Prévia do material em texto
Paralisia cerebral No que se refere à paralisia cerebral severa, quando não há controle de pescoço, de tronco ou de perna, a fonoaudiologia, a fisioterapia e a terapia ocupacional apresentam a mesma progressão. “O que vai variar é o ganho dessa criança diante das condições físicas apresentadas, a exemplo do melhor controle de cabeça ou da cavidade oral. Um grande resultado que pode ser obtido com estimulação precoce é a criança conseguir sentar sem que hajam quedas contínuas”, destacou a profissional. Para cada caso, a estimulação precoce vai atuar de forma específica no organismo da criança, que vai agregando respostas positivas a curto, a médio e em longo prazo. Entre os materiais mais usados na estimulação feita nas residências, em crianças que apresentam essas três deficiências, está a fralda de pano para uso da brincadeira ‘Cadê o bebê’, que estimula o acompanhamento do som e a percepção no olhar. Bater as mãos na água que usada na hora do banho com a própria mão do bebê auxilia na sensibilidade da audição, do tato, favorecendo o reconhecimento do ambiente desde muito cedo. “As esponjas de prato, por sua vez, servem para trabalhar a sensibilidade na pele da criança, tanto no sentido da aspereza quanto da maciez, que é essencial para bebês com paralisia cerebral, especificamente, a fim de que quando tocar numa superfície quente, por exemplo, sua sensibilidade esteja aguçada a ponto de ele se afastar do perigo. A gelatina, caixas para brincadeiras e embalagens com grãos prontas para movimentação também são importantes recursos nesse processo, que favorece a superação em todas essas deficiências”, concluiu Alynne França. Publicado: 22 de fevereiro de 2018, 19:05 | Atualizado: 22 de fevereiro de 2018, 19:05