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CEEP STI – CARLOS CORREA DE MENEZES SANT’ANNA Curso: Técnico de Análises Clínicas Módulo: Disciplina: Urinálise Turno: Professor(a): Adriano Aluno(a): Data: / / Atividade Avaliação Nota: EXAME FÍSICO DA URINA O exame da urina fornece informações úteis sobre as doenças envolvendo os rins e o trato urinário inferior. Avalia também distúrbios funcionais (fisiológicos) e estruturais (anatômicos). No exame de urina analisamos três fases: 1. Física 2. Química 3. Microscópica Tipos de coleta da urina • Amostra de 24 horas; • Jato médio de micção espontânea, orientar para a assepsia e desprezar primeira porção da urina, na mulher lavar a vulva e o introito vaginal com água e sabão, nos homens lavar a glande e o meato uretral; • Amostras pediátricas; • Amostra colhida por cateter; • Punção suprapúbica. Cuidados na coleta da urina • O recipiente deve ser limpo e seco e estéril quando tiver exame complementar (cultura); • O recipiente deverá ser corretamente identificado: nome, data e horário da coleta; • Coletar de 20 a 100 ml e entregar imediatamente no laboratório. Cuidados com a amostra de urina • Se não for examinada dentro de uma hora e recomendado refrigerar a amostra; • Refrigeração pode provocar aumento da densidade e precipitação de fosfatos e uratos amorfos que podem prejudicar na análise microscópica; • Para corrigir, deixa a amostra à temperatura ambiente por 30 minutos. Alterações na urina não conservada • Degradação da ureia em amônia por bactérias produtoras de urease com aumento do pH; • Glicólise e utilização da glicose pelas bactérias com diminuição da glicose; • Volatilização das cetonas e sua diminuição; • Exposição à luz com decomposição da bilirrubina e sua diminuição; • Há diminuição do urobilinogênio pela sua oxidação a urobilina; • Aumento do nitrito pela redução do nitrato pelas bactérias; • Proliferação de bactérias provocando aumento da turvação; na urina alcalina diluída há desintegração das hemácias e dos cilindros; • Com oxidação ou redução de metabólitos há alteração na coloração. PARÂMETR O EXAME FÍSICO DA URINA: 1. VOLUME Diretamente proporcional à ingestão hídrica. Varia também com a transpiração, na secreção de hormônio antidiurético e na necessidade de excretar grande quantidade de soluto. VALOR DE REFERÊNCIA: de 600 a 2000 ml. Poliúria: Aumento no volume urinário. Ocorre no diabetes, esclerose renal, rim amiloide, glomerulonefrite, uso de diuréticos, cafeína ou álcool que reduz a secreção do hormônio antidiurético. Oligúria: Diminuição no volume urinário. Ocorre na desidratação, vômitos, diarreias, transpiração, queimaduras graves, nefrose e fase de formação de edemas. Anúria: Menos de 50 ml de urina em 24 horas. Ocorre em obstrução da via excretora lesão renal grave, diminuição do fluxo sanguíneo para os rins (insuficiência renal aguda). 2. COLORAÇÃO É devida a um pigmento denominado UROCROMO que é um produto do metabolismo endógeno. A coloração indica de forma grosseira o grau de hidratação ou de concentração de solutos. Procedimento: Observar macroscopicamente a coloração da urina. Cor da urina normal: • Amarelo‐claro; • Amarelo‐citrino; • Amarelo‐escuro; • Âmbar. Condições que alteram a cor da urina: • Presença anormal de bilirrubina, AMARELO‐ESCURO OU AMBAR (com espuma amarela); • Doenças hepáticas: AMARELO ESVERDEADO, CASTANHO OU ESVERDEADO; • Urina com hemácias: ROSA, VERMELHO; • Urina com hipúria (excesso do ácido hipúrico na urina) ou quilúria (presença de linfa na urina): BRANCO; Medicamentos: • Piridium, heludin: LARANJA; • Laxantes a base de antraquinonas, levodopa e fenolsulftaleinas: VERMELHA; • Nitrofurantoina, metronidazol, sorbitol e furazolidona: CASTANHO; • Metrocarbamol: VERDE. 3. CHEIRO A urina possui um cheiro ou odor característico e normal denominado Suis Generis. É muito comum encontrar em urinas de pacientes diabéticos um cheiro de frutas. tornam-se insolúveis, devido a mudança do pH, temperatura e saturação. 4. ASPECTO Refere‐se a transparência da urina. Urina recém-eliminada geralmente é límpida. Procedimento: Observar visualmente: • Límpido; • Ligeiramente turvo; • Turvo; • Acentuadamente. Substâncias que provocam turvação: • Cristais, leucócitos, hemácias, bactérias, sêmen, linfa, lipídeos, células epiteliais, muco e contaminantes (talcos, medicamentos). 5. DENSIDADE VALOR NORMAL: 1.010 A 1.025 Avalia a capacidade de reabsorção renal. Talvez seja a primeira função renal a se tornar deficiente. A densidade medida na urina é influenciada pelo número de partículas dissolvidas bem como pelo tamanho das mesmas. Procedimento: Métodos disponíveis: fita reagente, refratômetro, urinômetro. Refratômetro: Usa‐se pequenos volumes e mede o índice de refratividade. • Calibra o refratômetro com água destilada; • Homogeneizar urina, evitar bolhas; • Carregar o refratômetro; • Fazer leitura em escala especifica Alterações da densidade: Depende do grau de hidratação do paciente variando de 1.005 a 1.030. Aumenta em pacientes submetidos à pielografia venosa (Radiografia da pelve renal e dos ureteres), proteinúria e glicosúria. FONTES BIBLIOGRÁFICAS Tratado e Diagnóstico Clínico por Métodos Laboratoriais - John Bernard Henry. Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais – Curso Técnico em Análises Clínicas– – Etapa 1 MOTTA, V.T., Bioquímica Clínica para o Laboratório, Princípios e Interpretações. 5ª edição, editora Medbook. image6.png image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image1.png image2.svg image3.png image4.jpeg image5.png