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RESUMO DE ORTOPEDIA
### Quadril ###
Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ)
● Displasia: Anomalia no desenvolvimento de um órgão ou tecido.
● Luxação Congênita do Quadril (LCQ): Estágio avançado da DDQ, onde a cabeça femoral está fora
do acetábulo.
● Epidemiologia: Mais comum em meninas, primogênitos, e afeta principalmente o lado esquerdo.
● Etiologia: Multifatorial, envolvendo fatores genéticos e mecânicos.
● Diagnóstico Clínico: Uso de manobras como Ortolani e Barlow, além de exames complementares
(ultrassonografia, raio X).
● Tratamento:
○ Incruento: Pavlik para RN até 3 meses, tração, tenotomia e órtese de abdução fixa.
○ Cruento: Osteotomias para correção do fêmur ou acetábulo.
Epifisiólise Femoral Proximal
● Definição: Escorregamento da epífise proximal do fêmur em adolescentes, mais comum em
meninos.
● Etiologia: Fatores mecânicos (obesidade, crescimento rápido) e hormonais (excesso de GH,
deficiência de hormônios sexuais).
● Diagnóstico: Dor na virilha, rotação externa do quadril, sinal de Drehman.
● Tratamento: Fixação in situ em graus leves e moderados; osteotomias em casos graves.
● Complicações: Condrólise e necrose avascular.
Fraturas do Fêmur Proximal
● Fraturas em Idosos: Associadas a osteoporose, alto risco de mortalidade no primeiro ano.
● Vascularização da Cabeça Femural: Importância das artérias circunflexas e risco de necrose
avascular em fraturas intracapsulares.
● Tratamento: Artroplastia em casos de fraturas deslocadas.
Esses tópicos abordam aspectos importantes do desenvolvimento do quadril, fraturas associadas e
tratamentos possíveis para cada caso.
--
Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ)
● Definição: Refere-se a uma anomalia no desenvolvimento do quadril em recém-nascidos (RN) que
compromete a estabilidade da articulação. A luxação congênita do quadril (LCQ) é um estágio
avançado da DDQ, onde a cabeça femoral está totalmente fora do acetábulo.
● Classificação:
○ LCQ Típica: Em crianças normais.
○ Teratológica: Associada a malformações ou distúrbios neuromusculares.
○ Variantes da LCQ:
■ Quadril luxado, quadril luxável, quadril subluxável, quadril displásico.
● Epidemiologia:
○ Incidência variável (0,1 a 20 por 1000 nascimentos).
○ Mais frequente em meninas (4:1), em primogênitos, lado esquerdo (60%), e em apresentação
pélvica.
○ Distribuição bilateral ocorre em 20% dos casos.
● Etiologia:
○ Genética: Frouxidão ligamentar e displasia acetabular.
○ Mecânica: Inclui fatores como a posição intrauterina e pós-natal.
● Exame Clínico:
○ Recém-nascido (RN): Testes de Ortolani (1937) e Barlow (1962).
○ Após 3 meses: Peter Bady, Hart, e Galleazi (assimetria de pregas, limitação da abdução).
○ Após início da marcha: Sinal de Trendelemburg.
○ Associação frequente com torcicolo congênito e pé torto congênito (PTC).
● Exames Complementares:
○ Raio X: Útil após 5-6 meses, com uso de índices como o acetabular de Ombredanne.
○ Ultrassonografia: Ideal para diagnóstico precoce até os 6-7 meses, com método de Graf
(ângulos alfa e beta).
○ Ressonância Magnética (RNM): Raramente utilizada, exceto para confirmação.
● Tratamento:
○ Incruento (não-cirúrgico):
■ RN até 3 meses: Uso de órtese de Pavlik, eficaz para displasia; menos eficaz para
luxação.
■ 4 a 11 meses: Tração, tenotomia dos adutores, redução incruenta e gesso
pélvico-perineal (GPP) por 6 meses.
○ Cruento (cirúrgico): Osteotomias corretivas do acetábulo ou fêmur proximal, indicadas para
casos mais graves.
Epifisiólise Femoral Proximal
● Definição: Deslizamento da epífise proximal do fêmur, geralmente em pré-adolescentes, mais
comum entre meninos de 13 a 15 anos e meninas de 11 a 13 anos. O desvio do colo femoral ocorre
superiormente, enquanto a epífise desloca-se posteriormente e inferiormente.
● Epidemiologia: Acomete principalmente meninos (proporção 3:2) e tem ocorrência bilateral em
20-40% dos casos. Dois biotipos comuns: obesos-genitais (Frolich) e altos e magros (Mikulicks).
● Etiologia:
○ Fatores mecânicos: Anatomia femoral desfavorável ao cisalhamento (varo), obesidade e
crescimento rápido na adolescência.
○ Fatores hormonais: Excesso de hormônio do crescimento (GH) e baixa produção de
hormônios sexuais, que protegem menos a fise.
● Fisiopatologia:
○ Aumento da zona hipertrófica da placa fisária e diminuição da resistência ao cisalhamento
resultam no deslizamento da epífise. Pode ocorrer coxa vara progressiva, assumindo a forma
de "giba" ou "cajado de pastor".
● Quadro Clínico:
○ Dor vaga e difusa na virilha, coxa ou joelho, exacerbada pela atividade física. A dor pode
durar dias, semanas ou meses. Claudicação e rotação externa do membro acometido são
comuns.
○ Sinais clínicos: Diminuição da rotação interna, abdução e flexão do quadril; Sinal de Drehman
(flexão do quadril com abdução e rotação externa); encurtamento aparente em casos
crônicos.
● Exames de Imagem:
○ Radiografia: Identificação do deslizamento (alargamento da placa fisária, irregularidades),
uso da linha de Klein para avaliar.
○ Tomografia/Ressonância: Úteis para avaliação pós-operatória e necrose avascular (NAV).
○ Cintilografia: Pouco utilizada, detecta necrose avascular em casos avançados.
● Classificação:
○ Tempo: Agudo (3 semanas), crônico-agudizado.
○ Grau de deslizamento:
■ Grau 0 (pré-deslizamento), Grau I (leve), Grau II (moderado), Grau III (grave, >50% de
deslizamento).
● Tratamento:
○ Retirada de carga imediata e analgesia.
○ Fixação in situ para graus leves e moderados.
○ Osteotomias em casos graves (subcapital, subtrocantérica).
○ Prevenção de complicações como condrólise (invasão do parafuso na articulação) e necrose
avascular.
Fraturas do Fêmur Proximal
● Definição: Fraturas associadas a fragilidade óssea, com maior incidência em idosos com
osteoporose. 30% dos pacientes morrem no primeiro ano após a fratura, e apenas 25% recuperam o
status de independência anterior.
● Vascularização da Cabeça Femural:
○ Suprimento sanguíneo por três contribuições: artérias circunflexas medial e lateral, canal
medular, e ligamento redondo. Fraturas intracapsulares podem romper esses vasos, levando
a necrose avascular e colapso ósseo.
● Classificação de Fraturas:
○ Fraturas intracapsulares: Maior risco de necrose avascular.
○ Fraturas extracapsulares: Incluem fraturas basocervicais, intertrocantéricas (do trocanter
maior ao menor) e subtrocantéricas (5 cm distais ao trocanter menor).
● Tratamento:
○ Fraturas deslocadas em idosos são tratadas frequentemente com artroplastia (remoção da
cabeça do fêmur).
○ Exames complementares incluem radiografias e, em casos ocultos, tomografia ou
ressonância.
---
Questoes
Aqui estão 30 questões de múltipla escolha baseadas no documento sobre Displasia do Desenvolvimento
do Quadril (DDQ), Epifisiólise Femoral Proximal, e Fraturas do Fêmur Proximal. O gabarito está no
final.
Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ)
1. O que é Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ)?
○ a) Anomalia do joelho
○ b) Anomalia do desenvolvimento da coluna
○ c) Anomalia do desenvolvimento do quadril que compromete a estabilidade da articulação
○ d) Anomalia no crescimento dos membros inferiores
2. Qual é o estágio avançado da DDQ?
○ a) Subluxação
○ b) Luxação congênita do quadril (LCQ)
○ c) Displasia da coluna
○ d) Coxa vara
3. Qual das seguintes características é um fator de risco para DDQ?
○ a) Gênero masculino
○ b) Apresentação cefálica
○ c) Lado direito mais acometido
○ d) Ser primogênito
4. Qual exame é mais indicado para o diagnóstico precoce de DDQ em recém-nascidos?
○ a) Tomografia computadorizada
○ b) Radiografia
○ c) Ultrassonografia
○ d) Ressonância magnética
5. Qual é o método de tratamento indicado para recém-nascidos até 3 meses com displasia?
○ a) Uso de órtese de Pavlik
○ b) Tenotomia de adutores
○ c) Tração
○ d) Gesso pélvico-perineal (GPP)
6. Qual das seguintes manobras é utilizada no diagnóstico clínico da DDQ?
○ a) Sinal de Drehman
○ b) Sinal de Galleazi
○ c) Sinal de Spurling
○ d) Sinal de Barlow
7. O tratamentoincruento (não-cirúrgico) para displasia do quadril inclui:
○ a) Osteotomias
○ b) Fixação in situ
○ c) Órtese de Pavlik
○ d) Artroplastia total do quadril
8. Qual a incidência aproximada de DDQ em meninas em relação aos meninos?
○ a) 1:1
○ b) 2:1
○ c) 3:1
○ d) 4:1
9. Qual das opções a seguir não está relacionada à etiologia da DDQ?
○ a) Fatores genéticos
○ b) Frouxidão ligamentar
○ c) Posição intrauterina
○ d) Deficiência de cálcio
10. Em que idade a radiografia é mais indicada para diagnosticar a DDQ?
○ a) Até 3 meses de vida
○ b) Após 5-6 meses de vida
○ c) No nascimento
○ d) Após 12 meses de vida
Epifisiólise Femoral Proximal
11. A epifisiólise femoral proximal é mais comum em:
○ a) Meninos entre 10-12 anos
○ b) Meninos entre 13-15 anos
○ c) Meninas entre 15-17 anos
○ d) Homens adultos
12. Qual fator anatômico favorece o deslizamento na epifisiólise femoral proximal?
○ a) Luxação do quadril
○ b) Aumento da pressão intra-articular
○ c) Relação colo-diáfise em varo
○ d) Impacto com o lábio acetabular
13. O quadro clínico da epifisiólise femoral proximal geralmente envolve:
○ a) Dor difusa, vaga, exacerbada pela atividade física
○ b) Dor aguda e localizada no joelho
○ c) Claudicação sem dor
○ d) Dor irradiada para a coluna vertebral
14. Qual sinal clínico é considerado patognomônico para a epifisiólise femoral proximal?
○ a) Sinal de Ortolani
○ b) Sinal de Drehman
○ c) Sinal de Trendelemburg
○ d) Sinal de Galleazi
15. A epifisiólise femoral proximal ocorre mais frequentemente em:
○ a) Crianças com idade entre 3-6 anos
○ b) Adultos acima de 60 anos
○ c) Pré-adolescentes
○ d) Crianças recém-nascidas
16. O deslizamento da epífise proximal do fêmur ocorre predominantemente na direção:
○ a) Supero-anterior
○ b) Postero-inferior
○ c) Medial
○ d) Lateral
17. Qual dos seguintes é um fator hormonal relacionado à epifisiólise femoral proximal?
○ a) Deficiência de hormônio de crescimento
○ b) Excesso de GH (hormônio de crescimento)
○ c) Deficiência de vitamina D
○ d) Aumento do estrogênio
18. O tratamento de escolha para epifisiólise em graus leves e moderados é:
○ a) Artroplastia total do quadril
○ b) Fixação in situ
○ c) Osteotomias subtrocantéricas
○ d) Redução cruenta
19. Em casos avançados de epifisiólise femoral proximal, uma complicação grave é:
○ a) Condrólise
○ b) Necrose avascular
○ c) Atrofia muscular
○ d) Frouxidão ligamentar
20. O sinal precoce de epifisiólise ao exame radiográfico é:
○ a) Encurtamento aparente do fêmur
○ b) Alargamento e irregularidade da fise
○ c) Diminuição da rotação interna
○ d) Sinal de Trendelemburg positivo
Questões Fraturas do Fêmur Proximal
21. As fraturas do fêmur proximal são frequentemente associadas a:
○ a) Atividades físicas intensas
○ b) Osteoporose e idade avançada
○ c) Doenças neuromusculares
○ d) Condições metabólicas
22. Qual das seguintes fraturas está mais associada ao risco de necrose avascular?
○ a) Fraturas intertrocantéricas
○ b) Fraturas basocervicais
○ c) Fraturas intracapsulares
○ d) Fraturas subtrocantéricas
23. Qual é a principal artéria envolvida na vascularização da cabeça femoral?
○ a) Artéria circunflexa medial
○ b) Artéria ilíaca externa
○ c) Artéria pudenda interna
○ d) Artéria femoral superficial
24. A fratura subtrocantérica é localizada:
○ a) Na região do colo femoral
○ b) Entre o trocanter maior e o trocanter menor
○ c) 5 cm distais ao trocanter menor
○ d) No acetábulo
25. A fratura intracapsular, quando deslocada, é frequentemente tratada com:
○ a) Redução incruenta
○ b) Fixação in situ
○ c) Artroplastia (substituição da cabeça femoral)
○ d) Osteossíntese com parafusos
26. Qual a complicação mais temida nas fraturas intracapsulares?
○ a) Condrólise
○ b) Necrose avascular
○ c) Fratura patológica
○ d) Encurtamento do fêmur
27. Após uma fratura do fêmur proximal, qual é a porcentagem aproximada de mortalidade no
primeiro ano?
○ a) 10%
○ b) 20%
○ c) 30%
○ d) 50%
28. Qual das seguintes fraturas é considerada extracapsular?
○ a) Fratura basocervical
○ b) Fratura intertrocantérica
○ c) Fratura transcervical
○ d) Fratura subcapital
29. Em qual das seguintes condições é recomendada uma artroplastia em idosos?
○ a) Fraturas subtrocantéricas
○ b) Fraturas intertrocantéricas
○ c) Fraturas intracapsulares deslocadas
○ d) Fraturas basocervicais
30. As fraturas do fêmur proximal, quando não tratadas adequadamente, podem evoluir para:
○ a) Necrose avascular
○ b) Artrite reumatoide
○ c) Condromalácia patelar
○ d) Lesão de menisco
Gabarito
1. **c**
2. **b**
3. **d**
4. **c**
5. **a**
6. **d**
7. **c**
8. **d**
9. **d**
10. **b**
11. **b**
12. **c**
13. **a**
14. **b**
15. **c**
16. **b**
17. **b**
18. **b**
19. **b**
20. **b**
21. **b**
22. **c**
23. **a**
24. **c**
25. **c**
26. **b**
27. **c**
28. **b**
29. **c**
30. **a*
### Infecções osseas. ###
1. Introdução
● A osteomielite é uma inflamação óssea causada principalmente pelo
Staphylococcus aureus.
● Afeta um ou mais ossos e sua gravidade é classificada conforme:
1. Etiologia da infecção
2. Patogênese
3. Extensão do comprometimento ósseo
4. Fatores do hospedeiro específicos
● As infecções ósseas podem ser hematogênicas ou de foco contíguo.
● A osteomielite pode ser aguda ou evoluir para crônica.
2. Classificação das Infecções Ortopédicas
● Hematogênica aguda
● Subaguda
● Crônica
● Artrite séptica
● Infecções pós-operatórias
● Tuberculose óssea
● Infecções na coluna
3. Osteomielite Hematogênica Aguda
● Ocorre principalmente em crianças e é considerada uma emergência médica.
● A infecção surge a partir de bacteremia, com maior facilidade nas metáfises dos
ossos longos (joelho e ombro).
● Fatores de risco: subnutrição, leucoses, diabetes, hemoglobinopatias, HIV.
● Organismos causadores:
○ Staphylococcus aureus é o mais comum.
○ Outros: estreptococos, Enterobacteriaceae e anaeróbios.
4. Patogênese da Osteomielite
● Multiplicação bacteriana leva a trombos e êmbolos sépticos, aumentando a pressão
intraóssea e resultando em necrose e pus.
● A infecção pode se espalhar pelos canais de Havers e Volkmann, formando
abscessos periosteais.
● Em casos graves, pode ocorrer sequestro ósseo e drenagem espontânea pela
pele.
5. Quadro Clínico
● Manifestações sistêmicas: febre, calafrios, vômitos, desidratação.
● Dor localizada, claudicação antálgica, pseudoparalisia.
● Rubor e aumento de volume nas áreas afetadas.
● Derrame articular estéril pode ocorrer por reflexo simpático.
● A dor pode melhorar após a ruptura de abscessos.
6. Diagnóstico
● Radiografia: revela alterações nas partes moles e necrose óssea.
● Ultrassonografia: útil para localizar coleções, abscessos e orientar biópsias.
● Cintilografia óssea: hipercaptação em áreas afetadas, útil na detecção precoce.
● Ressonância magnética: identifica abscessos subperiosteais e ajuda a diferenciar
inflamação de infecção.
● Hemograma: leucocitose, VHS elevado e proteína C reativa aumentada são
indicadores.
7. Tratamento da Osteomielite
● Tratamento precoce é crucial para evitar sequelas.
● Antibióticos de amplo espectro inicialmente, ajustados conforme cultura e gram.
● Cirúrgico: necessário se não houver melhora com antibióticos em 24-48 horas.
Envolve descompressão óssea e lavagem abundante.
● Complicações: septicemia, pioartrite, cronificação com formação de sequestros
ósseos.
8. Artrite Séptica
● Infecção articular causada por microrganismos patogênicos, principalmente por
disseminação hematogênica.
● Agentes etiológicos:
○ Staphylococcus aureus (mais comum, 40-60% dos casos)
○ H. influenzae, estreptococos do grupo B, gram-negativos (neonatos).
● A infecção pode destruir a cartilagem articular, causando luxações e destruição da
epífise e placa epifisária.
● Diagnóstico: punção articular para gram e cultura.
● Tratamento: drenagem cirúrgica precoce e antibióticos intravenosos.
9. Infecções Pós-operatórias
● Comumente causadas por bactérias formadoras de biofilme, como Staphylococcus
aureus.
● Tratamento inclui remoção de tecidos necróticos, irrigação contínua com soro
fisiológico ou antibióticose, em alguns casos, enxertos ósseos.
10. Tuberculose Óssea
● Causada pelo Mycobacterium tuberculosis, geralmente afeta a coluna vertebral
(doença de Pott).
● Caracteriza-se por destruição óssea gradual, com formação de abscessos frios.
● Tratamento inclui quimioterapia antituberculosa prolongada e, se necessário,
intervenção cirúrgica.
Questões Infecções Ortopédicas
1. O que é osteomielite?
○ a) Infecção da pele
○ b) Condição inflamatória do osso causada por um organismo infectante
○ c) Infecção articular causada por fungos
○ d) Processo inflamatório dos músculos
2. Qual é o organismo mais comumente associado à osteomielite?
○ a) Escherichia coli
○ b) Staphylococcus aureus
○ c) Klebsiella pneumoniae
○ d) Candida albicans
3. Em que local é mais comum a ocorrência da osteomielite hematogênica aguda
em crianças?
○ a) Metáfise dos ossos longos
○ b) Corpo vertebral
○ c) Ossos da face
○ d) Cartilagem articular
4. Qual das condições abaixo é um fator de risco para osteomielite?
○ a) Insuficiência renal crônica
○ b) Diabetes
○ c) Hipotireoidismo
○ d) Artrite reumatoide
5. A osteomielite é frequentemente causada por infecção originada a partir de:
○ a) Focos cutâneos
○ b) Bacteremia (via hematogênica)
○ c) Trauma de alta energia
○ d) Uso de próteses
6. Qual das opções é um sinal clínico comum da osteomielite?
○ a) Dor difusa nas articulações
○ b) Febre e dor localizada no osso afetado
○ c) Dificuldade respiratória
○ d) Aumento da diurese
7. Na osteomielite, qual o principal achado radiológico nas primeiras 7-10 dias?
○ a) Calcificação difusa
○ b) Áreas irregulares de rarefação óssea e necrose
○ c) Aumento do espaço articular
○ d) Diminuição da densidade óssea
8. Em qual dessas situações é indicada a cintilografia óssea?
○ a) Diagnóstico de osteomielite subaguda
○ b) Diferenciação de inflamação e infecção
○ c) Tratamento de fraturas ósseas
○ d) Identificação de múltiplos focos de infecção
9. Qual é a função da ressonância magnética no diagnóstico de osteomielite?
○ a) Confirmar necrose avascular
○ b) Detectar abscessos subperiosteais e inflamação
○ c) Avaliar a destruição articular
○ d) Medir a atividade osteoblástica
10. Qual o tratamento inicial para osteomielite aguda?
○ a) Cirurgia de descompressão
○ b) Antibióticos de amplo espectro por via intravenosa
○ c) Terapia com corticoides
○ d) Observação e repouso
11. Quanto tempo, em média, dura o tratamento antibiótico para osteomielite
aguda?
○ a) 1 semana
○ b) 2-4 semanas
○ c) 5-8 semanas
○ d) 10 semanas
12. Qual a principal complicação da osteomielite crônica?
○ a) Fraturas patológicas
○ b) Atrofia muscular
○ c) Diminuição da estatura
○ d) Espessamento ósseo
13. Qual a definição de artrite séptica?
○ a) Inflamação crônica das articulações
○ b) Infecção articular com presença de microrganismos patogênicos
○ c) Desgaste articular por causas degenerativas
○ d) Acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações
14. Qual a via de contaminação mais comum na artrite séptica?
○ a) Inoculação direta
○ b) Contiguidade
○ c) Disseminação hematogênica
○ d) Ferimento perfurante
15. Qual o principal agente etiológico da artrite séptica?
○ a) Haemophilus influenzae
○ b) Streptococcus pneumoniae
○ c) Staphylococcus aureus
○ d) Neisseria gonorrhoeae
16. Em recém-nascidos, a artrite séptica é mais comum na articulação:
○ a) Joelho
○ b) Tornozelo
○ c) Quadril
○ d) Ombro
17. Qual é a principal complicação da artrite séptica em crianças?
○ a) Fratura epifisária
○ b) Luxação e destruição da epífise
○ c) Condrólise
○ d) Atrofia muscular
18. Qual exame é o padrão-ouro para o diagnóstico de artrite séptica?
○ a) Cintilografia
○ b) Tomografia computadorizada
○ c) Punção articular com cultura do líquido sinovial
○ d) Ressonância magnética
19. Qual o principal objetivo do tratamento cirúrgico da artrite séptica?
○ a) Redução de fraturas
○ b) Descompressão da cápsula articular
○ c) Aumento da mobilidade articular
○ d) Prevenção de deformidades
20. Quais são os antibióticos indicados para o tratamento de artrite séptica em
recém-nascidos?
○ a) Penicilina e eritromicina
○ b) Oxacilina e gentamicina
○ c) Vancomicina e clindamicina
○ d) Amoxicilina e clavulanato
21. Qual é a etiologia mais comum das infecções pós-operatórias em ortopedia?
○ a) Formação de hematomas
○ b) Biofilmes bacterianos, principalmente Staphylococcus aureus
○ c) Infecção por fungos
○ d) Trauma cirúrgico
22. O que é um biofilme bacteriano?
○ a) Colônia bacteriana de rápida proliferação sem matriz protetora
○ b) Comunidade bacteriana altamente estruturada aderida a uma superfície
○ c) Bactérias circulantes no sangue
○ d) Mecanismo de resistência ao calor
23. Qual o principal tratamento para infecções pós-operatórias associadas a
biofilmes?
○ a) Antibióticos orais de longo prazo
○ b) Retirada de tecido necrótico e irrigação contínua
○ c) Fisioterapia
○ d) Compressão mecânica do local afetado
24. A tuberculose óssea é causada por:
○ a) Haemophilus influenzae
○ b) Mycobacterium tuberculosis
○ c) Staphylococcus epidermidis
○ d) Escherichia coli
25. Qual o local mais comum afetado pela tuberculose óssea?
○ a) Fêmur distal
○ b) Coluna vertebral (doença de Pott)
○ c) Ossos do pé
○ d) Punho
26. A osteomielite crônica tende a resultar em qual complicação?
○ a) Formação de sequestro ósseo
○ b) Condrólise
○ c) Encurtamento ósseo
○ d) Destruição da cartilagem articular
27. Qual das seguintes é uma indicação de intervenção cirúrgica na osteomielite?
○ a) Resposta rápida ao tratamento com antibióticos
○ b) Formação de abscesso subperiosteal
○ c) Leve aumento da proteína C reativa
○ d) Queda na VHS em 48 horas
28. Quais exames laboratoriais são importantes no acompanhamento da resposta
ao tratamento da osteomielite?
○ a) PCR e VHS
○ b) Hemoglobina e glicose
○ c) Creatinina e TGO
○ d) Albumina e TGP
29. No contexto da osteomielite crônica, o que é o sequestro?
○ a) Uma infecção no músculo ao redor do osso
○ b) Um fragmento de osso morto que não tem circulação sanguínea
○ c) Uma fratura causada por infecção
○ d) Um abscesso cheio de pus
30. Qual complicação pode ocorrer em articulações próximas ao foco de
osteomielite?
○ a) Artrite séptica secundária
○ b) Necrose avascular
○ c) Tendinite
○ d) Fibrose articular
Gabarito Infecções Ortopédicas
1. **b**
2. **b**
3. **a**
4. **b**
5. **b**
6. **b**
7. **b**
8. **d**
9. **b**
10. **b**
11. **c**
12. **a**
13. **b**
14. **c**
15. **c**
16. **c**
17. **b**
18. **c**
19. **b**
20. **b**
21. **b**
22. **b**
23. **b**
24. **b**
25. **b**
26. **a**
27. **b**
28. **a**
29. **b**
30. **a**
### Tumores Osseos ###
Tumores Ósseos Benignos
1. Osteoma
○ Tumor benigno, assintomático.
○ Mais comum em mulheres, pode ocorrer em qualquer idade.
○ Tratamento por acompanhamento clínico.
○ Relacionado à síndrome de Gardner (múltiplos osteomas, pólipos intestinais).
○ Características histológicas: tecido ósseo compacto, homogêneo,
semelhante ao osso cortical.
2. Osteoma Osteoide
○ Tumor ósseo benigno, ativo, geralmente em crianças e jovens (mais comum
em meninos).
○ Localização: diáfise de ossos longos como fêmur e tíbia.
○ Sintomas: dor intensa, pior à noite, responde a salicilatos.
○ Tratamento: geralmente autolimitado, mas pode exigir ressecção cirúrgica.
3. Osteoblastoma
○ Semelhante ao osteoma osteoide, mas maior e mais agressivo.
○ Comum em jovens adultos, principalmente do sexo masculino.
○ Localização frequente: coluna vertebral e sacro.
○ Tratamento cirúrgico.
4. Condroma
○ Tumor benigno de cartilagem, comum entre 10% a 25% dos tumores ósseos
benignos.
○ Localização: ossos das mãos, pés, úmero e fêmur.
○ Pode ser assintomático ou causar fratura patológica.
○ Tratamento varia de observação a curetagem cirúrgica.
5. Osteocondroma
○ Tumor benigno, caracterizado por exostose óssea coberta por cartilagem.
○ Mais comum em adolescentes e jovens (1ª-2ª década de vida).
○ Localização: metáfise de ossos longos.
○ Tratamento cirúrgico se houver complicações.
6. Tumor de Células Gigantes
○ Tumor benigno, porém agressivo, com tendência a recorrência.○ Comum em adultos jovens, especialmente na epífise de ossos longos, como
ao redor do joelho.
○ Sintomas: dor, limitação de movimentos e fratura patológica.
○ Tratamento: curetagem e reconstrução com enxerto ósseo ou cimento
acrílico.
Tumores Ósseos Malignos
1. Osteossarcoma
○ Tumor maligno agressivo, comum em crianças e adolescentes.
○ Localização: metáfise distal do fêmur e metáfises proximais da tíbia e úmero.
○ Sintomas: dor local, fratura patológica.
○ Tratamento: cirurgia e quimioterapia, podendo ser necessária amputação.
2. Condrossarcoma
○ Tumor maligno de cartilagem.
Metástases Ósseas
● O osso é um local comum para metástases, especialmente de cânceres de mama e
próstata.
● Localização frequente: coluna torácica e lombar, fêmur e úmero proximais.
● Tratamento envolve abordagem multidisciplinar com ortopedia, radioterapia,
hormonioterapia, bifosfonados, entre outros.
Aqui estão 25 questões sobre tumores ósseos com suas respectivas respostas, baseadas
no documento fornecido:
Questões:
1. Qual é o tumor ósseo benigno relacionado à síndrome de Gardner?
a) Osteoma
b) Osteocondroma
c) Condroma
d) Osteossarcoma
2. Qual das alternativas descreve corretamente o osteoma osteoide?
a) Tumor maligno agressivo.
b) Tumor benigno produtor de osso, mais comum em adultos.
c) Tumor benigno ativo, com dor intensa que piora à noite.
d) Tumor de células gigantes com alta taxa de recidiva.
3. Qual é o tratamento indicado para o osteoma osteoide quando há dor intensa?
a) Radioterapia
b) Observação clínica
c) Ressecção em bloco
d) Curetagem com cimento acrílico
4. Qual é a localização mais comum do osteoblastoma?
a) Crânio
b) Coluna vertebral e sacro
c) Ossos longos das pernas
d) Mandíbula
5. Qual tumor ósseo benigno é caracterizado por uma exostose coberta por uma
fina camada de cartilagem?
a) Osteocondroma
b) Osteossarcoma
c) Condroblastoma
d) Lipoma intraósseo
6. Qual é a faixa etária mais afetada pelo condroma?
a) Crianças abaixo de 10 anos
b) Adultos entre 20 e 50 anos
c) Idosos acima de 60 anos
d) Recém-nascidos
7. O que caracteriza o tumor de células gigantes?
a) Tumor maligno com formação de osso imaturo
b) Tumor benigno, mas agressivo, com células multinucleadas
c) Tumor maligno da cartilagem
d) Tumor benigno, limitado aos ossos das mãos
8. Qual é o principal sintoma do osteossarcoma?
a) Febre
b) Dor local inespecífica
c) Perda de peso
d) Tosse persistente
9. Qual das seguintes afirmativas é verdadeira sobre o osteossarcoma?
a) Ocorre principalmente em adultos.
b) É um tumor benigno de crescimento lento.
c) Pode estar associado a metástases ao diagnóstico.
d) O tratamento envolve apenas observação.
10. O que é o condrossarcoma?
a) Tumor benigno de cartilagem
b) Tumor maligno de cartilagem
c) Tumor maligno de origem óssea
d) Tumor benigno de origem fibrosa
11. As metástases ósseas são mais frequentemente originadas de quais tipos de
câncer?
a) Câncer de pulmão e rim
b) Câncer de mama e próstata
c) Câncer de pele e cérebro
d) Câncer de fígado e pâncreas
12. Qual é o tumor ósseo maligno mais comum em crianças e adolescentes?
a) Condrossarcoma
b) Osteossarcoma
c) Tumor de células gigantes
d) Osteoma
13. Qual exame é mais utilizado para avaliar metástases ósseas?
a) Ressonância magnética
b) Cintilografia óssea com Tc99
c) Ultrassom
d) Exame de sangue
14. Qual das seguintes opções é um tratamento utilizado para prevenir fraturas em
metástases ósseas?
a) Hormonioterapia
b) Quimioterapia
c) Vertebroplastia
d) Radioterapia
15. Qual das opções abaixo caracteriza o osteocondroma?
a) Tumor maligno de origem cartilaginosa
b) Tumor benigno de origem fibrosa
c) Tumor benigno latente coberto por cartilagem
d) Tumor maligno agressivo
16. Qual é a técnica utilizada para reduzir as recidivas locais no tratamento de
tumores de células gigantes?
a) Ressecção em bloco
b) Quimioterapia
c) Radioterapia
d) Curetagem ampliada com uso de adjuvantes
17. Qual é a localização mais comum do osteossarcoma?
a) Mandíbula
b) Ossos do crânio
c) Metáfise distal do fêmur
d) Coluna vertebral
18. O que caracteriza a síndrome de Gardner em relação aos tumores ósseos?
a) Presença de múltiplos osteomas, principalmente no crânio e mandíbula
b) Tumores malignos associados a metástases
c) Desenvolvimento de tumores ósseos em pessoas com menos de 10 anos
d) Tumores benignos associados a fraturas patológicas
19. O que é mais comum em tumores ósseos malignos primários?
a) Origem hematopoiética
b) Crescimento lento
c) Metástase ao diagnóstico
d) Localização nas extremidades distais
20. Qual das seguintes opções NÃO é um tumor ósseo benigno?
a) Osteoma
b) Condrossarcoma
c) Osteocondroma
d) Condroma
21. Qual é o principal tratamento para osteossarcoma?
a) Radioterapia
b) Amputação
c) Quimioterapia e cirurgia
d) Observação clínica
22. Qual das seguintes características é associada ao osteoma osteoide?
a) Alta incidência em mulheres idosas
b) Dor que piora com o movimento
c) Nidus central vascularizado cercado por osso reativo
d) Frequência comum em articulações sinoviais
23. Qual é o diagnóstico inicial mais comum para um paciente com
osteossarcoma?
a) Cintilografia óssea
b) Radiografia
c) PET scan
d) Ultrassonografia
24. Qual das seguintes afirmativas é verdadeira sobre o tratamento de metástases
ósseas?
a) A radioterapia não tem papel relevante.
b) Vertebroplastia é uma opção para metástases na coluna.
c) Bifosfonados são usados apenas em tumores benignos.
d) Hormonioterapia é eficaz apenas para câncer de pulmão.
25. Qual das opções abaixo descreve corretamente o lipoma intraósseo?
a) Tumor maligno comum em adultos jovens
b) Tumor benigno formado por tecido adiposo no osso
c) Tumor benigno de origem vascular
d) Tumor maligno com metástases frequentes
Gabarito:
1. a) Osteoma
2. c) Tumor benigno ativo, com dor intensa que piora à noite
3. c) Ressecção em bloco
4. b) Coluna vertebral e sacro
5. a) Osteocondroma
6. b) Adultos entre 20 e 50 anos
7. b) Tumor benigno, mas agressivo, com células multinucleadas
8. b) Dor local inespecífica
9. c) Pode estar associado a metástases ao diagnóstico
10. b) Tumor maligno de cartilagem
11. b) Câncer de mama e próstata
12. b) Osteossarcoma
13. b) Cintilografia óssea com Tc99
14. c) Vertebroplastia
15. c) Tumor benigno latente coberto por cartilagem
16. d) Curetagem ampliada com uso de adjuvantes
17. c) Metáfise distal do fêmur
18. a) Presença de múltiplos osteomas, principalmente no crânio e mandíbula
19. c) Metástase ao diagnóstico
20. b) Condrossarcoma
21. c) Quimioterapia e cirurgia
22. c) Nidus central vascularizado cercado por osso reativo
23. b) Radiografia
24. b) Vertebroplastia é uma opção para metástases na coluna
25. b) Tumor benigno formado por tecido adiposo no osso
### Pé diabético ###
1. Generalidades
● Amputações: De 40% a 70% das amputações de extremidades inferiores estão
relacionadas ao diabetes.
○ 85% são precedidas por úlcera no pé.
2. Neuropatia
● A prevalência da neuropatia periférica aumenta com a duração do diabetes.
● 50% dos pacientes apresentam algum grau de neuropatia após 10 anos.
● Três formas clínicas principais:
1. Autonômica: Danifica a pele, tornando-a seca, quebradiça e menos
protetora.
2. Sensitiva: Perda da sensibilidade, o que aumenta o risco de traumas e
úlceras.
3. Motora: Atrofia muscular do pé, causando deformidades (dedos em
garra/martelo).
3. Formação da Úlcera
● A perda de sensibilidade e aumento da pressão mecânica localizada levam à
necrose tissular e formação de cavidades indolores.
4. Vasculopatia
● Macroangiopatia: Oclusão das artérias, principalmente abaixo do joelho, levando à
dor, isquemia e gangrena.
● Microangiopatia: Espessamento da íntima dos capilares, dificultando a difusão de
nutrientes e leucócitos.
5. Infecções
● Infecções são uma das principais causas de amputação.
● Infecções superficiais geralmente envolvem Staphylococcus e Streptococcus.
● Infecções mais profundas são polimicrobianas, requerendo cultura cirúrgica.
6. Tratamento
● Abordagem multidisciplinar:
○ Limpeza cirúrgica, controlemetabólico e nutricional, e alívio da pressão
mecânica no pé.
○ Úlcera plantar: Porta de entrada para infecções profundas (osteomielite).
7. Abordagem Clínica
● Avaliação da história do paciente (tempo de diabetes, uso de insulina, hábitos).
● Exame neurológico e vascular, além de deformidades que aumentam o risco de
úlceras.
8. Classificação do Pé Diabético (Wagner, 1979)
● Grau 0: Pele intacta, mas em risco.
● Grau I: Úlcera superficial (até o subcutâneo).
● Grau II: Úlcera profunda (até tendão ou osso).
● Grau III: Infecção ativa (celulite, abscesso, osteomielite).
● Grau IV: Gangrena no antepé.
● Grau V: Gangrena extensa (todo o pé).
9. Tratamento por Grau
● Grau 0: Medidas profiláticas.
● Grau I: Alívio da pressão mecânica.
● Grau II: Radiografia para descartar infecção óssea, possível cirurgia para correção
de deformidades.
● Grau III: Internação, debridamento, e controle da glicemia.
● Grau IV e V: Amputação pode ser necessária para prevenir septicemia.
10. Amputações
● Variam desde amputações de dedos a cirurgias mais complexas (Lisfranc, Chopart).
● Desarticulação de Lisfranc: Permite bom coto para protetização.
● Amputação de Syme: Oferece descarga distal e possibilita marcha sem prótese
Questões:
1. Qual é a principal causa de amputações de extremidades inferiores em
pacientes diabéticos?
a) Infecção urinária
b) Hipertensão arterial
c) Úlcera no pé
d) Doença arterial periférica
2. Qual é a prevalência de neuropatia periférica em pacientes diabéticos após 10
anos de doença?
a) 10%
b) 25%
c) 50%
d) 75%
3. Quais são as três formas clínicas da neuropatia periférica associada ao
diabetes?
a) Motora, Sensitiva e Sensorial
b) Autonômica, Motora e Sensitiva
c) Autonômica, Vascular e Sensitiva
d) Sensorial, Autonômica e Neurológica
4. A neuropatia autonômica no pé diabético provoca o seguinte efeito na pele:
a) Pele oleosa e grossa
b) Pele seca e quebradiça
c) Aumento da elasticidade da pele
d) Pele resistente a infecções
5. A neuropatia motora no pé diabético está associada a:
a) Formação de úlceras
b) Atrofia da musculatura intrínseca do pé
c) Perda da sensibilidade
d) Necrose tissular
6. A formação da úlcera no pé diabético ocorre devido a:
a) Infecção direta pelo fungo Candida
b) Aumento da pressão mecânica em áreas insensíveis
c) Exposição ao frio
d) Uso de meias apertadas
7. O que é vasculopatia no contexto do pé diabético?
a) Lesão dos nervos sensoriais do pé
b) Oclusão de artérias e arteríolas do pé
c) Infecção superficial na pele
d) Aumento da sensibilidade nos pés
8. Qual é a principal causa de amputações em pacientes com pé diabético
infectado?
a) Osteoporose
b) Infecção grave
c) Traumatismo direto
d) Fratura de estresse
9. Qual dos seguintes microrganismos está mais frequentemente envolvido em
infecções superficiais no pé diabético?
a) Escherichia coli
b) Staphylococcus e Streptococcus
c) Candida albicans
d) Pseudomonas aeruginosa
10. Como é tratada uma infecção profunda no pé diabético?
a) Apenas com antibióticos orais
b) Com debridamento cirúrgico amplo e antibióticos
c) Com imobilização do pé
d) Com fisioterapia intensiva
11. A úlcera plantar no pé diabético pode evoluir para qual condição grave?
a) Osteoporose
b) Fratura de estresse
c) Osteomielite
d) Artrite reumatoide
12. Qual exame deve ser realizado para avaliar alterações ósseas como
osteomielite no pé diabético?
a) Ultrassonografia
b) Tomografia computadorizada
c) Radiografia
d) Ressonância magnética
13. De acordo com a classificação de Wagner, qual é o grau de uma úlcera que
atinge até o plano tendinoso ou ósseo?
a) Grau I
b) Grau II
c) Grau III
d) Grau IV
14. Qual das seguintes é uma medida profilática para pacientes com pé diabético
de grau 0?
a) Retirada da pressão mecânica no pé
b) Amputação
c) Limpeza cirúrgica
d) Uso de antibióticos
15. No pé diabético com infecção ativa e osteomielite (Grau III), qual é a conduta
recomendada?
a) Apenas observação
b) Cirurgia com debridamento e controle glicêmico
c) Uso de pomadas tópicas
d) Fisioterapia
16. Gangrena seca no pé diabético é uma complicação de qual grau?
a) Grau II
b) Grau III
c) Grau IV
d) Grau V
17. Qual procedimento pode ser necessário em pacientes com gangrena extensa
no pé (Grau V)?
a) Amputação de dedos
b) Transplante de pele
c) Cirurgia vascular de revascularização
d) Amputação maior (proximal ao tornozelo)
18. O que é a desarticulação de Lisfranc?
a) Cirurgia de correção da musculatura intrínseca do pé
b) Procedimento que remove parte da perna
c) Amputação na articulação metatarsal
d) Remoção do osso calcâneo
19. Qual é o principal objetivo do tratamento com amputação de Syme?
a) Prevenir a gangrena úmida
b) Proporcionar um coto que permita descarga distal
c) Manter a estética do pé
d) Evitar a osteomielite
20. Qual exame inicial é indicado para avaliar úlceras no pé diabético?
a) Biópsia
b) Radiografia
c) Tomografia
d) Angiografia
Gabarito:
1. c) Úlcera no pé
2. c) 50%
3. b) Autonômica, Motora e Sensitiva
4. b) Pele seca e quebradiça
5. b) Atrofia da musculatura intrínseca do pé
6. b) Aumento da pressão mecânica em áreas insensíveis
7. b) Oclusão de artérias e arteríolas do pé
8. b) Infecção grave
9. b) Staphylococcus e Streptococcus
10. b) Com debridamento cirúrgico amplo e antibióticos
11. c) Osteomielite
12. c) Radiografia
13. b) Grau II
14. a) Retirada da pressão mecânica no pé
15. b) Cirurgia com debridamento e controle glicêmico
16. c) Grau IV
17. d) Amputação maior (proximal ao tornozelo)
18. c) Amputação na articulação metatarsal
19. b) Proporcionar um coto que permita descarga distal
20. b) Radiografia
### Sd. Compartimental ###
1. Definição
● A Síndrome Compartimental é caracterizada pelo aumento da pressão intersticial
dentro de um compartimento osteofascial fechado.
● Essa pressão elevada compromete a perfusão capilar, resultando em isquemia e
necrose tecidual.
● Pode afetar vasos sanguíneos, músculos e nervos.
2. Etiologia
● Fraturas: Associada a lesões de alta energia, incluindo fraturas expostas.
● Contusão fechada: Após golpes diretos em músculos, como na coxa.
● Hemorragia: Pode ocorrer em pacientes que tomam anticoagulantes.
● Extravasamento de substâncias: Por injeções erradas intramusculares ou fluídos
irritantes.
● Lesão de reperfusão: Após revascularização de membros isquêmicos ou liberação
de garrote prolongado.
3. Sinais e Sintomas
● Dor intensa desproporcional à lesão.
● Edema, parestesia, paresia, diminuição ou ausência de pulsos.
● Laboratório: Mioglobinúria e elevação da creatinofosfoquinase (CPK).
● Outros sintomas incluem dor no alongamento passivo, sensação de constrição e
tensão muscular, e força muscular reduzida.
4. Diagnóstico
● O diagnóstico é principalmente clínico.
● Confirmação pode ser feita pela medida da pressão intracompartimental.
○ Valores acima de 30 mmHg ou valores 30 mmHg abaixo da pressão sistólica
indicam síndrome compartimental.
5. Monitoramento da Pressão
● Pressão intracompartimental deve ser monitorada regularmente, especialmente em
pacientes inconscientes.
● A pressão de perfusão é calculada subtraindo a pressão do compartimento da
pressão diastólica.
○ A ∆P deve ser superior a 30 mmHg. Valores baixos confirmam o diagnóstico.
● O monitoramento deve ser contínuo até a normalização da ∆P.
6. Tratamento
● Fasciotomia: Cirurgia para aliviar a pressão no compartimento, geralmente
necessária em casos suspeitos.
● Outras medidas incluem:
○ Afrouxamento de curativos constritivos.
○ Manter o membro no nível do coração.
○ Alinhar e imobilizar fraturas associadas.
● Após a fasciotomia, os músculos são inspecionados e qualquer tecido não viável é
removido.
7. Avaliação da Viabilidade Muscular
● Avaliação com base nos "quatro Cs":
1. Cor: Rosa indica músculo viável.
2. Contratilidade: Capacidade do músculo de contrair.
3. Consistência: O músculo morto pode ser retirado com cureta.
4. Capacidade de sangrar: Tecidos viáveis têm boa perfusão.
8. Ciclo Vicioso
● A síndrome compartimental pode desencadear um ciclo vicioso de isquemia,
aumento da pressãoe necrose, exacerbando a gravidade do quadro.
9. Síndrome de Esmagamento
● Lesão muscular grave que resulta em lesão renal, podendo ocorrer após
compressão prolongada, revascularização ou uso de garrote por muito tempo.
10. Pontos-Chave
● A síndrome compartimental é uma emergência cirúrgica.
● Não é descartada pela presença de pulso distal, e a perda de pulso sugere dano
irreversível.
● O tratamento tardio, após 24-48 horas, pode não ter benefícios, pois o músculo pode
estar irreversivelmente danificado.
Questões
1. O que caracteriza a síndrome compartimental?
a) Aumento da pressão arterial sistêmica
b) Aumento da pressão intersticial dentro de um compartimento osteofascial
c) Diminuição da pressão venosa
d) Perfusão capilar aumentada
2. Qual é o principal compartimento afetado pela síndrome compartimental?
a) Compartimento lateral da coxa
b) Compartimento anterior da perna
c) Compartimento posterior do braço
d) Compartimento medial do pé
3. Qual é uma das principais causas da síndrome compartimental?
a) Fraturas de alta energia
b) Infecção bacteriana
c) Hipotensão
d) Hiperglicemia
4. Qual dos seguintes sinais clínicos é característico da síndrome
compartimental?
a) Dor desproporcional à lesão
b) Hipertensão arterial
c) Fraqueza muscular generalizada
d) Febre alta
5. Quais são os sinais e sintomas comuns da síndrome compartimental?
a) Edema, parestesia, dor severa
b) Febre, dor de cabeça, confusão
c) Náuseas, vômitos, diarreia
d) Hipotermia, sudorese, dor abdominal
6. A síndrome compartimental pode ser confirmada por:
a) Tomografia computadorizada
b) Medida da pressão intracompartimental
c) Exame de sangue
d) Eletromiografia
7. Qual é o valor de pressão intracompartimental que confirma a síndrome
compartimental?
a) >10 mmHg
b) >20 mmHg
c) >30 mmHg
d) >50 mmHg
8. O que ocorre na síndrome compartimental quando a pressão dentro do
compartimento aumenta?
a) Aumento da perfusão tecidual
b) Hipoperfusão tecidual e isquemia
c) Melhora na função muscular
d) Aumento da pressão arterial sistêmica
9. Quais são os achados laboratoriais comuns na síndrome compartimental?
a) Elevação de ureia e creatinina
b) Elevação de creatinofosfoquinase (CPK) e mioglobinúria
c) Hiperglicemia e leucocitose
d) Hiponatremia e hipocalcemia
10. Qual das seguintes lesões pode desencadear a síndrome compartimental?
a) Hipertensão crônica
b) Contusão fechada com hemorragia
c) Hipoglicemia
d) Infecção viral
11. Qual é o tratamento cirúrgico de escolha para a síndrome compartimental?
a) Desbridamento
b) Fasciotomia
c) Amputação
d) Revascularização
12. Quando o diagnóstico de síndrome compartimental deve ser considerado?
a) Quando o paciente apresenta febre e leucocitose
b) Quando há dor desproporcional, edema e diminuição dos pulsos
c) Quando o paciente está com pressão arterial elevada
d) Quando há sangramento ativo
13. Qual é a função da fasciotomia no tratamento da síndrome compartimental?
a) Aumentar a pressão intracompartimental
b) Melhorar a perfusão do tecido afetado
c) Reduzir a função dos músculos envolvidos
d) Prevenir infecções no compartimento
14. Na avaliação da viabilidade muscular durante uma fasciotomia, quais são os
"quatro Cs"?
a) Cor, Contratilidade, Consistência e Capacidade de sangrar
b) Calor, Cor, Consistência e Circulação
c) Consistência, Circulação, Capacidade de regeneração e Cor
d) Capacidade de resposta, Cor, Consistência e Contratilidade
15. Qual das seguintes complicações está associada à síndrome compartimental
não tratada?
a) Infecção viral
b) Necrose tecidual irreversível
c) Hipertensão pulmonar
d) Melhora espontânea da condição
16. Qual condição pode causar síndrome de esmagamento, relacionada à
síndrome compartimental?
a) Revascularização de um membro isquêmico
b) Hiperventilação
c) Uso de antibióticos prolongado
d) Pressão arterial elevada
17. Quando a monitorização da pressão intracompartimental é mais útil?
a) Em pacientes conscientes com dor aguda
b) Em pacientes inconscientes ou prostrados
c) Em pacientes com hipertensão crônica
d) Em pacientes com insuficiência renal
18. Qual é a conduta inicial ao se suspeitar de síndrome compartimental?
a) Elevar o membro afetado acima do coração
b) Aplicar bandagens compressivas
c) Imediatamente realizar fasciotomia
d) Realizar tomografia do membro afetado
19. Qual é o principal sintoma inicial da síndrome compartimental?
a) Edema
b) Parestesia
c) Dor intensa
d) Diminuição dos pulsos
20. O que ocorre em casos de síndrome compartimental não tratados por mais de
48 horas?
a) Reversão espontânea dos sintomas
b) Morte tecidual extensa
c) Redução da pressão intracompartimental
d) Melhora da função nervosa
Gabarito:
1. b) Aumento da pressão intersticial dentro de um compartimento osteofascial
2. b) Compartimento anterior da perna
3. a) Fraturas de alta energia
4. a) Dor desproporcional à lesão
5. a) Edema, parestesia, dor severa
6. b) Medida da pressão intracompartimental
7. c) >30 mmHg
8. b) Hipoperfusão tecidual e isquemia
9. b) Elevação de creatinofosfoquinase (CPK) e mioglobinúria
10. b) Contusão fechada com hemorragia
11. b) Fasciotomia
12. b) Quando há dor desproporcional, edema e diminuição dos pulsos
13. b) Melhorar a perfusão do tecido afetado
14. a) Cor, Contratilidade, Consistência e Capacidade de sangrar
15. b) Necrose tecidual irreversível
16. a) Revascularização de um membro isquêmico
17. b) Em pacientes inconscientes ou prostrados
18. c) Imediatamente realizar fasciotomia
19. c) Dor intensa
20. b) Morte tecidual extensa

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