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CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO SÃO LUÍS 
CURSO DE PSICOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório de Estágio Supervisionado Específico D: 
 CRAS Cohab 
 
 
 
 
 
 
 
MILCA CIBELLE PEREIRA SOUSA 
 
 
São Luís 
2025 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
PSICOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
MILCA CIBELLE PEREIRA SOUSA 
201802400273 
 
 
 
Apresentação do Relatório de Estágio 
Supervisionado para avaliação e obtenção da 
nota na disciplina SDE3830 Estágio 
Específico D , CRAS da Cohab. 
 
Tutor/docente: Erickson Carvalho 
Supervisor(a) técnico(a): Prof.(a) Yuri Andrei de Jesus 
Morais 
 
 
 
 
 
São Luís, Ma 
2025 
Milca Cibelle Pereira Sousa 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO ESPECÍFICO D 
CRAS-COHAB 
 
Relatório apresentado ao curso de Psicologia do Centro 
Universitário Estácio de São Luís para demonstrar as 
atividades de Estágio Supervisionado Específico, 
realizado no CRAS-COHAB como requisito para 
obtenção de nota da disciplina de Estágio Curricular. 
 
Supervisor docente: Prof. Erickson Carvalho 
 
Supervisor técnico(a): Yuri Andrei de Jesus Morais 
 
 
 
Aprovado em: _______/_______/_________ 
Nota:________________________________ 
 
 
 
_________________________________________________ 
Prof. 
Supervisor Docente 
 
 
 
 
_____________________________________________________ 
Prof.(a) 
Supervisor(a) Técnico(a) 
 
 
 
 
 São Luís 
 2025 
 SUMÁRIO 
 
1 DADOS GERAIS 5 
1.1 Identificação do Estagiário 5 
1.2 Identificação do campo de estágio 5 
1.3 Período de duração e carga horária de estágio 5 
1.4 Identificação do supervisor docente 5 
1.5 Identificação do supervisor técnico 5 
2 INTRODUÇÃO 6 
3 DESENVOLVIMENTO 8 
4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 8 
5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 18 
6 CAMPO DE ESTÁGIO 27 
7 ATIVIDADES DOCENTES 27 
8 CONCLUSÃO 28 
9 REGISTROS FOTOGRÁFICOS 30 
 REFERÊNCIAS 37
 ANEXOS 41 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 DADOS GERAIS 
 
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.v36pvbrg8lyz
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.q31lmbbgdyuw
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.hpywzb10mfuh
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.ixjkmx2bfzvx
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.ce2hlckf964z
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.u9li4g5oatm8
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.2sz2nawcij36
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.pr9lp2di21ai
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.lwa515ph0acu
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.vwi6dsm15rpv
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.o62n0p19i70r
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.cj669ow4dy2r
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.9ychls3tfmuv
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.g8jk7ho827pq
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.m3hy7ahkvh2e
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.urmydvblpbny
https://docs.google.com/document/d/1TQcVCoh32FlTwTur_Jxek-iBW4jJWlq3/edit#heading=h.h9r7cwstkqfr
1.1 Identificação do Estagiário 
1.1.1 Nome completo: Milca Cibelle Pereira Sousa 
1.1.2 Curso: Psicologia 
1.1.3 Período: 10° 
1.1.4 Código de Matrícula: 20180240027 
1.1.5 Endereço: Rua do Norte, Qd. B, Casa 10, Novo Cohatrac 
1.1.6 Telefone: 989290336 
1.1.7 E-mail: milkacybelle2@gmail.com 
 
1.2 Identificação do campo de estágio 
1.2.1 Nome completo: CRAS Cohab 
1.2.2 Endereço: Rua 13, 0 – Cohab Anil Iv – São Luís – MA – CEP: 65053-330 
1.2.3 Telefone: 98991226785 
1.2.4 Ramo de Atividade: Atendimento 
 
1.3 Período de duração e carga horária de estágio 
 
O período de duração do estágio foi de 26/03/25 e término 04/06/2025. O estágio 
curricular será composto por 80 horas de campo e 80 horas de supervisão, pesquisa e 
elaboração de relatório, perfazendo assim uma carga horária total de 160 horas. 
 
1.4 Identificação do supervisor docente 
1.4.1 Nome Completo: Prof. Erickson Lima de Carvalho 
1.4.2 CRP: 22/03913 
1.4.3 Departamento: Coordenação de Psicologia 
 
1.5 Identificação do supervisor técnico 
1.5.1 Nome Completo: Prof.(a) Yuri Andrei de Jesus Morais 
1.5.2 CRP: 22/01784 
1.5.3 Departamento: Técnico de Referência 
 
 5 
 
 
mailto:milkacybelle2@gmail.com
Relatório de Estágio Supervisionado Específico D: CRAS Cohab 
 
2. INTRODUÇÃO: 
 
 O CRAS-Cohab, acolheu neste primeiro semestre duas estagiárias: uma do curso de 
Psicologia (realizadora deste relatório), e outra do curso de Serviço Social, onde nesta 
organização pública, e conta com profissionais “volantes”: 1 coordenadora, (dois) 
técnicos de nível superior (sendo 1 assistente social e 1 psicólogo), selecionados por 
meio de concurso público, e outros profissionais que requerem como requisitos 
apenas o nível médio, como motorista, recepcionista, porteiro, e auxiliar de 
serviços gerais. 
 O intuito deste relatório, será apresentar as competências da estagiária de Psicologia 
neste documento, e deveres da Psicologia Social no CRAS-Cohab (Centro de Referência 
de Assistência Social), conforme as diretrizes do SUAS (Sistema Único de Assistência 
Social) para a comunidade, assim como apresentar a importância dessa instituição onde a 
Psicologia se associa ao Serviço Social, considerando o público alvo: usuários do 
Cadastro Único (um mecanismo do Governo Brasileiro de identificar e mapear famílias 
de baixa renda), e usuários de outros projetos, em que são oferecidos benefícios e direitos 
pelo Governo. 
 O CRAS-Cohab está ativo desde 2010 (15 anos atualmente, segundo a assistente 
social/técnica de referência) e tem domínio em dirigir serviços como Serviço de Proteção 
e Atendimento Integral à Família (PAIF) apoio às famílias em situação de 
vulnerabilidade, assim como cadastar cidadãos para receberem outros benefícios. 
 A quantidade de colaboradores do CRAS-COHAB é de doze pessoas, que realizam suas 
atividades em prol do público alvo, com a missão de trabalhar pela comunidade, com 
foco em melhorar a qualidade de vida dos que buscam por seus serviços. 
 O período de estágio começou na data 26/03/2025 e data de término em 04/06/2025, 
onde a estagiária atuou no setor de Atendimento ao público como técnica, que 
possibilitou diversas atividades como: realização de emissão de Carteira do Idoso, visitas 
para coleta de informações e acompanhamento com Serviço Social, participação da 
promoção e conscientização sobre autismo, participação de inscrição de mulheres em um 
 
 6 
curso profissionalizante de manicure e pedicure, e realizar encaminhamentos, sob 
orientação e supervisão do psicólogo preceptor/técnico de referência, e realização palestra 
em combate ao abuso sexual infantil. 
 No estágio realizado no Cras, o foco principal está em reconhecer as 
operações/responsabilidades da organização, conforme as diretrizes dadas pelo CFP, e dahttp://site.cfp.org.br
http://site.cfp.org.br/publicacao/referencias-tecnicas-para-atuacao-de-psicologasos-no-cras-suas
http://site.cfp.org.br/publicacao/referencias-tecnicas-para-atuacao-de-psicologasos-no-cras-suas
DUBET, François. A escola e a justiça. Petrópolis: Editora Vozes, 2004. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/cp/a/jLBWTVHsRGSNm78HxCWdHRQ/?format=pdf Acesso em: 8 
maio de 2025. 
 
 FARR, R. As raízes da psicologia social moderna. Petrópolis: Vozes, 1998. Disponível 
em:https://ria.ufrn.br/handle/123456789/2946?mode=full Acesso em: 10 maio de 2025. 
 
GERGEN, K. J. Realities and relationships: Soundings in social construction. Cambridge: 
Harvard University Press, 2008. Disponível em: 
https://www.hup.harvard.edu/books/9780674749313 Acesso em: 19 maio de 2025. 
 
GUITARRARA, Paloma. "Cidadania"; Brasil Escola. Disponível em: 
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/cidadania.htm. Acesso em: 10 de maio 2025. 
 
IDOSOS COM DIGNIDADE. Novo benefício para idosos em 2025. Disponível em: 
idososcomdignidade.com.br. Acesso em: 8 de junho 2025. 
 
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Desemprego 
no Brasil – 1º trimestre de 2025. Brasília: IBGE, 2025. Disponível em: 
https://www.ibge.gov.br/explica/desemprego.php. Acesso em: 9 maio 2025. 
 
INSTITUTO LOCOMOTIVA. Fila do SUS coloca vida da população em risco, diz 
pesquisa. CNN Brasil, 21 fev. 2025. Disponível em: 
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/fila-do-sus-coloca-vida-da-populacao-em-ri
sco-diz-pesquisa/ . Acesso em: 10 maio 2025. 
 
JUSBRASIL. A relação entre saúde mental e direito no Brasil. JusBrasil, 2024. Disponível 
em: JusBrasil. Acesso em: 10 maio 2025. Disponível em: 
https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-relacao-entre-saude-mental-e-direito-no-brasil/266486
9343 
 
KELNER, Sergio; MEDEIROS, Carolina. Nota Técnica 14 - Evolução do Número e Perfil 
das Famílias Inscritas no Cadastro Único no Brasil. NISP/DIPES, janeiro de 2024. 
Disponível em: 
https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dipes-1/publicacoes/nota-tecnica-14-evolucao-do
-numero-e-do-perfil-das-familias-inscritas-no-cadastro-unico-no-brasil_final.pdf 
 
MARTÍN-BARÓ, I. Hacia una psicología de la liberación. Boletín de Psicología, n. 22, p. 
219-231,1986. Disponível em: 
https://centrodocumentacion.psicosocial.net/wp-content/uploads/2002/01/martin-baro-hacia-u
na-psicologia-de-la-liberacion.pdf 
 
 39 
 
https://www.scielo.br/j/cp/a/jLBWTVHsRGSNm78HxCWdHRQ/?format=pdf
https://ria.ufrn.br/handle/123456789/2946?mode=full
https://www.hup.harvard.edu/books/9780674749313
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/cidadania.htm
http://idososcomdignidade.com.br
https://www.ibge.gov.br/explica/desemprego.php
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/fila-do-sus-coloca-vida-da-populacao-em-risco-diz-pesquisa/
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/fila-do-sus-coloca-vida-da-populacao-em-risco-diz-pesquisa/
https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-relacao-entre-saude-mental-e-direito-no-brasil/2664869343
https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-relacao-entre-saude-mental-e-direito-no-brasil/2664869343
https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dipes-1/publicacoes/nota-tecnica-14-evolucao-do-numero-e-do-perfil-das-familias-inscritas-no-cadastro-unico-no-brasil_final.pdf
https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dipes-1/publicacoes/nota-tecnica-14-evolucao-do-numero-e-do-perfil-das-familias-inscritas-no-cadastro-unico-no-brasil_final.pdf
https://centrodocumentacion.psicosocial.net/wp-content/uploads/2002/01/martin-baro-hacia-una-psicologia-de-la-liberacion.pdf
https://centrodocumentacion.psicosocial.net/wp-content/uploads/2002/01/martin-baro-hacia-una-psicologia-de-la-liberacion.pdf
MEDEIROS, Juliana. A Gestão de Benefícios do SUAS. Blog do GESUAS, 2020. 
Disponível em: http://www.gesuas.com.br/blog/gestao-de-beneficios-suas Blog do GESUAS. 
Acesso em: 9 maio 2025. 
 
 
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Declaração Universal dos Direitos 
Humanos. Nova York: ONU, 1948. Disponível 
em:https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos. UNICEF | 
ACNUDH | ONU Portugal. Acesso em: 9 maio 2025. 
 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LUÍS. Prefeito Eduardo Braide amplia cuidados 
com a saúde mental com entrega de novo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) III em São 
Luís. São Luís: Prefeitura Municipal, 2023. Disponível em: 
https://www.saoluis.ma.gov.br/portal/noticias/0/3/853/prefeito-eduardo-braide-amplia-cuidad
os-com-a-saude-mental-com-entrega-de-novo-centro-de-atencao-psicossocial-caps-iii-em-sao
-luis 
 
RAWLS, John. A Theory of Justice. Cambridge: Harvard University Press, 1971. Disponível 
em: https://www.hup.harvard.edu/file/feeds/PDF/9780674042582_sample.pdf. 
 
RAWLS, J. Uma teoria da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2002. Disponível em: 
https://archive.org/details/RAWLSJ.UmaTeoriaDaJustica. 
 
RODRIGUES, A.; ASSMAR, E. M. L.; JABLONSKI, B. Psicologia social. 2. ed. 
Petrópolis: Vozes, 2009. Disponível em: https://archive.org/details/psicologiasocial0000rodr. 
SALATI, Paula. Por que a fome persiste no Brasil mesmo com tanto alimento disponível? 
G1, 6 maio 2025. Disponível em: 
https://g1.globo.com/economia/agronegocios/agro-de-gente-pra-gente/noticia/2025/05/06/por-
que-a-fome-persiste-no-brasil-mesmo-com-tanto-alimento-disponivel.ghtml. 
SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL (SEDES-DF). Mais de 155 mil 
famílias vulneráveis foram atendidas nas recepções do CRAS em 2024. Brasília: SEDES-DF, 
2025. Disponível em: 
https://sedes.df.gov.br/w/mais-de-155-mil-familias-vulneraveis-foram-atendidas-nas-recepcoe
s-do-cras-em-2024. 
SOUZA, Celina. Políticas públicas: uma revisão da literatura. SciELO Brasil, 2006. 
Disponível em: https://www.scielo.br/j/soc/a/6YsWyBWZSdFgfSqDVQhc4jm/?format=pdf. 
 
 40 
 
http://www.gesuas.com.br/blog/gestao-de-beneficios-suas
https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos
https://www.saoluis.ma.gov.br/portal/noticias/0/3/853/prefeito-eduardo-braide-amplia-cuidados-com-a-saude-mental-com-entrega-de-novo-centro-de-atencao-psicossocial-caps-iii-em-sao-luis
https://www.saoluis.ma.gov.br/portal/noticias/0/3/853/prefeito-eduardo-braide-amplia-cuidados-com-a-saude-mental-com-entrega-de-novo-centro-de-atencao-psicossocial-caps-iii-em-sao-luis
https://www.saoluis.ma.gov.br/portal/noticias/0/3/853/prefeito-eduardo-braide-amplia-cuidados-com-a-saude-mental-com-entrega-de-novo-centro-de-atencao-psicossocial-caps-iii-em-sao-luis
https://www.hup.harvard.edu/file/feeds/PDF/9780674042582_sample.pdf
https://archive.org/details/RAWLSJ.UmaTeoriaDaJustica
https://archive.org/details/psicologiasocial0000rodr
https://g1.globo.com/economia/agronegocios/agro-de-gente-pra-gente/noticia/2025/05/06/por-que-a-fome-persiste-no-brasil-mesmo-com-tanto-alimento-disponivel.ghtml
https://g1.globo.com/economia/agronegocios/agro-de-gente-pra-gente/noticia/2025/05/06/por-que-a-fome-persiste-no-brasil-mesmo-com-tanto-alimento-disponivel.ghtml
https://sedes.df.gov.br/w/mais-de-155-mil-familias-vulneraveis-foram-atendidas-nas-recepcoes-do-cras-em-2024
https://sedes.df.gov.br/w/mais-de-155-mil-familias-vulneraveis-foram-atendidas-nas-recepcoes-do-cras-em-2024
https://www.scielo.br/j/soc/a/6YsWyBWZSdFgfSqDVQhc4jm/?format=pdf
 
V - Anexos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 41 
 
 
 ANEXO II: DECLARAÇÃO DE CIÊNCIA – REGRAS DE ESTÁGIO 
 
DECLARAÇÃO DE CIÊNCIA – REGRAS DE ESTÁGIO 
 
Eu,_________________________________________________________________________
_________________, matrícula nº______________________ declaro, para os devidos fins 
de direito, que tive acesso ao Regulamento de Estágio de meu curso, estou cientee concordo 
com as disposições previstas no supracitado regulamento, na Lei Federal de Estágios, n. 
11788/2008, bem como que me responsabilizo, sob as penas da Lei, pela veracidade e 
legitimidade das informações e documentos apresentados. 
 
Ademais, comprometo-me a enviar declaração de registro profissional ativo do supervisor de 
estágio da concedente, como condição para a aprovação da disciplina. 
 
___________________, __ de _________ de ________________ . 
(cidade, data, mês) 
 
 
_________________________________________ 
(Assinatura do Aluno) 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXO IV: FICHA DE AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
FICHA DE AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
NOME COMPLETO: MATRÍCULA: 
CAMPUS/POLO: ANO: SEMESTRE: 
DISCIPLINA (CÓDIGO E NOME): 
LOCAL DE ESTÁGIO (NOME DA EMPRESA): 
ENDEREÇO DO LOCAL DE ESTÁGIO: TEL: 
TUTOR/DOCENTE DE ESTÁGIO: 
 
Classifique na escala abaixo o grau (entre 0 e 10) em que se encontram presentes no estagiário cada uma das habilidades seguintes: 
 
 
 
 
 
Parecer do Supervisor responsável pelo Estágio na Instituição: 
____________________________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________ 
Assinatura do Supervisor do local de Estágio (Empresa) - com carimbo 
 
COMPETÊNCIAS: CLASSIFICAÇÃO: 
ORGANIZAÇÃO 
Autoconfiança 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Organização 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Decisão 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
COMUNICAÇÃO PESSOAL 
Expressão Oral 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Expressão escrita 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Diálogo Constante 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Argumentação objetiva 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
INTELECTUAL 
Capacidade de solucionar problemas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Capacidade de sugerir ideias 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Cooperação: disposição quando solicitado 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Conhecimento necessário às atividades planejadas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
AUTONOMIA E RESPONSABILIDADE 
Iniciativa 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Disciplina 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Disposição para aprender 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Pontualidade 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Assiduidade 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Reconhecimento das suas limitações 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Destreza na parte prática 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
RESISTÊNCIA E PRESSÃO 
Atenção 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Flexibilidade 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Interesse pelo trabalho 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Persistência 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
ANEXO V: TERMO DE RESTRIÇÃO DE IMAGENS COMPROBATÓRIAS DE ESTÁGIO 
 
 
TERMO DE RESTRIÇÃO DE IMAGENS 
 
Pelo presente Termo, na condição de Supervisor(a) de Estágio ou o(a) Representante da Empresa 
abaixo assinado(a), declaro que não é permitida a realização de imagens do local de estágio para 
evidenciar as atividades realizadas, conforme a justificativa descrita abaixo: 
 
Justificativa: 
_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________ 
 
Em razão da restrição mencionada, o(a) aluno(a) do estágio não deverá realizar registros de 
imagens durante o período de estágio, sendo esta decisão tomada em conformidade com as 
normas internas da empresa/organização. 
 
Por fim, o presente Termo deverá ser incluído como anexo ao Relatório de Estágio do aluno(a), 
conforme estipulado no Regulamento de Estágio. 
 
 
___________________, _____ de __________________ de _________. 
(Cidade, data, mês) 
 
 
_________________________________________ 
Supervisor(a) de Estágio ou o(a) Representante da Empresa (necessário incluir carimbo com CNPJ) 
 
 
 
 
 
	1 DADOS GERAIS 
	 
	ANEXO IV: FICHA DE AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADOPsicologia Social. Segundo Bueno et al (2025), a Psicologia Social tem novas 
“perspectivas” para essa área de atuação, pois há uma variedade de possibilidades de 
vertentes, uma característica de múltiplas faces com inúmeras vertentes. 
 Apontando para o conceito dessa área, Kenneth J. Gergen um psicólogo social, nos dá 
uma definição de Psicologia Social: "A psicologia social é usualmente definida como 
ciência do comportamento humano e a psicologia social como aquele ramo dessa ciência 
que lida com a interação humana." (Gergen, 2008). 
 Os serviços prestados no Cras pelo psicólogo social (um dos técnicos de referência) se 
alinham às REFERÊNCIAS TÉCNICAS PARA ATUAÇÃO DE PSICÓLOGAS(OS) NO 
CRAS/SUAS, uma cartilha oficial dada pelo CFP (2021), onde são apresentadas as 
diferentes responsabilidades do psicólogo e do assistente social nesse âmbito. Segundo 
CFP (2021): 
 
 De forma amplificada, podemos pensar o campo ético-políti-co da 
Psicologia na assistência social atravessado pelo compromis-so com a 
promoção e defesa dos direitos de cidadania, o que im-plica o 
reconhecimento das cidadãs e dos cidadãos como sujeitos de direitos, 
bem como na construção de formas de enfrentamento das 
vulnerabilidades sociais e do acolhimento das diversidades. (CFP, 
2021). 
 
 Este órgão é responsável por reconhecer indivíduos ou famílias que precisam de 
assistência básica, havendo uma equipe preparada realização de visitas domiciliares, para 
levantamento de possíveis resoluções, de pessoas de baixa renda que podem ter acessado 
direitos como: Benefício de Prestação Continuada (BPC); Benefícios Eventuais; 
Benefícios de Transferência de Renda (Medeiros, 2020). 
 O objetivo do relatório deste estágio, é apresentar as problemáticas e carências do 
 
 7 
 
público alvo, e as sanções vindas das funcionalidades do CRAS, em que os aprendizados 
foram apreendidos na prática no curso de Psicologia. 
 
3. Desenvolvimento: 
 Para melhor compreensão do desenvolvimento, haverá três divisões, a primeira será a 
exposição em detalhes da “rotina”, junto aos casos recebidos, classificados como 
“Principais atividades desenvolvidas”, a segunda parte será a apresentação do 
embasamento teórico e científico, que se associam e justificam a existência da efetividade 
do CRAS, a terceira a apresentação de alguns registros fotográficos, mas garantindo a 
segurança de identidade dos envolvidos. 
 
4. Atividades Desenvolvidas: 
Data 26/03: A estagiária foi recepcionada pela coordenadora do CRAS, onde explicou a 
sua função, e os recentes programas que realizou junto aos funcionários ultimamente, e os 
programas que “toma frente”, assim como as visitas institucionais recém feitas. Em 
seguida, a apresentou ao psicólogo/preceptor do CRAS. 
 Houve orientação da parte do preceptor, sobre suas competências enquanto técnico do 
CRAS, e como se envolve com o Serviço Social, apresentou as demandas que recebe e 
para onde encaminha (para os CRAS’s por exemplo) os mais diversos públicos, 
apresentou também os serviços que funcionam e os que não funcionam, como o Serviço 
de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV, que não funciona a dois anos. 
Foram apresentados os profissionais à estagiária e suas funções e setores, e o ambiente de 
modo geral (recepção para o público, sala da coordenação, sala das crianças - Projeto 
Criança Feliz, 1 cozinha e 1 copa, 4 banheiros: sendo 2 femininos, um para o público e 
outro para as funcionárias, e 2 masculinos um para os funcionários e outro para o 
público, sala para realizar o começo do processo do Cadastro Único e sala onde o 
psicólogo e assistente social atuam ( os técnicos de referência), e da disponibilidade do 
transporte exclusivo para a instituição, para os funcionários realizarem as visitas 
domiciliares, quando solicitados. 
A estagiária foi orientada e acompanhada a como emitir a Carteira do Idoso, assim como 
recebeu explicações sobre o sistema que apenas os técnicos de referência utilizam para 
efetuar suas atividades para a população. 
 
 8 
Data 31/03: A estagiária recebeu novamente instruções quanto ao sistema, foi explicado 
que antes de um técnico assumir o cargo (por meio de um concurso público), este passa 
por um processo de “capacitação”, e a informação de que os funcionários estavam a 
espera do curso preparatório para um novo sistema atualizado do Governo Federal, que 
não mais solicitaria o número do NIS, mas o número do CPF, com intuito de reduzir a 
burocracia. A estagiária realizou emissão de três Carteiras do Idoso, e recebeu orientações 
sobre as condições (dadas por lei) para as emitir. 
A realizadora deste relatório, teve acesso aos prontuários do psicólogo/técnico/preceptor, 
onde pôde ver as demandas descritas em “tópicos", mantendo assim “os detalhes” em 
sigilo, para assim então realizar encaminhamentos necessários para outros órgãos 
públicos. Foi-lhe explicado que o CRAS, tem como um dos objetivos de conscientizar a 
comunidade, de que esta instituição não se resume apenas a “receber benefícios”, ou só 
para “receber o Bolsa Família”, mas realizar atividades de conscientização, que visam o 
crescimento de cidadãos conscientes sobre determinados temas como: autismo, TDAH, 
vacinação, abuso de álcool e etc. 
Data 02/04: Neste dia foram dadas outras instruções sobre o sistema, acompanhou um 
caso do psicólogo preceptor, de uma senhora que apresentou queixa ao seu filho “não se 
comportar bem em casa”, mas apenas na escola. O psicólogo realizou a escuta ativa e 
acolhimento, realizou perguntas básicas à mãe sobre a idade, família, histórico de saúde 
mental, e sobre o convívio em detalhes da criança (a relação com o pai e a mãe), 
horários de refeições e lazer, e o uso de celular. 
Disso, a mãe responde ao psicólogo, e realiza perguntas se poderia ser um possível 
sintoma de TDAH, e para isso o psicólogo esclarece que o CRAS não realiza 
procedimentos de atendimento clínico, mas apenas encaminhamentos para outros setores 
e órgãos públicos. Por isso a encaminhou para o CAPSI Infanto-Juvenil, onde recebe esse 
público de crianças e adolescentes com psicopatologias, esclarecendo que pode ou ser 
que a criança tenha tal transtorno, e por isso o encaminhamento. Neste dia, a estagiária 
realizou a emissão de três Carteira do idoso, e recebeu outras explicações da assistente de 
Serviço Social (outra técnica de referência). 
Dia 07/04: A estagiária acompanhou, e coletou informações em uma visita domiciliar, 
onde uma criança (menino de 6 anos) apresentava “maus comportamentos”, 
 
 9 
“muito agressivo e agitado”, “uma hora ficava bem e do nada chutava as coisas’’, 
segundo o pai e a avó (a mãe da mãe da criança), por ter sido abandonado por sua mãe 
(usuária de drogas). A visita foi solicitada pelo Conselho Tutelar, para que o psicólogo 
técnico analisasse a demanda por inteiro, para poder direcionar o pai para algum órgão ou 
colocá-lo em algum programa do Governo. 
O pai e a avó, relataram que a mãe constantemente, faz “alienação parental”, colocando a 
contra eles, e que apesar da mãe ser dessa forma, eles reforçam/insistem para que o 
menino converse com a mãe por telefone, por mais que ele repetidas vezes não querer 
mais, entrar em contato com ela. 
O domicílio, apresenta-se “limpo”, “organizado”, “adequado para uma criança viver”, de 
pessoas que têm “boas condições de vida”, a criança não aparentava estar “suja”, 
“alterada” ou sinais de maus tratos, o menino tem acesso a uma escola particular e plano 
de saúde. Foi dito ao pai, que ele não se enquadraria em nenhum programa, por este ser 
CNPJ (dono de umaoficina mecânica), mas que ele poderia ir a algum órgão público, 
buscar atendimento psicológico para a criança. 
Data 09/04: Houve uma apresentação na recepção do CRAS sobre o Autismo (2 de 
maio), em que os técnicos de referência (psicólogo e assistente social), apresentaram 
dados, e conscientizaram sobre a importância do CRAS “prevenir” (expuseram os 
sintomas/sinais do autismo na infância) os usuários ou cidadãos da instituição, e trataram 
também dos direitos que autistas possuem, assim como mostraram que “ser autista” 
necessita de uma equipe interdisciplinar, como fonoaudiólogo, psicólogo, nutricionista, 
pediatra, entre outros. Nessas falas, houve participação do público com perguntas e 
contribuições. 
Foi realizada visitas institucionais com o psicólogo/técnico no Centro de Saúde Genésio 
Filho, Centro de Saúde Salomão Fiquene, e Policlínica do Cohatrac, com o objetivo de 
coletar informações sobre os órgãos públicos estarem ou não preparados para receberem 
pessoas para entendimento psicológicos, e aos dias e horários que psicólogos estão 
atuando, assim como saber quais as atividades realizam, como grupo terapêuticos para 
determinados públicos em específico (como para gestantes) e atendimento clínico. 
Os profissionais que atenderam a visita, relataram as áreas que funcionam atualmente, 
quantas equipes por turno, quais profissionais que faltam ter, e inclusive verbas para 
 
 10 
 
 
 
algumas ações sociais. Um ponto em comum entre todas essas instituições é de que 
realizam apresentaçõe sde prevenção a diversas assuntos como: vacinação contra dengue, 
abuso infantil, sobre o autismo, conscientizaçao de saude mental, sobre depressão, 
ansiedade e suicídio, exercício fisico, transmissão de DST’s, entre outros. 
Ao decorrer das coletas de informações, foi observado que algumas destas instituições, há 
uma precariedade de materiais e até mesmo espaço para atendimento psicológico, outro 
ponto, é que estas instituições recebem uma alta demanda de cidadãos de outros bairros 
mais distantes, que não conseguem atendimentos nem serviços em seus próprios bairros, 
mas ainda assim, os funcionários devem atender e prestar seus serviços a esta parcela da 
população. 
Data 14/04: Neste dia foi realizado preparação de um projeto de conscientização 
em combate ao abuso infantil (18 de maio), as estagiárias realizaram atividades 
educativas, junto ás funcionárias, dirigidos para o público de mães de crianças de 2 a 6 
anos, que já receberam algum beneficio no CRAS, e que foram contactadas pela 
assistente social. 
Quanto às atividades educativas (para as crianças), as estagiárias prepararam suas falas, 
assim como selecionaram e criaram algumas atividades para construir/montar/elaborar 
uma espécie simples de “cartilha”, para as mães educarem suas crianças, a se prevenirem. 
Na cartilha estavam informações do que é o abuso e exploraçao suxual, e de que é 
primordial que a mãe converse com a criança sobre as partes íntimas que não podem ser 
tocadas sem o consentimento desta, para que a criança tenha a mãe como ponto de 
“refúgio e segurança”, e fale caso seja abusada sexualmente. 
A estagiária deste relatório, acompanhou também três casos da assistente social, onde 
dois cidadãos e uma cidadã, pediram a solicitação para atualizar o Cadastro Único. Neste 
dia, não houve demanda para o psicólogo. Foi explicado para as estagiárias (pela 
assistente social), que há dias em que os técnicos não recebem nenhuma demanda. 
Data 16/04: Foi realizado duas visitas domiciliares, porém, um dos que haviam 
solicitado a visita do CRAS, não se encontrava em casa. A estagiária acompanhou, e 
coletou informações de outra visita domiciliar com o psicólogo e estagiária do Serviço 
Social. Nesta visita, a demanda foi de abuso sexual infantil, em que uma mãe afetiva 
 
 11 
 
 
(mãe de dois filhos já adultos e empregados), que havia resgatado uma criança (menina) 
de seis anos, da mãe biológica usuária de drogas, que havia “vendido” a criança para um 
senhor, por drogas. 
A assistente social, realizou uma série de perguntas, de como é o convívio da criança, se a 
família da mãe afetiva aceita, se ela tem dificuldades na escola e a mãe respondeu que no 
começo foi “muito difícil”, pois a criança roubava os colegas de classe, não obedecia aos 
professores, nem mesmo a mãe afetiva. Relatou também sobre seus filhos mais velhos 
terem sido francos com ela, caso os maus comportamentos da criança continuassem (se 
referiam a colocá-la no orfanato). 
A visita consistiu em pesquisar suas condições e porquê da solicitação do CRAS, a mãe 
afetiva disse que foi encaminhada pelo juiz para o CRAS, pois ela havia recusado a ajuda 
sigilosa de se mudar para outro estado, por ela ser “perseguida”, se sentir “ameaçada”, 
pelos companheiros da mãe biológica, pois esta não queria que a mãe afetiva “cortasse” o 
benefício que recebe do Governo: Bolsa Família. 
A assistente social relatou que ela não se enquadra para receber benefícios como o 
Auxílio Aluguel (um benefício de 400R$ temporário, podendo durar um ano, dependendo 
do município e estado), por sua situação financeira não condizer com os parâmetros 
necessários para receber o benefício, porém, foi encaminhada para o psicólogo do CRAS, 
poder encaminhar esta para algum CAPS, tanto ela (mãe afetiva) como a criança. 
Com o psicólogo, foi discutido acerca das desavenças e conflitos que o psicólogo pode 
encontrar, inclusive casos de “crimes”, em que o Conselho Tutelar solicita a atividade do 
psicólogo. O psicólogo relatou que há casos, que fogem das competências do CRAS, mas 
que ainda assim realiza o que pode efetuar enquanto psicólogo social. 
Data 23/03: Outras duas visitas foram realizadas, uma foi em um condomínio fechado, 
onde o caso foi sobre um menino apresentar agressividade, e desrespeito constante ao 
padrasto e a mãe. O padrasto estava presente mas a mãe estava no serviço, a visita foi 
solicitada por estes devido ao autismo, o psicólogo questionado sobre como é o convívio 
com a criança, se estuda, se faz os deveres de casa, e como é a relação deste com pai 
biológico, o padrasto respondeu que com o pai biológico, o menino obedece, “põe 
moral”, e reclama que eles padrasto e a mãe “que não tem moral e pressão”. 
A outra razão pelo qual o CRAS foi solicitado, era pra verificar novamente a necessidade 
 
 12 
 
 
 
ou não de atualizar ou não os dados da criança no programa BPC Benefício de Prestação 
Continuada , pois o valor não estava mais “caindo” , o psicólogo realizou a petição para 
que em outro momento, e dia fosse marcado a visita,mas com a mãe presente, junto com 
os documentos da criança. 
Foi explicado ao padrasto que o CRAS não realiza atendimento clínico e contínuo, mas 
que encaminha para os CAPSI Infanto-Juvenil. 
Foi realizada solicitação de emissão de Carteira do Idoso para dois idosos, porém os 
mesmos idosos não tinham a idade certa para obterem. 
Data 28/04: Foi feita a emissão de cerca de quatro emissões de Carteira do idoso, pela 
estagiária, com acompanhamento e supervisão do psicólogo/técnico, e inicio de inscrição 
de mulheres para um curso gratuito de manicure e pedicure, promovido pelo SENAC, 
onde a estagiária contactou com cerca de vinte mulheres, para informá-las, para caso 
tivessem interesse, solicitar documentos precisos (comprovante de residência, identidade, 
comprovante de conclusão do ensino médio ou fundamental, ou curso superior), para se 
inscrever presencialmente, com os técnicos de referência. 
Data 30/04: Foi realizado visitas a uma cidadã que solicitou serviços do CRAS, ondeesta tem dois filhos, um de 2 anos, e outro de 1 ano e 7 meses. O mais velho 
 foi diagnosticado com autismo, e faz acompanhamento, pois “desde o começo” a mãe 
“percebia o olhar diferente da criança”, assim como a avó. 
 Houve atraso da parte da mãe em vacinar as crianças, de acordo com a carteira de 
vacinação. 
Esta mãe, foi ao Conselho Tutelar quando ela procurou por seus direitos de mãe de uma 
criança autista, pois o pai “não ajudava muito”. 
A mãe passou a guarda para avó, pois atualmente se encontra desempregada, e a avó que 
tem condições de cuidar de seu filho, porém, a avó estava em Anapurus. A mãe se 
separou do pai, dois anos atrás, e que este “fala e faz pouco pelas crianças”. A avó, ainda 
não recebe nenhum benefício BPC pois a perícia está em andamento (prevista para 
Agosto), mas a avó já recebe Bolsa Família, benefício que ela divide com a filha. A casa 
tem três quartos, duas salas, um banheiro, uma cozinha e um banheiro, e parecia estar 
“limpa e organizada”, apropriada para abrigar as crianças. 
A mãe provavelmente vai ficar responsável pelo cadastro, para conseguir acesso aos 
 
 13 
 
programas de saúde e educação da criança. A assistente social, irá acompanhar o caso 
desta mãe, prestando serviços de convivência e incluir a criança no Programa Criança 
Feliz. 
 Na segunda visita, foi um caso de uma idosa de 89 anos que, antes, não tinha quem 
morasse com ela, mas atualmente possui uma cuidadora, que reside com ela. Ela tem uma 
amiga que a visita constantemente, e comunica-se “sempre” por telefone com ela. Foi-lhe 
questionado como está sua saúde, e se a equipe de ajuda à saúde está a acompanhando 
(foi solicitado pela assistente social), ela respondeu que sente as dores de “sempre’’ e que 
não está recebendo as visitas da equipe da saúde. A idosa, apresentou-se “limpa”, e 
“lúcida", já foi encaminhada para o CREAS PSI. 
Data 05/05: A estagiária acompanhou cerca de três dos atendimentos da assistente social, 
onde os serviços foram para atualização de Cadastro Único de duas senhoras, e outro 
atendimento para um adolescente de 14 anos e autista (BPC), pois não houve demanda 
para o psicólogo neste dia, e acompanhou dois casos do psicólogo/técnico onde este 
esclareceu dúvidas quanto aos benefícios e atualização do Cadastro Único. 
Data 07/05: Neste dia, foi realizado a programação preparada pelas estagiárias e 
funcionários sobre o mês de maio - prevenção e combate contra o abuso infantil (18 de 
maio, dia nacional do combate contra exploração e abuso infnatil), um momento de 
conscientização dirigido às mães de crianças de 2 a 6 anos de idade, onde houveram falas 
do psicólogo, da estagiária deste relatório, da coordenadora e da assistente social. 
As falas consistiram de apresentar dados e estimular as mães a entenderem que as 
crianças podem apresentar um repertório comportamental (choro constante, isolamento, 
agressividade, retração) por estarem sendo não só abusadas, como silenciadas ou 
manipuladas pelo abusador, foi explicado pela estagiária deste relatório, que os dados 
sociológicos estatísticos provam que na maioria dos casos, os abusadores são próximos à 
família da criança, ou que são da própria família. 
A estagiária também esclardceu, a diferença enrtre exploração sexual (se trata de 
recompensar a criança com dinheiro, bombom ou brinquedo, pra que não fale a ninguém) 
e abuso sexual (manipulação que pode ser com o objetivo de fazer com que a criança 
normalize o abuso e se familiarize com o abusador, e coação, onde o abusador refere-se 
 
 14 
 
 
 
ser “preso”, construindo na criança a culpa se caso ela fale a alguém). A programação 
terminou com um lanche, e compartilhamento de materiais educativos para as mães. 
Data 12/05: Não houve demanda para nenhum dos técnicos de referência. 
Data 14/05: Visita institucional- onde a coordenação do CRAS Cohab propôs realizar 
uma associação com uma diretora de uma escola infantil e fundamental, focada em 
efetuar ações sociais com um grupo vulnerável de idosas, realizando o serviço de 
convivência e fortalecimento de convívio, as convidando para passeios, rodas de 
conversas, oficinas (artesanato, culinária) palestras (saúde mental do idoso). 
Nessa visita foram realizadas discussões sobre possíveis materiais a serem utilizados 
(materiais de artesanato: papel, tinta, cola, etc., ingredientes para oficinas de culinária, 
equipamentos de áudio e vídeo para palestras, e materiais impressos: folhetos, cartazes, 
etc.), e levantamento de possíveis datas, quantidade de idosas projeto de convivência e 
fortalecimento de vínculos para idosas. 
19/05: Não houve demanda para nenhum dos técnicos de referência. 
21/05: Foi realizado duas visitas domiciliares, onde uma não pode ser concluída pela 
pessoa não estar em casa, e a outra visita foi para uma família composta por uma senhora 
de 57 anos (mãe e avó), uma adulta de 29 anos (é filha da senhora e tia 
do adolesente) e um adolescente de 15 anos se encontram em situação de vulnerabilidade, 
por não terem como custear as necessidades básicas, como pagar 
aluguel, comprar mantimento e pagar conta (luz, gás, água). A mãe e filha se encontram 
em situação de saúde mental comprometida devido ao constante estresse e conflitos de 
como educar o adolescente, e por estarem desempregadas. 
A senhora apresentou queixa de dores constantes nas costas e dores de cabeça, e de 
pressão baixa, de que já sofreu um infarto a alguns meses atrás, uma queixa da forma 
como a filha a culpa por se “vitimizar” e “vitimizar o menino”, enquanto a filha queixa da 
forma “passiva”, que a mãe educa o neto, “a ponto de se ver na obrigação de sair do 
trabalho para criar” o sobrinho. 
A assistente social as encaminhou para o psicólogo do CRAS, por receber a queixa da 
senhora que se sente “depressiva”, “cansada”, constantemente, por “brigar” com a filha 
que a julga como uma pessoa que “pega pesado demais” com a criação do adolescente. 
 
 15 
 
 
 
 
Foi realizada uma visita institucional próximo ao CRAS, no CREAS, onde foi realizado 
uma palestra (com tema Conhecendo os Serviços da Defensoria Pública do Estado), e 
apresentações artísticas de idosos e idosas. 
26/05: Neste dia houve atendimento para um idoso (em estado grave saúde, mas lúcido, 
consciente) que foi encaminhado para o órgão CREAS, onde para o seu caso precisará 
dos serviços e auxílio da Defensoria Pública. 
Foi orientado acerca de casos que estão em desligamento, ou seja, famílias que não 
continuam mais com os benefícios ou serviços (estes são os que não atualizaram seus 
cadastros, ou quando de endereços ou estados). Foram recebidos duas cidadãs, (uma era 
acompanhante da outra) onde uma apresentou laudos médicos provando seu diagnóstico 
de epilepsia, problema de audição e tumor no cérebro. Sua procura foi espontânea pelo 
Cras, para análise de possíveis chances de se cadastrar no Cadastro Único, pois não 
apresenta condições de trabalho. A que possui os diagnósticos, é mãe de três filhos. 
28/05: Houve uma visita institucional no CAPS i, acolhe adolescentes e crianças em 
sofrimento psíquico, nesta visita recolheu-se informações sobre o seu funcionamento e 
profissões que estão envolvidos na instituição, realizando seus deveres e competências do 
modo direto e interventivo, e com foco a reduzir os sinais e sintomas de psicopatologias. 
Foi explicado que ali foca no público de crianças e adolescentesconforme as diretrizes do 
ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), é uma instituição com conveniada ao SUS, 
com profissionais como médico psiquiatra, terapeuta ocupacional, psicólogo, e 
farmacêutico, aberto de segunda à sexta das 8h às 18h. 
02/06: Houve acompanhamento com Serviço Social, em que as demandas foram 
espontâneas, de dois idosos que buscaram o novo benefício recente do governo de viagem 
gratuita para idosos, onde foi preciso esclarecer a estes as condições precisas para se 
beneficiarem do programa (Duas vagas gratuitas por veículo de transporte interestadual 
(rodoviário, ferroviário ou aquaviário. Desconto mínimo de 50% no valor das passagens, 
caso as vagas gratuitas já tenham sido preenchidas. Fonte: Idosos com Dignidade.com 
por Fernanda 16 de abril de 2025), e dois adolescentes PCD’s acompanhados de seus 
responsáveis para renovar o benefício para BPC. 
 
 
 16 
 
 
http://dignidade.com
https://idososcomdignidade.com.br/author/fernanda/
https://idososcomdignidade.com.br/2025/04/16/beneficios/novo-beneficio-idosos-2025/
Já aos atendimentos deste dia para o psicólogo, foram cerca de três emissões de carteira 
para idosos, e um caso de uma mãe solo onde havia procurado o CRAS anos atrás para 
receber benefícios BPC por seus três filhos com “deficiências” porém, atualmente não 
recebe mesmo tendo sido submetida a todos os procedimentos de verificação de seus 
filhos serem ou não “deficientes”, e por isso a sua busca foi espontânea. Ela esclareceu 
que havia passado pelo processo de perícia, e que um dos profissionais havia lhe 
garantido que “quase tudo estava certo” para ela poder receber o benefício. O psicólogo 
lhe solicitou alguns documentos e outro retorno para averiguar mais a fundo o seu caso, 
assim como este lhe apresentou o seu estado atual no CADúnico. 
Outra demanda do psicólogo técnico foi de um caso mandado pelo Conselho Tutelar, 
apresentando um adolescente de 15 anos com Transtorno Opositivo Desafiador ser um 
agressor à sua avó de 94 anos, onde houveram denúncias de terceiros e de familiares, 
resultando no afastamento da avó do adolescente, provocando no mesmo, depressão de 
grau maior. Seu caso se resume em ser encaminhado para o CRAS, para ser contemplado 
pelo Serviço de Convivência Fortalecimento, que atualmente está inativo por falta de 
verbas. 
04/06: No último dia, o psicólogo recebeu demandas de emissão e carteira de idoso, e 
um caso de uma jovem de 23 anos que procurou o CRAS de forma espontânea, relatando 
ter vivido um surto por ter consumido cannabis pela primeira vez, e ter tido episódios 
suicidas, e de alucinações auditivas, resultando em se sentir culpada, e sentir que 
precisava se isolar de sua família e namorado para não obedecer “as vozes” que lhe 
mandavam “machucar” sua mãe, pai e avó e companheiro. Ela apresentou perguntas 
sobre sua ansiedade e depressão, e sobre os medicamentos recomendados pelo psiquiatra 
a uma semana atrás. 
A cidadã, foi acolhida e orientada sobre o CRAS não ser o órgão que “trata” de pessoas 
com problemas de saúde mental, mas que recebe e efetua os direcionamentos, portanto, 
ela foi encaminhada para o CAPS III onde poderá receber os atendimentos necessários 
conforme sua necessidade. De acordo com a Agência (SECOM, 2023): “O CAPS é um 
serviço de saúde aberto, sem necessidade de agendamento, com atendimento exclusivo 
para adultos (…)”. Após o atendimento, houve uma discussão sobre os deveres dos 
CAPS III, que se baseia em receber, e realizar atendimentos em continuidade aos 
pacientes. 
 17 
 
 
5. Fundamentação teórica: 
 
 A Psicologia, vem crescendo conforme estudos multifacetados de fatores sociais 
que afetam diretamente a conduta e saúde mental do ser humano, é uma área que anda 
com diversas outras áreas e campos como: Medicina, Filosofia, e Direito, Sociologia por 
exemplo. Estas duas últimas áreas junto a Psicologia Social, consideram e trabalham com 
objetos de estudo em comum: cidadania, e direitos. 
 A cidadania segundo Paloma (2025), se define como uma junção de direitos que são 
dirigidos para todos os sujeitos, dentro de um país ou delimitação territorial reconhecida, 
que no qual, são garantidos para a "construção social, política e cultural do país". Este 
entendimento, pode-nos levar ao que a Psicologia Social tem 
como papel diferenciado, diante de uma sociedade com as mais diversas questões e 
problemas sociais, por Farr (1998) lemos: “O objetivo da psicologia social é estudar as 
relações entre o indivíduo e a sociedade, analisando como os fatores sociais moldam o 
comportamento humano." 
 Essa ideação por Farr, evidencia que os direitos garantidos ou não (enquanto fatores 
 sociais), influenciam no comportamento do ser humano, sendo a cidadania a vivência e o 
exercício desses direitos, que nos leva a buscar, identificar e conhecer quais são esses 
“direitos” que devem ser mantidos e garantidos. Segundo a Declaração Universal dos 
Direitos Humanos de 10 de dezembro de 1948 no artigo 25° expõe: 
 
 Artigo 25 1. Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de 
assegurar a si e à sua família saúde, bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, 
habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis e direito à 
segurança em caso de desemprego, doença invalidez, viuvez, velhice ou outros 
casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle. 
(ONU, 1948). 
 
 Mediante esta declaração, é válido direcionar a atenção para a realidade de cada país e 
suas circunstâncias atuais, resultantes de seus históricos, o que nos permite entender a 
necessidade, da garantia de políticas públicas, que promovam sanções ou melhores ações 
interventivas, que reduzem “injustiças” à dignidade humana. Assim, colocamos outros 
objetos de estudo: a equidade, justiça e política na sociedade. 
 
 18 
 
 De acordo com John Rawls (1971): "A justiça como equidade é uma concepção de 
justiça política que se baseia na ideia de que a sociedade deve ser estruturada de 
forma a garantir a igualdade de oportunidades para todos os seus membros, especialmente 
os menos favorecidos". Nesta pontuação, adentramos ao que o CRAS, no Brasil realiza 
com “os menos favorecidos”, identificando-os por território, e exercendo o que lhes 
compete fazer. 
 Outro caminho da Psicologia Social, está a Psicologia Social Crítica que segundo 
Martín-Baró (1986), esta ramificação da Psicologia é: "Uma psicologia que busca 
compreender os processos psicossociais em seu contexto histórico e social, e que se 
compromete com a transformação das estruturas sociais injustas e opressivas." (BARÓ, 
1986). Essa afirmação, nos diz que a Psicologia se propõe e se preocupa com as pessoas 
que nascem e se desenvolvem em condições precárias de vida, fazendo assim da 
Psicologia não ser “elitista”, ou ser “exclusiva”, mas um campo de fato “humano, 
direcionada para todos.” 
 O CRAS, sendo uma instituição que acolhe públicos vulneráveis, entendemos que este 
órgão é uma tentativa governamental de “amenizar” tais problemas sociais, de direcionar 
meios de prevenir e promover dignidade “aos menos favorecidos”, o que nos concede 
“abrir as portas” para considerarmos os problemas que ainda persistem e crescem no 
Brasil, que “geram/reproduzem” os “menos favorecidos.” Por isso, o conceito de 
identificação do CRAS Cohab, deve aqui ser constatado: 
 
 O CRAS Cohab /Forquilha – São Luís – MA ( Centro de Referência de 
Assistência Social ) é um equipamento público mantido pelo MDS (Ministériodo Desenvolvimento Social). Ele foi criado com o objetivo de fornecer apoio e 
proteção assistencial a pessoas que residem em áreas consideradas de 
vulnerabilidade social. Uma das atribuições do CRAS é viabilizar o acesso a 
projetos e benefícios governamentais. (BRASIL, 2019). 
 
 Quanto aos públicos vulneráveis contemplados pelo CRAS, estão: Famílias e pessoas 
em situação de desproteção social, pessoas com deficiência, idosos, crianças retiradas do 
trabalho infantil, pessoas inscritas no Cadastro Único, beneficiários do Bolsa Família, 
beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre outros. (BRASIL, 
2019). 
 19 
 
https://cras.br.com/cras-cohab-forquilha-sao-luis-ma-endereco-e-atendimento/
 Olhando para o retrato geral brasileiro, em relação à fome, vemos Salati (2025), levantar 
um questionamento, do por quê o Brasil ter tantos cidadãos passando fome, sendo o país 
um “grande produtor de alimentos.” Neste cenário, é importante mencionar o que o 
Governo Brasileiro tem feito ou está realizando, para sancionar este problema. Segundo a 
Secretaria de Comunicação Social (2025), há um plano nomeado III Plano Nacional de 
Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan), que consiste em retirar o Brasil da fome até 
2026. 
 Este projeto apresenta oito “diretrizes” apresentadas pela Secretaria de Comunicação 
Social (2025), que são: 
 
1.Fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional 
(Sisan) com governança participativa e intersetorial; 
2.Superação da fome por meio de acesso à renda e políticas públicas; 
3.Garantia de acesso à terra e à água; 4.Sistemas alimentares resilientes diante das 
mudanças climáticas; 5.Fomento à produção de alimentos saudáveis por agricultores 
familiares e comunidades tradicionais; 
6.Redução da má nutrição e ampliação da alimentação adequada e saudável; 
7.Garantia do direito humano à alimentação adequada para populações 
vulnerabilizadas, combatendo desigualdades; 
8.Cooperação internacional com base no Direito Humano à Alimentação Adequada. 
(BRASIL, 2025). 
 A segunda diretriz (acesso à renda e políticas públicas), se refere diretamente ao órgão 
público do CRAS, que compõe o conjunto de políticas públicas no Brasil, e que de 
acordo com Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (2009) uma 
publicação dirigida aos trabalhadores do CRAS, apresenta-se neste material que mostra: 
 
Com este espírito, o Ministério ampliou e aprimorou o maior programa do 
mundo de transferência de renda com condicionalidades – o Bolsa Família, 
fortaleceu o Benefício de Prestação Continuada - BPC, instituiu o Sistema de 
Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN, aprimorou ações voltadas à 
geração de trabalho e renda para famílias em situação de vulnerabilidade social e 
instituiu e consolidou o Sistema Único de Assistência Social – o SUAS. 
Também implementou um sistema de monitoramento e avaliação de suas ações. 
 
 20 
 
https://www.gov.br/secom/pt-br
Na consolidação do SUAS destacam-se a reorganização dos serviços por nível 
de proteção, a centralidade do Estado no acompanhamento às famílias, a 
territorialização das ações e a oferta de serviços da Proteção Social Básica, 
prioritariamente para famílias beneficiárias de transferência de renda. 
(BRASIL, 2009). 
 
 Verificamos nessa citação, a junção de alguns exemplos de meios (organizações e 
programas), nos quais as políticas públicas ocorrem no Brasil, que iniciam por meio de 
levantamentos de problemáticas, e dessas problemáticas construção de metas que 
sancionam essas problemáticas “graves”, conforme Almeida e Gomes (2018): "O 
processo das políticas públicas é resultado da interação de diversas variáveis, como 
instituições, atores, ideias e crenças, assumindo que a política pública seria resultado 
dessas interações ao longo do tempo." 
 É significativo manifestar a definição simples do SUAS: "O SUAS é um sistema que 
organiza e articula os serviços de assistência social no Brasil, com o objetivo de proteger 
e promover os direitos dos cidadãos, especialmente aqueles em situação de pobreza, 
vulnerabilidade ou risco." (BRASIL, 2005, p. 15). Essa definição, baseia-se na Política 
Nacional de Assistência Social (PNAS), que também estabelece os princípios e diretrizes 
para a organização e funcionamento do SUAS. 
 Ainda conforme o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e 
Combate à Fome (2025), uma declaração mais recente sobre o exercer do CRAS: 
 
O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) é a porta de entrada da 
Assistência Social. É um local público, localizado prioritariamente em áreas de 
maior vulnerabilidade social, onde são oferecidos os serviços de Assistência 
Social, com o objetivo de fortalecer a convivência com a família e com a 
comunidade. ( BRASIL, 2025). 
 
 Entendemos aqui, um levantamento, “um estudo antecedente”, ou “recolha de dados” 
para a escolha da localização do Centro de Referência, papel esse desempenhado pelos 
Agentes Comunitários de Saúde (ACS), citando novamente a publicação do Ministério do 
Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, intitulado: 
Orientações Técnicas Centro de Referência em Assistência Social- CRAS (2009): 
 
 21 
 
https://www.gov.br/mds/pt-br
https://www.gov.br/mds/pt-br
https://www.gov.br/mds/pt-br
https://www.gov.br/mds/pt-br
 A oferta dos serviços no CRAS deve ser planejada e depende de um bom 
conhecimento do território e das famílias que nele vivem, suas necessidades, 
potencialidades, bem como do mapeamento da ocorrência das situações de risco 
e de vulnerabilidade social e das ofertas já existentes. (BRASIL, 2009). 
 
 Reconhecendo o papel de modo geral do CRAS, podemos aqui nos aprofundar mais 
sobre como a sociedade brasileira se encontra, e de como a mesma sustenta a 
desigualdade social que afeta de diversas formas a vida/dignidade de cidadãos que não 
possuem condições dignas “de viverem bem”, com acesso à educação, saúde, 
alimentação, segurança, acesso a lazer e entretenimentos culturais. 
 É importante avaliarmos as razões e porquês das políticas públicas serem essenciais em 
um país demoratico com desigualdade social. Conforme Celina Souza em seu artigo de 
2006, vemos como esta afirmação faz-se ser atual e enquadrada com a realidade 
brasileira: "As últimas décadas registraram o ressurgimento da importância do campo de 
conhecimento denominado políticas públicas, assim como das instituições, regras e 
modelos que regem sua decisão, elaboração, implementação e avaliação." (SOUZA, 
2006). 
 As políticas públicas desempenham um papel crucial no Brasil, pois cooperam para 
garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, como saúde, educação e segurança. Além 
disso, elas contribuem para reduzir as desigualdades sociais e econômicas, promovendo 
um desenvolvimento mais justo e sustentável. Isso sinaliza o que consta nos documentos 
da Constituição Federal de 1988 e a Política Nacional de Assistência Social (PNAS), que 
destacam a importância das políticas públicas na promoção da igualdade e do bem-estar 
social. 
 Pela Constituição Federal (1988) observamos: 
 
 Art. 216-A. O Sistema Nacional de Cultura, organizado em regime de 
colaboração, de forma descentralizada e participativa, institui um processo de 
gestão e promoção conjunta de políticas públicas de cultura, democráticas e 
permanentes, pactuadas entre os entes da Federação e a sociedade, tendo porobjetivo promover o desenvolvimento humano, social e econômico com pleno 
exercício dos direitos culturais. (BRASIL, 1988). 
 
 
 22 
 
 Ao considerarmos o direito ao trabalho em nosso país, vemos nos dados recentes do 
IBGE (2025), que há cerca de 7,7 milhões de desempregados no 1° trimestre de 2025, 
considerando 40.679mil pessoas classificadas como “abaixo da idade de trabalhar”, 
102.483mil ocupados (trabalhadores), 7.714mil desocupados (desempregados), 66.975mil 
pessoas fora da força de trabalho. Segundo Nunes (2025): Houve um aumento de 0,8 
ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior (6,2%), terminado em dezembro, 
mas uma queda de 0,9 p.p. em comparação ao mesmo período de 2024 (7,9%). 
 Por este prisma, podemos levantar a possibilidade de que houve um aumento pela busca 
dos serviços do CRAS, pois de acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Social 
(2025): “Mais de 155 mil famílias vulneráveis foram atendidas nas recepções do Cras em 
2024”, título de um artigo online, dessa secretaria que aborda sobre a noção de contagem 
de cidadãos serem atendidos no CRAS, mais além, Kelner e Medeiros (2024), apresentam 
uma nota técnica exibindo dados de agosto de 2012 a novembro de 2023, de que de fato 
houve um aumento significativo de famílias cadastradas no Cadastro Único e em outros 
programas realizados pelo Governo Federal do Brasil. 
 Kelner e Medeiros (2024) apresentam dados gráficos de quatro categorias: o primeiro 
gráfico apresenta a “Quantidade total de famílias inscritas no Cadastro Único” onde são 
apresentados fatores que sociais como o crises econômicas no país, e o período 
pandêmico da COVID-19; o segundo “Quantidade de famílias em situação de pobreza, 
segundo os critérios do Programa Bolsa Família”; o terceiro “Quantidade de famílias com 
renda per capita mensal acima de meio salário-mínimo; e quarto gráfico “Evolução do 
Perfil de renda das famílias inscritas no cadúnico”. 
 Estes dados clarificam que a busca por emprego e a necessidade de acesso a programas 
sociais do governo brasileiro estão relacionadas, pois muitos trabalhadores enfrentam 
dificuldades para se inserir ou se manter no mercado formal de trabalho. Especialistas 
apontam que, diante de um quadro de instabilidade econômica, diversas famílias 
recorrem ao Cadastro Único e a programas como o Bolsa Família para garantir condições 
básicas de vida. Dessa forma, políticas públicas voltadas à qualificação profissional e ao 
incentivo à empregabilidade desempenham papel na redução da vulnerabilidade social. 
 Bem sabemos que por de trás do emprego, há um processo “evolutivo”, essencial, que 
movimenta e constroi toda a sociedade, e que capacita os cidadãos a entrarem no mercado 
de trabalho, e que também é reconhecido como um direito básico para todos: acesso e 
 
 23 
 
https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/01/31/desemprego-vai-a-62percent-no-trimestre-terminado-em-dezembro-diz-ibge.ghtml
direito à educação. Conforme um artigo disponível no site da Agência Brasil, por Vitor 
Abdala (2024) aqui no Brasil: 
Uma parcela de 19,8% dos jovens de 15 a 29 anos no Brasil, ou seja, um entre cinco, 
não estudava nem trabalhava em 2023, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de 
Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (22), pelo Instituto Brasileiro 
de Geografia e Estatística (ABDALA, 2024). 
 
 Com esta informação, refletimos no que esses dados continuam a gerar em nossa 
sociedade: a desigualdade social, sendo a educação dada por lei, e sendo motor primário 
para redução de desempregos. A educação desenvolve um papel fundamental na redução 
da desigualdade social, pois possibilita o acesso a melhores oportunidades (emprego) e 
contribui para a mobilidade social. 
 De acordo com François Dubet (2004): “A democratização do acesso à educação não foi 
suficiente para impedir a reprodução das desigualdades sociais, sendo necessária a 
incorporação de instrumentos de discriminação positiva para alcançar a justiça social.” O 
que nos conduz a ponderar que a propagação de desigualdades sociais, surgem e se 
mantém por estruturas que perpetuam entre os grupos sociais, gerando discriminação,aos 
menos “afortunados.” 
 Identificando diversos problemas sociais, faz-nos refletir a importância da sociedade ter 
apropriação de conhecer os seus próprios direitos, e de quando não são garantidos, 
incentivando inclusive, a futura geração a se assegurar de seus direitos e deveres básicos 
enquanto cidadãos. Segundo Santos et al (2023): “...o Estado não deve abdicar-se do 
que é assegurado por lei. Além de proteger os direitos sociais, bem-estar, e 
desenvolvimento da sociedade, a Assistência Social dá ao cidadão em situação de 
pobreza uma chance de transformar seu estado atual.” 
 Esse laço governamental com a política e população, propicia a nós enquanto cidadãos, 
refletirmos sobre o que significa justiça, que para Rawls (2002): A justiça é a primeira 
virtude das instituições sociais, assim como a verdade o é para os sistemas de 
pensamento.” Observamos aqui, que a justiça não deve ser exclusiva apenas para um 
determinado grupo que se desenvolve com condições adequadas de vida, mas uma 
virtude que precisa existir para todos os espaços e sujeitos sociais, compreendemos que 
 
 24 
 
 
esta possui uma força que apresenta com precisão, a existência de uma ordem social, que 
concede o básico para todos. 
 Um outro aspecto dos deveres do Estado, relacionado também à justiça, e direitos 
básicos, é reconhecer como a saúde pública se encontra atualmente, sendo a saúde um dos 
componentes a manter a integridade da sociedade e que não exclui a saúde mental, mas 
destaca, enfatiza a sua existência a ser tratada/resgatada também pelo Estado/Governo. 
Segundo a CNN (2025), foi realizada uma pesquisa que aponta que “Fila do SUS coloca 
vida da população em risco”, um estudo realizado pelo Instituto Locomotiva. 
 Carneiro (2024), em seu artigo online no site JusBrasil, apresenta que a Constituição de 
1988, dirige-se à garantia do direito de saúde, e que a saúde mental está incluída. Com 
mais especificidade Carneiro (2024) clarifica: 
 
Este dispositivo inclui a saúde mental como parte integral do direito à saúde, 
garantindo que o Estado deve prover as condições necessárias para a sua 
promoção, proteção e recuperação. A previsão constitucional dá base para a 
implementação de políticas públicas voltadas à saúde mental 
e reforça a responsabilidade do Estado em assegurar que todos os cidadãos 
tenham acesso a cuidados adequados. (CARNEIRO, 2024). 
 
 Diante dessa informação, podemos designar as instituições (instituições que o psicólogo 
social pode realizar encaminhamentos) que se responsabilizam diretamente com a saúde 
mental pública no Brasil: os CAPSI (Centro de Atenção Psicossocial), onde o psicólogo 
investiga o contexto do indivíduo, e a saúde mental primeiramente, e após orientações e 
direcionamento para uma dessas organizações públicas conforme a demanda e faixa 
etária. 
 O Ministério da Saúde (2025) salienta: “Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são 
lugares onde oferecem serviços de saúde abertos para a comunidade. Uma equipe 
diversificada trabalha em conjunto para atender às necessidades de saúde mental das 
pessoas…” Estes espaços, denotam que houve também um levantamento antecessor de 
dados territoriais para a inserir estas instituições nas comunidades. 
 Os centros se classificam em: CAPS I, CAPS II, CAPS III, CAPS i (Infanto-Juvenil), 
 
 25 
 
 
CAPS ad Álcool e Drogas, CAPS ad IIIÁlcool e Drogas. Todos recebem pessoas em 
sofrimento intenso psíquico, porém se divergem em quantidade para cada região, público, 
e quantidade de leitos, e se assemelha em receber pessoas com vícios em álcool e drogas, 
mesmo havendo um exclusivo dessa demanda. (BRASIL, 2025). 
 Estas instituições, se aprofundam trabalhando para casos onde determinados cidadãos 
 podem encontrar-se em contextos, onde não conseguem facilmente e naturalmente lidar 
“consigo mesmo”, como por exemplo o público de pessoas viciadas em álcool, que são 
encaminhadas pelo psicólogo social do CRAS, para o CAPS ad Álcool e Drogas. De 
acordo com o Ministério da Saúde (2025): 
 
CAPS ad Álcool e Drogas: Atende pessoas de todas as faixas etárias que 
apresentam intenso sofrimento psíquico decorrente do uso de álcool e outras 
drogas, e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer laços sociais e 
realizar projetos de vida. Indicado para municípios ou regiões de saúde com 
população acima de 70 mil habitantes. (BRASIL, 2025). 
 
 Nesses exemplos de assistências social no CRAS, está o psicólogo social capacitado, 
crucial na promoção e proteção dos direitos sociais para melhor entendimento do que é a 
atuação de um psicólogo no CRAS, o CFP (2008) explica: 
 
1. Serviços: socioeducativo-geracionais, intergeracionais e com famílias; 
sócio-comunitário; reabilitação na comunidade; outros; 2. Benefícios: 
transferência de renda (bolsa-família e outra); Benefícios de Prestação 
Continuada – BPC; benefícios eventuais – assistência em espécie ou material; 
outros; 3. Programas e Projetos: capacitação e promoção da inserção produtiva; 
promoção da inclusão produtiva para beneficiários do programa Bolsa Família – 
PBF e do Benefício de Prestação Continuada; projetos e programas de 
enfrentamento à pobreza; projetos e programas de enfrentamento à fome; grupos 
de produção e economia solidária; geração de trabalho e renda. (CFP, 2008). 
 
 O psicólogo social a conhecer e exercer suas competências, e o espaço de atuação, 
poderá fornecer provas de que a Psicologia está além de um lugar “fechado” (clínica), e 
que deve estar conectada à Sociologia. Por meio de Kenneth J. Gergen (2008) 
compreendemos: "A psicologia social é aquele ramo da ciência psicológica que investiga 
 26 
 
a interação humana e os processos que a influenciam.” 
É um ramo que nos possibilita refletir sobre as relações humanas, ao decorrer da história 
da humanidade, e seus impactos atuais. 
 A Psicologia é essencial pois, estudos indicam que ao levar em conta aspectos 
psicológicos e sociais, as políticas públicas se tornam mais eficazes, promovendo maior 
adesão da sociedade e gerando impactos positivos na redução de desigualdades e no 
fortalecimento da cidadania. Dessa forma, a integração entre psicologia social e políticas 
públicas contribui para a construção de estratégias mais humanizadas e inclusivas. 
 Tais atividades do psicólogo social, se projetam ao desenvolvimento do senso de justiça, 
de humanidade, junto às equipes preparadas que se organizam e articulam nas unidades 
da rede socioassistencial, resgatando o senso de equidade e dignidade para os que são 
carentes de alcançados por estes serviços públicos. 
 
6. CAMPO DE ESTÁGIO: 
Localizado em: CRAS COHAB – SÃO LUÍS, Rua 13 , 0 – Bairro: Cohab Anil IV – 
São Luís – MA – CEP:65053-330. No local contém: na entrada uma recepção para o 
público, sala da coordenação, sala das crianças para o Projeto Criança Feliz, 1 cozinha e 1 
copa, 4 banheiros: sendo 2 femininos, um para o público e outro para as funcionárias, e 2 
masculinos um para os funcionários e outro para o público, sala para realizar o processo 
do Cadastro Único e uma sala onde o psicólogo e assistente social atuam ( os técnicos de 
referência). 
 
7. ATIVIDADES DOCENTES: 
 As atividades do professor orientador, foram assertivas para o processo de estágio, este 
realizou a designação de estagiários para os seus campos de estágio, realizou rodas de 
conversas sobre os casos que estagiários recebiam e direcionava orientações e 
explicações e exemplificações, assim como também compartilhou materiais oficiais 
acerca: da finalidade e definição de estágio, acerca da relação “teoria-prática” (sendo o 
estágio o espaço para aprimoramento profissional), fundamentação legal (leis n° 
11.788/2008, n° 9394/1996, acerca da documentação pelo Conselho Federal de 
Psicologia. 
 
 27 
 
 
 O professor orientador proporcionou aos alunos aulas interativas, integrando teorias 
advindas do meio científico, este também apresentou um vídeo da Dr. Ana Beatriz, uma 
psiquiatra brasileira renomada, com o tema “A problemática da Saúde Mental no mundo, 
no Brasil e nas organizações”, onde ela aborda a relação da Medicina, Filosofia e 
Psicologia, e traz questionamentos e pensamentos pertinentes na atualidade, nas aulas 
foram apresentadas sobre o histórico da “Evolução do conceito de saúde”, junto aos 
princípios e diretrizes da Carta de Ottawa, que também serviu de base para a prática no 
estágio. 
 Quanto às atividades do supervisor técnico do campo de estágio: explicou sobre suas 
competências junto ao Serviço Social, abordando sobre o CRAS ser além do programa do 
“Bolsa Família”, em que o psicólogo acolhe, recebe as demandas e as acompanha, se 
associando às ações sociais com foco de prevenção por meio da conscientização, 
propiciou visitas técnicas e institucionais, para a coleta de informações e discussões dos 
casos, apresentou quanto aos documentos oficiais conforme as orientações e modelo dado 
pelo Conselho Federal de Psicologia. 
 Este realizou orientações sobre a emissão de Carteira do Idoso, sobre os programas do 
Governo e as condições para os programas serem aplicados para os cidadãos que buscam 
voluntariamente ou por encaminhamentos por estes programas, explicou seu dever em 
acolher as demandas mas não as tratar, pois este realiza encaminhamentos para outras 
instituições, de acordo com a demanda que lhe é recebida. 
 
8. CONCLUSÃO: 
 
 O estágio foi de grande importância para término de formação da estagiária, pois o 
campo de atuação proporcionou a acadêmica a ter acesso a outras realidades e públicos 
vulneráveis (como mães solo, idosos que vivem só, idosos de baixa renda, indivíduos 
PCD) que precisam de acompanhamento e encaminhamento psicológico, assim como 
entender os desafios que um psicólogo social pode encontrar nas comunidades. 
 É essencial estagiar em um órgão público, que leva o estudante/acadêmico, a romper 
as barreiras da “clínica”, efetivando suas atividades que lhe concerne com a ética 
profissional. 
 
 28 
 
 Foi aprendido de como as ações sociais, podem unir as pessoas de determinada 
comunidade e vulnerabilidade, assim como os próprios funcionários, para 
conscientizá-los de seus direitos e lutas por esses direitos, por meio dos esforços dos 
técnicos do CRAS, que possuem essa competência de apresentar determinados assuntos 
com intuito de prevenção, ao realizarem rodas de conversas e palestras educativas. 
 O estágio no CRAS - Cohab, também serviu de aprendizagem sobre os mais diversos e 
complexos casos/contextos que os técnicos já receberam, atenderam e acompanharam, e 
de como esses casos refletem a desigualdade social perpetuar tais problemáticas, para as 
futuras gerações, como machismo, etarismo, abandono da parte do pai com filho, 
preconceito com pessoas com alguma psicopatologia já diagnosticada e etc. 
 Este estágio reforçou para a estagiária, a necessidade de estudo constante sobre estes 
problemas sociais, que afetam diretamente a saúde mentaldas pessoas, que adoecem 
afetando a auto estima, que provocam ansiedade e depressão, e até mesmo tendência 
suicida, tal cenário comprovou como os direitos violados são a desordem para a saúde 
pública, formando assim cidadãos doentes emocionalmente. 
 Um aspecto atual, válido de ser mencionado, é o conhecimento de que infelizmente 
alguns órgãos públicos não podem exercer o que lhe é dever de exercer (projetos para 
outros públicos), devido a “ausência de investimento e patrocínio” da parte do “governo”, 
e “prefeitura”, mesmo havendo uma grande demanda, que poderia se beneficiar desses 
projetos. 
 Neste tempo de aprimoramento no CRAS, enfatizou-se a importância do psicólogo ter 
domínio do conhecimento do Código de Ética, e desenvoltura da escuta ativa e 
acolhimento, assim como este profissional deve saber emitir documentos oficiais, 
conforme o CFP, garantindo o sigilo dos “cidadãos”/ “pacientes”, independente da área 
que esteja atuando. Neste estágio, concedeu para a estagiária a oportunidade conhecer 
outros profissionais ( equipe multiprofissional) de outros órgãos públicos que realizam 
seus deveres, da maneira como podem. 
Observação: o supervisor técnico e o supervisor docente permitiram o registro 
fotográfico, desde que os rostos das pessoas fossem “camuflados” 
 
 29 
 
 
 
 
 
9. REGISTROS FOTOGRÁFICOS 
 
 
 
 30 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 31 
 
 32 
 
 
 
 
 
 
 
 33 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 34 
 
 
 
 
 
 
 35 
 
 
 
 
 
 36 
 
 
 
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