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1. Síndrome de Compressão Medular (SCM) · Definição: Compressão do saco dural evidenciada radiologicamente. O grau de compressão é variável, causa dor e potencial perda irreversível da função neurológica. · Anatomia: A medula espinhal termina na vértebra L1. · Epidemiologia: 3,4% dos pacientes são hospitalizados devido há SCM, sendo a probabilidade de um paciente com câncer desenvolver SCM nos 5 anos antes de falecer é de 2,5% · Causas: · Tumores metastáticos (pulmão, mama, mieloma múltiplo). · Taxas de incidência: · MM – 15% · Doença de Hodgkin e Linfoma não Hodgkin – 13,9% · CA de Próstata – 5,5% · TU responsáveis por SCM em crianças · Sarcoma (Ewing) · Neuroblastomas · Neo de Células Germinativas · Linfoma de Hodgkin · Características: · 20 % DOS CASOS DE SCM : MANIFESTAÇÃO INICIAL DO CÂNCER · TUMORES QUE ABREM O QUADRO COM SCM · CA de Pulmão · Neoplasia de Sítio Primário Desconhecido · MM · Linfoma não Hodgkin · Localização: · Coluna torácica (60% dos casos). · Coluna lombossacra (30%). · Coluna cervical (10%). · Fisiopatologia: · A SCM OCORRE QUANDO O TUMOR INVADE O ESPAÇO EPIDURAL E COMPRIME O PLEXO VENOSO · O GRAU DE COMPRESSÃO PODE VARIAR: · Pequena Compressão assintomática · Estrangulação Total da Medula – Pode causar Paraplegia · O TUMOR CRESCE NO ESPAÇO EPIDURAL OBSTRUINDO O PLEXO VENOSO: pode resultar em edema vasogênico da substância branca e eventualmente substância cinzenta, resultando no infarto da M.O. · Diagnóstico: · Quanto mais precoce melhor prognóstico e melhor resposta ao tratamento. · Retardo do Diagnóstico em 2 a 3 meses por dor lombar recorrente · (Causa a deteriorização de pelo menos 1 grau na função motora e no controle esfincteriano) · Sintomas: · Dor: 83% a 95% dos pacientes (precede sintomas neurológicos em 7 semanas) · Pode ter característica radicular- sendo Unilateral nas Lesões Lombosacrais e Bilateral nas Lesões Torácicas · Piora abrupta da dor – Pensar em fratura patológica · Melhora da dor com corticoide- Compressão Medular significativa · ACHADOS MOTORES: · 60% – 85% dos pacientes apresentam fraqueza no momento do diagnóstico ( Iniciam com fraqueza e piora progressiva, seguida de perda de força e paralisia) · Lesão acima do “Conus Medullares”: · Disfunção com padrão piramidal típico- afeta principalmente flexores das extremidades inferiores · Lesão acima da Coluna Torácica: · Afeta os extensores das extremidades superiores · Marcha atáxica + dor lombar em pacientes oncológicos = levanta suspeita de SCM · Achados Clínicos: · Hiperreflexia abaixo do nível da compressão · Resposta plantares extensoras · Geralmente fraqueza simétrica dos MMII · Lesão cauda equina: Fraqueza + Depressão dos reflexos profundos dos MMII · Lesão Epidural localizada lateralmente: Radiculopatia motora sobreposta ou isolada · Achados sensoriais · São menos frequentes, porém ainda estão presentes; · Parestesias ascendentes · Geralmente o nível sensorial está 1 – 5 níveis abaixo do nível real da compressão · SCM lombar = dor radicular + queixa sensoriais · SCM torácica = fraqueza bilateral dos MMII + “dor nas costas” · Disfunção Esfincteriana: · Achado tardio; · Ocorre em até metade dos pacientes · Mais comum é a retenção urinária · Doses altas de opioides – podem contribuir · Confirmação Radiológica · Obrigatório para diagnóstico e planejamento do tratamento; · Compressão em múltiplos locais (até 1/3 dos pacientes) afeta o prognóstico e tratamento · RNM · Preferencial; · 24h · Avaliação precisa da extensão da doença, do envolvimento de partes moles e ossos subjacentes · Fácil, viável e poucas contra-indicações · Outras Modalidades · Mielografia –CT (se contraindicação a RNM, disponível em centros especializados) · TC e Rx tem altas taxas de falso negativo. Permite a detecção de metástases ósseas, mas não de compressão medular. · Diagnósticos diferenciais · Doenças Músculo – esqueléticas · Abscesso epidural · Doença Metastática · Carcinomatose meníngea · Mielopatia induzida por radiação · Tratamento: · Objetivos: Controle álgico, Prevenção de Complicações, Preservação/Melhora da Função Neurológica · Princípios Gerais: Glicocorticóide + Cirurgia, Radioterapia · Tratamento Sintomático: Controle álgico + Repouso absoluto + Anticoagulação profilática + Prevenção de Constipação · Tratamento Definitivo: presença ou ausência de instabilidade vertebral, grau de compressão, radiossensibilidade da neoplasia · Prognóstico: · Mal Prognóstico · Histologia Radiorresistente · MTX Viscerais ou Outras MTX ósseas · Déficits Neurológicos pré-tratamento · Intervalo entre Diagnóstico da Doença de Base e SCM incidência · CA Pulmão pequenas células: 25% Crescimento rápido e central / 38,3°C isolada ou 38°C mantida por 1 hora. · Neutropenia: Contagem de neutrófilosMortalidade: · Germes isolados: Gram-positivos (60%), gram-negativos, anaeróbios, fungos e vírus. · Sem foco identificado em 60-70% dos casos. · Mortalidade geral de 14%, subindo para 50% em casos com sepse. Conduta: · Coleta de hemoculturas e início imediato de antibioticoterapia. · Suporte clínico. Tratamento de Baixo e Alto Risco: · Baixo risco: Antibiótico oral (Ciprofloxacina + Amoxicilina/Clavulanato). · Alto risco: Antibiótico intravenoso. Critérios de Retorno Precoce/Internação: · Retorno da febre, hemocultura positiva, deterioração clínica, ou ingestão oral comprometida. Espectro Antimicrobiano: · Gram-positivos, gram-negativos, anaeróbios, pseudomonas, MRSA, entre outros. Uso de Vancomicina: · Indicada em infecções de pele/cateter, pneumonia, mucosite, e pacientes com instabilidade clínica. Cobertura Contra Fungos: · Recomendada se a neutropenia durar mais de 5 dias. image3.png image1.png image2.png