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É um estado clínico de oxigenação 
inadequada, ventilação inadequada ou ambas. 
A insuficiência respiratória é, muitas vezes, o 
estágio final do desconforto respiratório. 
 Se houver controle anormal da 
respiração pelo sistema nervoso central ou 
fraqueza muscular, o paciente poderá 
apresentar pouco ou nenhum esforço 
respiratório, apesar de estar com 
insuficiência respiratória. 
 
• Confirme o diagnóstico com medições 
objetivas, como a oximetria de pulso 
ou a análise da gasometria. 
• Suspeite de provável insuficiência 
respiratória se alguns destes sinais 
estiverem presentes: 
o Taquipnéia acentuada 
o Bradipnéia 
o Apneia 
o Nenhum esforço respiratório 
o Movimento de ar distal débil ou 
ausente 
o Taquicardia (precoce) 
o Bradicardia (tardia) 
o Cianose 
o Estupor 
o Coma (tardio) 
 
 Pode ocorrer por causa da obstrução da 
via aérea superior ou inferior, doença do 
tecido pulmonar e controle desordenado da 
respiração. 
 Quando o esforço respiratório é 
inadequado, pode ocorre insuficiência 
respiratória sem os sinais típicos de 
desconforto respiratório. 
 A insuficiência respiratória exige 
intervenção, a fim de evitar a deterioração 
para uma PCR. 
 A insuficiência respiratória pode ocorrer 
com uma elevação nos níveis de dióxido de 
carbono (hipercapnia), uma queda na 
oxigenação sanguínea (hipoxemia) ou ambas. 
 O desconforto respiratório pode levar a 
insuficiência respiratória e a insuficiência 
respiratória pode levar a parada 
respiratória. 
 
Indicações clínicas de suplementação de 
oxigênio 
 Além de tão relevante desfecho como a 
mortalidade, o uso de oxigênio pode agregar 
uma série de inconvenientes, como: 
• Irritação nasal e aumento de risco de 
epistaxe com o uso de cateteres 
nasais; 
• Desconforto orofaríngeo, sensação de 
claustrofobia e dificuldade de 
comunicação com o uso de máscaras; 
• Restrição da mobilidade do paciente; 
• Custo desnecessário para os sistemas 
de saúde. 
• A indicação do uso de oxigênio se dá a 
partir da saturação de oxigênio por 
monitores não invasivos. 
o Estabelecer a saturação de 
oxigênio de 96% como limite 
superior para não necessitar de 
aporte ou limitá-lo, exceto em 
condições como intoxicação por 
monóxido de carbono, cefaleia 
primária em salvas, crise 
falcêmica e pneumotórax; 
o Não iniciar oxigênio para 
pacientes com saturação de 
oxigênio de 93% ou mais, em 
especial pacientes com infarto 
agudo do miocárdio e acidente 
vascular encefálico, condições 
em que os efeitos deletérios da 
hiperóxia foram mais 
estudados; 
 
Dispositivos para oferta de oxigênio 
• Cateter nasal de oxigênio 
o Oferece fluxo de 0,5 a 6 L/min 
para pacientes com hipoxemia 
leve. 
Oxigenoterapia 
 
Reconhecimento e Manejo 
 
O QUE É? 
o Apresenta como vantagens a 
possibilidade de alimentação e 
melhor comunicação. 
o Pode causar ressecamento da 
mucosa nasal e oral, prejuízo do 
sono e epistaxe, 
particularmente com fluxos 
acima de 4 a 6L/min. 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Dispositivo de Venturi 
o O dispositivo de Venturi 
promove a mistura de ar 
ambiente com oxigênio. 
o Esse dispositivo possui algumas 
peças que permitem a entrega 
de diferentes FiO2, chegando 
num valor máximo próximo de 
50%. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Máscara facial com reservatório 
o Máscara não reinalante 
o Permite o aporte de oxigênio 
de, no mínimo, 6L/min até altos 
fluxos atingindo FiO2 de 60 a 
100%. 
o Possui válvulas expiratórias, de 
modo a reduzir a reinalação do 
dióxido de carbono expirado. 
o O dispositivo é utilizado em 
indivíduos com necessidade de 
maior fluxo de oxigênio, como 
síndrome do desconforto 
respiratório agudo ou 
pneumonia grave. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Cânula nasal de alto fluxo 
o A cânula nasal de alto fluxo 
oferece oxigênio a fluxos de 20 
a 60 L/min, com regulação de 
FiO2. 
o O ar é aquecido e umidificado 
pelo aparelho acoplado ao 
cateter, de modo a otimizar a 
tolerância do paciente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas básicas de abertura de via aérea 
• Abertura da via aérea 
o Causa comum de obstrução da 
via aérea 
o A causa mais comum de 
obstrução da via aérea superior 
em paciente arresponsivo é a 
perda de tônus muscular da 
garganta 
o Nesse caso, a língua do paciente 
cai para trás e obstrui as vias 
aéreas no nível da faringe. 
 
Manejo de via aérea 
• Técnicas básicas de abertura de via 
aérea 
o Técnicas básicas de abertura de 
via aérea liberam a obstrução 
da via aérea pela língua ou dos 
músculos da via aérea superior 
relaxados. 
o Uma dessas técnicas requer a 
inclinação da cabeça e a 
elevação do queixo: a inclinação 
da cabeça-elevação do queixo. 
o Em paciente de traumatismo 
com lesão suspeita no pescoço, 
tente usar a técnica de 
anteriorização da mandíbula 
que não estica a cabeça . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manejo de via aérea 
• Ventilação com bolsa-máscara 
• Dispositivos bolsa-válvula-máscara, 
que consistem em uma bolsa de 
ventilação conectada a uma mascara 
facial. 
• Esse dispositivo é o método mais 
comum de fornecer ventilação com 
pressão positiva. 
• Ao usar um dispositivo bolsa-válvula-
mascara, forneça volume corrente de 
aproximadamente 500 a 600 mL, 
suficiente para produzir a elevação do 
tórax em 1 segundo. 
• Os profissionais podem usar as 
seguintes técnicas para segurar o 
dispositivo bolsa-válvula-mascara, 
dependendo do numero de socorristas: 
o Uso do dispositivo bolsa-
válvula-mascara por um único 
socorrista 
o O socorrista se coloca em 
posição junto da cabeça do 
paciente e circula o polegar e o 
dedo indicador em torno da 
parte superior da mascara 
(formando um "C"), e usa os 
outros três dedos (formando um 
"E") para erguer a mandíbula. 
• Uso do dispositivo bolsa-válvula-
mascara por dois socorristas 
o O socorrista posicionado junto a 
cabeça do paciente inclina a 
cabeça e veda a mascara contra 
o rosto do paciente com o 
polegar e o dedo indicador, 
formando um "C", a fim de 
produzir total vedação nas 
bordas da mascara. 
o O socorrista usa os três dedos 
restantes (o "E") para elevar a 
mandíbula (isso mantem as vias 
aéreas abertas). 
o O segundo socorrista bombeia a 
bolsa devagar (em 1 segundo) 
ate que o tórax se eleve. 
o Ambos os profissionais devem 
observar a elevação do tórax. 
 
• A VAO ( via aérea orofaríngea) e um 
dispositivo em formato de J que se 
encaixa sobre a língua para manter a 
língua e as estruturas moles 
hipofaringeas afastadas da parede 
posterior da faringe. 
• Pacientes com risco de desenvolver 
obstrução da via aérea pela língua ou 
pelos músculos relaxados da via aérea 
superior 
• Pacientes inconscientes 
• Facilitar a aspiração de bocas e 
gargantas de pacientes intubados 
• Impedir que os pacientes mordam e 
obstruam o tubo ET 
• Não use a VAO com paciente 
consciente ou semiconsciente, pois isso 
pode estimular ânsia e vômitos. 
 
 
 
 
 
 
• A VAN e usada como alternativa a 
VAO em pacientes que necessitam de 
um acessório de via aérea básico. 
• A VAN e um tubo maleável de 
borracha ou plástico sem cuff que 
oferece um duto para o fluxo de ar 
entre as narinas e a faringe. 
• Ao contrario das vias aereas orais, as 
VANs podem ser usadas em pacientes 
conscientes, semiconscientes ou 
inconscientes (pacientes com reflexo 
de tosse ou vomito intacto. 
• É possível usar VANs em pacientes com 
problemas neurológicos, com tonus 
faringeo deficiente ou com pouca 
coordenacão, levando a obstrução da 
via aérea superior. 
 
 
 
 
 
 
 
Tubo laríngeo 
• As vantagens do tubo laríngeo são 
similares aquelas do tubo traqueal 
esofágico; o tubo laríngeo, contudo, e 
mais compacto e menos complicado de 
inserir. 
• Se for treinado para usar um tubo 
laríngeo, e possível considera-lo como 
alternativa a ventilação com bolsa-
válvula-mascara ou a intubação ET 
para manejo de via aérea em PCR. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Via aérea de máscara laríngea 
• A via aérea de máscara laríngea e 
uma alternativa de via aéreaavançada a intubação ET e fornece 
ventilação comparável para manejo 
de via aérea em PCR.

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