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<p>CAP.2 – VIA AÉREA E VENTILAÇÃO</p><p> Todos os doentes traumatizados devem receber O2 suplementar;</p><p> Via aérea e ventilação são as prioridades;</p><p> Imprescindível identificar comprometimento potencialmente fatal da via aérea: trauma maxilofacial,</p><p>cervical e laríngeo e obstrução;</p><p> Uma resposta verbal inapropriada ou ausente sugere alteração do nível de consciência,</p><p>comprometimento da via aérea e ventilatório;</p><p> Respiração ruidosa indica obstrução parcial da via aérea que pode converter-se em obstrução total;</p><p>Obs.: VIA AÉREA DEFINITIVA – tubo colocado na traqueia com balonete insuflado abaixo das cordas vocais,</p><p>conectado a uma fonte de oxigênio, sob ventilação assistida e com tubo fixado.</p><p> Possibilidade de vômitos: aspiração imediata da orofaringe e rotação em bloco para o decúbito lateral;</p><p> Anestesia geral, sedação e o relaxamento muscular podem levar à obstrução da via aérea por</p><p>diminuição ou ausência do tônus muscular.</p><p>Trauma maxilofacial</p><p> Traumas do terço médio facial: ocasionar fraturas/luxações que comprometem naso e orofaringe;</p><p> Fraturas da mandíbula: perda do suporte estrutural da via aérea (que fica obstruída com o doente na</p><p>posição supina);</p><p>Trauma cervical</p><p> Ferimentos penetrantes do pescoço podem causar lesões vasculares;</p><p> Pode causar ruptura da laringe e da traqueia, seguido de obstrução da via aérea e/ou hemorragia</p><p>maciça na árvore brônquica.</p><p>Trauma de laringe</p><p> Tríade: rouquidão, enfisema subcutâneo e fratura palpável;</p><p> Obstrução total da via aérea e/ou insuficiência respiratória grave justificam uma tentativa de intubação</p><p>(com intubação cirúrgica - TRAQUEOSTOMIA, se insucesso);</p><p> Se suspeita: solicitar TC;</p><p>Sinais objetivos de obstrução da via aérea</p><p> Agitação sugere hipóxia; torpor sugere hipercapnia;</p><p> Cianose é sinal tardio de hipoxemia – observar leito ungueal e região perioral;</p><p> Tiragem subcostal e uso de musculatura acessória indica comprometimento da via aérea;</p><p> Roncos, gorgolejos e estridores podem ser manifestação de obstrução parcial da faringe ou da laringe;</p><p> Deve-se considerar hipóxia como primeira causa no doente agitado e/ou agressivo;</p><p>Ventilação</p><p> Causas de comprometimento da ventilação: obstrução da via aérea, alteração na mecânica ventilatória</p><p>e depressão do SNC;</p><p> Sinais objetivos de ventilação inadequada:</p><p>- movimentos respiratórios assimétricos sugere fratura de arcos costais;</p><p>- diminuição ou ausência de murmúrio sugere trauma torácico;</p><p>- taquipneia pode indicar insuficiência respiratória;</p><p>Tratamento da via aérea</p><p> Proteção da coluna cervical em TODOS os doentes até exclusão de lesão por avaliação clínica ou</p><p>estudos radiológicos adequados;</p><p> Oferta de O2 antes e depois do tratamento da via aérea;</p><p> Doentes com fratura faciais podem apresentar associação de fraturas da placa crivosa e a introdução</p><p>de sondas através do nariz pode resultar na passagem acidental para dentro da caixa craniana;</p><p> Fatores que podem dificultar a execução de manobras na via aérea:</p><p>- lesões da coluna cervical, artrite avançada da coluna cervical;</p><p>- trauma mandibular ou maxilofacial significativo;</p><p>- limitação da abertura da boca, obesidade, variações anatômicas.</p><p> Via aérea difícil: LEMOM</p><p>Downloaded by Ely Americo (dr.ely@hotmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|4032653</p><p> O tubo endotraqueal deve ser passado enquanto uma segunda pessoa mantém a coluna cervical</p><p>imobilizada manualmente;</p><p> Se a intubação for sem sucesso, é possível utilizar máscara laríngea ou outra via extraglótica como</p><p>ponte para a realização da via aérea definitiva;</p><p> Oxigenação devem ser mantidas antes, durante e depois do estabelecimento da via aérea definitiva;</p><p>(SEMPRE pre-oxigenar)</p><p> Técnicas para manutenção da via aérea:</p><p>- podem causar ou agravar lesões cervicais, por isso a estabilização da coluna cervical é essencial;</p><p>- podem corrigir a obstrução da orofaringe pela queda da base da língua;</p><p>MANUAIS</p><p>- Chin lift: (elevação do mento) não deve provocar hiperextensão do pescoço;</p><p>- Jaw thrust: (tração da mandíbula) não deve provocar hiperextensão do pescoço;</p><p>BÁSICAS</p><p>- Tubo orofaríngeo (GUEDEL): objetiva manter a via aérea aberta de paciente sem reflexo do</p><p>vômito</p><p>Indicações: pacientes incapazes de manter a via aérea pérvia / prevenção de mordedura do tubo</p><p>IOT;</p><p>Não pode ser usado em doentes conscientes (induz reflexo do vômito).</p><p>- Tubo nasofaríngeo: deve ser introduzido lubrificado em uma das narinas;</p><p>Não deve ser tentado em pacientes com lesão ou suspeita de lesão de placa cribiforme;</p><p>Indicações: pacientes incapazes de manter a via aérea pérvia.</p><p>COMPLEXAS</p><p>- Cânulas supraglóticas: útil quando as tentativas de intubação foram malsucedidas ou em casos de</p><p>intubação difícil; CONTRAINDICAÇÃO: doente com reflexo do vômito presente.</p><p>Máscara laríngea: é colocada sem visualização direta da glote; indicada quando a IOT ou</p><p>ventilação com bolsa-valva-máscara e balão falhar; não fornece via aérea definitiva;</p><p>Obs.: também existe a máscara laríngea que permite intubação (MLI)</p><p>Tubo laríngeo: é colocado sem visualização direta da glote;</p><p>Tubo esofágico multilúmen: uma das vias possui comunicação com o esôfago e outra com a</p><p>traqueia;</p><p>Downloaded by Ely Americo (dr.ely@hotmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|4032653</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=atls-atls</p><p>- Via aérea definitiva: três tipos – IOT, intubação nasotraqueal e via aérea cirúrgica;</p><p>Indicações:</p><p>- impossibilidade de manter a via aérea permeável de outra forma, com</p><p>comprometimento iminente ou potencial;</p><p>- impossibilidade de manter oxigenação adequada com ventilação por dispositivo de</p><p>bolsa-valva-máscara com balão, e presença de apneia;</p><p>- TCE fechado (ECG≤8);</p><p>- necessidade de proteger a via aérea pelo risco de aspiração de sangue e vômitos;</p><p>- convulsões persistentes.</p><p>Intubação orotraqueal: ECG≤8 exige intubação imediata</p><p>Obs.: Os fatores mais importantes na escolha entre intubação orotraqueal e nasotraqueal são a experiência</p><p>do médico e a presença de ventilação espontânea do doente</p><p>Intubação nasotraqueal: indicada quando o doente tem respiração espontânea e contraindicada em</p><p>doentes com apneia, fraturas faciais, de base de crânio e da placa cribiforme;</p><p>Obs.: sinais de fratura de base de crânio: equimoses periorbitais (sinal do Guaxinim), equimoses</p><p>retroauriculares (sinal de Battle) e extravasamento de LCR (rinorreia e otorreia), hemotímpano, otorragia,</p><p>rinorragia - podem ser unilaterais;</p><p>Posição do tubo endotraqueal:</p><p>- visualização da passagem direta do tubo pelas cordas vocais;</p><p>- visualização dos movimentos respiratórios simétricos;</p><p>- ausculta de MV no dois pulmões;</p><p>- ausência de borborigmos no epigástrio;</p><p>- névoa no tubo ET na expiração;</p><p>- capnógrafo (detecção de CO2 no ar expirado);</p><p>- confirmação: raio X de tórax;</p><p>OBS.: 5 pontos de ausculta – epigástrio, bases e ápices pulmonares.</p><p>- Intubação em sequência rápida (ISR): auxílio de medicamentos</p><p>ATLS 10: intubação assistida com drogas; videolaringoscopia.</p><p>- Via aérea cirúrgica: a cricotireoidostomia é preferível à</p><p>traqueostomia;</p><p>Indicações:</p><p>- edema de glote;</p><p>- fratura de laringe;</p><p>- hemorragia orofaríngea grave;</p><p>- trauma facial intenso que impossibilite ventilação com BVM;</p><p>- impossibilidade de posicionar o tubo endotraqueal entre as cordas vocais;</p><p>Cricotireoidostomia por punção (agulha de grosso calibre): oferta O2 por curto espaço de tempo –</p><p>30-45minutos (intubação endotraqueal passa a ser urgente);</p><p>Cricotireoidostomia cirúrgica (incisão): membrana cricotireoidea, entre a laringe e a cartilagem</p><p>tireoide;</p><p> Controle da oxigenação:</p><p>- melhor oferta: >11L/min, com máscara fácil com reservatório;</p><p>- oximetria de pulso (requer boa perfusão periférica) – limitado uso no doente com vasoconstrição</p><p>intensa ou intoxicação por monóxido de carbono; detecta SaO2, não detecta PaO2;</p><p> Controle da ventilação:</p><p>- ventilação com bolsa-valva-máscara deve ser executada por</p><p>duas pessoas sempre que possível;</p><p>- ventilar periodicamente o doente durantes tentativas sucessivas de intubação;</p><p>- realizada a intubação, inicia-se ventilação com pressão positiva;</p><p>VA</p><p>VENTILAÇÃO</p><p>NEUROLÓGICO</p><p>Indicações de Traqueostomia na</p><p>UE:</p><p>-</p>

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