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INTRODUÇÃO 
BRASIL COLÔNIA- 1500-1889
Inexistência de saneamento básico
Poucos hospitais e de ordem religiosa 
INTRODUÇÃO 
INÍCIO DO PERÍODO REPUBLICANO – 1890-1930 
Surgimento concepção de etiologia (causa) das doenças
Surgiram as campanhas de saúde para controle de epidemias 
Medicina tinha apenas foco curativista
Linha do tempo
Criação das Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAP) 
Rápido processo de industrialização e acelerada urbanização, a lei vem apenas conferir estatuto legal a iniciativas já existentes de organização dos trabalhadores por fábricas, visando garantir pensão em caso de algum acidente ou afastamento do trabalho por doença, e uma futura aposentadoria
 Com as “caixas”, surgem as primeiras discussões sobre a necessidade de se atender a demanda dos trabalhadores
1923
CAP 
CAPs
Ferroviários, marítimos e bancários única categoria com acesso esse tipo de benefícios excluindo, portanto , os demais trabalhadores.
Em 1953 é criado o Ministério da Saúde 
Tem início no Brasil a chamada Medicina de Grupo , que dará origem aos planos de saúde .
Criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) consolida o componente assistencial, com marcada opção de compra de serviços assistenciais do setor privado, concretizando o modelo assistencial hospitalocêntrico, curativista e médico-centrado, que terá uma forte presença no futuro SUS
1964
INPS 
Organizados por categorias profissionais
Em 1971 foi criado o FUNRURAL – serviços de saúde aos trabalhadores rurais 
Criação do SINPAS e do INAMPS Em 1977 foi criado o Sistema Nacional de Assistência e Previdência Social (SINPAS), e, dentro dele, o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), que passa a ser o grande órgão governamental prestador da assistência médica – basicamente à custa de compra de serviços médicohospitalares e especializados do setor privado.
1977
Criação do SINPAS e do INAMPS 
Implantação do PAIS Em 1982 foi implementado o Programa de Ações Integradas de Saúde (PAIS), que dava particular ênfase na atenção secundaria , sendo a rede ambulatorial pensada como a “porta de entrada” do sistema
1982
Criação do PAIS 
1ª conferência com participação popular
VIII Conferência Nacional de Saúde A realização da VIII Conferência Nacional de Saúde, com intensa participação social, e consagrou uma concepção ampliada de saúde e o princípio da saúde como direito universal e como dever do Estado; princípios estes que seriam plenamente incorporados na Constituição de 1988.
1986
	Os temas da conferência eram compostos pelos itens saúde como direito, reformulação do Sistema Nacional de Saúde e financiamento do setor.	
	Os principais pontos discutidos foram:
Saúde como direito de todos e dever do Estado, estando inscrita entre os direitos fundamentais do ser humano;
Equidade e integralidade das ações de saúde;
Separação da Saúde da Previdência;
Sistema público com comando único;
Conceito abrangente de saúde, levando em conta condições de habitação, alimentação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, educação, emprego, lazer, liberdade, acesso a posse de terra e aos serviços de saúde;
Política de financiamento do setor saúde.
Criação dos SUDS Nesse ano foram criados Sistemas Unificados e Descentralizados de Saúde (SUDS) que tinham como principais diretrizes: universalização e equidade no acesso aos serviços de saúde; integralidade dos cuidados assistenciais; descentralização das ações de saúde; implementação de distritos sanitários
Trata- se de um momento marcante, pois, pela primeira vez, o Governo Federal começou a repassar recursos para os estados e municípios ampliarem suas redes de serviços, prenunciando a municipalização que viria com o SUS
1987
Em 1988, foi aprovada a “Constituição Cidadã”, que estabelece a saúde como “Direito de todos e dever do Estado” e apresenta, como pontos básicos: “as necessidades individuais e coletivas são consideradas de interesse público e o atendimento um dever do Estado; a assistência médico sanitária integral passa a ter caráter universal e destina-se a assegurar a todos o acesso aos serviços; 
1988
SUS
A Criação do Sistema Único de Saúde (SUS) se deu através da Lei nº 8080, de 19 de setembro de 1990, que “dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes”
lei de n 8.080
	lei de n 8.080, de 19 de Setembro de 1990 fundou o SUS
A separação da saúde e da previdência é determinada pelo Art. 194:
	“A seguridade social compreende um conjunto de ações de iniciativa dos Poderes Públicos 	e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência social e a 	assistência social”.
O direito da saúde a todos os cidadãos vem expresso no Art. 196:
	“A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e 	econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso 	universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e 	recuperação”.
LEI FEDERAL 8142/90
Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências.
	Cada esfera de governo deve contar com instâncias colegiadas com participação da comunidade: 
Conselho de Saúde é o órgão que vai fiscalizar a implementação e utilização dos recursos de forma geral;
Conferências de Saúde é responsável pela formulação de novas propostas para o Sistema Único de Saúde, que acontece a cada 4 anos. 
	
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Princípios do SUS 
SUS
REGIONALIZAÇÃO E HIERARQUIZAÇÃO
UNIVERSALIZAÇÃO 
INTEGRALIDADE 
EQUIDADE 
DESCENTRALIZAÇÃO
PARTICIPAÇÃO POPULAR: 
	Reconhecimento da saúde como um direito fundamental do ser humano, cabendo ao Estado garantir as condições indispensáveis ao seu pleno exercício e o acesso a atenção e assistência à saúde em todos os níveis de complexidade.
Ex : pagamento impostos 
UNIVERSALIZAÇÃO 
O objetivo da equidade é diminuir desigualdades. Mas isso não significa que a equidade seja sinônima de igualdade. Apesar de todos terem direito aos serviços, as pessoas não são iguais e por isso têm necessidades diferentes. Então, equidade é a garantia a todas as pessoas, em igualdade de condições, ao acesso às ações e serviços dos diferentes níveis de complexidade do sistema.
O que determinará as ações será a prioridade epidemiológica e não o favorecimento, investindo mais onde a carência é maior. Sendo assim, todos terão as mesmas condições de acesso, more o cidadão onde morar, sem privilégios e sem barreiras. Todo cidadão é igual perante o SUS e será atendido conforme suas necessidades até o limite do que o sistema pode oferecer para todos.
EX: mobilidade limitada – visita domiciliar/ cadeira de Rodas 
EQUIDADE 
VAMOS ENTENDER NA “PRÁTICA”?
Integralidade:
	Este princípio considera as pessoas como um todo, atendendo a todas as suas necessidades. Para isso, é importante a integração de ações, incluindo a promoção da saúde, a prevenção de doenças, o tratamento e a reabilitação. 
	Juntamente, o princípio de integralidade pressupõe a articulação da saúde com outras políticas públicas, para assegurar uma atuação intersetorial entre as diferentes áreas que tenham repercussão na saúde e qualidade de vida dos indivíduos.
Ex : Redes de Saúde em todos os níveis de atenção
INTEGRALIDADE 
Descentralização
 
	Ao município cabe a execução da maioria das ações na promoção das ações de saúde diretamente voltadas aos seus cidadãos, principalmente a responsabilidade política pela sua saúde. Isso significa dotar o município de condições gerenciais, técnicas, administrativas e financeiras para exercer esta função.
O que abrange um estado ou uma região estadual deve estar sob responsabilidade estadual e o que for de abrangência nacional será de responsabilidade federal. A essa profunda redefinição das atribuições dos vários níveis de governo com um nítidoreforço do poder municipal sobre a saúde é o que se chama municipalização da saúde. 
DESCENTRALIZAÇÃO
Os serviços devem ser organizados em níveis de complexidade tecnológica crescente, dispostos numa área geográfica delimitada e com a definição da população a ser atendida. Isto implica na capacidade dos serviços em oferecer a uma determinada população todas as modalidades de assistência, bem como o acesso a todo tipo de tecnologia disponível, possibilitando um ótimo grau de resolubilidade (solução de seus problemas).
Ex: hospital coração Sobral/ Messejana -
Regionalização: constituição de regiões de saúde considerando as características semelhantes, e também considerando a rede de atenção à saúde, características populacionais, situação de saúde, indicadores e outros fatores objetivando a melhor gestão do sistema e favorecendo ações mais localizadas para minimizar os problemas da comunidade.
Hierarquização: estabelece a organização da rede de atenção à saúde em serviços de níveis de complexidade: atenção primária, atenção secundária e atenção terciária de saúde.
 	É a garantia constitucional de que a população, por meio de suas entidades representativas, participará do processo de formulação e avaliação das políticas de saúde e do controle da sua execução, em todos os níveis, desde o federal até o local. Essa participação ocorre por meio dos conselhos de saúde que têm poder deliberativo, de caráter permanente, compostos com a representatividade de toda a sociedade.
	Sua composição deve ser paritária, com metade de seus membros representando os usuários, e a outra metade, o conjunto composto por governo, profissionais de saúde e prestadores privados de serviços.
COMPLEMENTARIEDADE DO SETOR PRIVADO
Quando por insuficiência do setor público, for necessário a contratação de serviços privados, isso deve se dar sob três condições: 
A celebração de contrato, conforme as normas de direito público, ou seja, interesse público prevalecendo sobre o particular; 
A instituição privada deverá estar de acordo com os princípios básicos e normas técnicas do SUS. Prevalecem, assim, os princípios, como se o serviço privado fosse público, uma vez que, quando contratado, atua em nome deste; 
A integração dos serviços privados deverá se dar na mesma lógica organizativa do SUS, em termos de posição definida na rede regionalizada e hierarquizada dos serviços. Dessa forma, em cada região, deverá estar claramente estabelecido, considerando-se os serviços públicos e privados contratados, quem vai fazer o que, em que nível e em que lugar.
	Dentre os serviços privados, devem ter preferência os serviços sem fins lucrativos ou filantrópicos, para depois contratar o serviço privado de fato.
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