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LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Mecanismos de patogenicidade microbiana Patogenicidade – capacidade de causar doença • Equilíbrio entre o hospedeiro e o patógeno • Quando o equilíbrio é favorável para a bactéria, ela consegue se modificar a causar dados • O hospedeiro pode não estar preparado → nascimento, envelhecimento, tratamento de doenças com imunossupressão Virulência: grau de patogenicidade Porta de entrada É o mecanismo pelo qual a bactéria entra no organismo, que pode ser de 3 formas: 1- Membranas mucosas 2- Pele 3- Via parenteral: quando ocorre um rompimento das barreiras íntegras e a bactéria consegue penetrar no organismo através dessas lesões em pele ou mucosas. Membranas mucosas Trato respiratório • Os microrganismos podem ser inalados pela boca ou nariz na forma de partículas de poeira ou gotículas • É a porta de entrada mais comum • Barreiras físicas e celulares tendem a conter a entrada dessas partículas: vibrissas, muco, tosse Doenças adquiridas pelo trato respiratório ✓ Gripe ✓ Resfriado ✓ Tuberculose ✓ Coqueluche ✓ Pneumonia ✓ Infecção de garganta - Strep ✓ Difteria Trato gastrointestinal É muito hostil e consegue matar muitas bactérias → PH ácido do estômago, enzimas, bile • Diarreia → principal sintomatologia • Microrganismos entram por via de alimentos ou água contaminados ou por mãos sujas Doenças: ✓ Salmonelose – Salmonella sp. ✓ Shigelose – Shigella sp. ✓ Cólera – Vibrio cholorea ✓ Úlceras – helicobacter pylori ✓ Botulismo – clostridium Doenças fecais-orais • Entrada dos patógenos via trato GI • Mãos e dedos contaminados ou através de água e alimentos • Higiene pessoal ruim Trato geniturinário • Infecções sexualmente transmissíveis • Gonorreia – Neisseria • Sífilis – Treponema pallidum • Clamídia Pele intacta • Menos frequente quando intacta • Alguns microrganismos conseguem entrar através de pequenos espaços como folículos pilosos e glândulas sudoríparas • Ex: Lectospirose – espiroquetas fininhas Parenteral • Muito frequente • Entram através de cortes, injeções, mordidas, arranhões, cirurgias, rachaduras Portas de entradas preferenciais: • Somente a entrada do microrganismo não resulta em causa de doença • Streptococcus – se inalado causa pneumonia, mas se entrar pelo TGI não sobreviveria • Salmonela – se entra pelo TGI causa febre, mas se entrar em contato com a pele não causa danos Como as bactérias passam pelas defesas do hospedeiro? Aderência: as fímbrias são as principais moléculas que são capazes por promover uma ligação específica → elas possuem adesinas que interagem com receptores específicos nas células hospedeiras • Neisseira Gorrhoeae (TGU) • ETEC (TGI) • Bordetella pertussis (TR) Cápsula: promove uma aderência inespecífica (melhora a chance de multiplicação), além de atuar prevenindo a fagocitose LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG • Streptococcus pneumoniae • Mecanismo de evasão do sistema imune Enzimas: existem muitas enzimas que as bactérias produzem para adquirir seus nutrientes → precisa degradar tecidos e células • Enzimas que degradam células e tecidos conjuntivos • Lecocidinas o Matam os glóbulos brancos o Liberam e rompem os lisossomos (fagolisossomos) → liberação da bactéria o Mecanismo de evasão do sistema imune • Hemolisinas o Degradam hemácias o Ferro → nutriente importante para várias funções celulares o Ex: Estreptococos o Hemólise total ou parcial o Não é um mecanismo de evasão do sistema imune • Coagulase o Causam a coagulação do sangue o O coágulo protege as bactérias da fagocitose pelos glóbulos brancos – promove uma proteção física ao redor das bactérias o Mais produzida no início da infecção o Estafilococos – são coagulases positivos • Quinases o Enzimas que dissolvem coágulos para que elas possam ser liberadas e adquirir nutrientes o Ajudam na disseminação bacteriana – bacteremia o Ex: Estreptoquinase; Estafiloquinase o Estreptoquinase → usada para dissolver coágulos • Hialuronidase o Degradam o ácido hialurônico (tecido conjuntivo) o Contribui para a disseminação o Em combinação com uma droga pode ajudar a disseminação dela pelo corpo • Colagenase o Degrada colágeno o Liberação de gases que pode causar gangrena gasosa (Clostridium perfringens) • Fator necrosante: indução de morte celular por necrose o Fasciite necrotizante → bactérias carnívoras o Streptococcus pyogenes, Bacterioides fragilis, clostridium Toxinas: • São dois tipos – endotoxinas e exotoxinas • São substâncias tóxicas produzidas pelos microrganismos • São fatores primários de patogenicidade • Toxemia: toxinas na corrente sanguínea Endotoxinas • Faz parte da composição bacteriana • LPS das gram-negativas Exotoxinas • Existem muitas – 220 • Geralmente são proteínas secretas para fora da célula • Atingem a circulação e tecidos distantes • Fator principal de patogenicidade pra muitos microrganismos • A maioria causa danos nas membranas das células eucarióticas. Ex: neurônios, enterócitos • Toxemia = presença da toxina sistematicamente na corrente sanguínea Citotoxinas = mata células Neurotoxinas = interfere nos impulsos nervosos Enterotoxinas = afetam as células do epitélio do trato GI As toxinas são moléculas que induzem respostas imunes → principal mecanismo de virulência • Altamente imunogênica → levam à produção de anticorpos → neutralização das toxinas • Exotoxinas inativadas não causam doenças, mas estimula a produção de anti-toxinas → calor, formalina ou fenol • Toxoide – exotoxinas alteradas – são injetadas para estimularem o sistema imune a produzir anti-toxinas e ter imunidade • Ex: vacina tríplice DPT (Difteria, Pertussis – não age neutralizando a toxina, Tétano) o Toxoide diftérico e tetânico e antígeno da Pertussis Doenças causadas por neurotoxinas Botulismo • Clostridium botulinum: é um gram positivo, anaeróbio, sendo um bacilo formador de esporo que vive no solo, nas fezes humanas ou de animais e nos alimentos • Pode levar à morte por paralisia da musculatura respiratória • Atuam na junção neuromuscular • Não deixam o impulso da célula nervosa ser transmitido para a célula muscular – resulta em paralisia muscular flácida LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG • Sintomas: dificuldade para engolir ou falar, fraqueza facial e paralisia Tétano • Clostridium tetani • Gram +, formador de esporo, bacilo anaeróbio • Toxina age nos nervos, resultando em inibição do relaxamento muscular → paralisia espástica Doenças causadas por enterotoxinas Vibrio cholerae • Bastonetes gram negativos curvados • Convertem ATP em cAMP • Aumento da excreção de íons Cl- e redução da absorção de Na+ • Desequilíbrio eletrolítico → a água sai por osmose (diarreia) E.coli enterohemorragica • Produz toxinas e lesa o epitélio • Causa uma inflamação hemolítica do intestino • Extravasamento de sangue – desinteria Ações da toxina: ✓ Altera a subunidade ribossomal 60S ✓ Inibe a síntese proteica ✓ Resulta em morte celular ✓ O revestimento interno do intestino descama Endotoxinas • Parte da membrana externa das bactérias gram- • LPS – antígeno O e lipídeo A • Lipídeo A – toxina parte do LPS o Responsável pela febre associada com as infecções por muitas Gram- Biofilmes • Tártaro dos dentes • Forma que a bactéria tem para crescer em tecidos abióticos • Certas bactérias passam a produzir substâncias ao seu redor que são úteis para proteção, nutrição e melhora da aderência • Permite a colonização de outras espécies de bactérias naquela região