Prévia do material em texto
Históri� d� Psiquiatri� PSIQUIATRIA - AULA 3 H2, JOELMA - MED 8 A psiquiatria antiga: - Registrados por toda história através de pintores, escultores, médicos, poetas e historiadores. - Civilizações muito antigas como Egito e Babilônia descrevem alguns transtornos mentais. Anatomia do cérebro e útero (hysteros). - Rei francês Carlos VI, chamado de Carlos o louco o qual acreditavam ser feito de vidro e tinha em suas vestes inseridas hastes para que não se partisse em pedaços. - Na Grécia, os transtornos mentais eram tidos como vinganças dos Deuses, mas no mesmo período (V a.C.) alguns médicos começaram atentar e a tratar. ``Os homens deveriam saber que só o cérebro provém as alegrias, os gozos, as risadas, os jogos, e também as tristezas, as dores, desalentos e lamentações … Com o mesmo órgão ficamos loucos, deliramos, nos assaltam temores e terrores, de dia e de noite …´´ - Hipócrates 4600 a.C. 370 a.C. A psiquiatria medieval: - A idade das trevas e o retrocesso as concepções mágico-religiosas. - Igreja católica e inquisição queimavam os doentes mentais sob a alegação que estariam possessos por dentro. Extração da Pedra da Loucura - Hieronymus Bosh. Pintor holandes 1475 D.C. Progresso científico no século XVIII vem com os estudos do médico francês Phillipe Pinel, o qual instituiu reformas sanitárias para cuidados com os doentes mentais. A psiquiatria acompanhou um ritmo mais lento do que as outras especialidades médicas pela sua mescla científico filosófica até meados do século XIV se firmando décadas mais tarde como ciência médica. O médico alemão Emil Kraepelin foi o primeiro a dividir a psicose em dois grupos: psicose maníaco depressiva e esquizofrenia. Tratamento em psiquiatria: Até aproximadamente o século XVII, os tratamentos consistiam em intermináveis banhos quentes ou chuveirada fria, que se assemelhavam a punições. Métodos mais punitivos eram comuns … Tratamento biológico em psiquiatria: - Influência das substâncias no psiquismo humano: pré-história e história. - Derivados ALCOÓLICOS. O álcool é uma das drogas mais antigas, que se tem notícia, atuando no psiquismo humano. - NOÉ tomou vinho e foi encontrado nu em sua tenda por CAM (Gn 9). - HAXIXE: os assírios o conheciam desde o século 8 a.C. Era usado para suavizar a realidade da vida. - COCA: uma deusa inca teria entregado a folha de coca aos homens para ``saciar os esfomeados e fazer esquecer a adversidade´´. - ÓPIO: dizia a lenda que CERES havia presenteado os mortais com dormideiras para livrá-los dos seus sofrimentos e dos seus males. Os pioneiros: - Albrecht Von Haller, 1773 - 1777: primeira descrição da ação do ópio. Descreveu as virtudes psicotrópicas do ópio para sua ``depressão´´ senil, usou a droga como auto-medicação para provável doença renal. - Emil Kraepelin, 1883: publicação de artigo sobre a ação de medicamentos em determinados fenômenos psicopatológicos. - Em 1892: publicação da obra ``Sobre a influência de alguns medicamentos em determinados fenômenos psíquicos elementares´´. - Fundador da farmaco psicologia. - O trabalho experimental de Kraepelin referia-se a morfina, chá, álcool, éter, cloraldeído e paraldeído. Síntese da mescalina: - Bernardino de Sahagun levou a raiz de Peyote do México para a Europa. A planta era venerada como uma deusa, era preparada e quando consumidas levavam a embriaguez dos indígenas. - Lewin, 1888 houve as primeiras investigações farmacológicas sobre o peyote. - Prentiss e Morgan, 1894. Americanos fizeram os primeiros ensaios com a substância do peyote. Notaram, com as pálpebras fechadas, uma cintilação colorida e sentiram modificação agradável do humor e enfraquecimento na noção de tempo. - E.Spath, 1918 um químico sintetizou a mescalina, extraída do peyote. Descoberta do LSD-25: dietilamida do ácido lisérgico. Albert Hofmann, 1943. Dos laboratórios Sandoz S.A. Descobriu, por acaso, as ações do LSD sobre si mesmo. Descrição de Hofmann: ``Na sexta-feira passada, à tarde, tive de interromper o trabalho e seguir para meu domicílio a fim de aí me tratar, pois sentia-me vítima duma singular agitação acompanhada de leves vertigens. Logo que cheguei a casa deitei-me, sentindo-me mergulhado num estado de embriaguez, que longe de ser desagradável, se caracterizava por uma imaginação muito viva. Num estudo crepuscular, de olhos fechados, porque a claridade me ofuscava, percebia, sem cessar, imagens fantásticas duma plasticidade extraordinária, de cores berrantes, como as dum caleidoscópio´´. - Em 1922, Klaesi em Roma, criou a ``cura pelo sono´´ com derivado de ácido barbitúrico. - 1933 - 1934: M.Sakel, começou a insulinoterapia, nada mais do que um coma insulínico para tratamento de esquizofrenia. - 1934 - 1935: Von Meduna iniciou o choque cardiazólico (metrazol), baseado na suposta exclusão recíproca de esquizofrenia e da epilepsia. - 1935: Egas Moniz iniciou a lobotomia pré-frontal, chegando a ganhar um prêmio nobel por esse feito. - 1952: introdução da clorpromazina em psiquiatria. - Laborit e Huguenard utilizaram-na no ``cocktail´´ para criar a "hibernação artificial´´ anestesia. - Hamon e col. a utilizaram no tratamento da mania. - J.Delay e col. ampliaram o seu emprego em diversas psicoses. - Ainda em 1952 Leonhard Rauwolf importou o arbusto indiano (Rauwolfia serpentina) para a Europa e depois Welber utilizou a droga para tratar psicóticos. - 1952: Edward H. Robitzek e col. afirmaram que o tuberculostático iproniazida teria influência no humor dos pacientes. - Descoberta a ação inibidora da enzima mono amino-oxidase pela iproniazida. - 1958: a APA classificou a inoproniazida como physich energizer. ** Em 1957 Rolan Kuhn reconheceu a ação antidepressiva de um derivado do iminodinenzilo. A imipramina confirmada um ano mais tarde por P.Kielholz e Battegay. - 1957: Rolan Kuhn estudava as propriedades antipsicóticas da imipramina devido a sua semelhança com a clorpromazina. Classificação atual dos medicamentos psicotrópicos: Medicamentos psicotrópicos em sentido lato: 1. Hipnóticos. 2. Sedativos. 3. Antiepilépticos. 4. Psicoestimulantes. Medicamentos psicotrópicos em sentido próprio: 1. Antipsicóticos ou neurolépticos: incisivos, sedativos e atípcos. 2. Ansiolíticos ou tranquilizantes: de meia vida curta e longa. 3. Antidepressivos: ADT, IMAO, ISRS, Atípicos. 4. Estabilizadores do humor. 5. Anticolinérgicos (muito usados em Parkinson). 6. Anti-histamínicos. 7. Inibidores da colinesterase (usado em alzheimer). 8. Antagonistas de canais de cálcio (usado em narcolepsia).