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HIPERTENSÃO NA GRAVIDEZ 
 
DIAGNÓSTICO DE HAS NA GESTAÇÃO 
Na gestante, o diagnóstico de hipertensão é um pouco 
diferente. Os valores considerados elevados são: 
• PA sistólica ≥ 140 mmHg 
• PA diastólica ≥ 90 mmHg 
- Na gravidez, bastam duas aferições com um intervalo 
de 4 horas entre elas. 
-Ou seja, se uma gestante apresenta pressão elevada 
na consulta, basta esperar 4 horas e repetir a aferição. 
Se os valores permanecerem alterados, o diagnóstico 
de hipertensão na gestação é confirmado. 
 
DIFERENÇA ENTRE HAS CRÔNICA E HAS 
GESTACIONAL 
-A principal diferença entre os dois diagnósticos é a 
idade gestacional em que a hipertensão foi identificada 
(data que demos o diagnóstico). 
 
HAS CRÔNICA 
-Diagnóstico antes de 20 semanas de gestação. 
-Paciente pode já ter histórico de hipertensão. 
-Uso prévio de anti-hipertensivos, como losartana, 
hidroclorotiazida, anlodipino, entre outros, reforça o 
diagnóstico. 
-Exemplo: Paciente primigesta, 36 anos, 12 semanas e 
4 dias, com pressão elevada antes das 20 semanas → 
Hipertensão crônica. 
 
HAS GESTACIONAL 
-Diagnóstico após 20 semanas de gestação. 
-Sem proteinúria e sem lesão de órgão-alvo. 
-Relacionada a alterações fisiológicas da gravidez. 
 
PRÉ ECLAMPSIA 
-Diagnóstico após 20 semanas de gestação. 
-Presença de proteinúria (aparece em 30% delas) ou 
lesão de órgão-alvo (como insuficiência renal, 
alterações hepáticas, plaquetopenia, sintomas 
neurológicos ou edema pulmonar). 
 
 
-Se houver proteinúria ou lesão de órgão-alvo, o 
diagnóstico muda de hipertensão gestacional para pré-
eclâmpsia. 
-Desde o momento em que o beta-HCG dá positivo até 
40 dias após o parto, o diagnóstico de hipertensão na 
gestação continua relevante. Isso ocorre porque tanto a 
hipertensão gestacional quanto a pré-eclâmpsia podem 
 
 
 
surgir no puerpério, mantendo o risco mesmo após o 
nascimento do bebê. 
 
POR QUE OCORREM LESÕES EM ÓRGÃOS-ALVO? 
-A pré-eclâmpsia não afeta apenas a placenta e a 
pressão arterial, mas também outros órgãos, levando a 
complicações sistêmicas. 
Os principais órgãos-alvo afetados pela pré-eclâmpsia 
são: 
1. Olhos (Retina) → Pode levar à retinopatia 
hipertensiva e turvação da visão. 
2. Rins → Proteinúria e possível insuficiência renal. 
3. Fígado → Pode haver lesões hepáticas e dano 
endotelial (Síndrome HELLP). 
4. Cérebro → Risco de acidente vascular cerebral 
(AVC) e convulsões (eclâmpsia). 
5. Coração e vasos sanguíneos → Pode levar à 
insuficiência cardíaca e disfunção endotelial sistêmica. 
6. Pulmões (menos comum) → Pode haver edema 
pulmonar, embora não seja um órgão primário na 
doença. 
7. Medula→ Produção de células sanguíneas fica 
acometida 
8.Fígado: O hepatócito (célula do fígado) é destruído 
devido à diminuição do fluxo sanguíneo e às alterações 
endoteliais. 
-Isso leva ao aumento dos níveis de TGO e TGP no 
sangue (fígado libera). 
-O fígado pode aumentar de volume, distendendo a 
cápsula hepática que o recobre, o que causa dor no 
hipocôndrio direito (região do fígado). 
-Em casos graves, pode haver ruptura da cápsula 
hepática, gerando sangramento interno. 
-A hipertensão gestacional pode evoluir para pré- 
eclâmpsia, tornando essencial o acompanhamento 
rigoroso da paciente. 
-Assim, sempre que diagnosticamos hipertensão 
gestacional, devemos: 
o Rastrear sinais de lesão de órgãos-alvo. 
o Solicitar exames laboratoriais para avaliar função 
o renal, hepática e outros parâmetros. 
Observar sintomas clínicos: 
o -Edema 
o -Dor no abdômen superior (hipocôndrio direito) 
o -Dispneia 
o -Outras manifestações sistêmicas 
-Em muitos casos, o diagnóstico de pré-eclâmpsia só é 
confirmado após a análise laboratorial. 
 
O QUE É ECLÂMPSIA? 
-A eclâmpsia é caracterizada pela ocorrência de 
convulsões em uma paciente com pré-eclâmpsia. 
-Essa condição é uma emergência obstétrica e requer 
tratamento imediato para evitar complicações graves 
para a mãe e o bebê. 
Durante a crise, a paciente apresenta: Contração de 
todos os músculos do corpo e movimentos repetitivos 
de contração e relaxamento (contração tônico-clônica). 
A eclâmpsia pode ocorrer: 
Durante a gestação. 
No puerpério (após o parto). 
-Assim como a pré eclampsia 
-A pré-eclâmpsia, por sua vez, refere-se aos sinais 
clínicos e laboratoriais que indicam risco de evolução 
para eclâmpsia (convulsão). Se não tratada, pode levar 
à convulsão. 
 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA PRÉ-
ECLÂMPSIA 
-Para diagnosticar a pré-eclâmpsia, avaliamos 
proteinúria por três métodos: 
 
1-PROTEINÚRIA DE 24 HORAS 
• Alterada se > 300 mg de proteína. 
• Coleta da urina das 6h da manhã de um dia até 6h da 
manhã do dia seguinte (exemplo). 
2-RELAÇÃO PROTEÍNA-CREATININA (URINÁRIA) 
• Alterada se > 0,3. 
• Método mais confiável, exceto no puerpério (devido 
ao sangramento vaginal). 
• É um dos mais fidedignos, exceto no puerpério, que é 
preferível proteína de 24 horas ou fita do EAS (pode 
confundir por causa do sangramento vaginal). 
3-FITA DO EAS 
• Alterada se ≥ 2 cruzes de proteína. 
• Método rápido e prático, útil em pronto-atendimento (o 
mais fácil de se fazer). 
 
OUTROS EXAMES LABORATORIAIS IMPORTANTES 
 
1-SISTEMA HEMATOPOIÉTICO 
-Trombocitopenia: 
Plaquetas(Low Platelets) 
 
EXAMES LABORATORIAIS 
-Para diagnosticar a hemólise, é necessário solicitar: 
• Bilirrubina total → Aumentada (acima de 2) 
• Desidrogenase lática (LDH) → Aumentada 
(indicativo de quebra de hemácias)-Acima de 600 
Para avaliar lesão hepática: 
-TGO → Aumentado acima de 60 
-Para diagnosticar plaquetopenia: Contagem de 
plaquetas abaixo de 100.000 
 
CRITÉRIOS PARA CONFIRMAÇÃO 
-Para confirmar o diagnóstico de Síndrome HELLP, é 
necessário que a paciente apresente TODOS OS TRÊS 
critérios: 
1. Hemólise 
2. Lesão hepática 
3. Plaquetopenia 
 
TRATAMENTO 
-O tratamento definitivo é o nascimento do bebê, assim 
como na pré-eclâmpsia. 
 
MEDIDAS ADJUVANTES 
-Se a paciente apresenta plaquetopenia grave, pode-se 
administrar dexametasona na dose de 10 mg a cada 
12 horas para tentar aumentar a contagem de 
plaquetas. 
-Se a contagem de plaquetas estiver abaixo de 50.000, 
há risco muito alto de sangramento. 
- 
-Antes do parto, é necessário transfundir plaquetas. 
-A recomendação é transfundir pelo menos 6 bolsas 
de plaquetas. 
 
ANESTESIA 
-Para cesarianas, tem que utilizar anestesia geral nessas 
pacientes (geralmente a anestesia da cesária é uma 
anestesia nas costas-raquianestesia ). 
-Se a paciente tem plaquetas abaixo de 50.000, há risco 
de sangramento no sistema nervoso central → 
Contraindicado o bloqueio espinhal. 
(Pode ocasionar hipertensão intracraniana) 
• Nestes casos, a anestesia deve ser geral. 
• O bebê deve nascer em até 5 minutos para evitar que 
receba o anestésico e nasça deprimido. 
-O parto pode ser normal ou cesárea, dependendo das 
condições da mãe e do bebê. 
-Pacientes com pré-eclâmpsia geralmente apresentam 
sinais de comprometimento tanto materno quanto 
fetal há um tempo. 
-Se é uma placenta que funciona de maneira diferente, 
ela irá levar menos nutrientes pro bebê (ele vai crescer 
menos). O bebê pode sofrer com Síndrome de 
Restrição do Crescimento Fetal (RCF) devido à 
redução do suprimento sanguíneo pela placenta-> 
muito comum em pacientes com pré eclampsia. 
 
Em casos de centralização fetal (priorização do 
fluxosanguíneo para órgãos vitais do bebê devido à falta 
de suprimento sanguíneo), a indução do parto vaginal 
pode ser desfavorável, aumentando o risco de 
sofrimento fetal e perda do bebê. 
-Conclusão: Não há indicação absoluta de cesárea 
para pacientes com hipertensão. Se a mãe e o bebê 
estiverem estáveis, o parto vaginal pode ser possível. 
 
IMINÊNCIA DE ECLÂMPSIA 
-A iminência de eclâmpsia ocorre quando a paciente 
apresenta: 
o Dor no hipocôndrio direito (quadrante superior 
o direito do abdômen). 
o Dor de cabeça intensa. 
o Alteração visual (turvação da visão ou escotomas - 
"pontos brilhantes") 
o Pressão arterial elevada 
‹Essa condição é um aviso de que a paciente pode 
convulsionar a qualquer momento. 
A convulsão é grave porque: 
o Reduz a oxigenação e irrigação placentária 
o levando à hipóxia ou anóxia fetal. 
o Aumenta a contração uterina, comprometendo 
o ainda mais o fluxo sanguíneo para o bebê 
-Quando isso ocorre, vou trata-la com sulfato de 
magnésio. 
 
TRATAMENTO COM SULFATO DE MAGNÉSIO 
-O sulfato de magnésio é um medicamento 
neuroprotetor, com ação sobre o sistema nervoso 
central da mãe e do bebê (protege o bebê, 
principalmente se ele for prematuro). 
-Ele deve ser administrado imediatamente em casos de 
iminência de eclâmpsia para prevenir convulsões e 
proteger o feto. 
Existem vários protocolos para o uso do sulfato de 
magnésio na pré-eclâmpsia e eclâmpsia. Os mais 
utilizados são: 
Zuspan-IM e Pritchard-IV 
 
ESQUEMA DE ZUSPAN (ENDOVENOSO) 
1. Dose de ataque: 
-Misturar 8 ml de sulfato de magnésio 50% com 12 ml 
de água destilada. 
-Isso totaliza 20 ml de solução. 
Administração: 
-Aplicar a solução em 20 minutos, na velocidade de 1 
ml por minuto. 
-Essa dose equivale a 4 gramas de sulfato de magnésio. 
2. Dose de manutenção: 
-Misturar 40 ml de sulfato de magnésio 50% com 460 
ml de soro glicosado 5%. 
Administração: 
-Colocar essa solucão na bomba de infusão, com uma 
vazão de 50 ml/hora. 
-Isso equivale a 2 gramas de sulfato de magnésio por 
hora (varia de 1-2 gramas/h) 
Duração do tratamento: 
-Manter por 24 horas, no mínimo. 
-Lembrando que o tratamento definitivo é o parto. 
 
ESQUEMA DE PRITCHARD (INTRAMUSCULAR) 
~1. Dose de ataque: 
-8 ml de sulfato de magnésio 50% (corresponde a 4 g 
de MgSO,). 
-Diluir com 12 ml de água destilada (AD), totalizando 20 
ml de solução. 
Administração: 
-Aplicar 1 ml por minuto, totalizando 20 minutos de 
infusão. 
-Para reforço da ação, também administrar 10 ml de 
sulfato de magnésio IM em cada nádega. 
2. Dose de manutenção: 
-10 ml IM em cada nádega cada 4 horas, garantindo 
níveis terapêuticos adequados de MgSO, no organismo 
-Esse esquema intramuscular é utilizado quando não há 
possibilidade de infusão contínua endovenosa, como 
em locais sem bomba de infusão ou em situações de 
transferência de pacientes. 
-Zuspan é o esquema + usado. 
 
ATENÇÃO: RISCO DE INTOXICAÇÃO 
-O sulfato de magnésio tem uma dose terapêutica muito 
próxima da dose tóxica, ou seja, o risco de intoxicação 
é alto. 
-Monitorização ideal: Dosar os níveis séricos de 
magnésio a cada 4 horas (seria o ideal de se fazer, 
porém no mundo real, não se consegue receber esse 
resultado rápido, então se investiga a clínica da 
paciente). 
O que analisar na clínica: 
o FR aumentada 
o Diminuição da vazão urinária 
o Depressão respiratória 
o Insuficiência cardíaca ou arritmia 
o Diminuição de reflexos profundos (da patela, 
pupila...) 
-Se houver sinais de intoxicação, o antídoto é o 
gluconato de cálcio. 
-O cálcio age competindo com o magnésio nas células. 
Ele substitui o magnésio, revertendo a intoxicação por 
sulfato de magnésio. 
-Quando a paciente apresenta sinais de intoxicação por 
sulfato de magnésio (como diminuição de reflexos, 
alteração no nível de consciência, entre outros), a 
administração de gluconato de cálcio é fundamental. 
Isso rapidamente reverte os efeitos da intoxicação. 
 
ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL E RASTREAMENTO DE 
RISCOS 
-A assistência pré-natal é essencial como um grande 
rastreamento de riscos, permitindo a identificação 
precoce de problemas e a implementação de medidas 
preventivas. 
Pré-eclâmpsia: O uso de ácido acetilsalicílico (AS) 
(100-200 mg/dia) pode reduzir significativamente o 
risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia, 
especialmente quando administrado em gestantes com 
fatores de risco. 
 
INDICAÇÃO DO USO DE ÁCIDO ACETILSALICÍLICO 
(AS) 
-Início do tratamento: O AS deve ser iniciado na 12ª 
semana de gestação e mantido até a 26ª semana. 
FATORES DE RISCO PARA PRÉ-ECLÂMPSIA 
Fatores de risco maiores: 
• Hipertensão pré-existente. 
• Diabetes mellitus. 
• Insuficiência renal. 
• Fertilização in vitro. 
• Histórico de pré-eclâmpsia com desfecho negativo 
na gravidez anterior. 
Fatores de risco moderados: 
• Índice de massa corporal (IMC) > 30. 
• Idade materna avançada. 
• Histórico familiar de pré-eclâmpsia. 
 
-Quando uma paciente possui um fator de risco maior 
ou dois fatores moderados, a administração de AS é 
indicada para reduzir o risco de complicações graves. 
 
CARBONATO DE CÁLCIO E SUPLEMENTAÇÃO NA 
PRÉ-ECLÂMPSIA 
-O carbonato de cálcio é uma suplementação indicada 
na prevenção de pré-eclâmpsia. 
-Recomendação atual: O Ministério da Saúde orienta 
que 
todas as gestantes, independentemente de fatores de 
risco, façam a suplementação com carbonato de cálcio, 
independente se tenha fator de risco ou não.

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