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2
	 
FACULDADE DE EDUCAÇÃO SANTA TEREZINHA
CURSO DE PEDAGOGIA
 VERONICA VANDERLEY FERNANDES E SILVA 
RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL I
PLANO DE AULA 
 Tuntum
 2024
VERONICA VANDERLEY FERNANDES E SILVA 
RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL I
PLANO DE AULA
Relatório apresentado como requisito para obtenção de nota no componente curricular na disciplina de Estágio Supervisionado Anos Iniciais do Ensino Fundamental I.
ORIENTADORA: Ozianne Pinheiro de Souza
 Tuntum
2024
 
Sumário
INTRODUÇÃO	4
1.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA	5
1.2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Reflexões sobre a importância do Estágio Supervisionado para formação dos saberes docentes	6
3.CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA CAMPO	7
4.RELATORIO DA OBSERVAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE	8
4.1. Relação dos objetivos de ensino	8
4.2. Relação aos conteúdos de ensino	9
4.3. Relação aos recursos didáticos	9
4.4. Relação professor-aluno	10
4.5. Quanto às observações e processos avaliativos	11
CONSIDERAÇÕES FINAIS	12
REFERÊNCIAS	13
INTRODUÇÃO
 
 Este relatório tem por objetivo apresentar as observações e análises realizadas durante o estágio supervisionado nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, abrangendo turmas do 1º ao 5º ano. O estágio supervisionado é uma etapa essencial na formação acadêmica, pois permite ao futuro profissional da educação observar e compreender a rotina escolar, os desempenhos e comportamentos dos alunos, bem como o processo de ensino-aprendizagem na interação entre professores e estudantes.
 O estágio foi realizado na Escola Municipal Pedrina Fernandes de Brito, situada na Rua José Miguel de Freitas, no Residencial Maria Helena, município de Tuntum, Maranhão. Esta instituição, anteriormente denominada Escola Municipal Maria da Salete Carvalho Coelho, foi renomeada em 2021, em conformidade com a Lei Ordinária Nº 37, de 03 de novembro de 2021, conforme descrito a seguir:
Art. 1º - A Escola Municipal Maria da Salete Carvalho Coelho, situada no Residencial Maria Helena, nesta cidade de Tuntum-MA, passa a denominar-se Escola Municipal Pedrina Fernandes Brito.
 A criação da escola foi motivada pela necessidade da comunidade local, que enfrentava dificuldades devido à distância que as crianças precisavam percorrer para estudar em outros bairros. Assim, a instituição foi estabelecida com o objetivo de atender à demanda educacional do Residencial Maria Helena, oferecendo educação infantil e ensino fundamental, do 1º ao 9º ano, nos turnos matutino e vespertino, como parte da rede municipal de ensino.
 Durante o estágio, foi possível interagir diretamente com os estudantes, o que proporcionou uma experiência enriquecedora na aplicação e desenvolvimento de técnicas e habilidades pedagógicas voltadas para o cuidado infantil, bem como para a abordagem e resolução de questões através de uma gestão educativa eficaz. Ao longo do período de observação e prática, houve uma oportunidade de relacionar teorias, conceitos e conteúdos aprendidos em sala de aula com a prática educacional, o que contribuiu para o desenvolvimento de uma identidade profissional e para a descoberta de novos interesses na área educacional.
 Este estágio, além de integrar a teoria à prática, incentivou a continuidade do desenvolvimento profissional e a busca por conhecimentos adicionais após a conclusão do curso de Pedagogia. Tal experiência reforça o valor da formação continuada como meio para o crescimento profissional e para o aprimoramento da prática docente.
 Durante o período de regência no estágio, considero esta etapa essencial devido à experiência prática adquirida diretamente com os alunos em sala de aula e com todo o corpo docente da instituição, com os quais convivi ao longo desses dias. Esta vivência proporcionou-me a oportunidade de observar, pesquisar, planear, executar e avaliar diversos tipos de atividades pedagógicas. Foi nesta fase que efetivamente entrámos em contacto com o ambiente de sala de aula, transmitindo conhecimento aos alunos e assumindo, ainda que temporariamente, o papel de mediadores entre o saber e a realidade prática.
 Esta experiência foi fundamental para o desenvolvimento das minhas competências pedagógicas, permitindo-me aplicar na prática os conceitos aprendidos e compreender de forma mais profunda os desafios e as dinâmicas envolvidas no processo educativo.
1.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
 O Estágio Curricular Supervisionado representa o ponto de partida para a formação do futuro profissional da educação, pois é durante essa etapa que o educando, ao longo de sua formação acadêmica, tem contato com teorias que o capacitarão para desenvolver práticas pedagógicas essenciais à sua futura profissão. Segundo Piconez (2006, p. 53),
 “os estagiários devem compreender o papel da teoria para que, dessa forma, possam aplicá-la na prática pedagógica”.
 O estágio supervisionado permite ao professor em formação não apenas conhecer a realidade da educação em sala de aula, mas também analisar o ambiente educacional, que será, ao longo de seu processo formativo, uma de suas responsabilidades enquanto docente. Tardif (2002, p. 286) complementa:
“Enquanto profissionais, os professores são considerados práticos reflexivos que produzem saberes específicos ao seu próprio trabalho e são capazes de refletir sobre suas práticas, de objetivá-las, partilhá-las, aperfeiçoá-las e introduzir inovações suscetíveis de aumentar suas eficácias.”
 Com base nessa visão, os docentes em formação compreendem que, para consolidarem-se como profissionais reflexivos, precisarão introduzir práticas inovadoras ao longo da graduação, buscando sempre sua eficácia com o objetivo de alcançar bons resultados e construir conhecimento significativo em sala de aula. A função do estágio é preparar os futuros profissionais dos cursos de licenciatura para o primeiro contato direto com o papel de educador, proporcionando uma troca de experiências entre o professor orientador, os alunos e o professor estagiário.
 Assim, o estágio supervisionado é uma etapa essencial do currículo acadêmico, na qual o licenciado assume, pela primeira vez, sua identidade profissional e enfrenta o compromisso com o aluno, a família, a comunidade, a instituição escolar e, consequentemente, com a construção de uma educação inclusiva e democrática. Esse compromisso também implica em um senso de profissionalismo que exige competência e habilidade para desempenhar suas funções com excelência (Andrade, 2005, p. 2).
Neste contexto, as competências acadêmicas do futuro professor devem se consolidar, para que ele esteja preparado a enfrentar os desafios do dia a dia, especialmente com o uso crescente de tecnologias no ambiente escolar. O professor precisa estar apto a adaptar-se a essas situações ao longo de sua carreira, baseando-se na sua formação acadêmica para elaborar métodos e estratégias que possibilitem solucionar os problemas encontrados na educação.
 O Estágio Supervisionado constitui uma das etapas mais importantes na vida acadêmica dos alunos de licenciatura e atende às exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN). A partir de 2006, o estágio supervisionado passou a ser uma proposta com o objetivo de oportunizar ao aluno a observação, a pesquisa, o planejamento, a execução e a avaliação de diversas atividades pedagógicas, promovendo uma aproximação efetiva entre a teoria acadêmica e a prática em sala de aula.
 Desse modo, as diretrizes legais fornecem o suporte necessário para o desenvolvimento do estágio supervisionado e enfatizam a importância do futuro docente como conhecedor de experiências e teorias, capacitando-o para atuar no mercado de trabalhoe desempenhar, com qualidade e responsabilidade, o papel de educador.
1.2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Reflexões sobre a importância do Estágio Supervisionado para formação dos saberes docentes 	
 O Estágio Supervisionado é muito importante para a formação do educador, pois irá promover a relação teoria-prática através das reflexões, análises e experiências vivenciadas dentro de sala de aula. O exercício da prática leva o professor a refletir sobre a sua própria prática. O período de estágio deverá provocar várias reflexões ao estagiário, levando-o a uma compreensão da realidade em que deverá exercer.
 	Portanto o estagiário se vê diante de situações adversas nunca vivenciadas, embora ele tenha estado um dia na escola regular na condição de educando, mas, ainda não tinha pensado sobre a visão de educador. De tal modo que voltando à condição de docente-estagiário é possível constituir um campo de análise focando todas as questões educacionais, observando principalmente as demandas dos alunos como a dos professores. Nesse cenário, Pimenta e Lima (2004) expressam a escopo do estágio,
[...] a finalidade do estágio é propiciar ao aluno uma aproximação à realidade na qual atuará. Assim, o estágio se afasta da compreensão até então corrente, de que seria a parte prática do curso. As autoras defendem uma nova postura, uma redefinição do estágio, que deve caminhar para a reflexão, a partir da realidade. (Pimenta e Lima 2004, p. 45).
 Entretanto a aprendizagem da prática docente, além de proporcionar a aprendizagem da realidade em sala de aula, promove uma interação com a escola em sua totalidade, pois, além dos docentes, ela é composta por outros indivíduos que assumem diferentes funções no ambiente educacional, cabendo aos futuros professores a interação com o meio, dando a devida importância e atenção para todos.
 Segundo França (2005):
O aluno estagiário precisa viver a escola em toda a sua amplitude, agora não mais como aluno, mas sim, direcionando seu olhar como futuro professor para que possa compreender e situar-se nesse contexto educativo de forma a demonstrar competência profissional e compromisso ético para com a sua futura profissão. (FRANÇA, 2005, p. 03)
	 Vale ressaltar o quanto é significativo aos alunos estagiários essa atividade curricular, é notório a integração entre a teoria e a prática, e que por isso, dá o suporte a atividade. Portanto, incumbe ao estagiário clareza de seus objetivos na sala de aula, pois encontrará resultados satisfatórios na aprendizagem dos saberes docentes.
3.CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA CAMPO
 A escola na qual se realizou o estágio foi a Escola Municipal Pedrina Fernandes Brito- EMPFB, da rede municipal de ensino de Tuntum, localizada na rua José Miguel de Freitas no bairro Maria Helena. Sua proposta pedagógica foi elaborada no ano de 2024, o PPP está dividido em tópicos o qual abordam a organização da educação infantil e do ensino fundamental, princípios norteadores, a filosofia da escola, o planejamento, os projetos fixos e anuais, os projetos sociais e por fim o plano de avaliação e o calendário escolar.
 A EMPFB possui uma estrutura física adequada composta com:
· 09 salas de aulas
· 01 refeitório 
· 01 cozinha
· 03 banheiros 
· 01 diretoria 
· 01 sala dos professores 
· 01 sala de leitura 
· 01 secretária 
· 01 quadra de esporte
 A escola também possui seu quadro de funcionários:
· 01 porteiro 
· 02 vigias 
· 03 agentes administrativos 
· 01 secretário
· 02 coordenadores pedagógicos 
· 29 professores 
· 05 AOSD
· 01 diretora geral e 01 diretora adjunta 
 A instituição escolar atende desde a Creche II ao 9.º ano do Ensino Fundamental. As atividades iniciaram-se a 30 de junho de 2008 e, atualmente, a escola atende alunos do bairro onde está inserida, bem como de bairros vizinhos. Com um total de 210 alunos, a escola opera em dois turnos, funcionando das 7:10 às 11:30 e das 13:15 às 17:30.
 A EMPFB adota uma abordagem baseada no materialismo histórico e dialético, com objetivos pedagógicos e de cuidado a serem alcançados. Esta abordagem inclui o desenvolvimento de hábitos de higiene — como o banho, a troca de fraldas e a higiene bucal — e a oferta de alimentação. A creche implementa uma pedagogia de projetos, permitindo que os alunos analisem problemas, situações e fatos com base nos conhecimentos já adquiridos. Segundo o Projeto Político Pedagógico (PPP) da EMPFB, essa prática de projetos visa romper com o ensino tradicional, tornando o processo de aprendizagem mais dinâmico e interessante para os alunos.
 O planeamento da instituição escolar abrange tanto a Educação Infantil como o Ensino Fundamental, incluindo projetos anuais e sociais, como oficinas com as famílias, projetos ambientais, entre outros. A escola também dispõe de um plano de formação continuada para os profissionais, um plano de avaliação institucional e um calendário escolar. As reuniões são realizadas bimestralmente, momento em que são discutidos problemas, sugestões e soluções para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem.
 A visão pedagógica da escola está fundamentada na perspectiva sociointeracionista, que considera o aluno como um sujeito ativo, em constante interação com o meio, sendo parte integrante do processo de ensino e aprendizagem. Assim, são considerados tanto os fatores internos quanto os externos que influenciam os alunos, contribuindo para uma abordagem educativa mais abrangente e inclusiva.
 4.RELATORIO DA OBSERVAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE
4.1. Relação dos objetivos de ensino 
 Durante o estágio realizado com turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental II, observei um compromisso significativo das professoras em seguirem as Diretrizes Curriculares Nacionais. Seus planejamentos são elaborados com grande cuidado, voltado integralmente para atender às necessidades dos alunos. As estratégias didáticas adotadas têm como base tanto a aprendizagem coletiva quanto a individual, buscando atingir os objetivos propostos para cada aula.
 A prática pedagógica observada reflete a clareza do processo de ensino-aprendizagem, com objetivos bem definidos, tanto para o professor quanto para os alunos. Além disso, as professoras demonstraram serem verdadeiras estrategistas ao liderarem com os diferentes níveis de aprendizagem presentes na sala de aula. Elas modificam e adaptam continuamente suas metodologias, criando dinâmicas diversificadas que promovem maior engajamento e inclusão dos alunos, conforme recomendado por estudiosos da área educacional (Freire, 1996).
 Essa prática se alinha às ideias de Libâneo (1994), que enfatiza a importância do professor como mediador no processo de aprendizagem, adaptando suas estratégias às demandas individuais e coletivas dos estudantes. A flexibilidade e a criatividade demonstradas pelos docentes reafirmam seu compromisso com uma educação inclusiva e transformadora.
4.2. Relação aos conteúdos de ensino
 Durante as observações realizadas nas turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental II, percebi que os conteúdos são apresentados de forma interdisciplinar e alinhados às práticas do cotidiano escolar, priorizando o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos alunos. As atividades propostas são variadas e abrangem múltiplos aspectos do aprendizado, promovendo a integração dos conteúdos às experiências práticas vivenciadas pelos estudantes.
 A metodologia da Pedagogia de Projetos, muito utilizada nessas turmas, é destacada como uma ferramenta fundamental no planejamento escolar. De acordo com Hernández (1998), essa abordagem organiza a construção de conhecimentos em torno de objetivos coletivamente definidos por professores e alunos, permitindo a articulação entre os conteúdos escolares e o mundo real. Durante o estágio, foi possível observar que os projetos educativos aplicados promovem uma aprendizagem ativa, em que os alunos são incentivados a participar de todas as etapas, desde a definição do tema atéa execução e avaliação das atividades.
 Um exemplo observado foi o desenvolvimento de projetos temáticos que abordavam questões ambientais, culturais e sociais, sempre relacionados aos conteúdos curriculares de disciplinas como Língua Portuguesa, Ciências e História. Essas práticas transformam o ensino em um processo dinâmico e significativo, como defende Freire (1996), ao enfatizar que "ensinar não é apenas transferir conhecimentos, mas criar possibilidades para sua produção e construção".
Ao utilizar os projetos como eixo central, o aprendizado deixa de ser baseado apenas na memorização de conteúdos e passa a integrar habilidades como a análise crítica, a resolução de problemas e a criatividade. Essas práticas reforçam a ideia de que ensinar e aprender são processos interativos, envolvendo professor e aluno em uma experiência transformadora.
4.3. Relação aos recursos didáticos 
Nas observações realizadas nas turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental II da Escola Municipal Pedrina Fernandes Brito, constatei que os recursos materiais utilizados em sala de aula são variados e estratégicos, contribuindo significativamente para o processo de ensino e aprendizagem. Entre os materiais destacados estão livros didáticos, livros infantis, jogos educativos, folhas com desenhos ilustrativos para produção de textos, além do uso de tecnologias como notebook e data show para a exibição de filmes e pesquisas.
Esses recursos, ao serem incorporados no planejamento pedagógico, vão além de sua simples presença física. Segundo Libâneo (1994), os materiais didáticos cumprem a função de mediar a comunicação entre professor e aluno, rompendo com a monotonia de aulas exclusivamente verbais. Eles tornam as atividades mais dinâmicas e interativas, substituindo em grande parte a prática da memorização mecânica e promovendo o desenvolvimento de operações como análise, síntese, abstração e generalização.
 Um exemplo observado foi o uso de jogos educativos para complementar o conteúdo curricular. Esses jogos não apenas estimulam habilidades cognitivas, como resolução de problemas, percepção e criatividade, mas também incentivam o raciocínio rápido e a cooperação entre os alunos. Conforme Piaget (1976), o jogo é essencial para o desenvolvimento intelectual da criança, pois oferece oportunidades para experimentar, explorar e construir significados de forma lúdica e concreta.
 Quando recursos didáticos adequados são utilizados em aulas bem planejadas, os resultados no aprendizado são mais significativos. Isso reforça a importância de combinar diferentes materiais e tecnologias para atender às necessidades de cada turma, promovendo maior engajamento e motivação por parte dos estudantes.
 4.4. Relação professor-aluno
 Nas turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Pedrina Fernandes Brito, foi possível observar uma relação positiva entre a professora e seus alunos. A professora demonstra um relacionamento próximo, oferecendo apoio emocional e orientação, o que contribui para a criação de um ambiente acolhedor e estimulante ao aprendizado. Essa prática é essencial, pois, como afirma Vygotsky (2007), as interações sociais entre professor e aluno são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo e a construção de novos conhecimentos.
 Diante de situações de conflito, a professora utiliza o diálogo como ferramenta pedagógica, incentivando os alunos a refletirem sobre seus atos e a buscarem soluções de forma colaborativa. Esse tipo de abordagem reforça a autonomia das crianças e o desenvolvimento de habilidades sociais. Além disso, a professora mantém um contato constante com os pais ou responsáveis, especialmente em casos de dificuldades de aprendizagem ou problemas comportamentais, garantindo que as estratégias educacionais sejam ampliadas para o ambiente familiar.
 Os alunos, em geral, são participativos e mantêm uma boa comunicação tanto com a professora quanto entre si. No entanto, em algumas ocasiões, é necessário que a professora intervenha para garantir disciplina e foco nas atividades. Essa atenção constante ao comportamento dos alunos evidencia o cuidado com a gestão da sala de aula, que é fundamental para o sucesso do processo de ensino e aprendizagem. Como destaca Libâneo (1994), a interação professor-aluno é central para a organização das atividades escolares, permitindo que o docente atue como mediador no desenvolvimento integral dos estudantes.
4.5. Quanto às observações e processos avaliativos
 Durante as observações realizadas nas turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Pedrina Fernandes Brito, foi evidente o cuidado da professora em monitorar o progresso individual dos alunos por meio de registros diários. Essas anotações qualitativas são fundamentais para acompanhar como os alunos assimilam novos conteúdos e interagem com seus colegas, conforme observado em suas atividades diárias.
 Quando solicitada, a professora me pediu para auxiliar os alunos que apresentavam dificuldades com os exercícios propostos. Durante o estágio, apoiei estudantes que precisavam de ajuda para copiar a tarefa do quadro ou compreender melhor as atividades do livro didático. Essa prática reforça a importância da observação contínua no processo de ensino, alinhada ao que afirma Luckesi (2011), ao destacar que a avaliação deve ser entendida como um ato de compreensão e acompanhamento, em vez de mera mensuração.
 Quanto aos processos avaliativos, que são parte integrante do currículo escolar, eles seguem os princípios estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em seus artigos 12, 13 e 24. Esses artigos destacam que a avaliação deve prezar pela aprendizagem dos alunos, incluindo estratégias para recuperação de conteúdos e habilidades em caso de dificuldades, priorizando os aspectos qualitativos sobre os quantitativos e os resultados ao longo do período em detrimento de avaliações finais isoladas.
 Na prática, a avaliação é contínua, cumulativa e diagnóstica, assumindo um caráter processual, formativo e participativo, como enfatizado por Hoffmann (2001). Observou-se que a professora utiliza diferentes instrumentos avaliativos, como registros de progresso, atividades práticas e trabalhos em grupo, adaptando as estratégias às necessidades específicas de cada turma. Esse enfoque assegura que a avaliação seja não apenas um momento de verificação, mas também uma ferramenta para redimensionar as ações pedagógicas e promover o aprendizado efetivo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 A realização do Estágio Supervisionado nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental proporcionou uma experiência rica e transformadora, marcada pela oportunidade de observar, planejar, executar e refletir sobre práticas pedagógicas em um ambiente escolar real. Durante o estágio na Escola Municipal Pedrina Fernandes Brito, foi possível vivenciar a interação entre a teoria acadêmica e a prática educativa, fortalecendo a compreensão das dinâmicas escolares e do papel do professor como mediador do conhecimento.
 A convivência diária com alunos e professores permitiu analisar diferentes abordagens pedagógicas, compreender a importância de um planejamento cuidadoso e observar a necessidade de flexibilidade e criatividade no enfrentamento dos desafios do ensino. Além disso, a aplicação de metodologias diversificadas, o uso de recursos didáticos e a prática da avaliação formativa reforçaram o valor da educação inclusiva, participativa e alinhada às necessidades individuais e coletivas dos estudantes.
 O estágio também evidenciou a relevância de um relacionamento positivo entre professor e aluno, pautado no respeito, no diálogo e na confiança mútua. Essa interação é essencial para criar um ambiente de aprendizagem acolhedor, estimulante e colaborativo, que favorece o desenvolvimento integral dos alunos.
 Por fim, a experiência prática no estágio reafirmou a importância da formação continuada para o aprimoramento da prática docente. O aprendizadovivenciado ao longo desse período reforça a convicção de que a educação exige compromisso ético, competência profissional e um olhar reflexivo e inovador diante das realidades escolares. Esse estágio não apenas contribuiu para o desenvolvimento de habilidades pedagógicas, mas também reafirmou a vocação para o ensino, fortalecendo a identidade profissional e inspirando a busca constante por novas formas de promover uma educação transformadora e de qualidade.
 Assim, conclui-se que o estágio supervisionado é uma etapa indispensável para a formação do educador, sendo um momento de aprendizado significativo que prepara o futuro professor para atuar de maneira consciente, responsável e eficiente no contexto escolar, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e democrática.
REFERÊNCIAS
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 2005.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Ministério da Educação. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br. Acesso em: 12 nov. 2024.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 27 nov. 2024.
FRANÇA, Maria Adelina. Formação de professores: o estágio supervisionado como prática de integração entre teoria e prática. Educação em Revista, Belo Horizonte: UFMG, 2005.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 1998.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. Porto Alegre: Mediação, 2001.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 2011.
PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004.
PICONEZ, Stela C. A prática de ensino e o estágio supervisionado. Campinas: Papirus, 2006.
PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2002.
VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
RIO GRANDE. Secretaria Municipal de Educação. Objetivos de aprendizagem: anos iniciais. Disponível em: https://www.riogrande.rs.gov.br/smed/wp-content/uploads/2016/11/20161130-objetivos_de_aprendizagemanos_iniciais_final_24-11.pdf. Acesso em: 27 nov. 2024.
SÃO PAULO. Secretaria da Educação. Currículo Paulista: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/educacao-infantil-e-ensino-fundamental/materiais-de-apoio-2/. Acesso em: 27 nov. 2024.
NOVA ESCOLA. BNCC para história: entenda os objetivos de aprendizagem. Disponível em: https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/88/bncc-para-historia-entenda-os-objetivos-de-aprendizagem. Acesso em: 27 nov. 2024.
CORUJA PEDAGÓGICA. Plano de aula: Educação Fundamental 1 (1º ao 5º anos). Disponível em: https://corujapedagogica.com/plano-de-aula-educacao-fundamental-1-1o-ao-5o-anos/. Acesso em: 27 nov. 2024.
ANEXO
PLANO DE AÇÃO
1.IDENTIFICAÇÃO
INSTITUIÇÃO:FACULDADE DE EDUCAÇÃO SANTA TERESINHA -FEST
ACADÊMICOS (AS) ESTAGIÁRIOS (AS):VERONICA VANDERLEY FERNANDES E SILVA
PROFESSORA ORIENTADORA:OZIANNE PINHEIRO DE SOUZA 
DISCIPLINA: ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVSIIONADO NO ENSINO FUNDAMENTAL I ANOS INICIAIS.
INSTITUIÇÃO CAMPO: ESCOLA MUNICIPAL PEDRINA FERNANDES BRITO
COORDENADORA:GUSTAVO LIMA SILVA 
DIRETOR:MARINALVA SILVA 
 ENDEREÇO:RESIDENCIAL MARIA HELENA 
2.JUSTIFICATIVA
Importância entre a área de atuação da concedente com a área de formação acadêmica, profissional e cidadã do estagiário, objetivo do estágio e finalidade do plano de ação
O Estágio Curricular Supervisionado, no curso de Pedagogia, proporciona a base teórica e prática para a profissionalização do pedagogo especificamente, no V período de Pedagogia da Faculdade de Educação Santa Terezinha-FEST, temos a oportunidade de estagiar no Estágio Supervisionado em Ensino Fundamental I anos inicias 1que compreende a creche e escolas de educação infantil, colocando em prática as aprendizagens até então discutidas, problematizando o contexto escolar infantil e permitindo a relação entre a teoria e a prática. Objetivando analisar o papel da Ensino Fundamental 1 no atual contexto educacional atual, refletindo sobre os princípios norteadores da ação pedagógica com crianças da faixa etária de 6 a 10 anos. Oportunizando contato com a realidade da escola e toda sua complexidade, estabelecendo vivência teórico-prático, atuação docente e atuação da gestão. O objetivo principal do estágio, nesta modalidade de ensino, é exercitar o conhecimento teórico e prático no processo ensino e aprendizagem.
O estágio será feito no período de 23 de setembro a 10 de outubro do ano corrente na Escola Municipal Pedrina Fernandes Brito localizada no Bairro Maria Helena no município de Tuntum-MA.
O plano de ação, que ora apresentamos, norteará as ações na observação e na prática
considerando as ações orientadas pelos coordenadores institucionais de campo.
 3.OBJETIVO GERAL
· Domínio de leitura, escrita e cálculo: Assegurar que os alunos adquiram habilidades básicas de alfabetização e matemática1.
· Compreensão dos aspectos sociais, naturais, políticos, tecnológicos, artísticos e morais: Promover uma visão ampla e integrada do mundo, ajudando os alunos a entenderem e se relacionarem com diferentes áreas do conhecimento.
· Formação de valores e habilidades: Desenvolver valores como respeito, solidariedade e tolerância, além de habilidades que permitam a aprendizagem contínua.
· Fortalecimento dos vínculos familiares e sociais: Incentivar a construção de relações saudáveis e respeitosas com a família e a comunidade.
· Envolver a comunidade escolar: Fomentar a participação ativa de pais, professores e alunos no processo educativo.
· Utilizar avaliações diagnósticas: Identificar o nível de aprendizagem dos alunos para realizar intervenções pedagógicas necessárias.
4 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
· Estimular o trabalho em equipe e colaborativo
· Promover a interação e integração do aluno possibilitando o desenvolvimento de suas potencialidades 
· Realizar regência 
· Desenvolver atividades que relacionam a leitura e a reflexão sobre conteúdos específicos 
· Montar estratégias de aprendizagem remota, utilizando tecnologias.
5.METODOLOGIA
(Procedimento, métodos, técnicas, recursos;)
· Análise do planejamento do professor e coordenador;
· Elaboração do plano a partir do professor regente;
· Interação grupal;
· Regência das atividades conduzidas;
· Uso da tecnologia.
· Exploração sonora e visual 
· Observação e anotações na rotina diária 
· Regência;
6.CRONOGRAMA
	AÇÕES
	AGOSTO
	SETEMBRO
	OUTUBRO
	NOVEMBRO
	DEZEMBRO
	Produção do plano de ação
	Orientação 
	20/09/2024
	
	
	
	Fundamentação Teórica 
	
	30/09/2024
	
	
	
	Elaboração dos planos de aula demais elementos do relatório 
	
	
23/09/2024
	
10/10/2024
	
	
	Finalização e entrega do relatório 
	
	
	
	30/11/2024
	
	Seminário Do Estágio
	
	
	
	
	07/12/2024
7.RECURSOS MATERIAIS
· Livros Didáticos: Livros de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História e Geografia, adaptados ao nível de compreensão dos alunos.
· Materiais de Apoio: Guias, manuais e fichas de atividades que complementam os livros didáticos e oferecem recursos adicionais para o ensino.
· Vídeos Educativos: Conteúdos audiovisuais que explicam conceitos de forma visual e dinâmica.
· Jogos Educativos: Jogos de tabuleiro, cartas e aplicativos que ajudam a reforçar o aprendizado de maneira lúdica.
· Brincadeiras Pedagógicas: Atividades que promovem a aprendizagem através do brincar, incentivando a criatividade e a interaçãosocial.
8.RECURSO HUMANO
· Pessoas
9.AVALIAÇÃO
· Avaliar o progresso dos alunos em disciplinas-chave como Língua Portuguesa e Matemática através de provas e atividades.
· Utilizar questionários e observações para medir habilidades como empatia, cooperação e resolução de conflitos.
· Realizar avaliações periódicas para monitorar o progresso dos alunos e ajustar as estratégias pedagógicas conforme necessário.
· Realizar feedback regularmente.
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