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Fisiologia 09 – Controle da Contração e Movimento 
	A transformação de um sinal elétrico para um sinal de cálcio é chamada de Acoplamento Excitação-Contração. Inicialmente, o potencial de ação do axônio vai se propagando até chegar no terminal axonal, o que gera a abertura de canais de cálcio e a fusão das vesículas, contendo neurotransmissores (acetilcolina), na membrana do axônio, liberando acetilcolina que irá se ligar aos seus receptores. Quando isso acontece, eles se abrem (também são canais) permitindo a entrada de Na+ na célula, que desencadeia um potencial de ação muscular, passando pelos túbulos T. Neles, existe um receptor sensível a voltagem (DHP) que altera sua conformação, quando entra em contato com o potencial de ação, abrindo um canal de Ca+ no reticulo sarcoplasmático (RyR) (estão conectados fisicamente), permitindo a entrada de Ca+ no citoplasma. O Ca+ se liga a troponina, permitindo a ligaçao entra a miosina e a actina, gerando o movimento de força.
	Enquanto houver cálcio no interior da célula, a contração não cessa. Em função disso, existem bombas de cálcio no retículo sarcoplasmático, que ficam a todo tempo, bombeando Ca+ de volta para o retículo. 
	Após o potencial de ação do neurônio, ocorre um potencial de ação muscular, seguido da contração. Existe um pequeno retardo entre o potencial de ação muscular e o início da tensão muscular, mas ele é necessário para que possa ocorre o acoplamento excitação-relaxamento. Uma vez iniciada a contração, a tensão muscular aumenta, que só diminui na fase de relaxamento do abalo (ciclo de contação-relaxamento). Frente a um estímulo que chega na fibra, ele vai sempre gerar a mesma tensão. Já a força que a fibra gera depende do quanto ela está estirada antes de ser estimulada. Dependendo do comprimento do sarcômero, a fibra gera uma tensão diferente: quanto maior estiver o sacômero, menor será o estímulo que a célula vai gerar. Essa relação do tamanho do sarcômero e a tensão que a fibra gera é explicada pelo quanto as fibras estão sobrepostas. Em uma situação ótima, por exemplo, todas as cabeças do filamento grosso acessíveis ao filamento fino de actina; se há um estiramento, começa a ter perda da sobreposição dos filamentos, tendo menos cabeças de miosina acessíveis para se ligar a actina; o oposto acontece quando o sarcomêro encurta e ocorre uma sobreposição dos filamento finos, atraplhando a interação da actina e da miosina. 
	Na contração isotônica, o músulo contrai, encurta e gera força suficiente para mover a carga. Nesse caso, o sacômero encurtam bastante, mas como os compomentes elásticos já estão estirados, o músculo intero encurta. Já na contração isométrica, o músculo contrai mas não encurta, podendo não mover a carga, mas isso não quer dizer que o músculo não gerou força, pois há um encurtamente de sarcômero, uma vez que os componentes elásticos do músculo estiram, fazendo com que o comprimento do músculo permaneça o mesmo. Necessariamente, todas as contrações passam pela contração isométrica.
	Um neurônio motor somático e as fibras por ele inervadas formam uma unidade motora. O tamanho da unidade motora e o número de fibras podem variar, ou seja, existem unidades motoras menores (uma célula inervando poucas fibras) e maiores (muitas células inervando várias fibras). As unidades motoras menores são encontradas, por exemplo, nas mãos, para movimentos finos. 
	Para controlar a força de contração de um músculo, é preciso que haja um recrutamento de mais fibras ou que aumente a frequência de estimulação de cada fibra.
	Na situação em que há um aumento da frequência de estímulos das fibra musculares existe um efeito somatório dos estímulos, não permitindo que o músculo relaxe. A contração sustentada por conta de estímulo constante é chamado de tétano, que pode ser incompleto (quando ainda há um pequeno relaxamento mas atinge o máximo de força) ou completo (a frequência de disparos é muito alto e a fibra é totalmente contraida).
	Quando há o recrutamento de mais fibras, o sistema, inicialmente, recruta unidades motoras menores (são mais fáceis de estimular), para, quando for necessário aumentar a força de contração de um músculo, o sistema começa a recrutar mais unidades motoras. 
	O neurônio motor somático é controlado pela medula (comportamento reflexos) ou pelo córtex (movimentos voluntários e complexos). Os movimentos voluntários são gerados e controlados por várias áreas do córtex cerebral. Dentre elas está a área motora primária, onde existem neurônios que estão se projetando diretmente para os motoneurônios da medula.

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