONSEQUENTEMENTE, MELHORES SÃO OS
RESULTADOS.
-5°C, -10°C OU -15°C
MERCADO
Periodicidade
Intervalo
 2 meses tem respaldo
na literatura (Shek et al.,
2012; Coleman et al,
2009; Stevens et al,
2013; Garibyan, 2014)
Prática clinica
30 dias. (Aspecto
comercial, onde se
"venderia" mais
atendimentos, além do
"agrado" aos clientes,
que acreditam que
quanto mais aplicações,
melhores seriam os
resultados)
Efeitos
 A partir de 1 semana ou
10 dias (incomum)
"Resultado definitivo" a
partir de 30 a 60 dias
(90 dias!)
Parâmetros de Tratamento
45 a 60 minutos por área.
(Varia de acordo com o
equipamento)
Tempo
Varia de -5 a -10°C
Temperatura
Densidade de energia
removida: -60/-70mW/cm2 -
CIF: Cool Intensity Factor
Densidade de
energia
removida
Nelson et al. (2009): relataram reduções significativas
na gordura subcutânea (20% a 80%), ao longo dos
primeiros 3 meses após o tratamento.
Coleman et al. (2009): os resultados podem continuar
evoluindo até 6 meses após o tratamento (verificaram
redução de 25,5% neste período).
"Pode ocorrer além dos 2 meses pós-tratamento"
Análise final dos resultados
pós-tratamento
Mesmo que os agentes causadores não
estejam elucidados, a avaliação
histopatológica sugere um aumento no
número de células adiposas e fibroses no
local de aplicação da criolipólise.
Ocorre normalmente no período de 1
a 6 meses após a realização do
tratamento, exatamente o intervalo
de tempo onde seriam observados os
seus resultados.
É uma disfunção, onde há aumento no
volume de tecido adiposo na região onde
foi aplicada a criolipólise, ao invés da sua
redução.
Hiperplasia adiposa paradoxal pós-criolipólise
Efeitos InesperadosASSOCIAÇÕES TERAPEÚTICAS
ANTES
 Radiofrequência,
ultrassom, correntes
Imediatamente APÓS a
aplicação
Nas SEMANAS (meses)
que se seguem
(intervalo entre as
sessões)
QUAL O OBJETIVO?
Aumentar a
inflamação? e/ou tratar
possíveis adipócitos não
atingidos pelo frio? ou
estimular reperfusão?
Prática clinica: Associação de vários recursos terapêuticos
Massoterapia,
ultrassom/ultracavitação,
radiofrequência e, até,
carboxiterapia logo após
(ou não) à criolipólise!-
contra indicado, pode
gerar fibrose tecidual.
Com exceção da massoterapia e ondas de choque, não encontramos respaldo na l i teratura para o uso desses
recursos termoterápicos pós-cr iol ipól ise (Borges, 2009).
"MAIORIA DOS PROTOCOLOS SEM COMPROVAÇÃO" (Resultados questionáveis, e com grande apelo cormercial)
ERITEMA
LOCALIZADO 
01 02 03 04
Sujeitos em uso
de aspir ina e
anticoagulantes
EQUIMOSE
(VÁCUO)
Redução da
sensibi l idade 
DORMÊNCIA
TEMPORÁRI
A (98%)
DOR E TEMPERATURA 15
DIAS APÓS O
RESULTADO E RARA DOR
EM PONTADA POR 1
SEMANA 
Inflamação do
nervo - pode
resultar em
hiperneuralgia
EFEITOS ADVERSOS COMUNS
Avaliação do método em
atividades comerciais.
Avaliar o crescimento do processo
terapêutico da criolipólise e seu
impacto clínico e comercial na
pratica clínica dos pesquisadores.
528 pacientes foram atendidos e
catalogados durante 2 anos (2010 a
2012). Verificaram que o abdomen
inferior foi a regio mais tratada, a faixa
etária atendida variou de 18 a 79 anos,
e houve um aumento no numero de
atendimentos no ultimo ano em mais de
800%.
Após 2.729 procedimentos, verificaram
que a área mais tratada foi o abdomen
(39%) e a menos tratada, foi a parte
externa da coxa (5%). A faixa etária foi
similar para homens e mulheres, não
houve adversidades, e que a criolipólise
pode contribuir para o crescimento do
negócio comercial.
Comprovação da satisfação com o
método de criolipolise
Investigar a tolerância, segurança e
satisfação de pacientes submetidos
à criolipólise.
518 pacientes foram tratados em dois
países europeus. Foram avaliados os
efeitos colaterais, eventos adversos, e a
satisfação após o tratamento por meio de
exame físico e fotografias.
Não foram relatados efeitos colaterais
significativos ou eventos adversos. 73%
dos pacientes demonstraram satisfação
com os resultados, e o tratamento foi
bem tolerado por 89% dos indivíduos
tratados.
Análise da associação da
criolipólise com outro recurso
terapêutico.
Analisar a eficácia da associação da
criolipólise com ondas de choque.
50 pacientes com quadro de gordura
localizada e celulite foram tratados com
criolipólise associada a ondas de choque.
Foram avaliados com perimetria.
fotografia. questionário de satisfação e
exames laboratoriais.
Houve redução significativa da espessura
da gordura e da celulite.
Não houve nenhum aumento significativo
nas enzimas hepáticas ou lipídeos séricos.
Análise da associação da
criolipólise com outro recurso
terapêutico.
Determinar se a adição de
manobras de massagem manual
pós- tratamento melhoraria a
eficácia da criolipolise
17 individuos foram tratados no abdomen
inferior criolipólise. Um dos lados foi
massageado pós-tratamento o outro lado
serviu como controle. 10 foram avaliados
com fotos e ultrassonografia, e 7 com
análise histológica.
No grupo de 10 individuos, 4 meses após o
tratamento, a média de redução da camada
de gordura foi 44% maior no lado
massageado, e no outro grupo os
resultados histológicos não
evidenciaram ne
Efeitos após 24h
T E M P O E X C E S S I V O D E E X P O S I Ç Ã O A B A I X A S T E M P E R A T U R A S
C I F P R O T E G E C O N T R A E S T E R I S C O : C Á L C U L O E X A T O D E E N E R G I A
R E T I R A D A
A P A R E L H O S C L A N D E S T I N O S S E M R E G I S T R O N A A N V I S A
M A N T A S E M P R O C E D Ê N C I A O U R E A P R O V E I T A M E N T O
A P A R E L H O S C O M P R O B L E M A S T É C N I C O S E / O U S E M M A N U T E N Ç Ã O
P E R I Ó D I C A E C A L I B R A Ç Ã O
P R O F I S S I O N A L S E M C A P A C I T A Ç Ã O
P E L E C O M H I P E R S E N S I B I L I D A D E A O F R I O
A P A R E L H O S C L A N D E S T I N O S S E M R E G I S T R O N A A N V I S A
A V A L I A Ç Ã O D A E S P E S S U R A D A P R E G A A D I P O S A
( A D I P Ô M E T R O ) E T E M P E R A T U R A C O M B I N A Ç Õ E S D E
P R O T O C O L O S ( M A I O R R I S C O )
eFEITOS INDESEJÁVEIS
C
O
NT
R
A
IN
D
IC
A
Ç
Õ
ES
C
O
NT
R
A
IN
D
IC
A
Ç
Õ
ES
DERMATITES OU PRURIDOS NA REGIÃO A SER TRATADA
URTICÁRIA INDUZIDA PELO FRIO
CIRURGIA RECENTE, CICATRIZ OU HÉRNIA NA REGIÃO A SER
TRATADA
GRAVIDEZ OU LACTAÇÃO
FERIDAS ABERTAS OU INFECTADAS
DOENÇAS NEUROPATICAS (NEURALGIA PÓS HERPES)
SENSIBILIDADE AO FRIO
SENSAÇÃO DÉRMICA PREJUDICADA
HEMOGLOBINÚRIA PAROXÍSTICA AO FRIO
CRIOGLOBULINEMIA
ALTERAÇÕES NOS FATORES DE COAGULAÇÃO *(DENGUE) E
DIABETES GRAVE.