Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

CASO 1 
ITEM A 
O estado fisiológico do animal que interferirá no procedimento anestésico é a presença de fetos viáveis, sendo assim deve-se cuidar de mais de um animal, mantendo a integridade tanto da mãe quanto dos filhotes. Além disso é devido que seja administrado medicamentos que afetam os fetos o mínimo possível.
O estado fisiopatológico que interferem no procedimento anestésico é a presença de cardiopatia no animal em questão, sendo assim deve ser utilizado medicamentos que interfiram minimamente o sistema cardiorrespiratório.
ITEM B 
As características FARMACOCINÉTICAS e FARMACODINÂMICAS dos fármacos das associações propostas e suas interrelações
DIAZEPAM
FARMACODINÂMICA
Os níveis subcorticais (principalmente límbico, talâmico e hipotalâmico) do SNC deprimidos pelo diazepam, produzindo assim os efeitos ansiolíticos, sedativos, relaxantes musculares esqueléticos e anticonvulsivantes observados.
Os benzodiazepínicos atuam como facilitadores da neurotransmissão inibitória, pois atuam no receptor GABA do tipo A, aumentando a condutância dos canais de cloro, além disso fazem o antagonismo da serotonina, aumento da liberação e/ou facilitação da atividade do ácido gama-aminobutírico (GABA) e liberação diminuída ou renovação da acetilcolina no SNC.
FARMACOCINÉTICA
O diazepam é altamente lipossolúvel e amplamente distribuído por todo o corpo. Atravessa prontamente a barreira hematoencefálica e é altamente ligado a proteínas plasmáticas, sendo metabolizado no fígado em vários metabólitos, incluindo desmetildiazepam, temazepam e oxazepam, todos os quais são farmacologicamente ativos. Estes são eventualmente conjugados com glicuronídeo e eliminado principalmente na urina.
FENTANIL
FARMACODINÂMICA
O fentanil é um poderoso agonista mu opiáceo que possui uma ação de curta duração e é cerca de 100 vezes mais potente que a morfina. Os receptores Mu estão amplamente distribuídos pelo cérebro, principalmente em áreas relacionadas ao processamento da dor. Acredita-se que esses receptores desempenhem um papel importante na analgesia, euforia, depressão respiratória, dependência física, miose e hipotermia associadas ao uso de opioides. Esses receptores também são encontrados em alta concentração em regiões como o sistema límbico, medula espinhal, tálamo, hipotálamo, estriado e mesencéfalo, bem como em tecidos como o trato gastrointestinal, trato urinário e outros músculos lisos.
FARMACOCINÉTICA
O fentanil apresenta uma duração de efeito relativamente curta quando administrado em dose única por injeção intravenosa (15-30 minutos). Em cães, um bolus de 10 microgramas/kg IV distribui rapidamente e apresenta um grande volume de distribuição (5 L/kg). Sua meia-vida de eliminação terminal é de cerca de 45 minutos, e a depuração total é de 78 mL/min/kg. Após a administração do bolus, cães que receberam uma infusão intravenosa constante de 10 mcg/kg/h foram capazes de manter níveis sanguíneos em torno de 1 ng/mL (nível analgésico terapêutico assumido, mas não verificado).
A meia-vida do fentanil após administração intravenosa em gatos é de aproximadamente 2,5 horas. Há estudos farmacocinéticos limitados realizados com adesivos transdérmicos de fentanil em cães e felinos. Embora geralmente atinjam níveis terapêuticos, há uma significativa variabilidade interpaciente tanto com o tempo para atingir os níveis terapêuticos quanto com os próprios níveis. Alguns animais podem não atingir níveis séricos considerados terapêuticos (1 ng/mL).
Os gatos tendem a atingir níveis terapêuticos mais rapidamente do que os cães. No caso de cães, o adesivo deve ser aplicado 24 horas antes da necessidade, se possível, ou no mínimo, 12 horas antes. A maioria dos gatos atinge o benefício terapêutico em cerca de 6 horas após a aplicação. Enquanto aplicado, a duração da ação persiste por pelo menos 72 horas (geralmente por pelo menos 104 horas). A duração da ação é geralmente mais longa em gatos do que em cães. Para uso contínuo, os adesivos podem precisar ser trocados a cada 48 horas em cães.
ISOFLURANO
FARMACODINÂMICA
O fentanil é um poderoso agonista mu opiáceo que possui uma ação de curta duração e é cerca de 100 vezes mais potente que a morfina. Os receptores Mu estão amplamente distribuídos pelo cérebro, principalmente em áreas relacionadas ao processamento da dor. Acredita-se que esses receptores desempenhem um papel importante na analgesia, euforia, depressão respiratória, dependência física, miose e hipotermia associadas ao uso de opioides. Esses receptores também são encontrados em alta concentração em regiões como o sistema límbico, medula espinhal, tálamo, hipotálamo, estriado e mesencéfalo, bem como em tecidos como o trato gastrointestinal, trato urinário e outros músculos lisos.
FARMACOCINÉTICA
O fentanil apresenta uma duração de efeito relativamente curta quando administrado em dose única por injeção intravenosa (15-30 minutos). Em cães, um bolus de 10 microgramas/kg IV distribui rapidamente e apresenta um grande volume de distribuição (5 L/kg). Sua meia-vida de eliminação terminal é de cerca de 45 minutos, e a depuração total é de 78 mL/min/kg. Após a administração do bolus, cães que receberam uma infusão intravenosa constante de 10 mcg/kg/h foram capazes de manter níveis sanguíneos em torno de 1 ng/mL (nível analgésico terapêutico assumido, mas não verificado).
A meia-vida do fentanil após administração intravenosa em gatos é de aproximadamente 2,5 horas. Há estudos farmacocinéticos limitados realizados com adesivos transdérmicos de fentanil em cães e felinos. Embora geralmente atinjam níveis terapêuticos, há uma significativa variabilidade interpaciente tanto com o tempo para atingir os níveis terapêuticos quanto com os próprios níveis. Alguns animais podem não atingir níveis séricos considerados terapêuticos (1 ng/mL).
Os gatos tendem a atingir níveis terapêuticos mais rapidamente do que os cães. No caso de cães, o adesivo deve ser aplicado 24 horas antes da necessidade, se possível, ou no mínimo, 12 horas antes. A maioria dos gatos atinge o benefício terapêutico em cerca de 6 horas após a aplicação. Enquanto aplicado, a duração da ação persiste por pelo menos 72 horas (geralmente por pelo menos 104 horas). A duração da ação é geralmente mais longa em gatos do que em cães. Para uso contínuo, os adesivos podem precisar ser trocados a cada 48 horas em cães.
FARMACODINÂMICA
A lidocaína é classificada como um agente antidisrítmico da classe IB, conhecido por estabilizar as membranas. Acredita-se que sua ação ocorra por meio da interação com os canais de sódio quando estão inativos, inibindo sua recuperação após a repolarização. Os agentes da classe IB apresentam taxas rápidas de ligação e dissociação aos canais.
Em níveis terapêuticos, a lidocaína provoca uma depressão diastólica na fase 4, atenuando a despolarização e diminuindo a automaticidade, além de não afetar significativamente a capacidade de resposta e excitabilidade da membrana. Esses efeitos ocorrem em níveis séricos que não inibem a automaticidade do nodo SA e têm pouco impacto na condução do nó AV ou na condução das fibras de Purkinje.
Embora os mecanismos exatos não sejam completamente compreendidos, acredita-se que a lidocaína tenha efeitos analgésicos por meio de diversos mecanismos, incluindo a redução da atividade ectópica de neurônios aferentes danificados.
Além disso, a lidocaína parece aumentar a motilidade intestinal em pacientes com íleo pós-operatório. O mecanismo exato desse efeito não é completamente compreendido, mas provavelmente envolve mais do que apenas o bloqueio do aumento do tônus simpático.
Estudos também indicam que a lidocaína possui propriedades antioxidantes, atuando como um eliminador de espécies reativas de oxigênio (ROS) e prevenindo a peroxidação lipídica.
FARMACOCINÉTICA
A lidocaína não é eficaz quando administrada por via oral devido ao seu alto efeito de primeira passagem. Altas doses orais podem levar à ocorrência de sinais tóxicos antes que níveis terapêuticos sejam alcançados, possivelmente devido a metabólitos ativos. Quando administradaem bolus intravenoso, a ação da lidocaína geralmente tem início em cerca de 2 minutos e sua duração é de 10 a 20 minutos. Se uma infusão contínua for iniciada sem um bolus intravenoso inicial, pode levar até uma hora para atingir os níveis terapêuticos. Injeções intramusculares podem ser administradas a cada 1,5 horas em cães, porém, devido à dificuldade de monitorar e ajustar as dosagens, essa via deve ser reservada para casos em que as infusões intravenosas não são possíveis.
Após a administração, o fármaco é rapidamente redistribuído do plasma para órgãos bem perfundidos, como rins, fígado, pulmões e coração, além de ser amplamente distribuído nos tecidos corporais. A lidocaína apresenta alta afinidade por gordura e tecido adiposo e se liga principalmente à proteína plasmática conhecida como alfa1-glicoproteína ácida. No entanto, é importante ressaltar que a ligação da lidocaína a essa proteína pode variar significativamente e depende da concentração no cão, podendo ser maior em cães com doença inflamatória. A lidocaína também é distribuída no leite. O volume aparente de distribuição (Vd) relatado para cães é de 4,5 L/kg.
A lidocaína é rapidamente metabolizada no fígado em metabólitos ativos, conhecidos como MEGX e GX. A meia-vida terminal da lidocaína em humanos varia de 1,5 a 2 horas, enquanto em cães, foi relatada em cerca de 0,9 horas. No entanto, em pacientes com insuficiência cardíaca ou doença hepática, as meias-vidas da lidocaína e MEGX podem ser prolongadas. Menos de 10% de uma dose parenteral é excretada na urina sem sofrer alterações.
ITEM C
O(s) PROTOCOLO(s), PROCEDIMENTO(s) e TÉCNICA(s) anestésica(s) adequada(s);
MEDICAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA 
Quando necessária a sedação pré-anestésica, de modo geral os agonistas opioides são a melhor escolha, pois estes tendem a causar depressão cardiovascular mínima, observando-se débito cardíaco e pressão arterial sistêmica estáveis (FANTONI & CORTOPASSI, 2010). Entre os fármacos benzodiazepínicos os mais usados são o diazepam e o midazolam (SCARPARO et. al, 2020). O diazepam é lipossolúvel, de ação prolongada, de início de ação rápidos e ampla distribuição nos tecidos gordurosos. O midazolam, atua potencializando a atividade do neurotransmissor GABA, principal neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central (SNC). Este fármaco produz sedação e relaxamento muscular com mínima interferência no sistema cardiovascular, quando administrado em cães e gatos (LAGOS-CARVAJAL et al., 2019).
INDUÇÃO
O etomidato é um agente anestésico útil em pacientes cardiopatas associados a uma má função sistólica e anormalidades da condução cardíaca, devido à sua grande estabilidade cardiovascular. Entretanto, sua indução é de baixa qualidade, apresentando como efeitos adversos as mioclonias, excitação e até êmese, sendo então seu uso sempre acompanhado de co-indutores como o fentanil, midazolam e até mesmo, doses baixas de propofol (SAMS et al., 2008). A indução e a recuperação anestésica do etomidato são rápidas, devido à sua lipossolubilidade que permite rápida distribuição por todos os tecidos. Por essas razões, seu uso é indicado na indução anestésica de pacientes com distúrbios cardiovasculares (PAULA et al., 2010). Já o propofol deve ser evitado em doses altas, devido aos efeitos cardiovasculares, como vasodilatação, diminuição da contratilidade cardíaca e hipotensão. No entanto, doses baixas 
em infusão lenta podem ser úteis como adjunto na indução e também na manutenção da anestesia.
MONITORAMENTO 
O eletrocardiograma durante o monitoramento também é importante pois permite avaliar de forma contínua a frequência, o ritmo e os possíveis distúrbios de condução cardíaca (KITTLESON, 1998). Métodos adicionais de monitoramento devem incluir aferição da pressão arterial invasiva, pois métodos invasivos tendem a fornecer valores mais precisos e em tempo real, permitindo a tomada de decisões de forma rápida e eficiente, terapeuticamente. É de grande importância que o anestesista saiba avaliar possíveis alterações eletrocardiográficas, diferenciando assim possíveis alterações fisiológicas de alterações patológicas no exame (OLIVEIRA et al., 2004). Assim, ressalta-se a importância da avaliação eletrocardiográfica pré-anestésica, para que o anestesista saiba diferir entre as alterações já apresentadas pelos pacientes e as induzidas pelos fármacos administrados no decorrer da anestesia.
TRANSOPERATÓRIO 
No geral, anestésicos inalatórios têm poucos efeitos na frequência cardíaca e na contratilidade do órgão, resultando em efeitos mínimos sobre o débito cardíaco. O principal efeito cardiovascular é a vasodilatação periférica dose dependente que é o principal mecanismo de hipotensão causada pelos anestésicos inalatórios isoflurano e sevoflurano (HUGHES, 2008).
PÓS-OPERATÓRIO 
Considerado o momento mais crítico para o paciente cardiopata, o pós-operatório deve ser monitorado a fim de evitar principalmente a hipotermia, onde o animal tende a consumir mais oxigênio por conta dos tremores do corpo relacionados ao frio (BIAZZOTO et al., 2006). Os cuidados pós-operatórios devem ser baseados na recuperação dos parâmetros fisiológicos e para esse controle é necessária uma intensa monitorização da frequência cardíaca, respiratória, temperatura, pressão arterial, exame físico e avaliação de dor (MAZZAFERRO & FORD, 2007; MCMICHEL, 2013).
Anestésico local;
A bupivacaína e a lidocaína são os anestésicos locais mais comumente utilizados para esse fim. Ambos podem ser usados, mas a bupivacaína tende a ter uma duração de ação mais longa, o que pode ser preferível em procedimentos cirúrgicos mais prolongados.
https://www4.fag.edu.br/anais-2022/Anais-2022-36.pdf
https://web.archive.org/web/20220617022425id_/http://www.pubvet.com.br/uploads/2904abed90da5f726fa5b558fc1c1591.pdf
http://www.repositorio.unis.edu.br/bitstream/prefix/2411/1/Mariana%20Braz%20vet.pdf
https://www.vetsmart.com.br/cg/produto/1419/lidocaina
https://www.vetsmart.com.br/cg/produto/3279/isoflurano
https://www.vetsmart.com.br/cg/produto/2027/fentanil
https://www.vetsmart.com.br/cg/produto/2109/etomidato
https://www.vetsmart.com.br/cg/produto/1898/diazepam
image1.emf
PROPOFOL – ALQUIFENOL 
FARMACODINAMICA 
O mecanismo de ação do propofol é semelhante ao dos barbitúricos e 
benzodiazepínicos, visto que potencializa a ação do GABA em receptores 
GABAA, bem como age diretamente induzindo a corrente de cloro na ausência 
do GABA. Foi demonstrado que este agente exerce ação próGABAérgica, 
inibindo tanto a taxa de disparos de neurônios dopaminérgicos quanto 
daqueles não dopaminérgicos. 
FARMACOCINÉTICA 
O perfil de concentração sanguínea do propofol, após a administração de única 
dose em bólus, pode ser descrito pela soma de três funções exponenciais que 
representam: distribuição do sangue para os tecidos; depuração metabólica do 
sangue; e depuração metabólica limitada pelo retorno lento do propofol para o 
sangue a partir de um compartimento profundo, pouco perfundido. 
Sua biotransformação é realizada por meio das vias hepática e extrahepática, 
devido à depuração do propofol ser mais rápida que o fluxo sanguíneo 
hepático, o que também o torna um anestésico indicado para pacientes 
hepatopatas. A excreção biliar ocorre em cães com alguma reciclagem êntero-
hepática e nova conjugação com sulfato, porém isso não causa nenhum efeito 
clínico. Sua eliminação se dá em nível renal. Evidências sugerem uma 
variabilidade do sistema citocromo P450 envolvido na biotransformação do 
propofol nas diferentes raças caninas. Isto poderia explicar a recuperação 
prolongada em Galgos após infusão contínua de propofol. Como se trata de um 
composto fenólico, pode induzir lesão oxidativa nas hemácias da espécie felina 
quando administrado repetidamente por vários dias. Essa toxicidade resulta, 
provavelmente, da habilidade reduzida dos felinos em conjugar fenóis; podem 
ser observados corpúsculos de Heinz e sinais clínicos de anorexia e diarreia. 
Devido a essa limitação, podem ocorrer recuperações prolongadasem alguns 
felinos submetidos à infusão contínua deste agente.