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COMPONENTE CURRICULAR Saúde do Idoso: assistência de enfermagem Profª.: Lenilde Dias Ramalho João Pessoa, 2023 1 - DEMÊNCIA • A demência é uma diminuição, lenta e progressiva, da função mental, que afeta a memória, o pensamento, o juízo e a capacidade para aprender. • Causas comuns de demência. Mais comumente, a demência é Doença de Alzheimer, uma doença cerebral primária. • Cerca de 60 a 80% dos idosos com demência têm a Doença de Alzheimer. A sua prevalência duplica para cada cinco anos depois dos 60. Outros tipos comuns de demência incluem: • Demência vascular • Demência por corpos de Lewy • Demência frontotemporal (como doença de Pick) • Demência relacionada ao vírus da imunodeficiência humana (HIV) • Muitas pessoas sofrem de mais do que uma dessas demências (um transtorno denominado demência mista). 1 - DEMÊNCIA 1 - DEMÊNCIA 1 - DEMÊNCIA DEMÊNCIA VASCULAR • Qualquer comprometimento cognitivo causado por doenças cerebrovasculares ou comprometimento do fluxo sanguíneo cerebral, levando a demência. • Em geral, os distúrbios cerebrovasculares são silenciosos e de pequena monta. • A demência pode ocorrer após um grande episódio de AVE, por exemplo, ou ser um achado de imagem num paciente com distúrbio cognitivo, sendo a segunda situação a que faz diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer. • A fonte da doença cerebrovascular causadora pode ser de fonte cardioembólica, arterioesclerótica ou doença de pequenos vasos, contanto que atinja a área específica relacionada a cognição, especialmente a área da memória. Sintomas da Demência Vascular • A demência vascular não é muito marcada pela perda de memória episódica. • Aqui, é muito marcante a presença de comprometimento de função executiva. • Piora na função executiva; • Memória episódica, em geral, não é prejudicada; • Redução na velocidade de processamento das informações; • Podem haver declínios graduais, sugerindo derrames não identificados; • Pode haver afasia, apraxia, fraqueza motora e comprometimento da sensibilidade – sinais de acidente vascular cerebral; • Sinais neuropsiquiátricos como apatia, abulia, psicose podem estar presentes. DEMÊNCIA POR CORPOS DE LEWY • É a perda progressiva da função mental, caracterizada pelo desenvolvimento de corpos de Lewy nas células nervosas. • É uma doença degenerativa do cérebro, que compromete regiões responsáveis por funções como a memória, o pensamento e o movimento, e é causada pelo acúmulo de proteínas, conhecidas como corpos de Lewy, no tecido cerebral. • A demência da doença de Parkinson é a perda da função mental caracterizada pelo desenvolvimento de corpos de Lewy em pessoas que têm a doença de Parkinson. O que é corpos de Lewy? Na demência por corpos de Lewy e na demência da doença de Parkinson, são formados depósitos arredondados anormais de uma proteína (chamada de corpos de Lewy) nas células nervosas. Os corpos de Lewy resultam na morte das células nervosas. DEMÊNCIA FRONTOTEMPORAL • A demência frontotemporal, ou DFT, antigamente conhecida como doença de Pick, é um conjunto de distúrbios que atingem partes específicas do cérebro, chamados de lobos frontais. • Esses distúrbios cerebrais provocam alterações de personalidade, de comportamento e levam à dificuldade de compreender e de produzir a fala. SINTOMAS TÍPICOS DA DEMÊNCIA FRONTOTEMPORAL • Depravação. • Desenvolve uma conduta sexual inadequada. • Impulsividade. • Faz gastos malucos, vira presa fácil de golpes financeiros e xinga com frequência. • Desinibição. • Obsessão. • Dificuldade de julgar emoções. DEMÊNCIA ASSOCIADA AO HIV • A demência associada ao HIV é a deterioração progressiva da função mental devido a infecção do cérebro pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). • Ao contrário de quase todas as outras formas de demência, a demência associada ao HIV tende a ocorrer em pessoas mais jovens. DOENÇA DE ALZHEIMER? • É um distúrbio neurodegenerativo progressivo em que há acúmulo de proteínas mal enoveladas (beta-amilóides), gerando o desenvolvimento de placas de degeneração no tecido nervoso, chamadas de placas senis. Uma das proteínas identificadas é a proteína TAU. • O Alzheimer é associado aos neurônios que usam como neurotransmissor a acetilcolina. Então, há uma deterioração de áreas com neurônios colinérgicos, principalmente no núcleo basal de Meynert, que exerce ação moduladora sobre a atividade dos neurônios do sistema límbico e do neocórtex relacionados à memória. • Portanto, os locais envolvidos com a memória são bastante afetados, como o hipocampo e giro parahipocampal que atrofiam e evoluem com perda funcional visível e rapidamente. DOENÇA DE ALZHEIMER Atualmente a expectativa de vida da população mundial vem crescendo, tanto em países desenvolvidos quanto aqueles em desenvolvimento, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS,2010). Seu nome oficial refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença em 1906 (PENDLEBURY, 1996; CALDEIRA,2004). Como definir a Doença de Alzheimer? É uma demência neurodegenerativa que compromete o córtex cerebral, caracterizada pela presença do declínio da função cognitiva, incluindo a memória, e déficit nas atividades ocupacionais ou sociais (HOTOTIAN, 2006; FUKUDA, 2008). DOENÇA DE ALZHEIMER Fisiopatologia • Fonte: Pena, S.D.; Uma epidemia iminente. Disponível em: < http://www. cienciahoje.uol.com.br> Sintomas da Doença de Alzheimer • Doença neurodegenerativa que afeta inicialmente a memória episódica declarativa (aquela relacionada a fatos que aconteceram em um determinado tempo e local). • Perda da memória episódica declarativa; • Amnésia anterógrada; • Perda de memória processual e semântica na fase tardia da doença; • Comprometimento da função executiva; – Comprometimento da habilidade de multitarefas; • Redução da capacidade de raciocínio abstrato; • Alteração comportamental e psicológica – Apatia; – Desengajamento social; – Irritabilidade. - FASES O déficit da capacidade funcional e a progressiva dependência, associadas aos sintomas comportamentais e psicológicos, são manifestações que estão presentes no decorrer da Doença de Alzheimer (VALE, 2005; DINIZ, 2014). Segundo Damin (2012) e Okamoto (2014), esta doença, apresenta-se em três fases: – Fase inicial; – Fase moderada; – Fase grave ou final. Fonte: <http://www.alfredojunior.wordpress.com> Segundo Canineu (2013) e Caovilla (2013), a DA acomete cada indivíduo de forma diferente e apresenta-se em três estágios: 1º estágio – fase leve: confusões e perda da memória recente, desorientação espacial, dificuldade progressiva no cotidiano habitual, sintomas depressivos e de ansiedade, mudança na personalidade e na capacidade de julgamento. • 2º estágio – fase moderada: dificuldade nas atividades de vida diária (especialmente no banha-se, vestir-se e alimentar-se), delírios e alucinações, agitação noturna, alteração do sono, dificuldade no reconhecimento de amigos e familiares. • 3º estágio – fase avançada: diminuição acentuada do vocabulário, diminuição do apetite e do peso, descontrole urinário e fecal, dependência progressiva de cuidados, mutismo e imobilidade. Fonte: http://www.solinstituto.com.br Fonte: http://www.dreamstime.com Fonte: Pereira, M.; 7 minutos para mudar sua vida. Disponível em: < http://www. blog.7 minutosparamudarsuavida.com.br> DOENÇA DE ALZHEIMER: diagnóstico A confirmação do diagnóstico de DA é realizada através da biópsia cerebral, post mortem (pós-morte), na qual aparecem alguns sinais característicos e exclusivos da doença. Antes disso o médico baseia-se em dados clínicos de anamnese, realizada com o paciente e um informante e em exames neurológicos (CARVALHO, 2012; HUPSEL, 2012). Áreas do cérebro afetadas pela Doença de Alzheimer Doença de Alzheimer: diagnóstico • De acordo com Mitrovini e Grandi (2013), o diagnóstico de Alzheimer não é realizado com a pessoa em vida. • O tecido cerebral utilizado para exame conformativo é obtido por necropsia ou biópsia cerebral, que por ser invasivo, não é utilizado na rotina. Para os autores citados acima, a demência de Alzheimer apresenta três estágios evolutivos com características clínicas e de exames: Doença de Alzheimer: estágios • No estágio 1 ou início (pré-clínica), a pessoa apresenta déficit cognitivo leve (1 a 3 anos de evolução); dificuldade para novas memórias discretamente acometida; desorientação topográfica, construções complexas pobres; distúrbios da evocação, anomia discreta, perífrases e linguagem; no comportamento há indiferença, irritabilidade ocasional. No exame de Ressonância Nuclear Magnética (RNM), identifica- se atrofia das estruturas mesotemporais e hipocampos e na Tomografia por Emissão de Pósitrons (PETIS/PECT), hipoperfusão/hipometabolismo parietal posterior bilateral. • No estágio 2 ou moderado (2 a 10 anos de evolução), a capacidade da memória recente e remota está mais intensamente implicada; desorientação espacial; construções pobres, na linguagem, afasia flutuante, anomia, déficit de compreensão, dificuldade para iniciar conversão, o comportamento com indiferença ou irritabilidade; o sistema motor apresenta-se inquieto, calmo; no Eletroencefalograma (EEG) identifica-se lentificação do ritmo de base e na Tomografia Computadorizada (TC) e na Ressonância Nuclear Magnética (RNM) normal ou com dilatação ventricular com alargamento dos sucos corticais; Tomografia por Emissão de Pósitrons (PETIS/PECT), hipoperfusão/hipometaboismo tempoparietal (pode ser unilateral). • No estágio 3 ou avançado (8 a 12 anos de evolução) a funções cognitivas estão intensamente deterioradas; na fala ecolia, palilalia, logoclonia, disartria; o sistema motor com rigidez de membros, postura em flexão, incontinência urinária e fecal. Nos exames o EEC, difusamente lentificado; TC e RNM dilatação ventricular e alargamento dos sulcos (atrofia), PETIS/PECT hipometabolismo/hipoperfusão frontal, e tempoparietal bilateral. Doença de Alzheimer: diagnóstico • A avaliação neuropsicológica detalhada é altamente importante principalmente nos estágios iniciais da demência, onde testes superficiais podem apresentar resultados normais ou limítrofes. • A avaliação cognitiva inicia-se com testes de rastreio, como o mini-exame do estado mental (MEEM), e complementada por testes que avaliam diferentes componentes do funcionamento cognitivo, como testes de memória, atenção, linguagem, funções executivas, funções visuo-perceptivas, habilidades construtivas, entre outros. • Diversas escalas e questionários podem ser utilizados para a avaliação do desempenho em atividades da vida diária do paciente, sendo aplicados tanto ao paciente quanto aos familiares e cuidadores. MITROVINI E GRANDI, 2013. DOENÇA DE ALZHEIMER Formas Terapêuticas Segundo Stella (2014), o tratamento da DA pode ser dividido em: • Tratamento farmacológico • Tratamento não farmacológico DOENÇA DE ALZHEIMER Tratamento Farmacológico DOENÇA DE ALZHEIMER Tratamento Farmacológico Anticolinesterásicos (Donepezil, Rivastigmina) – Na DA - em quadros leves e moderados • Antiglutamatérgico (Memantina) – Nas demências graves DOENÇA DE ALZHEIMER DOENÇA DE ALZHEIMER Tratamento Não Farmacológico DOENÇA DE ALZHEIMER Tratamento Não Farmacológico – Estimulação cognitiva e funcional; – Terapia ocupacional; – Atividade física. DOENÇA DE ALZHEIMER Assistência de Enfermagem Para Poltroniere (2011), o foco da assistência de enfermagem ao portador de DA, traz a necessidade do conhecimento específico para orientar e educar os familiares, tais como: criar estratégias de acolhimento e suporte aos cuidadores, Orientar e ensinar como agir quando do aparecimento das alterações decorrentes da doença. De acordo com Lima (2013), outros pontos a serem focados na assistência são: – conversar com o paciente de forma tranquila e pausada; – promover um ambiente calmo; – auxiliar nas atividades da vida diária; – promover medidas preventivas, com atenção voltada ao risco de quedas. DOENÇA DE ALZHEIMER: assistência de enfermagem • Fase inicial ou leve: À assistência é voltada para o suporte familiar, procurando orientar a família para o conhecimento do diagnóstico e prognóstico da referida patologia, de mudanças no comportamento do paciente e medidas de controle da ansiedade e da agitação do mesmo, trabalhando com técnicas de estímulos para uma reabilitação cognitiva, assim, auxiliar o desaceleramento do processo demencial. • Fase moderada: À assistência nesta fase é direcionada para prevenção de acidentes, para métodos de segurança, para orientações voltadas para alimentação, eliminações, medicações, proteção do ambiente, estabelecimentos de rotinas e o entendimento da comunicação verbal e não verbal. Fonte:<http://www.alzheimereocuidador.blogspot.com.br> Segundo Sales (2011), a DA apresenta cuidados de enfermagem específicos para cada fase do estágio clínico, descritas a seguir: Fase grave: Nesta fase o paciente necessita de atenção da equipe de enfermagem 24 horas ao dia, pois o idoso não consegue mais executar suas tarefas comuns, apresenta-se totalmente dependente de cuidados pela avançada perda de memória e manifestam quadros de confusões mentais. DOENÇA DE ALZHEIMER: assistência de enfermagem • Promover a aproximação entre o idoso e sua família, a fim de criar um vínculo entre eles; • Estimular os idosos com a convivência familiar e o combate às formas de preconceito; • Criar estratégias de acolhimento e suporte ao idoso e seus familiares; • Realizar todos os cuidados técnicos de conforto e alívio de dor conforme conduta e prescrição médica; • Respeitar às preferências e rotinas familiares e do idoso; • Realizar mudanças de decúbito associada a demais cuidados; • Ofertar suporte para função cognitiva; • Realizar atividades de estímulo cerebral; • Implementar o processo de enfermagem no cuidado aos idosos com DA; • Promover segurança física ao idoso. Fonte: <http://www.bellatrixresidencial.wordpress.com> Os cuidados de enfermagem dispensados ao idoso acometido pela DA são essenciais para melhorar seu estado de saúde, promovendo, dessa forma, uma melhor qualidade de vida e autonomia, aumento da sua sobrevida fortalecimento do seu convívio familiar e social. Instrumentos de rastreio para a DA DOENÇA DE ALZHEIMER: instrumentos de rastreio Segundo Louredo (2014) e Folstein (1998), o teste de rastreio cognitivo necessita de algumas etapas para uma melhor investigação, tais como: Identificação de figuras ; MEEM; Teste do relógio; História clínica do paciente; Exames de laboratório e de imagem (Tomografia e Ressonância). Fonte: <http://www.moreirajr.com.br> D o e n ça d e A lz h e im e r: in st ru m e n to s d e r as tr e io Doença de Alzheimer: instrumentos de rastreio D o e n ça d e A lz h ei m e r: in st ru m e n to s d e r as tr e io RECONHECIMENTO DE FIGURAS Teste de memória de figuras LOW D o e n ça d e A lz h e im e r: in st ru m e n to s d e r as tr e io Realizar os distratores Desenho do relógio • Exemplo: • Desenhe um relógio marcando 10:45 Fluência verbal Semântica Exemplo: • Fale o maior número de animais que puder em um minuto. • Depois disso, pede para a pessoa idosa falar os nomes das figuras que nós mostramos anteriormente. Marcar o número de acertos. • Para verificar se a perda de memória está relacionada a problemas: • Hipocampal – dificuldade de arquivamento (não se beneficia de dicas) • Não hipocampal (frontal, subcortical) – dificuldade de recuperação da memória (há benefício de dicas). Reconhecimento de Figuras Pergunta-se: Quais figuras foram apresentadas anteriormente Reconhecimento Caminhão Ferro Pote Limão Folha Tartaruga Avião Casa Bule Bicicleta Árvore Banana Navio Porco Colher Balde Livro Sapato Paletó Chave Pergunta-se: Quais dessas palavras foram apresentadas no quadro de figuras anteriormente Escore D o e n ça d e A lz h e im e r: in st ru m e n to s d e r as tr e io Escalas para a avaliação da capacidade funcional do idoso • Escala de Katz - Avaliação das ABVD’s • Escala de Lawton - Avaliação das AIVD’s • Questionário de Pfeffer - ferramenta empregada em estudos sobre envelhecimento cognitivo patológico. Escala de Katz Avaliação das ABVD’s • A Escala de Katz foi proposta em 1963 para avaliar pacientes internados e depois foi adaptada para a comunidade, tem a grande limitação de não avaliar o item deambulação e no Brasil possui uma adaptação transcultural facilitando seu uso de forma adequada em nosso meio. • Dessa forma, essa escala aborda que a perda funcional segue um padrão igual de declínio, isto porque, primeiro se perde a capacidade de se banhar, seguida pela incapacidade de se vestir, se transferir e se alimentar e, quando há recuperação, ela ocorre de maneira inversa. Avaliação das ABVD’s - ESCALA DE KATZ ESCALA DE KATZ ESCALA DE KATZ: interpretação • A interpretação dessa escala ocorre da seguinte maneira: • 0 – independente em todas as seis funções; • 1 – independente em cinco funções e dependente em uma função; • 2 – independente em quatro funções e dependente em duas funções; • 3 – independente em três funções e dependente em três funções; • 4 – independente em duas funções e dependente em quatro funções; • 5 – independente em uma função e dependente em cinco funções; • 6 – dependente em todas as seis funções. Atividades Instrumentais da Vida Diária • As atividades instrumentais da vida diária (AIVD) são aquelas rotineiras do dia a dia, no qual o idoso deve usar os recursos disponíveis no meio ambiente para uma vida independente e ativa na comunidade. • Estão relacionadas com a realização de tarefas mais complexas, como arrumar a casa, telefonar, viajar, fazer compras, preparar os alimentos, controlar e tomar os remédios e administrar as finanças. • De acordo com a capacidade de realizar essas atividades, é possível determinar se o indivíduo pode ou não viver sozinho sem supervisão. Escala de Lawton - Avaliação das AIVD’s • É uma das mais utilizadas para avaliação das AIVD e foi desenvolvida avaliando idosos da comunidade em 1969. Ela tem uma pontuação: • Pontuação máxima 27 pontos - correspondendo à maior independência; • Pontuação mínima 9 pontos - que relaciona-se à maior dependência. • Em algumas circunstâncias, deve ser relevada a incapacidade de uma pessoa realizar tarefas para as quais não tenha habilidade, como cozinhar, por exemplo, prejudicando a análise de sua independência. Escala de Lawton: avaliação das AIVD’s • Esta escala avalia o desempenho do idoso em relação as atividades instrumentais a fim de verificar a sua independência funcional. • AVALIAÇÃO: • A pontuação máxima possível são 27 pontos. • Existem três respostas possíveis às perguntas que variam de independência, dependência parcial ou dependência que consistem, respectivamente, nas seguintes possibilidades: sem ajuda, com ajuda parcial e não consegue. • As perguntas: – O(a) Sr(a) consegue preparar suas próprias refeições?, – O(a) Sr(a) consegue arrumar a casa?, – O(a) Sr(a) consegue fazer trabalhos manuais domésticos, como pequenos reparos?” – O(a) Sr(a) consegue lavar e passar sua roupa? Essas perguntas podem necessitar de adaptação conforme o sexo e, quando necessário, podem ser substituídas por subir escadas ou cuidar o jardim. Escala de Lawton: avaliação das AIVD’s Escala de Lawton: avaliação das AIVD’s • A interpretação da escala de Lawton ocorre da seguinte maneira: – 9 pontos – totalmente dependente; – 10 a 15 pontos – dependência grave; – 16 a 20 pontos – dependência moderada; – 21 a 25 pontos – dependência leve; – 25 a 27 pontos – independente. Questionário de Pfeffer • Outra escala muito utilizada para avaliação das AIVD é o Questionário de Pfeffer para as Atividades Funcionais. • Ele foi proposto em 1982, fez uma comparação dos idosos sadios com os que possuíam déficit cognitivo, e portanto tem grande importância no diagnóstico e acompanhamento das demências. • Apesar de ainda não estar validado em nosso meio, é muito utilizado para avaliar se o déficit cognitivo é acompanhado de limitações funcionais. Questionário de Pfeffer É uma das ferramentas mais comumente empregadas em estudos sobre envelhecimento cognitivo patológico. Questionário de Pfeffer para atividades funcionais Questionário de Pfeffer para atividades funcionais Para avaliar o paciente através do questionário de Pfeffer, mostre a ele as opções e leia as perguntas. Anote a pontuação: • 0 – sim, é capaz; • 0 – nunca o fez, mas poderia fazer agora; • 1 – com alguma dificuldade, mas faz; • 1 – nunca fez, e teria dificuldade agora; • 2 – necessita de ajuda; • 3 – não é capaz. Interpretação: • < 6 pontos – normal; • ≥ 6 pontos – comprometido. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CALDEIRA, A. P.S.; RIBEIRO, R.C.H.M. O enfrentamento do cuidador do idoso com Alzheimer, São Jose do Rio Preto /SP, 2004. Disponível em: http://www.cienciasdasaude.famerp.br. Acesso em: 19/08/2014. CARVALHO, M.B.; HUPSEL, Z.N. Psiquiatria para a enfermagem - Transtornos psiquiátricos nos idosos e assistência de enfermagem. Editora RIDEEL, São Paulo, 2012, p.177-191. DAMIN, A. E.; Giro da medicina - Ao seu lado, Doença de Alzheimer e suas fases, Editor Criação, Boletim informativo da LIBBS e ABRAz, nº 502512, São Paulo/2012. HOTOTIAN, S. R.; BOTTINO, C. M. C.; AZEVEDO, D. Critérios e instrumentos para o diagnóstico da síndrome demencial. In: BOTTINO, C. M.; LACKS, J.; BLAY, S. L. Demências e transtornos cognitivos em idosos. Rio de janeiro/RJ, Guanabara-Koogan, 2006. LIMA, U.T.S; NUNES, G.A.M; NUNES C.M; Cuidados paliativos de enfermagem no idoso fragilizado por Doença de Alzheirmer: um estudo reflexivo, Revista Tendências da Enfermagem Profissional, volume 5, Coren do Ceará, Dezembro/2013, ISSN: 1984-753X. MITROVINI, Arlene Terezinha Dias dos Santos; GRANDI, Ana Lúcia De Grandi. Cuidados de Enfermagem na Doença de Alzheimer. Versão On-line ISBN 978-85-8015-076-6 Cadernos PDE, volume 1. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br. Acessado em: 10/06/2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2006. (Cadernos de Atenção Básica - n.º 19). Disponível em: . Acesso em: 2014. NEGREIROS, Anderson Gustavo Laurentino Vidal De et al.. Cuidados de enfermagem ao portador da doença de alzheimer: um estudo de revisão. Anais I CNEH... Campina Grande: Realize Editora, 2016. Disponível em: https://www.editorarealize.com.br/artigo/visualizar/24425. Acesso em: 16/07/2021 OMS - Organização Mundial da Saúde. Relatório Mundial da Saúde: saúde mental: nova concepção, nova esperança. Washington: OPAS/OMS, 2001. OKAMOTO, I. Doença de Alzheimer - Perguntas & Respostas, Edição Nova Química, Boletim informativo nº 451641 P & R Vastigma, Campinas/SP, Abril/2014 PENDLEBURY W.W. Solomon PR, Alzheimer’s disease. Clin Symp 1996; 48(3):2-32. POLTRONIERE, S; CECCHETTO, F.H; SOUZA, E.N. Doença de Alzheirner e demandas de cuidados: o que os enfermeiros sabem. Porto Alegre/RS, 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br. Acesso em: 23/08/2014. STEFANELLI, M. C.; FUKUDA, I. M. K.; ARANTES E. C. Enfermagem psiquiátrica em suas dimensões assistenciais – Assistência de enfermagem à pessoa com manifestações de comportamento decorrentes de demência. Barueri/SP: Editora Manole Ltda, 2008. STELLA, F., Sintomas comportamentais na doença de Alzheirmer: como diagnosticar e tratar corretamente, edição: Novartis biociências S.A., Boletim informativo nº 6306539, São Paulo, Março/2014. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Obrigada!