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USP-RP – R3 Cirurgia – 2014
1. Mulher, 55 anos de idade, realizou radiografi a de tó-
rax como rotina pré-operatória de cirurgia plástica 
estética, que mostrou um nódulo em lobo inferior 
do pulmão direito. A paciente refere que sempre teve 
boa saúde, não tem queixas respiratórias, nunca teve 
o hábito de fumar, tampouco seu esposo, não tem co-
morbidades. Nega contato recente com pessoa doen-
te e sempre trabalhou como secretária. A tomografi a 
computadorizada de tórax está abaixo. A melhor op-
ção para obtenção de amostra para exame anatomo-
patológico dentre as alternativas abaixo é:
a) broncoscopia
b) punção transtorácica
c) citologia de escarro
d) toracotomia
ACERTEI ERREI DÚVIDA
IAMSPE – R3 Cirurgia – 2014
2. Com relação aos nódulos pulmonares solitários, assi-
nale a alternativa correta. 
a) não podem corresponder a metástases pulmonares, 
uma vez que a característica é a multiplicidade
b) o PET scan é o exame que oferece melhor possibili-
dade diagnóstica
c) entre as causas benignas, a mais frequente é o carci-
noide
d) os adenocarcinomas pulmonares na forma nodular 
tem melhor prognóstico que os carcinoides
e) a broncoscopia tem baixo rendimento para nódulos 
de 2,5 cm
ACERTEI ERREI DÚVIDA
IAMSPE – R3 Cirurgia – 2014
3. Homem com 27 anos de idade conta história de in-
fecções pulmonares de repetição e escarros sanguino-
lentos. Quanto às hipóteses diagnósticas, assinale a 
alternativa incorreta. 
a) aspiração de corpo estranho
b) carcinoma broncogênico
c) tuberculose
d) bronquiectasia
e) carcinoide pulmonar
ACERTEI ERREI DÚVIDA
IAMSPE – R3 Cirurgia – 2014
4. Paciente está com dor em ombro direito com irradia-
ção para o membro superior do mesmo lado em sua 
face ulnar, e, ainda, massa pulmonar visualizada pela 
tomografi a de tórax no ápice pulmonar com invasão 
da primeira e segunda costelas. Com base no caso ex-
posto, é correto afi rmar que as raízes do plexo bra-
quial acometidas pela tumoração são:
a) C3 e C4
b) C4 e C5
c) C6 e C7
d) C8 e T1
e) T1 e T2
ACERTEI ERREI DÚVIDA
IAMSPE – R3 Cirurgia – 2014
5. Paciente de 65 anos, tabagista, com nódulo pulmonar 
solitário de 1,5cm de diâmetro, realizou uma tomo-
grafi a de tórax com protocolo de Swensen, que resul-
tou negativo. Com base no caso descrito, assinale a 
alternativa correta.
a) o exame foi inconclusivo, pois é indicado para nódu-
los > 3 cm
b) há indicação absoluta de ressecção da lesão
c) há elevada probabilidade de malignidade da lesão 
pulmonar
d) há baixa probabilidade de malignidade da lesão 
pulmonar
e) há a necessidade de se repetir a tomografi a, pois o 
exame fora feito inadequadamente
ACERTEI ERREI DÚVIDA
Questões para Treinamento
Cirurgia Torácica20
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IAMSPE – R3 Cirurgia – 2014
6. Paciente em décimo pós-operatório de pneumonecto-
mia direita apresenta subitamente tosse com expecto-
ração em moderada quantidade, dispneia acentuada 
e nível hidroaéreo à direita na radiografi a de tórax. 
Acerca do caso descrito, assinale a alternativa que 
apresenta uma conduta que não deve ser realizada 
nesse paciente.
a) drenagem pleural à direita
b) broncofi broscopia
c) antibioticoterapia
d) drenagem pleural balanceada à esquerda
e) entubação seletiva à esquerda
ACERTEI ERREI DÚVIDA
INCA-RJ – R3 Cirurgia – 2014
7. Observe o raio X de tórax abaixo:
 O diagnóstico é: 
a) pneumotórax
b) pneumotórax hipertensivo
c) hemotórax
d) contusão pulmonar
ACERTEI ERREI DÚVIDA
INCA-RJ – R3 Cirurgia – 2014
8. O tratamento inicial da lesão anterior consiste em: 
a) drenagem em selo d’água
b) restrição hídrica
c) drenagem no segundo espaço intercostal
d) pressão positiva
ACERTEI ERREI DÚVIDA
PUC-PR – R3 Cirurgia – 2014
9. Em relação à toracoplastia, podemos afi rmar:
a) sendo uma cirurgia arcaica, não tem indicação nos 
dias de hoje da cirurgia torácica moderna
b) a toracoplastia só é efetuada, nos dias de hoje, para 
tratamento do empiema pleural crônico com fístula 
bronco pleural pós lobectomia quando a pleura pa-
rietal já estiver adequadamente espessada
c) a toracoplastia está indicada nas cavernas tubercu-
losas dos lobos inferiores quando elas possuem mais 
de 8 cm de diâmetro e paredes espessas
d) a toracoplastia está indicada no tratamento do em-
piema pleural pós pneumectomia com fístula bron-
co pleural como tratamento único
e) a toracoplastia pode estar indicada nas cavernas 
tuberculosas dos lobos superiores quando elas pos-
suem menos de 5 cm de diâmetro e paredes fi nas
ACERTEI ERREI DÚVIDA
PUC-PR – R3 Cirurgia – 2014
10. A fístula broncopleural é uma complicação temida no 
pós-operatório, principalmente das ressecções pul-
monares. Em relação a ela, podemos afi rmar que: 
a) a fístula broncopleural é uma complicação comum 
(5%) após pneumectomia por câncer pulmonar, 
mesmo quando todos os cuidados com margem de 
ressecção, tamanho excessivo do coto brônquico e 
desvascularização brônquica tenham sido tomados
b) a fístula broncopleural aparece, mais frequentemente, 
no período pós operatório imediato, mas pode apare-
cer meses após a cirurgia de ressecção pulmonar
c) todos os pacientes com fístula broncopleural de apa-
recimento precoce devem ser tratados na emergên-
cia, inicialmente, por abordagem cirúrgica agressiva
d) no pós-operatório precoce de pneumectomia o me-
diastino é fi xo e a fístula broncopleural pode ser tra-
tada por toracostomia aberta
e) no pós-operatório precoce de pneumectomia o me-
diastino não é fi xo e a fístula broncopleural sempre 
deve ser tratada por toracostomia aberta
ACERTEI ERREI DÚVIDA
PUC-RS – R3 Cirurgia – 2014
11. O quilotórax não traumático guarda estreita relação 
com as neoplasias malignas. Qual, dentre as neopla-
sias abaixo, está mais frequentemente associada a esta 
complicação?
a) carcinoma brônquico
b) carcinoma de mama
c) mesotelioma maligno da pleura
d) linfoma
e) carcinoma de esôfago
ACERTEI ERREI DÚVIDA
PUC-RS – R3 Cirurgia – 2014
12. Em relação ao pós-operatório das cirurgias torácicas, 
são feitas as seguintes assertivas:
I. A insufi ciência respiratória tem como principais fa-
tores desencadeantes a manutenção do tabagismo 
perioperatório, a obesidade e a retenção de CO2.
II. O uso regular do cateter epidural reduziu de for-
ma signifi cativa a necessidade de drogas paren-
terais no controle da dor.
III. A reexpansão do pulmão remanescente é o de-
terminante básico para a retirada do sistema de 
drenagem torácica.156
Cirurgia | Torácica
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 Está/Estão correta(s) a(s) afi rmativa(s):
a) I, apenas
b) II, apenas
c) I e II, apenas
d) II e III, apenas
e) I, II e III
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UNESP – R3 Cirurgia – 2014 
13. Mulher de 45 anos apresenta dor em pontada na região 
retroesternal, de fraca intensidade, com duração de 
poucos segundos, sem irradiação e sem fatores acom-
panhantes, de melhora ou piora há 20 dias. AP (ante-
cedentes pessoais): palpitação há dois meses, com pou-
cos segundos de duração, acompanhada de sensação de 
mal-estar. Tosse seca crônica. RX simples e tomografi a: 
 O diagnóstico mais provável é:
a) tumor de pulmão
b) tumor de mediastino
c) derrame septado
d) tuberculose pulmonar
e) aneurisma de aorta
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UNESP – R3 Cirurgia – 2014 
14. Adolescente de 14 anos há 3 dias iniciou quadro de tos-
se e mal-estar geral. Hoje, apresenta escarro purulento, 
dor ventilatório dependente em base pulmonar direi-
ta, dispneia aos médios esforços e febre (37,9-38,5ºC). 
Sem outras manifestações e sintomas. AP (anteceden-
tes pessoais): episódios prévios de pneumonia há 2 
anos, alguns com necessidade de internação. Último 
evento há cerca de 9 meses. RX e tomografi a:
 
 Assinale qual o diagnóstico mais provável.
a) abscesso pulmonar pós-pneumônico
b) empiema septado
c)Um paciente apresenta uma massa de 4,2 cm no lobo 
superior direito à radiografi a do tórax de triagem. A 
tomografi a computadorizada do tórax revela uma in-
vasão provável da parede torácica, linfonodos hilares 
direitos aumentados, sem linfadenopatia mediasti-
nal. Nesse momento da avaliação, como se classifi ca 
esse tumor de acordo com o Sistema Internacional 
para Estadiamento do Câncer Pulmonar?
a) T2N1M0, estágio IIA
b) T4N1M0, estágio IIIB
c) T3N2M0, estágio IIIA
d) T4N2M0, estágio IIIA
e) T3N1M0, estágio IIIA
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-PE – 2006 – R3 Pneumologia
125. Qual das patologias abaixo citadas não deve fazer 
parte do diagnóstico diferencial de um derrame pleu-
ral exsudativo com concentração de linfócitos maior 
do que 80%?
a) linfoma
b) pleurite tuberculosa172
Cirurgia | Torácica
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c) sarcoidose
d) infarto pulmonar
e) quilotórax
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-PE – 2006 – R3 Pneumologia
126. Com relação ao mesotelioma maligno, qual das se-
guintes afi rmativas é verdadeira?
a) a citologia do fl uido pleural é diagnóstica em dois 
terços dos casos
b) a histologia do tipo fi brossarcomatosa é mais co-
mum que a do tipo epitelial
c) a sobrevida média em pacientes não tratados é de 
aproximadamente dois anos
d) a coloração imuno-histoquímica ajuda a distingui-
-lo do adenocarcinoma
e) a ressecção cirúrgica é claramente benéfi ca na maio-
ria dos pacientes
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-PE – 2006 – R3 Pneumologia.
127. Quanto às malformações relacionadas com anormali-
dades vasculares, é incorreto afi rmar que:
a) cerca de 80% da SEL (Sequestração Pulmonar Ex-
tralobar) se situam entre o lobo inferior esquerdo e 
o diafragma e associam-se a outras malformações 
congênitas em 50% dos casos
b) a SIL (Sequestração Pulmonar Intralobar) pode 
apresentar uma forma cisto-bronquiectásica fi stu-
lada por infecção secundária, pneumônica ou he-
matogênica, policística ou menos frequentemente 
constituída por um único cisto, com nível líquido e 
que evolui com sintomas infecciosos ou hemoptise
c) a forma pseudotumoral das SIL, não fi stuladas, e das 
SEL, assintomáticas, quase sempre são um achado 
radiológico
d) a SEL (Sequestração Pulmonar Extralobar) incide 
igualmente entre os dois pulmões, mas a SIL (Se-
questração Pulmonar Intralobar) ocorre de 80-90% 
à esquerda
e) a SIL se caracteriza por revestimento pleural comum 
com o pulmão normal onde se localiza, enquanto a 
SEL, por se apresentar separada do pulmão, com re-
vestimento pleural próprio e separado do pulmão
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-SC – 2006 
128. Em Santa Catarina, no sexo masculino, o câncer de 
pulmão é a principal causa de mortalidade por neo-
plasias malignas, segundo o Sistema de Informação 
de Mortalidade (SIM). Qual das medidas citadas 
abaixo seria a mais indicada para diminuir a taxa de 
morbidade por este tipo de câncer? Assinale-a:
a) prevenir o tabagismo
b) realizar exame citopatológico de escarro na popula-
ção de risco
c) realizar raio X de tórax na população de risco
d) realizar tomografi a computadorizada de tórax em 
homens fumantes com idade superior a 60 anos
e) realizar baciloscopia direta do escarro
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-SC – 2006 
129. Assinale a alternativa que completa corretamente a fra-
se abaixo. Na pleurite exsudativa tuberculosa ocorre:
a) aumento expressivo do número de linfócitos no lí-
quido pleural
b) aumento expressivo do número de células mesote-
liais no líquido pleural
c) baixa concentração de proteínas no líquido pleural
d) expectoração abundante
e) nenhuma das opções acima
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES – SC – 2006 
130. Com relação aos pacientes enfi sematosos severos, as-
sinale a alternativa correta:
a) seu volume residual está normal e a capacidade pul-
monar total está aumentada
b) o volume residual está diminuído e a capacidade 
pulmonar total está normal
c) volume residual está aumentado e a capacidade pul-
monar total está diminuída
d) volume residual está aumentado e a capacidade pul-
monar total está aumentada
e) volume residual está diminuído e a capacidade pul-
monar total está aumentada
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SUS- BA – 2006
131. Jovem, 22 anos de idade, sexo masculino, com histó-
ria de tosse produtiva há quatro semanas, com febre, 
sudorese noturna de perda e peso. Evoluiu com he-
moptise.
 O diagnóstico mais provável dessa condição será dado:
a) pelo raio X de tórax
b) pelo PPD
c) pela cultura para piogênicos do escarro
d) pela baciloscopia do escarro
e) pelo gram e escarro
ACERTEI ERREI DÚVIDA
 Rafael tem 30 anos e procurou seu médico, pois está 
com dor retroesternal intermitente, que cede com o 
uso de analgésicos. O Dr. Carlos, seu clínico, faz o 
exame físico no paciente e nada encontra de anormal. 
É solicitada radiografi a de tórax, que não apresenta 
anormalidades. O paciente evolui com tosse e hemop-
tise, e é solicitada TC de tórax, que evidencia massa 
de 8 cm no mediastino anterior.
UERJ – 2006
132. O cirurgião foi contatado e sugeriu que a lesão prova-
velmente fosse um tumor do tipo:
a) timoma
b) linfoma 
c) teratoma 
d) ganglioneuroma
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Residência
Médica 2014
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UFF – 2006 
133. Em uma mediastinoscopia, um dos achados abaixo 
constitui contra indicação absoluta para uma cirur-
gia do câncer do pulmão. Aponte-o:
a) gânglio positivo subcarinal
b) gânglio positivo ipsilateral laterotraqueal
c) gânglio positivo traqueal anterior baixo
d) gânglio positivo mediastinal contralateral
e) nenhuma das respostas acima
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2006 
134. As principais complicações da introdução de uma câ-
nula de traqueostomia são: 
a) fratura e tecido de granulação
b) fratura e falso trajeto
c) obstrução e hemorragia
d) hemorragia e estenose
e) falso trajeto e estenose
ACERTEI ERREI DÚVIDA
HSPM - R3 Cirurgia – 2007 
135. A respiração paradoxal está associada a:
a) fratura de arcos costais inferiores
b) hemotórax traumático
c) pneumotórax hipertensivo
d) tumor de pulmão
e) tórax instável
ACERTEI ERREI DÚVIDA
HSPM - R3 Cirurgia – 2007 
136. Um paciente de 56 anos, sem doença cardíaca prévia, é 
submetido a pneumectomia direta por neoplasia ma-
ligna. Durante o procedimento, opta-se pela ligadura 
intrapericárdica dos vasos pulmonares, deixando-se 
o saco pericárdico aberto. Duas horas após o término 
da intervenção, verifi ca-se PA= 50 x 20 mmHg, pulso 
de 156 bpm, estase jugular e queda da saturação do 
sangue arterial. A hipótese principal para o evento 
em andamento é:
a) hérnia cardíaca
b) tamponamento cardíaco por coleção intrapericádica
c) escape das ligaduras de algum grande vaso
d) trombose de cava superior
e) compressão aguda do mediastino por vicariância do 
pulmão contralateral
ACERTEI ERREI DÚVIDA
HSPM - R3 Cirurgia – 2007 
137. É o procedimento cirúrgico no tórax mais frequente-
mente necessário em pacientes portadores da síndro-
me da imunodefi ciência adquirida:
a) lobectomia superior para ressecção de aspergiloma 
b) lobectomia inferior para ressecção de bronquiectasias
c) pleuropneumectomia para ressecção de mesotelio-
ma maligno de pleura
d) segmentectomia para ressecção de sarcoma de Kaposi
e) rafi a de parênquima pulmonar em áreas fi stulosas e 
abrasão pleural
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFG – 2007 
138. Para diagnóstico das doenças pulmonares intersti-
ciais, a técnica de biópsia mais adequada é:
a) biópsia transbrônquica
b) punção pulmonar aspirativa
c) toracotomia posterolateral
d) toracotomia mínima
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFG – 2007 
139. Um paciente do sexo masculino, 2 anos de idade, em 
tratamento de pneumonia, evoluindo com febre per-
sistente, após 72 horas do início da administração de 
vancomicina. 
 Apresenta leucocitose com desvio à esquerda e o raio 
X de tóraxmostra derrame pleural ocupando 2/3 do 
hemitórax esquerdo. A punção pleural retirou 200 mL 
de líquido seroso, levemente turvo, com 100% de neu-
trófi los, pH: 6,8; DHL: 1200 UI/I; glicose: 30 mg/dL. 
O exame bacterioscópico revelou presença de cocos 
Gram (+) e a cultura mostrou crescimento de estafi lo-
cocos. Qual é o procedimento a ser adotado nesse caso?
a) pleuroscopia com drenagem fechada
b) toracocenteses repetidas
c) toracotomia com decorticação precoce
d) drenagem torácica fechada com injeção de fi brinolí-
ticos
ACERTEI ERREI DÚVIDA
 As questões 140 e 141 referem-se ao caso abaixo.
 Sr. Pedro, 70 anos, é submetido à esofagectomia 
trans-hiatal por carcinoma do terço médio do esô-
fago. Durante o procedimento ocorreu uma hemor-
ragia de difícil controle. No 8º dia do pós-operatório 
apresenta dor torácica e dispneia. O raio X de tórax 
mostra grande derrame pleural e a toracocentese re-
vela líquido esbranquiçado de aspecto leitoso.
UFRJ – R3 Cirurgia – 2007 
140. O provável sítio da lesão vascular foi:
a) artéria pulmonar
b) veia ázigos
c) veia cava superior
d) veias esofagianas inferiores
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFRJ – R3 Cirurgia – 2007 
141. A conduta inicial em relação ao derrame pleural é:
a) toracocentese e dieta hipolipídica
b) pleurostomia e dieta hiperproteica
c) toracotomia e dieta hiperproteica
d) drenagem de tórax e dieta hipolipídica
ACERTEI ERREI DÚVIDA
USP-RP – 2006 
142. Homem, com 63 anos de idade, etilista crônico é ad-
mitido com febre, tosse e expectoração amarelada. A 
radiografi a de tórax revela condensação pulmonar 
com derrame pleural ipsilateral, de volume mode-174
Cirurgia | Torácica
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rado a grande. O líquido pleural obtido pela toraco-
centese revela-se turvo e com a seguinte bioquímica: 
LDH= 1100 mg/dL, pH= 7,22 e glicose= 37 mq/dL. 
Qual das seguintes afi rmações é a correta?
a) o derrame deve ser descrito como um transudato, 
até que bactérias sejam isoladas
b) o derrame deve ser descrito como um transudato, já 
que o pH não é menor que 7,2
c) um dreno pleural dever ser inserido
d) a característica bioquímica não é condizente com 
derrame parapneumônico
e) somente o crescimento de bactérias na cultura deste 
líquido pleural autorizaria a inserção de um dreno 
pleural
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-SC – 2006_R3
143. Uma mulher de 56 anos de idade, vítima de trauma-
tismo cranioencefálico com tubo endotraqueal, está 
sendo ventilada mecânica e adequadamente com um 
volume tidal de 800 mL, frequência respiratória de 
12 mrm, uma fração de oxigênio inspirado de 50% e 
pressão expiratória fi nal positiva de 10 cmH2O. Re-
pentinamente, apresenta taquicardia, com múltiplas 
extrassístoles, hipotensão e hipóxia. Assinale a alter-
nativa que indica a causa mais provável.
a) embolia pulmonar
b) pneumotórax
c) infarto agudo do miocárdio
d) retenção de secreções traqueobrônquicas
e) arritmia cardíaca
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-SC – 2006
144. Quanto ao câncer de pulmão, assinale a alternativa 
incorreta.
a) o câncer de pulmão constitui a principal causa de 
metástase óssea
b) os locais de disseminação mais comuns são os linfo-
nodos pulmonares e mediastinais
c) em relação à metástase linfonodal, o carcinoma de 
pequenas células é o mais agressivo
d) os adenocarcinomas são o tipo histológico mais comum
e) pode haver disseminação para o fígado, suprarre-
nais, ossos e cérebro
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-SC – 2006
145. Em relação às causas de hemoptise, assinale a alterna-
tiva incorreta.
a) tuberculose
b) broncolitíase
c) fi brose cística
d) bronquiectasias
e) pneumocistose
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-SC – 2006
146. Em relação às causas de pneumotórax espontâneo, as-
sinale a alternativa incorreta.
a) DPOC
b) micetoma
c) blebs
d) fi brose cística
e) pneumocistose
ACERTEI ERREI DÚVIDA
USP-RP – 2006 
147. O exame radiográfi co de rotina de um homem com 22 
anos de idade, não tabagista, assintomático e sem his-
tória pregressa de doença pulmonar, revela a presença 
de um nódulo pulmonar de 1,0 cm sem calcifi cação, 
situado cerca de 4 cm distante da pleura visceral, no 
lobo superior direito. A tomografi a computadorizada 
mostra que o nódulo tem bordas lisas, regulares e ne-
nhuma calcifi carão. O próximo passo seria:
a) toracotomia exploradora
b) broncofi broscopia
c) observação com radiografi as de tórax a cada 3-6 me-
ses durante pelo menos 2 anos
d) biópsia transtorácica por agulha
e) iniciar tratamento para tuberculose
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UNIFESP – 2006
148. Paciente do sexo masculino, 24 anos, procura o pron-
to-socorro com quadro de dor torácica à direita, ven-
tilatório dependente, com início súbito, acompanhada 
de dispneia temporária. Exame físico mostra murmú-
rio vesicular diminuído à direita e timpanismo à per-
cussão. Indique o diagnóstico mais provável, o exame 
complementar mais apropriado e seu achado:
a) pneumonia/tomografi a computadorizada de tórax/
opacidade local
b) atelectasia pulmonar/radiografi a de tórax/opacida-
de local
c) pneumotórax espontâneo secundário/ultrassono-
grafi a de tórax/hiperecoica
d) pneumotórax espontâneo primário/radiografi a de 
tórax/hipertransparência
e) derrame pleural/tomografi a computadorizada de 
tórax/opacidade local 
ACERTEI ERREI DÚVIDA
IAMSPE – 2006
149. Homem com 22 anos, chega ao PS com quadro de dor 
precordial súbita, de forte intensidade irradiada para 
o pescoço, acompanhada de dispneia progressiva. Ao 
exame físico apresenta-se descorado, taquicárdico, hi-
potenso, taquidispneico, com abolição do murmúrio 
vesicular no HTE, hipersonoridade à percussão, abafa-
mento de bulhas cardíacas. Neste momento, e em fun-
ção do diagnóstico, a conduta mais adequada é:
a) realizar radiografi a de tórax, pois se trata provavel-
mente de pneumotórax hipertensivo
b) realizar eletrocardiograma, pois pode tratar-se de 
um evento cardiovascular (angina ou infarto do 
miocárdio). 175
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c) realizar uma punção torácica esquerda com agulha 
grossa, para descomprimir o pneumotórax hiper-
tensivo
d) colher sangue para realização de gasometria arterial, 
no sentido de avaliar a necessidade de ventilação 
mecânica
e) devido à alta sensibilidade e especifi cidade, realizar 
a dosagem de troponina sérica, e curva enzimática 
(CKMB), para afastar ou confi rmar o diagnóstico de 
infarto ou angina. Medicar com analgésicos e oxigê-
nio por máscara ou cateter para alívio dos sintomas
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-PE – 2006 R3 – CIRURGIA
150. Em um paciente sadio, de 34 anos, no exame de To-
mografi a computadorizada de tórax, que estruturas 
anatômicas são identifi cadas no mediastino médio 
em corte sagital mediano?
a) átrio direito, veia cava inferior, átrio esquerdo, arté-
ria pulmonar direita
b) átrio direito, veia cava superior, átrio esquerdo, arté-
ria pulmonar direita
c) ventrículo direito, aorta ascendente, artéria pulmo-
nar direita
d) ventrículo direito, aorta ascendente, ventrículo es-
querdo, artéria pulmonar esquerda
e) ventrículo direito, aorta ascendente, ventrículo es-
querdo, artéria pulmonar direita
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2006 Grupo A
151. Em uma mediastinoscopia, um dos achados abaixo 
constitui contra indicação absoluta para uma cirur-
gia do câncer do pulmão. Aponte-o.
a) gânglio positivo subcarinal
b) gânglio positivo ipsilateral laterotraqueal
c) gânglio positivo traqueal anterior baixo
d) gânglio positivo mediastinal contralateral
e) nenhuma das resposta acima
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2006 Grupo A
152. Traumatopneia signifi ca:
a) estridor traqueal após trauma cervical
b) dispneia associada a fraturas múltiplas de costelas
c) dispneia associada a contusão pulmonar
d) ruído produzido pela entrada e saída do ar em uma 
ferida aberta do tórax
e) nenhumadas respostas acima
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2006 Grupo C
153. No estadiamento cirúrgico do câncer do pulmão, uma 
mediastinoscopia cervical avalia o comprometimento 
dos glânglios:
a) laterotraqueais e hilares
b) hilares e subcarinais
c) retrotraqueais e traqueais anteriores
d) subcarinais e do ligamento triangular
e) laterotraqueais ipsilaterais ao tumor
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2006 Grupo C
154. Com relação ao traumatismo do parênquima pulmo-
nar ocasionado por projétil de arma de fogo, o proce-
dimento denominado tratotomia consiste na:
a) abertura da trajetória comunicando a entrada e a sa-
ída para obtenção da hemostasia
b) traqueostomia para adequar melhor a prótese venti-
latória
c) cricotireostomia para acesso rápido à via respiratória
d) toracostomia com dreno para casos de pneumotórax 
volumoso
e) abertura do diafragma para redução das vísceras ab-
dominais
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2006 Grupo C
155. A doença mais comumente associada ao timoma é: 
a) hiperparatireoidismo
b) síndrome de Pierre Marie
c) miastenia gravis
d) macroglobulinemia
e) linfoma
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2006 Grupo C
156. O tumor mais frequente do mediastino anterior é: 
a) cisto broncogênico
b) linfoma
c) neurinoma
d) neurilemoma
e) timoma
ACERTEI ERREI DÚVIDA
IPSEMG - 2006
157. Considerando-se sua ocorrência e tratamento, é incor-
reto afi rmar que o pneumotórax espontâneo primário:
a) acomete, mais comumente, homens jovens
b) deve ser drenado sempre pelo risco de pneumotórax 
hipertensivo
c) é reabsorvido em uma taxa de 1,25% ao dia
d) pode ser mais bem demonstrado, se pequeno, por 
radiografi a de tórax em expiração
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2006 Grupo C
158. A maior parte dos pacientes com trauma torácico, cer-
ca de 85%, é tratada com medidas básicas tais como 
drenagem fechada e analgesia intercostal. Uma toraco-
tomia de urgência está indicada na seguinte situação: 
a) pneumotórax
b) contusão pulmonar
c) fraturas simples de arcos cortais176
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d) hemotórax com drenagem de sangue maior do que 
200 mL/h 
e) fl ail chest
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2005 Grupo C
159. Paciente sem queixas respiratórias é submetido à radio-
grafi a do tórax como exame pré-operatório de cirurgia 
plástica. É evidenciado nódulo pulmonar solitário, de 
contorno bocelado, com calcifi cações em pipoca, loca-
lizado no lobo inferior. Assinale a opção correta.
a) metástase
b) adenocarcinoma
c) carcinoma epidermoide
d) hamartoma
e) tuberculoma
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2005 Grupo C
160. Paciente do sexo masculino, 23 anos, com retardo psi-
comotor, apresenta febre baixa há um mês, com tosse 
e expectoração pútrida. A radiografi a de tórax mostra 
lesão cavitária em ápice direito, com nível hidroaéreo. 
O Gram do escarro revela a presença de cocos e baci-
los Gram-negativos e Gram-positivos. Dentre as op-
ções abaixo, aponte a mais indicada.
a) rifampicina, isoniazida e pirazinamida
b) penicilina G e metronidazol
c) oxacilina e gentamicina
d) sulfametoxazol e trimetoprim
e) cefalotina e amicacina
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2005 Grupo C
161. O tumor carcinoide representa 85 a 90% dos chama-
dos adenomas brônquicos, atingindo, em 90% dos ca-
sos, pacientes com menos de 55 anos, independente 
do sexo. Assinale as manifestações clínicas mais fre-
quentes nos tumores carcinoides brônquicos centrais.
a) hemoptise e tosse persistente
b) febre e broncoespasmo perene
c) infecções recorrentes e insufi ciência respiratória
d) atelectasia e dispneia grave
e) derrame pleural e hemoptise
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2005 Grupo C
162. Paciente em pós-operatório de cirurgia abdominal 
extensa apresenta quadro de dispneia súbita e radio-
grafi a do tórax com consolidação alveolar homogê-
nea na base do pulmão esquerdo, derrame pleural 
pequeno e elevação da cúpula frênica homolateral. 
Assinale a opção que apresenta a hipótese diagnóstica 
mais provável para o caso.
a) insufi ciência cardíaca
b) embolia pulmonar
c) pneumonia por broncoaspiração
d) aspiração de corpo estranho
e) atelectasia
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2005 Grupo C
163. Por defi nição, para que seja dado o diagnóstico de tó-
rax fl utuante, é necessário que ocorra:
a) enfi sema subcutâneo extenso, gerando deformidade 
na parede do tórax
b) pneumotórax maciço com balanço do mediastino e 
diminuição do retorno venoso
c) traumatopneia com entrada de ar pela ferida da pa-
rede torácica
d) presença de duas ou mais fraturas em três ou mais 
costelas consecutivas ou separação costocondral
e) fratura do esterno, ocasionando deformidade acen-
tuada na região precordial
ACERTEI ERREI DÚVIDA
HCUFP – 2005 – R3 – Cirurgia
164. Com relação à embolia pulmonar, podemos afi rmar que:
a) a tríade de dor torácica, dispneia e hemoptise está 
presente em mais de 75% dos pacientes
b) a angiografi a pulmonar é o exame “padrão-ouro” no 
diagnóstico da embolia pulmonar
c) a abordagem cirúrgica da artéria pulmonar com re-
moção do êmbolo está sempre indicada, caso não 
haja reversão dos sintomas nas primeiras 24 horas 
de uso de heparina intravenosa
d) pacientes portadores de obesidade mórbida devem 
no pré-operatório de uma gastroplastia, colocar um 
fi ltro de veia cava inferior, para profi laxia da embolia 
pulmonar
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UNICAMP – 2005 
165. Mulher, 50 anos, obesa, com dispneia aos esforços. 
Tomografi a computadorizada de tórax sem contras-
te: massa de contornos bocelados, 8 cm no seu maior 
eixo, localizada no mediastino anterior, deslocando a 
traqueia. As principais hipóteses diagnósticas são:
a) linfoma, bócio intratorácico e divertículo esofágico
b) linfoma, timoma e leiomioma esofágico
c) linfoma, timoma e bócio intratorácico
d) timoma, bócio intratorácico e cisto pleuropericárdico
e) bócio intratorácico, aneurisma da aorta descendente 
e linfoma
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UERJ – 2001 
166. Mulher de 32 anos, portadora de hipertireoidismo 
devido a bócio difuso tóxico, foi submetida a tireoi-
dectomia subtotal, deixando-se 3 g de tecido tireoi-
deo em cada lobo. No segundo dia de pós-operatório, 
começou a apresentar parestesias, abalos musculares, 
irritabilidade, letargia e ansiedade intensa. A prová-
vel causa dessa complicação é: 177
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a) hipocalcemia
b) hipermagnesemia
c) hiperparatireoidismo 
d) hipertireoidismo recorrente
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UERJ – 2001 
167. Um paciente em pós-operatório de hemicolectomia 
direita, por tumoração em ângulo hepático do cólon, 
evolui sem qualquer anormalidade até o sexto dia de 
pós-operatório. A partir deste dia, passa a exibir cur-
va térmica constantemente alterada, com temperatu-
ra axilar variando entre 38,8-39,5ºC. Considerando 
que a febre constituiu um importante sinal que pode 
denotar complicações operatórias, deve-se estar aten-
to para a possibilidade de:
a) abscesso subfrênico 
b) atelectasia pulmonar
c) deiscência de anastomose 
d) infecção da ferida operatória
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UERJ – 2001 
168. No decorrer de exames rotineiros em um homem de 
55 anos de idade, tabagista de um maço de cigarros 
por dia, foi descoberta uma lesão numular com depó-
sito de cálcio na periferia do lobo superior esquerdo 
na radiografi a do tórax. A radiografi a de tórax feita 
no ano anterior nada mostrava de anormal. Neste 
caso, a certeza diagnóstica é obtida indicando-se:
a) cintigrafi a óssea 
b) TCs seriadas semestrais
c) biópsia aberta do nódulo
d) broncoscopia com lavado brônquico
e) biópsia percutânea com agulha do nódulo
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UERJ – 2001 
169. A radiografi a do tórax de um menino de 10 anos de 
idade mostra, na incidência em perfi l, uma lesão tu-
moral próxima ao diafragma e à coluna vertebral,de 
formato triangular. O menino está assintomático no 
momento do exame. A lesão tumoral mais frequente 
nesta região do mediastino, nesse caso é:
a) neurilemoma
b) neurofi broma
c) neuroblastoma 
d) ganglioneuroma
e) ganglioneuroblastoma
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UERJ – 2001 
170. Após trauma torácico fechado, paciente chegou disp-
neico ao pronto-socorro imediatamente após o início 
de ventilação controlada, verifi caram-se alta pressão 
de insufl ação, choque, enfi sema subcutâneo e saída de 
material serossanguinolento pela sonda. A conduta 
mais adequada é:
a) uso de dobutamina e diuréticos
b) drenagem de pericárdio
c) drenagem torácica 
d) diminuir a pressão de insufl ação
e) manter respiração espontânea
 ACERTEI ERREI DÚVIDA
UERJ – 2001 
171. Em crianças com piopneumotórax, o dreno pleural 
poderá ser retirado:
a) quando não mais houver borbulhamento do frasco
b) após 2 radiografi as sucessivas indicando ausência de 
espessamento pleural
c) após 1 semana de drenagem pleural, desde que o 
dreno não oscile
d) quando o dreno não mais oscilar e não houver dre-
nagem de pus
e) após pinçamento temporário do dreno e ausência de 
manifestação clínica
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UERJ – 2001 
172. Em relação aos traumatismos torácicos, é correto 
afi rmar que:
a) o pneumotórax hipertensivo deve ser diagnosticado 
clinicamente, pois o tempo gasto com uma radiogra-
fi a pode resultar em agravamento signifi cativo das 
condições do paciente
b) feridas penetrantes abertas do tórax podem compro-
meter a ventilação pulmonar quando seu diâmetro 
corresponder a, pelo menos, duas a três vezes o diâ-
metro da traqueia
c) em casos de tamponamento cardíaco, para que haja 
resposta hemodinâmica adequada, torna-se neces-
sário remover do saco pericárdico volumes de san-
gue não inferiores a 100 mL
d) o diagnóstico de rotura da aorta pode ser suspeita-
do com base no quadro clínico e diagnosticado, na 
maioria dos casos através da radiografi a simples de 
tórax, não sendo necessária a aortografi a
e) em grandes séries de necropsia, a rotura do hemi-
diafragma esquerdo é muito mais frequente que a 
rotura do hemidiafragma direito
ACERTEI ERREI DÚVIDA
FESP – 2003
173. Idoso com diagnóstico prévio de doença pulmonar 
obstrutiva crônica (VEF1 em 30% do previsto) refere 
dor torácica súbita e dispneia. Raio X de tórax mostra 
pneumotórax moderado à direita. O tratamento indi-
cado para esse paciente, após a internação hospitalar, é:
a) aspirar o pneumotórax com agulha
b) colocar um tubo de toracostomia e instilar talco
c) colocar máscara com 100% de oxigênio e reavaliar 
em 12 horas
d) nebulizar com broncodilatador e corticosteroide en-
dovenoso
ACERTEI ERREI DÚVIDA178
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UNICAMP – 2002 
174. Paciente de 30 anos, vítima de acidente automo-
bilístico há 30 minutos. Inicialmente apresenta
PA= 90 x 60 mmHg e FC= 120 bpm. Há sinais de 
pneumotórax à esquerda, sendo o tórax drenado e 
conectado a sistema de selo d’água, seguido de bor-
bulhamento contínuo. A administração rápida de 
2 litros de cristaloide não melhora as condições he-
modinâmicas. Ao exame do tórax persistem sinais de 
pneumotórax à esquerda. Após revisão da drenagem 
torácica, que estava adequada, realizou-se radiografi a 
simples de tórax que mostrou colabamento total do 
pulmão esquerdo com pneumotórax persistente. Es-
ses achados levantam suspeita de: 
a) tórax instável
b) ruptura de brônquio
c) ruptura de esôfago
d) ruptura diafragmática à esquerda
e) rolha de secreção no brônquio esquerdo
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFG – 2002
175. Quanto a condutas relativas a patologias pleurais, é 
incorreto afi rmar:
a) a pleuroscopia está bem indicada nos empiemas 
septados na fase fi brinopurulenta
b) a drenagem pleural subaquática está indicada nos 
empiemas na fase exsudativa com pHde ressecção do abscesso é o tamanho e neste caso, a lobectomia superior direita 
estaria indicada
b) nos abscessos maiores do que 3 cm, próximos à parede torácica, deve ser realizada drenagem percutânea já que o 
tratamento clínico não é efi caz
c) o abscesso pulmonar deve ser tratado inicialmente com antibioticoterapia de amplo espectro, além de fi sioterapia e 
drenagem postural
d) os abscessos pulmonares, como este, devem ser tratados com antibioticoterapia localizada, através da injeção intraca-
vitária de gentamicina
e) abscessos pulmonares maiores que 3 cm requerem drenagens percutâneas, antibioticoterapia, além de fi sioterapia
ACERTEI ERREI DÚVIDA
USP– R3 Cirurgia – 2003
184. Paciente do sexo feminino com 26 anos de idade, praticante de atletismo (salto em altura) refere que há 3 dias vem apre-
sentando dor em hemitórax direito, ventilatório dependente. Notou-se que seu rendimento nestes últimos dias foi abaixo 
do esperado e relaciona a dor ao treino. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral. A ausculta pulmonar eviden-
cia diminuição dos murmúrios vesiculares e da ausculta da voz em hemitórax direito e a radiografi a de tórax revela pneu-
motórax ocupando aproximadamente 40% da cavidade pleural direita. A conduta correta indicada para esta paciente é:
a) proceder à drenagem da paciente através de um dreno entre 14 e 22 Fr
b) pneumotórax de até 60% podem apresentar absorção espontânea. Se a paciente estiver estável a conduta é expectante
c) a drenagem pleural com dreno tubular calibroso é mais indicada do que a drenagem com dreno fi no, pois a efi cácia 
destes últimos, nos casos de pneumotórax é menor do que 50%
d) a toracocentese esvaziadora está indicada naqueles pacientes assintomáticos e deve ser repetida quantas vezes for 
necessária, pois esta afecção tende à resolução espontânea
e) a presença de bolhas ou “blebs” apicais nestes indivíduos justifi ca a ressecção cirúrgica destas lesões através da tora-
cotomia, associada a pleurodese com talco, desde o primeiro episódio
ACERTEI ERREI DÚVIDA
ACERTEI ERREI DÚVIDA
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Caso persistam dúvidas, faça contato com o plantão de dúvidas em nosso site: www.sjtresidencia.com.br
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1. O nódulo solitário de pulmão é defi nido como uma lesão 
arredondada ou ovalada, não escavada, menor que 3 cm e 
circundada por parênquima pulmonar. É um dos achados 
radiológicos mais comuns em pacientes assintomáticos e re-
presenta um problema diagnóstico, uma vez que pode ser 
uma forma de apresentação do câncer do pulmão em cerca 
de 10% dos casos. Outras possibilidades diagnósticas in-
cluem tuberculose, fungos (aspergilose, coccidioilomatose) 
granulomatose de Wegener, pneumonite focal, hamartoma 
e anormalidades congênitas, como cistos e malformações 
vasculares.
O diagnóstico radiológico confi ável estabelecendo a etiologia 
benigna do nódulo pode algumas vezes ser feito se uma lesão 
deste tipo apresentar certos padrões de calcifi cação. Padrões 
do tipo laminar; difuso; em “pipoca” ou central podem clas-
sifi car confi avelmente uma lesão nodular como benigna. Por 
outro lado, calcifi cações do tipo excêntrica ou pontilhada, 
quando identifi cadas no interior de um nódulo pulmonar, 
devem ser consideradas suspeitas de malignidade.
Embora não inteiramente específi cos, existem alguns acha-
dos morfológicos que podem sugerir malignidade, como: ta-
manho maior que 3 cm, margens irregulares e espiculadas e 
cavitações com paredes espessas. Lesões menores, regulares 
e estáveis, sugerem benignidade.
A identifi cação da presença de gordura no interior de um 
nódulo pulmonar solitário sustenta o diagnóstico de ha-
martoma. TC com cortes fi nos para avaliação densitomé-
trica do nódulo é mais sensível que o estudo radiológico na 
demonstração de calcifi cação e de distribuição de gordura.
Nos casos indeterminados, informações adicionais podem 
ser obtidas com TC com contraste venoso, para avaliação 
dinâmica do realce do nódulo, com elevado valor preditivo 
negativo. Um realce maior que 15 UH (unidades Houns-
fi eld) tem sido utilizado como parâmetro de distinção entre 
nódulos benignos e malignos.
O estudo do nódulo pulmonar solitário é uma das principais 
indicações de PET-FDG. O método, na grande maioria das 
vezes, permite defi nir a natureza benigna ou maligna de um 
nódulo com sensibilidade e especifi cidade elevadas, sendo 
superior à TC. A maior utilidade da PET na avaliação de um 
nódulo pulmonar está ligada ao seu valor preditivo negati-
vo. Algumas limitações técnicas são observadas em lesões 
menores que 1 cm, e a sua especifi cidade também é regio-
nalmente dependente, sendo menos em áreas de maior inci-
dência de doenças granulomatosas infecciosas, onde resul-
tados falso-positivos podem ocorrer com maior frequência. 
Resultados falso-negativos têm sido observados na presença 
de hiperglicemia, em depósitos tumorais microscópicos, no 
tumor carcinoide, no carcinoma bronquioloalveolar e nas 
pequenas lesões entre 5 e 7 cm.
Nos centros em que se dispõe da videotoracoscopia, este é 
o método cirúrgico inicial de diagnóstico e tratamento no 
NPS indeterminado. Defi nida a malignidade do nódulo, a 
maioria dos cirurgiões prossegue com toracotomia.
A acurácia diagnóstica da toracotomia é de 100%, além de per-
mitir tratamento adequado. A maioria dos serviços de cirurgia 
torácica utiliza a toracotomia com preservações dos músculos. 
Os doentes enfi sematosos com NPS maligno têm sido subme-
tidos simultaneamente à cirurgia redutora e tratamento do 
nódulo com bons resultados. Segundo Cummings, usando a 
teoria bayesiana para quando cálculo da probabilidade de cân-
cer for superior a 60%, a toracotomia imediata está indicada; 
abaixo de 60% e superior a 5%, biópsia transtorácica; inferior a 
5%, observação clínico-radiológica. Resposta d.
2. O nódulo solitário de pulmão é defi nido como uma lesão 
arredondada ou ovalada, não escavada, menor que 3 cm e cir-
cundada por parênquima pulmonar. É um dos achados radio-
lógicos mais comuns em pacientes assintomáticos e representa 
um problema diagnóstico, uma vez que pode ser uma forma de 
apresentação do câncer do pulmão em cerca de 10% dos casos.
O estudo do nódulo pulmonar solitário é uma das principais 
indicações de PET-FDG. O método, na grande maioria das 
vezes, permite defi nir a natureza benigna ou maligna de um 
nódulo com sensibilidade e especifi cidade elevadas, sendo 
superior à TC. A maior utilidade da PET na avaliação de um 
nódulo pulmonar está ligada ao seu valor preditivo negati-
vo. Algumas limitações técnicas são observadas em lesões 
menores que 1 cm, e a sua especifi cidade também é regio-
nalmente dependente, sendo menos em áreas de maior inci-
Gabarito Comentado
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dência de doenças granulomatosas infecciosas, onde resul-
tados falso-positivos podem ocorrer com maior frequência. 
Resultados falso-negativos têm sido observados na presença 
de hiperglicemia, em depósitos tumorais microscópicos, no 
tumor carcinoide, no carcinoma bronquioloalveolar e nas 
pequenas lesões entre 5 e 7 cm. Entre as causas benignas a 
mais frequente é o granuloma tuberculoso principalmente 
quando o nódulo solitário localiza-se em seguimentos api-
coposteriores de lobos superiores e apicais dos inferiores. O 
tumor carcinoide do pulmão é neoplasia de baixa maligni-
dade que se origina do epitélio brônquico e representa me-
nos de 2% de todos os tumores pulmonares. Obviamente o 
seu prognóstico é bem melhor do que o adenocarcinoma. 
A broncoscopia tem valor limitado no diagnóstico das afec-
ções benignas que se apresentam como NPS. Nos pacientes 
de risco para neoplasia maligna, apesar do baixo rendimen-
to em nosso meio é realizada como parte do estadiamento. 
Existemdados divergentes na literatura em relação à sensi-
bilidade da broncoscopia no NPS maligno, variando de 25% 
a 78% a positividade, utilizando de levado, escovado e às 
vezes biópsia transbrônquica. Resposta e.
3. Jovem de 27 anos, não tabágico, com história de infec-
ção pulmonar de repetição e escarros sanguíneos tem como 
diagnósticos diferenciais todas as situações expostas, exceto 
carcinoma broncogênico. Os dados epidemiológicos contra-
riam fortemente esta possibilidade que se tornaria real caso 
a história fosse de um paciente com mais de 40 anos, espe-
cialmente fumante e que viesse apresentando pneumonias 
de repetição, com a mesma localização ou de resolução pro-
longada. Resposta b
4. O quadro corresponde a evolução de um tumor de Pancoast.
Um tumor de Pancoast verdadeiro usualmente é um car-
cinoma pulmonar de células não pequenas que, em razão 
de suas relações anatômicas com as estruturas do estreito 
torácico superior, pode invadir o tronco inferior do plexo 
braquial (C8 e T1), o tronco simpático, incluindo o gânglio 
estrelado, os arcos costais superiores, bem como vértebras 
torácicas e vasos subclávios.
Os tumores de Pancoast representam menos de 5% dos carci-
nomas pulmonares de células não pequenas, e o seu compor-
tamento biológico não difere das demais neoplasias desse tipo.
A síndrome de Pancoast é caracterizada por uma apresen-
tação clínica que inclui dor no ombro e irradiação para o 
membro superior, podendo vir acompanhada de perda de 
força e de atrofi a muscular na mão decorrente da invasão do 
ramo inferior do plexo braquial, síndrome de Claude Ber-
nard Horner, que inclui ptose palpebral, miose, enoft almia e 
anidrose facial em decorrência do acometimento do gânglio 
estrelado e, radiologicamente, a evidência de destruição dos 
primeiros arcos costais ou vértebras torácicas.
Apesar de ter como principal causa o carcinoma pulmonar de 
células não pequenas, pode também ser causada por diversas 
doenças neoplásicas, infl amatórias ou infecciosas.Resposta d.
5. A tomografi a computadorizada com injeção de contraste 
baseia-se no fato de que a vascularização do nódulo maligno 
é bem mais pronunciada que a do benigno, principalmente 
em sua porção central, ocorrência demonstrada em técnica 
imunohistoquímica, com a utilização de anticorpos antifa-
tor VIII. Feito sob padronização, o método divulgado por 
Swensen e colaboradores, em 1996, mostrou, com um ponto 
de corte de 20 Unidades Hounsfi eld, uma sensibilidade de 
98%, uma especifi cidade de 73% e uma acurácia de 85%.6 
Atualmente, considera-se, de modo geral, que um aumento 
de mais do que 15 a 25 unidades Hounsfi eld (HU), após uma 
injeção padrão de contraste, sugere malignidade, mas algu-
mas condições infl amatórias, como o granuloma tuberculo-
so e a pneumonia criptogênica, podem também aumentar a 
densidade radiológica. Na prática, o valor preditivo negativo 
é a mais útil característica do aumento de densidade após 
a injeção de contraste, pois diminui muito a possibilidade 
de malignidade. Estes conceitos encontram limitações em 
nódulos menores do que 1 cm. Resposta d.
6. Todas as possibilidades terapêuticas devem ser almejadas 
neste paciente, exceto a opção D. A drenagem pleural ba-
lanceada à esquerda para este caso não tem fi nalidade tera-
pêutica. O procedimento seria realizado com o objetivo de 
controlar o mediastino do paciente pós-pneumectomia. No 
entanto, a maioria dos cirurgiões não advogam este procedi-
mento pois observaram que o mediastino pode ser controla-
do com uma simples aspiração por agulha, ou deixando-se 
um pequeno cateter intratoráxico durante o ato cirúrgico. 
Entre os eventos apontados como preocupantes, encontram-
-se a hemorragia pós-operatória, a possibilidade de ocorrer 
contaminação do espaço pleural previamente ou durante o 
ato cirúrgico e a deiscência do coto brônquico. Resposta d.
7. A imagem do radiograma mostra o HTE com hipertrans-
parência, desvio do mediastino contralateral, dados que 
defi nem o diagnóstico de pneumotórax hipertensivo. Veja 
abaixo imagem semelhante só que no hemitórax direito.
Resposta b.
8. A conduta consiste de imediato em punção do segundo 
espaço intercostal de acordo com as recomendações abai-
xo, levando em conta, que pneumotórax hipertensivo é uma 
condição principalmente observada em politraumatizado, 
sendo assim:
  Executar a avaliação rápida do traumatizado.
  Abrir vias aéreas com manobra manual. 182
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  Administrar oxigênio suplementar sob máscara com re-
servatório 10 a 
  15 litros por minuto.
  Assistir ventilação caso necessário com BMV e oxigênio.
  Administrar oxigênio por máscara com reservatório 10 a 
15 litros por minuto.
  Introduzir a agulha no hemitórax afetado na altura do 2º 
espaço intercostal na linha hemiclavicular.
  Acoplar o catéter utilizado a uma válvula de Heimlich.
  Indicar a descompressão de tórax com agulha somente 
na presença de descompensação (distúrbio respiratório 
grave e choque). A realização de radiografi a de tórax não 
deve atrasar a descompressão do tórax.
  Caso estas medidas não sejam sufi cientes para manter a 
oxigenação da vítima proceder a intubação orotraqueal e 
iniciar ventilação sob pressão positiva.
  Introduzir dreno de tórax tubular nos pacientes assim 
que possível.
  Avaliar o paciente durante o transporte para deterioração 
respiratória, elevação da pressão inspiratória, deteriora-
ção hemodinâmica.
  Observar escape aéreo e caso haja hemotórax associado 
avaliar a necessidade de adaptar dois frascos de drenagem 
e sistema de aspiração contínua.
  Manter o ritmo cardíaco, oximetria e PNI continuamente 
monitorizados.
  Transferir para hospital de referência assim que possível.
Resposta c.
9. A toracoplastia é um procedimento de remodelação da ca-
vidade torácica para diminuir o seu volume. Isto é possível 
através de ressecções costais múltiplas, reguladas pela locali-
zação e grau de colapso pretendido. Embora a operação tenha 
sido proposta para o tratamento do empiema, ela encontrou 
seu lugar inicial entre as técnicas de colapsoterapia da caverna 
tuberculosa. Atualmente, seu uso tem fi cado mais restrito à 
obliteração da loja empiemática, com ou sem fístula bronco-
pleural, decorrente da complicação de uma ressecção pulmo-
nar ou como evolução de processo infeccioso intratorácico. 
Indicações atuais da toracoplastia
1. Obliteração de cavidade empiemática de localização superior, 
com ou sem fístula broncopleural, associada à impossibilidade de 
preenchimento pelo parênquima pulmonar por condições locais 
ou sistêmicas.
2. Colapso de lesões cavitárias pulmonares sintomáticas (sangra-
mento ou infecção), com indicação de ressecção, mas sem condi-
ções locais ou sistêmicas de ser realizada (rara).
3. Adequação continente-conteúdo antes ou durante uma ressec-
ção pulmonar (rara).
4. Correção estética do abaulamento deformante da parede to-
rácica posterior em pacientes com escoliose grave (indicação or-
topédica).
Tipos de toracoplastia
1. Toracoplastia de Schede
2. Toracoplastia osteoplástica
Tipos de toracoplastia (Cont.)
3. Toracoplastia convencional póstero-lateral
4. Toracoplastia axilar
5. Toracoplastia anterior
6. Toracoplastia moldada
7. Toracoplastia de Andrews
8. Toracoplastia interna
9. Plumbagem
10. Toracoplastia traumática
Resposta e.
10. A sutura de coto brônquico após uma ressecção pulmo-
nar, pneumonectomia, lobectomia ou segmentectomia ainda é 
o calcanhar de Aquiles destas técnicas operatórias, apesar da 
acentuada evolução da cirurgia torácica neste século. Se o coto 
brônquico não cicatrizar corretamente, teremos a deiscência da 
sutura brônquica e a formação de uma fístula broncopleural.
A fístula broncopleural é mais frequente:
  no idoso que na criança;
  no homem do que na mulher;
  nos doentes desnutridos do que nos nutridos;
  na tuberculose do que no câncer brônquico;
  nas pneumonectomias do que nas segmentectomias; à direita (4%) do que à esquerda (1%);
  no brônquio irradiado no pré-operatório do que no não-
-irradiado;
  nos que foram ventilados mecanicamente no pós-opera-
tório (9%) do que naqueles que não foram (4%);
  nos com empiema pleural do que nos sem empiema;
  em serviços de ensino do que em pacientes.
A fístula broncopleural geralmente se manifesta entre o 4º e 
o 7º dia do pós-operatório. Quanto mais precoce a sua for-
mação, mais certamente houve, em nossa opinião, uma falha 
técnica. É muito rara a formação de fístula broncopleural tar-
dia, isto é, meses ou anos após a ressecção pulmonar. Nesta 
situação podemos interrogar se no período assintomático não 
havia uma pequena fístula que fi cou bloqueada. Uma outra 
hipótese para a formação tardia está relacionada com a pos-
sível recidiva da infecção ou da neoplasia no coto brônquico. 
Williams e Lewis em 3.050 ressecções em diversas doenças 
encontraram 2,7% de fístulas broncopleurais (86 doentes), 
sendo que 64,1% ocorreram nas pneumonectomias, 27,9% 
nas lobectomias e 8,1% nas segmentectomias.
Na fístula broncopleural aguda é indicada a reabertura do 
tórax quando as condições clínicas permitirem e o líquido 
pleural não estiver contaminado. As seguintes medidas de-
vem ser tomadas durante a operação:
  colheita do líquido pleural para bacterioscopia, cultura e 
antibiograma;
  localização do orifício fi stuloso e verifi cação da extensão, 
das condições da margem brônquica e, principalmente, uma 
análise de possível etiopatogenia da deiscência da sutura;
  decidir entre ressuturar a deiscência ou seccionar a mar-
gem brônquica ou aumentar a ressecção pulmonar.
A ressutura da deiscência somente é possível quando a área 
for muito pequena, até dois pontos, e a margem tiver bom 
aspecto, sugerindo que houve algum erro técnico na passa- 183
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gem dos pontos ou o fi o tinha algum problema. Para refor-
çar o ponto, podemos apoiá-lo em retângulos de dacron ou 
de pericárdio autógeno ou bovino etc. Resposta b.
11. Apesar de bastante raro, o quilotórax pode ocorrer em 
consequência a inúmeras etiologias. Desta forma, Gullane e 
cols. o classifi caram em: congênito, traumático, obstrutivo 
e espontâneo.
O derrame quiloso neonatal é atribuído às anomalias congê-
nitas, como a ausência do ducto torácico, fi stulização entre 
este e o espaço pleural, ou, ainda, trauma de parto. Associa-
-se também à síndrome de Down e ao poliidrâmio. Nesses 
casos, a sua patogênese é desconhecida.
Entre os de origem traumática, estão incluídos os ferimentos 
causados por arma de fogo e arma branca, os traumas fechados 
e os iatrogênicos no transcorrer de operação torácica, e os con-
sequentes às técnicas diagnósticas. Os ferimentos penetrantes 
raramente causam quilotórax, devido à situação do ducto, 
conforme comentado anteriormente, Nos traumas fechados, a 
hiperextensão da coluna com o deslocamento de vértebras é o 
mecanismo mais comum de lesão. Os iatrogênicos, consequen-
tes às cirurgias cardiovasculares, são os mais frequentes. Em 
2.660 cirurgias torácicas, Maloney e Spencer relataram 13 ca-
sos de quilotórax, portanto, registraram a incidência de 0,5%. 
Dentre as técnicas diagnósticas invasivas, a aortografi a trans-
lombar é citada como a causa mais comum. A ausência dessa 
complicação após esofagectomias, que requerem amplas dis-
secções mediastinais, e lobectomias pulmonares é inexplicável.
As lesões obstrutivas podem ser de origem infl amatória 
(linfangites), infecciosas (tuberculose, fi lariose) e neoplási-
cas (linfomas, linfossarcomas e metástases).
Segundo Bower, os traumas dependentes do ato cirúrgico 
e as neoplasias malignas (entre estas o linfoma é a mais co-
mum) são responsáveis por mais da metade de todos os ca-
sos de quilotórax. Resposta d.
12. CRITÉRIOS PARA A RETIRADA DO DRENO 
a) Fluxo de drenagem líquida menor de 150 mL/24 horas (2 
mL/kg/dia); 
b) de 12 a 24 horas após cessada a fuga aérea; 
c) resolução de intercorrência pleural 
d) tempo máximo de 10 dias de drenagem, mesmo quando 
não resolvida a 
intercorrência pleural. 
e) pulmão completamente expandido 
Por exemplo, nas lobectomias uma das complicações mais 
frequentes é a presença de escape aéreo persistente pelos 
drenos. É considerada escape aéreo persistente pelos drenos 
à ocorrência de fuga aérea que se mantém após o sétimo dia 
de pós-operatório de uma lobectomia. As afi rmativas I e II 
são absolutamente corretas. A dor pós-toracotomia é grave e 
a terapia da dor deve incluir um regime combinado incluin-
do o uso da via epidural de anestésicos locais e uso sistêmico 
de drogas anti-infl amatórias não-esteroides. Resposta c.
13. Observa-se na radiografi a convencional de tórax em PA e 
perfi l uma massa bem delimitada na topografi a do mediasti-
no superior e anterior. A TC mostra uma massa bem delimi-
tada cuja densidade é de 50 UH, dado este bastante sensível 
para defi nir a topografi a da lesão no mediastino. Resposta b.
14. Este adolescente com episódios de infecção respiratória e 
atualmente com quadro clínico e imagem compatíveis com 
abscesso pulmonar (veja radiografi a de tórax em PA e perfi l)
deve ser avaliado com a devida atenção. Vale destacar que 
a topografi a do abscesso pulmonar neste adolescente encon-
tra-se em local não habitual. As localizações preferenciais 
são os segmentos posterior do lobo superior direito, apico-
posterior de lobo superior esquerdo e superiores dos lobos 
inferiores. Diante destes fatos é interessante levantar a se-
guinte suspeita clínica: malformação pulmonar congênita. 
O sequestro pulmonar é um diagnóstico bastante atrativo. 
É uma malformação caracterizada pela presença de tecido 
pulmonar não funcionante que recebe toda ou a maior parte 
de sua irrigação sanguínea de um vaso anômalo sistêmico. 
Pode ser classifi cado em duas formas distintas: intralobar 
(localizado dentro da pleura visceral do lobo comprometi-
do) e extralobar (destacado dos outros lobos e com revesti-
mento pleural próprio). Este tipo costuma ser assintomático 
por estar totalmente separado do pulmão, sendo na maioria 
das vezes achado durante toracotomia por outro motivo.
O sequestro pulmonar é causa muito rara de distúrbio no re-
cém-nascido. A característica clínica mais frequente é a infec-
ção respiratória de repetição. O sequestro pulmonar intralo-
bar pode apresentar degeneração cística e quando estes cistos 
hiperinsufl am podem originar insufi ciência respiratória.
O sequestro extralobar não apresenta degeneração cística e só 
produz sintomas respiratórios no recém-nascido se for de gran-
de proporção, causando compressão do parênquima pulmonar.
Apesar de não existir comunicação direta com a árvore tra-
queobrônquica, as infecções ocorrem através de fenestra-
ções existentes na parede alveolar (poros de Khon) ou por 
via hematogênica. A comunicação com a árvore respiratória 
pode surgir após formação de abscesso e drenagem brôn-
quica. A localização mais comum é nos lobos inferiores, em 
região basal posterior.
Na radiografi a de tórax, a presença de massa triangular ou ar-
redondada localizada nos lobos inferiores, principalmente nos 
segmentos basais posteriores, auxiliam a suspeita diagnóstica.
O diagnóstico pré-operatório pode ser feito pela identifi ca-
ção do vaso anômalo por aortografi a, tomografi a computa-
dorizada de tórax com contraste ou angiorressonância.
O tratamento baseia-se na ligadura do vaso anômalo e exci-
são do segmento acometido. Devido à falta de plano cirúr-
gico por infecções prévias, a conduta mais frequentemente 
adotada é a lobectomia. Resposta d.
15. Neoplasias de células germinativas (NCG) surgem pre-
dominantemente nos testículos ou ovários, porém em 2-5% 
dos casos de origem é extragonadal. Em adultos, o mediasti-
no é o sítio extragonadal mais comum (50-70%), seguido em 
ordem de frequência por retroperitônio, glândula pineal e 
regiões suprasselares. Em crianças e adultos jovens,as regi-
ões sacrococcígea e intracraniana são as mais comuns.
Caracteristicamente as NCG no mediastino anterior e re-
presentam 10-15% dos tumores do mediastino no adulto 
e 6% nas crianças. São mais incidentes em indivíduos en-
tre 20-40 anos, com igual distribuição entre os sexos nas 
crianças e nos adultos com tumores benignos; no entanto, 
naqueles com tumores malignos, 90% são homens. Apesar 
de compartilhar características histológicas, sorológicas e 184
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cirogenéticas com as NCG primárias das gônadas, diferen-
ças no comportamento clínico sugerem que NCG gonadais 
e extragonadais sejam biologicamente distintas.
Os tumores não seminomas representam, no adulto, aproxi-
madamente 15% dos tumores do mediastino anterior e 5% 
das NCG mediastinais.
NCG não simenoma do mediastino são frequentemente tu-
mores invasivos e à TC de tórax aparecem como massas he-
terogêneas contendo áreas de necrose e hemorragia. Quase 
90% dos pacientes apresentam-se com sinais e sintomas da 
doença ao diagnóstico, como dor torácica, febre, perda de 
peso, dispneia e ginecomastia. Em cerca de 85-90% dos ca-
sos já existem metástases ao diagnóstico, sobretudo em pul-
mão, pleura, linfonodos e fígado. Níveis séricos de AFP e/ou 
β-HCG encontram-se tipicamente elevados em cerca de 85% 
dos casos. NCG não seminomas do mediastino são mais 
prováveis de causar elevações de AFP e menos comumente 
de β-HCG uqe não seminomas gonadais e retroperitoneais. 
Série contendo 635 pacientes com NCG extragonadais mos-
trou AFP elevada em 74% das NCG não seminomas medias-
tinais e 51% das retroperitoneais com medianas de valores 
de AFP nos tumores mediastinais e retroperitoneais 2.548 
ng/mL e 25 ng/mL, respectivamente. Resposta c.
16. A biópsia transbrônquica é o procedimento de escolha no 
diagnóstico da sarcoidose. A realização de biópsia é absolu-
tamente imprescindível para o diagnóstico da sarcoidose. A 
biópsia transbrônquica é recomendada na maioria dos casos e 
seu rendimento está associado à experiência do examinador e 
pode variar entre 40 e 90% quando retirados entre 4 e 5 frag-
mentos de tecido. O lavado bronquioalveolar deve ser realiza-
do para estudo dos linfócitos CD4 e CD8. Uma relação CD4/
CD8 maior que 3,5 é diagnóstico de sarcoidose, com uma es-
pecifi cidade em torno de 94% mesmo quando a biópsia trans-
brônquica é negativa. A biópsia da mucosa brônquica pode 
ser realizada no mesmo procedimento, com um rendimento 
variando entre 41-57%. Quando as biópsias brônquica e trans-
brônquica são negativas, está indicada a biópsia pulmonar a 
céu aberto. Se houver gânglios mediastinais, indicar a medias-
tinoscopia inicialmente, postergando a videotoracoscopia ou 
a biópsia pulmonar a céu aberto. Quando existe comprometi-
mento gangliopulmonar, o diagnóstico é confi rmado em mais 
de 95% dos casos ao utilizarmos os procedimentos já mencio-
nados. Outros locais de biópsias como lesões de pele, mucosas 
e linfonodos periféricos estão indicados quando mostrarem 
sinais de comprometimento. As lesões cutâneas que surgem 
em cicatrizes são um bom sítio para diagnóstico. A biópsia de 
fígado está indicada quando encontramos indicadores clínicos 
e bioquímicos do comprometimento do órgão. Resposta b.
17. OS tumores de Pacoast, também conhecidos como tu-
mores do sulco superior do pulmão, representam uma classe 
particular de neoplasias pulmonares. Foram descritos pela 
primeira vez por Edwin Hare, em 1838. Em 1924, Henry 
Pancoast, médico-radiologista, professor da Universidade 
da Pensilvânia, fez a descrição dos achados clínico-radioló-
gicos de sete pacientes portadores deste tipo de doença. Ini-
cialmente, acreditava-se que esse tumor seria proveniente de 
células embrionárias residuais do quinto arco branquial. No 
mesmo ano, o argentino Tobias defi niu a origem deste tipo 
de tumor como sendo um carcinoma broncogênico.
Um tumor de Pancoast verdadeiro usualmente é um carcino-
ma pulmonar de células não pequenas que, em razão de sua re-
lações anatômicas com as estruturas do estreito torácico supe-
rior, pode invadir o tronco inferior do plexo branquial, o tronco 
simpático, incluindo o gânglio estrelado, os arcos costais supe-
riores, bem como vértebras torácicas e vasos subclávios.
Os tumores de Pancoast representam menos de 5% dos carci-
nomas pulmonares de células não pequenas, e o seu compor-
tamento biológico não difere das demais neoplasias deste tipo.
A síndrome de Pancoast é caracterizada por uma apresen-
tação clínica que inclui dor no ombro e irradiação para o 
membro superior, podendo vir acompanhada de perda de 
força e de atrofi a muscular na mão decorrente da invasão do 
ramo inferior do plexo braquial, síndrome de Claude Ber-
nard Horner, que inclui ptose palpebral, miose, enoft almia e 
anidrose facial em decorrência do acometimento do gânglio 
estrelado e, radiologicamente, a evidência de destruição dos 
primeiros arcos costais ou vértebras torácicas.
Apesar de ter como principal causa o carcinoma pulmonar de 
células não pequenas, pode também ser causada por diversas 
doenças neoplásicas, infl amatórias ou infecciosas. Resposta c.
18. Trata-se de hamartoma pulmonar, uma neoplasia be-
nigna provavelmente derivada de células mesenquimatosas 
da parede brônquica. Representa cerca de 75% dos tumores 
pulmonares benignos e 6% dos nódulos pulmonares solitá-
rios. Aproximadamente 95% estão no parênquima e 5% são 
endobrônquicos. Raramente hamartomas podem ser múlti-
plos e integrar a tríade de Carney (condromas pulmonares, 
liomiossarcoma epitelioide gástrico e paraganglioma extra-
-adrenal funcionante).
Ocorre geralmente em pacientes com mais de 40 anos de idade, 
sendo a incidência máxima entre 50 e 60 anos. É duas vezes 
mais frequente em homens do que em mulheres. A maioria 
não causa sintomas. Ocasionalmente pode resultar em tosse, 
hemoptise ou pneumonia recorrente, quando endobrônquico.
Tumor parenquimatoso benigno geralmente solitário me-
dindo cerca de 1 a 3 cm de diâmetro, de contornos lisos ou 
lobulados, constituído predominantemente por tecidos car-
tilaginoso e adiposo. Ocasionalmente pode ter diâmetro de 
4 cm ou mais. Calcifi cação e ossifi cação da cartilagem po-
dem estar presentes e, em alguns casos, são bastante exten-
sas. Hamartomas endobrônquicos geralmente são peduncu-
lados e compostos predominantemente de tecido adiposo.
Na radiografi a de tórax:
  Nódulo circunscrito com margens lisas ou lobuladas.
  Pode ocorrer em qualquer localização no parênquima, 
mas tende a ser periférico e localizado preferencialmente 
nas bases pulmonares.
  Cerca de 5% têm calcifi cações evidentes na radiografi a. 
Calcifi cação múltipla grosseira (“em pipoca”) é caracte-
rística, mais incomum.
  O crescimento do nódulo é lento (cerca de 3 mm ao ano).
  Hamartomas endobrônquicos podem resultar em atelec-
tasia e pneumonias de repetição.
  Na TC:
  Nódulo circunscrito sólido com margens lisas ou lobula-
das e bem defi nidas. 185
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  Cerca de 60% têm focos de gordura (atenuação de -40 
UH a -120 UH em pelo menos 8 vóxeis) evidentes na TC 
com corte fi nos (1 mm).
  Focos de calcifi cação em cerca de 30% dos casos. Calci-
fi cação “em pipoca” ocorre em menos de 5% dos casos.
  Hamartomas endotraqueais ou endobrônquicos podem 
ter atenuação de gordura e calcifi cação, ou densidade 
de partes moles com ou sem focos de calcifi cação. Ge-
ralmente causam atelectasia, pneumonite obstrutiva ou 
dilatação brônquica.
Resposta d.
19. A radiografi a de tórax mostra velamento total do hemitó-
rax esquerdo com deslocamento do mediastino para o lado 
da lesão, aspecto que é compatível com atelectasia total do 
pulmão. Derrame pleural volumoso desloca o mediastino 
para o lado contrário à lesão. Resposta d.
20. A escala de Hounsfi eld representa os coefi cientes de ate-
nuação e se estende de - 1.000,que é o coefi ciênte de atenu-
ação do ar (a matéria menos radiopaca), a, didaticamente, 
+ 1.000 representando a densidade dos átomos pesados. Po-
demos identifi car outro ponto específi co nessa escala, que é 
zero, a densidade da água.
-1000 1000-100 0 100 200
ar gordura
água
partes m
oles
contraste
cálcio
Escala numérica de Hounsfi eld que representa os coefi cientes de atenuação
Densidade 80 HU é densidade que se aproxima da densi-
dade de partes moles. A imagem se localiza no mediastino, 
deixando o parênquima pulmonar livre, portanto tumor de 
mediastino. Resposta b.
21. Perda ponderal, associada a queixas respiratórias em um 
idoso deve levantar a suspeita para possível malignidade do 
aparelho respiratório. A queda anterior ocorrida há dois me-
ses com consequente dor persistente no HTE pode sugerir 
trauma de tórax com fratura de costelas. A radiografi a de 
tórax mostra hiperinsufl ação do pulmão direito, redução vo-
lumétrica do pulmão esquerdo com área de opacifi cação su-
perior e retração do mediastino para o lado da lesão, aspecto 
este, compatível com atelectasia. Considerando a suspeita de 
câncer de pulmão a causa mais provável da atelectasia é obs-
trução brônquica pelo crescimento tumoral. Resposta c.
22. A radiografi a de tórax em PA mostra elevação da hemicúpu-
la diafragmática e conteúdo de alças no hemitórax direito. A TC 
com contraste confi rma esta impressão. Relacione os achados 
acima com a história do acidente automobilístico e o diagnósti-
co mais acertado é hérnia disfragmática traumática. Resposta b.
23. O derrame pleural deve corresponder a doença pleural 
metastática. Embora o derrame pleural neoplásico possa ser 
hemorrágico, o aspecto amarelo citrino não exclui o diagnós-
tico. Dentre os pré-requisitos para a realização de pleurodese 
nos pacientes com derrame pleural neoplásico temos: confi r-
mação cito ou histológica de malignidade intrapleural, reex-
pansão pulmonar (clínica e radiológica) após evacuação da ca-
vidade pleural por toracocentese prévia ou drenagem tubular, 
condição clínica adequada do paciente (expectativa de sobre-
vida, estado geral, melhora clínica após toracocentese de alí-
vio). Este procedimento não deve ser realizado bilateralmente 
no mesmo momento já que a aderência entre os folhetos é ob-
tida através da irritação e da intensa infl amação das superfícies 
pleurais, gerando muitas vezes dor de forte intensidade.
A toracocentese deve ser realizada com cuidado para não 
esvaziá-lo rapidamente, pelo risco de edema de reexpansão. 
A drenagem tubular fechada com o objetivo de evacuar to-
talmente coleções pleurais existentes, não é recomendada 
isoladamente para controle defi nitivo do derrame pleural ne-
oplásico, uma vez que a recidiva do derrame após drenagem, 
quando não é realizado um procedimento concomitante de 
pleurodese, é elevada. Resposta d.
24. As metástases extratorácicas do câncer do pulmão são 
mais frequentes para o SNC, os ossos, o fígado e as suprarre-
nais nessa ordem. O câncer de pulmão é a neoplasia que mais 
comumente produz metástases para o SNC. Dez por cento 
de todos os pacientes com neoplasia pulmonar possuem me-
tástases para esse local no momento do diagnóstico e outros 
15-20% vão desenvolvê-las no curso de sua doença. Aproxi-
madamente 80-85% das metástáses para o parênquima cere-
bral comprometem os lobos frontais, enquanto 10-15% delas 
acometem o cerebelo. Em relação às metástases ósseas, os 
sítios mais comuns são a coluna, a bacia e o fêmur. A maioria 
das lesões ósseas são osteolíticas.
As metástases hepáticas ocorrem em 1-35% dos pacientes 
com câncer do pulmão, mais comumente nas fases avança-
das da doença. As glândulas suprarrenais são locais comuns 
de metástases do câncer do pulmão.
Sua incidência varia de 1,9-21,4% e, na maioria das vezes, 
são assintomáticas, por isso, a necessidade de incluir o estudo 
tomográfi co do andar superior do abdome em todo paciente 
portador de câncer do pulmão. Sua sensibilidade, com esse 
objetivo, varia de 41-90%. Resposta b.
25. Empiema pleural é o acúmulo de pus na cavidade pleural. 
Na fase exsudativa (fase aguda) a toracostomia realizada por 
meio da colocação de um dreno torácico calibroso na porção 
mais inferior do derrame é geralmente sufi ciente para retirar 
todo o líquido pleural e permitir a reexpansão do pulmão. A 
lavagem da cavidade pleural com soro fi silógico pode ser rea-
lizada em empiemas com grande quantidade de depósito de 
fi brina desde que não haja evidência de fístula broncopleural. 
Uma grande revisão de aproximadamente 1.300 casos de em-
piema mostrou que 60% dos casos se originam de infecções 
pulmonares preexistentes. Admite-se que a contaminação do 
espaço pleural possa ocorrer pela passagem direta de bactérias 
através da pleural visceral, ou seja decorrente da ruptura de 
absecessos pulmonares periféricos para a cavidade pleural.
Na fase crônica, em que o pulmão não expande adequada-
mente, mesmo após a remoção do líquido pleural, o trata-
mento deve ser realizado por toracotomia e decortição pul-
monar ou pleurostomia! Resposta d.186
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26. O quadro é de mediastinite necrotizante descendente e 
a causa mais comum é a infecção odontogênica. Os organis-
mos mais implicados são anaeróbios e aérobios (fl ora polimi-
crobiana). O sucesso do tratamento depende do diagnóstico 
precoce, antibioticoterapia maciça e ampla drenagem das lo-
jas supuradas. A drenagem cervical e do mediastino inferior 
precoce e agressiva é a chave do tratamento. A toracotomia 
bilateral, incisão em “concha (clamshell) e até mesmo múlti-
plas drenagens devem ser consideradas. Resposta b.
27. As radiografi as torácicas são usadas para avaliar a possibi-
lidade de um possível hematoma mediastinal, sendo bastante 
útil para excluir lacerações da aorta (com um valor prediti-
vo negativo de 98% para radiografi as com boa qualidade). O 
valor preditivo positivo, no entanto, é de apenas 15%, já que 
imagens obtidas em decúbito dorsal, magnifi cação e rotação 
do paciente podem simular alargamento do mediastino.
Existem muitos sinais radiográfi cos que podem sugerir le-
sões da aorta e/ou hematoma mediastinal, porém sempre 
que possível deve-se confi rmar estes achados com tomogra-
fi a computadorizada ou angiografi a. No entanto, a principal 
indicação para a realização de tomografi a computadorizada 
deve ser o mecanismo do trauma, não o achado radiológico 
de alargamento mediastinal.
Sinais que são bastante sensíveis, porém pouco específi cos 
para ruptura de aorta são: alargamento mediastinal e aorta 
com contorno anormal ou indistinto. O alargamento medias-
tinal pode se basear em critérios subjetivos ou na medida do 
diâmetro mediastinal na altura do arco aórtico (> 8 cm indica 
alargamento). A irregularidade de contornos do arco aórtico 
é provavelmente o sinal mais confi ável de ruptura aórtica. Al-
guns sinais têm uma especifi cidade relativamente alta, porém 
baixa sensibilidade, para ruptura da aorta: desvio da traqueia 
para a direita na altura de T4, desvio da sonda nasogástrica 
para a direita na altura de T4 e espessamento da linha para-
traqueal direita. Pode-se observar ainda deslocamento infe-
rior do brônquio principal esquerdo e espessamento apical 
esquerdo (sangue ocupando o espaço entre o istmo aórtico 
e a pleura parietal esquerda e estendendo-se superior e late-
ralmente ao longo da artéria subclávia esquerda). Resposta e.
28. Nenhuma difi culdade, trata-se de um derrame pleural 
parapneumônico com características compatíveis com em-
piema. Empiema em fase exudativa (fase aguda) é igual a 
drenagem pleural em selo d´água. Resposta c.
29. A crise miastênica é defi nida como uma exacerbação da 
fraqueza sufi ciente para por em risco a vida do paciente; ge-
ralmente, consiste em insufi ciência respiratória causada por 
fraqueza do diafragma e dos músculos intercostais. A cri-
se raramente ocorre em pacientes que recebem tratamento 
apropriado,o qual deve ser realizado na unidade de terapia 
intensiva, com profi ssionais experientes em lidar com a MG, 
insufi ciência respiratória, doenças infecciosas bem como 
terapias hídrica e eletrolítica. A possibilidade de a deterio-
ração decorrer de doses excessivas de anticolinesterásicos 
(“crise colinérgica”) é mais bem excluída através da inter-
rupção temporária dos agentes anticolinesterásicos. A causa 
mais comum da crise é uma infecção concomitante, a qual 
deve ser tratada imediatamente, já que as defesas mecânicas 
e imunológicas do paciente devem estar comprometidas. O 
paciente miastênico com febre e no início de infecção deve 
ser tratado como os outros pacientes imunocomprometidos. 
Antibioticoterapia precoce e efi caz, assistência respiratória e 
fi sioterapia pulmonar são essenciais no programa terapêu-
tico. A plasmaférese ou a lgIV são úteis para acelerar a re-
cuperação. Em relação a timectomia deve-se distinguir duas 
questões: (1) remoção cirúrgica do timoma e (2) timectomia 
como tratamento da MG. A remoção cirúrgica do timoma é 
necessária em virtude da possibilidade de disseminado local 
do tumor, embora a maioria dos timomas seja benigna. Na 
ausência de tumor, as evidências disponíveis sugerem que até 
85% dos pacientes apresentam melhora após a timectomia; 
desses, cerca de 35% alcançam a remissão livre de medicação. 
Entretanto, a melhora costura ser postergada em meses ou 
anos. A vantagem da timectomia é oferecer a possibilidade 
de um benefício a longo prazo, em alguns casos reduzindo 
ou eliminando a necessidade do tratamento clínico contínuo. 
Em decorrência desses benefícios em potencial e do risco 
desprezível em mãos hábeis, a timectomia ganhou ampla 
aceitação no tratamento da MG. É consenso que a timecto-
mia deve ser realizada em todos os pacientes com miastenia 
generalizada que estejam entre a puberdade e pelo menos 55 
anos de idade. Ainda está em debate se a timectomia deve 
ser indicada às criança, aos adultos com mais de 55 anos e 
pacientes cuja fraqueza se limite aos músculos oculares. Há 
também evidências de que os pacientes com MG positiva 
para anticorpos anti-MuSK podem não responder à timec-
tomia. Esta deve ser administrada em um hospital onde tal 
procedimento seja frequente, e a equipe se mostre experiente 
na assistência pré e pós-operatória, na anestesia e nas técni-
cas cirúrgicas da timectomia total.
Os anti-AChR são detectáveis no plasma de cerca de 85% dos 
pacientes miastênicos, mas em apenas 50% daqueles com 
fraqueza limitada aos músculos oculares. A presença de anti-
corpos anti-AChR praticamente fecha o diagnóstico de MG, 
porém um teste negativo não o exclui. O nível medido de an-
ticorpos anti-AChR não refl ete adequadamente a gravidade 
da MG em pacientes diferentes. Constatou-se que anticorpos 
contra a MuSK estão presentes em cerca de 40% dos pacien-
tes com MG generalizada sem anticorpos anti-AChR, e sua 
presença é um exame de diagnóstico útil nesses pacientes.
A distribuição da fraqueza muscular segue um padrão típi-
co. Os músculos cranianos, sobretudo os da pálpebra e os 
extra-oculares, costumam ser acometidos no início da evo-
lução da MG, e diplopia e ptose são queixas iniciais comuns. 
A fraqueza facial produz uma expressão de “rosnar” quan-
do o paciente tenta sorrir. A fraqueza na mastigação é mais 
perceptível após um esforço prolongado, como ao mastigar 
carne. A fala pode ter um timbre nasal, causado por fraque-
za do palato, ou uma característica “mole” disártrica devido 
à fraqueza da língua. A difi culdade na mastigação pode ad-
vir de fraqueza do palato, da língua ou da faringe, levando 
à regurgitação nasal ou aspiração de líquidos ou alimentos. 
Fraqueza bulbar é especialmente proeminente na MG com 
anticorpos anti-MuSK positivos. Em cerca de 85% dos pa-
cientes, a fraqueza torna-se generalizada, afetando também 
os músculos dos membros. Permanecendo a fraqueza restrita 
aos músculos extra-oculares por 3 anos, é provável que não 
se generalize, e diz-se que esses pacientes têm MG ocular. A 
fraqueza dos membros na MG com frequência é proximal 
e pode ser assimétrica. A despeito da fraqueza muscular, os 187
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refl exos tendíneos profundos são preservados. Se a fraqueza 
respiratória for muito grave a ponto de exigir assistência res-
piratória, diz-se que o paciente está em crise.
As anormalidades neuromusculares na MG são desenca-
deadas por resposta autoimune mediada por anticorpos 
anti-AChR específi cos. Tais anticorpos reduzem o número 
de AChR disponível nas junções neuromusculares através 
de três mecanismos distintos: (1) renovação acelerada dos 
AChR através de um mecanismo envolvendo o entrecruza-
mento e a rápida endocitose dos receptores; (2) bloqueio do 
local ativo do AChR, isto é, o local onde a ACh normalmente 
se liga; e (3) lesão da membrana muscular pós-sináptica por 
anticorpos em colaboração com o complemento. Resposta b.
30. Febre, tosse, expectoração e condensação pulmonar são 
dados compatíveis com síndrome de condensação pulmonar 
de etiologia bacteriana. A presença de broncograma aéreo é 
compatível com condensação benigna, portanto o diagnósti-
co é de pneumonia. Resposta c.
31. Derrame pleural desvia o mediastino contralateral; ate-
lectasia traciona o mediastino homolateral à lesão. O medias-
tino centrado é justifi cado quando da associação de atelecta-
sia com derrame pleural. Resposta b.
32. Cisto broncogênico pulmonar na maioria dos casos (dois 
terços) ocorre nos lobos inferiores. A imagem é geralmen-
te de uma opacidade focal bem defi nida, arredonda ou oval, 
com densidade homogênea. O bócio mergulhante se localiza 
no mediastino anterior e superior, pode rechaçar a traqueia 
para a esquerda e não cursa com calcifi cações. O linfoma é 
ambém uma massa de mediastino anterior mas que não se 
apresenta com calcifi cações grosseiras. A hérnia de Bochda-
lek é uma hérnia diafragmática congênita que se localiza pos-
terior e à esquerda. Quando a herniação é a direita recebe a 
denominação de hérnia de Morgani.
Os achados radiólogicos são compatíveis com sarcoidose. O 
padrão típico consiste em linfonodomegalia hilar bilateral e 
simétrica e linfonodomegalia paratraqueal direita, mas fre-
quentemente também há evidência de linfonodomegalia nas 
regiões aortopulmonar e subcarinal. Linfonodomegalia hilar 
unilateral ocorre em apenas 5% dos casos, devendo chamar 
a atenção para outras causas possíveis de linfonodomegalia. 
Calcifi cação linfonodal geralmente difusa pode ser vista na 
radiografi a em até 20% dos casos e costuma ser um achado 
masi tardio. O padrão em “casca de ovo” é incomum.
A doença não se expressa só por envolvimento ganglionar hilar 
e mediastinal, mas também por doença intersticial com infi ltra-
do reticulonodular e/ou nodular. Pode haver áreas de condensa-
ção em vidro fosco, porém não são frequentes. Resposta d.
33. Este é um quadro típico de aspiração de corpo estranho 
(ACE). A apresentação clínica de pacientes com ACE é muito 
variável, sendo dependente principalmente do grau de obs-
trução da via aérea. Fatores importantes também incluem o 
fato de o evento ter sido testemunhado, a idade do pacien-
te, o tipo de material aspirado, o tempo decorrido desde o 
acidente e a localização do objeto. O atraso no diagnóstico 
de ACE, e consequentemente no seu tratamento, acarreta 
maiores complicações. Somente a metade dos casos de ACE 
é diagnosticada nas primeiras 48 horas.
Na presença de uma história de engasgo e sintomas sugestivos, 
a ACE deve ser presumida, independentemente dos achados 
na radiografi a de tórax. O diagnóstico de ACE em adultos é 
complicado pelo fato de que os pacientes nem sempre valori-
zam ou lembram-se de uma história de engasgo. O diagnóstico 
é frequentemente negligenciado, exceto quando o paciente ou 
testemunhas relatam um episódio típico de asfi xia. A apresen-
tação clínica na fase aguda é rara em adultos,hérnia de Bochdalek
d) sequestro pulmonar
e) tuberculose pulmonar atípica
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFG-GO – R3 Cirurgia – 2014
15. Os tumores germinais não seminomatosos do me-
diastino:
a) representam 30% dos tumores germinais malignos 
do mediastino
b) são pouco agressivos e de crescimento limitado
c) apresentam metástases para o pulmão, linfonodos 
mediastinais e fígado em até 95% dos casos no mo-
mento do diagnóstico
d) apresentam o marcador beta-hCG (gonadotrofi na 
coriônica humana B) elevado e a alfafetoproteína 
ausente em 10% dos casos
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFG-GO – R3 Cirurgia – 2014
16. Em qual das condições abaixo listadas a biópsia pul-
monar transbrônquica realizada por broncoscopia 
apresenta maior probabilidade diagnóstica? 157
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a) metástases pulmonares periféricas
b) sarcoidose
c) neoplasia pulmonar periférica
d) granulomatose de Wegener
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF-RJ – R3 Cirurgia – 2014
17. Paciente do gênero masculino, 63 anos, fumante, desde 
os 18 anos, de cerca de um maço/ dia, apresenta ptose 
palpebral, enoft almia e dor no terço superior do hemi-
tórax esquerdo que não cede com analgésico. A radio-
grafi a de tórax demonstra massa apical com erosão de 
arco costal e do processo transverso de vértebra dorsal 
em correspondência. O diagnóstico provável é:
a) mesotelioma pleural
b) condrossarcoma
c) tumor de Pancoast
d) tumor carcinoide
e) fi brossarcoma
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF-RJ – R3 Cirurgia – 2014
18. Paciente masculino, 45 anos, apresenta nódulo pul-
monar no lobo inferior do pulmão direito. A Tomo-
grafi a Computadorizada da região revela densidades 
mistas de partes moles, gordura e cálcio. A principal 
hipótese diagnóstica é:
a) metástase de adenocarcinoma mucinoso
b) granuloma
c) carcinoma epidermoide
d) hamartoma
e) adenocarcinoma
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UNESP – R3 Cirurgia – 2013
19. Homem de 40 anos sofreu trauma por atropelamen-
to, cuja radiografi a de tórax é mostrada a seguir, e 
evidencia:
a) volumoso derrame pleural à esquerda
b) fraturas de costelas à esquerda
c) pneumotórax à direita tomando metade do hemitórax
d) atelectasia de pulmão esquerdo
e) lesão das primeiras vértebras torácicas
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UNESP – R3 Cirurgia – 2013
20. Mulher de 50 anos teve pneumonia, foi tratada e, no 
retorno de um mês lhe foi solicitada radiografi a de 
tórax que mostrava lesão arredondada à esquerda. 
Tomografi a computadorizada: lesão de densidade 80 
HU (fi gura). O diagnóstico mais provável é:
a) carcinoma brônquico
b) tumor de mediastino
c) aneurisma de aorta
d) empiema septado
e) hérnia diafragmática
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UNESP – R3 Cirurgia – 2013
21. Homem de 62 anos, há seis meses vem perdendo peso, 
com aumento da tosse e dispneia. Antecedente pessoal: 
queda no banheiro há dois meses e, desde então, tem tido 
muita dor no hemitórax esquerdo. Seu RX de tórax é 
mostrado abaixo. A imagem sugere:
a) tuberculose no lobo superior esquerdo e existe fratura 
costal também à esquerda devido ao trauma
b) pneumonia em lobo superior esquerdo e existe fra-
tura costal à direita devido ao trauma
c) atelectasia por obstrução de brônquio do lobo supe-
rior esquerdo e existe fratura costal patológica tam-
bém à esquerda158
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d) fi brose no ápice esquerdo e fratura costal também à 
esquerda
e) comprometimento pleural no ápice do hemitórax 
esquerdo, com elevação de cúpula diafragmática es-
querda, além de fratura de costela
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UNESP – R3 Cirurgia – 2013
22. Homem de 58 anos, pedreiro, há 1 ano e meio iniciou 
quadro de dispneia aos grandes esforços, quando pro-
curou auxílio médico. Informa que o quadro disp-
neico vem progredindo e que ultimamente apresenta 
dispneia aos médios esforços, difi cultando exercer sua 
profi ssão e alguns episódios aos mínimos esforços. An-
tecedentes pessoais: tabagista 50 anos/maço; etilista 2 
doses de aguardente ao dia; HAS em uso de captopril 
25 mg VO 12∕12 h e hidroclorotiazida 25 mg VO 12∕12 
h; negou cirurgias prévias e alergias; acidente auto-
mobilístico há 3 anos, com fratura de 3 arcos costais 
à direita. Seus exames de imagem são apresentados a 
seguir. A melhor hipótese diagnóstica é:
 
a) neoplasia pulmonar
b) hérnia diafragmática
c) abscesso pulmonar
d) tumor do mediastino
e) pneumonia com pneumatoceles
ACERTEI ERREI DÚVIDA
Unifi cado-MG – R3 Cirurgia – 2013
23. DHU, sexo feminino, 64 anos, aposentada, vinha fa-
zendo controle de câncer de mama tratado há qua-
tro anos. Há uma semana começou com dispneia aos 
médios esforços, mas que piorou muito nas últimas 
horas. Deu entrada no PA em franca dispneia, sendo 
imediatamente colocada em administração de O2 por 
cateter nasal. No momento com saturação de oxigê-
nio em 92%. Foi realizada radiografi a de tórax, que 
mostrou derrame pleural bilateral volumoso. Foi so-
licitada a avaliação do cirurgião, que indicou toraco-
centese. Em relação a este caso e ao derrame pleural 
de modo geral, assinale a afi rmativa ERRADA:
a) a presença de líquido citrino não exclui o diagnósti-
co de derrame secundário a neoplasia
b) caso seja indicada, a pleurodese não deve ser feita 
bilateralmente, em um mesmo momento
c) deve ser realizada toracocentese, com cuidado para 
não esvaziá-lo rapidamente, pelo risco de edema 
pulmonar de reexpansão
d) grandes volumes exigem a colocação de dreno tubular
ACERTEI ERREI DÚVIDA
PUC-PR – R3 CIRURGIA – 2013 
24. As localizações mais frequentes das metástases à dis-
tância no carcinoma pulmonar são:
a) pulmão, rins e pâncreas
b) cérebro, suprarrenal e ossos
c) janela pericárdica e reposição volêmica
d) ossos, pâncreas e suprarrenal
e) baço, ossos e cérebro
ACERTEI ERREI DÚVIDA
Santa Casa-SP – R3 CIRURGIA – 2013 
25. Com relação ao empiema pleural, assinale a alternati-
va INCORRETA:
a) é defi nido como uma coleção de líquido purulento 
entre os dois folhetos pleurais
b) na fase exsudativa a drenagem pleural pode ser sufi -
ciente para o seu tratamento
c) desde que não haja evidência de fístula broncopleu-
ral a lavagem com soro fi siológico do espaço pleural 
pode ser realizada em empiemas com grande quan-
tidade de depósitos de fi brina
d) a patogenia mais frequente é a inoculação bacteria-
na direta no espaço pleural, como por exemplo, em 
punções ou drenagens torácicas ou ainda em feri-
mentos penetrantes no tórax
e) a pleurostomia é uma opção terapêutica para os ca-
sos de empiema pleural crônico onde já existe encar-
ceramento pulmonar
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SUS-SP – R3 CIRURGIA – 2013 
26. Uma mulher de 28 anos de idade apresenta dor to-
rácica anterior que piora com a tosse, dispneia leve, 
hipotensão postural e temperatura axilar de 38,7 °C, 
associada a dor cervical, com aumento do volume do 
pescoço, 3 dias após restauração dentária em maxilar 
inferior. A tomografi a mostra coleção em região re-
trofaríngea e coleções mediastinais septadas, além de 
pequena efusão pleural à direita. Nesse caso:
a) a manipulação dentária descrita não guarda relação 
causal com o presente quadro, devendo-se a propedêu-
tica focar na investigação de eventual fístula esofágica
b) o uso exclusivo de medidas clínicas, sem o desbrida-
mento agressivo das coleções descritas, levará muito 
provavelmente ao óbito
c) o germe mais provavelmente envolvido é E. coli 159
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d) o desbridamento cirúrgico por bitoracotomia (incisão 
de Clamshell) deve ser evitado, pela alta morbidade
e) a bitoracotomia, associada a cervicotomia ampla, 
deve ser reservada exclusivamente para os pacientes 
que não respondam à antibioticoterapia de amplo 
espectrouma vez que, na 
maioria das vezes, o CE migra para a árvore brônquica distal. 
Quando um objeto grande é aspirado, causando difi culdade 
respiratória, afonia, cianose e tosse persistente, o diagnóstico é 
realizado com maior rapidez. Não é o habitual em adultos, pois 
o calibre da via aérea permite a ventilação e geralmente uma 
apresentação clínica mais sutil, muitas vezes com exame físico 
normal. Isso acaba adiando o diagnóstico, principalmente se 
o objeto for radiotransparente. O início repentino da tríade 
clássica (tosse, chiado e diminuição do murmúrio vesicular) 
muitas vezes não é observado.
Nas crianças, o episódio testemunhado de asfi xia, com um 
quadro de engasgo seguido de acesso de tosse, muitas ve-
zes acompanhado de cianose perilabial, principalmente em 
uma criança previamente saudável, é bastante sugestivo de 
ACE, com sensibilidade de 76-92% para o diagnóstico. No 
entanto, nem sempre o episódio é relatado espontaneamente 
pelos pais, principalmente quando o episódio agudo é autoli-
mitado e seguido por um período sem sintomas, que os pais 
interpretam erroneamente como um sinal de resolução, atra-
sando o diagnóstico. A ACE também pode ser suspeitada no 
primeiro quadro súbito de sibilância, na tosse persistente e na 
diminuição segmentar do murmúrio vesicular em pacientes 
com estridor, sibilos localizados ou difi culdade respiratória 
refratária ao tratamento. Uma história de asfi xia, quando es-
pecifi camente solicitada, é encontrada em cerca de 90% dos 
casos confi rmados de ACE. 
Quando o diagnóstico é tardio, o período de latência entre 
o episódio de aspiração e o aparecimento ou piora dos sin-
tomas pode durar dias, meses ou anos, dependendo do grau 
de obstrução da via aérea e da natureza do material aspirado 
(orgânico ou inorgânico). Resposta e.
34. A grande totalidade dos cânceres de pulmão são de ori-
gem epitelial, sendo que aproximadamente 80% de todos os 
carcinomas broncogênicos é típicamente classifi cado em ti-
pos celulares específi cos. Carcinoma de células escamosas, 
adenocarcinorma e carcinoma de grandes células fazem par-
te desse grupo. O carcinoma tipo células pequenas (out cell) 
representa 15 a 20% dos casos, sendo o mais agressivo dos 
cânceres de pulmão . Linfoma primário de pulmão represen-
ta 1% ou menos. O adenocarcinoma representa cerca de 40% 
dos casos. O aumento da incidência relativa do adenocarci-
noma verifi cado nas últimas décadas é atribuida ao uso de 
fi ltros nos cigarros a partir da década de 1960.
A maioria dos tumores de Pancoast é do tipo escamoso, de 
crescimento lento e raramente produz metástases a distância. 
O tumor pode invadir a pleura e a parede torácica, causando 
a destruição da primeira e da segunda costelas, causando in-
tensa dor. Pode também invadir e destruir o corpo vertebral.
A Síndrome de Horner é comum no tumor de Pancoast. Ela é 
secundária ao envolvimento da cadeia simpática e do gânglio es-
trelado, causando enoft almia unilateral, ptose palpebral, miose 
e anidrose ipsilateral da face e do membro superior. Resposta d.188
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35. Todas as condições relacionadas são causas habituais de 
linfonodemegalias mediastinais, exceto fi brose pulmonar 
idiopática, uma condição que representa uma pneumonia 
intersticial crônica fi brosante sem etiologia defi nida que se 
caracteriza pelo padrão histopatológico e tomográfi co de 
pneumonia intersticial usual. Vale frisar que linfonodome-
galia acometendo uma ou duas estações de linfonodos e me-
dindo até 1,5cm é um achado comum em pacientes com FPI, 
linfonodomegalias expressivas não, mas de acordo com o que 
foi dito acima, FPI cursa com pequenos linfonodos mediasti-
nais, portanto com ressalvas. Resposta a.
36. O quadro é de miastenia gravis. Os medicamentos anticoli-
nesterásicos produzem melhora pelo menos parcial na maioria 
dos pacientes miastênicos, sendo total em alguns pacientes. A 
piridostigmina é o agente anticolinesterásico mais amplamente 
utilizado. Em geral, a ação benéfi ca da piridostigmina oral co-
meça em 15 a 30 min e permanece por 3 a 4 h, mas as respostas 
individuais variam. Inicia-se o tratamento com uma dose mo-
derada, como, por exemplo, 30 a 60 mg 3 ou 4 vezes/dia. A fre-
quência e dose do fármaco devem ser ajustadas de acordo com 
as necessidades de cada paciente durante o dia. Por exemplo, 
os pacientes com fraqueza na mastigação e deglutição podem 
se benefi ciar do uso do medicamento antes das refeições, de 
modo que o pico de ação coincida com o horário das refeições. 
A piridostigmina de ação longa, às vezes, é útil ao paciente du-
rante a noite, porém jamais deve ser usada durante o dia devi-
do à variável absorção. A dose máxima benéfi ca de piridostig-
mina raramente deve exceder 120 mg a cada 3 a 6 h durante o 
dia. A overdose com os anticolinesterásicos pode aumentar a 
fraqueza e causar outros efeitos colaterais. Em alguns pacien-
tes, os efeitos colaterais muscarínicos dos anticolinesterásicos 
(diarreia, cólica abdominal, salivação, náuseas) podem limitar 
a dose tolerada. A atropina/difenoxilato ou a loperamida são 
úteis no tratamento dos sintomas gastrintestinais.
A remoção cirúrgica do timoma é necessária em virtude da 
possibilidade de disseminação local do tumor, embora a 
maioria dos timomas seja benigna. Na ausência de tumor, as 
evidências disponíveis sugerem que até 85% dos pacientes 
apresentam melhora após a timectomia; desses, cerca de 35% 
alcançam a remissão livre de medicação. Entretanto, a melho-
ra costuma ser postergada em meses ou anos. A vantagem da 
timectomia é oferecera possibilidade de um benefício a longo 
prazo, em alguns casos reduzindo ou eliminando a necessida-
de do tratamento clínico contínuo. Em decorrência desses be-
nefícios em potencial e do risco desprezível em mãos hábeis, 
a timectomia ganhou ampla aceitação no tratamento da MG. 
É consenso que a timectomia deve ser realizada em todos os 
pacientes com miastenia generalizada que estejam entre a pu-
berdade e pelo menos 55 anos de idade. Ainda está em debate 
se a timectomia deve ser indicada às crianças, aos adultos com 
mais de 55 anos e pacientes cuja fraqueza se limite aos múscu-
los oculares. Há também evidências de que os pacientes com 
MG positiva para anticorpos anti-MuSk podem não responder 
à timectomia. Esta deve ser administrada em um hospital onde 
tal procedimento seja frequente, e a equipe se mostre expe-
riente na assistência pré e pós-operatória, na anestesia e nas 
técnicas cirúrgicas da timectomia total.Resposta b.
37. As características radiológicas do NPS são de suma im-
portância e, em alguns casos, defi nem a natureza do nódulo. 
Os seguintes aspectos são analisados: a forma, o diâmetro, os 
bordos, a sede, a presença e o padrão da calcifi cação, a cavi-
tação, a espessura da parede e lesões satélites. São indícios de 
malignidade: irregularidade dos bordos, presença de espícu-
las, cavitação de parede espessa e diâmetro maior que 2 cm. 
Por outro lado, o diâmetro inferior a 1 cm e a presença de 
calcifi cação sugerem benignidade. A realização de radiogra-
fi as em duas incidências defi ne a posição central da calcifi ca-
ção no NPS e caracteriza a localização intraparenquimatosa. 
Khouri e cols. relatam que entre 10% a 20% das lesões de 
pequenas dimensões, detectadas nas radiografi as realizadas 
na incidência posteroanterior, na realidade não eram intra-
pulmonares. A presença de lesões satélites está mais frequen-
temente associada a granuloma. Os achados considerados 
como evidências de benignidade são: calcifi cação central, 
difusa, em pipoca ou laminar, e estabilidade radiológica do 
NPS por pelo menos dois anos. Resposta d.
38. Pneumotórax espontâneo primário é uma doença de 
adultos jovens, com 85% dos casos ocorrendo até os 40 anos. 
Neste caso a persistência de fuga aérea por mais de 4-5 dias 
após a drenagem inicial é compatível com o diagnóstico de 
fístula persistente e nesta situação a indicação é cirúrgica:bu-
lectomia e pleurodese videotoracoscópica.
Indicações cirúrgicas no pneumotórax espontâneo
1. Fuga aérea maciça sem reexpansão pulmonar
2. Fístula persistente por mais que cinco dias
3. Segundo episódio de pneumotórax espontâneo
4. Complicações do pneumotórax (empiema, hemotórax)
5. Indicações ocupacionais (aviadores, mergulhadores, morado-
res de áreas distantes)
6. Pneumotórax contralateral prévio
7. Pneumotórax bilateral simultâneo
Resposta c.
39. Trata-se de mediastinite necrotizante descendente cujo 
foco é odontogênico e que tem como organismos mais co-
muns fl ora polimicrobiana com anaeróbios e aeróbios. Este 
tipo de mediastinite apresenta alta morbidade e alta morta-
lidade, 40% a 50%. O retardo no diagnóstico e o tratamento 
inapropriado (drenagem inadequada) são as principais cau-
sas de alta mortalidade. O sucesso do tratamento depende 
portanto do diagnóstico precoce, antibioticoterapia maciça e 
ampla drenagem das lojas supuradas. A drenagem cervical e 
do mediastino inferior precoce e agressiva é a chave do tra-
tamento. Procedimentos como toracotomia bilateral incisão 
em “concha” (clamshell) e até mesmo múltiplas drenagens 
devem ser considerados. Resposta d.
40. As complicações pós-operatórias são fáceis de serem pre-
venidas, aderindo-se aos princípios técnicos adequados. 
O mau posicionamento do tubo pode levar à ulceração, obs-
trução, granuloma e hemorragia. A radiografi a pós-opera-
tória esclarece a posição do tubo e evita esses problemas. A 
hemorragia quase sempre é devida a erro técnico e pode ser 
fatal em caso de inundação da árvore brônquica.
Nas pequenas perdas sanguíneas é sufi ciente abrir a ferida 
cirúrgica e, nas maiores, a reexploração torna-se mandatória. 
As hemorragias tardias são devidas à erosão de um grande 
vaso e, mais comumente, à artéria inominada. O tratamento 
consiste em aplicar compressão na artéria rompida e abertura 189
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do esterno com ligadura do vaso. A formação de crostas e 
tampões mucosos deve-se à falta de umidifi cação e de cui-
dados com a toalete brônquica. O deslocamento da cânula e 
subsequente saída pode ser fatal e é devida à falta de atenção 
injustifi cável. Resposta c.
41. Habitualmente o pneumotórax espontâneo resulta da 
ruptura de blebs ou vesículas enfi sematosas subpleurais, ge-
ralmente localizadas nos ápices dos pulmões ou dos lobos 
pulmonares. Existe uma incidência de 20% a 50% de recidiva 
do pneumotórax; 90% das recorrências ocorrem do mesmo 
lado do episódio inicial. Após o segundo episódio, o índice 
de recorrência aumenta para 60% a 80%. Os fatores de risco 
de recorrência incluem: mais que um episódio prévio, bolhas 
visíveis ao exame radiológico e pacientes longilíneos.
Um pneumotórax pequeno, estável, menor que 20%, num 
paciente assintomático pode ser mantido em observação, o 
que não é o caso deste paciente, que deve ser submetido a 
drenagem pleural em selo d´água.
O dreno pleural pode ser colocado no 5º ou 6º espaços in-
tercostais na linha axiliar anterior ou no segundo espaço 
intercostal na linha hemiclavicular. A reexpansão completa 
do pulmão pode ser obtida mesmo na presença de uma fís-
tula aérea. Ocorre, então, a aderência entre a pleura parietal 
e a pleura visceral. A própria presença do dreno promove 
infl amação secundária, o que deve facilitar a sínfi se pleu-
ral. Pode ser aplicada aspiração pleural contínua no sistema 
de drenagem se a reexpansão for incom pleta, ou, então, 
se o débito da fístula for maior que a capacidade do dre-
no pleural de remover o ar apenas por um sistema em selo 
d’água. Quando se consegue a aposição das duas superfí-
cies pleurais, a fístula geralmente fecha. O dreno pleural é 
mantido pelo menos 24 horas após o fechamento da fi ’stuia, 
comprovado pela cessação do borbulhamento no frasco de 
drenagem. Alguns pacientes com pneumotórax espontâneo 
primário que apresentam reexpansão completa do pulmão 
após a drenagem pleural podem ser tratados ambulatorial-
mente com a conexão de uma válvula unidirecional ao dre-
no pleural (válvula de Heimlich).
Nove a 20% dos pacientes com pneumotórax espontâneo re-
querem o tratamento cirúrgico. As principais indicações para 
tratamento cirúrgico são: fístula aérea maciça, que impede a 
reexpansão do pulmão, fístula aérea que permanece por mais 
de quatro a cinco dias e o pneumotórax recidivado a partir 
do segundo episódio. Além disso, existem algumas indica-
ções específi cas que devem ser consideradas. Por exemplo, o 
desenvolvimento de pneumotórax em pacientes que desen-
volvam profi ssões como pilotos de aviação, meurgulhadores, 
alpinistas, paraquedistas, praticantes de esportes “radicais” e 
indivíduos que vivem em áreas remotas. O tratamento cirúr-
gico pode ser associado à abrasão ou pleurectomia para pro-
duzir uma sínfi se pleural mais efetiva. A operação pode ser 
realizada por várias vias de acesso, incluindo a toracotomia 
lateral, a toracotomia anterolateral, a toracotomia vertical 
axilar limitada, a toracotomia mediana transesternal permi-
tindo a abordagem bilateral. A incisão mais frequentemen-
te utilizada atualmente é a toracotomia axilar limitada, sem 
secção muscular, em que por incisão relativamente pequena 
obtem-se bom acesso ao ápice pulmonar e ao tratamento da 
bolha. As bolhas podem ser suturadas, ligadas ou preferen-
cialmente grampeadas com sutura mecânica. Resposta d.
42. Abscesso pulmonar é uma coleção localizada de pus, con-
tida em uma cavidade originada da necrose subaguda do pa-
rênquima pulmonar, a qual foi causada por uma infecção mi-
crobiana prévia. Geralmente, é originado como aspiração de 
conteúdo de orofaringe, levando à infecção pulmonar aspira-
tiva e à infl amação supurativa circunscrita seguida de necrose.
Uma lesão necrótica escavada do parênquima pulmonar, com 
mais de 2 cm de diâmetro, é designada como abscesso; cavi-
dades menores, usualmente múltiplas, costumam fazer parte 
do que arbitrariamente se chama de pneumonia necrotizante.
No abscesso pulmonar a infecção geralmente é por anaeró-
bios e pode estar associada a etilismo, pacientes debilitados, 
idosos ou a condições que predispõem à broncoaspiração.
A radiografi a de tórax convencional demonstra uma área ar-
redondada de consolidação precocemente, enquanto um ní-
vel hidroaéreo na radiografi a de tórax em decúbito lateral ou 
em posição ereta é visível mais tardiamente. Estes achados são 
também defi nidos pela TC, e este exame na fase inicial mostra 
área hipodensa arredondada, muitas vezes cercada por tecido 
que realça com contraste intravenoso, dentro de uma área de 
consolidação: A RNM tem pouca aplicabilidade, diferente da 
bronscopia que pode ser útil para o diagnóstico para se descar-
tar corpo estranho, estenose ou câncer, assim como pode ser 
usada como terapêutica (drenagem da cavidade).
A antibioticoterapia deve ter cobertura para anaeróbios e ae-
róbios. A maioria dos pacientes (85%-95%) responde ao tra-
tamento clínico com redução rápida no líquido, colapso das 
paredes e completa cicatrização em 3 a 4 meses. Os pacientes 
com sintomas de longa duração, com mais de 3 meses antes 
do tratamento ou cavidades maiores do que 4 a 6 cm apresen-
tam menor probabilidade de resposta.
A terapia cirúrgia é indicada para a cavitação persistente (> 2 
cm e de paredes espessas) após 8 semanas de terapia clínica, 
incapacidade de se eliminar a sepse, hemoptise (frequente-
mente pequena hemorragia sentinela antes de uma hemor-
ragia maciça) e para excluir o câncer. Se um abscesso pulmo-
nar se romper para dentro da cavidade pleural, uma simples 
drenagem é sufi ciente, com o paciente sendo tratado como 
empiema ou fístula broncopleural. A lobectomia é em geral 
necessária; a taxa de mortalidade é de 1% a 5%. Às vezes, pode 
ser necessária uma drenagem externa em pacientes critica-
mente enfermos se ocorreu uma sínfi se pleural. Resposta c.
43. Estadiamento é a avaliação da extensão da doença neo-plásica de um paciente, permitindo seu agrupamento com 
outros pacientes, com extensão de doença semelhante e obje-
tivando uniformizar os tratamentos e facilitar a análise de da-
dos epidemiológicos. O estadiamento se baseia na avaliação 
do tamanho, da localização e do grau de invasão do tumor 
primário, bem como na identifi cação da possível presença de 
doença locorregional ou metastática.
Apesar das campanhas antitabágicas, a principal causa do 
câncer de pulmão continua sendo o tabagismo.
A tosse, seca ou produtiva, é o sintoma ,mais comum associada 
ao câncer do pulmão. A maioria dos pacientes com suspeita de 
câncer do pulmão é fumante de longa data e frequentemente 
portador de bronquite crônica. Por isso, a tosse e a expectora-
ção, habitualmente presentes nesses pacientes, podem não ser 
devidamente valorizadas. Portanto, modifi cação no padrão da 
tosse existente ou alteração na qualidade de expectoração são 
consideradas suspeitas e merecem investigação.190
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A tosse pode ser causada por um pequeno tumor agindo 
como um corpo estranho dentro do brônquio ou pode ser 
secundária à ulceração da mucosa. É um sintoma comum em 
todo paciente com câncer do pulmão de qualquer localiza-
ção, entretanto ela é mais comumente observada nos porta-
dores de tumores centrais.
A hemoptise está presente em 1/3 dos casos das neoplasias pul-
monares. Por isso, todo episódio de hemoptise em indivíduos 
com mais de 40 anos deve ser investigado com radiografi a do 
tórax e broncofi broscopia. Aproximadamente 20% de todos os 
casos de hemoptise resultam do câncer do pulmão.
A quantidade de sangue expelida pela tosse pode variar des-
de pequenas quantidades capazes de salpicar ou raiar o escar-
ro, até volumosas hemoptises secundárias à ruptura das veias 
brônquicas resultantes da invasão tumoral.
Nas metástases pulmonares oriundas de neoplasias extrapul-
monares e hemoptise é rara.
O grande volume de sangue que fl ui pelos pulmões através 
dos vasos pulmonares é o responsável pela precoce e fre-
quente disseminação hematogênica do câncer do pulmão.
A frequência das metástases extratorácicas varia de acordo 
com o tipo celular e a diferenciação histológica do tumor: é 
maior no carcinoma indiferenciado de células pequenas e nos 
tumores pouco diferenciados. No grupo dos carcinomas pul-
monares de células não pequenas, as metástases a distância 
predominam no adenocarcinoma, seguido pelo carcinoma 
indiferenciado de grandes células e pelo carcinoma escamoso.
As metástases extratorácicas do câncer do pulmão são mais 
frequentes para o sistema nervoso central, os ossos, o fígado 
e as suprarrenais, nessa ordem.
Estágio IV (qualquer T, qualquer N, M1). No carcinoma pul-
monar, as metástases são classifi cadas como intratorácicos 
(M1a - nódulo pulmonar tumoral no pulmão contralateral, 
metástase pleural e derrame pleural neoplásico) ou extrato-
rácicos (M1b - metástases a distância). O tratamento cirúrgi-
co para estes pacientes é absolutamente excepcional e restrito 
aos pacientes com metástases isoladas, sem acometimento 
mediastinal e com doença pulmonar completamente resse-
cável. Para que os pacientes sejam selecionados corretamen-
te, é fundamental um processo de estadiamento minucioso 
cujo objetivo fundamental é excluir de uma possível cirurgia 
os pacientes que tenderão a não se benefi ciar dela. Este “ul-
traestadiamento” deve contemplar o melhor armamentário 
disponível, incluindo PET-CT, ressonância magnética de crâ-
nio e, é claro, a abordagem invasiva do mediastino, na qual a 
mediastinoscopia cervical ainda é aceita como padrão ouro. 
A presença de acometimento de linfonodos dos mediastinais 
(N2) associada à metástase contraindica o tratamento cirúr-
gico, posto que indica doença disseminada. Resposta a.
44. Fique atento às tabelas abaixo:
Diferenciação entre transudato e exsudato
Testes indicados para classifi car como EXSUDATO um derrame pleural Sensibilidade Especifi cidade
· Critérios de Light (presença de um dos critérios) 98% 83%
· Proteína líquido pleural / proteína sérica > 0,5 86% 84%
· DHL líquido pleural / DHL sérico > 0,6 90% 82%
· DHL do líquido pleural > 2/3 do limite superior sangue 82% 89%
· Albumina sérica - albumina líquido pleuralanterior têm sido utilizadas tradicionalmente para o diagnóstico do câncer 
do pulmão e principalmente para o estadiamento mediastinal. A mediastinoscopia cervical alcança os linfonodos paratraque-
ais à direita e os subcarinais, e através da mediastinotomia anterior podem-se biopsiar os linfonodos paratraqueais à esquerda, 
os supra-aórticos e os da janela aortopulmonar. A mediastinoscopia está indicada nos pacientes portadores do carcinoma 
do pulmão de não pequenas células, candidatos a cirurgia, nos quais a tomografi a computadorizada do tórax identifi cou, no 
mediastino, linfonodos maiores do que 1 cm no seu menor diâmetro. Resposta b.
48. O tratamento de primeira escolha para a estenose traqueal é a ressecção cirúrgica.
A estenose da traqueia implica prejuízos funcionais signifi cativos. Uma traqueia normal de 2 cm tem uma velocidade pico de 
fl uxo expiratório de 100%. Uma abertura de 10 mm fornece uma velocidade pico de fl uxo expiratório de 80%. Com 5 a 6 mm, 
obtém-se apenas uma velocidade pico de fl uxo expiratório de apenas 30%. 
Na prática clínica, a maioria dos pacientes que se apresentam com estenose traqueal pós-intubação possui cicatrizes fi bróticas madu-
ras, com mínima evidência de infl amação das vias aéreas. Esses pacientes tipicamente foram submetidos à intubação em um passado 
relativamente distante, e alguns deles poderiam ter sido tratados para asma antes do diagnóstico correto. A fase precoce da estenose 
traqueal pós-intubação é caracterizada por ulceração da mucosa e pericondrite, seguidas por formação de tecido de granulação exo-192
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fítico. Posteriormente, o tecido de granulação é gradualmente 
substituído por uma cicatriz fi brótica madura, que se contrai e 
origina a lesão clássica da estenose. O método eleito para o tra-
tamento da estenose traqueal – a traqueoplastia – está de acordo 
com a opinião de diversos pesquisadores. Segundo estudo ita-
liano, a ressecção cirúrgica foi considerada a primeira escolha 
para o tratamento da estenose traqueal, sendo a broncoscopia 
intervencionista indicada apenas nos casos de falência respirató-
ria. Além disso, foi considerado que tratamento pré-operatório, 
como laser e/ou prótese endotraqueal, poderia aumentar a ex-
tensão da injúria e o comprimento da estenose. Similarmente, 
outros autores consideram a ressecção da estenose como o pa-
drão-ouro para o tratamento da estenose das grandes vias aéreas 
após intubação. Resposta c.
49. Após a realização da pneumectomia e o fechamento da in-
cisão, o cirurgião se defronta com o problema de um grande 
espaço pleural vazio, correspondente ao pulmão ressecado. 
A pressão no espaço pleural vazio deve ser ajustada a partir 
do término do ato cirúrgico, em torno de 2 a 4 cm de água 
na inspiração, e uma pressão positiva de 2 a 4 cm na expira-
ção. Esta conduta permite evitar deslocamento mediastinal e 
hiperdistensão do pulmão remanescente – ambos fenômenos 
fi siopatológicos que podem agravar a evolução pós-operatória. 
A drenagem pleural fechada pode determinar um risco 
maior para o desvio do mediastino. Resposta b.
50. O quadro é de pneumonia (etiologia provável anaeróbios 
e/ou gram-negativos, levando em conta o etilismo crônico) 
complicada com abscesso pulmonar (nível hidroaéreo) e der-
rame pleural (mediastino deslocado para o lado contralate-
ral) de grande volume que pode corresponder a um quadro 
de empiema. O desbridamento cirúrgico da cavidade pleural 
(pleuroscopia/videotoracoscopia) para remoção dos coágu-
los de fi brina, lise de loculações pleurais lavagem da cavidade 
é essencial aliada à drenagem pleural fechada. Resposta b.
51. O local mais frequente do enfi sema lobar congênito é o 
LSE, seguido pelo LMD e LSD.
O lobo enfi sematoso costuma causar atelectasia de lobo ou 
lobos ipsilaterais, desvio do mediastino para o lado oposto e 
compressão do pulmão contralateral. O lobo enfi sematoso 
pode herniar para o outro lado através do mediastino anterior. 
A ressecção do pulmão acometido é terapêutica e bem tolerada.
A etiologia permanece ainda não totalmente esclarecida. 
Pode ser o resultado de obstrução brônquica, doença alve-
olar, ou ambos.
Algumas causas podem ser potencialmente reversíveis (rolha 
de muco, secreções, tecido de granulação).
Radiografi a de tórax com incidências anteroposterior e lateral: 
é o exame que confi rma o diagnóstico. Demonstra imagem de 
radiotransparência aumentada no hemitórax comprometido 
com esboço de fi na trama broncovascular. É possível confun-
dir a zona radiolucente com pneumotórax, mas examinando a 
chapa com luz brilhante, são vistas as tramas broncovasculares 
dirigindo-se à pleura parietal. Essa imagem de hiperaeração 
não tem uma margem claramente demonstrada na radiogra-
fi a, sendo difícil precisar a distribuição lobar. A inspiração e 
expiração mostram persistente hiperaeração do pulmão, com-
patível com o diagnóstico de enfi sema obstrutivo.
No caso do lobo superior ser enfi sematoso, nota-se pequena 
sombra triangular, representando o lobo inferior colabado, 
junto à margem inferior da borda cardíaca.
No caso do lobo médio ser enfi sematoso, nota-se pequena 
área de densidade representando o lobo superior direito co-
labado, perto do ápice da cavidade torácica, e outra junto à 
margem inferior do coração.
Há desvio do mediastino para o lado contralateral, desloca-
mento para baixo do diafragma e alargamento dos espaços 
intercostais no lado comprometido.
Na incidência lateral pode ser visualizado o mediastino ante-
rior com radiotransparência aumentada, revelando uma hér-
nia do lobo afetado e o coração deslocado posteriormente.
Logo após o nascimento, a radiografi a de tórax pode de-
monstrar uma área de maior opacidade nesse lobo doente, 
causada por retenção anormal de fl uido pulmonar fetal pela 
obstrução brônquica. Só após eliminar esse líquido ou absor-
vê-lo é que costuma surgir hiperaeração. Esse achado é mais 
comum no lobo polialveolar. Resposta d.
52. O enfi sema bolhoso é congênito, sem doença pulmonar 
generalizada, ou é uma complicação do DPOC com uma do-
ença pulmonar relativamente generalizada. O desafi o é se-
parar a incapacitação relacionada às bolhas da causada pelo 
enfi sema crônico ou pela bronquite crônica. O DPOC é um 
bom índice do estado de gravidade da doença pulmonar ge-
neralizada. Na angiografi a pulmonar, as bolhas são frias e 
não contêm vasos. As bolhas podem comprimir o pulmão 
normal com amontoamento da vasculatura pulmonar relati-
vamente normal. O DPOC pode mostrar um estreitamento 
abrupto e afi lamento dos vasos. A opção cirúrgica inclui a 
ressecção da bolha para deixar tecido pulmonar funcionante.
Os pacientes sintomáticos com dispneia progressiva podem 
submeter-se à remoção das bolhas com bons resultados. A 
doença precisa estar localizada com espaço aéreo ocupando 
pelo menos 40% a 50% de um hemitórax. O restante do pa-
rênquima pulmonar “bom” está comprimido pelas bolhas. 
É necessária apenas uma simples remoção da bolha isolada. 
A lobectomia raramente é indicada, pois o tecido pulmonar 
bom é removido, o que frequentemente é necessário para 
uma função independente destes pacientes com um prejuízo 
pulmonar signifi cativo. Resposta e.
53. Se os linfonodos mediastinais estiverem aumentados de 
tamanho (> 1 cm), será necessário estadiamento invasivo para 
defi nir a extensão do comprometimento destes linfonodos.
A mediastinoscopia cervical e a mediastinotomia anterior 
têm sido utilizadas tradicionalmente para o diagnóstico do 
câncer do pulmão e principalmente para o estadiamento 
mediastinal. A mediastinoscopia cervical alcança os linfo-
nodos paratraqueais à direita e os subcarinais, e através da 
mediastinotomia anterior podem-se biopsiar os linfonodos 
paratraqueais à esquerda, os supra-aórticos e os da janela 
aortopulmonar. A mediastinoscopia está indicada nos pa-
cientes portadores do carcinoma do pulmão de não pequenas 
células, candidatos a cirurgia, nos quais a tomografia compu-
tadorizada do tórax identifi cou, no mediastino, linfonodos 
maiores do que 1 cm no seu menor diâmetro. 193
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Zona supraclavicular
LFNs mediastinais superiores
LFNs mediastinais inferiores
LFN N1
LFNs aórticos
1 Lfn fúrcula esternal,
 supraclavicular e cervical
2 D Paratraqueal superior (D)
2 E Paratraqueal superior (e)
3 a Pré-vascular
3 p Retrotraqueal
4 D Paratraqueal inferior (D)
4 E Paratraqueal inferior (E)
5 Subaórtico
6 Para-aórtico
7 Subcarinal
8 Paraesofágico
9 Ligamento pulmonar
10 Hilar
11 Interlobar
12 Lobar
13 Segmentar
14 Subsegmentar
Zona superior
Zona JAP
Zona subcarinal
9
12D
12D
11D
11D
14D
13D
12D
10D
9
8
7
8
6
5
3p 3a
14E
Zona interlobar/hilar
Zona periférica
Figura Estadiamento do câncer do pulmão – normas atualizadas pela In-
ternational Association for the Study of Lung Center.
As ilustrações acima deixam claro que as opções C e D tam-
bém estão corretas. Resposta e.
54. Trata-se de uma síndrome de derrame pleural em adulto 
jovem sem sinais e sintomas clínicos que sejam compatíveis 
com derrame parapneumônico. A impressão diagnóstica 
mais provável é de tuberculose pleural, a conduta, obviamen-
te, é drenagem torácica (volumoso derrame pleural) e biópsia 
pleural com agulha de Cope. Resposta d.
55. Este hidropneumotórax velando todo o HTE em um pa-
ciente com diagnóstico de pneumonia comunitária mantendo 
febre deve corresponder a um quadro de empiema e, sendo 
assim, a indicação é imediata para drenagem torácica fechada.
Suspeita clínica
Toracocentese
Presença de germes
Derrame
Radiografia de tórax
frente e perfil
Líquido de aspecto
purulento
Definição fase
evolutiva
Fase aguda
Drenagem
Pleural fechada
Fase de transição:
Pleuroscopia
Decorticação pulmonar precoce
Fase crônica
Pleurostomia
Decorticação pulmonar
Exografia tórax
Tomografia
computadorizada?
Líquido de aspecto
não-purulento
pH > 7,2
DHL 7,2
DHL 70%
Expansão
pulmonar
pós-toracocentese
Drenagem +
pleurodese ou
VATS + pleurodese
Falha da
pleurodese
Estado geral
ruim (PS 1:320). No 
início, a glicose do líquido pleural pode estar normal, mas, 
com o tempo, ela vai diminuindo. Aumentada concentração 
de colesterol é comum, assim como a formação de cristais.
Resposta b.
60. Todas são complicações, exceto o edema de re-expansão, 
observado na drenagem de um derrame pleural no qual a re-
tirada foi maior que 1 a 1,5 litro.
Complicações da broncoscopia de fi bra óptica
Reação adversa à pré-medicação.
Reação adversa ao anestésico local.
Reação vasovagal.
Laringoespasmo.
Broncospasmo
Pneumotórax
Rotura de abscesso pulmonar
Hemorragia traumatismo das VAS
Hipoventilação
Hipoxemia
Arritmia cardíaca
Infarto do micárdio
Febre pós-broncoscopia
Resposta a.
61. O diagnóstico já está defi nido. Trata-se de abscesso 
subfrênico e abscessos esplênicos.
Aproximadamente 70% dos abscessos esplênicos resultam da 
disseminação hematogênica do organismo infectante prove-
niente de outra localização, conforme ocorre com a endocardite, 
a osteomielite e o abuso de drogas intravenosas. O abscesso es-
plênico também pode ocorrer como resultado de uma infecção 
proveniente de uma estrutura contígua, como o cólon, o rim ou 
o pâncreas. Em muitos casos, os cocos Gram-positivos, como 
Staphylococcus, Streptococcus, ou espécies de Enterococcus e os 
organismos entéricos Gram-negativos, são os agentes infectan-
tes. Os abscessos esplênicos também podem ser causados por 
agentes fastidiosos, como o Mycobacterium tuberculosis, Myco-
bacterium avium e as espécies Actinomyces. Os pacientes imu-
nossuprimidos podem desenvolver múltiplos abscessos fúngi-
cos, tipicamente pela infecção pelas espécies Candida.
O quadro clínico do abscesso esplênico costuma ser inespe-
cífi co e insidioso, incluindo dor abdominal, febre, peritonite 
e dor torácica pleurítica. A dorabdominal é localizada no 
quadrante superior esquerdo em menos da metade dos ca-
sos e na maioria das vezes é uma dor abdominal vaga. A es-
plenomegalia está presente em uma minoria de pacientes. O 
diagnóstico é feito com maior precisão pela TC; no entanto, 
ele também pode ser feito pela ultrassonografi a. Dois terços 
dos abscessos esplênicos em adultos são solitários, e o terço 
restante é múltiplo. Estas relações se invertem em crianças.
A abordagem inicial ao tratamento do abscesso esplênico de-
pende de se ele é unilocular ou multilocular. Os abscessos 
uniloculares são passíveis de drenagem orientada pela TC, 
e esta abordagem, conjuntamente com a administração de 
antibióticos sistêmicos, tem uma taxa de sucesso que excede 
75% e que pode chegar a 90% quando são considerados ape-
nas pacientes com coleções uniloculares. O fracasso de uma 
resposta clínica imediata à drenagem percutânea deve levar 
a uma esplenectomia sem demora. Em geral, os abscessos 
multiloculares devem ser tratados pela esplenectomia, com 
drenagem do quadrante superior esquerdo e administração 
de antibióticos. Resposta e.
62. Os comentários da questão 43 deixam claro que o diag-
nóstico mais provável é endorcadite infecciosa. Principal-
mente se você levar em consideração o quadro de emboliza-
ção séptica e sopro cardíaco. Resposta c.
63. Todas as afi rmações são corretas, exceto a opção A, já 
que derrame pleural hemorrágico está associado a neoplasia, 
tuberculose, trauma ou embolia pulmonar. Raramente pode 
ocorrer em derrame parapneumônico. Resposta a.
64. Os timomas são os mais comuns tumores tímicos, acome-
tendo, principalmente, o compartimento anterior. A faixa etária 
varia entre 35 e 70 anos, com idade média de 35 anos. De modo 
geral, as massas mediastinais anteriores pequenas, sem sinais de 
invasão por contiguidade e assintomáticos não necessitam de 
biópsia diagnóstica. A indicação seria a ressecção total da massa. 
No entanto, alguns casos necessitam de confi rmação diagnósti-
ca para melhor abordagem terapêutica. O procedimento pode 
ser feito por punção aspirativa por agulha fi na com bom rendi-
mento nos serviços que dispõem de boa citologia e imunocito-
química. Também pode ser feita com agulha do tipo Tru-Cut.
A maioria dos timomas tem crescimento muito lento, de for-
ma que estes podem ter sintomas inespecífi cos. Estima-se que 
cerca de 30 a 50% dos tumores são assintomáticos. Algumas 
vezes são diagnosticados de forma incidental durante exames 
radiográfi cos admissionais ou no pré-operatório para outras 
patologias. Outras vezes, em virtude de seu tamanho, vão apre- 195
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sentar sintomas compressivos como tosse, dor torácica, sensa-
ção de “peso” retroesternal ou dispneia leve. Podem também 
apresentar-se de forma mais agressiva com comprometimen-
to dos grandes vasos (veia inominada e veia cava superior), 
levando à síndrome da veia cava. Esta cursa com turgência 
jugular, edema facial e de membros superiores e circulação 
colateral ao nível torácico. Caso invadam o nervo frênico, po-
dem cursar com dispneia importante assim como rouquidão 
no caso de acometimento do nervo laríngeo inferior. A disp-
neia pode ser decorrente, também, da invasão da pleura com 
produção de derrame. A presença de sinais e sintomas mais 
exuberantes pode denotar mau prognóstico, em razão da pre-
sença de lesões de comportamento muito agressivo, como no 
caso dos carcinomas tímicos pouco diferenciadas ou timomas 
no estágio III. Derrame pericárdico, perda de peso e caquexia 
também apontam gravidade do caso, sobretudo se metastático. 
Diversas doenças são associadas aos timomas. São chamadas 
síndromes paratímicas e a miastenia gravis é a mais comum, 
estando presente em cerca de 30% dos casos (variação de 10 
a 67% segundo Detterbeck e Parsons). No entanto, apenas 
10 a 15% dos casos de MG apresentam timomas. Resposta b.
65. Considera-se escape aéreo persistente a ocorrência de 
fuga aérea que se mantenha após o sétimo dia de pós-operató-
rio de uma lobectomia. Isto deve-se, mais frequentemente, a 
uma solução de continuidade na sutura brônquica, aerostasia 
incompleta na sutura de bronquíolos/alvéolos, áreas cruentas 
extensas ou presença de linhas de sutura sobre áreas bolhosas 
preexistentes. Após lobectomia por neoplasia esta tem sido a 
complicação mais freqüentemente observada, respondendo 
por mais de 25% do total de complicaçõesl. Alguns fatores 
predisponentes têm sido identifi cados, tais como:
  presença de enfi sema pulmonar;
  idade avançada;
  cissuras incompletas; 
  toracotomia com resseção prévia;
  sutura manual da cissura incompleta;
  espaço pleural residual;
  necessidade de ventilação mecânica.
Alguns aspectos de interesse prático devem ser ressaltados. 
Na presença de escape aéreo de alto débito no pós-operatório 
imediato que, por vezes, suplanta a capacidade de aspiração do 
sistema de sucção dos drenos, estão geralmente relacionados 
à ruptura de sutura brônquica ou à presença de outras lesões 
brônquicas ou pulmonares não relacionadas a ressecção em si 
(por exemplo, lesão brônquica contralateral pelo tubo de duplo 
lúmen, ruptura de bolha de enfi sema ou subpleural por baro-
trauma e desgarramento da linha de grampos do parênquima 
suturado mecanicamente). Estas condições devem ser identi-
fi cadas imediatamente, e freqüentemente exigem correção ci-
rúrgica. Por outro lado, a presença de escape aéreo contínuo 
de baixo débito com pulmão expandido à radiografi a do tórax 
pode apontar para um defeito no sistema de drenagem, nas co-
nexões ou na aspiração dos drenos. Não raro estas condições 
são erroneamente interpretadas como escape aéreo parenqui-
matoso e observadas por longos períodos até que se identifi que 
uma conexão de dreno frouxa ou orifício de drenagem na pele 
excessivamente largo. Nestas situações a solução é simples (tro-
ca das conexões ou ajuste do orifício de drenagem com ponto 
na pele) e capaz de resolver o problema de imediato.
O fato mais frequente, no entanto, é a presença de escape aé-
reo intermitente que oscila com a tosse, indicativo de perda 
aérea parenquimatosa. Esta situação, a princípio, não requer 
medidas específi cas além da manutenção de aspiração nos 
drenos, analgesia e fi sioterapia repiratória. A questão da aspi-
ração nos drenos divide opiniões. Alguns preconizam que a 
aspiração contínua tem efeitos deletérios nesta situação, pois 
tenderia a perpetuar o escape de ar, retardando a remoção 
dos drenos. Outros mais radicais não utilizam a aspiração 
mesmo na presença de espaço residual e escape aéreo. Um 
estudo prospectivo, realizado em pacientes com pneumotó-
rax traumáticos (situação análoga à perda aérea por trauma 
cirúrgico), demonstrou que pacientes submetidos à aspira-
ção dos drenos pleurais tinham seus drenos removidos mais 
precocemente, encurtando assim seu tempo de permanência 
no hospital. Muitos serviços utilizam aspiração com pressões 
negativas entre 15 cmH2O a 20 cmH2O na quase totalida-
de das ressecções lobares sem que isto tenha resultado em 
aumento do período de drenagem ou da incidência de fuga 
aérea prolongada. Ademais, temos observado que esta medi-
da minimiza os desmandos e confusões causadas na equipe 
de médicos assistentes, residentes e de enfermagem quanto 
ao manuseio dos drenos, quando mantê-los sob aspiração, 
quando removê-la, além de serem evitados erros freqüentes 
na instalação dos equipamentos de aspiração típicas dos ser-
viços em que este tipo de rotina não está bem estabelecida.
Os cuidados transoperatórios importantes na prevenção de 
escape aéreo prolongado são: manuseio cuidadoso do pa-
rênquima remanescente; uso de sutura mecânica na comple-
mentação da cissuras, evitar dissecções muito profundas no 
hilo do lobo; redução do volume da cavidade pleural para 
adequar-se ao tamanho do lobo remanescente (por exemplo, 
anestesia frênica, pneumoperitôneo).
Nos pacientes em queo escape aéreo persista, na presença 
de pulmão expandido, a tática mais aplicável é a suspensão 
da aspiração e mobilização progressiva dos drenos (cerca 
de 3 cm/dia a 4 cm/dia após o 7º dia de pós-operatório) até 
sua remoção completa. Isto permite que os pequenos esca-
pes parenquimatosos se ocluam pela reação fi brínica pleural 
secundária. Uma vez que o espaço pleural esteja obliterado, 
o risco de infecção é pequeno. Com o pulmão incompleta-
mente expandido, o problema se agrava e requer manutenção 
da aspiração para redução do espaço e medidas especifi cas 
para controle do espaço residual. Neste particular é impera-
tivo que se exclua por broncofi broscopia a presença de fístu-
la broncopleural e que se obtenham amostras do líquido de 
drenagem pleural para cultura e antibiograma a cada 3 dias 
após o 7º dia de pós-operatório, pois aqui o risco de infecção 
pleural aumenta progressivamente após este período e a ne-
cessidade de antibioticoterapia se impõe. Resposta d.
66. O quilotórax, caracteristicamente, é um líquido bran-
co-leitoso que contém elevada concentração de gorduras 
emulsifi cadas (triglicérides, quilomícrons) e apresenta pre-
dominância linfocítica na contagem celular. No entanto, 
dependendo do estado nutricional e dietético do paciente, o 
derrame pode ser apenas ligeiramente turvo ou até mesmo 
límpido. O quilotórax ocorre quando os conteúdos do ducto 
torácico drenam para dentro do espaço pleural. Em casos não 
cirúrgicos, ele é mais comum do lado esquerdo em virtude da 
anatomia do ducto torácico. Não há associação habitual entre 
quilotórax e empiema pleural.196
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O quilotórax é um exsudato, com níveis de proteína acima de 
3 g/dL, pH elevado (entre 7,40 e 7,80) e com altas taxas de tri-
glicerídeos, que é o que nos permite concluir pelo diagnóstico. 
Níveis abaixo de 50 mg/dL afastam o diagnóstico, acima de 
110 mg/dL praticamente confi rmam-no. Quando os níveis de 
triglicerídeos estão entre 50 e 110 mg/dL, deve ser feita a pes-
quisa de quilomícrons, e sua presença confi rma o diagnóstico.
Os sintomas do quilotórax podem simular os efeitos de um 
derrame pleural (dispneia, dor torácica, fadiga), podem ser 
atribuíveis a uma doença subjacente (causa infecciosa ou 
neoplásica) ou podem ser o resultado dos efeitos metabóli-
cos crônicos (nutricional e imunológico) de um vazamento 
pelo ducto torácico (perda de gordura, proteínas, anticorpos 
e vitaminas lipossolúveis). As perdas no volume de líquido 
poderão ser grandes (> 3 L/dia) e produzir instabilidade he-
modinâmica se não forem adequadamente repostas. A taxa 
de mortalidade é de aproximadamente 10%.
Após o diagnóstico, o tratamento de um quilotórax consiste 
inicialmente em uma drenagem por tubo de toracostomia 
(inserção de um tubo torácico) com reexpansão pulmonar 
completa e medidas de suporte, como uma dieta com baixo 
teor de gordura ou dieta livre de gordura suplementada por 
trigli cérides de cadeia média e reposição ou correção agressi-
va de líquidos, eletrólitos e nutrientes. Frequentemente, essas 
medidas são sufi cientes para promover o fechamento da fístula 
entre o ducto torácico e a pleura. Se o quilotórax for causado 
por uma doença maligna, poderá ser necessário o tratamento 
primário da neoplasia. A radioterapia do mediastino tem sido 
útil para o tratamento do quilotórax secundário ao linfoma.
As medidas conservadoras para o tratamento do quilotórax 
geralmente são mantidas por 1 a 2 semanas. Se o derrame qui-
loso não tiver respondido a este tratamento, estará indicada 
intervenção cirúrgica. Os procedimentos mais comuns são a 
ligadura do ducto torácico, ou a ligadura em massa do tecido 
no hiato diafragmático (em geral, mediante toracotomia di-
reita ou por toracoscopia direita), ou o fechamento direto da 
lesão ao ducto. A instilação de óleo de oliva ou de um creme 
via sonda nasogástrica, no momento da cirurgia, pode ajudar 
a identifi car o ducto e a área de vazamento. Raramente a pleu-
rectomia e a pleurodese são adjuvantes úteis a estes procedi-
mentos cirúrgicos no manejo de um quilotórax persistente. 
Mais recentemente, foram apregoadas técnicas minimamente 
invasivas para a obliteração do ducto torácico via canulação ou 
fenestração da cisterna quilosa pelos radiologistas intervencio-
nistas. Malignidade mediastinal (50%), cirurgia torácica (20%) 
e traumatismo (5%). Portanto opções D e E. Gabarito ofi cial E.
67. Por ser o tórax submetido a variações de pressão durante a 
mecânica respiratória, os drenos não podem, após a introdu-
ção na cavidade pleural, ser mantidos simplesmente abertos 
para o meio externo, pois conforme a inspiração e a expiração, 
entraria e sairia ar pelo dreno, ocasionando um pneumotó-
rax aberto com consequente balanço sio mediastino. Assim 
sendo, apenas quando existem pequenas lojas pleurais com o 
restante das pleuras já aderidas poderemos utilizar a drena-
gem aberta do tórax. Nos demais casos, necessitamos de um 
sistema a ser conectado ao tubo de drenagem que resulte em 
uma válvula unidirecional, na qual o ar e os líquidos tenham 
condição de sair pelo dreno e não de entrar na cavidade pleu-
ral. Por isso, na grande maioria das drenagens pleurais conec-
tamos o dreno em um sistema de drenagem sob selo d’água 
(defi nindo assim a drenagem pleural fechada).
O sistema básico de drenagem consta de um tubo de borracha 
que deverá ser mergulhado em um frasco com selo d’água, 
em cuja tampa haverá um respiro para o meio externo que 
não será conectado com a água. Esse sistema será ligado ao 
tubo de drenagem por meio de uma conexão, que deverá ser 
hermética e jamais estenosar o sistema de drenagem. Assim, 
o selo d’água defi nirá uma válvula unidirecional, tendo o ar 
condições de sair para o meio externo borbulhando no fras-
co, mas não terá condições de entrar no sistema.
Com esse sistema simples, conseguimos resolver a maior par-
te das indicações de drenagem pleural. Em situações especiais 
como o hemotórax, pus espesso ou fístula de parênquima 
pulmonar que impede a adequada expansão pulmonar, po-
deremos utilizar um sistema com dois frascos para aspiração 
contínua, sendo o segundo frasco com três aberturas para 
conexões, uma será conectada ao aspirador contínuo, outra 
será conectada ao respiro do primeiro frasco de drenagem, e 
a terceira, a qual se encontra mergulhada na água, será man-
tida aberta para o meio externo. Esse segundo frasco serve 
para graduar-se o nível de aspiração, que será dependente não 
da força do aspirador, mas do quanto o respiro se encontra 
mergulhado na água. Assim, quanto mais mergulhado, maior 
será a força de aspiração, desde que por esse respiro se mante-
nha constantemente a entrada de ar. O nível de aspiração para 
crianças deve ser de 8 cm a 12 cm mergulhado na água, e nos 
adultos deve ser de 15 cm a 20 cm. Resposta e.
68. O tratamento de um pneumotórax espontâneo que 
ocorre pela primeira vez depende de seu tamanho, dos sin-
tomas associados e da história pulmonar do paciente. Parar 
de fumar é uma medida indicada para todos os fumantes. O 
pneumotórax pequeno ( 40%) 
quase sempre estão associados a sintomas persistentes que 
causam limitações físicas e requerem intervenção. A aspira-
ção simples, com agulha, de um pneumotórax pode aliviar 
os sintomas e promover uma rápida reexpansão pulmonar. 
A descompressão emergencial com uma agulha para o pneu-
motórax de tensão é executada do lado afetado colocando-se 
uma agulha calibre 18 ou um angiocateter dentrodo hemi-
tórax na linha hemiclavicular no segundo espaço intercostal 
anterior. Esta manobra de emergência alivia a tensão criada 
dentro do tórax. Ela não trata o pneumotórax, sendo neces-
sária a inserção subsequente de um dreno torácico.
A toracostomia por tubo (inserção de um dreno torácico) e 
a drenagem por selo d’água são as bases do tratamento do 
pneumotórax espontâneo. A reexpansão completa do pul-
mão, mesmo na presença de um vazamento contínuo, geral-
mente pode ser obtida com a aplicação de sucção ao sistema 
de drenagem. Neste caso em que no 4º PO identifi ca-se a 
presença de borbulhamento provocado pela tosse, a melhor 
conduta inicial é acompanhar a drenagem por pelo menos 
até o 7ª PO. Caso persista fuga de ar após esse período o tra-
tamento será cirúrgico. 197
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Nove a vinte por cento dos pacientes com pneumotórax es-
pontâneo requerem o tratamento cirúrgico. As principais 
indicações para tratamento cirúrgico são: fístula aérea ma-
ciça, que impede a reexpansão do pulmão, fístula aérea que 
permanece por mais de cinco dias e o pneumotórax recidiva-
do a partir do segundo episódio. Além disso, existem algu-
mas indicações específi cas que devem ser consideradas. Por 
exemplo, o desenvolvimento de pneumotórax em pacientes 
que desenvolvam profi ssões como pilotos de aviação, mer-
gulhadores, alpinistas, paraquedistas, praticantes de esportes 
“radicais” e indivíduos que vivem em áreas remotas. O tra-
tamento cirúrgico pode ser associado à abrasão ou pleurec-
tomia para produzir uma sínfi se pleural mais efetiva. A ope-
ração pode ser realizada por várias vias de acesso, incluindo 
a toracotomia lateral, a toracotomia anterolateral, a toraco-
tomia vertical axilar limitada, a toracotomia mediana tran-
sesternal permitindo a abordagem bilateral. A incisão mais 
frequentemente utilizada atualmente é a toracotomia axilar 
limitada, sem secção muscular, em que por incisão relativa-
mente pequena obtêm-se bom acesso ao ápice pulmonar e ao 
tratamento da bolha. As bolhas podem ser suturadas, ligadas 
ou preferencialmente grampeadas com sutura mecânica. 
Indicações cirúrgicas no pneumotórax espontâneo
1. Fuga aérea maciça sem reexpansão pulmonar
2. Fístula persistente por mais que cinco dias
3. Segundo episódio de pneumotórax espontâneo
4. Complicações do pneumotórax (empiema, hemotórax)
5. Indicações ocupacionais (aviadores, mergulhadores, morado-
res de áreas distantes)
6. Pneumotórax contralateral prévio
7. Pnemotórax bilateral simultâneo
Resposta e.
69. A toracocentese (punção da cavidade pleural) é indicada 
sempre que a presença de líquido pleural for maior que 10 
mm à radiografi a de tórax, desde que não haja contraindica-
ções. Deve ser lembrado ainda que, em cada toracocentese, 
retira-se no máximo 1.000 a 1.500 mL; porém, interrompe-se 
antes disso, caso o paciente apresente dor torácica, tosse im-
portante, piora da dispneia ou mal-estar signifi cativo.
A remoção de mais de 1.500 mL de líquido pode causar ede-
ma pulmonar de reexpansão, o que pode ser uma complica-
ção fatal. Se a pressão pleural não for inferior a 20 cm H2O, a 
complicação não ocorre, mesmo quando grandes volumes (4 
L) de líquido são retirados. O edema pulmonar de reexpan-
são está mais relacionado à velocidade de retirada do líquido, 
do que ao volume retirado. Resposta e.
70. Pelo aspecto do líquido aspirado já poderão ser feitas al-
gumas hipóteses diagnósticas. O líquido amarelo citrino ou 
amarelo pálido ou amarelo palha, é típico de todo transudato, 
e de alguns exsudatos como derrames malignos iniciais, tuber-
culose, síndrome das unhas amarelas, derrame metapneumô-
nico não complicado etc. Líquido sanguinolento na ausência 
de trauma sugere malignidade, pancreatite, infarto pulmonar, 
asbestose pleural benigna e síndrome pós-injúria cardíaca. 
Esta última, geralmente, ocorre três semanas após cirurgia 
cardíaca ou infarto do miocárdio, e o lado predominante é o 
esquerdo. Asbestose pleural benigna ocorre em indivíduos que 
estão expostos ao asbestos há longo tempo (décadas) e é as-
sintomático na metade dos casos. Líquido esbranquiçado ou 
leitoso amarelado sugere quilotórax, empiema, ou derrame 
quiliforme. Quando o líquido é centrifugado e continuar tur-
vo, deve-se pensar em quilotórax ou derrame quiliforme, mas 
se o sobrenadante fi car claro, deve existir grande número de 
polimorfonucleares, prevalescendo a hipótese de empiema. O 
derrame quiliforme ocorre em doença pleural crônica (anos), 
geralmente associado a encarceramento pulmonar devido à 
tuberculose ou pleurisia reumatoide. Líquido marrom pode 
ser devido a abscesso amebiano do fígado roto para a cavida-
de pleural. Este líquido é composto por tecido hepático que 
sofreu citólise, pequenos pedaços de parênquima hepático e 
sangue. Líquido preto sugere derrame por aspergilose pleural, 
e amarelo-esverdeado sugere pleurisia reumatoide. Se o líqui-
do é purulento, estamos frente a um empiema; se é viscoso, 
pode ser mesotelioma por causa da alta concentração de ácido 
hialurônico; se existem restos necróticos deve ser pensado em 
pleurisia reumatoide; se é turvo, deve-se pensar em um exsu-
dato infl amatório ou alta concentração de lípides.
O odor pútrido sugere empiema produzido por germes anaeró-
bios, e odor amoniacal sugere urinotórax produzido por obstru-
ção de via urinária ispilateral, ou até contralateral. Resposta b.
71. Todas são indicações para drenagem pleural em selo d’água, 
exceto o empiema pleural com encarceramento pulmonar.
Na fase crônica, em que o pulmão não expande adequada-
mente, mesmo após a remoção do líquido pleural, o trata-
mento deve ser realizado por toracotomia e descorticação 
pulmonar ou pleurostomia.
A descorticação pulmonar consiste na remoção da camada ou 
“carapaça” fi brótica que envolve o pulmão, permitindo a sua 
expansão. Esse procedimento é associado com sangramento 
importante e risco cirúrgico mais elevado que a pleurostomia. 
A descorticação está indicada para pacientes relativamente jo-
vens com boas condições clínicas. A drenagem pleural aberta 
(pleurostomia) consiste na remoção de um segmento de uma 
ou mais costelas na parte mais pendente (inferior) do empie-
ma e inserção de um tubo de grosso calibre na cavidade para 
sua irrigação e drenagem. Apesar de não ser uma operação es-
teticamente adequada, apresenta resultado funcional excelente 
e está indicada principalmente nos pacientes debilitados e com 
risco anestésico elevado. Resposta e.
72. Elementar. Derrame pleural, exsudato com ADA acima 
de 45 UI é diagnóstico de tuberculose. Há alguns anos têm 
sido empregados três novos testes para o diagnóstico da tu-
berculose pleu ral. Um deles é a adenosina deaminase (ADA), 
que é uma enzima polimórfi ca envolvida no metabolismo das 
purinas, catalisando a conversão da adenosina em inosina. É 
predominante do linfócito T e, portanto, depende da imuni-
dade celular. A tuberculose tem como característica mostrar 
um aumento da subenzima ADA2. O valor limite ainda não 
está bem defi nido, variando entre 40 UI/L e 70 UI/L, mas vá-
rios autores preconizam valores entre 45 UI/L e 50 UI/L. Do-
sagens acima desses limites mostraram uma sensibilidade de 
90%, especifi cidade de 89% para o diagnóstico da tuberculose 
e valor preditivo positivo para a doença de 93,7%, mas excluin-
do os pacientes com empiema esse valor chegou a 100%. Os 198
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resultados falso-negativos têm sido encontrados em pacientes 
imunodeprimidos — HIV positivos. Já os falso-positivos estão 
em torno de 5 a 10% e são principalmente devido à empiema, 
linfomas, pleurite reumatoide e doenças neoplásicas.
A especifi cidade do exame ainda pode aumentar se a conta-
gem de linfócitos superar 75% do total de leucócitos no líqui-
do pleural. Outro elemento que está aumentado no derrame 
pleural tuberculoso é o gama interferon, quetem efi cácia se-
melhante à ADA, mas devido ao seu elevado custo é utilizado 
como segunda escolha. Finalmente a detecção do DNA da 
micobactéria pode ser feita por meio da Polimerase Chain 
Reaction (PCR), mas com uma efi cácia bem menor que a 
ADA, cerca de 70 a 80% de sensibilidade. Resposta c.
73. A síndrome do desfi ladeiro cervicotorácico (SDCT) é se-
cundária à compressão do feixe vasculonervoso do membro 
superior pelas estruturas osteomusculoligamentosas do des-
fi ladeiro cervicotorácico.
A SDCT, que ocorre mais comumente na mulher jovem, pa-
rece ser secundária a alongamento dos músculos e ligamentos 
que suportam o ombro, com queda do mesmo, provocando 
um aumento da tensão do plexo braquial, o qual é colocado 
em maior contato com a primeira costela. Esta síndrome, em 
sua forma neurogênica, representa sempre uma compressão 
das raízes do plexo braquial. Na maioria das vezes, há uma 
susceptibilidade congênita (bandas fi bromusculares, costela 
cervical), podendo existir um fator que desencadeia os sinto-
mas, como por exemplo, uma cirurgia de escoliose. Entretan-
to, trauma é o fator predisponente mais importante. Há alta 
incidência de trauma com hiperextensão cervical na gênese 
da SDCT. O trauma mantém um círculo vicioso de espasmo 
muscular, dor e irritação nervosa, difícil de ser quebrado. As 
forças do trauma produzem estiramento e ruptura muscular 
com sangramento, que levam ao aparecimento de fi brose, en-
curtamento muscular e formação de tecido cicatricial. 
A compressão arterial subclávia pode ser fonte de embolias 
periféricas e cerebrais. Scher e cols. classifi caram as lesões 
vasculares na SDCT em:
  estádio 0, sem lesão arterial;
  estágio I, estenose da artéria subclávia com dilatação pós-
-estenótica;
  estádio II, aneurisma de artéria subclávia, trombose mu-
ral e lesão de íntima;
  estádio III, trombose de artéria subclávia e embolização 
distal.
O diagnóstico da grande maioria dos pacientes portadores 
de SDCT é exclusivamente clínico. Exames complementares 
são usados para afastar outras condições clínicas incluídas 
no diagnóstico diferencial. Todos os exames relacionados na 
questão podem contribuir na defi nição do diagnóstico exce-
to a cintilografi a que não tem nenhum papel de signifi cância 
para este diagnóstico. Resposta c.
74. A correção da hipoventilação, a administração de oxigênio 
umidifi cado e a reposição volêmica constituem-se nas medidas 
terapêuticas iniciais. Na ausência de hipotensão sistêmica, a 
administração intravenosa de soluções de cristaloides deve ser 
cuidadosamente controlada para evitar uma hiper-hidratação.
A terapia defi nitiva consiste em garantir a oxigenação mais 
completa possível, administrar líquidos cautelosamente e 
fornecer analgesia para melhorar a ventilação. Isto pode ser 
conseguido utilizando-se narcóticos endovenosos ou vários 
métodos de administração de anestésicos locais que incluem 
bloqueio intermitente do nervo intercostal, intra e extrapleu-
rais ou anestesia peridural. Quando empregado apropriada-
mente, os agentes anestésicos locais podem produzir uma 
analgesia excelente e evitar a necessidade de intubação. No 
entanto, a prevenção da hipóxia é da maior importância no 
doente traumatizado e, por isso, pode ser conveniente um 
curto período de intubação e ventilação até que se complete o 
diagnóstico de todas as lesões. O momento apropriado para a 
intubação e a ventilação é defi nido pela avaliação cuidadosa 
da frequência respiratória e da pressão parcial de oxigênio 
arterial e pela estimativa do trabalho respiratório. Resposta a.
75. A infecção do tecido mediastinal é sempre secundária à in-
fecção de estruturas do próprio mediastina ou extensão de in-
fecções de outras localizações que mantêm relações anatômicas 
com este compartimento, como o pescoço, coluna, pulmões, 
pleura ou abdome. Portanto, dentro deste conceito as medias-
tinites agudas ou são de origem traumática ou ainda são con-
sequentes de infecções vizinhas, as chamadas mediastinites por 
contiguidade. Em que pese a possibilidade teórica de terem tam-
bém as mediastinites origem linfogênica ou hematogênica, isto 
é, a infecção de um órgão a distância atingir o mediastino atra-
vés dos vasos linfáticos ou septicemias, na prática essas possíveis 
etiologias não foram confi rmadas. A mediastinite traumática de 
origem cirúrgica, ou não, é a mais frequente. Resposta d.
76. A localização das bronquiectasias ocorre primariamente 
nos seguimentos basais dos lobos inferiores. Preferencial-
mente nos brônquios médios, estendendo-se para os perifé-
ricos. Predominam no LIE e na língula. As bronquiectasias 
podem ser localizadas e difusas. As localizadas são geralmen-
te causadas por obstrução brônquica ou processo localizado. 
As difusas estão associadas às lesões pneumônicas prévias, 
doenças granulomatosas, alterações da imunodefi ciência ou 
a síndromes genéticas. Resposta d.
77. T3: Tumor > 7 cm ou com extensão direita à parede to-
rácica (incluindo tumor de Pancoast), ao diafragma, à pleu-
ra mediastinal ou ao pericárdio. Tumor com atelectasia ou 
pneumonite obstrutiva de todo o pulmão. Tumor localizado 
acom 
hipofosfatemia. 
Síndrome de Eaton-Lambert (anti-VGCC): mais frequente 
no carcinoma de pequenas células. Quadro clínico similar 
à miastenia gravis; Presença de autoanticorpos de cálcio no 
axônio da junção neuromuscular, reduzindo liberação de 
acetilcolina na fenda. Os achados eletromiográfi cos são de-
cisivos para o diagnóstico. A má resposta ao uso de agentes 
anticolinérgicos afasta o diagnóstico de miastenia.
Hipocratismo digital e osteoartropatia hipertrófi ca: mais 
comumente associados ao adenocarcinoma e carcinoma 
epidermoide. Caracterizam-se por hipocratismo, alterações 
periósticas, artralgias, ginecomastia e perturbações vasomo-
toras. A confi rmação diagnóstica se faz com maior sensibili-
dade através de raio X da tíbia (osteoartropatia). Diante desta 
breve revisão, fi ca claro que o carcinoma de grandes células 
não tem implicação com tais manifestações. Resposta c.
80. Cavidades pulmonares bacteriologicamente saneadas 
não raramente se epitelizam e são colonizadas por fungos, 
podendo formar uma bola denominada bola fúngica e são 
corretamente denominadas micose secundária do pulmão, 
ou micetomas, pois os micélios dos fungos irão formar com 
outros componentes a massa do conteúdo destas cavidades, 
só devendo ser chamada de aspergiloma, caso este fungo seja 
isolado e identifi cado como responsável pela colonização.
O fungo do gênero Aspergillus é um fungo cosmopolita, sa-
prófi ta das vias aéreas, o mais comum e a espécie mais fre-
quente é o A. fumigatus, e na situação de colonizante desen-
volve sua patogenicidade, apresentando a complicação que 
é o sangramento (hemoptoicos ou hemoptises recorrentes), 
sendo formal a indicação cirúrgica. Resposta a.
81. Fique atento ao estadiamento do câncer de pulmão:
Estadiamento pelo sistema TMN
Defi nição do estadiamento - TNM
Tumor
Tx Citologia positiva sem evidência de tumor
T0 Sem evidência do tumor primário
Tis Carcinoma in situ
T1 Tumor ≤ 3 cm, sem invasão do brônquio lobar
T1A Tumor ≤ 2 cm na sua maior dimensão
T1B Tumor > 2 cm, mas 3 cm mas 5 cm mas 7 cm ou com extensão direta à parede toráci-
ca (incluindo tumor de Pancoast), ao diafragma, à pleura 
mediastinal ou ao pericárdio. Tumor com atelectasia ou 
pneumonite obstrutiva de todo o pulmão. Tumor locali-
zado aACERTEI ERREI DÚVIDA
SUS-SP – R3 CIRURGIA – 2013 
27. Achado na radiografi a de tórax que NÃO é sugestivo 
de lesão de vasos mediastinais:
a) cap apical na pleura esquerda
b) fraturas de 1o e 2o arcos costais
c) abaixamento do brônquio fonte esquerdo
d) alargamento de mediastino
e) desvio da traqueia para a esquerda
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF-RJ – R3 CIRURGIA – 2013 
28. Paciente, 30 anos, está internado com pneumonia 
comunitária grave. É iniciado tratamento com cefu-
roxime e azitromicina, porém, após quatro dias, per-
manece com febre e dor pleurítica na base pulmonar 
direita. Radiografi a de tórax revela obliteração do 
seio costofrênico à direita, com “sinal da parábola” 
ocupando cerca de um terço desse hemitórax. Rea-
liza-se toracocentese, por meio da qual constata-se 
presença de líquido pleural turvo, Gram e cultura 
negativos, pH 7,10, glicose 35 mg/dL, proteínas totais 
4,0 g/dl, albumina 1,0 g/dL e LDH 510 UI/L. Exames 
séricos mostram leucometria 13.200 cél/mm3 (10% 
bastões), glicose 130 mg/dL, proteínas totais 5,0 g/dL, 
albumina 1,8 g/dL e LDH 320 UI/L. Nesse momento, 
a conduta mais apropriada é:
a) proceder a leuroscopia com decorticação pleural
b) trocar antibiótico para piperacilina com tazobactam
c) indicar drenagem pleural em selo d’água
d) realizar broncoscopia com coleta de lavado bronco-
alveolar
e) solicitar tomografi a de tórax com cortes em alta re-
solução e uso de contraste venoso não iônico
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF-RJ – R3 CIRURGIA – 2013 
29. Sobre a miastenia gravis, assinale a afi rmativa correta.
a) na presença de crise miastênica, os melhores resulta-
dos têm sido obtidos com pulso com ciclofosfamida, 
e os corticoides, nessa situação, podem piorar a mio-
patia, devendo ser usados com cautela
b) a timectomia pode estar indicada mesmo nos pa-
cientes sem timoma, pois esse procedimento pro-
move a melhora clínica em até 85% deles, dentre os 
quais 35% conseguem manterse sem medicação
c) a presença do anticorpo antirreceptor de acetilcolina 
é fundamental para o diagnóstico e está presente em 
todos os pacientes miastênicos
d) o quadro clínico é caracterizado por fraqueza mus-
cular predominantemente em região proximal de 
membros, sendo o acometimento bulbar muito raro
e) o mecanismo fi siopatológico principal é a redução dos 
receptores pré-sinápticos de acetilcolina, que diminuem 
sua biodisponibilidade na junção neuromuscular
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF-RJ – R3 CIRURGIA – 2013 
30. Paciente com febre, tosse com expectoração, realiza 
radiografi a do tórax que mostra alargamento do lobo 
superior direito e condensação com sinal do bronco-
grama aéreo e cisura abaulada. Esses sinais radiológi-
cos indicam:
a) atelectasia
b) disseminação linfática de lesão metastática
c) pneumonia
d) infi ltrado intersticial
e) tumor
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF-RJ – R3 CIRURGIA – 2013 
31. Homem, 55 anos, com dispneia, apresenta, na radio-
grafi a do tórax, velamento do hemitórax direito com 
mediastino centrado. Deve-se considerar para o qua-
dro a possibilidade diagnóstica de:
a) pulmão destruído por processo denominado infl a-
matório (tuberculose)
b) associação de atelectasia com derrame pleural
c) atelectasia
d) derrame pleural volumoso
e) tumor ocupando toda a região
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF-RJ – R3 CIRURGIA – 2013 
32. Mulher, 50 anos realiza radiografi a do tórax como 
parte de avaliação pré-operatória de cirurgia abdo-
minal, a qual demonstra lesão expansiva com densi-
dade de partes moles, com calcifi cações grosseiras de 
permeio, localizada no mediastino anterior à direita, 
rechaçando a traqueia. O diagnóstico provável é de:
a) cisto broncogênico
b) bócio mergulhante
c) hérnia de Bochdalek
d) sarcoidose
e) linfoma
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF-RJ – R3 CIRURGIA – 2013 
33. Criança apresenta tosse paroxística, febre baixa, disp-
neia, cianose, diminuição do murmúrio vesicular, 
com estertores crepitantes e sibilos após inspiração 
profunda. Radiografi a do tórax demonstra condensa-
ção não homogênea paracardíaca direita e hiperinsu-
fl ação do restante desse pulmão. Pulmão contralate-
ral normal. O quadro sugere o diagnóstico de:160
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a) bronquiolite
b) fi brose cística
c) timoma
d) anel vascular
e) corpo estranho
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Angelina Caron-PR – R3 Cirurgia – 2012
34. Sobre o Carcinoma Pulmonar, assinale a alternativa 
incorreta:
a) menos que 1% dos tumores pulmonares é de origem 
não epitelial, e a maioria desses é do grupo de linfomas
b) o carcinoma brônquico não de pequenas células 
pode ser subdividido em adenocarcinoma, carci-
noma de células escamosas, carcinoma de grandes 
células e carcinoma broncoalveolar
c) o carcinoma brônquico de pequenas células se ca-
racteriza pela elevada tendência a apresentar metás-
tases e prognóstico ruim
d) cerca de 5% dos carcinomas do pulmão não são re-
lacionados ao tabagismo e a maioria desses são ade-
nocarcinomas
e) a síndrome de Pancoast é carcterizada por dor no 
ombro e braço associado à Síndrome de Horner
ACERTEI ERREI DÚVIDA
Angelina Caron-PR – R3 Cirurgia – 2012
35. São condições comuns associadas com aumentos de 
linfonodos mediastinais e hilares, exceto:
a) fi brose pulmonar idiopática
b) sarcoidose
c) tuberculose
d) linfoma
e) câncer metastático
ACERTEI ERREI DÚVIDA
Fundação João Goulart – R3 Cirurgia – 2012
36. Paciente de 11 anos de idade, com quadro clínico de 
ptose palpebral e fraqueza muscular generalizada, é 
tratada com prednisona e piridostigmina e, ainda as-
sim, apresenta crises de insufi ciência respiratória, ne-
cessitando ventilação mecânica. A conduta indicada a 
seguir deve ser a:
a) radioterapia do mediastino anterossuperior
b) timectomia transcervical
c) quimioterapia com cisplatina
d) plasmaférese intermitente
ACERTEI ERREI DÚVIDA
Fundação João Goulart – R3 Cirurgia – 2012
37. Durante a realização de exames pré-operatórios para 
correção de hérnia inguinal em um paciente de 55 anos 
sem história de tabagismo, é descoberto um nódulo 
pulmonar solitário periférico. Para a defi nição da con-
duta terapêutica, considera-se critério de benignidade:
a) um nódulo menor que 2,0 cm
b) um lavado brônquico mostrando padrão infl amatório
c) uma punção-biópsia com agulha fi na negativa para 
malignidade
d) a presença de calcifi cação
ACERTEI ERREI DÚVIDA
Fundação João Goulart – R3 Cirurgia – 2012
38. Em um paciente jovem, apresentando pneumotórax 
espontâneo e fuga aérea 4 dias após a drenagem ini-
cial, a conduta terapêutica a ser adotada deve ser:
a) pleurodese, por meio da infusão de tetraciclina pelo 
dreno pleural
b) toracotomia para segmentectomia apical
c) bulectomia e pleurectomia apical por videotoracos-
copia
d) drenagem em aspiração contínua até o sétimo dia
ACERTEI ERREI DÚVIDA
Santa Casa-SP – R3 Cirurgia – 2012
39. Jovem de 25 anos é admitido no Pronto Socorro em 
sepse depois de uma extração dentária. A radiografi a 
de tórax evidencia derrame pleural à direita e alar-
gamento de mediastino. Com relação a este caso, é 
CORRETO afi rmar que:
a) trata-se provavelmente de uma mediastinite necrosan-
te descendente causada por bacilos Gram-negativos
b) o tratamento cirúrgico deve ser feito preferencial-
mente por vídeotoracoscopia associado à drenagem 
oral do abscesso odontogênico
c) o tratamento deve ser o mais conservador possível, 
pois a manipulação do foco de infecção favorece a 
disseminação mediastinal
d) a mediastinite resultou de abscesso odontogênico, 
estando indicada cervicotomia e toracotomia
e) antibioticoterapia deve ser iniciada imediatamente 
após a coleta de culturas durante toracotomia
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SUS-SP – R3 Cirurgia – 2012
40. Homem de 62 anos, após 12 dias de traqueostomia, 
apresenta sangramento súbito e copioso pelo traque-
ostoma, seguido de choque hipovolêmico. O provável 
diagnóstico ee o neuroblastomas originam-se 
dos gânglios simpáticos. Os tumores da bainha de nervos 
são os mais comuns em adultos, enquanto os derivados dos 
gânglios simpáticos são mais frequentes na criança. O sur-
gimento de dor intensa, quando se faz a biópsia percutânea, 
é sinal de massa neurogênica. Resposta a.
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Residência
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84. T3: Tumor > 7 cm ou com extensão direta à parede torácica 
(incluindo tumor de Pancoast), ao diafragma, à pleura mediastinal 
ou ao pericárdio. Tumor com atelectasia ou pneumonite obstrutiva 
de todo o pulmão. Tumor localizado a 7,2, glicose > 40 mg/dL e HDL 
 1.000 UI;
  culturas positivas em 1/3 dos casos.
Resposta c.
87. O tratamento do empiema depende da sua fase, mas en-
volve a identifi cação do organismo causal, o seu tratamento 
sistêmico (antibióticos) e a drenagem completa do espaço 
pleural. Nas fases aguda e fi brinopurulenta precoce, a tora-
cocentese poderá ser tanto diagnóstica quanto terapêutica se 
o derrame for drenado inteiramente. A administração prévia 
de antibióticos pode levar à coleta de um líquido estéril, mas 
a coloração pelo Gram (organismos), a contagem de células 
(predominância dos leucócitos polimorfonucleares no em-
piema bacteriano e predominância linfocítica no empiema 
tuberculoso), a bioquímica (proteína, DHL, amilase e glico-
se) e o pH ( 1.000
Conduta
individualizada
Aumento do derrame,
febre persistente
ou mau estado geral
Toracocentese
repetida
Sem
drenagem
pH > 7,2
ou glicose > 40
ou LDHum stent esofágico 
pode ser colocado. Se isto não contiver a deiscência, então a 
exclusão esofágica, assim como derivação com colocação de 
uma gastrostomia e jejunostomia, é indicada. Resposta e.
89. O tratamento inicial do pneumotórax aberto constitui-se 
no fechamento imediato da lesão através de um curativo esté-
ril. O curativo deve ser grande o sufi ciente para encobrir todo 
o ferimento e fi xado com fi ta adesiva em três de seus lados 
para produzir um efeito de válvula unidirecional. Quando o 
doente inspira, o curativo oclui o ferimento, bloqueando a en-
trada de ar. Na expiração, o lado que não está fi xado permite o 
escape de ar de dentro da cavidade pleural. Um dreno de tórax 
deve ser inserido longe do ferimento tão logo seja possível. A 
fi xação dos quatro lados do curativo pode causar acúmulo do 
ar no espaço pleural, resultando em um pneumotórax hiper-
tensivo, a menos que o tórax esteja drenado. Qualquer curati-
vo oclusivo (gaze vaselinada, lâmina de plástico, etc.) pode ser 
usado como medida temporária de modo a permitir que a ava-
liação prossiga rapidamente. Geralmente o ferimento necessita 
ser fechado defi nitivamente por procedimento cirúrgico. 
O tratamento de um pneumotórax espontâneo que ocorre 
pela primeira vez depende de seu tamanho, dos sintomas as-
sociados e da história pulmonar do paciente. Parar de fumar 
é uma medida indicada para todos os fumantes. O pneumo-
tórax pequeno ( 1.000 U/L. Resposta a.
95. O ar ambiente poderá alcançar o espaço pleural após um 
trauma torácico, como consequências de lesões de parede 
torácica, lesões do parênquima pulmonar ou do mediastino 
(esôfago, traqueia, brônquios). À seme lhança do hemotórax, o 
pneumotórax também admite várias classifi cações. Quanto ao 
volume: pequeno, médio ou grande. É pequeno quando ocupa 
um terço da cavidade pleural ou menos; médio, quando ocupa 
entre um terço e dois terços e grande quando ocupa mais do 
que dois terços. Quanto à lateralidade, uni ou bilateral. Quan-
to ao conteúdo: puro ou misto (pneumotórax e hemotórax). 
Quanto à evolução: estacionário ou progressivo. O progressivo 
poderá ser hipertensivo, quando ocorrer acúmulo do ar, sob 
pressão, no espaço pleural. É uma situação catastrófi ca porque 
poderá levar o doente à morte em segundo. A ação deverá ser 
rápida. Uma outra modalidade de pneumotórax é o chamado 
“aberto ou aspirativo”. É consequente a ampla comunicação 
entre a cavidade pleural e o meio ambiente. Este tipo de feri-
mento, é raro em ambiente civil. Quanto presente, provoca um 
ruído característico chamado traumatopneia que traduz a pas-
sagem do ar através do ferimento, na inspiração. Este tipo de le-
são resulta em distúrbio ventilatório grave devido ao equilí brio 
rápido das pressões atmosférica e pleural, levando ao colapso 
ipsilateral e desvio do mediastino com todas as suas consequ-
ências. Nos traumatismos torácicos, o pneumotórax tem como 
origem lesões do parênquima pulmonar ou da parededo tórax 
em 90% dos casos. Lesões esófago, traqueia ou brônquio, feliz-
mente são raras. Tal qual no hemotórax, a maioria dos doentes 
são tratados com uma colocação de um dreno intercostal. Não 
utilizamos punções pleurais para o esvaziamento de um pneu-
motórax pequeno, médio ou grande estabi lizado. Estes proce-
dimentos são dolorosos, pouco efi cazes e favorecem, infecção. 
Se a punção for realizada de imediato, logo após o doente en-
trar no serviço de emergência, não terá qualquer validade, pois 
mesmo ao se conseguir a expansão pulmonar, quando a agulha 
for retirada, o pulmão se colapsará novamente, visto que, a le-
são pulmonar ainda não cicatrizou. A punção pleural só está 
indicada quando o pneumotórax é hiper tensivo, nesta grave 
situação, é uma medida salvadora, no entanto provisória, pois 
deverá ser o mais rápido possível ser substituída pela drena-
gem intercostal. A toracotomia está indicada nos doentes, nos 
quais, o fl uxo de ar pelo dreno intercostal não cessa no tempo 
esperado, desta maneira há de suspeitar de lesões de traqueia, 
brônquio ou até mesmo do esôfago. Resposta b.
96. Para o entendimento da fi siopatologia da doença, é ne-
cessário o conhecimento da fonte do inóculo e o método 
pelo qual ele penetra até as vias aéreas inferiores. A cavidade 
oral contém cerca de 200 espécies de bactérias. A área que 
contém a mais alta concentração de bactérias anaeróbicas é 
a fenda gengival. Esse é o local das espécies de anaeróbios, 
que são mais frequentemente isolados em casos de pneumo-
nias de aspira ção e abscessos pulmonaresz. Isso explicaria a 
associ ação clínica entre abscessos pulmonares e doença da 
fenda gengival na forma de piorreia ou gengivite. As secre-
ções orofaringeanas contêm concentrações de 108 a 109/mL 
de bactérias, com a relação de anaeróbios para aeróbios de 
aproximadamente 3:1 a 5:1. Infecções anaeróbicas pulmona-
res ocorrem ocasionalmente em pessoas desdentadas e na-
queles com boa higiene oral. Em 10% dos casos de abscessos 
pulmonares, nenhum fator de risco é identifi cado.
Anaeróbios da cavidade bucal penetram nas vias aéreas in-
feriores devido à perda da consciência e a con sequente su-
pressão do refl exo da tosse. O alcoolismo é um fator predis-
ponente, comum em pacientes com abscessos pulmonares. 
Outras causas de perda de consciência que predispõem à as-
piração incluem con vulsões, anestesia geral, sedação e coma.
Disfagia devido à doença neurológica ou esofági ca, alteração 
no mecanismo de fechamento da glote por traqueostomia ou 
entubação orotraqueal podem também predispor à aspira-
ção. Mesmo indivíduos nor mais aspiram, especialmente, du-
rante o sono. A dife rença entre as pessoas normais e aquelas 
que subsequentemente sofrem pneumonia ou abscesso pul-
monar é a composição do inóculo, a frequência e o volume 
da aspiração e a propensão de reter o inóculo devido à redu-
ção nos mecanismos de defesa, como o refl exo da tosse.
Outros mecanismos menos comuns podem deter minar infec-
ções anaeróbicas pulmonares como: expan são transdiafragmá-
tica de uma coleção subfrênica e disseminação hematogênica 
de trombofl ebite séptica. Infecções anaeróbicas pulmonares são 
infrequen tes em crianças, mas ocasionalmente podem ocor-
rer após amigdalectomias, presumivelmente porque as criptas 
amigdalianas são colonizadas por bactérias anaeróbicas.
Bactérias anaeróbicas são encontradas em 60 a 85% dos ca-
sos, quando técnicas diagnósticas apropria das são utilizadas. 
Aproximadamente 50% dos pacientes contêm somente bac-
térias anaeróbicas, enquanto os outros 50% têm uma combi-
nação de bactérias anaeró bicas e aeróbicas. Achados simila-
res são encontrados em pacientes pediátricos com infecções 
pulmonares anaeróbicas.204
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Nas pneumonias por aspiração adquirida no am biente hospi-
talar são mais prováveis as infecções mistas, nas quais predo-
mina o componente aeróbico. Isso decorre da progressiva co-
lonização da via aérea superior com bacilos Gram-negativos 
duran te a hospitalização.
Os principais anaeróbios isolados nas infecções pulmonares 
são Peptostreptococcus, Bacterioides melaninogenicus e Fusobac-
terium nudeatum. Bacterioides fragilis, o qual é de específi co in-
teresse devido à resistência à penicilina, foi encontrado em 20% 
dos casos. Esse resultado tem sido encontrado por muitos auto-
res, in cluindo uma taxa de 14 a 21% para Bacteroides fragi lis. Os 
mesmos organismos têm sido documentados nas pneumonias 
necrotizantes em pa cientes imunocompetentes. Nos pacientes 
imunocomprometidos, as infecções oportunísticas por Can-
dida albicans, Legionella micdadei, Legionella pneumophila e 
Pneumocisti carinii são mais prevalentes. Resposta c.
97. O hemotórax é a consequência mais comum de um 
trauma de tórax, seja ele penetrante ou fechado. O sangue 
coletado na cavidade pleural pode ser originário de qua-
tro fontes: lesão do parênquima pulmonar, lesões de vasos 
sistêmicos (intercostais, mamários), lesões do mediastino 
(coração e vasos da base) e ferimentos toracoabdominais. 
Nestes últimos existe a possibilidade de um sangramento 
proveniente de uma víscera abdominal ser aspirado para a 
cavidade pleural. O hemotórax admite várias classifi cações. 
Quanto ao volume pode ser pequeno (300-350 mL), médio 
(350- 1.500 mL) ou grande (maior do que 1.500 mL). Quan-
to a lateralidade: uni ou bilateral. Quanto ao próprio der-
rame: hemotórax ou hemotórax e pneumotórax associados. 
Quanto à evolução, pode ser estacionário ou progressivo, 
isto é, a coleção não aumenta com o passar do tempo ou é 
um sangramento contínuo. Quanto à tensão: normotenso ou 
hipertensivo. O hipertensivo sempre vem acompanhado de 
pneumotórax pois é muito improvável senão impossível um 
doente chegar vivo com um hemotórax hipertensivo puro 
ao serviço de emergência. A condição de hemotórax hiper-
tensivo é incompatível com a vida, nesta situação o doente 
morre antes do choque hemorrágico.
O diagnóstico do hemotórax traumático é fácil. O exame clíni-
co e uma radiografi a simples de tórax o identifi ca. A terapêu-
tica tem duas fi nalidades: atuar no próprio hemotórax e atuar 
sobre a fonte de san gramento. Por ser a lesão do parênquima 
pulmonar responsável por mais de 90% dos casos de hemotó-
rax, a drenagem intercostal é o tratamento defi nitivo, pois atua 
esvaziando a coleção de sangue e rápida expansão pulmonar, 
permitindo a cicatrização espontânea da lesão que ocasionou 
o sangramento. No restante dos doentes (10%), a toracotomia 
ou a laparotomia serão necessárias para reparar a fonte da he-
morragia: vasos parietais ou órgãos abdominais e diafragma.
Na avaliação inicial, administra-se alta concentração de oxigê-
nio (FiO2 de 0,85 a 1). Com o tórax e o pescoço desnudo, pre-
para-se o paciente para uma drenagem torácica realizada no 
5º espaço intercostal, anteriormente à linha médio-axilar do 
lado da lesão. Nestas circunstâncias, é pre ciso estabelecer pre-
cocemente uma via de administração de fl uidos endovenosos.
Após a inserção do dreno, ocorre um grande extrava samento 
de sangue (pelo menos 1.500 mL). O médico as sistente deve 
estar atento para um caso de hemotórax volumoso, o qual 
pode se tratar de um caso com lesão de um vaso de grosso 
calibre e, portanto, o paciente pode poten cialmente necessi-
tar de uma toracotomia de urgência.
O médico assistente deve lembrar também que esta quantidade 
de sangue pode ser coletada em frasco de tórax de autotrans-
fusão e este sangue coletado ser readministra do ao paciente.
O fato que corrobora de modo marcante para a indica ção 
da toracotomia de urgência é o fl uxo de sangue do dé bito da 
drenagem torácica. Quando há perda de sangue maior que 
200 mL/hora, por 2 horas subsequentes, fi ca in dicado o pro-
cedimento cirúrgico. Resposta a.
98. O carcinoma to tipo células pequenas são tumores de pro-
vável origem neuroendócrina. Geralmente são lesões centrais 
com extensão direta e encarceramento das estruturas dome-
diastino. A apresentação periférica é rara, mas com frequência 
associada a comprometimento linfonodal hilar. No momento 
do diagnóstico a maioria já mostra sinais de disseminação me-
tastática hematogênica ou linfática, às vezes sem evidenciação 
do tumor primário nos estudos radiológicos. Resposta b.
99. Dentre os diagnósticos diferenciais dos nódulos pulmo-
nares, existe o hamartoma. É o tumor benigno mais frequente 
no pulmão e tem como característica ser um nódulo menor 
do que 1,5 cm, bem delimitado e calcifi cado, sendo a calcifi -
cação mais característica em forma de “pipoca”. Resposta a.
100. Todas as afi rmações estão corretas (leia com atenção), 
exceto a opção “e” já que Atualmente, o tratamento preconiza-
do é clínico, sendo a Penicilina substituída pela Clindamicina 
(600mg, endovenosa de 6/6 horas) isoladamente ou associada 
ao Metronidazol ou ainda uma Cefalosporina de 3ª geração 
associada ao Metronidazol. A mortalidade é de 5 a 10%. Pa-
cientes com grandes abscessos (> 6 cm), necrose pulmonar 
progressiva, lesões obstrutivas, infecção bacteriana aeróbia, 
imunocomprometimento, idade avançada, debilidade sistê-
mica e aqueles que demoraram em procurar atendimento 
médico têm maior mortalidade e incidência de complicações. 
A complicação mais comum é o empiema com ou sem fístu-
la broncopleural. A aspiração de pus de um grande abscesso 
pulmonar, por muitas vezes, promove a disseminação da in-
fecção e, até mesmo, a asfi xia. Outras complicações, que são 
raras, incluem abscessos cerebrais e outros abscessos distais, 
infecção generalizada, hemorragia grave e gangrena pulmonar. 
A superinfecção com outras bactérias ou fungos pode ocorrer 
com relação à terapia antimicrobiana. No abscesso pulmonar 
crônico, podem estar presentes bronquite crônica, enfi sema 
localizado ou bronquiectasias com recorrência subsequente de 
pneumonite aguda na área envolvida. Resposta e.
101. A síndrome de Claude-Bernard-Horner, é comum no 
tumor Pancoast. Ela é secundária ao envolvimento da cadeia 
simpática e do gânglio estrelado, causando enoft almia unila-
teral, ptose palpebral, miose e anidrose ipsilateral da face e do 
membro superior. Resposta c.
102. Todas as opções estão corretas (leia com atenção) exceto a 
opção “d” já que a taxa de mortalidade é de 5 a 10%. Resposta d.
103. O hemotórax de pequeno volume, mesmo traumático, 
pode ser reabsorvido espontaneamente. Todos os outros 
quadros são de indicação de drenagem imediata. Resposta e. 205
Residência
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104. A presença de acidifi cação do líquido sugere metabolis-
mo bacteriano, e não a alcalização. A incidência do derrame 
pleural parapneumônico pode chegar a 40% das pneumonias, 
e o pneumococos é o principal germe. O aumento do DHL > 
1.000 UI/L e glicose baixa, além de pH ácido, são indicativos 
de empiema. O uso de fi brinolíticos intrapleural parece não re-
duzir o número de pacientes que vão para cirurgia. Resposta a. 
105. Todos os sinais descritos são sinais radiológicos de atelec-
tasia. Dentre esses, a diminuição dos espaços intercostais é o 
menos sensível e aparece em atelectasias extensas. Resposta e. 
106. A obstrução da veia cava superior é um processo suba-
gudo, ou agudo, na maioria das vezes causada por uma ne-
oplasia maligna intratorácica. Essas podem ser, em até 90% 
dos casos, o câncer do pulmão, os linfomas, ou os tumores 
mediastinais primários ou metastáticos. O câncer do pulmão 
é o responsável por 46 - 75% de todos os casos da SVCS. Ela 
é secundária a compressão, invasão e, ocasionalmente, for-
mação de um trombo endoluminal. Os pacientes com SVCS 
apresentam-se com edema e pletora faciais, do pescoço e das 
pálpebras; além da dilatação das veias do pescoço, do ombro, 
da parede anterior do tórax e dos membros supeirores. A cia-
nose dos membros superiores e da face é comum. Outros sin-
tomas associados a ela são: cefaleia, vertigem, visão borrada, 
tosse, síncope, dispneia, dor torácica e disfagia. A Associação 
da SVCS com a obstrução das vias aéreas superiores e com 
sinais de edema cerebral é sinal de mau prognóstico.
Entre as neoplasias pulmonares a que mais comumente causa 
a SVCS é o carcinoma indiferenciado de pequenas células, 
em 40% das vezes seguido pelo carcinoma escamoso.
A tomografi a computadorizada (TC) de tórax é provavel-
mente o exame de imagem mais utilizado na SVCS. Chega 
a apresentar uma acurácia diagnóstica de 100%. Resposta a. 
107. O empiema em idade escolar é causado por pneumo-
coco, sendo a drenagem pleural fechada à opção terapêutica. 
Os parâmetros do líquido pleural são os mesmos do adulto. 
Normalmente, a resolução do quadro é boa, com pouco ou 
nenhum espessamento pleural. Portanto, os fi brinolíticos, 
que podem ser uma opção terapêutica discutível no adulto, 
não são indicados em crianças, visto a baixa incidência de 
empiema multisseptado. Resposta a. 
108. O quadro em questão é de abscesso pulmonar com sua 
principal complicação, o empiema pleural. Inicialmente, an-
tibioticoterapia e drenagem pleural. Posteriormente, deverá 
ser submetido a videotoracoscopia no caso de evolução insa-
tisfatória. Resposta d. 
109. Para quadros de abscesso pulmonar, temos que obser-
var a presença de condição predisponente para aspiração. No 
caso em questão, o que é citado é a presença de tabagismo 
importante + tosse crônica + lesão cavitária pulmonar. Ou 
seja, nos casos de lesão cavitária sem condição predisponente 
para aspiração, deve-se pensar em diagnósticos diferenciais 
como tuberculose, neoplasia cavitária, empiema septado, en-
tre outros. Micetoma é a colonização de uma cavidade pré-
-formada por aspergillus e normalmente é assintomático ou 
causa hemoptoico. Resposta b. 
110. O componente cartilagíneo só não está presente em 
bronquíolos respiratórios, ductos alveolares e intralobulares, 
além da região subglótica. Resposta a.
111. Todas estão corretas, exceto a opção B, uma vez que a veia 
do lobo médio drena para veia pulmonar direita. Resposta b.
112. A defi nição da alternativa A é Cornagem. Dispneia as-
sociada a fraturas ou contusão pulmonar não têm designação 
especial. A alternativa D defi ne o termo. Resposta d. 
113. O quadro em questão é de diagnóstico diferencial de 
nódulo pulmonar. Os nódulos considerados benignos e que, 
portanto, requerem apenas acompanhamento radiológico 
trimestral por dois anos, são nódulos menores do que 1,5 cm, 
bem delimitados, calcifi cados e em pacientes com idade in-
ferior a 35 anos e sem fatores de risco. São considerados nó-
dulos indeterminados, ou seja, que necessitam prosseguir em 
investigação diagnóstica, quando maiores que 1,5 cm, mal 
delimitados, não calcifi cados ou com calcifi cações em pon-
tos pequenos e em pacientes com mais de 35 anos e fator de 
risco bem determinado. Neste paciente, o acompanhamento 
radiológico está bem indicado. Resposta c. 
114. O quadro clínico e radiológico nos leva a pensar em um 
Derrame Pleural Parapneumônico/Empiema. Portanto, está 
indicada a toracocentese, o que revelou um provável exsu-
dato (LDH= 1100 mg/dL). Não temos o diferencial, pois em 
DP com predomínio linfomononuclear poderíamos encon-
trar também estas alterações de pH e glicose. Dentro das al-
ternativas que encontramos, a mais correta é a C, pois sendo 
um exsudato polimorfonuclear, temos mais características de 
empiema (líquido turvo, DHL > 1000 e glicose abaixo de 40 
mg/dL), apesar do pH estar limítrofe. As outras alternativas 
são incorretas, pois a determinação de transudato é através 
dos critérios de Light e não devemos depender de Gram ou 
cultura para classifi car um empiema. Lembrar que esta tam-
bém é uma divisão de um DP parapneumônico. Resposta c. 
115. Este paciente apresenta quadro clínico de compressão de 
veia cava superior por um tumor de Pancost. Para cirrose he-
pática com hipoalbuminemia, faltam o anasarca e a ascite. Cor 
pulmonale é comum em associação a doença pulmonar crô-
nica comhipóxia e faltam também a hepatomegalia e o ede-
ma de MIS. Fístula arteriovenosa em paciente de 60 anos sem 
história prévia ou trauma local é improvável. Um diagnóstico 
difícil é em relação à pericardite constritiva. Normalmente, es-
tes casos são relacionados a pulso paradoxal e ondas venosas 
jugulares, e também com sinais de cor pulmonale. Resposta d. 
116. O caso em questão é clássico de aspiração. Só faltava a de-
terminação do sibilo localizado e pneumonias de repetição. Po-
rém, a citação do episódio de sufocação, após os sibilos que não 
melhoram o caso, é característico de corpo estranho. Asma teria 
melhorado com a terapêutica habitual. O paciente apresentou 
refl uxo prévio, porém terminou o quadro como a maior parte 
das crianças antes de 1 ano de idade. Em relação ao quadro agu-
do de laringotraqueobronquite, falta a febre. O diagnóstico e o 
tratamento são realizados com raio X de tórax para localização 
da imagem e broncoscopia respectivamente. Resposta d. 206
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117. Dor torácica tipo pleurítica, súbita, em jovem, lembra 
Pneumotórax. O exame físico com diminuição do murmúrio 
vesicular e o achado de timpanismo confi rmam esta suspeita. 
O exame indicado no caso em questão é o raio X de Tórax e o 
achado, será uma hipertransparência unilateral. Resposta d. 
118. A osteomielite é uma complicação incomum nos empie-
mas pleurais. Na fase de organização, normalmente o trata-
mento com melhores resultados é o cirúrgico, de preferência 
por videotoracoscopia. Na fase crônica, a análise mais im-
portante é avaliar através de exames de imagem se existem 
multiloculações. A pleurostomia é uma opção nos empiemas 
pleurais crônicos, que não responderam a outros tratamen-
tos propostos, inclusive cirurgia prévia. Na fase exsudativa, a 
drenagem em selo d’água é uma excelente opção. Resposta c.
119. Verifi car em anatomia; acidentes anatômicos. Resposta c. 
120. A síndrome do sulco superior ou Pancost é constituída 
da compressão da cava superior + compressão do plexo bra-
quial + síndrome de Claude-Bernard-Horner (ptose, miose, 
anidrose ipsilateral e enoft almia unilateral). Os pacientes po-
dem também apresentar destruições de arcos costais, clavícula 
e outros ossos adjacentes, como escápula e úmero. Resposta a.
121. Tomografi a por emissão de pósitrons (PET) de corpo 
inteiro é um método bastante útil, que avalia a atividade me-
tabólica dos tecidos tendo como base a intensidade de cap-
tação de glicose radiomarcada (fl uorodeoxiglicose - FDG) 
quantifi cada em SUV (standard uptake value); valores aci-
ma de 2,5 SUV são indicadores de alta atividade metabólica 
(exemplo: tecido neoplásico). Tem papel no diagnóstico, es-
tadiamento (linfonodal e metastático) e acompanhamento de 
tratamento dos carcinomas em geral. A PET pode orientar a 
indicação de mediastinoscopia, punções aspirativas e outras 
abordagens diagnósticas. É um método sensível de medida 
dos efeitos biológicos de terapia anticâncer, mas até a melhor 
padronização e experiência em larga escala, deve ser usado 
como avaliação adicional aos outros métodos existentes. 
Pode haver falso-positivos, como nas doenças granulomato-
sas, infecciosas e infl amatórias em geral, em pós-operatórios 
e na região de materiais exógenos de alta atenuação, como 
clipes metálicos, próteses etc. (“artefatos quentes”). Falso-
-negativos podem ocorrer mais frequentemente em lesões 
nodulares menores que 1 cm de diâmetro, tumores de baixo 
metabolismo (tumores carcinoides e carcinomas bronquio-
loalveolares) e lesões situadas nas bases pulmonares, devido 
ao artefato de movimentação diafragmática e superposição 
de imagens da TC e PET assíncronas (“artefatos frios”). Equi-
pamentos que fundem as imagens adquiridas na tomografi a 
computadorizada e na PET (PET-CT) oferecem a conveniên-
cia de um produto fi nal com excelente resolução anatômica 
(aspecto defi citário da PET, por sua natureza) combinada a 
acurada avaliação metabólica e funcional.
Foi demonstrado que, usando os dados agrupados de múlti-
plos estudos, a PET combinada com TC é mais precisa para o 
estadiamento mediastinal do que a TC sozinha, com um valor 
preditivo positivo de 78% e um valor preditivo negativo alto 
de 93% — um número que se aproxima das técnicas invasivas 
de estadiamento. Em termos de doença metastática, já foi de-
monstrado que a PET revela as lesões metastáticas não obser-
vadas pela TC e por outros meios convencionais em 10 a 20% 
dos casos. Por utilizar glicose marcada por fl úor, poderá ter 
sua interpretação alterada em diabéticos. Resposta e.
122. A maneira de identifi car qual a proporção de parênqui-
ma pulmonar funcionante e qual está comprometido pela 
bolha já foi intensamente estudado. Utilizou-se cintilografi a 
perfusional para avaliar tecidos viáveis e espirometria de de-
cúbito. Com o advento da TC espiral, que consegue defi nir 
com exatidão a área que não participa da ventilação e sua 
proporção dentro do tórax, tornou-se um exame com boa 
acurácia e pouco invasivo. Resposta a.
123. Estágio IIa (T1a/1b/2a N1M0 e T2bN0M0): Correspon-
dem a cerca de 10% dos casos de câncer do pulmão ressecados. 
A lobectomia será o procedimento de escolha na maior parte 
dos pacientes. Ocasionalmente, por conta da extensão tumoral 
(T2b) algumas situações poderão requerer ressecções maiores 
(lobectomia com broncoplastia, bilobectomia ou pneumonec-
tomia). Os pacientes neste estágio submetidos à ressecção ci-
rúrgica completa e em boas condições clínicas são candidatos à 
quimioterapia adjuvante. A radioterapia pós-operatória parece 
diminuir a recidiva local, mas nenhum estudo foi capaz de com-
provar seu impacto na sobrevida, de modo que seu uso habitu-
almente não é reconhecida. Gabarito ofi cial d, gabarito SJT a.
124. Paciente com massa de 4,2 cm no LSD com invasão da 
parede torácica, linfonodos hilares direitos aumentados na 
TC corresponde a tumor T3 (Tumor > 7 cm ou com extensão 
direta à parede torácica (incluindo tumor de Pancoast), ao diafrag-
ma, à pleura mediastinal ou ao pericárdio. Tumor com atelectasia 
ou pneumonite obstrutiva de todo o pulmão. Tumor localizado aD, portanto, por anulação, deveria ser uma das duas. 
Você tem este tema disponível na sua apostila, aproveite e 
faça uma breve revisão. Resposta d.
128. Não existe nenhum método de controle para diagnós-
tico precoce e consequente diminuição da sua mortalidade. 
Apenas a parada do tabagismo diminuiria esta mortalidade, 
a longo prazo. Resposta a.
129. A TB Pleural é caracterizada por 70% de doenças ape-
nas na pleura. Na análise do líquido, encontramos exsudato 
com grande aumento de linfócitos, pobreza de mesotelióci-
tos, grande quantidade de proteínas e adenosina deaminase 
alta. Resposta a.
130. Lembrar que à medida que a obstrução fi ca mais grave, 
o VEF1 diminui e aumenta a hiperinsufl ação e o volume re-
sidual. Aumenta também o volume de reserva expiratório e 
a capacidade pulmonar total. O que diminui é a capacidade 
inspiratória (volume corrente + volume de reserva inspirató-
rio). Resposta d.
131. O método de escolha para diagnóstico de tuberculose 
pulmonar é pela baciloscopia do escarro. O raio X de tórax 
não é método de diagnóstico, e a cultura somente será ava-
liada quando da negatividade de três escarros bem colhidos 
e analisados. Deve-se lembrar que a presença de sangue no 
escarro diminui um pouco sua positividade, porém deverá 
ser inicialmente avaliado por pesquisa direta. Resposta d.
132. Apenas as três primeiras são massas de mediastino an-
terior, e destas, a que mais frequentemente evolui com dor e 
invasão brônquica é o linfoma. Resposta b.
133. Todos os gânglios do mesmo lado até o mediastino não 
contraindicam cirurgia. Apenas gânglios contralaterais e ex-
tratorácicos impossibilitam procedimento. Resposta d.
134. Obstrução e estenose são complicações da própria tra-
queostomia e não dão passagem da cânula, assim como teci-
do de granulação local. Resposta b.
135. Respiração paradoxal é um achado característico de tó-
rax instável, que se caracteriza por pelo menos duas fraturas 
distintas de uma mesma costela e em costelas adjacentes. O 
que ocorre nestas circunstâncias é um verdadeiro “descola-
mento” de parte da caixa torácica em relação ao restante da 
caixa, e desta forma, temos um movimento desconexo da res-
piração desta porção que está “desconectada” do restante da 
caixa torácica. Resposta e.
136. Como o saco pericárdico foi deixado aberto, não há 
possibilidade de formação de tamponamento cardíaco, pois 
o mesmo escaparia pela região do pericárdio que fi cou aber-
ta. A herniação cardíaca pelo saco pericárdico aberto é uma 
complicação possível e, portanto, seu fechamento é obrigató-
rio sempre. Qualquer tipo de sangramento em um caso assim 
seria de grande intensidade, por serem vasos de grande cali-
bre envolvidos, além de que o choque hipovolêmico intenso 
causaria colapso das jugulares e não distensão. Trombose de 
cava causaria estase jugular, mas não hipotensão. Vicariância 
é evento mais tardio, e não agudo. Resposta a.
137. Uma das complicações torácicas frequentes em pacien-
te com HIV é o pneumotórax, por várias etiologias – pneu-
mocistose, TB e outros. Nestas circunstâncias, muitas vezes 
é necessária a abordagem de fístula via rafi a de parênquima 
pulmonar e abrasão pleural. Resposta e.
138. Para diagnóstico e biópsia de doenças intersticiais, que 
são doenças difusas do parênquima pulmonar, a tendência 
hoje é tentar a menor toracotomia possível, visando minimi-
zar os efeitos da recuperação pós-operatória, que para estes 
doentes é muito difícil, pois a toracotomia é um procedimen-
to extremamente doloroso, e poderia levar a hipoventilação, 
atelectasias e agravamento da oxigenação sanguínea. Assim, 
a opção é a minitoracotomia. Resposta d.
139. Trata-se de EMPIEMA, provavelmente por estafi loco-
cos, conforme achados da análise do líquido do derrame, que 
tem alto teor de leucócitos, com predomínio de neutrófi los, 
glicose baixa e DHL alto. A conduta nestes casos é a drena-
gem fechada, com pleuroscopia para desfazer aderências e 
obter uma drenagem fortemente efetiva, sem risco de deixar 
empiemas encistados, que poderiam complicar a evolução, 
principalmente em paciente pediátricos. Resposta a.
140. Trata-se de fístula quilosa, pois temos aspecto leitoso, 
o que é um achado frequente de paciente com lesão de va-
sos linfáticos. Como os troncos linfáticos drenam no sistema 
ázigos, um lesão deste sistema também poderá ocasionar este 
tipo de derrame pleural. Resposta b.
141. A conduta para fístulas quilosas é conservadora, atra-
vés de drenagem de tórax e dietas hipolipídicas, que levam à 
diminuição da produção de linfa, e consequentemente dimi-
nuição do débito da mesma. Resposta d.
142. Normalmente existe líquido na cavidade pleural, em 
torno de 0,1 a 0,2 mL/kg de peso, sendo que o valor médio 
é muito variado, de 1 a 10 mL, assim, o derrame pleural é 
defi nido como qualquer volume de líquido acima de 10 mL 
detectado no espaço pleural por meios apropriados, com ca-
racterísticas físico-químicas próprias, seja de conteúdo he-
mático (hemotórax), purulento (piotórax), linfático (quilotó-
rax) ou mesmo derrames provenientes de patologias de base 
divididos em transudatos e exsudatos.
A toracocentese diagnóstica permite a avaliação de sufusões 
pleurais indicando a natureza do líquido. A partir do mate-
rial colhido podemos realizar um estudo bioquímico, micro-
biológico e citológico direcionando a terapêutica apropriada.208
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O primeiro passo na análise do líquido consiste em avaliar 
o aspecto visual, ou seja, a cor (amarelo-citrino ou amarelo-
-pálido é típico de transudato, e de alguns exsudatos como 
derrames malignos iniciais e tuberculose; sanguinolento na 
ausência de trauma sugere malignidade; purulento estamos 
frente a um empiema; branco-leitoso sugere quilotórax) e 
odor (pútrido sugere empiema por germe anaeróbio).
O segundo passo é estabelecer se é um transudato ou exsuda-
to. A análise bioquímica mostra nos exsudatos:
  DHL pleural/DHL plasma > 0,6
  Proteína pleural/proteína plasma > 0,5
  Proteínas totais > 3 g/%
  DHL pleural > 200
Os transudatos são aqueles em que nenhuma situação acima 
ocorre.
Dentre as sufusões exsudativas, Light observou três parâme-
tros do líquido pleural que indicam complicação apresentan-
do indicação de drenagem torácica, que são:
  pH 1000;
Alem desses parâmetros, o estudo de células mesoteliais (predo-
mina nos transudatos), amilase (valores maiores que o do plasma 
sugerem pancreatite e ruptura esofágica), creatinina (suspeita de 
urinotórax), triglicerídeos e colesterol (suspeita de quilotórax), 
citologia e a bacterioscopia direcionam o diagnóstico.
O tratamento da sufusões pleurais se baseia nas característi-
cas bioquímicas do líquido, sendo os transudatos e exsudatos 
não complicados tratados clinicamente, com ênfase na pa-
tologia de base e indicada toracocentese de alívio naqueles 
casos com padrão respiratório restritivo.
A drenagem torácica fechada sob selo d’água está indicada 
nos exsudatos complicados, empiemas, quilotórax e sufusões 
hemorrágicas. O tempo de drenagem externa variará confor-
me a resposta clínica ao antibiótico e medidas terapêuticas 
outras, próprias para cada entidade patológica. Generica-
mente, o dreno poderá ser retirado se preencher integral-
mente três critérios, que são: reexpansão clinicorradiológica 
do pulmão, débito do dreno de tóraxpulmonar, mas predispõe a barotraumas, es-
pecialmente se associada a volumes correntes elevados (nor-
mal: 500 mL ou 6-7 mL/kg). Os barotraumas levam a lesões 
alveolares e à formação de pneumotórax hipertensivo, cujo 
tratamento é a drenagem da cavidade pleural. Resposta b.
144. No Brasil, o câncer de pulmão é a primeira causa de 
morte por câncer em homens e a segunda em mulheres. Ape-
sar da alta efetividade da prevenção primária através da pre-
venção e do controle do tabagismo, a sua incidência também 
permanece elevada.
Quatro tipos histológicos respondem por 90% dos casos:
Adenocarcinoma – é o mais comum nos Estados Unidos e 
Japão. É um carcinoma das glândulas mucosas, que possui 
duas subcategorias: 
  Broncoalveolar: origina-se na periferia e tende a se espa-
lhar de forma descamativa;
  Bronquíoloalveolar: pode ser de qualquer epitélio pró-
ximo ou distante aos bronquíolos, espalha-se intralveo-
larmente, podendo ter infi ltrado ou nódulos. Metade dos 
tumores tem marcador para célula do tipo II ou clara;
Carcinoma de células escamosas – era o mais frequente no 
Brasil (atualmente é adenocarcinoma), vem do epitélio brôn-
quico, tem localização central e pode ter uma forma polipoi-
de ou séssil intraluminal. Costuma dar hemoptise, se espalha 
localmente, pode ter adenopatia hilar com alargamento do 
mediastino e o critério essencial para diagnóstico histológico 
é a presença de pérolas córneas ou de pontes intercelulares;
Carcinoma de células grandes – grupo heterogêneo de tu-
mores indiferenciados incapazes de serem encaixados em 
qualquer outra categoria. Duplica-se rapidamente e é muito 
agressivo. Pode apresentar marcadores de diferenciação para 
tumores neuroendócrinos;
Carcinoma de células pequenas – normalmente são centrais, 
capazes de infi ltração submucosa que obstrui os brônquios. 
São agressivos e causam muitas metástases. Possui três sub-
tipos celulares:
  Linfocitoide (oat cell) rápido crescimento, grande capa-
cidade de disseminação e, inclusive com invasão cerebral 
precoce. Apesar do alto grau de resposta ao tratamento, 
apresenta baixo percentual de cura;
  Intermediário;
  Combinado - de células pequenas mais carcinoma epi-
dermoide ou adenocarcinoma.
Apesar do câncer de pulmão poder metastatizar para qual-
quer área do corpo, os locais mais comuns de metástases são 
os linfonodos mediastinais e pulmonares, podendo acometer 
também os cervicais e supraclaviculares. As lesões secundá-
rias sistêmicas atingem principalmente ossos, suprarrenais, 
fígado, e cérebro. As metástases podem causar difi culdades 
respiratórias, dores ósseas, dores abdominais, dores de cabe-
ça, fraqueza e/ou confusão mental.
O tumores de mama são os principais causadores de metásta-
ses ósseas, seguidos por próstata e pulmão. Resposta a.
145. A hemoptise é descrita como a presença de uma expec-
toração de sangue proveniente do trato respiratório.
O escarro contendo sangue é bastante frequente e nem sempre 
se constitui em um distúrbio grave. Cerca de 50% dos casos 
são devidos a infecções como a bronquite aguda ou crônica. 
Contudo, uma hemoptise abundante requer um diagnóstico 
rápido por parte do médico. 209
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Os tumores provocam cerca de 20% das hemoptises (sobre-
tudo o câncer de pulmão). 
Principais causas de hemoptise
Infecções do trato respiratório
Bronquite
Pneumonia
Tuberculose
Infecção por fungo (por exemplo, infecção por Aspergillus)
Abscessos pulmonares
Bronquiectasia 
Distúrbios circulatórios
Insufi ciência cardíaca
Estenose da válvula mitral
Malformações arteriovenosas 
Corpo estranho nas vias aéreas
Distúrbios hemorrágicos
Trauma
Embolia pulmonar
Tumor
Lesão durante um procedimento médico 
A hemoptise na fi brose cística representa geralmente erosão 
da parede das vias aéreas devido a processos infecciosos. Com 
o aumento no número de pacientes mais velhos, a hemoptise 
vem aumentando sua frequência. Episódios de pequeno volu-
me (de antecedentes de neoplasias 
prévias eleva a chance do diagnóstico de tumor metastático. 
Deve-se verifi car a exposição a carcinógenos.
A radiografi a de tórax é responsável pelo encontro do NPS e 
na maioria das vezes não evidencia outros achados que auxi-
liem no diagnóstico defi nitivo. Sempre que possível, deve-se 
comparar com exames anteriores, caso estes existam, bem 
como correlacionar com sinais e sintomas clínicos.
A tomografi a é o exame de maior importância, uma vez que a 
TC de tórax permite melhor caracterização do nódulo e do me-
diastino, fornecendo critérios de benignidade ou de malignida-
de, assim como uma melhor localização, o que permite maior 
acurácia na obtenção de fragmentos por biópsias, nos casos 
em que se façam necessários tais procedimentos. Geralmente, 
quanto menor o nódulo, maior a chance de benignidade: 80% 
dos nódulos benignos são menores do que 2 cm de diâmetro. 
Entretanto, apenas o tamanho pequeno não exclui malignidade, 
pois 15% dos nódulos malignos são menores do que 1 cm de 
diâmetro e aproximadamente 42% são menores do que 2 cm. 210
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As margens e contornos dos nódulos podem ser classifi ca-
dos em lisos, lobulados, irregulares ou espiculados. Apesar 
da maioria dos nódulos com contornos lisos e margens bem 
defi nidas ser benigna, estes aspectos não são exclusivos de 
causa benigna, pois 21% dos nódulos malignos apresentam 
margens bem defi nidas. Outro aspecto importante na ava-
liação de uma TC com NPS é a presença de gordura ou de-
terminados padrões de calcifi cação, que sugerem fortemente 
uma causa benigna. Caso a avaliação das características do 
nódulo não sejam sufi cientes para defi nir um padrão de be-
nignidade, o estudo tomográfi co pode ser complementado 
com avaliação das características do NPS após injeção de 
meio de contraste EV. Baseado na premissa de que os nódu-
los malignos têm um padrão de vascularização diferente dos 
nódulos benignos, avalia-se o realce do nódulo observando 
que se houver um realce menor do que 15 UH a probabilida-
de deste nódulo ser benigno é bastante alta. 
Algumas características imaginológicas utilizadas na dife-
renciação dos nódulos pulmonares são as seguintes:
Nódulo benigno Nódulo maligno
Menor tamanho Maior tamanho
Contorno liso Contorno espiculado
Conteúdo de gordura Áreas de necrose
Calcifi cação central Calcifi cação excêntrica
Calcifi cação total Calcifi cação dispersa
Calcifi cação em pipoca ou lamelar Calcifi cação fi na
Após a obtenção dos estudos radiológicos e de uma história 
clínica adequada, três são os caminhos a se considerar na in-
vestigação do NPS: 
  Observação
Para os pacientes em que tanto a história clínica quanto os 
achados radiológicos caracterizam baixo risco de malignida-
de (nódulos com margens bem defi nidas, 35 anos, fumantes) e sem con-
traindicações cirúrgicas de maior importância, a indicação 
de ressecção pode ser feita diretamente, mesmo sem o diag-
nóstico histológico estabelecido previamente. Resposta c.
148. O pneumotórax espontâneo primário é uma doença 
mais comum em adultos jovens, com a maioria dos pacientes 
estando com idade entre 20 a 30 anos e 85% dos casos com 
idade abaixo de 40 anos. A incidência anual é de 9 casos a 
cada 100.000 habitantes, com uma prevalência maior de ho-
mens sobre mulheres com um índice de 4-6 para 1. Fuman-
tes têm aumento na incidência da doença. A lesão bilateral 
simultânea ocorre em 10% dos pacientes. Parece haver uma 
relação com incidência familiar.
O pneumotórax espontâneo primário resulta da ruptura de 
“blebs” ou vesículas enfi sematosas subpleurais, geralmente 
localizadas nos ápices dos pulmões. Existem na literatura evi-
dências da etiologia congênita dessas vesículas, mas o tema é 
controverso. O “bleb” é um espaço preenchido por ar entre o 
parênquima pulmonar e a pleura visceral e se desenvolve pela 
ruptura de parede alveolar com dissecção intrapulmonar pelo 
ar livre para a superfície pleural. Por outro lado, a observação 
de que estes “blebs” não têm revestimento epitelial dá apoio a 
esta etiologia adquirida, apesar de sua patogênese verdadeira 
ser desconhecida. Uma explicação é que o “stress” mecânico 
causado pelo peso do pulmão em posição ereta não é dis-
tribuído uniformemente ao longo do pulmão, mas é muito 
mais intenso no ápice do que nas bases. Pela lei de Laplace, 
a tensão na parede dos alvéolos no ápice é maior, facilitando 
sua distensão e ruptura. O ar alveolar pode então dissecar ao 
longo do septo lobular em direção ao hilo, ao longo do tecido 
peribrônquico. Pode ainda dissecar em direção à periferia do 
pulmão, formando assim vesículas sob a pleura visceral. 
A incidência de “blebs” demonstráveis radiologicamente é 
aproximadamente de 15%. Estão mais frequentemente lo-
calizados no ápice dos lobos superiores e, ocasionalmente, 
ao longo das fi ssuras. Em casos que requerem tratamento 
cirúrgico, encontra-se bolhas em aproximadamente 85% 
dos casos. São muito importantes os estudos de recidiva do 
pneumotórax. Existe uma incidência de 20 a 50% de recidiva 
do pneumotórax; 90% das recorrências ocorrem do mesmo 
lado do episódio inicial. Após o segundo episódio, o índice 
de recorrência aumenta para 60 a 80%. Os fatores de risco 
de recorrência incluem: mais que um episódio prévio, bolhas 
visíveis ao exame radiológico e pacientes longilíneos.
O pneumotórax pode geralmente ser visibilizado em uma ra-
diografi a simples de tórax realizada em inspiração profunda. A 
característica radiológica do pneumotórax é o distanciamento 
da pleura visceral da pleura parietal pela presença de ar no es-
paço pleural. O ar na cavidade pleural aparece como área hi-
perlúcida, com ausência da trama vasobrônquica na periferia 
do hemitórax. A pleura visceral é geralmente visualizada como 
uma linha fi na que se destaca por ar no espaço pleural de um 
lado e ar dentro do parenquima pulmonar do outro. Quando 
as manifestações clínicas sugerem fortemente um pneumotó-
rax e não existem anormalidades ao exame radiológico feito 
da forma convencional, deve-se repetir o exame em expiração. 
O tamanho do pneumotórax parece aumentar na radiografi a 
porque o volume pulmonar fi ca diminuído durante a expira-
ção máxima forçada. A expiração também diminui a densida-
de radiológica do pulmão, aumentando portanto o contraste 
entre o pulmão e o ar no espaço pleural.
Na tentativa de estimar o tamanho do pneumotórax a partir 
de uma radiografi a de tórax em duas posições é importante 
lembrar que o ar na superfície pleural está em volta do pul-
mão nas três dimensões, portanto um pneumotórax que pode 
ser visto apenas na periferia do pulmão pode ocupar até 30% 211
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do volume da cavidade pleural. Existem métodos de calcular o 
tamanho do pneumotórax utilizando medidasfeitas no exame 
radiológico e plotando tais medidas em um normograma - o 
tamanho do pneumotórax pode ser estimado como porcenta-
gem do volume do hemitórax do lado afetado (Rhea, DeLuca 
& Greene, 1982). O tamanho do pneumotórax pode assim ser 
classifi cado como pequeno (com menos de 20%), moderado 
(de 20 a 40%) ou importante (com mais de 40%). Resposta d.
149. O pneumotórax hipertensivo é causado por trauma fe-
chado ou ocasionalmente penetrante. O mecanismo respon-
sável pela lesão é a penetração de ar na cavidade pleural sem 
saída do mesmo, oriundo do pulmão, brônquios, traqueia ou 
pela parede torácica levando a um deslocamento do medias-
tino para o hemitórax contralateral e à consequente compres-
são do pulmão e dos grandes vasos devido ao aumento da 
pressão, por isso é chamado pneumotórax hipertensivo. O ar 
penetra na inspiração, mas não sai na expiração, comprimin-
do a veia cava e deformando a junção cavoatrial, levando a 
uma redução no enchimento diastólico do coração e à dimi-
nuição do débito cardíaco. Estas alterações levam à instala-
ção rápida de hipóxia, acidose e choque.
O diagnóstico é clínico, com o paciente apresentando falta 
de ar e dor torácica como as queixas mais comuns. O esta-
do geral do paciente é muito variável, desde aparentemente 
saudável até cianótico, taquipneico, agitado e aparentemente 
muito grave. Os sinais e sintomas podem não corresponder 
ao tamanho do pneumotórax, o murmúrio vesicular pode 
estar diminuído ou abolido e o tórax pode estar hipertimpâ-
nico, assim como pode haver enfi sema subcutâneo.
Os pacientes encontram-se dispneicos, agitados, inquietos, cia-
nóticos, taquicárdicos e hipotensos, com alteração progressiva 
do estado de consciência. Os principais sinais do pneumotórax 
hipertensivo são a taquicardia, a turgência jugular e a ausência 
de murmúrio vesicular ipsilateral. A hipotensão não ocorre tão 
precocemente quanto a hipóxia e pode representar um evento 
pré-terminal. O tratamento deve ser imediato, com inserção de 
agulha calibrosa no espaço pleural, enquanto se realiza a dre-
nagem torácica fechada no 5º/6º espaço intercostal. Resposta c.
150. Na cavidade torácica, as duas regiões pleuropulmonares são 
divididas pelo mediastino. O mediastino estende-se do esterno 
e cartilagens costais à coluna vertebral (faces anteriores das vér-
tebras torácicas), e da raiz do pescoço ao diafragma. Abrange 
todas as vísceras torácicas, exceto os pulmões e as pleuras, que 
estão alojadas em uma expansão da fáscia serosa do tórax.
O mediastino varia de comprimento com o nível do diafragma e 
a tração do coração ao inclinar-se para um lado e outro, como o 
leve deslocamento do choque produzido pela ponta do coração. 
Divide-se em superior e inferior por um plano imaginário que 
passa anteriormente pelo ângulo esternal e posteriormente pela 
margem inferior da IV vértebra torácica. O mediastino supe-
rior é delimitado anteriormente pelo manúbrio esternal e poste-
riormente pelas 4 primeiras vértebras torácicas, localizando-se 
acima do pericárdio. O mediastino inferior é limitado anterior-
mente pelo corpo do esterno e posteriormente pelas 8 últimas 
vértebras torácicas, podendo ser dividido em anterior (entre o 
pericárdio e o esterno), médio e posterior (entre o pericárdio e 
a coluna vertebral). Certas estruturas atravessam o mediastino e 
por isso aparecem em mais de um compartimento.
O mediastino médio é caracterizado pelo saco fi broso do pe-
ricárdio e o coração, com os nervos frênicos e seus vasos as-
sociados. Além do coração e pericárdio no mediastino médio 
encontramos a parte ascendente da aorta e o tronco pulmonar. 
O plano mediano divide o corpo em partes direita e esquerda 
e toda secção do corpo feita por planos paralelos ao mediano 
é uma secção sagital (corte sagital). 
Traqueia
Artéria inominada esquerda
Veia inominada esquerda
Arco aórtico
Esterno
Aorta ascendente
Ventrículo direito
Diafragma
Átrio direito
Fígado
Veia cava inferior
Esôfago
Átrio esquerdo
Artéria pulmonar direita
Quarta vértebra torácica
Resposta c.
151. Pacientes com tumor de pulmão apresentando estadia-
mento IIIB (T4, qualquer N, M0 e qualquer T, N3M0) são 
considerados inoperáveis. Tumores N3 são aqueles apresen-
tando envolvimento de linfonodos mediastinais contralate-
rais, hilares contralaterais, escalênicos ipsi ou contralaterais 
ou linfonodos supraclaviculares. Tumores T4 são aqueles que 
invadem corpos vertebrais, mediastino, coração, grandes va-
sos, traqueia, esôfago ou carina ou que contenham efusões 
pleurais malignas. O tratamento destes tumores é feito por 
radioterapia externa primária ou quimioterapia. Poucos pa-
cientes se tornam elegíveis para um procedimento cirúrgico 
após tratamento não cirúrgico inicial. Resposta d.
152. Se no tórax houver uma lesão de grande diâmetro (di-
âmetro superior ao do brônquio fonte), é possível ouvir um 
ruído aspirativo devido à entrada e saída de ar por esta leão; 
este sinal é descrito como traumatopneia. Resposta d.
153. Descrita inicialmente por Carlens em 1959 para o esta-
diamento do carcinoma broncogênico e para o diagnóstico 
das diversas patologias que afetam o mediastino, a medias-
tinoscopia continua sendo um procedimento cirúrgico de 
enorme valor, com relativa alta sensibilidade em mãos expe-
rientes. Possibilita a visibilização do conteúdo de determina-
das áreas do mediastino superior ao alcance do mediastinos-
cópio, cujo principal propósito seria a obtenção de amostras 
de biópsias para estudo histopatológico.
A mediastinoscopia cervical permite acesso aos linfonodos pa-
ratraqueais e carinais (níveis 2, 4 e 7 de linfonodos mediastinais).
Linfonodos Mediastinais Superiores
1 Mediastinal alto
2 Paratraqueal superior
3 Pré-vascular e Retrotraqueal
4 Paratraqueal inferior (incluindo linfonodos ázigus)
Linfonodos Aórticos
5 Subaórtico
6 Paraórtico (aorta ascendente ou frênica)212
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Linfonodos Mediastinais Inferiores
7 Subcarinal
8 Paraesofágico (subcarinal)
9 Ligamento Pulmonar
Linfonodos N1
10 Hilar
11 Interlobar
12 Lobar
13 Segmental
14 Subsegmental
Resposta e.
154. Tratotomia é um termo utilizado em neurocirurgia, que 
se refere à secção do trajeto de um nervo, normalmente o 
trigêmeo, com o objetivo do tratamento da dor. Em cirur-
gia torácica, pode ser utilizado para se referir à abertura do 
trajeto de um projétil de arma de fogo, para visualização e 
hemostasia da lesão. Resposta a.
155. Timomas representam a segunda neoplasia em frequên-
cia no mediastino, com cerca de 20% do total destas lesões, 
sendo a primeira lesão em incidência no mediastino anteros-
superior. Seu pico de incidência está entre a terceira e a quinta 
década. São usualmente sintomáticos e os sintomas se devem 
ao efeito de massa sobre estruturas mediastinais causando tos-
se, dispneia, dor torácica, hemoptise e síndrome da veia cava 
superior. Também se associam a várias síndromes sistêmicas 
imunológicas. A mais frequente é a Miastenia gravis (MG), 
seguida por anemia aplásica e Lúpus Eritematoso Sistêmico. 
Outras doenças menos comuns são a Síndrome de Cushing, 
a Síndrome de Good (hipogamaglobulinemia e timoma), hi-
pergamaglobulinemia, dermatomiosite, artrite reumatoide, 
megaesôfago, miocardite granulomatosa, leucemia linfoblás-
tica aguda de células T, hiperparatireoidismo ectópico puro, 
encefalite límbica, linfomas e distúrbio da coagulação.
A maioria dos pacientes com MG não têm timoma. A in-
cidência varia entre 10 e 42% e os homens têm o dobro de 
posibilidade da mulher de ter timoma. Por esta associação, 
aos pacientes com MG é recomendada TC ou RNM de me-
diastino para determinar a presença de timoma. Resposta c.
156. A neoplasia tida como a mais frequente do mediastino é 
o tumor neurogênico. Dentre os que se localizam no medias-
tino anterior os timomas são tidos como os mais incidentes 
(30%), seguidos pelos teratomas, tumores da tireoide, linfo-
mas e tumores mesênquimais. 
Existem numerosasclassifi cações para as lesões de medias-
tino; a primeira e mais importante é diferenciar os tumores 
primários, derivados de estruturas anatômicas situadas no 
próprio mediastino, dos secundários, por extensão metastá-
tica de neoplasias de outros lugares. Uma das classifi cações 
mais aceitas das lesões primárias e ainda vigente é a classifi -
cação de Voriety e Coury (1958). 
Subdivisão do mediastino e diagnóstico diferencial das lesões ocupantes
Anterossuperior
Adultos – 55%
Criancas – 26%
Médio
Adultos – 20%
Crianças – 11%
Posterior
Adultos – 25%
Crianças – 63%
Anomalias congênitas 
e vasculares
Tireoide ectópica, cisto pericárdi-
co, aneurisma, ectasia de subclávia
Conduto torácico, cisto brocogênico 
e pericárdico
Tireoide ectópica, menigocele, 
conduto torácico
Infl amação e infecção Linfadenopatia benigna Linfadenopatia de sarcoidose e in-
fecção por HIV Abscesso paravertebral
Tumores benignos
Adenoma de paratireoide, lipoma, 
hemangioma, condroma, paragan-
glioma do corpo carotídeo, mixo-
ma
Angioma, lipoma Paraganglioma, tumores neurogê-
nicos, mixoma, condroma, lipoma
Tumores malignos
Timoma (30%), linfoma (20%), 
tumores germinativos (18%), car-
cinoma de tireoide, carcinoma 
broncogênico, metástase, rabdo-
miossarcoma, carcinoide tímico
Linfoma (21%), carcinoma bronco-
gênico, câncer de traqueia, tumores 
neurogênicos derivados do nervo 
vago ou frênico
Tumores neurogênicos (53%), lin-
fomas, feocromocitomas, câncer de 
pulmão, câncer de esôfago
Resposta e.
157. O pneumotórax espontâneo primário é mais comum em adultos jovens, com a maioria dos pacientes estando com idade 
entre 20 a 30 anos e 85% dos casos com idade abaixo de 40 anos. Um pneumotórax pequeno e estável, menor do que 20%, em 
um paciente assintomático, pode ser mantido em observação. Alguns autores mantém o paciente em regime ambulatorial, com 
controle clínico constante e radiográfi co a cada 24 horas, indicada para comprovar que o pneumotórax não aumenta. Os pa-
cientes são orientados para diminuir suas atividades e permanecer nas proximidades da instituição médica. A absorção do ar 
(nitrogênio) é lenta, e apenas cerca de 1,5% do ar intrapleural é absorvido diariamente na cavidade pleural. Como resultado, pode 
levar semanas até o pulmão reexpandir completamente. Durante essa observação, o retardo na expansão pulmonar, o aumento 
do pneumotórax e o aparecimento de sintomas são indicações de drenagem pleural.
O pneumotórax pode geralmente ser visibilizado em uma radiografi a simples de tórax, realizada em inspiração profunda. Quan-
do as manifestações clínicas sugerem fortemente um pneumotórax e não existem anormalidades ao exame radiológico feito 
da forma convencional, deve-se repetir o exame em expiração. Na expiração o tamanho do pneumotórax parece aumentar na 213
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radiografi a porque o volume pulmonar fi ca diminuído duran-
te a expiração máxima forçada. A expiração também diminui 
a densidade radiológica do pulmão, aumentando, portanto o 
contraste entre o pulmão e o ar no espaço pleural. Resposta b.
158. É bem verdade que a grande maioria da lesões torácicas 
traumáticas (80 a 85%) são tratadas apenas com drenagem 
do espaço pleural. Em poucas circunstâncias ocorre de haver 
indicação para a realização de uma toracotomia de urgência. 
As indicações clássicas incluem: presença de hemotórax ma-
ciço (mais de 1500 mL de sangue à drenagem, sangramento 
de 200 a 300 mL/hora mantida por 3 horas seguidas); lesão 
de traqueia, brônquio ou esôfago; lesão de grandes vasos; to-
racotomia traumática e tamponamento cardíaco. Resposta a.
159. Pode-se encontrar nódulos pulmonares solitários even-
tuais em cerca de 0,2% das radiografi as de tórax solicitadas 
para diversos fi ns. Cerca de 30% destas lesões são malignas. 
Na maioria dos casos, trata-se de lesões benignas que po-
dem corresponder em sua maioria a adenomas brônquicos 
e hamartomas. Outras lesões menos comuns como condro-
mas, fi bromas, lipomas, leiomiomas, hemangiomas, terato-
mas, pseudolinfomas e endometriomas também podem se 
apresentar como lesões pulmonares únicas. Os hamartomas 
correspondem ao tipo mais frequente de lesão pulmonar be-
nigna, ocorrendo principalmente em adultos. As lesões em 
geral estão localizadas na periferia do órgão e possuem uma 
consistência fi rme. Resposta d.
160. A pneumonia aspirativa se associa às condições clínicas 
predisponentes, como pacientes com sequelas neurológicas, 
distúrbios mentais e psicomotores, e manifesta-se radiologi-
camente atendendo a uma distribuição gravitacional. Predo-
mina no pulmão direito envolvendo, sobretudo, o segmento 
posterior do lobo superior, apical e basal posterior, além dos 
subsegmentos axilares. Os patógenos anaeróbios são a etio-
logia usual. Considerando-se a participação de germes que 
produzem necrose, é comum a presença de cavitação. Na 
suspeita de pneumonia aspirativa, cobertura para anaeróbios 
faz-se necessária e a utilização de amoxicilina-clavulanato, 
com ou sem um macrolídeo, deve ser considerada. Uma 
alternativa seria a utilização de uma quinolona associada à 
clindamicina ou metronidazol. Para pacientes com pneumo-
nias adquiridas e tratadas em clínicas de repouso ou asilos, 
uma quinolona respiratória (isoladamente) ou amoxicilina-
-clavulanato + macrolídeo ou, ainda, uma cefalosporina de 2ª 
geração + macrolídeo, são alternativas. A melhor cobertura 
disponível na questão é a opção B.
O bacilo da tuberculose é um BAAR (bacilo ácido-álcool re-
sistente), corado por Ziehl Neelser e que quase não se cora 
pelo Gram, portanto a possibilidade de se tratar de uma tu-
berculose é baixa. Resposta b.
161. Adenoma brônquico corresponde a cerca de metade dos 
casos de lesões benignas pulmonares. O uso deste termo vem 
sendo desencorajado, pois uma série de lesões como tumores 
carcinoides, carcinomas adenocísticos e carcinomas mucoe-
pidermoides são diagnosticados sob a alcunha deste termo. 
Cerca de 25 a 39% dos pacientes com carcinoide pulmonar 
são assintomáticos. 
A grande maioria dos pacientes sintomáticos envolvem a 
árvore traqueobrônquica. Os carcinoides que se desenvol-
vem dentro de grandes vias aéreas crescem lentamente e se 
tornam volumosos. Devido a sua localização e tamanho, es-
tes carcinoides centrais podem causar obstrução bronquial. 
Todas as sequelas resultantes dessa obstrução podem advir, 
incluindo atelectasia persistente, pneumonia recorrente, abs-
cesso pulmonar e bronquiectasia. Carcinoides são tumores 
caracteristicamente vascularizados e costumam sangrar se-
cundariamente à irritação bronquial. A irritação bronquial 
persistente leva à tosse irritativa.
Apesar da maioria desses tumores ser séssil na região intra-
bronquial, alguns podem se apresentar com aspecto polipoi-
de, que se crescerem muito, podem causar um mecanismo de 
válvula dentro do brônquio, levando a uma hiperinsufl ação 
pulmonar distal ao tumor.
Carcinoides periféricos pulmonares mais comumente são as-
sintomáticas e são descobertos incidentalmente. Devem ser 
considerados como diagnóstico diferencial na avaliação de 
lesões pulmonares solitárias.
Os carcinoides brônquicos podem ser visualizados como nó-
dulos na radiografi a de tórax. Resposta a.
162. A embolia pulmonar ocorre como consequência de um 
trombo, formado no sistema venoso profundo, que se des-
prende levando à obstrução da artéria pulmonar ou de um 
de seus ramos, daí o termo adotado por muitos grupos de 
doença venosa tromboembólica. Sua incidência na popula-
ção geral é estimada em 5/10.000 pacientes, com mortalidade 
quatro vezes maior quando o tratamento não é instituído. A 
incidência de TVP está aumentada nos pacientes submetidos 
à cirurgia abdominal ou pélvica, ocorrendo em 25% dos pa-
cientes sem profi laxia anticoagulante. Na presença de doença 
maligna associada, a incidência de TVP é de, aproximada-
mente, 30%, e uma das principais causas de óbito em cirurgia 
de neoplasiaa conduta terapêutica mais apropriada 
são, respectivamente:
a) lesão da croça da aorta; esternotomia mediana e su-
tura de patch de pericárdio bovino no sítio lesado
b) lesão da artéria carótida direita pelo balonete da cânula 
de traqueostomia; prótese endovascular na carótida
c) fístula tráqueoinominada; secção e ligadura da arté-
ria inominada
d) lesão da artéria tireoideana inferior; cervicotomia 
exploradora e ligadura dessa artéria
e) ulceração de parênquima tireoideano; hiperinsufl a-
ção do balonete da cânula de traqueostomia
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SUS-SP – R3 Cirurgia – 2012
41. Homem de 28 anos, piloto comercial de aeronaves, 
apresenta dor em peso em hemitórax direito, sem disp-
neia. A tomografi a computadorizada do tórax revela 161
Residência
Médica 2014
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pneumotórax moderado e bolhas (blebs) subpleurais 
do ápice pulmonar. O paciente informa que seu hobby 
é o mergulho livre, utilizando-se de cilindros de gás 
comprimido. Não há relato de episódios semelhantes 
anteriormente. A melhor conduta para o caso será:
a) tratamento conservador, com observação, dado que 
não há dispneia
b) ressecção de segmento pulmonar apical direito as-
sistida por vídeo
c) pleurodese toracoscópica com talco
d) ressecção vídeoassistida dos blebs pulmonares e 
pleurodese por pleuroabrasão e pleurectomia apical
d) drenagem torácica com tubo e selo subaquático, por 
se tratar de primeiro episódio
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UEL-PR – R3 Cirurgia – 2012
42. Quanto ao abscesso de pulmão, assinale a alternativa 
correta.
a) o abscesso de pulmão primário é defi nido como 
uma doença infecciosa pulmonar supurativa, com 
cavidade maior que 10 cm, com nível líquido con-
tendo pus ou sangue no seu interior
b) o abscesso primário de pulmão tem como etiologia 
principalmente infarto abscedido, tuberculose pul-
monar, necrose tumoral
c) os sintomas mais comuns no abscesso de pulmão 
são febre, calafrios, tosse e dor torácica na fase ini-
cial. Numa segunda fase, como sintoma típico, surge 
a vômica, que é a eliminação de grande quantidade 
de material purulento, geralmente de odor pútrido
d) com o quadro clínico clássico de abscesso, a resso-
nância nuclear magnética é indispensável para diag-
nóstico e para programação terapêutica
e) logo após avaliação clínica e confi rmação diagnós-
tica, inicia-se o tratamento específi co para Gram-
-positivo
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UEL-PR – R3 Cirurgia – 2012
43. Quanto ao câncer de pulmão, é correto afi rmar:
a) seu estadiamento objetiva: auxiliar no planejamento 
terapêutico, fornecer dados sobre o prognóstico, ava-
liar resultados do tratamento, facilitar as trocas de in-
formações entre os centros de tratamento, contribuir 
para a investigação continuada das neoplasias
b) com as campanhas antitabágicas, a principal causa do 
câncer de pulmão, nos últimos 5 anos, são os produ-
tos artifi ciais presentes nos alimentos e agrotóxicos
c) entre os sintomas do câncer de pulmão, a tosse é o 
principal, seguida pela hemoptise causada por me-
tástases pulmonares
d) na investigação das metástases pulmonares, as me-
tástases extratorácicas mais frequentes são localiza-
das no sistema nervoso central, ossos, fígado e baço, 
nessa ordem
e) no carcinoma pulmonar não pequenas células (cân-
cer de pulmão) no estádio IV, em nenhuma situação 
existem benefícios no tratamento cirúrgico
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF-RJ – R3 Cirurgia – 2012
44. Assinale, dentre as alternativas seguintes, a causa de 
derrame pleural exsudativo.
a) síndrome de Meigs
b) insufi ciência cardíaca congestiva
c) síndrome nefrótica
d) síndrome de Dressler
e) hipoalbuminemia
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFG-GO – R3 Cirurgia – 2012
45. O estudo da tomografi a computadorizada do tórax de 
um paciente do sexo masculino, de 22 anos de idade, 
evidencia a presença de volumosa massa no medias-
tino anterior associada à alfafetoproteína e a -hCG 
bastante elevados no sangue. Nesse caso, qual é a hi-
pótese diagnóstica inicial?
a) tumor seminomatoso do mediastino
b) tumor não seminomatoso do mediastino
c) carcinoma tímico
d) PNET (tumor neuroectodérmico primário)
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFG-GO – R3 Cirurgia – 2012
46. Um paciente de 65 anos de idade, é tabagista, têm peso 
elevado e apresenta quadro de tosse e hemoptise. Foi 
submetido a radiografi a, TC e PET-CT do tórax, que 
mostram massa de 3,8 cm no lobo superior do pulmão 
direito e nódulo satélite no mesmo lobo (ambos adeno-
carcinomas), ausência de adenomegalias mediastinais e 
supraclaviculares e sem lesões a distância. Consideran-
do o exposto, em que estágio se encontra esta neoplasia?
a) T1N0M0 – IA
b) T2N0M0 – IB
c) T3N0M0 – IIB
d) T3N0M1 – IV
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UNICAMP – R3 Cirurgia – 2012
47. Homem, 65 anos, assintomático, tem diagnóstico de 
neoplasia de pulmão, não de pequenas células, em 
lobo superior direito. Estadiamento de abdome e 
sistema nervoso central é negativo para metástases. 
Tomografi a de tórax: nódulo paratraqueal esquerdo, 
medindo 1,7 cm. A CONDUTA É: 
a) lobectomia e esvaziamento mediastinal
b) mediastinoscopia para estadiamento
c) quimioterapia e cirurgia de resgate
d) esvaziamento mediastinal e radioterapia
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UNICAMP – R3 Cirurgia – 2012
48. O tratamento de escolha no paciente com estenose 
traqueal pós-intubação é: 
a) dilatação de repetição
b) traqueostomia abaixo da estenose
c) ressecção da estenose
d) prótese endotraqueal
ACERTEI ERREI DÚVIDA162
Cirurgia | Torácica
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UNICAMP – R3 Cirurgia – 2012
49. Na pneumectomia, a drenagem pleural não é habitu-
almente usada porque aumenta o risco de: 
a) sangramento
b) desvio de mediastino
c) pneumotórax
d) infecção por anaeróbios
ACERTEI ERREI DÚVIDA
USP-RP – R3 Cirurgia – 2012
50. Homem de 46 anos de idade, tabagista, trabalhador 
rural e etilista crônico deu entrada no hospital de re-
ferência com história de febre e tosse com expectora-
ção amarelada há cerca de 10 dias. No início do qua-
dro procurou uma Unidade Básica de Saúde em sua 
cidade e recebeu prescrição de cefalexina para tratar 
pneumonia. Refere que a despeito do uso da medica-
ção, continua febril, com tosse e expectoração amare-
lada, dispnéia progressiva aos esforços e desconforto 
torácico à direita. Diante deste quadro e da radiogra-
fi a abaixo, qual a melhor conduta: 
a) drenagem pleural fechada com aspiração contínua 
com frasco redutor
b) drenagem pleural fechada após debridamento cirúr-
gico da cavidade pleural 
c) drenagem pleural fechada e infusão diária de fi bri-
nolítico pelo dreno pleural por 72h
d) drenagem pleural fechada com sistema de irrigação 
pleural contínua utilizando solução salina 0,9%
ACERTEI ERREI DÚVIDA
HUEC-PR – R3 CIRURGIA – 2011
51. Com relação ao enfi sema lobar congênito é CORRE-
TO afi rmar:
a) o lobo superior direito é o mais frequentemente afeta-
do, seguido pelo lobo médio e lobo superior esquerdo
b) a circulação pulmonar sofre efeito compressivo pela 
hiperinsufl ação do lobo afetado, de forma que o seu 
suprimento é fornecido por vasos colaterais que se 
originam diretamente da circulação sistêmica
c) embora não totalmente esclarecido, o mecanismo fi -
siopatológico mais provável envolve exclusivamente 
alterações da elasticidade alveolar, visto que anorma-
lidades dos brônquios raramente foram encontradas
d) as radiografi as do tórax mostram de forma caracte-
rística um campo pulmonar hiperlucente e hiperin-
sufl ado do lado afetado, sendo importante o diag-
nóstico diferencial com pneumotórax hipertensivo, 
aspiração de corpo estranho, hérnia diafragmática e 
cistos pulmonares congênitos
e) a drenagem de tórax com aspiração contínua é de-
nominada curativa
ACERTEI ERREI DÚVIDA
PUC-PR – R3 CIRURGIA – 2011
52. São indicações da cirurgia para o enfi sema bolhoso:ginecológica.
Os achados clínicos podem ser divididos de acordo com a 
extensão da embolia: 
Achados clínicos nas embolias pequenas (submaciças): dor 
torácica, dor pleurítica, dispneia, taquipneia, tosse, hemopti-
se/hemoptoicos, taquicardia, febre, cianose.
Achados clínicos nas embolias grandes (maciças): síncope, 
hipotensão arterial/choque, taquicardia, dispneia, cianose.
Na radiografi a do tórax as principais alterações correlacio-
nadas com a embolia são: áreas de hipoperfusão pulmonar 
(sinal de Westmark), imagens cuneiformes (sinal de Hamp-
ton), dilatação da artéria pulmonar (sinal de Palla), atelecta-
sia, derrame pleural e elevação da hemicúpula diafragmáti-
ca. Entre as alterações descritas, a identifi cação de áreas de 
hipoperfusão é a mais específi ca. A radiografi a de tórax é 
fundamental no subgrupo de pacientes a serem submetidos 
à cintilografi a pulmonar de ventilação e perfusão, ajudando a 
defi nir a probabilidade diagnóstica. Resposta b.
163. O tórax instável ou fl utuante ocorre por defi nição quan-
do um segmento da parede torácica não tem mais conti-
nuidade óssea com o resto da caixa (no mínimo 2 costelas 
subjacentes estão fraturadas e em pelo menos 2 pontos) e 
há separações condocondrais e fraturas esternais, ou uma 214
Cirurgia | Torácica
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combinação dessas lesões. Isto leva à instabilidade de pare-
de torácica, acarretando movimento paradoxal do segmento 
comprometido durante a respiração. O movimento parado-
xal, somado à limitação funcional causada pela dor e pela le-
são pulmonar subjacente, produz quadro clínico de hipóxia 
grave e progressiva. Resposta d.
164. A angiografi a pulmonar é considerada o método pa-
drão para o diagnóstico da EP com a visualização da circu-
lação pulmonar, após a injeção de contraste iodado. O uso 
de cateteres mais fi nos e fl exíveis e a melhor defi nição da 
imagem com a incorporação da técnica de subtração digital 
têm melhorado a acurácia do método. As principais com-
plicações do método são a anafi laxia e a nefrotoxicidade in-
duzida pelo contraste, que pode ser minimizada com uma 
adequada hidratação venosa.
A apresentação clínica da EP é geralmente inespecífi ca, difi -
cultando o diagnóstico. Os sinais e sintomas dependem, fun-
damentalmente, da localização e tamanho do trombo e do 
estado cardiorrespiratório prévio do paciente. A EP pode ser 
classifi cada em três síndromes clínicas: colapso circulatório, 
dispneia não explicada e dor torácica do tipo pleurítica. Estas 
formas de apresentação clínica estão correlacionadas com os 
respectivos modelos fi siopatológicos: embolia maciça, em-
bolia submaciça e infarto pulmonar. Nos pacientes estáveis 
clinicamente, a dispneia e a dor torácica são os sintomas mais 
frequentes, estando a dispneia presente em 73%, e a dor torá-
cica tipo pleurítica, em 66% dos pacientes.
A embolectomia está indicada na EP maciça, com contrain-
dicações para o uso de trombolítico ou, mais raramente, para 
aqueles que não responderam à trombólise e permanecem 
instáveis a despeito do tratamento intensivo. O melhor re-
sultado cirúrgico é reservado para os casos de obstrução 
subtotal do tronco da artéria pulmonar ou dos seus ramos 
principais. A mortalidade dos pacientes submetidos à embo-
lectomia é elevada, principalmente pela gravidade daqueles 
que realizam tal procedimento.
Os fi ltros de veia cava estão indicados para a prevenção da 
EP em pacientes com contraindicação à anticoagulação e 
naqueles que apresentam recorrência do tromboembolismo 
venoso, a despeito do tratamento anticoagulante.
Em pacientes com grave disfunção cardíaca ou pulmonar 
- situações de alto risco de tromboembolismo - o fi ltro de 
veia cava é sugerido por alguns autores, bem como naqueles 
submetidos à embolectomia. Não há nível de evidência que 
suporte o uso de fi ltros de veia cava para pacientes a serem 
submetidos a cirurgias para obesidade mórbida. Resposta b.
165. Vamos recordar um pouco da anatomia: o mediastino 
anterior contém o timo, os gânglios linfáticos, a aorta ascen-
dente e transversa, os grandes vasos e tecido areolar. O me-
diastino médio contém o coração, o pericárdio, a traqueia, os 
hilos pulmonares, os nervos frênicos, os gânglios linfáticos e 
o tecido areolar. O mediastino posterior contém as cadeias 
simpáticas, os nervos vagos, o esôfago, o dueto torácico, os 
gânglios linfáticos e a aorta ascendente.
De acordo com a localização das massas mediastinais, pode-
mos inferir que tipo de tumor está acometendo determinado 
compartimento. O quadro abaixo resume as lesões relaciona-
das aos compartimentos mediastinais. Resposta c.
Distribuição dos tumores e outras massas
tumorais do mediastino
Todas as partes do mediastino Mediastino anterior
Lesões ganglionares Teratoma
Cistos broncogênicos Linfangioma
Angiomas
Mediastino médio Cistos pericárdicos
Teratoma
Timoma Lesões esofágicas
Adenona paratireoide Mediastino posterior
Aneurismas Tumores neurogênicos
Lipoma Feocromocitoma
Mixoma Aneurismas
Bócio
Cistos enterógenos 
Lesões espinhais
Hérnia hiatal
166. A doença de Graves, ou bócio difuso tóxico, tem origem 
desconhecida, mas sendo imputada uma causa autoimune, já 
que estão presentes anticorpos contra antígenos da tireoide. 
Os fatores ativadores podem ser: o consumo excessivo de iodo, 
o uso de hormônio tireiodiano e os distúrbios emocionais.
Seu tratamento inicial é feito com drogas antitireoidianas, 
como o propiltiouracil e o metimazol, associados a bloque-
adores beta-adrenérgicos, bem como com o uso de iodo ra-
dioativo, que tratam mais de 50% dos casos.
Quando há intolerância ou difi culdade de se adaptar às dro-
gas, ou uma contraindicação absoluta ao uso do iodo radioa-
tivo (grávidas e neonatos), indica-se o tratamento cirúrgico, 
que consiste de uma tireoidectomia subtotal, onde se deixa 
pequena quantidade de tecido tireoidiano.
É comum, especialmente em tireoidectomias totais, a lesão 
das glândulas paratireoides, mais comumente por isquemia 
das glândulas, muitas vezes transitória.
Com a lesão, os pacientes vão apresentar hipoparatireoidismo, 
com diminuição do cálcio, já nas primeiras 24 horas de pós-
-operatório, com maior queda entre 48 e 72 horas após a ci-
rurgia. Assim, os doentes apresentam quadro de hipocalcemia, 
que se caracteriza inicialmente por dormência e formigamento 
peribucal, em dedos dos pés e mãos, parestesias e abalos mus-
culares, depressão e ansiedade, podendo ter tetania e convul-
sões. Podem apresentar o sinal de Chvostek, que é a contração 
facial pela percussão do nervo facial à frente do ouvido, ou o 
sinal de Trousseau, que é a oclusão do fl uxo sanguíneo do an-
tebraço por três minutos, quando o paciente passa a apresentar 
espasmos involuntários. O tratamento é feito pela infusão en-
dovenosa de gluconato de cálcio ou cloreto de cálcio, seguidos 
pela administração oral de cálcio e vitamina D. Resposta a.
167. As complicações febris pós-operatórias costumam ocor-
rer nos primeiros dois dias por causa de atelectasia, sendo 
incomuns após o terceiro dia. 
Em torno do terceiro dia podemos já começar a notar o compro-
metimento de ferida operatória, com febre em média até 39ºC, 
hiperemia da ferida e desconforto ou dor no local da incisão.
A partir do quinto dia, não é comum a febre sem um quadro 
infeccioso associado com febres mais altas, e maior compro-
metimento do pacientes começamos a pensar em abscessos 
intracavitários. Resposta a. 215
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168. A presença de lesões numulares – em moeda – únicas e 
periféricas deve ser sempre pesquisada, especialmente se está 
se apresentando em pacientes tabagistas e homens com mais 
de 40 anos, dados que aumentam a possibilidade de se tratar 
de um tumor.
Forte indício de lesão maligna também é o fato de a lesão ter 
aparecido no último ano.
A realização de biópsia percutânea não mudaria a conduta, já 
que, se fosse negativa,a ressecção ainda estaria indicada, para 
melhor estudo da lesão. 
O lavado, já que se trata de lesão periférica, teria resultado 
positivo em apenas 51% dos casos.
A cintilografi a de nada acrescentaria e a TC estaria indicada 
não para seguimento, mas para estadiamento. Resposta c.
169. O mediastino posterior é sede frequente de tumores neu-
rogênicos, que são os tumores mais comuns do mediastino. 
As crianças costumam apresentar uma série desses tumores, 
sendo o neuroblastoma o tumor mais comum na infância, e se 
apresentando em 20% dois casos no mediastino posterior. Em 
90% dos casos, o diagnóstico é feito até os 5 anos. Resposta c.
170. Os traumas torácicos são lesões graves, potencialmente 
mortais se não atendidas adequadamente. Muitos dos pa-
cientes que chegam com traumas graves necessitam de intu-
bação traqueal para assistência ventilatória adequada.
A presença de alta pressão de insufl ação sugere resistência 
ventilatória, e a presença de choque, comprometimento he-
modinâmico.
Após a intubação, com presença de enfi sema subcutâneo e 
saída de material serossanguinolento pelo tubo, indicam pos-
sível lesão brônquica, onde a realização de drenagem torácica 
é obrigatória. Resposta c.
171. Os empiemas pleurais e os pio-pneumotórax são com-
plicações comuns de processos pneumônicos em crianças, 
necessitando tratamento com drenagem pleural fechada.
Há alguns critérios que devem ser levados em conta para a 
retirada do dreno, sem que se cause recidiva do derrame.
O borbulhamento não é critério, já que pode haver drenagem 
de pus sem borbulhamento.
As radiografi as podem ser usadas como critério para se ob-
servar a total expansão pulmonar, mas o espessamento pleu-
ral não é indicativo de retirada ou permanência do dreno.
O tempo de permanência é dependente do funcionamento 
do dreno, e o pinçamento pode ser realizado, mas também 
não se trata de um critério para a retirada.
Quando o dreno parar de funcionar (ausência de oscilação) 
e não houver mais saída de secreção purulenta, está indicada 
sua retirada. Resposta d.
172. O pneumotórax hipertensivo é quadro de emergência 
médica, necessitando diagnóstico rápido e clínico, não se po-
dendo perder tempo com exames auxiliares como raios X, 
pois o paciente pode morrer nesse período.
Os pneumotórax abertos são caracterizados quando a lesão 
na parede torácica tem tamanho correspondente a pelo me-
nos 2/3 do diâmetro da traqueia, levando ao mecanismo de 
válvula, e precisando correção para tratamento adequado.
No tamponamento cardíaco, a retirada de 20 a 40 mL de sangue 
por punção subxifoide (Marfan) geralmente causa alívio hemo-
dinâmico ao paciente, até a realização de uma janela pericárdica.
Nos quadros em que se suspeita de rotura aórtica, o exame de 
indicação é a aortografi a, já que o raio X nem sempre mostra 
o alargamento de mediastino.
As hérnias diafragmáticas são mais frequentes à esquerda pela 
presença do fígado, que diminui as lesões à direita. Resposta a.
173. O tratamento de pneumotórax pequeno, de cerca de 
20% ou moderado, em torno de 30%, podem ser feito inicial-
mente com abordagem clínica; a punção torácica não deve 
ser realizada, já que é insatisfatória na maioria dos casos, es-
pecialmente se o paciente tiver doença pulmonar prévia.
A colocação de um dreno pode ser uma possibilidade se não 
houver resposta inicial ao quadro, mas não há indicação de 
pleurodese com talco.
A nebulização com broncodilatadores e o uso de corticoides 
não apresentam melhora no quadro, sendo a melhor aborda-
gem o uso de uma mascar de oxigênio a 100% e reavaliação 
em 12 horas, pois a maioria destes casos se resolve com essas 
medidas. Resposta c.
174. A presença de pneumotórax em casos de trauma deve 
ser drenado após o diagnóstico clínico. A presença de borbu-
lhamento contínuo sugere uma fístula ou lesão de brônquio. 
É interessante notar que o paciente não melhorou hemodina-
micamente após a drenagem e ressuscitação volêmica, bem 
como permanecem os sinais clínicos e radiológicos de pneu-
motórax. Deve-se pensar fortemente em lesões traqueobrôn-
quicas, quando um pulmão não reexpande após a drenagem, 
e não se consegue uma ventilação adequada do paciente.
Quadros de lesão brônquica ou traqueal cursam com a presença 
de pneumotórax, enfi sema subcutâneo, pneumomediastino e 
hemoptise. Ruptura diafragmática possui outros sinais e o tó-
rax instável ocorre quando um segmento da parede torácica não 
tem mais continuidade óssea com o resto da cavidade torácica. 
Ruptura de mediastino cursaria com pneumomediastino e me-
diastinite grave. A rolha de secreção no brônquio provavelmente 
não levaria a colabamento total do brônquio, além de não ser 
quadro comum em lesões agudas traumáticas. Resposta b.
175. Os empiemas pleurais podem ser classifi cados de acor-
do com a sua fase evolutiva em:
Fase exsudativa ou aguda: presença de líquido estéril, exsu-
dato, com glicose normal, LDH 1000, glicose 20.000 mm³ e proteínas > 4,5 mg/dL.216
Cirurgia | Torácica
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A drenagem fechada dos empiemas está indicada quando há 
aspecto francamente purulento, aspecto não purulento, mas 
com bacterioscopia positiva, pH 1000 UI/L. O pHapós o pro-
cedimento é obrigatória.
Observação clínica não tem indicação, já que o paciente se 
mantém febril e nova drenagem não resolverá o quadro, já 
que o mesmo está septado.
Drenagem pleural aberta também não é indicada no mo-
mento, já que se pode resolver o quadro de outra forma.
A toracotomia com decorticação só está indicada se o paciente 
estiver em fase crônica do empiema, que não permite mais a 
expansão pulmonar após pleuroscopia terapêutica. Resposta d.
178. Descrito inicialmente por Virchow e relacionado a tu-
mores gástricos, este linfonodo se localiza onde o ducto to-
rácico desemboca na proximidade da união da veia jugular 
com a veia subclávia.
Quando os tumores digestivos se encontram avançados, 
a presença de gânglio na região supraclavicular esquerda é 
sinal da doença e deve ser pesquisado. Diante deste achado 
pensar principalmente em, câncer gástrico, adenocarcinoma 
da junção esofagogástrica e pâncreas. Resposta b.
179. Jovem, previamente hígido, com quadro de pneumo-
nia adqurida na comunidade, com exame radiológico com 
padrão de pneumonia lobar, tem como principal etiologia 
pneumonia pneumocócica. 
As principais causas de pneumonia comunitária são:
  Streptococcus pneumoniae: 35%
  Haemophilus infl uenzae; 10%
  Mycoplasma pneumoniae: 2 a 15%
  Infl uenza A: 2 a 10%
  Chlamydia pneumoniae: 2 a 10%
  Legionella sp: 30/minuto + 20
PA sistólica 40°C + 15
Pulso > 125/minuto + 10
Laboratório e radiografi a
pH 30 mg/dL + 20
Sódio 250 mg/dL + 10
Hematócrito 130 Internação ou UTI Ceft riaxona + macrolídeo Quinolona 
respiratória Alternativa: quinolona respiratória##
* Existem algumas exceções que podem tornar essas recomendações inválidas; ** A depender da evolução clínica e da com-
pensação das comorbidades (se presentes); *** Doentes alérgicos ou intolerantes aos antibióticos de 1ª escolha; # Quinolona 
respiratória: gemifl oxacino ou moxifl oxacino; ## Segundo os Britânicos (2004), em doentes PORT V, caso seja necessário usar 
uma quinolona, esta deve ser associada à penicilina.
181. A resolução radiológica pode levar até 13 semanas, mas em geral a maioria dos casos não complicados apresenta resolu-
ção em seis a oito semanas. Resposta d.
182. A esternotomia mediana é a incisão de escolha para a maioria das operações cardíacas. O esterno é totalmente seccionado no 
sentido horizontal, descobrindo o mediastino anterior de alto a baixo. Aberto o pericárdio, temos ótima exposição de ventrículo 
direito, artéria pulmonar, orifício aórtico e aorta descendente, bem como sufi ciente do átrio direito e das veias cavas.
As cavidades esquerdas são menos acessíveis.
Após a abertura da loja tímica expõe-se a aorta ascendente e o tronco venoso inominado esquerdo.
A presença de aderências do ventrículo direito pós-cirurgias prévias pode levar à sua lesão, sendo esta a lesão mais frequente 
nestas reoperações.
Uma aorta aneurismática, o átrio direito ou a veia inominada podem eventualmente ser lesadas também, com hemorragias 
catastrófi cas ocorrendo em 2 a 6% dos casos de reentradas, com mortalidade global de 37% dos casos. Resposta c.
183. O abscesso pulmonar é uma infl amação purulenta circunscrita no pulmão, caracterizada por cavidade ocupada por pus 
e delimitada pelo parênquima pulmonar infl amado (excluem-se lesões escavadas provocadas por necrose, tuberculose, mico-
ses, tumores e etc.)
As causas são: evolução da pneumonia lobar ou broncopneumonia, aspiração de material séptico da boca ou das vias aéreas 
superiores, septicemia, penetração de material contaminado através de fístulas esofagotaqueobrônquicas, obstrução brôn-
quica por câncer, corpos estranhos, infecção secundária em infartos ou embolia séptica, traumatismo torácico, extensão de 
processo infeccioso infradiafragmático.
O tratamento dos abscessos pulmonares inclui o uso de antibióticos sistêmicos de largo espectro, fi sioterapia e drenagem postural.
A broncoscopia pode ser realizada para diagnóstico, para se descartar um corpo estranho, uma estenose ou um câncer. Ela tam-
bém pode ser usada para o tratamento, auxiliando a drenagem da cavidade, diretamente, ou por meio do cateterismo transbrô-
nquico da cavidade. A maioria dos pacientes (85-95%) responde ao tratamento clínico com redução rápida no líquido, colapso 
das paredes e completa cicatrização em 3 a 4 meses. Os pacientes com sintomas de longa duração, com mais de 3 meses antes do 
tratamento ou cavidades maiores do que 4 a 6 cm apresentam menor probabilidade de resposta.
A terapia cirúrgica é indicada para a cavitação persistente (> 2 cm e de paredes espessas) após 8 semanas de terapia clínica, 
incapacidade de se eliminar a sepse, hemoptise (frequentemente pequena hemorragia sentinela antes de uma hemorragia 
maciça) e para excluir o câncer. Se um abscesso pulmonar se romper para dentro da cavidade pleural, uma simples drenagem 
é sufi ciente, com o paciente sendo tratado como empiema ou fístula broncopleural. A lobectomia é em geral necessária; a 
taxa de mortalidade é de 1 a 5%. Às vezes, pode ser necessária uma drenagem externa em pacientes criticamente enfermos se 
ocorreu uma sínfi se pleural. Resposta c.
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184. Os casos de pneumotórax espontâneo são mais frequentes em pacientes jovens, sem doença pulmonar conhecida previa-
mente, com 85% dos casos ocorrendo antes dos 40 anos.
A grande maioria dos casos é devida à ruptura de bolhas frequentemente localizadas em ápices pulmonares.
O quadro costuma se apresentar com dor torácica aguda e falta de ar, com o exame físico mostrando hipertimpanismo, ausên-
cia de frêmito toracovocal e murmúrio vesicular diminuído ou ausente.
Os pneumotórax podem ser classifi cados de acordo com o seu tamanho em: pequenos, quando sua área for menor do que 
20%; em moderados, entre 20 e 40%; ou volumosos, com mais de 40%.
Apenas os menores do que 20% apresentam boa resposta à conduta expectante, pois são reabsorvidos.
A toracocentese esvaziadora não parece boa, pois sua efi cácia está em torno de 30 a 60%.
A ressecção das bolhas só está indicadaapós o segundo episódio.
Os casos de pneumotórax espontâneo são a única exceção ao uso de drenos calibrosos, pois pode-se usar drenos fi nos ou 
mesmo sondas de Foley, com boa resposta, ao contrário de derrames ou empiemas, em que deve-se usar drenos entre 34 a 38 
Fr. Resposta a.
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daa) bolha isolada ocupando 30% ou mais de um hemitórax
b) evidencia de pulmão não ventilado, não enfi semato-
so comprimido pela bolha
c) pneumotórax
d) crescimento progressivo da bolha através dos anos
e) todas as alternativas anteriores estão corretas
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PUC-PR – R3 CIRURGIA – 2011
53. Em relação ao estadiamento mediastinal, é CORRE-
TO afi rmar:
a) a mediastinoscopia é segura, efetiva e é o método que 
tem maior acurácia no estadiamento mediastinal
b) a maioria indica a mediastinoscopia nos nódulos 
acima de 10 mm evidenciados na tomografi a axial 
computadorizada
c) os linfonodos das cadeias 5 e 6 devem ser acessados 
por videotoracoscopia
d) os linfonodos da cadeia 8 e 9 não são acessados pela 
mediastinoscopia cervical
e) todas as alternativas acima estão corretas
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54. Um paciente com 20 anos, brasileiro, residente na re-
gião Sul, sem antecendentes mórbidos pessoais, apre-
sentou há 30 dias, tosse seca, dispneia progressiva e 
temperatura de 37ºC. Ao ser admitido no hospital, 
estava dispneico. A radiografi a do tórax mostrava ve-
lamento do hemitórax direito, com desvio do medias-
tino contralateralmente.
 
 Nesse caso, qual é a conduta a ser adotada imediata-
mente para este paciente?
a) toracotomia de emergência
b) drenagem torácica tubular
c) toracocentese com retirada de material apenas para 
exame
d) toracocentese + esvaziamento do derrame pleural + 
biópsia pleural com agulha de Cope
e) videotoracoscopia
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55. Um paciente masculino, 25 anos, imunocompetente, 
com quadro de pneumonia comunitária há 6 dias, 
tratado em Posto de Saúde com amoxicilina, dipirona 
e ambroxo, veio ao hospital com febre (38,5ºC), dor 
torácica e dispneia. A radiografi a do tórax em PA e 
perfi l esquerdo revelou hidropneumotórax em todo o 
hemitórax esquerdo com mediastino centrado, sendo 
2/3 ocupado por líquido e o restante por ar.
 
 Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e a 
conduta a ser realizada:
a) hemopneumotórax e drenagem torácica
b) empiema pleural e toracocentese
c) empiema pleural e decorticação pulmonar
d) hidropneumotórax e biópsia pleural
e) empiema pleural e drenagem torácica fechada
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56. Relacione a fase do empiema com a melhor opção de 
tratamento.
a) estágio 1 (fase exsudativa) = decorticação precoce
b) estágio 2 (fase fi brinopurulenta) = videotoracosco-
pia + drenagem pleural aberta (pleurostomia)
c) estagio 3 (fase organização – crônica) = drenagem 
torácica fechada e enzimas intrapeurais
d) estagio 3 (fase organização – crônica) e grande cavi-
dade pleural residual após decorticação sem sucesso 
e drenagem aberta = retalhos musculares
e) estagio 3 (fase organização – crônica) e grande ca-
vidade pleural residual e fístula broncopleural após 
drenagem aberta = lavagem pleural exaustiva e mé-
todo de Claguett Geraci
ACERTEI ERREI DÚVIDA
PUC-PR – R3 CIRURGIA – 2011
57. No tratamento do derrame pleural maligno, é IN-
CORRETO afi rmar que:
a) o derrame pleural deve ser sintomático e os sinto-
mas devem ser relacionados ao derrame pleural
b) videotoracoscopia deve ser indicada em todos os pa-
cientes, mesmo os com pouco tempo de expectativa 
de vida
c) o talco é o melhor agente para a pleurodese química
d) a não expansão pulmonar pós-drenagem é contrain-
dicação absoluta para a pleurodese química
e) a toracocentese repetida pode ser a melhor opção tera-
pêutica para os pacientes com derrame pleural maligno 
recidivante e com expectativa de vida de até 12 meses
ACERTEI ERREI DÚVIDA
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58. A Síndrome do Desfi ladeiro Cérvico Torácico é se-
cundária à compressão do feixe vasculonervoso do 
membro superior pelas estruturas osteomusculoliga-
mentosas do defi ladeiro cervicotorácico.
 Com relação a essa sindrome, assinale a alternativa 
CORRETA:
a) a primeira costela é parte de quase todos os meca-
nismos compressivos na síndrome do desfi ladeiro 
torácico
b) a costela cervical pode causar ou participar da Sín-
drome do desfi ladeiro cérvico torácico
c) existem várias bandas congênitas que podem causar 
a síndrome do desfi ladeiro torácico
d) a compressão do plexo é a mais comum e as raizes 
mais atingidas são C8 e T1
e) todas as alternativas acima estão corretas
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59. Dos achados laboratoriais comuns na análise bioquí-
mica de exsudatos, é característica clássica dos derra-
mes pleurais associados à artrite reumatoide:
a) celularidade moderada
b) glicose baixa
c) DHL elevada
d) proteína total elevada
e) pH em torno de 8,0
ACERTEI ERREI DÚVIDA
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60. Um paciente de 45 anos, hígido, foi submetido a bron-
coscopia fl exível com biópsias transbrônquicas, sob 
anestesia tópica, para investigação de nódulo pulmonar. 
Complicação NÃO relacionada a este procedimento:
a) edema de re-expansão
b) intoxicação por lidocaína
c) hemoptise
d) pneumotórax
e) bacteremia
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SUS-SP – R3 CIRURGIA – 2011
 As questões de números 61 e 62 referem-se ao caso 
abaixo.
 Um homem de 65 anos vem ao pronto-socorro quei-
xando-se de dor em hipocôndrio esquerdo há 5 dias. 
Diz que há cerca de 10 dias vinha tendo dor abdo-
minal difusa e fraqueza. Teve febre, que não mediu. 
Piorou muito nos últimos dois dias. Nega ingestão de 
anti-infl amatórios. Nega alterações do hábito intesti-
nal. Hábitos: etilismo social e tabagismo de 5 cigarros 
por dia. Está em regular estado geral, taquipneico, ta-
quicárdico, febril (temperatura axilar: 38 °C), desidra-
tado, corado, anictérico e acianótico. Pulso = FC: 110 
bpm. Pressão arterial: 140 × 100 mmHg. FR: 24 ipm. 
Enchimento capilar > 2 segundos. Coração: bulhas rít-
micas, normofonéticas, com sopro ++ em foco mitral. 
Pulmões: ausência de murmúrio vesicular e macicez 
à percussão na base esquerda, com exame normal no 
restante dos campos pulmonares. Abdome: sem cica-
trizes, doloroso difusamente, mas principalmente em 
hipocôndrio esquerdo, onde há dúvida sobre sinais de 
irritação peritoneal. Ruídos hidroaéreos presentes. 
Palpação de fígado e baço prejudicada pela dor. Toque 
retal normal. Membros inferiores sem alterações. Está 
oligúrico e com urina concentrada. Exames laborato-
riais: hemoglobina: 14,5 g/dL; hematócrito: 48%; leu-
cócitos: 21.000/mm3, com predomínio de neutrófi los; 
lactato sérico: 60 mMol/L; amilase: 200 UI/L; ureia: 60 
mg/dL; creatina sérica: 1,5 mg/dL; urina tipo I sem al-
terações signifi cativas. A radiografi a de tórax mostra 
derrame pleural à esquerda; não se vê pneumoperi-
tônio. A ultrassonografi a de abdome mostra coleção 
subfrênica esquerda e abscessos esplênicos.
61. Melhor conduta:
a) tomografi a para descartar neoplasia perfurada de 
cólon esquerdo
b) tomografi a de abdome para marcar o local para 
punção da coleção; antibioticoterapia ampla para 
tratar o abscesso de baço
c) administração de fl uimucil, 600 mg por via oral, e 
hidratação vigorosa, para permitir fazer tomografi a 
de abdome com contraste, para guiar o esvaziamen-
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d) laparotomia mediana imediata
e) antibioticoterapia de amplo espectro e punção da 
coleção subfrênica, guiada por ultrassom
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62. Causa mais provável do abscesso:
a) pancreatite necro-hemorrágica
b) apendicite aguda
c) endocardite bacteriana
d) leucemia mieloide aguda
e) úlcera péptica perfurada
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UNICAMP – R3 CIRURGIA – 2011
63. Em relação ao derrame pleural, assinale a alternativa 
incorreta:
a) o derrame hemorrágico é invariavelmente neoplásico
b) a principal causa de quilotórax espontâneo éo linfoma
c) o derrame de origem pancreática é geralmente loca-
lizado à esquerda
d) o derrame pleural é raro no sarcoma
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UNICAMP – R3 CIRURGIA – 2011
64. Em relação aos timomas, assinale a alternativa correta:
a) a idade média é de 35 anos
b) a punção com agulha Tru-cut é útil no diagnóstico
c) a presença de metástases é frequente no momento 
do diagnóstico
d) sempre está associado com miastenia gravis
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UNICAMP – R3 CIRURGIA – 2011
65. Em relação ao escape aéreo no pós-operatório de ressec-
ção pulmonar parcial, assinale a alternativa incorreta:
a) expansão total do pulmão remanescente minimiza a 
possibilidade de fístula bronquíoloalveolar
b) quando a expansão é parcial, a utilização de aspira-
ção contínua deve ser considerada
c) quando o pulmão mantem-se expandido, preen-
chendo a cavidade pleural, o risco de infecção pleu-
ral fi ca muito reduzido
d) independente de avaliação endoscópica, fuga aérea 
persistente depois de 4 a 5 dias, é mandatória a rein-
tervenção
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PUC-PR – Cirurgia Torácica – 2010
66. Sobre os conhecimentos do quilotórax, é INCORRE-
TO afi rmar que:
a) para ser caracterizado como quilotórax a dosagem 
de triglicerídeos no líquido pleural deve ser maior 
que 50 mg/dL
b) sua ocorrência está associada a uma mortalidade de 
aproximadamente 10%
c) os linfossarcomas e carcinomas metastáticos consti-
tuem a maioria dos casos de causa tumoral
d) é comum a ocorrência de empiema pleural associa-
do ao quilotórax
e) a causa mais comum é secundária a lesões denomi-
nadas traumáticas
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PUC-PR – Cirurgia Torácica – 2010
67. Sobre a drenagem de tórax em selo d’água, sob as-
piração contínua, qual deve ser o valor máximo da 
pressão negativa aplicada para que não ocorram alte-
rações nocivas ao paciente?
a) 2 cm de H2O
b) 4 cm de H2O
c) 8 cm de H2O
d) 10 cm de H2O
e) 20 cm de H2O
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68. Paciente advogado, sedentário, 34 anos, dá entrada 
no setor de emergência com diagnóstico de pneumo-
tórax espontâneo por rotura de bolha subpleural. O 
tratamento inicial constou de drenagem torácica em 
selo d’água com dreno no 28. Observou-se grande 
borbulhamento, com alívio considerável da dispneia. 
No 4º PO da drenagem de tórax, o borbulhamento 
persiste toda vez que a paciente tosse. Diante desse 
quadro, a melhor conduta a ser tomada é:
a) promover a pleurodese com a introdução de tetraci-
clina
b) introduzir outro dreno com drenagem em selo de 
água em separado
c) iniciar esquema de drenagem com aspiração contí-
nua de duas garrafas
d) indicar videotoracotomia para ressecção das bolhas 
com abrasão pleural
e) acompanhar a drenagem pelo menos até o 7º PO
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PUC-PR – Cirurgia Torácica – 2010
69. São intercorrências possíveis após uma toracocentese 
de alívio, com retirada acima de 1.500 mL, exceto:
a) tosse aguda
b) edema pulmonar homolateral
c) dor torácica
d) síncope
e) disfonia
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PUC-PR – Cirurgia Torácica – 2010
70. Nos derrames pleurais está indicada a toracocentese 
diagnóstica. A característica do líquido que mais su-
gere um derrame pleural neoplásico é ser:
a) amarelo citrino
b) sero-hemático 165
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c) purulento
d) quiloso
e) seroso
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71. A drenagem pleural sob selo d’água não é efetiva no 
tratamento de qual caso?
a) pneumotórax traumático
b) hemotórax traumático volumoso
c) pneumotórax fechado hipertensivo
d) empiema pleural fase I
e) empiema pleural com encarceramento pulmonar
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72. Paciente fumante, com dor torácica, emagrecimento 
e febre é atendido em serviço de pronto atendimento. 
Tem história de hemotransfusão após acidente au-
tomobilístico há 10 anos. Raio X de tórax evidencia 
derrame pleural à esquerda. Toracocentese com exa-
me do líquido revela adenosina deaminase= 80 UI/L, 
pH= 7, glicose= 30 mg%, LDH= 950 mg%. 
 Esse caso sugere:
a) hidrotórax hepático
b) pancreatite aguda
c) tuberculose pleural
d) derrame parapneumônico
e) empiema pleural bacteriano
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73. Dos exames complementares abaixo referidos, aquele 
que não acrescenta informação importante no diag-
nóstico da síndrome do desfi ladeiro torácico é a:
a) radiografi a do tórax
b) tomografi a computadorizada
c) cintilografi a
d) arteriografi a
e) eletromiografi a
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74. Entre as alternativas abaixo, qual corresponde ao tra-
tamento mais utilizado para o tórax instável?
a) tratamento expectante com analgesia
b) estabilização externa com pinças de campo, fi os me-
tálicos e tração
c) estabilização interna por ventilação mecânica
d) fi xação costal com grampos de aço
e) estabilização costal com barras de titânio
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75. A mediastinite é uma patologia grave associada com 
altos índices de morbidade e mortalidade. Qual das 
alternativas abaixo corresponde à causa mais comum 
de mediastinite?
a) síndrome de Boerhaave
b) perfuração esofágica por trauma torácico aberto
c) perfuração esofágica por corpo estranho
d) infecção cirúrgica pós-esternotomia mediana
e) infecção cervical descendente (ex.: abscesso parafa-
ríngeo)
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76. Qual das alternativas abaixo representa localização 
mais comum das bronquiectasias pulmonares?
a) lobo superior direito
b) lobo médio
c) língula
d) lobo inferior esquerdo
e) lobo inferior direito
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77. Um paciente com câncer de pulmão classifi cado como 
T3N2M0, apresenta um estágio:
a) I
b) II
c) IIIa
d) IIIb
e) IV
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78. O tipo histológico de câncer do pulmão que mais fre-
quentemente cursa com síndromes paraneoplásicas é:
a) carcinoide
b) mesotelioma
c) adenocarcioma
d) carcinoma epidermoide
e) carcinoma de células oat
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79. Síndrome de Cushing, secreção inapropriada de 
ADH, síndrome de Eaton Lambert, hipercalcemia e 
osteoartropatia hipertrófi ca são manifestações para-
neopásicas. Qual das neoplasias pulmonares não está 
mais relacionada com essas síndromes?
a) adenocarcinoma
b) carcinoma de células escamosas
c) carcinoma de grandes células
d) carcinoma de pequenas células
e) tumor carcinoide
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80. A micose mais comumente associada à colonização 
de cavernas da tuberculose é a:
a) aspergilose
b) blastomicose
c) criptococose166
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d) actinomicose
e) histoplasmose
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81. Uma neoplasia pulmonar maligna primária de qual-
quer tamanho associada à derrame pleural neoplási-
co é classifi cada como:
a) T3
b) T4
c) TX
d) M1
e) MX
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82. Qual das alternativas abaixo corresponde ao cisto pri-
mário de mediastino mais comum?
a) broncogênico
b) pericárdico
c) esofágico
d) gastroentérico
e) inespecífi co
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83. Os tumores abaixo citados são encontrados no me-
diastino posterior, EXCETO:
a) teratoma
b) ganglioneuroma
c) quimiodectoma
d) feocromocitoma
e) neurilenoma
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84. Na classifi cação TNM para neoplasia de pulmão, en-
tende-se por tumor T3:
a) tumor com 3,0 cm ou menos em sua maior dimensão, 
circundado por pulmão ou pleura visceral,e sem evi-
dência de invasão proximal a um brônquio lobar
b) tumor maior que 3,0 cm ou de qualquer tamanho que 
invada pleura visceral ou que provoque atelectasia ou 
pneumonia associada e com derrame pleural discreto
c) tumor de qualquer tamanho com extensão direta para 
a parede torácica, diafragma ou pleura mediastinal
d) tumor de qualquer tamanho com invasão do me-
diastino, coração, grandes vasos, traqueia ou esôfago
e) tumor com 3,0 cm ou menos em sua maior dimen-
são, circundado por pulmão ou pleura visceral, e 
com derrame pleural discreto
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PUC-PR – Cirurgia Torácica – 2010
85. Paciente com lesão pulmonar periférica de 3,5 cm de 
diâmetro, fortemente suspeita de neoplasia. Foram 
realizadas duas broncoscopias com biópsia transbrô-
nquica sem que o diagnóstico fosse esclarecido. Qual 
a melhor conduta para esse caso?
a) videotoracoscopia com biópsia
b) biópsia transparietal guiada por tomografi a
c) observação
d) toracotomia exploradora
e) PET – CT
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86. A causa mais comum de empiema pleural é:
a) tuberculose pleural
b) insufi ciência ventricular esquerda
c) pneumonia
d) tromboembolia pulmonar
e) neoplasia
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UNIFESP – R3 Cirurgia – 2010
87. Paciente de 74 anos procura pronto-socorro por qua-
dro de tosse com expectoração há 1 semana, queda do 
estado geral e dor torácica. Realizada radiografi a que 
mostrou opacidade com aerobroncograma em 1/3 in-
ferior de hemitórax direito e velamento do seio cos-
tofrênico. Realizada punção pleural diagnóstica. A 
análise do líquido mostrou pH= 7,4, glicose= 92 mg/
dL, proteína= 4,0 mg/dL, DHL= 500 mg/dL.
 
 A conduta nesse momento deve ser:
a) dar diuréticos e investigar causa cardiológica, pois 
trata-se de transudato
b) drenagem pleural por se tratar de empiema
c) antibioticoterapia para pneumonia e observar evo-
lução do derrame pleural
d) realizar nova punção para confi rmar valores
e) cirurgia precoce para resolução do derrame pleural
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UNIFESP – R3 Cirurgia – 2010
88. Paciente masculino de 17 anos de idade, sexo masculi-
no, com antecedente de estenose de esôfago, há 5 dias 
foi submetido a endoscopia e dilatação esofágica sem 
complicações aparentes. Há 4 dias iniciou quadro de 
dor torácica e abdominal progressiva, em epigástrio 
com irradiação para dorso, inapetência, náuseas e vô-
mitos, queda do estado geral. Deu entrada no pronto-
-socorro com toxemia, PA= 90 x 60 mmHg, FC= 130 
bpm, T= 38,5ºC, taquipneia e ausculta pulmonar com 
diminuição do murmúrio bilateralmente, e dor abdo-
minal à palpação de epigástrio. Após infusão de 3.000 
mL de cristaloide permanece com os mesmos parâ-
metros hemodinâmicos. A radiografi a de tórax revela 
derrame pleural bilateral e pneumomediastino. He-
mograma com 23.000 leucócitos e desvio à esquerda. 
Assinale a melhor conduta. 167
Residência
Médica 2014
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a) esofagostomia cervical, laparotomia com gastrosto-
mia descompressiva e jejunostomia para alimenta-
ção precoce
b) drenagem torácica bilateral, antibioticoterapia de 
amplo espectro e passagem de sonda nasoenteral 
para alimentação precoce
c) toracocentese esvaziadora bilateral, antibioticotera-
pia de amplo espectro e passagem de sonda nasoen-
teral para alimentação
d) toracotomia esquerda com rafi a primária da lesão, 
drenagem torácica bilateral e passagem de sonda na-
soenteral para alimentação
e) drenagem torácica bilateral, laparotomia com esofa-
gectomia e esofagostomia cervical, gastrostomia des-
compressiva e jejunostomia para alimentação precoce
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UNIFESP – R3 Cirurgia – 2010
89. Em relação ao pneumotórax, assinale a alternativa 
correta.
a) o pneumotórax aberto pode ser fechado com curati-
vo ou sutura sem drenagem pleural
b) o tratamento nunca é conservador
c) se for hipertensivo, a punção no segundo espaço in-
tercostal deve ser realizada obrigatoriamente antes 
da drenagem pleural
d) não é necessária a drenagem pleural em casos de 
pneumotórax pequeno em doentes que serão trans-
portados por via aérea
e) mecanismos de trauma como explosões não podem 
causar pneumotórax sem que haja lesão da pleura e/
ou do pulmão
ACERTEI ERREI DÚVIDA
USP-RP-R3 Cirurgia – 2010 
90. Mulher, 65 anos, com dor em ombro direito há dois 
meses tratado com analgésicos sem melhora. O raio 
x revela uma massa no ápice do pulmão direito. Uma 
biópsia transtorácica revelou tratar-se de carcinoma. 
Carcinomas pulmonares apicais (Tumor de Pancoast) 
são carcinomas broncogênicos que tipicamente pro-
duzem qual das seguintes situações clínicas?
a) atelectasia do segmento apical envolvido
b) síndrome de Horner (miose, ptose e anidrose facial)
c) dor nos dermátomos T4 e T5
d) hemoptise
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFRJ – R3 Cirurgia – 2009 
91. Clara, 19 anos, inicia quadro de fraqueza muscular 
associado a ptose palpebral direita. Tomografi a com-
putadorizada do tórax: alargamento do mediastino. 
O diagnóstico provável é:
a) timoma com miastenia gravis
b) tumor carcinoide de pulmão com síndrome de 
Cushing
c) tumor de pequenas células de pulmão
d) tumor do sulco superior de pulmão (Tobias-Pancoast)
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFRJ – R3 Cirurgia – 2009 
92. Mauro, 50 anos, com dispneia aos médios esforços, 
tosse e febre. Radiografi a de tórax em posição or-
tostática: opacidade em terço inferior de hemitórax 
direito. Ultrassonografi a: derrame líquido livre em 
pleura. A próxima conduta é:
a) broncoscopia com lavado broncoalveolar
b) tomografi a computadorizada do tórax
c) toracocentese com biópsia pleural
d) pleuroscopia
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFRJ – R3 Cirurgia – 2009 
93. Joice, 2 anos, com pneumonia estafi locócica. Durante o 
tratamento evolui com pneumatocele que ocupa a me-
tade do hemitórax direito, sem sinais hipertensivos. No 
momento está eupneica, sem febre, sem pneumotórax 
e sem derrame pleural. A conduta mais adequada é:
a) drenagem com dreno fi no e aspiração
b) broncoscopia e aspiração para desobstrução brôn-
quica
c) drenagem tubular fechada com dreno calibroso
d) expectante até a regressão completa
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFRJ – R3 Cirurgia – 2009 
94. Jair, 30 anos, apresenta quadro clinicorradiológico 
de pneumonia lobar com derrame pleural no terço 
inferior do hemitórax esquerdo. Há discreto edema 
de membros inferiores (+/4+). Submetido a toraco-
centese com saída de líquido amarelo-claro. Análise 
do líquido: pH 7,1, glicose 30 mg/dL, LDH 1200 UI e 
proteínas 6,1 g/dL. Trata-se, provavelmente, de:
a) empiema pleural em fase inicial
b) carcinoma bronquíolo alveolar
c) infarto pulmonar
d) abscesso de pulmão
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFRN – Urologia – 2009
95. A terapêutica eletiva no tratamento do pneumotórax 
traumático hipertensivo é:
a) esternotomia
b) drenagem intercostal fechada
c) toracotomia de reanimação
d) toracocentese evacuadora
ACERTEI ERREI DÚVIDA
FESP – R3 Cirurgia – 2009
96. As bactérias responsáveis pela formação dos absces-
sos pulmonares primários atingem o parênquima 
pulmonar principalmente através da via:
a) linfática
b) inalatória
c) aspirativa
d) hematogênica
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Cirurgia | Torácica
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97. Uma mulher vítima de acidente automobilístico en-
contra-se dispneica e com murmúrio vesicular abon-
do em hemitórax esquerdo. Foi realizada drenagem 
torácica à esquerda, com saída de 2.000 mL de sangue 
sendo então indicado toracotomia exploradora. Neste 
caso, o acesso a cavidade toracica deve ser realizado 
preferencialmente pelo seguinte espaço intercostal:
a) 5º
b) 6º
c) 7º
d) 8º
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2008
98. A neoplasia maligna do pulmão que possui células 
com imunopositividade para marcadores neuroen-
dócrinos, taiscomo cromogranina e sinaptofi sina, é:
a) adenocarcinoma
b) carcinoma de pequenas células
c) carcinoma de células escamosas
d) carcinoma bronquíoloalveolar
e) linfoma
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-RJ – 2008 
99. Fazendo o risco cirúrgico para hemioplastia inguinal 
de um estivador de 58 anos, em bom estado geral e sem 
queixas respiratórias, o clínico observou que a radio-
grafi a simples de tórax mostrava pequena lesão perifé-
rica arredondada, em terço médio do pulmão direito. 
No prontuário, além de liberá-lo para a cirurgia, o mé-
dico registrou que o aspecto radiográfi co era patogno-
mônico de Hamartoma, em virtude da identifi cação de:
a) calcifi cação “em pipoca”
b) halo “em lua minguante”
c) imagem “em roda de leme”
d) opacidade “em vidro fosco”
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-SC Clínica Médica – 2008
100. Com relação ao abscesso pulmonar de aspiração (ou 
primário), assinale a afi rmativa incorreta.
a) o abscesso pulmonar é uma lesão necrótica escava-
da, contendo pus em seu interior
b) a lesão é causada por germes piogênicos, mais co-
mumente bactérias anaeróbicas, S. aureus ou Gram-
-negativos aeróbicos
c) em geral, são lesões únicas, localizadas nos segmen-
tos posteriores de lobos superiores ou superiores de 
lobos inferiores
d) ocorre predominantemente em indivíduos adultos, 
sexo masculino, com doença dentária, perda de 
consciência e predomínio de fl ora mista
e) o tratamento de escolha é sempre uma cefalosporina 
de 3ª geração associada à clindamicina, tendo uma 
mortalidade superior a 10% na literatura mundial
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFRN – 2008
101. Em um paciente portador de câncer de pulmão, po-
dem ser encontradas alterações oculares que caracte-
rizam a síndrome de HORNER. São elas:
a) miose, exofoft almia e ptose palpebral
b) midríase, enoft almia e ptose palpebral
c) miose, enoft almia e ptose palpebral
d) midríase, exofoft almia e ptose palpebral
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-SC – 2008
102. Sobre o abscesso pulmonar de aspiração (primário), 
assinale a alternativa incorreta.
a) o abscesso pulmonar primário é o mais frequente 
e decorre de aspiração de material proveniente da 
boca, vias aéreas superiores e tubo digestivo alto
b) o alcoolismo crônico é a situação mais frequente-
mente associada ao abscesso pulmonar de aspiração
c) o diagnóstico é fundamentalmente clinicorradiológico, 
sendo o exame do escarro de pouco valor diagnóstico
d) o tratamento clínico é a principal forma terapêutica, 
com mortalidade superior a 20% na literatura mundial
e) é pouco frequente a participação de bactérias aeró-
bicas isoladamente nos abscessos pulmonares, com 
exceção dos pacientes com AIDS, transplantados, 
diabéticos e com neoplasia
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-SC – 2007 
103. Assinale a alternativa incorreta, em relação às indica-
ções para drenagem pleural:
a) derrame pleural quiloso
b) empiema pleural na fase aguda
c) derrame denominado pleural neoplásico recorrente 
ou sintomático
d) após todo procedimento operatório em que há aber-
tura da pleura
e) trauma torácico com hemotórax ou hemopneumo-
tórax de pequeno volume, assintomático e não pro-
gressivo
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-SC – 2007 
104. Assinale a alternativa incorreta em relação ao derra-
me parapneumônico:
a) a alcalização do líquido sugere a presença de meta-
bolismo bacteriano
b) ocorre em cerca de 30% dos casos de pneumonia
c) toda presença de líquido capaz de provocar um es-
pessamento pleural > 10 mm indica a punção para 
diagnóstico
d) dosagens de DHL > 1.000 UI/L e glicosepossui vascularização tanto cervical quan-
to torácica
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UFF – 2006 
112. Traumatopneia signifi ca:
a) estridor traqueal após trauma cervical
b) dispneia associada a fraturas múltiplas de costelas
c) dispneia associada a contusão pulmonar
d) ruído produzido pela entrada e saída do ar em uma 
ferida aberta do tórax
e) nenhuma das respostas acima
ACERTEI ERREI DÚVIDA
USP-RP – 2006 
113. O exame radiográfi co de rotina de um homem com 22 
anos de idade, não tabagista, assintomático e sem his-
tória pregressa de doença pulmonar, revela a presença 
de um nódulo pulmonar de 1,0 cm sem calcifi cação, 
situado cerca de 4 cm distante da pleura visceral, no 
lobo superior direito. A tomografi a computadorizada 
mostra que o nódulo tem bordas lisas, regulares e ne-
nhuma calcifi cação. O próximo passo seria:
a) toracotomia exploradora
b) broncofi broscopia
c) observação com radiografi as de tórax a cada 3-6 me-
ses durante pelo menos 2 anos
d) biópsia transtorácica por agulha
e) iniciar tratamento para tuberculose
ACERTEI ERREI DÚVIDA
USP-RP – 2006 
114. Homem, com 63 anos de idade, etilista crônico, é ad-
mitido com febre, tosse e expectoração amarelada. A 
radiografi a de tórax revela condensação pulmonar 
com derrame pleural ipsilateral, de volume mode-
rado a grande. O líquido pleural obtido pela toraco-
centese revela-se turvo e com a seguinte bioquímica: 
LDH= 1.100 ma/dL, pH= 7,22 e glicose= 37 mg/dL. 
Qual das seguintes afi rmações é a correta?
a) o derrame deve ser descrito como um transudato, 
até que bactérias sejam isoladas
b) o derrame deve ser descrito como um transudato, já 
que o pH não é menor do que 7,2
c) um dreno pleural dever ser inserido
d) a característica bioquímica não é condizente com 
derrame parapneumônico
e) somente o crescimento de bactérias na cultura deste lí-
quido pleural autorizaria a inserção de um dreno pleural
ACERTEI ERREI DÚVIDA
USP-RP – 2006 
115. Homem, com 60 anos de idade, alcoólatra e tabagista 
crônico, compareceu ao pronto-socorro apresentan-
do os seguintes achados semiológicos: circulação co-
lateral em regiões peitorais e dorso, estase jugular e 
edema de membros superiores e face. Qual dos diag-
nósticos abaixo você indicaria como mais provável? 
a) cirrose hepática associada à hipoalbuminemia
b) cor pulmonale
c) fístula arteriovenosa em região cervical
d) neoplasia de pulmão envolvendo a cava superior 
e) pericardite constritiva
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UNIFESP – 2006
116. Os exames indicados para confi rmação diagnóstica 
do quadro acima descrito são:
a) deglutograma com raio X contrastado de esôfago, 
estômago e duodeno
b) raio X de tórax e dosagem de IgE
c) cintilografi a gastroesofágica e tomografi a de tórax
d) raio X de tórax e endoscopia respiratória
e) nasofaringolaringoscopia e raio X de tórax
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UNIFESP – 2006
117. Paciente do sexo masculino, 24 anos, procura o pron-
to-socorro com quadro de dor torácica à direita, ven-
tilatório dependente, com início súbito, acompanha-
da de dispneia temporária.
 Exame físico mostra murmúrio vesicular diminuído 
à direita e timpanismo à percussão.
 Indique o diagnóstico mais provável, o exame com-
plementar mais apropriado e seu achado:
a) pneumonia/tomografi a computadorizada de tórax/
opacidade local
b) atelectasia pulmonar/radiografi a de tórax/opacida-
de local
c) pneumotórax espontâneo secundário/ultrassono-
grafi a de tórax/hiperecoica
d) pneumotórax espontâneo primário/radiografi a de 
tórax/hipertransparência
e) derrame pleural/tomografi a computadorizada de 
tórax/opacidade local
ACERTEI ERREI DÚVIDA
UNIFESP – 2006
118. Quanto ao derrame pleural associado a pneumonia, 
pode-se afi rmar que:
a) uma das complicações comuns do empiema pleural 
é a osteomielite, tanto de costela quanto de corpo 
vertebral
b) a fase de organização tem na drenagem pleural em 
selo d’água o método de escolha no tratamento 171
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c) o diagnóstico durante a fase exsudativa permite um 
tratamento menos invasivo, com boa resposta
d) na fase crônica, a análise bioquímica do líquido 
pleural representa um marco importante na defi ni-
ção da conduta
e) a pleurostomia representa a opção de escolha no ma-
nejo do empiema pleural, tanto na fase I como na II
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-PE – 2006 
119. Em um paciente sadio, de 34 anos, no exame de to-
mografi a computadorizada de tórax, que estruturas 
anatômicas são identifi cadas no mediastino médio 
em corte sagital mediano?
a) átrio direito, veia cava inferior, átrio esquerdo, arté-
ria pulmonar direita
b) átrio direito, veia cava superior, átrio esquerdo, arté-
ria pulmonar direita
c) ventrículo direito, aorta ascendente, artéria pulmo-
nar direita
d) ventrículo direito, aorta ascendente, ventrículo es-
querdo, artéria pulmonar esquerda
e) ventrículo direito, aorta ascendente, ventrículo es-
querdo, artéria pulmonar direita
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-PE – 2006 – R3 Pneumologia
120. Todas as opções a seguir são características da síndro-
me do sulco superior, exceto:
a) midríase
b) enoft almia unilateral
c) ptose
d) anidrose ipsilateral
e) destruição na primeira e segunda costela
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-PE – 2006 – R3 Pneumologia
121. Sobre a tomografi a por emissão de pósitrons (PET) 
no estadiamento do carcinoma pulmonar de células 
não pequenas, assinale a alternativa correta:
a) a sensibilidade e a especifi cidade do diagnóstico de 
metástases mediastinais são comparáveis às da to-
mografi a computadorizada
b) o diagnóstico de metástases cerebrais é mais confi ável 
com a PET do que com a tomografi a computadorizada
c) uma tomografi a por emissão de pósitrons positiva 
do mediastino abole a necessidade de confi rmação 
histológica
d) metástases mediastinais com menos de 1 cm de diâ-
metro estão abaixo dos limites de resolução do exame
e) a tomografi a por emissão de pósitrons é menos con-
fi ável em pacientes com diabetes mellitus
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-PE – 2006 - R3 Pneumologia
122. No enfi sema pulmonar bolhoso, a decisão de remo-
ver uma bolha pulmonar depende de sua contribui-
ção para o comprometimento funcional e capacidade 
pulmonar remanescente global de funcionar adequa-
damente após a remoção cirúrgica. Existe uma pe-
quena melhora quando as bolhas ocupam menos de 
um terço do hemitórax e quando existem evidências 
de enfi sema generalizado. Qual dos seguintes estudos 
pré-operatórios é o melhor exame prognóstico de re-
sultados após a bulectomia?
a) tomografi a computadorizada com inspiração com-
pleta e expiração completa
b) um grande volume pulmonar plestimográfi co, em 
comparação com o volume pulmonar, medido por 
diluição de hélio
c) raio X de tórax em PA, perfi l e ápico lordótica
d) estudos da função pulmonar regional
e) ventilação-minuto e consumo de oxigênio no limiar 
anaeróbico ou exercício máximo
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-PE – 2006 – R3 Pneumologia
123. Paciente de 50 anos de idade, sexo masculino, taba-
gista de 30 maços/ano, apresenta um nódulo perifé-
rico de 3 cm no lobo superior direito, descoberto em 
um exame de rotina. A aspiração por agulha fi na re-
vela um carcinoma de células não pequenas de pul-
mão. A tomografi a computadorizada do tórax reve-
la ausência de linfadenopatia hilar ou mediastinal e 
é determinado que o estágio da doença do paciente 
é IIA. O hemograma completo, as concentrações de 
eletrólitos e os exames bioquímicos estão normais. A 
relação VEFL/CVF é de 3.51/4.51. Qual dos seguintes 
tratamentos deve ser oferecido?
a) cirurgia, seguida por um protocolo de quimiotera-
pia baseada em platina
b) cirurgia seguida de radioterapia
c) cirurgia, radioterapia e quimioterapia
d) cirurgia apenas
e) radioterapia e quimioterapia
ACERTEI ERREI DÚVIDA
SES-PE – 2006 – R3 Pneumologia
124.

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